QUEM DEU CRÉDITO?
Quem deu crédito à nossa pregação?
A quem o Teu braço se manifestou,
Aquele que abriu seu pobre coração,...
NAS PROVAS.

Nas provas ou em cativeiro,
Sofrendo a miséria, sem dinheiro,
Senhor, guarda a minha fé em ti,
Senhor, conced...
NÃO QUERO ESQUECER.
Não quero jamais esquecer,
O que Cristo fez por mim,
Está marcado no meu coração,
Esse amor de Deus am...
VIDA.
A vida;
É passageira,
Como a água,
Que corre,
Corre sem parar,
Umas vezes calma,
Outras vezes veloz,
Corre pró mar,
...
O TEU DIVINO AMOR!
Dalém, ao nosso alcance.
Indescrutivel seu valor,
Tudo por nós deixas-te,
Aqui vieste morrer,
Para leva...
BOTÃO DE ROSA.
O nascente que fluiu,
Do meu botão de rosa,
Vai crescendo,
Como um rio,
Ou uma árvore,
Tão formosa,
Cresce,...
A MINHA ROSEIRA.
A minha roseira tem rosas,
Desfolhadas pelo vento,
Seus beijos são como prosas,
Que versejam com o tempo....
NÓS DOIS.
Vamos viver a vida longe de tormentos,
Sempre bem unidos, como seres humanos,
Gozar cada momento, destes últimos...
UM SANTO ABRIGO.
Podes encontrar, um Santo Abrigo,
Feito de grande amor e de perdão,
Onde podes esconder-te do perigo,
Aqu...
PASSADO.
Já fez em Julho dois anos,
Que agora , então já era,
Mudei de sítio outra terra,
Por me criar alguns danos.
Mudei...
PARA FILHA.
Pra ti filha querida,
Quero dar os parabéns,
Por mais um ano de vida,
Nestes versos que tu lês.
Sempre foste u...
SEM TI.
Sem Ti é deserto meu caminho,
Jardim desprezado sem uma rosa,
Sem Ti noite triste silenciosa,
A Tua presença se to...
LIBERTAÇÃO.
Conhecedor do Amor e da Justiça,
Escuta outra vez a minha prece,
O grito do meu coração que aparece,
Dentro da...
O RIO.
O nascente que encontrei,
E o rio em que eu nadei,
Era o mesmo rio,
Mas ainda,
Verifiquei,
Que o rio em que eu nade...
RESTAURAÇÃO.
A verdade que foi arrancada,
Do teu jardim que florescia,
Beleza nele enaltecia,
Os padrões da vida sagrada.
...
AGOSTO.
O luar de Agosto chegou,
Como nuvem voando no ar,
Ninguém nele pegou,
E o trouxe volta, devagar.
Aves que voam ao ...
SADO.
Na margem do Sado passeio,
como ave que no seu voo,
com vento se embriaga,
sobe e desce do céu,
e num instante,
o me...
TENTAÇÃO.
Não cedas à tentação,
Pois se cedes vais pecar,
Cada vitória te vai ajudar,
A ganhar outras maiores.
A luta te f...
PROBLEMAS.
Há quem tenha problemas,
Há quem os problemas atraem,
Há vidas que parecem supremas,
De quem os problemas não s...
ARMADILHA.
Com essa cara de piedosa,
Enganaste muita gente,
Com esse ar de inocente,
Mas no fundo uma vaidosa.
A luz que d...
REALIDADE.
Eu me rendo a ti Jesus,
Meu viver é sempre Teu,
A Tua Palavra é a minha luz,
O meu caminho para o céu.
Enquanto...
DIGO.
Tu ainda és o fogo
que acendes em mim
a verdadeira chama.
E despertas a ave
que magoada,
deu queda da árvore
de seu ...
FOI ASSIM.
Olhei para mime
esperei o que nunca
chegou
Então cansado das raízes
que perto me detiveram
Sem nome de voz,
A v...
COM O CORAÇÃO SE AMA.
Amar com o coração,
mui contente,
Combater sempre batalha justa,
Aquele que segue a Palavra fielment...
EU TE AGRADO.
Se pra mim não viesse poder
De ti, e eu te amar,
Decerto estava a sofrer,
Sem nada me poder valer,
O mal me ...
A ALMA.
Quando nossa alma nesta vida passa,
Como peregrina vagueando neste mundo,
Sem o Amor de Deus, tudo ela abraça,
Nos...
JARDIM OLOROSO .
O
O
O
O

que
que
que
que

vale
vale
vale
vale

jardim oloroso,
o mel doce e puro,
encontro formoso,
belez...
O MEU MELHOR AMIGO.
Deus, Amigo querido,
Eu te peço perdão,
Por quem diz que é teu filho,
Mas se tem esquecido,
Das verdad...
O IMPORTANTE.
Não é importante que os outros dissessem,
Que tens mui largas simpatias,
Se no teu coração, há muitas covard...
A HORA ESTÁ PERTO.
Oh esposa imaculada fica alerta,
Fica esperando o Noivo e Senhor,
Não durmas, mas fica desperta,
Que tu...
O CAMINHO DO CALVÁRIO.
Frente ao rei Jesus é acusado,
De boca fechada, nada respondeu,
Fica Pilatos maravilhado,
Nada resp...
JESUS É MEU PILOTO.
Jesus é meu Piloto amado,
Neste mar revoltado.
Quando o vento sopra e rasga a vela,
Fria a noite e mos...
DA ALMA.
Nas Suas Mãos esta massa fria,
O Oleiro moldou num só dia,
O saber e querer me há dado,
Bruto barro em Suas Mãos ...
SÊDE DE TI.
Minha sede por ti Senhor,
É difícil de explicar,
Que rios corram do teu Amor,
P’ra minh’alma seca saciar.
Comp...
MONTANHA.
Agrestes montanhas,
Mar revoltado,
Deserto com manhas,
O inimigo irado.
No meio cercados,
Com um medo atroz,
Não...
SENHOR.
Dirige os meus passos Senhor,
É tortuosa a via;
Conserta as fibras deste ser,
Que outrora emlanguecia...
Os meus l...
VÊ
Que haja em nós fé amor no caminho,
Elevar os olhos ver ao longe a ponte,
Caminho atravessar ao alto monte,
Onde se vê ...
ESPOSA.
Como a esposa ao esposo,
Como o governo ao seu país,
Como a alegria no seu gozo,
Como o tronco à raiz,
És Tu Senho...
SEMEEI PENSAMENTOS.
Semeei pensamentos,
Que não pode apanhar,
Soprados pelo vento,
Como a força do mar.
Rios que sempre co...
MUITAS VEZES.
Muitas vezes me parecem,
Minhas palavras muito frias,
Meu coração não aquecem,
São como palavras vazias.
Par...
QUERO PARA MIM.
Quero para mim força e coragem,
Coragem que no peito se mete,
Como o raio de sol numa paisagem,
Com cálcul...
QUERIA SER POETA.
Quem me dera poeta ser,
Com trombeta proclamava,
Para poder então escrever,
Tudo o que de bem eu achava....
TER FÉ.
Ter fé, sentir grande gozo,
Que se eleva ao céu, num descer constante,
Respirar, fruir alegria anelante,
No grande...
DESPERTA-ME.
Desperta-me de noite
ao teu desejo,
Com a força dos teus dedos
Com que me vergas,
No sono em que me deito
Tu ...
CAMINHO.
No caminho estreito que sigo,
Não há cruzamento para o alvo,
Em sonhos e guerra com inimigo,
Deus me guarda, me m...
A MINHA ALMA É TEU JARDIM.
Quão belo devo ter o meu jardim,
Dádiva seu igual que o Pai me deu,
E por amor do qual Jesus mo...
CATIVEIRO.
Depois que me ausentei,
Sem saber o tempo gastava,
Pessoa triste me tornei,
Nas árvores pendurei,
Os instrument...
VEM VIVER.
Vem
Vem
Vem
Vem

viver
viver
viver
viver

destes prados as belas flores,
das suas sombras a frescura,
de toda a...
A MASCARA.
A mascara que envolveu teu rosto,
Ofuscando a realidade presente,
Encobrindo a verdade que ausente,
Escurecendo...
ANSEJO.
Como gostaria de encontrar palavras,
com que pudesse expressar,
o que por Ti eu sinto.
Porque as minhas palavras,
...
A SOLUÇÃO.
Se a tristeza te invade, ou a solidão,
E te sentes sozinho como num deserto,
E teu viver é como caminho incerto...
NOVO DIA.
Como um diluvio de luz ao despertar.
Como um rio descendo a montanha,
Desaparecendo o encanto de todo o luar,
At...
MENINO MAGRO.
Aquele menino magro,
Que para um pedaço de pão,
Assim revolve os caixotes,
Olha bem! É teu irmão.
Com maneir...
MÃOS SANTAS.
Mãos furadas peito rasgado,
Chagas abertas, marcas imprimidas,
Que para salvar as almas perdidas,
Assim quise...
ANDORINHA.
Vi uma andorinha voar,
Para os lados do seu ninho,
Vinha uma águia a piar,
Que lhe barrou o caminho.
A andorinh...
EU ME RENDO.
A Tua Palavra é graça profunda,
Que conforta em tempo incerto,
Minh’alma quando moribunda,
E mostra oásis no ...
ÁRVORE BENDITA.
Bendita és tu árvore florida,
Que em teus ramos me aninhei,
Água fresca no deserto nascida,
Fonte preciosa...
HÁ LUGAR.
Dentro da alma,
Lugar
Para o amor,
Quando
Cremos amar,
A casa Deserta
Para habitar
Como a rosa
Que foi cortada,
...
LUZ.
A luz que vem do teu Rosto,
Trouxe à minha vida amargurada,
Um novo raiar de sol-posto,
Como a luz da madrugada.
Sem ...
MAR BRAVO.
Neste bravo mar, seguro ando,
Não temo as ondas nem o vento,
Meu barco vai ao alvo dando,
Tenho esperança e liv...
NO AMOR.
No amor crescemos,
Envelhecemos lado a lado,
Lutamos vencemos,
P‘lo mundo partilhado,
Por abismos nesta terra div...
PRIMAVERA.
21 de Março começa a Primavera,
Pássaros cantam, árvores enverdecem,
Flores lindas no campo aparecem,
Trepa pel...
ESTAS PALAVRAS.
Nestas frases não se queixe,
É terra que eu já lavrei,
Atadas todas num feixe,
Carga que eu transportei.
A...
ATRÁS.
Para trás ficam fantasmas do passado,
Pedintes que jurei jamais amar,
Braços levanto num ângulo traçado,
Caminho pl...
MAR ENCANTADO.
Mar encantado,
De multidão perdida,
Tronco curvado,
Maré esquecida,
Barco sem rumo,
Sem vida lá dentro,
Pas...
O NOSSO GRITO.
Castanheiros abertos,
Com ramos novos,
O que há ao certo?
Fica deserto,
Só nosso grito,
São gritos nossos.
...
A MINHA ROSA.
Colhi um botão de rosa,
Que estava numa roseira,
Deus a colocou ali,
Para que fosse minha companheira,
Decer...
CEMITÉRIO.
No cemitério,
Que eu conheço,
Ninfas e sereias,
Lá vivem felizes,
Deixei,
Não sozinho,
A casa desabitada,
Habit...
UM HOMEM EM FUGA.
Jonas um homem a quem Deus chamou,
Chamou Jonas, mas ele não se importou,
Foge de Deus, foge sem parar,
...
É D’ELE.
Tudo o que tenho,
Deus me emprestou,
Nada é meu,
É para meu uso,
Vou ter que devolver,
O que Ele me deu,
Tudo é d...
ESTAVA PERDIDO.
O que fui antigamente,
Não o quero ser agora,
Jesus Cristo Docemente,
Transformou-me suavemente,
Começou d...
A CORRIDA.
Nesta corrida que corro hoje,
Fujo da vida sem esperança,
Sempre sigo como quem foge,
Dos prazeres que o mundo ...
UM DIA.
Menino que brinca no lago,
Criança rabina,
Não fica sossegado,
Brinca com um barquinho,
E um peixe encarnado,
Barq...
LAMENTO.
Creio hoje e acredito,
Que não sou como quero,
Levanto a voz num só grito,
De lamento e mistério.
De lamento e de...
DIANTE DE TI.
Não desprezo de sempre chorar,
Perante o trono da graça Divina,
Vendo a luz que alma ilumina,
Enchendo meu s...
SALVAÇÃO.
Em mim tenho a salvação,
Com seu sangue me salvou,
Cristo me deu o seu perdão,
E minha alma Ele, resgatou.
Mas p...
VERDADEIRO.
O amor quando é verdadeiro,
Mais forte que ondas do mar,
Sua força é maior que o vento,
Que ninguém consegue a...
A VIDA.
A florzinha que sempre vivia,
Em tão grande alegria,
E comunhão com todo o ser,
Passam dias, meses e anos,
Suas ra...
DA LAMA.
Da lama e pó fui tomado,
Nas Suas Mãos esta massa fria,
O Oleiro moldou num só dia,
O saber e querer me há dado,
...
IMPRUDÊNCIA.
Alerta devemos estar,
Em toda a nossa vida,
Na azafama da nossa lida,
Ou na noite a descansar.
Com luz a ilum...
ANDA COMIGO.
Anda comigo, vou falar de Esperança
Da vida que ainda agora principia,
Perde essa amarga e vã desconfiança
To...
ESTOU ESPERANDO.
Bem de manhã ou quando a aurora romper,
Quando radiante o sol vence em vitória,
Ou quando o escuro, o dia...
O QUE VALE.
O que vales mundo em tua riqueza,
O que vale o ouro e a prata que contens,
Aquilo que parece ser grande beleza...
CAMINHADA.
Homem chamado sem nada saber,
Leva cajado perante Faraó,
Ele e o irmão os dois vão só,
Deixa ir o povo onde Deu...
A PAIXÃO.
Quem é aquela que anda assim pela vinha,
Na noite pelas ruas meio encoberto,
Com passos lentos, tentando ver o i...
A NUVEM.
Levantei os olhos e vi,
Uma nuvem no horizonte,
Subi ao cimo do monte,
Clamei! vem regar meu jardim!
Jardim que s...
ESQUECIMENTO.
Muitos estão de pé, mas esquecidos,
O tempo os encontra sós encostados,
E ali chorando triste aniquilados,
V...
REVEJO-ME.
Na cruz de Cristo me revejo,
Crucificado nela estou,
Pois meu ego ali ficou,
Cravado com meu desejo.
Tenho de C...
CUIDADO.
Jardim cuidado e verde,
Para dar flores todo o ano,
Cada flor que arrancada,
Ou planta mal tratada,
Todo o jardim...
FIGUEIRA.
A figueira plantada estava,
Junto à beira do caminho,
O Mestre procurou sozinho,
O fruto que tanto desejava.
Fol...
SONHO.
Um pardal que saltitava,
De ramo em ramo.
Entoando lindas canções,
Ao ouvi-lo indagava:
De onde vem a cada dia
suas...
O CALOR.
A lareira que acesa,
Imana o seu calor,
Queimando a incerteza,
Da força do Teu amor.
A lenha que ardida,
produzin...
À SOMBRA.
Debaixo da sombra do Freixo,
Quero desabafar contigo,
São verdades! Não me queixo,
Ouve apenas se és meu amigo,
...
SOLITÁRIO.
Vagueia o homem na multidão,
Sem distinguir a Santa Claridade,
Que o pode transportar à liberdade,
Libertando-o...
CONSTRUIR.
Ao construir um castelo que me caiu,
Com toda a força eu edificava,
Clamei à Vida o que ela me dava,
Dava-me Ve...
A VERDADE.
A verdade em tua vida,
Só tem valor;
Se com verdade for vivida,
Se for vivida com amor.
A verdade tem poder,
Po...
DADOR.
Oh dador Supremo
dos bens da humanidade,
Concede-me, na Tua graça,
Ouvidos que percebam a música
inefável dos mundo...
JESUS E A CRUZ.
Entre o céu e a terra pregado na cruz,
No monte do Gólgota O Mestre sofria,
Seu sangue verteu, O Grande Je...
SÊ ALEGRE.
Sê alegre, como luz da madrugada,
Que crescendo pura e vibrante,
Enche de força coração vacilante,
Transmite al...
A FAMA.
