Desenvolvimento com Menos Carbono - Presentation Transcript
ESTUDOS DO BANCO MUNDIAL SOBRE A
AMÉRICA L ATINA E O CARIBE
Desenvolvimento
com Menos Carbono
Respostas da América Latina ao
Desafio da Mudança Climática
RESUMO
Augusto de la Torre
Pablo Fajnzylber
John Nash
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Mapa 1. Temperaturas médias reais e modeladas, 1900–2000
Resumo 1
Fonte: Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, Quarto Relatório de Avaliação (2007).
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Figura 1. Liberações globais de CO2 observadas em comparação aos cenários de emissão e
às trajetórias de estabilização
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Fonte: Raubach et al, 2007. Emission trajectories corresponding to the main scenarios studied by the IPCC’s
Special Report on Emission Scenarios (2001).
Nota: Os detalhes de cada cenário podem ser encontrados na nota em anexo.8
2 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 3
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Figura 2. Redução da Geleira de Chacaltaya na Bolívia
Fonte: Fotografias de B. Francou e E. Ramirez, e de arquivo.
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Figura 3. Índice de desastres relacionados ao clima na América Latina e no Caribe em
relação ao restante do mundo (1970 = 100)
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Fonte: Cálculos da equipe do Banco Mundial com base no Emergency Events Database (EM-DAT): O Banco
de Dados sobre Desastres Naturais do Office of United States Foreign Disaster Assistance (OFDA)/Centre for
Research on the Epidemiology Disasters (CRED), da Universidade Católica de Louvain. 14
À medida que as mudanças climáticas se intensificam, há maior
probabilidade de ocorrerem conseqüências mais graves no futuro
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Mapa 2. Expectativa de riscos climáticos na ALC e medidas de concordância dos modelos,
2030
Mais dias secos Ondas de calor mais longas Maior intensidade de chuva Maior limite máximo
pluviométrico
Dias secos: concordância Ondas de calor: Intensidade das chuvas: Limite máximo
concordância concordância pluviométrico:
concordância
Fonte: Cálculos da equipe do Banco Mundial usando oito modelos globais de circulação atmosfera-oceano. Os
quatro mapas na parte inferior indicam a concordância entre as previsões dos diversos modelos. A
concordância é medida pelo número de modelos cujas previsões de alteração nas temperaturas ou nos
padrões pluviométricos têm o mesmo sinal.
Resumo 7
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Resumo 9
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Mapa 3. Áreas de alta concentração de anfíbios de acordo com os níveis de risco e de
suscetibilidade às mudanças climáticas
Fonte: União Mundial para a Natureza (IUCN, 2008).
…E os danos socioeconômicos também serão grandes
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Resumo 11
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Mapa 4. Estimativa de mudanças na agricultura e no valor do solo em 2080 (US$/hectare)
Fonte: Mendelsohn (2008).
Nota: Os resultados apresentados neste relatório referem-se a pequenas propriedades agrícolas em um
cenário que prevê um aumento de temperatura de 5° em 2100. Valores do solo em US$ por hectare.
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12 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 13
Mapa 5. Efeitos da mudança climática sobre a pobreza em municípios brasileiros
Fonte: Assunção e Chein (2008).
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14 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Tabela 1. Perdas cumulativas causadas por ciclones tropicais, histórico e projeções
(milhões de US$ em 2007)
Histórico das perdas a Perdas médias em 4 cenários
a cada 5 anos (2020–2025)
cada 5 anos
(1979–2006)
País/Região
México 8.762 91.298
América Central 2.321 6.303
Grandes Antilhas 6.670 28.037
Pequenas Antilhas 925 2.223
Total 18.678 127.861
Fonte: Cálculos dos autores a partir de Curry et al, 2008. Os números indicados são as médias dos quatro
cenários considerados.
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16 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
Figura 4. Estimativa do impacto da elevação do nível do mar sobre o PIB nos países da
América Latina e do Caribe
Fonte: Dasgupta et al (2007).
Tabela 2. Valor provável da perda de serviços econômicos dos recifes de coral, circa 2040–
2060 em US$ de 2008 (supondo que 50% dos corais no Caribe foram perdidos)
Baixa Estimativa Alta Estimativa
Proteção da costa 438 1.376
Turismo 541 1.313
Pesca 195 319
Biodiversidade 14 19
Uso farmacêutico 3.651 3.651
Total 4.838 6.678
Fonte: Toba (2008b).
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18 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Tabela 3. Número de casos adicionais de malária e dengue em cenários futuros dentro de
50 e 100 anos
Número de casos Número de casos
Doença Número histórico total adicionais em um adicionais em um
transmitida durante o período de período de 6 anos. período de 6 anos.
por um vetor 2000 a 2005 Cenário para 50 anos Cenário para 100 anos
p. falciparum 184.350 19.098 56.901
malária
p. vivax malária 274.513 16.247 48.207
Dengue 194.330 41.296 123.445
Total 653.193 76.641 228.553
Fonte: Cálculos dos autores.
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20 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Figura 5. Custos marginais da mitigação e danos marginais
Fonte: Elaboração própria.
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Resumo 21
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22 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 23
A necessidade de eficácia e eficiência sugere a participação dos países em
desenvolvimento
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24 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 25
Figura 6. Tendências históricas do PIB per capita e das emissões per capita de CO2
relacionadas à energia
Fonte: Cálculos da equipe do Banco Mundial usando dados de Angus Maddison e do Instituto de Recursos
Mundiais (WRI).
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26 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 27
Figura 7. Um possível esquema para a incorporação gradual dos países em
desenvolvimento
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CAPABILITY
Emission reduction targets
Limiting emission growth
Adoption of climate
friendly policies
No mitigation commitments
TIME
Fonte: Figueres (2008).
