Pequeno Dicionário da Alimentação Saudável

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Pequeno Dicionário da Alimentação Saudável

  1. 1. Apresentação Tradicionalmente, as ações educativas sobre alimentação saudável apresentam foco no valor nutricional dos grupos de alimentos utilizando-se como principal ferramenta educativa a pirâmide alimentar. Para além desta dimensão nutricional, consideramos fundamental abordar outras dimensões igualmente importantes visando aproximar a discussão sobre alimentação saudável do cotidiano de vida das pessoas e ampliar o olhar sobre as práticas alimentares que diferentes grupos sociais vêm adotando, de forma mais ou menos consciente, para cuidar de sua própria alimentação ou da alimentação da família. Com este objetivo, o Instituto de Nutrição Annes Dias da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e Núcleo de Alimentação e Nutrição Escolar da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NUCANE/ UERJ) fomentaram a confecção do Pequeno Dicionário da Alimentação Saudável direcionado a profissionais de saúde da atenção básica e profissionais de educação básica. Este material foi produzido com base em um processo de construção coletiva, do qual participaram também os parceiros da Rede Estadual de Alimentação e Nutrição Escolar do Rio de Janeiro, alunos e professores de graduação e pós-graduação e profissionais de saúde, que foram estimulados a responder a questão: “o que não pode faltar no conceito de alimentação saudável?” As respostas foram organizadas em 23 verbetes, de A a Z, sobre alimentação saudável. Para cada verbete, são listados textos de apoio e sugestões de atividades para explorar a temática.
  2. 2. Em alguns textos de apoio indicados também é possível encontrar outras sugestões de atividades. O dicionário valoriza, de forma lúdica e pedagógica, as diferentes dimensões da alimentação saudável, tais como a dimensão de acesso à alimentação saudável e adequada, que exprime as condições de segurança alimentar e nutricional de grupos ou indivíduos, considerando que a alimentação é um direito humano reconhecido em Constituição; a dimensão cultural, que aborda os diferentes significados e valores que as pessoas atribuem aos alimentos, os quais são construídos de acordo com suas histórias de vida e que influenciam suas práticas alimentares de diferentes maneiras; a dimensão ecológica, que discute as formas de produção de alimentos e os consequentes impactos para o ambiente e para a saúde da população; e a dimensão econômica, que explicita as políticas agrícola, agrária e econômica do país. Os verbetes expressam uma ou mais dimensões da alimentação saudável e alguns apresentam interfaces entre si. Portanto, ao desenvolver alguma das atividades sugeridas pode-se abordar mais de um verbete e, por consequência, mais de uma dimensão da alimentação saudável. Acreditamos que ao utilizar o material seja possível identificar novos verbetes e novas sugestões de atividades dando continuidade ao seu processo de construção.
  3. 3. Acessível É fundamental que os ambientes em que as pessoas vivem, estudam, trabalham sejam ambientes que facilitem o acesso à alimentação saudável, seja por meio de programas públicos de alimentação como a alimentação escolar ou alimentação do trabalhador, seja por meio da contratação de serviços. Ter opções de comércio para comprar também facilita o acesso. Por exemplo, a presença de sacolões ou feiras livres favorece o consumo de frutas, legumes e verduras.Além do acesso físico, é essencial refletir sobre o acesso econômico à alimentação adequada. Quando a compra dos alimentos necessários às pessoas ou famílias compromete o acesso a outros bens básicos, a alimentação saudável está ameaçada, ou seja, podemos dizer que esta família ou pessoa apresenta um certo grau de insegurança alimentar e nutricional que pode comprometer sua saúde. Alimentação saudável tem que ser antes de tudo acessível, incluindo o acesso à água de qualidade.
  4. 4. A Texto Link A Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada no Brasil - Dimensão 4: Acesso à alimentação adequada – p.14 http://www2.planalto.gov.br/consea/ biblioteca/publicacoes/a-seguranca-alimentar-e-nutricional-e-o-direito-humano-a-alimentacao-adequada-no-brasil Água para a vida Água para todos http://www.wwf.org.br/informacoes/ bliblioteca/?2986 Cartilha SAE 2009 – Água: alimento essencial à vida http://reanerj.blogspot.com.br/p/ semana-de-educacao-alimentar-sea. html Sugestões de atividades: • Demonstrar com materiais o percentual de água potável disponível para o consumo no planeta: 1 garrafa plástica de 2 litros – toda água do planeta (doce e salgada); 1 copo de 200ml – somente água doce (2,7%); 1 copo de 50 ml – água doce de fácil acesso (0,26%) e 1 tampa de garrafa – água potável (0,02%). Elaborar com o grupo as conclusões sobre a observação. • Pedir ao grupo para responder a pergunta: “Você tem fome de quê?”, registrando as respostas em painel, em seguida ouvir a música COMIDA (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Brito) e debater sobre a questão do acesso à alimentação.
  5. 5. Bonita É comum dizer: “primeiro, comemos com os olhos”! Embora a beleza seja um valor muito subjetivo, ao pensar em alimentação saudável, é fundamental pensar na forma de apresentação da comida e nos ambientes em que as pessoas realizam as refeições. Algumas vezes o interesse por um alimento pode mudar simplesmente em função do corte ou da textura em que este é apresentado. Misturar as cores dos alimentos também é uma forma de tornar a alimentação mais atraente. A alimentação é uma prática que envolve os sentidos. Ao escolher, ao preparar e ao saborear os alimentos, estimulamos a visão, o tato, o olfato, o paladar e a audição. Alimentação é uma arte!
  6. 6. B Texto Link Os sentidos da comida: será que só a fome é o tempero do alimento? http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/media/1%20-%20os%20sentidos%20da%20 comida.pdf Esta é uma revista produzida pelos alunos da Faculdade de Comunicação Social da PUC-Rio. Este número foi todo sobre alimentação. Para acessar a revista completa: http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/media/ecletica%20n%C2%BA22%20completa. pdf Guia alimentar para a população brasileira do Ministério da Saúde – Atributos da alimentação saudável – p.35 http://189.28.128.100/nutricao/docs/geral/guia_alimentar_ conteudo.pdf Sugestões de atividades: • Levantar sugestões sobre como tornar as preparações diárias mais atrativas, a partir de imagens de pratos coloridos, bonitos e com alimentos variados. • Discutir os diferentes significados da frase: “Comer com os olhos”.
