Caderno educativo expo andy warhol

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Caderno educativo expo andy warhol

  1. 1. MATERIAL EDUCATIVO Programa Para multiPlicadores exPosição Warhol TV 2 DE FEVEREIRO À 3 DE ABRIL
  2. 2. estrutura do caderno Texto de apresentação Visão Geral contexto anos 60, 70 e 80 Glossário de arte contemporâneaCARO MULTIPLICADOR, Artista Vida e obraEste caderno é produzido pelo Programa Educativo Oi futuro Texto de consulta e críticaa cada exposição com intuito de fomentar a pesquisa e osdesdobramentos reflexivos e experimentais, antes, e após Diálogos com o artistaa visita às galerias de arte do Centro Cultural Oi Futuro. Confrontando temas e sugerindo debatesNesse caderno além de informações sobre o artista, aexposição e sua obra, o Programa Educativo propõemdiálogos com a arte contemporânea e as linguagens digitais. ! saiba maisÉ importante que você, multiplicador, nos relate sua experiência eavalie o nosso material. Contamos com sua participação! Equipe do Projeto Educativo Atenciosamente, Programa Educativo Oi Futuro educativo-oifuturo@oi.com.br
  3. 3. Apresentação Andy, o papa do Pop, sempre foi fascinado por televisão – meioA o programar, neste início da temporada 2011, a exposição Warhol TV, o Oi Futuro presta tributo à fasemenos conhecida da obra do criador da por art. Em sua de comunicação de massa contemporâneo e ferramenta ideal para a promoção artistica e social. E não é que ironicamente, na hora decrítica ao bombardeamento da sociedade pelos objetos aparecer ao vivo, Warhol, o tímido enrubesce, gageja... confunde-se?de consumo, Andy Warhol transformava latas de sopa e Entretanto, seu grande sonho é ter um programa de televisão próprio.garrafas de refrigerante em temas de suas obras. Um programa que ele dirigiria, e que também lhe ofereceria, e queO artista norte americano cunhou frases provocativas, também lhe ofereceria a grande oportunidade de moldar sua imagem.como “ Quero morrer de jeans” e a máxima “ No futuro, Em 63, dirige uma soap opera muda, na qual insere “ propagandas”todos serão célebres durante 15 minutos” . Uma previsão verdadeiras: eis o chamado filme experimental. No início dos anos 70,facilmente comprovada nos dias de hoje, mas inviável para brinca de inventar uma espécie de telenovela que condensa seu universoele próprio, que foi notabilizado pela inovação, originalidade estético fantasioso. Finalmente, em 1979, reúne uma pequena equipe,e multiplicidade de uma produção cultural que inclui cinema, encarregada de criar programas de televisão que serão exibidos nafotografia, pintura, publicidade, quadrinhos, vídeo e TV. novíssima tv a cabo de Nova Iorque. Ele se junta a Vincent Fremont,A mostra no Oi Futuro registra a presença de Warhol em Don Munroe e Sue Etkin, entre outros para realizar “ Fashion” , umprogramas como Saturday Night Live, em uma série sobre talk show dedicado à moda e, posteriormente o “ Andy Warhol TV”moda, criadores e manequins e ao entrevistar ícones , um reality show estilo Factory, anterior ao célebre” Andy Warholcomo Steven Spielberg, Duran Duran, Paloma Picasso, fifteen minutes” (Anddy Warhol quinze minutos), que retoma suaDivine, Sting e Georgia O’ Keeffe. Uma exposição capaz famosa frase sobre a fama. Esta exposição é um zapping giante pelode atender à expectativa de quem se interessa por um universo TV de Warhol. Uma viagem pelas obcessões do artista.período da arte do século 20 que continua a nos influenciar, Atravessa suas facinações, amores, surpresas e medos, até culminarpelo questionamento e ousadia de sua proposta. em seu maior assombro: a morte. Em 1987 a tranmissão de sua oração fúnebre encerra tragicamente a história daquele que queria aparecer na tela, estar sempre “ on air” , como dizem nos Estados Unidos.Maria Arlete Gonçalves A televisão de Warhol é com certeza o único assunto ainda inexploradoDiretora de Cultura do Oi Futuro nesse artista demolidor de tabus no mundo da arte. Judith Benhamou-Huet Curadora
  4. 4. Visão GeralPropomos uma ida até meados dos anos 60, inicio da produçãoaudiovisual do artista. Período marcado por sucessivas mudançaspolíticas, sociais e comportamentais; movimentos de resistênciados negros e homossexuais, os grupos pacifistas, a emancipaçãofeminina, evolução dos meios de comunicação de massa, e osavanços científicos. Um percurso de décadas marcadas portransformações que definitivamente mudaram a sociedade comoum todo. Conquistas e mudanças que apontam para uma visão demundo onde a diversidade, o multiculturalismo, as microculturas, eas relações entre o local e o global, norteiam o comportamento dosindivíduos contemporâneos.A partir de alguns fatos, atitudes e imagens, no passar de décadasrelacionadas à diversas dimensões (sociais culturais, políticas,artísticas) visualizamos o contexto sobre o qual a obra de Warholemerge.
  5. 5. A revolução sexual feminina nos anos 60, com a criação da Em 1967, na África do Sul, ocorre o primeiropílula anticoncepcional. Em 1964, a inglesa Mary transplante de coração. Em maio de 1968, oQuant escandalizou com uma saia dois palmos acima do primeiro transplante de coração é realizado no Brasil.joelho.Em 1961, o russo Yuri Gagarin cosmonauta soviético Protesto nas Olimpíadas de 1968.torna-se o primeiro homem a entrar no espaço. Na cidade do México Tommie Smith eEm agosto de 1961, ocorre a construção do Muro de John Carlos, dois atletas medalhistasBerlim. dos EUA, fizeram a saudação “black 60 Surge na Inglaterra os Beatles power”, braço estendido com o punho enluvado e fechado, durante a cerimônia Em 1 de maio de 1963, a TV Tupi de premiação da modalidade. O Comitê faz a primeira transmissão em cores da Olímpico Internacional (COI) baniu-os televisão brasileira. dos jogos. Em 31 de março de 1964, um golpe militar Inicia Criação da ArpaNet, em abril de 1969, o embrião da Internet a ditadura militar no Brasil. A Video-arte surge na década de sessenta,O primeiro disco The Velvet como meio artístico, em um contexto no qual osUnderground 1967, uma influente banda de rock norte- artistas procuravam uma arte contrária à comercial.americana, cuja capa feita por Andy Warhol, ficou conhecida O surgimento deste tipo de linguagem na arte estápor trazer uma estética pop. associado às inovações tecnológicas da época. como surgimeto da Sony Portapak, câmera de video portátil. 1966 Revolução Cultural na China. Warhol se apropria da imagem de Mao Tse Tung chefe de estado Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do Comunista para fazer seus retratos. Programa Apollo e primeira a pousar na Lua, em 20 de Julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin ‘Buzz’ Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu o objetivo final do Presidente John F. Kennedy. Warhol se apropia das imagens divulgadas pela mídia e as incorpora em seu trabalho.