Não busco para mim glória ou fama,
Tudo isso é semelhante ao vão ruído,
Como o clarão do fogo, extinta chama,
Fest...
ME ATREVO.
Me atrevo a pensar em Ti.
O quanto Tu me amas,
Sem eu saber o porquê,
Me atrevo a pensar em Ti,
Na Tua paciênci...
GRANDE AMOR.
Para que fiques conhecendo,
O grande amor sem violência,
E que tira o fardo da indecência,
Como vidas alegres...
A NEBLINA.
Num palácio amarrado,
Com vista para o terraço,
Bebe lágrima derramada,
De saudades de um abraço.
A neblina na ...
O PRÓXIMO.
CAMPO ALEGRE.

SILÊNCIO.
PERDIDO.

VEM SENHOR.
TEMPESTADE.
NÃO SOU POETA.

CANTAREI AO SALVADOR.
O AMANHECER.
BRILHA
DESERTO.
Desertos que percorridos,
Caminhos por que passei,
Sem serem passos vividos,
Nem no coração nascidos,
Veredas sós...
UMA LÁGRIMA.
Uma lágrima derramada,
Na escuridão da noite,
Do caminho que vivido,
Na luz do sol que não morre,
Da sombra q...
DESERTO.
A força que sopra o deserto,
Num constante desafio,
Como o barco em rumo certo,
Que vai descendo o forte rio.
Tor...
CORRENTES.
Ouve as correntes que correm,
Duma triste e humilde fonte,
Em sombras que logo morrem,
Como nuvem no horizonte....
CONSUMIDOR
Manhã quente e radiante,
Admirei um pequeno colibri,
Esvoaçava entre ramo verdejante,
Numa planta linda que num...
DESEJO.
Que meu viver seja isento,
De tudo o que não é verdade,
Que não seja como o vento,
E perca minha liberdade,
Que em...
SÓ.
Só e triste no chão,
Leva a noite a pensar,
Onde poderá arranjar,
Um duro naco de pão.
Puxando seu cobertor,
Nele se t...
A MAGIA.
Quando chegar ao fim quero ver,
A magia do Teu rosto ao luar,
Tua majestade gloriosa conhecer,
A Tua voz meiga e ...
ROSA DESBOTADA.
Vi uma rosa desbotada,
Que seu odor expelia,
Na terra não enterrada,
Com água não regada,
Nem chuva nela c...
MUSGO
ATREVE-TE.
ROUXINOL.

FLORESTA.
BELEZA.
A HORA.
Porque não andas ceifando,
Pois o campo maduro está?
No campo não andas lavrando,
Nem no mar andas pescando,
Nem l...
VÃO ANOS.
Passam dias e anos, e teus pensamentos,
Sem que teus olhos vejam a luz do dia,
Num viver constante, de tanta ago...
VOZES.
Soa as vozes das árvores e do vento,
Como que passando sonho doloroso,
Padecendo com grande dor e tormento,
Express...
OH AMOR.
Oh amor, que não me deixas caminhar,
Deponho em ti minha alma sucumbida,
De vez te entrego a vida que vieste ganh...
GUERRA.
Nesta guerra que todos desejem lutar,
E ouçam a voz do que diz Jesus,
Se a coroa da glória desejam alcançar,
Negue...
MONTE SECO.
Olho para o seco e estéril monte,
Duma sequidão inútil e disforme,
Onde as aves e a fera não dorme,
Nem rio ou...
O LIVRO.
Livro glorioso cheio de amor,
As palavras contidas enchem o peito,
Como o astro rei em todo o seu calor,
Que quer...
SENTINELA.
Grita alerta o seu sentinela,
Num sentimento desesperado,
Acorrentado dentro da cela,
Esperando ser libertado.
...
BARCO ABANDONADO.
Entrei num barco abandonado,
Estava parado junto ao mar,
Com fortes cordas amarrado,
Onde os meninos iam...
PARA NETA.
És a minha doce inspiração.
Para este poema edificar,
Minha musa minha canção,
Que rasga meu coração,
Em minha ...
DESERTO.
Desertos que percorridos,
Caminhos por que passei,
Sem serem passos vividos,
Nem no coração nascidos,
Veredas sós...
UMA LÁGRIMA.
Uma lágrima derramada,
Na escuridão da noite,
Do caminho que vivido,
Na luz do sol que não morre,
Da sombra q...
O GRITO.
Grito de boca fechada,
Num vale que não conheço,
Ecos da sombra passada,
Na vida que foi mudada,
Em lagos que des...
A PRAIA.
Na praia que não tem água,
Tomo banhos de sol,
Grito à lua que me afoguei,
De nadar eu não parei,
Nem por socorro...
NO CAMINHO.
Segue vereda o caminhante,
Vereda que se não via,
Nem frio nem vento batia,
Como barco no mar errante.
É escor...
MEUS POEMAS- 46.

NÃO ESTÁS SÓ.
MADRUGADA.
CHEGA O ENTARDECER.
LIVRAMENTO.
Clamei a Deus na hora afrontosa,
Em que a tentação vem de assalto,
Meu coração treme e num sobressalto.
Vê a a...
Meus poemas 1
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Meus poemas 1

  1. 1. QUEM DEU CRÉDITO? Quem deu crédito à nossa pregação? A quem o Teu braço se manifestou, Aquele que abriu seu pobre coração, Um hino novo de vitória cantou. Perante Ele foi subindo como renovo, A beleza e formosura de si se escapou; Era o início dum caminho novo, Que Jesus Cristo, assim tomou. Indigno entre os homens, em trabalhos experimentado, Não fizemos caso d’Ele, com rosto escondidos, Mas Ele não se importou de ser assim humilhado, Para resgatar homens que estavam perdidos. Ele tomou sobre si, as nossas dores e enfermidades, Ainda que rejeitado, ferido de Deus e oprimido, Ele tomou sobre si todas as nossas iniquidades, E pelas nossas transgressões foi O Senhor ferido. Todos nós como ovelhas, andávamos desgarrados, Cada um se desviava pelo seu próprio caminho, Mas Deus fez cair sobre Ele, todos os nossos pecados, Jesus aceitou com muito amor e eterno carinho. Por: António Jesus Batalha.
  2. 2. NAS PROVAS. Nas provas ou em cativeiro, Sofrendo a miséria, sem dinheiro, Senhor, guarda a minha fé em ti, Senhor, concede-me a Tua coragem. Porém se com honra for coroado, Possa ser com humilde coração achado, Para que ainda abundem as Tuas bênçãos, Senhor, dá-me a Tua mansidão. Como José eu possa perdoar, Estando em Cristo escondido para amar, Rendendo a minha vontade à Tua, Senhor, concede-me a Tua bondade. Por: António Jesus Batalha.
  3. 3. NÃO QUERO ESQUECER. Não quero jamais esquecer, O que Cristo fez por mim, Está marcado no meu coração, Esse amor de Deus amor sem fim, Resgatou-me, jamais vou esquecer, Por mim, a morte ele encarou, Pagou um preço que não tem fim; Na cruz seu sangue derramou, Tudo o que Ele quis por mim oferecer, De graça recebi, jamais vou esquecer, Seu sofrimento foi um preço sem medida, Para me dar saúde em toda a minha vida, Seu precioso sangue na cruz derramado, Foi o remédio para apagar todo o meu pecado, Mas era preciso isto tudo acontecer, O meu melhor amigo, jamais vou esquecer, Jesus pagou o preço e tomou o meu lugar, Um preço que eu não posso descrever, E me deu o céu, sem ter nada a pagar, Ele mesmo afirmou está consumado, Foi tudo de graça, jamais vou esquecer, Também me livrou das garras do acusador, Lavou minha alma de todo o pecado, Fazendo-se o meu querido Salvador, Os dons que me deu, jamais vou esquecer, Não ficou na cruz, Jesus ressuscitou, Garantiu-me no céu uma vida a valer, Se eu lhe for fiel, vida eterna me dará, Duma vida de miséria Ele me libertou, Deu-me paz e luz, jamais vou esquecer, Ele me prometeu que me ressuscitará, Com Ele eu virei para na terra reinar Junto com todos os Santos, Para sempre culto a Deus celebrar, Vida de alegria, jamais vou esquecer. Por: António Jesus Batalha.
  4. 4. VIDA. A vida; É passageira, Como a água, Que corre, Corre sem parar, Umas vezes calma, Outras vezes veloz, Corre pró mar, Sem parar, Sem deixar de existir, Água que se funde , Sem se notar, Está lá, A vida, Aqui, Um dia tem fim, Não é segredo, sem medo, Do medo, Ela corre como a água, pró mar, Até noutra vida, Se transformar. Por: António Jesus Batalha.
  5. 5. O TEU DIVINO AMOR! Dalém, ao nosso alcance. Indescrutivel seu valor, Tudo por nós deixas-te, Aqui vieste morrer, Para levar-nos, remidos, Contigo sempre viver. Por: António Jesus Batalha. NASCENTE. O nascente que encontrei, De água pura e cristalina, água que admirei, Água pura e Divina, Água fresca, Muito leve, e sadia, Que dela bebi a cada dia, Eu sentia, A água, Que corria. E eu ali, Sentado, Junto ao nascente, Pus-me a pensar, Onde esta água vai parar? Segui a água, Fiquei admirado! Que a água que eu segui Agora, era um lago, Nele entrei, Nadei. Saí, e fiquei sentado, Pensei, Vou passar para o outro lado, Dei a volta, Mas pude reparar Que as águas deste lago, Iam continuar, É um rio! Clamei: É o rio que eu achei. Por:António Jesus Batalha.
  6. 6. BOTÃO DE ROSA. O nascente que fluiu, Do meu botão de rosa, Vai crescendo, Como um rio, Ou uma árvore, Tão formosa, Cresce, Encanta, Por encanto, Flor santa, O nascente que fluiu, Do meu botão de rosa. Por:António Jesus Batalha. A ALEGRIA. Quero para mim esta alegria, Como provar sabores numa festa, Quero para mim esta alegria. De ver nascer o sol a cada dia. Saindo fora de toda a melancolia, Duplicar a esperança que me resta. Quero fora toda a tristeza. Não esquecer por um minuto, Quero fora toda a incerteza. Não esquecer; mas ter a certeza, De dar graças; pelo pão na minha mesa, Ser sincero, real absoluto. Por:António Jesus Batalha.
  7. 7. A MINHA ROSEIRA. A minha roseira tem rosas, Desfolhadas pelo vento, Seus beijos são como prosas, Que versejam com o tempo. A neve que sobre si vem, É firmeza na sua vida, Amor que sempre tem, Quando p’los ventos sacudida. As rosas da minha roseira, Desfolhadas pelo vento, São versos à minha maneira, Que versejam com o tempo. Por: António Jesus Batalha. O CANDEEIRO. Acendo o candeeiro do tecto, Quando está a escurecer, Há momentos de afecto, Antes de adormecer. Ao olhar pela janela, Há uma paisagem sem fim, Vejo o Tejo,E vejo nela, O quanto gosta de mim. Elevo os olhos ao céu, Dando graças ao meu Deus, Por Sua grande compaixão. Apago o candeeiro do tecto, Há momentos de afecto, Há amor e gratidão. Por:António Jesus Batalha.
  8. 8. NÓS DOIS. Vamos viver a vida longe de tormentos, Sempre bem unidos, como seres humanos, Gozar cada momento, destes últimos anos, Ainda que nossas forças seja lume já lento. Vamos viver a vida até que a gente possa, Envolvidos em Deus,lançar fora o desgosto, Agora que já temos uma casa nossa, Tudo bem arrumado, limpo e composto. Seja sempre de confiança nosso amor, É este o meu desejo e pensar, Por dias, meses,anos horas seja o que for. Nada pode ser contra ao nosso desejar, O tempo nos une mais, afasta toda a dor, Temos a nossa força no Nosso Rei e Salvador. Por:António Jesus Batalha.
  9. 9. UM SANTO ABRIGO. Podes encontrar, um Santo Abrigo, Feito de grande amor e de perdão, Onde podes esconder-te do perigo, Aquecer e animar teu coração. Podes encontrar um Santo Abrigo, Onde há repouso e muito amor, E ter Jesus Cristo como Amigo, E gozar para sempre do Seu favor. Podes encontrar um Santo Abrigo, Feito de grande paixão e ternura, Escuta agora o que eu te digo, Lá, o amor e a paz sempre dura. Podes encontrar um Santo Abrigo, Repleto de verdade, graça e luz, Espero encontrar-me lá contigo, No Abrigo, que é o Senhor Jesus. Por: António Jesus Batalha.
  10. 10. PASSADO. Já fez em Julho dois anos, Que agora , então já era, Mudei de sítio outra terra, Por me criar alguns danos. Mudei terra mudei vida, Entre tão grandes mudanças, Não vi dor na despedida, Nem tristeza semelhança. Agora sei foi melhor, Que a mim mesmo o digo, Deixando atrás toda a dor, Que já tanto mal acendido. Já aquele tempo é passado, Sigo no caminho com prazer, No Grande Pastor abrigado. Rejeito em mim mais enganos, Com grande obra para fazer, Nadarei em outros oceanos. Por: António Jesus Batalha. PAZ. Tenho paz, não faço guerra, Pra ser zeloso cada dia me faço, Subir bem alto acima da terra, Dar a todos um grande abraço. Aquela prisão que a tantos encerra, Não me pode prender, no seu forte laço, Não mata o amor e me desferra, Livre estou de todo o embaraço. Vejo bem claro, com a boca grito, Se a dor aperta, ou fico aflito, Se há fortes ventos, peço socorro. Levanto a voz, Ele vem me ajudar, Certeza eu tenho que não morro, Vida bendita no céu pra gozar. Por: António Jesus Batalha.
  11. 11. PARA FILHA. Pra ti filha querida, Quero dar os parabéns, Por mais um ano de vida, Nestes versos que tu lês. Sempre foste uma boa filha, Dizer tudo não sou capaz, Que a luz que em ti brilha, Não te deixe voltar atrás. Poemas não sei fazer, Apenas posso escrever, O que no meu coração vai. Serei sempre teu amigo, Estarei sempre contigo, Um grande abraço do pai. Por: António Jesus Batalha. NETA. Flor linda e delicada, De alma pura e mimosa, É a raiz da madrugada, Meu lindo botão de rosa. Vejo no seu rosto o resplendor, Serena e mui tranquila, Do botão sairá flor, Como a alma saiu da argila. Eu sinto um dever sagrado, De dar graças ajoelhado, Por este botão inocente. Elevo os olhos para céu, Dando graças ao meu Deus, Por este grande presente. Por: António Jesus Batalha.
  12. 12. SEM TI. Sem Ti é deserto meu caminho, Jardim desprezado sem uma rosa, Sem Ti noite triste silenciosa, A Tua presença se torna canção, Dentro do meu ser, rir á gargalhada, Como sol nascente na madrugada, Repletas de amor meu pobre coração. Preciso de ti, estendo meus braços, Na vida preenches todos meus passos, Sol que branqueia roupa estendida. Meus olhos desejam um dia te ver, O alvo certo de todo o meu ser, És Tu a razão de toda a minha vida. Por: António Jesus Batalha.
  13. 13. LIBERTAÇÃO. Conhecedor do Amor e da Justiça, Escuta outra vez a minha prece, O grito do meu coração que aparece, Dentro da minha alma a ti submissa. O que dorme tranquilo e sereno, Ás sombras de cedros, seculares, Como o levita que sobe aos altares, Impasse da luz e do fragor terreno. Acorda-o e que o sol alto e pleno, Afugente as larvas das veredas tumulares, Que surja e saia de dentro desses mares, Encontre mundo novo que aparece com um aceno. E em Ti está o governo das nações, Busquem a liberdade entre clarões, O que por Ti sofre, e não se abate. Sonhador que ergue a espada em combate, O guerreiro santo na areia movediça, Em Tua força que a vida medra e viça. Por:António Jesus Batalha.