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28 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 29
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30 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 31
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32 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
Figura 8. Composição das emissões de GEE na ALC e em outras regiões do mundo
Países industrializados: Composição das
ALC: Composição das emissões de GEE
emissões de GEE
83,3%
46%
26%
- 1,6%
28% 18,3%
Outros GEE (agricultura, lixo, etc., excluindo CO2) Outros GEE (agricultura, lixo, etc., excluindo CO2)
Emissões da mudança no uso do solo (CO2) Emissões da mudança no uso do solo (CO2)
Emissões relacionadas à energia (CO2) Emissões relacionadas à energia (CO2)
Outros países em desenvolvimento: Mundo: Composição das emissões de GEE
Composição das emissões de GEE
59%
30% 45%
18%
23%
25%
Outros GEE (agricultura, lixo, etc., excluindo CO2) Outros GEE (agricultura, lixo, etc., excluindo CO2)
Emissões da mudança no uso do solo (CO2) Emissões da mudança no uso do solo (CO2)
Emissões relacionadas à energia (CO2) Emissões relacionadas à energia (CO2)
Fonte: Ferramenta de Indicadores para Análise Climática (Climate Analysis Indicators Tool – CAIT) do Instituto
de Recursos Mundiais (WRI).
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Resumo 33
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Figura 9. Coeficiente de emissões de GEE em relação à população e ao PIB (2000)
Emissões de GEE por PIB em US$ (tCO2e /mil US$-PPC)
Emissões de GEE per capita (2000, tCO2e por população)
15.9
2,8
13.6
10 1,9
9,1
6,9 1,4 1,4
1,0
4,6 0,9 0,9 0,8
4,1
4,0 3,4
3,5 0,7 0,7
0,6 0,6
2,8 2,6 2,8
2,6 0,6 0,4
0,5 0,5
2,0 0,4
1,2 1,7 0,4
1,7 1,6 0.3
1,3 0,2
0,9 0,2
0,6 0,1
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GEE Total Energia Mudança no uso do solo Outras GEE Total Energia Mudança no uso do solo Outras
Renda baixa Renda média (excluindo ALC, China e Índia)
Renda baixa Renda média (excluindo ALC, China e Índia)
Renda alta ALC
Renda alta ALC
China e Índia Mundo China e Índia Mundo
Fonte: Ferramenta de Indicadores para Análise Climática (Climate Analysis Indicators Tool – CAIT) do Instituto
de Recursos Mundiais (WRI).
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34 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
Figura 10. Decomposição das mudanças nas emissões de CO2 associadas à energia
(1980–2005)
410% 272%
64%
310%
210% 128%
141%%
309%
25% 69%
80%
70%
110% 96% 31%
58%
19%
80% 82%
44% 51% 23%
10% 12% -9% 15% -6%
4% -9%
-17%
-12% -95%
-25% -35%
-35%
-90%
-190%
Renda baixa Renda média Renda alta ALC China e Índia Mundo
(excluindo ALC,
China e Índia)
Renda per capita (PIBpc) População
Intensidade de carbono (CO2/TPES) Intensidade de energia (TPES/PIB)
Fonte: Consumo Primário de Energia: Energy Information Administration, International Energy Annual 2005;
CO2: Agência Internacional de Energia e Marland et al (2007); PIB (ajustado pela PPC) e população:
Indicadores do Desenvolvimento Mundial (WDI). Nota: TPES - Suprimento básico total de energia –
aproximado pelo consumo primário de energia.
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Resumo 35
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36 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Figura 11. Emissões de GEE per capita em países selecionados na ALC (2000)
Emissões de GEE per capita (2000, tCO2/pc)
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15,8
13,4
15
10,1 9,9 9,9 9,6
8,1 8
7,9
10 7,5
7,3 7,2 7,0 6,8 6,6 6.4
5,9 6
5,5 5.4
5,1
4,8 4,1 4
3,2
2,7 2,7
5 2,5
2,4
1,5 1 1.0
0
Bolívia Venezuela Brasil Peru Argentina Equador Guatemala México Restante da ALC Colômbia Chile
-5
-10
Total de emissões de GEE p/c (CO2, CH4, N2O, PFCs, HFCs, SF6) Emissões de CO2 p/c da mudança no uso do solo Total de emissões de GEE p/c, excluindo a mudança no uso do solo
Fonte: Ferramenta de Indicadores para Análise Climática (Climate Analysis Indicators Tool - CAIT, Versão 5.0)
e Indicadores do Desenvolvimento Mundial (WDI).
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Resumo 37
Figura 12. Crescimento das emissões de GEE e coeficiente em relação ao PIB
Emissões de GEE não relacionadas à energia: crescimento (1990-2000)
Emissões de CO2 relacionadas à energia: crescimento (1990-2004)
e coeficiente de emissões-PIB (2000)
e coeficiente de emissões-PIB (2004)
-300 200 700 1200 1700 2200 2700
Belize
1300
Honduras
El Salvador
Crescimento das emissões de de CO2
Guatemala
Crescimento das emissões de CO2
1300
0,800
Panamá Bolívia
Costa Rica
República Dominicana
Chile
Trinidad e Tobago
Paraguai
Haiti
Nicarágua 0,300
0,800
Equador Argentina
México Paraguai
Colômbia
Venezuela
Haiti El Salvador
Brasil Jamaica
Chile República Dominicana
Uruguai
-0,200
Peru Trinidad e Tobago
Belize
Antígua e Barbuda Suriname Guatemala
0,300 Peru
Honduras
Jamaica Costa Rica Nicarágua
Guiana
México
Equador
Guiana
Panamá
Argentina Brasil
-0,700
Colômbia
Venezuela
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-0,200
-1200
0 100 200 300 400 500 600 700
CO2/PIB
CO2/PIB
Fonte: Ferramenta de Indicadores para Análise Climática (Climate Analysis Indicators Tool - CAIT, Versão 5.0)
e Indicadores do Desenvolvimento Mundial (WDI).