  6. 6. Woodstock foi um festival de música queexemplificou a era hippie e a contracultura Em plena ditadura militar anos no Brasil o artista Cildo 70do final dos anos 1960 e começo de 70.Em 1970 - Brasil tri-campeão da Copa Meireles grava em garrafasdo Mundo de Futebol, realizada no México. de refrigerantes informações e opiniões críticas sobre O jogador da seleção o período em questão. As brasileira Pelé, garrafas eram postas novamente em circulação. mundialmente conhecido não poderia Utiliza-se o processo de decalque (silk-screen) com tinta branca vitrificada, deixar de ser é retratato por Andy Warhol que não aparece quando a garrafa está vazia e sim quando cheia, pois então fica visível a inscrição contra o fundo escuro do liquido Coca-Cola. D é c a d a s depois da Década de muitos sons como o soul music, hard rock,Guerra do Vietnã, o artista inglês, soft rock, glam rock e o rock progressivo. Surge tambémBanksy se apropia de uma imagemdivulgada pela mídia, de uma menina o movimento punk. Sex Pistols era uma das bandasvietnamita. e ao acrescentando à que representavam este estilo .imagem dois personagens típicos dacultura americana. !http://www.banksy.co.uk/ O jovem Mick Jagger surgia index.html com Os Rolling Stones.Em janeiro de 1972 é lançado o Odyssey 100, primeiro videogame do mundo. A televisão em cores começa a se tornar popular 1974 Dá-se a Revolução dos no final dos anos 70. Cravos em Portugal e a independência das então colônias portuguesas na África. Morre em 16 de agosto de 1977 Elvis Presley.
  7. 7. 1980 - 8 de dezembro - John Lenom O movimento new wave influenciou música, comportamento e é assassinado. artes plásticas. Duran Duran é a mais bem-sucedida banda dos gêneros New Em 1981 - é desenvolvido o IBM Wave e New Romantic, tendo sido uma PC e a interface gráfica Windows das mais importantes dos anos 80. LiderouUma nova política se estabelecia no mundo, o as aparições na MTV, comandando aneoliberalismo. “Segunda Invasão Britânica nos Estados Unidos”.Início do Software Livre (projeto GNU, Free Software 80Fundation). 1984 janeiro, é desenvolvido o Apple Macintosh e a interface gráfica1981 É descoberto o virus da AIDS. O artista norte MacOS.americano Kate Haring, um dos ícones da pop arte dosanos 80 e Frequentador da Silver Factory (atêlier de Andy Início da fabricação dos computadoresWarhol, espaço frequentado pessoais, ou PCs (estes ainda muitopor muitos artistas da época) primitivos), walkmans e videocassetes;era ativista da causa da Aids,que vitimou sua morte em 1985 - eleição a presidencia e morte de Tancredo Neves.1990. 1988 - Nova Constituição Brasileira.Surge a MTV. O advento da Mtv marcou passagem da era Em 1987 após fazer uma cirurgia morre o artistada transmissão massificada, com sua grade baseada no gosto americano Andy Warhol. geral, para o advento da Tv por assinatura, firmada em conteúdos sob medida para públicos específicos. O rádio e a televisão são o principal meio Depois de 28 de sua construção em 1989 - 9 de de disseminação de cultura pop. novembro - é derrubado o muro de Berlin.
  8. 8. Glossário de arte contemporânea A exposição WArhol TV, mesmo Ao mosTrAr um perfil pouco explorAdo dA obrA de Andy WArhol, nos remeTe A Alguns moVimenTos de VAnguArdA A o contrário de outras correntes artísticas, o dadaísmo dA ArTe, influênciA e criAção do ArTisTA apresenta-se como um movimento de crítica cultural mais ampla, que interpela não somente as artes, sentido anárquico das intervenções públicas. mas modelos culturais passados e presentes. Trata-se O clima mais amplo que abriga as várias manifestações dada pode de um movimento radical de contestação de valores que ser encontrado na desilusão e ceticismo instaurados pela Primeira utiliza variados canais de expressão: revista, manifesto, Guerra Mundial, 1914-1918, que alimenta reações extremadas por exposição e outros. As manifestações dos grupos dada parte dos artistas e intelectuais em relação à sociedade e ao suposto são intencionalmente desordenadas e pautadas pelo progresso social (....) desejo do choque e do escândalo, procedimentos típicos das vanguardas de modo geral. A criação do Cabaré Se o dadaísmo não professa um estilo específico nem defende novos Voltaire, 1916, em Zurique, inaugura oficialmente o modelos, aliás coloca-se expressamente contra projetos predefinidos dadaísmo. Fundado pelos escritores alemães H. Ball e recusa todas as experiências formais anteriores, é possível localizar e R. Ruelsenbeck, e pelo pintor e escultor alsaciano formas exemplares da expressão dada. Hans Arp, o clube literário - ao mesmo tempo galeria de exposições e sala de teatro - promove encontros Nas artes visuais, os ready-made de Duchamp constituem dedicados a música, dança, poesia, artes russa e manifestação cabal de um espírito que caracteriza o dadaísmo. Ao transformar qualquer objeto escolhido ao acaso em obra de arte,Dadaísmo francesa. O termo dada é encontrado por acaso numa consulta a um dicionário francês. “Cavalo de Duchamp realiza uma crítica radical ao sistema da arte. (.....) brinquedo”, sentido original da palavra, não guarda relação direta, nem necessária, com bandeiras ou Por exemplo, a roda de bicicleta que encaixada num banco vira programas, daí o seu valor: sinaliza uma escolha Roda de Bicicleta, 1913, ou um mictório, que invertido se apresenta aleatória (princípio central da criação para os como Fonte, 1917, ou ainda os bigodes colocados sobre a Mona dadaístas), contrariando qualquer sentido de eleição Lisa, 1503/1506 de Leonardo da Vinci, que fazem dela um ready- racional. “O termo nada significa”, afirma o poeta made retificado, o L.H.O.O.Q., 1919. Os princípios de subversão romeno Tristan Tzara, integrante do núcleo primeiro. mobilizados pelos ready-made podem ser também observados nas máquinas antifuncionais de Picabia e nas imagens fotográficas de A geografia do movimento aponta para a formação Man Ray. ! de diferentes grupos, em diversas cidades, unidos pelo espírito de questionamento crítico e pelo http://www.itaucultural.org.br/ aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm
  9. 9. “Eu gosto do espírito de Ao falar de Duchamp, torna-se imprescindível relatar as grandes Warhol. Ele não é pintor ou inovações e questionamentos que ele trouxe à arte. Tomaremos cineasta. É um filmador” como exemplo uma de suas obras “A Fonte” (1917), pois nesta vemos as questões fundamentais que instauram um novo momento da arte, a arte contemporânea.Marcel Duchamp Duchamp se apropria de um mictório - objeto de uso cotidiano concebido através de um processo industrial, e desloca-o de seu contexto original, apresentando-o como obra de arte num salão de arte “Fountain”. A Obra foi recebida com bastante espanto pelos espectadores. Dessa forma, Duchamp nos mostrou que os sujeitos atrelam valores artísticos aos objetos, por isso, pode- se dar status de arte a algo utilitário ao assinar e colocar data. Coloca-se com esta obra uma série de questionamentos sobre o papel do artista e da arte a sociedade e a vida. Qual o valor de uma obra, pois, como dar preço à “Fountain”? Estas ações e experimentações artísticas, questionamentos sobre arte e vida emergem no contexto da primeira Guerra Mundial, e são fortes expressões dos artistas da época. Este foi um período de grande rompimento, surge uma outra concepção do que é a arte e a aproxima da vida. O artista não mais valorizado pelo domínio de uma técnica, mas pela criatividade, idéias ao escolher os objetos.
