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Diretrizes Curriculares de Teresina
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Diretrizes Curriculares de Teresina

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  • 1. EXPEDIENTESílvio Mendes de Oliveira FilhoPrefeito Municipal de TeresinaElmano Férrer de AlmeidaVice-Prefeito de TeresinaWashington Luis de Sousa BonfimSecretário Municipal de Educaçãoe Cultura de TeresinaAnfrisina Gonçalves do Lago RochaSecretária ExecutivaAriel das Graças Rodrigues MesquitaChefe de GabineteLosanne Soares PauloCoordenadora de Creche ComunitáriaLuis Carlos SalesAssessor EspecialCarmem Antônia Portela Leal SilvaGerente de Educação InfantilAntonia Melo de SousaGerente de Ensino FundamentalLuisa Maria Moreira SolanoGerente de Gestão EscolarMaria Madalena Caminha LealGerente de Assistência ao EducandoRaimundo Helio Ribeiro da SilvaGerente de AdministraçãoRoney Wellington Marques LustosaGerente de Manutenção e ConservaçãoMaria José CoimbraGerente de InformáticaMarco Antônio Dourado OliveiraGerente de FinançasRevisãoRosa PereiraProjeto Gráfico e DiagramaçãoS/A PropagandaTiragem4.500 exemplaresImpressãoHalley SA - Gráfica e Editora
  • 2. PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA – PMTSECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA – SEMEC - FEVEREIRO/2008 -
  • 3. Esta publicação apresenta as Diretrizes Curricularesda Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Municí-pio de Teresina. Elas são fruto de uma discussão coletivaenvolvendo técnicos da Secretaria Municipal de Educaçãoe Cultura de Teresina - SEMEC, e qualificados e experien-tes profissionais que atuavam, no período de sua elabora-ção, no dia-a-dia, nas unidades de ensino. Na definição e estruturação dos conteúdos e habili-dades, contou-se com a participação de professores de cadaárea do conhecimento. Estes realizaram o processo de va-lidação das Diretrizes Curriculares, aplicando questionáriosnas Unidades da Rede Pública Municipal de Ensino de Tere-sina, com o objetivo de captar as impressões de um númerosignificativo de docentes sobre o documento proposto. Fi-nalmente redigiram o conjunto de habilidades e conteúdosa serem trabalhados nas unidades de ensino da rede. Nessa estruturação e organização das diretrizes, con-siderou-se, ainda, depoimentos de pedagogos e professo-res, especialmente os participantes dos Cursos de FormaçãoContinuada voltados para estudar os PCNs em ação realiza-dos no âmbito desta Secretaria. Tomando como referência os Parâmetros CurricularesNacionais (PCN), a LDB/1996 e o parecer 4/98/CNE, buscou-se aproximar as diretrizes nacionais ao projeto educativo decada unidade de ensino, de modo a possibilitar uma refle-xão sobre a escola cidadã, o currículo e suas práticas pe-dagógicas, materializando-se, portanto, diretrizes flexíveis,pautadas nas relevâncias regionais e locais, respeitando-seas diversidades culturais, étnicas, religiosas e políticas. As Diretrizes Curriculares tomaram ainda como re-ferência a Proposta Pedagógica da SEMEC, implantada em1992. A análise daquela proposta e as orientações dos PCNsforam importantes para o estabelecimento dos seguintesprincípios que nortearam toda a fundamentação do ProjetoPedagógico desta Secretaria, a saber:1. Articulação e participação • O estabelecimento de relações dialógicas que susci-tem o debate e a reflexão entre Educação – Cidadania – Cur-rículo e Sociedade; • Constituição e consolidação de um grupo perma-nente de estudo, no lócus escolar, para a implementaçãodas diretrizes curriculares.
  • 4. 2. Contextualização esquecer as peculiaridades impostas • Consideração ao espaço, ao tem- pela realidade de cada unidade que apo e aos saberes dos envolvidos no pro- compõe. Destaca-se, também, a possi-cesso de ensino e aprendizagem para bilidade de visão ampliada do conheci-organização de projetos temáticos da mento, da idéia de totalidade, observadatransversalidade, da interdisciplinarida- na seqüência evolutiva das habilidadesde e da avaliação; e conteúdos, nos anos de escolaridade • Atualização dos fundamentos evitando, sobretudo, a fragmentação dopsico-filosóficos, metodologias e ten- conhecimento e da aprendizagem.dências pedagógicas para uma escola É importante ressaltar o empenho,cidadã; incondicional, de todos o profissionais da • Adequação dos objetivos gerais, educação, para que a operacionalizaçãohabilidades, conteúdos e critérios de ava- destas diretrizes se realize a contento.liação para cada componente curricular. Dessa forma, integram-se às Diretrizes Curriculares os “Fluxos de Aulas”, sobres-3. Aprendizagem contínua saindo-se como suporte indispensável nae significativa implementação de habilidades e conteú- • Organização da escolaridade dos, em nível de sala de aula. O referi- do documento, em sete volumes, atendemais apropriada às características do Sis- desde a educação infantil aos cinco anostema Municipal de Ensino; iniciais do ensino fundamental e chega • Implementação de recursos tec- às unidades de ensino como sugestão denológicos; trabalho, através de atividades, que, com • Organização de condições que certeza, tornarão mais amplas as possibi-possibilitem o desenvolvimento de ações lidades de desenvolvimento qualitativo,coletivas contínuas de análise e interven- do processo de ensino e aprendizagemção na educação dos discentes da Rede da Rede Pública Municipal de Ensino dePública Municipal de Teresina; Teresina. • Compreensão do planejamentocomo elemento fundamental no proces-so ensino e aprendizagem. Esta publicação está dividida emduas partes. A primeira apresenta as Di-retrizes Curriculares da Educação Infan-til, e a segunda, as Diretrizes Curricula-res do Ensino Fundamental. A unificação em um só volume Prof. Washington Luis de Sousa Bonfim Secretário Municipal de Educação e Cultura de Teresinadas Diretrizes Curriculares - EducaçãoInfantil e Ensino Fundamenrtal - traduzo esforço da rede municipal na buscade um maior nível de equalização dopadrão de qualidade a ser desenvolvidonas unidades de ensino, sem contudo,
  • 5. SUMÁRIO DIRETRIZES CURRICULARES DO MUNICÍPIO DE TERESINA DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. INTRODUÇÃO 10 2. PERPASSE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL 11 2.1. Teresina 14 3. OBJETIVO DA EDUCAÇÃO INFANTIL 16 3.1. Objetivo Geral 16 3.2. Objetivos Específicos 16 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 17 5. METODOLOGIA 28 5.1. Objetivos conquistados a partir da rotina 29 5.2. Rotina do berçário 30 5.3. Rotina/Maternal - 1º e 2º Períodos 32 5.4. Brincadeira no processo de desenvolvimento e aprendizagem da criança 33 6. PLANEJAMENTO 34 7. AVALIAÇÃO 35 7.1. O acompanhamento das aprendizagens e a avaliação 36 ÁREAS DE CONHECIMENTO - EIXOS TEMÁTICOS IDENTIDADE E AUTONOMIA 41 Concepções de identidade e autonomia 42 Objetivos 43 MOVIMENTO 53 Concepções de movimento 54 Objetivos 55 ARTES VISUAIS 63 Concepções de artes visuais 64 Objetivos 66 LINGUAGEM ORAL E ESCRITA 73 Concepções de linguagem oral e escrita 74 Objetivos 76 NATUREZA E SOCIEDADE 89 Concepções de natureza e sociedade 90 Objetivos 91
  • 6. MATEMÁTICA 105 Concepções de matemática 106 Objetivos 106MÚSICA 115 Concepções de música 116 Objetivos 119DIRETRIZES CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTALPRIMEIRA PARTE - FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOSDAS DIRETRIZES CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTALDO MUNICÍPIO DE TERESINA1. INTRODUÇÃO 1262. SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA - SEMEC 1273. FUNDAMENTOS DAS DIRETRIZES CURRICULARES 129 3.1. Educação: Concepção e Finalidades 130 3.2. Cultura, Poder, Escola e Cidadania 130 3.3. Concepção de Currículo 132 3.4 Concepção Pedagógica 133 3.5. Pressupostos Metodológicos 136 3.6. A organização do Conhecimento 1384. A ORGANIZAÇÃO DA ESCOLARIDADE 142 4.1. Transversalidade X Interdisciplinaridade X Projetos X Avaliação do Ensino de Valores 143 4.2. Os Temas Transversais 1455. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 146SEGUNDA PARTE - PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOSE SISTEMA DE CONTEÚDOS E HABILIDADESLÍNGUA PORTUGUESA 151 1. Pressupostos Teóricos do Ensino da Língua Portuguesa 152 2. Diretrizes Teórico-metodológicas e o Sentido da Aprendizagem em Língua Portuguesa 153 3. Objetivos Gerais de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental 154 4. Critérios para Avaliação 155 5. Prática de Análise Lingüística (Avaliação) 157 6. Sistema de Habilidades e Conteúdos 158MATEMÁTICA 195 1. Pressupostos Teórico-metodológicos do Ensino de Matemática 196 2. Objetivos Gerais do Ensino Fundamental 197 3. Critérios de Avaliação 198 4. Sistema de Habilidades e Conteúdos 200
  • 7. HISTÓRIA 217 1. Pressupostos Teóricos do Ensino da História 218 2. Diretrizes Teórico-metodológicas e o Sentido da Aprendizagem 218 3. Objetivos Gerais de História 219 4. Critérios de Avaliação 220 5. Sistema de Habilidades e Conteúdos 221GEOGRAFIA 237 1. Pressupostos Teóricos do Ensino de Geografia 238 2. Diretrizes Teórico-metodológicas e o Sentido da Aprendizagem 239 3. Objetivos Gerais do Ensino de Geografia 240 4. Critérios de Avaliação 240 5. Sistema de Habilidades e Conteúdos 242CIÊNCIAS 255 1. Pressupostos Teóricos do Ensino de Ciências 256 2. Diretrizes Teórico-metodológicas e o Sentido da Aprendizagem 256 3. Objetivos Gerais de Ciências Naturais para o Ensino Fundamental 257 4. Critérios de Avaliação 257 5. Sistema de Habilidades e Conteúdos 260LÍNGUA ESTRANGEIRA 271 1. Pressupostos Teóricos do Ensino de Língua Estrangeira 272 2. Diretrizes Teórico-metodológicas e o Sentido da Aprendizagem 272 3. Objetivos Gerais de Língua Estrangeira para o Ensino Fundamental 273 4. Critérios de Avaliação 274 5. Sistema de Habilidades e Conteúdos 275ENSINO RELIGIOSO 283 1. Pressupostos Teóricos do Ensino Religioso 284 2. Diretrizes Teórico-metodológicas e o Sentido da Aprendizagem 284 3. Objetivos Gerais do Ensino Religioso 284 4. Critérios de Avaliação 285 5. Sistema de Habilidades e Conteúdos 285ARTE 295 1. Pressupostos Teóricos do Ensino de Arte 296 2. Diretrizes Teórico-metodológicas e o Sentido da Aprendizagem 296 3. Objetivos Gerais do Ensino de Arte 297 4. Critérios de Avaliação 300 5. Sistema de Habilidades e Conteúdos 302EDUCAÇÃO FÍSICA 321 1. Pressupostos Teóricos do ensino da Educação Física 322 2. Diretrizes Teórico-metodológicas e o Sentido da Aprendizagem 222 3. Objetivos Gerais de Educação Física 323 4. Critérios de Avaliação 324 5. Sistema de Habilidades e Conteúdos 325COLABORADORES 337REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 346
  • 8. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. INTRODUÇÃO a primeira etapa da educação básica, tendo como fi nalidade o desenvolvimento integral O atendimento às crianças de 0 (zero) a da criança de até 6 anos de idade em seus 6 (seis) anos em instituições especializadas aspectos físicos, psicológicos, intelectual e teve origem com as mudanças sociais e eco- social, complementando a ação da família e nômicas causadas pelas revoluções indus- da comunidade”, LBD – Art. 29, respalda-se triais no mundo inteiro. Atrelado a este fato na Constituição Federal/88, no Estatuto da e acompanhando a intensificação da urbani- Criança e do Adolescente/90, nos princípios zação, a participação da mulher no mercado básicos das Reformas Curriculares Nacio- de trabalho e as mudanças de organização e nais para a Educação Infantil (RCNE/ - vol. I) estrutura das famílias, deu-se início ao aten- e, conforme a resolução CNE/CEB N°1, de dimento pré-escolar com fi ns assistencialis- 07 de abril de 1999, as Diretrizes Curricula- tas, surgindo assim de um caráter de assis- res Nacionais para a Educação Infantil (Art. tência à saúde / preservação da vida, não se 3° - I), estabelecem que as propostas pe- relacionando com o fator educacional, não dagógicas das instituições desta etapa esco- se comparando com a história da educação lar devem respeitar os seguintes fundamen- infantil, pois esta sempre esteve presente em tos norteadores: todos os sistemas e períodos educacionais a a) Princípios Éticos da Autonomia, partir dos gregos. Responsabilidade, Solidariedade e Respeito Houve uma maior consciência da socie- ao Bem Comum. dade na importância das experiências na pri- b) Princípios Políticos dos Direitos e meira infância, a criança como sujeito social Deveres da Cidadania, do Exercício da Criti- e histórico inserida em uma sociedade na cidade e do Respeito à Ordem Democrática. qual partilha de uma determinada cultura e é profundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve, mas também contri- bui com ele (BRASIL, MEC, SEF, DPE, COEDI, 1994a), assim sendo, a criança não é uma abstração, mas um ser produtor e produto da cultura (FARIA, 1999). O que motiva de- Crianças da rede municipal de ensino infantil - Arquivo SEMEC. mandas por uma educação institucional para crianças de 0 (zero) a 6 (seis) anos. Na última década do século XX, o dis- curso sobre a qualidade da educação ocu- pou um espaço significativo no debate edu- cacional e direcionou políticas implantadas no quadro das reformas educacionais nos diversos países. “A Educação Infantil (Lei Nº 9.394 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, promulgada em 20/12/1996) como
  • 9. c) Princípios Estéticos da Sensibilida- 2. PERPASSE HISTÓRICOde, Criatividade, Ludicidade e Diversidade DA EDUCAÇÃO INFANTILde Manifestações Artísticas e Culturais. Com este instrumento, pretende-se O atendimento às crianças de 0 (zero) aapresentar aos professores um conjunto de 6 (seis) anos, efetuava-se por meio de insti-habilidades referentes aos conteúdos básicos tuições eminentemente fi lantrópicas, ligadasvoltados ao universo infantil, pertinentes às à Assistência Social, e por meio de jardins devivências, ao dia-a-dia das crianças visando infância ou pré-escolas, vinculadas ao setorsubsidiar ação docente de modo a propor público ou ao setor privado com fi ns lucrati-desafios necessários à construção de apren- vos; atendendo a crianças das classes médiadizagens, conforme o nível de desenvolvi- e alta da sociedade. Nas décadas de 70 a 80,mento “epistemológico” das crianças em ida- ocorreu uma aceleração da oferta do atendi-de pré - escolar de 0 (zero) a 5 (cinco) anos mento às crianças de 0 a 6 anos pelo Estado,de idade, a partir de suas manifestações con- com ampliação e diversificação do seu pú-cretas e o seu contexto social. blico, ainda de forma restrita, incluindo as Entendemos que construir uma propos- classes populares que ainda eram excluídas.ta pedagógica significa sem dúvida organizar, Houve, após o golpe militar de 1964, no Bra-sistematizar, propor um roteiro como suporte sil, e ao longo do período de ditadura, vá-para a construção da prática educativa, visan- rios movimentos populares, destacando-sedo gerar ações a partir de conceitos possíveis o Movimento de Luta por Creches, no qualao desenvolvimento das habilidades que se se reivindicava a participação do Estado nafazem necessárias às descobertas infantis. E, criação de redes públicas de creches. Esseao mesmo tempo, sugerimos aos professores foi o primeiro movimento feminista, realiza-analisá-las e enriquecê-las adaptando à suarealidade. do em São Paulo, no ano de 1975. Em 1970, O procedimento pedagógico deve ser devido ao aumento da evasão escolar e repe-um ato criativo e contextualizado para aten- tência das crianças menos favorecidas, queder às necessidades reais das crianças, ali- cursavam o primeiro grau, institui-se a edu-cerçado por uma fundamentação teórica cação pré-escolar a crianças de quatro a seisque possibilite aos professores promoverem anos de idade, com o objetivo de suprir asa construção de aprendizagens significativas, carências e prepará-las para a escola regular.estabelecendo relações sociais partindo de A creche passou a ser objeto de interesse asuas experiências diárias, ou seja, de sua fa- partir de 1980; a partir dessa época que a cre-mília e da comunidade que a rodeia, objeti- che se tornou motivo de estudos e pesquisasvando o aprimoramento da linguagem oral, na área de educação. A educação em crechesa socialização, a integração com o mundo e pré-escolas tornou-se, na década de 1980,em que a criança vive. no Brasil, uma reivindicação como direito da Nesse sentido, esta proposta curricu- criança e não mais uma “assistência” às tra-lar vem atender a todos que atuam com as balhadoras ou simplesmente pobre. Em 1989,populações infantis nos CMEI, Creches e a ANPED pronunciou e divulgou que: A edu-Pré-escolas e em outros espaços de socia- cação da criança de 0 (zero) a 6 (seis) anos élização e interação das crianças, e que ela dever do Estado e será integrada ao sistemase constitua em um ponto de apoio para o de ensino, respeitadas as características dastrabalho de Educação Infantil, contribuindo crianças desta faixa etária e será oferecidapara uma melhor sistematização das ativi- em creches para as crianças de 0 (zero) a 4dades diárias nas instituições de educação (quatro) anos e em pré-escolas para criançasinfantil. de 4 (quatro) a 6 (seis) anos. 11
  • 10. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTIL Inicia-se ainda, neste período a luta dos ção Infantil como primeira etapa da Educa-movimentos sociais em prol dos direitos da ção Básica, exigindo que a “Educação” e ocriança com o apoio dos diversos segmentos “Cuidado” das crianças de 0 (zero) a 6 (seis)da sociedade, representando assim uma con- anos tivessem o mesmo tratamento dispen-quista no sentido de concebê-la como um sados às demais etapas, com atendimentoser em desenvolvimento e sujeito de direi- em instituições educacionais – creches (zerotos, impulsionando um novo ordenamento a três anos) e pré-escolas (quatro a seis anos)social e legal. – e que o profissional que atuasse junto às Através dessas lutas das transformações crianças desta faixa etária fosse o professor,sociais e do avanço do conhecimento cien- com formação mínima em nível médio, mo-tífico, evidencia-se em 1988 a legislação de dalidade Normal. Determinou, ainda, quan-um plano que destaca o direito à educação to à organização da Educação Nacional, queda criança de 0 (zero) a 6 (seis) anos, como a União, os Estados, o Distrito Federal e osdever do Estado, e o estabelecimento do re- Municípios, em regime de colaboração, orga-gime de colaboração, prevendo relaciona- nizassem seus sistemas de ensino, sendo quemento integrado entre os sistemas de ensino os Municípios constituíssem seus própriosmediante diálogo e respeito à Lei, além de sistemas ou optassem por se integrarem aodeliberações compartilhadas e compromisso Sistema Estadual de Ensino ou compuses-comum com a oferta e a qualidade social da sem, ambos, um sistema único de Educaçãoeducação. Pautado historicamente na pobre- Básica.za, no sentido de evitar a mortalidade infan- Com a LDB, Resolução Nº 361/2000,til e de atender à demanda de mães trabalha- os municípios passam a ter uma nova res-doras ou ainda que não tinham condições ponsabilidade, juntamente com os Estadosde cuidar e educar seus fi lhos, o atendimen- e Distrito Federal no âmbito da Educaçãoto às crianças pequenas no Brasil, existente Infantil e das políticas públicas, conformehá mais de 100 anos, configurou-se como estabelece a Constituição Federal, o Esta-um serviço eminentemente assistencial com tuto da Criança e do Adolescente e toda acritérios de atendimento determinados pela legislação pertinente.área de assistência social, por meio de alguns O Plano Nacional de Educação – Lei Nºdocumentos oficiais e em alguns casos am- 10.172 de janeiro de 2001, incluiu a Educaçãobos com registro na Secretaria Estadual e no Infantil no capítulo de “Educação Básica”, es-Conselho Estadual de Educação, não signifi- tabelecendo objetivos e metas na promoçãocando necessariamente um tipo de supervi- de um atendimento educacional de qualida-são ou acompanhamento com uma trajetória de, visando o desenvolvimento integral daseducacional ligada ao pedagógico, vinculada crianças de 0 (zero) a 6 (seis) anos.às escolas de ensino fundamental das redes No atual contexto, muitas instituiçõespúblicas sem a regulamentação necessária à ainda encontram-se vinculadas ao sistemaespecificidade da área. social público – Secretarias de Assistência A Constituição Federal de 1988 deter- Social, Desenvolvimento Social e outros.minou o dever do Estado com a Educação Num regime de colaboração, as instituiçõesInfantil, efetivando o atendimento em cre- de Ensino Infantil serão autorizadas, creden-ches e pré-escolas às crianças de 0 a 6 anos, ciadas e supervisionadas pelo seu respectivogarantindo o atendimento aos seus direitos sistema de ensino, pois demanda decisões(das mesmas), dos pais e das mães trabalha- políticas e ações articuladas nas diferentesdores, tanto urbanos quanto rurais. esferas de governo – Federal, Estadual e Mu- A Lei de Diretrizes e Bases da Educação nicipal, num processo viável de transmissãoNacional – nº 9.394 de 1996, defi niu Educa- de gestão para a política educacional.
  • 11. O credenciamento e a integração das ção do cuidar); em 1990, com o Estatuto da instituições de educação infantil aos “siste- Criança e do Adolescente (Lei Nº 8.069 – 13/ mas de ensino” fi rmaram-se através de regu- 07/ 1997) reafi rmam-se os direitos e estabe- lamentações e normas para funcionamento, lecem-se mecanismos de participação e con- estabelecidas pelos Conselhos Estaduais ou trole social na formulação e implementação Municipais de Educação, sujeitas à supervi- de políticas para a infância; 1994 – Política são, acompanhamento, controle e avaliação, Nacional de Educação Infantil - fortaleci- para que ao mesmo tempo construíssem mento das instâncias competentes, concep- uma identidade no sistema, elaborando cole- ção de educação e cuidado (indissociáveis), tivamente, com o apoio da Secretaria Muni- melhoria da qualidade do atendimento, polí- cipal de Educação, implementando propos- tica de formação profissional; 1995, defi niu- tas pedagógicas e formação continuada dos se a melhoria da qualidade no atendimento professores. com linhas de ação; 1996, LDB – evidenciou As Ações do Ministério da Educação a importância da Educação Infantil e a consi- (MEC) voltadas para a criança (cuidado e derou primeira etapa da Educação Básica (0 educação) foram inseridas a partir de 1975, a 6 anos); 1998 (SEF / DEE / COEDI) com a com a criação da Coordenação de Educação coordenação de dirigentes do MEC, ocorreu Pré-escolar, na área da Assistência Social do a formulação de diretrizes e normas para a Governo Federal, através do convênio com Educação Infantil no Brasil; 1998, foi elabo- ins-tituições comunitárias fi lantrópicas e con- rado o Referencial Curricular Nacional para fessionais (0 a 6 anos), camadas mais pobres a Educação Infantil (RCNEI) – Parâmetros da população; em 1977, a Legião Brasileira Curriculares Nacionais (art. 26 da LDB); 1999 de Assistência – LBA, com auxilio fi nancei- – Diretrizes Curriculares Nacionais para a ro e algum apoio técnico através Ministério Educação Infantil (Parecer CNE / CEB Nº 01); da Previdência e Assistência Social, extinta Diretrizes Curriculares Nacionais para a For- em 1995; Constituição Federal de 1988 (0 a 6 mação de Professores na Modalidade Normal anos), dever do Estado perante o direito da em Nível Médio (Resolução CNE / CEB nº 2/ criança à educação (inclusão da creche, fun- 1999); Diretrizes Curriculares para formaçãoCentro Municipal de Educação Infantil Adelaide Fontenele - Arquivo SEMEC. 13
  • 12. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILde professores da Educação Básica, em nível organograma da Prefeitura, a Secretaria Mu-superior, curso de licenciatura, de gradua- nicipal de Educação, Cultura e Saúde Públi-ção plena (CNE / CP / 009 / 2001); Integra- ca. Por meio dessa organização, além das ati-ção das Instituições de Educação Infantil aos vidades desenvolvidas no Ensino Primário eSistemas de Ensino – desafios e conquistas no Grau Médio, que compreendia o Ginásio(2002); Cadastro Nacional – 2005, coordena- Científico, a Secretaria era, ainda, responsá-do pelo INEP - com uma política de garantia vel pelos Departamentos de Cultura e de As-e continuidade do atendimento, a efetivação sistência Médico-Dentária.estadual e municipal do credenciamento e Até 1971, o ensino municipal, de maneirada integração das instituições de Educação geral, funcionou de forma bastante rudimen-Infantil aos sistemas de ensino fundamenta tar. Naquele período, uma única escola eraestabelecer o envolvimento de todos os se- responsável pela educação de todos os alu-tores na defi nição de competências relativas nos de 5ª a 8ª série, no entanto, não possuí-aos recursos, prestação de contas, assessoria am uma proposta curricular organizada, quepedagógica, supervisão e acompanhamento, tinha de ser fundamentada e desenvolvida anucleação de instituições de educação que partir do levantamento de conteúdos progra-já fazem parte do sistema, formação inicial e máticos extraídos de livros didáticos da épo-continuada do professor de educação infan- ca, sob a orientação de professores que exer-til, entre outras ações. ciam a função de supervisor escolar. Atualmente, orientado nas Diretrizes Essa realidade só veio a se modificarCurriculares Nacionais a garantia da igualda- com a implementação da Lei de Diretri-de de acesso dos alunos a uma Base Nacional zes e Bases da Educação Nacional (LDB NºComum, propiciando unidade e maior quali- 5.692/71), que modificou a nomenclatura dasdade das ações pedagógicas nas diversidades modalidades de ensino e, ao mesmo tempo,nacionais, na preocupação com a formação proporcionou a expansão do ensino de 5ª acidadã, as temáticas relevantes às comunida- 8ª série. O ginásio, que antes fazia parte dodes específicas (Educação para o Trânsito, Grau Médio em conjunto com o Científico,Drogas, Paz na Sociedade Contemporânea) passou a integrar o Grau Primário. As esco-e na Diversidade Étnico-Racial – através da las, por sua vez, passaram a utilizar o MacroLei Nº 10.639/03, e do estudo dos conteúdos currículo de Ensino de 1º Grau da Secretariaque tratam dos direitos da criança e do ado- Estadual de Educação do Piauí com referen-lescente, conforme a Lei nº 11.525/07. cial para a operacionalização do seu planeja- mento curricular.2.1 Teresina Em 1975, as diretrizes de estruturação da Prefeitura foram definidas e suas ativi- Em Teresina a Educação Municipal per- dades básicas reorganizadas. A Secretariacorreu um longo caminho até chegar ao ní- de Educação deixou de funcionar em con-vel de qualidade dos dias atuais. Até 1966, a junto com o Departamento de AssistênciaPrefeitura não dispunha de uma Secretaria Médico-Dentária, passando a atuar comode Educação estruturada e organizada. Suas Secretaria de Educação e Cultura. Suas atri-atividades eram coordenadas por um setor buições foram definidas e esta passou adenominado Divisão de Educação (D.E.), funcionar como Órgão de Execução de Pla-responsável pela assistência às escolas muni- nos e Programas específicos, responsávelcipais, localizadas, à época, na zona rural. pelas diretrizes geradas da Educação e da Em maio de 1966, foi sancionada a Lei Cultura: ensino de 1º e 2º graus, desporto enº 1.079, que estabeleceu a reorganização recreação.dos órgãos municipais, implementando, no Em setembro de 1977, a SEMEC passa
  • 13. a ter nova estrutura. Através do Decreto nº ações elaboradas por pedagogos de maneira047, vários órgãos foram defi nidos de manei- a sistematizar o ensino nas escolas públicasra a operacionalizar a educação municipal: municipais.órgãos colegiados, vinculados à Secretaria; Somente quatro anos depois, já em 1995,órgão de assistência imediata ao secretário e a Proposta Curricular foi concluída, publica-de atividades internas da Secretaria; órgãos da e distribuída a todos os profissionais dasetoriais de execução; mecanismos especiais Educação Pública Municipal. Por ela, o ensi-de natureza transitória e órgão de direção no ficou dividido em duas etapas: a primeira,ligado à execução de planos e programas com dois blocos de dois anos, tendo um úni-específicos, englobando departamentos de co professor responsável por sua regência; eeducação, cultura, recreação e desportos. a segunda, dividida em quatro séries anuais, Por meio dessa nova estrutura, as crian- de 5ª a 8ª série, com a regência sob a respon-ças na faixa etária de 04 a 06 anos, que antes sabilidade de vários professores, sendo umrecebiam orientação escolar nas creches con- para cada área de estudo.veniadas com a Prefeitura, passaram a fazer Em 1999, o Plano Decenal de Educa-parte do ensino público municipal, através ção para Teresina – PDET, prioriza o aten-da Divisão de Educação Infantil e as creches dimento, em 10 anos, de 60% das criançasficaram sob a responsabilidade de Entidades de 0 (zero) a 3 (três) anos e, de 100% dasFilantrópicas. crianças de 4 (quatro) a 6 (seis) anos na Edu- No período compreendido entre 1966 e cação Infantil com a incorporação gradativa1985, ocorreu a expansão da Educação Públi- das crianças de 6 (seis) anos no Ensino Fun-ca Municipal, impulsionada pela oferta de cur- damental; a universalização do atendimentosos realizados em parceria entre o Governo às crianças de zero a seis anos, visando aoFederal, através do Ministério de Educação e seu desenvolvimento global e harmônico emCultura, e do Governo Estadual, por meio da relação aos aspectos motores, sócio-afetivos,Secretaria de Educação. O corpo docente, que cognitivos, garantindo-lhes habilidades paranão tinha formação pedagógica, foi gradativa- continuidade no processo educacional; emente sendo qualificado. No final de 1985, a ampliação da oferta de Educação Infantil, deEducação do município já contava com uma forma a atender à demanda manifesta.estrutura física composta por 93 escolas, 75 A Lei Orgânica deste Município (2000)na zona rural e 18 na zona urbana. reafirma os incisos I e III do Art. 213, que o No período de 1986 a 1992, várias ações município manterá, entre outros, o ensinorelevantes foram realizadas no âmbito mu- fundamental obrigatório, inclusive para osnicipal: criação do Estatuto do Magistério que a ele não tiveram acesso na idade pró-(1986); realização do primeiro concurso pú- pria, o atendimento em creches e pré-escolasblico para professores (1987); elaboração do às crianças de zero a 6 anos de idade. Afirmaregimento interno da SEMEC (1989 a 1992); também no Art. 214 que o Município promo-aquisição do prédio próprio da SEMEC, com verá a educação pré-escolar e o Ensino de 1ºa construção do seu auditório anexo, e im- grau, com a colaboração da sociedade e a co-plantação do Departamento de Controle de operação técnica e financeira da União e doDados e Estatísticos; capacitação dos profes- Estado, visando ao pleno desenvolvimento dasores leigos da zona rural. pessoa, seu preparo para o exercício da cida- Em 1991, a Secretaria estabeleceu uma dania e sua qualificação para o trabalho.Proposta Curricular de cunho construtivista. A partir de 2003, segundo o PDET, crecheVisando a implementação desta proposta, fo- e pré-escola constituiram, simultaneamente,ram realizados diversos cursos de capacita- um direito da criança à educação e um direi-ção e seminários, bem como desenvolvidas to da família de compartilhar a educação de 15
  • 14. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILseus filhos em equipamentos sociais; o Esta- tos e oitenta) em unidades Comunitáriasdo tem deveres também para com a educação e 1.632 (mil seiscentos e trinta e dois) emda criança de 0 (zero) a 6 (seis) anos, devendo unidades Filantrópicas, com monitoramentocriar condições para a expansão do atendi- pedagógico. Nas 45 (quarenta e cinco) Ins-mento e a melhoria da qualidade, cabendo ao tituições Filantrópicas sem monitoramentoMunicípio a responsabilidade de sua institu- pedagógico, são beneficiadas 4.414 (quatrocionalização, com o apoio financeiro e técnico mil quatrocentos e quatorze) crianças, ondedas esferas federal e estadual; a creche, assim a SEMEC repassa subvenções de merenda es-como a pré-escola, é equipamento educacio- colar, cessão de professores, etc.nal e não apenas de assistência. Tendo como Para atendimento às crianças de Edu-uma das características da nova concepção de cação Infantil, em Creches/ Pré-Escolas Co-Educação Infantil a integração das funções de munitárias e Filantrópicas, foram fi rmados“cuidar e educar”. convênios com 37 (trinta e sete) Instituições, De forma a atender a demanda manifes- sendo 31 (trinta e uma) através da SEMEC eta, respaldado na legislação vigente, o muni- SEMCAD, no atendimento da demanda su-cípio de Teresina vem implementando ações pracitada, em aquisição de materiais, uten-no sentido de atender ao que preceitua a sílios, merenda escolar, em ampliações,Lei e mudar o quadro em que se configura serviços, reparo e construção de prédios es-a realidade local, ou seja, mesmo a Secreta- colares, além do investimento realizado naria Municipal de Educação e Cultura ofere- área de formação, que possibilitou a forma-cendo turmas de Educação Infantil, a oferta ção continuada de 874 (oitocentos e setentamaior pertencia à Secretaria da Criança e do e quatro) profi ssionais da Educação InfantilAdolescente – SEMCAD, em parceria com a em oficinas, cursos, simpósios, seminários eSecretaria Municipal do Trabalho, Cidadania congressos.e Assistência Social – SEMTCAS, portanto,vinculadas à área da assistência. A partir doano de 2006 a Secretaria Municipal de Edu-cação e Cultura – SEMEC, passou a assumir a 3. OBJETIVO DA EDUCAÇÃOdemanda de Educação Infantil atendida pela INFANTILSEMCAD / SEMTCAS. Em virtude da “nova” demanda, a SE- 3.1 OBJETIVO GERALMEC criou a Coordenação de Educação In-fantil: composta por uma coordenadora, 03 • Subsidiar elementos que possibili-(três) superintendentes adjuntas e 17 (de- tem uma construção progressiva do conhe-zessete) superintendentes escolares para cimento da criança de 0 (zero) a 5 (cinco)atenderem às 51 (cinqüenta e uma) Creches/ anos nas Creches/Pré-escolas, para que estaPré-Escolas municipais; 60 (sessenta) comu- fi rme-se como indivíduo e como ser coleti-nitárias; 15 (quinze) fi lantrópicas com moni- vo, interagindo através das relações afetivastoramento da gestão pedagógica, num total com responsabilidade e autonomia.de 126 (cento e vinte e seis) Unidades de 45(quarenta e cinco) Filantrópicas sem moni- 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOStoramento da gestão, totalizando 171 (cen-to de setenta e uma) unidades. Atualmente, • Desenvolver uma imagem positiva17.953 (dezessete mil novecentos e cinqüen- de si, atuando de forma cada vez mais inde-ta e três) crianças são atendidas, sendo: 7.941 pendente, com confiança em suas capacida-(sete mil novecentos e quarenta e uma) em des e percepção de suas limitações;unidades Municipais, 8.380 (oito mil trezen- • Reconhecer progressivamente seu
  • 15. próprio corpo, suas potencialidades e seus “Cuidar” são funções indissociáveis. Até re-limites, desenvolvendo e valorizando hábitos centemente essas duas funções pareciamde cuidado com a própria saúde e bem-estar; separadas; cabia à creche o cuidar e à esco- • Estabelecer vínculos afetivos e de la o educar. Hoje, a integração dessas duastroca com adultos e crianças, fortalecendo funções na educação infantil representa umsua auto-estima e ampliando gradativamente avanço significativo no olhar pedagógicosuas possibilidades de comunicação e intera- onde o cuidar e o educar caminham juntos,ção social; um é parte integrante do outro, pois o de- • Ampliar cada vez mais as relações senvolvimento integral do ser humano de-sociais, aprendendo aos poucos a articular pende tanto de cuidados na dimensão afe-seus interesses e pontos de vista com os de- tiva, quanto aos cuidados biológicos, quemais, respeitando a diversidade e desenvol- envolve a saúde e higiene, como também osvendo atitudes de ajuda e colaboração; cuidados intelectuais que dizem respeito à • Explorar o ambiente com atitude de aprendizagem.curiosidade, percebendo-se cada vez mais O desenvolvimento infantil pleno de-como integrante, dependente e agente trans- pende de práticas educativas que favoreçamformador do meio ambiente e valorizando ati- a aquisição de conhecimentos e atitudes quetudes que contribuam para sua observação; permitam à criança desenvolver posturas crí- • Brincar, expressando emoções, sen- ticas, participativas e dialógicas da valoriza-timentos, pensamentos, desejos e necessida- ção das experiências individuais e coletivas.des; Para que a instituição de Educação Infantil • Utilizar as diferentes linguagens desenvolva uma prática voltada para a for-(corporal, musical, plástica, oral e escrita) mação integral da criança faz-se necessárioajustadas às diferentes intenções e situações primeiramente, ter compreensão do homemde comunicação, de forma a compreender como sujeito histórico marcado por caracte-e ser compreendido, expressar suas idéias, rísticas próprias, como enfatiza Paulo Freiresentimentos, necessidades e desejos e avan- (1996, p. 46)”. A questão da identidade cul-çar no seu processo de construção de sig- tural de que se fazem parte a dimensão in-nificados, enriquecendo cada vez mais sua dividual e a de classe dos educadores, cujocapacidade expressiva; respeito é absolutamente fundamental na • Reconhecer algumas manifestações prática educativa progressista, é um proble-culturais, demonstrando atitudes de interes- ma que não pode ser desprezado”.se, respeito e participação frente a elas e va- Sendo o ensino infantil a primeira eta-lorizando a diversidade. pa da Educação Básica e o primeiro conta- to da criança com o saber sistematizado, é imprescindível que este tenha como funda-4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA mentação metodológica os estudos de auto- res como John Dewey (1979), Piaget (1978), A educação infantil, primeiro contato da Vigotsky (1979), Wallon (1979) e Emília Fer-criança com o saber sistematizado, deve po- reiro (1989), que pensam a educação escolartencializar a criança para agir conforme as como uma prática que propicia condiçõesexigências da sociedade moderna, que, atra- para que os educadores desenvolvam suasvés de suas inúmeras conquistas tecnológi- capacidades e aprendam os conteúdos ne-cas, fez com que o papel da educação fosse cessários para construir instrumentos derepensado para adequar-se às necessidades compreensão da realidade.e expectativas dessa sociedade. Para John Dewey (1979), a ação precede Dentro desse contexto, o “Educar” e o o conhecimento e o pensamento. Antes de 17
  • 16. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILexistir como ser pensante, o homem é umser que age, e também um ser eminente-mente social; para ele, são as necessidadessociais que norteiam sua concepção de vidae de educação. Instituindo a fórmula: Vidahumana + vida social = cooperação. Nessesentido, não há aprendizagem genuína em CMEI Adelaide Fontenele - Arquivo SEMEC.processos divorciados da experiência que,segundo ele, se estabelece em cinco fases: I. Um momento de perplexidade de-corrente do conforto com uma situação pro-blemática, de caráter mal defi nido, geradorde dúvida; II. Uma antecipação hipotética, esboçode interpretação dos elementos do problema; o sujeito e o meio. Portanto, em seus estudos III. Uma etapa de exploração e análise descobriu que o processo de construção dode todos os aspectos importantes para defi- conhecimento ocorre em etapas, que evolu-nir e classificar o problema; em progressivamente por meio de estruturas IV. Um trabalho de reelaboração e refi- que surgem com base em um mecanismo denamento das hipóteses iniciais, tornando-as adaptação do organismo a novas situações.mais consistentes e mais precisas em função Seguindo o mesmo pensamento dedo seu enquadramento num conjunto mais Dewey, Piaget afi rma que a criança é, por na-amplo de informações; tureza, ativa, conseqüentemente, ela apren- V. Um momento de teste da hipótese de melhor e de forma mais efetiva a partir daatravés de uma ação na realidade para verifi- experiência concreta.car suas conseqüências. Lev Vygotsky (1984) defendia a teoria A concepção do problema é o ponto de socio cultural do desenvolvimento. Para ele,partida de aprendizagem, o suporte no qual é nas relações pessoais que o ser humano seoscila a elaboração racional de hipóteses e a constrói; é por meio delas que o indivíduoantecipação de seus resultados. Isso signifi- internaliza os elementos da cultura. A apren-ca que o processo operacional não tem um dizagem impulsiona o desenvolvimento, por-fi m em si mesmo, e que educação é processo tanto, o professor tem o papel de interferir,de contínua reorganização, devendo o pro- propondo desafios, desencadeando avançosfessor apresentar os conteúdos escolares na e estimulando a interação entre as crianças.forma de questões ou problemas e jamais dar Dessa forma, sua mais importante contribui-de antemão respostas ou soluções prontas. ção para a educação é a proposta de relaçãoPode-se afi rmar que as teorias mais moder- entre desenvolvimento e aprendizagem. Onas da didática, como o construtivismo e as desenvolvimento é entendido como um pro-bases teóricas dos Parâmetros Curriculares cesso de internalização cultural de “pensar”Nacionais têm inspiração nas idéias de John e de “agir”, iniciando nas relações sociais,Dewey. embasadas na interação de linguagem, jogo A teoria de Jean Piaget (1976) é base do e compartilhamento com a criança e seusconstrutivismo interacionista, e seu ponto sistemas de pensamento e ação, ou seja, oscentral é a idéia de que as estruturas men- processos de aprendizado transformam-setais (cognitivas e afetivas) são construídas em processos de desenvolvimento no senti-ou formadas ao longo do desenvolvimento, do de privilegiar o aprendizado e as condi-a partir da interação que se estabelece entre ções sociais de produção. Vygotsky colocou
  • 17. em discussão os indicadores de desenvol- • A criança não compreende que a es-vimento real, “o nível de desenvolvimento crita representa a fala, o som das palavras, edas funções mentais da criança que se esta- não o objeto a que o nome se refere.beleceram com o resultado de certos ci- • Ao começar a dar conta das caracte-clos de desenvolvimento já completados” rísticas formais da escrita, a criança constrói(VYGOTSKY, 1979), no qual a criança realiza duas hipóteses que vão acompanhá-la poratividades que foram antes compartilhadas algum tempo durante o processo de alfabe-com outras pessoas. Sua proposta funda- tização:menta-se nos indicadores de desenvolvimen- - de que é preciso um número de le-to proximal, que revelariam modos de agir tras – entre 2 (duas) e 4 (quatro) para queem elaboração; seriam, assim, as soluções esteja escrito alguma coisa;que a criança consegue atingir com a orien- - de que é preciso um mínimo de va-tação e intervenção do adulto. riedades de caracteres para que uma série Emília Ferreiro (1989), em suas pesqui- de letras “sirva para ler”;sas, procurou observar como se realiza a aqui- • Geralmente lê globalmente a suasição da linguagem oral e escrita na criança. escrita.Os resultados (de suas pesquisas) permitiramconhecer a maneira como a criança concebe Silábica:esse processo, as teorias pedagógico-meto- • O que a caracteriza é a crença dedológicas apontam caminhos, evitando erros que cada letra representa uma sílaba – a me-freqüentes dos profissionais alfabetizadores. nor unidade sonora.Os seus estudos mostram os processos atra- • Há alguns tipos de escrita:vés dos quais a criança constrói o conceito de Sem-valor-sonoro (sem correspondên-língua escrita como um sistema de represen- cia): usa uma letra para cada emissão sonoratação dos sons da fala por sinais gráficos, isto e pode ou não demonstrar conhecimento so-é, torna-se alfabético; sugerindo condições bre o valor sonoro convencional das letras;adequadas do desenvolvimento desse proces- Silábica com correspondência (com valorso, revelando o papel fundamental de uma sonoro): que entra em conflito com a hipóte-interação intensa e diversificada da criança se de qualidade mínima de caracteres: paracom práticas e materiais significativos reais que um conjunto de letras possa ser conside-de leitura e escrita a fim de conceitualização rado uma palavra – o que varia de uma pala-da língua escrita. Nessa etapa, a criança passa vra para outra é o número de letras tido comopor avanços e recuos, até se apossar do códi- mínimo, em geral entre duas e quatro, porquego lingüístico e dominá-lo. Essa construção sedá por seqüência de hipóteses. Sabe-se queao chegar à escola a criança já traz uma baga-gem de conhecimentos; cabendo ao profes- Criança da rede municipal de ensino infantil - Arquivo SEMEC.sor respeitar o nível de desenvolvimento decada uma. Conforme Emília Ferreiro, na Psicogêne-se da Língua Escrita, toda criança passa porquatro fases até que esteja alfabetizada:Pré-Silábico: • De início, não faz uma diferenciaçãoclara entre o sistema de representação do dese-nho (pictográfico) e o da escrita (alfabético). 19
  • 18. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILcom uma única letra “não serve para ler”; Movimento: tem caráter pedagógico tan- • A hipótese silábica é falsa e neces- to pela qualidade dos gestos e movimentossária; quanto por sua representação. As emoções • O salto qualitativo é a descoberta dependem fundamentalmente da organizaçãoque a escrita representa os sons da fala. de espaços para se manifestarem, devendo a escola disponibilizar tempo para a fluidez dasSilábica Alfabética: emoções e do pensamento, através de ativi- • É o momento de transição entre a dades lúdicas pedagógicas, necessárias paraescrita silábica e a alfabética. o desenvolvimento da pessoa. • Estabelece relação entre a pauta so- Inteligência: o desenvolvimento da in-nora e a escrita, mas ainda oscila entre a cor- teligência depende essencialmente de comorespondência sílaba – letra (grafema) – som cada um faz diferenciações com a realidade(fonema). exterior e interior, sendo o seu interior for- • Ora representa a sílaba completa na mado por sonhos e fantasias e o exterior comescrita, ora não. símbolos, códigos e valores, sociais e cultu- rais. Ao confrontá-los, a criança encontra so-Alfabética: luções, sendo esta situação um fator determi- • Estabelece relação entre a pauta so- nante para o desenvolvimento intelectual.nora e a escrita, e já compreendeu a natureza Eu e o outro: a construção do eu depen-desta relação; de essencialmente do outro. Seja para ser • Já descobriu que as letras represen- referência, seja para ser negado. A partir dotam os fonemas e não as sílabas; instante em que a criança começa a viver a • Descobriu a sílaba no escrito. chamada crise de oposição, em que a nega- O conhecimento sobre esse processo ção do outro funciona como instrumento decontinua avançando; analisar representações descoberta de si próprio.sobre a escrita da criança é importante para Wallon enfatiza a valorização dos espa-o professor saber como agir, organizar ati- ços da sala de aula e a liberdade de movi-vidades que favoreçam a reflexão da crian- mento por meio das emoções que a criançaça sobre a escrita, porque é pensando que se relaciona com o mundo e se desenvolve.ela aprende. Esse processo de conhecimento O desenvolvimento da criança, do nasci-por parte da criança é gradual, utilizam es- mento aos 6 anos, é de fundamental impor-quemas internos, e não simplesmente o que tância para sua vida futura. Por isso, os edu-ouvem; interpretam o ensino recebido. cadores que trabalham com essa faixa etária Para Henri Wallon (1979), o desenvolvi- precisam estar atentos para o atendimento demento da criança envolve muito mais que um suas necessidades básicas, a fim de contribuí-simples cérebro. Considera a criança como rem positivamente no seu desenvolvimento.um todo e que a escola deve proporcionar a O termo desenvolvimento é entendidoformação integral desta criança. Suas idéias como um conjunto de variações que ocorremsão baseadas em quatro elementos básicos: no indivíduo por força de disposições interio-a afetividade, o movimento, a inteligência e a res e pela influência de fatores ambientais,formação do eu como pessoa: pois os dois aspectos atuam entre si numa Afetividade: as emoções têm papel pre- verdadeira união. Isto significa que, ao nas-ponderante no desenvolvimento da criança, cer, a criança traz consigo uma carga genéti-pois é através dela que a criança exterioriza ca, mas o que ela vai ser realmente no futuroseus desejos e vontades e essas manifesta- é sempre influenciado pelo que o ambienteções precisam ser estimuladas pelas institui- lhe oferece. Devido à ação tanto dos fatoresções de ensino. de ordem individual como de ordem social
  • 19. há uma ampla variação de idades em todas • É preciso lembrar que muitos be-as conquistas que vão acontecendo. Portanto, bês sentem bastante desconforto durante avale considerar os seguintes aspectos: primeira dentição, tornando-se mais irrita- dos; é preciso dar-lhes maior atenção e pro-BEBÊS (0 a 2 anos) videnciar mordedores, cenouras cruas, etc.,ASPECTO AFETIVO/EMOCIONAL/SOCIAL para que aliviem esse desconforto; • A partir do sexto mês, aproximada- • Bebês precisam de muito contato fí- mente, o bebê já dispõe de várias maneirassico e palavras carinhosas; gostam da compa- de expressar suas alegrias, zanga, fome, exci-nhia de pessoas, de ouvir sons (especialmente tação, medo, etc.;vozes), de observar coisas e movimentos; • Por essa idade, aproximadamente, • Durante todo esse período o bebê o bebê começa a ser capaz de imitar gestosmantém intensa comunicação com o adulto simples (agitar os braços, por exemplo);através da gestualidade, expressividade, dife- • Após o sétimo/ oitavo mês, o bebêrentes tipos de choros, etc. - são formas pré- pode desenvolver medos por estranhos, poislinguísticas (anteriores à fala), mas bastante já reconhece as pessoas; também pode mos-eficientes para mobilizar as pessoas que o trar-se assustado se as pessoas conhecidasrodeiam; apresentam alguma mudança significativa • Quando chora, o bebê está comu- (põem óculos escuros, chapéus, cortam onicando algo, se entendemos o que ele está cabelo muito diferente, etc.);comunicando e atendemos às suas neces- • Nessa fase, as ligações afetivas tor-sidades (de sono, de alimento, de carinho, nam-se muito mais sólidas; cada vez mais aetc.) o bebê deve acalmar-se; criança demonstra a alegria de rever as pes- • Os bebês variam muito quanto à soas que lhe cuidam e lhe dão apoio emo-preferência (quanto a gostar de atividades cional;mais agitadas ou mais tranqüilas, por exem- • O momento adequado para come-plo), maneira de reagir a estímulos (uma ri- çar o controle do xixi e do cocô varia de umasada alta pode alegrar uns e assustar outros). criança para outra; algumas já aos 12 mesesCapacidade de suportar desconforto (como demonstram ter consciência de que vão eva-estar molhado, com fome ou com sede); o cuar ou urinar e estabelecem uma certa re-educador precisa aprender a conhecer essas gularidade, especialmente nas evacuações –peculiaridades e considerá-las nas suas rela- que são indícios de que é possível começarções com cada bebê; esse processo; • Quando ingressa na instituição de • Mesmo crianças bem pequenas seeducação infantil (geralmente a partir dos 4 beneficiam do contato com outras crianças;meses), o bebê já sorri socialmente e reage gostam de vê-las, tocá-las, etc. e aprendemde forma diferente às pessoas que são mais muito entre si;próximas dele; • A primeira etapa da construção da • Também a partir dessa idade, ge- noção de si enquanto pessoa inclui tanto aralmente o bebê tenta pegar e manipular os exploração de partes do corpo até a curio-objetos que lhe interessam; sidade pelo corpo dos outros e a apropria- • A aceitação ou recusa de alimentos ção da própria imagem (principalmente empodem ser indícios da forma como o bebê fotos e espelhos), ao fi nal do segundo anoestá se sentindo (física e emocionalmente); (20-24 meses);mas a recusa de alimentos específicos geral- • A crescente habilidade motora (sen-mente indica apenas preferências – é melhor tar, pegar coisas, engatinhar, andar) ampliaser flexível e oferecer alternativas; as possibilidades de conhecimento e inte- 21
  • 20. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILrações da criança e lhe trazem uma relativa • Nessa fase já consegue segurar ob-independência dos adultos – que deve ser jetos por um tempo maior, inclusive segurarencorajado tanto pelo oferecimento de um um biscoito para comer; pode-se experimen-ambiente seguro e estimulante como (e prin- tar também utilizar um caneco no lugar dacipalmente) pela demonstração de confiança mamadeira para que ele tome água ou suco;nas possibilidades da criança, de apoio nas • Por volta dos oitavo mês, o bebêtentativas frustradas e de alegria por cada pode ser capaz de sentar-se sem apoio en-habilidade conquistada; quanto brinca com algo, mas é comum que • Se, quando chamamos a criança e se distraia e caia; assim, é preciso cuidadofalamos com ela (usamos sempre a partir dos com objetos à sua volta para que ele não se18 meses), ela começa a identificar a si mesma machuque;e às pessoas mais próximas pelos nomes; • Geralmente, no nono mês, o bebê • O início da fala propicia melhor co- pode engatinhar de fato (antes disso é maismunicação, mas é preciso não esperar muito comum que se arraste);nesse sentido, pois, naturalmente, a criança • Por volta dessa idade, provavelmen-pequena é tão egocêntrica, centrada no seu te o bebê poderá manter-se em pé, apoian-próprio ponto de vista que, muitas vezes, a do-se em algo e tentará fazer isso semprefala serve a outros fi ns. que tiver oportunidade; • Nessa etapa, talvez, ele já goste deASPECTO PSICOMOTOR tirar objetos de um recipiente e largar em outro; • Ao ingressar na creche, o bebê já • Com um ano ou mais a criançaconsegue apoiar-se de bruços e ergue-se pode começar a andar, embora continue aapoiando nos antebraços; engatinhar; • Em geral, também já estabeleceu • Nessa fase, o bebê também conse-a coordenação mão-boca, que lhe permite, gue, além de dar, receber coisas – o que pos-por exemplo, levar o polegar à boca. sibilita que ele brinque assim com os adultos • Gosta de brincar com as mãos; a co- ou crianças maiores; também já começa a seordenação entre os olhos e mãos já lhe per- envolver em brincadeiras de esconder, atirarmite começar a agarrar objetos; uma pequena bola, etc.; • Dos quinto mês em diante é preciso • A partir dos 18 (dezoito) meses, asmaior cuidado com o bebê, pois ele passa a brincadeiras se diversificam, incluindo en-ser capaz de rolar lateralmente, mesmo es- caixar, empilhar, amassar massinha ou ar-tando deitado de costas, e pode movimen- gila, enroscar, etc., e é bom exercitar todastar-se o suficiente para cair da cama; a ex- essas possibilidades;ploração do corpo é cada vez maior e ele • Aos 15 (décimo quinto) mês, geral-poderá gostar de agarrar os pés e colocá-los mente as crianças estão andando, mas algu-na boca; também já pode começar a puxar mas podem precisar ainda de mais tempoobjetos para manipular; para isso; • A partir do sexto mês, o bebê pode- • Por volta do 18º (décimo oitavo)rá ser capaz de manter-se sentado apoiado mês, as crianças já conseguem empilharem almofadas; a manipulação torna-se mais mais de três objetos, encaixar e desencaixardeliberada; latas ou caixas. • Aos 7 meses, aproximadamente, obebê poderá começar a sentar, mas só por ASPECTO COGNITIVOalguns momentos e inclinado à frente a fi mde equilibrar-se; • Ao chegar à instituição de educação
  • 21. infantil, o bebê já segue movimentos com os as crianças começam a desenvolver novosolhos e move a cabeça na direção de sons; meios para atingir seus objetivos, através de • A partir do quarto mês, o bebê co- experimentação ativa – cada vez mais preci-meça a perceber a relação entre seus atos e sa ter vários tipos de objetos à mão para queos efeitos que estes produzem (por exemplo, possa manipulá-los e experimentar as suasentre o puxão de um cordão e o barulho de possibilidades;guizos presos a ele); assim, pode reproduzir • Nessa fase, a criança pode identifi-ações que considera interessante; car algumas partes do seu corpo, indicando- • Aos seis meses, em geral, o bebê as por gestos;começa a emitir as primeiras consoantes, • Próximo ao 18º (décimo oitavo) ousendo que os sons mais suaves (ma, na, etc.) 20º (vigésimo) mês, inicia a construção desurgem antes dos mais “duros” (da, ta, etc.); pequenas frases (mas é bom lembrar que • Por volta dos 8 (oito) meses, o bebê nessa área da aquisição da linguagem as di-pode já estar emitindo todos os sons da fala ferenças são maiores que em qualquer ou-e deve exercitá-los por algum tempo antes tra área);de conseguir articular a esperada primeira • Entre o 18º (décimo oitavo) e o 24ºpalavra; para isso, contribui muito a quan- (vigésimo quarto) mês, geralmente, a crian-tidade de conversação, cantigas, versinhos, ça passa a ter possibilidade de representaretc., a que ele tem acesso e a qualidade dos mentalmente algo; assim, torna-se capaz decontatos que tem; imitar alguma ação que já viu antes sem es- • Geralmente, após os 8 (oito) meses, o tar vendo-a no momento e de realizar umabebê passa a coordenar duas ações para atin- ação tendo como base a antecipação de quegir algum objeto; se quer alcançar um brinque- irá acontecer (por exemplo, para ter as mãosdo, por exemplo, afasta um livro que está a sua livres para abrir a maçaneta da porta, põe nofrente; chão um brinquedo que estava segurando e • É comum que próximo ao 10º (déci- tem o cuidado de colocá-lo fora do alcancemo) mês, os bebês comecem a procurar um da porta que vai abrir).objeto que é escondido à sua vista (por e-xemplo, se está interessado num chaveiro e CRIANÇAS PEQUENAS (2 a 3 anos)o colocamos debaixo de uma almofada); ASPECTO AFETIVO • Após essa idade, o bebê inicia o re-conhecimento de alguns “sinais” cujos sig- • Por volta dos 2 (dois) anos, a crian-nificados dependem da sua experiência (se ça está em um momento importante da cons-gosta de um determinado alimento, pode trução da sua identidade; é comum uma fasesorrir ao sentir seu cheiro, se precisou usar mais difícil para os que lidam com ela, poisum medicamento num machucado, pode muitas vezes ela diz “não” e prefere fazer ochorar ao vê-lo novamente, etc.) e essa pos- contrário do que esperam que ela faça;sibilidade lhe confere certa capacidade de • Na verdade, até os 6 (seis) anos aprevisão ou antecipação; criança estará às voltas com a grande tarefa • Entre 12 (décimo segundo) e 15 (dé- da construção do seu Eu, descobrindo, defi-cimo quinto) mês é possível que a criança nindo e defendendo o que é ser ela mesma, acomece a falar algumas palavras soltas; sua nascente personalidade, diferenciando- • Por volta dessa idade, a criança com- se dos demais;preende e é capaz de executar pequenas or- • A partir dos 2 (dois) anos, é espe-dens (“apanhe a boneca”, “joga a bola”), ape- rado que as crianças se interessem tantosar de ainda não conseguir falar essa frase; pelo seu corpo como pelo corpo das outras • A partir do 15º (décimo quinto) mês, pessoas; logo que tiver possibilidade de per- 23
  • 22. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILceber as diferenças anatômicas que existem criança tem um tipo de moralidade que éentre meninos e meninas e homens e mu- chamada de moralidade heterônoma; algu-lheres geralmente quer saber mais sobre es- mas das características desse tipo de morali-sas diferenças – o que é uma expressão mui- dade são: a criança julga com base nas conse-to natural da curiosidade geral que a criança qüências do ato e não nas intenções de quemtem por todas as coisas; o praticou; pensa que não se pode mudar • Segundo a teoria psicanalítica, a regras; burla as regras caso tenha oportuni-criança encontra-se num momento muito dade, a fi m de conseguir alguma vantagemdifícil e importante do seu desenvolvimen- (fazer o que queria e estava proibido, ganharto, acrescenta um componente sexual à afei- um jogo etc.); imagina punições bastante se-ção que nutre em relação ao genitor de sexo veras que, em geral, não têm a intenção deoposto, o que faz com ela tenha sentimentos reparar a falta cometida;confl itantes (amor, rivalidade e temor) em • Nesse contexto, é fácil perceber querelação ao genitor do mesmo sexo – nisso a “mentira” não tem, para a criança, o mesmoestá a dificuldade desse momento, a sua im- significado que tem para o adulto; na verda-portância está nas conseqüências positivas de, ela não é capaz de entender por que nãode resolução desse confl ito (por volta dos 5 se deve mentir; inclusive, é comum que achea 6 anos), que é a identificação com o genitor que não pode mentir para um adulto, masdo mesmo sexo; não tem muito problema mentir para um co- • Há estudiosos que atribuem boa lega da mesma idade;parte dos pesadelos e medos que a criança • Próximo aos 4 (quatro) anos, a fasepequena tem aos temores que essa situa- de oposição se atenua e a criança em geralção (conhecida como complexo edipiano ou gosta de ser apreciada pelos outros, preci-complexo de Édipo) traz para ela; de qual- sa do aplauso de adultos e colegas – o quequer maneira, é bom lembrar que os medos expressa, de outra forma, o inacabamentoque a criança expressa são reais para ela e, da separação entre ela e os outros (é comoportanto, lhe trazem sofrimento real; assim, se sem a admiração dos outros ela não semesmo que, para nós, seja infundado, deve- admirasse).mos levá-lo a sério e procurar acalmar e con-fortar a criança. ASPECTO PSICOMOTOR • A criança continua a gostar de brin-cadeiras que envolvem os movimentos que • A criança já anda com facilidade,já domina e que está aprendendo; fica num pé só (apoiada) e pula sozinha com • Gosta de brincar com outras crian- os dois pés;ças; porém, mais pela companhia, pois ainda • Também já pode empilhar cerca deé muito difícil para ela repartir brinquedos, dois blocos ou outros objetos;projetos ou idéias; • Nessa idade, gosta de empurrar • Por volta dos 3 (três) anos, a criança carrinhos e caixas, marchar, dançar, rolar,começa a brincar de “faz-de-conta”, a imitar subir e descer de: cadeiras, mesas baixas,cenas do cotidiano e até a dramatizar histó- etc., com alguma ajuda, já pode usar o es-rias simples; corregador, balançar-se em pneus suspen- • Após os 3 (três) anos, geralmente as sos por cordas, etc.;perguntas da criança em relação à sexuali- • É capaz de levar a colher à boca edade começam a incluir preocupações sobre comer sozinha, mas precisa de ajuda paraa sua origem (quem quis que ela nascesse, escovar os dentes, pois não consegue fazê-loonde ela estava, como ela nasceu, etc.); adequadamente; • Nessa fase e até os 6 (seis) anos, a • Aos três anos, geralmente a crian-
  • 23. ça sobe e desce escadas sozinha, apoiada no • A criança, geralmente, sabe o nomecorrimão, caminha entre objetos sem trope- das pessoas mais próximas, nomeia tambémçar, salta pequenos obstáculos – o que pode alguns animais, brinquedos e outras coisasser exercitado de maneira bastante lúcida na que lhe são familiares; pode começar a falarinstituição de educação infantil; pequenas frases; • Nessa fase, a criança já pode partici- • Por volta dos 3 (três) anos, começapar de jogos bem mais variados como arre- a desenhar figuras fechadas, parecendo bo-messar e apanhar pequenas bolas, brincar de linhas;boliche, cantar músicas que envolvam movi- • Nessa fase, a criança também é ca-mentos sincronizados (bater palmas, balan- paz de identificar a si mesma e pessoas maisçar a cabeça, etc., em determinados trechos familiares em fotografias;da música, por exemplo); • Cada vez mais, vai sendo aperfeiçoa- • Por volta dos 3 (três) anos e meio, ge- da a capacidade da criança de prever conseqü-ralmente a criança começa a vestir-se sozinha ências (por exemplo, o que acontece se eu co-peças mais simples (calções, camisetas, etc.) locar o dedo na água quente?), o que depende • A criança gosta de exercitar a sua muito de suas experiências cotidianas;crescente habilidade e controle manual brin- • Brincando e realizando pequenascando de colar, montar e desmontar, enfiar tarefas, a criança pode ser levada a parearcontas em barbantes, etc. objetos (xícaras e pires, meias e tênis, etc.), • Aos três anos, pode começar a fazer o que lhe auxilia na construção da noção dequebra-cabeças simples e grandes. números. Também através de brincadeiras, a criança exercita a sua capacidade de identifi-ASPECTO COGNITIVO car alimentos através do seu cheiro ou sabor, ou identificar objetos (colocados dentro de Aos 2 (dois) anos, a criança consegue um saco, por exemplo) através das formasimitar diversos sons que conhece (animais, que percebe;motos, etc.); • Nessa fase, a criança também pode • Além de músicas, ela gosta de ouvir separar objetos de acordo com uma de suaspequenas histórias e logo começará a repetir características (como cor, espessura ou ta-pequenos trechos; manho), mas não consegue considerar duas • Nessa etapa, também já é capaz de ou mais características ao mesmo tempo;encontrar objetos após dois deslocamentos • Próximo aos 4 (quatro) anos, geral-sucessivos, isto é, se escondermos uma mo- mente a criança começa a ter noção dos fe-eda na mão e a colocarmos sob um pano e nômenos naturais, como o dia e a noite, adepois sob um livro, irá procurar a moeda chuva, o calor, etc.debaixo do livro; • Começa a “desenhar” rabiscando deum lado para o outro e de cima para baixo; CRIANÇAS MAIORES (4 a 5 anos) • No início da fase simbólica, quem ASPECTO AFETIVOsustenta o pensamento é a motricidade; acriança precisa gesticular para expressar o • De um modo geral, por volta dos 4seu pensamento (para descrever ou explicar (quatro) e 5 (cinco) anos a criança encontra-algo, contar uma história, etc.); se na última fase da etapa personalista (de • Por volta dos 2 (dois) anos e meio, construção da consciência de si, de demar-a criança pode notar diversas semelhanças cação psíquica do Eu), onde tem papel mui-e diferenças entre outras formas, texturas to importante a imitação das pessoas signi-etc.; ficativas; 25
  • 24. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTIL • É bom lembrar que ela deve estar ASPECTO PSICOMOTORelaborando a chamada crise edipiana, o quea leva a identificar-se fortemente com o ge- • A criança, nessa idade, já pode con-nitor do mesmo sexo: nesse caso, a criança trolar bem melhor o seu corpo; geralmentepassa a envolver-se muito com brincadeiras e consegue imitar movimentos mais elabora-atividades em que desempenha papéis tradi- dos, caminhar em diferentes direções e de vá-cionalmente femininos ou masculinos; rias formas, seguindo um ritmo, o que pode • As crianças, já possuem uma me- ser estimulado em diversas brincadeiras;lhor compreensão de causalidade, seqüência • Também é capaz (e em geral gosta)temporal, etc., contribui para que sejam mais de seguir caminhos mais complicados risca-tolerantes com um “não” bem justificado, dos no chão;embora nos casos em que há fortes desejos • Praticamente as crianças sentemem jogo isso seja praticamente impossível prazer em correr, divertindo-se muito em jo-(como, aliás, para boa parte dos adultos...); gos que incluam essa atividade; também gos-é oportuno lembrar que a criança se senti- tam de pular (o que é seguro fazer de umará humilhada e desenvolverá sentimentos altura de 50 a 80 cm de altura) e atirar bolasagressivos se os adultos a repreenderem com em cestos;gritos e agressões e/ou físicas; • Alguns jogos já podem ser inclu- • Há bem mais interesse por atividades ídos: caminhar nas pontas dos pés ou noscompartilhadas com crianças da mesma idade, calcanhares;começando a ser possível brincadeiras com vá- • A crescente habilidade motora fi narios companheiros e jogos simples de regra; da criança possibilita que ela realize traba-• O crescente espírito de iniciativa da lhos como: colar cordões e sementes, enfiarcriança deve ser incentivado, não só deixan- contas de tamanho médio em agulhas e fiosdo-a mas também pedindo que ela execute etc.;várias tarefas, como apanhar e guardar brin- • De um modo geral, também se di-quedos e materiais, servir-se, etc. verte modelando barro ou massinha – o que, CMEI Adelaide Fontenele- Arquivo SEMEC.