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38 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 39
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40 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 41
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42 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
Quadro 1. A demanda por automóveis cresce rapidamente na América Latina
O crescimento da classe média tem contribuído para o aumento da demanda por
veículos privados. Em 2005, um estudo feito em São Paulo com famílias de baixa renda
64
em locais onde antes existiam favelas mostrou que 29% delas possuíam um carro. Ao
longo dos anos, o aumento da eficiência e competitividade da indústria produziram um
lento declínio no preço dos veículos, que se tornaram mais acessíveis a maiores grupos
de pessoas. Este processo foi facilitado pela importação de automóveis baratos da Ásia
e à expansão do mercado de carros usados. Na América Latina, as vendas de carros
estão batendo recordes e a expectativa é de que continuem a gerar sólidos ganhos
estimulados pelo crescimento econômico. O Brasil e o México são os maiores mercados
de veículos, mas o do Peru é o que mais avança na região. Durante os três primeiros
trimestres de 2006, as vendas no Peru aumentaram 41%. As tendências mais recentes
mostram que no mundo inteiro os fabricantes estão desenvolvendo veículos robustos e
baratos, anunciados especificamente e com sucesso para as classes média e média-
baixa. Por exemplo, na cidade de São Paulo a frota está crescendo a uma taxa de 7,5%
ao ano, com vendas em torno de 1000 novos carros ao dia. Esse fato acelerou a taxa de
motorização em cidades que já estão congestionadas, causando uma rápida
deterioração dos sistemas e da infra-estrutura de transporte existentes. Isso resultou na
degradação da qualidade do ar, em numerosas mortes e vítimas do tráfego, em milhões
de horas de produtividade perdidas, em um maior consumo de combustível e no
conseqüente agravamento das emissões de GEE. De acordo com a revista Time, São
65
Paulo tem os piores engarrafamentos de tráfego do mundo. Em 2008, o índice
acumulado de engarrafamentos atingiu em média mais de 190 km durante as horas de
maior movimento e, no dia 9 de maio, alcançou o recorde ainda não superado de 266
km, o que significa que 30% das estradas monitoradas estavam obstruídas.
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Resumo 43
Quadro 2. Análise do custo-benefício das medidas de atenuação no setor de transporte do
México
Uma análise das opções de atenuação das emissões relacionadas aos transportes no
México mostra os seus diversos benefícios complementares, entre os quais a economia
financeira e de tempo, assim como a melhoria do meio ambiente local. Entre as ações
que podem proporcionar o mais alto grau de redução de GEE no País estão os
programas de inspeção e manutenção de veículos, o planejamento otimizado dos
transportes, padrões de eficiência para os veículos (Corporate Average Fuel Economy,
CAFE) e políticas de densificação (veja a figura abaixo neste quadro). Os benefícios
econômicos resultantes dessas intervenções incluem vantagens financeiras quando
comparadas aos meios de transporte alternativos; economia de tempo para os
indivíduos, por exemplo, pela redução dos congestionamentos de trânsito; e melhoria da
saúde devido à menor taxa de poluição (tanto para as pessoas que viajam
constantemente quanto para os habitantes locais) — o que leva um custo negativo de
muitas intervenções para reduzir as emissões de GEE que foram avaliadas. Como é
comum nesses estudos, outras despesas importantes difíceis de estimar não são
quantificadas, como aquelas assumidas para implementar sistemas de monitoramento,
solucionar a falta de informação, ou as decorrentes de mudanças nas normas e políticas.
No entanto, esses gastos foram calculados de modo qualitativo por especialistas em
transporte que os consideraram “superáveis”.
Potencial de Atenuação e Benefícios no Setor de Transportes do México –
Incluindo Ganhos de Eficiência e Economia de Tempo, mas Excluindo os Custos
Regulatórios e de Monitoramento
400
Magnitude da redução M+CO2e
Custo por tonelada de redução (US$)
300
200
100
0
Transporte Sistemas de Empresas Densificação Optimização do Verificação Ferrovia de carga CAFE
Não motorizado transporte de integração das áreas transporte público de veículos
de massa urbanas
-100
-200
-300
Nota: As opções de redução das emissões, em ordem decrescente de seu potencial são:
transporte não motorizado, sistemas de transporte público de massa, integração das empresas de
transporte, densificação das áreas urbanas, otimização das rotas de transporte público, inspeção
de veículos (incluindo a verificação do seu grau de poluição), transporte rodoviário de carga e
padrões de eficiência dos veículos.
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44 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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46 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
Tabela 4. Maior Potencial Hidrelétrico na América Latina e no Caribe (MW, % desenvolvido)
Potencial da capacidade
instalada planejado para
2015
Capacidade
instalada em
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Brasil 260.000 67.792 101.174 39
Colômbia 93.085 8.893 9.725 10
Peru 61.832 3.032 3.628 6
México 53.000 9.650 12.784 24
Venezuela 46.000 12.491 17.292 38
Argentina 44.500 9.783 11.319 25
Chile 25.165 4.278 5.605 22
Equador 23.467 1.734 3.535 15
Paraguai 12.516 7.410 9.465 76
Guiana 7.600 5 100 1
Costa Rica 6.411 1.296 1.422 22
Guatemala 5.000 627 1.400 28
Honduras 5.000 466 1.099 22
Panamá 3.282 833 1.300 40
Total 646.858 128.290 179.846 28
Fontes: a. Potencial: estimativas da OLADE. SIEE Energy Statistics, 2006. Capacidade instalada em 2015 com
base nos planos de expansão nacionais de 2006. EIA: Capacidade instalada em 2004.
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Resumo 49
Quadro 3. Incorporação da Volatilidade dos Preços de Combustíveis ao Planejamento e
Investimento em Eletricidade
A geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, usando energia hidrelétrica ou eólica, por
exemplo, caracteriza-se pela disponibilidade local do recurso, pelo alto custo de capital e por
gastos operacionais baixos e estáveis. Esses atributos diferem daqueles das usinas
termoelétricas, que implicam em um menor custo de capital e maiores despesas operacionais,
principalmente com combustíveis. Enquanto as futuras cotações do petróleo são sempre incertas,
os níveis atuais da volatilidade de preços não tem precedentes, conforme foi demonstrado pela
queda de US$150 para US$50 no valor do barril em 2008. Essa instabilidade aumenta o risco
associado ao preço da eletricidade de uma usina termoelétrica. Os planejadores de sistemas de
energia vêm tentando acomodar a volatilidade de preços usando em seus cálculos diferentes
níveis de cotação do petróleo, do gás e do carvão. Embora esses métodos produzam estimativas
pontuais do risco de um determinado projeto ou da sensibilidade de uma carteira de projetos de
geração ao nível dos preços do petróleo, eles não abordam a questão do risco causado pela sua
instabilidade. Novas técnicas estão sendo desenvolvidas para considerar o valor de uma opção
com preço mais elevado porém estável, comparada a outra mais barata porém mais volátil.
