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"O Open Access e os repositórios ao serviço das universidades dos seus membros", Eloy Rodrigues. Apresentação da Open Access Week @ Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal …

"O Open Access e os repositórios ao serviço das universidades dos seus membros", Eloy Rodrigues. Apresentação da Open Access Week @ Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal (http://oaw.ufp.edu.pt)

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  • 1. O Open Access e os repositórios ao serviço das universidades e dos investigadores
    Eloy RodriguesServiços Documentação da Universidade do Minho
    eloy@sdum.uminho.pt
  • 2. Antevisão da apresentação…
    Open Access /Acesso Livre
    O que é?
    Porquê?
    Como?
    Vantagens
    Os investigadores, as suas instituições e o Open Access
    Via verde para o auto-arquivo
  • 3. O que é o Open Access?
    Open Access, "Acesso Livre" (ou “Acesso Aberto”) significa a disponibilização livre na Internet de cópias gratuitas, online, de artigos de revistas científicas revistos por pares (peer-reviewed), comunicações em conferências, bem como relatórios técnicos, teses e documentos de trabalho.
  • 4. Essencial:
    Aos cerca de 2.5 milhões de artigos publicados por ano, a nível mundial, em cerca de 25,000 revistas com peer-reviewem todas as disciplinas académicas e cientificas.
    Acesso Livre a quê?
    Recomendável/Opcional:
    A comunicações, teses e dissertações, relatórios, workingpapers, artigos não revistos (preprints); monografias; etc.
    Não Aplicável:
    O Acesso Livre não se aplica a livros sobre os quais os autores pretendam obter receitas ou textos não académicos, como notícias ou ficção.
  • 5. Aumentar a visibilidade, o acesso, a utilização e o impacto dos resultados de investigação.
    Acelerar e tornar mais eficiente o progresso da ciência.
    Melhorar a monitorização, avaliação e gestão da actividade científica.
    Acesso Livre porquê?
  • 6. Acesso Livre porquê?
    Ao contrário de outros autores, os investigadores e académicos publicam os resultados do seu trabalho não para obterem rendimentos (direitos de autor, royalties, etc.), mas para obterem outro tipo de recompensa: impacto da publicação.
    Os investigadores são recompensados (progressão na carreira, financiamento dos seus projectos, prémios científicos, etc.), pela sua produtividade científica, que é avaliada não apenas pela sua dimensão (quantidade), mas sobretudo pelo seu impacto (qualidade).
  • 7. Impacto dos resultados de investigação…
    Amplitude = 36%-250%(Dados: Brody&Harnad 2004; Hajjemet al. 2005)
    Adaptação de gráfico cedido por: Alma Swan – Key Perspectives Ltd
  • 8. Gargouri Y, Hajjem C, Larivière V, Gingras Y, Carr L, et al. 2010 Self-SelectedorMandated, Open Access IncreasesCitationImpact for HigherQualityResearch. PLoS ONE 5(10): e13636. doi:10.1371/journal.pone.0013636
  • 9. Gargouri Y, Hajjem C, Larivière V, Gingras Y, Carr L, et al. 2010 Self-SelectedorMandated, Open Access IncreasesCitationImpact for HigherQualityResearch. PLoS ONE 5(10): e13636. doi:10.1371/journal.pone.0013636
  • 10. Duas vias para o Acesso Livre
    • Óptima (dourada): Publicar os artigos em revistas de acesso livre sempre que existam revistas adequadas para o efeito (presentemente cerca de 5500, ≃ 22% - ver www.doaj.org)
    • 11. Boa (verde): Publicar os restantes artigos nas revistas comerciais habituais (presentemente cerca de 20000, ≃ 78%) e auto-arquivá-los em repositórios da própria instituição(actualmente mais de 1700 – ver www.opendoar.org).
  • O que são Repositórios Institucionais?
    São sistemas de informação que armazenam, preservam, divulgam e dão acesso à produção intelectual de instituições de investigação. Ao fazê-lo intervêm em duas questões estratégicas:
    contribuir para o aumento da visibilidade e “valor” público das instituições, servindo como indicador tangível da sua qualidade;
    contribuir para a reforma do sistema de comunicação científica, expandindo o acesso aos resultados da investigação e reassumindo o controlo académico sobre a publicação científica.
  • 12. Os Repositórios no mundo…
  • 13. Via verde para o auto-arquivo!
    O copyright já não é um obstáculo importante ao desenvolvimento dos Repositórios Institucionais.
    Mais de 95% das revistas já permitem alguma forma de auto–arquivo/depósito em repositórios.
    http://romeo.eprints.org/stats.php
  • 14. Os repositórios aumentam a visibilidade dos resultados da actividade científica
    O Google integrou no seu motor de busca genérico características e funcionalidades até então apenas presentes no Google Scholar como:
    • O nome do (primeiro) autor
    • 15. Links para os artigos que o citam
    • 16. Links para artigos relacionados
    • 17. Links para outras versões
  • Apenas menos de 15% da produção científica institucional mundial é auto-arquivada espontaneamente hoje em dia em repositórios e páginas Web.
  • 18. Os repositórios são necessários, mas não são suficientes…
    • Estratégias de divulgação, promoção e formação são factores críticos para o sucesso na implementação de um repositório.
    • 19. A criação de serviços de valor acrescentado para os autores, que compensem o esforço de auto-arquivo, é também um aspecto importante.