  • 25. além de exercitar suas habilidades manuais, e corretas (quando não souber a resposta, odesenvolve a sua imaginação; melhor é pedir um tempo para procurar sa- • A criança gosta de dançar, acompa- ber a resposta – é mais honesto e demonstranhando diferentes ritmos quando estimula- que o adulto também tem interesse em am-da por adultos. pliar os seus conhecimentos); • Nessa idade, já pode começar a abo- • As hipóteses que as crianças elabo-toar e desabotoar suas roupas e calças, tirar ram, isto é, as explicações que elas constro-sandálias (amarrar os cadarços ainda é uma em sobre as coisas, os acontecimentos, etc.,dificuldade para ela); são muito influenciadas pelos seus interes- • Por volta dos cinco anos, a criança ses, suas necessidades, seus desejos, suaspode, com a ajuda de um adulto, caminhar experiências, etc.; é comum que ela pensesobre uma tábua estreita, equilibrando-se, é que o vento quis girar o cata-vento, as pedri-um desafio para ela; nhas são fi lhas das pedronas, a planta está • Geralmente, depois dos 5 (cinco) tremendo de medo, etc;anos, a criança começa a pular corda com • Geralmente, até os 6 (seis) anos, amais habilidade; criança permanece pré-lógica, a sua inteligên- • As atitudes de colar papel e tecido cia é prática e guiada pela instituição e percep-podem ser feitas com mais habilidade; ção; assim, não deve surpreender que ela ain- • Já pode ter sucesso em brincadei- da não tenha uma noção precisa de númeroras que envolvem acertar um alvo, pois con- e possa enganar-se quanto à equivalência desegue coordenar a visão e a força do braço duas quantidades; por exemplo: se colocar-com razoável precisão; mos duas fileiras de tampinhas com a mesma • Também com o apoio de adultos, quantidade, sendo que cada tampinha está depode começar a aprender a usar o serrote frente para outra, a criança é capaz de afirmar(por exemplo, para serrar um tronco de ba- que as duas fileiras têm “o mesmo tanto” denaneira), usar o martelo para pegar e despre- tampinhas (ela pode inclusive fazer uma filei-gar parafusos. ra igual a outra que sirva de modelo), mas se afastarmos as tampinhas de uma das fileirasASPECTO COGNITIVO mas de modo que ela fique mais comprida que a outra, a criança geralmente pensa que agora • Aos 4 (quatro) anos, a função simbó- a fileira mais comprida tem mais tampinhas,lica: capacidade de representar e refletir so- mesmo tendo em vista que não acrescentamosbre pessoas, lugares, eventos já está bem de- nenhuma tampinha nessa fileira;senvolvida e aumentam as possibilidades da • O mesmo predomínio da percepçãocriança falar, imitar e envolver-se em ativida- sobre a lógica acontece em relação à noçãodes lúdicas simbólicas (“faz de conta que...”); de substância ou peso; é por isso que se au- • Nessa idade, a criança é especial- mentarmos a forma de uma bola de massi-mente curiosa a respeito das pessoas, das nha (por exemplo, transformando-a em umacoisas, dos animais – em suma, do ambiente pizza) a criança é levada a crer que “agorafísico e social que a cerca; assim, intensifica tem mais massa”;as inúmeras perguntas que já vinha fazendo: • A intuição, no entanto, torna a crian-“Por que ela usa óculos?“, “Por que o sol desa- ça capaz de fazer previsões, como as dos se-parece?”, “Por que as folhas são verdes?”, etc. guintes exemplos: se colocarmos três bolasNote que, às vezes, a criança está querendo coloridas num tubo de papelão e a criançasaber a causa e noutras ela está interessada observar a ordem em que elas devem apare-na fi nalidade do fenômeno. É preciso empe- cer do outro lado do tubo;nho dos adultos para dar explicações claras • Essa capacidade pode ser exerci- 27
  • 26. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILtada em atividades como fazer colares com emitir críticas pedidas, comandos e ameaças;contas coloridas seguindo uma ordem que a • A criança de 4 (quatro) a 6 (seis)criança inventar, bater palmas numa seqüên- anos desenvolve o seu interesse pela leituracia simples (por exemplo, duas palmas, pau- e pela escrita, sendo progressivamente ca-sa, uma palma, três palmas) para as crianças paz de identificar ilustrações e textos, reco-descobrirem qual é a seqüência e continua- nhecer e escrever letra e algumas palavras;rem nela, etc.; esse processo de aquisição da leitura e da • Por volta dos 4 (quatro) anos, as fra- escrita é complexo, passando por fases queses usadas são mais longas e mais completas, precisam ser conhecidas pelos educadoresincluindo não só substantivos e verbos como que trabalham com crianças dessa faixa etá-também conjunções e preposições; ria, pois é um momento muito rico e repleto • Nessa idade, a criança pode facil- de significações afetivas, sendo fundamentalmente identificar o menor ou maior objeto para a aprendizagem, curiosidade, criativida-num conjunto em que eles estão misturados; de e auto-estima das crianças. • No entanto, geralmente apenas por A partir do conhecimento desses aspec-volta dos 5 (cinco) aos 6 (seis) anos, a crian- tos, em busca do crescimento integral dasça será capaz de dispor objetos semelhantes crianças, a programação diária deve contem-em uma seqüência de acordo com uma dada plar momentos de trabalho como “cuidar ecaracterística, como a espessura, o tamanho educar”, através de ações planejadas.ou a tonalidade da cor; Planejar atividades e propor uma organiza- • Nessa idade, a criança ainda tem di- ção do tempo e do espaço possibilita que asficuldade de relacionar o todo com suas par- crianças compreendam, sintam-se seguras etes; por exemplo, pede para ver se lhe per- interfi ram nas situações sociais.guntam se num colar de contas de madeira A realização do planejamento se dá atra-há mais contas amarelas, etc.; vés de uma rotina dinâmica, que não quer di- • Há pesquisas que concluem que zer cumprir uma seqüência obrigatória de atoshá diferenças nos padrões de fala utilizados ou controlar todas as ações das crianças. É umanas classes sociais, identificando um código base necessária para que as ações se realizem.restrito (frases simples, curtas e imprecisas,mensagens mais complexas, individualizadas 5. METODOLOGIAe específicas), que seria usado pela classemédia; no entanto, todas as crianças podem Pela metodologia perpassa a concep-desenvolver uma linguagem que lhes será ção do sujeito e conhecimento. Sendo muitovantajosa nas suas relações atuais e futuras; mais que um caminho, ela é uma orientação • Por volta dos 5 (cinco) anos, a crian- da ação pedagógica, refletida nos procedi-ça que tem oportunidade de conversar com mentos e atitudes do professor com relaçãoadultos e crianças maiores, ouvir histórias, à sua pratica.poesias, etc.; geralmente usa todas as pos- A proposta da Secretaria Municipal desibilidades da nossa língua, apesar de algu- Educação e Cultura – SEMEC, no âmbito damas vezes não considerar certas exceções às Educação Infantil, baseia-se no princípio deregras gerais (por exemplo, falar “o menino que a aprendizagem ocorre quando o educan-trazeu a bola”) - o que acontecerá natural- do interioriza e compreende o objeto de co-mente, com o aumento da sua familiaridade nhecimento, apossando-se dele. Esse processocom a língua; acontece à medida que a criança observa, dis- • Nessa etapa, a fala da criança já é tingue, generaliza e tira conclusões.bem mais socializada, devendo ser-lhe útil As ações estratégicas orientadas às Cre-tanto para trocar informações como para ches e Pré-escolas municipais são organi-
  • 27. zadas e planejadas buscando criar oportu- mente para atender necessidades criadas nasnidade de participação efetiva de todas as comunidades e trabalhar o tempo como umcrianças, independentemente da hipótese ato de liberação do presente, considerandode leitura e escrita, respeitando a criança em as diferentes temporalidades existentes nosuas etapas e níveis de desenvolvimento. cotidiano. Suas representações sobre o tema A organização do trabalho educativo serão reelaboradas pelo olhar da professora,como promoção da aprendizagem das crian- que durante o processo, tentará apreender asças de 0 (zero) a 5 (cinco) anos, respeita o hipóteses e as significações infantis.cuidar e o educar, tendo como pilares: a in-teração social; o respeito ao conhecimento 5.1 Objetivos conquistados a partirprévio; a individualidade e a diversidade; o da rotina:desafio e a resolução de problemas. O processo deve acontecer com base 01- ATENDER E INTEGRAR O CUIDAR Enuma metodologia participativa entre profes- O EDUCAR INCLUINDO ATIVIDADES:sores, aluno, pais, com trabalhos em grupos, • Das diversas áreas do conhecimento;pesquisas e questionamentos, numa ação • De alimentação e higiene;dialógica, deixando aparecer suas diferentes • De repouso;falas, sem perder de vista o eu da criança - • Outras atividades específicas im-iniciativas e preferências. portantes para o projeto da instituição. O currículo aqui proposto será desenvol-vido através de atividades auto-relacionadas 02- CONTRIBUIR PARA MUITOS TIPOS DEe auto dirigidas, uma vez que a instituição INTEGRAÇÃO:educacional não apenas cuida como educa, • Trabalho coletivo com toda a turma;e educar pressupõe o desenvolvimento de • Trabalho coletivo com pequenosum trabalho intencional que envolve plane- grupos;jamento, organização e avaliação. • Crianças interagindo com outras Os conteúdos serão trabalhados através crianças ou com a professora.de projetos didáticos, que se organizam se-gundo temas sobre os quais as crianças vão 03- PROPORCIONAR UMA DIVERSIDADEtecer redes de significações, possibilitando DE ATIVIDADES, CONTRIBUINDO PARA Aum contato com as práticas sociais reais. CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS E AU-Um dos ganhos ao se trabalhar com proje- TONOMIA:tos é possibilitar às crianças que a partir de • Atividades com grupos;um assunto relacionado com um dos eixos • Atividades individuais;de trabalho, possam estabelecer múltiplas • Atividades movimentadas;relações, ampliando suas idéias sobre um • Atividades calmas;assunto específico, buscando complemen- • Atividades de muita ou pouca con-tações com conhecimentos pertinentes aos centração.diferentes eixos. Esse aprendizado serve dereferência para outras situações, permitindo 04- PROPORCIONAR OPORTUNIDADE DEgeneralizações de ordens diversas. TRABALHO EM DIVERSOS CANTINHOS E O projeto didático pode possibilitar às AMBIENTES EXTERNOS.crianças diferenciar suas próprias experiên- A criança precisa ter consciência da roti-cias das outras pessoas, pensar o presente e o na. Saber quais as atividades que a compõem,passado, o sentido do tempo e do espaço. Por qual a seqüência e o nome de cada uma delas.meio de projeto, podem ver o espaço como É importante levar em consideração queuma construção histórica organizada social- durante o desenvolvimento de cada uma das 29
  • 28. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILatividades da rotina a criança deverá: afetivo para a criança. A disposição dos ber- • Ter tempo de planejar o que vai fazer; ços pode facilitar e garantir que os bebês se • Ter tempo o suficiente para realizar olhem, se descubram, se escutem e se imi-suas atividades com tranqüilidade; tem. O teto é outra referência importante. • Ser avisada alguns minutos antes, A oferta de materiais e espaços diversosque o tempo daquela atividade vai acabar, permite que as crianças experimentem a si epara que a criança possa concluir seu objeti- ao meio de forma variada; não podem faltarvo e ter tempo de arrumar os materiais du- brinquedos para todos. Pode-se organizarrante o trabalho. um cantinho com vários deles. Nesta proposta educativa as habilidadese conteúdos de aprendizagem estão organiza- DINÂMICA DE AULAdos nos âmbitos de experiência de FormaçãoPessoal e Social e Conhecimento de Mundo, TURNO MANHÃ: ACOLHIDA: Músicas,com eixos de trabalho que fornece os proces- brincadeiras, palavras afetuosas, etc. CAFÉsos de Identidade e Autonomia das crianças DA MANHÃ. HORA DA NOVIDADE: Jogosna construção das diferentes linguagens e nas semidirigido na sala, nos cantinhos temáti-relações que estabelecem com os objetivos de cos...; Danças; canções; jogos de construção /conhecimento como: Movimento, Música, Ar- montagem; histórias contadas ou dramatiza-tes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza das; brincadeiras de faz-de-conta; atividadese Sociedade e Matemática. ao ar livre (com ou sem banho de sol); brin- Para o estabelecimento de rotinas na edu- cadeiras diversas. HIGIENE: Hora do banho.cação infantil far-se-á necessário possibilitar a ALMOÇO: Conforme o cardápio do dia.percepção da criança na relação tempo-espa- TURNO TARDE: REPOUSO: Música suaveço. Sendo estabelecidos nos horários e turnos: para relaxamento e preparação para o descan-manhã de 7:30 às 11:30h (acolhida, curtindo so. LANCHE: Conforme o cardápio do dia.leituras, desenvolvimento das atividades, in- HORA DA NOVIDADE: Jogos semidi-tervalo monitorado, lanche/ refeição/ escova- rigidos na sala, nos cantinhos temáticos...;ção, sistematização do dia e para casa); tarde danças; canções; jogos de construção/mon-de 13:30 às 17:30h (acolhida, curtindo leituras, tagem; histórias contadas ou dramatizadas;desenvolvimento das atividades, intervalo mo- brincadeiras de faz-de-conta; atividades aonitorado, lanche/ refeição/ escovação, sistema- ar livre (com ou sem banho de sol); brinca-tização do dia e para casa). deiras diversas. HIGIENE: Hora do banho. JANTAR: Conforme o cardápio do dia. DES-5.2 Rotina do Berçário: PEDIDA: Música; palavras afetuosas, etc. Nessa faixa etária a capacidade de con- OBS: CAFÉ DA MANHÃ – Só acontececentração é pequena, o que significa que as nas creches com período integral (8 horas).atividades não podem demorar muito. O espaço físico deve ser organizado de Para que o planejamento do berçárioforma a acolher e propiciar para as crianças, seja eficaz, alguns instrumentos são necessá-percepções do ambiente cultural, auxilian- rios e servem como facilitadores para tal ta-do-as a adaptar-se a ele e ou modificá-lo. refa. Entre esses se encontram a anamnese, Essa organização do espaço físico é im- o diário, o relatório e reuniões.portante porque afeta tudo o que a criançafaz. Assim, o berço é um referencial seguro - ANAMNESEpara os bebês, por isso é importante que ele É um tipo de questionário cujo preen-contenha objetos ou brinquedos com valor chimento permite aos professores conhecer
  • 29. um pouco da história de cada criança para dirigida? Houve alguma criança que não seque possam ajudá-la a orientar-se na vida co- envolveu? O que ela fez nesse momento?letiva das creches. • As atividades dirigidas cumpriram - Modelo de Anamnese com os objetivos propostos? Nome da criança; Data de nascimento; • Como as crianças se organizam du-Nome da mãe/pai e/ou responsável; Tipo rante o tempo de trabalho?de moradia; Como foi a gestação? Como se • O que as crianças fi zeram durantedeu o parto? Até que idade foi amamenta- os momentos livres?da? Motivo da suspensão da amamentação: • Do que, como, onde, com que os ma-Quando começou a falar? Quando começou teriais e brinquedos as crianças brincaram?a andar? Já controla esfíncteres? Como é a • As formas como organizei o espa-alimentação? Quando come? Como come? ço e propus o material foram adequadasQuanto come? O que come? Quais são seus para iniciativa e o trabalho autônomo dasalimentos preferidos? Possui algum hábito? crianças?(chupar chupeta, usar mamadeira...); Como • Houve troca e interação entre asé o sono? Dorme sozinha? Com quem com- crianças?partilha a cama? Tem algum medo? Quais • Quais os projetos que o dia de hojesão as brincadeiras e brinquedos preferidos? possibilita desenvolver amanhã?Tem algum brinquedo e/ou objeto que cos-tuma carregar consigo? Como se relaciona - Relatóriocom adultos? Como se relaciona com outras Consiste em interrogar-se sobre o seucrianças? Que doença já teve? Já freqüentou próprio fazer profissional, registrando coti-outras creches antes? Quais? Como é a crian- dianamente o próprio trabalho, vendo e re-ça? Conte um pouco sobre ela. Como é o vendo suas ações, procurando novas formasambiente familiar? Conte um pouco sobre a de práticas.relação entre as pessoas que convivem com Questões que ajudam no relatório dea criança; Com quem ficava a criança antes grupo:de vir para a creche? Data da entrevista; En- • A partir de que situação originou atrevistador; Pessoa entrevistada. minha ação? (De uma brincadeira, de uma descoberta, de uma briga, do planejamento). - O Diário • Quais as atividades propostas? O O registro escrito, diariamente, ajuda que as crianças fi zeram?a organização e a reflexão constante do tra- • Como está a iniciativa e a autono-balho. É uma espécie de motor do planeja- mia das crianças?mento. Permite ao profissional que redige, • O que trabalhei no período? Quelapidar, laminar a sua ação educativa, assim projetos (linguagens expressivas, materiais,como permite que realize os relatórios. A se- formas de organização)?guir, seguem algumas questões que ajudam • Quais os interesses mais fortes re-na elaboração de um diário: velados pelas crianças? Que conhecimento • Como foi a chegada e a saída da elas revelaram? Que dificuldades manifesta-criança? ram? Que recursos utilizaram? • Quais os interesses mais fortes que • Como foram as descobertas e pro-observei nas conversas e nas brincadeiras duções relativas à leitura e à escrita?das crianças? • Quais foram às brincadeiras que as • Como as crianças se envolvem com crianças mais realizaram? Como foi? Comoas atividades dirigidas e livres? se organizaram? Quem não participou? Que • Qual a duração de cada atividade material e que brinquedos usaram? Como 31
  • 30. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTIL organizaram o espaço? Que papéis elas de- 2. EXPLORAÇÃO CARTAZES DE RO- sempenharam? TINA: (individual e coletiva). • Como e o que utilizei para interferir 3. CURTINDO LEITURAS: (individual, no grupo de crianças? coletiva, oral pela professora). Tipos: histo- • Como foi esse período em relação rinhas, contos de fadas, história em quadri- ao meu planejamento? Quais são os passos nhos, músicas, poesias, parlendas e outras seguintes? (relacionadas com as temáticas do projeto). 4. TRABALHANDO OS CONTEÚDOS - Reunião COM METODOLOGIA DIVERSIFICADA: Ex- A dinâmica e a vida nas creches mere- ploração de textos, estudo de palavras, sílabas cem um momento para que os profi ssionais, e letras contextualizadas, utilização de jogos, as famílias possam encontrar-se, refletir, cri- alfabeto móvel, crachás, quadro fonológico, ticar, avaliar, planejar e também, se divertir, cruzadinhas, dominós, numerais, fichas, jogos comemorar e festejar. das letras e outros; produções de textos atra- A organização de reuniões entre os pro- vés de gravuras, recorte/colagem, texto televi- fi ssionais ajuda a compreender melhor a ati- sionado, dramatização pelas crianças, roda de vidade e pode servir para discutir problemas conversas, situações problemas utilizando ma- e trocar conhecimentos. terial concreto, quadro valor-de-lugar, jogos de O trabalho integrado com as famílias de- numerais, fichas com números e quantidades, manda encontros freqüentes, para apresenta- boliche, desenhos, pinturas, etc. rem o trabalho que vem sendo desenvolvido e 5. INTERVALO MONITORADO: Jogos considerarem pais e responsáveis a contribuir e brincadeiras mediados pelos professores e com seus saberes e conhecimentos. auxiliares, utilização livre de espaços de lei- tura (canto de leitura). 5.3 Rotina/Maternal – 1º e 2º Períodos 6. LANCHE/REFEIÇÃO: Este é um momento importante de aprendizagem, 1. HORA DA CHAMADA: (crachás, por isso, o professor deverá acompanhar as brincadeiras, jogos, alfabeto móvel, adivi- crianças neste momento. nhações etc). 7. SISTEMATIZAÇÃO DO DIA: ServeCreche Maria Audinéia - Arquivo SEMEC.
  • 31. também como forma de observação se as nhamentos e resolução de problemas. É atra-habilidades foram atingidas, questionando vés das brincadeiras ou jogos que podemoscom as crianças. despertar e incentivar a criança para o espírito • O que aprendemos? de companheirismo e de cooperação. • Como aprendemos? No transcorrer da prática das brincadei- • Através do que aprendemos? ras ou jogos as crianças deverão ter possi- • Por que aprendemos? bilidade de trocar seus pontos de vista, de 8. PARA CASA: O que deverá está rela- movimentar e sugerir movimentos, discutircionado com os conteúdos trabalhados e os regras, tomar iniciativas, construir novas re-desafios devem estar ao nível da criança. gras, bem como novas possibilidades de par- 9. AVALIAÇÃO: Deverá ocorrer durante ticipação, ou seja, deverão construir juntas oo desenvolvimento de todas as atividades e o jogo e pensar sobre ele.professor registrará no caderno de acompanha- A idéia de um ensino despertando a partirmento individual da criança ou no portfólio os do interesse da criança acabou transformandoavanços e as dificuldades de cada criança. o sentido do que se entende atualmente por Por exemplo: Turma com 30 alunos. material ou recurso pedagógico. Cada crian- • Na 2ª feira observar e registrar – 06 ça, independente de sua idade, passou a sercrianças. um desafio à competência do professor. Seu • Na 3ª feira observar e registrar mais interesse passou a ser a força que comanda o06 crianças. processo de aprendizagem; suas experiências • Na 4ª feira observar e registrar mais e descobertas, o motor de seu progresso, e o06 crianças. professor um gerador de situações estimula- • Você poderá fazer também o regis- doras e eficazes. O jogo ou brincadeira nessetro de três em três crianças. contexto ganha espaço, como ferramenta ideal • E assim sucessivamente, sendo que no da aprendizagem, na medida em que propõefinal da semana ou da quinzena, você, professo- estímulo ao interesse da criança, desenvolvera, terá o espelho da turma através do registro níveis diferentes de suas experiências pessoalindividual dos alunos na ficha ou caderno. e social, ajuda-a a construir suas novas desco- bertas, desenvolve e enriquece sua personali-5.4 Brincadeira no processo de dade através de um instrumento pedagógicodesenvolvimento e aprendizagem que leva o professor à condição de condutor,da criança estimulador e avaliador da aprendizagem. “O jogo ou brincadeira é o melhor cami- A contribuição do movimento (jogo ou nho de iniciação ao prazer estético, à desco-brincadeira) para a melhoria do processo de berta da individualidade e à meditação indi-aprendizagem da criança durante as aulas vidual” (Celso Antunes).vai depender da concepção que o professorpossui de movimento, de criança, de apren- Situações em que as crianças podemdizagem e desenvolvimento. brincar: É necessário perceber a brincadeira ou • A linguagem, mudando a entonaçãoo jogo como uma atividade que faz parte do das palavras, o timbre da voz, o sentido dascotidiano infantil. Essa atividade funciona frases.como um canal de comunicação que permi- • Os objetos, mudando seu uso con-te à criança se apropriar do mundo. vencional. Durante as brincadeiras e jogos o papel • Os brinquedos, aceitando a imagemdo professor deverá ser o de provocar e desa- que eles propõem ou mudando seus signifi-fiar a participação coletiva na busca de encami- cados e usos. 33
  • 32. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTIL • Os personagens, pessoas ou ani- como instrumento de aprendizagem signifi-mais, mudando sua identidade através da cativa. Em primeiro lugar, os jogos ocasio-linguagem ou utilizando-se de fantasias e nais, distantes de uma cuidadosa e planejadaobjetos simbólicos; assumindo outras iden- programação, são totalmente ineficazes. Emtidades através da manipulação de bonecos, segundo lugar, certa quantidade de jogos oufantoches, marionetes, ouvindo e recontan- brincadeiras incorporados a uma programa-do uma história. ção somente tem validade quando rigorosa- • Os espaços, modificando-os, pin- mente selecionada e subordinada à aprendi-tando-os, cobrindo com panos, lençóis... zagem que se tem como meta. Em síntese, • O desenho, desenhando, contando jamais se devem usar jogos ou brincadeirashistórias, criando personagens. pedagógicas sem rigoroso ou cuidadoso pla- nejamento. É necessário que haja um pla- Do que depende a brincadeira: nejamento sério e específico para utilizar o • Temas (do que as crianças brincam): jogo como ferramenta de aprendizagem doboneca, carrinho, feira, show de música, ca- conteúdo que se deseja ensinar. Não deve-sinha, médico, detetive, laboratório, lutas, mos avaliar a qualidade do professor pelacabeleireiro, circo, polícia e ladrão, lojinha, quantidade de jogos ou brincadeiras que em-escolinha, comidinha, fadas e bruxas, super- prega, mas sim pela qualidade dos jogos queheróis, casamento, festas... se preocupou em pesquisar e selecionar. • Motivações (como se desencadeiao brincar): um acontecimento recente a que 6. PLANEJAMENTOuma criança assistiu; um programa de televi-são; roupas; fantasias ou material disponível Planejar é o ato inerente à existênciana sala; algo que descobriu recentemente; um humana desde os primórdios da civilização.livro lido; uma história ouvida; uma peça vista; Está presente em todos os momentos deum objeto ou um brinquedo; uma pergunta daeducadora; uma dúvida; uma questão sua ou nossas vidas, desde as coisas mais rotineirasde um colega; um projeto do grupo, etc. até às mais determinantes. • Recursos: papéis e identidades afe- Na educação, o planejamento se revesteridos às crianças com quem se brinca, aos em instrumento fundamental para a opera-adultos ou personagens imaginários ou a ção dos objetivos, no sentido de alcançar asbonecos, planos de ação ou enredos que fi nalidades educativas e também possibilitarvão se tornando mais complexos na medida uma avaliação consistente e comprometidaem que as crianças crescem e quanto mais com a realidade da ação pedagógica.elas brincam; objetos e ambientes que são Tendo em vista a concepção de conhe-modificados ou inventados na medida da cimento em sua totalidade e propósito denecessidade. adotar o enfoque interdisciplinar nas áreas • Nos centros de educação infantil, a do conhecimento, identificamos o planeja-brincadeira é educação por excelência. No mento como momento de reflexão da práxisato de brincar ocorrem trocas, as crianças do professor, permitindo um constante re-convivem com suas diferenças, se dá o de- significar desta.senvolvimento da imaginação e da lingua- Nos Centros de Educação Infantil, asgem, da compreensão e apropriação de co- crianças e suas famílias devem encontrarnhecimentos e sentimentos, do exercício da um ambiente físico e humano, por meio deiniciativa e da decisão. estrutura e funcionamento adequados, que Existem dois aspectos muito importan- propicie experiências e situações planejadastes no emprego dos jogos ou brincadeiras intencionalmente, de modo que democrati-
  • 33. ze o acesso de todos os bens culturais e edu- rar as idades em que se movem os juízoscacionais, que proporcionem uma qualidade taxativos, sua maneira de comportar-se e dede vida mais justa, equânime e feliz. As si- aprender, bem como suas possibilidades, se-tuações planejadas intencionalmente devem rão movidos pelas hipóteses mais flexíveisprever momentos de atividades espontâneas sobre as potencialidades das mudanças nose outras dirigidas, com objetivos claros, que primeiros anos de vida e a responsabilidadeaconteçam num ambiente iluminado pelos das pessoas adultas que as rodeiam, no sen-princípios éticos, políticos e estéticos das tido de que possam adotar tais mudanças.propostas pedagógicas. Quanto às situações, aos instrumentais e O cotidiano nas turmas de Educação In- outros, com os quais se difunde informaçãofantil é dinâmico. Todos os dias o professor proveniente da avaliação aos diferentes des-encaminha suas propostas e os alunos po- tinatários que a podem receber, é pensandodem contribuir com sugestões. Neste combi- que uso farão e como se pode ajudar em be-nado coletivo devem estar presentes deter- nefício da criança. Nos momentos de avalia-minadas ações que acontecem diariamente ção na Educação Infantil far-se-á necessárioe todas as outras atividades do dia. avaliar o “antes” (conhecimento e experiên- cias prévias) com avaliação inicial que infor- ma sobre o conhecimento e as capacidades7. AVALIAÇÃO dos alunos em relação aos novos conteúdos de aprendizagem, servindo para relacionar o A avaliação se processa na Educação In- que se ensina na escola e o que se aprendefantil, como nas outras etapas, considerando fora dela, com a intenção de favorecer apren-o ensino, as situações ou as atividades que se- dizagens o mais significativas possível; orão propostas em aula. A avaliação que se faz “durante” (estratégias, erros, dificuldades dedas crianças, nessa etapa escolar, pode ter al- aprendizagem, habilidades e conhecimen-gumas conseqüências e influências decisivas tos) com as avaliações formativas, que têmno seu processo de aprendizagem e de cresci- um papel indispensável na regulação dosmento. Sem o seu objetivo exclusivo no rendi- processos de ensino–aprendizagem nas au-mento das crianças, essa avaliação se processa las, adaptando o ensino às características enas propostas pedagógicas, nas intervenções às necessidades que as crianças apresentamdos professores e tudo o que constitui a prá- no decorrer das diferentes atividades, e prin-tica educativa. Apresenta-se a serviço de um cipalmente a partir da observação e da escu-ensino capaz de responder às necessidades ta. Umas observações ativas, participativas,dos alunos, tendo como fundamentação bá- que proporcionam informações sobre o quesica, prover informação que permita regular as crianças aprendem, as dificuldades que seo ensino, ajustá-lo e adequá-lo aos diferentes apresentam, dentre outras, a fi m de poderusuários a quem se dirige. Esta regulação da ajudá-las de forma diversificada e para repla-prática dar-se-á com uma atitude que conduz nejar a programação quando for necessário.a observar os alunos em diferentes situações Valoriza-se, segundo Vygotsky, a “zona dee em circunstâncias diversas. As pautas, os desenvolvimento próximo” e o potencial dediários e outros instrumentais que são ado- aprendizagem dos alunos quando interagemtados ou criados pelos professores ajudarão a com os outros ou recebem um pouco maissistematizar essa atitude. de ajuda; e ao fi nal (resultados e aprendiza- O cuidado na emissão de juízo de valo- gens realizadas), com a avaliação somativa,res que se faz sobre as crianças, influi-se na basicamente utilizada para emitir um juízomaneira como as outras pessoas percebem- em relação aos alunos e aos seus progressosna e como nós mesmos as vemos. Conside- em um momento determinado, tem função 35
  • 34. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILreguladora, servindo para mudar a unidade ça, para que esta desenvolva suas aptidões edidática, quando os objetivos previstos não até possa antecipar suas capacidades, a partirforem atingidos, ou alertar sobre a necessi- de um processo de observação constante dosdade de retornar. Realizada ao fi nal de uma aspectos que esteja incorporando.atividade de ensino, de um curso, um ciclo, A Lei de Diretrizes e Bases da Educação,uma quinzena ou uma unidade didática. sancionada em dezembro de 1996, estabelece, Ao se adotar enfoques globalizantes, na Seção II, referente à Educação Infantil, ar-nesta etapa escolar, os três tipos de avaliação tigo 31 que. “... a avaliação far-se-á mediante ose inter-relacionam e com uma função cla- acompanhamento e registro de seu desenvol-ramente reguladora, tendo como fi nalidade vimento sem o objetivo de promoção, mesmoorganizar uma prática educativa e estimula- para o acesso ao ensino fundamental”.dora das possibilidades de cada criança. Numa perspectiva construtiva de ensino 7.1 O Acompanhamento dase aprendizagem, analisar e avaliar a interven- aprendizagens e a avaliaçãoção educativa e as atividades propostas naaula são levadas em conta, o clima relacional Para Magda B. Soares (1981, apud Lima,e afetivo, o início da atividade ou das ativida- 1994. p. 96), “A avaliação sob uma falsa aparên-des, organização e funcionamento do grupo cia de neutralidade e objetividade, é o instru-no decorrer das atividades, atitude e partici- mento por excelência de lança mão o sistemapação dos alunos, organização do tempo e de ensino para dissimulação das desigualdadesdos espaços, tipos de intervenções do (a) pro- sociais que ela oculta sob a fantasia do dom na-fessor (a) e interações com os alunos, atenção tural e do mérito individual conquistado. [...]à diversidade, os materiais e a avaliação. na maior parte dos países e particularmente A avaliação que contempla este docu- nos países desenvolvidos não incrementa asmento é parte do processo ensino-aprendi- oportunidades educacionais e sociais [...] mas,zagem, nas vertentes diagnóstica, contínuas e ao contrário, restringe-se a orientá-las no sen-de resultados, onde a observação e o registro tido mais conveniente a manutenção da hierar-se constituem nos principais instrumentos do quia social “ (SOARES, 1981).educador, sistematizados através de fichas, Muitos dos atos que se executam coti-relatórios e sondagens bimestrais do nível de dianamente envolvem diferentes tipos dedesenvolvimento na hipótese de leitura e es- ava-liação que, em geral, têm como objetivocrita, com função de acompanhar, orientar e a qualificação da execução das ações. Porém,redirecionar todos os fatos pedagógicos, con- apesar da avaliação fazer parte do cotidiano,siderando o “erro” do aluno, marco inicial do ela é um dos temas mais controversos notrabalho que o leve a vivenciar o acerto. campo educacional. Assim, a avaliação tem Para Vygotsky, o desenvolvimento acon- servido como um instrumento de controle so-tece com uma série de aprendizagens, rela- cial, pois produz seletividade e exclusão.cionadas a situações de contar, de lembrar, Pode-se romper, ao menos parcialmen-recordar a seriação numérica, experimentar te, com essa visão de avaliação ao se ampliarcontatos com coisas possíveis de contar e a compreensão acerca das concepções dooutras incontáveis, etc.; para a criança poder processo pedagógico, do acompanhamentochegar a conceitualizar a noção de um nome, da aprendizagem e também ao se repensar acomo a inclusão de todos os outros. E no pro- ética e a responsabilidade social, que se temcesso de ajuda, de cuidado dedicado a essa com o ato de avaliar, ensinar e aprender. Acriança pequena, que educadores e pais atu- tarefa educativa é um processo que precisaam no seu avanço pessoal, conforme enten- ser amplamente documentado e analisado.dem o seu papel na estimulação dessa crian- Nele, cada sujeito tem um percurso pessoal,
  • 35. CMEIE Maria Aldineia - Arquivo SEMEC.e o acompanhamento do processo de apren- em sala de aula, instituindo que os momen-dizagem é a única forma de não valorizar tos de avaliação também sejam momentosapenas um produto fi nal. de aprendizagem, já que o processo conta O primeiro passo é fazer uma leitura mais sobre o aluno do que o produto fi nal;crítica da questão da avaliação na escola que • Envolver no processo de avaliaçãose trabalha, compreendê-la e procurar novos diversos educadores, alunos e pais, promo-redirecionamentos. Para isso, será necessária vendo a reflexão sobre as constatações (au-sensibilidade e vontade política dos educado- to-avaliação) das diversas partes;res. O início pode ser a busca do estabeleci- • Realizar, sempre que possível, ummento de um ponto de vista político-filosófi- conselho de classe para poder pensar cole-co, pequenos passos coletivos em direção a tivamente sobre o desempenho dos diferen-princípios como democracia e participação, tes alunos;isto é, abrir mão do uso autoritário da ava- • Fazer uma avaliação tanto quantita-liação e ao mesmo tempo repensar os objeti- tiva quanto qualitativa, pois são metodolo-vos, os instrumentos e as estratégias, além de gias complementares e seu uso depende docriar novos modos de análise dos processos. tipo de conteúdo que se quer avaliar; O acompanhamento das ações dos alu- • Utilizar diferentes instrumentos paranos pode ajudar a qualificar tantos as apren- construir múltiplos olhares sobre o desenvol-dizagens quanto a formação social. Para a vimento das crianças, não exigindo compor-construção de uma política de acompanha- tamentos e conhecimentos homogêneos;mento escolar, necessita-se iniciar pela dis- • Ter cuidado com a avaliação das ati-cussão de princípios tais como: tudes e das características pessoais dos alu- • Ter um caráter global, pois o aluno nos, procurando evitar uma postura discri-deve ser compreendido como um todo em seus minatória;conhecimentos, procedimentos e atitudes; • Alterar a postura frente ao acerto e • Ter um caráter formativo, ou seja, ao erro;colher informações sobre os processos de • Ter critérios de avaliação: discuti-aprendizagem que ocorrem no dia-a-dia para dos, compartilhados e conhecidos de todos.ajudá-los não apenas em situações formais; A avaliação na Educação Infantil não pode • Alterar a metodologia de trabalho prescindir de uma série de instrumentos que 37
  • 36. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILauxiliem a verificar como está a criança em suas bre os brinquedos preferidos, sobre os amigosmúltiplas formas de ser, expressar-se e pensar. mais próximos, sobre o relacionamento comObviamente, não se propõe que as crianças os diferentes adultos. Os anedotários tornam-sejam medidas até a exaustão, mas acredita-se se bastante interessantes se apoiados tambémque haja necessidade de conhecê-las para que em imagens, fotos de momentos da sala, dese possa auxiliá-las em seu desenvolvimento, desenhos e objetos tridimensionais. O Profes-em sua compreensão de mundo e ou nas suas sor poderá compartilhar esse registro com ointerações sociais. Para isso, far-se-á necessário uso de diferentes profissionais, ou estabelecerutilizarem-se novos instrumentos para coleta um suporte em que todos os educadores en-de dados ou ressignificação daqueles com os volvidos com as crianças possam registrar asquais já são trabalhados. suas impressões. Com instrumentos variados, utilizados • Diário de aula: é o caderno em queem situações diversas, sempre autênticas e o educador registra seu planejamento e suasde aprendizagem, será necessário reconhe- impressões sobre as atividades, as crianças,cer as informações para apreciar as capa- as reuniões realizadas com pais ou a equipe.cidades das crianças, isto é, acompanhar o Esse caderno guarda a memória do trabalhoque eles já conhecem, o que sabem fazer com a turma e é um valioso elemento de re-(trabalhar com todos os domínios específi- flexão para o professor sobre a sua prática. Ocos, não priorizando as atividades lingüísti- diário de aula é o ponto de referência para ocas), as estratégias que usam para resolver planejamento e a avaliação do trabalho.problemas, suas formas de expressão, seu • O livro da vida da turma: nele as pró-desenvolvimento motor, as estratégias inte- prias crianças registram, através de diferentesressantes, etc. linguagens (fotos, poesias, textos, desenhos, • Observação: é preciso aprender a canções, mapas, etc.) os aspectos significati-olhar e a escutar cuidadosamente as crianças. vos de sua vida de grupo. O livro da turmaAprender a observar as crianças. Aprender a contém o relato das experiências vividas, das“observar” é saber que ao olharmos temos aprendizagens realizadas, dos problemas so-hipóteses, objetivos, antes mesmo de fazer- lucionados, dos dramas vivenciados. É umamos a observação. A observação pode ser memória coletiva que acompanha o desenvol-incidental, mas também sistemática, quan- vimento das crianças no convívio social.do feita a partir de planilhas ou roteiros. É • Planilhas: além de momentos infor-preciso delimitar muitas vezes o campo de mais, é preciso que o professor de educaçãoobservação e construir formas pessoais de infantil também tenha momentos de profun-registrar o que foi visto no momento em que da consciência de seu ato avaliativo. Em ge-as crianças estão em ação. Por exemplo, fi- ral, a planilha é um gráfico de dupla entradachas de acompanhamento como Anedotário, em que se cruzam os objetos e os nomes dasreflexões sobre a produção dos alunos, foto- crianças ou ficha contendo relatos de obser-grafias, vídeo, etc.; vação de situações diárias. Também é possí- • Anedotários: é importante que o pro- vel pensar em fi lmagens. O diferencial – emfessor reserve para cada criança um espaço es- relação à observação – será o olhar investi-pecífico para anotações das suas experiências gativo do educador e a maior atenção a ume vivências. Uma vez por semana, pode revisar determinado grupo de crianças.seu anedotário para ver se todas as crianças fo- • Entrevista: as entrevistas sejam elasram contempladas com observações pessoais. estruturadas, semi-estruturadas ou abertas,Podem ser registradas as expressões lingüísti- são excelente forma de coleta de dados sobrecas utilizadas, as cenas descritas, o envolvimen- as aprendizagens das crianças, pois dão voz ato em determinado projeto, a observação so- elas e possibilitam aprender a ouvi-las sobre
  • 37. aquilo que aprendem, sobre aquilo que apren- e analisar as aprendizagens.deram, sobre como conseguiram, em uma si- • Trabalhos de integração e de con-tuação, utilizar o conhecimento adquirido na solidação dos conhecimentos: são atividadessala de aula. que envolvem a aplicação de conhecimentos • Debates: constitui-se em momen- adquiridos anteriormente em situações com-tos de discussão, de debates entre crianças, plexas, como a elaboração de uma exposição,que podem ser realizados em pequenos e/ de um livro e de uma instalação. Sabemosou grandes grupos, sobre temas de aprendi- que as aprendizagens mais significativas sãozagens. Essas sessões podem ser gravadas, aquelas realizadas através de atividades cola-transcritas e reapresentadas para as crian- borativas feitas no embate de idéias, de pontoças, dando continuidade ao trabalho e sendo de vista e de confronto. Os trabalhos de cam-analisadas por professor a fi m de acompa- po também possibilitam momentos em quenhar o desenvolvimento do grupo. as crianças podem pôr à prova todos os seus • Controle coletivo do trabalho: uma conhecimentos em um tipo de ação que trazimportante dinâmica para acompanhar o de- ao professor várias situações inéditas.senvolvimento do trabalho são os painéis em • Portfólios/Processofólios: são pastasque cada uma das crianças pode encontrar que contêm amostras dos melhores trabalhosreferências no trabalho que já foi desenvol- dos alunos. Ilustram seu pensar, sentir, agir evido e ao que falta fazer. Os painéis são ins- são a prova viva global e sistêmica do aluno etrumentos que tornam o controle possível seu desempenho de aprendizagem nas diver-para os próprios alunos. As crianças também sas disciplinas ou áreas curriculares.fazem análises das atividades realizadas, ve- Alguns elementos que podem comporrificam o seu comprometimento e o grau de um Portfólio:satisfação no desenvolvimento das tarefas, - Listas de verificação, incluindo de-podendo dar interessantes sugestões. sempenho em leitura e em habilidades ma- • Agenda escolar: pode ser utilizada temáticas, comportamento nos trabalhos emcomo instrumento que une as observações equipe.dos pais e um diário compartilhado, perden- - Amostra de trabalhos, com suasdo, assim, sua informalidade e seu espírito versões iniciais e finais para se medir o pro-burocrático. Seria algo como o caderno de cesso criativo, peças, antes, desenhos, fotos,duas vozes da experiência italiana. testes acadêmicos de desempenho. • Auto-avaliação: com as crianças pe- - Registros escritos, que incluem bo-quenas, é um exercício de reflexão que não letins, questionários, listas de livros, regis-pode ser feito com intuito moral (normal- tros esportivos e artísticos, correspondên-mente punitivo), mas com a intenção de aju- cias com pais, amigos, etc.;dar a criança a observar suas ações, relatar o - Desempenhos reais, dos quais cons-que fez, recontar em diferentes linguagens tam leituras reais e discursos, registro de en-suas aprendizagens. trevista, desempenho ligado à música, dança • Análise das produções: a análise das e canto.produções pode ser feita em conjunto com o Os Portfólios devem ser vistos como fo-grupo ou com cada criança individualmente. tografias de determinado momento da apren- • Conselho de classe: é o momento dizagem. São registros abertos, podem serno qual toda a equipe de profissionais en- revisados, completados e analisados periodi-volvida com as crianças discuta o processo camente para representar o que de melhor oeducativo da turma e de cada uma em par- aluno produziu até aquela época educacional.ticular. O conselho é importante para poder Os Portfólios possibilitam uma avalia-construir múltiplos olhares sobre as crianças ção compartilhada e cooperativa através da 39
  • 38. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO INFANTILparticipação do professor que seleciona jun- ao longo da educação infantil, constituindo-se,to com o aluno os mais significativos, do es- assim, em um álbum de toda a vida escolar.tudante que exerce seu senso crítico e tenta A documentação é importante para que todosmodificar-se para melhor, dos pais que po- os envolvidos – crianças, educadores e paisdem analisar o desempenho do fi lho, dos percebam a riqueza das potencialidades dascolegas através de suas próprias críticas e crianças, as capacidades e as habilidades de-sugestões, dos professores de outras áreas senvolvidas.que trabalham com o educando através de Os relatórios podem ser elaborados comcontribuições de depoimentos e descrições. a participação das crianças e devem conterTrês aspectos merecem ser ressaltado no tra- partes abertas nas quais as famílias tambémbalho com portfólios: possam registrar as suas experiências, crian- − Destaca os pontos fortes do aluno; do espaço para o intercâmbio entre todas as − Permite que o próprio educando partes interessadas. Devido à faixa etária dasmonitore suas aprendizagens, assumindo o crianças, é preciso que os registros sejam fei-compromisso de manter-se em permanente tos em diferentes linguagens, com o apoioestado de auto-avaliação; de matérias visuais, como fotos; a criança − Incorporam pressupostos da educa- pode compreender melhor e ler o documen-ção contemporânea, principalmente no que to. A pasta precisa constituir-se em mais umdiz respeito à nova visão de avaliação como instrumento que facilite a comunicação en-um processo contínuo e permanente de me- tre crianças, pais e professores.lhoria de aprendizagem. Cada vez mais, as famílias querem e Após os registros, é preciso organizar e precisam participar do trabalho pedagógico,analisar as informações recolhidas. A apre- pois, ao abrir espaço para os pais falaremciação qualitativa é a avaliação propriamente das suas expectativas com relação aos fi-dita dos resultados alcançados, referindo-os lhos e analisarem o trabalho, construímos asàs metas fi xadas. Tanto melhor se a análise e pontes entre a casa e a escola. Nesse sentido,a interpretação forem realizadas pelos adul- a comunicação das aprendizagens pode sertos, através de conselhos de classes ou de feita através de exposições, apresentações,conversas com coordenadores pedagógicos, dramatizações, encontros com os pais, pu-especialistas, colegas de turma ou de turno blicação de livros, histórias em quadrinhos,inverso para poder pensar coletivamente, ou vídeos e outros meios.pelos adultos juntamente com as crianças, Além da comunicação oral, a pasta podefazendo relatórios parciais ou dossiês das ser um instrumento de acompanhamento decrianças e do grupo. toda a vida escolar da criança, com suas marcas Usualmente, quem trabalha com port- e experiências, ao apresentar a pasta aos pais,fólios e/ou dossiês são artistas; contudo, as a criança recorda e, com isso, reflete sobre ascrianças podem aprender a fazer portfólios suas vivências. Os pais, através do registro dopara construir a sua memória de vida, a ava- que foi realizado em sala de aula, podem des-liação das suas aprendizagens, a documen- cobrir o processo cognitivo de seu filho e vê-lotação de seus projetos. Eles são a seleção e atuando em outro tipo de espaço social. Aléma sistematização da experiência, possibilitan- disso, podem valorizar o trabalho escolar edo processos metacognitivos. participar efetivamente dele. Os relatórios deverão ser apresentadosaos pais ao longo do ano, no momento emque estão sendo produzidos, mas que ficarãoorganizados em uma única pasta (caixa ou ar-quivo). As pastas podem acompanhar a criança
  • 39. IDENTIDADE E AUTONOMIA 1. CONCEPÇÕES DE IDENTIDADE pessoal e do outro. Mais do que um obje- E AUTONOMIA tivo a ser alcançado pelas crianças, a auto- nomia é um princípio das ações educativas, O desenvolvimento da identidade e da considerando-os como seres que têm vonta- autonomia relaciona-se intencionalmente de própria, são capazes e competentes para com o processo de socialização; pois é nas construir conhecimentos, e, dentro de suas interações sociais que se dá a ampliação dos possibilidades, interferir no meio em que laços afetivos estabelecidos com as outras vivem. Conforme o ponto de vista do juízo crianças e com os adultos, contribuindo para moral, nessa faixa etária, a criança encontra- que o reconhecimento do outro e a consta- se numa fase de heteronomia, em que dá le- tação das diferenças entre as pessoas sejam gitimidade a regras e valores porque provêm valorizadas e aproveitadas para o enriqueci- de fora, em geral de um adulto a quem ela mento de si próprias. atribui força e prestígio. Na moral autônoma, A identidade é um conceito do qual faz vê a igualdade e reciprocidade como com- parte a idéia de distinção, de uma marca de ponentes necessárias da justiça e torna-se diferença entre as pessoas (nome, caracte- capaz de coordenar seus pontos de vistas e rísticas físicas, modos de agir e de pensar e ações com os de outros, em interações de da história pessoal), sendo uma construção cooperação. A passagem de heteronomia gradativa que se dá por meio de interações para autonomia supõe recursos internos sociais estabelecidas pela criança, tendo (afetivos e cognitivos) e externos (sociais e como fonte original o círculo de pessoas culturais). O complexo processo de constru- com quem a criança interage no início da ção da identidade e da autonomia depende vida (família). tanto das interações socioculturais como da A autonomia, defi nida como a capacida- vivência de algumas experiências considera- de de conduzir e tomar decisões por si pró- das essenciais associadas à fusão e diferen- prio, levando em conta regras, perspectivas ciação, construção de vínculos e expressão Crianças da rede municipal de ensino infantil - Arquivo SEMEC.
