Igreja Comunidade de Comunidades

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Igreja Comunidade de Comunidades

  1. 1. Comunidade de comunidades: uma nova Igreja (DGAE – 4ª Urgência)
  2. 2. NOVA EVANGELIZAÇÃO À LUZ DO DOCUMENTO DE APARECIDA  A MISSÃO É EVANGELIZAR SEGUINDO OS PASSOS DE JESUS
  3. 3. V Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe 13 a 31 de maio de 2007 – Aparecida /Brasil  A mensagem que nos transmite Aparecida trata de desenvolver novos programas e processos necessários e urgentes que respondam as exigências de nossa realidade e a mentalidade de nosso povo. Se busca um relançamento de nosso compromisso cristão. Somos conscientes de que na América Latina contamos com uma grande maioria de católicos, porém que não tem consciência de sua missão como tal. Tão pouco chega a ser ”sal e fermento” dentro de seu próprio ambiente. Sua identidade católica é muito fraca e vulnerável (Ap. 286).  O Documento de Aparecida considera os três grandes desafios apontados pelo Concílio Vaticano II: a) a descolonização, pedindo que toda a Igreja superasse o predomínio europeu e revelasse seu próprio rosto; b) a descentralização, pedindo que surgissem instâncias de comunhão e participação; c) e a desclericalização, que convocava o protagonismo dos leigos e leigas para a missão.
  4. 4. Em nossa Igreja temos que reforçar 4 eixo:  Um “encontro pessoal com Jesus Cristo”;  Uma experiência religiosa profunda e intensa;  Um anúncio kerigmático;  E o testemunho pessoal dos evangelizadores, que leve a uma conversão e uma transformação de vida integral. Considera-se que nossa sociedade vive profundas mudanças e a Igreja deve responder essas transformações através, sobre tudo, de um verdadeiro processo de formação cristã. Pois, na Igreja todos somos discípulos missionários/as apaixonados/as pelo grande projeto de Jesus, seu Reino e seus valores.
  5. 5. Temos que nos renovarmos profundamente para dar uma resposta válida e passar:  De uma Igreja da defensiva, a uma Igreja propositiva;  De uma Igreja clerical, a uma Igreja mais laical;  De uma Igreja passiva, a uma Igreja missionária;  De uma Igreja sacramentalista, a uma Igreja proclamadora do kerigma;  De uma Igreja receosa frente a pós-modernidade, a uma Igreja transformadora dessa mesma realidade. O Documento de Aparecida és um Documento com conteúdos teológicos e pastorais de grande importância e que há de servir, sem dúvida, para uma profunda transformação evangélica de nossa Igreja Latino-americana e caribenha.
  6. 6. Uma pequena síntese de Aparecida  Colocar Jesus Cristo no centro de nossa existência;  Mais Jesus Cristo e menos lei;  Mais Evangelho e menos moralismo;  Mais Reino e menos Igreja;  Mais adesão a “Alguém” (Cristo) e não a “algo” (doutrina).
  7. 7. TEMAS DESTACADOS NO DOCUMENTO APARECIDA  Leitura e diagnóstico da realidade;  Enfraquecimento da fé cristã;  Excessivo olhar ao interior da Igreja e da paróquia;  Redução do número de católicos;  Crescimento de seitas e outras confissões,  Falta de compromisso social do católico;  Riscos da globalização;  A globalização deve reger-se pela ética;  O Continente Latino-americano e Caribenho com mais problemas sócio-econômicos.
  8. 8. DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS DE CRISTO  A Igreja é chamada a repensar profundamente e relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundial: violência, crime organizado e o narcotráfico, grupos paramilitares, violência comum sobretudo nas periferias das grandes cidades, violência de grupos juvenis e crescente violência intrafamiliar.  “Suas causas são múltiplas: a idolatria do dinheiro, o avanço de uma ideologia individualista e utilitária, a falta de respeito pela dignidade de cada pessoa, a deterioração do tecido social, a corrupção inclusive nas forças de ordem e a falta de políticas de equidade social” (Ap. 78).
  9. 9. A vocação dos Discípulos Missionários de Jesus  “Se trata de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isto não depende tanto de grandes programas e estruturas, se não de homens e mulheres novos, como discípulos de jesus Cristo e missionários de seu Reino, protagonista de vida nova para uma América Latina que queira renovar-se com a luz e a força do Espírito” (Ap. 11).
  10. 10. Ser verdadeiro discípulo e missionário de Cristo  Conhecer a Jesus Cristo é nosso prazer;  Segui-lo é uma graça;  Transmitir este tesouro é a Missão;  Contemplar o mundo e nossa história com a luz de sua morte e ressurreição;  Para isso somos chamado e eleito. “Para que todos tenham vida e vida em abundância”
  11. 11. A IGREJA: COMUNIDADE DE COMUNIDADES Se pede que seja a paróquia: Uma rede de comunidades; Articuladora de distintos grupos; Espaço onde se recebe e acolhe a Palavra de Deus; Onde se celebra e se vive sua presença Eucarística.
