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É com muita honra que o Núcleo de Filatelia de Faro organizou a Algarpex 2012, pois a mesma apresentou-se como um grande desafio para este jovem núcleo. Durante os nossos 6 anos de existência ...

É com muita honra que o Núcleo de Filatelia de Faro organizou a Algarpex 2012, pois a mesma apresentou-se como um grande desafio para este jovem núcleo. Durante os nossos 6 anos de existência muitas têm sido as iniciativas promovidas por nós, contudo nenhuma delas atingiu a dimensão da presente iniciativa. Nesta exposição teremos expostas 49 coleções, encontrando-se as mesmas dispersas por 4 locais: na estação de Correios do Carmo - Faro, no Hotel Faro, no Museu Municipal de Faro e na Biblioteca Escolar da Escola EB 2/3 Poeta Emiliano da Costa - Estoi. Com isto pretendemos envolver toda a comunidade farense e diversos públicos, divulgando assim a Filatelia e a correspondência manuscrita (que hoje em dia é tão pouco utilizada).
Para dignificar o evento, decidiu este Núcleo solicitar aos Correios de Portugal a emissão de uma carteira temática de selos sobre o Algarve, denominada Algarpex 2012 e dois selos personalizados sobre o dia Mundial do Turismo (27 de setembro) data escolhida para celebrar a Algarpex 2012.
Não poderíamos terminar esta mensagem sem ressalvar o papel importante quer das entidades quer das pessoas envolvidas na concretização deste evento, pois foi com muita satisfação que vimos o seu empenho muitas das vezes no limite para responder às nossas solicitações.

Um bem haja a todos

A organização

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  • É com muita honra que o Núcleo de Filatelia de Faro organizou a Algar-pex 2012, pois a mesma apresentou-se como um grande desafio paraeste jovem núcleo. Durante os nossos 6 anos de existência muitas têmsido as iniciativas promovidas por nós, contudo nenhuma delas atingiu adimensão da presente iniciativa. Nesta exposição teremos expostas 49coleções, encontrando-se as mesmas dispersas por 4 locais: na estaçãode Correios do Carmo—Faro, no Hotel Faro, no Museu Municipal de Faroe na Biblioteca Escolar da Escola EB 2/3 Poeta Emiliano da Costa - Estoi.Com isto pretendemos envolver toda a comunidade farense e diversospúblicos, divulgando assim a Filatelia e a correspondência manuscrita(que hoje em dia é tão pouco utilizada).Para dignificar o evento, decidiu este Núcleo solicitar aos Correios de Por-tugal a emissão de uma carteira temática de selos sobre o Algarve, deno-minada Algarpex 2012 e dois selos personalizados sobre o dia Mundial doTurismo (27 de setembro) data escolhida para celebrar a Algarpex 2012.Não poderíamos terminar esta mensagem sem ressalvar o papel impor-tante quer das entidades quer das pessoas envolvidas na concretizaçãodeste evento, pois foi com muita satisfação que vimos o seu empenhomuitas das vezes no limite para responder às nossas solicitações.Um bem haja a todosA organização 2
  • o Faro 27 de Setembro a 04 de Outubro de 2012ORGANIZAÇÃOATAF (Núcleo de Filatelia de Faro)COLABORAÇÃOAssociação Filatélica Alentejo-Algarve (Portimão)Círculo Filatélico Y Numismático de Huelva (Espanha)Secção Filatélica do Lions Clube de PortimãoSecção de Coleccionismo da Associação Humanitária dos Bombei-ros Voluntários de Vila Real de Santo AntónioAPOIOS E AGRADECIMENTOSFederação Portuguesa de FilateliaCorreios de Portugal, E.P.Câmara Municipal de Municipal de FaroHotel FaroO CARIMBO COMEMORATIVO 3
  • SELOS PERSONALIZADOS CARTEIRA TEMÁTICASelo Europa Selo NacionalPROGRAMADia 27 de Setembro 16:30 - Inauguração da exposição na Estação de Correios do Carmo - Faro;Dia 28 de Setembro 20:30 – Encontro de colecionadores na Casa do Povo de Estoi;Dia 29 de Setembro 11:30 - Abertura da mostra filatélica e convívio filatélico; 13:00 – Almoço convívio; 15:15 – Passeio convívio;De dia 01 de Outubro a 04 de Outubro Visitas dos Alunos das EB 1 de Faro à exposição;O LOCAL E O HORÁRIO- Biblioteca escolar Prof. Amílcar Quaresma (08:30 - 16:00—visitas sujeitas a marcação prévia)- Estação de Correios do Carmo – Faro (dias úteis das 09:00 às18:30;- Museu Municipal de Faro (todos os dias excepto 2.ª Feira das09:00 às 17:30;- Hotel Faro (todos os dias das 09:00 às 18:30). 4
  • COLECÇÕES EXPOSTAS Estação de Correios do Carmo – FaroColeções ConvidadasFundação Portuguesa das Comunicações Um Mundo uma Rede Postal 1 a 17Fundação Portuguesa das Comunicações Um Olhar sobre as Telecomunicações 18 a20 Hotel FaroColeção ConvidadaSec. de Colec. da Ass. Humanitária dos Bombeiros Vol. VRSA (Vila RealSanto António) Material Filatélico editado pela Associação 21Filatelia TradicionalAlbano Santos (Vila Real de Santo António) Pagelas e blocos de Macau 22 e 23António Cavaco (Lagoa) Blocos de Portugal 24 a 26António Soero (Huelva) Grã Bretanha 27 a 30Francisco Galveias (Vila Real de Santo António)Traje no Feminino 31 e 32Inteiros PostaisM.ª Armanda Borralho (Portimão) Pintores nos Inteiros Postais Portugueses 33 a 35Filatelia TemáticaAlbano Santos (Vila Real de Santo António) Arquitetura espanhola, Turismo e Castelos 36 e 37Carlos Macedo (Tavira) Cosmos 38 a 41Jorge Bomba (Faro) Filatelia - Um mundo de imaginação 42 a 44José Palma (Olhão) Por mares nunca d’antes navegados 45 a 48 5