  7. 7. Cultural A alimentação saudável deve atender as necessidades biológicas para manter o corpo funcionando bem e também atender as necessidades culturais. A cultura é entendida pelo conjunto de manifestações que expressam o modo de vida dos grupos sociais. Portanto, a dimensão cultural da alimentação saudável refere-se aos diferentes significados e valores que as pessoas atribuem aos alimentos. Esses significados são construídos de acordo com suas próprias histórias de vida e influenciam suas práticas alimentares de diferentes maneiras. Constituem mitos, tabus, crenças, costumes e práticas que compõem o saber popular sobre a alimentação.Talvez a forma mais concreta de expressão desse saber, seja a culinária. As comidas remetem à memórias, sensações, experiências e aprendizados. Por isso, a valorização das receitas de família e o resgate da culinária no cotidiano são ações essenciais de promoção de alimentação saudável! A valorização de um ou outro alimento e a forma de preparar e de comer estes alimentos traduzem aspectos da identidade cultural de pessoas ou grupos. As pessoas não comem nutrientes e sim comida.
  8. 8. C Texto Link Cultura Alimentar: contribuições da antropologia da alimentação Sabores e lembranças - narrativas sobre alimentação, saúde e cultura. http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/saude13art05.pdf http://www.crde-unati.uerj.br/publicacoes/pdf/Sabore.pdf Sugestões de atividades: • Promover o troca-troca de receitas: solicitar que os participantes tragam receitas tradicionais de sua família, explicando o motivo da escolha. Realizar vivências culinárias com essas receitas. • Levantar os diferentes significados da alimentação a partir das consignas: Comida de pobre; comida de rico; comida de escola; comida de doente, comida de festa ... As respostas podem ser registradas em um painel para apoiar a discussão. As consignas podem ser alteradas de acordo com a realidade do grupo e o objetivo da discussão.
  9. 9. (um) Direito Humano Qualquer um de nós tem o direito humano de obter acesso digno a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e com regularidade assegurada. Entre os direitos humanos já conquistados estão alimentação, moradia, saúde, educação, informação, trabalho digno e liberdade. Uma pessoa só tem uma vida digna se os seus direitos universais forem garantidos e respeitados. Por exemplo, dar de comer a uma pessoa não garante, necessariamente, o seu direito humano à alimentação, pois não assegura a dignidade humana. Crianças, pessoas doentes ou com deficiência, pessoas que vivem em asilos ou hospitais e outras que não possuem autonomia para produzir ou comprar seu próprio alimento também têm o direito humano a alimentar-se com dignidade. A falta de acesso à alimentação expressa o grau de desigualdade social de uma população. Alguns mecanismos podem ser acionados para fazer cumprir este direito quando ele é negado, tais como conselhos de controle social, como o conselho de saúde, tutelar ou de segurança alimentar e nutricional; ou outras instâncias como sindicatos, associações e o Ministério Público. Alimentação saudável é uma alimentação justa!
  10. 10. D Texto Link Direito humano à alimentação adequada e soberania alimentar http://www.consears.com.br/blog/ wp-content/uploads/2011/10/02_Programa-de-Formação-de-Delegados-à-IVCNSAN-Texto-DHAA.pdf Direito humano à alimentação adequada – faça valer http://www4.planalto.gov.br/consea/ publicacoes/folheto-direito-humano-aalimentacao-adequada Lei de segurança alimentar e nutricional http://www2.planalto.gov.br/consea/ biblioteca/publicacoes/cartilha-losanportugues Sugestões de atividades: • Expressar por meio de uma atividade artística (teatro, música, paródia, desenho) o entendimento sobre “por que comer é um direito humano”. • Promover a projeção e debate dos seguintes filmes: Ilha das flores (Jorge Furtado, 1989) e Comer é um direito (disponível em: http://www.educacaoamesa.org.br ).
  11. 11. Equilibrada Atualmente, são muitas as recomendações sobre alimentação saudável divulgadas por profissionais de saúde, televisão, livros, revistas, internet etc. São tantas informações que, às vezes, geram mais confusão do que consensos. Por isso, o Ministério da Saúde produziu o Guia Alimentar para a População Brasileira. Este documento é importante porque definiu consensos entre vários setores sobre as principais diretrizes de alimentação saudável. No entanto, cada pessoa apresenta uma necessidade diferente e uma determinada relação com o alimento. Uma alimentação saudável precisa ser capaz de equilibrar as recomendações técnicas e as necessidades individuais, com criatividade e flexibilidade. As diretrizes básicas são fundamentais para o planejamento de ações direcionadas a um coletivo. No cuidado nutricional individualizado, as diretrizes precisam ser adaptadas ao contexto de vida. O respeito à autonomia e à participação das pessoas neste processo são fundamentais para alcançar o equilíbrio entre o ideal e o real.
  12. 12. E Texto Link Guia alimentar para a população brasileira – princípios – p.29 http://189.28.128.100/nutricao/docs/ geral/guia_alimentar_conteudo.pdf Guia alimentar para a população brasileira – como ter uma alimentação saudável http://189.28.128.100/nutricao/docs/ geral/guia_alimentar_bolso.pdf Sugestões de atividades: • Estimular uma auto-reflexão a partir do preenchimento do teste “como está sua alimentação?” (presente no guia alimentar de bolso). • Solicitar que os participantes montem um prato equilibrado, seguindo as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira, utilizando gravuras de alimentos.