  12. 12. CARACTERÍSTICAS DAS CEBs Nossos bispos descrevem as melhores e mais profundas características que distinguem as CEBs: Radicada no coração do mundo, são espaços privilegiados para a vivência comunitária da fé, molas de fraternidade e de solidariedade, alternativa à sociedade atual fundada no egoísmo e na competência desapiedada. Queremos decididamente reafirmar e dar novo impulso a vida e missão profética e santificadora das CEBs, no seguimento missionário de Jesus. Elas têm sido uma das grandes manifestações do Espírito na Igreja de América Latina e o Caribe, depois do Vaticano II. As CEBs têm a Palavra de Deus como fonte de sua espiritualidade e a orientação de seus pastores como guia que assegura a comunhão eclesial. Demonstram seu compromisso evangelizador e missionário entre os mais simples e afastados, e são expressão visível da opção preferencial pelos pobres. São fonte e semente de variados serviços e ministérios a favor da vida na sociedade e na Igreja (Ap. 178, 179).
  13. 13. CEBs: SINAL DE VITALIDADE NA IGREJA  As Comunidades Eclesiais de Base deveriam ser parte importante nos projetos de pastoral diocesana, já que elas são um sinal de vitalidade na Igreja e instrumento de formação e de evangelização. Elas podem revitalizar as paróquias desde seu interior, fazendo delas uma comunidade de comunidades (Ap. 179).  Aparecida assinala também que houve casos em que alguns membros das CEBs se deixaram atrair por instituições não religiosas e perderam seu caráter eclesial (Ap.178).
  14. 14. Documento da CNBB 94 – DGAE 2011 a 2015 Diretrizes são rumos que indicam o caminho a seguir, abordando aspectos prioritários da ação evangelizadora, princípios norteadores e urgências irrenunciáveis. A Igreja no Brasil, iluminada pela Conferência de Aparecida e celebrando o cinquentenário do Concílio Vaticano II apresenta cinco perspectivas de ação: 1.Igreja em estado permanente de missão; 2.Igreja: casa da iniciação à vida cristã; 3.Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; 4.Igreja: comunidade de comunidades; 5.Igreja a serviço da vida plena para todos.
  15. 15. OBJETIVO GERAL EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pala Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo.
  16. 16. COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA A paróquia como comunidade de comunidades é uma afirmação da eclesiologia do Concílio Vaticano II e concretização da vivência da Igreja como Povo de Deus. Surge a partir de uma preocupação pastoral e missionária. O sacramento do batismo ganha destaque; por ele nasce a consciência da missão.
  17. 17. Objetivo Geral da 4ª urgência: Contribuir com a Igreja particular na formação de uma igreja discípula, missionária e profética do Reino, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, estruturando as Paróquias em comunidade de comunidades, como lugar de comunhão e participação no enfrentamento aos desafios sociais.
  18. 18. Objetivos específicos: 1 – Setorização das Paróquias para favorecer a dimensão missionária comunitária, descentralizando a matriz e dando autonomia as comunidades, constituindo conselhos comunitários e o surgimento de ministérios leigos localizados. Identificar as comunidades missionárias existentes em cada setor e proporcionar o surgimento de novas Comunidades Eclesiais de Base (CEB).
  19. 19. Atividade Mapeamento das comunidades nos setores, identificando aquelas que já são missionárias e as que precisam ser mais bem estruturadas como CEBs, e organização dos conselhos comunitários. Responsável: a paróquia.
  20. 20. Constatação A organização da Igreja como:  Paroquia com CEBs: existem as CEBs na paróquia, mas não são o eixo da vida e ação paroquial. As comunidades até se articulam entre si, mas de forma autônoma em relação à estrutura e a organização da paróquia. Os padres até valorizam e realizam sacramentos nestas comunidades, mas não se sentem comprometidos em estimulá-las como rede de comunidades (comunhão).
  21. 21. Pastoral de conservação  “Há paróquias que não assumiram a renovação proposta pelo Concílio Vaticano II e continuam a concentrar suas atividades principais na liturgia sacramental e nas devoções. Falta-lhes um plano pastoral e sua evangelização se reduz à catequese para as crianças, restrita à instrução da fé, sem uma autêntica iniciação cristã. Nelas, a administração e a responsabilidade da comunidade concentram-se, exclusivamente, no pároco, não permitindo que o laicato tome decisões nem assuma compromissos. Tais paróquias são condicionadas pelo estilo do pároco. Não há uma preocupação missionária, pois se espera que as pessoas procurem a Igreja. A evangelização é entendida apenas como fortalecimento da fé daqueles que buscam a paróquia” (Doc. de estudo da CNBB, n. 91).