  • Selos FiscaisJosé Pérez Varguez(Huelva) Selos Locais de Huelva 49 a 53Um Quadro TemáticaFeliciano Monteiro Flor (Porches) Borboletas – Um pouco do Esvoaçar 54 TradicionalRui Augusto Gomes Bastos (Portimão) Macau 55 MaximafiliaPinheiro da Silva (Praia da Rocha) Quadras de Ant. Aleixo em Postais desenhados por Alb. de Sousa 56 Museu Municipal de FaroColeções ConvidadasAFAL – Ass. Filatélica Alentejo-Algarve (Portimão) Material Filatélico editado pela Associação 57 e 58Secção Filatélica Lions Clube de Portimão (Portimão) O Lions Clube na Filatelia 59 e 60Filatelia TradicionalAlbano Santos (Vila Real de Santo António) Quadras de Moçambique 61 a 63João Barnabé (Portimão) Cabo Verde – Monarquia 64 e 65Manuel Reis (Porches) Tiras e quadras de Bopphuthatsawana 66 e 67Manuel Troncoso Currito (Pozo del Camiño) Alemanha Federal 68 a 72Filatelia TemáticaAntónio Borralho (Portimão) Filatelia Algarvia - Subsídios para a sua História Postal 73 a 75 6
  • Manuel Garcia (Huelva) Modalidades de Colecionismo 76 a 79Sandra Santos (Vila Real de Santo António) Campeões Olímpicos 80 a 82Sandra Santos (Vila Real de Santo António) João Paulo II – O seu Pontificado em Selos 83 a 86MaximafiliaFrancisco Galveias (Vila Real de Santo António) Animais em vias de extinção 87 a 91Classe AbertaAntónio Moguer (Huelva) Os Reis Católicos - O V Centenário 92 a 96Heredia Machado (Huelva) Marcas de Automóveis SEAT 97 a 99Um Quadro Inteiros PostaisÁlvaro Paixão (Portimão) Inteiros Postais de Espanha 100 TradicionalJosé Pinto (Faro) Cruz Vermelha 101 TemáticaSebástian Cabeza Apontamento literário filatélico ilustrado 102 História PostalFrancisco Paiva (Faro) Marcofilia de Faro 103 7
  • Biblioteca Escolar da EB 2/3 Poeta Emiliano da Costa – EstoiColeções ConvidadasNúcleo de Filatelia de Faro – Ass. Trabalhadores Autárquicos de Faro (Faro) Material Filatélico editado pelo Núcleo 104Núcleo Juvenil “Os Amiguinhos dos Selos” (Estoi) Coleção de Maximafilia Portugal é Lindo 105Filatelia TradicionalIlídio Santos (Portimão) França 106 a 108Filatelia TemáticaAlbano Santos (Vila Real de Santo António) Uniformes Militares 109 a 112Ricardo Brito (Albufeira) O Portugal Turístico 113 e 114Rui Bastos (Portimão) Arquitetura 115 a 117Sandra Santos (Vila Real de Santo António) Modalidades Olímpicas 118 a 120Sérgio Pedro (Estoi) Vamos Brincar com os Comboios 121 e 120LiteraturaRicardo Brito (Albufeira) Artigo o Centenário do Turismo 122Sérgio Pedro (Estoi) Artigo Algarve em Selos desde 2000 a 2012 123Um Quadro TemáticaAlbano Santos (Vila Real de Santo António) Sobrescritos de 1.º dia comemorativos 124Luís Brás (Faro) Gastronomia 126Sandra Santos (Vila Real de Santo António) Cristóvão Colombo 127 8
  • MaximafiliaFeliciano Flor (Porches) Flores – Por Montes e Vales 128Pinheiro da Silva (Praia da Rocha) Algumas Aves da Ria Formosa 129JuventudeLetícia Brito (Albufeira) Animais de Estimação 130Turma 2.º ano do ano letivo 2011/2012 (Estoi) À Volta dos Postais Máximos 129 9
  • O Algarve em Selos no Séc. XXICom o surgir da internet em especial o correio eletrónico, o correio comoera entendido até aí tomou um rumo totalmente diferente, pois, se até osurgimento da internet a comunicação entre pessoas passava em grandeparte pelo serviço de correios pois o telefone trata somente de dados devoz e telex de dados escritos relativamente curtos e o custo de aquisiçãoera bastante elevado para maioria das empresas e indivíduos, com ainternet a possibilidade de transmitir informação quer seja ela escrita,áudio ou áudio visual massificou-se para maioria da população. Atual-mente com os grandes motores de busca a competirem diretamente comoutros sites web de “redes sociais”, torna ainda a comunicação entreindivíduos mais rápida e interativa, relegando assim a comunicação viacarta ou postal para um desuso. Sendo que os próprios colecionadores deselos adotam a utilização desses meios cada vez mais, esquecendo que acorrespondência “física” (com selo) é a razão principal que promoveu aexistência do colecionismo de selos.Com o referido anteriormente, não é minha intenção abordar uma dis-cussão que muitos já vem fazendo há alguns anos, mas sim salientar queeste fenómeno também obrigou a todos os serviços de correio a repensa-rem as suas emissões de selos, dando cada vez mais um cariz comemora-tivo ao selo e apostando em produtos “acabados” em que apelam a umpúblico geral que por norma gosta de determinadas temáticas e podeassim adquirir os referidos selos incluídos em carteiras, livros ou outrosformatos de acordo com o seu gosto.Contudo, independentemente das opções dos serviços emissores deselos e das opções de cada indivíduo, uma das características dos colecio-nadores sejam ele de selos, moedas, lápis, isqueiros ou qualquer outroproduto é organizar a sua coleção de acordo com os seus critérios.Neste artigo faz-se um levantamento dos selos colocados em circulaçãoapós o ano 2000 que de uma forma ou de outra estão associados aoAlgarve. 10