  13. 13. Festiva A alimentação é uma das principais formas de comemorar. Cada festa tem seu próprio repertório de cardápios. Podemos pensar em tantas festas no nosso país: festa junina, festa do boi, oktoberfest, festa do tomate, do marreco... Muitas estão atreladas às crenças religiosas de algum grupo, sugerindo o consumo de determinado alimento ou até mesmo o jejum. Em casa, as receitas tradicionais são preparadas para as festas familiares. Receber e visitar amigos requer o planejamento de um cardápio especial. Uma festa de aniversário ou casamento tem sempre um bolo e docinhos e os convidados sabem que a festa acabou quando essas preparações são servidas. Em algumas culturas, os velórios são realizados com oferta de alimentos. Em ambientes de trabalho, as refeições podem ser espaços para articulação e tomada de decisões ou um momento de descontração e confraternização.Por isso, as vivências culinárias podem ser uma excelente estratégia para a promoção de alimentação saudável: mobilizam os sentidos, remetem à lembranças e sensibilizam para novas possibilidades. A alimentação é celebração da vida!
  14. 14. F Texto Link Festas culturais: tradições, comidas e celebrações. http://www.uesc.br/icer/artigos/festasculturais_mercia.pdf Sugestões de atividades: • Pesquisar tradições festivas da cultura brasileira, destacando suas preparações e bebidas características. Os achados podem ser expostos na forma de murais e cartazes. • Realizar uma vivência culinária escolhendo uma preparação de uma festa tradicional.
  15. 15. Gostosa Para ser saudável, a alimentação precisa ser gostosa. Muitas pessoas dizem “tudo que é gostoso faz mal”, mas isto é um mito. A alimentação do dia a dia do brasileiro como arroz, feijão, carne, legumes e frutas é saudável e gostosa. No entanto, um desafio que encontramos atualmente para a promoção da alimentação saudável é o elevado consumo de alimentos industrializados. O excesso de açúcar, de sal, de gorduras e de aditivos químicos presentes nestes alimentos acabam alterando o paladar (fenômeno conhecido como hiperpalatabilidade) e causando estranhamento ao sabor natural dos alimentos, principalmente por crianças. Ao pensar em receitas e cardápios que promovam a saúde, não se pode perder de vista que é preciso atrair o olhar a agradar o paladar!
  16. 16. G Texto Link Cartilha da Semana de Alimentação Escolar http://200.141.78.79/dlsta– 2006 - Culinária, saúde e prazer tic/10112/126881/DLFE-2011.pdf/sae06. pdf A culinária como objeto de estudo e de intervenção no campo da Alimentação e Nutrição http://www.scielo.br/pdf/csc/v16n1/ v16n1a13.pdf Sugestões de atividades: • Fazer um bolo com ingredientes diferentes do tradicional (agrião, feijão, beterraba, abobrinha...) Estimular a análise sensorial do bolo respondendo a pergunta “Tem gosto de quê?”. • Assistir o filme Ratatouille (Brad Bird, 2007) destacando a valorização da culinária.
  17. 17. (respeita o) Hábito Alimentar O hábito alimentar é aprendido, construído e modificado ao longo da vida. É influenciado pelas experiências que as pessoas vivenciam em diferentes contextos, como o ambiente em que estudam ou trabalham; pela religião, pela propaganda... Alguns tendem a manter hábitos por mais tempo, outros já são mais flexíveis às mudanças. Alguns hábitos são mais fáceis de mudar do que outros. É possível incorporar novos hábitos como deixar de lado hábitos antigos ou até misturá-los. Os hábitos alimentares podem se modificar o tempo todo, a qualquer tempo.Atualmente utiliza-se mais o termo práticas alimentares, que se referem tanto aos alimentos escolhidos quanto às formas de preparar, de servir e de comer. Expressam melhor esse dinamismo que está em função do cotidiano de vida das pessoas e das diferentes estratégias utilizadas para cuidar da própria alimentação ou da alimentação da família É possível incorporar novos hábitos como deixar de lado hábitos antigos ou até misturá-los.
  18. 18. H Texto Link Cultura e alimentação ou o que têm a ver os macaquinhos de Koshima com BrillatSavarin? http://www.scielo.br/pdf/ha/v7n16/ v7n16a08.pdf Sugestões de atividades: • Levantar os diferentes significados da alimentação a partir das consignas: como e gosto; como e não gosto; não como e gosto; não como e não gosto. As respostas podem ser registradas em um painel para apoiar a discussão sobre diferentes hábitos, tabus, preconceitos, crenças sobre alimentação. • Cantar a música “Família” (Titãs) e debater sobre a influência dos hábitos familiares em nossa alimentação.
  19. 19. (privilegia alimentos) in natura Alimentos in natura são aqueles que compramos frescos em feira livre, sacolão, açougue, peixaria... Ao longo do tempo, a indústria foi aumentando a produção de alimentos industrializados ou processados, que são mais vendidos nos grandes supermercados. Para aumentar o tempo de prateleira destes alimentos e aumentar o lucro destes fornecedores, a indústria passou a manipular ou processar os alimentos retirando ou adicionando partes dos próprios alimentos ou até outras substâncias (aditivos químicos) para conservar, alterar a cor ou o sabor, engrossar a consistência, aumentar ou diminuir a umidade... Os alimentos industrializados podem ser divididos em: - minimamente processados – aqueles que são submetidos a algum processo para preservá-los ou torná-los mais acessíveis e seguros. Ex.: arroz, feijão, carne fresca, leite... - ingredientes culinários – aqueles que, geralmente, não são consumidos puros; são utilizados como ingredientes no preparo de Os alimentos in natura são a base de uma alimentação saudável!
  20. 20. I pratos constituídos por alimentos frescos e minimamente processados. Ex.: óleos, gorduras, farinhas, massas, féculas, açúcares... - ultraprocessados – aqueles que são confeccionados com base nos ingredientes culinários acrescidos de pequenas quantidades de alimentos minimamente processados, de sal ou de outros conservantes. Ex.: biscoitos, refrigerantes, cereais matinais, doces em geral, sorvetes... Texto Link Conceito de alimento natural e Alimento industrializado: uma Abordagem sóciocomportamental http://www.abepro.org.br/biblioteca/ ENEGEP2007_TR610460_9791.pdf Cartilha Semana de Alimentação Escolar 2010 – Alimentos industrializados: mitos e verdades cartilhasae2010versaofinalparadivulgacao-120306081540-phpapp01.pdf Sugestões de atividades: • Realizar oficinas culinárias para elaborar preparações caseiras, com alimentos in natura, similares às preparações industrializadas disponíveis no mercado. Exemplos: molho de tomate caseiro, iogurte, coalhada, sorvetes e sucos de frutas naturais. Após a preparação e a degustação, conversar sobre as vantagens do uso de alimentos in natura para saúde e para o ambiente.