  • 40. da sexualidade. professor como aquele que organiza, siste- A autonomia que a criança aos poucos matiza e conduz situações de aprendizagem.desenvolve é, em grande parte, interioriza- Os materiais e utensílios pedagógicos dis-ção da estima que se tem por ela e da con- poníveis interferem diretamente nas possi-fiança da qual é alvo. A postura corporal, bilidades do “fazer sozinho”, sendo tambémmais as linguagens gestuais, verbais, etc., do alvo de reflexão e planejamento do profes-adulto transmite informações às crianças, sor e da instituição, devem estar à disposi-possibilitando formas particulares e signi- ção, organizados e dispostos em altura e aoficativas de estabelecer vínculos com elas. alcance das crianças, sem a necessidade deCriar situações educativas dentro dos limites interferência do adulto. A troca de idéias, oimpostos pela vivência das crianças em cole- confronto de ponto de vista que o trabalhotividade, respeitando seus hábitos, ritmos e em grupo propicia é um fator fundamentalpreferências individuais, assim como, ouvir, para que as crianças percebam que sua opi-falar, compreendendo o que estão queren- nião é uma entre outras possíveis, e para quedo comunicar, fortalece a sua autoconfian- consigam integrar suas idéias às dos demais,ça. A colaboração entre pais e professores é numa relação de cooperação. A aceitaçãofundamental no processo de construção da do outro em suas diferenças e particulari-identidade e autonomia. dades precisa estar presente nos atos e ati- O desenvolvimento da capacidade de se tudes dos adultos com quem convivem narelacionar depende das oportunidades de instituição, e no que concerne a identidadeinteração com crianças da mesma idade ou de gênero, a atitude básica é transmitir, porde idades diferentes em situações diversas, meio de ações e encaminhamentos, valorescabendo ao professor promover atividades de igualdade e respeito entre as pessoas deindividuais ou em grupo, respeitando as di- sexo diferentes e permitir que a criança brin-ferenças e estimulando a troca entre elas. que com as possibilidades. Para favorecer oFaz-se necessário organizar para as crianças desenvolvimento da autonomia e identidade,que ainda não andam sozinhas, local de aco- é necessária ao professor a compreensão dosmodação, estruturação de espaços, possibili- modos próprios das crianças ao se relaciona-tando mais intimidade e segurança, objetos rem, agirem, sentirem, pensarem e construí-atraentes, ofertando múltiplos exemplares rem conhecimentos.para facilitar a comunicação, com ações pa-ralelas de imitação e encadeações de faz-de-conta, estabelecendo, assim, condições 2. OBJETIVOSadequadas para as interações pautadas nasquestões emocionais, afetivas e conjuntivas. Crianças de zero a três anos Quanto aos cuidados, os bebês necessi-tam de intervenções educativas voltadas para A prática educativa deve ser organizadasuas necessidades de higiene, alimentação de forma a garantir que as crianças desenvol-e descanso. À medida que crescem, são in- vam as seguintes capacidades:centivadas pelo (a) professor (a) a participar • Familiarizar-se com a imagem do pró-ativamente dessas atividades, favorecendo in- prio corpo;dependência, exigindo dela com afeto e con- • Expressar emoções, sentimentos evicção aquilo que ela tem condição de fazer. necessidades pessoais de maneira gestual ou A progressiva independência na rea- verbal;lização das mais diversas ações é condição • Aceitar os cuidados e demonstraçõesnecessária para o desenvolvimento da au- de afeto das pessoas adultas;tonomia. Esse processo valoriza o papel do • Reagir a diferentes situações surgidas 43
  • 41. IDENTIDADE E AUTONOMIAna sua vida diária (ânimo, desânimo, perigo,ruídos, prazer, irritação, etc).Crianças de quatro a cinco anos A dimensão da identidade e autonomiadeve ser contemplada e acolhida em todasas situações diárias da instituição de educa-ção infantil, possibilitando interações e ativi-dades individuais ou em grupo, respeitandoas diferenças e estimulando a troca entre ascrianças tais como: • Expressar, manifestar e controlar ne-cessidades, desejos e sentimentos em situa-ções cotidianas; • Identificar gradativamente singulari-dades próprias e das pessoas com as quaisconvive; • Participar de escolhas de parceiros,objetos, temas, espaço e personagens, du-rante as brincadeiras; • Resolver conflitos, através do diálogo; • Participar de tarefas que envolvamações de cooperação, solidariedade e ajudana relação com os outros; • Respeitar características pessoais rela-cionadas a gênero, etnia, peso, estatura, etc. • Valorizar limpeza, aparência pessoale cuidado com os materiais de uso pessoal ecoletivo; • Identificar situações de risco no seuambiente mais próximo e prevenção a aci-dentes e autocuidado; • Seguir procedimentos relacionadosà alimentação, higiene das mãos, cuidado,limpeza pessoal das várias partes do corpoe uso adequado do sanitário.
  • 42. DESCOBERTA DE SI MESMO/DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - IDENTIDADE E AUTONOMIA BERÇÁRIO DE 0 A 12 MESES HABILIDADES CONTEÚDOS1. Reconhece sua imagem no espelho; Relação EU/OUTRO2. Manifesta prazer ou irritação diante de determinadas • Valorização de si e dos outros; situações; • Autonomia;3. Chora diante de situações que não lhe agradam; • Higiene corporal;4. Reage à dor chorando; • Procedimentos de prevenção de acidentes e autocuidado.5. Manifesta necessidades pessoais aos adultos, /choro, de gestos ou verbal/;6. Relaxa quando o ambiente lhe permite;7. Expressa emoções e sentimentos;8. Aceita demonstrações de afeto das pessoas adultas con- hecidas/ agrada-lhe/ rejeita;9. Acalma-se facilmente quando consolada/ custa-lhe/ não aceita;10. Normalmente mostra-se tranqüila/ irritada/ inquieta/ controlada;11. Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos;12. Necessita de ajuda freqüentemente/ constantemente/ algumas vezes;13. Esforça-se para vencer dificuldades;14. Diferencia se fez cocô ou xixi;15. Mostra-se contente durante momentos das refeições;16. Expressa fome/ apetência;17. Alimenta-se de leite materno/ mamadeira;18. Gosta de provar coisas novas/ aceita pouca variedade;19. Manifesta preferências e necessidades;20. Adormece sozinha/ custa-lhe/ é preciso segurá-la no colo/ dorme no colo;21. Adormece na proporção correta/ de manhã/ ao meio- dia/ à tarde;22. Chora sem motivo aparente;23. Desperta tranqüila/ brava/ contente/ chorando;24. Adormece sem chupeta/ outro objeto. 45
  • 43. IDENTIDADE E AUTONOMIADESCOBERTA DE SI MESMO/DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - IDENTIDADE E AUTONOMIA BERÇÁRIO DE 1 A 2 ANOS HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Indica as partes principais do corpo/ nomeia-as; Relação EU/OUTRO 2. Descreve características e circunstâncias pessoais; • Valorização de si e dos outros; 3. Imita diferentes posturas corporais, movimentos ou • Higiene corporal; expressões faciais; • Cuidados básicos com alimentação; 4. Manifesta impaciência ou prazer diante de determinadas- • Procedimentos básicos de prevenção de acidentes e auto- situações; cuidado. 5. Expressa necessidades pessoais e tenta satisfazê-las; 6. Reage à dor e reclama a atenção dos adultos; 7. Normalmente se mostra tranqüila/ irritada/ inquieta/ controlada; 8. Geralmente manifesta o seu estado de ânimo de maneira não verbal/ expressa-o verbalmente; 9. Mostra-se confiante em suas possibilidades nas tarefas habituais; 10. Esforça-se para vencer dificuldades que têm ao seu alcance; 11. Solicita ajuda mesmo que não seja necessário; 12. Gosta de prestar ajuda e ter responsabilidades; 13. Gosta de ser o centro das atenções/ evita; 14. Lava as mãos sozinhas/ solicita ajuda; 15. Solicita ajuda para assoar o nariz/ faz isso sozinha; 16. Vai sozinha ao banheiro/ solicita ajuda; 17. Tira a roupa sozinha; 18. Veste-se sem ajuda; 19. Tira as sandálias e já está conseguindo colocá-las; 20. Ao se sujar ou se lambuzar nem se dá conta/ irrita-se; 21. Cuida-se para manter-se limpa/ suja-se; 22. Utiliza o sabonete e enxuga-se com a toalhinha; 23. Tem cuidado com os materiais da sala e os pessoais; 24. Conclui os trabalhos ou atividades que começa/ muda constantemente de atividade; 25. Concentra-se um momento na mesma atividade/ não se concentra; 26. Faz o que lhe solicitam/ dista-se/ faz com gosto; 27. Alimenta-se sozinha/ necessita de ajuda; 28. Expressa fome/ tem apetência; 29. Gosta de provar coisas novas/ aceita pouca variedade; 30. Utiliza a colher e/ou garfo; 31. Gosta de colaborar durante as refeições.
  • 44. DESCOBERTA DE SI MESMO/DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - IDENTIDADE E AUTONOMIA MATERNAL HABILIDADES CONTEÚDOS1. Entra contente na escola (ou chora); Adaptação na escola.2. Demora a separar-se da pessoa que a acompanha à • Orientação no espaço e no tempo. escola;3. Chora e aceita o consolo da professora (não chora); Interação e jogo com as outras pessoas:4. Gosta de sair ao pátio (brinca com areia, água, pedras, • Relação com os companheiros. etc.); • Relação com os educadores e com as outras pessoas adul-5. Conhece a própria sala (explorando o ambiente); tas.6. Explora outros espaços da escola com curiosidade;7. Localiza alguns objetos habituais na sala (cantinhos – brinquedos etc.);8. Antecipa alguma situação ou atividade cotidiana a partir de determinados índices ou sinais (quando vê as re- feições, etc.);9. Impõe desejos (durante as atividades, brincadeiras, refeições, etc.);10. Inicia pequenos períodos de jogos com ou sem interven- ção de uma pessoa adulta;11. Interessa-se pelas atividades de grupo propostas (can- ções, jogos, etc.);12. Expressa suas necessidades e emoções;13. Aceita relação com outras pessoas adultas conhecidas na escola;14. Escolhe objetos. 47
  • 45. IDENTIDADE E AUTONOMIADESCOBERTA DE SI MESMO/DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - IDENTIDADE E AUTONOMIA I PERÍODO (4 ANOS) - 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Identifica progressivamente algumas singularidades • Higiene corporal; próprias e das pessoas com as quais convive no seu • Cuidados básicos com a alimentação; cotidiano em situações de interação; • Procedimentos básicos de prevenção e de acidentes de 2. Participa em situações de brincadeiras escolhendo os auto cuidado. parceiros, os objetivos, os temas, o espaço; 3. Expressa o controle progressivo de suas necessidades, desejos e sentimentos em situações cotidianas; 4. Participa igualmente meninos e meninas em brincadeiras de futebol, pular corda etc. 5. Tem atitudes de cooperação com os colegas; 6. Reconhece a necessidade dos hábitos de higiene; 7. Cuida dos materiais de uso individual; 8. Valoriza a limpeza e a aparência pessoal; 9. Reconhece a existência das situações de perigo no seu ambiente de convívio. I PERÍODO (4 ANOS) - 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Identifica progressivamente algumas singularidades • Relação EU/Outro; próprias e das pessoas com as quais convive no seu • Valorização de si e dos outros; cotidiano em situações de interação; • Autonomia; 2. Participa em situações de brincadeiras escolhendo os • Higiene corporal; parceiros, os objetivos, os temas, o espaço e as perso- • Cuidados básicos com alimentação; nagens; • Procedimento básico de prevenção e de acidentes de auto- 3. Manifesta atitudes de cooperação e solidariedade com os cuidado. parceiros na realização das tarefas do cotidiano; 4. Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero, etnia, peso, estatura, etc; 5. Valoriza a limpeza e a aparência pessoal; 6. Cuida dos materiais de uso individual; 7. Reconhece a existência das situações de perigo no seu ambiente de convívio.
  • 46. DESCOBERTA DE SI MESMO/DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - IDENTIDADE E AUTONOMIA I PERÍODO (4 ANOS) - 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Expressa suas necessidades, desejos, sentimentos na • Autoconceito e sua expressão; relação com o outro; • Autocontrole pessoal e social;2. Toma iniciativa para resolver pequenos problemas soli- • Regras de convivência em grupo; citando ajuda se necessário; • Valorização do diálogo;3. Respeito à idéia do outro; • Uso dos materiais do espaço compartilhado;4. Vivencia situações de brincadeiras escolhendo os par- • Autonomia; ceiros, os objetos, os temas, o espaço e as personagens; • Higiene corporal;5. Participa igualmente, meninos e meninas, em brincadei- • Cuidados básicos com a alimentação. ras de futebol, pular corda, etc;6. Manifesta atitudes de cooperação e de solidariedade com os parceiros na realização das tarefas do cotidiano;7. Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero, etnia, peso, altura e a cultura do seu grupo de origem e de outros grupos;8. Valoriza a limpeza e a aparência pessoal. I PERÍODO (4 ANOS) - 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Expressa suas necessidades, desejos, sentimentos na • Autoconceito e sua expressão; relação com o outro; • Autocontrole pessoal e social;2. Toma iniciativa para resolver pequenos problemas soli- • Regras de convivência em grupo; citando ajuda se necessário; • Valorização do diálogo.3. Respeita a idéia do outro;4. Vivencia situações de brincadeiras escolhendo os par- ceiros, os objetos, os temas, o espaço e as personagens;5. Participa na realização de pequenas tarefas do cotidiano vivenciando atitudes de cooperação, solidariedade e ajuda na relação com os outros;6. Valoriza os cuidados com os materiais de uso individual e coletivo;7. Conhece, respeita e usa algumas regras elementares de convívio social;8. Identifica e enfrenta situações de conflito utilizando seus recursos pessoais, respeitando as outras crianças e adultos, exigindo reciprocidade. 49
  • 47. IDENTIDADE E AUTONOMIADESCOBERTA DE SI MESMO/DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - IDENTIDADE E AUTONOMIA II PERÍODO (5 ANOS) - 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Expressa suas necessidades, desejos, sentimentos na • Expressão, manifestação e controle progressivo de suas relação com o outro; necessidades, desejos e sentimentos; 2. Manifesta controle progressivo de suas necessidades, • Iniciativa e autonomia; desejos e sentimentos em relação ao outro; • Singularidades próprias e das pessoas; 3. Demonstra iniciativa, autoconfiança e independência em • Participação em situações de brincadeiras nas quais suas atitudes; as crianças escolham os parceiros, os objetos e o espaço, 4. Respeita a opinião e o espaço do colega; dialogam como uma forma de lidar com os conflitos; 5. Usa regras elementares de convívio social; • Ações de cooperação, solidariedade e ajuda na relação 6. Participa em situações de brincadeiras, escolhendo os com os outros; parceiros, os objetos e o espaço; • Respeito às características pessoais relacionadas 7. Utiliza, nas suas relações, o diálogo como forma de lidar ao gênero, etnia, peso, altura; com os conflitos; • Limpeza e aparência pessoal; 8. Valoriza ações de cooperação e solidariedade, desenvol- • Regras elementares de convívio social; vendo atitudes de ajuda e colaboração, compartilhando • Regras de convivência em grupo e aquelas referentes suas vivências; ao uso dos materiais e do espaço quando isso for pertinente; 9. Demonstra respeito às características pessoais relaciona- • Cuidados com os materiais de uso individual e coletivo; das ao gênero, etnia, peso, estrutura; • Procedimentos relacionados à alimentação e à higiene das 10. Valoriza a limpeza e a aparência pessoal; mãos, cuidados e limpeza pessoal das várias partes 11. Usa as regras elementares de convívio social nas suas do corpo; relações; • Regras e respeito ao outro. 12. Coopera com os colegas em brincadeiras e atividades propostas; 13. Cuida das matérias de uso individual e coletivo; 14. Valoriza a limpeza e aparência pessoal; 15. Cuida dos materiais de uso individual; 16. Demonstra atitudes de respeito, cuidado, proteção com sua segurança e com a dos companheiros; 17. Coopera com os colegas em brincadeiras e atividades propostas.
  • 48. DESCOBERTA DE SI MESMO/DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - IDENTIDADE E AUTONOMIA II PERÍODO (5 ANOS) - 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Expressa suas necessidade, desejos, sentimentos na • Expressão, manifestação e controle progressivo de suas relação com o outro; necessidades, desejos e sentimentos em situações2. Manifesta controle progressivo de suas necessidades, cotidianas, (respeitando as mesmas as quais convive;) desejos e sentimentos em relação ao outro; • Iniciativa e autonomia para resolver problemas3. Tem iniciativa e autonomia para resolver problemas do do cotidiano; cotidiano; • Participação em situações de brincadeiras nas quais4. Escolhe os parceiros, os objetos, os temas e o espaço as crianças escolham os parceiros, os objetos e o espaço; quando participa das brincadeiras; • Diálogo como uma forma de lidar com os conflitos;5. Valoriza o diálogo como forma de lidar com os conflitos • Ações de cooperação, solidariedade; no relacionamento com o outro e com o grupo; • Respeito às características pessoais relacionadas6. Participa igualmente meninos e meninas em brincadeiras ao gênero, etnia, peso, altura; de futebol, pular corda, etc; • Limpeza e aparência pessoal;7. Demonstra ações de cooperação, solidariedade para com • Respeito e valorização da cultura de seu grupo de origem o outro; e de outros grupos;8. Manifesta respeito às características ao gênero, etnia, • Regras de convivência em grupo e aquelas referentes peso, altura; ao uso dos materiais e do espaço quando isso for pertinente;9. Valoriza a limpeza e aparência pessoal; • Cuidados com os materiais de uso individual e coletivo;10. Tem respeito e valoriza a cultura de seu grupo de origem • Regras e respeito ao outro; e de outros grupos; • Procedimento básico de prevenção de acidentes11. Conhece, respeita e utiliza regras elementares de con- e autocuidado; vívio social; • Identificação de situações de risco no seu ambiente mais12. Utiliza regras de convivência em grupo; próximo.13. Participa da organização da sala de aula cooperando com os colegas;14. Cuida dos materiais de uso individual e coletivo;15. Coopera com os colegas em brincadeiras e atividades propostas;16. Reconhece os procedimentos básicos de prevenção e autocuidado;17. Identifica as situações de perigo no seu ambiente de convívio. 51
  • 49. IDENTIDADE E AUTONOMIADESCOBERTA DE SI MESMO/DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - IDENTIDADE E AUTONOMIA II PERÍODO (5 ANOS) - 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Participa de brincadeiras escolhendo os parceiros, os • Brincadeiras nas quais as crianças escolham os parceiros, objetivos, os temas, o espaço e os personagens; os objetos, os temas, o espaço e os personagens; 2. Respeito às características pessoais relacionadas ao • Características pessoais relacionadas ao gênero, etnia, gênero, etnia, peso, estatura e a cultura de seu grupo de peso, altura, etc; origem e de outros grupos; • Regras elementares de convívio social; 3. Conhece, respeita e utiliza regras elementares de con- • Regras de convívio em grupo e aquelas referentes ao uso vívio social; dos materiais e do espaço, quando isso for pertinente; 4. Utiliza regras de convívio em grupo; • Cuidados com os materiais de uso individual e coletivo; 5. Apresenta disposição para resolver questões individuais • Expressa manifestação e controle progressivo de suas e coletivas; necessidade, desejos e sentimentos em situações cotidianas; 6. Atende a solicitações dos colegas; • Iniciativa para resolver pequenos problemas do cotidiano, 7. Tem cuidado com materiais de uso individual e coletivo; pedindo ajuda se necessário; 8. Expressam suas necessidades, desejos, sentimentos na • Diálogo como forma de lidar com os conflitos; relação com o colega; • Cultura de seu grupo de origem e de outros grupos; 9. Manifesta controle progressivo de suas necessidades, desejos e sentimentos nas situações cotidianas; 10. Toma iniciativa e autonomia para resolver problemas do cotidiano; 11. Usa o diálogo como forma de lidar com os conflitos no relacionamento com o grupo; 12. Respeita e valoriza a cultura de seu grupo de origem e de outros grupos; 13. Reconhece progressivos segmentos e elementos do próprio corpo por meio da exploração das brincadeiras, do uso do espelho e da integração com os outros; 14. Expressa sensações e ritmos corporais por meio de ges- tos, posturas e da linguagem oral; 15. Percebe as sensações, limites, potencialidade, sinais vitais e integridade do próprio corpo. II PERÍODO (5 ANOS) - 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Respeita a opinião e o espaço do colega; • Singularidades próprias e das pessoas com as quais 2. Participa em situações de brincadeiras escolhendo os par- convive; ceiros, os objetos, os temas, o espaço e os personagens; • Participação em situações de brincadeiras nas quais 3. Conhece e respeita algumas regras elementares de con- a crianças escolham os parceiros, os objetos, os temas, vívio social; o espaço e os personagens; 4. Utiliza algumas regras elementares de convívio social; • Respeito e utilização de algumas regras elementares 5. Usa regras de convivência em grupo, respeitando o outro; de convívio social; 6. Cuida dos materiais de uso individual e coletivo; • Regras de convivência em pequenos grupos e aquelas ref- 7. Manifesta atitudes de cooperação com os colegas; erentes ao uso dos materiais e do espaço quando isso 8. Cuida de materiais de uso individual e coletivo; for pertinente; 9. Tem uma imagem positiva de si; • Cuidados com os materiais de uso individual e coletivo; 10. Brinca expressando emoções, sentimentos, pensamen- • Expressão, manifestação e controle progressivo de suas tos, desejos e necessidades; necessidades, desejos e sentimentos; 11. Toma iniciativa para resolver pequenos problemas do • Iniciativa para resolver pequenos problemas do cotidiano, cotidiano, pedindo ajuda se necessário; pedindo ajuda se necessário; 12. Identifica e enfrenta situações de conflitos utilizando • Diálogo como forma de lidar com os conflitos. seus recursos pessoais, respeitando as outras crianças e adultos, exigindo reciprocidade.
  • 50. MOVIMENTO 1. CONCEPÇÕES DE significação, a conservação e a organização da MOVIMENTO informação cerebral. (...) A informação inter- sensorial do ser humano é tanto mais signifi- Embora para muitos o movimento seja cativa quanto mais sinestésica, isto é, quanto somente o ato de mover-se, esse constitui o maior relação tiver com a experiência prática suporte de toda a estruturação psíquica onde, e motora. O movimento não pode continuar sendo trabalhado de forma intencional, pla- a ser (e para muitos teóricos o é) o filho po- nejada e contextualizada, de maneira a de- bre do comportamento humano” (FONSECA, senvolver o indivíduo integralmente em todas 1988, p. 307). as suas formas de movimento e expressão, O movimento faz parte da vida do ser hu- torna-se uma categoria central no desenvolvi- mano, antes mesmo de seu nascimento. No mento da atividade da criança. Sendo assim, bebê, o movimento expressivo é o seu primei- trabalhar o Movimento no contexto das brin- ro canal de comunicação, sendo que, através cadeiras, de forma consciente, propiciará ao dos gestos, ele mobiliza o adulto para o atendi- indivíduo refletir, fazer associações, exercer e mento de suas necessidades. Assim, já no início desenvolver sua autonomia, questionar, con- do seu desenvolvimento, estabelece uma rela- frontar-se com situações-problema e encon- ção de comunicação com o meio, através da trar soluções por si próprio. seleção de movimentos do corpo que garan- “O movimento, como meio de explora- tem a sua aproximação do outro e a satisfação ção motora, permite a apropriação das qua- de suas necessidades. Portanto, na fase inicial lidades dos objetos do real, de onde surge a do desenvolvimento infantil, os movimentos Casa Meio Norte - Arquivo SEMEC.
  • 51. do corpo se apresentam como instrumentos fato de gestar as significações do aprender, ouexpressivos de bem-estar e mal-estar. seja, a criança transforma em símbolo aquilo Conforme o desenvolvimento avança, a que pode experimentar corporalmente, e seurelação da criança com o meio facilita a discri- pensamento se constrói, primeiramente, sob aminação das formas de se comunicar, sendo forma de ação.que o andar e a linguagem desencadeiam um A criança pequena necessita agir parasalto qualitativo no desenvolvimento infantil, compreender e expressar os significados pre-possibilitando uma maior autonomia e inde- sentes no contexto histórico-cultural em quependência na investigação do espaço e dos ob- se encontra. Wallon (1979) ressalta que na pe-jetos, que nele se encontram e o organizam. quena infância o ato mental se desenvolve noA partir do primeiro ano de vida, as possibili- ato motor, ou seja, a criança pensa na ação edades de movimento se intensificam como re- isso faz com que o movimento do corpo ganhecurso de exploração. E no período pré-escolar um papel de destaque nas fases iniciais do de-o movimento, inserido no contexto da brinca- senvolvimento infantil. Mas como isso ocorre?deira, desempenha um papel decisivo ao dar Wallon (1942) nos diz que o homem é umsentido às ações das crianças. ser biologicamente social, e que é na complexa No desenvolvimento de atividades de Mo- dinâmica de cada cultura que ocorre o seu de-vimento para com as crianças de 0 a 5 anos, senvolvimento. Nesse processo, o movimentodeve-se levar em consideração que a criança é do corpo se apresenta como um dos camposum ser global, portanto, não podemos limitar funcionais e, integrado com a afetividade e aos seus movimentos, restringindo-o a padrões inteligência, constitui a pessoa como um todo.motores pré-estabelecidos, mas trabalhar a O campo funcional motor, nas fases iniciais docriança por inteiro, com emoções, com sen- desenvolvimento infantil, integra a criança notimentos, com expressões, com dificuldades, seu contexto histórico-cultural, e é por inter-com facilidades, com expectativas, ávida em médio dele que ela começa a organizar a suadar sua opinião, com sugestões e vontades, compreensão sobre as coisas e sobre como es-com medos, com limites, com timidez, com sas se encontram no espaço, bem como as re-agressividade, etc. Por isso, o Movimento não lações com as pessoas presentes no contexto.pode ser visto apenas como um fator relacio- Nesse contexto, buscar-se-á desenvolvernado ao aspecto físico, isto é, destacado dos uma concepção de educação infantil que va-aspectos emocionais, cognitivos, históricos e lorize e sistematize o movimento corporal dasociais do desenvolvimento humano. criança no seu processo de apropriação da cul- Tendo como pressuposto que a instituição tura, na construção do seu pensamento, tendode educação infantil vincula a dimensão do em vista que ele não é somente uma necessida-cuidar à do educar, a mesma transformada em de para o desenvolvimento físico-motor, masum nível de ensino: a primeira etapa da edu- um conhecimento que, traduzido em lingua-cação básica – conforme a orientação da novaLei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional gem, contribui para a constituição da criança(LDB), de 1996. Assim, é preciso ter claro que como sujeito cultural.o trabalho junto às creches e pré-escolas im-plica trabalhar com as crianças pequenas em 2. OBJETIVOSdiferentes contextos educativos, envolvendotodos os processos de constituição da criança Crianças de zero a três anosem suas dimensões intelectuais, sociais, emo- A prática educativa deve se organizar decionais, expressivas, culturais, interacionais. forma a que as crianças desenvolvam as se-Na pequena infância o corpo em movimento guintes capacidades:constitui a matriz básica da aprendizagem pelo • Familiarizar-se com a imagem do pró- 55
  • 52. MOVIMENTOprio corpo; • Explorar as possibilidades de gestos eritmos corporais para expressar-se nas brinca-deiras e nas demais situações de interação; • Deslocar-se com destreza progressivano espaço ao andar, correr, pular, etc., desen-volvendo atitude de confiança nas próprias ca-pacidades motoras; • Explorar e utilizar os movimentos depreensão, encaixe, lançamento, etc., para ouso de objetos diversos.Crianças de quatro a cinco anos Para esta fase, os objetivos estabelecidospara a faixa etária de zero a três anos deverãoser aprofundados e ampliados, garantindo-se,ainda, oportunidades para que as crianças se-jam capazes de: • Ampliar as possibilidades expressivasdo próprio movimento, utilizando gestos di-versos e o ritmo corporal nas suas brinca-deiras, danças, jogos e demais situações deinteração; • Explorar diferentes qualidades e dinâ-micas do movimento, como força, velocidade,resistência e flexibilidade, conhecendo grada-tivamente os limites e as potencialidades deseu corpo; • Controlar gradualmente o próprio mo-vimento, aperfeiçoando seus recursos de des-locamento e ajustando suas habilidades mo-toras para utilização em jogos, brincadeiras,danças e demais situações; • Utilizar os movimentos de preensão,encaixe, lançamento etc., para ampliar suaspossibilidades de manuseio dos diferentes ma-teriais e objetos; • Apropriar-se progressivamente daimagem global de seu corpo, conhecendo eidentificando seus segmentos e elementos edesenvolvendo cada vez mais uma atitude deinteresse e cuidado com o próprio corpo.
  • 53. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MOVIMENTO BERÇÁRIO DE 0 A 12 MESES HABILIDADES CONTEÚDOS1. Reconhece sua imagem no espelho; Conhecimento de si mesmo e do próprio corpo.2. Manifesta prazer ou irritação diante de determinadas • O próprio corpo; situações; • Sensações;3. Chora diante de situações que não lhe agradam; • Percepções e necessidades;4. Reage à dor chorando; • Sentimentos e emoções;5. Manifesta necessidades pessoais aos adultos, através • Confiança e segurança. /choro, de gestos ou verbal/;6. Relaxa quando o ambiente lhe permite; Cuidado de si mesmo e do ambiente.7. Expressa emoções e sentimentos; • Higiene, limpeza e troca.8. Aceita demonstrações de afeto das pessoas adultas • Alimentação. conhecidas/ agrada-lhe/ rejeita; • Descanso.9. Acalma-se facilmente quando consolada/ custa-lhe/ não aceita; Jogo e movimento10. Normalmente mostra-se tranqüila/ irritada/ inquieta/ • Jogo motriz controlada; • Habilidade manual.11. Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos;12. Necessita de ajuda freqüentemente/ constantemente/ algumas vezes;13. Esforça-se para vencer dificuldades;14. Diferencia se fez cocô ou xixi;15. Mostra-se contente durante momentos das refeições;16. Expressa fome/ apetência;17. Alimenta-se de leite materno/ mamadeira;18. Gosta de provar coisas novas/ aceita pouca variedade;19. Manifesta preferências e necessidades;20. Adormece sozinha/ custa-lhe/ é preciso segurá-la no colo/ dorme no colo;21. Adormece na proporção correta/ de manhã/ ao meio- dia/ à tarde;22. Chora sem motivo aparente;23. Desperta tranqüila/ brava/ contente/ chorando;24. Adormece sem chupeta/ outro objeto. 57
  • 54. MOVIMENTODESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MOVIMENTO BERÇÁRIO DE 1 A 2 ANOS HABILIDADES CONTEÚDOS1. Alegra-se ou chora ao chegar à escola; Adaptação na creche2. Conhece os espaços habituais da creche e as pessoas • Orientação no espaço e no tempo adultas próximas; • Hábitos sociais e de convivência3. Explora os espaços com curiosidade; • Interação e jogo com as outras pessoas: com os colegas,4. Antecipa situações e atividades cotidianas a partir de com educadores e outras pessoas adultas. determinados indícios ou sinais; • Jogo, experimentação e exploração do ambiente.5. Participa das atividades coletivas;6. Aceita ajuda quando necessita;7. Interessa-se pelas outras crianças;8. Compartilha pequenos momentos de jogos com a inter- venção do adulto;9. Manifesta preferências por certos colegas;10. Relaciona-se bastante com a sua educadora;11. Comunica suas necessidades e emoções;12. Relaciona-se com as pessoas adultas conhecidas da escola;13. Manipula objetos que têm ao seu redor;14. Explora e manipula objetos complexos;15. Concentra-se nos jogos sozinha;16. Manipula objetos que têm ao seu alcance de diversas maneiras;17. Excita-se ao ver um objeto e tenta pegá-lo com gestos ou verbalmente;18. Observa as outras crianças e imita-as;19. Tenta procurar ou esquece um objeto que desapareceu da sua visão;20. Brinca com jogos na água, na areia ou com massinha de modelar, etc;21. Joga um momento sozinha;22. Toma os brinquedos dos companheiros;23. Prefere determinados objetos ou brinquedos, contos infantis e animais;24. Mostra-se observadora e receptiva. MATERNAL HABILIDADES CONTEÚDOS1. Reconhece partes do corpo e suas possibilidades de Expressividade utilização; • Imagem do próprio corpo;2. Expressa sensações e ritmos corporais por meio de ges- • Gestos, ritmos e postura; tos, da dança e brincadeiras; • Brincadeiras e jogos3. Movimenta-se por meio das possibilidades constantes de rolar, andar, correr, saltar, etc.; Equilíbrio e Coordenação do Movimento4. Valoriza suas conquistas corporais; • Deslocamento no espaço (rolar, andar, correr, saltar,5. Manipula matérias, objetos e brinquedos diversos; arrastar etc.);6. Valoriza e amplia as possibilidades estéticas do movi- • Movimentos bimanuais (construir, enfileirar, encaixar, mento através da dança; enfiar, amassar, raspar, etc.).7. Utiliza recursos de deslocamento das habilidades de força, velocidade, resistência e possibilidade nos jogos e brincadeiras dos quais participa.
  • 55. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MOVIMENTO I PERÍODO (4 ANOS) – 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Reconhece progressivos segmentos e elementos do pró- Expressividade prio corpo por meio da exploração das brincadeiras, do • As linguagens rítmicas e corporais. uso do espelho e da interação com os outros;2. Expressa sensações, ritmos corporais por meio de ges- tos, posturas e da linguagem oral;3. Percebe as sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo.1. Explora diferentes posturas corporais, como sentar- Equilíbrio e Coordenação se em diferentes inclinações, deitar-se em diferentes • Coordenação do movimento. posições, ficar ereto, apoia na ponta dos pés com e sem ajuda;2. Amplia progressivamente a destreza para deslocar-se no espaço por meio da possibilidade constante de andar, correr, saltar etc.3. Aperfeiçoa os gestos relacionados com preensão, o encaixe do traçado no desenho por meio da experimen- tação;4. Manipula materiais, objetos e brinquedos diversos para o aperfeiçoamento de suas habilidades manuais;5. Participa de brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, dançar etc. I PERÍODO (4 ANOS) – 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Utiliza a expressividade intencional do movimento nas Expressividade situações cotidianas e em suas brincadeiras; • As linguagens rítmicas e corporais.2. Percebe estruturas rítmicas para expressar-se por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos.1. Participa de brincadeiras e jogos que envolvam correr, Equilíbrio e Coordenação subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, • Coordenação do movimento. dançar etc.;2. Valoriza suas conquistas corporais;3. Segue comandos, utilizando todo o corpo;4. Manipula materiais, objetos e brinquedos diversos para o aperfeiçoamento de suas habilidades manuais. 59
  • 56. MOVIMENTODESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MOVIMENTO I PERÍODO (4 ANOS) – 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Valoriza e amplia possibilidades estéticas do movimento Expressividade pelo conhecimento e utilização de diferentes modalida- • As linguagens rítmicas e corporais. des da dança;2. Percebe as sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo.1. Participa de brincadeiras e jogos que envolvam correr, Equilíbrio e Coordenação subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, • Coordenação do movimento. dançar etc.;2. Valoriza suas conquistas corporais;3. Manipula materiais, objetos e brinquedos diversos para o aperfeiçoamento de suas habilidades manuais. I PERÍODO (4 ANOS) – 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Utiliza a expressividade intencional do movimento nas Expressividade situações cotidianas e em suas brincadeiras; • As linguagens rítmicas e corporais.2. Percebe estruturas rítmicas para expressar-se por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos.3. Valoriza e amplia possibilidades estéticas do movimento pelo conhecimento e utilização de diferentes modalida- des da dança.1. Participa de brincadeiras e jogos que envolvam correr, Equilíbrio e Coordenação subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, • Coordenação do movimento. dançar etc.;2. Valoriza suas conquistas corporais;3. Manipula materiais, objetos e brinquedos diversos para o aperfeiçoamento de suas habilidades manuais;4. Utiliza recursos de deslocamento e das habilidades de força, velocidade, resistência e flexibilidade nos jogos e brincadeiras dos quais participa.
  • 57. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MOVIMENTO II PERÍODO (5 ANOS) – 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Participa de atividades dirigidas de esquema corporal e Expressividade atividades lúdicas, ampliando o conhecimento sobre o • Movimento nas situações cotidianas e em brincadeiras; seu corpo e a expressão do movimento; • Estruturas rítmicas para expressar-se corporalmente por2. Expressa-se corporalmente por meio de brincadeiras de meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos; rodas e cirandas; • Identificação e expressão das sensações, limites, poten-3. Percebe as sensações, limites, potencialidades, sinais cialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo. vitais e integridade do próprio corpo.1. Realiza atividades locomotoras, possibilitando se deslo- Equilíbrio e Coordenação car no espaço; • Conhecimento e controle sobre o corpo e o movimento;2. Participa de jogos motores, utilizando recursos de • Utilização dos recursos de deslocamento e das habilidades deslocamento e das habilidades de força, velocidade e de força, velocidade e flexibilidade; flexibilidade; • Valorização de suas conquistas corporais;3. Valoriza suas conquistas corporais em brincadeiras e • Aperfeiçoamento de suas habilidades manuais. jogos;4. Manipula materiais, objetos e brinquedos para aprimorar suas habilidades manuais. II PERÍODO (5 ANOS) – 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Expressa suas emoções e sentimentos como forma Expressividade de comunicação nas suas brincadeiras e situações coti- • Movimento como forma de comunicação nas situações dianas. cotidianas ou em brincadeiras;2. Valoriza os jogos imitativos nas situações cotidianas; • Ampliação das possibilidades estéticas do movimento3. Conhece as danças populares; pelo conhecimento de diferentes modalidades de dança;4. Participa com entusiasmo das danças folclóricas; • Estruturas rítmicas para expressar-se;5. Utiliza diferentes modalidades de dança como forma de • Expressão das sensações, potencialidades, sinais vitais expressão corporal; e integridade do corpo.6. Percebe as sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo como forma de representação da expressão do EU.1. Realiza atividades locomotoras, possibilitando se deslo- Equilíbrio e Coordenação car no espaço; • Conhecimento e controle sobre o corpo e o movimento;2. Participa de jogos motores, utilizando recursos de • Conquistas corporais; deslocamento e das habilidades de força, velocidade e • Aperfeiçoamento de suas habilidades manuais. flexibilidade;3. Valoriza suas conquistas corporais em brincadeiras e jogos;4. Manipula materiais, objetos e brinquedos para aprimorar suas habilidades manuais. 61
  • 58. MOVIMENTODESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MOVIMENTO II PERÍODO (5 ANOS) – 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Faz exercício de imaginação e criatividade para expres- Expressividade sar-se e comunicar-se nas situações cotidianas e em • Movimento nas situações cotidianas e em brincadeiras; suas brincadeiras; • Ampliação das possibilidades estéticas do movimento;2. Expressa-se corporalmente por meio de danças folclóri- • Sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integri- cas; dade do próprio corpo.3. Percebe as sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo.1. Organiza e estrutura o controle de seus movimentos, Equilíbrio e Coordenação respeitando ordens de parada em movimentos corporais; • Controle sobre o corpo e o movimento;2. Valoriza em seu cotidiano jogos de regras e brincadeiras; • Valorização de suas conquistas corporais;3. Participa de jogos motores, utilizando recursos de • Aperfeiçoamento das habilidades. deslocamento e das habilidades de força, velocidade e flexibilidade;4. Consegue manipular materiais diversos como objetos, para aprimorar suas habilidades manuais. II PERÍODO (5 ANOS) – 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Explora as possibilidades de movimentos para a ex- Expressividade pressão de seus sentimentos nas brincadeiras e nas • Movimento nas situações cotidianas e em brincadeiras; situações em que está com outras pessoas; • Ampliação das possibilidades estéticas do movimento;2. Percebe estruturas rítmicas para expressar-se corporal- • Estruturas rítmicas para expressar-se. mente por meio das danças circulares.1. Explora diferentes qualidades e dinâmicas do movimen- Equilíbrio e Coordenação to como força, velocidade, resistência e flexibilidade, • Conhecimento e controle sobre o corpo e o movimento; conhecendo gradativamente os limites e potencialidades • Conquistas corporais; de seu corpo; • Aperfeiçoamento das habilidades manuais.2. Valoriza suas conquistas corporais participando de jogos psicomotores;3. Tem consciência de seu próprio corpo, como um todo e por partes, desenvolvendo atitude de cuidado e respeito;4. Manipula brinquedos para melhorar as habilidades ma- nuais.
  • 59. fazer artístico, da simbolização e da leitura deARTES VISUAIS imagens. O ponto de partida para o desenvolvi- mento estético e artístico é o ato simbólico que permite reconhecer que os objetos per- sistem, independentes de sua presença física 1. CONCEPÇÕES DE ARTES e imediata. Embora todas as modalidades artísticas VISUAIS devam ser contempladas pelo professor, a fim de diversificar a ação das crianças na experi- As Artes Visuais estão presentes no coti- mentação de materiais, do espaço e do pró- diano da vida infantil. Ao rabiscar e desenhar prio corpo, destaca-se o desenvolvimento do no chão, na área e nos muros, ao utilizar mate- desenho por sua importância no fazer artístico riais encontrados no acaso (gravetos, pedras, delas e na construção das demais linguagens carvão), ao pintar os objetos e até mesmo seu visuais (pintura, modelagem, construção tridi- próprio corpo. mensional, colagem). Tal como a música, as Artes Visuais são Na medida em que crescem, as crianças linguagens e, portanto, uma das formas im- experimentam agrupamentos, repetições e portantes de expressão e comunicação huma- combinações de elementos gráficos, inicial- na, o que, por si só, justifica sua presença no mente soltas e com uma gama de possibilida- contexto da educação, de um modo geral, e na des e significações, e, mais tarde, circunscri- educação infantil, particularmente. tos, e organizações mais precisas. Apresentam O trabalho com as Artes Visuais na educa- cada vez mais a possibilidade de exprimir im- ção infantil requer profunda atenção no que se pressões e julgamentos sobre seus próprios refere ao respeito das peculiaridades e esque- trabalhos. mas de conhecimentos próprios a cada faixa Enquanto desenham ou criam objetos etária e nível de desenvolvimento. Isso signifi- também brincam de “faz-de-conta” e verba- ca que pensamento, sensibilidade, imaginação, lizam narrativas que exprimem suas capaci- percepção, intuição e cognição da criança de- dades imaginativas, ampliando sua forma de vem ser trabalhados de forma integrada, visan- sentir e pensar sobre o mundo no qual estão do favorecer o desenvolvimento das capacida- inseridas. des criativas das crianças. Assim, é aconselhável que se garanta um No processo de aprendizagem em Artes tempo na rotina para que as crianças possam Visuais a criança traça um percurso de cria- desenhar diariamente sem a intervenção dire- ção e construção individual que envolve es- ta do professor. Contudo, há várias interven- colhas, experiências pessoais, aprendizagens, ções possíveis que podem ser planejadas de relação com a natureza, motivação interna e modo a contribuir para o desenvolvimento de ou externa. desenho da criança, por exemplo, pedir que O percurso individual da criança pode ser elas copiem seus próprios desenhos em escala significativamente enriquecido pela ação edu- maior ou menor; utilizar papéis que já conte- cativa intencional; porém, a criação artística é nham um risco, um recorte, uma colagem de um ato exclusivo da criança. É no fazer artís- parte de uma figura, etc., para que a criança tico e no contato com os objetos de arte que desenhe a partir disso; propor desenhos a par- parte significativa do conhecimento em Artes tir da observação de cenas, pessoas e objetos. Visuais acontece. No decorrer desse processo, As intervenções podem ser recurso interessan- o prazer e o domínio do gesto e da visualidade te desde que sejam observados seus objetivos evoluem para o prazer e o domínio do próprio e função no desenvolvimento do percurso de
  • 60. Exercícios de pintura - Arquivo SEMEC. criação pessoal da criança. no espaço físico da sala; respeitar e cuidar dos Os conteúdos desenvolvidos nas Artes objetos produzidos individualmente e em gru- Visuais estão organizados em dois blocos. O pos; valorizar suas produções, dos colegas e a primeiro bloco se refere ao fazer artístico e o produção de arte em geral. segundo trata da apreciação. O primeiro bloco O segundo bloco, Apreciação em Artes Vi- proporcionará às crianças de 0 a 3 anos explo- suais, possibilitará a criança de zero a três anos rar e manipular matérias, como lápis e pincéis a observação e identificação de imagens diver- de diferentes texturas e espessura, brochas, sas. As crianças de quatro e cinco anos amplia- carvão, carimbo; de meios, como tintas, água, rão seus conhecimentos a partir da diversida- areia, terra, argila, etc.; e de variados suportes de de produções artísticas, como: desenhos, gráficos como jornal, papel, papelão, parede, pinturas, esculturas, construções, fotografias, chão, caixas, madeira. etc. Deverão ainda ex- colagens, ilustrações, cinema, etc.; apreciação plorar o reconhecimento de diferentes movi- das suas produções e das dos outros, por meio mentos gestuais, visando a produção de marcas da observação e leitura de alguns dos elemen- gráficas. Nesse período, a criança aprenderá a tos da linguagem plástica; observação dos ter cuidado com o próprio corpo e o dos cole- elementos constituintes da linguagem visual: gas, com materiais e com os trabalhos e objetos ponto, linha, forma, cor, volume, contrastes, produzidos individualmente ou em grupo. As luz, texturas; leitura de obras de arte a partir crianças de quatro e cinco anos deverão criar da observação, narração, descrição e inter- desenhos, pinturas, colagens e modelagem a pretação de imagem e objetos; apreciação das partir de seu próprio repertório e da utilização Artes Visuais e estabelecimento de correlação dos elementos da linguagem das Artes Visu- com as experiências pessoais. ais: ponto, linha, forma, cor, volume, espaço, O fazer artístico deve ser planejado e or- textura, etc, organizar e cuidar dos materiais ganizado. A organização da sala, a quantidade 65
  • 61. ARTES VISUAISe a qualidade dos materiais presentes e sua mam um conjunto que alimenta a criança nodisposição no espaço são determinantes. É seu desenvolvimento artístico. A participaçãoaconselhável que os locais de trabalho aco- em exposições colabora com a auto-estima dasmodem confortavelmente as crianças, dando crianças e de seus familiares.o máximo de autonomia para o acesso e uso Em Artes Visuais a avaliação deve ser sem-dos materiais. Espaços apertados inibem a pre processual e ter um caráter de análise eexpressão artística, enquanto os espaços su- reflexão sobre as produções das crianças. Issoficientemente amplos favorecem a liberdade significa que a avaliação para a criança devede expressão. Nesse sentido, vale lembrar que explicitar suas conquistas e as etapas do seuos locais devem favorecer o andar, o correr e processo criativo; para o professor, deve for-o brincar das crianças. Devem, também, ser necer informações sobre a adequação de suaconcebidos e equipados de tal forma que se- prática para que possa repensá-la e estruturá-jam interessantes para as crianças, ativando o la sempre com mais segurança; julgamentos,desejo de produzir e o prazer de estar ali. A como feio e bonito, certo ou errado devem serarrumação do espaço ao término das ativida- evitados, pois em nada auxiliam o processodes deve envolver a participação das crianças. educativo.O espaço deve possibilitar também a exposi-ção dos trabalhos e sua permanência nesse lo-cal pelo tempo que for desejável. O professor 2. OBJETIVOSpode organizar o ambiente de forma a criarcantos específicos para cada atividade: canto Crianças de zero a três anosde brinquedos, de artes visuais, de leitura delivros etc. Os materiais são a base da produ- • Ampliar o conhecimento de mundoção artística. Porém, a seleção desse material que possuem, manipulando diferentes objetosdeve ser subordinada à segurança que ele ofe- e materiais, explorando suas características,rece. Deve-se evitar materiais tóxicos, cortan- propriedades e possibilidades de manuseio etes ou aqueles que apresentam possibilidades mantendo contato com formas diversas de ex-de machucar ou provocar algum dano para a pressão artística;saúde das crianças. A organização do tempo • Utilizar diversos materiais gráficosem Artes Visuais deve respeitar as possibilida- e plásticos sobre diferentes superfícies parades das crianças relativas ao ritmo de interes- ampliar suas possibilidades de expressão ese pelo trabalho, ao tempo de concentração, comunicação.bem como ao prazer na realização das ativi-dades. Cada criança, pelo seu ritmo, demons- Crianças de quatro a cinco anostra a necessidade de prolongar o tempo detrabalho ou de reduzi-lo, quando for o caso. • Interessar-se pelas próprias produ- O que fazer com as produções das crian- ções, pelas de outras crianças e pelas diversasças? Elas podem virar um brinquedo, podem obras artísticas (regionais, nacionais ou inter-ser documentadas e arquivadas para que as nacionais) com as quais entrem em contato,crianças adquiram aos poucos a percepção do ampliando seu conhecimento do mundo e daseu processo de enfeites nas paredes, etc. Mas, cultura;antes disso, as produções devem ser expostas, • Produzir trabalhos de arte, utilizando adurante um certo período, nas dependências linguagem do desenho, da pintura, da modela-da escola, tanto nos corredores quanto nas gem, da colagem, da construção, desenvolven-paredes das salas, o que favorece a sua valori- do o gosto, o cuidado e o respeito pelo proces-zação pelas crianças. Produção, comunicação, so de produção e criação;exposição, valorização e reconhecimento for-
  • 62. INTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – ARTES VISUAIS BERÇÁRIO DE 0 A 12 MESES HABILIDADES CONTEÚDOS1. Interessa-se e tem iniciativa em comunicar-se com ou- • Comunicação e Linguagem Oral. tras pessoas; • Linguagem plástica.2. Pára ante a proibições e ordens simples (vem, tem, • Expressão corporal. etc.); acompanhadas de gestos;3. Diferencia intenções na falta dos adultos;4. Mostra seus sapatos ou outros objetos quando é solicita- da;5. Solicita coisas verbalmente (água, abre, etc.);6. Repete sons imitando;7. Indica objetos;8. Fala sozinha com brinquedos que brinca;9. Observa pintura e gravura;10. Marca papéis e faz garranchos;11. Faz uso do corpo para expressar-se e imitar movimentos que observa;12. Reage diante de estímulos sonoros;13. Demonstra interesse pelos objetos sonoros;14. Imita gestos e produz diferentes ruídos e sons musicais;15. Aprecia escutar canções e músicas;16. Dança e participa quando dançam. 67
  • 63. ARTES VISUAISINTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – ARTES VISUAIS BERÇÁRIO DE 1 A 2 ANOS HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Interessa-se pelas atividades plásticas/não lhe interes- • Comunicação e Linguagem Oral/ Escrita. sam; • Linguagem plástica. 2. Tem curiosidade e interesse por atividades; • Expressão corporal. 3. Aceita diferentes materiais de uso na sala de aula/ há coisas que não lhe agradam; 4. Usa materiais propostos por um movimento/ necessida- de de ajuda e orientação; 5. Envolve-se nas produções; 6. Manipula bem os materiais que utiliza. 7. Cuida dos materiais, imitando a professora; 8. Reconhece cores estudadas; 9. Faz garatujas/ enche a folha sem expressar intencionali- dade/ faz desenho figurativo; 10. Aceita sugestões dos adultos/ dos colegas/ procura esforçar-se; 11. Observa e identifica imagens; 12. Brinca com diferentes materiais; 13. Explora e reconhece diferentes movimentos gestuais; 14. Produz marcas gráficas; 15. Explora e manipula diferentes materiais para perceber marcas, gestos e texturas; 16. Explora espaço físico; 17. Constrói objetos variados com materiais diversos; 18. Observa e reconhece diferentes movimentos gestuais; 19. Produz desenhos; 20. Zela pelos materiais e trabalhos produzidos; 21. Marca papéis e faz garranchos; 22. Usa o corpo para expressar-se e imitar movimentos que observa; 23. Reage diante de estímulos sonoros; 24. Imita gestos e produz diferentes ruídos e sons musicais; 25. Aprecia escutar canções e músicas; 26. Dança e participa quando dançam. MATERNAL HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Cria desenhos, pinturas, colagens, modelagens a partir Fazer artístico de seu próprio repertório e da utilização dos elementos • Exploração e manipulação de material (lápis, pincéis de das artes plásticas; diferentes texturas e espessuras, brocha, carvão, carimbos, 2. Cuida do corpo, dos materiais e do espaço físico utilizado giz, tinta, areia, argila etc). durante o fazer artístico; 3. Emite opiniões sobre as produções artísticas do seu Cuidados cotidiano. • Próprio corpo e dos colegas no contato com os suportes e materiais de arte; • Materiais e objetos produzidos. Apreciação em Artes Visuais • Observação e identificação de imagens diversas.