  14. 14. O RIO. O nascente que encontrei, E o rio em que eu nadei, Era o mesmo rio, Mas ainda, Verifiquei, Que o rio em que eu nadei, Não havia nenhum navio, Mas, Havia gente. Muita gente, Contente. A nadar, Nesse rio sem navio, Só gente. Havia também árvores, Árvores de fruto, Nas margens do rio, Todos apanhavam E comiam, Os frutos, Eu admirado, Notava, Que o fruto não faltava. Saciava toda a gente. Como eu estava contente, De ter encontrado o nascente, Levanto as mãos aos céus, Porque o rio em que nadei. É o rio que vem de Deus, É o rio que eu achei. Por: António Jesus Batalha. TU OUVES. Deus como Tu és Piedoso, És Senhor, Deus e Pai, E ao que é teu filho ditoso, Tu ouves, até um ai, Estrelas puseste nos ares, Pérolas se criam nos mares, Ao campo deste a flor, E a frescura nos montes, E deste-me a vida Senhor! Por: António Jesus Batalha.
  15. 15. RESTAURAÇÃO. A verdade que foi arrancada, Do teu jardim que florescia, Beleza nele enaltecia, Os padrões da vida sagrada. Para que fosse restaurada, Dentro do jardim a beleza, A morte, dor e Realeza, Unidas na cruz levantada. Com sofrimento foi comprada, A verdade que arrancada, Desse jardim que nunca foi teu. Jesus Cristo foi levantado, Com Ele foste crucificado, Cravado na cruz o velho eu. Por: António Jesus Batalha.
  16. 16. AGOSTO. O luar de Agosto chegou, Como nuvem voando no ar, Ninguém nele pegou, E o trouxe volta, devagar. Aves que voam ao luar, Que saem breve, enlouquecem, Saem na sombra a esvoaçar, Cansadas, cheias adormecem. O raiar responde ao escuro, Trazendo à luz todo o segredo, Volta o movimento seguro, Respirar de alivio no arvoredo. Melodias ouvidas ao luar, Não terá ritmos perdidos, Escutando agora seu ecoar, Som que fica nos sentidos. Por: António Jesus Batalha.
  17. 17. SADO. Na margem do Sado passeio, como ave que no seu voo, com vento se embriaga, sobe e desce do céu, e num instante, o meu espírito se eleva, sem peso nem pesares. Como pena que sai da ave quando esvoaça. Paro e mudo de ver. Pensando na existência de cada ser. Na sua secreta vivência, como roupa debutada, que pouca gente nota. A forma escultural, do mundo, e nas Mãos da arte feita. Penso e tremo, sou grão de areia soprada, Pela Mão de Cristo moldada. E em obra prima feita. Por: António Jesus Batalha. NADA ERA Quando ainda não sabia, Já eu era sem saber, Não havia estrutura, Nem palavras que fluíssem, Em escuridão constante, Nada era importante, Mas importante eu era, O relógio marcou a hora, O caminho percorri, Nasce o dia ou a noite, Não sei, pouco importa, Vi o sol a escurecer, Vi o dia em seu esplendor, E a graça de ser quem sou. Servindo ao Senhor vou. Ser escravo do Senhor. Por: António Jesus Batalha.
  18. 18. TENTAÇÃO. Não cedas à tentação, Pois se cedes vais pecar, Cada vitória te vai ajudar, A ganhar outras maiores. A luta te faz progredir. A batalha te fortalece, As paixões torpes te enfraquece. Ele quer te salvar. Ele farte-à vencer. Por: António Jesus Batalha. DO INVERNO. Do ventre do inverno saiu, A quem primavera chamamos, Mas apenas o que se viu, Foi o Inverno que deixamos. A senhora que envergonhada, Não quer deixar ficar mal, Continua a ser molhada, Querendo do inverno ser igual. Cai a chuva, com grande vento, O nosso clima está inquieto, Como que sofrendo tormento, Como que traz algo secreto. Por: António Jesus Batalha.
  19. 19. PROBLEMAS. Há quem tenha problemas, Há quem os problemas atraem, Há vidas que parecem supremas, De quem os problemas não saem. Há problemas bem resolvidos, Outros nem pensados o serão, Há muitos problemas esquecidos, Com medo de perderem a razão. No principio parece pequeno, É quando deve ser resolvido, Se cresce muito foge terreno, Não há lugar para ser metido. Se o problema fica muito antigo, Vai ficar forte como o vento, Então pega nele teu inimigo, E faz tua vida grande tormento. Cada um tem que de entender, Como com o problema lidar, Se para ti é difícil de resolver, Também não o deves arquivar. Por: António Jesus Batalha. ILUSÃO. Passei no vale um certo dia, Ainda na luz da madrugada, Vendo a árvore que crescia, Junto a outra bem encostada. Pensei então para comigo, Se não seria imaginação, Ao passar como quem sigo, A árvore estende-me a mão. O raiar do sol que aquecia, Trazendo á luz toda a beleza, Beleza que antes não via. Dormitei, mas ao acordar, Veio ao meu ser uma certeza, Que desejo tenho de cá voltar. Por: António Jesus Batalha.
  20. 20. ARMADILHA. Com essa cara de piedosa, Enganaste muita gente, Com esse ar de inocente, Mas no fundo uma vaidosa. A luz que de ti refletia, Como que certa e verdadeira, Querias ser conselheira, Nem amizade em ti havia. A confiança que então, Havia, ou parecia haver, Nunca deu pra compreender, Nem saber, qual a razão. Parecia que tinhas fé pura, Mas isso em ti não existe, És feita de matéria dura, Pois a todos deixas triste. Por: António Jesus Batalha. CONFISSÃO. Não fiques mais na prisão. Tens em ti a claridade, Para buscares a verdade, E fazeres dela confissão. Ergue tua voz ardente, Com devoção e firmeza, Verás que até a tristeza, Corre de ti velozmente. A confissão com ousadia, Sem nenhuma covardia, Faz de cada um vencedor. A Palavra de Deus tem poder, Para transformar o teu ser, E te dar uma vida melhor. Por: António Jesus Batalha.
  21. 21. REALIDADE. Eu me rendo a ti Jesus, Meu viver é sempre Teu, A Tua Palavra é a minha luz, O meu caminho para o céu. Enquanto eu aqui caminhar, Sempre vou encontrar tribulações, Levantam-se como ondas do mar, Sem eu compreender as razões. A Tua Palavra em minha vida, Se por mim, a cada dia vivida, Trás-me verdadeira salvação. E firmado nesta verdade, Torna-se para mim realidade, Se fizer dela minha confissão. Por: António Jesus Batalha.
  22. 22. DIGO. Tu ainda és o fogo que acendes em mim a verdadeira chama. E despertas a ave que magoada, deu queda da árvore de seu ninho. As palavras que nada trazem e que o vento arrasta, não se comparam à quietude da sombra e do sossego do ninho. Revoltei-me, e me detive, no conhecimento do Teu saber então foste Tu, que na Tua graça, me trouxeste de novo aos prados do Teu Caminho. Por: António Jesus Batalha. A PALAVRA A Palavra que para nós enviada, Palavra falada com boa voz, Palavra que ao céu elevada, Palavra que volta para nós. Palavra Palavra Palavra Palavra firme em nós vincada, que corre como ribeiro, de Verdade assim falada, que satisfaz por inteiro, Palavra mais linda que uma flor, Palavra mais forte que um tufão, Palavra, com Palavras de amor, Palavras que dão paz ao coração. Por: António Jesus Batalha.
  23. 23. FOI ASSIM. Olhei para mime esperei o que nunca chegou Então cansado das raízes que perto me detiveram Sem nome de voz, A voz sem nome mui perto, mas distante, festas sem vozes, E a voz que não encanta. Mas quando, com solidão me condecorou, Com o cravo da ausência, palavra que nada trazia à riqueza da vida, e de presença tão fria. Então tranquilo, aguardo em sossego, A ânsia da grande onda, Que na dança descontrolada, como de nave rangendo, Então fico e descanso, Para morrer, vivendo. Por: António Jesus Batalha.
  24. 24. COM O CORAÇÃO SE AMA. Amar com o coração, mui contente, Combater sempre batalha justa, Aquele que segue a Palavra fielmente, O inimigo muito feroz, o não assusta. Amar é a palavra doce da razão, Sem ela não será justo o combate, Se dizes que estás dentro da salvação, Vê no mundo quem precisa de resgate. Empunha a espada guerreiro destemido, Acredita na Palavra que tudo te faz vencer, Tu és de Deus, homem forte redimido, Com vitória certa, de apenas só crer. Deves confiar com fé pura e vibrante, Como a luz alegre da madrugada, Enche o coração dessa força triunfante, Dos que estão à espera da luz imaculada. Por: António Jesus Batalha.
  25. 25. EU TE AGRADO. Se pra mim não viesse poder De ti, e eu te amar, Decerto estava a sofrer, Sem nada me poder valer, O mal me vinha matar, Tua graça me é querida, Preenche todo o meu ser, Me dás amor sem medida, Tua graça completa minha vida, Que mais posso eu querer? Não sei como,mas te agrado, Quero ser assim submetido, A nada sou por Ti forçado, Viver vida com cuidado, Para que não caia perdido, Conhecer Tua liberdade, Ficar longe do perigo. Falar sempre Tua Verdade, Sei que é essa Tua vontade; Sofrendo ou não, eu Te sigo. Por:António Jesus Batalha. A JANELA. Na força humana. Também experimentei, mas com meu ser frágil, nada produzi. Do sábio Daniel me lembrei, A janela eu abri. A minha força deixando, Esperei pelo Divino sopro brando, Do Espírito Santo de Deus. Por: António Jesus Batalha.
  26. 26. A ALMA. Quando nossa alma nesta vida passa, Como peregrina vagueando neste mundo, Sem o Amor de Deus, tudo ela abraça, Nos prazeres da vida, amor vagabundo. Como um regato de água mansa e fina, Quanta tristeza, lágrimas derramadas, Para todo o charco a alma se inclina, À fonte divina, são todas chamadas. Desejo, ilusão, sobrepõe-se à vida, Como a meia noite em densa treva, Vagueia sem rumo, anda perdida. Deus é Senhor sobre toda a criação, Mudar todo o rumo da vida que leva, Sacudir do manto sujo toda a ilusão. Por:António Jesus Batalha. AQUELE QUE ERA. Aquele que eu era, e que era eu, Foi sonho, e foi realidade, Que me vestiu a alma sem saudade, Passado que pra sempre desapareceu. Passando a noite escura, e ao vê-la, As vestes brancas, saídas da cruz, Na minh’alma brilhou mais que estrela, Como o raiar do dia, em plena luz. Desse mundo que era meu, não quero ter, Passado inútil, para sempre esquecer, Como torrentes, que não sabe o caminho. Veio o Teu grande amor em mim viver, Com tua vida não temerei morrer, Guardo agora eterno carinho. Por: António Jesus Batalha.
  27. 27. JARDIM OLOROSO . O O O O que que que que vale vale vale vale jardim oloroso, o mel doce e puro, encontro formoso, beleza no escuro. O que vale monte que nuvem atinge, Da encosta deitando regatos e fonte, Ele que na altura até finge, Que dá vistas a grandes horizontes. O que vale rios e lagos mais brancos, A fronde no azul desde o sol a nascer, Nos lembram vestidos válidos flancos, Até que chegue a noite, o luar a romper. E tudo que existe na terra e no céu, Do odor da rosa, à fragrância da tília. Lembram desenho dos Dedos de Deus, Nada vale mais que o esplendor da família. Por: António Jesus Batalha. FOI POR MIM. O quanto por mim sofreste, Aqui enquanto vivias, Ganhaste e não perdeste, Vida eterna me deste, Valor que em mim vias. Cansado então estavas, Com toda a sujeição, A minha conta pagavas, Minha vida transformavas, Ganhavas meu coração. Por: António Jesus Batalha.
  28. 28. O MEU MELHOR AMIGO. Deus, Amigo querido, Eu te peço perdão, Por quem diz que é teu filho, Mas se tem esquecido, Das verdades da Tua Palavra, Que quer ser bom conselheiro, Mas vive apenas para a fama, E seu coração está no dinheiro, Mas, dorme bem em sua cama, Que por Ti seja ferido, Falo-o lembrar seu pecado, Para que volte arrependido, E seja assim transformado, Desse pobre tem compaixão, Deus Amigo querido, Eu te peço perdão Por: António Jesus Batalha. ADORAÇÃO. Quando penso em ti Senhor, Recordo o teu grande favor, Tudo o que fizeste por mim, Que na cruz deste tua vida, Pela minha alma perdida. Então rompo em adoração, Numa humilde canção, Para Ti meu Bom Redentor, Estou livre pra te adorar, Quero a cada dia cantar, Esta humilde canção. Minhas mãos levantarei, Para ti meu Senhor e Rei, Eis a minha adoração, Tudo o que tenho é teu, É esta a minha canção, Senhor da terra e do céu. Por: António Jesus Batalha
  29. 29. O IMPORTANTE. Não é importante que os outros dissessem, Que tens mui largas simpatias, Se no teu coração, há muitas covardias, E teu viver a muitos arrefecem. Se de ti só se recebe sensaboria; E se as contasse, e todos soubessem, Talvez outro juízo de ti fizessem, E assim acabavas com tua fantasia. O teu feitio enerva e não constrói, Porque só tens prazer em dar guarida, Ao cinismo que fere e que nos dói. Desperta em ti esta verdade, Daria o melhor da minha vida, Para te ver e ouvir na sinceridade. Por:António Jesus Batalha. DIFERENÇAS. Pensamos mais, fazemos menos, O que fazemos é muito aquém, No amar ficam torrões, Que amamos mas quem? Amar e pensar qual diferença? A diferença em pensar e amar, Embora junto a quem, A fuga para Saturno, A diferença entre as duas tem. Os sentidos voam no espaço, Em práticas produzidas por nós, Onde chego eu a quem amo e abraço, Diferença entre duas aqui tem. Vamos captar o passo desejado, No tempo por nós talhado, Em ritmo acelerado, Vencer as diferenças, quem as não tem? Por: António Jesus Batalha.
  30. 30. A HORA ESTÁ PERTO. Oh esposa imaculada fica alerta, Fica esperando o Noivo e Senhor, Não durmas, mas fica desperta, Que tuas lâmpadas brilhem com amor. Se tua espera se torna penosa, É só mais um pouco esse sofrer, Olha para os céus, pois a Estrela Radiosa, Em nossas almas vai resplandecer. Meu Redentor, Rei e Senhor Amado, Faz com que tua esposa esteja atenta à Tua voz, Que a cada dia se aparte do pecado, E vá ao Teu encontro de um pulo veloz. A hora está perto, Irmãos em Cristo velemos! Muito em breve a trombeta soará, Juntos unidos, assim marchemos, Porque é certo Jesus Cristo voltará. Por: António Jesus Batalha. SEMEADOR. Brilha no ser a verdade como a aurora, Em cada vida haja esta consciência, A verdade com alegria e potência, Liberta da incerteza que o ser devora. Conhecerás então os belos dias, Livre de tormento e terrores! Mostrando a solução das tuas dores, Trazendo a teu coração belas alegrias. Então livre como um semeador, Sem ficar cansado percorre o espaço, Trazendo os seus molhos no regaço, Colheita de grande alegria e amor. Por : António Jesus Batalha.
  31. 31. O CAMINHO DO CALVÁRIO. Frente ao rei Jesus é acusado, De boca fechada, nada respondeu, Fica Pilatos maravilhado, Nada respondes?“quem manda sou eu”. Nenhum poder terias contra mim, Se de cima não te fosse dado, Mas foi mesmo para isso que eu vim, Dar a minha vida, ser crucificado. Pilatos queria a Cristo libertar, Aquela multidão, clamava de novo, Que a Jesus Cristo devia crucificar, E o Seu sangue, caia sobre o povo. Entrega Jesus, para que seja açoitado, Coroa de espinhos, Sua cabeça rasgada, Começa o caminho, Cristo carregado, De uma tosca cruz,pelos príncipes talhada. Era difícil o caminho, duro de suportar, Caminho longo de pedras, que ao calvário conduz, Agarraram a Simão, para o poder ajudar, Porque Ele não suportava, o peso da Sua cruz. Chegou ao cimo do monte muito desfalecido, Estende Suas mãos para que sejam cravadas, E entre os malfeitores Jesus Cristo é erguido, Suas mãos estendidas, mãos Santas e Sagradas. Um grande convite, Ele hoje te faz, Vinde a mim, todo o pecador; Vinde a mim e encontrareis paz, Eu serei, O Vosso Rei e Senhor. Por: António Jesus Batalha. PALAVRAS. Essas palavras dadas de bocas puras, São de Deus ofertas a nós enviadas, Vêm de fonte de águas futuras, Nos corações agora derramadas. São olhos que vêm a distancia, Braços abertos com um desejo, Fazem lembrar que a infância, Trazem o caminho que almejo. Voz na escuridão que anuncia, Aos que estão nas trevas do abandono, Que pode transformar a noite em dia, E dar um lugar junto do Trono. Por: António Jesus Batalha.