  10. 10. N a década de 1960, os artistas defendem uma arte popular (pop) que se comunique diretamente com o público por meio de signos e símbolos retirados do imaginário que cerca a cultura de massa e a vida cotidiana. A defesa do popular traduz uma atitude artística contrária ao hermetismo da arte moderna. Nesse sentido, a arte pop se coloca na cena artística que tem lugar em fins da década de 1950 como um dos movimentos que recusam a separação arte/vida. E o faz - eis um de seus traços característicos - pela incorporação das histórias em quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema. Uma das primeiras, e mais famosas, imagens relacionadas ao que o crítico britânico Lawrence Alloway (1926 - 1990) chamaria de arte pop é a colagem de Richard Hamilton (1922), O que Exatamente Torna os Lares de Hoje Tão Diferentes, Tão Atraentes?, de 1956. Concebido como pôster e ilustração para o catálogo da exposição This Is Tomorrow [Este É o Amanhã] do Independent Group de Londres, o quadro carrega temas e técnicas dominantes da nova expressão artística. A composição de uma cena doméstica é feita com o auxílio de anúncios tirados de revistas de grande circulação. Nela, um casal se exibe com (e como) os atraentes objetos da vida moderna: televisão, aspirador de pó, enlatados, produtos em embalagens vistosas etc. Os anúncios são descolados de seus contextos e transpostos para a obra de arte, mas guardam a memória de seu locus original. Ao aproximar arte e design comercial, o artista borra, propositadamente, as fronteiras entre artePop Arte erudita e arte popular, ou entre arte elevada e cultura de massa. Andy Warhol (1928 - 1987), Roy Lichtenstein (1923 - 1997), Claes Oldenburg (1929), James Rosenquist (1933) e Tom Wesselmann (1931 - 2004) surgem como os principais representantes da arte pop em solo norte-americano. Sem programas ou manifestos, seus trabalhos se afinam pelas temáticas abordadas, pelo desenho simplificado e pelas cores saturadas. A nova atenção concedida aos objetos comuns e à vida cotidiana encontra seus precursores na antiarte dos dadaístas e surrealistas. ! http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=367
  11. 11. Andy Warhol Vida e ObraNo Brasil, sugestões da arte pop foram trabalhadas nadécada de 1960 por Antonio Dias (1944) - Querida, VocêEstá Bem?, 1964, Nota Sobre a Morte Imprevista, 1965, e De família pobre do subúrbio de Pittsburg nos Estados Unidos, AndrewMamãe, Quebrei o Vidro, 1967 -, Rubens Gerchman (1942 Warhola, filho de pais tchecos, se torna Andy Warhol. Seu sucesso- 2008) - Não Há Vagas, 1965, e O Rei do Mau Gosto, pode ser contado desde o início de sua juventude. Após a faculdade de Belas Arte, paga com a economia dos pais, tem início uma carreira1966 -, Claudio Tozzi (1944) - Eu Bebo Chop, Ela Pensa de sucesso a partir os anos 50, quando seem Casamento, 1968, entre outros. No entanto a incipiente muda para a grande cidade: Nova Iorque, lá éproliferação no Brasil dos meios de comunicação de massa, convidado a ilustrar revistas importantes como a Glamour Magazine.na década de 1960, leva, paradoxalmente, esses artistas aaproximar técnicas da arte pop (silkscreen e alto-contraste) No final dos anos 1950, Warhol começou a dedicar mais energia para a pintura. Ele feza temas engajados politicamente. suas primeiras pinturas Pop, baseado em histórias em quadrinhos e anúncios, em 1961. O ano seguinte marcou o início da celebridade de Warhol. Estreou sua famosa série “Campbell’s Soup Can”, que causou sensação no mundo da arte. Pouco depois começou uma seqüência de grandes retratos de estrelas de cinema, incluindo Marilyn Monroe, Elvis Presley, e Elizabeth Taylor. Warhol também começou sua série de “morte e desastres” pinturas da época. Entre 1963 e 1968, Warhol trabalhou com seu staff de atores e várias outras pessoas para criar centenas de filmes. Estes filmes foram escritos e improvisados, que vão desde experiências conceituais e narrativas simples para curtas retratos e sexploitation (filmes curtos de baixo orçamento explorando nudez, associados ao
  12. 12. Truman Capote, temas importantes no início de sua arte. Começou amovimento underground). Seus trabalhos receber dezenas, e logo centenas de encomendas de retratos pintadosincluem Empire (1964), The Chelsea Girls de socialites, músicos e estrelas de cinema.(1966), and the Screen Tests (1964-66) Os retratos de celebridades desenvolvem um aspecto importante de sua carreira e uma dasA primeira exposição de esculturas principais fontes de renda. Era freqüentadorde Warhol foi realizada em 1964. Ela assíduo no Studio 54, a famosa discoteca deincluía centenas de réplicas de caixas de Nova York, junto com celebridades como oprodutos de supermercados de grande estilista Halston, artista Liza Minnelli, e Biancaporte, incluindo caixas de Brillo e caixas de Jagger.Heinz. Para esta ocasião, ele estreou o seu novo estúdio, pintadode prata e conhecido como “The Factory”. Rapidamente se tornou Em 1984, Warhol trabalhou com jovens artistas,“o” lugar para se estar em Nova Iorque, as festas estavam sempre como Jean-Michel Basquiat, Francesco Clemente e Keith Haring. Voltounas colunas de fofocas de todo o país. Em meados da década de a pintar com um pincel para essas obras, de forma breve o abandonou1960 era uma presença frequente nas revistas e na mídia. o método silkscreen que usara exclusivamente desde 1962.Warhol se expandiu para o domínio da arte de performance, em Em meados da década de 1980 seus programas de televisão, TV Andyum traveling show multimídia chamado The Exploding Plastic Warhol e Andy Warhol’s Fifteen Minutes foram transmitidos pela televisãoInevitable, que contou com The Velvet Underground, uma