  • 64. INTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – ARTES VISUAIS I PERÍODO (4 ANOS) 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Explora e manipula materiais como lápis e pincéis de O FAZER ARTÍSTICO diferentes texturas e espessuras, tintas, água, areia, argila, jornal, papelão, caixas, etc. • Desenhos;2. Produz desenhos, pinturas, colagens, modelagens, • Pinturas; a partir de seu próprio repertório e da utilização dos • Colagens; elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, • Modelagens forma, cor, volume, espaço, textura, etc. • Recortes.3. Organiza e cuida dos materiais no espaço físico da sala de aula.4. Observa e identifica imagens diversas, reconhecendo APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS formas e fazendo relações com seu universo.5. Conhece a diversidade de produções artísticas, como • Plásticas. desenhos, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens e ilustrações. I PERÍODO (4 ANOS) 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Explora e manipula materiais diversos; O FAZER ARTÍSTICO2. Cria desenhos, pinturas, colagens, modelagens, a partir de seu próprio repertório e da utilização dos elementos • Desenhos; da linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, forma, cor, • Pinturas; volume, espaço, textura, etc.; • Colagens;3. Respeito e cuidado com os objetos produzidos individual- • Modelagens mente e em grupo; • Recortes.4. Explora os espaços tridimensionais na relação de seus projetos artísticos;5. Valoriza as suas próprias produções artísticas, as de APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS outras crianças e da produção de arte em geral;6. Organiza e cuida dos materiais no espaço físico da sala; • Plásticas.7. Observa e identifica imagens diversas;8. Conhece a diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens e ilustrações. 69
  • 65. ARTES VISUAISINTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – ARTES VISUAIS I PERÍODO (4 ANOS) 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Cria desenhos, pinturas, colagens, modelagens, a partir O FAZER ARTÍSTICO de seu próprio repertório e da utilização dos elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, forma, cor, volume, espaço, textura, etc.; 2. Organiza e cuida dos materiais no espaço físico da sala de aula; 3. Respeita e cuida dos objetos produzidos individualmente e em grupo; 4. Valoriza as suas próprias produções artísticas, as de outras crianças e da produção de arte em geral; 5. Aprecia as Artes Visuais e estabelece a correlação com as experiências pessoais; 6. Conhece a diversidade de produções artísticas, como APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS desenhos, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens e ilustrações, cinema, etc; 7. Aprecia as suas produções e as das outras, por meio da observação e leitura de alguns elementos da linguagem plástica. I PERÍODO (4 ANOS) 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Cria desenhos, pinturas, colagens, modelagens, a partir O FAZER ARTÍSTICO de seu próprio repertório e da utilização dos elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, forma, cor, volume, espaço, textura, etc.; 2. Valoriza as suas próprias produções artísticas, as de outras crianças e da produção de arte em geral; 3. Respeita e cuida dos objetos produzidos individualmente e em grupo; 4. Organiza e cuida dos materiais no espaço físico da sala de aula; 5. Conhece a diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens e ilustrações, cinema, etc.; APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS 6. Aprecia as suas produções e as das outras, por meio da observação e leitura de alguns elementos da linguagem plástica; 7. Observa os elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume e textura; 8. Ler obras de arte a partir da observação, narração, des- crição e interpretação de imagens e objetos; 9. Aprecia as Artes Visuais e estabelece a correlação com as experiências pessoais.
  • 66. INTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – ARTES VISUAIS II PERÍODO (5 ANOS) 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Explora e utiliza alguns procedimentos necessários para O FAZER ARTÍSTICO desenhar, pintar, modelar, etc.;2. Cria desenhos, pinturas, colagens, modelagens, a partir • Exploração e utilização de alguns procedimentos de seu próprio repertório e da utilização dos elementos necessários para desenhar, pintar e modelar, identificando da linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, forma, cor, seu uso nas produções do outro. volume, espaço, textura, etc.; • Elementos da linguagem das Artes Visuais.3. Valoriza as suas próprias produções artísticas, as de • Organização e cuidado com os materiais. outras crianças e da produção de arte em geral;4. Organiza e cuida dos materiais no espaço físico da sala de aula;5. Observa os elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume e textura; APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS6. Faz leitura de obras de arte a partir da observação, nar- ração, descrição e questionamento. • Elementos da linguagem das Artes Visuais. • Leitura de obras de arte. II PERÍODO (5 ANOS) 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Explora e utiliza alguns procedimentos necessários para O FAZER ARTÍSTICO desenhar, pintar, modelar, etc.;2. Cria desenhos, pinturas, colagens, modelagens, a partir • Procedimentos necessários para desenhar, pintar de seu próprio repertório e da utilização dos elementos e modelar. da linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, forma, cor, • Elementos da linguagem das Artes Visuais. volume, espaço, textura, etc.; • Organização e cuidado/ materiais da sala de aula.3. Organiza e cuida dos materiais no espaço físico da sala • Objetos produzidos – respeito e cuidado. de aula;4. Respeita e cuida dos objetos produzidos individualmente e em grupo;5. Observa os elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume, contraste, luz e textura;6. Faz leitura de obras de arte a partir da observação, nar- APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS ração, descrição e questionamento. • Elementos da linguagem das Artes Visuais. • Leitura de obras de arte. 71
  • 67. ARTES VISUAISINTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – ARTES VISUAIS II PERÍODO (5 ANOS) 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Utiliza procedimentos necessários para desenhar, pintar, O FAZER ARTÍSTICO modelar; 2. Cria desenhos, pinturas, colagens, modelagens, a partir • Procedimentosnecessáriosparadesenhar,pintar,modelar, de seu próprio repertório, utilizando os elementos da recortar e colar. linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, forma, cor, • Utilização dos elementos constituintes da linguagem volume, espaço, textura; visual. 3. Organiza e cuida dos materiais da sala de aula; • Organização e cuidado dos materiais na própria sala 4. Respeita e cuida dos objetos produzidos individualmente de aula. e em grupo; • Produções – valorização. 5. Valoriza suas produções e as de outras crianças; 6. Observa os elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume, contraste, luz e textura; 7. Faz leitura de obras de arte a partir da observação, nar- APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS ração, descrição e questionamento; 8. Aprecia as Artes Visuais e estabelece correlação com as • Elementos da linguagem visual. experiências pessoais. • Leitura de obras de arte. • Artes Visuais/ estabelecimento de correlação com as experiências pessoais. II PERÍODO (5 ANOS) 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Cria desenhos, pinturas, colagens, modelagens, a partir O FAZER ARTÍSTICO de seu próprio repertório, utilizando os elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, forma, cor, • Artes a partir do próprio repertório e os elementos volume, espaço, textura; da linguagem visual. 2. Organiza e cuida dos materiais no espaço físico da sala • Organização e cuidado dos materiais. de aula; • Objetos produzidos – respeito e cuidado. 3. Respeita e cuida dos objetos produzidos individualmente • Valorização das produções em geral. e em grupo; • Espaços bidimensionais e tridimensionais. 4. Valoriza suas produções e as de outras crianças e da produção de arte em geral; 5. Explora os espaços bidimensionais e tridimensionais na realização de suas atividades; 6. Conhece, emite opinião sobre produções artísticas, como APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS desenho, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações e cinema; • Conhecimento da diversidade de produções artísticas. 7. Aprecia suas produções e as dos colegas, por meio da • Apreciação das produções e leitura dos elementos observação e leitura de alguns elementos da linguagem de linguagem visual. plástica; • Leitura de obras de arte. 8. Faz leitura de obras de arte a partir da observação, nar- • Apreciação de Artes Visuais/ estabelecimento de correla- ração, descrição e interpretação de imagens e objetos; ção com as experiências pessoais. 9. Aprecia as Artes Visuais e estabelece correlação com as experiências pessoais.
  • 68. LINGUAGEM ORAL E ESCRITA 1. CONCEPÇÕES DA LINGUAGEM básicas: falar, escutar, ler e escrever. ORAL E ESCRITA A linguagem oral está presente no cotidia- no e na prática das instituições de educação A aprendizagem da linguagem oral e escri- infantil à medida que todos dela participam: ta é um dos elementos importante para as crian- crianças e adultos, falando e se comunicando ças ampliarem suas possibilidades de inserção e entre si, expressado sentimentos e idéias. As de participação nas diversas práticas sociais. diversas instituições concebem a linguagem O trabalho com a linguagem se constitui e a maneira como as crianças aprendem de em um dos eixos básicos na educação infantil, modo bastante diferente. dada sua importância para a formação dos su- Em algumas práticas, ao contrário, acredi- jeitos, para a interação com as outras pessoas, ta-se que a intervenção direta do adulto é ne- na orientação das ações das crianças, na cons- cessária e determinante para a aprendizagem trução de muitos conhecimentos e no desen- da criança. volvimento do pensamento. Pesquisas realizadas nas últimas décadas Aprender uma língua não é somente apren- baseadas na análise de produções das crianças der as palavras, mas também os seus significa- e das práticas correntes, têm apontado novas dos culturais, e, com eles, os modos pelos quais direções no que se refere ao ensino e à apren- as pessoas do seu meio sociocultural entendem, dizagem da linguagem oral e escrita, conside- interpretam e representam a realidade. rando a criança como sujeito ativo na constru- A educação infantil, ao promover experi- ção do conhecimento e não mera receptora de ências significativas de aprendizagem da lín- informações. Dessa forma, há uma transfor- gua, por meio de um trabalho com a linguagem mação substancial na forma de compreender oral e escrita, se constitui em um dos espaços como elas aprendem a falar, a ler e a escrever. de ampliação das capacidades de comunicação A linguagem oral possibilita comunicar e expressão e de acesso ao mundo letrado pe- idéias, pensamentos e intenções de diversas las crianças. Essa ampliação está relacionada naturezas, influenciar o outro e estabelecer ao desenvolvimento gradativo das capacidades relações interpessoais. Seu aprendizado acon- associadas às quatro competências lingüísticas tece dentro de um contexto. Dessa forma, as Aluna da Rede Municipal de Educação Infantil - Arquivo SEMEC.
  • 69. palavras só têm sentido em enunciado e textos ciações e procuram utilizá-los mesmo antesque significam e são significados por situações. que saibam falar. Significa que, muito antesA linguagem não é apenas vocabulário, lista de de se expressarem pela linguagem oral, aspalavras ou sentenças. E é por meio do diálo- crianças podem se fazer compreender e com-go que a comunicação acontece. Pois são os preender os outros, pois a competência lingü-sujeitos em interações singulares que atribuem ística abrange tanto a capacidade das criançassentidos únicos às falas. Portanto, quanto mais para compreender a linguagem quanto suaas crianças puderem falar em situações dife- capacidade para se fazerem entender.rentes, como contar o que lhes aconteceu em A ampliação de suas capacidades de co-casa, contar histórias, dar um recado, explicar municação oral ocorre gradativamente, porum jogo ou pedir uma informação, mais pode- meio de um processo de idas e vindas que en-rão desenvolver suas capacidades comunicati- volvem tanto a participação das crianças nasvas de maneira significativa. conversas cotidianas, em situações de escuta Para aprender a ler e a escrever, a criança e canto de músicas, quanto em situações maisprecisa construir um conhecimento de nature- formais de uso da linguagem.za conceitual: precisa compreender não só o Nas sociedades letradas, as crianças,que a escrita representa, mas também de que desde os primeiros meses, estão em perma-forma ela representa graficamente a lingua- nente contato com a linguagem escrita. Égem. Isso significa que a alfabetização não é por meio desse contato diversificado em seuo desenvolvimento de capacidades relaciona- ambiente social, que as crianças descobremdas à percepção, memorização e treino de um o aspecto funcional da comunicação escrita,conjunto de habilidades sensório-motoras. É desenvolvendo interesse e curiosidade porantes, um processo no qual as crianças preci- essa linguagem.sam resolver problemas de natureza lógica até Sabe-se que para aprender a escrever achegarem a compreender de que forma a es- criança terá de lidar com dois processos decrita alfabética em português representa a lin- aprendizagem paralelos: o da natureza doguagem, e assim poderem escrever e ler para sistema de escrita da língua – o que a escritasi mesmas. Aprender a ler e escrever fazem representa e como – e o da característica daparte de um longo processo ligado à participa- linguagem que usa para escrever.ção em práticas sociais de leitura e escrita. A observação e a análise das produções Aprender a falar não consiste apenas escritas das crianças revelam que elas tomamem memorizar sons e palavras. Sabe-se que a consciência, gradativamente, das característi-aprendizagem da fala pelas crianças não se dá cas formais dessa linguagem. Desde muito pe-de forma desarticulada com a reflexão, o pensa- quenas elas podem usar o lápis e o papel paramento, a explicação de seus atos, sentimentos, imprimir marcas, imitando a escrita dos maissensações e desejos. Sabe-se também que des- velhos, assim como se utilizam livros, jornais,de muito cedo, os bebês emitem sons articula- gibis, rótulos, etc., para “ler” o que está escrito.dos que lhes dão prazer e revelam seu esforço Dessa forma, as crianças elaboram umapara comunicar-se com os outros. A construção série de idéias e hipóteses provisórias antes deda linguagem oral implica, portanto, na verba- compreender o sistema escrito. Esse processolização e na negociação de sentidos estabeleci- de construção de conhecimento depende dodos entre pessoas que buscam comunicar-se e, grau de letramento de seu ambiente social.na interpretação dessa linguagem peculiar, dão Ainda em relação ao desenvolvimento da escri-sentido à comunicação dos bebês. ta, observa-se que os “erros” cometidos pelas As crianças desde muito pequenas po- crianças no processo de construção da apren-dem selecionar os sons que lhe são dirigidos, dizagem não devem ser vistos como faltas outentam descobrir sobre os sentidos das enun- equívocos, pois se referem a um momento 75
  • 70. LÍNGUAGEM ORAL E ESCRITAevolutivo na aprendizagem da escrita. Esses do identificá-los nas diversas situações do co-“erros” são de grande importância nesse pro- tidiano;cesso, uma vez que só escrevendo é possível • Escolher livros para ler e apreciar.enfrentar certas contradições. Considerando-se que o contato com o maior número possível de situações comunica- tivas e expressivas resulta no desenvolvimento2. OBJETIVOS DA LINGUAGEM das capacidades lingüísticas das crianças, umaORAL E ESCRITA: das tarefas da educação infantil é ampliar, inte- ragir e ser continente da fala das crianças em contextos comunicativos para que ela se torneCrianças de zero a três anos competente como falante. As instituições de profissionais de educa- Isso significa que o professor deve am-ção infantil deverão organizar sua prática de pliar as condições da criança de manter-se noforma a promover as seguintes capacidades próprio texto falado. Para tanto, deve escutar anas crianças: fala da criança, deixando-se envolver por ela, • Participar de variadas situações de co- ressignificando-a e resgatando-a sempre quemunicação oral, para interagir e expressar de- necessário.sejos, necessidades e sentimentos por meio da É importante destacar também algumaslinguagem oral, contando suas vivências; situações necessárias ao desenvolvimento de • Interessar-se pela leitura de histórias; habilidades de fala e escuta: • Familiarizar-se aos poucos com a escrita • Uso da linguagem oral para conver-por meio da participação em situações nas quais sar, brincar, comunicar e expressar desejos,ela se faz necessária e do contato cotidiano com necessidades, opiniões, idéias, preferências,livros, revistas, histórias em quadrinhos, etc. sentimentos e relatar suas vivências nas di- versas situações de interações presentes noCrianças de quatro a cinco anos cotidiano. Para esta fase, os objetivos estabeleci- • Elaboração de perguntas e respostasdos para a faixa etária de zero a três anos de acordo com os diversos contextos de quedeverão ser aprofundados e ampliados, pro- participa.movendo-se, ainda, as seguintes capacidades • Participação em situações que envol-nas crianças: vam a necessidade de explicar e argumentar • Ampliar gradativamente suas possibi- suas idéias e pontos de vistas.lidades de comunicação e expressão, interes- • Relato de experiências vividas e narra-sando-se por conhecer vários gêneros orais e ção de fatos em seqüência temporal e casual.escritos e participando de diversas situações • Reconto de histórias conhecidas comde intercâmbio social nas quais possa contar aproximação às características da história ori-suas vivências, ouvir as de outras pessoas, ela- ginal no que se refere à descrição de persona-borar e responder perguntas; gens, cenários e objetos, com ou sem a ajuda • Familiarizar-se com a escrita por meio do professor.do manuseio de livros, revistas e outros porta- • Conhecimento e reprodução oral dedores de texto e da vivência de diversas situa- jogos verbais, como trava-línguas, parlendas,ções nas quais seu uso se faça necessário; advinhas, quadrinhas, poemas e canções. • Escutar textos lidos, apreciando a leitu-ra feita pelo professor; O trabalho com a linguagem oral deve se • Interessar-se por escrever palavras e orientar pelos seguintes pressupostos:textos ainda que não de forma convencional; • Escutar a criança, dar atenção ao que • Reconhecer seu nome escrito, saben- fala, atribuir sentido, reconhecendo que quer
  • 71. dizer algo. posta de perguntas sobre a leitura, dramatiza- • Responder ou comentar de forma co- ção das histórias, etc. Tais atividades só devemerente àquilo que a criança disse, para que se realizar quando fizer sentido e como parte deocorra uma interlocução real. Não tomando a um projeto mais amplo. Caso contrário, pode-fala do ponto de vista normativo, julgando-a se se oferecer uma idéia distorcida do que é ler.está certa ou errada. Se não se entende ou não Para favorecer as práticas de leitura, algu-se dá importância ao que foi dito, a resposta mas condições são consideradas essenciais.oferecida pode ser incoerente com aquilo que São elas:a criança disse, podendo confundi-la. A res- • Dispor de um acervo em sala com li-posta coerente estabelece uma ponte entre a vros e outros materiais, como histórias emfala do adulto e a da criança. quadrinhos, revistas, enciclopédias, jornais, • Reconhecer o esforço da criança em etc., classificados e organizados com a ajudacompreender o que ouve (palavras, enuncia- das crianças.dos, textos) a partir do contexto comunicativo. • Organizar momentos de leitura livre • Integrar a fala da criança na prática pe- nos quais o professor também leia para si. Paradagógica, ressignificando-a. as crianças é fundamental ter o professor como Entende-se que a fala das crianças traduz um bom modelo. O professor que lê histórias,seus modos próprios e particulares de pensar que tem boa e prazerosa relação com a leiturae não pode ser confundida com um falar ale- e gosta verdadeiramente de ler, tem um papelatório. Ao contrário, cabe ao professor ajudar fundamental: o de modelo para as crianças.as crianças a explicitarem, para si e para os • Possibilitar regularmente às crianças odemais, as relações e associações contidas em empréstimo de livros para levarem para casa.suas falas, valorizando a intenção comunicati- Bons textos podem ter o poder de provocarva para dar continuidade aos diálogos. momentos de leitura em casa, junto com os No que se refere às práticas de leitura, é familiares.relevante destacar algumas situações necessá-rias ao desenvolvimento destas: Na instituição de educação infantil, as • Participação nas situações em que os crianças podem aprender a escrever produzin-adultos lêem textos de diferentes gêneros, do oralmente textos com destinos escritos. Nes-como contos, poemas, notícias de jornal, in- sas situações o professor é o escriba. Em ambosformativo, parlendas, trava-línguas. os casos, é necessário ter acesso à diversidade • Participação em situações que as crian- de textos escritos, testemunhar a utilização queças leiam, ainda que não façam de maneira se faz da escrita em diferentes circunstâncias,convencional. considerando as condições nas quais é produzi- • Reconhecimento do próprio nome den- da: para quê, para quem, onde e como.tro do conjunto de nomes do grupo nas situa- O trabalho com produção de texto deveções em que se fizer necessário. se constituir em uma prática continuada, na • Observação e manuseios de materiais qual se reproduz contexto cotidiano em queimpressos, como livros, revistas, histórias em se escrever tem sentido. Para tanto, propõem-quadrinhos, etc., previamente apresentados se práticas de escrita que leve as crianças a:ao grupo. • Participar de situações cotidianas nas • Valorização da leitura como fonte de quais se faz necessário o uso da escrita;prazer e entretenimento. • Escrever o próprio nome em situações Sabe-se que a prática de leitura para as em que isso é necessário;crianças tem um grande valor, em si mesmas, • Produzir textos individuais e/ou coleti-não sendo sempre necessárias atividades subse- vos ditados oralmente ao professor para diver-qüentes, como desenho dos personagens, a res- sos fins. 77
  • 72. LÍNGUAGEM ORAL E ESCRITAINTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA BERÇÁRIO DE 0 A 12 MESES HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Interessa-se e tem iniciativa em comunicar-se com ou- • Comunicação e Linguagem oral. tras pessoas; • Linguagem plástica. 2. Comunica-se através de gestos ou verbalmente; • Linguagem musical e expressão corporal. 3. Reconhece a voz do (a) educador(a) e das pessoas mais próximas; 4. Responde com gestos ou movimentos quando ouve seu nome; 5. Pára ante a proibições e ordens simples (vem, tem, etc.) acompanhadas de gestos; 6. Mostra seus sapatos ou outros objetos quando é solicitada; 7. Solicita coisas verbalmente (água, abre, etc.); 8. Repete sons imitando; 9. Pronuncia onomatopéias (bip-bip, etc.); 10. Denomina objetos indicados; 11. Fala sozinha com brinquedos que brinca e/ou gesticula; 12. Fala baixinho ou grita; 13. Aprecia pintura; 14. Marca papéis e faz rabiscos; 15. Faz uso do corpo para expressar-se e imitar movimentos que observa; 16. Reage diante de estímulos sonoros; 17. Demonstra interesse pelos objetos sonoros; 18. Imita gestos e produz diferentes ruídos e sons musicais; 19. Gosta de escutar canções e músicas; 20. Dança e participa quando dançam.
  • 73. INTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA BERÇÁRIO DE 1 A 2 ANOS HABILIDADES CONTEÚDOS1. Manifesta interesse e iniciativa para comunicar-se com • Comunicação e Linguagem. as outras pessoas; • Linguagem plástica.2. Comunica-se através de gestos /diz sim/ diz não; • Linguagem musical e expressão corporal.3. Reconhece a voz de sua educadora e das pessoas mais próximas;4. Responde quando chamam o seu nome/ ainda não;5. Diferencia intenções na fala dos adultos;6. Mostra sapatos ou outros objetos quando solicitada;7. Solicita coisas verbalmente/ repete sons, imitando;8. Balbucia com entonação, gesticulando enquanto o faz;9. Pronuncia algumas palavras/ somente papa e mama/ muitas/ imita palavras;10. Pronuncia onomatopéias (bip-bip, etc.);11. Conversa sozinha com as bonecas, quando brinca;12. Combina palavras;13. Entende ordens simples, sobretudo quando se faz gesti- culações;14. Faz refeições com alimentos triturados/ sólidos;15. Alimenta-se somente com o primeiro prato/ dois ou mais;16. Manifesta preferências e necessidades;17. Usa colher, garfo/ não os usa;18. Permanece sentado enquanto come/ é difícil para ela;19. Respeita a comida das outras crianças/ não respeita;20. Adormece muito/ pouco;21. Adormece sozinha/ custa-lhe/ no colo;22. Chora sem motivo;23. Desperta tranqüila/ brava/ chorando/ contente;24. Adormece com chupeta/ sem chupeta/ põe o dedo na boca/ outros objetos. 79
  • 74. LÍNGUAGEM ORAL E ESCRITAINTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA BERÇÁRIO DE 1 A 2 ANOS HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Participa de várias situações de comunicação; • Comunicação e Linguagem oral e escrita. 2. Interage e expressa desejos, necessidades e sentimen- • Linguagem plástica. tos por meio da linguagem oral, contando vivências e • Linguagem musical e expressão corporal. cantando; 3. Ouve leituras de histórias com prazer; 4. Participa em situações de leituras de diferentes gêneros; 5. Percebe o uso da leitura e da escrita nas situações coti- dianas; 6. Observa e manuseia materiais impressos, como livros, revistas, histórias etc.; 7. Reage diante de estímulos sonoros; 8. Faz imitação de gestos e produz diferentes ruídos e sons musicais; 9. Aprecia escutar canções e músicas; 10. Dança e participa quando dançam; 11. Fala sozinha com brinquedos que brinca e/ou gesticula; 12. Marca papéis e faz rabiscos; 13. Fala baixinho ou grita. MATERNAL HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Expressa-se oralmente em pequenos e grandes grupos; Linguagem Oral (Oralidade e Expressividade) 2. Descreve situações, objetos, cenas e pessoas; • Ampliação do vocabulário; 3. Faz pequenos relatos; • Participação em situações que envolvam a necessidade de 4. Memoriza quadrinhas e canções; explicar e argumentar suas idéias; 5. Expressa sentimentos, desejos e necessidades; • Representação Simbólica de Idéias; 6. Percebe a seqüência lógica dos fatos; • Concentração; 7. Monta quebra-cabeças; • Contato com tipos de textos: 8. Diferencia letras, números e desenhos; - poesia 9. Cita elementos de uma gravura; - parlendas 10. Expressa idéias por meio de desenhos; - quadrinhas 11. Lê e interpreta gravuras e obras de arte; - cantos infantis 12. Observa e manuseia materiais impressos como livros, - música revistas, histórias em quadrinhos, etc. • Verbalização de Idéias; 13. Reconhece o próprio nome dentro do conjunto de nomes • Criatividade; do grupo; • Imaginação; 14. Conhece e participa em jogos verbais como poemas, • Faz de conta. canções, contos e adivinhações. Linguagem Escrita (Contato com a Língua Escrita) • Manuseio de materiais • Livros • Fichas com o nome da criança • Revistas • Jornais • Rótulos
  • 75. INTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA I PERÍODO (4 ANOS) – 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Participa em roda de conversa com colegas, trocando Falar e Escutar experiências; • Conversas livres;2. Usa linguagem oral para conversar, brincar, comunicar, • Brincadeiras de faz-de-conta; expressar desejos e necessidades; • Percepção auditiva;3. Ouve e relata fatos vividos no dia-a-dia e imaginados; • Jogos verbais;4. Reproduz oralmente jogos verbais, como: canções, qua- • Reconto de histórias. drinhos e parlendas;5. Reconta histórias ouvidas;6. Representa histórias ouvidas através de linguagens variadas (dramatização, mímica etc).1. Identifica o pré-nome em lista dos nomes dos colegas, Práticas de Leitura com auxílio; • A palavra no contexto: nome próprio;2. Percebe semelhança de sons final e inicial nos nomes • Pseudoleitura: exploração de gravura, desenhos e textos próprios; de memória;3. Lê gravuras, desenhos e textos de memória (pseudolei- • Leitura de textos. tura);4. Participa nas situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros, como contos, poemas, notícias de jornal, parlendas e outros;5. Valoriza a leitura como fonte de prazer e entretenimento.1. Escreve traçados, seguindo orientações; Práticas de Escrita2. Escreve o pré-nome com auxílio; • Coordenação motora;3. Produz escrita pré-silábica; • Nomes;4. Utiliza desenhos para representar conteúdos mentais. • Ilustração de textos. 81
  • 76. LÍNGUAGEM ORAL E ESCRITAINTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA I PERÍODO (4 ANOS) – 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Usa a linguagem oral para conversar, brincar, comunicar Falar e Escutar e expressar desejos; • Conversas livres; 2. Elabora perguntas e respostas de acordo com os diver- • Recados; sos contextos de que participa; • Elaboração de perguntas e respostas; 3. Escuta e aprecia a leitura de textos, feita pelo professor; • Leitura de textos; 4. Participa de situações que envolvem a necessidade de • Relatos; explicar e argumentar suas idéias e pontos de vista; • Narração de fatos; 5. Relata experiências vividas; • Histórias lidas e/ou contadas. 6. Narra fatos em seqüência temporal e causal; 7. Socializa acontecimentos da sua vida; 8. Reproduz oralmente histórias lidas e/ou contadas; 9. Interessa-se por leitura de contos. 1. Participa nas situações em que os adultos lêem textos de Práticas de Leitura diferentes gêneros; • Leitura de textos: literário, informativo, canções; 2. Interpreta oralmente textos lidos pelo professor; • Exploração de textos; 3. Valoriza a leitura como fonte de prazer e entretenimento; • Nomes próprios; 4. Reconhece o seu próprio nome e o dos colegas, com • Palavras contextualizadas. auxílio; 5. Percebe semelhança de sons inicial e final em palavras contextualizadas. 1. Participa em situações cotidianas nas quais se faz neces- Práticas de Escrita sário o uso da escrita; • Nomes próprios; 2. Produz escrita pré-silábica; • Palavras contextualizadas. 3. Reconhece o próprio nome dentro do conjunto de nomes • Produção de textos; do grupo nas situações em que isso se faz necessário; • Ilustração de textos. 4. Escreve o pré-nome e palavras contextualizadas com auxílio; 5. Produz textos coletivos, ditados oralmente ao professor para os diversos fins; 6. Respeito pela produção própria e alheia; 7. Usa desenhos para representar textos lidos.
  • 77. INTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA I PERÍODO (4 ANOS) – 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Usa a linguagem oral para conversar, brincar, comunicar Falar e Escutar e expressar desejos; • Conversas livres;2. Comunica suas preferências; • Recados;3. Aprecia sentimentos; • Textos diversos;4. Transmite recados; • Perguntas e respostas;5. Escuta textos lidos apreciando a leitura feita pelo pro- • Leitura de textos; fessor; • Relatos pessoais;6. Elabora perguntas e respostas de acordo com os diver- • Jogos verbais. sos contextos de que participa;7. Participa em situações que envolvem a necessidade de explicar e argumentar suas idéias e pontos de vista;8. Relata brincadeiras e/ou jogos verbais;9. Conhece e reproduz oralmente jogos verbais, como: trava-línguas, parlendas, adivinhas, quadrinhas, poemas e canções.1. Participa nas situações em que os adultos lêem textos Práticas de Leitura de diferentes gêneros como contos, poemas, notícias de • Textos; jornal, informativos, parlendas trava-línguas etc.; • Produção de textos lidos;2. Valoriza a leitura como fonte de prazer e entretenimento; • Palavras no contexto;3. Reproduz textos lidos; • Gravuras;4. Participa de situações em que as crianças leiam, ainda • Narração de histórias; que não façam de maneira convencional; • Produção de textos;5. Lê gravuras e desenhos; • Alfabeto.6. Reconto de histórias lidas e/ou contadas;7. Produz textos de memória;8. Conhece as letras do alfabeto.1. Participa em situações cotidianas nas quais se faz neces- Práticas de Escrita sário o uso da escrita; • Nomes;2. Escreve os símbolos conhecidos e o próprio nome; • Palavras contextualizadas;3. Produz textos coletivos, ditados oralmente ao professor • Símbolos; para diversos fins; • Produção de textos coletivos.4. Produz escrita silábica;5. Utiliza desenhos como forma de representação de suas idéias. 83
  • 78. LÍNGUAGEM ORAL E ESCRITAINTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA I PERÍODO (4 ANOS) – 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Interessa-se em escutar textos lidos apreciando a leitura Falar e Escutar feita pelo professor; • Leitura de textos; 2. Transmite avisos e recados; • Recados; 3. Elabora perguntas e respostas de acordo com os diver- • Avisos; sos contextos de que participa; • Perguntas e respostas; 4. Participa em situações que envolvem a necessidade de • Jogos verbais. explicar e argumentar suas idéias e pontos de vista; • Conversas livres; 5. Conhece e reproduz oralmente jogos verbais, como: • Relatos; trava-línguas, parlendas, adivinhas, quadrinhas, poemas • Reconto de histórias. e canções; 6. Utiliza a linguagem oral para conversar, brincar, comuni- car e expressar desejos; 7. Relata experiências vividas, narrando fatos em seqüên- cia temporal e causal; 8. Reconta histórias conhecidas identificando os persona- gens; 9. Conta histórias trazidas ou ouvidas em casa ou nos am- bientes que freqüenta. 1. Reconhece o seu nome escrito, nas diversas situações do Práticas de Leitura cotidiano; • Nome; 2. Diferencia letras de números. • Letras e números; 3. Lê palavras contextualizadas, identificando letra inicial e • Palavras contextualizadas; final; • Textos; 4. Participa nas situações em que os adultos lêem textos • Materiais impressos; de diferentes gêneros como contos, poemas, notícias de • Rótulos e embalagens. jornal, informativos, parlendas trava-línguas etc; 5. Valoriza a leitura como fonte de prazer e entretenimen- to; 6. Observa e manuseia livros, revistas, histórias em quadri- nhos; 7. Participa de situações em que as crianças leiam, ainda que não façam de maneira convencional; 8. Identifica diversos rótulos e embalagens comerciais. 1. Participa em situações cotidianas nas quais se faz neces- Práticas de Escrita sário o uso da escrita; • Nomes 2. Escreve o pré-nome; • Palavras no contexto; 3. Trabalha com as letras do alfabeto; • Letras e números; 4. Escreve os números em situações do cotidiano; • Produção de textos. 5. Produz oralmente textos, onde o professor é o escriba; 6. Respeita a produção própria e alheia; 7. Produz escrita silábica; 8. Pratica a escrita de próprio punho, utilizando o conheci- mento de que dispõe no momento, sobre o sistema de escrita em língua materna.
  • 79. INTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA II PERÍODO (5 ANOS) – 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Usa a linguagem oral para conversar, brincar, comunicar, Falar e Escutar expressar desejos e necessidades; • Leitura de textos;2. Relata fatos e idéias vivenciadas; • Recados;3. Ouve, relata e organiza o pensamento lógico; • Avisos;4. Reconta histórias lidas e/ou contadas; • Perguntas e respostas;5. Relata histórias vividas e/ou ouvidas; • Jogos verbais;6. Dramatiza histórias, situações vividas e situações cria- • Conversas livres; das; • Relatos;7. Descreve pessoas, objetos e situações; • Reconto de histórias.8. Constrói textos coletivos;9. Transmite avisos e recados;10. Identifica e interpreta símbolos;11. Canta e interpreta oralmente canções populares.1. Identifica o pré-nome; Práticas de Leitura2. Diferencia letras de números; • Nome;3. Identifica símbolos convencionais; • Letras e números;4. Interpreta símbolos; • Símbolos;5. Compreende a convencionalidade dos símbolos; • Topologia.6. Reconhece que o registro escrito tem uma função comu- nicativa.1. Escreve o pré-nome; Práticas de Escrita2. Utiliza símbolos conhecidos; • Nomes;3. Representa os conhecimentos através da produção livre • Símbolos; da escrita, de acordo com o nível de desenvolvimento • Escrita de palavras; lingüístico; • Ilustração de textos.4. Produz escrita silábica;5. Identifica letras ou palavras nos mais diversos tipos de material escrito;6. Compreende e utiliza desenhos como forma de represen- tações e registro de idéias. 85
  • 80. LÍNGUAGEM ORAL E ESCRITAINTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA II PERÍODO (5 ANOS) – 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Conversa livremente sobre situações vivenciadas; Falar e Escutar 2. Relata experiências vividas e narra fatos em seqüência • Conversa; temporal; • Relatos; 3. Interpreta e socializa histórias lidas; • Histórias/reconto; 4. Reproduz oralmente contos, parlendas, trava-língua, etc. • Músicas; (mensagens que ouviu); • Poemas; 5. Canta e interpreta músicas; • Troca de idéias; 6. Ouve poemas com atenção e interesse; • Debates; 7. Troca de idéias sobre a leitura de imagens; • Produção oral de textos; 8. Participa das discussões e emite opinião; • Interpretação oral de textos e gráfica. 9. Produz textos orais com seqüências lógicas; 10. Interpreta textos orais com seqüências lógicas; 11. Interpreta textos, gráficos e outros, oralmente. 1. Localiza informações com auxílio; Práticas de Leitura 2. Interpreta textos e gráficos com auxílio; • Textos; 3. Identifica palavras em textos; • Gráficos; 4. Identifica rimas em palavras (sons); • Palavras; 5. Relaciona palavras aos seus respectivos desenhos; • Imagens; 6. Faz leitura de imagens (fotografias); • Alfabeto. 7. Conhece as 23 letras do alfabeto. 1. Escreve o nome completo com auxílio; Práticas de Escrita 2. Escreve as 23 letras do alfabeto; • Nomes; 3. Faz autoditado; • Alfabeto; 4. Utiliza símbolos conhecidos; • Palavras; 5. Organiza sílabas para formação de palavras; • Decomposição de palavras; 6. Decompõe palavras em sílabas e letras; • Produção de texto. 7. Constrói textos coletivos; 8. Produz escrita silábica com valor sonoro.
  • 81. INTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA II PERÍODO (5 ANOS) – 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Interpreta e reproduz oralmente contos ouvidos; Falar e Escutar2. Comenta histórias que conhece; • Reprodução de contos;3. Dramatiza textos lidos e ouvidos; • Recitação de poesias;4. Aprecia e recita poesias; • Relatos;5. Relata experiências vividas e narra fatos em seqüência • Debates; temporal e causal; • Interpretação de imagens (fotografias);6. Respeita a fala do outro; • Canções.7. Escreve com atenção;8. Interpreta imagens, oralmente;9. Formula questões, a partir de ilustrações e imagens;10. Conhece e canta canções diversas.1. Lê imagens e símbolos criando uma história; Práticas de Leitura2. Lê e interpreta textos; • Imagens e símbolos;3. Lê lista de palavras; • Textos;4. Identifica letras e palavras nos mais diversos tipos de • Lista de palavras; material escrito; • Histórias;5. Identifica sons inicial e final em palavras; • Adivinhas.6. Pesquisa palavras em jornal, revistas, livros e outros;7. Identifica personagens de histórias lidas e/ou contadas;8. Dramatiza histórias lidas;9. Interessa-se por adivinhas.1. Escreve o nome completo; Práticas de Escrita2. Escreve lista de palavras; • Nomes;3. Representa por meio de desenhos, figuras ou de outras • Lista de palavras; formas situações propostas; • Produção de textos;4. Constrói textos coletivos; • Alfabeto;5. Produz escrita silábica; • Histórias.6. Escreve as letras do alfabeto, maiúsculas e minúsculas;7. Recorta letras do alfabeto e constrói palavras;8. Usa letra maiúscula no início de frases e nomes próprios;9. Utiliza o ponto final;10. Faz ilustração de histórias e textos ouvidos. 87
  • 82. LÍNGUAGEM ORAL E ESCRITAINTERCOMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – LINGUAGEMORAL E ESCRITA II PERÍODO (5 ANOS) – 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Expressa opiniões, preferências, necessidades, ansieda- Falar e Escutar des, desejos e sentimentos; • Conversas; 2. Emite opinião e defende seu ponto de vista e respeita o • Debates; dos outros; • Relatos; 3. Aguarda o momento de falar; • Reconto de histórias. 4. Relata acontecimentos; • Jogos verbais; 5. Comunica-se com clareza; • Textos. 6. Reconta histórias conhecidas com aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagens, cenários e objetos, com ajuda da professora; 7. Expressa idéias representadas em cenas ou situações; 8. Dramatiza histórias ouvidas e músicas; 9. Reproduz oralmente jogos verbais, como: trava-língua, palavras, adivinhas, quadrinhas, poemas e canções; 10. Lê em voz alta pequenos textos; 11. Interpreta textos lidos e ouvidos. 1. Reconhece seu nome escrito sabendo identificá-lo nas Práticas de Leitura diversas situações do cotidiano; • Nome; 2. Faz leitura e análise de imagens e símbolos; • Imagens (fotografias); 3. Identifica e interpreta símbolos, placas, rótulos, etc.; • Símbolos; 4. Lê placas e rótulos; • Rótulos; 5. Representa símbolos, placas e rótulos com ilustrações; • Placas; 6. Lê e interpreta pequenos textos de diferentes gêneros • Textos; textuais; • Palavras; 7. Compreende e faz ilustração de textos; • Produção de textos coletivos; 8. Reconhece e localiza palavras em texto; • Histórias lidas e/ou contadas. 9. Identifica o número de letras e de sílabas em palavras; 10. Constrói textos coletivos tendo o professor como escriba; 11. Produz escrita silábica alfabética; 12. Interessa-se pela leitura de histórias; 13. Reconta histórias, caracterizando os personagens e cenários. 1. Escreve o nome completo e o pré-nome de alguns colegas; Práticas de Escrita 2. Escreve palavras, frases e textos; • Nomes; 3. Ilustra palavras, frases e textos; • Palavras, frases e textos; 4. Organiza palavras formando textos; • Alfabeto; 5. Produz escrita silábica e alfabética; • Decomposição de palavras; 6. Escreve o alfabeto maiúsculo e minúsculo; • Textos. 7. Usa corretamente as letras maiúsculas e minúsculas; 8. Decompõe palavras em sílabas e letras; 9. Constrói palavras e textos de memórias.
  • 83. NATUREZA E SOCIEDADE 1. CONCEPÇÕES DE NATUREZA Devendo as crianças, desde pequenas, serem E SOCIEDADE estimuladas a observar fenômenos, relatar acontecimentos, formular hipóteses, prever As crianças aprendem sobre o mundo resultados para experimentos, conhecer dife- rentes contextos históricos e sociais, tentar lo- através da interação com o meio natural e so- calizá-los no espaço e no tempo, e ainda trocar cial no qual vivem; vivenciam experiências e idéias e informações; debatê-las, confrontá-las, inter-relacionam-se em contexto de conceitos, distinguí-las e representá-las, compreendendo valores, idéias, objetos e representações dos como se produz um conhecimento novo ou diversos temas acessíveis à sua vida cotidia- como se dá a mudança ou a permanência das na, ampliando conhecimentos sobre o mundo idéias, com uma atitude de: curiosidade, críti- que as cerca. São transformações que ocor- ca, refutação e de reformulação de explicações rem simultaneamente ao desenvolvimento da para a pluralidade e diversidade de fenômenos linguagem e das capacidades de expressão. O e acontecimentos do mundo social e natural. contato com o mundo lhes permite construir Os conteúdos deverão ser trabalhados em conhecimentos práticos sobre o seu entorno, forma de projetos, integrando as diversas di- conforme a sua capacidade de perceber a exis- mensões do mundo social e natural em fun- tência de objetos, seres, formas, cores, sons, ção da diversidade de escolhas que este eixo odores, de movimentarem-se nos espaços e de possibilita. Atuando como critério para seleção manipular objetos, movidas pelo interesse e dos mesmos, a relevância social e o vínculo pela curiosidade e confrontadas com as diver- com as práticas sociais significativas, o grau de sas respostas oferecidas para os adultos, outras significância para as crianças, a possibilidade crianças e/ou por fontes de informações, como: que oferecem de construção de uma visão de livros, notícias e representações em geral, etc.. mundo integrada e relacional, a possibilidade Estas podem conhecer o mundo por meio de de ampliação do repertório de conhecimentos atividade física, afetiva e mental, construindo a respeito do mundo social e natural. Organi- explicações subjetivas e individuais para os di- zam-se em blocos de conteúdos que oferecem ferentes fenômenos e acontecimentos. visibilidade às especificidades dos diferentes Num processo constante de reconstrução, conhecimentos, que são os seguintes: organi- as estruturas e pensamentos das crianças so- zação dos grupos e seu modo de ser – reflexão frem mudanças significativas que repercutem sobre o que é específico da época em que vi- na possibilidade de entendimento diferenciado vem e da cultura compartilhada no seu meio tanto nos objetos quanto na linguagem usada social; os lugares e suas paisagens – por ser fru- para representá-los. O brincar de faz-de-conta to da ação humana em interação com a nature- possibilita reflexão sobre o mundo, recons- za, a organização dos lugares possibilitam uma truindo elementos do espaço que as cercam, compreensão de que muitas são as formas de ressignificando-os. A aprendizagem de fatos, relação com o meio que os diversos grupos e conceitos, procedimentos, atitudes e valores sociedades possuem no presente ou possuíam se dão de forma contextualizada, conforme o no passado; objetos e processos de transfor- acesso ao conhecimento elaborado pelas ci- mação – conhecer o mundo implica conhecer ências, mediado pelo mundo social e cultural. relações entre os seres humanos e a natureza,
  • 84. e as formas de transformação e utilização dos A atuação pedagógica do professor nes- recursos naturais desenvolvidos pelas diversas te eixo necessita apoiar-se em conhecimentos culturas na relação com a natureza, resultan- específicos derivados dos vários campos de do entre outras coisas, nos diversos objetos conhecimentos que integram as Ciências Hu- disponíveis ao grupo social ao qual as crian- manas e Naturais, sendo necessário buscar ças pertencem; os seres vivos – conhecimento respostas, informações e familiaridade com que além de oferecer inúmeras oportunidades conceitos e procedimentos dessas áreas. Par- de aprendizagem e ampliação da compreen- tir de perguntas interessantes, considerar os são que a criança tem sobre o mundo social conhecimentos das crianças sobre o assunto e natural, conduz gradativamente ao desen- a ser trabalhado, utilizar diferentes estraté- volvimento de atitudes relacionadas à sua saú- gias de busca de informações, coletar dados, de; fenômenos da natureza – refletir através promover experiências diretas, leitura de de questionamentos sobre o funcionamento imagens e objetos, de livros, enciclopédias, da natureza, seus ciclos e ritmos de tempo e revistas e jornais. sobre a relação que o homem estabelece com ela, possibilitará à criança ampliar seus conhe- cimentos, rever e reformular as explicações 2. OBJETIVOS DA LINGUAGEM que possuem sobre eles, oportunizando-a ob- ORAL E ESCRITA: servar, comparar, registrar, etc. Crianças de zero a três anos • Explorar o ambiente, para que possa se relacionar com as pessoas, estabelecer conta- to com pequenos animais, com plantas e com objetos diversos, manifestando curiosidade e interesse; Crianças de quatro a cinco anos • Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando per- guntas, imaginando soluções para compreen- dê-lo, manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando informações e confrontando idéias; • Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo so- cial e de outros grupos;Aluna da Rede Municipal de Educação Infantil - Arquivo SEMEC. • Estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem, valorizando sua importância para preservação da espécie e para a qualidade da vida humana. 91
  • 85. NATUREZA E SOCIEDADEDESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE BERÇÁRIO DE 0 A 12 MESES HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Alegra-se ou chora ao chegar à escola; Adaptação na creche 2. Conhece espaços habituais da creche e pessoas adultas próximas; • Orientação no espaço e no tempo 3. Explora espaços com curiosidade; • Hábitos sociais e de convivência 4. Antecipa situações e atividades cotidianas a partir de determinados • Interação e jogo com as outras pessoas: indícios ou sinais; • Com os colegas; 5. Participa das atividades coletivas; • Com educadores e outras pessoas adultas. 6. Aceita ajuda quando necessita; • Jogos,experimentaçãoeexploraçãodoam- 7. Interessa-se pelas outras crianças; biente. 8. Compartilha pequenos momentos de jogos com a intervenção do adulto; 9. Manifesta preferências por certos colegas; 10. Relaciona-se bastante com a sua educadora; 11. Comunica suas necessidades e emoções; 12. Relaciona-se com as pessoas adultas conhecidas da escola; 13. Manipula objetos que têm ao seu redor; 14. Explora e manipula objetos complexos; 15. Concentra-se um momento nos jogos sozinha; 16. Manipula objetos que têm ao seu alcance de diversas maneiras; 17. Excita-se ao ver um objeto e tenta pegá-lo com gestos ou verbalmente; 18. Observa outras crianças e imita-as; 19. Tenta procurar ou esquece um objeto que desapareceu da sua visão; 20. Brinca com jogos na água, na areia ou com massinha de modelar, etc; 21. Joga um momento sozinha; 22. Toma os brinquedos dos companheiros; 23. Prefere determinados objetos ou brinquedos, contos infantis e animais; 24. Mostra-se observadora e receptiva. 1. Entra contente na escola; Adaptação na escola. 2. Demora a separar-se da pessoa que a acompanha à escola; • Orientação no espaço e no tempo. 3. Chora e aceita o consolo da professora; Interação e jogo com as outras pessoas: 4. Custa-lhe ficar depois de um período ou alguns dias sem vir à escola; • Relação com os companheiros. 5. Mostra-se contente na maior parte do tempo; • Relação com os educadores e com as outras 6. Gosta de sair para o pátio; pessoas adultas. 7. Conhece a própria sala; 8. Explora outros espaços da escola com curiosidade; 9. Mostra-se tranqüila nos espaços habituais e com pessoas conhecidas; 10. Localiza alguns objetos habituais na sala; 11. Antecipa alguma situação ou atividade cotidiana a partir de deter- minados índices ou sinais (quando vê o carrinho no momento das refeições, etc.); 12. Aceita ou rejeita a relação com outras crianças (brincadeiras); 13. Interessa-se pelas atividades propostas; 14. Interessa-se pelas outras crianças; 15. Impõe desejos (brincadeiras); 16. Inicia pequenos períodos de jogos com ou sem intervenção de uma pessoa adulta; 17. Interessa-se pelas atividades de grupo propostas (canções, jogos, etc.); 18. Expressa suas necessidades e emoções (ida ao banheiro/brincadeiras etc); 19. Aceita relação com outras pessoas adultas conhecidas na escola.
  • 86. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE BERÇÁRIO DE 1 A 2 ANOS HABILIDADES CONTEÚDOS1. Entra contente na escola; Adaptação na escola.2. Demora a separar-se da pessoa que a acompanha à • Orientação no espaço e no tempo. escola;3. Chora e aceita o consolo da professora; Interação e jogo com as outras pessoas:4. Custa-lhe ficar depois de um período ou alguns dias sem • Relação com os companheiros. vir à escola; • Relaçãocomoseducadoresecomasoutraspessoasadultas5. Mostra-se contente na maior parte do tempo;6. Gosta de sair ao pátio;7. Conhece a própria sala;8. Explora outros espaços da escola com curiosidade;9. Mostra-se tranqüila nos espaços habituais e com pessoas conhecidas;10. Localiza alguns objetos habituais na sala;11. Antecipa alguma situação ou atividade cotidiana a partir de determinados índices ou sinais (quando vê o carrinho no momento das refeições, etc.);12. Aceita ou rejeita a relação com outras crianças (brinca- deiras);13. Interessa-se pelas atividades propostas;14. Interessa-se pelas outras crianças;15. Impõe desejos(brincadeiras);16. Inicia pequenos períodos de jogos com ou sem interven- ção de uma pessoa adulta;17. Interessa-se pelas atividades de grupo propostas (can- ções, jogos, etc.);18. Expressa suas necessidades e emoções (ida ao banheiro/ brincadeiras etc);19. Aceita relação com outras pessoas adultas conhecidas na escola. 93
  • 87. NATUREZA E SOCIEDADEDESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE MATERNAL HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Reconhece o próprio nome como elemento integrante de Identidade sua identidade; • Eu e minha família; 2. Identifica as pessoas que compõem sua família, reco- • Nome; nhecendo-se como parte dela; • Características físicas e preferências; 3. Conhece o espaço físico da escola, os funcionários e sua • Membros da família. relação com estes; Escola 4. Conhece as regras sociais de convivência; • Dependências; 5. Vivencia medidas de preservação da saúde; • Cuidado; 6. Percebe que o corpo é construído por partes com fun- • Funcionários (nome e funções); ções diversas; • Direitos e deveres (convívio afetivo). 7. Utiliza o corpo como forma de expressão de sentimento; Eu e a Comunidade 8. Expressa necessidades pessoais (fome, sede, cansaço); • Localização; 9. Reconhece algumas situações de perigo habituais; • Serviços; 10. Reconhece demonstração de afeto das pessoas adultas e • Valorização; das crianças; • Direitos e deveres (atitudes de convivência e preserva- 11. Participa de atividades que envolvam brincadeiras ção). 12. e canções; Saúde física e mental 13. Valoriza atitudes de manutenção e preservação dos • Hábitos de higiene; espaços coletivos e do meio ambiente; • Atividades lúdicas; 14. Valoriza atitudes relacionadas à saúde e ao bem-estar • Alimentação. individual e coletivo; Corpo Humano 15. Conhece algumas propriedades de alimentos e plantas; • Partes do Corpo; 16. Valoriza a vida em situações que impliquem cuidados • Cuidados: Higiene e Alimentação; prestados a animais e plantas; Animais 17. Identifica a importância e a evolução dos meios de • Características; transportes; • Utilidades; 18. Conhece os meios de comunicação; • Cuidados; 19. Vivencia datas comemorativas; • Preservação. 20. Desenvolve hábitos de cuidados com o lixo. Plantas • Importância; • Partes. Água • Importância para os seres vivos (pessoas, plantas e animais); • Preservação. Meios de Transporte • Unidades; • Cuidados; • Trânsito. Meios de Comunicação • Tipos; • Importância. Profissões • Tipos; • Importância. Vida e Cultura • Lendas; • Comemorações regionais; • Músicas e atividades folclóricas. Lixo • Conceitos • Tipos • Reciclagem.
  • 88. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE I PERÍODO (4 ANOS) - 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Relata a história do próprio nome, a origem; Organização dos grupos e seu modo de ser, viver2. Relaciona preferências; e trabalhar3. Reconhece a importância da escola para sua vida; • A criança e a Escola4. Valoriza os diferentes profissionais que trabalham na - Origem do nome; escola; - Preferências.5. Discute que a escola deve ser conservada; • A Escola6. Reconhece a importância dos colegas da escola; - Funcionários;7. Reconhece que o carnaval é uma festa do povo; - Conservação da escola.8. Sabe o nome completo dos pais; • Carnaval9. Compreende as relações de parentesco; - O que é;10. Manifesta atitudes de respeito aos mais velhos; - O que usa.11. Reconhece que Jesus teve uma família; • A Família12. Compreende a importância e a utilidade da moradia para - Formação/membros; as pessoas; - Nome dos pais.13. Caracteriza o local da moradia (rua e bairro); • A casa14. Identifica vários tipos de casa; - Importância;15. Reconhece que deve participar cooperativamente das - Localização; atividades coletivas; - Tipos de casas.16. Compreende o significado da páscoa; • Páscoa17. Conhece a história dos índios, usos e costumes; - Símbolos.18. Identifica os índios como primeiros habitantes do Brasil; • Índio19. Reconhece o índio como filho de Deus e que o mundo foi criado para todos.1. Observa e identifica os tipos de vegetação e construções Os lugares e suas paisagens nas proximidades da escola e da sua casa. • Observação da paisagem local: - Vegetação, construções nas proximidades da escola e da casa.1. Confecciona mobiliários da escola, de sua casa e os Objetos e processos de transformação objetos usados pelos índios. • Participação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos.1. Reconhece que é um ser vivo e criação de Deus; Os seres vivos2. Conhece as partes do corpo e suas funções; • A criança como ser vivo;3. Identifica os órgãos do sentido; • Partes do corpo;4. Relaciona os hábitos de higiene para o corpo; • Órgãos do sentido;5. Reconhece a importância de uma alimentação adequada • Higiene corporal. para a sua saúde; Nutrição e saúde6. Identifica vários tipos de alimentos e sua origem; • Alimentação7. Conhece os cuidados higiênicos com a alimentação. - Importância; - Origem; - Cuidados com a alimentação.1. Reconhece a importância da chuva e do sol para as plan- Os fenômenos da natureza tas e animais; • Chuva, sol, vento;2. Conhece os inúmeros benefícios proporcionados pelo • Estações do ano (conforme a época do ano). vento;3. Conhece as características de cada estação. 95
  • 89. NATUREZA E SOCIEDADEDESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE I PERÍODO (4 ANOS) - 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Reconhece a mãe como uma pessoa querida, que se Organização dos grupos e seu modo de ser, deve amar e respeitar; viver e trabalhar 2. Conhece a origem do dia das mães; • Mãe 3. Reconhece que Maria é a mãe de Jesus e nossa mãe; • As profissões 4. Compreende a importância do trabalho para todas as • Meios de Comunicação pessoas; - Utilidade; 5. Conhece a história do trabalho de Jesus; - Antigos e atuais; 6. Identifica diferentes profissionais destacando a função - Semelhanças e diferenças. de cada um; • Festas Juninas 7. Reconhece a utilidade dos meios de comunicação; - Origem; 8. Identifica os meios de comunicação antigos e os atuais; - Comidas e bebidas típicas; 9. Relaciona as semelhanças e diferenças entre os meios - Cuidados com os fogos. de comunicação; • Datas Cívicas 10. Conhece a origem das festas juninas e as fogueiras; 11. Identifica as comidas e bebidas típicas; 12. Reconhece os cuidados que se deve ter ao soltar balões e fogos; 13. Conhece as comemorações das festas juninas. 1. Discute a importância da preservação do meio ambiente Os lugares e suas paisagens e espaços coletivos. • Valorização e atitudes de manutenção e preservação dos 2. Valoriza atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente; espaços coletivos e do meio ambiente. • Observaçãoda paisagemlocal (construçõescampo/mar). 1. Demonstra conhecimento de algumas propriedades dos Objetos e processos de transformação objetos produzidos – meios de comunicação; • Conhecimento de algumas propriedades dos objetos pro- 2. Confecciona os meios de comunicação. duzidos: produzir e transmitir sons. 1. Compreende o que é meio ambiente; Os seres vivos 2. Reconhece o que é solo - que é usado para diversas • Cuidados necessários à preservação da vida coisas; e do ambiente; 3. Percebe os cuidados necessários à preservação da vida e • Estabelecimento de algumas relações entre diferentes do ambiente; espécies de seres vivos, suas características e suas necessi- 4. Estabelece relações entre diferentes espécies de seres dades vitais. vivos, suas características e suas necessidades vitais. 1. Reconhece que precisa de ar para viver; Os fenômenos da natureza 2. Discute a importância da água, para que serve, onde se • Ar, água; encontra, cuidado para mantê-la sempre limpa; • Dia e noite; 3. Relaciona aspectos do dia e da noite; • Estações do ano. 4. Identifica o que se pode fazer durante o dia e a noite; 5. Observa e relata as mudanças que ocorrem entre o dia e a noite; 6. Identifica as características de cada estação.