  32. 32. JESUS É MEU PILOTO. Jesus é meu Piloto amado, Neste mar revoltado. Quando o vento sopra e rasga a vela, Fria a noite e mostra comprida, Se torna difícil chegar ao fim dela, Fica meu Senhor na minha vida. Se elevam as ondas em braços de espuma, Contra mim rugirem em cólera contida, A luz desaparece, e cresce a bruma, Fica meu Senhor na minha vida. Quando Tua bondade fica como esquecida, O teu imenso Amor vem me guiar, Fica meu Senhor na minha vida, Como barco sossegado no alto mar. Por: António Jesus Batalha. O QUE SOU. Sou luz que arde Sem nada queimar. Sal que tempera Sem nunca salgar. Pedra esculpida, Lavrada e servida. Sou carta aberta Para que seja lida. Sou vaso talhado, Sou barro bruto, Por alguém trabalhado. Sou testemunha que fala Daquilo que conhece, Sou filho do Rei Que a Palavra enobrece, Sou quem espera, a vida o Porvir, Sou servo marcado para servir. Por: António Jesus Batalha.
  33. 33. DA ALMA. Nas Suas Mãos esta massa fria, O Oleiro moldou num só dia, O saber e querer me há dado, Bruto barro em Suas Mãos moldado. Vida emprestada dias formosos, Passando o tempo a beleza perece, Em peito rasgado amor fortalece, Sabendo que haverá mais puros gozos. Deus me conserve sempre a esperança, No meu peito rasgado a boa lembrança, Que Deus é Senhor de tudo erguido. Nesta vida arda fogo intenso, Como rio que corre pró mar imenso, Do meu Rei e Senhor, jamais esquecido. Por: António Jesus Batalha. BENDITA VIDA. Bendita vida gloriosa e triunfante, Sacode o mal do encanto e sedução, Que meu render não seja vacilante, Como rio de água tranquilas, meu coração. Minha alegre luz da madrugada, Desce do céu pura e vibrante, Para quem deseja a vida imaculada, Faz de cada ser alegre e abundante. Antes do mundo És a Luz formosa, Que irradiou em todo o universo, Brilha hoje na alma duvidosa, No rio do teu grande amor submerso. Que os pés sagrados pelos montes, Suplicantes com fé com esperança, Encham de clamor os horizontes, Ponham noutros a tua boa confiança. Por: António Jesus Batalha.
  34. 34. SÊDE DE TI. Minha sede por ti Senhor, É difícil de explicar, Que rios corram do teu Amor, P’ra minh’alma seca saciar. Comparo ao cervo no monte, Que quer sua sede matar, Flua a água da tua fonte, Para minha alma inundar. A secura experimentada, Só por ti é conhecida, Como terra seca e cansada, Que precisa ser amolecida. Mais do que se possa dizer, Ou grandes livros escrever, Anelo por ti Senhor. A ti sem palavras me render, Sei que sabes entender, Por ti, todo o meu Amor. Por: António Jesus Batalha. A MÃO AMIGA. O teu pobre coração, Como areia na erva, Em tão grande solidão, Quem assim se conserva? Ainda se levanta à tarde, De silêncio arde o dia, À noite sua vida arde, A tristeza muito fria. Como figueira brava, Que a ninguém alimenta, Na pedra nunca se cava, Que vida assim se aguenta? Nunca nada está perdido, Para tudo há solução, Para o certo arrependido, Há quem lhe queira dar a mão. Por: António Jesus Batalha.
  35. 35. MONTANHA. Agrestes montanhas, Mar revoltado, Deserto com manhas, O inimigo irado. No meio cercados, Com um medo atroz, Não ficam calados, Levantam sua voz. Por: António Jesus Batalha. GRAÇA. Tenho em mim a Divina Graça, Uma luz quando anoitece, Do meu íntimo jorra um rio, Num constante desafio, Mui sereno pró mar quando desce. Vivia como quem passa, Nem tempo tinha de parar, Musgos nasciam dos meus passos, Cordas fortes eram meus braços, Quando os elevava para o ar. Quando seguia meu caminho, Ninguém via se passava, Alheio a tudo o que via, Numa triste melancolia, Que muito mal cantava. Por:António Jesus Batalha.
  36. 36. SENHOR. Dirige os meus passos Senhor, É tortuosa a via; Conserta as fibras deste ser, Que outrora emlanguecia... Os meus lábios e coração, Que almejam te adorar, Fá-los fruir o Teu saber, E sempre Teu amor gozar! Por:António Jesus Batalha. A MINHA MÃO. A mão que te ofereço, Para que venhas à verdade, É tudo quanto te peço, Que deixes essa vaidade. É tudo quanto te peço, O voltares de direcção, A mão que te ofereço, Pra deixares a ilusão. Abre teu coração, É tudo quanto te peço, Segura com prontidão, A mão que te ofereço. Por: António Jesus Batalha.
  37. 37. VÊ Que haja em nós fé amor no caminho, Elevar os olhos ver ao longe a ponte, Caminho atravessar ao alto monte, Onde se vê a luz, a porta do nosso ninho. A Palavra Sagrada do Divino, Que em determinado vaso secou-se, E a luz que nele estava dissipou-se, Continua em frente grande peregrino. Conquista com Cristo teu futuro, Sente a glória e o poder em ti deixado, Do Cristo que na cruz ensanguentado, Fez de ti príncipe, em vez de mendigo escuro. P’las bodas do Cordeiro embriagado, Onde não há ilusão ou fantasia, Pelo Amor eterno arrebatado. Ergue-te nessa firmeza estóica, Inalando em tua alma a maresia. Em esforço glorioso de alma heróica. Por:António Jesus Batalha.
  38. 38. ESPOSA. Como a esposa ao esposo, Como o governo ao seu país, Como a alegria no seu gozo, Como o tronco à raiz, És Tu Senhor para mim. Como a luz na noite escura, Como a fonte no jardim, Como a água na secura, Como o coro no festim, És Tu Senhor para mim. Como o remédio ao doente, Como na calma a variação, Como a fé ao que é crente, Como a chuva no verão, És Tu Senhor para mim. Como o rio que sempre corre, Como as floresta tropicais, Como o tempo que não morre, Como no campo os olivais, És Tu Senhor para mim. Como a mãe ao seu filhinho, Como o bater do coração, Como ave no seu ninho, Como o chegado irmão, És Tu Senhor para mim. Por: António Jesus Batalha.
  39. 39. SEMEEI PENSAMENTOS. Semeei pensamentos, Que não pode apanhar, Soprados pelo vento, Como a força do mar. Rios que sempre correm, Sem nada para impedir, Ecos que sempre morrem, Sem os podermos medir. Nascem sem serem semeados, Crescem com uma razão, Se continuam a ser regados, Fazem-nos perder a razão. Se a coisa se mostra feia, É melhor fazer paragem, Pra não ficar presos na teia, Nem prejudicar a imagem. Por: António Jesus Batalhas. TUDO PERECE. Neste mundo tanta beleza, Tanta riqueza, não conhecemos, Tantos planos que nós fazemos, Tantos caminhos de incerteza. O que fazemos e desfazemos, É corrida que vai contra o tempo, Tudo perece vai como o vento, Agora há muito, logo não temos. Tudo perece murcha a beleza, Foge a riqueza, esfria o amor, Passa a morte, disfarça o horror, Passa a angustia e a incerteza. Qual na espessura,do lírio a cor, Sempre viçosa tão linda flor, A bela neve com sua brancura. Tudo pra sempre, nada voltará, Tudo que se eleva, ela cairá, Brilha a virtude, na vida pura. Por: António Jesus Batalha.
  40. 40. MUITAS VEZES. Muitas vezes me parecem, Minhas palavras muito frias, Meu coração não aquecem, São como palavras vazias. Parece que não escutas, O clamar do meu coração, Continuam grandes lutas, Sinto-me só sem tua mão. A Tua Palavra é a Verdade, Que me ensina bem o sei, Clamo pela Tua liberdade, Que diante da cruz ganhei. Meu coração hoje aquece, Enche-o de palavras sadias, Porque muitas vezes parece, Que tudo são palavras vazias. Por: António Jesus Batalha. A RIBEIRA. Entre Freixos e salgueiros, Rio que corria levemente quase não se mexia, se virava calmamente. A brisa soprava, quase não se sentia. O menino que dormia, em cima do cobertor, dormia, dormia, torcia-se com calor. Rouxinol que da água bebia, encima do ramo verde, canta linda melodia. Raios de sol que teimam, atingir a água corrente, parece que tinha sede, ou calor, como o inocente. Por: António Jesus Batalha.
  41. 41. QUERO PARA MIM. Quero para mim força e coragem, Coragem que no peito se mete, Como o raio de sol numa paisagem, Com cálculos certos dos que agem, Ecos que na terra se repete. Dentro dessa luz a alma chora. Com o Brilho que se ilumina, Trás esperança numa aurora, Brilha na alma a luz divina. Quero viver com esta alegria, Longe de tristeza e melancolia, Deixar brilhar em mim esta coragem, Raio de luz que em mim brilhou, Em meu coração se tornou, Numa eterna e linda paisagem. Por: António Jesus Batalha.
  42. 42. QUERIA SER POETA. Quem me dera poeta ser, Com trombeta proclamava, Para poder então escrever, Tudo o que de bem eu achava. Vejo o homem em decadência, Tenho vontade de gritar, Acaba com essa demência, Essa vida tens de largar. Dilacerado e triste coração, Há alegria para ti afinal, Deus tem de ti compaixão, Quer dar-te a Paz Divinal. O tempo eu agora parava, Para mais tempo eu ter, Com trombeta proclamava, Quem me dera poeta ser. Por: António Jesus Batalha.
  43. 43. TER FÉ. Ter fé, sentir grande gozo, Que se eleva ao céu, num descer constante, Respirar, fruir alegria anelante, No grande Amor do Todo-Poderoso. Ver através dum raio luminoso, A pureza de uma paz radiante, Elevar em oração à Pátria distante, Contemplar as ruas, desejo ansioso. Crer na cruz sem imagem feita, Por mãos humanas, falar com Deus, Não há honra maior e mais perfeita. Ter fé no amor, que maravilha, Contemplar da terra o céu, Graça derramada, alma que brilha. Por: António Jesus Batalha.
  44. 44. DESPERTA-ME. Desperta-me de noite ao teu desejo, Com a força dos teus dedos Com que me vergas, No sono em que me deito Tu me guardas. Toma-me não pela força como que sendo, Barro em tuas mãos, E molda-me, Senhor, ao teu desejar. Nos teus ombros me leva docemente, A obra imperfeita Tu desfazes, Teus dedos a pedra Tu sentes, numa obra perfeita Tu fazes. Por: António Jesus Batalha.
  45. 45. CAMINHO. No caminho estreito que sigo, Não há cruzamento para o alvo, Em sonhos e guerra com inimigo, Deus me guarda, me mantém salvo. Sou caminhante bem descuidado, Dos perigos que caminho encerra, Num leve descuido fico atolado, Passa o inverno, vem primavera. Deus me liberta, não me queixo, Falta minha, e meu desleixo, É de confessar que sou culpado. Sigo caminho, há novo dia, Reina em mim a paz e harmonia, Sigo alegre, e muito animado. Por: António Jesus Batalha. TRAZ PRA MIM. Traz pra mim Tua graça, Nos tempos que anoitece, Que meu corpo como um rio, Num completo desafio, Confiante sereno quando desce. Meu viver seja como quem passa, Sem olhar para trás e parar, Que largos sejam meus passos, Bem alto erguendo os braços, Quando Te servir e adorar. A vida em mim,e Tua graça, Me faz sorrir pela mudança, Vou segui sempre o caminho, No meu peito o Teu carinho, No coração vida e esperança. Por: António Jesus Batalha.
  46. 46. A MINHA ALMA É TEU JARDIM. Quão belo devo ter o meu jardim, Dádiva seu igual que o Pai me deu, E por amor do qual Jesus morreu, Então há um dever em mim. Regá-lo com a minha oração, Abri-lo à luz do sol da gratidão, Deixá-lo cresces com flor viçosa, Com verdura viva e majestosa. Da fé, que tudo sara e tudo aquece, E os frutos que embeleza e enobrece, E assim, abrindo rosas no deserto, Seguindo seguro por caminho certo. Apregoarei da Graça Redentora, A Beleza perfeita e duradoura, Que é reflexo e espelho para mim, Quão belo devo ter o meu jardim. Imagem Sua, e Sua formosura, És pelo sangue, ó alma branca e pura, Escuta Sua lei, e Seus ensinos, para mim, Quão belo devo ter o meu jardim. Amá-lo e obedecer, eis o dever, De quem quiser tornar-se um puro ser, E quando, enfim chegar ao teu portal, Recebe-o Senhor, Único ser Imortal. Para dizer-lhe com poder: Senhor, Lavado estou na Luz do Teu Amor, Que é reflexo e espelho para mim, Quão puro devo ter o meu jardim. Por: António Jesus Batalha.
  47. 47. CATIVEIRO. Depois que me ausentei, Sem saber o tempo gastava, Pessoa triste me tornei, Nas árvores pendurei, Os instrumentos que tocava. De meus olhos foi arrancado, Perante um rio corrente, Sião foi tempo passado, Babilónia um mal presente, Como pode ser comparado? Canta prisioneiro alegremente, Canta refreia esse medo, Canta oh ceifeiro contente, Debaixo do todo arvoredo, Canta pois a dor menos sente. A menos que perca a razão, Seria isso causa idónea? Não abrandava a paixão, Se cantasse em Babilónia, As canções da minha Sião. Por: António Jesus Batalha.
  48. 48. VEM VIVER. Vem Vem Vem Vem viver viver viver viver destes prados as belas flores, das suas sombras a frescura, de toda a sua formosura, de outra forma os dissabores. Vem viver de outra forma o desgosto, O pranto que passamos nesta terra, As desilusões que esta vida encerra, Vem viveras com alegria no teu rosto. Este mundo é uma floresta sem um prado, Sem lugar de descanso árvore sombria, Uma corrente de descanso de água fria. Será que a vida te tem perguntado? Será que neste mundo a vida tem sentido? Sim! Se aceitares Jesus como teu Amigo! Por: António Jesus Batalha. O QUE ÉS? És ser no mundo,andas perdido, Que na tua vida andas sem norte, És ser com sonho mas sem sorte, És ser atormentado e dolorido. Sombra de nuvem frágil e esvaecida, A quem a vida amarga triste e forte, Te suga brutalmente para a morte, Sombra negra jamais compreendida. És sonho passado sem caridade, És vida vivida insatisfeita, És criança que morre de saudade, De ser a predilecta e a eleita. Pessoa que passa e ninguém vê, Pessoa que chora sem saber porquê, És ser dum sonho que alguém sonhou, És ser na vida, que a vida não encontrou. Por: António Jesus Batalha.
  49. 49. A MASCARA. A mascara que envolveu teu rosto, Ofuscando a realidade presente, Encobrindo a verdade que ausente, Escurecendo o lindo luar de Agosto. Aquilo que dizes ser ainda não és, Nem és aquilo que imaginas ser, No entanto és tu que ficas a perder, Se a mascara não cair aos teus pés. Com o rosto descoberto na verdade, Como imagem no espelho reflectida, Mostram reflexos de uma nova vida. Que em ti habite essa ansiedade, De viver com o rosto em descoberto, Trilhando assim o caminho certo. Por: António Jesus Batalha.
  50. 50. ANSEJO. Como gostaria de encontrar palavras, com que pudesse expressar, o que por Ti eu sinto. Porque as minhas palavras, já se esgotaram há muito, Não sou de teus filhos o melhor, Eu Sei! Sei também o quanto Tu me amas, E o que valho para Ti. Aceita o clamor de meu coração, E a Verdade que está dentro de mim, A qual bem conheces, A minha vida te pertence, Faz o que Te agradar fazer, de minha vida. Sou para Ti, sem querer, sem poder e sem saber. Que o verdadeiro amor, cresça mais e mais no meu coração. Tu me conheces. Até, onde eu me não conheço. Te amo. Senhor meu Deus. Por: António Jesus Batalha.