  • Muitas poderiam ser as formas deapresentar os selo que foram colocadosem circulação após o ano 2000 sobre oAlgarve, sendo que a mais prática eprovavelmente lógica seria a cronológi-ca, porém, entendi que essa forma nãoespelhava da forma mais correta abeleza desta região que é o Algarve,como tal optei por apresentar os selosemitido de acordo com temáticas quedefini.A primeira temática que escolhi paraapresentar é a temática “turismo”.Nesta temática identifiquei dois selos,sendo que um deles não referir direta- Fig. 1 - Emissão Europa - Fériasmente o Algarve trata de um assuntoassociado comumenteao Algarve, nomeada- Data de Emissão 10 de Maio de 2004mente, as férias, e Assunto Europa - Fériasapesar de não poder- Largura 40 mmmos identificar clara- Altura 30 mmmente a praia a que Tiragem 250 000se refere o selo verifi- Série 4 selos ou 2 blocosca-se que as arribas Formato Folhas de 50 unidadesbem como as rochas Denteado 14 por 14,25dentro de água se Papel Esmalteassemelham a muitas Impressor Offset Joh. Enschédepraias algarvias, Desenho João Machadosobretudo as que seencontram entre Albufeira e a Praia da Rocha.Seguidamente, e ainda dentro da temática “turismo”, temos então umselo sobre “Faro - Capital Nacional da Cultura” (Fig. 2), no qual se podeobservar a imagem de um conjunto de pessoas a aplaudir.Nessa mesma série podemos ainda encontrar outro selo em outra temáti-ca, nomeadamente, “música”, no qual se pode observar um maestro adirigir um orquestra. Relativamente aos dados técnicos cada um dos selosapresentados teve uma tiragem de 250 000 exemplares. 11
  • Data de Emissão 15 de Junho de 2005 Assunto Faro, Capital Nacional da Cul- tura Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 250 000 Série 4 selos Folhas 50 exemplares Denteado 14 por 14,25 Papel Esmalte Impressor Offset Joh. Ens- chéde Desenho J. Brandão / T. CabralFig. 2 e 3 - Faro Capital Nac. da CulturaAinda, na oferta turística ao nível de espe-táculos em 2011, os CTT colocaram emcirculação a série de selos de emissão base“festas tradicionais portuguesas”, no qualdecidiu inserir a festa “Carnaval de Lou-lé” (Fig. - 4). A escolha desta festa num selode emissão base foi sem dúvida uma felizescolha pois o Carnaval de Loulé é uma dasfestas mais antigas e emblemáticas doAlgarve. Fig. 4 - Carnaval de LouléData de Emissão 21 de Fevereiro de 2011Assunto Festas Tradicionais de PortuguesasLargura 30,6 mmAltura 27,7 mmTiragemSérie 5 selosFolhas 100 exemplaresDenteado 11,75 por 11,75Papel FCSImpressor Offset na INCMDesenho Atelier WHITESTUDIO 12
  • No entanto, o Algarve não é só praia e festas, é também uma região commuita história, sendo que nesta temática é onde podemos encontrarmaioria dos selos emitidos pelos CTT após o ano 2000.Começamos então por Silves Xelb (ou Shelb) era o nome dado à cidade deSilves durante o domínio muçulmano. Dois dos monumentos mais impor-tantes de Silves são a Sé de Silves (Fig. 5) e o Castelo de Silves (Fig. 6) Data de 21 de Junho de 2006 Emissão Assunto Rota das Catedrais Portuguesas Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 235 000 Série 10 selos Folhas De 50 exemplaresFig. 5 - Sé Catedral de Silves Denteado Cruz de Cristo 13 por 13 Papel FCS 110 g/m2 Impressor Offset na Joh. Ens- chedé Desenho A. Santos / H. Soares Data de Emissão 26 de Setembro de 2007 Assunto Emissão conjunta Portugal / Marrocos Largura 30,6 mm Altura 40 mm Tiragem 230 000 Série 2 selos Folha Com 50 exemplares Denteado 13 por 13,75 Papel Esmalte Impressor Offset na Cartor Desenho A. Santos / T. Coe-Fig. 6 - Castelo de Silves lho / Waugaf 2007 13
  • Um dos locais mais emblemá- Data de Emissão 14 de Junho de 2007ticos do Algarve, nomeada- Assunto 7 Maravilhasmente, a Fortaleza de Sagres de Portugaltambém foi colocada em selo Largura 40 mmpostal . Altura 30,6 mm Tiragem 230 000 Série 21 selos Folhas Mini folha com 7 selos diferentes Denteado 12,75 por 12,5 Papel Esmalte Impressor Offset na INCMFig. 7 - Fortaleza de Sagres Desenho A. Santos / H. SoaresFig. 8 - Mini folha no qual está inserido o selo referente à Fortaleza de Sagres 14
  • Ainda na temática da história/monumentos verificamos que existem maisalguns selo emitidos, desta vez sobre monumentos que se situam no Con-celho de Faro, nomeadamente a Sé Catedral de Faro (Fig. - 9) e as Ruínasde Milreu (Fig.—10). Data de Emissão 21 de Junho de 2006 Assunto Rota das Catedrais Portuguesas Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 235 000 Série 10 selos Folhas De 50 exemplares Denteado Cruz de Cristo 13 porFig. 9 - Sé Catedral de Faro 13 Papel FCS 110 g/m2 Impressor Offset na Joh. Enschedé Desenho A. Santos / H. Soares Data de Emissão 26 de Setembro de 2007 Assunto Arqueologia em Portu- gal Largura 30,6 mm Altura 40 mm Tiragem 155 000 Série 5 selos + 1 bloco Folhas Com 50 exemplares Denteado 13 por 13 Papel Esmalte Impressor Offset na Joh. Ensche-Fig. 10– Ruínas Romanas de déMilreu (Estoi) Desenho J. Brandão / S. Brito 15
