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Aldo Barreto - A estrutura do texto e a transferência de informação
 

Aldo Barreto - A estrutura do texto e a transferência de informação

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PowerPoint apresentado no seminário da disciplina "Cultura e Informação" do mestrado em "Ciência da Informação" da ECA/USP....

PowerPoint apresentado no seminário da disciplina "Cultura e Informação" do mestrado em "Ciência da Informação" da ECA/USP.
O texto foi abordado em aula através de uma análise crítica, pois o texto foi considerado fraco, com muitas inconsistências.

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    Aldo Barreto - A estrutura do texto e a transferência de informação Aldo Barreto - A estrutura do texto e a transferência de informação Presentation Transcript

      • Charlene
      • Giseli
      • Joeli
      CBD- Cultura e Informação Junho de 2010
    • APRESENTAÇÃO Introdução A transferência da informação é maior que a simples comunicação Transferência e Fluxos de Informação
    • Introdução
      • A informação estabelece referências para o homem durante o percurso de sua odisséia individual no espaço e no tempo. Quanto
        • ao seu passado histórico;
        • às suas cognições prévias;
        • ao seu espaço de convivência.
      • Coloca o homem em um ponto do presente, com uma memória do passado e uma perspectiva de futuro.
    • Introdução
      • No artigo Barreto limita-se a observação e discussão das características e qualidades referentes ao fenômeno da informação entre seres humanos, habitando um determinado espaço social, político e econômico, e que se dá entre um emissor (ou fonte geradora), um canal de transferência, um código comum e um receptor (ou um destinatário) de uma mensagem com condições semânticas.
    • Qual a essência do fenômeno da informação?
      • A adequação de um processo de comunicação que se efetiva entre o emissor e o receptor da mensagem e pode gerar o conhecimento.
      • Nesse caso a definição está relacionada a intenção de passagem, o foco é o emissor ou o receptor.
      • Mas as definições que relacionam a informação à criação de conhecimento no indivíduo são as que melhor explicam a natureza do fenômeno.
      • Aqui a informação é qualificada como instrumento modificador da consciência do indivíduo e da sociedade como um todo.
      • o conhecimento só se realiza se a informação é percebida e aceita como tal e coloca o indivíduo em um estágio melhor dentro do mundo;
      • a informação quando assimilada modifica o estoque mental de informações do indivíduo e traz benefícios ao seu desenvolvimento e da sociedade em que ele vive.
      • A informação é um agente mediador na produção do conhecimento.
      • Estruturas simbolicamente significantes com a (in)tensão de gerar conhecimento.
      • Neste caso a característica da informação passou a ser sua (in)tensão para gerar o conhecimento.
    • Problemática
      • Como se organiza, controla e distribui de maneira correta, política e socialmente, a informação, considerando sua ingerência na produção do conhecimento?
      • A produção de informação tem práticas bem definidas e apoia-se num processo de transformação orientado por uma racionalidade técnica.
      • A questão que se coloca é o trabalhar com a informação enquanto estrutura significante no sentido de direcioná-la ao seu propósito de criadora de conhecimento para a sociedade.
    • A estrutura de informação
      • A estrutura de informação é considerada como qualquer inscrição de informação em uma base física que a aceite; a estrutura é então pensada como sendo um conjunto de elementos que formam um todo ordenado e com princípios lógicos.
    • A estrutura de informação textual
      • possuem características de linguagem que admitem condições morfológicas, onde partes podem representar o todo;
      • constitui um todo unificado passível de ser distribuído por um canal de transferência;
      • o conteúdo é a elaboração de seu autor;
      • textos se relacionam com as estruturas de informação agregados nos estoques de informação de áreas do conhecimento.
      • Através da interpretação do receptor de informação o texto pode se transformar em lenda.
