Projeto Pérola negra

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  • PARABÉNS...."AS DIFERENTES DIFERENÇAS"..QUE NOS FORTALECE NO CONHECIMENTO CONTÍNUO!
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  • Puro egoísmo, se seu trabalho foi tão interessante por que não divulgar ,ou copiar para outros alunos,visto que esse tema é bastante vasto e vcs conseguiram passar com muita clareza,não vejo problema em copiá-lo.
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  • Prezados, venho informar que o professor Srº Cécil Policarpo Cabral d'Almada, utilizou o meu texto integral no seu slide da pagina 34 a 43, sem mencionar os créditos do mesmo para Denise Guerra dos Santos(AUTORA do texto Os Legados Ancestrais na Cultura Afro-indígena Brasileira e a implementação da lei 11.645/08. Informo ainda que este texto encontra-se publicado na revista on line http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/LEGADOS_ANCESTRAIS_CULTURA_AFROINDIGENA_BRASILEIRA_IMPLEMENTACAO_LEI_1164508.pdf com o mesmo título colocado neste slide da palestra, desde a data de 09/05/2010, e que o mesmo está registrado na biblioteca Nacional do Rio de Janeiro - Brasil, sob o número ISSN 1983.2354. Para o que solicito providências por uma questão ética, de retirar o texto deste site até que o mesmo mencione o meu nome como autora (Denise Guerra dos Santos). Aguardo resposta no email: denise.guerra@yahoo.com.br

    A propósito, o meu texto Os Legados Ancestrais na Cultura Afro-indígena brasileira e a Lei 11.645/08 foi publicado na Revista África e Africanidades - Ano 3 - n. 9, maio, 2010 - ISSN 1983-2354 www.africaeafricanidades.com e o escrevi por ocasião da minha palestra no estado do Mato Grosso atendendo ao município de Comodoro onde vivem os índios Nambiquaras. Aguardo retorno sobre os créditos ao meu texto, utilizado integralmente pelo professor Srº Cécil Policarpo Cabral d'Almada. Email denise.guerra@yahoo.com.br
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  • África & Brasil: propostas para uma abordagem positiva da história e da cultura afro-brasileira em sala de aula
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  • Projeto Pérola negra

    1. 1. RENASCIMENTO AFRICANO EM TERRAS BRASILEIRAS Propostas para uma abordagem positiva da história e da cultura afro-brasileira em sala de aula. PROJETO PÉROLA NEGRA
    2. 2. “ Que a água seja refrescante. Que o caminho seja suave. Que a casa seja hospitaleira.Que o mensageiro conduza em paz a palavra.” Benção Iorubá
    3. 3. <ul><li>“ Existe uma história do povo negro sem o Brasil. Mas não existe uma história do Brasil sem o povo negro.” </li></ul><ul><li>Januário Garcia </li></ul>
    4. 4. I D E N T I F I C A Ç Ã O: <ul><li>PÚBLICO ALVO </li></ul><ul><li>Alunos dos 1 os , 2 os e 3 os anos do Ensino Médio </li></ul><ul><li>Professores da rede estadual no município de Acaraú </li></ul><ul><li>MODALIDADES: </li></ul><ul><li>Ensino Médio Regular e Educação Profissional </li></ul><ul><li>PERÍODO DE REALIZAÇÃO : </li></ul><ul><li>Setembro a Novembro de 2009 </li></ul><ul><li>LOCAL: EEEP Tomaz Pompeu de Sousa Brasil e EEM Liceu de Acaraú Maria Alice Ramos Gomes </li></ul>
    5. 5. <ul><li>A lei 10.639/03 </li></ul><ul><li>Renovação da bibliografia e uso das TICs </li></ul><ul><li>Presença africana e de seus descendentes na formação do Brasil e dos brasileiros </li></ul><ul><li>A temática se configurou em “modismo”. </li></ul><ul><li>Os africanos da atualidade ainda são mostrados em situações humilhantes. </li></ul><ul><li>África: palco das maiores mazelas da humanidade. </li></ul><ul><li>Como uma criança pode sentir orgulho de ser afrodescendente? Como um jovem pode desenvolver o sentimento de pertencimento a um povo tido como fraco e inferior? </li></ul>