banda a cabo de Nova York e nacionalmente na MTV. Ele criou trabalho parade rock. Em 1966, Warhol exibe Cow Parede e Silver Clouds na Saturday Night Live,apareceu em um episódio de The Love Boat eLeo Castelli Gallery. produziu videoclipes de bandas de rock como The Cars. Warhol também assinou com algumas agências de modelos, aparecendo em desfiles deWarhol auto-publicou uma série de “livros moda e numerosos e anúncios de televisão.de artista” nos anos de 1950, mas a primeiragrande edição foi Andy Warhol Index (Book), Warhol foi um artista prolífico, produzindo inúmeros trabalhos naspublicada em 1967. Dois anos depois, foi décadas de 1970 e 1980. Algumas de suas pinturas, gravuras,co-fundador da revista Interview, voltada à fotografias e desenhos deste período são: Mao, Ladies and Gentlemen,cultura pop, cinema e mundo fashion, que Skulls, Hammer and Sickles, Shadows,continua sendo muito famosa hoje em dia Guns, Knives, Crosses, Dollar Signs,nos Estado Unidos. Seus últimos livros Zeitgeist e Camouflage. Suas duasincluem: THE Philosophy of Andy Warhol últimas exposições foram sua série de(From A to B and Back Again), de 1975, pinturas Última Ceia, mostrada em MilãoExposures de 1979, POPism de 1980 e America de 1985. Seus e sua Sewn Fotos (várias impressõeslivros são basicamente transcrições de conversas e entrevistas. de fotos idênticas costuradas em uma grade), exibido em Nova York. AmbasAo longo da década de 1970 Warhol frequentemente transita inauguradas em janeiro de 1987, um mês antes de sua morte.socialmente com celebridades como Jackie Kennedy Onassis e
  13. 13. A sociedade do espetáculo - um livro lúcido e demolidor, precursor Texto de consulta e críticade toda análise crítica da moderna sociedade de consumo.Lançado em 1979, o livro de Guy Debord é explicito e arrebatador. em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não-vivo.Filósofo, agitador social, diretor de cinema, Guy Debord sedefinia como “ doutor em nada” e pensador radical. Ligou-se O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedadenos anos 50 à geração herdeira do dadaísmo e do surrealismo. e seu instrumento de unificação. Enquanto parte da sociedade, o espetáculo concentra todo o olhar e toda a consciência. Por ser algo Guy Debord separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência; a unificação A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO que realiza não é outra coisa senão a linguagem oficial da separação CAPÍTULO I generalizada. A SEPARAÇÃO CONSOLIDADA O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.Nosso tempo, sem dúvida... prefere a imagem à coisa, a cópiaao original, a representação à realidade, a aparência ao ser... O O espetáculo não pode ser compreendido como abuso do mundo daque é sagrado para ele, não passa de ilusão, pois a verdade está visão ou produto de técnicas de difusão massiva de imagens. Ele é ano profano. Ou seja, à medida que decresce a verdade a ilusão expressão de uma Weltanschauung, materialmente traduzida. É umaaumenta, e o sagrado cresce a seus olhos de forma que o cúmulo visão cristalizada do mundo.da ilusão é também o cúmulo do sagrado. Feuerbach — Prefácio àsegunda edição de A Essência do Cristianismo O espetáculo, compreendido na sua totalidade, é simultaneamente o resultado e o projeto do modo de produção existente. Ele não é umToda a vida das sociedades nas quais reinam as condições complemento ao mundo real, um adereço decorativo. É o coração damodernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação irrealidade da sociedade real. Sob todas as suas formas particularesde espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na de informação ou propaganda, publicidade ou consumo direto dofumaça da representação. entretenimento, o espetáculo constitui o modelopresente da vida socialmente dominante. Ele é a afirmação onipresente da escolha já feitaAs imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida e fundem-se na produção, e no seu corolário — o consumo. A forma e o conteúdo donum curso comum, de forma que a unidade da vida não mais pode espetáculo são a justificação total das condições e dos fins do sistemaser restabelecida. A realidade consideradaparcialmente reflete em existente. O espetáculo é também a presença permanentedestasua própria unidade geral um pseudo mundo à parte, objeto de justificação, enquanto ocupação principal do tempo vivido fora dapura contemplação. produção moderna.A especialização das imagens do mundo acaba numa imagemautonomizada, onde o mentiroso mente a si próprio. O espetáculo A própria separação faz parte da unidade do mundo, da práxis social
  14. 14. global que se cindiu em realidade e imagem. A prática social, diante metodológico desta sociedade que se exprime no espetáculo. Mas oda qual surge o espetáculo autônomo, é também a totalidade real espetáculo não significa outra coisa senão o sentido da prática total daque contém o espetáculo. Mas a cisão nesta totalidade mutila-a ao formação econômico-social, o seu emprego do tempo. É o momentoponto de apresentar o espetáculo como sua finalidade. A linguagem histórico que nos contém.do espetáculo é constituída por signosda produção reinante, quesão ao mesmo tempo o princípio e a finalidade última da produção. O espetáculo apresenta-se como algo grandioso, positivo, indiscutível e inacessível. Sua única mensagem é «o que aparece é bom, o que éNão se pode contrapor abstratamente o espetáculo à atividade bom aparece». A atitude que ele exige por princípio é aquela aceitaçãosocial efetiva; este desdobramento está ele próprio desdobrado. passiva que, na verdade, ele já obteve na medida em que aparece semO espetáculo que inverte o real é