    • 20. Mas o factor determinante é a implementação de políticas e mandatos de auto-arquivo que encorajem ou tornem obrigatório o depósito da produção científica dos membros das instituições nos seus repositórios.
  • Atitude dos autores face a um mandato de auto-arquivo
    (Dados: International Survey - “Would you comply with OA mandate?”)
  • 21. Em 2008…
    • 12 de Fevereiro de 2008
    A Faculdade de Artes Ciências da Universidade de Harvard estabelece uma política sobre as publicações científicas dos seus membros, que requer, para além do depósito dos artigos, a transferência do copyright para a Universidade.
    Each Faculty member grants to the President and Fellows of Harvard College permission to make available his or her scholarly articles and to exercise the copyright in those articles. In legal terms, the permission granted by each Faculty member is a nonexclusive, irrevocable, paid-up, worldwide license to exercise any and all rights under copyright relating to each of his or her scholarly articles (…). The policy will apply to all scholarly articles written while the person is a member of the Faculty (…).
    • 7 de Maio de 2008
    A Harvard LawSchool estabelece uma política sobre as publicações científicas dos seus membros semelhante à da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Harvard.
  • 22. Em 2008…
    • 20 de Agosto de 2008
    Projecto piloto de Comissão Europeia para assegurar a máxima disseminação e visibilidade dos resultados da investigação financiada pelo 7th Framework Programm (50 biliões de €). O projecto abarca cerca de 20% do 7th FP (10 biliões de €) em disciplinas como ciências da saúde, energia, ambiente, ciências sociais e tecnologias de informação e comunicação.
    “Grantrecipientswillberequired to depositpeerreviewedresearcharticlesor final manuscriptsresultingfromtheir FP7 projectsinan online repository. Theywillhave to maketheirbesteffort to ensureopenaccess to thesearticleswithineithersixortwelvemonthsafterpublication, dependingontheresearcharea.”
  • 23. Em 2009…
    • 18 de Março de 2009
    Mandato de Open Access para todo o MIT, aprovado por unanimidade
    The Faculty of the Massachusetts Institute of Technology is committed to disseminating the fruits of its research and scholarship as widely as possible. In keeping with that commitment, the Faculty adopts the following policy: Each Faculty member grants to the Massachusetts Institute of Technology nonexclusive permission to make available his or her scholarly articles and to exercise the copyright in those articles for the purpose of open dissemination. In legal terms, each Faculty member grants to MIT a nonexclusive, irrevocable, paid-up, worldwide license to exercise any and all rights under copyright relating to each of his or her scholarly articles, in any medium, provided that the articles are not sold for a profit, and to authorize others to do the same. The policy will apply to all scholarly articles written while the person is a member of the Faculty except for any articles completed before the adoption of this policy and any articles for which the Faculty member entered into an incompatible licensing or assignment agreement before the adoption of this policy. The Provost or Provost's designate will waive application of the policy for a particular article upon written notification by the author, who informs MIT of the reason.
    To assist the Institute in distributing the scholarly articles, as of the date of publication, each Faculty member will make available an electronic copy of his or her final version of the article at no charge to a designated representative of the Provost's Office in appropriate formats (such as PDF) specified by the Provost's Office.
    The Provost's Office will make the scholarly article available to the public in an open- access repository. (…)
  • 24. Já em 2010
    Abril de 2010
    Política de Acesso Livre da Universidade Aberta
    http://bit.ly/bKtb6x
  • 25. Já em 2010
    23 de Setembro de 2010
    Política de Acesso Livre da Universidade de Coimbra
    http://www.uc.pt/sibuc/openaccess/mandato
  • 26. Políticas e mandatos OA em Portugal
  • 27. Vantagem competitiva
    Fonte:Ranking Web ofWorldUniversities (Julho 2010) [ http://www.webometrics.info/rank_by_country.asp?country=pt ]
  • 28. Síntese da apresentação…
    O que podem fazer as instituições de investigação?
    Seguir as melhores práticas!
    • Criar/Manter repositórios institucionais
    • 29. Definir políticas institucionais
    • 30. Requerer o auto-arquivo das publicações dos seus membros nos repositórios
    • 31. Que publicações? obrigatoriamente a versão final dos artigos com peer-review (“postprint”), opcionalmente outras publicações e documentos
    • 32. Quando arquivar/depositar? Imediatamente após a aceitação para publicação.Os embargos devem aplicar-se ao acesso e não ao depósito

  • 33.
    Seguir as vias para o Acesso Livre!
    • Publicar, sempre que possível e adequado, os seus artigos em revistas de acesso livre;
    • 34. Publicar, os restante artigos nas revistas comerciais habituais e auto-arquivá-los em repositórios da própria instituição
    O que podem fazer os investigadores?
  • 35. Muito Obrigado
    Eloy Rodrigues
    eloy@sdum.uminho.pt