  • Por fim, na série “Arqueologia em Portugal”, foi emitido ainda um selosobre os Monumentos Megalíticos de Alcalar. Ainda dentro desta temáti-ca temos ainda dois selos postais: um emitido aquando Faro CapitalNacional da Cultura e na série de selos Herança Romana em Portugal. Data de Emissão 15 de Junho de 2005 Assunto Faro, Capital Nacio- nal da Cultura Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 230 000 Série 4 selosFig. 11 - Monumento Mega- Folhas Com 50 exemplareslítico de Alcalar (Portimão) Denteado 14 por 14,25 Papel Esmalte Impressor Offset Joh. Enschéde Desenho J. Brandão / T. CabralFig. 12 - Peça de arqueologiapatente no Museu em Faro Data de Emissão 21 de Junho de 2006 Assunto Herança Romana em Portugal Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 300 000 Série 4 selos e um bloco Folhas Com 50 exemplares Denteado 11,75 por 12,5 Papel Esmalte Impressor Offset Joh. na INCMFig. 13 - Mosaico do Oceano J. Brandão / P. Falar- Desenho(patente no Museu Municpal dode Faro) 16
  • Entrando noutra temática, que não podemos classificar, como belas artesmas, no entanto, a designação de monumento também não é a mais ade-quada. Um dos selos que nos referimos trata-se do selo referente à emis-são “Chafarizes de Portugal”, no qual foi incluída a Fonte da Senhora daSaúde em S. Marcos—Tavira Dt. de Emissão 01 de Outubro de 2003 Assunto Chafarizes de Portugal Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 250 000 Série 6 selos Folhas Com 50 exemplares Denteado 12 por 12,5Fig. 14 - Fonte da Senhora Papel Esmalteda Saúde Tavira Impressor Offset Litografia MaiaOutro selo cujo tema não pode ser considera como temática belas artesou monumentos é do selo postal colocado em circulação a 20/04/2004 sobre as cidades anfitriãs do EURO, no qual podemos ver em segundo plano a típica chaminé algarvia. Certo que este selo também se poderia enquadrar numa temática de eventos desportivos ou eventos no Algarve, consideramos mais importante ressaltar o pormenor que destaca este selo dos restantes da série.Fig. 15 - Data de Emissão 20 de Abril de 2004Chaminé Algarvia Assunto EURO 2004 - Cidades Anfitriãs Largura 40 mm Altura 30 mm Tiragem 350 000 Série 8 selos Folhas Folhas de 50 exemplares Denteado 14 por 14,25 Papel Esmalte Impressor Offset na Joh. Enschéde Desenho Acácio Santos 17
  • No seguimento do selo apresentado na página anterior, saliento agora osselos emitidos aquando da realização do EURO 2004, no qual podemosver o Estádio Algarve reproduzido em dois selos (uma emissão de 28 deNovembro de 2003 em que foi produzida uma mini folha com 10 selos eoutro a 28 de Abril de 2004). Para o efeito, consideramos estes seloscomo temática arquitetura, pois mais do que o evento para o qual ele foierguido a obra que ficou independentemente, da opinião pessoal de cadaindivíduo é uma das obras de arquitetura contemporânea mais importan-te no Algarve.Dt. de Emissão 28 de Novembro de 2003Assunto EURO 2004 - EstádiosLargura 40 mmAltura 30 mmTiragem 120 000Série 10 selosFolhas Folhas miniatura com 10 selos diferentesDenteado 12 por 12,5 Fig. 16 - Estádio Algarve - Pormenor exteriorPapel EsmalteImpressor Offset na Joh. EnschédeDesenho Acácio Santos Dt. de Emissão 28 de Abril de 2004 Assunto EURO 2004 - Estádios Largura 40 mm Altura 30 mm Tiragem 350 000 Série 10 selos Folhas Com 50 exemplares Denteado 14 por 14,25 Papel EsmalteFig. 17 - Estádio Algarve - Impressor Offset na Joh. EnschédePormenor interior Desenho Acácio Santos 18
  • O Farol do Cabo de S. Vicente Data de Emissão 19 de Junho de 2008para além do selo abaixo indi-cado (Fig. 9). surge ainda em Assunto Faróis Portuguesesoutro selo num segundo pla- Largura 40 mmno, nomeadamente no selo Altura 30,6 mmreferente aos 50 anos do Ins-tituto Hidrográfico Tiragem 350 000 Série 10 selos Folhas Com 50 exemplares Denteado 14 por 14,25 Papel Esmalte Impressor Offset Joh. Enschéde Desenho Acácio SantosFig. 18 - Farol do Cabode S. Vicente Fig. 19- Farol do Cabo de S. Vicente em segundo plano Data de Emissão 22 de Setembro de 2010 Assunto 50 anos do Instituto Hidrográfico Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 230 000 Série 2 selos Formato Folhas com 20 exemplares Denteado 13 por 13 Papel Esmalte Impressor Offset na Cartor Desenho Atelier A. Santos / H. Soares 19
  • As pontes sobre o Rio Guadiana e sobre o Rio Arade foram outras duasgrandes obras contemporâneas colocadas em selo. Fig. 20 - Ponte sobre o Guadiana - V. Real St.º AntónioData de Emissão 14 de Setembro de 2006Assunto Pontes Ibéricas - Emissão conj. Portugal/EspanhaLargura 80 mmAltura 30,6 mmTiragem 300 000Série 2 selosFormato Folhas com 25 exemplaresDenteado 11,75 por 12,5Papel EsmalteImpressor Atelier Acácio SantosDesenho Acácio Santos Dt. de Emissão 16 de Outubro de 2008 Assunto Pontes e Obras de Arte Largura 40,0 mm Altura 30,6 mm Tiragem 230 000 Série 6 selos + 2 blocos Folhas Com 50 exemplaresFig. 21– Ponte do Arade - Denteado 11,75 por 11,75Portimão Papel Esmalte Impressor INCM Desenho T. Coelho / A. Santos 20