  • 90. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE I PERÍODO (4 ANOS) - 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Conhece a origem do dia dos pais; Organização dos grupos e seu modo de ser,2. Relaciona as características do seu pai, o seu nome com- viver e trabalhar pleto, onde trabalha, o que gosta, e o que não gosta; • Conhecimento do modo de ser, viver e trabalho do pai.3. Identifica Deus como pai que lhe criou com amor para • Teresina; viver feliz; • Folclore;4. Valoriza o pai como amigo e companheiro obedecendo e - O que é amando; - Importância5. Identifica Teresina como a capital do Piauí; • Soldado6. Conhece a origem do nome de sua cidade; • Pátria7. Menciona governantes de Teresina, anos de existência e - Independência data de seu aniversário; - Símbolo da Pátria8. Compreende o que é folclore e sua importância; • Estudante9. Conhece as lendas e danças folclóricas; • Trânsito10. Reconhece a importância do soldado para a sociedade; - Sinais de trânsito11. Menciona os objetos de uso do soldado; • Meios de Transporte12. Reconhece que a pátria é o lugar de origem; - Tipos13. Conhece a história da independência do Brasil; - Utilidades14. Identifica o Hino Nacional como um símbolo da Pátria;15. Sabe quem governa a sua pátria;16. Identifica-se como estudante com direitos e deveres;17. Reconhece o que é trânsito;18. Identifica os diferentes tipos de transportes.1. Identifica a paisagem natural da sua cidade e a modifica; Os lugares e suas paisagens2. Valoriza atitudes de manutenção e preservação dos • Observação da paisagem local: vegetação, rios; espaços coletivos e do meio ambiente; • Valorização e atitudes de manutenção e preservação dos3. Identifica os pontos turísticos de sua cidade, destacando espaços coletivos e do meio ambiente; a ação humana. • Construções – pontos turísticos.1. Confecção dos meios de transporte. Objetos e processos de transformação • Participação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos.1. Identifica as plantas como seres vivos e criação de Os seres vivos Deus; • Plantas2. Reconhece a importância das plantas para os seres - Importância vivos; - Partes da planta.3. Identifica as partes da planta;4. Conhece as plantas medicinais.1. Participa de atividades observando a ação do calor; Os fenômenos da natureza2. Identifica as características de cada estação. • Participaçãoemdiferentesatividadesenvolvendoaobser- vação sobre a ação do calor. • Estações do ano. 97
  • 91. NATUREZA E SOCIEDADEDESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE I PERÍODO (4 ANOS) - 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Reconhece que é construtor do futuro; Organização dos grupos e seu modo de ser, 2. Conhece seus direitos e deveres para com o mundo; viver e trabalhar 3. Conhece a história da infância de Jesus; • Criança – construtor do futuro 4. Identifica o Piauí no mapa do Brasil; • Piauí 5. Nomeia os governantes do seu estado e a data de seu - Governantes aniversário; - Bandeira 6. Conhece a Bandeira do seu estado e identifica suas • Natal cores; - O que é 7. Discute as datas cívicas de acordo com a realidade da - Símbolos. vida; 8. Participa de atividades relacionadas às datas cívicas; 9. Conhece a história do Natal; 10. Identifica os símbolos natalinos; 11. Valoriza o espírito natalino. 1. Conhece as paisagens através de gravuras e cartões Os lugares e suas paisagens postais; • Observaçãodapaisagemlocal:mar,florestas,montanhas, 2. Discute a importância da manutenção e preservação dos açudes; espaços coletivos e do meio ambiente. • Valorização de atitudes, manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente. 1. Reconhece os cuidados necessários no uso de objetos Objetos e processos de transformação do cotidiano, relacionados à segurança e prevenção de • Cuidados no uso de objetos do cotidiano, relacionados acidentes e a sua conservação. à segurança e prevenção de acidentes e a sua conservação. 1. Reconhece os animais como seres vivos; Os seres vivos 2. Identifica como e onde vivem diversos animais; • Animais; 3. Diferencia os animais através de suas características; • Características 4. Identifica os animais que contribuem para a vida do • Cuidados prestados a animais. homem; 5. Menciona os cuidados que se deve ter com os animais. 1. Identifica as características de cada estação; Os fenômenos da natureza 2. Participa de diferentes atividades envolvendo a observa- • Estações do ano; ção sobre a ação de luz, som, força. • Realização em diferentes atividades envolvendo a observação sobre a ação de luz, som, força.
  • 92. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE II PERÍODO (5 ANOS) - 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Identifica-se como ser histórico que vive na sociedade; Organização dos grupos e seu modo de ser,2. Relata a história do seu nome; viver e trabalhar3. Reconhece seus direitos e deveres na escola; • A criança e a escola4. Relaciona suas preferências; - História do nome5. Compreende a importância da escola na sua vida; - Preferências6. Identifica o nome da escola, sua localização; • A escola7. Relaciona as pessoas que trabalham na escola e suas - Importância funções; - Localização (rua e bairro)8. Valoriza a escola como espaço de cultura para crescer • Carnaval com os colegas; - O que é9. Identifica o carnaval como uma festa popular do Brasil; - O que usa10. Sabe que as pessoas no carnaval se fantasiam, usam • Família máscaras; - Membros11. Identifica os membros da família; - Nome dos pais12. Cita o nome completo dos pais; - Características13. Valoriza a família como um todo; - Parentes14. Sabe que Jesus teve uma família; • A casa15. Discute a importância e a utilidade da moradia para - Localização todos; - Tipos de casa16. Localiza sua casa (rua e bairro); • Páscoa17. Identifica e reflete sobre os diversos tipos de moradias; - Símbolos18. Relata que participa de atividades diárias de limpeza da • O livro infantil casa;19. Reconhece que páscoa é dar e repartir a vida;20. Conhece os símbolos da Páscoa;21. Sabe a origem do dia do livro infantil;22. Conhece diversos livros de literatura infantil de Monteiro Lobato;23. Identifica os índios como os primeiros habitantes do Brasil;24. Compara a alimentação, o vestuário dos índios de on- tem, com os de hoje.1. Identifica os tipos de vegetação e construções nas proxi- Os lugares e suas paisagens midades da escola e da sua casa; • Observação da paisagem local: vegetação e construção2. Reconhece as mudanças decorrentes da ação humana nas proximidades da escola e da casa. modificando a paisagem natural.1. Confecciona mobiliário da escola, da casa e objetos usa- Objetos e processos de transformação dos pelos índios. • Participação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos. 99
  • 93. NATUREZA E SOCIEDADEDESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE II PERÍODO (5 ANOS) - 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Reconhece que é um ser vivo que pensa e precisa de cuidados; Os seres vivos 2. Identifica as partes de seu corpo e suas funções; • A criança – ser vivo que pensa 3. Relaciona os órgãos dos sentidos; - Partes de seu corpo 4. Cita os principais hábitos de higiene; - Órgãos do sentido 5. Reconhece a importância de uma boa alimentação para a sua sobrevivência e - Higiene manutenção da saúde; Nutrição e Saúde 6. Identifica a origem dos alimentos e seus derivados; • Alimentação 7. Diferencia frutas, verduras e legumes; • Origem dos alimentos 8. Relaciona os cuidados que se deve ter com os alimentos para proteger a saúde. • Cuidados 1. Discute a importância da chuva e do sol para os animais e as plantas; Os fenômenos da natureza 2. Reconhece e valoriza os benefícios proporcionados pelo vento; • Fenômenosnaturais(sol,chuva,vento) 3. Reconhece que sem água não há vida; • Água 4. Identifica os seres que necessitam de água; • Estações do ano 5. Idêntica as características de cada estação.
  • 94. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE II PERÍODO (5 ANOS) - 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Conhece a origem do dia das mães; Organização dos grupos e seu modo2. Reconhece a importância da mãe na família; de ser, viver e trabalhar3. Valoriza o dia da mamãe como um momento especial, mas não único de • Mãe expressar amor e gratidão. • Trabalho4. Reconhece que Maria é a mãe de Jesus e sua mãe; - Importância5. Discute a importância do trabalho na vida de uma pessoa; • As profissões6. Reconhece que através do trabalho as pessoas se tornam ajudantes de Deus • Meios de comunicação e podem melhorar o mundo a cada dia; • Festas juninas7. Relaciona alguns profissionais e suas funções; - Origem8. Valoriza diferentes profissionais independente do trabalho que realizam; • HistóriadosSantospadroeiros(Santo9. Reconhece a utilidade dos meios de comunicação; Antonio, São João, São Pedro);10. Identifica os diferentes meios de comunicação; • Cuidados com os fogos;11. Nomeia os meios de comunicação mais utilizados na sua comunidade; • Comidas e bebidas.12. Sabe a origem das festas juninas e da fogueira;13. Conhece a história dos santos padroeiros;14. Faz a listagem dos santos padroeiros homenageados;15. Reconhece os cuidados que se deve ter ao soltar os fogos;16. Identifica as comidas e bebidas típicas.1. Observa e estabelece algumas relações entre o meio ambiente e os seres Os lugares e suas paisagens vivos que nele habitam. • Valorizaçãodeatitudesdemanuten- ção e preservação do meio ambiente.1. Discute sobre as características de objetos produzidos em diferentes épocas Objetos e processos de transformação e por diferentes grupos sociais; • Característicasdeobjetosproduzidos2. Confecciona os meios de comunicação. em diferentes épocas e por diferentes grupos sociais; • Confecção de objetos.1. Compreende o que é meio ambiente; Os seres vivos2. Reconhece a natureza e os recursos naturais como a criação de Deus; • Percepçãodoscuidadosnecessáriosà3. Relaciona o que existe no ambiente; preservação da vida e do ambiente;4. Discute a importância do solo para os seres vivos; • Valorização e prática de atitudes5. Sabe a importância da coleta de lixo; relacionadas ao bem-estar individual e6. Valoriza o cuidado do ambiente para a qualidade de vida humana; coletivo.7. Identifica práticas de atitudes relacionadas ao bem-estar individual e coletivo.1. Distingue o dia da noite; Os fenômenos da natureza2. Relaciona atividades diurnas e noturnas; • Dia e noite3. Identifica o ar, a água no ambiente e discute a importância para os seres vivos; - Atividades desenvolvidas4. Identifica as estações e suas características. • O ar, a água. • Estações do ano 101
  • 95. NATUREZA E SOCIEDADEDESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE II PERÍODO (5 ANOS) - 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Conhece a origem do dia dos pais; Organização dos grupos e seu modo de ser, 2. Reconhece as qualidades de seu pai; viver e trabalhar 3. Relata as características do pai; • Pai; 4. Compreende que o dia do pai é um momento especial, • Estudante; mas não único de expressar amor e gratidão; • Teresina; 5. Reconhece que Deus é o pai de todos; • Folclore; 6. Discute sobre os direitos de deveres do estudante; • Soldado 7. Identifica Teresina como a capital do Piauí; • Pátria; 8. Conhece a origem da sua cidade; - Independência 9. Relaciona o nome dos governantes; - Brasil (país) 10. Conhece o hino de Teresina; - Símbolos 11. Compreende o que é folclore; 12. Valoriza o folclore; • Trânsito (sinais, placas e faixas de segurança) 13. Conhece a origem do dia do soldado; • Meios de transporte 14. Compreende o que é Pátria; - Tipos 15. Conhece o significado de independência; 16. Identifica o mapa do Brasil; • Bíblia 17. Narra a história de sua independência e governos; 18. Identifica os símbolos nacionais; 19. Participa do momento cívico (desfile); 20. Compreende o que é trânsito; 21. Identifica o significado de cada cor do semáforo; 22. Sabe a importância das faixas de segurança; 23. Conhece as placas de sinalização; 24. Reconhece que os meios de transporte são importantes; 25. Classifica as placas de sinalização; 26. Reconhece que a Bíblia é o livro da palavra de Deus. 1. Identifica os rios que banham Teresina; Os lugares e suas paisagens 2. Reflete sobre a sua importância; • Observação da paisagem natural: 3. Reconhece a utilidade dos rios; - Rios 4. Destaca o conceito de vegetação; - Vegetação. 5. Observa e discute sobre a importância da preservação dos vegetais; 6. Identifica os tipos de vegetação de sua cidade. 1. Identifica as plantas como seres vivos; Os seres vivos 2. Relata o que a planta precisa para crescer; • Conhecimento das plantas 3. Identifica as partes de uma planta; - O que a planta precisa para crescer; 4. Relaciona as plantas cultivadas no jardim, em horta e - Partes de uma planta; pomar; - Importância das plantas. 5. Reconhece o valor das plantas no aspecto alimentício, medicinal e outros; • Valorização da vida nas situações que impliquem cuidados 6. Reconhece que se deve plantar, valorizando a vida; com as plantas. 7. Demonstra cuidado com as plantas. 1. Menciona as estações e suas características; Os fenômenos da natureza 2. Observa e discute a ação do movimento; • Estações do ano; 3. Pesquisa a ação do movimento. • Participaçãoemdiferentesatividadesenvolvendoaobser- vação e a pesquisa sobre a ação do movimento.
  • 96. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE II PERÍODO (5 ANOS) - 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Compreende o que é direito e o que é dever; Organização dos grupos e seu modo de ser,2. Conhece os seus direitos e deveres para com a sociedade; viver e trabalhar3. Discute e reconhece que no Brasil muitas crianças ainda • Criança – futuro do país não têm esses direitos respeitados; - Direitos e deveres4. Participa das atividades comemorativas na semana da • Professor criança; • Piauí (19 de outubro)5. Participa de atividades comemorativas na semana da - Localização criança; - Governantes6. Participa de atividades alusivas ao dia do professor; • A Bandeira brasileira7. Localiza o Piauí no mapa do Brasil; - Cores8. Menciona o nome de seus governantes e cidades princi- • Ação de Graças (último 5º feira de novembro) pais; • Natal9. Conhece a bandeira de seu estado;10. Reconhece que a Bandeira brasileira representa o seu país;11. Identifica as cores e destaca o que representa cada uma;12. Compreende que deve agradecer as maravilhas que recebemos de Deus;13. Participa da celebração de Ação de Graças;14. Compreende o verdadeiro sentido do Natal;15. Identifica os símbolos natalinos;16. Representa os símbolos através de desenhos.1. Identifica paisagens naturais e modificadas pelo homem Os lugares e suas paisagens através de gravuras e cartões postais; • Observação da paisagem local:2. Reconhece componentes d as paisagens naturais e das - Florestas; transformações provocadas pela ação humana; - Campos;3. Discute a importância de atitudes de manutenção e - Açudes; preservação dos espaços coletivos e do ambiente; - Mar;4. Valoriza atitudes de manutenção e preservação dos - Montanha. espaços e do ambiente. • Valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente. 103
  • 97. NATUREZA E SOCIEDADEDESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL – NATUREZAE SOCIEDADE II PERÍODO (5 ANOS) - 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Confecciona brinquedos com materiais diversos na semana Objetos e processos de transformação da criança; • Participaçãoematividadesqueenvolvamprocessosde 2. Discute como usar os objetos do cotidiano relacionados à confecção de objetos; segurança e prevenção de acidentes e à sua conservação. • Cuidados no uso de objetos do cotidiano relacionados à segurança e prevenção de acidentes, e a sua conserva- ção. 1. Identifica os animais como seres vivos; Os seres vivos 2. Conhece e identifica as principais características dos animais; • Conhecimento dos animais 3. Classifica animais a partir da observação de características - Características; semelhantes; - Tipos; 4. Reconhece diferentes tipos de animais; - Utilidades; 5. Identifica as utilidades dos animais; - Cuidados. 6. Reflete sobre cuidados que evitem doenças transmitidas por animais; 7. Respeita os animais como criaturas de Deus que têm direito de viver saudáveis e felizes. 1. Reconhece as estações do ano e o que caracteriza cada uma Os fenômenos da natureza delas, a sua influência na alimentação e vestuário do homem; • Estações do ano; 2. Observa e reflete diferentes atividades sobre a ação da força • Participaçãoemdiferentesatividadesenvolvendoaob- e movimento. servação e a pesquisa sobre a ação da força e movimento.
  • 98. MATEMÁTICA 1. CONCEPÇÕES volver novas estratégias para enfrentar desafios DE MATEMÁTICA cada vez mais complexos. É papel do professor conhecer a potencialidade e a adequação de A matemática permeia a vida humana, uma dada situação para a aprendizagem, das uma vez que auxilia a compreensão da rea- crianças, cabendo a ele suscitar desafios, for- lidade em que o cidadão está inserido e, por mular perguntas e incentivar a verbalização meio do ambiente escolar, o aluno desenvol- das crianças, atitudes indispensáveis para que verá suas capacidades cognitivas e sua con- elas entendam os conhecimentos matemáticos fiança para enfrentar desafios. Certo dessa desenvolvidos na educação infantil. função exercida pela escola, percebe-se a ne- Ao se trabalhar os conhecimentos ma- cessidade de criar oportunidades e aprimorar temáticos: números e sistema de numeração, os conhecimentos de matemática em crianças grandezas e medidas, espaço e forma, com que, desde bem pequenas, estão imersas em ações, no convívio social e no contexto das um universo do qual os conhecimentos mate- crianças com histórias, contos, músicas, jo- máticos são parte integrante. Nesse processo gos, brincadeiras etc., estas estarão desenvol- de construção do conhecimento, as crianças vendo sua capacidade de generalizar, analisar, utilizam recursos próprios como: dizer idade, sintetizar, inferir, formular hipóteses, deduzir, mostrando quantidades de dedos, perceber refletir e argumentar sobre as mais diversas regras de jogos, manipular dinheiro, conferir situações. figurinhas e uma série de outras atividades que envolvem raciocínios lógicos, exercendo assim a capacidade que possuem de terem 2. OBJETIVOS idéias e hipóteses originárias sobre aquilo que buscam entender e desvendar. Nessa perspec- Crianças de zero a três anos tiva, as crianças constroem o conhecimento a A abordagem da Matemática na educa- partir de interações que estabelecem desde ção infantil tem como finalidade proporcionar cedo com pessoas que lhes são próximas e oportunidades para que as crianças desenvol- com o meio em que vivem. vam a capacidade de: Considerando o ensino da matemática • Estabelecer aproximações a algumas voltado para a formação do cidadão, a tarefa noções matemáticas presentes no seu cotidia- docente não deve estar limitada à exploração no, como contagem, relações espaciais, etc. de conteúdos e tarefas pouco significativas. O professor deve exercer o papel de organiza- Crianças de quatro a cinco anos dor, incentivador e consultor do processo de Para esta fase, o objetivo é aprofundar e ensino e aprendizagem, favorecendo ao alu- ampliar o trabalho para a faixa etária de zero no os desenvolvimentos intelectuais, levando a três, garantindo, ainda, oportunidades para em conta os conhecimentos que as crianças que sejam capazes de: adquiriram fora da escola (em suas famílias, • Reconhecer e valorizar os números, as nos jogos, na tv...), propondo-lhes situações de operações numéricas, as contagens orais e as aprendizagem que possibilite adquirir e desen- noções espaciais como ferramentas necessá-
  • 99. Aluna da Rede Municipal de Educação Infantil - Arquivo SEMEC. rias no seu cotidiano; • Comunicar idéias matemáticas, hipóte- ses, processos utilizados e resultados encon- trados em situações-problema relativas a quan- tidades, espaço físico e medida, utilizando a linguagem oral e a linguagem matemática; • Ter confiança em suas próprias estraté- gias e na sua capacidade para lidar com situ- ações matemáticas novas, utilizando seus co- nhecimentos prévios. 107
  • 100. MATEMÁTICADESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MATEMÁTICA BERÇÁRIO DE 0 A 12 MESES HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Sai ao pátio; • Jogo motriz; 2. Escolhe jogos; • Caminhada, deslocamento; 3. Sobe nos objetos como carrinhos e escorregador etc; • Habilidade manual. 4. Vira-se de barriga para baixo e desvira-se; 5. Senta-se sozinha; 6. Levanta-se segurando nos móveis; 7. Caminha quando é segurada pelas duas mãos; 8. Empurra uma cadeira caminhando; 9. Tira ou arrasta os brinquedos; 10. Explora objetos com o dedo indicador ou com a boca; 11. Atira objetos ao chão e observa como caem; 12. Segura objetos com as mãos; 13. Passa objetos de uma mão para a outra; 14. Põe as mãos em volta da mamadeira; 15. Segura colher e a leva junto à boca; 16. Bebe em copo com ajuda; 17. Procura objeto com o qual estava brincando, quando o tiram do seu alcance de visão; 18. Abre caixa para examinar o que tem dentro; 19. Amassa papéis explorando-os e manipulando-os para que faça ruídos com eles; 20. Brinca com areia e água. BERÇÁRIO DE 1 A 2 ANOS HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Sobe e desce escadas segurando-se. • Cuidados de si mesmo e do ambiente; 2. Sobe em mesas e cadeiras para conseguir objetos; • Habilidade manual; 3. Empurra uma cadeira caminhando; • Jogo motriz; 4. Levanta e senta em uma cadeira pequena; • Caminhadas, deslocamento. 5. Joga ou chuta a bola, quando se pede na direção dese- jada; 6. Explora objetos; 7. Participa de jogos de construção; 8. Folheia livros, revistas, etc; 9. Faz torre com cubos; 10. Procura objeto desaparecido; 11. Destampa caixas e volta a tampá-las; 12. Coloca objetos dentro de uma caixa; 13. Remexe e tira coisas dos armários e das gavetas; 14. Enche baldinhos de areia e os esvazia; 15. Amassa papéis e rasga-os fazendo ruído; 16. Tira os próprios sapatos; 17. Segura colher ou copo com as mãos; 18. Faz gargarejos depois de uma demonstração espontânea.
  • 101. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MATEMÁTICA MATERNAL HABILIDADES CONTEÚDOS1. Utiliza noções de contagem oral nas brincadeiras e em Noções de Numeração e Sistema de Numeração situações nas quais reconheçam sua necessidade; • Contagem incidental até 20;2. Compõe e decompõe formas divididas em 4 partes a partir • Composição e decomposição com material concreto; da análise do modelo; • Leitura e identificação dos numerais de 0 (zero) a 5 (cin-3. Lê e identifica os numerais de 1 (um) a 5 (cinco); co).4. Utiliza noções dos conceitos matemáticos; Noções de Grandezas e Medidas5. Identifica cores primárias; • Marcação do tempo (dia, mês e ano);6. Explora e identifica propriedades geométricas de objetos e • Noções de: figuras como formas, tipo de contornos, faces, etc. - Comprimento, tamanho, altura, quantidade e espessura.7. Constrói idéias sobre quantidades; • Tempo: dia e noite / horas exatas.8. Utiliza noções simples de cálculo mental como ferramenta • Espaço e forma para resolver problemas; • Posição: Dentro/fora9. Explora diferentes procedimentos para comparar grande- - Em cima/embaixo. zas; - Em pé/sentado.10. Demonstra noções de medida, de comprimento e de tempo - Aberto/fechado. por meio da utilização de medidas não-convencionais; - Linhas abertas e fechadas.11. Explicita e/ou representa posição de pessoas e objetos, • Figuras geométricas: triângulo, quadrado, retângulo utilizando vocabulário pertinente nos jogos, nas brincadei- e círculo. ras e nas diversas situações nas quais considera necessária • Noções de temperatura essa ação; - Quente e frio.12. Identifica pontos de referência para situar-se e deslocar-se • Conjunto: no espaço; • Correspondência entre elementos: cor, forma, tamanho13. Explora e identifica propriedades geométricas de objetos e e quantidade. figuras como formas, tipos de contornos, faces, etc. I PERÍODO (4 ANOS) – 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Utiliza a contagem oral nas brincadeiras e em situação de Números e Sistema de Numeração necessidades; • Contagem2. Representa quantidades através de objetos, gravuras, dese- • Quantidade nhos e materiais diversos (palito, sementes, tampinhas, etc); • Numerais3. Associa quantidade com o numeral correspondente; • Cores4. Identifica as cores primárias.1. Compara objetos usando critérios de grandeza: grande, Grandezas e Medidas pequeno, maior, menor, mais grosso, mais fino, mais com- • Tamanho prido, mais longo, mais alto, mais baixo, mais escuro, mais • Espessura largo, etc.; • Comprimento2. Identifica as várias noções de tempo: dia, semana, mês, • Altura ano, manhã, tarde, noite, ontem, hoje, amanhã; • Largura3. Percebe o que é mais pesado e o que é mais leve; • Noções de tempo4. Estabelece relações de capacidade destacando recipientes • Leve/pesado cheios e vazios; • Cheio/vazio1. Estabelece pontos de referência para situar-se, posicionar- se, deslocar-se no espaço, bem como, pra identificar rela- ções de posição entre objetos no espaço;2. Relaciona figuras iguais e diferentes;3. Identifica as formas geométricas planas;4. Conhece e traça linhas abertas e fechadas. 109
  • 102. MATEMÁTICADESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MATEMÁTICA I PERÍODO (4 ANOS) – 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Utiliza a contagem oral nas brincadeiras e em situação Números e Sistema de Numeração de necessidade; • Contagem 2. Representa quantidades através de objetos, gravuras, • Quantidade desenhos e materiais diversos (palito, sementes, tampi- • Numerais nhas, etc); • Cores 3. Associa quantidade com o numeral correspondente; 4. Identifica as cores primárias. 1. Compara objetos usando critérios de grandeza: grande, Grandezas e Medidas pequeno, maior, menor, mais grosso, mais fino, mais • Tamanho comprido, mais longo, mais alto, mais baixo, mais escu- • Espessura ro, mais largo, etc.; • Comprimento 2. Identifica as várias noções de tempo: dia, semana, mês, • Altura ano, manhã, tarde, noite, ontem, hoje, amanhã; • Largura 3. Percebe o que é mais pesado e o que é mais leve; • Noções de tempo 4. Estabelece relações de capacidade destacando recipien- • Leve/pesado tes cheios e vazios; • Cheio/vazio 1. Estabelece pontos de referência para situar-se, posicio- Espaço e Tempo nar-se, deslocar-se no espaço, bem como, pra identificar • Localização no espaço (dentro, fora, em cima, embaixo, relações de posição entre objetos no espaço; atrás, na frente, entre, de lado, aqui, perto, longe). 2. Relaciona figuras iguais e diferentes; • Formas: iguais e diferentes. 3. Identifica as formas geométricas planas; • Formas geométricas planas. 4. Conhece e traça linhas abertas e fechadas. • Linhas abertas e linhas fechadas. 1. Identifica informações organizadas em tabelas; Tratamento de informação 2. Utiliza medidas de tempo (manhã, tarde e noite). • Tabelas
  • 103. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MATEMÁTICA I PERÍODO (4 ANOS) – 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Identifica e escreve os numerais familiares ou freqüen- Números e Operações tes; • Numerais.2. Reconhece conjunto como um agrupamento de elemen- • Conjunto/elemento. tos; • Dezena.3. Representa conjunto com poucos elementos, muitos elementos, unitário e vazio;4. Reconhece a dezena como um conjunto de 10 unidades;5. Representa posições de pessoas e objetos utilizando vocabulário pertinente (em jogos e brincadeiras);6. Explora e identifica propriedades geométricas de objetos e figuras (formas, tipos de contorno, etc.);7. Identifica informações organizadas em tabelas.1. Utiliza medidas de tempo: manhã, tarde e noite; Grandezas e Medidas2. Compreende e identifica as noções de antes, agora e • Tempo: ontem, hoje e amanhã. depois. • Antes/ agora/ depois.1. Representa posições de pessoas e objetos utilizando Espaço e Forma vocabulário pertinente (em jogos e brincadeiras); • Localização espacial.2. Explora e identifica propriedades geométricas de objetos • Formas geométricas planas. e figuras (formas, tipos de contorno, etc.); • Tabelas.3. Identifica informações organizadas em tabelas. I PERÍODO (4 ANOS) – 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Escreve o numeral que vem antes e depois; Números e Operações2. Estabelece a seqüência numérica em ordem crescente e • Numerais. decrescente; • Noções de antecessor e sucessor.3. Interpreta as expressões, quanto ao todo e quantos res- • Ordem crescente e decrescente. tam em situações - problema relacionando as represen- • Noções de adição e subtração. tações numéricas; • Cores.4. Identifica as cores primárias e secundárias.1. Reconhece que o relógio serve para marcar as horas; Grandezas e Medidas2. Identifica o real como a moeda brasileira. • Tempo. • Dinheiro - O Real.1. Identifica informações em tabelas e gráficos. Tratamento de informação • Tabelas/ gráficos. 111
  • 104. MATEMÁTICADESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MATEMÁTICA I PERÍODO (4 ANOS) – 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Lê e escreve os numerais de 0 a 10; Números e Operações 2. Interpreta e resolve situações-problema envolvendo a • Numerais idéia de adição com totais até 9 (nove); • Adição 3. Resolve situações-problema envolvendo a subtração. • Subtração 1. Identifica o metro como unidade convencional de medir Grandezas e Medidas comprimentos, o quilo como unidade de medir massa; • O metro 2. Reconhece o litro como uma unidade de medir líquido. • O quilo • O litro 1. Identifica a posição de objeto. Espaço e Forma 2. Reconhece objetos de forma bidimensionais e tridimen- • Posição sionais. • Representações bidimensionais e tridimensionais de objetos 1. Identifica informações em tabelas e gráficos. Tratamento de informação • Tabelas e gráficos II PERÍODO (5 ANOS) – 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Faz a contagem oral nas brincadeiras, nos jogos e em Números e Sistema de Numeração situações que se faz necessário; • Contagem 2. Faz relação da quantidade correspondente ao numeral; • Quantidade 3. Escreve os numerais em seqüência de 1 (um) a 9 nove; • Numerais 4. Conta e escreve os numerais em ordem crescente e • Ordem crescente e decrescente descreve de 1 a 9; • Noções de antecessor e sucessor 5. Escreve o antecessor e o sucessor de um numeral; • Cores 6. Conhece as cores primárias e secundárias. 1. Compara grandezas e medidas quanto ao tamanho, Grandezas e Medidas espessura, comprimento, altura e largura; • Tamanho 2. Usa medidas de tempo (dia, semana, ano e mês); • Espessura 3. Identifica objetos leves e pesados; • Comprimento 4. Identifica recipientes cheios e vazios estabelecendo rela- • Altura ções de capacidade. • Largura • Medidas de tempo • Leves/ pesado • Cheio/ vazio 1. Conhece e traça linhas retas, curvas abertas, curvas Espaço e Forma fechadas; • Linhas retas 2. Identifica as formas geométricas (quadrado, retângulo, • Linhas curvas triângulo e círculo); • Linhas abertas 3. Explora as noções espaciais em relação ao próprio corpo • Curvas fechadas e aos objetos entre si (longe, perto, dento, fora, em • Curvas abertas cima, embaixo, entre, direita, esquerda, etc.) • Formas geométricas • Posição (longe, perto, dento, fora, em cima, embaixo, entre, direita, esquerda) 1. Elabora lista, tabelas simples e gráfico de barras e a Tratamento de informação partir de dados fornecidos. • Lista, tabelas e gráficos.
  • 105. DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MATEMÁTICA II PERÍODO (5 ANOS) – 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Utiliza a contagem envolvendo questões cotidianas; Números e Operações2. Escreve os numerais em seqüência de 1 a 20; • Contagem3. Identifica conjunto como uma forma de agrupamento de • Numerais elementos; • Conjunto-elemento4. Representa conjuntos unitário e vazio; • Tipos de conjuntos5. Identifica e forma grupos de 9 (nove) unidades; • Unidade6. Reconhece a dezena como agrupamentos de 10 unida- • Dezena des; • Dúzia7. Representa agrupamentos com 12 elementos; • Sinais: = igual e ≠ diferente8. Identifica os sinais igual e diferente e usa corretamente; • Quantidade9. Resolve situações-problema representando quantidades.1. Utiliza medidas de tempo (hora, dia, mês e ano), em Grandezas e Medidas situações que envolvam calendário e relógio; • Medidas de tempo2. Identifica objetos e pessoas em diferentes posições. • Posição1. Identifica figuras quanto à forma (poliedros, corpos Espaço e Forma redondos, prisma, pirâmides), por meio de descrições, • Formas geométricas construções e representações;2. Classifica objetos quanto à cor, forma, espessura, textu- ra, etc.1. Identifica informações organizadas em tabelas e gráficos Tratamento de informação barras/ colunas referentes a uma situação dada. • Tabelas e gráficos II PERÍODO (5 ANOS) – 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Reconhece os diferentes usos dos numerais na vida coti- Números e Operações diana; • Numerais2. Escreve os numerais em seqüência de 1 a 40; • Adição3. Interpreta as expressões, quanto ao todo e quantos res- • Subtração tam em situações-problema, relacionadas às representa- ções correspondentes.1. Percebe diferentes registros de tempo utilizados em sala Grandezas e Medidas de aula (calendário, relógio, etc.); • Medida de tempo2. Conhece que a moeda brasileira é representada pelo real; • A Real – moeda brasileira3. Sabe que o real se representa em cédulas e moedas;4. Reconhece que o dinheiro é utilizado para compra e venda.1. Identifica pontos de referência para situar-se e deslocar- Espaço e Forma se no espaço. • Posição1. Lê informações organizadas em tabelas e gráficos. Tratamento de informação • Tabelas e gráficos 113
  • 106. MATEMÁTICADESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL– MATEMÁTICA II PERÍODO (5 ANOS) – 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Identifica e escreve os numerais em seqüência de 1 a Números e Operações 50; • Numerais 2. Interpreta e resolve situações-problemas que envolvam • Adição as operações adição e subtração; • Subtração 3. Resolve problemas de adição e subtração em situações concretas. 1. Identifica a utilização de metro, quilo e litro em produtos Grandezas e Medidas de uso cotidiano; • O metro 2. Relaciona os produtos de acordo com sua unidade de • O quilo medida. • O litro 1. Representa objetos bidimensionais e tridimensionais. Espaço e Forma • Forma de objetos 1. Lê informações em tabelas e gráficos; Tratamento de informação 2. Representa informações organizadas em tabelas e grá- • Tabelas e gráficos ficos.
  • 107. MÚSICA 1. CONCEPÇÕES DE MÚSICA gem musical: o som (e suas qualidades) e o silêncio; A música é a linguagem que se traduz em • A vivência da organização dos sons e formas sonoras capazes de expressar e comu- silêncios em linguagem musical pelo fazer e nicar sensações, sentimentos e pensamentos pelo contato com obras diversas; por meio da organização e relacionamento • Reflexão sobre a música como produto expressivo entre o som e o silêncio. A música cultural do ser humano numa forma de conhe- está presente em todas as culturas, nas mais cer e representar o mundo. diversas situações: festas e comemorações, Os conteúdos estarão organizados em rituais religiosos, manifestações cívicas, polí- dois blocos: “o fazer musical” e “apreciação ticas etc. Faz parte da educação desde há mui- musical”, abrangendo, também, questões refe- to tempo, sendo que já na Grécia antiga, era rentes à reflexão. considerada como fundamental para a forma- O fazer musical é uma forma de comunica- ção dos futuros cidadãos, ao lado da matemá- ção e expressão que acontece por meio da im- tica e da filosofia. provisação, da composição e da interpretação. A integração entre os aspectos sensíveis, Improvisar é criar instantaneamente, orientan- afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a do-se por alguns critérios pré-definidos, mas promoção de interação e comunicação social, com grande margem e realizações aleatórias, conferem caráter significativo à linguagem não determinadas; compor é criar a partir de musical. É uma forma importante de expressão estruturas fi xas e determinadas, e interpretar humana, o que por si só justifica sua presença é executar uma composição contando com a no contexto da educação de um modo geral, e participação expressiva do intérprete. na educação infantil, particularmente. • Crianças de zero a 03 (três) anos farão a A organização dos conteúdos para o tra- exploração e produção do silêncio e dos sons balho na área de Música nas instituições de com a voz, o corpo, o entorno e materiais so- educação infantil deverá acima de tudo res- noros diversos; peitar o nível de percepção e desenvolvimen- • Interpretação de músicas e canções di- to (musical e global) das crianças em cada versas; fase, bem como as diferenças socioculturais • Participação em brincadeiras e jogos entre os grupos de crianças das muitas regi- cantados e rítmicos. ões do país. Os conteúdos deverão priorizar a pos- As crianças de quatro a seis anos, nesta sibilidade de desenvolver a comunicação e fase, ampliam-se às possibilidades de trabalho expressão por meio dessa linguagem. Serão que já vinham sendo desenvolvidas com as trabalhados como conceitos em construção, crianças de zero a 03 (três) anos. Os conteúdos organizados num processo contínuo e integra- podem ser tratados em contextos que influem do que deve abranger: a reflexão sobre aspectos referentes aos ele- • A exploração de materiais e a escuta mentos da linguagem musical. de obras musicais para propiciar o contato e • Reconhecimento e utilização expressi- experiência com a matéria-prima da lingua- vos, em contextos musicais das diferentes ca-
  • 108. Casa Meio Norte - Arquivo SEMEC. racterísticas geradas pelo silêncio e pelos sons; Neste sentido, deve-se distinguir entre ba- altura (graves ou agudos), duração (curtos ou rulho, que é uma interferência desorganizada longos), intensidade (fracos ou fortes) timbre que incomoda, e música, que é uma interfe- (características que distingue e “personaliza” rência intencional que organiza som e silêncio, cada som). que comunica. A presença do silêncio como • Reconhecimento e utilização das varia- elemento complementar do som é essencial à ções de velocidade e densidade na organização organização musical. O silêncio valoriza o som, e realizações de algumas produções musicais. cria expectativa e é também música. Devem • Participação em jogos e brincadeiras ser experimentados em diferentes situações e que envolvam a dança e/ou a improvisação contextos. musical. Os conteúdos devem ser trabalhados em • Repertório de canções para desenvol- situações expressivas e significativas para as ver memória musical. crianças, tendo-se cuidado fundamental de não tomá-las como fins em si mesmo. Um tra- As orientações didáticas dentro do fazer balho com diferentes alturas, por exemplo, só musical requerem atitudes de concentração se justifica se realizado num contexto musical e envolvimento com as atividades propostas, que pode ser uma proposta de improvisação posturas que devem estar presentes durante que valorize o contraste entre os sons graves todo o processo educativo, em suas diferen- ou agudos ou de interpretação de canções tes fases. Entender que fazer música implica que enfatizem o movimento sonoro, entre ou- organizar e relacionar expressivamente sons tras possibilidades. Ouvir e classificar os sons e silêncio de acordo com princípios de or- quanto à altura de sons dos animais, dos ob- dem é questão fundamental a ser trabalhada jetos e máquinas, dos instrumentos musicais, desde o início. comparando, estabelecendo relações e princi- 117
  • 109. MÚSICApalmente lidando com essas informações em galopar etc. estabelecem relações diretas comcontextos de realizações musicais pode acres- os diferentes gestos sonoros.centar, enriquecer e transformar a experiência As crianças podem improvisar a partir demusical das crianças. A simples discriminação um roteiro extra musical ou de uma história:auditiva de sons graves ou agudos, curtos ou nos jogos de improvisação temáticos desen-longos, fracos ou fortes, em situação descon- volvidos a partir de idéias extramusicais, cadatextualizada do ponto de vista musical, pouco timbre (característica que diferencia um somacrescenta à experiência das crianças. Exercí- do outro), por exemplo, pode ser uma perso-cio com instruções, como, por exemplo, trans- nagem; podem ser criadas situações para ex-formar-se em passarinhos ao ouvir agudos e plorar diferentes qualidades sonoras quandoem elefantes em respostas aos sons graves as crianças tocam com muita suavidade parailustram o uso inadequado e sem sentido de acordar alguém que dorme, produzem impul-conteúdos musicais. sos sonoros curtos sugerindo pingos de chuva, Em princípio, todos os instrumentos mu- realizam um ritmo de galope para sonorizar osicais podem ser utilizados no trabalho com a trotar dos cavalos etc. Pode vivenciar contras-criança pequena, procurando valorizar aqueles tes entre alturas ou intensidade do som, ritmo,presentes nas diferentes regiões, assim como som e silêncio, etc. a partir de proposta especi-aqueles construídos pelas crianças. Podem ser ficamente musical.trabalhadas algumas noções técnicas como Os jogos de improvisação podem, tam-meio de obter qualidade sonora, o que deve bém, ser realizadas com materiais variados,ser explorado no contato de qualquer fonte como os instrumentos confeccionados pelasprodutiva de sons. Assim, tocar um tambor crianças, os materiais disponíveis que pode-de diferentes maneiras, por exemplo, varian- rão aproveitar situações de interesse do grupo,do a força; modos de ação, como tocar com transformando-as em improvisações musicais.diferentes baquetas, com as mãos, pontas dos Poderá, por exemplo, explorar os timbres dededos, etc.; e especialmente experimentando elementos ligados a um projeto sobre o fun-e ouvindo seus resultados é um caminho im- do do mar (a água do mar em seus diferen-portante para o desenvolvimento da técnica tes momentos, os diversos peixes, as baleias,aliada à percepção da qualidade dos sons pro- os tubarões, as tartarugas, etc.), lidando comduzidos. Deve-se promover o crescimento e a a questão da organização do material sonorotransformação do trabalho a partir do que as no tempo e no espaço e permitindo que ascrianças podem realizar com os instrumentos. crianças se aproximem do conceito da formaNuma atividade de imitação, por exemplo, vão (a estrutura que resulta do modo de organizarperceber que o grupo ou uma criança não res- os materiais sonoros).ponde com precisão a um ritmo realizado pelo Deverão ser propostos, também, jogosprofessor; este deve guiar-se pela observação de improvisação que estimulem a memóriadas crianças, em vez de repetir e insistir exaus- auditiva e musical, assim como a percepçãotivamente sua proposta inicial. da direção do som no espaço musical deve O gesto e o movimento corporal estão ser tratada e entendida em sua totalidade:intimamente ligados e conectados ao traba- como linguagem presente em todas as cultu-lho musical. A realização musical implica tanto ras, que traz consigo a marca de cada criador,em gesto como em movimento, porque o som cada povo, cada época. O contato das crian-é, também, gesto e movimento vibratório, e ças com produções musicais diversas deve,o corpo traduz em movimento os diferentes também, prepará-las para compreender asons que percebe. Os movimentos de flexão, linguagem musical como forma de expressãobalanceio, torção, estiramento etc.; e os de lo- individual e coletiva e como maneira de inter-comoção como andar, saltar, correr, saltitar, pretar o mundo.
  • 110. As orientações gerais para o professor so- necessidades especiais. A linguagem musicalbre os conteúdos relacionados ao fazer musi- é excelente meio para o desenvolvimento decal e que deverão ser trabalhados em situações expressão, do equilíbrio, da auto-estima e au-lúdicas, fazendo parte do contexto global das toconhecimento, além de poderoso meio deatividades. integração social e forma de conhecimento. Integrar a música à educação infantil im-plica que o professor deve assumir uma pos-tura de disponibilidade em relação a essa lin- 2. OBJETIVOSguagem. Considerando-se que a maioria dosprofessores de educação infantil não tem a Crianças de zero a três anosformação específica em música, sugere-se que • Ouvir, perceber e discriminar eventoscada profissional faça um contínuo trabalho sonoros diversos, fontes sonoras e produçõespessoal no sentido de: musicais; • Sensibilizar-se em relação às questões • Brincar com a música, imitar, inventar einerentes à música; reproduzir criações musicais. • Reconhecer a música como linguagemcujo conhecimento se constrói; Crianças de quatro a cinco anos • Entender e respeitar como as crianças • Explorar e identificar elementos da mú-se expressam musicalmente em cada fase, a sica para se expressar, interagir com os outrospartir daí, fornecer os meios necessários (vi- e ampliar seu conhecimento do mundo;vências, informações, materiais) ao desenvol- • Perceber e expressar sensações, senti-vimento de sua capacidade expressiva. mentos e pensamentos, por meio de impro- A escuta é uma das ações fundamentais visações, composicões e interpretações musi-para a construção do conhecimento referente cais.à música. É importante também desenvolvernas crianças atitudes de respeito e cuidadocom os materiais musicais, de valorização davoz humana e do corpo como os materiais ex-pressivos. Como exemplo do professor é mui-to importante, é desejável que ele fale e cantecom o cuidado necessário à boa emissão dosom, evitando gritar e colaborando para de-senvolver nas crianças atitudes semelhantes. No trabalho com a música deve-se conside-rar o aspecto de integração da música com asoutras áreas, já que por um lado a música man-tém contato estreito e direto com as demaislinguagens expressivas (movimentos, expres-são cênica, artes visuais, etc.), e por outro, tor-na possível a realização de projetos integrados.É preciso cuidar, no entanto, para que não sedeixe de lado o exercício das questões especi-ficamente musicais. O trabalho com a música deve considerar,portanto, que ela é um meio de expressão eforma de conhecimento acessível aos bebêse crianças, inclusive aquelas que apresentam 119
  • 111. MÚSICADESCOBERTA DE SI MESMO/ DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - MÚSICA BERÇÁRIO DE 0 A 12 MESES HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Ouve, percebe e discrimina sons diversos (materiais Fazer musical diversos, animais, clássicos e populares); • Linguagem musical; 2. Brinca com música (ritmos); • Sons; 3. Aprecia e reconhece alguns sons e silêncio. • Silêncio. BERÇÁRIO DE 1 A 2 ANOS HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Participam de brincadeiras, jogos cantados e rítmicos; Fazer musical 2. Reconhece sons da natureza e alguns materiais sonoros • Brincadeiras (tambor, apito, etc.); • Jogos 3. Ouve e canta obras musicais diversas (clássicos 4. e populares); Apreciação 5. Imita vozes de animais, ruídos, sons corporais, palmas, • Escuta etc. • Ritmos • Obras musicais MATERNAL HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Participa de situações que integrem músicas, canções e Fazer musical movimentos corporais; • Participação com brincadeiras, jogos cantados e rítmicos; 2. Desenvolve memória musical através de um repertório • Exploração, expressão e produção do silêncio e sons. (voz, de canções; corpo, materiais sonoros); 3. Discrimina sons e ruídos familiares diferentes; • Repertório de canções. 4. Imita sons vocais, corporais e produzidos por instrumen- tos musicais; Apreciação 5. Escuta obras musicais de diversos gêneros da produção • Escuta obras musicais de diversos gêneros, estilos, épo- musical brasileira. cas e culturas; • Reconhecimento de elementos musicais (rimas, frases e palavras que se repetem). I PERÍODO (4 ANOS) - 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Interpreta músicas e canções diversas; O fazer musical 2. Participa em brincadeiras e jogos contados e rítmicos; • Interpretação 3. Desenvolve a sua memória através de um repertório de • Jogos cantados canções; 1. Reconhece os elementos musicais básicos: frases, par- Apreciação musical tes, elementos que se repetem; • Audição e interação com músicas diversas. 2. Participa em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais/ dança.
  • 112. DESCOBERTA DE SI MESMO/ DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - MÚSICA I PERÍODO (4 ANOS) - 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Participa em jogos e brincadeiras que envolvam a dança O fazer musical e/ou improvisação musical. • Improvisação e interpretação.2. Desenvolve a sua memória musical através de um reper- tório de canções.1. Escuta obras musicais de diversos gêneros, estilos, épo- Apreciação musical cas e culturas da produção brasileira; • Audição e interação com músicas diversas.2. Reconhece elementos musicais básicos: frases, partes, elementos que se repetem;3. Participa em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais/dança. I PERÍODO (4 ANOS) - 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Participa de jogos e brincadeiras que envolvam a dança O fazer musical e/ou a improvisação musical; • Improvisação e interpretação (imitação);2. Desenvolve a sua memória musical através de um reper- • Jogos cantados tório de canções.3. Interpreta músicas e canções diversas;4. Participa em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos.1. Reconhece elementos musicais básicos: frases, partes, Apreciação musical elementos que se repetem; • Audição e interação com músicas diversas.2. Escuta obras musicais de diversos gêneros, estilos, épo- cas e culturas da produção brasileira;3. Participa em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais/ dança. 121
  • 113. MÚSICADESCOBERTA DE SI MESMO/ DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - MÚSICA I PERÍODO (4 ANOS) - 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Participa em situações que integrem músicas, canções e O fazer musical movimentos corporais/ dança; • Improvisação e interpretação (imitação); 2. Compõe pequenas canções; • Jogos cantados 3. Interpreta músicas e canções diversas; 4. Desenvolve a sua memória musical através de um reper- tório de canções; 5. Participa em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos; 6. Conhece as informações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar a produção musical; 7. Reconhece e utiliza em contextos musicais as diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: altura, duração, intensidade e timbre; 8. Reconhece e utiliza as variações de velocidade e densi- dade, na organização e realização de algumas produções musicais. 1. Reconhece elementos musicais básicos: frases, partes, Apreciação musical elementos que se repetem; • Audição e interação com músicas diversas. 2. Escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas da produção brasileira. II PERÍODO (5 ANOS) - 1º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Diferencia sons agudos e graves; O fazer musical 2. Inventa sons agudos e graves; • Interpretação 3. Reconhece sons longos e curtos; • Jogos cantados. 4. Descobre e faz a diferença entre os sons fortes e fracos; 5. Percebe as diferentes características dos diversos tipos de sons; 6. Participa em jogos e brincadeiras que envolvam o ritmo e/ou improvisação musical; 7. Desenvolve a sua memória musical através de um repertório de canções: cantigas de roda, brincadeiras cantadas.
  • 114. DESCOBERTA DE SI MESMO/ DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - MÚSICA II PERÍODO (5 ANOS) - 2º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Ouve e classifica os sons quanto à altura, duração e O fazer musical intensidade; • Utilização expressiva e contextos musicais diferentes;2. Percebe as diferentes características dos diversos tipos de • Características geradas pelo silêncio e pelos sons: sons; altura, duração, intensidade e timbre;3. Identifica e utiliza variações de velocidade e densidade na • Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e organização e realização de algumas produções; densidade na organização e realização de algumas produ-4. Participa de jogos e brincadeiras que envolvem a dança e/ ções; ou improvisação musical; • Jogos e brincadeiras que envolvam ritmo, a dança e/ou5. Desenvolve memória musical através de canções folclóri- a improvisação musical; cas, brincadeiras cantadas e cantigas de roda; • Repertório de canções para desenvolver memória musical,6. Escuta e interpreta obras musicais de diversos estilos de ritmo e a expressão corporal; produção brasileira; • Interpretação de obras musicais de diversos estilos7. Reconhece os elementos musicais básicos: frases, e produzidos no Brasil; partes, elementos que se repetem; • Elementos musicais básicos: frases, partes, elementos8. Relata informações de obras ouvidas e de seus composi- que se repetem; tores. • Informações sobre obras ouvidas e sobre seus compositores. II PERÍODO (5 ANOS) - 3º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS1. Participa de jogos e brincadeiras que envolvem a dança e/ O fazer musical ou improvisação musical; • Jogos e brincadeiras que envolvam ritmo, a dança e/ou a2. Desenvolve memória musical através de canções folclóri- improvisação musical; cas, brincadeiras cantadas. • Repertório de canções para desenvolver memória musical.1. Reconhece os elementos musicais básicos: frases, partes, Apreciação musical elementos que se repetem; • Os elementos musicais básicos: frases, partes, elementos2. Aprecia obras musicais de diversos gêneros, estilos, épo- que se repetem; cas e cultura de seu país; • Obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas3. Relata informações de obras ouvidas e seus composito- e culturas da população brasileira; res. • Informações sobre obras ouvidas e sobre seus compositores. 123
  • 115. MÚSICADESCOBERTA DE SI MESMO/ DO AMBIENTE NATURALE SOCIAL - MÚSICA II PERÍODO (5 ANOS) - 4º BIMESTRE HABILIDADES CONTEÚDOS 1. Participa de jogos e brincadeiras que envolvem a dança O fazer musical e/ou improvisação musical; • Jogos e brincadeiras que envolvam ritmo, a dança 2. Imita nos vocais a sua memória musical através de um e/ou a improvisação musical; repertório de canções; • Repertório de canções para desenvolver memória musical; 3. Desenvolve memória musical através de um repertório • Reconhecimento e utilização das variações de velocidade de canções; e densidade na organização e realização de algumas produ- 4. Reconhece e utiliza variações de velocidade e densidade ções musicais. na organização e realização de algumas produções musi- cais. . Ana Patrícia Rodrigues de Barros . Alexandre da Silva Carocas . Natan da Costa Ferreira 1. Reconhece os elementos musicais básicos: frases, par- Apreciação musical tes, elementos que se repetem; • Os elementos musicais básicos: frases, partes, elementos 2. Participa de situações que integrem musicais, canções e que se repetem; movimentos corporais/ dança; • Obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e 3. Escuta obras musicais de diversos gêneros, estilos, épo- culturas da população brasileira; cas e culturas brasileiras; • Informações sobre obras ouvidas e sobre seus composito- 4. Relata informações de obras ouvidas e seus composito- res. res.