  51. 51. A SOLUÇÃO. Se a tristeza te invade, ou a solidão, E te sentes sozinho como num deserto, E teu viver é como caminho incerto, Na Palavra tu encontras a solução. Ergue tuas mãos com humildade, Em sacrifício de fé e de esperança, Põe na Palavra a tua confiança, E nas promessas de pura verdade. Mostra a Deus a tua gratidão, Com mente pura e renovada, É tua vida por Deus provada? Socorro virá pra ti como clarão. Por: António Jesus Batalha.
  52. 52. NOVO DIA. Como um diluvio de luz ao despertar. Como um rio descendo a montanha, Desaparecendo o encanto de todo o luar, Até acabar a luz que o mundo banha. A bela flor que desabrocha da penha, Como que querendo a calor agarrar, Com receio que de novo não venha, E depois fique triste sozinha ao luar. A ave que empoleirada no silvado, Canta uma canção que ela bem sabe, Os visitantes que regressam ao prado, Gozam da luz, antes que ela acabe. A sombra que da montanha desceu, Vai apagando aquela doce alegria, Como um manto que se envolveu, Até que surja de novo a luz do dia. Por: António Jesus Batalha.
  53. 53. MENINO MAGRO. Aquele menino magro, Que para um pedaço de pão, Assim revolve os caixotes, Olha bem! É teu irmão. Com maneira desajeitada, Nariz sujo e pingando, Olhos frios com lágrimas, Mal tratado plos humanos! Lutando para viver, Nesta selva desleal, Vai crescendo, crescendo, Até ser homem,quem sabe? Talvez servo do mal! É dura,e pesada sua cruz. O menino sem esperança. É teu irmão, e de Jesus. Por: António Jesus Batalha.
  54. 54. MÃOS SANTAS. Mãos furadas peito rasgado, Chagas abertas, marcas imprimidas, Que para salvar as almas perdidas, Assim quiseste, ser crucificado. Esse Teu grande amor revelado, Que no teu corpo as marcas são lidas, Livro que transformou as nossas vidas, Dum triste futuro então marcado. Na cruz mostras-te toda a piedade, Amolecendo aqui toda a dureza, Mostras-te ao mundo toda a verdade. O amor do Cordeiro que do céu vinha, Faz-me viver com toda a firmeza, Dando nova vida à alma minha. Por: António Jesus Batalha.
  55. 55. ANDORINHA. Vi uma andorinha voar, Para os lados do seu ninho, Vinha uma águia a piar, Que lhe barrou o caminho. A andorinha no caminho, Levava flor no seu bico, Que carregava pró ninho, Bom ramo de manguerico. Com aquela flor que vinha, E murchou pelo caminho, Deixei de ver a andorinha, Ou ela não chegou ao ninho. A águia que também caminha, Voando nas veredas do céu, Foi procurar a andorinha, E ao encontrá-la, a comeu. Por: António Jesus Batalha. VEM PRIMAVERA. Passa por este lado primavera. Para encher o prado de flores, Enquanto sobe bem alto a era, Enlaçando-se nos troncos em amores. Canta o rouxinol suas melodias, Saltita o pardal voa a andorinha, Gozando o sol em seus lindos dias, Como que de remorsos que ela não vinha. Os dias quentes e longos começam então, Onde o sol brilha com mais intensidade, Dizendo-nos que muito breve chega o Verão. As noites quentes com mais claridade, Convidam a um passeio pelo fresco ao luar, Antes que chegue a hora, a hora de se deitar. Por: António Jesus Batalha.
  56. 56. EU ME RENDO. A Tua Palavra é graça profunda, Que conforta em tempo incerto, Minh’alma quando moribunda, E mostra oásis no caminho deserto. Eu rendo minha vida a Ti Jesus, O meu viver será somente Teu, Pois Tua Palavra é minha vida e luz, Que ilumina o caminho para o céu. Na minha vida ao caminhar, Vejo que há muita tribulação, Como grandes ondas deste mar, Sem saber, sempre qual a razão. A graça em Tua Palavra contida, Trás para mim o sabor da vitória, A minha oração é por Ti ouvida, Forças constantes na minha memória. Por: António Jesus Batalha.
  57. 57. ÁRVORE BENDITA. Bendita és tu árvore florida, Que em teus ramos me aninhei, Água fresca no deserto nascida, Fonte preciosa que encontrei. No meu jardim plantada, Como no oásis sua palmeira, Ainda que pelos ventos soprada, Arde em meu peito como fogueira. As tempestades que vieram, Os ventos fortes que passaram, Os danos que então fizeram, Foi os bens que em nós ficaram. É bom ter-te na minha vida, Da tua companhia eu gozar, Árvore linda, árvore querida, Para sempre eu te vou amar. Por: António Jesus Batalha. PEÇO-TE. Fonte da vida, Excelso Senhor, Que teu rosto se vire para mim, E me transforma, como a Pedro, Enche-me com Teu santo amor. Que Teu grande amor sature meu coração, Afim de poder transbordar, E a alma sedente saturar, Do Teu caudal de perdão. Por: António Jesus Batalha.
  58. 58. HÁ LUGAR. Dentro da alma, Lugar Para o amor, Quando Cremos amar, A casa Deserta Para habitar Como a rosa Que foi cortada, Pronta a murchar, O vento Que sopra, Sem lugar, Mas dentro Da alma Há lugar. Para morar. Por: António Jesus Batalha. ACREDITO AMOR. Eu acredito no amor, No amor verdadeiro, Ainda que traga gran dor, É ele sempre o primeiro. Sei que tudo acabará, Assim como que de repente, Mas o amor ficará, A reinar para sempre. Neste amor me revisto, Tenho profunda gratidão, É o Amor de Jesus Cristo, Que reina no meu coração. Por: António Jesus Batalha.
  59. 59. LUZ. A luz que vem do teu Rosto, Trouxe à minha vida amargurada, Um novo raiar de sol-posto, Como a luz da madrugada. Sem Luz sou folha,e flor caída, Flôr morta sem beleza por fora, Tráz o Teu raiar nessa aurora, Logo de manhã à minha vida. Contemplando apenas as alturas, Quando o raiar da minha tristeza, Sem mente aberta andei ás escuras. Trouxe ao meu ser grande alegria, Vejo no meu intimo tanta beleza, Porque a Luz Bendita me alumia. Por:António Jesus Batalha. LEMBRANÇAS. Quando pela madrugada, Saía para o trabalho, Ainda noite calada, Pouca roupa de agasalho. Quando chegava à noitinha, Já estava posta a mesa, Naquela branca cozinha, Com grande lareira acesa. Ao lume tenho aquecido, Depois da chuva molhada, O meu corpo arrefecido, Por aquela água gelada. Passei dias e muitos anos, Mas poucos dão o valor, Na vida o que causa danos, No corpo cheio de dor. Mas tudo é já passado, Recordo por recordar, Agora que aposentado, Não deixo de trabalhar. Por: António Jesus Batalha.
  60. 60. MAR BRAVO. Neste bravo mar, seguro ando, Não temo as ondas nem o vento, Meu barco vai ao alvo dando, Tenho esperança e livramento. Olhando o mar fiquei imaginando, Com esta alegria no meu pensamento, Porque estará ele agora mais brando! Será que estarei de perigo ausente? Sei que qualquer momento sopra tirano, No alto mar minha alma não teme, A calmaria é apenas engano. A minha esperança tenho posta, Em Jesus Cristo que está ao leme, No grande Piloto, que me leva á costa. Por: António Jesus Batalha.
  61. 61. NO AMOR. No amor crescemos, Envelhecemos lado a lado, Lutamos vencemos, P‘lo mundo partilhado, Por abismos nesta terra dividida, Passagem, Que para nós não é contida. A luz remoça a neve, Que nos teus cabelos cai, A claridade dos dias, Pela noite ela se vai, A alegria da vida, Que eu em ti amo, Minha rosa alegre, Que assim te chamo. Palavras da tua boca, recreia e ensina, Têm medida no mundo que te estima, Quero-te sempre na vida inteira, Minha rosa, Minha companheira. Por: António Jesus Batalha.
  62. 62. PRIMAVERA. 21 de Março começa a Primavera, Pássaros cantam, árvores enverdecem, Flores lindas no campo aparecem, Trepa pelo muro a graciosa hera, Acalma o mar, na praia maior espera, Pouca água os rios docemente descem, Mudam os dias maiores, mais aquecem, Em mim não houver, Sou quem era. Quem não gosta do futuro, não siga o passado, Para trás a noite, luz no seu estado, Trazer para frente as lindas lembranças. Não haverá ganho se nada se perder, A maior riqueza cada um pode ter, Ter dentro da alma puras mudanças. Por: António Jesus Batalha.
  63. 63. ESTAS PALAVRAS. Nestas frases não se queixe, É terra que eu já lavrei, Atadas todas num feixe, Carga que eu transportei. A verdade é que importa, Sorriso que vem de dentro, Abrir a fechada porta, Nem que seja por um momento. Deixa entrar a luz ausente, Do Rei Jesus que nasceu, Criar na tua alma nascente, Dum rio que não é teu. Na tua alma será acesa, Uma fogueira na noite escura, Terás também Sua Natureza, Alma limpa branca e pura. Terás em ti glória pura poesia, Rio que transborda cheio de Graça, Dentro de ti vindo de Deus. Far-te-á luz que ilumina, Aos perdidos da tua raça, Para ganhares os que não são teus. Por: António Jesus Batalha.
  64. 64. ATRÁS. Para trás ficam fantasmas do passado, Pedintes que jurei jamais amar, Braços levanto num ângulo traçado, Caminho plano para caminhar. Belas palavras em mim se cravaram, Era o amor e o sangue a gritar, Mãos Perenes caminho traçaram, Luz Divina em mim a raiar. Atrás fantasmas, não quero jamais, Tenho na minh’alma os grandes sinais, Paz e alegria, de Deus sou eleito. Fechou-se a noite na triste montanha, A luz derramada, em vida estranha, Abre janela, a luz no meu peito. Por: António Jesus Batalha.
  65. 65. MAR ENCANTADO. Mar encantado, De multidão perdida, Tronco curvado, Maré esquecida, Barco sem rumo, Sem vida lá dentro, Passa o prumo, Foge do vento, Rebenta vulcão, Foge a maré, Pula coração, Fugindo a pé. Por: António Jesus Batalha.
  66. 66. O NOSSO GRITO. Castanheiros abertos, Com ramos novos, O que há ao certo? Fica deserto, Só nosso grito, São gritos nossos. Fica silêncio, Tudo parou, Sem uma voz, Nada mudou, Gritamos nós, Asas rasgadas, Paredes caiadas, Folhas caídas, Das nossas vidas. Castanheiros abertos, Com ramos novos, Depois o regresso, De novo silêncio Da tua morada, Fica deserta, Só nosso grito, São gritos nossos. Por:António Jesus Batalha.
  67. 67. A MINHA ROSA. Colhi um botão de rosa, Que estava numa roseira, Deus a colocou ali, Para que fosse minha companheira, Decerto que ouve um jardineiro, Quem plantou esta bela planta, Criou assim uma rosa santa, Que vive num belo canteiro, Neste mundo inteiro, Não há rosa mais viçosa, É a mais linda e formosa, Que até mais não pode ser, Eu ainda volto a dizer, Que lindo botão de rosa. Por:António Jesus Batalha. SEM RUMO. Abriu Sua boca, À multidão falou, Surda, Sem rumo, Sem alvo, Enganada Com ilusões, Da vida Fechada, A morte Espera , Desespera A multidão surda, Sem rumo, Com rumo ao abismo, A multidão, Perdida, Da vida. Por: António Jesus Batalha.
  68. 68. CEMITÉRIO. No cemitério, Que eu conheço, Ninfas e sereias, Lá vivem felizes, Deixei, Não sozinho, A casa desabitada, Habitada, Limpa, Adornada, Feliz. E,moldada. Por:António Jesus Batalha.
  69. 69. UM HOMEM EM FUGA. Jonas um homem a quem Deus chamou, Chamou Jonas, mas ele não se importou, Foge de Deus, foge sem parar, Na sua fuga caminha pro mar, Dentro do barco Jonas entrou, No baixo porão se reclinou, Jonas dormia, sem querer saber, A grande tempestade que estava a fazer, Grande vendaval e o mar revoltado, Jonas dormia, dormia sossegado, Sortes lançaram em Jonas caiu, Jonas explica que de Deus fugiu, A Jonas ergueram, no mar o lançaram, Logo as ondas da mar se aquietaram, Um peixe gigante a Jonas tragou, No fundo do mar Jonas orou, Ele se arrepende e se humilhou, Deus fala ao peixe, na terra o lançou, Vai a Nínive, “fala a pregação”, Se não há arrependimento, há destruição, Nínive ouviu, o povo se arrependeu. Á sombra da aboboreira Jonas se assentou, Descansado à sombra sua alma alegrou, Um bicho com fome a aboboreira comeu, Jonas se entristece, quase morreu, Então Deus lhe mostra o que aconteceu, Que a aboboreira não tinha valor, O que importava a Deus, era o pecador. Deus poupa a Nínive no seu grande Amor. Por: António Jesus Batalha.
  70. 70. É D’ELE. Tudo o que tenho, Deus me emprestou, Nada é meu, É para meu uso, Vou ter que devolver, O que Ele me deu, Tudo é d’Ele, Tudo o que tenho, Tudo o que sou. Por: António Jesus Batalha. O CAMINHO. O Caminho, que caminho, Não o caminho sozinho, Jesus está no caminho, Jesus é O caminho, Por onde eu caminho, Enquanto estiver no caminho, Não lutarei sozinho. Jesus está a meu lado, Para mim sempre virado, Ele me fala baixinho, Enquanto estiver no caminho, Há espaço no caminho, Para ti meu amigo. Ouve bem o que eu te digo, Jesus Cristo está pronto, Para caminhar contigo, Poderás então ter a certeza, De não estares sozinho, Pois Jesus te dá firmeza, Se estiveres no caminho. Por: António Jesus Batalha.
  71. 71. ESTAVA PERDIDO. O que fui antigamente, Não o quero ser agora, Jesus Cristo Docemente, Transformou-me suavemente, Começou de dentro para fora. As palavras que eu preferia, Eram torpes e sem valor, Estava cego, pois não via, Que aquilo nada valia, Estava vazio sem amor. Perdido na noite, sem marco, sem norte, Eu, cego, na estrada aqui, do egoísmo, E quanto mais trevas, mais medo da morte, E quanto mais medo, mais perto do abismo. Um certo dia ouvi cantar, Hinos de louvor e adoração, O espírito me levou a pensar, Que eu estava a precisar, Encontrar a salvação. Esse momento chegou, De me render a Jesus, No meu coração Ele tocou, Aos poucos me transformou, Mostrando-me a Sua luz. Oh alegria, que me procuraste, Não posso endurecer meu coração, Só tenho de aceitar a Tua salvação, E sinto que não é vã a Tua promessa, De as lágrimas cessarem no porvir. Oh, Cristo piedoso! Tu viste a cegueira, Enchendo a minh’alma d’imenso terror, Estava a meus pés, do inferno fogueira, E Tu me gritas-te:—Sou Teu Salvador! Oh Amor, que me fazes caminhar, Deponho em ti minh’alma sucumbida, Tudo te devo, te entrego minha vida, E lá, nas profundezas do Teu mar, Fala-a mais rica e cheia de Ti. Por : António Jesus Batalha.
  72. 72. A CORRIDA. Nesta corrida que corro hoje, Fujo da vida sem esperança, Sempre sigo como quem foge, Dos prazeres que o mundo lança. Corro buscando entendimento, E conhecimento que alivia, Da Palavra conhecimento, Para minha alma energia. Corro e encontro amor puro, Deixando o mundo de engano, Em caminho que é bem seguro, Deixo para trás mundo profano. Se eu quero o alvo atingir, Vou ter de sempre correr, Não parar, nem desistir, Não subindo, mas a descer. Por: António Jesus Batalha.