  21. 21. (valoriza o) Jantar Algumas pessoas vêm dedicando menos tempo ao preparo das próprias refeições. Atualmente, algumas moradias são construídas até sem cozinha ou somente com uma copa. Com isso, temos observado o aumento das práticas de comer fora de casa, pular refeições e substituir refeições por lanches, principalmente no caso do jantar. Em geral, essas trocas costumam privilegiar alimentos mais calóricos e mais industrializados com mais gorduras e açúcares e menos fibras, vitaminas e minerais.Cada refeição tem seu valor específico: o café da manhã serve para quebrar o jejum do período noturno; o almoço, a principal refeição do dia, fornece a maior parte das calorias que necessitamos para as atividades diárias e o jantar, em geral, a última refeição antecede o jejum da noite. Dependendo da rotina de cada pessoa, entre as grandes refeições podem ser realizados pequenos lanches para evitar a fome exagerada na próxima refeição, o que pode levar a pessoa a comer demais. Além da função nutricional, as refeições também servem como momento de integração da família ou de reflexão e descanso entre as atividades do dia. Valorizar as refeições e a prática de produzir o próprio alimento ajuda a tornar a alimentação mais saudável!
  22. 22. J Texto Link Guia alimentar para a população brasileira – Diretriz 1 – p.39 http://189.28.128.100/nutricao/docs/ geral/guia_alimentar_conteudo.pdf Alimentação fora do domicílio de consumidores do município de Campinas, São Paulo http://www.scielo.br/pdf/rn/v24n2/ a10v24n2.pdf Sugestões de atividades: • Entrevistar as pessoas mais idosas da comunidade sobre como eram realizadas as refeições em sua época de criança. • Discutir com o grupo os resultados encontrados em uma enquete realizada com pessoas da comunidade, com as seguintes questões: - Quantas e quais refeições são realizadas ao longo do dia? - Com quem? - Aonde e de que maneira?
  23. 23. (começa com) Leite Materno O aleitamento materno promove a saúde e previne doenças para a mãe e para o bebê. Quando mama, o bebê se alimenta dos melhores nutrientes para seu crescimento, recebe da mãe várias defesas para doenças da infância e da vida adulta e o mais importante: se sente seguro e protegido. O ato de amamentar favorece a relação afetiva entre mãe e filho.No entanto, alguns familiares podem achar que o leite materno não é o mais adequado para seus bebês e podem até criar dificuldades para as mães amamentarem. Por isso, é tão importante apoiar as mães neste momento. Os profissionais de maternidades, bancos de leite humano e unidades de saúde podem orientar sobre as principais dúvidas. Outros profissionais, escolas e creches podem valorizar a amamentação. A melhor forma da creche incentivar o aleitamento materno é apoiando a mãe que deseja continuar amamentando. Algumas políticas públicas foram criadas para garantir o aleitamento materno como Depois do nascimento, a alimentação saudável começa com leite materno!
  24. 24. L os hospitais e unidade básicas amigas da amamentação; a formação de profissionais de saúde; a licença amamentação; o direito de amamentar o filho no local de trabalho; a propaganda do aleitamento materno... mas cada um pode contribuir formando uma rede de apoio social neste momento tão definitivo da vida. Texto Link Promovendo o aleitamento materno http://www.fiocruz.br/redeblh/media/ albam.pdf Cartilha para mãe trabalhadora que amamenta http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_mae_trabalhadora_amamenta.pdf Aleitamento materno- Projeto Com Gosto de Saúde http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc/ exibeConteudo?article-id=127650 Sugestões de atividades: • Solicitar que os alunos construam um mural com fotos e/ou imagens sobre amamentação e identifiquem o que as imagens sugerem sobre este ato. • Convidar uma mãe que esteja amamentando ou que já tenha amamentado a relatar sua experiência
  25. 25. (comercializada em) Mercados Mercado é o local onde agentes econômicos (vendedores e compradores) se encontram para trocar mercadorias por outras ou um equivalente geral do valor (bens ou, em geral, dinheiro). As feiras livres contemporâneas conservam características dos primeiros mercados que se tem conhecimento, como a montagem provisória e o predomínio dos gêneros alimentícios nos itens de troca. Esse traço foi conservado na construção de espaços permanentes para a comercialização de mercadorias para consumo imediato, tanto nos entrepostos atacadistas (como os mercados públicos e as centrais de abastecimento) quanto nas mercearias e supermercados varejistas. Outro tipo de mercado de gêneros alimentícios são as bolsas de mercadorias, que focam no comércio de commodities. Nelas, ao contrário dos estabelecimentos atacadistas e varejistas, as mercadorias negociadas não estão fisicamente presentes e podem até ser comercializadas antes da sua produção, com base na expectativa do seu preço em uma data futura. No entanto, existem estratégias que se distanciam dessa lógica. Destaca-se a aproximação entre Portanto, não se esqueça: toda compra, por menor que seja, é um ato político!
  26. 26. M produtores e consumidores por meio do chamado “circuito curto” (feiras de agricultores ou grupos de consumidores que realizam compras coletivas diretamente dos produtores). Estas iniciativas, por um lado, permitem melhores condições de venda e, por outro, possibilitam a compra de alimentos da safra, o que é fundamental para uma alimentação saudável e para a sustentabilidade socioambiental das culturas agrícolas. A maior ou menor disponibilidade de alimentos e as formas como eles são produzidos para a população influenciam e são influenciadas pelas políticas agrícola, agrária e econômica dos países. Texto Ações públicas locais de abastecimento Alimentar Link http://www.ieham.org/html/docs/ Ac%E7%F5es%20P%FAblicas%20Locais%20de%20Abastecimento%20Alimentar%20-%20POLIS%205.pdf Sugestões de atividades: • Visitar as diferentes opções de comércio de alimentos, tais como: sacolão, feira, supermercado, entrepostos de abastecimento (CADEG, CEASA, COBAL) e comparar as principais diferenças (alimentos oferecidos, arrumação das mercadorias, formas de pagamento, relação entre o consumidor e o fornecedor etc). • Conhecer o funcionamento da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro.