Essas técnicas permitem aos analistas estabelecer compensações específicas entre, de um lado o
custo de investimento e o retorno de uma opção de geração e, de outro lado, o risco
correspondente. Essa compensação entre risco e retorno também pode enfatizar o papel das
energias renováveis que não utilizam combustível entre as opções de geração de eletricidade de
modo geral. Ao combinar a poder dos modelos tradicionais de expansão da geração de energia
com as novas técnicas de análise de carteira, é possível avaliar a os riscos e retornos relativos de
uma ampla gama de carteiras de projetos de geração e quantificar as suas diferenças. O uso
desses métodos permite que o planejador do sistema ou o analista de investimento examine os
riscos da participação de modo mais sistemático do que no passado. Um novo protótipo de
instrumento de otimização de carteira foi desenvolvido em um projeto Accounting for Fuel Price
Risk in Power Systems Planning [Considerando o Risco de Preço dos Combustíveis no
Planejamento dos Sistemas de Energia], financiado pelo Programa de Apoio à Gestão do Setor
Energético (ESMAP, na sigla em inglês).
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Quadro 4. Ao avaliar o impacto dos biocombustíveis sobre as emissões, a mudança no uso
do solo é essencial
A substituição dos derivados do petróleo por biocombustíveis reduz as emissões dos veículos na
medida em que os segundos compensam os GEE liberados na sua queima, seqüestrando carbono
no processo de cultivo de suas matérias-primas (a cana de açúcar, por exemplo). Após considerar
de modo adequado esse fator e outros efeitos do “ciclo de vida” dos biocombustíveis (as emissões
ocorridas durante o cultivo e processamento de matérias-primas), estima-se que as emissões de
GEE atribuídas diretamente à produção e queima do etanol brasileiro da cana-de-açúcar sejam
70% a 90% menores que as da gasolina. Por outro lado, a diminuição de GEE gerados pelo etanol
81
de milho nos Estados Unidos está na faixa de apenas 10% a 30%.
Mas a história não termina aqui. A terra utilizada para produzir as matérias-primas destinadas à
fabricação de biocombustíveis como, por exemplo, o milho, pode ter sido desviada de outras
culturas ou de algum outro uso corrente. Se a terra para o cultivo do milho tiver sido convertida de
outras finalidades (florestas, campos e pastagens), os GEE serão liberados quando o solo for
modificado e a vegetação que for retirada – e que está seqüestrando carbono - seja queimada ou
se desintegre. Ao avaliar os impactos dos biocombustíveis, essa liberação única de GEE é
semelhante a um investimento inicial que deve ser “recuperado” ao longo do tempo pelo fluxo
contínuo de redução nas emissões gerado pela substituição da gasolina por biocombustíveis.
Se a terra para produzir mais milho for retirada de outras culturas, esse processo poderá reduzir a
oferta e aumentar os preços desses produtos. O preço mais alto causa uma retração no consumo
em alguma medida e também estimula os outros agricultores a aumentar a sua produção. Esse
incremento na oferta pode ser gerado pela troca de ainda outras culturas e/ou da conversão de
terras não agrícolas. Na medida em que o solo é convertido, ocorre o efeito de liberação de GEE
descrito acima.
O primeiro aumento na produção de milho inicia assim uma reação em cadeia nos mercados
agrícolas, resultante da mudança no uso do solo. Como os mercados globais são muito
integrados, as alterações originais na cotação do milho repercutem no mundo inteiro e, por isso, as
mudanças indiretas no uso do solo podem ocorrer em qualquer local e não apenas no país onde a
matéria-prima para a fabricação do biocombustível é cultivada. Uma avaliação geral do impacto
dos biocombustíveis sobre a redução de GEE também precisa considerar as emissões geradas
pelas mudanças diretas e indiretas no uso do solo.
Esse tipo de alteração indireta no uso do solo é especialmente difícil de avaliar e, por causa dessa
complexidade, é negligenciada nos exames de sustentabilidade dos biocombustíveis. No entanto,
as suas implicações são enormes. Por exemplo, conforme foi mencionado acima, a análise do
ciclo de vida indica uma economia anual em torno de 20% nas emissões de CO2 em relação ao
petróleo, quando o etanol é derivado do milho nos Estados Unidos. No entanto, um estudo recente
52 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
estima que a conversão do solo nos EUA e em outros países para produzir mais milho pode
resultar, de fato, na duplicação das emissões de GEE em um período de 30 anos e em uma
82
elevação desses gases na atmosfera durante 167 anos. Usando um modelo global, o estudo
projetou a expansão das terras agrícolas para todas as grandes culturas de clima temperado e de
cana-de-açúcar e para a pecuária, como resultado do aumento de 56 bilhões de litros em 2016 na
produção de etanol derivado do milho nos EUA. De acordo com esse modelo, o desvio resultante
de 12,8 milhões de hectares de terras agrícolas nos Estados Unidos disponibilizaria uma área
adicional de 10,8 milhões de hectares para o cultivo, dos quais 2,8 milhões estão no Brasil, 2,3
83
milhões na China e na Índia, e 2,2 milhões nos EUA, com um impacto sobre as emissões que
varia segundo o tipo de solo a ser convertido. Excluindo a mudança indireta no uso do solo, a
cana-de-açúcar brasileira deverá reduzir as emissões em 86% (com um período de retorno do
investimento em carbono de apenas quatro anos) se a conversão para o plantio da cana-de-
açúcar abranger somente pastagens tropicais. Uma avaliação nesse estudo coincide com a
conclusão de outras análises de que os biocombustíveis derivados de resíduos sólidos promovem
um equilíbrio de carbono mais favorável, e questiona a viabilidade da redução nas emissões por
84
meio do cultivo de matérias-primas específicas mesmo em terras marginais. Essas afirmações
relacionadas ao custo ambiental e à mudança no uso do solo são corroboradas por avaliações que
calculam o tempo de retorno do carbono na conversão de tipos de solo específicos, o que indica
85,86.
que o etanol brasileiro de cana-de-açúcar é claramente o mais eficiente sob esse aspecto
(veja a figura neste quadro).