  73. 73. UM DIA. Menino que brinca no lago, Criança rabina, Não fica sossegado, Brinca com um barquinho, E um peixe encarnado, Barquinho de jornal Que pelo vento perfilado, Não vi outro igual. Na imaginação, Embarquem com ele, Entrem os heróis marinheiros, Na escuridão perdida, Vencendo os piratas, Em hábeis emboscadas, Em lutas travadas. Cuidado! O vento mudou! Oh! O barquinho virou, E como era de papel. O barco se afundou. Com o barco afundado, E o sonho mudado, A criança correu, A bola chutou, O peixinho nem se viu, A criança? Sorriu, O sol se escondeu, O dia acabou. Por: António Jesus Batalha.
  74. 74. LAMENTO. Creio hoje e acredito, Que não sou como quero, Levanto a voz num só grito, De lamento e mistério. De lamento e de perdão, De toda a minha vontade, Rasgaria meu coração, Varria dele, todo a maldade. Sou rendido ao Teu querer, Confesso mas sem saber, Estou cansado de lutar. As minhas mãos erguidas, Palavras por ti ouvidas, Senhor! vem me guardar. Por: António Jesus Batalha. GRÃO DE AREIA. Grão de areia que por Ti fui achado, E em Tua presença graça eu achei, Numa casa habitavél fui formado, Lugar de morada do Senhor e Rei. Lugar de serviço louvor e adoração, Pela Tua mão cada dia moldado, Com Tua Palavra no meu coração, Grão que nasce no campo lavrado. Tua presença minha alma refresca, Como brisa fresca em dia aquecido, Rio corrente que alaga terra seca, Um saudoso abraço de um bom amigo. Faz de mim um servo submisso, No meu ser com brasa marcado, Prostrado me rendo ao teu serviço. Criado e moldado pela mão potente, Grão de areia do chão apanhado, Vestindo a armadura reluzente. Por:António Jesus Batalha.
  75. 75. DIANTE DE TI. Não desprezo de sempre chorar, Perante o trono da graça Divina, Vendo a luz que alma ilumina, Enchendo meu ser para adorar. Desejo mais ser transformado, Na água Divina amolecido, Levado ao forno mui aquecido, E pelo grande oleiro moldado. Que nada se possa engrandecer, Que minha alma apenas possa ser, Instrumento por Deus usado. A grande misericórdia é infinita, Está em minha alma chama bendita, Porque ainda sou ser inacabado. Por: António Jesus Batalha. PERANTE A CRUZ. Diante da cruz do meu Mestre querido, Que é fonte perene de vida e de luz. Naquela cruz que por mim foi ferido, Por amor de mim meu amigo Jesus. Diante da cruz, lugar de tristeza, Porque meus pecados mataram o Senhor, Diante da cruz, eu tenho a certeza, Ele se fez meu Substituto e Redentor. Diante da cruz, com fé tudo alcanço, Ali tudo deixei, doenças, tristezas, enfim, Diante da cruz, encontro descanso, E graça,amor e paz de Cristo pr’a mim. Por: António Jesus Batalha.
  76. 76. SALVAÇÃO. Em mim tenho a salvação, Com seu sangue me salvou, Cristo me deu o seu perdão, E minha alma Ele, resgatou. Mas para melhor eu ficar , A Bíblia mostra-me então, Que a vida devo crucificar, Para minha santificação. A morte que custa tanto, Mas é precisa para mim, Sem ela não serei santo, Sem folhagem meu jardim. Por: António Jesus Batalha. COISAS. Há muita coisa que não sabem, Mas, eu sei, sim eu sei... Profundamente! E os poucos e raros que sabem, É como quem não as sente, Ainda que as conte suavemente, Mas ninguém as reconhece. Porque lhe falo em tom alheio, Algumas conto até a meio, Outras nem por isso, Nem mesmo quando parece. Sim refugiado no meu canto, Estou bem e entre boa gente. Na vida feliz e contente, Destas coisas sono profundo, Sei muitas coisas, e no entanto. As fecho e guardo deste mundo. Por: António Jesus Batalha.
  77. 77. VERDADEIRO. O amor quando é verdadeiro, Mais forte que ondas do mar, Sua força é maior que o vento, Que ninguém consegue amarrar. Fica em nós a vida inteira, A correr como um forte rio, Que cabe lá toda a gente, Assim como no mar todo o navio. De dentro de nós ele não sairá, Nem devagar nem de repente, Se o quiseres mandar embora, Mandas embora toda a gente. Por: António Jesus Batalha. O BOM PASTOR. Tenho um Pastor que tudo me dará, Todo o meu sustento Ele proverá, Em verdes pastos me faz deitar, E em águas tranquilas descansar. A minha alma Ele refrigera, Nas veredas da justiça me conduz, Por Seu grande amor, Ele quisera, Fazer brilhar na minha vida Sua luz. Se no vale da sobra da morte eu andar, Ele promete estar comigo não temerei, Garante uma mesa cheia me preparar, Na sombra das suas asas descansarei. Na minha cabeça está Sua unção, Meu cálice de certo irá transbordar, A bondade e o amor me seguirão, Muitos dias na Sua casa irei morar. Por: António Jesus Batalha.
  78. 78. A VIDA. A florzinha que sempre vivia, Em tão grande alegria, E comunhão com todo o ser, Passam dias, meses e anos, Suas raízes sofrem danos, De sua beleza já não ter, Depois de linda flor, Sai dela todo o esplendor, Pela determinação, Tristes e sem poder, Para fazer a flor viver, Temos de entregá-la ao chão. Chegando esse dia, Que é Deus quem sentia, A extinção de todo o ser, A florzinha vai secando, Seu caule vai murchando, Lentamente até morrer. Por: António Jesus Batalha.
  79. 79. DA LAMA. Da lama e pó fui tomado, Nas Suas Mãos esta massa fria, O Oleiro moldou num só dia, O saber e querer me há dado, Bruto barro em Suas Mãos moldado. Vida emprestada dias formosos, Passando o tempo a beleza perece, Em peito rasgado amor fortalece, Sabendo que haverá mais puros gozos. Deus me conserve sempre a esperança, No meu peito rasgado a boa lembrança, Que Deus é Senhor de tudo erguido. Nesta vida arda fogo intenso, Como rio que corre pró mar imenso, Do meu Rei e Senhor, jamais esquecido. Por: António Jesus Batalha. MOSTRA SENHOR. Mostra-me Senhor, em que deserto, Em que sítio de minha vida encerra, Enquanto me dás vida na terra, Como o céu pode ficar mais perto. Perante a vida ando em descoberto, Mesmo quando o inimigo faz guerra, Tua Vida dento de mim vitória encerra, Me ilumina para ver o que está certo. Mas só, não posso me defender, Se por ti, não for acompanhado, Sozinho decerto me irei perde. A certeza de estares ao meu lado , Isto jamais me vou esquecer, Ante Tua face sou lembrado. Por: António Jesus Batalha.
  80. 80. IMPRUDÊNCIA. Alerta devemos estar, Em toda a nossa vida, Na azafama da nossa lida, Ou na noite a descansar. Com luz a iluminar, Os corações a arder, Dentro de nós o conhecer, Quando Ele por nós chamar. Que não seja o muito lazer, A desculpa improvisada, Quando soar a chamada, Provisão devemos ter. Lição para aprender, Que de fora ficam a bater, Os imprudentes esquecidos. Quando a porta se fechar, De dentro se ouve o falar, Não sois de mim conhecidos. Por: António Jesus Batalha. TERRA. Terra, terra, terra, Terra que não ouves, Impassiva não entendes, As vozes dos que clamam, Porém um dia virá, Teus ouvidos serão abertos, Como um rolo te enrolarás, O teu dia acabará. Não mais serás então, Vestirás outras vestes, Que jamais conheceste. A Paz que rejeitaste, Virá em grande glória, Mas tu não a conhecerás, Porque eras, e jamais serás. Por: António Jesus Batalha.
  81. 81. ANDA COMIGO. Anda comigo, vou falar de Esperança Da vida que ainda agora principia, Perde essa amarga e vã desconfiança Toma a minha mão de amigo,e confia. Anda comigo, eu sei das tuas dores Sou mais poeta sendo teu irmão. Nesta densa floresta cravada de flores, O trabalho e o suor são o mesmo pão. Anda comigo além na clareira, Há uma fonte para matar a sede, A água é pura, livre não se mede. E corre de graça para quem a queira. Por: António Jesus Batalha. O MEU DEUS. Este Deus Em que me encanto, É formado por três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, Três pessoas numa só, O Seu amor é Infindo, Amor que do céu tem vindo, Para me dar liberdade, Abrindo meu coração, Eu sinto esta Verdade, Verdade de salvação, Salvação que me faz santo, Este Deus, em que me encanto. Por: António Jesus Batalha.
  82. 82. ESTOU ESPERANDO. Bem de manhã ou quando a aurora romper, Quando radiante o sol vence em vitória, Ou quando o escuro, o dia vencer, Poderá aparecer Jesus em Glória. Quando o astro-rei na sua força chegar, Ou quando se declina com pouca luz, Em sua beleza a lua reflectir seu luar, Pode aparecer em Glória o Senhor Jesus. Á meia-noite ou a qualquer hora, Que ninguém sabe, nem pode prever, Ao cair da noite ou ao romper da aurora, Uma coisa sei, Ele vai aparecer. Por: António Jesus Batalha. AMAR. Amar a Deus, ter fé profunda, Procura na luz caminho certo, Amar e ver a alma moribunda, Ter coragem, arranca-la do deserto. Amar a Deus de cabeça erguida, Com plena verdade no coração, Mostra ao mundo suave e doce vida, Dar ao triste e abatido a solução. Amar a Deus,não é uma frase feita, Dizer que tem fé, paz e piedade, Mas sim entrar pela porta estreita, Ter no coração, de Deus a verdade. Por: António Jesus Batalha.
  83. 83. O QUE VALE. O que vales mundo em tua riqueza, O que vale o ouro e a prata que contens, Aquilo que parece ser grande beleza, O que de sorte lhe chamam bens. O que vale riquezas em altos mares, Ter ilhas com muitos corais, Ou o vão fanatismo nos teus altares, Com fé vã incenso queimares. A minh'alma clama em meus sentidos, Sinto-me inútil entender não sei, Música que chega aos meus ouvidos, Tudo queres ter menos de Deus a lei. Para quê ter grande ansiedade, Se grito ao mundo esta verdade, Toda a canção de Amor ao universo. Sem asas meu grito assim voa, Levando gemidos que a alma entoa, Ao mundo vão as palavras dum verso. Por: António Jesus Batalha.
  84. 84. CAMINHADA. Homem chamado sem nada saber, Leva cajado perante Faraó, Ele e o irmão os dois vão só, Deixa ir o povo onde Deus quer. Cajado na mão o rio abriu, Pedra rasgada água a correr, Chuva caída para comer, Monte a tremer parece de frio. Nada impede do povo seguir, Conhecem caminho para ir, Caminhantes sempre erraram. A ira de Deus sobre os consumiu, Todo o desobediente no deserto caiu, Na terra prometida só dois entraram. Por: António Jesus Batalha.
  85. 85. A PAIXÃO. Quem é aquela que anda assim pela vinha, Na noite pelas ruas meio encoberto, Com passos lentos, tentando ver o incerto, Com seu respirar manso de criancinha? Talvez tenha acordado do sonho que tinha, Pensava que seu amado estava perto, Corre pelas ruas como num deserto, Pergunta a quem, resposta, não vinha. Amigas minhas se viste o meu amado, Dizei-lhe depressa que eu dormia agora, E que ele pode ir alegre e descansado. Sim eu tinha adormecido, conforme, Sempre meu costume, dormir, embora, Que meu coração, é que nunca dorme. Por: António Jesus Batalha. PENSAMENTO. Muitas vezes o pensamento, É como um cavalo refreado, Que numa corrida é levado, A transformar o comportamento. Pára escuta fica atento, Pára como o cavalo alucinado, Que tem à frente abismo rasgado, Tens força! pára um momento. Pára essa louca correria, Antes que seja tarde de mais, Pois o caminho por onde vais, Leva-te a uma noite escura e fria. Por: António Jesus Batalha.
  86. 86. A NUVEM. Levantei os olhos e vi, Uma nuvem no horizonte, Subi ao cimo do monte, Clamei! vem regar meu jardim! Jardim que seco está, Pelo sol e pelo vento, Que fustiga cada momento, E sem água o que será? Mas a nuvem não escutou, O meu grito meu clamor, Nuvem vazia, sem amor, Que o vento forte levou. Nunca clames a quem está, Nas alturas todo opado, Porque sais amachucado, E em nada te ajudará. Por: António Jesus Batalha.
  87. 87. ESQUECIMENTO. Muitos estão de pé, mas esquecidos, O tempo os encontra sós encostados, E ali chorando triste aniquilados, Vertendo as lágrimas dos vencidos. Por serem no páramo enfadonho, Vivendo à luz de sonhos enganosos, Depois como aspectos lastimosos, Correu como um rio, o seu sonho. A luz de seus olhos é baça lutuosa, Com amargo coração, sem luz do dia, Faltando a Tocha gloriosa que alumia, Querendo viver em cripta monstruosa. Se voltares à luz gloriosa e triunfante, A verdade que trás num só dia, A cura, a liberdade e grande alegria, Serás vaso de bênção gratificante. Por: António Jesus Batalha.
  88. 88. REVEJO-ME. Na cruz de Cristo me revejo, Crucificado nela estou, Pois meu ego ali ficou, Cravado com meu desejo. Tenho de Cristo luz imensa, Vida abundante mais quero. Longe de mim o desespero, E a noite solitária e densa. Na morte estou bem vivo, Em Cristo O glorificado, Sou para Deus servo marcado, Não mais um servo cativo. Por: António Jesus Batalha. CONTAS. É linda a nossa vida, Se a soubermos viver, Seja curta ou comprida, Ou mesmo seja a sofrer. É preciso sempre lembrar, Que surpresas ela encerra, Mas com Jesus a pelejar, Vencedores somos na guerra. É uma vida emprestada, Por tempo determinado, Conta terá de ser dada, Plo que nos foi confiado. Com Jesus tem mui valor, A vida que nos foi dada, Com fé suportando a dor, Nesta vida emprestada. Por:António Jesus Batalha.
  89. 89. CUIDADO. Jardim cuidado e verde, Para dar flores todo o ano, Cada flor que arrancada, Ou planta mal tratada, Todo o jardim sofre dano. Merece grande cuidado, Carinho e muito amor, As plantas que dentro estão, Se viverem juntas em união, Reflectem ao mundo seu valor. O cuidado deste jardim, De quem deve ser então? É meu e teu somente, Pois temos a boa semente, E o amor no coração. Por: António Jesus Batalha. FOLHA. Fui uma folha soprada, Pela boca do vento, Num riacho encalhada, Na água em movimento. Folha leve dobrada, Pelas forças do mal, Do riacho foi tirada, Grande Amor divinal. Folha que não lembrava, Tão frágil sofrimento, A vida que não buscava, Ter um bom sentimento. Por:António Jesus Batalha.
  90. 90. FIGUEIRA. A figueira plantada estava, Junto à beira do caminho, O Mestre procurou sozinho, O fruto que tanto desejava. Folhas verdes somente, Foi apenas o que encontrou, A árvore que amaldiçoou, Secou-se imediatamente. Pelo tempo figos ainda não, Creio que o Mestre quis dizer, Que os frutos tem de haver, Quer no Inverno ou Verão. Por: António Jesus Batalha.
  91. 91. SONHO. Um pardal que saltitava, De ramo em ramo. Entoando lindas canções, Ao ouvi-lo indagava: De onde vem a cada dia suas porções? Em seu piar replicava, Olhando para cima. Olhei o campo de orvalho, Como um manto de manhã. Flores lindas! Ricas como um troféu, Perguntei: Onde acharam elas, Estas lindas cores de romãs? Mas a cintilar, responderam: Olhando para o céu. Vi rosas com seus espinhos, Azuis, amarelas e brancas, Com suas pétalas brilhantes, Que para o céu se aprumavam, Com suas cores cintilantes, Como um tesouro; Lindas! Como elas brilhavam! Vi um lindo rouxinol, Que entoava cantos seus, Lindos sons. Como sinfonias celestiais, Perguntei: Onde encontraste, os lindos madrigrais? Achei os meu amigo, Olhando para Deus. Nas árvores, nas flores, Nos bosques nas lianas, Nos corações surdos, Aos Mandos Seus, Em toda a roda. Das mansões humanas, Eu vejo a vida, a erguer-se, E alar-se para Deus. Por: António Jesus Batalha.