  • Outra temática que os CTT abordaram como sendo representativa doAlgarve foi o trajo regional da camponesa, que neste artigo decidi inserirna temática roupas. Dt. de Emissão 28 de Fevereiro de 2007 Assunto Trajes Regionais Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 380 000 Série 10 selos Formato Folhas miniatura com 10 selos diferentes Denteado 13 por 13,75Fig. 22 – Traje da Campo- Papel Esmaltenesa Impressor Offset na Cartor Desenho Vasco MarquesA fauna foi outra das temáticasque foi selecionadas para repre-sentar o Algarve, veja o selo embaixo da série “Faro, CapitalNacional da Cultura” no qualestá retratada uma concha alu-dindo ao meio ambiente. Fig. 23 – BivalveDt. de Emissão 15 de Junho de 2005Assunto Faro, Capital Nacional da CulturaLargura 40 mmAltura 30,6 mmTiragem 250 000Série 4 selosFolhas Com 50 exemplaresDenteado 14 por 14,25Papel EsmalteImpressor Offset Joh. EnschédeDesenho J. Brandão / T. Cabral 21
  • Contudo, quando falamos do Algarve para além das belas paisagens e doclima pensa-se também na gastronomia, sendo que esta temática ao lon-go dos últimos 12 anos não foi esquecida pelos CTT.Neste tema temos um selo sobre o pão de testa do Algarve (Fig. 22) e odoce D. Rodrigo (Fig. 23), duas especialidades da gastronomia algarvia. Data de Emissão 28 de Julho de 2009 Assunto Pão Tradicional Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 230 000 Série 8 selosFig. 24 – Pão do Algarve Folhas Com 50 exemplares Denteado 13 por 13 Papel Esmalte Impressor Offset na Cartor Desenho A. Santos / E. Fonseca Data de Emissão 30 de Maio de 2000 Assunto Doces Conventuais 2.º Grupo Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 250 000 Série 6 selos Folhas Com 50 exemplaresFig. 25 – Doce D. Rodrigo Denteado 12 por 12,5 Papel Esmalte Impressor Offset Litografia Maia Desenho A. Santos 22
  • Para terminar deixo dois selos que decidi inserir na temática correio efilatelia, pois um trata-se de uma emissão referente aos 150 anos do 1.ºselo português e refere “Portugal—Faro” e outro pertence à série de selodo “Correio Escolar 2007”, em que refere na legenda que o desenhoreproduzido no selo é de uma menina de uma Escola do pré escolar doConcelho de Loulé. Data de Emissão 21 de Julho de 2003 Assunto 150.º Aniversário do 1.º Selo Português - Faro Largura 40 mm Altura 30 mm Tiragem 350 000 Série 1 seloFig. 26 – 150 Anos do 1.º Folhas Com 50 exemplaresSelo Português Denteado 12 por 12,5 Papel Esmalte Impressor Offset Joh. Enschéde Desenho L. Durão / C. Leitão Data de Emissão 09 de Julho de 2007 Assunto Correio Escolar Largura 40 mm Altura 30,6 mm Tiragem 380 000 Série 3 selos Folhas Com 50 exemplares Denteado 13 com Cruz de CristoFig. 27 – Correio Escolar Papel Esmalte2007 Impressor Offset na Cartor Desenho A. Santos / E. FonsecaAutoria: Sérgio PedroBibliografia:http://www.wnsstamps.ch/enCatálogo Afinsa (2011) 23
  • INTRODUÇÃOPortugal foi pioneiro na institucionalização do turismo, e a isso se deveu oempenho da sociedade civil e do governo republicano em 1911. Noto queo governo de então aproveitou essa realização para fazer uma operaçãode charme junto dos congressistas, sobretudo os estrangeiros, e estesconferiram o primeiro reconhecimento público ao novo regime políticoportuguês, após sete meses da implantação da República.Desde 2011, as Comemorações dos 100 anos do turismo em Portugalcaracterizam-se por um empenho de muitas entidades públicas e priva-das, e um conjunto já apreciável de realizações concretizadas, como oCongresso do Centenário, exposições, seminários, conferências, work-shops e concertos.Com um século intervalo, é de relevar a mobilização coletiva, tanto em1911 como agora nos respetivos congressos, bem como a evolução doturismo em Portugal, designadamente em aspetos particulares como oassociativismo, o turismo social, o ensino e a investigação.O século XX testemunhou o Turismo como uma atividade económica, e,que pelas suas implicações, pelo contexto em que se moveu e pelo carác-ter de massificação que viria a tomar, é decididamente uma das indús-trias mais promissoras do século XXI em Portugal e no mundo. Por umconjunto de fatores (evolução dos transportes, capital e tempo disponí-veis para os tempos livres, entre outros) que originaram o seu desenvolvi-mento, o Turismo é uma atividade fundamental dos nossos dias, pelosmilhões de pessoas que movimenta como clientes, pela indução deempregos que provoca, pelos efeitos multiplicadores sobre outros secto-res económicos, entre outros. 24