      • “ Lenda porque, a ele texto se agregam pela leitura, a interpretação de diferentes indivíduos com diferentes (in)tenções.”
      • A estrutura da informação passa a ser independente do autor, está a cargo da interpretação do leitor.
    • Análise da estrutura de informação
      • Na cultura tribal havia a comunicação oral, ou seja, entre pessoas (sem intermédio de instrumentos técnicos). A comunicação podia ser multivariada, de várias vozes ao mesmo tempo.
      • Com a cultura escrita e tipográfica o pensamento inscrito em diferentes bases de suporte pode ser multiplicado, armazenado e transportado para espaços longínquos e tempos milenares.
      • A escrita, onde o texto pode ser linear, sequencial e alfabético ou acêntrico e sem destino, deu ao homem valores visuais lineares e ocasionou uma consciência fragmentada.
      • Com o advento da tecnologia digital abre-se novas configurações de relacionamento com o receptor e com o conhecimento. O hipertexto, com suas cadeias imprevisíveis de links entrelaçados, apresenta características não-lineares e permite que cada leitor trace seu próprio caminho.
      Análise da estrutura de informação
    • Leitor
      • Um texto é feito de escritas múltiplas, saídas de várias culturas e que entram umas com as outras em diálogo.
      • O pensamento do autor se transforma em informação quando inscrito por meio da escrita, mas a multiplicidade se reúne no leitor. A unidade do texto está no leitor.
      • No relacionamento com uma estrutura de suporte de informação um receptor realiza reflexões e interações, que lhe permitem evocar conceitos relacionados explicitamente com a informação recebida. O receptor mostra aspectos de um pensamento que é seduzido por condições quase ocultas, silenciosas, de um meditar próprio de sua privacidade ambientadas no:
      • contexto do texto, enquanto estrutura da informação;
      • contexto particular do sujeito;
      • estoque de informação do sujeito;
      • competência simbólica do receptor;
      • contexto físico e cultural do sujeito que interpreta o texto.
    • A transferência da informa ç ão é maior que a simples comunica ç ão
      • Em 1949 Shannon e Weaver publicam “ The Mathematical Theory of Communication ”
      • Emissão e recep ç ão de sinais telefônicos.
    • A transferência da informa ç ão é maior que a simples comunica ç ão
      • O modelo de comunicação de Shannon e Weaver :
          • Uma fonte geradora
          • Um codificador
          • Uma mensagem
          • Um canal
          • Um decodificador
          • Um receptor
    • A transferência da informação é maior que a simples comunicação
      • A CI e a Comunica ç ão nascem no p ó s guerra.
      • A Comunicação e a CI adotaram o modelo como uma estrutura para explicar seu comportamento.
      • O significado semântico da informação não tem qualquer papel no modelo e na teoria de Shannon e Weaver.
    • A transferência da informa ç ão é maior que a simples comunica ç ão
      • CI e Comunicação
        • Estranheza contra o pressuposto de que as áreas se entrelaçam no que diz respeito a construção histórica, características e destino final.
        • Racionalidades, Objetos, objetivos e conteúdos diferenciados. Pouco tem em comum a não ser de que a mensagem comunicada pode ser tratada como informação relevante para gerar conhecimento em determinado individuo ou grupo de pessoas.
        • Uma mistura irregular de temas, história e métodos diferenciados.
    • A transferência da informa ç ão é maior que a simples comunica ç ão
      • Comunicação
        • Gerador – instituição ou um grupo
        • Receptor – massa
        • A mensagem - é um decorrência do canal
      • Obs: 
        • Impessoalidade entre os atores.
        • A (in)tensão é que alcance um maior público comum que a entenda.
        • Importância do meio.
    • A transferência da informa ç ão é maior que a simples comunica ç ão
      • CI – transferência da informação
        • Caracteriza o seu gerador.
        • Nomeia seus autores.
        • Estuda as necessidades.
        • Faz um perfil do receptor.
        • Na transferência da informação – deslocamento.