  27. 27. Nutritiva Nutrientes são partes integrantes dos alimentos. Tradicionalmente, essa dimensão da alimentação saudável foi a mais valorizada. No entanto, de tempos para cá, nutricionistas, economistas, jornalistas e antropólogos têm trazido para o debate dos atuais problemas de saúde, fortes críticas a esta ideia, por desconsiderar aspectos econômicos, ambientais e sócio-culturais da alimentação. Como consequência, uma grande questão enfrentada nos dias de hoje é a incorporação pela mídia do discurso científico e a sua relação com a medicalização da alimentação. Quando falamos em medicalização, não se trata de um assunto restrito a medicamentos, remédios, mas de um processo por meio do qual questões de diferentes naturezas são reduzidas à lógica médica. Temos como um exemplo bem próximo, o caso dos estudos sobre a funcionalidade dos alimentos, em que são identificados os benefícios à saúde de alguns compostos químicos, sendo atribuído maior ou menor valor aos alimentos de acordo com essas características. É o discurso do “tenho que comer para”. Esse tipo de abordagem serviu (e ainda serve) de base para legitimar diferentes ações da indústria de alimentos, relacionadas Alimentação nutritiva é a alimentação tradicional do brasileiro: arroz, feijão, algum tipo de carne, legumes, verduras e frutas!
  28. 28. N às formas de manipular os nutrientes e criar novos produtos para o consumo. Por isso, muitas pessoas acreditam que a alimentação saudável é cara e que devem incorporar vários produtos à sua alimentação diária, o que não é verdadeiro. Texto Link Alimentação e globalização: algumas reflexões http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/ v62n4/a14v62n4.pdf Representações sociais da alimentação e saúde e suas repercussões no comportamento alimentar http://www.scielo.br/pdf/physis/ v7n2/04.pdf Cartilha Semana de Alimentação Escolar 2010 – Alimentos industrializados: mitos e verdades cartilhasae2010versaofinalparadivulgacao-120306081540-phpapp01.pdf Sugestões de atividades: • Convidar o grupo a compor um Tribunal do Júri: é retirado um voluntário para ser o juiz, três ou cinco para compor o júri e entre o restante, metade do grupo fará a defesa e a outra metade fará o ataque. Podem ser “julgadas” questões como: - Cozinhar está fora de moda? - É possível combinar alimentação saudável e prazer? - Alimentos x produtos alimentícios - A mídia e a propaganda de alimentos influenciam as práticas alimentares atuais?
  29. 29. Oportuna A alimentação é oportuna quando utiliza um momento apropriado ou favorável para apresentar, introduzir ou modificar determinado alimento nas suas diferentes consistências ou formas de preparo. As mudanças no ciclo de vida colocam a necessidade de algumas adaptações e cuidados. Isso também pode acontecer em certas situações especiais de saúde.A gestante torna-se responsável pela sua alimentação e do bebê. O aleitamento materno requer apoio e orientação. Após os seis meses de aleitamento materno exclusivo, a introdução de alimentos complementares é um momento essencial para as práticas alimentares no decorrer da vida. A partir dessa idade, a criança entra em contato com hábitos diferentes da família e a cada ano que se passa novos desafios são lançados, como a alimentação oferecida pela escola ou escolhida pelos amigos. Na adolescência, a alimentação é um ritual de aprovação social no grupo e uma forma de conseguir mais autonomia em relação à família. Na vida adulta, a rotina de trabalho requer praticidade para cuidar da alimentação em casa. Ao envelhecer, a relação com a alimentação pode ser modificada em função das mudanças no corpo ou das condições de saúde.Todos estes momentos são diferentes e requerem atenção e cuidado. A alimentação é oportuna quando consegue atender a estas mudanças de maneira favorável e promover saúde!
  30. 30. O Texto Link Alimentação saudável para gestantes: siga os 10 passos http://189.28.128.100/nutricao/docs/ geral/10passosGestantes.pdf Guia para menores de 2 anos http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/10_passos.pdf Caderneta de saúde do adolescente meninos http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cardeneta_meninos.pdf Caderneta de saúde do adolescente meninas http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cardeneta_meninas.pdf Guia alimentar para a população brasileira http://189.28.128.100/nutricao/docs/ geral/guia_alimentar_conteudo.pdf Alimentação para pessoa idosa http://189.28.128.100/nutricao/docs/ geral/asaudavel_p_idosa.pdf Sugestões de atividades: • Assistir aos vídeos Fases do Ciclo da Vida I (Gestantes e Crianças) e Fases do Ciclo da Vida II (Alimentação Saudável da adolescência à Terceira Idade), disponíveis em http://www.educacaoamesa.org.br, e discutir as mudanças na alimentação nos diferentes ciclos de vida.
  31. 31. Prazerosa A alimentação é uma das principais fontes de prazer do ser humano. A comensalidade que significa, comer junto, é uma das marcas do ritual de alimentação humana e uma das condições para o prazer de se alimentar. É muito frequente o relato de idosos, que apresentam desinteresse em se alimentar quando ficam viúvos ou sem parentes em casa. Alguns adultos que moram sozinhos, também acham difícil preparar comida para uma só pessoa. A dimensão de prazer da alimentação pode estar em comer ou em preparar a comida para alguém. Ao se alimentarem, as pessoas buscam nutrir o corpo e a alma e neste sentido, a alimentação é uma prática social que nos relaciona até de uma forma espiritual, é uma comunhão. Esta é uma dimensão que não se pode perder de vista quando as pessoas precisam fazer restrições alimentares por motivos de saúde. Alimentação saudável também tem que ser prazerosa!