(continua na próxima página)
Resumo 53
Quadro 4 (continuação)
Years needed to repay Biofuel Carbon Debt from Land Conversion (*)
(Ethanol from Corn or Sugarcane, Biodiesel from Soybean or Palm Oil)
(*) Years needed for lower biofuels
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Brazil Sugarcane Ethanol in Wooded Cerrado
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Indonesia/Malaysia Palm Biodiesel in Peatland Rainforest
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Como o investimento e o retorno ocorrem em períodos de tempo diferentes, alguns afirmam
que os fluxos de retorno dos investimentos precisam ser descontados, o que pode reduzir
um pouco os períodos de retorno do carbono, mas a escolha de uma taxa de desconto
87
adequada gera controvérsias políticas e poucas análises abordaram a questão. Um
estudo recente aplicou uma ampla gama de taxas de desconto para avaliar o período de
retorno, usando diversos tipos de solos convertidos para fabricação de etanol nos Estados
Unidos e no Brasil, e indicou um custo-benefício favorável para alguns tipos de terras pouco
88
produtivas no Brasil, adotando-se qualquer uma das taxas de desconto consideradas.
Ao avaliar os impactos sobre o total de emissões da produção de biocombustíveis em vários
países, uma questão importante é saber o tamanho da área que deve ser desviada de
outras culturas ou convertida para produzir cada galão de biocombustível. A produção por
hectare no caso do etanol de cana-de-açúcar fabricado no Brasil é duas vezes maior que a
89
do etanol de milho produzido nos Estados Unidos. Esse fato levou à estimativa de que, se
90
o etanol fabricado nos EUA fosse produzido no Brasil, seriam necessários apenas 6,4
milhões de hectares ao invés de 12,8 milhões de hectares, o que resultaria em uma menor
pressão para a mudança indireta do uso do solo e a uma maior redução nas emissões
dessa fonte. No entanto, a possibilidade de o etanol brasileiro derivado da cana substituir a
produção menos eficiente de outras fontes é limitada pelos grandes obstáculos atuais à
importação do produto nos Estados Unidos e em outros países de renda alta. A redução
dessas barreiras comerciais à importação do etanol brasileiro poderia levar a substanciais
economias no custo de sua produção no mundo e a um menor nível de conversão do solo.
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60 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
Quadro 5: Projetos Relacionados à Mudança Climática na América Latina e no Caribe
Os atuais projetos implementados em alguns países se concentram no fortalecimento da
capacidade e na produção de conhecimento para avaliar as vulnerabilidades e os riscos
associados à mudança climática, especialmente aqueles pertinentes aos ecossistemas. Alguns
exemplos dessas atividades, que estão sendo realizadas em parceria com as universidades e
institutos de pesquisa locais, incluem:
• Expansão da rede de monitoramento dos recifes de coral por meio da instalação de
uma estação de alerta prévio para os recifes de coral (CREWS, na sigla em inglês),
na Jamaica, e a atualização das estações de monitoramento do nível do mar em 11
países do Caribe.
• Criação de cenários de projeções climáticas no Caribe, que se concentrem na
adaptação dos modelos globais de mudança climática existentes, para desenvolver
modelos locais reduzidos dinâmica e estatisticamente adequados, que sejam
relevantes para a região. Os resultados desse esforço serviram como subsídio na
preparação das estratégias de adaptação nacionais.
• Aplicação dos dados do Earth Simulator (Simulador da Terra) do Instituto de Pesquisa
Meteorológica do Japão para o desenho de mapas de vulnerabilidade das bacias nos
Andes tropicais (Bolívia, Equador e Peru). Essa iniciativa está sendo complementada
com a instalação de uma rede de monitoramento com oito estações meteorológicas
em montanhas elevadas, para medir o processo gradual de retração das geleiras e
desenvolver um sistema de monitoramento do clima, com o objetivo de analisar o
ciclo do carbono e da água nos ecossistemas dos Andes tropicais (os páramos).
• Desenvolvimento de uma metodologia para avaliar os impactos de furacões mais
intensos sobre os pântanos costeiros, e quantificar os seus efeitos no caso do
México.
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Quadro 6. Fundos Sociais e Desastres Naturais:
O Exemplo do Fundo Hondurenho de Investimento Social e o Furacão Mitch
Apesar de o furacão Mitch ter vitimado milhares de hondurenhos, desabrigado um milhão de
pessoas e infligido danos equivalentes a dois terços do PIB, houve um aumento moderado na
pobreza durante o período de recuperação.
Essa notável realidade pode ser atribuída à eficácia do Fundo Hondurenho de Investimento Social
(FHIS), um programa público criado em 1990 para financiar investimentos de pequena escala nas
comunidades pobres. Originalmente concebido como um antídoto aos efeitos adversos das
políticas de ajuste estrutural, o FHIS se tornou rapidamente uma espécie de programa de resposta
emergencial, depois que o Mitch devastou o País em 1998.
O FHIS impediu com êxito que o desastre agravasse a pobreza, estimulando a atividade
econômica e restaurando os serviços sociais básicos. Passados 100 dias do furacão, o programa
aprovou recursos no valor de US$40 milhões para 2100 projetos comunitários e, no final de 1999,
o Fundo investiu em 3400 projetos, ou seja, quatro vezes o número de investimentos, comparado
a um período anterior ao furacão. Os projetos priorizaram a retirada dos escombros e o conserto e
reconstrução do encanamento de água, dos sistemas de saneamento, das estradas, pontes,
centros de saúde e escolas, acelerando assim a recuperação nacional e gerando cerca de
100.000 empregos por mês nos três meses seguintes à crise.
A estrutura descentralizada e a flexibilidade do FHIS permitiram a sua resposta ágil e decisiva.