    6. 6. Principais críticas <ul><li>Sistema educacional diz que é democrático mas valoriza apenas: </li></ul><ul><li>a história do branco; </li></ul><ul><li>a cultura do branco; </li></ul><ul><li>a história européia; </li></ul><ul><li>a beleza do branco. </li></ul>
    7. 7. Críticas ao livro didático <ul><li>Como o a aluno pode se identificar com suas origens se não conhece negros que tiveram destaque na história do Brasil ou do mundo? </li></ul>Milton Santos Clementina e Adhemar F. da Silva Grande Otelo e Luís Gama Mãe Stella de Oxóssi Didi e Machado de Assis
    8. 8. <ul><li>Qual aluno vai sentir orgulho de sua negritude se nos livros os negros aparecem fazendo - quase que exclusivamente - trabalho escravo ou sendo chicoteado? </li></ul>
    9. 9. DESVENDANDO A ÁFRICA <ul><li>Conhecemos os europeus, mas e os africanos? </li></ul><ul><li>Em geral quase, sempre vemos a África como algo homogêneo, como se todos os hábitos, costumes, crenças fossem iguais para todos os povos, para todos os países do continente. </li></ul><ul><li>Não conseguimos ver o multiculturalismo, as peculiaridades, as especificidades. </li></ul><ul><li>Como mudar isso? Conhecendo </li></ul><ul><li>a África, sua história, a origem de </li></ul><ul><li>suas tragédias, as suas belezas e </li></ul><ul><li>riquezas culturais e humanas. </li></ul><ul><li>Conhecer para valorizar </li></ul><ul><li>Vencer preconceitos. </li></ul>
    10. 10. <ul><li>PCNs: a educação escolar corresponde a um espaço sociocultural e institucional responsável pelo trato pedagógico do conhecimento e da cultura. </li></ul><ul><li>projeto busca a valorização da ascendência africana por meio da história dos povos africanos que, mesmo na condição de seqüestrados fizeram renascer a Mãe África em solo brasileiro. </li></ul><ul><li>Oficinas de formação de professores e da prática pedagógica destes em sala de aula, pretende-se contribuir para efetivar a Lei 10.639/03. </li></ul>
    11. 11. <ul><li>Ações que transformem a Lei 10639/03 em aulas criativas e fomentadoras de atitudes anti-racistas. </li></ul><ul><li>Os estudos áfricos devem ser cotidianizados. </li></ul><ul><li>Projetos escolares. </li></ul><ul><li>Lei n° 10.639/03 : inclui o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, com destaque para a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política do Brasil, deve está inserido de forma cotidiana nas mais variadas disciplinas do currículo escolar durante todo o ano letivo. </li></ul>
    12. 12. <ul><li>Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais (2006): </li></ul><ul><li>“ torna-se imperativo o debate na educação a serviço da diversidade, tendo como grande desafio a afirmação e a revitalização da auto-imagem do povo negro.” </li></ul>
    13. 13. Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação das Relações Étinico-Raciaias e para o Ensino de História e Cultura afro-brasileira Africana. <ul><li>Este parecer visa a atender os propósitos expressos na Indicação CNE/CP6/2002, bem como regular a alteração trazida à lei 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, pela lei 10.639/2000, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e Cultura Afro-Brasileira na Educação Básica. </li></ul>
    14. 14. JUSTIFICATIVA <ul><li>Dificuldade ainda enfrentada por muitos educadores na cotidianização do ensino sobre a História e Cultura Afro-brasileira. </li></ul><ul><li>Falta de capacitações e de materiais didáticos relacionados à temática. </li></ul><ul><li>Embora os materiais existam, são pouco divulgados e, muitas vezes, inacessíveis, e em quantidades insuficientes para alunos e professores. </li></ul><ul><li>Temas tratados de forma superficial ou somente por meio de projetos de curta duração. </li></ul>