  • Mas o que caracteriza o Turismo como fenómeno novo, é a sua dimensãopluridimensional. É mais do que mera atividade económica. É uma ativi-dade cultural, geográfica, gastronómica, social, religiosa, entre outros.Segundo a RTA (2001), é um importante motor e catalisador de impactesnaturais e humanos, marcando indelevelmente os territórios onde sedesenvolve e quando evolui para a massificação, esses impactes sãoespecialmente relevantes e visíveis em diferentes domínios.Portugal é, de acordo com o Plano Regional de Turismo do Algarve Anos2000 (RTA, 2001), o país da União Europeia onde as receitas do turismo,quando comparadas com o PIB atingem a sua maior expressão. O PRTArefere ainda que o turismo tende a tornar-se o polo determinante eexclusivo da economia da região do Algarve.Por outro, a Região de Turismo do Algarve (2001), identifica ainda a inca-pacidade de ultrapassar a estagnação da quota de mercado no que serefere ao destino turístico Algarve, e ao mesmo tempo o aparecimento eevolução de problemas estruturais na região.A HISTÓRIA DA INSTITUCIONALIZAÇÃO DO TURISMO PORTUGUÊSPortugal foi das primeiras nações a enveredar, desde 1911, pela institu-cionalização governamental do turismo, a par da Áustria e da França,pioneiras na matéria. No mesmo ano, a Sociedade Portuguesa de Propa-ganda (SPP), constituída por monárquicos e republicanos, católicos emaçons, traz para Portugal, a realização do seu IV Congresso Internacio-nal de Turismo, em Lisboa (PINA 1988). Das conclusões do Congressodestacou-se a necessidade de criar um organismo oficial de turismo. 25
  • A 16/05/1911, o Governo Provisório da República decretava a constitui-ção, no Ministério do Fomento, de um Conselho de Turismo, auxiliadopor uma Repartição de Turismo. (PINA 1988) Em 1911, o Conselho deTurismo propõe a promoção do país através do cinema (mudo), o que sóse concretiza em 1917 devido a razões orçamentais.Em Abril de 1917 teve lugar em Lisboa, o I Congresso Hoteleiro. Consistiaem aproximar profissionais e amadores do ramo, com o objetivo dedesenvolver esta indústria. Concluiu-se que os primeiros ensinariam ossegundos.Nasce em 1918, o primeiro hotel no Algarve, o Grande Hotel de Faro.Em 1920 foram criadas as Comissões de Turismo, autorizadas a cobraruma pequena taxa sobre todos os forasteiros que frequentassem asestâncias balneares, termais e hotéis de turismo. (PINA 1988)Em 1921 é reconstruído o Hotel de Santa Luzia, em Viana do Castelo, des-crito em 1927, pela “The National Geographic Magazine” como “um dosmais belos do mundo”, apenas comparável aos do Rio de Janeiro ou doFunchal. (PINA 1988).Em Maio de 1924 é publicado o Publituris, “o primeiro jornal portuguêsdestinado à indústria do turismo”. Raul de Proença inicia a obra “O Guiade Portugal” sob a proteção da Biblioteca Nacional.Em 1927, o jogo é regulamentado. São criadas duas zonas de jogo perma-nente, uma no Estoril e outra na ilha da Madeira, acrescidas de seis zonastemporárias, distribuídas por Espinho, Figueira da Foz, Praia da Rocha,Cúria, Sintra e Viana do Castelo. Vingaram em Espinho, Figueira da Foz,Praia da Rocha (esta por pouco tempo devido à guerra civil espanhola,1936/1939) e a concessão de Viana do Castelo foi passada para Póvoa doVarzim. (PINA 1988). 26
  • Em 1931, o V Congresso Internacional da Crítica, organizado por AntónioFerro, trouxe a Portugal a “nata” da cultura europeia e deu origem avariados artigos favoráveis escritos sobre Portugal pela imprensa estran-geira. (PINA 1988). António Ferro foi uma personalidade que projetou oturismo na vida nacional.Traçou um plano para tornar Portugal conhecido no estrangeiro. Foi esco-lhido por Oliveira Salazar para dirigir o Secretariado Nacional da Informa-ção (SNI).Entre outras iniciativas, elaborou um Estatuto do Turismo. Lançou as Pou-sadas Regionais.Em 1931 é criada a Junta Autónoma das Estradas, são construídas as prin-cipais estradas do país. É desenvolvido o excursionismo automóvel. E como excursionismo surgem novos termos como piquenique, excursão, fim-de-semana, passeio anual da coletividade. (PINA 1988)Criado em 1903, o Automóvel Clube de Portugal (ACP) desenvolveu oturismo motorizado: lançou a sua revista; com a Móbil embelezou a sina-lização das estradas de Portugal; publicava o mapa anual do estado dasestradas. (PINA 1988). No ano seguinte é fundada a Empresa de Viaçãodo Algarve (EVA). (PINA 1988).Em 1934, António Ferro promoveu em Londres, a quinzena cultural. Fize-ram parte da comitiva referenciados conferencistas e os Pauliteiros deMiranda. Em 1937 apresenta no pavilhão de Portugal na Feira Internacio-nal de Paris, uma Exposição de arte popular portuguesa (PINA 1988).A 31/12/1946, a TAP iniciara o seu segundo voo regular, ligando Lisboa aLourenço Marques. A viagem durava seis dias, com cinco paragens paradormidas. (PINA 1988). 27
  • Comemorações do X Aniversário da TAP (1963)A 14/06/1940 abriu em Lisboa, no quadro das comemorações do duplocentenário da fundação e restauração de Portugal, a (tão falada) Exposi-ção do Mundo Português (PINA 1988).O estado português tinha como objetivo dar a conhecer ao mundo asrealizações do país. O grande projeto interrompido pela guerra trouxe emvez do esperado bando de turistas, uma torrente de refugiados.No decurso da Exposição foi inaugurado o “Flecha de Prata”, o comboiorápido que ligava Lisboa ao Porto, assim chamado pela introdução dochapeado em aço inoxidável. (PINA 1988) 28
