Geo 12 rochas sedimentares, arquivos históricos da terra

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Geo 12 rochas sedimentares, arquivos históricos da terra

  1. 1. GEOLOGIA - 11 Rochas sedimentares, arquivos históricos da Terra
  2. 2. O que nos contam as rochas sedimentares sobre o passado da Terra? http://aegsrv2.esci.keele.ac.uk/earthlearningidea/Flash/EE_SR.html 2 Nuno Correia 09/10
  3. 3. O estudo de sedimentos e de rochas sedimentares permite fazer a datação de muitas formações e reconstruir os ambientes antigos ou paleoambientes em que a génese destas rochas ocorreu. 3 Nuno Correia 09/10
  4. 4. Estratificação 4 Nuno Correia 09/10
  5. 5. • Princípio da horizontalidade original ... se não ocorrerem perturbações de natureza tectónica, uma camada é mais recente do que a que serve de base, e • Princípio da sobreposição mais antiga do que as camadas depositadas por cima. Excepções ao princípio da sobreposição :  séries sedimentares deformadas  terraços  intrusões magmáticas  depósitos subterrâneos 5 Nuno Correia 09/10
  6. 6. Séries sedimentares deformadas 6 Nuno Correia 09/10
  7. 7. Os terraços constituem excepções ao princípio da sobreposição 7 Nuno Correia 09/10
  8. 8. Depósitos subterrâneos 8 Nuno Correia 09/10
  9. 9. Intrusões Magmáticas 9 Nuno Correia 09/10
  10. 10. Descontinuidade 10 A velocidade e as condições de sedimentação variam ao longo do tempo e pode mesmo haver períodos de interrupção da sedimentação. Se as rochas afloram durante essa interrupção, podem ser erodidas. Se, posteriormente, a sedimentação, devido a nova imersão, prosseguir, forma-se um estrato que assenta numa superfície erodida. Essa superfície representa uma superfície de descontinuidade. Praia do Telheiro – Costa Vicentina. Pt Nuno Correia 09/10
  11. 11. Superfícies de descontinuidade 11 Nuno Correia 09/10
  12. 12. Lacunas estratigráficas 12 As grandes descontinuidades no registo geológico, marcadas pela ausência de camadas mais ou menos espessas, designam-se por lacunas estratigráficas. Nuno Correia 09/10
  13. 13. 13 Nuno Correia 09/10
  14. 14. Princípio da continuidade lateral 14 As camadas sedimentares podem ter grande desenvolvimento em extensão lateral, sobretudo em águas profundas. Noutras situações, porém, têm reduzidas dimensões, correspondendo a fenómenos localizados e de curta duração. Mesmo nestas circunstâncias, é possível, por vezes, estabelecer correlações de idade entre camadas localizadas em lugares eventualmente muito distanciados. Nuno Correia 09/10
  15. 15. 15 Se, por exemplo, se reconhece que as rochas, embora distanciadas, estão intercaladas em rochas idênticas, pode estabelecer-se uma correlação de idade. Nuno Correia 09/10
  16. 16. Princípio da identidade Paleontológica 16 O princípio da identidade paleontológica admite que os fósseis de determinados grupos aparecem numa ordem definida e que os estratos que possuem os mesmos fósseis têm a mesma idade. Nuno Correia 09/10
  17. 17. 17 Nuno Correia 09/10
  18. 18. Que fósseis permitem datar as 18 formações geológicas? Fóssil (substantivo masculino): Todo e qualquer vestígio identificável, corpóreo ou de actividade orgânica, de organismos do passado, conservado em contextos geológicos, isto é, nas rochas (do latim fossile < fossu, cavado, retirado do chão cavando). Fósseis de amonite jurássica Nuno Correia 09/10