produzido de forma que a réplica, pelo seu monopólio da aparência.realidade vivida acaba materialmente invadida pela contemplaçãodo espetáculo, refazendo em si mesma a ordem espetacular pela O caráter fundamentalmente tautológico do espetáculo decorre doadesão positiva. A realidade objetiva está presente nos dois lados. simples fato dos seus meios serem ao mesmo tempo a sua finalidade.O alvo é passar para o lado oposto: a realidade surge no espetáculo, Ele é o sol que não tem poente no império da passividade moderna.e o espetáculo no real. Esta alienação recíproca é a essência e o Recobre toda a superfície do mundo e banha-se indefinidamente nasustento da sociedade existente. No mundo realmente invertido, o sua própria glória.verdadeiro é um momento do falso. A sociedade que repousa sobre a indústria moderna não é fortuitamenteO conceito de espetáculo unifica e explica uma grande diversidade ou superficialmente espetacular, ela é fundamentalmente espetaculista.de fenômenos aparentes. As suas diversidades e contrastes são No espetáculo da imagem da economia reinante, o fim não é nada, oas aparências organizadas socialmente, que devem, elas próprias, desenvolvimento é tudo. O espetáculo não quer chegar a outra coisaserem reconhecidas na sua verdade geral. senão a si mesmo.Considerado segundo os seus próprios termos, o espetáculo éa afirmação da aparência e a afirmação de toda a vida humana, Na forma do indispensável adorno dos objetos hoje produzidos, nasocialmente falando, como simples aparência. Mas a crítica que forma da exposição geral da racionalidade do sistema, e na formaatinge a verdade do espetáculo descobre-o como a negação visível de setor econômico avançado que modela diretamente uma multidãoda vida; uma negação da vida que se tornou visível. crescente de imagens-objetos, o espetáculo é a principal produção da sociedade atual.Para descrever o espetáculo, a sua formação, as suas funções eas forças que tendem para sua dissolução, é preciso distinguir seus O espetáculo submete para si os homens vivos, na medida em que aelementos artificialmente inseparáveis. economia já os submeteu totalmente.Ao analisar o espetáculo, fala-se em certa medida a própria Ele não é nada mais do que a economia desenvolvendo- se para silinguagem do espetacular, no sentido de que se pisa no terreno própria.
  15. 15. É o reflexo fiel da produção das coisas, e a objetivação infiel dos A filosofia, enquanto poder do pensamento separado, e pensamentoprodutores. do poder separado, nunca pode por si própria superar a teologia. O espetáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa.A primeira fase da dominação da economia sobre a vida sociallevou, na definição de toda a realização humana, a uma evidente A técnica espetacular não dissipou as nuvens religiosas onde os homensdegradação do ser em ter. A fase presente da ocupação total da tinham colocado os seus próprios poderes desligados de si: ela ligou- osvida social em busca da acumulação de resultados econômicos somente a uma base terrestre. Assim, é a mais terrestre das vidas queconduz a uma busca generalizada do ter e do parecer, de forma se toma opaca e irrespirável. Ela já não reenvia para o céu, mas albergaque todo o «ter» efetivo perde o seu prestígio imediato e a sua em si a sua recusa absoluta, o seu falacioso paraíso. O espetáculo é afunção última. Assim, toda a realidade individual se tornou social e realização técnica do exílio dos poderes humanos num além; a cisãodiretamente dependente do poderio social obtido. Somente naquilo acabada no interior do homem.que ela não é, lhe é permitido aparecer. À medida que a necessidade se encontra socialmente sonhada, oOnde o mundo real se converte em simples imagens, estas simples sonho torna- se necessário. O espetáculo é o mau sonho da sociedadeimagens tornam-se seres reais e motivações eficientes típicas de moderna acorrentada, que ao cabo não exprime senão o seu desejo deum comportamento hipnótico. O espetáculo, como tendência para dormir. O espetáculo é o guardião deste sono.fazer ver por diferentes mediações especializadas o mundo que jánão é diretamente apreensível, encontra normalmente Destituída de seu poder prático, e permeada pelo império independentena visão o sentido humano privilegiado que noutras épocas foi o tato; no espetáculo, a sociedade moderna permanece atomizada e ema visão, o sentido mais abstrato, e o mais mistificável, corresponde contradição consigo mesma.à abstração generalizada da sociedade atual. Mas o espetáculo nãoé identificável ao simples olhar, mesmo combinado com o ouvido. Mas é a especialização do poder, a mais velha especialização social,Ele é o que escapa à atividade dos homens, à reconsideração e que está na raiz do espetáculo. O espetáculo é, assim, uma atividadeà correção da sua obra. É o contrário do diálogo. Em toda a parte especializada que fala pelo conjunto das outras. É a representaçãoonde há representaçãoindependente, o espetáculo reconstitui-se. diplomática da sociedade hierárquica perante si própria, onde qualquer outra palavra é banida, onde o mais moderno é também o maisO espetáculo é o herdeiro de toda a fraqueza do projeto filosófico arcaico.ocidental, que foi uma compreensão da atividade dominada pelascategorias do ver; assim como se baseia no incessante alargamento O espetáculo é o discurso ininterrupto que a ordem presente faz sobre sida racionalidade técnica precisa, proveniente deste pensamento. própria, o seu monólogo elogioso. É o auto-retrato do poder no momentoEle não realiza a filosofia, ele filosofa a realidade. da sua gestão totalitária das condições de existência.É a vida concreta de todos que se degradou emuniversoespeculativo.