  92. 92. O CALOR. A lareira que acesa, Imana o seu calor, Queimando a incerteza, Da força do Teu amor. A lenha que ardida, produzindo aquecimento, É como força na vida, Num vero arrependimento. O fogo que é provador, Do material resistente, Prova o verdadeiro amor, Presente em toda a gente. O fogo é como o amor, Que precisa ser ateado, Se vem a faltar o calor, Alguém foi descuidado. Por: António Jesus Batalha. DETERMINAÇÃO. Senhor! Aquela determinação imperiosa, Que não conhece, jamais uma derrota Semeia na minha alma! Abrir-se-á, qual plenitude eterna, Aurifulgente rota, Atapetada de rosas de bondade, Se esta prece atenderes Benfeitor! Riquezas não verei maiores, E da alegria, no coro triunfal, Cantarei, afinal, E cumprirei com perfeição, A missão gloriosa que me deste. Por: António Jesus Batalha.
  93. 93. À SOMBRA. Debaixo da sombra do Freixo, Quero desabafar contigo, São verdades! Não me queixo, Ouve apenas se és meu amigo, O que de mim de melhor te deixo, Pois o pior na cruz lancei, Por isso quero que digas, Somente o que eu te direi, Deixa em Cristo tuas fadigas, Pois foi nEle que eu as deixei, Faz do mal viver isento, Da tua vida uma verdade, Corre pra Cristo como o vento, Goza a plena liberdade, E num real contentamento, Verás a Verdade que te deixo, Quando desabafei contigo, Naquela sombra do Freixo. Por: António Jesus Batalha.
  94. 94. SOLITÁRIO. Vagueia o homem na multidão, Sem distinguir a Santa Claridade, Que o pode transportar à liberdade, Libertando-o da sua dura prisão. É cativo que suspira, e vai como o vento, Vivendo sempre sua vida inquieto, Parece que em sua vida oculta algo secreto, Triste amargurado cheio de tormento. Vos anúncio que a Luz Sagrada, Suplicando de coração Ela responde, Como o sol que passa, não se esconde, Mas trás para ti a paz nesta jornada. Ao passares pelo vale das incertezas, Consolação para ti sempre haverá, Sua graça e protecção jamais acabará, Lançará para bem longe todas as tristezas. Por: António Jesus Batalha.
  95. 95. CONSTRUIR. Ao construir um castelo que me caiu, Com toda a força eu edificava, Clamei à Vida o que ela me dava, Dava-me Verdade e não me mentiu. Era como a luz do sol que despertava, O clarão que em meu ser refulgiu, Diferente da luz que de mim fugiu, Luz Real que ao longe deslumbrava. Passei nessa vida crer amar e esquecer, Atrás dum sol de um dia e outro a aquecer, Para ter uma alegria de vez enquanto. O amor que de mim ia fugindo, Inferior ao outro amor que vai surgindo, Caminho agora, p’lo qual eu ando. Por: António Jesus Batalha. BARCO PERDIDO. Barco à deriva no imenso mar, Sem ter noção do caminho que vai, Denso nevoeiro que sobre ele cai, Barco à deriva sem nunca chegar. Velas rasgadas o leme partido, Sem alimento no seu porão, Horas passadas em escuridão, Barco à deriva sem único sentido. Sem controlo,o barco à deriva, Velas rasgadas com muita batida, Entre desânimo e grande gemido. A imaginação de caminho perto. Sem orientação pensa que está certo, Vela rasgada barco perdido. Por: António Jesus Batalha.
  96. 96. A VERDADE. A verdade em tua vida, Só tem valor; Se com verdade for vivida, Se for vivida com amor. A verdade tem poder, Poder para te libertar, Se não andares na verdade, Ela pode te condenar. A verdade de que falo, Nunca faz divisão, Entre o rico e o pobre, A todos dá protecção. Para andares na verdade, Uma coisa deves saber, Deves com humildade, A salvação receber. Há muitos que já o fizeram, E pensam que está garantida, Na verdade não quiseram, Andar nela toda a vida. Não basta viver um dia, Um mês ou até um ano, Se alguém pensa que basta, Vive apenas num engano. A verdade em tua vida, Só tem valor, Se com verdade for vivida, Se for vivida com amor. Por: António Jesus Batalha.
  97. 97. DADOR. Oh dador Supremo dos bens da humanidade, Concede-me, na Tua graça, Ouvidos que percebam a música inefável dos mundos invisíveis Lábios mais puros, para Teu louvor cantar, irresistíveis. Pensamentos mais perfeitos, Envoltos em Ti Senhor, Atingindo a nobreza e a altitude, Da inabalável convicção do Teu amor. Por: António Jesus Batalha. A FORÇA QUE TENS. A força que tens é como tempestade, Que jamais alguém a pode parar, Navio que percorre o imenso mar, Semeando correntes de forte bondade. Se n’Ele está tua alma transformada, E se ainda mais tu queres alcançar, Em águas profundas, vais ter de nadar, És videira, que tem de ser podada. Descobre esta verdade, e em ti desperta, Prepara tua armadura tens batalha certa, A força e vitória, para ti sempre virá. Anjos que sobem e descem à terra, Trazendo vitória, que p’ra ti encerra, Musica de paz e alegria se ouvirá. Por: António Jesus Batalha.
  98. 98. JESUS E A CRUZ. Entre o céu e a terra pregado na cruz, No monte do Gólgota O Mestre sofria, Seu sangue verteu, O Grande Jesus, Sem uma palavra, em grande agonia. De livre vontade, sua vida deu, Braços abertos pregados na cruz, Cheios de amor assim padeceu, De livre vontade, sofria Jesus. Para minha alma poder resgatar, Sua vida deu, por mim na cruz, Tudo sofreu sem murmurar; De braços abertos, sofria Jesus. Água pediu,vinagre lhe deram, Com uma lança seu lado furaram, Coroa de espinhos na cabeça puseram, Sobre Suas vestes sortes lançaram. Pregado na cruz seu sangue verteu, Sangue inocente, pra minha alma comprar, De braços abertos Jesus Cristo morreu, Pagou todo o preço pra me resgatar. Por: António Jesus Batalha.
  99. 99. SÊ ALEGRE. Sê alegre, como luz da madrugada, Que crescendo pura e vibrante, Enche de força coração vacilante, Transmite alegre luz da imaculada. Socorre de quem tristeza imensa, Tem coração desolado mais severo, Que segue noite negra, do desespero, Solitário, imbuído de tristeza densa. Mas tu irradia a luz da verdade, És símbolo contra todo o engano, Que enche coração do ser humano, Onde somente há tristeza e maldade. Sê clarim, soando pelos montes, Entoando o cântico da verdade, Arrancando todo ser à falsidade, Enche com clamor os horizontes. Por: António Jesus Batalha. OVELHA MUDA. Foi desprezado, ferido e humilhado, Não abriu a sua boca, ainda que oprimido, Da opressão e do juízo foi tirado, Pela transgressão do meu povo foi Ele atingido. Entre os ímpios foi sepultado, E com o rico na Sua morte, Entre o céu e a terra foi levantado, Seria esta a minha sorte. Um dia todo o seu trabalho Ele verá, E o Justo a muitos justificará, E o despojo com muitos repartirá, Porque os pecados sobre si levará. Sua alma na morte Ele derramou, Foi contado com os transgressores, Os pecados de muitos Ele levou, Assim sofreu pelos pecadores. Por: António Jesus Batalha.
  100. 100. A FAMA. Não busco para mim glória ou fama, Tudo isso é semelhante ao vão ruído, Como o clarão do fogo, extinta chama, Festa hoje, e amanhã já esquecido. Luz numa casa mal iluminada, Traz ao homem coração envaidecido, Procura a verdura em terra já lavrada, Tal essa glória, em coração já perdido. Fama de mentira universal, Coisas fugitivas, fica a aparência, Debaixo do sorriso, símbolo do mal, Frutos que não alegram a existência. Num coroado, com pétalas do engano, No deserto miragem, em nuvem ilusória, Caminha sem voz o famoso soprano. Na vida não preciso de ter tal ilusão, Fique quem quiser esse tipo de glória, Quero apenas um humilde coração. Por: António Jesus Batalha.
  101. 101. ME ATREVO. Me atrevo a pensar em Ti. O quanto Tu me amas, Sem eu saber o porquê, Me atrevo a pensar em Ti, Na Tua paciência, Na Tua graça infinda, Me atrevo a pensar em Ti, Na Tua paz gloriosa, E na vida que me deste, Me atrevo a pensar em Ti, Na Tua luz gloriosa. De Saron Tu És a Rosa, A Rosa que brilha em mim. Por: António Jesus Batalha. ESTE MUNDO. Quando contemplo este mundo, Nem vontade tenho de rir, Vejo-o doente moribundo, Que vacila prestes a cair. Meu coração num momento, Os homens correm para o abismo, Cegos, perdidos em sofrimento, Preveem grande cataclismo. Mas o Criador com amor ardente, Vem clamando ás almas perdidas, Chama para si toda a gente, Quer dar vida, ás suas vidas. Por: Antonio Jesus Batalha.
  102. 102. GRANDE AMOR. Para que fiques conhecendo, O grande amor sem violência, E que tira o fardo da indecência, Como vidas alegres correndo. Far-te-á como rio caudaloso, Que segue com força, quebrando, Ninfas que se vão levantando, Num mundo duro e tenebroso. Com teus pés firmes no rochedo, Podem soprar ventos aos teus ouvidos, Pois O Santo que ouve teus gemidos, Vem socorrer-te e te livra do medo. Por: Antonio Jesus Batalha. A DOR. A dor que estou sentindo, E que meu coração desfalece, É de ver o perdido fugindo, Num mundo vil que perece. Vive triste, de Deus ausente, Num mundo só de lamentos, Sede da Luz ele não sente, Vive pró mundo de tormentos. O pecado que escurece, Tirando toda a fermosura, Como luz do sol desaparece, Num coração de noite escura. Palavra que brilha com frescura, Fazendo o raiar dum novo dia, Trás ao coração a formosura, E um viver nobre de alegria. Por: António Jesus Batalha.
  103. 103. A NEBLINA. Num palácio amarrado, Com vista para o terraço, Bebe lágrima derramada, De saudades de um abraço. A neblina na madrugada, Vem encher-lhe o regaço, Refrescar a alma cansada, De sossego muito escasso. Num jardim de rosas lilases, Com perfume a alecrim, Pensava nas veras saudades, Do santo caminho sem fim. Por: António Jesus Batalha.
  104. 104. O PRÓXIMO.
  105. 105. CAMPO ALEGRE. SILÊNCIO.
  106. 106. PERDIDO. VEM SENHOR.
  107. 107. TEMPESTADE.
  108. 108. NÃO SOU POETA. CANTAREI AO SALVADOR.
  109. 109. O AMANHECER.
  110. 110. BRILHA
  111. 111. DESERTO. Desertos que percorridos, Caminhos por que passei, Sem serem passos vividos, Nem no coração nascidos, Veredas sós, que não criei. Chuva que não desceu, Como deserto que secou, Porque a água não correu, No jardim que não é meu, Nem fui eu que o criou. Porque o verão que não passa, Castiga a vida somente, Chegando a sombra da graça, Enchendo a humilde taça, Saciando a sede que a alma sente. Subindo ao monte então, Longe da sombra do medo, Com dilacerado coração, Pregando o rosto no chão, Na sombra do arvoredo. Por: António Jesus Batalha.
  112. 112. UMA LÁGRIMA. Uma lágrima derramada, Na escuridão da noite, Do caminho que vivido, Na luz do sol que não morre, Da sombra que trás a secura, No espreitar a luz da noite, De mansinho sem nada querer, Vai correndo como um ribeiro, Ganhando força na descida, Alagando a planície, Sem nada que impedir. Por: António Jesus Batalha. O GRITO. Grito de boca fechada, Num vale que não conheço, Ecos da sombra passada, Na vida que foi mudada, Em lagos que desfaleço. Deitado no caminhar, Com pedra no coração, Em deserto a desmaiar, Esperando o sol raiar, Ou uma forte amiga mão. Torrentes que vêm teimando, Para sair das suas grutas, Sombras do vale queimando, Como ocas trombetas soando, O aproximar das fortes lutas. Porque existe eu não sei, O caminho da dura cruz, Mas purificado eu serei, Feito filho do Eterno Rei, E um remido por Jesus. Por: António Jesus Batalha.
  113. 113. DESERTO. A força que sopra o deserto, Num constante desafio, Como o barco em rumo certo, Que vai descendo o forte rio. Torrentes que teimando, Pra sair das suas grutas, Por caminhos de vales soando, A chegada de duras lutas. Caído e amargurado, No caminho percorrido, Triste num andar parado, Parece um mundo esquecido. A verdade que trás a razão, Como o sol que aclara o dia, Quebra a amarga prisão, Numa verdade que não via. Por: António Jesus Batalha. FUTURO. Não quero ser um outro, Apenas ser o que sou, Sou grão da rocha tirado, Que o vento desgasta ao passar, Sou pólen que inseto não viu, Sou vaso que se não vê, Caminho noutro caminho, Sou e não me conheço, Ansiando na esperança do futuro. Por:António Jesus Batalha.
  114. 114. CORRENTES. Ouve as correntes que correm, Duma triste e humilde fonte, Em sombras que logo morrem, Como nuvem no horizonte. Quando a alva empalidece, E o caminho te-á ferido, Ou o dia não resplandece, E a graça como adormecido. Sombrio assim o caminhar, Em vale deserto e triste, Leva o caminhante a pensar, Porque a alegria e paz não existe? Por: António Jesus Batalha.
  115. 115. CONSUMIDOR Manhã quente e radiante, Admirei um pequeno colibri, Esvoaçava entre ramo verdejante, Numa planta linda que num instante, Pode ser desfeita em cinzas mesmo ali. Ouvem-se gritos além no horizonte, Arde toda a planta e castanheiro, Labaredas que descem pelo monte, Insuficiente toda a água da fonte, Torna-se tudo num braseiro, Vem veloz em zumbido impaciente, Trazendo em deposito água consigo, Como que gritando saiam da frente, Convidando ao redor toda a gente, Venham defender as matas comigo. Por: António Jesus Batalha. MANHÃ. Numa manhã vi subir, O sol que estrangulado, Um cão magro a latir, De tanto esfomeado. Ouvi o grilo que cantava, Sua canção matinal, O homem que muito ralhava, Sem lhe fazerem nenhum mal. A rosa que tanto brilhava, Expelindo o seu odor. A abelha que por ali passava, Tirando o pólen da flore. De tanta beleza que eu vi, Esta será a maior, A glória de Deus em mim. E no meu coração Seu amor. Por: António Jesus Batalha.
  116. 116. DESEJO. Que meu viver seja isento, De tudo o que não é verdade, Que não seja como o vento, E perca minha liberdade, Que em mim o contentamento, Da vida que em mim nasceu, Pois tudo o que é ruim, Ilusões, vaidades do velho eu, Que tudo isso tenha um fim, Como o Senhor o prometeu. Guarda-me do falso amor, Que vive sempre do medo, Põe na minha vida Teu temor, Como a sombra do arvoredo, O mundo vive de dor, Assustado nos pensamentos, Sem rumo para chegar, Em dores e sofrimentos, Atolados nos seus prazeres, É triste seu caminhar. Por: António Jesus Batalha. FUTURO. Abre os teus olhos e procura a luz, Rasga teu coração e pela paz clama, Pois que neste mundo tudo se reduz, A um charco inútil cheio de lama. Procura a misericórdia dAquele que ama, Pois em caminhos planos Ele nos conduz, Em planícies de verdes prados faz nossa cama, E deixa que gozemos as bênçãos da Sua cruz. Farte-á herdeiro de uma eterna vida, Ali não haverá inveja e desenganos, Ali também não contarás os anos. Andarás sempre ali de cabeça erguida. Com raízes plantadas em rio que não morre, Será erguido para sempre numa forte torre, Por: António Jesus Batalha.