  • 116. PRIMEIRA PARTE 1. INTRODUÇÃO docente. Desse modo, faz-se necessário inves- tir-se na formação continuada dos professores, O marco traçado pelos avanços da tecno- sobretudo no estudo de adequação para um logia e o progresso das ciências, neste século fazer de qualidade, capaz de articular o cur- XXI, impôs um novo paradigma à sociedade, rículo com a realidade e com as necessidades exigindo dinâmica no processo de informação da escola, incorporando ao seu trabalho, à sua e na produção do conhecimento. Assim sendo, prática, avanços dos estudos e pesquisas nas nos últimos anos, a influência do pensamento diversas áreas do conhecimento. pós-moderno aparece nas construções sociais Assim a SEMEC coloca em evidência Dire- trizes Curriculares comprometidas com os an- e escolares. Desse modo, algumas caracte- seios do aluno, capaz de traduzir a pluralidade rísticas da literatura pós-moderna começam cultural, os saberes internos, as tendências e a repetir-se nos projetos educacionais, princi- práticas sociais da realidade a que se destina. palmente nos currículos, dentre eles, podem- Redefinir o Projeto Educacional, redis- se destacar, em conformidade com Moreira cutir as intenções pedagógicas confirmam, (1997, p. 10): o abandono das grandes narrati- também, a necessidade de um referencial para vas; (b) a descrença em uma consciência unitá- apontar caminhos, definir limites e finalmente ria, homogênea, centrada; (c) a rejeição à idéia garantir uma referência comum ao processo de utopia; (d) a preocupação com a linguagem educativo como unidade nacional. Com isso, e subjetividade; (e) a visão que todo discurso pretende implementar nas escolas, condições está saturado de poder; e (f) a celebração da que permitam aos jovens o acesso ao conjun- diferença. to de conhecimentos socialmente elaborados A Educação neste contexto, definindo sua e reconhecidos como necessários ao exercício função primordial de formação, responsabili- da cidadania (BRASIL, 2001, p. 6). za-se pelo estabelecimento de medidas e estra- Nesse contexto, incorpora-se ao Projeto tégias que respondam não só aos apelos desse Curricular de Ensino Fundamental do Muni- paradigma emergente, mas sobretudo que de- cípio de Teresina, que sob a égide da Lei de fina com qualidade, políticas compatíveis com Diretrizes e Bases da Educação, nº 9.394/96 e as exigências impostas pela sociedade. das orientações dos Parâmetros Curriculares Assim, compete também a este segmento Nacionais, recorre a estudos para a formula- empreender mudanças, articular saberes foca- ção das Diretrizes Curriculares, como forma dos na construção de uma educação voltada de responder aos reclamos por inovações e para a formação de cidadãos e para o fortale- adequações que atendam às necessidades fun- cimento das instituições democráticas, ressal- damentais do educando, necessidades estas tando que a intencionalidade política que deve compreendidas, tanto nos instrumentos de imprimir às suas ações deve refletir uma op- aprendizagens essenciais, quanto nos conteú- ção pedagógica coerente com uma concepção dos educativos. de realidade, de conhecimento, de homem e Como forma de operacionalizar o proje- sociedade. Igual preocupação é garantir uma to de reformulação curricular do Município de oferta de educação de qualidade, empreendida Teresina, trabalhou-se uma metodologia de por profissionais capacitados para o exercício investigação preponderantemente descritiva,
  • 117. Alunos da rede municipal de ensino - Arquivo SEMEC.em que o seu objeto de estudo, no caso, o como suporte a Epistemologia Genética decurrículo em voga, foi submetido a estudos so- Piaget, o Sócio-Interacionismo de Vygotsky ebre a sua prática. a Teoria da Aprendizagem Significativa de Au- No processo de sistematização da investi- subel. Constando, também da parte I, a Orga-gação, recorreu-se também à pesquisa parti- nização da Escolaridade e do Conhecimento,cipativa na reelaboração de estudos, através desenvolvidos ao longo de nove anos de vidado programa de formação continuada. Ressal- escolar no Ensino Fundamental. Ressalta-seta-se, ainda, a utilização da pesquisa docu- ainda, o enfoque sobre transversalidade. Fi-mental, como forma de compatibilizar infor- nalizando a parte I, é apresentada a Avaliaçãomações e definir marcos teóricos, bem como da Prática Educativa, reiterando pontos im-fazer incursões em níveis mais profundos, por portantes como aspectos conceituais, etapasmeio da utilização de questionário, tanto e critérios para sua utilização.em fase inicial dos trabalhos de reformulação, A parte II, do referido documento, abor-quanto no processo de validação do projeto, da os Referenciais Curriculares para o Ensinocom o objetivo de elucidar pontos importan- Fundamental, indicando para cada área de co-tes da sua operacionalização. As informações, nhecimento uma estrutura comum, discorren-em nível de sala de aula, valeram-se de roteiro do sobre as Concepções Teórico-metodológi-de observação, cujos registros evidenciaram cas, Objetivos Gerais, Critérios de Avaliação dapontos importantes da prática pedagógica, em Aprendizagem, Conteúdos e Habilidades.torno do processo de ensino e aprendizagem. Isto posto, apresenta-se o presente texto Assim, as Diretrizes Curriculares apre- com o objetivo de socializar o processo de cons-sentam-se estruturadas em duas partes: a trução das Diretrizes Curriculares do Municípioparte I reporta-se aos fundamentos teóricos de Teresina, que tendo como fundamento bá-do Projeto Curricular, constando da Introdu- sico a participação para o envolvimento numação, a qual discorre sobre aspectos gerais do perspectiva de construção coletiva, buscatra-balho; uma breve caracterização da Rede aperfeiçoá-lo. Nessa perspectiva, o lócus es-Municipal de Ensino; as Tendências Pedagó- colar aparece como elemento fundamental nagicas e suas Bases Epistemológicas, ressaltan- efetivação da teoria-prática de uma sociedadedo as ocorrências mais usuais da prática pe- democrática e plural.dagógica, apontando os redirecionamentospossíveis para um fazer docente mais atual e 2. SECRETARIA MUNICIPAL DEcontextualizado. Destacam-se, ainda, as teo- EDUCAÇÃO E CULTURA - SEMECrias que fundamentam os propósitos e fins doProjeto Curricular para a construção da cida- A Secretaria Municipal de Educação edania e de uma escola de qualidade, tendo Cultura - SEMEC, foi criada por meio da Lei 127
  • 118. PRIMEIRA PARTEnº 1.079, de 28 de maio de 1966, recebendo sos das escolas para suprir as necessidades dea denominação inicial de Secretaria Municipal aquisição de material didático; a implantaçãode Educação, Cultura e Saúde Pública, com o da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educaçãoobjetivo de atender principalmente à cliente- Nacional nº 9.394/96, a criação do Projeto Esco-la escolar da zona rural, tendo como área de la Família - PEF, a institucionalização dos Con-abrangência o Ensino Primário, o Ginasial e o selhos Escolares (1995); a regulamentação dasCientífico. eleições diretas para diretores e vice-diretores A partir da implementação da Lei nº de escolas (1998); a implementação dos Conse-5.692/71, houve a expansão do ensino para lhos Escolares, a criação do Sistema Municipalo atendimento de 5ª a 8ª séries. Em 1975, a de Ensino de Teresina (2000) e a implantaçãoSecretaria desvinculou-se do Departamento da experiência com Avaliação Externa de De-de Assistência Médico-dentária e passou a sempenho Escolar.denominar-se Secretaria de Educação e Cul- De 2001 a 2004, aconteceram mudançastura, responsabilizando-se pelas diretrizes significativas como a criação do Conselho Mu-gerais de Educação e Cultura: Ensino de 1º e nicipal de Educação (2001), o fortalecimento2º graus, Desportos e Recreação; sendo que, e a sistematização da avaliação externa de de-no ano de 1977, por meio do Decreto nº 047, sempenho escolar, o incremento da Formaçãovários órgãos departamentais foram definidos Docente inicial e a implantação e o desenvol-de maneira a operacionalizar a educação mu- vimento de uma Política de Formação Conti-nicipal na faixa etária de 4 a 6 anos em creches nuada, a implantação e o desenvolvimento doconveniadas. Com a expansão das matrículas Planejamento Estratégico da Secretaria, a ela-e das demandas por aperfeiçoamento dos ser- boração do Plano Decenal de Educação paraviços, ao final de 1985, a Secretaria Municipal Teresina, o desenvolvimento da Política dede Educação e Cultura possuía uma estrutura Correção do Fluxo Escolar, o fortalecimentocomposta por 93 escolas, 75 na zona rural e da Gestão Escolar, a adoção de parcerias diver-18 na zona urbana. sas com órgãos como UNICEF, Instituto Airton No período de 1986 a 1992, várias ações Senna - IAS, Fundação Banco do Brasil, MEC/relevantes na Educação Municipal foram rea- FNDE/FUNDESCOLA, cujo foco foi a melhorializadas: a Criação do Estatuto do Magistério da qualidade do Ensino Fundamental; além de(1986), a realização do 1º Concurso Público ações voltadas para o incentivo do trabalhopara Professores (1987); a elaboração do re- coletivo nas escolas, através de um sistema degimento interno da SEMEC (1981/1992); a gratificação de desempenho, conhecido comoaquisição do prédio da SEMEC; a criação do ranking1 das escolas (2002).Departamento de Controle de Dados e Esta- Atualmente, a Secretaria Municipal detística - DCDE (1991), a implementação das Educação e Cultura tem ampliado, conside-DIRETRIZES CURRICULARES (1995) e o de- ravelmente, os seus serviços à comunidadesenvolvimento da experiência de Ciclo Básico teresinense, através de 150 escolas que aten-em todas as escolas de 1ª a 4ª séries (prévia da dem o Ensino Fundamental e 48 da Educa-organização em bloco), bem como a Primeira ção Infantil. O corpo técnico e docente estáEleição para Diretores das escolas. formado por professores graduandos, gradu- Em consonância com o Plano Decenal de ados, especialistas, mestres e doutores. OsEducação para Todos, de 1993 a 2000, foram índices alcançados pelas escolas, integrantesdesenvolvidas ações educacionais em prol da da Rede em avaliações de nível nacional, es-meta de universalização do ensino, tais como: tão entre os melhores do Brasil, refletindo aa Capacitação de Professores Leigos, a Criação qualidade firmada no esforço da gestão e nodo Fundo Rotativo das Escolas da Rede Públi- compromisso dos profissionais envolvidos naca Municipal (1997), que determina os recur- educação teresinense.1 - Sistema avaliativo e classificatório da SEMEC, instituído pela Lei Municipal 3.089/2002, regulamentado pelo Decreto nº 5.152/8/2002, queimplantou os seguintes critérios para a categorização de escolas municipais: avaliação externa, distorção idade-série, evasão escolar e índice deaprovação, sendo que as escolas municipais eram classificadas em níveis de A até E, recebendo gratificações respectivas aos resultados.
  • 119. A partir de 2005, a ênfase dada tem sido a do como faixa obrigatória de atendimento ainclusão social, caracterizada pelo atendimen- clientela de 7 a 14 anos.to à Educação Infantil, a qualidade do ensino, Decorridos oito anos de sua implanta-o fortalecimento da gestão, a formação de pro- ção, novos estudos de reformulação atendiamfessores, através de cursos de formação conti- às mais recentes mudanças, indicadas pornuada e Especializações, o acompanhamento uma nova legislação, a Lei de Diretrizes e Ba-sistematizado do processo ensino-aprendiza- ses da Educação Nacional, nº 9.394 de 20 degem através da Rede Vencer. Outro ponto que dezembro de 1996. Tal fato impôs reajustesrecebeu especial atenção foi o processo de e adaptações, observando, sobretudo, as ne-alfabetização, universalizado em 2005, com cessidades do contexto, exigindo a atualidadea ampliação dos programas Alfa e Beto e do do currículo, valorizando um paradigma queCircuito Campeão, este último numa parceria possibilitasse a interdisciplinaridade, abrindocom o Instituto Airton Senna. novas perspectivas no desenvolvimento de As políticas educacionais do Município habilidades para dominar esse novo mundode Teresina sempre dispensaram especial e que se apresenta.cuidadosa atenção às normas orientadoras de Os Parâmetros Curriculares Nacionais, aimplantação e/ou implementação da suas Dire- LDB nº 9.394/96 e o Parecer nº 4/98/CNE sãotrizes Curriculares. Tal fato é reiterado no Pla- os documentos norteadores desse Projeto Pe-no Municipal Decenal de Educação para Todo, da-gógico que se originam das reflexões que(1993-2003), quando estabelece como Progra- os professores da Rede Municipal desencadea-ma de Melhoria da Qualidade do Ensino: “Re- ram nos cursos de Formação Continuada ofe-formulação do currículo, incorporando conte- recidos pela Secretaria Municipal de Educaçãoúdos relativos à educação ambiental, visando e Cultura (2002 / 2004), tornando-se uma refe-o despertar de uma consciência educativa de rência básica para o processo educativo que asPreservação do Meio Ambiente em defesa da escolas municipais vêm desenvolvendo. Estasvida”. (SEMEC, 1993. p. 26) Diretrizes Curriculares visam contribuir com a A recomendação instituída no Plano atualização dos fundamentos psico-filosóficosDecenal de Educação deu origem aos traba- e tendências pedagógicas para uma escola ci-lhos de reformulação da PROPOSTA CUR- dadã, os princípios da transversalidade/ inter-RICULAR vigente, na época, implantada em disciplinaridade, organização da escolaridade,fase experimental, em 1992, e consolidada as tecnologias da informação e comunicação, aem 1995, constituindo documento formali- avaliação da prática docente, sistemas de habi-zado com implementação estendida a todoo Ensino de 1º Grau, da Rede Pública do Mu- lidades e conteúdos, devendo ser redimensio-nicípio de Teresina, sob as orientações da lei nado e enriquecido pelo coletivo das escolas,Nº 5.692 de 11/08/1971. As ações propostas considerando suas especificidades e o contex-fundamentavam-se numa concepção de cur- to nos quais estão inseridos.rículo como um processo de construção so-cial do saber sistematizado que se efetiva no 3. FUNDAMENTOS DAS DIRETRI-espaço concreto da escola. A proposta assim ZES CURRICULARESconceituada estruturava-se em duas partes:aprimeira referia-se aos quatro primeiros A Secretaria Municipal de Educação deanos da vida escolar, divididas em blocos de Teresina, conhecendo o perfil educacional doconhecimentos; a segunda parte organizava- município, conforme exposto na caracteriza-se em séries e disciplinas (5ª à 8ª), compon- ção do Sistema Municipal de Educação, buscoudo o círculo de escolaridade do Ensino de apropriar-se dos fundamentos teóricos mais1º Grau, formalizado em 8 anos, alcançan- recorrentes no Estado da arte da subárea currí- 129
  • 120. PRIMEIRA PARTEculo, com vistas a nortear a construção efetiva viabilizando experiências de construção dedos projetos Político-Pedagógico-Curriculares significados sociopolíticos e culturais que ins-das escolas sob sua jurisdição. Nesse sentido, trumentalizam o sujeito para a participação noassume, no presente documento, uma concep- contexto em que vive e para a transformaçãoção de educação pautada numa visão holística, desse contexto.na qual a escola, o currículo e o processo ensi- Nesta perspectiva educacional, promoverno e aprendizagem são amparados pela dialé- o homem significa “tornar o homem cada veztica2 , acreditando na influência do meio e dos mais capaz de conhecer os elementos de suaenvolvidos no processo educativo, oferecendo situação para intervir nela, transformando-auma multiplicidade de resultados, pois leva em no sentido de uma ampliação da liberdade, daconsideração tais variáveis no processo de for- comunicação e colaboração entre os homens”mação do educando, e, conseqüentemente, o (SAVIANI, 1996, p. 38).quanto elas podem afetá-los na efetiva partici- Os fins educativos estão, assim, voltadospação escolar. para a promoção do educando enquanto su- Nesse sentido, essas Diretrizes visam à jeito social histórico e culturalmente situado,formação do homem como um ser social, que de modo a desenvolver os conhecimentos, asinterage com o meio, participante ativo da sua habilidades e atitudes necessárias à sua partici-comunidade, exercendo a sua função de cida- pação na vida humana, seja na dimensão inter-dão de deveres e direitos para o engrandeci- subjetiva, referente às relações interpessoais,mento de sua comunidade, sendo esperada, seja na dimensão simbólica de produção deainda, a sua inserção no mundo do trabalho, o significados e sentidos3 bem como na dimen-desenvolvimento da responsabilidade social e são produtiva do mundo do trabalho.a participação ativa no mundo globalizado. Este amplo processo, inerente à educa- As concepções aqui assumidas como re- ção, assume diferentes configurações, confor-ferenciais, de modo geral, constituir-se-ão ele- me as especificidades das práticas educativasmentos articuladores das concepções espe- desenvolvidas nos diversos contextos sociaiscíficas de cada escola e de cada componente e institucionais. Desse modo, torna-se per-curricular, integrando-os num todo identitário tinente esclarecer a concepção de educaçãoda prática educativa da Rede Municipal de En- escolar e as categorias a ela integrada de cul-sino, que será concretizado nas unidades esco- tura, poder e cidadania, uma vez que é este olares, levando-se em conta a gama de situações tipo de educação efetivado pelo Sistema Mu-nas quais estão inseridas, bem como nas subje- nicipal de Educação.tividades dos sujeitos. 3.2 Cultura, Poder, Escola e Cidadania3.1 Educação: concepção e finalidades A educação escolar define-se como um O homem é um ser complexo, em função tipo de educação sistemática, formal e institu-das múltiplas dimensões que o integram, ou cionalmente organizada. Sistemática, porqueseja, a parte biológica, social, política e cultural estrutura-se de modo a integrar intencional-que se desenvolvem numa vivência dialética. mente diferentes elementos e sujeitos, cons-Nesse contexto existencial, a educação cons- tituindo um todo articulado e coerente entretitui-se num processo histórico de formação si e com o contexto externo. Formal, porquehumana que contribui para o desenvolvimento se desenvolve a partir de procedimentos de-integral do indivíduo. finidos conforme padrão regulamentarmente Enquanto ação formativa, a educação assumido, e institucional por ser estabelecidaabrange processos de socialização, transmis- enquanto uma organização de ação social comsão, aquisição e produção de conhecimento, finalidades definidas e regimento próprio que2 - Na acepção moderna, a dialética significa o modo de pensarmos as contradições da realidade, o modo de compreendermos a realidadecomo essencialmente contraditória, em permanente transformação.3 - Significado é o núcleo de compreensão estável num sistema de relações objetivas compartilhado por todos. Sentido é a compreensão quedepende do contexto e das vivências afetivas individualizadas.
  • 121. institui os padrões de ação escolar. A escola constitui-se, portanto, na institui-ção político-social definida pela função especí-fica de realizar, junto aos cidadãos, o processoeducativo formal e sistematizado, oportuni-zando, dessa forma, a esses sujeitos os usu-frutos do direito humano e constitucional devivenciar o processo de formação educacionalque lhe permita uma inserção participativa nasociedade da qual é cidadão. Nessa compreensão, a relação entre esco-la e sociedade é vista de modo mutuamente Aulas de capoeira - Arquivo SEMEC.ativa, haja vista a dinâmica contraditória queas integra, pois a escola contribui tanto paraa conservação da estrutura social de desigual-dade quanto oferece também instrumentosparticipativos de transformação da sociedade.Cortella (2002, p.136) afirma que “a escolapode, sim, servir para reproduzir as injustiças, Trata-se de uma visão não inocente do po-mas, concomitantemente, é também capaz der[...]. O sentido de não-inocência é o dede funcionar como instrumento para reconhecer a existência de um jogo de cor-mudanças” (grifo nosso). relação de forças que estabelece critérios de A escola atua, assim, no espaço da cultu- validade e legitimidade segundo os quais sãora, mediando relações de poder no âmbito da produzidas representações, sentidos, e insti- tuídas realidades. (COSTA, 1999, p. 41).construção da cidadania. Desse modo, a cul-tura é concebida como “esse meio ambientehumano, por nós produzido e no qual somos Dinamicamente, então, a escola conso-produzidos” (CORTELLA, 2002, p. 39). Portan- lida-se como lócus de relações políticas emto, a cultura é, ao mesmo tempo, processo e que se busca o diálogo público sobre o aces-produto que constituem o homem e que são so e a utilização intencional do conhecimen-por ele criados. Dentre esses produtos cultu- to, conforme o interesse dos grupos e sujei-rais, o conhecimento é um bem de produção tos sociais.necessário à existência participativa do sujeito, Essas múltiplas dimensões que se articu-como argumenta Cortella (2002, p. 45): lam na dinâmica da educação escolar é que fa- zem da escola um instrumento de cidadania, O bem de produção imprescindível para nos- como estabelece a lei de Diretrizes e Bases da sa existência é o Conhecimento, dado que Educação Nacional nº 9.394, Art. 2º: ele, por se constituir em entendimento, ave- riguação e interpretação sobre a realidade, é A educação, dever da família e do estado, o que nos guia como ferramenta central para inspirada nos princípios de liberdade e nos nela intervir, ao seu lado se coloca a Educa- ideais de solidariedade humana, tem por ção [...], que é o veículo que o transporta para finalidade o pleno desenvolvimento do ser produzido e reproduzido. educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o tra- Assim concebido, os processos culturais balho. (grifo nosso)de produção ou reprodução da cultura sãopermeados pelas relações de poder marcando, A Escola Pública Municipal, a despeito deassim, o caráter político do espaço cultural. suas dificuldades, encontra-se diante do gran- 131
  • 122. PRIMEIRA PARTEde desafio de constituir-se como institui-ção como um artefato intermediário e mediadorqualificada para a formação do cidadão, ofe- entre a sociedade exterior às escolas e as prá- ticas sociais concretas que nelas se exercitamrecendo sua contribuição efetiva ao processo como conseqüência do desenvolvimento dode democratização da sociedade teresinense. currículo (SACRISTAN, 2000, p. 49)Tal desafio demanda que esta Rede de Ensinoconsolide-se como pública, não apenas por sua O currículo é a unidade dialética de pro-gratuidade, mas em razão de uma prática edu- cesso e produto decisório sobre a prática edu-cativa democrática e emancipatória. Nesse sen- cativa, abrangendo as dimensões filosófica (in-tido, é fundamental que todos que nela atuam tencionalidades), política (relações de poder),tenham clareza sobre o conjunto das condi- social (inter-relação escola-sociedade) e peda-ções institucionais e pedagógicas necessárias gógica (concepção do processo ensino-apren-ao cumprimento de sua missão. dizagem), integrando a participação individual É no espaço das contradições que a es- e coletiva dos sujeitos escolares. Costa (1999),cola é convocada a integrar o movimento his- ao se referir ao currículo, afirma que não estátórico de transformação social, contribuindo pensando apenas no conjunto de conteúdos,para a construção da cidadania, que vai além disciplinas, métodos, experiências, objetivos,da igualdade formal e se manifesta na partici- etc. Para ele,pação coletiva e comprometida de cada sujeitona edificação histórica da sociedade onde vive. O currículo e seus componentes constituemNessa perspectiva, podemos falar em escola ci- um conjunto articulado e normalizado de sa-dadã, entendida como o espaço adequado ao beres, regidos por uma determinada ordem, estabelecida em uma arena em que estão emdesenvolvimento do processo democrático, na luta visões de mundo e onde se produzem,medida em que é responsável por uma prática elegem e transmitem representações, narra-educativa que visa contribuir, sistematicamen- tivas, significados sobre as coisas e seres dote, para a formação de cidadãos capazes de mundo (COSTA, 1999, p. 41).compreender a realidade onde vivem, interagircom outros indivíduos e nela intervir. Nesse sentido, as Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental do Município cumpre3.3 Concepção de Currículo o duplo papel de na instância do Sistema Mu- nicipal de Educação assumir uma concepção Dentre as inúmeras concepções de currí- educacional, delineando um perfil da práticaculo relacionadas às teorias e práticas curricu- pedagógica coerente com a identidade e comlares, a Secretaria Municipal de Educação de as finalidades políticas, filosóficas e sociais pro-Teresina situa suas Diretrizes Curriculares na postas no âmbito decisório do município. Des-perspectiva crítica, considerando o currículo. sa forma, articula-se aos outros níveis adminis- Aprendizado fora de sala de aula - Arquivo SEMEC.
  • 123. trativos, no sentido de garantir a oferta de uma O currículo da escola cidadã resultará deeducação de qualidade. O outro papel das DI- uma reflexão contínua e conjunta de todosRETRIZES CURRICULARES é desenvolvido na aqueles que participam da escola, em funçãoinstância escolar, constituindo-se em subsídio das características, interesses e necessidadespara que cada escola elabore sistematicamen- da instituição escolar e da comunidade.te seu currículo, construindo sua identidade eexercendo sua autonomia. 3.4 Concepção pedagógica Mesmo no caso de existirem propostas ge- Delinear a concepção pedagógica da di- rais [...] e exigências formais [...], é da maior retriz curricular significa explicitar os traços importância que a escola se fortaleça, resista característicos que norteiam a prática peda- e elabore o seu currículo, dialogando critica- gógica desta Rede de Ensino, e, conseqüente- mente com as orientações e cobranças, tendo como referência básica a realidade concreta mente, traçar o desenho do desenvolvimento em que se encontra, fazendo suas opções e curricular proposto. assumindo seus compromissos. (VASCON- Os construtos teóricos classificam as ten- CELOS, 2002, p. 134) dências pedagógicas4 que, historicamente têm se apresentado na prática educativa escolar, As Diretrizes Curriculares do Ensino Fun- ora de modo predominante, ora de modo con-damental do Município de Teresina caracte- comitante. Não serão revisadas textualmenterizam-se, também, pela participação direta e neste documento as características destas ten-democrática de diversos segmentos do siste- dências, mas considera-se que na dinâmica dema escolar (professores, diretores, pedagogos reconstrução destas práticas pedagógicas redi-e especialistas da SEMEC) em sua elaboração, mensionam-se sentidos, pressupostos e perfisobtendo legitimidade processual e discursiva do fazer educativo. Isso não implica dizer quetanto no âmbito administrativo quanto escolar. pela emergência de novas concepções pedagó- A Secretaria Municipal de Educação de gicas, as anteriores dei-xem de existir, mas queTeresina intenciona, por meio dessas Diretri- o desenvolvimento do próprio conhecimen-zes Curriculares, prover uma importante con- to, das mudanças na sociedade e na cultura etribuição para o cumprimento de sua função também pelo perfil do homem que se preten-social e política na manutenção de uma educa- de formar, modificam-se também as orienta-ção de qualidade, entendida como um fator de ções norteadoras da prática pedagógica, a fiminclusão social. Dessa forma, visa o desenvol- de alcançar os objetivos formativos propostos.vimento do cidadão, por meio da organização Desta forma, a Secretaria Municipal deescolar, embasada nos pressupostos da univer- Educação de Teresina, objetivando a forma-salização do acesso e da permanência do alu- ção do cidadão, propõe como suporte dono na escola, da eqüidade no atendimento à desenvolvimento curricular uma concepçãodiversidade e da qualidade do ensino, tendo pedagógica progressista, conforme caracteri-como foco de atenção a aprendizagem. zado a seguir. Essa é uma concepção pedagógica que O Currículo, com tudo o que implica quan- politicamente visa, para além da aprendizagem to a seus conteúdos e formas de desen- de conhecimentos, o desenvolvimento em cada volvê-los, é um ponto central de referên- educando e em cada educador de uma atitu- cia na melhora da qualidade do ensino, de participativa da vida social; a construção na mudança das condições da prática, no de uma consciência de seu papel enquanto um aperfeiçoamento dos professores, na reno- vação da instituição escolar em geral e nos sujeito que constrói historicamente a socieda- projetos de inovação dos centros escolares de em que vive, e que, possuem direitos e de- (SACRISTAN, 2000, p. 32). veres de cidadania.4 - Tendência tradicional, tecnicista, renovada, crítico-social dos conteúdos, dentre outras. 133
  • 124. PRIMEIRA PARTE A citada posição política é também peda- um processo dialético em que interagem o su-gógica, pois implica na compreensão do pro- jeito e o meio-ambiente, em que há uma parti-cesso ensino-aprendizagem como um todo cipação ativa do sujeito cognoscente.indissociável, em que estão integrados os dife- • O desenvolvimento mental da criançarentes sujeitos escolares (alunos, professores, dá-se pela evolução da inteligência alcançan-pedagogos, pessoal técnico-administrativo, do diferentes estágios de desenvolvimentocomunidade), mobilizados rumo a um objetivo (sensório-motor, pré-operatório, operatóriocomum – a formação dos educandos, articula- concreto e operatório formal), caracterizadosdos com o contexto intra e extra-escolar. pelos esquemas de assimilação mental que ela Nesse sentido, estas Diretrizes estão em- construiu.basadas na compreensão de que “ensinar não • A aprendizagem ocorre, portanto,é transferir conhecimento, mas criar as possi- quando há acomodação, ou seja, uma reestru-bilidades para a sua produção ou a sua constru- turação da estrutura cognitiva (esquemas deção” (FREIRE, 2001, p. 25). Entende-se, assim, assimilação existentes) do indivíduo, que re-que ensinar e aprender são processos intrin- sulta em novos esquemas de assimilação (MO-secamente articulados, pois um ensino efetivo REIRA, 1983, p. 55).é percebido pela aprendizagem que produz; e • A equilibração majorante, processo noa aprendizagem, por sua vez é facilitada pela qual o indivíduo ao se deparar com situaçõesação do ensino. E, desse modo, a aprendiza- não assimiláveis com os esquemas mentais jágem se configura como um processo de cons- constituídos, constrói novos esquemas quetrução de conhecimentos em suas diferentes permitem assimilá-los, gerando um novo esta-modalidades (cognitivos, afetivos, psicomoto- do de acomodação.res, práticos, políticos e éticos). • O ensino constitui-se, assim, na ação A aprendizagem é um processo dialéti- de proporcionar situações desafiadoras, queco, pois, embora seja um processo intrínseco desequilibre as estruturas de assimilação, pro-ao sujeito que aprende, é também motivada, vocando o processo de reestruturação mentalorientada e viabilizada pela intervenção do do sujeito que aprende.sujeito que ensina, ambos situados no con- • A aprendizagem, por sua vez, é a açãotexto em que o processo ensino-aprendiza- do sujeito de reestruturar-se mentalmente emgem se realiza. busca de um novo equilíbrio, de acordo com o As bases construtivistas e sócio-constru- seu estágio de desenvolvimento mental.tivistas apontam importantes compreensões • Piaget defende a utilização de métodospsicológicas e epistemológicas sobre como ativos, no sentido de a ação docente ser propo-se desenvolve o processo de aprendizagem. sitora de experiências educativas que permi-Nesse sentido, os construtos teóricos de Pia- tam ao aluno operar reflexivamente na cons-get, Vygotsky e Ausubel alicerçam a concep- trução dos significados e estimulá-los à buscação de aprendizagem assumida nesta diretriz de novos conhecimentos.curricular. A teoria epistemológica de Piaget, sobre A contribuição teórica de Ausubel paracomo o homem desenvolve sua ação de co- a fundamentação desta proposta relaciona-senhecer, contribuiu com alguns pressupostos principalmente ao conceito de aprendizagemmuito importantes para a compreensão da significativa.aprendizagem, conforme explicitadas a seguir. A aprendizagem significativa focaliza • O conhecimento é uma construção do principalmente a aprendizagem na dimensãosujeito a partir de sua interação com o objeto cognitiva, em que há uma relação entre a in-de conhecimento. formação nova a ser aprendida e os aspectos • A atividade cognoscitiva do sujeito é relevantes da estrutura cognitiva já existentes.
  • 125. Nesse sentido, “a aprendizagem significativa interação histórica e mediada que estabeleceocorre quando a nova informação ancora-se com este mundo.em conceitos ou proposições relevantes pree- A mediação simbólica do sujeito, em suasxistentes na estrutura cognitiva do aprendiz” interações sociais, constitui-se, assim, eixo(MOREIRA, 1983, p. 62). central do desenvolvimento do ser humano. Segundo a teoria de Ausubel, há três tipos Dentre os signos (representações físicas oude aprendizagem significativa: mentais da realidade) mediadores da ativida- • A aprendizagem representacional – que de humana, Vygotsky enfatiza muito especial-engloba a compreensão dos significados dos mente a linguagem, dado sua relevância, tan-símbolos representacionais de acordo com to como instrumento de comunicação quantoseus referentes. como de organização do pensamento genera- • A aprendizagem de conceitos – abrange lizante.as compreensões das representações teóricas Nessa perspectiva, os processos de de-dos atributos constituintes do objeto ou even- senvolvimento e aprendizagem são dialéticos,tos representados. integrando dois processos articuladamente: a • Aprendizagem proposicional – que im- maturação do organismo e a experiência cul-plica aprender o significado das idéias expres- tural mediada pelas interações do sujeito. Há,sas, através das representações simbólicas ou portanto, três níveis de desenvolvimento: de-conceituais. senvolvimento real, em que o sujeito já rea- Essa perspectiva da articulação contínua, liza com autonomia as tarefas propostas; de-entre o conhecimento aprendido e os novos senvolvimento potencial, que são as etapas econhecimentos, tem importante aplicabilida- aprendizagens que o indivíduo pode alcançar,de prática com relação ao papel do professor portanto, o sujeito precisa de auxílio para a re-no processo ensino aprendizagem, e Moreira alização das atividades propostas. O terceiro(1983) aponta quatro tarefas docentes como nível é o de transição, pois se constitui na zonafacilitadoras da aprendizagem. de desenvolvimento proximal, caracterizado • Determinar a estrutura conceitual e por ser a distância entre o nível de desenvol-proposicional da matéria de ensino; vimento real (solução de situações-problemas • Identificar os subsunçores (conceitos e sem ajuda) e o nível potencial (solução de situ-proposições estáveis no indivíduo, que funcio- ações-problemas com ajuda).nam como âncoras para as novas aprendiza- Vygotsky propõe uma prática pedagógicagens) relevantes à aprendizagem do conteúdo rica nas relações interativas, culturalmente me-a ser ensinado. diadas, que proporciona e que desafia o sujei- • Diagnosticar os conhecimentos que os to que aprende a avançar, de seu potencial dealunos já construíram. aprendizagem para um novo nível de desen- • Ensinar, facilitando a aprendizagem sig- volvimento real, por meio das aprendizagensnificativa (clara, estável e transferível) de novos construídas nas situações didáticas.conhecimentos. Nesse sentido, a escola funciona como motor de novas conquistas quando dirige o O enriquecimento teórico na abordagem ensino para estágios de desenvolvimento ain-Vygotskyana sobre os processos de ensino e da não alcançados, que permitam a reconstru-aprendizagem pauta-se principalmente na ção e reelaboração, por parte dos indivíduos,compreensão da importância das interações dos significados que lhes são transmitidos pelosociais para o desenvolvimento e a aprendi- grupo cultural.zagem humanas. Segundo Vygotsky (1991), o Compreende-se, então, que o contexto dohomem constrói suas funções psíquicas e o ensino e aprendizagem é composto pela rea-conhecimento de si e do mundo, a partir da lidade social e institucional em que se efetiva 135
  • 126. PRIMEIRA PARTEesse processo, pelas relações inter-pessoais e nica; que possua uma visão coletiva do traba-políticas estabelecidas entre os sujeitos partici- lho em educação e que tenha, enfim, a capaci-pantes e pelos meios culturais e instrumentais dade crítica para examinar sua própria prática,que mediam o processo de construção de co- reinventando-a na direção do coletivo e dasnhecimento. transformações sociais. No que se refere ao contexto social e ins- Nessa ação dialógica de ensinar e apren-titucional, é de suma importância que cada der, participam também como elementos me-escola desenvolva o estudo da realidade social diadores do processo a própria cultura dosem que está inserida de modo a construir sua sujeitos, a cultura institucional e social e umidentidade institucional no âmbito da prática conjunto de procedimentos e instrumentoseducativa que se propõe a realizar, reconhe- metodológicos que precisam ser utilizados decendo-se como uma unidade escolar da Rede modo coerente com os diversos componentesPública Municipal de ensino. Esse aspecto já que constituem o processo ensino-aprendiza-foi destacado como procedimento necessário gem e seus respectivos objetivos.na elaboração do currículo escolar e conse- Considerando a diversidade desses ele-qüentemente para a autonomia da escola. mentos mediadores, serão apresentados num O processo ensino e aprendizagem é próximo tópico desse documento os pressu-predominantemente uma relação intersubje- postos metodológicos gerais considerados co-tiva, uma vez que se constitui num processo erentes com a concepção pedagógico-curricu-em que diferentes sujeitos relacionam-se de lar delineada nesta diretriz; e em cada área dediversas formas, em diferentes contextos para conhecimento são sugeridos procedimentosalcançarem um objetivo comum: a produção e metodológicos específicos.reprodução cultural de uma sociedade. Como processo dinâmico que é, ensi- nar e aprender, define-se também como uma Ensinar envolve estebelecer uma série de re- práxis humana, entendida como um processo lações que devem conduzir a elaboração, por que integra dialeticamente os atos de plane- parte do aprendiz, de representações pesso- jar, realizar e avaliar interativamente. Uma vez ais sobre o conteúdo objeto de aprendiza- compreendido como uma práxis, o processo gem. (ZABALA, 1998, p. 90) ensino-aprendizagem implica num exercício constante da reflexão no decurso de toda a Dessa forma, a relação professor-aluno na prática pedagógica.prática educativa é compreendida nestas Dire-trizes Curriculares como uma relação em que 3.5. Pressupostos metodológicoshá dois sujeitos protagonistas, professor e alu-no, que atuam juntos estabelecendo um diálo- As Diretrizes Curriculares do Ensinogo sobre o objeto de conhecimento, de modo Fundamental da Rede Municipal de Educa-que o professor exerça seu papel de facilitador ção de Teresina buscam um processo dinâ-da aprendizagem e que o aluno assuma sua mico de ação-reflexão-ação na perspectivafunção de construtor dos conhecimentos dos de desenvolvimento e avaliação curricular.quais busca se apropriar. Portanto, é pertinente explicitar as bases Ressalte-se, nesse sentido, a significação do metodológicas em que se assentam estas Di-educador como elemento articulador da for- retrizes Curriculares.mação do cidadão. Dele é exigido que tenha Um primeiro ponto de sustentação práticacomprometimento político com a tarefa de dete documento é a contextualização sistêmi-educar, aprimorando a consciência da impor- ca do conhecimento. O conhecimento escolartância social e transformadora de sua ação; não é percebido de forma isolada das demaisque busque continuamente a competência téc- produções cognitivas e culturais da humani-
  • 127. dade, mas é antes de tudo, parte integrante uma outra realidade prática.historicamente dessa produção e, ao mesmo Entende-se que a busca da relação práti-tempo, um tipo de conhecimento específico ca do conhecimento teoricamente ensinadoque se diferencia por suas características pro- na escola, tanto lhe atribui um sentido maiscessuais de transmissão, apropriação e produ- facilmente assimilável pelo aprendiz, quan-ção institucionalmente situadas. to possibilita que se perceba seu significado O conhecimento sistêmico representa a para a vida, e sua aplicabilidade prática sejacompreensão dos múltiplos conhecimentos de direta (resolução de situações-problemas) oumodo articulado, percebendo-se a relação en- indireta (desenvolvimento de habilidades in-tre eles em sua complexidade. telectuais que permita encontrar solução de situações-problemas). Há complexidade quando elementos diferen- O terceiro pressuposto refere-se ao res- tes são inseparáveis, constitutivos do todo peito à diversidade. Nesse item, está implícito [...] e há um tecido interdependente, interati- uma importante mudança na prática educa- vo e inter-retroativo entre o objeto de conhe- cimento e seu contexto, as partes e o todo, o tiva escolar, tradicionalmente marcada pela todo e as partes, as partes entre si (MORIN, homogeneização dos sujeitos e das práticas. 2000, p. 38). O respeito à diversidade significa a flexibiliza- ção no conteúdo e nas práticas curriculares, Nesse processo, há uma preocupação visando o atendimento escolar diferenciado,com a qualidade dos conhecimentos que a possibilitando a inclusão de pessoas, cujas di-escola oferece, com vistas à formação de uma ferenças são de natureza pessoais, sociocultu-mentalidade científica que permita aos alu- rais ou interativas.nos a compreensão do que se passa no mun- Para o atendimento a essas diversidades,do e das possibilidades de sua transformação. Duk (2005, p. 60) aponta como princípios:Assim, a escola que visa a formação cidadãdeve aproximar os conteúdos curriculares da • personalização em lugar de padroniza-vida do aluno. Com esse intuito, é indispen- ção: reconhecer as diferenças individuais, so-sável que ela valorize os conhecimentos que ciais e culturais dos alunos, a partir das quais ao aluno traz para a escola, fazendo desses co- ação educacional é orientada;nhecimentos uma das condições prévias de • resposta diversificada versus respostaaprendizagem. É fundamental que ela valori- uniforme: permite adequar os processos deze a cultura local, ao mesmo tempo em que ensino-aprendizagem às diferentes situações;busque ultrapassar seus limites, oferecendo • heterogeneidade versus homogeneida-às crianças e aos jovens de diferentes grupos de: este princípio realça o valor dos agrupa-sociais as condições de acesso à cultura, no mentos heterogêneos dos alunos com o objeti-âmbito regional e nacional. vo de educar com base em valores de respeito Um segundo pressuposto, e diretamen- e aceitação das diferenças numa sociedadete relacionado ao primeiro, é a perspectiva plural e democrática.de estreitar a relação teoria e prática, porqueambas são compreendidas como uma unida- O quarto pressuposto metodológico é ade dialética, portanto, interdependentes. O instrumentação tecnológica da prática edu-conhecimento sistematizado (teórico), é pro- cativa. O avanço da tecnologia na atualidadeduzido a partir da prática reflexiva sobre a permite e, até mesmo, exige que a escola bus-realidade (prática), em seus diferentes níveis que e utilize os diversos recursos tecnológicosde concreticidade ou abstração intelectual, e em duas perspectivas: para mediar o processonum movimento contínuo produz leituras di- ensino e aprendizagem como recurso didáti-ferenciadas da realidade, produzindo, assim, co à prática docente; e para desenvolver nos 137
  • 128. PRIMEIRA PARTEeducandos habilidades operativas junto a ins- 3.6. A organização do conhecimentotrumentos tecnológicos socialmente presentesno cotidiano dos educandos nos mais diversos A organização do conhecimento apresen-contextos de vida. Portanto, a tecnologia cons- tada na programação de conteúdos, nessas Di-titui-se em meio e objetivo de aprendizagem, retrizes Curriculares, tem como fundamentomuito importantes numa sociedade caracte- básico o enfoque globalizador. Nesse sentido,rizada como “sociedade da informação”, exa- considera os objetivos educacionais voltadostamente pela intensidade com que há produ- para a contextualização e resolução de situa-ção e circulação de informações possibilitadas ções-problemas como elementos norteadorespelo avanço da tecnologia. da proposição organizativa dos conteúdos. No Diretrizes Curriculares, que visam a referido enfoque,educação para a cidadania, precisam buscara instrumentalização e a formação tecnológi- Toda unidade de intervenção deveria par-ca como objetivo educacional, que contribua tir de uma situação próxima à realidade do aluno, que seja interessante para ele e lhepara a inserção de educandos e educadores proponha questões às quais precisa darno contexto social. resposta. Se isto é assim, é possível organi- Os pressupostos citados delineiam uma zar os conteúdos por disciplinas, nas quais osprática educativa que demanda a utilização de conteúdos de aprendizagem se entrecruzemmétodos ativos, ou seja, que tenham a parti- conforme a lógica das matérias, mas que porcipação ativa dos educandos nas seqüências outro lado, em sua apresentação aos alunos, nas atividades iniciais, as justificativas dosdidáticas de ensino e que estas seqüências conteúdos disciplinares não sejam unicamen-tenham o caráter globalizador em relação aos te uma conseqüência da lógica disciplinar,diversos tipos de conhecimentos (conceituais, mas o resultado de ter que dar respostas aprocedimentais e atitudinais) e habilidades a questões ou problemas que surgem de umaserem desenvolvidas pelos educandos. situação que o aluno pode considerar próxi- Uma proposta efetiva dentre os métodos ma (ZABALA, 1998, p. 161).ativos de enfoque globalizador é a Pedagogia deProjetos, pois ela envolve procedimentos relati- Dessa forma, na programação, os conte-vos à análise de contexto, levantamento de te- údos são apresentados por disciplina mas or-máticas significativas para os alunos, iniciação à ganizados por eixos norteadores, integrandoatitude investigativa de professores e alunos, in- os conteúdos conceituais, procedimentais etegração das diversas áreas de conhecimentos atitudinais, formando unidades didáticas, orelacionadas ao objeto de estudo, possibilidade que, por sua vez, permite a exploração di-de utilização de diferentes meios e linguagens dática de situações-problemas contextuais,de aquisição de informações e de expressão, vivenciáveis na realidade. Portanto, o princí-construção objetiva de um produto de conhe- pio da integração dos conhecimentos para acimento sistematizado, possibilidade de traba- resolução de situações-problemas é orienta-lho individual e coletivo, viabilizando assim um dor da sistematização dos conteúdos, supe-processo ensino e aprendizagem de qualidade. rando assim uma perspectiva fragmentada e Considerando esse delineamento me- isolada do conhecimento.todológico, delega-se ao corpo escolar a uti- É necessário que se esclareça tambémlização de seu conhecimento, criatividade e que considerou-se de modo mais amplo oexperiência para empreender métodos diver- significado do termo conteúdo, estendendo-sificados numa prática pedagógica autônoma o para além da compreensão dos conheci-e eficaz no sentido de produzir aprendizagem, mentos sistematizados nas disciplinas emconforme as especificidades de cada escola e forma de fatos, conceitos, princípios, enun-de cada sala de aula. ciados e teorias, abrangendo também os co-
  • 129. nhecimentos referentes ao desenvolvimento do conhecimento; e a ação coordenada dede outras capacidades e habilidades cogniti- conhecer, denominada operatória, que possi-vas, motoras, afetivas, de relação interpesso- bilita um conhecimento lógico, resultante daal e de inserção social. ação reflexiva do sujeito sobre o objeto de co- Assim, são apresentados na organização nhecimento e sobre as hipóteses abstraídas nohorizontal eixos integradores de conteúdos, processo de reconstrução e transformação doabrangendo a seguinte tipologia: conteúdos conhecimento perceptivo ou abstrato. Então,conceituais, que envolvem os conhecimentos referir-se às habilidades de comparação, clas-relativos a fatos, conceitos, princípios e teorias; sificação, diferenciação, análise, dentre outras,conteúdos procedimentais, entendidos como não é apenas propor verbos, mas definir queum conjunto ordenado de ações necessárias ao formas de operação mental, motora, afetiva,alcance de um objetivo, que incluem, portan- ou relacional, o sujeito estará aprendendo ato, a aprendizagem de regras, métodos, técni- desenvolver através da experiência didática.cas, habilidades e estratégias; conteúdos atitu- A formação de competências constitui-dinais, que englobam valores éticos, atitudes, se em objetivos educacionais, exatamenteformas de condutas consoantes aos valores pelo enfoque articulado dos diferentes tiposassumidos, e normas que abrangem padrões e de conteúdos e a integração do desenvolvi-regras comportamentais de determinado con- mento de habilidades, pois, dessa forma, otexto e grupo social. educando tem a oportunidade de aprender Dessa forma, os objetivos educacionais para saber, ser, agir e se relacionar, ou seja,apresentados em cada área constituem-se de ser competente para vivenciar as experiên-competências e habilidades a serem aprendi- cias educativas e sociais.das pelos educandos. Essa perspectiva significa Educar, objetivando desenvolver com-uma mudança no enfoque da prática pedagó- petência, significa então, oportunizar experi-gica, porque se antes os professores percebiam ências didáticas que possibilitem aos alunosos objetivos educacionais como uma lista de ope-rarem com os conhecimentos aprendidos,verbos que seriam escolhidos e relacionados tornando-se autônomos no enfrentamento dea algum conteúdo, cumprindo assim uma exi- situações-problemas em seu cotidiano ou emgência burocrática, nesta proposta é necessá- contextos de ações de conhecimentos sistemá-rio um outro entendimento. Os objetivos edu- ticos ou formais.cacionais expressam finalidades do processo Mas a organização do conhecimento tam-de ensino e aprendizagem e que, portanto, bém é estruturada verticalmente e nessa dire-englobam a especificação de competências e ção, as Diretrizes Curriculares têm como prin-habilidades relacionadas a conteúdos que es- cípio básico a estrutura em espiral, alicerçadatão mediando a construção dessas habilidades na idéia de retomada significativa dos conte-e competências. údos em diferentes níveis de profundidade e As habilidades significam as formas ope- complexidade. Esta organização permite aorativas em diversas dimensões do sujeito, inte- sujeito aprendente o estabelecimento de dife-lectual (formas de raciocínio concreto ou abs- rentes sentidos a informações assimiladas emtrato), motor, afetivo, inter-relacional e social. níveis anteriores a partir de experiências didá-Desenvolver habilidades significa então tornar ticas mais desafiadoras.efetivas os potenciais operatórios do ser hu- A retomada de eixos de conteúdos emmano sobre a realidade. Esse potencial opera- diferentes níveis é coerente com os estágiostório constitui-se dos tipos de ação, a que Pia- de desenvolvimento da capacidade cognos-get (1975) se refere: a ação sensório-motora, citiva dos sujeitos, possibilitando, assim, oque indica uma ação de conhecimento per- exercício das operações mentais, tanto noceptivo, sem nenhum aspecto transformador nível mais elementar das percepções sensó- 139
  • 130. PRIMEIRA PARTErio-motoras quanto em sua complexificação realidade social e dos direitos e responsabili-para as operações concretas e para as opera- dades em relação à vida pessoal e coletiva eções formais, mais abstratas. Dessa forma, o a afirmação do princípio da participação po-sujeito adquire uma oportunidade de apren- lítica. Nessa perspectiva, foram incorporadasdizagem significativa, ao mesmo tempo em como Temas Transversais, as questões da Éti-que formula a reconstrução analítica dos ca, da Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente,conceitos aprendidos. da Saúde, da Orientação Sexual, do Trabalho e Com essas Diretrizes organizativas, o tra- Consumo. E sugere-se a Educação Fiscal, o es-balho com os temas transversais nos Parâme- tudo das Diversidades Étnico-raciais, da Paz natros Curriculares Nacionais é viabilizado de Sociedade Contemporânea, da Prevenção aoforma bastante articulada, pois esses temas, Uso de Drogas e da Educação para o Trânsito.além de perpassarem diferentes disciplinas, Assim posto, destaca-se como preocupa-constituem-se, de modo claro, componentes ção básica que a estrutura curricular apresen-dos conteúdos procedimentais, conceituais e tada possibilite a veiculação do conhecimen-atitudinais. Os Temas Transversais, portanto, to de forma interdisciplinar, destacando-sedão sentido social a procedimento, a conceitos pela produção ou processo de relações en-próprios das áreas convencionais, superando tre saberes, superando a segmentação queassim o aprender apenas pela necessidade es- estanca e imobiliza os diversos campos docolar de “passar de ano”. conhecimento de forma compartimentada. O compromisso com a construção da ci- Associa-se à interdisciplinaridade a transver-dadania pede necessariamente uma prática salidade como forma de refletir sobre à prá-educacional voltada para a compreensão da tica desse conhecimento, estabelecendo as Caminhada da Paz - Arquivo SEMEC.