  22. 22.  Paróquia de CEBs: A vida eclesial se desenvolve em cada comunidade constituída com seus conselhos sobre a orientação do pároco, cuja ocupação primeira é celebrar a eucaristia em todas as comunidades e formar lideranças para expandir a evangelização numa Igreja toda ela ministerial e missionária: as lideranças se multiplicam para melhor servir as comunidades.
  23. 23. Pastoral de conversão  “Por outro lado, muitas comunidades e paróquias do país vivenciam experiências importantes de uma profunda conversão pastoral. São comunidades preocupadas com a evangelização, com uma catequese de iniciação à vida cristã e na perspectiva bíblica; desenvolve uma liturgia viva e participativa; preocupam-se e atuam com os jovens; despertam muitos serviços e ministérios entre os leigos; têm conselho paroquial e conselho de assuntos econômicos. O grupo que participa da vida paroquial tem vínculos comunitários. Há o interesse e o empenho em atrair os afastados. Nelas, os párocos e seus colaboradores, homens e mulheres, desenvolvem uma pastoral de comunhão e participação (Doc. de estudo da CNBB, n. 92).
  24. 24. 2 – Valorização e reconhecimento da Comunidade Eclesial de Base como lugar de vivência da palavra, lugar da celebração litúrgica, lugar da missão/caridade e de comunhão com a Paróquia. a) Formação bíblica nas comunidades ou nos setores. Atividade – Criação ou reestruturação dos círculos bíblicos (grupos de famílias). Responsável: ministério da palavra.
  25. 25. b) Preparação de uma equipe de liturgia para as celebrações da palavra. Atividade – Organizar equipes de celebração da palavra ou Ofício Divino das Comunidades em cada setor ou comunidades já estruturadas. Responsável: ministério da liturgia.
  26. 26. c) Convocar as pessoas para participar da vida comunitária e dos serviços que esta deve prestar à sociedade envolvente. Atividade – Favorecer o engajamento das pessoas na composição das pastorais sociais necessárias para as comunidades e apoiar os trabalhos das associações comunitárias, outros. Responsável: ministério da caridade.
  27. 27. Constatações:  A comunidade nasce da ação de um missionário ou missionária que reúne o grupo para refletir e rezar com base nas necessidades reais do próprio grupo. São pequenos grupos de reflexão que assumem a animação nas comunidades.
  28. 28. A comunidade se reúne em torno da Palavra de Deus (ministério da palavra), e alimenta-se da Eucaristia (ministério litúrgico) e se lança para a vida de Missão (ministério da caridade), transformando o lugar de vivência do povo em melhoria de qualidade de vida.
  29. 29.  Sustentação da Comunidade A auto sustentação da comunidade se dá pela consciência do dízimo como uma experiência de partilha, diferente de uma coleta de valores monetários: a) Acima de tudo, maturidade eclesial de pertença e de comprometimento com o todo da paróquia nos seus projetos; b) O dízimo, além de ser um ato de fé, torna-se um ato de honestidade para com a comunidade e para com Deus; c) Uma forma de aprender a viver em comunidade, um instrumento de construção da comunidade.
  30. 30. Comissão Missionária Paroquial 3 – Criação da Comissão Missionária Paroquial (COMIPA) para acompanhar, as comunidades, apoiar e assessorar a formação de líderes comunitários e coordenar a missão na rede de comunidades. a)Ter uma equipe paroquial de missionários que ajude a articular as comunidades para que não possam caminhar isoladamente. b)b) Manter a paróquia em estado permanente de missão.
  31. 31. Constatação: Conversão pastoral e renovação missionária das comunidades significam cinco saídas (DAp 7.2) Mudança: 1. das estruturas (cf. DAp 365) 2. das pessoas (cf. DAp 366) 3. das relações (cf. DAp 368) 4. das práticas (cf. DAp 371) 5. das fronteiras (cf. DAp 376)
  32. 32. COMUNIDADE MISSIONÁRIA A missão é para espalhar a semente de uma CEB no bairro ou zona rural; seu crescimento depende do Espírito Santo e do apoio do Pároco e dos que trabalham com ele. Por isso deve haver uma reunião mensal do Pároco com a COMIPA para troca de experiência, planejamento missionário, ensinamento, oração, o despertar de dons e novos ministérios na Paróquia: comunidade de comunidades.
  33. 33. A Igreja que queremos Uma Igreja comunidade de comunidades, romeira do Reino, que testemunha a justiça e a profecia, voltada preferencialmente para os excluídos e com características de:  Família (hospitaleira);  Samaritana (servidora);  Celebrativa (na ação litúrgica da fé);  Profética (transformadora);  Missionária (aberta ao mundo).

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