  16. 16. A aparência fetichista de pura objetividade nas relações Todo o poder separado foi pois espetacular, mas a adesão de todos aespetaculares esconde o seu caráter de relação entre homens uma tal imagem imóvel não significava senão o reconhecimento comume entre classes: uma segunda natureza parece dominar o nosso de um prolongamento imaginário para a pobreza da atividade social real,meio ambiente com as suas leis fatais. Mas o espetáculo não é ainda largamente ressentida como uma condição unitária. O espetáculonecessariamente um produto do desenvolvimento técnico do ponto moderno exprime, pelo contrário, o que a sociedade pode fazer, masde vista do desenvolvimento natural. nesta expressão opermitido opõe-se absolutamente ao possível. O espetáculo é a conservação da inconsciência na modificação práticaA sociedade do espetáculo é, pelo contrário, uma formulação que das condições de existência. Ele é o seu próprio produto, e ele próprioescolhe o seu próprio conteúdo técnico. O espetáculo, considerado fez as suas regras: é um pseudo-sagrado.sob o aspecto restrito dos «meios de comunicação de massa» — suamanifestação superficial mais esmagadora — que aparentemente Ele mostra o que é: o poder separado, desenvolvendo-se em siinvade a sociedade como simples instrumentação, está longe mesmo no crescimento da produtividade por intermédio do refinamentoda neutralidade, é a instrumentação mais conveniente ao seu incessante da divisão do trabalho na parcelarização dos gestos, desdeautomovimento total. As necessidades sociais da época em que se então dominados pelo movimento independente das máquinas; e trabalhando para um mercado cada vez mais vasto. Toda a comunidadedesenvolvem tais técnicas não podem encontrar satisfação e todo o sentido crítico se dissolveram ao longo deste movimento,senão pela sua mediação. A administração desta sociedade e todo no qual as forças que puderam crescer, separando-se, ainda não seo contato entre os homens já não podem ser exercidos senão por reencontraram.intermédio deste poder de comunicação instantâneo, é por isso que Com a separação generalizada do trabalhador daquilo que ele produztal «comunicação» é essencialmente unilateral; sua concentração perde-se todo ponto de vista unitário sobre a atividade realizada, perde-se traduz acumulando nas mãos da administração do sistema se toda a comunicação pessoal direta entre os produtores. Na senda doexistente os meios que lhe permitem prosseguir administrando. A progresso da acumulação dos produtos separados, e da concentraçãocisão generalizada do espetáculo é inseparável doEstado moderno, do processo produtivo, a unidade e a comunicaçãoa forma geral da cisão na sociedade, o produto da divisão do tornam-se atribuições exclusivas da direção do sistema. O êxito dotrabalho social e o órgão da dominação de classe. sistema econômico da separação significa a proletarização do mundo.A separação é o alfa e o ômega do espetáculo. A institucionalização O próprio êxito da produção separada enquanto produção do separado,da divisão social do trabalho, a formação das classes, constituiu experiência fundamental ligada às sociedades primitivas, desloca-se,a primeira contemplação sagrada, a ordem mítica em que todo o no pólo do desenvolvimento do sistema, para o não-trabalho, para apoder se envolve desde a origem. O sagrado justificou a ordenação inatividade.cósmica e ontológica que correspondia aos interesses dos Senhores,ele explicou e embelezou o que a sociedade não podia fazer.
  17. 17. Mas esta inatividade não é em nada liberta da atividade produtiva: O que une os espectadores não é mais do que uma relação irreversíveldepende desta, uma submissão inquieta e contemplativa às com o próprio centro que mantém o seu isolamento. O espetáculo reúnenecessidades e aos resultados da produção; ela própria é um o separado, mas reúne-o enquanto separado.produto da sua racionalidade. Nela não pode haver liberdadefora A alienação do espectador em proveito do objeto contemplado (que éda atividade. No quadro do espetáculo toda a atividade é negada, o resultado da sua própria atividade inconsciente) exprime-se assim:exatamente pela atividade real ter sido integralmente captada quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-para a edificação global resultante. se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende aAssim, a atual «libertação do trabalho», o aumento dos tempos sua própria existência e o seu próprio desejo.livres, não é de modo algum libertação no trabalho, nem libertação A exterioridade do espetáculo em relação ao homem que age aparecede um mundo moldado por este trabalho. nisto, os seus próprios gestos já não são seus, mas de um outro queNada da atividade roubada no trabalho pode reencontrar-se na lhos apresenta.submissão ao seu resultado. Eis porque o espectador não se sente em casa em parte alguma, porque o espetáculo está em toda a parte.O sistema econômico fundado no isolamento é uma produçãocircular do isolamento. O isolamento fundamenta a técnica, e, em O trabalhador não produz para si próprio, ele produz para um poderretorno, o processo técnico isola. independente. Osucesso desta produção, a sua abundância, regressa ao produtor como abundância da despossessão. Todo o tempo e oDo automóvel à televisão, todos os bens selecionados pelo espaço do seu mundo se lhe tornam estranhos com a acumulação dossistema espetacular são também as suas armas para o reforço seus produtos alienados. O espetáculo é o mapa deste novo mundo,constante das condições de isolamento das «multidões solitárias». mapa que recobre exatamente o seu território. As próprias forças queO espetáculo reencontra cada vez mais concretamente os seus nos escaparam mostram-se-nos em todo o seu poderio.próprios pressupostos. O espetáculo na sociedade representa concretamente uma fabricaçãoA origem do espetáculo é a perda da unidade do mundo, e a de alienação. A expansão econômica é principalmente a expansãoexpansão gigantesca do espetáculo moderno exprime a totalidade da produção industrial. O crescimento econômico, que cresce para sidesta perda: a abstração de todo o trabalho particular e a abstração mesmo, não é outra coisa senão a alienação que constitui seu núcleogeral da produção do conjunto traduzem-se perfeitamente no original.espetáculo, cujo modo de ser concreto é justamente a abstração.No espetáculo, uma parte do mundo representa-se perante o O homem alienado daquilo que produz, mesmo criando os detalhes domundo, e é-lhe superior. seu mundo, está separado dele. Quanto mais sua vida se transformaO espetáculo não é mais do que a linguagem comum desta em mercadoria, mais se separa dela.separação.
  18. 18. Diálogos com o artistaO espetáculo é o capital a um tal grau de acumulação que setoma imagem.Tradução em português:www.terravista.pt/IlhadoMel/1540 Andy Warhol segue sua carreira cercado de principalmente trêsParáfrase em português do Brasil: fascinações: fama, beleza e morte. Cercado por essa tríade, aRailton Sousa Guedes maneira de desenvolver sua trajetória está visceralmente ligada aosColetivo Periferia meios de comunicação de massa: revistas, cinema e televisão. Issowww.geocities.com/projetoperiferia se reflete de maneira abrangente em seu trabalho, desde a formaEditorações, tradução do prefácio e versão para eBook (fotografias, propagandas e novelas) aos assuntos (moda, musica,eBooksBrasil.com esportes e cotidiano). A arte de Andy Warhol são como chamadas de jornais ou publicidade de televisão: tem a ambição de se comunicar rapidamente e de forma ampla com o grande público. Transforma fama em arte. E a arte em fama. Aprofundar nas idéias de Warhol, e em seu comportamento profético – que contaminou a maneira de encarar alguns dogmas publicamente – é emergir, atingir a superfície. Este caderno de apoio traz a superficialidade de frases curtas e de efeito, é de certa forma um jeito de ler o mundo através do olhar de Andy Warhol.