  • 131. devidas relações para a inclusão de saberes,antes considerados extra-curriculares, parao espaço escolar, ampliando assim a dimen-são educativa do aluno.Espiral da Organização Curricular da Rede Pública Municipalde Ensino de Teresina 141
  • 132. PRIMEIRA PARTE4.0 A organização da escolaridade É importante esclarecer que a organização do primeiro segmento em blocos tem como A organização do processo de escolariza- finalidade evitar excessiva fragmentação deção considerou tanto as determinações legais objetivos e conteúdos na estruturação verticalem vigor quanto as próprias características e dos conhecimentos, principalmente na fase dedemandas do Sistema Municipal de Ensino. assimilação e consolidação do processo de al-Foram atendidas, portanto, proposições da Lei fabetização lingüística e científica das crianças,de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, cuja forma de raciocínio, nesta faixa etária, énº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, a Reso- predominantemente de operações concretas.lução CNE/CEB nº 2 de 7 de abril de 1998. A O atendimento às demandas educativasorganização curricular atentou, também, para diversificadas, dentro da responsabilidadeas determinações definidas no Plano Nacional educativa do município, é efetivado com ou-de Educação – PNE, promulgado pela Lei Nº tras estruturações da escolaridade adequadas10.172 de janeiro de 2001, reiterado pelo Plano ao atendimento dessas especificidades. E issoDecenal de Educação para Teresina – PDET, ocorre porque o município ao ser legalmente responsabilizado por um nível de escolaridadeLei Nº 3.183 abril de 2003, no que se refere à (Educação Infantil e Ensino Fundamental) nonecessidade de ampliação do Ensino Funda- Sistema Nacional de Ensino, deve atender àsmental de oito para nove anos. diversas modalidades educativas pertinentes a A determinação legal [Lei nº 10.172/2001, esses níveis. meta 2 do Ensino Fundamental] de implan- Nesse sentido, essas Diretrizes Curricula- tar progressivamente o Ensino Fundamental res constituir-se-ão fonte básica de referência de nove anos, pela inclusão das crianças de para a construção das Diretrizes Curriculares seis anos de idade, tem duas intenções: ofe- específicas a cada modalidade atendida pelo recer maiores oportunidades de apren-diza- Sistema Municipal de Ensino. Assim, será fonte gem no período de escolarização obri-gató- ria e assegurar que, ingressando mais cedo de análise na construção das propostas para no sistema de ensino, as crianças prossigam Educação de Jovens e Adultos e para Educação nos estudos, alcançando maior nível de es- Especial, bem como, para os Projetos de Edu- colaridade. (BRASIL, 2001, p. 24). (Falta na cação Especializada e os Projetos de Formação bibliografia) Continuada dos profissionais da Rede. As Diretrizes Curriculares do Ensino Fun- Assim definido, as Diretrizes Curriculares damental do Município de Teresina tiveram ado Município de Teresina redirecionaram--se sua reformulação fundamentada nas orienta-para uma clientela de seis a quatorze anos, ções prescritas nos Parâmetros Curricularessegmentada em duas fases: a primeira que vai Nacionais, documento este discutido e estu-do 1º até o 5ºano, está dividida em dois blocos dado no espaço do Programa de Formaçãoos quais constituem os anos iniciais do Ensino Continuada, iniciado no ano de 2001. A partirFundamental. A segunda parte engloba do 6º daí, estabeleceu-se a sala de aula como foco deao 9º ano, correspondendo aos anos finais do discussão, reformulando objetivos, redefinin-Ensino Fundamental. do estratégias, rediscutindo competências e O primeiro segmento é constituído de selecionando habilidades, assegurando assimdois blocos, atendendo a crianças na faixa etá- o fortalecimento do processo de ensino-apren-ria de seis a dez anos. O primeiro bloco, com dizagem, focado na realidade do aluno.os 3 primeiros anos de escolarização, é carac- Este documento, também contou com aterizado por atender alunos de seis a oito anos, contribuição de outros Programas desenvolvi-respectivamente; o segundo bloco é o que dos no processo de Formação Continuada, osatende aos alunos de nove e dez anos. quais reforçaram as iniciativas de reformulação
  • 133. como o Programa de Professores Alfabetizado- lação com a concepção de interdisciplinari-res e o Programa de Gestão de Aprendizagem dade, bastante difundida no campo da pe-Escolar que, além de reforço, proporcionam dagogia. Essa discussão é pertinente e cabesuporte técnico-pedagógico para a melhoria analisar como estão sendo consideradas nosdo perfil do profissional docente do município Parâmetros Curriculares Nacionais as dife-de Teresina. renças entre os dois conceitos, bem como Dessa maneira, define a sustentação do suas implicações mútuas.Programa de Formação Continuada como deci- A transversalidade e interdisciplinaridadesiva para que o professor entendesse a reformu- fundamentam-se na crítica de uma concepçãolação do projeto curricular como construção co- de conhecimento que toma a realidade comoletiva cuja operacionalização está internamente um conjunto de dados estáveis, sujeitos a umligada ao seu fazer, à sua prática. ato de conhecer isento e distanciado. Ambas Assim posto, destaca-se como preocupa- apontam a complexidade do real e a necessida-ção básica que a estrutura curricular desenvol- de de se considerar a teia de relações entre osvida possibilite a veiculação do conhecimento, seus diferentes e contraditórios aspectos, node forma interdisciplinar, destacando-se pela entanto, diferem uma da outra, uma vez queprodução ou processo de relações entre sabe- a interdisciplinaridade refere-se a uma aborda-res, superando a segmentação que estanca e gem epistemológica dos objetos de conheci-imobiliza os diversos campos do conhecimen- mento, enquanto a transversalidade diz respei-to de forma compartimentada. Associa-se a to, principalmente, à dimensão da didática.interdisciplinaridade à transversalidade como A interdisciplinaridade visa a não seg-forma de refletir sobre a prática desse conhe- mentação entre os diferentes campos de co-cimento, estabelecendo as devidas relações nhecimento produzida por uma abordagempara inclusão de saberes extra-curriculares na que leva em conta a inter-relação e a influ-dimensão educativa do aluno. ência entre eles; objetiva uma educação asso- Pretende-se, assim, com a interdiscipli- ciada à realidade na qual a escola, tal como énaridade X transversalidade motivar o aluno conhecida, historicamente se constituiu, bemà investigação, à pesquisa, que ao estudar um como na unidade entre as disciplinas compo-tema, saiba recorrer a conceitos instrumen- nentes do currículo.tais e valores de outras disciplinas ou área do A transversalidade diz respeito à possibi-conhecimento, transpondo limites, estabele- lidade de se estabelecer, na prática educativa,cendo conclusões para experiências transdis- uma relação entre aprender conhecimentosciplinares. teoricamente sistematizados (aprender sobre Vale ressaltar que o currículo, revestido a realidade) e as questões da vida real e dedeste novo paradigma, impõe mobilidade e di- sua transformação (aprender na realidade enamismo à prática educativa, que deve estar da realidade) e a uma forma de sistematizaramplamente conectada às novas tecnologias esse trabalho e incluí-lo, explícita e estrutural-da informação e da comunicação, como forma mente, na organização curricular, garantindode tornar o conteúdo veiculado na escola con- sua continuidade e aprofundamento ao longotextualizado, legítimo e significativo. da escolaridade. Na prática pedagógica, interdisciplina-4.1 Transversalidade X Interdisciplinaridade X ridade e transversalidade alimentam-se mu-Projetos X Avaliação do Ensino de Valores tuamente, pois o tratamento das questões, traduzidas pelos Temas Transversais, expõe A proposta de transversalidade pode as inter-relações entre os objetos de conheci-acarretar algumas discussões do ponto de mento, de forma que fazer um trabalho pau-vista conceitual, como por exemplo, a da re- tado na transversalidade promove uma com- 143
  • 134. PRIMEIRA PARTEpreensão abrangente dos diferentes objetos de determinados conteúdos e, nesse sentido,de conhecimento, bem como a percepção da efetivam uma “certa” educação ambiental. Aimplicitação do sujeito de conhecimento na questão ambiental não é compreensível ape-sua produção, superando a dicotomia entre nas a partir das contribuições da Geografia.ambos. Por essa mesma via, a transversali- Necessita de conhecimentos históricos, dasdade abre espaço para a inclusão de saberes Ciências Naturais, da Sociologia, da Demogra-extra-escolares, possibilitando a referência a fia, da Economia, entre outros.sistema de significados construídos na reali- É importante salientar que os temas for-dade dos alunos. Os Temas Transversais, por- mam um conjunto articulado, o que faz comtanto, dão sentido social a procedimentos, a que haja objetivos e conteúdos coincidentesconceitos próprios das áreas convencionais, ou muito próximos entres eles. Por exemplo,superando assim o aprender apenas pela ne- discussão sobre o consumo traz objetivos ecessidade escolar de “passar de ano”. conteúdos fundamentais para a questão am- O compromisso com a construção da cida- biental, para a saúde, para a ética. Valores edania demanda, necessariamente, uma prática princípios que os orientam são os mesmos (oseducacional voltada para a compreensão da re- da cidadania e da ética democrática), e as atitu-alidade social e dos direitos e responsabilidades des a serem desenvolvidas nos diferentes mo-em relação à vida pessoal e coletiva e a afirmação mentos e espaços escolares, ainda que possamdo princípio da participação política. Nessa pers- ser concretizadas em atividades diferentes, sãopectiva é que foram incorporadas como Temas também fundamentalmente as mesmas, fazen-Transversais as questões concernentes à Ética, à do com que o trabalho dos diferentes educa-Pluralidade Cultural, ao Meio Ambiente, à Saúde, dores seja complementar.à Orientação Sexual, ao Trabalho e Consumo, ao A integração, a extensão e a profundidadetrânsito e à Educação Fiscal. do trabalho podem acontecer em diferentes ní- Assim sendo, apresentam-se amplos o bas- veis, segundo o domínio do tema e/ou a prio-tante para traduzir preocupações da sociedade ridade que se eleja nas diferentes realidades.brasileira de hoje. Os Temas Transversais cor- Isso se efetiva através da organização didáticarespondem a questões importantes, urgentes eleita pela escola.e presente sob várias formas na vida cotidiana. Caberá aos professores mobilizar tais con-O desafio que se apresenta para as escolas é de teúdos em torno de temáticas escolhidas, deabrirem-se para o seu debate de temáticas tão forma que as diversas áreas não representamrelevantes para a sociedade contemporânea. continentes isolados, mas digam respeito aos Isso não significa que tenham sido cria- diversos aspectos que compõem o exercíciodas novas áreas ou disciplinas. Como será per- da cidadania.cebido, os objetivos e conteúdos dos Temas Muitas questões sociais poderiam serTransversais devem ser incorporados às disci- eleitas como Temas Transversais para o traba-plinas e ao trabalho da escola. É essa forma de lho escolar, uma vez que o que nos norteiam,organizar o trabalho didático que recebeu o a construção e a democracia, são questõesnome de transversalidade. Por exemplo, ainda que envolvem múltiplos aspectos e diferentesque a programação desenvolvida não se refi- dimensões da vida social. Foram então esta-ra diretamente à questão ambiental e que a belecidos os seguintes critérios para definí-escola não tenha nenhum trabalho nesse sen- los e escolhê-los:tido, a Literatura, a Geografia, e História e as Urgência socialCiências Naturais sempre veiculam algumas Esse critério indica a preocupação de ele-concepções de ambiente, valorizam ou des- ger, como Temas Transversais, questões gra-valorizam determinadas idéias e ações, expli- ves que se apresentam como obstáculos paracitam ou não determinadas questões, tratam a concretização da plenitude da cidadania,
  • 135. afrontando a dignidade das pessoas e deterio- o Consumo, sendo ainda importante acrescerrando sua qualidade de vida. temáticas relevantes às comunidades especí- Abrangência nacional ficas, tais como a Educação para o Trânsito, Por ser um parâmetro nacional, a eleição Prevenção ao uso de Drogas, a Paz na Socie-dos temas buscou contemplar questões que, dade Contemporânea, as Diversidades Étni-em maior ou menor medida e mesmo de for- co-raciais através da Lei nº 10.639/03, o estu-mas diversas, fossem pertinentes a todo o país. do dos conteúdos que tratem dos direitos daIsso não exclui a possibilidade e a necessida- Criança e do Adolescente com a Lei nº 11.526de de que as redes estaduais e municipais, e e a Educação Fiscal, entre outros.mesmo as escolas, acrescentem outros temas Os temas transversais expressam con-re-levantes à sua realidade. ceitos e valores essenciais à democracia e à Possibilidade de ensino e a aprendi- cidadania e correspondem a questões impor-zagem no Ensino Fundamental tantes e urgentes para a sociedade brasileira Esse critério norteou a escolha de temas de hoje, presentes sob várias formas na vidaao alcance da aprendizagem, nessa etapa da cotidiana. São amplos o bastante para tradu-escolaridade. A experiência pedagógica brasi- zir preocupações de todo País, são questõesleira, ainda que de modo não uniforme, in- em debate na sociedade através das quais, odica essa possibilidade, em especial, no que dissenso, o confronto de opiniões se coloca.se refere à Educação para a Saúde, Educação É fato que numa sociedade mutante essas te-Ambiental e Orientação Sexual, já desenvolvi- máticas poderão ser alteradas ou ampliadasdas em muitas escolas. no decorrer dos anos, isso refletirá a própria Favorecer a compreensão da realida- dialética social.de e a participação social Nos temas em evidência atualmente, A finalidade última dos Temas Transver- destacam-se a Ética, na qual o aluno deve-sais expressa-se neste critério: que os alunos rá entender o conceito de justiça baseado napossam desenvolver a capacidade de posicio- eqüidade e sensibilizar-se pela necessidade denar-se diante das questões que interferem na construção de uma sociedade justa, adotar ati-vida coletiva, superar a indiferença e intervir tudes de solidariedade, cooperação e repúdiode forma responsável. Assim os temas eleitos, às injustiças sociais, discutindo a moral vigenteem seu conjunto, devem possibilitar uma visão e tentando compreender os valores presentesampla e consistente da realidade brasileira e na sociedade atual e em que medida eles de-sua inserção no mundo, além de desenvolver vem ou podem ser mudados. Através do temaum trabalho educativo que possibilite uma Meio-ambiente o aluno deverá compreenderparticipação social dos alunos. as noções básicas sobre o tema, perceber rela- ções que condicionam a vida para posicionar-4.2 Os Temas Transversais se de forma crítica diante do mundo, dominar métodos de manejo e conservação ambiental. O advento dos PCNs possibilitou, como A Saúde é um direito de todos. Por esse tema,orientado nas Diretrizes Curriculares Nacio- o aluno compreenderá que saúde é produzidanais, a garantia à igualdade de acesso dos nas relações com o meio físico e social, iden-alunos a uma Base Nacional Comum, propi- tificando fatores de risco aos indivíduos, ne-ciando unidade e maior qualidade das ações cessitando adotar hábitos de auto-cuidado. Apedagógicas nas diversidades nacionais, além Pluralidade Cultural tratará da diversidadedisso, a preocupação com a formação cidadã, do patrimônio cultural brasileiro, reconhecen-através da articulação de vários temas, tais do a diversidade como um direito dos povoscomo: a Ética, a Saúde, a Pluralidade Cultural, e dos indivíduos e repudiando toda forma dea Sexualidade, o Meio Ambiente, o Trabalho e discriminação por raça, classe, crença religiosa 145
  • 136. PRIMEIRA PARTEe sexo. A Orientação Sexual, numa perspec- textos promovem uma relação diferente comtiva social, deverá ensinar o aluno a respeitar a o pensamento criativo. Todo leitor que for to-diversidade de comportamento relativo à sexu- cado por um texto, conhece o prazer de umaalidade, desde que seja garantida a integridade nova realização que faz com ele se organize,e a dignidade do ser humano, conhecer seu enriqueça e reconstrua elementos anteriores,corpo e expressar seus sentimentos, respei- vivenciando as práticas de forma colaborativatando os seus afetos e do outro. O Trabalho e, quando necessário, estabelecer as conexõese Consumo possibilitará o desenvolvimento relevantes para se entender a História, a Ge-da solidariedade nas situações de consumo e ografia, a Arte, a Matemática, a Língua Portu-trabalho, elencando os direitos e responsabili- guesa, o Ensino Religioso, a Língua Estrangeiradades dos cidadãos, bem como o impacto do e as Ciências, objetivando a melhoria no pro-trabalho na qualidade de vida dos discentes. cesso ensino e aprendizagem.Devem ser desenvolvidos, ainda, os temaslocais, que visam a tratar de conhecimentos 5. AVALIAÇÃOvinculados à realidade específica. Eles devemser recolhidos a partir do interesse específico O modelo de avaliação concebido para ade determinada realidade, podendo ser defi- Rede Pública Municipal de Ensino de Teresinanidos no âmbito do Estado, Cidade ou Escola. baseia-se no conceito de avaliação como o con-Uma vez feito esse reconhecimento, deve-se junto de ações organizadas com a finalidade dedar o mesmo tratamento que outros temas obter informações sobre o que o aluno apren-transversais. deu, de que forma e em quais condições, para Os temas a serem discutidos entre profes- subsidiar uma tomada de decisão. Para tanto, ésores e alunos durante as aulas, irão integrar as preciso elaborar procedimentos investigativosdisciplinas em círculos/espirais5 , estabelecen- que possibilitem conhecer a realidade dos alu-do-se conexões e, ao mesmo tempo, remeten- nos quanto à aprendizagem, interpretar o realdo-se à especificidade de cada disciplina com para compreendê-lo e poder fornecer ao alunoseus conteúdos. condições apropriadas para que possa co-nhe- Os professores devem efetuar as co-ne- cer e corrigir seus erros. Nessa perspectiva, oxões entre si, nos horários de planejamento, papel do professor como avaliador é auxiliar ocom a ajuda do pedagogo e do diretor, pre- aluno a progredir.vendo a duração do projeto e promovendo re- Os critérios de avaliação definidos nes-cursos didáticos necessários para a exe-cução ta proposta funcionam como orientadores,das atividades. que ajudarão a decidir sobre quais proce- As conexões entre disciplinas serão realiza- dimentos e instrumentos de avaliação utili-das pelos alunos no espaço da sala de aula ao ir e zar, considerando os objetivos de ensino avir entre uma aula e outra, no pátio, na biblioteca serem alcançados.ou sala de leitura e na comunidade, dependendo Seguindo este modelo, a avaliação dadas atividades propostas por cada professor, ten- aprendizagem ocorrerá na lógica de uma ava-do como eixo integrador a leitura. liação democrática, em consonância com a fun- São muitas as possibilidades de represen- ção social da escola, que é preparar cidadãostar a Rede formada pelos projetos interdiscipli- para que exerçam seus direitos em uma socie-nares / transversais. A idéia principal é que, ao dade democrática (MENDEZ, 2002). Na crençamergulharmos ao estudo de um tema, cons- dessa possibilidade, apontam-se os seguintestatamos que é mais próximo do real e menos princípios e propostas de atuação concreta:artificial estabelecermos conexões e relações • a avaliação deve ser transparente dedo que isolá-lo dentro dos limites de cada dis- modo a garantir aos alunos o direito de esta-ciplina. Tanto a leitura quanto a produção de rem informados sobre o desenvolvimento de5 - ver figura na página 27
  • 137. sua educação, de seus processos de aprendiza- dinâmico identificar as dificuldades e avançosgem, dos critérios adotados para sua avaliação dos alunos para poder intervir no momentoe das decisões tomadas para sua formação. necessário, causando as transformações neces- • tanto faz-se necessário que informe, ex- sárias ao sujeito cognoscente.plique e justifique no começo de cada unidade Além disso, é imprescindível que façade ensino os objetivos procurados, as metas cons-tantemente a leitura dos resultados doque se pretendem atingir, o que se exigirá de desempenho, buscando empreender o nívelcada um deles. de desenvolvimento de suas habilidades, atra- • se a avaliação é contínua e é ao final do vés de suas estratégias de ensino.bimestre que se produz a qualificação, então Quanto à utilização dos instrumentos,é necessário informar também aos alunos os deve-se estar atento para dois aspectos demecanismos concretos pelos quais a avaliação grande importância para garantir a melhoriavai transformar-se em nota. do processo avaliativo e da aprendizagem do • possibilitar a comparação e revisão de aluno: a diversidade e a adequação.provas, corrigidas pelo professor para que o alu- Diversidade - uma das formas de conhe-no reflita sobre seus próprios erros e se apóiem cer melhor como o aluno aprende e de quenos companheiros para resolvê-los. forma ele se expressa é diversificar os ins- A avaliação deverá ser motivadora – fa- trumentos utilizados na coleta dessas infor-cilitando o desenvolvimento pessoal através mações, o que permite verificar as múltiplasda reflexão sobre os resultados, apoiando-se formas de como o conhecimento está sendonos aspectos positivos para motivar a corre- construído pelo aluno.ção dos negativos. Promove métodos coope- As diferentes áreas requerem instrumen-rativos em que os resultados sejam também a tos específicos, quer pela sua natureza querexpressão de um esforço coletivo e solidário pelos objetos previstos. Dessa forma, acon-de ajuda aos demais. selha-se que os instrumentos deverão estar A avaliação deverá se basear na participa- adequados às características da disciplina,ção e na negociação, permitindo que os alunos objetivos previstos para a construção dos co-assumam e dividam responsabilidades e com- nhecimentos dos alunos.promissos em relação a ela, contribuindo as- O papel do professor como avaliador ésim para seu desenvolvimento pessoal através auxiliar o aluno a progredir. Portanto, para ada construção de uma identidade equilibrada concretização do modelo acima apresentado,e um bom conceito de si mesmos e da aprendi- já alcançado, faz-se necessário um adequadozagem de que a passividade e a rotina não são encaminhamento em relação à utilização dospráticas adequadas para crescer e se desen- resultados, que possibilitarão as intervençõesvolver. Portanto, de acordo com este princípio necessárias tanto do professor quanto dodeve-se permitir a intervenção dos alunos na aluno em relação aos resultados alcançados,seleção ou gestão de temas, criando oportuni- identificando neste percurso avanços ou re-dade para que eles proponham atividades ava- cuos na aprendizagem que possam ser ana-liativas, calendários, participem na correção lisados, e medidas diferentes do processo dedas provas e apreciação de resultados e de ou- ensino aprendizagem.tras atividades que possam fazer sem conflito O uso da avaliação em suas múltiplas fun-de competências. ções deve ser orientado pelo objetivo da ava- Portanto, para a concretização do mode- liação em cada momento do processo de ensi-lo acima apresentado, faz-se necessário a me- no e aprendizagem. No início de uma unidadediação da aprendizagem do aluno, no qual o de ensino ou de uma aula processa-se a funçãopapel do professor avaliador é auxiliar na sua diagnóstica inicial para identificar os conheci-formação, procurando no esforço contínuo e mentos prévios e o raciocínio espontâneo so- 147
  • 138. PRIMEIRA PARTEbre o que se pretende ensinar, para orientar o ticados na escola de diversas maneiras e complanejamento inicial. Durante a realização da as ferramentas elaboradas pela própria equipeunidade de ensino, a avaliação tem caráter for- pedagógica.mativo e produzirá as informações para fazer Em síntese, estas Diretrizes, elaboradas àas regulações no trabalho do professor em fun- luz dos saberes dos docentes da SEMEC, re-ção do desenvolvimento dos alunos, conscien- fletem concepções educacionais voltadas paratizando-os de seus percursos de aprendizagem. uma transformação social. Nessa perspectiva,A avaliação somativa dá o resultado integral e faz-se necessário uma cuidadosa reflexão, porfinal, em um tempo pedagógico determinado parte de todos os que compõem a comunida-da interação entre professor, conteúdo, objeti- de escolar, para que esse instrumento possa,vos, metodologias e alunos. de fato, ser implementado na formação de in- A prática avaliativa da escola é determi- divíduos competentes, críticos, conscientes enada pela cultura institucional (SACRISTÁN, preparados para transformar as comunidades1988), dessa forma, não depende da atitude em que vivem.solitária do professor ou de suas atividadesisoladas. É necessária a construção de umacultura avaliativa a serviço da aprendizageme do progresso do aluno rumo aos objetivospropostos, como projeto abraçado por todosos profissionais da educação escolar e explici-tados nos documentos institucionais. Destaca-se, para finalizar, que a prática daavaliação pode mudar seu foco excludente, pu-nitivo e classificatório para avaliação autêntica,principalmente se os processos formativos re-guladores que reorientam a estratégia em fun-ção das necessidades forem assumidos e pra- Alunos da rede pública municipal - Arquivo SEMEC.
  • 139. LÍNGUA PORTUGUESA 1. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS aprendizagem fundamentada numa orientação DO ENSINO DA LÍNGUA pragmática da linguagem. Outro aspecto relevante a ser considera- PORTUGUESA do no ensino da Língua Portuguesa é a substi- tuição da prática centrada no aprendizado da A linguagem é uma atividade humana dis- gramática descontextualizada e do código es- cursiva e cognitiva. É fruto da capacidade que crito por uma abordagem que privilegia o tex- o homem tem de construir significados de for- to como unidade de sentido dentro da aborda- ma coletiva em função de suas necessidades e gem sócio-discursiva da linguagem. experiências de vida em sociedade. Assim, pela Nessa perspectiva, a leitura deve ser en- linguagem é possível aos homens se comunica- tendida como uma atividade de produção de rem entre si, expressarem e defenderem pontos múltiplos significados legitimáveis e nunca le- de vista, construírem e compartilharem visões gitimados pelo(a) professor(a). de mundo e, enfim, produzi- rem cultura. Não Quanto aos objetivos e conteúdos da pro- há linguagem no vazio, seu grande objetivo é dução de texto, serão selecionados diversos gê- a interação, a comunicação entre os diferentes neros textuais e os conhecimentos lingüísticos grupos de uma sociedade que convivem num para a organização do texto; deve-se visualizar tempo e espaço social. Os sujeitos da interlo- a função social da língua, possibilitando a in- cução são psicossociais e o dialogismo a base teração linguagem, sujeito X sociedade. Nesse da interação social. contexto, torna-se necessário refletir sobre as A organização social da linguagem é a lín- condições de aprendizagem, a fim de propor gua, a qual se constitui em um sistema de signos estratégias interativas através da língua oral específicos, históricos e sociais que possibilita a ou escrita que permitam dimensionar o texto homens e mulheres significar o mundo e a so- como processo e não apenas como produto. ciedade. Portanto, a língua carrega dentro de si Considerando que o ensino fundamental é uma história de acumulação/acréscimo de signi- ficados sociais e culturais que se constituem em elementos fundamentais para o entendimento Creche Maria Audinéia incentiva as crianças à prática da leitura - Arquivo SEMEC. da complexidade da vida humana. Assim, a expressão Linguagem Portugue- sa, não um modelo/padrão lingüístico, culto ou erudito, mas uma unidade que é fruto de uma variedade lingüística. Refere-se a um sistema lingüístico e cultural gerador de significação e integrador da organização e da própria identi- dade dos sujeitos sócio-comunicativos. Nesse sentido, a Língua Portuguesa deve sustentar-se em dois grandes eixos orientado- res: a função social da linguagem e a variação lingüística, por se constituírem indispensáveis para a sustentação de uma proposta de ensino-
  • 140. uma etapa da educação básica cujo objetivo é a • A razão de ser das propostas de uso daformação do cidadão, a língua Portuguesa tem fala e da escuta é interlocução ativa, e na açãocomo função o desenvolvimento da competên- a produção de textos para correção;cia discursiva dos alunos, entendidas como a ca- • As situações didáticas têm como objeti-pacidade de usar a língua oral e escrita em situ- vo levar os alunos a pensar sobre a linguagemações comunicativas relativas às práticas sociais, para poder compreendê-la e utilizá-la apropria-garantindo-lhes o acesso aos saberes lingüísti- damente às situações e aos propósitos defini-cos indispensáveis ao exercício da cidadania. dos. Estas devem possibilitar um tratamento cíclico dos conteúdos de tal forma que os mes-2. DIRETRIZES TEÓRICO- mos conteúdos sejam retomados ao longo daMETODOLÓGICAS E O SENTIDO escolaridade, variando apenas o grau de apro- fundamento e sistematização.DA APRENDIZAGEM EM LÍNGUA • Produzir linguagem significa produzirPORTUGUESA discurso. Significa dizer alguma coisa a alguém, de uma determinada forma, num determinado O ensino da língua portuguesa deve contexto histórico. O discurso, quando produ-orientar-se por um conjunto de proposições e zido, manifesta-se lingüisticamente por meioprocedimentos básicos que resumem “as teo- de textos. O texto é a unidade oral e escrita.rias desenvolvidas, nas últimas décadas, sobre Considera-se texto “o nome que se assina noo processo ensino/aprendizagem da língua desenho, a lista do que deve ser entendidomaterna e papel que ele ocupa” (PCN-Ensino como uma seqüência verbal constituída porMédio), como: um conjunto de relações tem sido chamado de textualidade”, como o discurso não acontece • A língua portuguesa enquanto obje- no vazio, os textos resultantes da atividade dis-to de conhecimento, no ensino fundamental, cursiva estão intimamente relacionados entrerefere-se “a língua tal como se fala e se escreve si. Essa relação entre os textos é chamada defora da escola, a língua que se fala em instân- intertextualidade;cias públicas e a que existe nos textos escritos • A importância e o valor dos usos da lin-que circulam socialmente” (PCN-1ª a 4ª série). guagem são determinados historicamente se- • A prática pedagógica de língua portu- gundo as demandas sociais de cada momento.guesa de ter como ponto de partida e ponto “A escola deve estar atenta a essas linguagensde chegada as situações de uso da linguagem, a partir da diversidade de textos que circu-isto é, a situação comunicativa concreta na lam socialmente...” no entanto, sem negar aqual a linguagem é produzida. “É no interior importância deste, os textos que favorecem ado funcionamento da linguagem que é possí- reflexão crítica e imaginativa, o exercício dasvel compreender o modo desse funcionamen- formas de pensamento mais elaboradas e abs-to. Produzindo-se linguagem, aprende-se lin- tratas são mais vitais para a plena participaçãoguagem”. (PCN – Língua Portuguesa) numa sociedade letrada; • Como conseqüência do pressuposto • Embora o trabalho com textos não sejaanterior, o ensino deve partir do nível prévio específico do professor de língua portuguesa,de competência lingüística do aluno para a é ele quem deverá fazê-lo com mais proprie-aquisição de novas habilidades de uso da lín- dade, ensinando os alunos a produzir a inter-gua, de modo particular, daquelas associadas pretar não apenas aqueles textos ligados àsaos padrões de escrita, observando-se que: práticas sociais mas também “os das diferen- • A razão de ser das propostas de leitura tes disciplinas com os quais o aluno defrontae escuta é a compreensão ativa e não a codifi- sistematicamente no cotidiano escolar”;cação e o silêncio; • No que se refere ao desenvolvimento da 153
  • 141. LÍNGUA PORTUGUESAlinguagem oral, é importante esclarecer que a recursos expressivos usados pelo produtor/questão não é falar certo ou errado, mas saber autor do texto sem que a preocupação seja aqual a forma de falar (utilizar), considerando as categorizarão e sistematização dos elementoscaracterísticas do contexto de comunicação ou lingüísticos, com vistas a possibilitar ao alunoseja, saber quais variedades e registros da lín- o levantamento de regularidade de aspectosgua oral são pertinentes em função da inten- da língua, a sistematização e a classificação deção comunicativa, do contexto dos interlocuto- suas características específicas;res a quem o texto se dirige. O que interessa, • Finalmente, é fundamental observarportanto, é a utilização eficaz da linguagem: que a relação entre língua portuguesa e te-falar bem e falar adequadamente, é produzir o mas transversais realiza-se em dois sentidos:efeito pretendido. No momento, cabe à escola de um lado, a língua portuguesa, por sua na-propor situações comunicativas mais formais, tureza instrumental, está presente em todasdesde que sejam vinculadas às práticas sociais as situações de ensino – aprendizagem, o queextra-escolares; possibilita não só o trabalho em todas as áre- • Em linguagem escrita, é fundamental as curriculares mas também inúmeras possi-que se compreenda que a conquista da escrita bilidades com os temas transversais; de outroalfabética não garante ao aluno a possibilidade lado, os conteúdos dos temas transversais, as-de compreender e produzir textos. O aluno, sim como as práticas pedagogas organizadasmesmo sem saber ler e escrever pode produzir em função da aprendizagem, podem contex-textos para serem grafados por outra pessoa. tualizar significativamente a aprendizagem daIsso não significa que a escrita alfabética dei- língua.xe de ser importante, mas que a sua aquisiçãoocorre dentro de um processo mais amplo deaprendizagem da Língua Portuguesa; 3. OBJETIVOS GERAIS DE • Nas atividades de leitura, deve-se evitar,principalmente em relação aos eleitores inician- LÍNGUA PORTUGUESA PARAtes, textos excessivamente simplificados e em- O ENSINO FUNDAMENTALpobrecidos, voltados apenas para os aspectosmecânicos da leitura. “É importante, ainda que O processo de ensino-aprendizagem doso trabalho com o texto literário esteja incor- diferentes ciclos do ensino fundamental, espe-porado às práticas cotidianas da sala de aula”, ra-se que o aluno amplie o domínio ativo doatravés do exercício de reconhecimento de suas discurso nas diversas situações comunicativas,singularidades e propriedades compositivas; sobretudo nas instâncias públicas de uso da • A atividade de reflexão sobre a língua linguagem, de modo a possibilitar sua inserção(análise lingüística) é fundamental para a ex- efetiva no mundo da escrita, ampliando suaspansão da capacidade de produzir e interpre- possibilidades de participação social no exercí-tar textos. É uma entre as muitas ações que al- cio da cidadania.guém considerado letrado é capaz de realizar Para isso, a escola deverá organizar umcom a língua. Se o objetivo principal do traba- conjunto de atividades que, progressivamente,lho de analise e reflexão sobre a língua é im- possibilite ao aluno:primir maior qualidade ao uso da linguagem, • Utilizar linguagem na escuta e produ-as situações didáticas devem centrar-se na ati- ção de textos orais e na leitura e produção devi-dade epilingüística, onde a reflexão está vol- textos escritos de modo a atender a múltiplastada para o uso, no próprio interior da ativida- demandas sociais, responder a diferentes pro-de lingüística em que se realiza. Nesse sentido, pósitos comunicativos e expressivos, e consi-faz-se necessário o planejamento de situações derar as diferentes condições de produção dedidáticas que possibilitem a reflexão sobre os discursos;
  • 142. • Utilizar a linguagem para estruturar a 4. CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃOexperiência e explicar a realidade, operando DA APRENDIZAGEMsobre as representações construídas em váriasáreas do conhecimento: Demonstrar compreensão de textos • Sabendo como proceder para ter aces- orais, nos gêneros previstos para o ci-so, compreender e fazer uso de informações clo, por meio de retomada dos tópicoscontidas nos textos, reconstruindo modo pelo do texto.qual se organizam em sistemas coerentes; Espera-se que o aluno realize, oralmente • Sendo capaz de operar sobre o conteú- ou por escrito, retomadas de textos ouvidosdo representados nos textos, identificando as- (resumo, por exemplo), de forma que sejampectos relevantes, organizando notas, elaboran- preservadas as idéias principais. Nesse pro-do roteiros, resumos, índices, esquemas etc; cesso devem ser considerados possíveis efei- • Aumentando e aprofundando seus es- tos de sentido produzidos por elementos nãoquemas cognitivos pela ampliação do léxico e verbais e que sejam utilizados como apoio,de suas respectivas redes semânticas; quando for caso, registros escritos realizados • Analisar criticamente os diferentes dis- durante a escuta.cursos, inclusive o próprio, desenvolvendo acapacidade de avaliação dos textos; Atribuir sentido aos textos orais e • Contrapondo sua interpretação da rea- escritos, posicionando-se criticamentelidade a diferentes opiniões; diante deles. • Inferindo as possíveis intenções do au- Espera-se que o aluno a partir da iden-tor marcadas no texto; tificação do ponto de vista que determina o • Identificando referências intertextuaispresentes no texto ; tratamento dado ao conteúdo, possa confron- • Percebendo os processos de convenci- tar o texto lido com outros textos e opiniões,mento utilizados para atuar sobre o interlocu- posicionando-se criticamente diante dele.tor/leitor; • Identificando e repensando juízo de Ler de maneira independente textosvalor tanto socioideológicos (preconceituosos com os quais tenha construído familiari-ou não) quanto histórico-culturais (inclusive dade.estéticos) associados à linguagem e à língua; Espera-se que o aluno leia, sem que precise de • Reafirmando sua identidade pessoal e ajuda de terceiros, textos que demandem co-social; nhecimentos familiares, tanto no que se refere • Conhecer e valorizar as diferentes va- ao gênero quanto ao tema abordado.riedades do Português, procurando combatero preconceito lingüístico; Compreender textos a partir do es- • Reconhecer e valorizar a linguagem de tabelecimento de relações entre diver-seu grupo social como instrumento adequado sos segmentos do próprio texto e entree eficiente na comunicação cotidiana, na ela- o texto e outros diretamente implicadosboração artística e mesmo nas interações com por ele.pessoas de outros grupos sociais que se ex- Espera-se que o aluno, no processo depressem por meio de outras variedades; leitura, consiga articular informações presen- • Usar os conhecimentos adquiridos por tes nos diferentes segmentos de um texto emeio da prática de análise lingüística para ex- estabeleça relações entre o texto e outros aospandir sua capacidade de monitoração das quais esse primeiro possa se referir, mesmopossibilidades de uso da linguagem, amplian- que indiretamente, ainda que a partir de infor-do a capacidades de análise crítica. mações oferecidas pelo professor. 155
  • 143. LÍNGUA PORTUGUESA Selecionar procedimentos de leitura Redigir textos na modalidade escritaadequados a diferentes objetivos e inte- nos gêneros previstos para o ano, con-resses (estudo, formação pessoal, entre- siderando as especificidades das condi-tenimento, realização de tarefa) e a ca- ções de produção.racterísticas do gênero e suporte. Espera-se que o aluno produza textos Espera-se que o aluno seja capaz de ajus- considerando as finalidades estabelecidas, astar sua leitura a diferentes objetivos, utilizando especificidades do gênero e do suporte, osos procedimentos adequados – leitura extensi- papéis assumidos pelos interlocutores, os co-va inspecional, tópica, de revisão, item a item nhecimentos presumidos do interlocutor, bem–, consideradas as especificidades do gênero como as restrições impostas pelos lugares deno qual o texto se organiza e do suporte. circulação previstos para o texto. Coordenar estratégias de leitura não Escrever textos coerentes e coesos,lineares utilizando procedimentos ade- observando as restrições impostas peloquados para resolver dúvidas na compre- gênero.ensão e articulando informações textu- Espera-se que o aluno produza textos,ais com conhecimentos prévios. procurando garantir: a relevâncias das infor- Espera-se que o aluno, ao realizar uma mações em relação ao tema e aos própriosleitura, utilize coordenadamente proce- do textos: a continuidade temática, a explici-dimentos necessários para a compreen- tação de dados ou premissas indispensáveis àsão do texto. Assim, se realizou uma an- interpretação: a explicitação de relações entretecipação ou inferência, é necessário que expressões pela utilização de recursos lingüís-busque no texto pistas que confirmem ticos apropriados (retomadas, anáforas, conec-ou não a antecipação ou inferência reali- tivos). Espera-se, também, que o aluno saibazada. Da mesma forma, espera-se que o avaliar a pertinência da utilização de recursosaluno, a partir da articulação entre seus que não sejam próprios da modalidade escritaconhecimentos prévios e as informações da linguagem, analisando possíveis efeitos detextuais, deduza do texto informações im- sentido produzidos por esses recursos.plícitas. Redigir textos utilizando alguns re- Produzir textos orais nos gêneros cursos próprios do padrão escrito rela-previstos para o ano, considerando as es- tivos à paragrafação, pontuação e outrospecificidade das condições de produção. sinais gráficos, em função do projeto Espera-se que o aluno produza textos textual.orais, planejando-os previamente em função Espera-se que o aluno ao redigir textos,dos objetivos estabelecidos com apoio da lin- coerentemente com o projeto textual em de-guagem escrita e de recursos gráficos, quan- senvolvimento, saiba organizá-los em parágra-do for o caso. Nesse processo, espera-se que fos, estruturando adequadamente os períodossejam considerados os seguintes aspectos: as e utilizando recursos do sistema de pontuaçãoespecificidades dos gêneros, os papéis assumi- e outros sinais gráficos.dos pelos interlocutores na situação comuni-cativa, possíveis efeitos de sentido produzidos Escrever texto sabendo utilizar ospor ele-mentos não-verbais, a utilização da va- padrões da escrita observando regulari-riedade lingüística adequada. Espera-se, ainda, dades lingüísticas e ortográficas.que o aluno consiga monitorar seu desempe- Espera-se que o aluno empregue adequa-nho durante o processo de produção, em fun- damente os tempos verbais em função de se-ção da reação dos interlocutores. qüências textuais; que estabeleça as relações
  • 144. lógico-temporais, utilizando adequadamente à delimitação e identificação de unidade, a os conectivos; e que faça a concordância ver- compreensão das relações estabelecidas entre bal e nominal, inclusive em casos em que haja unidades e às funções discursivas associadas inversão sintática ou distanciamento entre su- a elas no contexto, empregando uma metalin- jeito e verbo, desconsiderando-se os casos de guagem quando esta se revelar funcional. concordância especial. Espera-se que o aluno produza textos ortograficamente corretos, 5. PRÁTICA DE ANÁLISE considerando casos não regulares apenas em LINGÜÍSTICA (AVALIAÇÃO) palavras de freqüência alta, sabendo utilizar o dicionário e outras fontes impressas para re- Um dos aspectos fundamentais da práti- solver as dúvidas relacionadas às demais irre- ca de análise lingüística é a refacção dos tex- gularidades. tos produzidos pelos alunos. Tomando como ponto de partida o texto produzido pelo alu- Revisar os próprios textos com o ob- no, o professor pode trabalhar tanto os aspec- jetivo de aprimorá-los. tos relacionados às características estruturais Espera-se que o aluno tanto durante a dos diversos tipos textuais como também os produção dos textos quanto após terminá-los, aspectos gramaticais que possam instrumen- analise-os e revise-os em função dos objetivos talizar o aluno no domínio da modalidade es- estabelecidos, da intenção comunicativa, e do crita da língua. leitor a que se destina, redigindo tantas ver- Cabe ao professor desenvolver, na análise sões quantas forem necessárias para conside- das relações, a sensibilidade para os fatos lin- rar o texto bem escrito. Espera-se que, nesse güísticos, perguntando-se sempre: o que me processo, o aluno incorpore os conhecimen- leva a corrigir esta ou aquela forma? O que me tos discutidos e produzidos na prática de aná- leva a surgir mudanças no texto? Como fazê- lise lingüística. lo sem discriminar a linguagem dos alunos? Sobre que aspectos devo insistir inicialmente? Utilizar os conceitos e procedimen- Como levar os alunos a saber avaliar a adequa- tos constituídos na prática de análise lin- ção do uso de uma forma ou de outra? güística. Os procedimentos a seguir sugerem enca- Espera-se que o aluno opere com os pro- minhamentos possíveis para a tarefa: cedimentos metodológicos empregados na análise dos fatos da linguagem (elaboração de • Seleção de um dos textos produzidos inventário, classificação, comparação, levanta- pelos alunos que seja representativo das difi- mento de regularidades, organização de regis- culdades coletivas e apresente possibilidade tros) bem como utilize os conceitos referentes para discussão dos aspectos priorizados e en- caminhamento de soluções. • Apresentação do texto para leitura, transcrevendo-o na lousa, reproduzindo-o usando papel transparências ou a tela do com-Lançamento do livro Borralho - Arquivo SEMEC. putador. • Análise e discussão de problemas sele- cionados. Em função da complexidade da ta- refa, não é possível explorar todos os aspectos a cada vez. Para que o aluno possa aprender com a experiência, é importante selecionar al- guns, propondo questões que orientem o tra- balho. A revisão exaustiva deve ser reservada 157
  • 145. LÍNGUA PORTUGUESApara situações em que a produção do texto • Ao encaminhar as atividades de rees-esteja articulada a algum projeto que implique crita, o professor pode usar o trabalho de du-sua circulação. plas ou em pequenos grupos, também como • Registro das respostas apresentadas forma de organizar atividades em torno depelos alunos às questões propostas e discus- duvidas mais particulares; como em umasão das diferentes possibilidades em função de oficina, cada grupo trabalharia em torno decritérios de legitimidade e de eficácia comuni- questões específicas.cativa. Nesta etapa é importante assegurar queos alunos possam ter acesso a materiais da 6. SISTEMA DE HABILIDADESconsulta (dicionários, gramáticas e outros tex- E CONTEÚDOStos) para aprofundamento dos temas tratados. • Reelaboração do texto, incorporando Os conteúdos de língua portuguesa, noas alterações propostas. ensino fundamental, estão organizados em função do eixo central USO – REFLEXÃO – Nas atividades de reescrita de textos, al- USO. Esse eixo representa a idéia condutoraguns cuidados são fundamentais: do processo ensino-aprendizagem e indica • A atividade de discussão coletiva de que “tanto o ponto de partida como a finali-textos produzidos pelos próprios alunos pres- dade do ensino da linguagem é a produção/supõe que o professor tenha constituído vín- compreensão de discursos”. Tendo-o como re-culos de confiança com o grupo e um ambien- ferência, propõe-se dois eixos básicos – uso date de acolhimento, de maneira a não provocar língua oral e escrita e reflexão sobre a língua eestigmas e constrangimentos. a linguagem – em torno dos quais deverão ser • Se os objetivos da reescrita não envol- agrupados os conteúdos.verem conteúdos ligados a aspectos ortográ- A seqüênciação dos conteúdos e habilida-ficos ou morfossintáticos, por exemplo, apre- des de cada bloco por ciclo foi feita nos progra-sentar, corrigir a versão para o trabalho, para mas de formação continuada da SEMEC.facilitar a concentração dos alunos nos temas A grande diversidade de gêneros, prati-propostos: camente ilimitada, impede que a escola trate • Se os objetivos da reescrita envolvem todos eles como objeto de ensino; assim, umaconteúdos com os quais os alunos tenham pou- seleção é necessária. Neste documento, foramca familiaridade, assinalar no texto escolhido priorizados aqueles cujo domínio é fundamen-as passagens problemáticas. Assim, os alunos tal à efetiva participação social, encontrando-selivres da tarefa de localizar as impropriedades, agrupados em função de sua circulação social,podem dedicar-se mais intensamente a pensar em gêneros literários, de imprensa, publicitá-sobre alternativas para sua reformulação; rios, de divulgação científica, comumente pre- • Se a reescrita pretende explorar aspec- sente no universo escolar.tos morfossintáticos, o professor pode, em lu- No entanto, não se deve considerar a re-gar de apresentar um texto completo, selecio- lação apresentada como exaustiva. Ao contrá-nar um conjunto de trechos de vários alunos rio, em função do projeto da escola, do traba-para desenvolver com mais profundidade o lho em desenvolvimento e das necessidadesassunto; específicas do grupo de alunos, outras pode- • Quando os alunos já tiverem realizado rão ser feitas.bom número de práticas de reescrita coletiva,o professor pode, gradativamente, ampliar ograu de complexidade da tarefa, propondo suarealização em duplas, em pequenos grupos,encaminhando-se para a autocorreção;
  • 146. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUAI - ESCUTA/ ORALIDADE UNIDADE I1. Representa textos lidos ou ouvidos • Linguagem verbal LEITURA Aspectos observadosatravés de linguagens variadas (drama- e não-verbal (mímica e • Leitura e interpreta- nos diferentes gênerostização, mímicas etc.). dramatização); ção de textos verbais textuais:2. Reconta oralmente textos lidos e • Intercâmbio oral que (bilhete, adivinha,ouvidos. exijam a manifestação e fábula, rótulo, lista etc. • Letras do alfabeto;3. Produz textos orais coletivos ou o acolhimento de textos não-verbais (foto, • Linguagem verbal eindividuais mantendo a coerência na opiniões (pontuação gravura, placa, textos não-verbal;seqüência lógica dos fatos. e entonação); imagéticos etc.); • Relação4. Identifica sons produzidos por difer- • Temporalidade; • Condições grafema/fonema;entes objetos. • Causalidade; de produção: autor, • Características dos5. Utiliza linguagem adequada para • Argumentação; leitor, finalidade, supor- gêneros trabalhados;caracterizar os diferentes sons: alto, • Seqüência lógica; te, assunto, linguagem, • Ordenação de letras,baixo, forte, fraco, grosso e fino. • Relato pessoal; intencionalidade; palavras e textos.6. Ordena letras de acordo com a • Recitação de • Recursos expressivos: • Nomes próprios;seqüência do alfabeto para utilizar em poemas; ritmo, entonação (sinais • Palavrassituações práticas. • Relatos pessoais, de pontuação); contextualizadas;7. Relaciona a entonação dada pela opinião, reconto, canto; • Estudo do vocabulário; • Quantidade de letrasleitura do professor aos sinais de pon- • Recursos • Características dos e sílabas nas palavras.tuação utilizados no texto escrito. expressivos: gêneros trabalhados;8. Expressa opinião sobre temas vi- entonação dadavenciados, com clareza, mantendo um pela pontuação; PRODUÇÃOponto de vista ao longo da fala. • Conhecimento prévio; • Características dos9. Ouve e relata fatos e experiências • Linha do tempo gêneros trabalhados;vivenciados com clareza e seqüência (autobiografia); • Estrutura textual/orga-lógica. • Textos orais nização gráfica (título,10. Narra histórias lidas ou ouvidas, coletivos; parágrafos, alinhamento,considerando as características discursi- • Níveis e padrões espaçamentos etc);vas do texto. de linguagem. • Produção e revisão11. Adequa a linguagem a diferentes de textos dos gênerossituações comunicativas, observando estudados;níveis e padrões de linguagem (formal, • Condições de produção:informal, regional etc). autor, leitor, linguagem, finalidade, assunto, intencionalidade; • Coesão; • Coerência. 159
  • 147. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA II – LEITURA UNIDADE II 12. Reconhece a finalidade da leitura • Linguagem verbal LEITURA Aspectos observados dos gêneros textuais em estudo às suas e não-verbal (mímica • Leitura e interpretação nos diferentes gêneros funções. e dramatização); de textos verbais textuais: 13. Diferencia letras de outros símbolos. • Intercâmbio oral que (bilhete, adivinha, 14. Identifica informações relevantes para exijam a manifestação fábula, rótulo, lista • Letras do alfabeto; compreensão de textos verbais e textos e o acolhimento de etc. textos não-verbais • Linguagem verbal não-verbais trabalhados. opiniões (pontuação (foto, gravura, placa, e não-verbal; 15. Compreende que o segmento sonoro e entonação); textos imagéticos etc.); • Relação (sílaba) é representado por uma ou mais • Temporalidade; • Condições grafema/fonema; letras. • Causalidade; de produção: autor, • Características dos 16. Estabelece a diferença entre lingua- • Argumentação; leitor, finalidade, gêneros trabalhados; gem oral e escrita. • Seqüência lógica; suporte, assunto, • Ordenação de letras, 17. Reconhece a relação entre imagem • Relato pessoal; linguagem, palavras e textos. (gravuras, ilustrações, fotos, pinturas, • Recitação de intencionalidade; • Nomes próprios; etc.) e texto verbal na atribuição de poemas; • Recursos expressivos: • Palavras sentido. • Relatos pessoais, ritmo, entonação (sinais contextualizadas; 18. Reconhece o próprio nome, o dos opinião, reconto, canto; de pontuação); • Quantidade de letras colegas e palavras contextualizadas. • Recursos • Estudo do vocabulário; e sílabas nas palavras. 19. Identifica a idéia central contida em expressivos: • Características dos um determinado parágrafo. entonação dada gêneros trabalhados; 20. Faz relação entre fonema (som) e pela pontuação; grafema (letra) na leitura de palavras. • Conhecimento prévio; PRODUÇÃO 21. Relaciona materiais escritos a seu • Linha do tempo • Características dos suporte e suas funções específicos. (autobiografia); gêneros trabalhados; 22. Percebe que os textos apresentam • Textos orais • Estrutura textual/ uma estrutura peculiar, conforme sua coletivos; organização gráfica modalidade. • Níveis e padrões (título, parágrafos, 23. Faz leitura com fluência, individual e de linguagem. alinhamento, coletiva, de textos produzidos pelo próprio espaçamentos etc); aluno e por outros autores. • Produção e revisão 24. Localiza em textos lidos, palavras e de textos dos gêneros expressões solicitadas pelo professor. estudados; 25. Respeita o ritmo e a entonação dada • Condições de pelos sinais de pontuação em leituras produção: autor, individuais e coletivas. leitor, linguagem, 26. Reconhece a unidade temática de finalidade, assunto, textos lidos por eles e por outros. intencionalidade; 27. Reconhece as características dos • Coesão; gêneros textuais. • Coerência. 28. Percebe a coesão através da segmen- tação do texto, de sinônimos, sinais de pontuação, pronomes. 29. Segmenta texto em palavras e pala- vras em sílabas. 30. Identifica princípios, meio e fim de diferentes tipos de textos lidos. 31. Identifica mudança na leitura das pa- lavras em função da mudança de posição de letras e sílabas.
  • 148. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA32. Registra textos lidos ou ouvidos UNIDADE IIIatravés de linguagens variadas(desenhos, escrita aleatória etc.). • Linguagem verbal LEITURA Aspectos observados33. Registra suas idéias, utilizando e não-verbal (mímica nos diferentes gênerosconceitos trabalhados sobre o sistema e dramatização); • Leitura e interpreta- textuais:de escrita (símbolos próprios do sistema • Intercâmbio oral que ção de textos verbais– letras). exijam a manifestação e (fábula, receita, poema, • Relação fonema/34. Escreve o próprio nome e dos colegas o acolhimento de trava-língua etc.) grafema;e/ou palavras contextualizadas. opiniões (pontuação e textos não-verbais • Sinais de pontuação35. Expressa a compreensão da escrita e entonação); (foto, gravura, placa, (? . !);como representação da fala; • Temporalidade; textos imagéticos etc); • Concordância (gênero36. Faz relação entre fonema (som) • Causalidade; • Condições de e número);e grafema (letra) considerando os • Argumentação; produção: autor, leitor, • Coesão utilizando:padrões silábicos. • Seqüência lógica; finalidade, suporte, pronome/sinônimo37. Utiliza a escrita para atender a sua • Relato pessoal; assunto, linguagem, etc.;demanda e as sugeridas pela escola, • Recitação de poemas; intencionalidade; • Uso de letrasmesmo apresentando dificuldades • Exposição oral: relatos • Recursos expressivos: maiúsculas;ortográficas. pessoais, opinião, ritmo, entonação (sinais • Rimas, quantidade38. Atende a proposta de texto solicitada. reconto, canto; de pontuação); de letras e sílabas39. Reconhece o parágrafo como uma • Recursos expressivos: • Estudo do vocabulário; nas palavras.forma de organização do texto. entonação dada pela • Características40. Utiliza a concordância nominal pontuação; dos gêneros textuais.em suas produções textuais, • Conhecimento prévio;empregando as palavras em gênero • Linha do tempo PRODUÇÃOe número adequados. (autobiografia); • Características41. Utiliza os principais elementos • Textos orais coletivos; dos gêneros textuaisnecessários à apresentação de um texto: • Níveis e padrões de trabalhados;título, margens, parágrafo, autoria etc. linguagem. • Estrutura textual/42. Utiliza em textos escritos a linguagem organização gráficaadequada à tipologia textual, ao (título, parágrafos,interlocutor (leitor) e à intenção do autor. alinhamento,43. Revisa seus próprios escritos, espaçamento);considerando a evolução da aquisição • Produção e revisãodo sistema alfabético de escrita. de textos dos gêneros44. Produz texto usando a escrita estudados;alfabética. • Condições45. Mantém a coerência no sentido de produção:geral do texto. autor, leitor, linguagem, finalidade, assunto, intencionalidade; • Coesão; • Coerência. 161
  • 149. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA IV – ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A UNIDADE IV LÍNGUA • Linguagem verbal LEITURA Aspectos observados 46. Percebe a repetição das letras em e não-verbal (mímica nos diferentes gêneros palavras; e dramatização); • Leitura textuais: 47. Percebe a diferença entre o número • Intercâmbio oral que e interpretação de sílabas e o número de letras; exijam a manifestação de textos verbais • Sinais de pontuação 48. Percebe certas incidências de regras e o acolhimento (fábula, receita, conto, (? . !); da escrita (orientação esquerda-direita, de opiniões (pontuação cantiga etc.) • Concordância (gênero de cima para baixo, margem e entonação); e textos não-verbais e número); e espaçamento). • Temporalidade; (foto, gravura, placa, • Coesão (pronome, 49. Percebe a semelhança de escrita • Causalidade; textos imagéticos); sinônimo); nas palavras que terminam e começam • Argumentação; • Condições de • Ordem alfabética; com o mesmo som. • Seqüência lógica; produção: autor, leitor, • Quantidade de letras 50. Compreende a importância dos • Relato pessoal; finalidade, suporte, e sílabas nas palavras; elementos de apresentação/ organização • Recitação de poemas; assunto, linguagem, • Uso de letras gráfica: títulos, margens, espaçamento, • Exposição oral: relatos intencionalidade; maiúsculas. autor etc.). pessoais, opinião, • Recursos expressivos: 51. Reconhece as características reconto, canto; ritmo, entonação (sinais dos gêneros textuais. • Recursos expressivos: de pontuação); 52. Percebe a importância dos elementos entonação dada pela • Estudo do vocabulário; de apresentação, organização gráfica pontuação; • Características (título, margens, espaço para demarcar • Conhecimento prévio; dos gêneros textuais parágrafos, datas, autor etc). • Linha do tempo trabalhados. 53. Identifica as regras básicas de (autobiografia); concordância nominal (gênero e número). • Textos orais coletivos; PRODUÇÃO 54. Identifica palavras que se referem ou • Níveis e padrões substituem outras já mencionadas de linguagem. • Características dos anteriormente (coesão). gêneros trabalhados; 55. Verifica o emprego de letras • Estrutura textual/ maiúsculas em situações adequadas. organização gráfica 56. Percebe a relação entre fonema (título, parágrafos, e grafema. alinhamento); 57. Demonstra compreensão de • Produção e revisão comandos e restrições verbais usuais de textos dos gêneros nas situações escolares. estudados; 58. Compreende e usa termos • Condições relacionais como: em cima, em baixo, de produção: direito, esquerdo, frente, atrás. autor, leitor, linguagem, finalidade, assunto, intencionalidade; • Coesão; • Coerência.
  • 150. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUAI - ESCUTA/ ORALIDADE UNIDADE I1. Adequa a fala às diferentes situações • Produção de textos LEITURA Aspectos observadoscomunicativas. orais; • Leitura nos diferentes gêneros2. Reconstrói textos lidos. • Conhecimentos prévios e interpretação textuais;3. Produz textos orais a partir sobre os gêneros em de textos verbaisde situações de comunicação verbal estudo; (poema, capa de livro, • Nomes comunse não verbal, contextualizando-os. • Seqüência lógica; fábula, lista, convite, e nomes próprios;4. Descreve objetos, imagens, ilustrações. • Padrões de linguagem; bilhete etc.) e textos • Relação fonema/5. Dramatiza experiências vividas e lidas, • Entonação por meio não-verbais: ilustração, grafema;caracterizando os personagens e cenas. dos sinais de pontuação. fotografia etc.; • Sinais de pontuação6. Comenta fatos e idéias de textos lidos. • Condições de (. ! ? : —);7. Adequa a fala às diferentes situações produção: autor, leitor, • Ordem alfabética;comunicativas. suporte, linguagem, • Elementos coesivos8. Amplia a expressão oral, através de finalidade, assunto; (pronomes, sinônimos,depoimentos, diálogos, relatos pessoais, • Características dos advérbios etc.)debates etc. gêneros trabalhados; • Recursos gráficos9. Ouve e reconta histórias estabelecendo • Estrutura (espaçamento);as seqüências temporal e/ou causal. e segmentação • Ortografia: M, N, til.10. Troca informações e manifesta opinião do texto; • Recursos da línguade forma clara e ordenada. • Estudo do vocabulário. (pontuação, repetição de palavras, termos PRODUÇÃO etc.). • Produção de textos verbais e não-verbais; • Escrita e revisão de textos, a partir dos gêneros trabalhados; • Condições de produção: assunto,autor, leitor, finalidade, linguagem, suporte; • Coerência; • Coesão; • Características textuais dos gêneros estudados; • Segmentação do texto: espaçamento, sinais de pontuação, parágrafo. 163
  • 151. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA II - LEITURA UNIDADE II 11. Identifica informações relevantes • Produção de textos LEITURA Aspectos observados para a compreensão de diversos gêneros orais; • Leitura nos diferentes gêneros textuais trabalhados. • Conhecimentos prévios e interpretação textuais: 12. Reconhece a relação entre imagem sobre os gêneros em de textos verbais: (ilustrações, fotos) e texto verbal na estudo ; poema, fábula, cédula • Nomes comuns atribuição de sentido. • Seqüência lógica; de identidade, adivinha, e nomes próprios; 13. Relaciona as características textuais • Padrões de linguagem; conto, tirinha, e textos • Ortografia: s, ss, e z; do gênero, os indicadores de suporte, • Entonação por meio não-verbais: ilustração, • Acentos gráficos ( ´ de organização gráfica e de autoria dos sinais de pontuação. fotografia etc.; ^ ). ao sentido atribuído ao texto. • Condições de • Relação fonema/ 14. Faz relação entre fonema (som) produção: autor, leitor, grafema; e grafema (letra) na leitura de palavras suporte, linguagem, • Sinais de pontuação contextualizadas. finalidade, assunto; (. ! ? : —); 15. Reconhece a unidade temática • Características dos • Elementos coesivos do texto. gêneros trabalhados; (pronomes, sinônimos, 16. Percebe a importância dos elementos • Estrutura advérbios etc.); de apresentação/organização gráfica: e segmentação • Recursos da língua título, margens, espaço para demarcar do texto; (pontuação, repetição parágrafos, datas, autor etc. • Estudo do vocabulário. de palavras, termos 17. Relaciona materiais escritos etc.). em diversos suportes às suas funções PRODUÇÃO específicas. • Produção de textos 18. Respeita o ritmo e a entonação dada verbais e não-verbais; pelos sinais de pontuação em leituras • Escrita e revisão individuais e coletivas. de textos, a partir 19. Infere idéias implícitas no texto. dos gêneros 20. Percebe a relação de dependência trabalhados; entre as palavras do texto quanto • Condições ao número e ao gênero. de produção: assunto, 21. Percebe o sentido do texto resgatado autor, leitor, finalidade, por palavras e expressões utilizadas linguagem, suporte; para se referir às que foram citadas • Coerência; anteriormente (coesão). • Coesão; 22. Percebe a relação de dependência • Características entre as palavras do texto quanto textuais dos gêneros à pessoa e ao tempo verbal. estudados; • Segmentação do texto: espaçamento, sinais de pontuação, parágrafo.
  • 152. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUAIII ESCRITA UNIDADE III23. Faz relação entre fonema (som) • Produção de textos LEITURA Aspectos observadose grafema (letra) na escrita de palavras orais; • Leitura nos diferentes gêneroscontextualizadas. • Conhecimentos prévios e interpretação textuais:24. Utiliza a escrita para atender sobre os gêneros de textos verbaisa sua demanda e as sugeridas pela em estudo; (lenda, história em • Ortografia: Rescola mesmo apresentando dificuldades • Seqüência lógica; quadrinho, receita, intercalado, Rortográficas. • Padrões de linguagem; provérbio, regra de jogo no começo e final25. Revisa seus próprios escritos, • Entonação por meio etc.) e textos de palavras e RR;considerando a evolução da aquisição dos sinais de pontuação. não-verbais; • Acentos gráficosdo sistema alfabético de escrita. • Condições ( ´ ^ );26. Atende a proposta de texto solicitada. de produção: • Sinais de pontuação27. Utiliza mecanismos de coesão autor, leitor, assunto, (. ! ? : —);por meio de pronomes, sinônimos linguagem, finalidade, • Elementos coesivose advérbios. suporte; (pronomes, sinônimos,28. Utiliza o dicionário para tirar dúvidas • Características dos advérbios etc.);semânticas e ortográficas; gêneros trabalhados; • Recursos da língua29. Utiliza os sinais de pontuação (. ? ! : • Estrutura e (pontuação, repetição—) na segmentação de textos. segmentação do texto; de palavra, termos30. Utiliza os principais elementos • Estudo do vocabulário. etc.);de organização gráfica: título, margem, • Uso de letraparágrafos, espaçamento, alinhamento PRODUÇÃO maiúscula.etc. • Produção de textos31. Mantém a coerência no sentido verbais e não-verbais;geral do texto. • Escrita e revisão32. Segmenta o texto respeitando de textos, a partir dosos espaços entre as palavras. gêneros trabalhados;33. Utiliza concordância nominal (gênero • Condições dee número) nas suas produções. produção: assunto,34. Produz textos usando escrita autor, leitor, finalidade,alfabética linguagem, suporte;35. Desenvolve texto considerando • Coerência;as características do gênero. • Coesão; • Características textuais do gênero estudado; • Segmentação do texto: espaçamento, sinais de pontuação, parágrafo. 165
  • 153. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA IV - ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE UNIDADE IV A LÍNGUA • Produção de textos LEITURA Aspectos observados 36. Percebe a relação entre fonema orais; • Leitura nos diferentes gêneros (som) e grafema (letra) na escrita • Conhecimentos prévios e interpretação textuais: de palavras contextualizadas. sobre os gêneros em de textos verbais 37. Ordena palavras seguindo a seqüência estudo; (trava-língua, • Acentos gráficos do alfabeto. • Seqüência lógica; propaganda, ( ´ ^ ); 38. Percebe a segmentação do texto • Padrões de linguagem; classificados, conto, • Sinais de pontuação por meio de pronomes, sinônimos, • Entonação por meio poema etc.) e textos (. ! ? : —); advérbios. dos sinais de pontuação. não-verbais; • Elementos coesivos 39. Reconhece os espaços entre • Condições de (pronomes, sinônimos, as palavras como recursos produção: autor, leitor, advérbios etc.); de segmentação. assunto, linguagem, • Ortografia: O/U e H. 40. Reconhece em palavras o som finalidade, suporte; • Recursos da língua nasal marcado por m, n e til. • Características dos (pontuação, repetição 41. Apreende a grafia de palavras gêneros trabalhados; de palavras e termos iniciadas e intercaladas com “H”. • Estrutura e etc.); 42. Reconhece o valor expressivo segmentação do texto; • Uso de letra dos recursos da língua (sinais de • Estudo do vocabulário. maiúscula. pontuação, recursos gráficos, repetição de palavras). PRODUÇÃO 43. Analisa, baseado nas regularidades • Produção de textos da língua a grafia de palavras; verbais e não-verbais; 44. Reconhece em palavras a função • Escrita e revisão de dos acentos gráficos. texto, a partir dos 45. Reconhece o valor expressivo gêneros trabalhados; dos recursos da língua (sinais • Condições de de pontuação, recursos gráficos, repetição produção: assunto, de palavras). autor, leitor, finalidade, 46. Faz uso adequado da letra maiúscula suporte; (nomes próprios, títulos, parágrafos etc.). • Coerência; • Coesão; • Características textuais dos gêneros estudados; • Significação das palavras (sentido real e sentido figurado); • Elementos coesivos: pronomes (ele, nós, este..), advérbios (aqui, lá, acolá, de repente, em seguida...), sinônimos.
