• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
Graffite Como Arte De Rua
 

Graffite Como Arte De Rua

on

  • 17,758 views

 

Statistics

Views

Total Views
17,758
Views on SlideShare
17,716
Embed Views
42

Actions

Likes
1
Downloads
74
Comments
0

1 Embed 42

http://www.slideshare.net 42

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft PowerPoint

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    Graffite Como Arte De Rua Graffite Como Arte De Rua Presentation Transcript

      • O grafite é uma forma de arte contemporânea de características essencialmente urbanas. São pinturas e desenhos feitos nos muros e paredes públicos. Não é simplesmente uma pichação, mas uma expressão artística. Tem a intenção de interferir na paisagem da cidade, transmitindo diferentes idéias. Não se trata, portanto, de poluição visual.
      GRAFFITE COMO ARTE DE RUA
    • O uso do espaço comum para se manifestar CONTEXTUALIZAÇÃO
      • O poder público é o administrador que tem a capacidade de regular a utilização mesmo que seja para a degradação, dos lugares de uso comum. Neste contexto, diversos grupos utilizam-se deles, para os mais variados fins. Mesmo não autorizados, tentam recriar ou dar um novo uso ou uma nova forma a esses lugares. Um dos sentidos não autorizados seria o de transformar esses lugares em painéis de comunicação. Atos de pichações ou grafites, entre outras maneiras, recriam a utilização destes espaços. Esse grupo se qualifica como um movimento que abrange mais que valores estritamente estéticos. Possui uma ideologia que é transmitida essencialmente por meio da música, dança e a expressão plástica. Mesmo que a essência do grafismo desse grupo contenha elementos semelhantes a outros grupos, como o ato comunicativo e contestatório, este procura transmitir por meio de suas imagens, por vezes demais realistas, o lúdico, nuclear a todo o seu ideário enquanto proposta questionadora.
      • As figuras de animais e homens pré-históricos pintadas nas cavernas há dezenas de milhares de anos são vistas como traços de narrativas antigas ou rituais místicos. O paleontólogo americano Russell Dale Guthrie discorda dessa tese. Para ele, grande parte da arte produzida por nossos ancestrais do tempo das cavernas foi feita por jovens, por pura diversão. Em seu livro ainda não lançado no Brasil, The Nature of Paleolithic Art (A Natureza da Arte Paleolítica), Guthrie reacende a polêmica sobre a natureza da arte ancestral. Para ele, era um exercício de criatividade. Afinal, no mundo nada amigável e frio da Era Paleolítica, ser criativo poderia ser essencial para a sobrevivência. "Essa é a maravilhosa história de nossa evolução", afirma
      • Grafia é a escrita. Nas artes plásticas, a palavra grafite, ou graffito (em italiano), significa marca ou inscrição feita em um muro , e é o nome dado às inscrições feitas em paredes desde o Império Romano . Grafismo, por sua vez, é a maneira de traçar linhas e curvas sob um ponto de vista estético.
      • No per í odo contemporâneo, as primeiras manifesta ç ões dessa forma de arte surgiram em Paris,
      • durante a chamada revolu ç ão cultural, em maio de 1968. A est é tica do grafite é bastante associada ao hip-hop, uma forma de expressão art í stica que tamb é m surgiu nas ruas. Nos Estados Unidos, um importante artista grafiteiro foi Jean-Michel Basquiat (1960-1988). Original de uma fam í lia haitiana, Basquiat buscou, para sua arte, ra í zes na experiência da exclusão social, no universo dos migrantes e no repert ó rio cultural dos afro-americanos. Ao longo da d é cada de 1970, seus "textos pintados" tomam os muros de Nova York, principalmente nos bairros que eram redutos de intelectuais e artistas, tornando Basquiat conhecido.
      • Grafite no Brasil
      • Alex Vallauri (1949-1987) é considerado um dos precursores do grafite no Brasil. Etíope, chegou a São Paulo em 1965. Estudou gravura e formou-se em Comunicação Visual pela FAAP. Em 1978, passou a fazer grafites em espaços públicos da cidade. Produziu silhuetas de figuras, utilizando tinta spray sobre moldes de papelão. Morou em Nova York entre 1982 e 1983. Durante esse período, também fez grafites nos muros da cidade. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado , que também foi tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Sua obra foi apresentada na retrospectiva "Viva Vallauri", realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. Juntamente com o grafite de Vallauri, destacam-se os trabalhos de Waldemar Zaidler e Carlos Matuck. O grupo Tupinão Dá - composto por Carlos Delfino, Jaime Prades e Milton Sogabe - é outra referência importante quando o assunto é o grafite em São Paulo. O grupo realizou performances e grafitagens pela cidade durante toda a década de 1980. O Dia Nacional do Grafite é 27 de março e foi instituído após a morte de Vallauri, que ocorreu nesse dia, no ano de 1987.
    • Os grafiteiros das cavernas