Com base nas sólidas parcerias estabelecidas anteriormente com os municípios e as
comunidades, os diretores do Fundo instalaram 11 escritórios regionais temporários e delegaram
responsabilidades e disponibilizaram recursos imediatos, reduziram o número de etapas de 50
para 8 no ciclo dos subprojetos, definiram salvaguardas para garantir a prestação de contas e a
transparência, assim como o acesso efetivo ao financiamento da Associação Internacional para o
Desenvolvimento. De acordo com a conclusão de um artigo que analisa os resultados dos
programas, publicado sete anos mais tarde, o “FHIS demonstra que um fundo social pode
desempenhar um papel vital na rede de proteção social quando ocorrem desastres naturais”.
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Quadro 7. Apoio do FCPF às Soluções Personalizadas
O Fundo de Parceria para o Carbono da Floresta (FCPF) tem como objetivo fortalecer a
capacidade dos países em desenvolvimento, incluindo pelo menos 10 nações da América Latina e
do Caribe (Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Guiana, México, Nicarágua, Panamá,
Paraguai e Peru) para que se beneficiem com os futuros sistemas de incentivos positivos para as
atividades de REDD. Nesse contexto, os países recebem assistência técnica com vistas a adotar
ou aprimorar a sua estratégia nacional de redução das emissões geradas pelo desmatamento e a
degradação florestal.
Os documentos de projeto (Readiness Plan Idea Notes) apresentados até agora pelos países da
região que participam do FCPF sugerem que a maioria de seus programas e atividades planejados
para reduzir as emissões do desmatamento e da degradação se enquadra nas seguintes
categorias: (a) políticas e normas econômicas gerais; (b) políticas e normas para o setor florestal;
Resumo 79
(c) mecanismos econômicos para a conservação de florestas; (d) programas de desenvolvimento
rural; e (e) programas sociais.
Os exemplos de políticas e normas econômicas gerais para as atividades de REDD compreendem
a vontade da Guiana de promover práticas menos destrutivas nas áreas de mineração e
construção de estradas, e os esforços do México para integrar a conservação de florestas aos
segmentos de agricultura e transporte.
As políticas e normas para o setor florestal constituirão provavelmente a maior parte dos
programas e atividades de REDD na região. A Argentina, o México e a Nicarágua estão
estabelecendo práticas alternativas de manejo florestal que incentivam a criação de oportunidades
econômicas para as comunidades que dependem da floresta. A Bolívia e o México estão
promovendo atividades florestais comunitárias. A Colômbia e a Guiana preferem a extração de
maneira de baixo impacto. A Costa Rica, a Guiana, o México, a Nicarágua e o Panamá oferecem
incentivos para reflorestamento e plantação de árvores com o objetivo de mitigar a pressão sobre
as florestas naturais. A Costa Rica e o México consideram a possibilidade de reforçar a
conservação e o manejo dos seus sistemas de áreas protegidas. Diversos países enfatizam a
necessidade de melhorar a aplicação da lei florestal. O Paraguai está empenhado na
descentralização do manejo florestal visando delegar poder aos governos locais na área de
conservação e uso sustentável dos recursos florestais. A Guiana recorre à identificação e
rastreamento da madeira para reduzir a extração ilegal.
Diversos tipos de mecanismos econômicos para a conservação de florestas estão sendo utilizados
ou elaborados nos países da América Latina e do Caribe. A Costa Rica e o México continuarão a
se valer de pagamentos por serviços ambientais em troca de proteção, reflorestamento e
regeneração florestal, e a Colômbia poderá começar a fazê-lo. A Guiana vem utilizando as
concessões de florestas. O Panamá poderá ampliar a sua experiência com as trocas de dívida por
conservação da natureza. A Bolívia está analisando a possibilidade de fazer experiências com as
permissões negociáveis de desmatamento.
Quanto aos programas de desenvolvimento rural, a Bolívia admite a necessidade da adoção de
sistemas silvo-pastorais como uma alternativa mais eficiente e menos destrutiva para a pecuária e
o desenvolvimento de atividades geradoras de renda nos altiplanos, com o objetivo de reduzir a
migração para as terras baixas da região Amazônica. A Guiana propõe estimular o ecoturismo, o
artesanato que utiliza produtos florestais não derivados da madeira, a aqüicultura e a eletrificação
rural. O Panamá aperfeiçoará a administração agrária e continuará promovendo projetos de
investimento no nível subnacional para melhorar os meios de subsistência rurais, enquanto o Peru
está implementando vários projetos-piloto de REDD visando identificar atividades que também
contribuam à redução da pobreza.
Finalmente, diversos países da América Latina e do Caribe estão propondo uma ampla gama de
programas sociais para gerar benefícios diretos ou indiretos em termos de REDD. A Argentina
sugere a concessão de direitos de propriedade de florestas para os índios e as comunidades
rurais com o objetivo de interromper o deslocamento interno dos povos indígenas. A Bolívia deseja
promover o uso sustentável dos recursos florestais não derivados da madeira, e dos serviços da
fauna e do meio ambiente pelas comunidades rurais e as populações indígenas, de acordo com os
seus conhecimentos, usos e costumes. A Guiana mobilizará as comunidades ameríndias para
utilizar as suas terras tituladas de modo sustentável. O Panamá deverá se apoiar no Programa de
Desenvolvimento Rural Sustentável que está sendo implementado na região indígena de Ngöbe
Buglé, com o objetivo de reduzir a pobreza e o desmatamento a ela relacionado.
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Quadro 8. Pagando para Proteger as Florestas por meio do ProÁrbol no México
Em 2003, o México instituiu um programa de remuneração por serviços hidrológicos ambientais.
Esta iniciativa se transformou em um amplo esquema de pagamento pelos serviços ambientais
prestados pelas florestas que, por sua vez, faz parte de um programa de apoio às florestas, o
ProÁrbol. Desde o início de 2008, cerca de 1,4 milhão de hectares estão sujeitos a contratos de
preservação, com expansão prevista para acima de 2 milhões de ha. O programa remunera os
proprietários de terras pela conservação das florestas, sobretudo pelos serviços que prestam na
gestão dos recursos hídricos. Os pagamentos são posteriores à constatação de que a
conservação foi efetivamente realizada. Os contratos têm período de duração de 5 anos e sua
renovação é condicional. Os participantes recebem remunerações em torno de US$40/ha/ano para
as florestas nubladas e de US$30/ha/ano para os outros tipos de matas. Embora o programa
tenha apresentado uma rápida evolução, o seu direcionamento foi inicialmente deficiente. Nos
últimos anos, foram realizados muitos esforços para melhorar a sua focalização, por meio do
estabelecimento de critérios claros de priorização. Estão sendo implementadas também iniciativas
para diversificar o programa, substituindo a sua atual abordagem baseada numa receita única, de
forma a adaptá-lo melhor às diferentes condições locais encontradas nas diversas partes do país.