  • 154. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUAI - ESCUTA/ORALIDADE UNIDADE I1. Adequa a fala às diferentes • Produção oral de textos LEITURA Aspectos observadossituações comunicativas. trabalhados; • Leitura nos diferentes gêneros2. Comenta fatos e idéias • Seqüência lógica; e interpretação textuais:de gêneros trabalhados. • Padrões de linguagem; de textos verbais3. Amplia a expressão oral, através • Conhecimentos prévios (parlenda, adivinha, • Ordem alfabética;dos diálogos, debates, relatos pessoais, sobre os gêneros trava-língua, piada, • Encontro vocálico;entrevistas e recontos. em estudo; poema, bilhete, rótulo, • Encontro4. Ouve e reconta histórias, • Modificação de textos; conto etc. e textos consonantal;estabelecendo as seqüências • Entonação por meio de não-verbais; • Dígrafos;temporal e/ou causal. sinais de pontuação. • Características dos • Acentos gráficos5. Narra histórias observando gêneros trabalhados; (agudo, circunflexo);as características do gênero • Fluência, ritmo • Ortografia: O/U, E/I,(personagem, espaço, tempo) a partir e entonação; P/B e D/T;do tema proposto. • Elementos coesivos • Substantivo: comum6. Descreve a partir de observações (pronome, sinônimo e próprio; Flexões:diretas e/ou indiretas, livres ou dirigidas. e advérbio); gênero (masculino7. Utiliza entonação e o ritmo • Relação imagem/texto e feminino), númeronas diversas situações comunicativas. não-verbal. (singular e plural)8. Produz textos orais individual e grau (aumentativoou coletivamente a partir de tema PRODUÇÃO e diminutivo);proposto ou livre. • Escrita e revisão • Sinônimo/antônimo.9. Dramatiza experiências vividas e lidas, de textos a partir • Sinais de pontuaçãocaracterizando os personagens, as cenas de gêneros trabalhados; (. — : ! ? )e valorizando a construção do diálogo. • Condições de produção10. Troca informações e expressa (autor, leitor, assunto,opinião com clareza e seqüência lógica. linguagem, finalidade,11. Reconta histórias ouvidas ou lidas suporte);modificando o final. • Coerência textual; • Coesão; • Característica do gênero textual trabalhado; • Segmentação do texto: espaçamento entre palavras, sinais de pontuação e parágrafo. 167
  • 155. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA II – LEITURA UNIDADE II 12. Identifica informações relevantes • Produção oral de textos LEITURA Aspectos observados para a compreensão dos diversos gêneros trabalhados; • Leitura nos diferentes gêneros trabalhados. • Seqüência lógica; e interpretação de textuais: 13. Relaciona as características textuais • Padrões de linguagem; textos verbais (aviso, do gênero, os indicadores de suporte, • Conhecimentos prévios fábula, carta, poema, • Ortografia: s, ss, z, de organização gráfica e de autoria sobre os gêneros em conto, convite, canção c, ç; ao sentido atribuído ao texto. estudo; etc.) e textos • Recursos 14. Respeita o ritmo e a entonação dada • Modificação de textos; não-verbais; expressivos: sinais pelos sinais de pontuação em leituras • Entonação por meio • Características dos de pontuação, recursos individuais e coletivas. de sinais de pontuação. gêneros trabalhados; gráficos, repetição 15. Estabelece relação entre termos • Fluência, ritmo de palavras e termos; de um texto a partir da repetição e/ou e entonação; • Adjetivo: flexão; substituição de um termo (pronomes, • Elementos coesivos • Concordância nominal sinônimos, advérbio). (pronome, sinônimo e verbal. 16. Reconhece a unidade temática e advérbio). • Substantivo: comum do texto. e próprio; Flexões: 17. Percebe a importância dos elementos PRODUÇÃO gênero (masculino de apresentação/organização gráfica: • Escrita e revisão e feminino), número título, margens, espaçamento, datas, de textos a partir (singular e plural) autor, etc. de gêneros trabalhados; e grau (aumentativo 18. Infere idéias implícitas no texto. • Condições de produção e diminutivo); 19. Reconhece paráfrases adequadas (autor, leitor, assunto, • Sinônimo/antônimo; a determinadas passagens no texto. linguagem, finalidade, • Sinais de pontuação 20. Faz leitura individual e coletiva suporte); (. — : ! ?) de textos estabelecendo relação entre • Coerência textual; • Tipos de frases; informações no texto e conhecimento • Coesão; • Acentos gráficos simples do cotidiano. • Característica do (agudo, circunflexo). 21. Infere a partir do contexto o sentido gênero textual de palavras ou expressões. trabalhado; Segmentação do texto: espaçamento entre palavras, sinais de pontuação e parágrafo.
  • 156. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUAIII – ESCRITA UNIDADE III22. Utiliza concordância nominal • Produção oral de textos LEITURA Aspectos observadosem gênero (masculino/feminino) trabalhados; • Leitura nos diferentes gênerose número (singular/plural) nas suas • Seqüência lógica; e interpretação textuais:produções escritas. • Padrões de linguagem; de textos verbais23. Utiliza a escrita para atender a sua • Conhecimentos prévios (lenda, propaganda, • Ortografia: x/ch, nh/demanda e as sugeridas pela escola sobre os gêneros em regra de jogo, história lh;mesmo apresentando dificuldades estudo; em quadrinho, receita • Recursosortográficas. • Modificação de textos; etc.) e textos expressivos: sinais24. Revisa seus próprios escritos • Entonação por meio não-verbais; de pontuação, recursosconsiderando a evolução da aquisição de sinais de pontuação. • Características dos gráficos, repetição dedo sistema alfabético de escrita. gêneros trabalhados; palavras e termos;25. Utiliza mecanismos de coesão por • Fluência, ritmo • Concordância nominalmeio de pronomes, sinônimos, advérbios. e entonação; e verbal;26. Atende a proposta de texto solicitada. • Elementos coesivos • Pronome;27. Utiliza os sinais de pontuação (. ? ! : (pronome, sinônimo • Verbo;-) na segmentação de textos. e advérbio). • Discurso direto28. Utiliza concordância verbal quanto e indireto.a pessoa e tempo nas suas produções PRODUÇÃO • Acentos gráficosescritas. • Escrita e revisão (agudo, circunflexo).29. Utiliza os principais elementos de textos a partirde organização gráfica, título, margem, de gêneros trabalhados;parágrafos, autoria, espaçamento • Condições de produçãoe alinhamento. (autor, leitor, assunto,30. Mantém a coerência ao escrever linguagem, finalidade,os textos, observando a evolução, a não suporte);contradição e a não repetição das idéias. • Coerência textual;31. Faz uso adequado da letra maiúscula. • Coesão;32. Produz textos considerando • Característicao destinatário, a finalidade e as do gênero textualcaracterísticas do gênero. trabalhado;33. Produz textos usando a escrita • Segmentaçãoalfabética. do texto: espaçamento entre palavras, sinais de pontuação e parágrafo. 169
  • 157. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA IV - ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE UNIDADE IV A LÍNGUA • Produção oral de textos LEITURA Aspectos observados 34. Percebe o uso da ordem alfabética, trabalhados; • Leitura e interpretação nos diferentes gêneros em situações práticas (dicionário, • Seqüência lógica; de textos verbais (regra textuais: chamada, etc) como maneira de organizar • Padrões de linguagem; de jogo, canção, fábula, as informações e facilitar a procura/busca. • Conhecimentos prévios carta, poema, receita • Ortografia: r/rr, qu/ 35. Analisa, baseado nas regularidades sobre os gêneros em etc.) e textos gu, “m” antes de p/b; e irregularidades da Língua, a grafia estudo; não-verbais; • Recursos expressi- de palavras, que contemplam dificuldades • Modificação de textos; • Características vos: sinais de tais como: b/p, d/t, f/v, r/rr, gu/qu, e/eh. • Entonação por meio dos gêneros pontuação, recursos 36. Reconhece em palavras encontros de sinais de pontuação. trabalhados; gráficos, repetição vocálicos, encontros consonantais • Fluência, ritmo de palavras e termos; e dígrafos. e entonação; • Acentos gráficos 37. Percebe a segmentação do texto • Elementos coesivos (agudo, circunflexo); por meio de pronomes, sinônimos (pronome, sinônimo • Concordância nominal e advérbios. e advérbio). e verbal; 38. Percebe a função dos acentos gráficos • Pronome (revisão); nas palavras dos textos trabalhados. PRODUÇÃO • Verbo (revisão); 39. Reconhece a função do • Escrita e revisão • Discurso direto substantivo observando sua flexão de textos a partir e indireto. em gênero, número e grau em situações de gêneros trabalhados; práticas. • Condições de produção 40. Reconhece o significado (sinônimo) (autor, leitor, assunto, e antônimo das palavras através linguagem, finalidade, do contexto ou consultando o dicionário. suporte); 41. Reconhece o valor expressivo dos • Coerência textual; recursos da língua (sinais de pontuação, • Coesão; recursos gráficos, repetição de palavras, • Característica termos etc.). do gênero textual 42. Reconhece a função do adjetivo trabalhado; observando sua flexão em gênero • Segmentação e número. do texto: espaçamento 43. Percebe a relação de dependência entre palavras, sinais entre as palavras do texto quanto de pontuação ao número e gênero (concordância e parágrafo. nominal). 44. Percebe a relação de dependência entre as palavras do texto quanto a pessoa e tempo verbal (concordância verbal). 45. Reconhece o discurso direto e indireto e entre os turnos do diálogo, mediante a utilização de dois pontos e travessão ou aspas. 46. Reconhece a função dos pronomes: retos (1ª, 2ª e 3ª pessoas no singular e no plural). 47. Percebe em textos ou em frases palavras que indicam ação (verbo).
  • 158. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUAI – ESCUTA/ORALIDADE UNIDADE I1. Expressa opinião clara sobre temas • Conhecimentos LEITURA Aspectosvivenciados, mantendo um ponto prévios sobre os • Leitura e interpretação de observados nosde vista; gêneros: fábula, textos (fábula, lenda, história diferentes gêneros2. Expressa opiniões sobre os diferentes lenda, história em em quadrinhos, receita etc.). textuais:gêneros textuais (fábula, lenda, história quadrinhos, receita • Condições de rodução:em quadrinhos, reportagem, conto, etc. interlocutores (autor/leitor), • Recursosnotícia, anedota, propaganda, bula, • Expressão com linguagem, finalidade, expressivos:poema, tabela, manual de instrução, clareza de idéias; intencionalidade, assunto, repetição decanção, agenda etc), relacionando • Registro formal características, suporte; termos, recursosimagem e linguagem verbal oral e informal da língua; • Relação entre imagem e texto gráficos, sinais deou escrita na atribuição de sentido • Adequação da verbal; pontuação (. ? !);ao texto; linguagem ao mo- • Vocabulário; • Elementos3. Produz textos orais coletivos, mento de fala. • Discurso direto e indireto; de coesão:mantendo a coerência e a seqüência • Elementos de coesão sinônimos,lógica de idéias; presentes nos textos: pronomes4. Reconta diferentes gêneros textuais sinônimos, pronomes (referentes)(fábula, lenda, história em quadrinhos, (referentes), advérbios e advérbiosreportagem, conto, notícia, anedota, (temporalidade); (temporalidade);propaganda, bula, poema, tabela, manual • Coerência textual. • Acentuaçãode instrução, canção, agenda etc), gráfica (´ ^ ~);mantendo a coerência com o texto PRODUÇÃO • Tonicidade:original; • Produção escrita: fábula, oxítonas;5. Adequa a linguagem a diferentes lenda, história em quadrinhos, • Ortografia: O/U,situações comunicativas, observando receita etc.; L, E/I, LH, NH,níveis e padrões de linguagem (formal, - Condições de rodução CH/Xinformal, regional). do gênero proposto: intencio- • Letras6. Relata fatos divulgados pelos meios nalidade, maiúsculasde comunicação, considerando assunto, tipo de linguagem, e minúsculasa temporalidade e causalidade; características do gênero, obje- (nomes próprios,7. Dramatiza histórias (fábulas, lendas, tivos da enunciação, suporte; início de fraseshistória em quadrinhos), considerando • Estratégias de escrita: e de títulos).os elementos da narrativa (orientação, - Planejamento; • Classesdesenvolvimento e resolução), bem como - Estabelecimento do tema; gramaticais:a adequação da linguagem à situação - Levantamento de idéias; - Substantivointerlocutiva. - Escrita; (identificação - Revisão; e função). - Reescrita. - Artigo • Emprego de mecanismos (identificação de coesão (sinônimos, e função). pronomes e advérbios); • Coerência textual (lógica interna, revolução do tema, não contradição de idéias); • Marcas de segmentação em função do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontuação, acentuação de palavras, domínio ortográfico de palavras mais usuais). 171
  • 159. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FOR- (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A MAS) LÍNGUA II LEITURA UNIDADE II 8. Identifica informações relevantes • Conhecimentos LEITURA Aspectos observados para compreensão de textos: fábula, prévios sobre os • Leitura e interpretação de nos diferentes gêneros lenda, história em quadrinhos, gêneros: reporta- textos (reportagem, conto, textuais: reportagem, conto, notícia, anedota, gem, conto, notícia, notícia, tabela, anedota etc.). propaganda, bula, poema, tabela, tabela, anedota etc. • Condições de produção: • Recursos expressivos: manual de instrução, canção, agenda • Expressão com interlocutores (autor/leitor), repetição de termos, etc; clareza de idéias; linguagem, finalidade, recursos gráficos, sinais 9. Interpreta com base no texto, • Registro formal e intencionalidade, assunto, de pontuação (! ? ...); inferindo idéias implícitas nele; informal da língua; características, suporte; • Elementos de coesão: 10. Reconhece a unidade temática • Adequação da • Relação entre imagem e sinônimos, pronomes do texto; linguagem ao mo- texto verbal; (referentes) e advérbios 11. Relaciona as características mento de fala. • Vocabulário; (temporalidade); textuais do gênero, os indicadores • Discurso direto e indireto; • Acentuação gráfica (´ ^ de suporte e de autoria ao sentido • Elementos de coesão pre- ~); atribuído ao texto; sentes nos textos: sinônimos, • Tonicidade: 12. Identifica elementos presentes pronomes (referentes), advér- paroxítonas; em notícias: manchete, legenda, bios (temporalidade); • Linguagem crédito (quem fez a foto) e lide (o • Coerência textual. formal e informal; que, quem, onde, como quando, por • Ortografia: Z/S/X, S/ que); PRODUÇÃO SS/X, G/J; 13. Percebe no texto narrativo a • Produção escrita: reporta- • Letras maiúsculas e separação entre o discurso do nar- gem, conto, notícia, tabela, minúsculas (nomes rador e o discurso dos personagens anedota etc.; próprios, início de frases e as marcas dessa separação ( __ - Condições de produção do e de títulos). “ “ :); gênero proposto: intencio- • Classes 14. Utiliza informações oferecidas nalidade, assunto, tipo de gramaticais: por um glossário ou verbete de linguagem, características do - Substantivo (identifica- dicionário, para compreensão do gênero, objetivos da enuncia- ção e função). sentido de palavras desconhecidas ção, suporte; - Artigo (identificação e no texto; • Estratégias de escrita: função). 15. Percebe a coesão estabelecida - Planejamento; no texto, por meio de sinônimos, - Estabelecimento do tema; pronomes e advérbios. - Levantamento de idéias; 16. Reconhece a relação entre - Escrita; imagem e texto verbal na atribuição - Revisão; de sentido ao texto (reportagem, - Reescrita. história em • Emprego de mecanismos de quadrinhos, fábulas e lendas); coesão (sinônimos, pronomes 17. 10. Identifica os recursos verbais e advérbios); e icônicos nas histórias em quadri- • Coerência textual (lógica nhos: balões, onomatopéias, ima- interna, revolução do tema, gens, tipos de letras, etc. não contradição de idéias); • Marcas de segmentação em função do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontuação, acentuação de palavras, domínio ortográfico de palavras mais usuais).
  • 160. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUAIII ESCRITA UNIDADE III18. Atende à modalidade de texto • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa-solicitada na proposta de produção, prévios sobre os • Leitura e interpretação de tex- dos nos diferentesconsiderando o destinatário, a finalidade gêneros: propa- tos verbais (propaganda, bula, gêneros textuais:do texto e as características dos gêneros ganda, bula, manual manual de instrução, poema,(fábula, lenda, história em quadrinhos, de instrução, poema, canção etc.). • Recursosreportagem, conto, notícia, anedota, canção etc. • Condições de produção: expressivos:propaganda, bula, poema, tabela, manual • Expressão com interlocutores (autor/leitor), lin- repetição dede instrução, canção, agenda etc); clareza de idéias; guagem, finalidade, intenciona- termos, recursos19. Mantém a coerência textual na • Registro formal e lidade, assunto, características, gráficos, sinais deatribuição de título, na continuidade informal da língua; suporte; pontuação (! ?temática e de sentido geral do texto; • Adequação da lin- • Relação entre imagem e texto ...);20. Utiliza os mecanismos de coesão por guagem ao momento verbal; • Elementosmeio de sinônimos, pronomes de fala. • Vocabulário; de coesão:e advérbios; • Discurso direto e indireto; sinônimos,21. Atém-se ao tema proposto; • Elementos de coesão pre- pronomes22. Desenvolve o texto, considerando sentes nos textos: sinônimos, (referentes)as características do gênero; pronomes (referentes), advér- e advérbios23. Segmenta o texto, utilizando bios (temporalidade); (temporalidade);adequadamente a pontuação de final • Coerência textual. • Acentuaçãode frases (. ? ! ...) e interior delas gráfica (´ ^ ~);(vírgulas nas enumerações); PRODUÇÃO • Tonicidade:24. Utiliza maiúscula no início de frases, • Produção escrita: propaganda, paroxítonasde nomes próprios e de títulos; bula, manual de instrução, e proparoxítonas;25. Reescreve textos, buscando poema, canção etc.; • Ortografia: GUE/autocorrreção, utilizando o dicionário; - Condições de produção do GUI, QUE/QUI;26. Produz textos escritos a partir gênero proposto: intencio- • Letrasde outros lidos, observando as diferentes nalidade, assunto, tipo de maiúsculasmaneiras de construí-los; linguagem, características do e minúsculas27. Revela o domínio da ortografia gênero, objetivos da enuncia- (nomes próprios,de palavras mais usuais da língua e as ção, suporte; início de frasesque contenham dificuldades relativas a: o, • Estratégias de escrita: e de títulos).u, l, lh, nh, z/s, s/ss, gue/gui, que/qui; - Planejamento; • Classes28. 11. Acentua as palavras mais usuais, - Estabelecimento do tema; gramaticais:obedecendo às diferenças de tonicidade. - Levantamento de idéias; - Substantivo - Escrita; (identificação - Revisão; e função). - Reescrita. - Artigo (identifi- • Emprego de mecanismos de cação e função). coesão (sinônimos, pronomes e advérbios); • Coerência textual (lógica interna, revolução do tema, não contradição de idéias); • Marcas de segmentação em função do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontua- ção, acentuação de palavras, domínio ortográfico de palavras mais usuais). 173
  • 161. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FOR- (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SOBRE A MAS) LÍNGUA IV - ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE UNIDADE IV A LÍNGUA • Conhecimentos LEITURA Aspectos observados 29. Reconhece o valor expressivo prévios sobre os • Leitura e interpretação de textos nos diferentes gêneros dos recursos da língua (repetição gêneros: conto, verbais (Conto, poema, história em textuais: de termos, recursos gráficos, sinais poema, história quadrinhos, notícia, agenda etc. de pontuação); em quadrinhos, • Condições de produção: • Recursos expressivos: 30. Analisa a coesão estabelecida notícia, agenda interlocutores (autor/leitor), repetição de termos, no texto por meio de sinônimos, etc. linguagem, finalidade, recursos gráficos, sinais pronomes e advérbios; • Expressão com intencionalidade, assunto, de pontuação(! ? ...); 31. Analisa a tonicidade de um clareza de idéias; características, suporte; • Elementos de coesão: conjunto de palavras do texto, • Registro formal • Relação entre imagem sinônimos, pronomes observando e informal da e texto verbal; (referentes) e advérbios as regularidades da língua língua; • Vocabulário; (temporalidade); portuguesa; • Adequação • Discurso direto e indireto; • Acentuação gráfica (´ ^ 32. Identifica marcas da oralidade da linguagem • Elementos de coesão presentes ~); em um texto escrito, percebendo ao momento nos textos: sinônimos, pronomes • Tonicidade: revisão características do registro formal de fala. (referentes), advérbios (oxítonas, paroxítonas e e informal da língua; (temporalidade); proparoxítonas); 33. Percebe a finalidade dos • Coerência textual. • Ortografia: revisão das acentos gráficos em palavras dificuldades do texto; PRODUÇÃO trabalhadas. 34. Verifica que as letras O/ U • Produção escrita: conto, poema, • Letras maiúsculas e e L têm o mesmo valor sonoro história em quadrinhos, notícia, minúsculas (nomes no final de sílaba. agenda etc/.; próprios, início de frases 35. Identifica diferentes sons - Condições de produção e de títulos). da letra S, levando em conta do gênero proposto: • Classes grama-ticais: o contexto da palavra; intencionalidade, assunto, tipo - Substantivo (identifica- 36. Reconhece a função das classes de linguagem, características ção e função). gramaticais (substantivo, artigo, do gênero, objetivos da - Artigo (identificação e adjetivo, numeral e verbo), enunciação, suporte; função). na construção de sentido do texto. • Estratégias de escrita: - Planejamento; - Estabelecimento do tema; - Levantamento de idéias; - Escrita; - Revisão; - Reescrita. • Emprego de mecanismos de coesão (sinônimos, pronomes e advérbios); • Coerência textual (lógica interna, revolução do tema, não contradição de idéias); • Marcas de segmentação em fun- ção do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontuação, acentua- ção de palavras, domínio ortográ- fico de palavras mais usuais).
  • 162. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUAI – ESCUTA/ORALIDADE UNIDADE I1. Expressa opinião clara sobre temas vi- • Conhecimentos LEITURA Aspectosvenciados, mantendo um ponto de vista; prévios sobre os • Leitura e interpretação de observados nos2. Expressa opiniões sobre os diferentes gêneros: conto, textos (conto, biografia, capa diferentes gênerosgêneros textuais (conto, biografia, capa biografia, capa de de livro etc.). textuais:de livro, verbete de dicionário, carta, livro etc. • Condições de produção:poema, texto de informação científica • Expressão com interlocutores (autor/leitor), lin- • Recursos(didático), notícia, reportagem, faturas clareza de idéias; guagem, finalidade, intenciona- expressivos:diversas, tabelas, história em quadrinhos, • Registro formal e lidade, assunto, características, repetição depropaganda etc), relacionando imagem informal da língua; suporte; termos, recursose linguagem verbal oral ou escrita na • Adequação da • Relação entre imagem e texto gráficos, sinais deatribuição de sentido ao texto; linguagem ao verbal; pontuação (— : .3. Produz textos orais coletivos, man- momento de fala. • Vocabulário; ? ! ...);tendo a coerência e a seqüência lógica de • Elementos de coesão pre- • Elementos deidéias; sentes nos textos: sinônimos, coesão: sinôni-4. Reconta diferentes gêneros textuais pronomes (referentes), mos, pronomes(conto, biografia, capa de livro, verbete advérbios (causalidade/tempo- (referentes)de dicionário, carta, poema, texto de ralidade); advérbios (cau-informação científica (didático), notícia, • Coerência textual. salidade/tempo-reportagem, faturas diversas, tabelas, ralidade);história em quadrinhos, propaganda PRODUÇÃO • Linguagemetc), mantendo a coerência com o texto • Produção escrita: conto, bi- formal e informal;original; ografia, capa de livro etc.; • Acentuação5. Adequa a linguagem a diferentes situa- - Condições de produção do gráfica (´ ^ ~);ções comunicativas, observando níveis e gênero proposto: intencio- • Ortografia: O/Upadrões de linguagem (formal, informal, nalidade, assunto, tipo de / OU, L/U;regional); linguagem, características do • Encontros vocáli-6. Relata fatos divulgados pelos meios de gênero, objetivos da enuncia- cos (ditongo,comunicação, considerando a temporali- ção, suporte; tritongo e hiato);dade e causalidade; • Estratégias de escrita: • Coerência7. Dramatiza histórias (conto, notícia, - Planejamento; textual (evoluçãoreportagem, história em quadrinhos, pro- - Estabelecimento do tema; de idéias, nãopaganda etc), considerando os elementos - Levantamento de idéias; repetição, nãoda narrativa (orientação, desenvolvimento - Escrita; contradição);e resolução), bem como a adequação da - Revisão; • Classeslinguagem à situação interlocutiva. - Reescrita. gramaticais: • Emprego de mecanismos de - Substan- coesão (sinônimos, pronomes e tivo (identifica- advérbios); ção, função e • Coerência textual (lógica flexão). interna, revolução do tema, não - Artigo (identifi- contradição de idéias); cação, função e • Marcas de segmentação em flexão). função do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontua- ção, acentuação de palavras, domínio ortográfico de palavras mais usuais). 175
  • 163. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUA II – LEITURA UNIDADE II 8. Identifica informações relevantes • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa- para compreensão de textos: conto, prévios sobre os • Leitura e interpretação de textos dos nos diferentes biografia, capa do livro, verbete de gêneros: verbete (verbete de dicionário, carta, po- gêneros textuais: dicionário, carta, texto de informação de dicionário, carta, ema, texto de informação científica científica (didático), notícia, poema, poema, texto de (didático etc.). • Recursos expres- reportagem, fatura informação científica • Condições de produção: inter- sivos: repetição diversas, história em quadrinhos, (didático etc.). locutores (autor/leitor), lingua- de termos, propaganda etc.; • Expressão com gem, finalidade, intencionalidade, recursos gráficos, 9. Interpreta com base no texto, infe- clareza de idéias; assunto, características, suporte; sinais de pontua- rindo idéias implícitas nele; • Registro formal • Relação entre imagem e texto ção(. ? ! ... “ ”); 10. Reconhece a unidade temática e informal da língua; verbal; • Elementos de do texto; • Adequação da • Vocabulário; coesão: sinôni- 11. Relaciona as características linguagem ao • Elementos de coesão presentes mos, pronomes textuais do gênero, os indicadores de momento de fala. nos textos: sinônimos, pronomes (referentes) e suporte (referentes), advérbios (causali- advérbios (cau- e de autoria ao sentido atribuído ao dade/temporalidade); salidade/tempo- texto; • Coerência textual. ralidade); 12. Percebe a coesão estabelecida no • Linguagem for- texto, por meio de sinônimos, pro- PRODUÇÃO mal e informal; nomes e advérbios. • Produção escrita: verbete de • Acentuação 13. Reconhece a relação entre imagem dicionário, carta, poema, texto gráfica (´ ^ ~); e texto verbal na atribuição de sen- de informação científica (didático • Ortografia: R/RR tido ao texto; etc.); G/J ; 14. Compara textos, considerando - Condições de produção do • Encontros tema, finalidade, linguagem e suporte; gênero proposto: intencionalidade, consonantais 15. Percebe no texto a separação en- assunto, tipo de linguagem, ca- e dígrafos; tre o discurso do narrador e o discurso racterísticas do gênero, objetivos • Coerência dos personagens, e as marcas dessa da enunciação, suporte; textual (evolução separação (: – “”); • Estratégias de escrita: de idéias, não 16. Identifica elementos presentes em - Planejamento; repetição, não notícias e reportagens, organizadores - Estabelecimento do tema; contradição); do tipo: o quê?, quem? , como?, - Levantamento de idéias; • Classes quando?, onde?, por que? - Escrita; gramaticais. 17. Analisa o efeito de sentido pro- - Revisão; duzido pelo uso de recursos lingüísti- - Reescrita. cos como rima, aliteração, onomato- • Emprego de mecanismos de péia, linguagem figurada etc.; coesão (sinônimos, pronomes e 18. Reconhece a manutenção/ advérbios); alteração do sentido em paráfrases • Coerência textual (lógica interna, e paródias. revolução do tema, não con- tradição de idéias); • Marcas de segmentação em fun- ção do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontuação, acentua- ção de palavras, domínio ortográ- fico de palavras mais usuais).
  • 164. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUAIII – ESCRITA UNIDADE III19. Atende à modalidade de texto • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa-solicitada na proposta de produção, prévios sobre os • Leitura e interpretação de tex- dos nos diferentesconsiderando o destinatário, finalidade gêneros: notícia tos (notícia, reportagem, fatura gêneros textuais:do texto e as características dos gêneros reportagem, fatura diversas, tabela etc.).(conto, biografia, capa de livro, verbete diversas, tabela etc.; • Condições de produção: • Recursos expres-de dicionário, carta, texto de informação • Expressão com interlocutores (autor/leitor), lin- sivos: repetiçãocientífica (didático), notícia, poema, re- clareza de idéias; guagem, finalidade, intenciona- de termos,portagem, fatura diversas, tabela, história • Registro formal e lidade, assunto, características, recursos gráficos,em quadrinhos, propaganda etc.); informal da língua; suporte; sinais de pontua-20. Mantém a coerência textual na • Adequação da lin- • Relação entre imagem e texto ção(. ? ! ... “ ”);atribuição de título, na continuidade guagem ao momento verbal; • Elementos detemática e de sentido geral do texto; de fala. • Vocabulário; coesão: sinôni-21. Utiliza os mecanismos de coesão por • Elementos de coesão pre- mos, pronomesmeio de sinônimos, pronomes e advér- sentes nos textos: sinônimos, (referentes) ebios; pronomes (referentes), advér- advérbios (cau-22. Atém-se ao tema proposto; bios (causalidade/temporali- salidade/tempo-23. Desenvolve o texto, considerando as dade); ralidade);características do gênero; • Coerência textual. • Linguagem for-24. Segmenta o texto em frases e mal e informal;parágrafos, utilizando adequadamente os PRODUÇÃO • Acentuaçãorecursos de pontuação de final de frases e • Produção escrita: notícia, gráfica (´ ^ ~);no interior delas (letras maiúsculas, ponto reportagem, fatura diversas, • Ortografia: S/Z.final, exclamação e vírgula); tabela etc.;25. Reescreve textos, buscando autocor- - Condições de produção doreção, utilizando o dicionário; gênero proposto: intencio-26. Produz textos escritos a partir de nalidade, assunto, tipo deoutros lidos, observando as diferentes linguagem, características domaneiras de construí-los; gênero, objetivos da enuncia-27. Revela o domínio da ortografia de ção, suporte;palavras mais usuais da língua e as que • Estratégias de escrita:contenham dificuldades relativas a O/ U / - Planejamento;OU, U/ L, R/RR, G/J, S/Z, X/CH; - Estabelecimento do tema;28. Acentua as palavras mais usuais, obe- - Levantamento de idéias;decendo às diferenças de tonicidade; - Escrita;29. Utiliza, em textos, as regras básicas - Revisão;de concordância nominal e verbal. - Reescrita. • Emprego de mecanismos de coesão (sinônimos, pronomes e advérbios); • Coerência textual (lógica interna, revolução do tema, não contradição de idéias); • Marcas de segmentação em função do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontua- ção, acentuação de palavras, domínio ortográfico de palavras mais usuais). 177
  • 165. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUA IV - ANÁLISE E REFLEXÃO UNIDADE IV SOBRE A LÍNGUA • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa- 30. Reconhece o valor expressivo dos prévios sobre os • Leitura e interpretação de dos nos diferentes recursos da língua (repetição de termos, gêneros: poema, textos (poema, história em gêneros textuais: recursos gráficos, sinais de pontuação); história em quadri- quadrinhos, propaganda, textos 31. Analisa a coesão estabelecida no nhos, propaganda, didáticos etc.). • Recursos expres- texto por meio de sinônimos, pronomes e textos didáticos etc. • Condições de produção: sivos: repetição advérbios; • Expressão com interlocutores (autor/leitor), lin- de termos, 32. Identifica marcas da oralidade em um clareza de idéias; guagem, finalidade, intenciona- onomatopéias, texto escrito, percebendo características • Registro formal lidade, assunto, características, recursos gráficos, do registro formal e informal da língua; e informal da língua; suporte; sinais de pontua- 33. Percebe a finalidade dos acentos grá- • Adequação da • Relação entre imagem e texto ção(. ? ! ... “ ”); ficos em palavras do texto, observando as linguagem ao verbal; • Elementos de diferenças de tonicidade; momento de fala. • Vocabulário; coesão: sinôni- 34. Utiliza recursos para grafar correta- • Elementos de coesão pre- mos, pronomes mente palavras com O, U, L, OU no final sentes nos textos: sinônimos, (referentes) e de sílaba; pronomes (referentes), advér- advérbios (cau- 35. Reconhece encontros vocálicos, bios (causalidade/temporali- salidade/tempo- consonantais e dígrafos em palavras do dade); ralidade); texto; • Coerência textual. • Linguagem for- 36. Percebe a diferença de significados mal e informal; de uma mesma palavra em contextos PRODUÇÃO • Acentuação diferentes; • Produção escrita: poema, gráfica (´ ^ ~); 37. Reconhece a função das classes história em quadrinhos, propa- • Ortografia: X/ gramaticais (substantivo, artigo, adjetivo, ganda, textos didáticos etc.; CH. numeral, pronome e verbo), na con- - Condições de produção do strução de sentido do texto; gênero proposto: intencio- 38. Percebe a relação de concordância nalidade, assunto, tipo de verbal e nominal em trechos de um texto. linguagem, características do gênero, objetivos da enuncia- ção, suporte; • Estratégias de escrita: - Planejamento; - Estabelecimento do tema; - Levantamento de idéias; - Escrita; - Revisão; - Reescrita. • Emprego de mecanismos de coesão (sinônimos, pronomes e advérbios); • Coerência textual (lógica interna, revolução do tema, não contradição de idéias); • Marcas de segmentação em função do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontua- ção, acentuação de palavras, domínio ortográfico de palavras mais usuais).
  • 166. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 6º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUAI - ESCUTA/ ORALIDADE UNIDADE I1. Planeja previamente a fala em função • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa-da intencionalidade do locutor, das car- prévios sobre os • Leitura e interpretação de tex- dos nos diferentesacterísticas do interlocutor, das exigências gêneros: capa de tos, capa de livro, conto, relato, gêneros textuais:da situação e dos objetivos estabelecidos; livro, conto, relato, poema.2. Reconstrói oralmente textos lidos ou poema. • Condições de produção: • Recursos expres-ouvidos, considerando as características • Expressão com interlocutores (autor/leitor), lin- sivos: repetiçãodiscursivas do texto fonte; clareza de idéias; guagem, finalidade, intenciona- de termos,3. Relata com clareza e seqüência lógica, • Registro formal e lidade, assunto, características, recursos gráficos,fatos e experiências vivenciados; informal da língua; suporte; sinais de pontua-4. Participa de conversações, expondo • Adequação da lin- • Relação entre imagem e texto ção(. ? ! ... “ ”);idéias e defendendo pontos de vista com guagem ao momento verbal; • Variação lingüís-objetivos e propósitos definidos; de fala. • Vocabulário; tica (modalidade,5. Adequa a linguagem na transposição • Recursos expres- • Elementos de coesão pre- registro);escrita/ fala, reconhecendo expressões sivos da fala (gestos, sentes nos textos: sinônimos, • Organizaçãofaciais e corporais, como manifestação expressões faciais, pronomes (referentes), advé- estrutural dossignificativa da oralidade; ritmo, entonação rbios (causalidade/temporali- textos;6. Lê expressivamente textos, adequando etc.). dade); • Vocabulário,entonação, ritmo e expressões faciais e • Coerência textual. palavras ecorporais na atribuição de sentido; expressões polis-7. Compreende textos orais, articulando PRODUÇÃO sêmicas;elementos lingüísticos a outros de natur- • Produção escrita: capa de • Elementos deeza não-verbal; livro, conto, relato, poema etc. coesão: sinôni-8. Identifica marcas discursivas para - Condições de produção do mos, pronomesreconhecer intenções, valores e precon- gênero proposto: intencio- (referentes) eceitos veiculados no discurso. nalidade, assunto, tipo de advérbios (cau- linguagem, características do salidade/tempo- gênero, objetivos da enuncia- ralidade); ção, suporte; • Linguagem for- • Estratégias de escrita: mal e informal; - Planejamento; • Acentuação - Estabelecimento do tema; gráfica (oxítonas); - Levantamento de idéias; • Concordância - Escrita; nominal; - Revisão; • Ortografia: AM, - Reescrita. ÃO; • Emprego de mecanismos de • Fonemas/ letras; coesão (sinônimos, pronomes e • Classes grama- advérbios); ticais: • Coerência textual (lógica - Substantivo interna, revolução do tema, não (classificação); contradição de idéias); - Adjetivo; • Marcas de segmentação em - Artigo. função do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontua- ção, acentuação de palavras, domínio ortográfico de palavras mais usuais). 179
  • 167. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 6º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FOR- (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- MAS) BRE A LÍNGUA II – LEITURA UNIDADE II 9. Explicita expectativas quanto à forma • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa- e ao conteúdo do texto em função das prévios sobre os • Leitura e interpretação de dos nos diferentes características do gênero, do suporte, do gêneros: verbete, textos: verbete, anúncio gêneros textuais: autor etc.; anúncio publicitário publicitário (classificados), 10. Seleciona procedimentos de leitura (classificados), história em quadrinhos etc. • Recursos expres- em função dos diferentes objetivos e história em • Condições de produção: inter- sivos: repetição interesses (estudo, formação pessoal, en- quadrinhos etc. locutores (autor/leitor), lingua- de termos, tretenimento, realização de tarefa) e das • Expressão com gem, finalidade, intencionalidade, recursos gráficos, características do gênero e suporte; clareza de idéias; assunto, características, suporte; sinais de pontua- 11. Emprega estratégias não-lineares • Registro formal • Relação entre imagem e texto ção(. ? ! ... “ ”); durante o processo de leitura de textos, e informal da verbal; • Variação lingüís- avaliando ou reformulando hipóteses le- língua; • Vocabulário; tica (moda-lidade, vantadas, retomando tópicos, consultando • Adequação da • Elementos de coesão presentes registro); outras fontes etc.; linguagem ao mo- nos textos: sinônimos, pronomes • Organização 12. Identifica informações relevantes para mento de fala. (referentes), advérbios (causali- estrutural dos a compreensão de textos; • Recursos expressi- dade/temporalidade); textos; 13. Interpreta com base no texto, infe- vos da fala (gestos, • Coerência textual. • Vocabulário, rindo idéias implícitas nele; expressões faciais, palavras e 14. Reconhece a unidade temática dos ritmo, entonação PRODUÇÃO expressões polis- diversos gêneros textuais; etc.). • Produção escrita: verbete, sêmicas; 15. Analisa textos, relacionando tema e anúncio publicitário (classifica- • Elementos de características textuais do gênero e de dos), história em quadrinhos etc. coesão: sinôni- autoria, ao sentido atribuído ao texto; • Condições de produção do mos, pronomes 16. Relaciona informações oferecidas por gênero proposto: intencio- (referentes) e linguagem verbal e não-verbal; nalidade, assunto, tipo de advérbios (cau- 17. Percebe a coesão estabelecida no linguagem, características do salidade/tempo- texto por meio de sinônimos, pronomes, gênero, objetivos da enunciação, ralidade); advérbios e conjunções; suporte; • Linguagem for- 18. Utiliza informações oferecidas por • Estratégias de escrita: mal e informal; verbete de dicionário e/ou enciclopédia na - Planejamento; • Acentuação grá- compreensão de textos. - Estabelecimento do tema; fica (paroxítonas - Levantamento de idéias; terminadas em - Escrita; L, X, R, US, UM, - Revisão; UNS e ditongos - Reescrita. seguidos ou não • Emprego de mecanismos de de S); coesão (sinônimos, pronomes e • Concordância advérbios); nominal e verbal; • Coerência textual (lógica • Ortografia: S/ Z/ interna, revolução do tema, não X (regras gerais); contradição de idéias); • Classes grama- • Marcas de segmentação em ticais: função do gênero (título e sub- - Numeral (clas- título, paragrafação, pontuação, sificação); acentuação de palavras, domínio - Pronome. ortográfico de palavras mais usuais).
  • 168. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 6º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUAIII – ESCRITA UNIDADE III19. Produz textos, considerando suas • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa-condições de produção: finalidade, espe- prévios sobre o gêne- • Leitura e interpretação de dos nos diferentescificidades do gênero, suporte e interlocu- ro e suas caracterís- textos: certidão de nascimento, gêneros textuais:tor; ticas: certidão de notícia, carta pessoal, faturas20. Utiliza estratégias diferenciadas para nascimento, notícia, etc. • Recursos expres-a elaboração de textos: estabelecimento carta pessoal, faturas • Condições de produção: sivos: repetiçãodo tema, levantamento de idéias e dados, etc. interlocutores (autor/leitor), lin- de termos, recur-planejamento, rascunho, revisão e versão • Expressão com guagem, finalidade, intenciona- sos gráficos, si-final; clareza de idéias; lidade, assunto, características, nais de pontuação21. Utiliza mecanismo discursivos e • Registro formal e suporte; (. ? ! , ; : — ... “lingüísticos de coesão textual, con- informal da língua; • Relação entre imagem e texto ” ( ));forme o gênero e os propósitos do texto • Adequação da lin- verbal; • Variação lingüís-(repetição, retomadas, anáforas, conec- guagem ao momento • Vocabulário; tica (moda-lidade,tivos). de fala. • Elementos de coesão pre- registro);22. Mantém a coerência textual (lógica in- • Recursos expres- sentes nos textos: sinônimos, • Organizaçãoterna, evolução do tema, não contradição sivos da fala (gestos, pronomes (referentes), advé- estrutural dosde idéias, seleção apropriada do léxico expressões faciais, rbios (causalidade/ temporali- textos;em função do eixo temático, adequação ritmo, entonação dade); • Vocabulário,do título). etc.). • Coerência textual. palavras e23. Utiliza marcas de segmentação em expressões polis-função do gênero textual: título e sub- PRODUÇÃO sêmicas;título, paragrafação, periodização, pon- • Produção escrita: certidão de • Elementos detuação (.,;:?!...) e outros sinais gráficos nascimento, notícia, carta pes- coesão: sinôni-(“ ” – ( ) ) soal, faturas etc. mos, pronomes24. Atém-se ao tema proposto; - Condições de produção do (referentes) e25. Desenvolve o texto, considerando as gênero proposto: intencio- advérbios (cau-características de sua evolução. nalidade, assunto, tipo de salidade/tempo-26. Revela o domínio da ortografia de pa- linguagem, características do ralidade);lavras mais usuais, em função do gênero gênero, objetivos da enuncia- • Linguagem for-textual e das condições de produção. ção, suporte; mal e informal;27. Utiliza adequadamente a acentuação • Estratégias de escrita: • Acentuação grá-gráfica, obedecendo às diferenças de - Planejamento; fica (paroxítonas etimbre (aberto/fechado) e tonicidade: - Estabelecimento do tema; proparoxítonas);oxítonas, proparoxítonas e paroxítona - Levantamento de idéias; • Concordânciaterminadas em l, x, r, us, um, uns, ão(s), - Escrita; nominal e verbal;ã(s), uns e em ditongo, seguido ou não - Revisão; • Ortografia: S e Zde s. - Reescrita. nas terminações28. Obedece às regras-padrão de con- • Emprego de mecanismos de ÊS, EZ E ESA,cordância nominal e verbal. coesão (sinônimos, pronomes e EZA;29. Flexiona, corretamente, palavras em advérbios); • Classesgênero e número. • Coerência textual (lógica gramaticais: interna, revolução do tema, não - Pronome; contradição de idéias); - Verbo. • Marcas de segmentação em função do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontua- ção, acentuação de palavras, domínio ortográfico de palavras mais usuais). 181
  • 169. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 6º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUA IV- ANÁLISE E REFLEXÃO UNIDADE IV SOBRE A LÍNGUA • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa- 30. Reconhece as características dos prévios sobre o • Leitura e interpretação de dos nos diferentes diferentes gêneros textuais, quanto ao gênero e suas textos: conto contemporâneo, gêneros textuais: conteúdo temático, construção com- características: conto bilhete, e-mail, crônica etc. posicional, ao estilo e às condições de contemporâneo, • Condições de produção: • Recursos expres- produção (enunciados, interlocutor, finali- bilhete, e-mail, interlocutores (autor/leitor), lin- sivos: repetição dade, suporte); crônica etc. guagem, finalidade, intenciona- de termos, recur- 31. Analisa as seqüências discursivas • Expressão com lidade, assunto, características, sos gráficos, si- predominantes (narrativa, descritiva, clareza de idéias; suporte; nais de pontuação expositiva, argumentativa e injuntiva) e • Registro formal • Relação entre imagem e texto (. ? ! , ; : — ... “ dos recursos expressivos recorrentes no e informal da língua; verbal; ” ( )); interior de cada gênero; • Adequação da • Vocabulário; • Variação lingüís- 32. Reconhece os elementos de coesão linguagem ao • Elementos de coesão pre- tica (moda-lidade, presentes no texto: sinônimos, pronomes momento de fala. sentes nos textos: sinônimos, registro); e advérbios etc.; • Recursos expres- pronomes (referentes), advé- • Organização 33. Reconhece o valor expressivo dos sivos da fala (gestos, rbios (causalidade/ temporali- estrutural dos recursos da língua (repetição de termos, expressões faciais, dade); textos; recursos gráficos, sinais de pontuação ritmo, entonação • Coerência textual. • Vocabulário, etc.); etc.). palavras e 34. Reconhece a função das classes PRODUÇÃO expressões polis- gramaticais na construção do sentido do • Produção escrita: conto con- sêmicas; texto; temporâneo, bilhete, e-mail, • Elementos de 35. Percebe a relação dos casos mais crônica etc. coesão: sinôni- gerais de concordância nominal e verbal - Condições de produção do mos, pronomes para a recuperação da referência e ma- gênero proposto: intencio- (referentes) e nutenção da coesão; nalidade, assunto, tipo de advérbios (cau- 36. Amplia o repertório lexical pelo ensi- linguagem, características do salidade/tempo- no/ aprendizagem de novas palavras de gênero, objetivos da enuncia- ralidade); modo a permitir elaboração de glossário, ção, suporte; • Linguagem for- identificação de palavras-chave e consulta • Estratégias de escrita: mal e informal; ao dicionário; - Planejamento; • Concordância 37. Utiliza as regularidades observadas - Estabelecimento do tema; nominal e verbal; em paradigmas morfológicos como parte - Levantamento de idéias; • Ortografia: das estratégias de solução de problemas - Escrita; verbos em ISAR de ortografia e acentuação gráfica; - Revisão; e IZAR; 38. Elabora frases com sentido completo, - Reescrita. • Classes capazes de estabelecer a comunicação; • Emprego de mecanismos de gramaticais. 39. Analisa orações, identificando seus coesão (sinônimos, pronomes e elementos essenciais. advérbios); • Coerência textual (lógica interna, revolução do tema, não contradição de idéias); • Marcas de segmentação em função do gênero (título e subtítulo, paragrafação, pontua- ção, acentuação de palavras, domínio ortográfico de palavras mais usuais).
  • 170. SISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 7º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FORMAS) (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- BRE A LÍNGUAI - ESCUTA/ ORALIDADE UNIDADE I1. Planeja previamente a fala em • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa-função da intencionalidade do locu- prévios sobre o • Compreensão e interpretação textos dos nos diferentestor, das características do interlocu- gênero e suas verbais: resenha (livros ou revistas), gêneros textuais:tor, das exigências da situação e características: contos (populares, de aventuras),dos objetivos estabelecidos; resenha notícia etc.2. Reconstrói oralmente textos (livros ou revistas), • Compreensão e interpretação • Recursos expres-lidos ou ouvidos, considerando as contos (populares, de textos não-verbais; sivos: repetiçãocaracterísticas discursivas do texto de aventuras), • Vocabulário e polissemia de termos, recur-fonte; notícia etc. • Relação entre imagem e texto sos gráficos, si-3. Relata com clareza e seqüência • Expressão com verbal; nais de pontuaçãológica, fatos e experiências viven- clareza de idéias; • Condições de produção dos gêneros (. ? ! , ; : — ... “ciados; • Registro formal e trabalhados: intencionalidade, ” ( ));4. Participa de conversações, ex- informal da língua; características do gênero, objetivos • Variação lingüís-pondo idéias e defendendo pontos • Adequação da lin- da enunciação, suporte. tica (moda-lidade,de vista com objetivos e propósitos guagem ao momento • Estratégias de leitura (reformulação registro);definidos; de fala. de hipótese, retomada do texto, con- • Organização5. Adequa a linguagem na trans- • Recursos expres- sulta a outras fontes etc.); estrutural dosposição escrita/ fala, reconhecendo sivos da fala (gestos, • Intertextualidade e análise crítica; textos;expressões faciais e corporais, expressões faciais, • Elementos de coesão presentes nos • Vocabulário,como manifestação significativa da ritmo, entonação textos: sinônimos e pronomes; palavrasoralidade; etc.). • Coerência textual (sentido geral e expressões6. Lê expressivamente textos, do texto). polissêmicas;adequando entonação, ritmo e • Elementos deexpressões faciais e corporais na PRODUÇÃO coesão: sinôni-atribuição de sentido; • Produção escrita: resenha (livros ou mos, pronomes7. Ajusta a fala em função da revistas), contos (populares, de aven- (referentes) ereação do interlocutor, levando em turas), notícia etc. advérbios (cau-conta o ponto de vista do outro - Condições de produção do gênero salidade/tempo-para acatá-lo, refutá-lo ou negociá- proposto: intencionalidade, assunto, ralidade);lo; tipo de linguagem, características • Linguagem for-8. Compreende textos orais, ar- do gênero, objetivos da enunciação, mal e informal;ticulando elementos lingüísticos a suporte; • Concordânciaoutros de natureza não-verbal. • Estratégias de escrita: nominal e verbal;9. Identifica marcas discursivas - Planejamento; • Ortografia:para reconhecer intenções, valores - Estabelecimento do tema; acentuação dase preconceitos veiculados no dis- - Levantamento de idéias; palavras oxítonascurso; - Escrita; e proparoxítonas;10. Emprega estratégia de registro - Revisão; • Classes grama-escrito na compreensão de textos - Reescrita. ticais:orais; • Emprego de mecanismos de coesão - Revisão das11. Identifica marcas particulares (sinônimos, pronomes e advérbios); classes gramati-dos gêneros literários orais distin- • Coerência textual (lógica interna, cais estudadas;tos da fala cotidiana. revolução do tema, não contradição - Preposição; de idéias); - Advérbio; • Marcas de segmentação em função • Sintaxe do gênero (título e subtítulo, paragra- - Sujeito (identifi- fação, pontuação, acentuação de pala- cação, classifica- vras, domínio ortográfico de palavras ção e função. mais usuais). 183
  • 171. LÍNGUA PORTUGUESASISTEMA DE HABILIDADES E CONTEÚDOS – 7º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS EIXO I: EIXO II: EIXO III: LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA ANÁLISE E (USOS E FOR- (USOS E FORMAS) REFLEXÃO SO- MAS) BRE A LÍNGUA II – LEITURA UNIDADE II 12. Explicita expectativas quanto à forma • Conhecimentos LEITURA Aspectos observa- e ao conteúdo do texto em função das prévios sobre o • Compreensão e interpretação de dos nos diferentes características do gênero, do suporte, gênero e suas textos verbais: reportagem, gêneros textuais: do autor etc.; características: propaganda, artigo de opinião etc. 13. Seleciona procedimentos de leitura em reportagem, pro- • Compreensão e interpretação • Recursos expres- função dos diferentes objetivos e interesses (estudo, formação pessoal, entretenimento, paganda, artigo de textos não-verbais; sivos: repetição realização de tarefa) e das características de opinião etc. • Vocabulário e polissemia; de termos, recur- do gênero e suporte; • Expressão com • Relação entre imagem e texto sos gráficos, si- 14. Emprega estratégias não-lineares durante clareza de idéias; verbal; nais de pontuação o processo de leitura textos, avaliando • Registro formal • Condições de produção dos gêne- (. ? ! , ; : — ... “ ou reformulando hipóteses levantadas, e informal da ros trabalhados: intencionalidade, ” ( )); retomando tópicos, consultando outras língua; características do gênero, objetivos • Variação lingüís- fontes etc.; • Adequação da da enunciação, suporte. tica (moda-lidade, 15. Estabelece relações necessárias entre linguagem ao • Estratégias de leitura (reformula- registro); o texto e outros textos e recursos de nature- momento de fala. ção de hipótese, retomada do texto, • Organização za suplementar que o acompanham (gráficos, • Recursos consulta a outras fontes etc.); estrutural dos tabelas, desenhos, boxes) no processo de compreensão e interpretação do texto; expressivos da • Intertextualidade e análise crítica; textos; 16. Analisa indicadores lingüísticos e fala (gestos, ex- • Elementos de coesão presentes • Vocabulário, extralingüísticos presentes no texto para pressões faciais, nos textos: sinônimos e pronomes; palavras e identificar as várias vozes do discurso e o ritmo, entonação • Coerência textual (sentido geral expressões polis- ponto de vista que determina o tratamento etc.). do texto). sêmicas; dado ao conteúdo, confrontando-o com o de • Elementos de outros textos e posicionando-se criticamente PRODUÇÃO coesão: sinôni- diante dele; • Produção escrita: reportagem, mos, pronomes 17. Identifica informações relevantes para propaganda, artigo de opinião etc. (referentes) e a compreensão de textos; • - Condições de produção do advérbios (cau- 18. Interpreta com base no texto, inferindo gênero proposto: intencionalidade, salidade/tempo- idéias implícitas nele; 19. Reconhece a unidade temática dos assunto, tipo de linguagem, ralidade); diversos gêneros textuais; características do gênero, objetivos • Linguagem for- 20. analisa textos, considerando tema da enunciação, suporte; mal e informal; e características textuais do gênero e de • Estratégias de escrita: • Concordância autoria, ao sentido atribuído ao texto; - Planejamento; nominal e verbal; 21. Relaciona informações oferecidas por - Estabelecimento do tema; • Ortografia: linguagem verbal e não-verbal; - Levantamento de idéias; acentuação das 22. Percebe a coesão estabelecida no texto - Escrita; paroxítonas; por meio de sinônimos, pronomes, advérbios - Revisão; • Classes grama- e conjunções; - Reescrita. ticais: 23. Estabelece relação de significado entre • Emprego de mecanismos de - Revisão das palavras usuais, palavras polissêmicas e sentenças que dependem do contexto; coesão (sinônimos, pronomes classes gramati- 24. Identifica em textos ou fragmentos e advérbios); cais estudadas; de textos as características próprias da fala • Coerência textual (lógica interna, - Conjunção; de determinada região ou grupo social; revolução do tema, não contradição • Sintaxe 25. Reconhece marcas lingüísticas, de idéias); - Sujeito e predi- distinguindo linguagem formal de informal • Marcas de segmentação em função cado (identifica- em diferentes situações comunicativas;