  32. 32. P Texto Link Comensalidade: Refazer a humanidade http://leonardoboff.com/site/vista/2008/ abril18.htm Alimentação e comensalidade: aspectos históricos e antropológicos http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S0009-67252010000400009 Sugestões de atividades: • Solicitar que os alunos tragam fotos de comemorações com a família ou amigos em torno da alimentação. • Discutir sobre o prazer na alimentação, com base na leitura das crônicas: Comida de Alma (Nina Horta) e Crônica do Ovo (Luis Fernando Veríssimo).
  33. 33. Qualidade de vida Atualmente, é muito comum escutar programas de TV ou profissionais de saúde, abordando a alimentação como fator que pode prevenir ou provocar doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão arterial e alguns tipos de câncer. É preciso lembrar que além da alimentação existem outros fatores que também influenciam neste processo, como a prática de atividade física, consumo de álcool, uso do tabaco, stress, condições genéticas, entre outros... No entanto, alimentação é muito mais do que um fator de risco! A alimentação está na base das relações humanas e os alimentos precisam ser vistos para além dos seus nutrientes. Neste sentido, as práticas alimentares, além do aspecto nutricional, podem contribuir para a construção de habilidades pessoais essenciais para a promoção da saúde, como por exemplo: fazer um lanche com amigos pode facilitar a aprovação social de um grupo de jovens; preparar uma receita de família pode aumentar a autoestima junto a familiares; organizar um piquenique ou um café da manhã pode contribuir para ampliar a rede de convívio social de algumas crianças e famílias; boicotar o consumo de certos alimentos pode ampliar o senso crítico de jovens; aprender novas receitas pode ampliar a autonomia de idosos ou pacientes com transtornos mentais. Alimentação saudável, além de prevenir doenças, deve promover saúde e qualidade de vida!
  34. 34. Q Texto Link Qualidade de vida e saúde: um debate necessário http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid =S1413-81232000000100002 Política Nacional de Promoção da Saúde http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_ saude_3ed.pdf Sugestões de atividades: • Identificar com o grupo momentos em que a alimentação contribui para a qualidade de vida. Refletir sobre os alimentos mais consumidos nestes momentos. • Promover a projeção e o debate de filmes em que podemos perceber as práticas alimentares em diferentes contextos sociais. Algumas sugestões: Como água para chocolate (México, 1992); Estômago (Brasil, 2007); Julia e Julie (EUA, 2009). • Explorar o Rap da Alimentação Saudável criado por alunos da Escola Municipal José Lins do Rego, no Rio de Janeiro. É possível interpretar a letra, cantar, fazer paródias. Disponível em: http://portalmultirio.rio.rj.gov.br/portal/riomidia/ rm_materia_conteudo.asp?idioma=1&idMenu=9&label =Corresponsales&v_nome_area=Corresponsales&v_id_ conteudo=64819#
  35. 35. Regional Se pararmos para pensar na alimentação de um gaúcho e de um nordestino, podemos nos surpreender com tantas diferenças. Por ser um país de dimensões continentais, o Brasil apresenta uma grande variedade climática, de fauna e de flora. Os biomas brasileiros como as florestas e matas, o cerrado, a caatinga, os pampas e o pantanal apresentam diferentes vantagens e desvantagens para a extração e o plantio de espécies vegetais ou para a criação de espécies animais. É exatamente essa diversidade que torna nossa alimentação tão rica, sem falar no acesso à água, permitido pelo volume dos rios.Somado ao aspecto físico, as diferentes matrizes que conformaram a criação do povo brasileiro como índios, quilombolas, caipiras, negros e europeus também permitiram a mistura de receitas e ingredientes tão característica da culinária brasileira. Tacacá, cuscuz, pamonha, vatapá, moqueca, paçoca, angu, feijoada, frango ao molho pardo, churrasco, barreado – misturas que expressam um passeio pelo paladar e pela culinária regional brasileira!
  36. 36. R Texto Link Alimentos Regionais Brasileiros http://189.28.128.100/nutricao/docs/ geral/alimentos_regionais_brasileiros. pdf Alimentação e cultura – Projeto Com Gosto de Saúde http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc/ exibeConteudo?article-id=127650 Sugestões de atividades: • Entrevistar pessoas de outras regiões, perguntando sobre alimentos e preparações típicas e montar um mapa regional ilustrado por estas preparações. • Promover a projeção da série “O Povo Brasileiro” (TV Cultura, GNT e Fundação Fundar), baseada no livro homônimo de Darcy Ribeiro, e o debate sobre as diferenças regionais da alimentação do brasileiro. Vídeo disponível em http://www.youtube.com/watch?v=TcwMZU5Y0iw& list=PL3B904E5070413F07. O DVD, da gravadora Versátil, também está disponível para a venda
  37. 37. Sustentável Sustentabilidade é um termo amplo e complexo. Vem sendo usado por diferentes pessoas e em contextos diversos. Esta dimensão refere-se às práticas alimentares promotoras da saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis. Mas o que seria isso? O aspecto ambiental da sustentabilidade envolve não prejudicar o ambiente à volta, composto pelo solo, pela água e pelos seres vivos daquele habitat; o cultural diz respeito à valorização da cultura local, tanto alimentar, como de costumes de uma maneira geral; o aspecto econômico abarca questões relacionadas à compatibilidade entre padrões de produção e de consumo, valorização de grupos locais e tradicionais; e, por fim, o social envolve o respeito às pessoas, a manutenção da qualidade de vida da população, equidade na distribuição de renda e diminuição das diferenças sociais, com participação e organização popular. A sustentabilidade envolve questões relacionadas à manutenção da vida, preocupando-se também com gerações futuras.Significa dizer que vale a pena priorizar alimentos cultivados localmente. Significa também não incluir na base de Adotar uma alimentação que respeite esses aspectos da sustentabilidade não cabe apenas aos indivíduos e à população. É preciso que políticas públicas garantam esse acesso.