  19. 19. Fósseis de idade 19 Em estratigrafia, um fóssil de idade ou fóssil característico é um grupo taxonómico, geralmente género ou espécie, utilizado para a definição de biozonas na datação relativa de formações geológicas. Nem todos os grupos de animais ou plantas que existiram ao longo da registo geológico apresentam características que permitam o seu uso como fóssil de idade. Para isso, o grupo tem que obedecer a um conjunto de pré-requisitos: 1 - Curto período de duração – um grupo só é característico de uma dada época geológica se tiver extensão estratigráfica restrita. 2 - Ampla distribuição geográfica – de forma a poderem ser encontrados em diversos locais e permitirem comparações e correlações entre formações geológicas distantes. 3 – Capacidade de reprodução – se a população de um grupo for elevada, aumentam as probabilidades dos seus fósseis ocorrerem no registo geológico com a frequência desejada. 4 – Estruturas fossilizáveis – a fossilização de um organismo depende em grande medida da presença de estruturas rígidas, como conchas, espículas ou ossos. Se um determinado grupo obedecer às três condições anteriores mas não possuir estruturas endurecidas, a probabilidade de vir a integrar o registo fóssil é bastante baixa e impede o seu uso como fóssil de idade. http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3ssil_de_idade Nuno Correia 09/10
  20. 20. http://webpages.fc.ul.pt/~cmsilva/Paleotemas/Fossilindex/Fossilindex.htm 20 Nuno Correia 09/10
  21. 21. 21 Nuno Correia 09/10
  22. 22. 22 Nuno Correia 09/10
  23. 23. 23 Nuno Correia 09/10
  24. 24. Fósseis de “Fácies” – indicador paleoecológico 24 A expressão “indicador paleoecológico” refere-se àqueles fósseis que são bons (que são melhores) a fornecer informações sobre parâmetos paleoambientais. Por exemplo, relativamente a ambientes marinhos: temperatura das águas, salinidade, profundidade, etc. Fácies é o nome dado ao conjunto das caracteristicas litológicas, paleontológicas e sedimentológicas das formações rochosas sedimentares (fácies sedimentares) onde ocorrem os fósseis. As fácies são determinadas pelos ambientes ecológicos de sedimentação do passado. Nuno Correia 09/10
  25. 25. Indicadores Paleoecológicos 25 Os equinodermes só existem em ambientes marinhos. Sempre que encontramos fósseis (bem representados) de equinodermes (de ouriços- do-mar, por exemplo) numa camada rochosa, então sabemos que os sedimentos que originaram aquela rocha se formaram num ambiente marinho típico. Fóssil (somatofóssil) da carapaça de ouriço-do- mar do género Clypeaster. Nuno Correia 09/10
  26. 26. 26 Nuno Correia 09/10
  27. 27. Fósseis de idade/Fósseis de Fácies 27 Fósseis de Idade Fósseis de Fácies Indicadores da idade dos estratos Indicadores dos paleoambientes Grande distribuição geográfica Pequena distribuição geográfica Pequena distribuição estratigráfica Grande distribuição estratigráfica Nuno Correia 09/10
  28. 28. Princípio da Intersecção 28 Aplica-se a estratos que são afectados por estruturas (por exemplo falhas, dobras e intrusões magmáticas),em que estes elementos são mais recentes do que as camadas que afectam. Nuno Correia 09/10
  29. 29. Intersecção 29 Praia de Lavadores, Gaia Nuno Correia 09/10
  30. 30. Intersecção 30 Praia de Lavadores, Gaia Nuno Correia 09/10
  31. 31. Princípio da inclusão 31 Aplica-se essencialmente a rochas compostas por fragmentos de outras rochas, como por exemplo, os conglomerados. Assim, a rocha que se forma, é mais recente do que as rochas que originaram os fragmentos que foram incluídos nos estratos. Nuno Correia 09/10
  32. 32. Inclusão 32 Praia de Lavadores, Gaia Nuno Correia 09/10
  33. 33. Inclusão 33 Praia de Lavadores, Gaia Nuno Correia 09/10
  34. 34. 34 Nuno Correia 09/10

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