Quadro 9. Bancarização da Conservação para Reduzir o Desmatamento e Proteger a
Biodiversidade
Outra inovação para reduzir o desmatamento na região é a oferta do Presidente Jagdeo, da
Guiana, de ceder a administração de toda a cobertura de floresta tropical de seu país, com mais
de 18 milhões de hectares que ocupam uma área superior a 80% de sua superfície, ao governo
britânico como contrapartida à sua assistência econômica. Embora a proposta ainda esteja em
discussão, o governo e a Reserva Florestal Iwokrama, com uma área de 371.000 ha, negociaram,
segundo informações, um contrato mais limitado com o grupo de investimento Canopy Capital.
Acordos semelhantes firmados em outros países emergentes abrangeram um investimento da
Merril Lynch no valor de US$9 milhões, em Sumatra, na expectativa de possíveis lucros
provenientes da venda de créditos de carbono, e um esquema bancário de conservação da fauna,
Resumo 81
na Malásia, estabelecido por uma empresa de investimento australiana, New Forests, que espera
receber um retorno de 15% a 25% com a venda de “créditos de biodiversidade”. Esses exemplos
enfatizam o potencial das florestas de gerar recursos financeiros mesmo fora do mercado de
carbono.
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Figura 13. As economias de tempo resultantes do TransMilenio são desproporcionalmente
maiores para os pobres
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90 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
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Resumo 91
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Tabela A1. Importância relativa do potencial de mitigação das liberações de GEE
relacionadas ou não à energia, com base nas taxas de crescimento das emissões e no
114
coeficiente emissões-PIB.
Mudança no uso Emissões Total de emissões
Emissões da energia do solo diferentes de CO2 de GEE em 2000
(Mt/CO2e)
(CO2)
(CO2)
Baixa Alta Alta 2.333
Brasil
Baixa Baixa 682
México Média
Média Baixa Baixa 384
Venezuela
Média Baixa Baixa 353
Argentina
Baixa Baixa Alta 274
Colômbia
Média
Baixa Alta 257
Peru
Alta Alta Alta 144
Bolívia
Alta Baixa Baixa 99
Chile
Alta Baixa Baixa 99
Equador
Média
Média Alta 84
Guatemala
Média
Alta Alta 66
Nicarágua
Média Alta Baixa 58
Panama
Média Alta Alta 54
Paraguaí
Média Alta Alta 39
Guiana
Média Alta 31
Honduras Média
Alta Baixa Baixa 30
República Dominicana
Média
Média Baixa 29
Trinidad e Tobago
Alta Alta 23
Belize Alta
Média Baixa Baixa 21
Costa Rica
Média Baixa Baixa 16
Jamaica
Baixa Baixa 16
Uruguai Média
Média Baixa 15
El Salvador Baixa
Baixa Baixa Alta 11
Haiti
Média Alta 4
Suriname ND
Baixa Alta 2
Antigua e Barbuda ND
Média ND 0,3
Granada ND
Baixa ND 0,2
Dominica ND
92 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
Tabela A2. Importância relativa do potencial de mitigação das liberações de carbono da
produção de energia com base nas taxas de crescimento das emissões e da energia, e no
115
coeficiente emissões-energia
Intensidade de Energia: Transporte: Indústria e
energia (por Intensidade de Intensidade de Prédios:
US$ do PIB) carbono carbono Intensidade de
carbono
Brasil Média Média Baixa Média
México Média Média Baixa Média
Venezuela Alta Baixa Baixa Média
Argentina Média Média Média Média
Colômbia Baixa Baixa Baixa Média
Peru Baixa Média Baixa Média
Bolívia Alta Média Média Alta
Chile Baixa Média Média Alta
Equador Média Alta Média Média
Guatemala Alta Alta Alta Média
Panamá Baixa Alta Alta Média
Paraguai Média ND Alta Baixa
Honduras Média Alta Alta Média
Costa Rica Média Média Média Baixa
Uruguai Baixa Baixa Média Baixa
El Salvador Média Média Média Média
Haiti Alta Baixa Média Média
Tabela A3. Importância relativa do potencial de mitigação das emissões não relacionadas à
116
energia com base nas taxas de crescimento das emissões e no coeficiente emissões-PIB
Agricultura Lixo Outras emissões
diferentes de CO2
Brasil Alto Baixo Baixo
México ND Médio Médio
Venezuela Baixo Médio Médio
Argentina Baixo Baixo Médio
Colômbia Alto Alto Médio
Peru Baixo Alto Médio
Bolívia Alto Alto Baixo
Chile Baixo Baixo Baixo
Equador Baixo Alto Médio
Uruguai Alto Baixo Baixo
Resumo 93
Figura A1. Taxas de crescimento das emissões e coeficiente emissões-PIB
Emissões de GEE não relacionadas à energia: crescimento (1990-2000)
Emissões de CO2 da energia: crescimento (1990-2004)
e coeficiente de emissões-PIB (2000)
e coeficiente de emissões-PIB (2004)
-300 200 700 1200 1700 2200 2700
Belize
1300
Honduras
El Salvador
Guatemala
Crescimento das emissões de CO2
1300
0,800
Panamá Bolívia
Crescimento das emissões de CO2
Costa Rica
República Dominicana
Chile
Trinidad e Tobago
Paraguai
Nicarágua 0,300
0,800
Haiti
Equador Argentina
México Paraguai
Colômbia
Venezuela
Haiti El Salvador
Brasil Jamaica
Chile República Dominicana
Uruguai
-0,200
Peru Trinidad e Tobago
Belize
Antigua e Barbuda Suriname Guatemala
0,300 Peru
Honduras
Jamaica Costa Rica Nicarágua