  117. 117. SÓ. Só e triste no chão, Leva a noite a pensar, Onde poderá arranjar, Um duro naco de pão. Puxando seu cobertor, Nele se tenta enrolar, O frio que tenta entrar, Roubando todo o calor. Quando chega a adormecer, Já bem alta a noite vai, De dores solta um ai, De frio fica a tremer. Numa luta bem renhida, Entre o frio e a fome, Há muito que não come, Uma comida aquecida. De manhã ao acordar, O lixo vai remexer, Para que possa comer, O que ali encontrar. Por: António Jesus Batalha.
  118. 118. A MAGIA. Quando chegar ao fim quero ver, A magia do Teu rosto ao luar, Tua majestade gloriosa conhecer, A Tua voz meiga e bendita escutar. O sofrimento e a dor foi passado, Em ruas talhadas por Ti vou andar, Com todos os amigos, ao teu lado, Hinos de glória e louvor vou cantar. Rei e Senhor entre a multidão, Sentirás o pulsar de cada coração, Numa entrega de grande alegria. Como a areia do mar assim serão, Para sempre e sempre Te louvarão, Cantando louvores de noite e de dia. Por: António Jesus Batalha. SOMBRA NEGRA. Eu que vivia perdido na vida, Vivia na vida sem rumo e norte, Vida de sonho sonhado sem sorte, Vida amarga triste e dolorida. Na sombra negra e escorregadia, Em amarga cadeia bem forte, Que me impelia nos vales da morte, Caminho que não compreendia. Vida que passa, e que não se vê. Numa constante e dura prisão, Triste vivia sem saber porquê. A luz gloriosa minha vida satura, Mostro-me os mistérios da salvação, Renovando em mim a nova criatura. Por: António Jesus Batalha.
  119. 119. ROSA DESBOTADA. Vi uma rosa desbotada, Que seu odor expelia, Na terra não enterrada, Com água não regada, Nem chuva nela caía. Jardim sem ser cuidado, Porque ninguém passava ali, A rosa que tenho falado, Nunca nela tinha pensado, Pois é rosa que nunca vi. Nem sonho nem pensamento, A rosa tão desbotada, Que da terra foi arrancada, Ou da roseira cortada, E levada pelo vento. Por: António Jesus Batalha. CONSUMIDOR. Em manhã quente e radiante, Admirei um pequeno colibri, Saltitava num ramo verdejante, Em planta linda que num instante, Pode ser desfeita em cinzas mesmo ali. Ouvem-se gritos além no horizonte, Arde toda a planta flor e castanheiro, Labaredas que descem pelo monte, Não vai chegar toda a água da fonte, Antes de reduzir tudo num braseiro. Vem veloz num zumbido impaciente, Trazendo em depósito água consigo, Como que gritando; saiam da frente, Convidando ao redor toda a gente, Venha defender as matas comigo. Por: António Jesus Batalha.
  120. 120. MUSGO
  121. 121. ATREVE-TE.
  122. 122. ROUXINOL. FLORESTA.
  123. 123. BELEZA.
  124. 124. A HORA. Porque não andas ceifando, Pois o campo maduro está? No campo não andas lavrando, Nem no mar andas pescando, Nem lanças-te as redes lá. O cardume que ao lado passou, De quem sempre deteve a rede, O pescador que não se importou, Nem a planta seca regou, Não sabe o valor da árvore verde. E a hora que vem a chegar, Como cavalo que toma o freio, No mar já não se pode pescar, Nem no campo maduro ceifar, Porque Jesus Cristo já veio. Por: António Jesus Batalha.
  125. 125. VÃO ANOS. Passam dias e anos, e teus pensamentos, Sem que teus olhos vejam a luz do dia, Num viver constante, de tanta agonia, Em tristezas e constantes tormentos. Com coisas inúteis, ocultos lamentos, Que deixam odor de grande enxovia, O mal deste mundo te destrói e desvia, Do que podia ser, de grandes momentos. A Deus eu clamo, por ti que adormeces, Parece que essa vida é inevitável, Mas Deus te ama, e tu te esqueces! Que Ele veio ao mundo, sofreu, para te ver A descansar no Seu seio inviolável Para encher de gozo e paz, todo o teu ser. Por: António Jesus Batalha. UNIDOS. Viver longe, do mundo maldito, Pois vamos estar perante a mesa,; Não haja no coração a vil tristeza, Que nos afasta do amor infinito. Viver unidos, como a rocha e granito, Falando do Mestre com vera pureza, Mostrando ao mundo a pura firmeza, De um coração arrependido e contrito. Viver singela pureza e grande alegria, Testemunhando ao mundo da verdade, Com graça e amor, unidos a cada dia. E juntos repartimos comemos o pão, É esta sim a religião da liberdade, Caminhar na luz e amando o irmão.; Por: António Jesus Batalha.
  126. 126. VOZES. Soa as vozes das árvores e do vento, Como que passando sonho doloroso, Padecendo com grande dor e tormento, Expressando seu grande sofrimento, Embalados por encanto poderoso. Chilreiam com graça as aves do céu, Num grande clamor misterioso, Dizem que nada têm de seu, Esperando o que Deus lhe deu, Porque de sua vida é cuidadoso. E tu que tão grande valia tens, Para Deus,porque por ti tudo deu, Seu Unigénito que por ti morreu, Para dar-te morada no céu, Porque agora a Ele não vens? Por: António Jesus Batalha. SOPRO. O grande amor ao dinheiro, Dos que as mãos do pobre despem, Como que o vento na força abrisse, As janelas do corpo nu. Rasgam a vida do pobre, Como sol que abrasa o deserto, Rios que correm para o mar, Sem controlo insaciável. Crescem como árvore desalinhada, Como noite escura que vem caindo, E o pobre que na vida vai, Chorando sem ter um sonho. Mas sei que um dia Ele virá, Como um sonho que de repente, Se abrisse o mar e solto o vento. Traz galardão para toda agente. Por: António Jesus Batalha.
  127. 127. OH AMOR. Oh amor, que não me deixas caminhar, Deponho em ti minha alma sucumbida, De vez te entrego a vida que vieste ganhar, E lá nas profundezas do teu mar, Faze-a mais rica e cheia da Tua vida. Oh alegria, que me procuraste, Não posso endurecer meu coração, Como servo Teu me marcaste, E tenho as promessas que ganhaste, Para o caminho da minha salvação. Por: António Jesus Batalha. SOPRA. Deus, que Teu Espírito sopre outra vez, Nos homens,enchendo-os de humanidade, Troca seu pensar, dissipa a hediondez, Que em seus corações brilhe a Verdade. Seu querer, seja ao Teu querer moldado, Grande oleiro, aperfeiçoa o barro seu, Em seu coração, seja Teu nome marcado, Brilhe no mundo, o ser que tem Espírito Teu. Senhor Jesus acaba com essa cegueira, Que enche o homem de medo e de terror, E a cada dia o arrasta para a fogueira, Mas Tu Senhor grita, pára! sou Teu Salvador. Assim o Teu nome,Senhor seja louvado, Na terra e no mar até á grande altura, Louvores ao Cristo que foi crucificado, E que é, o Senhor de toda a criatura. Por: António Jesus Batalha.
  128. 128. GUERRA. Nesta guerra que todos desejem lutar, E ouçam a voz do que diz Jesus, Se a coroa da glória desejam alcançar, Neguem-se a si mesmo, e tomem a cruz. Aos Teus pés Jesus , me venho render, Só morto em Ti, é que sempre viverei, E vencido por Ti, eu poderei vencer, Toma minha vida , Meu Senhor e Rei. Na guerra santa nunca podemos parar, Se queremos uma vida de grandes vitórias, Só em Cristo Jesus podemos lutar, Contra este mundo de vãs glórias. Por: António Jesus Batalha. PERTO. Perto, muito perto de Ti Jesus, Quero viver dentro da Tua luz, O que impeça isto vem desfazer, E vida mais santa em mim fazer. Molda Senhor meu coração, Para que possa ter mais comunhão, Contigo meu Amigo e Bom Salvador, Flua do meu viver o Teu Amor. Mais perto de Jesus quero estar, E quando no vale escuro ficar, Que no meu viver brilhe Tua luz, Ao caminho certo, Senhor me conduz. Por: António Jesus Batalha.
  129. 129. MONTE SECO. Olho para o seco e estéril monte, Duma sequidão inútil e disforme, Onde as aves e a fera não dorme, Nem rio ou regato nele corre, Não passa rio, nem nasce fonte. Sem encanto torna-se aborrecido, Vejo vereda que desce pela encosta, Miragem rude e inútil mal composta, Sem que se ouça ali um gemido. Vendo o contraste fica na memória, Parece que nos fala toda a natureza, Mostra o estéril monte a sua beleza, Eleva-se como pertencendo à realeza, Sendo criação de Deus, com Sua glória. Por: António Jesus Batalha. AVANTE. OH peregrino fiel, Caminha sempre avante, Pela vereda da justiça, Olhando para Deus, Tudo abandonando, Apressa-te, Sem para trás olhar, A entrada contempla, Até alcançares o prémio, E a entrada no céus. Por: António Jesus Batalha.
  130. 130. O LIVRO. Livro glorioso cheio de amor, As palavras contidas enchem o peito, Como o astro rei em todo o seu calor, Que quer inundar o ser com todo o jeito. Como dinamite em força são as palavras, No trato dos corações com carinho, Em profundidade no peito lavras, E guardas como ave seus filhos no ninho. Palavra doce e fiel,que salva e cura, Enche o coração triste de vera alegria, Cria abundância, onde havia secura. Enche o coração rude de eterna ternura, Em vida velha, uma vida nova cria, Enche-o de amor, e Santo Espírito satura. Por:António Jesus Batalha. MEU IRMÃO. Meu irmão quando murmuraste, Angustia vil ao teu coração trouxe, Tua vida deixou de ser doce, Triste e amargo te tornaste. Vem de forma arrependido, Honra a verdade que te salvou, Trazendo a luz que te iluminou, Não fiques na vida adormecido. O amor que para nós tão querido, E pela murmuração foi ferido, Só existe uma forma de voltar. Vai arrependido aos pés da cruz, Clama pelo perdão que dá Jesus, E não voltes mais a murmurar. Por: António Jesus Batalha.
  131. 131. SENTINELA. Grita alerta o seu sentinela, Num sentimento desesperado, Acorrentado dentro da cela, Esperando ser libertado. Nesse sonho que não é meu, E que se veste de irrealidade, Acorda, como sopro desapareceu, Sem deixar uma pequena saudade. Ao abrir os olhos procuro a luz, Como o rio caminha pró alto mar, Num caminho sereno que conduz, Como aura que devagar traz o luar. Oh luz da verdade que te escondes, E não brilhas no lugar do escuro, Com Teu grande brilho não respondes, O viver sem ti, torna-se muito duro. Por:António Jesus Batalha.
  132. 132. BARCO ABANDONADO. Entrei num barco abandonado, Estava parado junto ao mar, Com fortes cordas amarrado, Onde os meninos iam brincar. Vem do mar uma forte vaga, Que com impedo bate na ré, Num só momento o barco traga, E o arrastou pró fundo com a maré. Das ondas se ouve o seu cantar, Que se faz pela força do vento, Que ninguém pode amarrar. A força que de momento tinha, Vai perdendo fica mais lento, Pára a guerra que do mar vinha. Por: António Jesus Batalha. SONHO. O sonho que veio e passou, A liberdade que não havia, O que era e que não sou, No acordar dum novo dia. São quadros que bem queria, Pintá-los com a minha mão, Neles pintava minha alegria, E o gozo do meu coração. A árvore que caiu para o norte, Em noite sombria e escura, Soprando um vento muito forte, Arrastam sombras de amargura. Quadro sem tela pintado, Com a tinta da vida e dor, Do sonho de novo acordado, Prá vida que tem seu valor. Por: António Jesus Batalha.
  133. 133. PARA NETA. És a minha doce inspiração. Para este poema edificar, Minha musa minha canção, Que rasga meu coração, Em minha vida te amar. Minha neta tão querida, És raiar da minha luz, Que alegras minha vida, Nunca serás esquecida, Nem serás nenhuma cruz. És um quadro inacabado, Com a tintas da poesia, És um poema começado, Pelo dedo Divino inspirado, Como uma canção de alegria. O seu nome é Constança, A única flor da roseira, É esperta, uma linda criança, De Deus uma boa herança, Das melhores da vida inteira. Por: António Jesus Batalha.
  134. 134. DESERTO. Desertos que percorridos, Caminhos por que passei, Sem serem passos vividos, Nem no coração nascidos, Veredas sós, que não criei. Chuva que não desceu, Como deserto que secou, Porque a água não correu, No jardim que não é meu, Nem fui eu que o criou. Porque o verão que não passa, Castiga a vida somente, Chegando a sombra da graça, Enchendo a humilde taça, Saciando a sede que a alma sente. Subindo ao monte então, Longe da sombra do medo, Com dilacerado coração, Pregando o rosto no chão, Na sombra do arvoredo. Por: António Jesus Batalha.
  135. 135. UMA LÁGRIMA. Uma lágrima derramada, Na escuridão da noite, Do caminho que vivido, Na luz do sol que não morre, Da sombra que trás a secura, No espreitar a luz da noite, De mansinho sem nada querer, Vai correndo como um ribeiro, Ganhando força na descida, Alagando a planície, Sem nada que impedir. Por: António Jesus Batalha.
  136. 136. O GRITO. Grito de boca fechada, Num vale que não conheço, Ecos da sombra passada, Na vida que foi mudada, Em lagos que desfaleço. Deitado no caminhar, Com pedra no coração, Em deserto a desmaiar, Esperando o sol raiar, Ou uma forte amiga mão. Torrentes que vêm teimando, Para sair das suas grutas, Sombras do vale queimando, Como ocas trombetas soando, O aproximar das fortes lutas. Porque existe eu não sei, O caminho da dura cruz, Mas purificado eu serei, Feito filho do Eterno Rei, E um remido por Jesus. Por: António Jesus Batalha.
  137. 137. A PRAIA. Na praia que não tem água, Tomo banhos de sol, Grito à lua que me afoguei, De nadar eu não parei, Nem por socorro gritei, Agarrado a um girassol, Depressa fugi dali, Como cavalo alucinado, De momento fui agarrado, Com cordas de vento apertado, Cordas soltas que não vi. Na praia que não dormi, Mundo que fica ao meu lado. Por: António Jesus Batalha.
  138. 138. NO CAMINHO. Segue vereda o caminhante, Vereda que se não via, Nem frio nem vento batia, Como barco no mar errante. É escorregadio o caminho, Com ausência do sol, escuro, Arde coração fraco inseguro, Pensa que caminha sozinho. Pelo caminho cai na lama, Seu coração fica aflito, toca trombeta, em seu grito, Pela paz e liberdade clama. Nesse caminho de deserto, Entre ribeiros vales e serra, Num clamor e grito de guerra, Abre o livro que tem bem perto. Ainda que nas profundezas, A Divina graça te levantará, Os pés na rocha firme porá, E no coração as puras certezas. Por: António Jesus Batalha. A VÃ GLÓRIA. Na calma da vida sopra o leve vento, De glória que o mundo cuida achar, Como o fumo logo de momento, Desaparece sem se poder agarrar. São sonhos que ficam nos ouvidos, Compreender isso eu não sei, Mas aos mortais desperta os sentidos, São sonhos que não sonhei. Aparece com grande formosura, Sem alguma virtude mas vicioso, Leva o homem a grande ventura, Fá-lo mau desconfiado e maldoso. Por:António Jesus Batalha.
  139. 139. MEUS POEMAS- 46. NÃO ESTÁS SÓ.
  140. 140. MADRUGADA.
  141. 141. CHEGA O ENTARDECER.
  142. 142. LIVRAMENTO. Clamei a Deus na hora afrontosa, Em que a tentação vem de assalto, Meu coração treme e num sobressalto. Vê a armadilha subtil e mui duvidosa. Como o vento forte bate nos muros, Para derrubar templo feito santo, Cria encantos com fragor espanto, Parece deixar os céus frios e escuros. Em muita humildade e fé profunda, Faço soar a trombeta em som certo, Como que arrastando a alma do deserto, Saindo da luta fraca e quase moribunda. A força e paz que veio do Supremo, Alivia e conforta a alma cansada, Reconstruindo a linha quebrada, Numa comunhão de gozo extremo. Por: António Jesus Batalha.

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