  • Em 1947 surge o Primeiro Concurso Nacional de Ranchos Folclóricos,aquando as comemorações do VIII Centenário de Lisboa,Em 1948 abriu ao público o Museu de Arte Popular, cuja finalidade, alémde reunir valores patrimoniais, representava uma espécie de catálogooficial do folclore português que correu o mundo nas asas do turismo.Em 1959 nasce a Feira Internacional de Lisboa (FIL) com o objetivo depromover múltiplos eventos nacionais e internacionais. (PINA 1988). XXVIII Congresso da FIAV (1954)Em 1960, o “primeiro hotel dos tempos modernos” abre em Monte Gor-do, o “Vasco da Gama”, fazendo o contraponto à “Pousada do Infante”que abriu no mesmo ano, em Sagres. (PINA 1988). 29
  • Em 1964 reúne em Lisboa, o Congresso Anual dos Estudos Turísticos, anoem que é atingido o primeiro milhão de entradas de visitantes no país.O turismo pela primeira vez na sua história é incluído num Plano deFomento, o Intercalar, vigente entre 1965 e 1967. Na edição seguinte, noIII Plano de Fomento 1968-1973, o turismo passará a ser consideradocomo “sector estratégico do crescimento económico”. (PINA 1988)Em 1968, passados dez anos sobre os resultados de 1958, o númeroduplicava para um resultado de 2,5 milhões de visitantes. (PINA 1988) Em1969 começam a ser publicados anualmente os primeiros índices estatís-ticos do ramo, pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Gabinete deEstudos e Planeamento da Direcção-Geral de Turismo, ao mesmo tempoque é constituído no organismo central o grupo de trabalho das “CartasTurísticas”, que se propõe proceder ao levantamento sistemático dosrecursos com que o sector poderá contar, tendo em vista o inadiávelordenamento turístico do território. (PINA 1988). XII Congresso da Associação Iinternacional de Hotelaria (1962) 30
  • O IV Plano de Fomento, iniciado em 1974 e com fim previsto para 1979(PINA 1988) justifica o turismo, como “o sector estratégico de desenvolvi-mento socioeconómico do país” e tinha como metas aumentar o saldo dabalança turística, atenuar desequilíbrios regionais e fomentar o turismosocial. (PINA 1988)Marcello Caetano altera a equipa de trabalho que Oliveira Salazar tinhaescolhido para levar o turismo a bom porto e passa-se a trabalhar “umaatividade” no lugar “do fenómeno”, conceito que tinha vingado até àque-le momento.Sem soluções para a questão colonial crescentemente condenada peloestrangeiro, assiste em 1974 ao desabar do regime. Acrescem ainda,durante o seu mandato, duas crises económicas internacionais, comrepercussões para o turismo: as dificuldades enfrentadas pela libra em1968 e a crise energética, petrolífera em 1973, seis meses antes da quedado regime. (PINA 1988).Com a mudança do regime a 25/04/74 (abertura do caminho à implanta-ção da III República), “Portugal muda de país”. Em 1977, desprovido doespaço colonial, volta-se para o mundo, nomeadamente para a Organiza-ção para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Organiza-ção do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e para a Associação Europeiade Comércio Livre (EFTA), que co-fundara em 1948, 1949 e 1960 respeti-vamente. A entrada no Conselho da Europa em 1976 reafirma essa vonta-de. (PINA 1988).Em resumo, o turismo em Portugal, foi até à década de cinquenta essen-cialmente elitista, vista pelo regime político vigente com alguma descon-fiança. O turismo, que se queria cultural, termal, de saúde e repousante,torna-se então balnear e massificado (Silva, 1998). 31
  • A partir da década de setenta e meados de oitenta, verifica-se a retomados incentivos financeiros à indústria e um grande crescimento, onde secomeçam a destacar o Algarve e a zona de Lisboa, absorvendo, juntas,cerca de metade do investimento hoteleiro global do país (Pina, 1988).Este desenvolvimento rápido e abrupto originado pelas atividades deprestação de serviços turísticos e das atividades de construção e promo-ção imobiliária, agravou o desordenamento de parte do litoral (caso deáreas localizadas do Algarve) registando-se a degradação dos elementosnaturais (Cunha, 2003) e ao mesmo tempo a urgência de uma nova visãopara o turismo e integração de conceitos como a sustentabilidade e quali-dade (Serra, 2004).Em 1982, é instituído o princípio da descentralização dos poderes doestado em matéria autárquica turística, representando o estado a partirdesta altura através de Comissões Regionais de Turismo. À falta de umplano global de desenvolvimento nasce o primeiro Plano Nacional deTurismo, na sequência dos Planos de Fomento de 1965, 1968 e de 1974.Em 1986 foram aprovadas as bases essenciais do Plano Nacional de Turis-mo, aprovadas pelo então X Governo Institucional, presidido por AníbalCavaco Silva. (PINA 1988) Entre 1986 e 1989 é instituído um plano demédio prazo com o objetivo de atuar acertadamente nas diversas áreas-chave em que a indústria se movimenta, o ordenamento territorial; otermalismo; a animação; estruturas administrativas, centrais e regionais;formação profissional; investimento e promoção. (PINA 1988)Nesta fase, Portugal passa a ser membro efetivo da Comunidade Econó-mica Europeia, momento a partir do qual, as estabilidades, política egovernamental, se consumem. (PINA 1988). 32