  38. 38. S nossas práticas, alimentos produzidos com veneno, que poluem o meio ambiente e impactam negativamente todas as pessoas que se expõem a eles durante o processo produtivo: desde os trabalhadores no campo, até os que bebem de água contaminada. Ao invés disso, alimentos produzidos por meio da agroecologia, que são sustentáveis em todos os aspectos, deveriam ser priorizados. Texto O olho do consumidor (Cartilha Ziraldo) Link http://www.sustentabilidade.org.br/imagens/conteudos/File/cartilha_ziraldo.pdf Cartilha SEA 2011 - Agroecologia e agri- reanerj.blogspot.com.br/p/semana-decultura familiar educacao-alimentar-sea.html Cartilha SEA 2012 - Alimentação e Sustentabilidade: Multiplique essa idéia! http://reanerj.blogspot.com.br/ Plantando o amanhã – Cartilha para trabalho de base http://institutokairos.net/wp-content/ uploads/2012/04/AgroCartilhaA5.pdf Sugestão de atividades: • Conhecer o trabalho da ONG As-PTA e suas produções como o vídeo “Quintal da D. Leda” (disponível em http:// www.youtube.com/watch?v=TDsKen05EqU • Assistir o filme “O Veneno está na mesa” (Silvio Tendler, 2011) e discutir o impacto dos agrotóxicos nos sistemas alimentares. • Conhecer e divulgar a campanha contra agrotóxicos (http:// www.contraosagrotoxicos.org/).
  39. 39. (com)Tempo(rânea) Muitos são os desafios encontrados para cuidar da alimentação na vida atual. Falta tempo para comprar, para preparar a até para comer. Mas o tempo é o mesmo para todos! Até alguns anos atrás, modernidade parecia não combinar mais com alimentação preparada em casa. Cozinhar era tarefa para a mãe ou para a avó que não “trabalhavam”. A mulher moderna, que trabalha fora, se orgulhava em dizer que não sabia cozinhar. De uns anos para cá, algumas mudanças têm sido observadas. Cozinhar em casa tem se tornado hobbie de alguns homens, livros de receita têm sido publicados, programas de TV sobre culinária se multiplicam. Estas iniciativas têm contribuído para o resgate da culinária com o tempo possível de cada um. Algumas pessoas estão descobrindo que o tempo gasto com a alimentação pode ser otimizado para o cuidado com a família, para relaxar e para planejar a vida pessoal e profissional. Para a promoção da alimentação saudável está colocado o desafio de combinar alimentação, saúde e prazer!
  40. 40. T Texto Reflexos da globalização na cultura alimentar: considerações sobre as mudanças na alimentação urbana. Link http://www.scielo.br/scielo.php?pid= S141552732003000400011&script=s ci_arttext Sugestões de atividades: • O consumo de biscoitos e refrigerantes aumentou 400% da década de 70 até os dias de hoje. Promover uma reflexão crítica sobre as principais mudanças nos hábitos alimentares ao longo do tempo, por meio da exposição de vídeos, análise de propagandas, livros de História, dados de pesquisa etc. • Formar grupos de teatro problematizando cenas do cotidiano sobre alimentação na vida moderna (comer com pressa, comer vendo TV, comer sozinho, substituir refeição por lanche...). • Conhecer a campanha slowfood, disponível em http:// www.slowfoodbrasil.com, e discutir sobre esta prática.
  41. 41. (dimensiona) Utensílios Do fogão à lenha ao microondas; da colher de pau à espátula de silicone; das panelas de alumínio ao aço inoxidável; da porcelana ao prato descartável; o desenvolvimento de utensílios e equipamentos tentou responder a necessidade de maior praticidade na cozinha e às exigências sanitárias. A própria cozinha ganhou novas formas nas casas, muitas foram reduzidas.Entre a modernização e a tradição, constituiu-se o dilema da alimentação saudável. As consequências dos atuais padrões de consumo alimentar provocam agora uma retomada da prática culinária aliada a saúde, ao prazer e a sustentabilidade. O uso de estratégias para garantir maior praticidade e que otimizem o tempo destinado ao preparo das refeições, precisa ser revisto face às condições de saúde e às questões ambientais. Nem tudo que a indústria produz é realmente necessário para cozinhar e nem tudo promove saúde!
  42. 42. U Texto O uso da tecnologia a favor da evolução gastronômica. Link http://www.prp.ueg.br/sic2011/ apresentacao/trabalhos/pdf/ciencias_sociais_aplicada/sic/csa_sic_o_ uso_da_tecnologia_a_favor_da_evolucao_gastronomica.pdf Sugestões de atividades: • Solicitar que o grupo pesquise imagens de utensílios e equipamentos de cozinha, antigos e modernos, de maneira a promover uma discussão sobre a evolução desses e quais suas reais necessidades. • Realizar uma vivência culinária: preparar um bolo com a mesma receita, onde um grupo utilizará utensílios modernos e o outro utensílios tradicionais (por exemplo, bater a mão ou em batedeira; assar no forno convencional ou em microondas). Após a degustação, discutir sobre a textura e o sabor.
  43. 43. Variada Cada alimento apresenta uma composição diferente e ao variar os alimentos que comemos, garantimos diferentes nutrientes para o corpo. Além dos nutrientes, a variedade de alimentos evita a monotonia ali¬mentar que pode levar ao desinteresse pela alimentação. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alertou que o mundo vive um processo de extinção de alimentos sem precedentes. Mais de mil alimentos nutricionalmentericos entraram em extinção, sendo a maioria originários do Brasil. Entre os principais motivos estão o sistema alimentar direcionado para os produtos mais vendidos e o crescente consumo de alimentos industrializados. A alimentação do brasileiro tem privilegiado o consumo de trigo, laticínios e carnes em detrimento da diversidade de frutas, de legumes, de verduras e de grãos. Portanto, variar a alimentação garante que a produção de alimentos continue valorizando a diversidade de espécies comestíveis no Brasil e no mundo! Isso é alimentação saudável para as pessoas e para o planeta!