    15. 15. Por que a história da África e dos afro-brasileiros? <ul><li>Constata-se que uma das maiores dificuldades metodológicas para quem hoje está na docência é “como abordar a história da África e dos afro-descendentes em sala de aula”. </li></ul>
    16. 16. Dificuldades para efetivação da lei <ul><li>As principais universidades no Brasil não têm a cadeira de história da África, ou se têm, os cursos são muito recentes. </li></ul><ul><li>Se comparada a outros temas a história da África é pouco conhecida. </li></ul><ul><li>Falta de fontes. </li></ul><ul><li>Universidades não cobram história da África em seus vestibulares. </li></ul>
    17. 17. OBJETIVO GERAL <ul><li>Efetivar a Lei 10.639/03 nas escolas da rede estadual do Município de Acaraú – CE, incentivando atividades educativas e culturais comemorativas ao 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra 2009. </li></ul>
    18. 18. OBJETIVOS ESPECÍFICOS <ul><li>Cotidianizar a temática sobre as relações raciais nas escolas acarauenses; </li></ul><ul><li>Sensibilizar profissionais da educação sobre a importância da implementação da lei 10.639/03 no combate ao racismo no espaço escolar; </li></ul><ul><li>Identificar o racismo no cotidiano escolar e suas conseqüências no processo de ensino aprendizagem e na evasão escolar; </li></ul><ul><li>Oferecer informações e conhecimentos estratégicos para a formação do conteúdo da História e Cultura Africana e Afro-brasileira nos currículos; </li></ul><ul><li>Possibilitar o acesso e a construção de material didático para a prática na escola e em sala de aula. </li></ul>
    19. 19. METODOLOGIA <ul><li>Palestras de sensibilização (alunos, gestores e professores) </li></ul><ul><li>Oficinas para os educadores e gremistas </li></ul><ul><li>Reuniões de planejamento das ações educativas e culturais  </li></ul><ul><li>Produção de evento cultural: exposição dos trabalhos produzidos – 20 de novembro de 2009. </li></ul>
    20. 20. Aulas teóricas e práticas <ul><li>Estudo e reflexão a partir de textos e imagens </li></ul><ul><li>Explanação oral e escrita. </li></ul><ul><li>Debates. </li></ul><ul><li>Pesquisa bibliográfica e de campo realizada por alunos sob coordenação dos professores. </li></ul><ul><li>Análise crítica dos dados coletados e tabulação dos dados em gráficos estatísticos. </li></ul><ul><li>Produção de textos em prosa e em verso. </li></ul><ul><li>Elaboração de murais temáticos. </li></ul><ul><li>Produção de números artísticos: dança, música, artes visuais e teatro. </li></ul><ul><li>Produção de documentários, vídeos e slides </li></ul>
    21. 21. PALESTRA: A Educação das relações étnico-raciais no Ensino Médio <ul><li>Oferecer informações iniciais sobre a importância da lei e do Conteúdo História e Cultura Africana e Afro-brasileira no processo ensino-aprendizagem; </li></ul><ul><li>Sensibilização da comunidade escolar quanto à mudança de comportamentos, a fim de minimizar as atitudes de descaso e desrespeito à diversidade étnica e cultural da sociedade brasileira. </li></ul>
    22. 22. OFICINAS TEMÁTICAS <ul><li>1ª OFICINA: A aplicabilidade da lei 10.639 </li></ul><ul><li>Conhecer os antecedentes históricos da lei 10.639/03 e outras legislações pertinentes. </li></ul><ul><li>Conhecer a importância da implementação da lei na superação do racismo na educação e na sociedade brasileira. </li></ul><ul><li>Situar e identificar a lei como uma ação afirmativa no combate ao racismo institucional na educação brasileira </li></ul><ul><li>Desmistificar conceitos como raça, racismo, etnia, discriminação racial e outros utilizados na questão racial. </li></ul><ul><li>Oferecer sugestões e caminhos para a efetivação da lei e seus conteúdos no cotidiano escolar. </li></ul>