Guiana
México
Equador
Guiana
Panamá
Argentina Brasil
-0,700
Colômbia
Venezuela
Uruguaii
-0,200
-1200
0 100 200 300 400 500 600 700
CO2/PIB
CO2/PIB
Energia: crescimento das emissões (1990-2005) e intensidade
Eficiência energética: nível (2005) e crescimento (1990-2005)
de carbono da energia (2005)
Honduras
5,10
0.20 Haiti El Salvador
Brasil Guatemala
Crescimento das emissões de CO2, 1990 - 2005
Bolívia
4,10
Crescimento (Energia/PIB), 1990 - 2005
0.10
Equador
Equador
Venezuela
Guatemala
El Salvador
3,10
Costa Rica Bolívia Panamá
0.00 Paraguai
Costa Rica
Brasil
2,10
México
Honduras
Uruguai
-0.10
Chile
Panamá Uruguay
1,10 Peru
Chile
Argentina
-0.20 Argentina
Mexico
Peru Colômbia
0,10
Haiti
Colômbia
Venezuela
-0.30
7.00 12.00 17.00 22.00 -0,90
0 0,50 1 1,50 2 2,50 3
Energia/PIB, 2005
Emissões/Energia, 2005
Outras emissões da energia: crescimento (1990-2005)
Transporte: crescimento das emissões (1990-2005) e intensidade de
e intensidade de carbono (2005)
carbono da energia (2005)
Crescimento das emissões de CO2, 1990 - 2005
Crescimento das emissões de CO2, 1990 - 2005
Guatemala
1,50 El Salvador
1,80 Costa Rica
Haiti
1,30
Bolívia
Panamá
El Salvador
1,10 Guatemala
1,30 Honduras
0,90 Brasil
Chile Haiti
Honduras
0,70 Colômbia
Chile
Paraguai Panamá Equador
0,80
0,50
Venezuela
Mexico
Bolívia
Ecuador
0,30 Argentina
Paraguai Peru
Uruguai
0,30 0,10
Brasil Peru
Costa Rica
Argentina
Venezuela
México
-0,10
Colômbia
-0,30
-0,20
0 0,50 1 1,50 2 2,50 3
2,45 2,55 2,65 2,75 2,85 2,95
Emissões/Energia, 2005
Emissões/Energia, 2005
94 Desenvolvimento com Menos Carbono: Respostas da América Latina ao Desafio da Mudança Climática
Emissões da agricultura diferentes de CO2: crescimento (1990-2000)
Emissões de CO2 da mudança no uso do solo: crescimento (1990-2000)
e coeficiente de emissões-PIB
e coeficiente de emissões-PIB (2000)
-800 -300 200 700 1200 1700 2200 2700
-0,297 1100
Bolívia
Jamaica
Chile
-0,298 0,900
Costa Rica
Crescimento das emissões de CO2
Equador Nicarágua
Crescimento das emissões de CO2
Brasil
-0,298 0,700
Colômbia
Peru Panamá
-0,299 Colômbia
0,500
Brasil
México Peru
Venezuela Uruguai
Guatemala Bolívia
Argentina
-0,299 Honduras 0,300
Guiana
0 100 200 300 400 500 600
Paraguai
Chile
-0,300 0,100
Belize
Argentina
Venezuela
El Salvador
Haiti
-0,300 -0,100
Equador
-0,301 -0,300
CO2/PIB CO2/PIB
Emissões de CO2 não relacionadas ao lixo: crescimento (1990-2000) e
Outras emissões diferentes de CO2: crescimento (1990-2000) e
coeficiente de emissions-PIB (2000)
coeficiente de emissões-PIB (2000)
0,320 Bolívia 50 250 450 650 850 1050
Antigua e Barbuda
Belize
0,270 0,950
Venezuela
Bolívia
Equador
Colômbia
0,750
0,220
Crescimento das emissões de CO2
Crescimento das emissões de CO2
Peru México
Guiana
Guatemala
0,550 Trinidad e Tobago
0,170
Haiti
Paraguai
Chile
Colômbia
Peru
0,350 Suriname
Brasil
Brasil Uruguai
0,120
Argentina
Argentina
0,150
Uruguai
México
Venezuela
0,070 Chile
El Salvador Nicarágua
Jamaica
-0,050 República Dominicana
Honduras
Equador
0,020
Panamá
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Costa Rica
CO2/PIB CO2/PIB
Resumo 95
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Resumo 105
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Resumo 117
xiste um crescente consenso na comunidade científica de que o
E aquecimento global é uma ameaça real e presente. Embora ainda
exista uma grande incerteza com relação à velocidade, magnitude e,
inclusive, sobre a direção das mudanças climáticas futuras, há evidências
de que seus impactos físicos e econômicos serão diferenciados regional-
mente. Sabe-se ainda que os países em desenvolvimento e as populações
com menor renda apresentam um maior grau de vulnerabilidade. Por essas
razões, é fundamental que os países da América Latina desenvolvam suas
próprias estratégias de adaptação e participem ativamente dos esforços
internacionais para mitigar esta ameaça global.
Desenvolvimento com Menos Carbono busca responder a uma série de
perguntas sobre as causas e as consequências da mudança climática no
caso da América Latina. Quais são os impactos prováveis da mudança
climática sobre os países da América Latina e do Caribe? Que países,
regiões e estratos sócio-econômicos poderiam ser mais afetados? De que
maneira os governos da região podem incorporar a questão da mudança
climática às suas políticas e aos seus programas? Que papel a América
Latina pode desempenhar na mitigação de um fenômeno que é de natureza
global? Como a comunidade internacional pode ajudar a América Latina a
responder a estes desafios? Ainda que o estudo não anseie por oferecer
respostas definitivas para estas perguntas, espera-se que as informações e
análises contidas neste documento permitam enriquecer os debates sobre
as políticas públicas mais adequadas nesta área, cuja importância para o
desenvolvimento da região é inegável.
ISBN 978-0-8213-7920-2
SKU 17920
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