  19. 19. W arhol frase nessa expõesua ideia em relação “Não me incomodo que me copiem mas detestoà cópia. A reprodução que assinem meu nome” Copyleft é uma forma de usar a legislação de proteção dos direitos autorais com o objetivo de retirar barreiras à utilização,de fotografias, cenas, difusão e modificação de uma obra criativa devido à aplicaçãopessoas, é recorrente em suas obras. Assim como a apropriação clássica das normas de propriedade intelectual, exigindo que asde imagens, o artista trabalha com a massificação que a mesmas liberdades sejam preservadas em versões modificadas.publicidade faz – mas cria uma diversidade de textos e cores O copyleft diferere assim do domínio- , ao repetir – com o uso da técnica da serigrafia. Em sua público, que não apresenta taisprodução televisiva, muitas repetições são realizadas com a exigências. “Copyleft” é um trocadilhoedição e gravação de vídeo. Um dos fatores marcantes em com o termo “copyright” que, traduzidosuas obras é que suas produções nos remetem a símbolos literalmente, significa “direitos de copia”.da sociedade do consumo. Uma obra, seja de software ou outrosAndy dizia que não via sua obra por ótica politica critica, trabalhos livres, sob uma licença Copyleftembora muitos de seus trabalhos nos instiguem a ler requer que suas modificações, ou extensões do mesmo, sejam livres,criticamente a sociedade em que vivemos. E você, o que passando adiante a liberdade de copiá-lo e modificá-lo novamente.pensa sobre a repetição constante de imagens, ideias, sons Uma das razões mais fortes para os autores e criadorese pessoas? Hoje à disposição dos sujeitos estão inúmeros aplicarem copyleft aos seus trabalhos é porque desse modomeios de acessar e fazer informação, como é a relação esperam criar as condições mais favoráveis para que maiscom as práticas de apropriação e reprodução de imagens? pessoas se sintam livres para contribuir com melhoramentosCtrl C e Ctrl V, sampler, donwload, pirataria, direitos, e alterações a essa obra, num processo continuado.são algumas das palavras que englobam este tema.Na exposição presente no Centro Cultural Oi Futuro,percebemos a repetição de diversas maneiras, seja por ! http://pt.wikipedia.org/wiki/Copyleft-meio da museografia (modo pelo qual o acervo é organizadoe apresentado) ou pelo conteúdo dos vídeos produzidos peloartista. Você já parou para observar em quais momentos istoacontece?
  20. 20. “Sempre suspeitei que estava assistindo “No futuro todos serão famosos televisão ao invés de viver minha vida.” durante quinze minutos ” As mídias convergiram, a televisão pode ser acessada pela internet através de aparelhos de telecomunicações móveis. Dentro e fora deWarhol era filho da Tv! O artista nasce em 1928 dois anos após o casa. Inicie uma conversa com grupo, a fim de identificar a relaçãosurgimento dos primeiros aparelhos. Foi telespectador e autor de entre os integrantes do grupo com a televisão, as representaçõesuma linguagem que se configurava televisa. Warhol vislumbrou construídas por eles através das imagens difundidas pelo meio. Estesuma sociedade audiovisual e contribui para isto. Para ser famoso aspectos sinalizam modos comportamentais, maneiras de ser, pensar,hoje o que não falta são os meios - os programas no formato costroem identidades coletivas. Perguntar ao grupo se eles assistemde Reality Shows, projetam ilustres desconhecidos ao mundo TV. Onde, e como? Quanto tempo dedicam assistindo? O que gostamda fama. E para obter esses 15 minutos, vale tudo ..... humor, de assistir? Convide-os a observar se o grupo compartilha gostos.beleza, sensacionalismo, “mico”, traição, banalidades, graças e Identificar possíveis relações entre programação, publico, modos de acessar. Se eles veem tv sozinhos ou com quem eles vem?desgraças ....e assim os mitos contemporâneos são criados, agoraa diferença é de milênios por segundos, pequenas histórias são Contemporaneamente, muitos educadores trabalham com diferentescontadas e recontadas. As tecnologias de capturação e edição mídias - incluindo a tv - buscando um pensamento reflexivo dos alunosde imagem e som nos colocam no papel de autores, e as redes quanto a estes meios de comunicação. Pensando que o educadordigitais, nos colocam comunidades interconectadas. E para que deve sempre se atualizar, torna-se necessário um contato com asestamos tecendo esta imensa rede? diversas produções culturais objetivando promover múltiplas leituras suas e dos alunos. Portanto, algumas questões se impõem: Como os educadores têm trabalhado o uso das novas tecnologias em sala ! Assista ao video a Rede - no Museu das telecomunicações de aula? As produções artísticas relacionadas aos diversos meios de comunicação têm sido parte de reflexões no cotidiano escolar? Buscamos ressignificar a influência da tv em nosso cotidiano?
  21. 21. Deslocando-se a pé, em seu carro ou na condução, o cidadão vê o Confrontando Temas e anúncio que se impõe – e até aprecia como um chamariz colorido, vivaz, alegre. Ele pode rejeitar o anúncio na página de revista ou de jornal, na Sugerindo Debates tela da televisão, mas nunca na via pública por onde transita. Anunciantes e publicitário sabem disso e disputam acirradamente espaços nessaA exposição Warhol TV agrupa os vídeos do artista em vários mídia. temas , dentre os quais estão: Publicidade, Tv antes da TV, Saturday night Live, Os 15 minutos de Andy Warhol, A expressão “mídias exteriores” origina-se da tradução do inglês “outdoorBeleza e sexo, Feira de Vaidades, Caçador de Talentos, Artistas, advertising” e tem variantes como “publicidade ao ar livre”. Define um meio de comunicação visível do espaço público, utilizado para veiculaçãoDamas e Cavalheiros e o Último show.A partir dos temas sugeridos pela exposição, proponha ao seu publicitária de informações, idéias e produtos.grupo um confronto de ideias estimulando um debate. 3. Os títulos sugeridos pelo curador da exposição podem ser substituídosATENÇÃO! As instigações podem ser feitas no espaço expositivo, por outros?aproveitando as imagens propostas, ou em sala de aula, levando 4. Que outros temas poderiam ser abordados?em consideração que todos os títulos utilizados apropriam-se do em sala de aulauniverso jovem. Sugira aos alunos que organizem pequenos grupos. Cortem os títulos- no esPaço exPositivo temas, de forma aleatória entregue aos grupos formados e proponha Uma imagem vale mais que mil palavras. um confronto de idéias a partir da relação entre os temas. O professor 1. O que comunica mais: uma imagem ou uma palavra? assumirá o papel de mediador, podendo enriquecer o debate com2. Percebemos o mundo através de nossos sentidos. Qual é o reportagens de jornal, revistas, objetos, acessórios diferentes materiais sentido mais explorado na cultura contemporânea? do universo jovem e de sua cultura contemporânea. É importante aproveitar a subjetividade dos títulos (Já queVivemos cercados de imagens, todos os dias somos bombardeados estão deslocados), pois é na problemática e ótica do jovem quepor representações sedutoras de um ideal de consumo que vai encontraremos e daremos sentido ou título, para que se transformemdesde uma nova marca de alimento a uma atitude capaz de em tema de debate.influenciar nossos desejos e comportamento.O espaço urbano é uma mídia poderosa, que entra pelos olhosdos habitantes mesmo que eles não queiram ou não gostem.