      • ÉPOCA > Por que os homens pré-históricos pintavam as cavernas? No universo acadêmico, a explicação mais aceita para as pinturas é que fariam parte de rituais místicos relacionados à fecundidade. Ou seriam uma espécie de magia para deixar os animais caçados mais vulneráveis. É verdade? Russell Dale Guthrie > Existe a interpretação de que a arte do Paleolítico tinha significado religioso ou espiritual. Porém, há pouca evidência de que isso seja verdade. A arte mística é marcada por caracteres de repetição, criaturas bizarras, estilização. E essas características não estão presentes nas cavernas. A arte paleolítica pode ser explicada como a maneira natural pela qual as pessoas dessa época interagiam com o ambiente e uns com os outros. Eu acho que essas pinturas foram feitas por pessoas mais racionais, muito espertas, que usavam sua inteligência para sobreviver e interagir. E a arte ia muito além das cavernas. ÉPOCA > Onde mais se pintava? Guthrie > É um equívoco comum pensar que a arte de mais de 10 mil anos atrás tenha sido toda feita dentro de cavernas. Grande parte está em sítios arqueológicos ao ar livre. São gravuras feitas em pedras calcárias ou em ardósia, em chifres, em marfim e em ossos. Porém, alguns lugares conservaram essas pinturas melhor, como as cavernas.
      • ÉPOCA > Quem eram os autores dessas pinturas? Guthrie > Os dados mostram que homens e mulheres de todas as idades participaram da arte paleolítica. Pelos temas pode se chegar a essa conclusão. Mas também usei um programa de computador para comparar o tamanho das mãos de seres humanos atuais com as marcas com tinta encontradas junto às pinturas. Assim, foi possível dizer estatisticamente o sexo e a idade dos donos dessas impressões. A maioria era de homens jovens. Uma possível explicação para isso é que as mulheres costumavam usar materiais menos duradouros, como fibras, couros, peles e pratos. Os homens trabalhavam com materiais mais duráveis: pedras, ossos, chifres e marfim. O fato de as mãos masculinas serem mais freqüentes também pode ser explicado pelos homens serem mais propensos a correr riscos. E suponho que naquela época as cavernas eram lugares perigosos. Você ficava sem luz, estava perdido. E os jovens costumam estar mais dispostos a enfrentar riscos que os homens mais velhos. Há uma grande tendência de muitas das artes terem sido feitas por jovens. Eu não diria a maior parte, mas uma grande fração.
      • ÉPOCA > O tipo de desenho confirma essa conclusão? Guthrie > Nas mais de 3 mil imagens mostradas em meu livro, fica claro que a maior parte é rudimentar, quase grosseira. É o exato tipo de imagem que ainda hoje é feita quando se está aprendendo a desenhar. É um erro pensar que grande parte da arte paleolítica tenha sido feita por grandes pintores.
      • ÉPOCA > Por que muitas pinturas retratam animais, órgãos sexuais femininos e silhuetas de mulheres? Guthrie > Como os adultos, os jovens desenham o que é mais excitante para eles. No tipo de grupo em que viviam, o status vinha de ser um caçador audaz. Assim, conquistava-se o respeito dos pares, além da admiração das garotas, com o objetivo de ter filhos saudáveis e ser bem cuidado na velhice. Já a visualização de partes da anatomia feminina pode ter um grande potencial de excitar os homens.
      • ÉPOCA > É possível comparar a arte feita por jovens pré-históricos aos grafites dos adolescentes atuais? Guthrie > Não acredito nisso de maneira nenhuma. Hoje, há mais propósitos políticos, não de diversão. Tem um tom de discordância, de se rebelar contra a sociedade.
      • ÉPOCA > Qual era a finalidade das pinturas, então, para os jovens pré-históricos? Guthrie > As obras de arte preservadas são uma relíquia de um tipo de brincadeira, a brincadeira da criatividade. Nossa evolução é resultado de nossa vivência ao ar livre, que nos deixava indefesos. Foi preciso muita inteligência, e não força para sobreviver e prosperar. A evolução de um tipo especial de comportamento nos permitiu desenvolver e praticar nossa inteligência: o brincar, uma atividade auto-recompesadora. Ela permite errar sem sofrer sérias conseqüências. E a arte era isso, uma brincadeira exploratória.
      • ÉPOCA > Essa arte paleolítica não teria significados místicos? Guthrie > As razões pelas quais fazer arte são tão auto-recompensadoras são obscuras. É por isso que os acadêmicos têm se desviado em direção ao xamanismo, à magia e a outras motivações espirituais para tentar entender as pinturas. Mas as razões são muito mais profundas e universais. Biológicas, eu diria. Fazer arte de qualquer tipo é aprender a pensar diferente, a produzir coisas novas, a exercer a criatividade.
      • ÉPOCA > É possível afirmar que os jovens que fizeram essas pinturas há 40 mil anos tinham um comportamento similar ao dos adolescentes de hoje? Guthrie > As evidências do conhecimento moderno mostram que todas as espécies evoluíram e que os seres humanos também são criaturas de nosso passado natural evolucionário, não produto de uma criação especial. Muitas de nossas inclinações são inatas. Alguns antropólogos ignoram essa evidência. Eles ignoram que existem comportamentos comuns a várias culturas. E o uso da criatividade é um deles. O contrário disso seria acreditar que o ambiente há 40 mil anos determinaria uma cultura tão diferente da nossa que jamais poderíamos compreendê-la.
      •