      •   Obs:
        • Pode ser um grupo ou um indivíduo.
        • A CI quer uma transmudação com melhor distribuição e conseqüentemente apropriação da informação considerando sua natureza e conteúdo.
        • Importância para o conteúdo.
        • Não basta atingir o receptor há que criar conhecimento modificador em pessoas únicas.
    • A transferência da informa ç ão é maior que a simples comunica ç ão
      • A transferência de informação está dentro do processo comunicacional.
      • Mas, só acontece se a informação gerar conhecimento modificador no receptor.
      • Nesse caso a transferência da informação tem implicações maiores do que a simples comunicação.
    • Transferência e Fluxos de Informação 1º níve/fluxos internos (mundo do gerenciamento da informação): racionalidade técnica, produtivista e reducionista. Indústria da informação e Infocontextura (corporações públicas e privadas) que manipulam os estoques de informação.   2º nível (onde ocorre as transferências da informação): fica nas extremidades do primeiro nível. Esquerda: Idéias e fatos delineados pelo autor para produzir uma narrativa mental que é traduzida numa linguagem que é traduzida para uma linguagem escrita. Direita: estrutura de suporte, a linguagem de inscrição e o conhecimento a ser elaborado pelo receptor. Fonte: Barreto (2007, p.24).
    • Transferência e Fluxos de Informação O  texto é um dos elemento dos estoques de informação que adquire  significação  nos  espaços públicos e pode gerar conhecimento.   O texto é elaborado por um autor inserido dentro de uma área do conhecimento onde seu conteúdo se relaciona com outros conteúdos dos estoques de informação. Sendo o leitor responsável por atribuir significados ao texto.   O lugar em que a informação se faz conhecimento é na consciência do receptor que precisa ter condições para aceitar a informação e a interiorizar (memória e associações). Onde o significado do texto está conectado à relação entre a informação e o estado da memória do receptor, seu conteúdo e os seus contextos. Assim, o receptor fica liberado da intenção do emissor, pois uma mensagem pode ter diferentes significados para pessoas diferentes ou para uma mesma pessoa em tempo diferentes.
    • Comentários
      • Quando Barreto trabalha o conceito de informação como (in)tensão de gerar conhecimento no indivíduo, ele mostra a interdisciplinaridade da CI, pois ao se relacionar com o conhecimento a informação necessita, para sua explicação, uma reflexão junto com a filosofia, a lingüística, a ciência cognitiva, a ciência da computação, a sociologia, entre outras áreas.
    • Comentários
      • No início do texto Barreto diz que os conceitos de informação tendem a se concentrar no principio ou no fim do processo de transferência. (ou seja, no emissor ou no receptor).
          • Isso causa uma adjetivação do conceito com o significado de mensagem .
      • O que ele defende: ”As definições que melhor explicam a natureza do conceito são as que relacionam à informação à criação de conhecimento no indivíduo”.
      • O que percebemos: Durante sua argumentação ele enfatiza o papel do Leitor (onde se elabora o conhecimento) no processo de transferência da informação.
    • Comentários
      • A pergunta que Barreto se propõe a responder continua em aberto:
      • “ Como se organiza, controla e distribui de maneira correta , política e socialmente, a informação, considerando sua ingerência na produção do conhecimento?”
    • Referências BARRETO, A. de A. Memórias, esquecimentos e estoques de informação. Disponível em: <http://aldoibct.bighost.com.br/MemorEsquecim.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2010. BARRETO, A. de A. Uma história da ciência da Informação. In: TOUTAIN, L. M. B. B (Org). Para entender a Ciência da Informação . Salvador: EDUFBA, 2007, p.13-34. Disponível em: < https://repositorio.ufba.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/17/PARA%20ENTENDER%20A%20CIENCIA%20DA%20INFORMAMACAO.PDF?sequence=3 >. Acesso em: 11 jun. 2010. BARRETO, A. de A. A questão da informação . São Paulo em Perspectiva , v. 8, n. 4, 1994. Disponível em: < http://www.e-iasi.org/cinfor/quest/quest.htm >. Acesso em: 07 jun. 2010.