  44. 44. V Texto Promoção do consumo de Frutas, Verduras e Legumes: O Programa “5 ao dia” Link https://docs.google.com/file/ d/0B6XlU48LvyF6RDdycWl4eHhXVTA/ edit Sugestões de atividades: • Estimular que cada indivíduo do grupo leve para um encontro um alimento que nunca experimentou. Os alimentos devem ser expostos de modo atraente e o grupo deve ser estimulado a provar alguns deles. • Pesquisar sobre os diferentes tipos de um mesmo alimento e debater como incorporá-los na alimentação do dia-dia (por exemplo, milho, feijão, tomate, banana etc).
  45. 45. “X” da questão É possível incorporar a alimentação saudável no dia a dia? Este é o “x” da questão. Preocupar-se com a saúde e com o corpo é uma atitude saudável, mas prender-se a padrões estéticos e buscar alcançá-los a qualquer custo pode ser uma grande armadilha. Buscar metas inatingíveis pode gerar grande frustração. A grande maioria dos alimentos tem seu lugar numa alimentação saudável, mas todo cuidado é pouco quando se trata de produtos ultraprocessados pela indústria (como biscoitos, refrigerantes e outras bebidas doces, fast food, comidas prontas...) A culinária vem se mostrando como uma estratégia de descontração após um dia de trabalho. Dedicar um pouco de tempo ao preparo das refeições e aproveitar este momento para relaxar ou conversar, pode deixar a rotina mais leve! Aprender mais sobre combinação de alimentos, plantar em casa temperos naturais e usar a criatividade para inventar novas receitas coloca a alimentação saudável no cotidiano!
  46. 46. X Texto Link Álbum seriado do MS – O que é vida saudável? http://189.28.128.100/nutricao/docs/geral/album_seriado_vida_saudavel.pdf Obesidade e desnutrição – Projeto Com Gosto de Saúde http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc/ exibeConteudo?article-id=127650 Sugestões de atividades: • Construir com o grupo uma campanha publicitária sobre alimentação saudável. • Organizar uma gincana com perguntas sobre os temas abordados neste dicionário. As perguntas podem ser elaboradas pelo próprio grupo. As perguntas podem ser sorteadas e respondidas alternadamente por cada equipe. O grupo vencedor poderá ser premiado com, por exemplo, uma cesta de mudas de temperos.
  47. 47. Zelosa Alimentar é uma forma de cuidar! Cuidar da alimentação é uma forma de demonstrar afeto!Além da comida em si, o ambiente em que a alimentação é produzida ou servida e as relações que se estabelecem entre quem produz a comida e quem come interferem também no gosto da alimentação.Se a comida é bem-feita, mas o ambiente é mal cuidado ou as pessoas que servem não são cuidadosas, a aceitação fica prejudicada. Assim ocorre com a comida servida em uma escola, em um restaurante, em um hospital, no ambiente de trabalho ou até mesmo em casa.Ao ficar doente, a comida especial preparada por um parente ou amigo trás aconchego, cuidado e carinho. Preparar um alimento é um ato de doação, partilha e solidariedade entre as pessoas!
  48. 48. Z Texto Link Práticas alimentares e o cuidado da saúde: da alimentação da criança à alimentação da família http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S151938292004000100008&lang=pt Sugestões de atividades: • Solicitar que o grupo escreva num papel um alimento ou uma preparação que remeta a uma lembrança, como no filme Ratatouille (2007) quando Ego (crítico gastronômico) prova o prato Ratatouille recordando memórias de sua infância após a primeira garfada. Discutir com o grupo os sentimentos despertados pela alimentação. • Encomendar uma pesquisa sobre músicas que associem comida e zelo/cuidado/afeto e que possam ser utilizadas: em um programa de rádio comunitária, promovendo um debate sobre este tema; como trilha sonora de vivências culinárias; ou para animar encontros do grupo, como por exemplo um piquenique.
  49. 49. Referências Bibliográficas • BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome/ Ministério da Saúde/Fundação Roberto Marinho. Educação à Mesa. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2004. • CASTRO, I.R.R; CASTRO, L.M.C.; GUGELMIN, S.A. Ações educativas, programas e politicas envolvidos nas mudanças alimentares. In: GARCIA, R.WD.; CERVATO-MANCUSO, A.M.(org.). Mudanças alimentares e educação nutricional. 1.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011, p. 18-34. • RIO DE JANEIRO. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Saúde. Instituto de Nutrição Annes Dias. Projeto Com Gosto de Saúde: Alimentação e Cultura; Alimentação Saudável; Aleitamento Materno; Obesidade e Desnutrição. Rio de Janeiro, PCRJ: 2000; 2001; 2004. • RIO DE JANEIRO. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Saúde. Instituto de Nutrição Annes Dias. Semana de Alimentação Escolar. Rio de Janeiro, PCRJ: 2008; 2009; 2010; 2011.
  50. 50. Expediente Realização Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde Superintendência de Promoção da Saúde Instituto de Nutrição Annes Dias Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Nutrição Núcleo de Alimentação e Nutrição Escolar   Pesquisa, redação e revisão Luciana Azevedo Maldonado – INAD/SMS-RJ e INU/UERJ Ana Maria Ferreira Azevedo – INAD/SMS-RJ Thiago B. Barreto Pereira – INAD/SMS-RJ Camilla Maranha – doutoranda IMS/UERJ Paulo Cesar P. de Castro Junior – INAD/SMS-RJ Mariangela Valente – NUCANE/INU/UERJ Valeria Terra – SME/Duque de Caxias e ANERJ Rute Costa – UFRJ/Macaé Maria Fatima Menezes – INU/UERJ Geila Cerqueira Felipe – INAD/SMS-RJ Anna Beatriz Antunes - bolsista NUCANE/INU/UERJ Lara Vieira- bolsista NUCANE/INU/UERJ Jessica Marinho - bolsista NUCANE/INU/UERJ Isabel Nascimento – bolsista NUCANE/INU/UERJ
  51. 51. Apoio Rede Estadual de Alimentação e Nutrição Escolar do Rio de Janeiro   Apoio financeiro FAPERJ   Projeto Gráfico Carlota Rios Ilustrações Capa: Marina Massarani, Miolo: Marcelo Tibúrcio   Material disponível em: www.inad-smsdc.blogspot.com.br www.reane-rj.blogspot.com.br

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