  22. 22. ! veja mais Sites: http://www.warhol.org/exhibitions/Filmes: Studio 54 (54) http://www.youtube.com/watch?v=jaf6zF-FJBkDir: Mark Christopher – 1998Sinopse: Famosa boate novaiorquina da década de 1970 vista http://www.youtube.com/watch?v=x82gWQFEpQApelos olhos de um rapaz recém empregado.Um tiro para Andy Warhol ( I shot Andy Warhol)Dir: Mary Harron – 1996Sinopse: Baseado na história verídica de Valerie Solanas, quefoi pregava o ódio radical dos anos 60 para os homens em seumanifesto “Scum”. Ela escreveu um roteiro para um filme que elaqueria Andy Warhol fosse o produtor, mas ele a ignorou. Então elaatirou nele. Esta é a história de Valerie.Basquiat – Traços de uma vida (Basquiat)Dir: Julian Schnabel http://www.youtube.com/watch?v=rK4Bh_arF-ESinopse: “Basquiat” conta a história da ascensão meteórica dojovem artista Jean-Michel Basquiat. Começando como um artistade rua, vivendo em Thompkins Square Park, em uma caixa depapelão, Jean-Michel é “descoberto” pelo mundo da arte de AndyWarhol, e torna-se uma estrela. Mas o sucesso tem um preçoelevado, e Basquiat paga com amor, amizade e, eventualmente,a sua vida.Hairspray – E éramos todos jovens (Hairspray)Dir: John WatersSinopse: Uma adolescente “agradavelmente rechonchuda” ensinaa Baltimore de 1962 uma ou duas coisas sobre a integração depoisde se destacar em um programa de dança da TV local. http://www.youtube.com/watch?v=_XK2-8Vf4o0Velvet UndergroundÁlbum: Velvet Underground and Nico http://giscreatio.blogspot.com/2010/07/andy-warhol-mr-america.htmlThe Cars Música: Hello againÁlbum: Heartbeat City
  23. 23. Avaliação do Caderno Educativo.Caro professor,Acreditamos que o conteúdo apresentado em nossas ações educativas aliado a uma pesquisa mais aprofundada, e planejamento de aulas, podeinaugurar uma troca significativa entre os conhecimentos adquiridos e seus desdobramentos na sala de aula.Seu relato e opiniões são muito importantes para o aperfeiçoamento deste material e nos auxiliarão no processo de construção de um relacionamentointegrado entre o programa educativo e suas demandas pedagógicas.Nome:Endereço pessoal:Tel. Res.:Tel. Cel.:e-mail:Nome da escola:Publica ( ) privada( )Telefone:e-mail:séries com as quais trabalha:Horário em que dá aulas:Outras instituições em que trabalha:Conte um pouco sobre você:Há quantos anos é professorVocê já participou de alguma ação do programa educativo do Oi futuro?Você participou de outros programas educativos, ou visitas culturais nos últimos 12 meses? Quais?Você já utilizou ou se beneficiou, em sala de aula, de algum material pedagógico que tenha sido elaborado para professores nessas visitas? De qualmuseu e,ou, exposição?Você tem equipamento disponível na escola para acessar a internet?Você costuma utilizar a internet como instrumento de pesquisa?Seus alunos tem possibilidades de utilizar equipamentos para acessar a internet na escola?Quais os recursos e equipamentos tecnológicos estão disponíveis na escola para serem trabalhos com seus alunos? Quais você costuma usar?
  24. 24. Agora, depois de ler o nosso caderno, faca sua analise e responda:Os ítens - Visão Geral e Glossário de arte contemporânea tem como objetivo ampliar o seu conhecimento do artista, sua obra, e seu contexto histórico.Qual sua avaliação sobre ele?Você acha que faltou algum conteúdo?Nos itens Diálogos com o artista e Texto de Consulta e Crítica, buscamos construir diálogos, relações conceituais e estéticas, entre artistas e linguagensartísticas.Qual sua avaliação sobre essas relações? Foram úteis para ampliar os conhecimentos adquiridos na visita?Você se beneficiou de alguma maneira com esses diálogos nas suas ações pedagógicas?Você planejou alguma aula para seu alunos com as idéias, conceitos e diálogos apresentados nesse item?Tem alguma sugestão?O que você achou de nossas propostas pedagógicas para sala de aula?Utilizou alguma delas após a visita?O que sentiram falta no nosso material, para compreender e realizar essas propostas em sala de aula?O que poderia ser aperfeiçoado?As indicações de bibliografia e sites, tem como objetivo ampliar os conhecimentos para o seu trabalho como professor.Nossas indicações contribuíram para um maior aprofundamento em sua pesquisa pedagógica?Qual dessas fontes de pesquisa foi a mais utilizada? Livros ou internet?O que você gostaria de que fosse incluído em nosso material para enriquecer sua pesquisa?De maneira geral, o que você achou do material? Comentários e sugestões.Esta avaliação encontra-se disponível também em arquivo digital, é só solicitá-la através do email educativo-oifuturo@oi.com.br
  25. 25. Programa EducativoOrientação Pedagógica Keyna Mendonça Arte educadores Anita Sobar Rafaela Rafael Hugo Richard Paula Erber Educação Infantil Sandra Henrique Estagiários Débora Sabina Leonardo Batista Renata Fontes Freire Produção Elisangela Lima

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