  • Para Portugal, o enquadramento na ordem comunitária consolidava, nasua história, a jovem democracia e espaço de manobra vital para o seuinadiável desenvolvimento. (PINA 1988)De forma a comemorar os 75 anos do primeiro organismo oficial do turis-mo português, o governo decidiu celebrar este evento, no período de15/05/1986, a 15/05/1987, ao que intitulou Ano do Jubileu do TurismoPortuguês. A sessão solene de abertura contou com a presença do entãoPresidente da República Portuguesa, Mário Soares, do então Secretário-Geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), “Willibald P. Pahr” e doentão Secretário de Estado do Turismo, Licínio Cunha, na Sociedade deGeografia de Lisboa. (PINA 1988). 75 Anos de Turismo (1987) 33
  • O TURISMO ACTUALNo que respeita à procura turística por Portugal como destino turístico esegundo a DGT (2002), 94.8% dos turistas correspondem aos seguintesmercados (por ordem crescente): Reino Unido; Espanha; Alemanha; Fran-ça; Holanda; Itália; Estados Unidos e Bélgica.No contexto da expansão da sua atividade turística, em especial da ofer-ta, a OMT prevê que Portugal possa alcançar o décimo mercado mundialdentro de 20 anos, atraindo 44 milhões, face aos 12 milhões e do 16ºlugar à escala mundial atual.O Turismo é hoje para a economia portuguesa um sector importantepara o desenvolvimento do país. O Plano Estratégico Nacional do Turis-mo 2006-2015 (PENT), refere ainda que “o plano é uma diretriz em que oTurismo é reconhecido como um sector estratégico para o desenvolvi-mento do País e que assenta no potencial turístico nacional como umtodo, apostando no aparecimento de novos pólos de desenvolvimentonas diferentes regiões”. Série Paisagens e Monumentos (1972-1974) 34
  • O ALGARVE E O TURISMOAtendendo a um destino turístico maduro, o Algarve, o Turismo apresen-ta-se como a principal atividade económica e a atividade que maiorimpacte tem na economia regional no contexto presente e futuro,Para a DGT (2002) em termos quantitativos, o Algarve representa 60% daoferta turística nacional, existindo assim uma grande concentração dedormidas numa só região. A atividade industrial é residual, e há todo umconjunto de atividades totalmente dependentes do número de dormidasna hotelaria: nomeadamente a restauração, o golfe, os parques de diver-são, a imobiliária, entre outros. O Algarve TurísticoVoltando atrás na história, a atividade turística no Algarve, foi evoluindoao longo do século passado. Até à década de cinquenta, o Algarve e o seulitoral, eram quase expugnáveis e em muitas áreas, as características ori-ginais prevaleciam (Águas, 1997). A abertura do Aeroporto Internacionalde Faro foi crucial no que diz respeito à massificação e a forte evoluçãoturística, e que se regista até hoje. 35
  • O crescimento massivo a partir dos anos 70, acarretou um excesso dacapacidade de oferta de alojamento, e a intermediação da oferta turísticana mão de um número reduzido de grandes operadores, criando com issodependência comercial e capacidade de manobra reduzida na fixação dospreços, contribuindo igualmente para a redução dessa margem de inter-mediação. Este facto ocorre, quando existe um agravamento de algunsdos desequilíbrios fundamentais do mercado, como o agravamento daconcentração nos mercados de origem dos turistas, nomeadamente daEspanha, do Reino Unido e da Alemanha a representar e a registar umaumento da percentagem das dormidas na hotelaria global dos turistasdestes mercados.TURISMO QUE FUTURO?Atualmente, o crescimento dos fluxos turísticos com a consequente inter-nacionalização e globalização dos agentes envolvidos foi acompanhadopela difusão dos destinos turísticos à escala mundial.Hoje, a indústria turística constitui 12% do PIB global, e suporta 250milhões de postos de trabalho (9% do emprego total) (WTTC, 1997) anível mundial.O número de turistas estrangeiros chegados a todos os países do mundopassou de 25 milhões, em 1950, para mais de 700 milhões em 2003 euma previsão de 1000 milhões de chegadas de turistas em 2010 e 1560milhões em 2020 (717 milhões de chegadas para a Europa), segundo aWTTC (2004).Em relação à procura, a Europa é o continente que possui a maior con-centração turística recebendo cerca de 3/4 do turismo europeu e 2/5 doturismo mundial, seguida pela Ásia e Pacífico e Américas (WTO, 2004). 36
  • Portugal foi dos primeiros países europeus e mundiais a profissionalizar oTurismo.A institucionalização do Turismo português, para além de visar promovero país e também o recém-implantado regime republicano, este viu aocontrário da Monarquia, uma atividade económica crucial para o futuroda nação.O momento foi único na medida que é reconhecido a importância destaatividade, ao mesmo tempo que passou a legislar-se, a regular e estrutu-rar todo o setor turístico.Autoria: Ricardo Brito 37
  • Email: nucleofilateliafaro@gmail.comWebsite: http://nucleofilateliafaro.blogspot.pt 38