    23. 23. OFICINAS TEMÁTICAS <ul><li>2ª OFICINA: A África se Aprende na Escola </li></ul><ul><li>Fornecer informações e conhecimentos para a introdução do ensino da história dos povos africanos e afro-brasileiros no país e a influência desses na construção da sociedade brasileira. </li></ul><ul><li>Identificar estratégias pedagógicas para trabalhar a História do Brasil a partir do referencial afro-brasileiro; </li></ul><ul><li>Compreender os processos geográficos e históricos que influciaram na formação do território brasileiro. </li></ul><ul><li>Compreender que a cosmovisão africana foi reinventada em território brasileiro, contribuindo para o enriquecimento do debate acerca de questões históricas, culturais e éticas na comunidade escolar e social. </li></ul>
    24. 24. OFICINAS TEMÁTICAS <ul><li>3ª OFICINA: O Trato Pedagógico da Questão Racial no Cotidiano Escolar </li></ul><ul><li>Discutir a questão racial como conteúdo multidisciplinar durante o ano letivo; </li></ul><ul><li>Reconhecer e valorizar as contribuições do povo negro; </li></ul><ul><li>Abordar as situações de diversidade étnico-racial e a vida cotidiana nas salas de aula; </li></ul><ul><li>Combater as posturas etnocêntricas para a desconstrução de estereótipos e preconceitos atribuídos ao grupo negro; </li></ul>
    25. 25. <ul><li>Incorporar como conteúdo do currículo a história e cultura do povo negro; </li></ul><ul><li>Adotar uma postura pedagógica voltada para a desconstrução de atitudes preconceituosas e discriminatórias a partir da recusa de materiais pedagógicos contendo imagens estereotipadas do negro. </li></ul><ul><li>Construir coletivamente alternativas pedagógicas com suporte de recursos didáticos adequados </li></ul>
    26. 26. OFICINAS TEMÁTICAS <ul><li>4ª OFICINA: A Riqueza Artística e Cultural Africana e Afro-brasileira </li></ul><ul><li>Conhecer a produção artística e cultural dos povos africanos e a influência dessas expressões no patrimônio artístico-cultural brasileiro. </li></ul><ul><li>Conhecer as principais manifestações artísticas e culturais tradicionais de matriz africana no Brasil </li></ul><ul><li>Conhecer as expressões artísticas e culturais no Brasil de hoje e a influência dessas na formação e no desenvolvimento da juventude acarauense. </li></ul>
    27. 27. OFICINAS TEMÁTICAS <ul><li>5ª OFICINA: Brasil Africano - da Estética à Culinária, dos Costumes à Religião </li></ul><ul><li>Compreender que nas duas margens do Atlântico se estabeleceram padrões culturais comuns, que podem ser vistos na habitação, na cozinha, nas vestimentas, nas festas, na língua, nos costumes e na religiosidade. </li></ul><ul><li>Discutir sobre o preconceito e discriminação contra as religiões de matrizes africanas na escola e na sociedade. </li></ul><ul><li>Fortalecer identidades, rompendo com imagens negativas contra a estética negra; </li></ul><ul><li>Ressaltar a intensa contribuição das matrizes africanas na área da linguagem e da culinária. </li></ul>
    28. 28. SUGESTÕES DE CONTEÚDOS E ATIVIDADES <ul><li>5.1 Influências africanas na Língua Portuguesa </li></ul><ul><li>Glossário de termos e expressões anti-racistas </li></ul><ul><li>Estudo de palavras e expressões de origem africana </li></ul><ul><li>Produção de dicionário de termos afro-descendentes </li></ul><ul><li>Elaboração de exposição de biografias de autores afrodescendente. </li></ul><ul><li>Novo acordo ortográfico </li></ul>
    29. 29. <ul><li>5.2 Contribuições africanas na área intelectual </li></ul><ul><li>Pesquisa bibliográfica em autores e intelectuais negros. </li></ul><ul><li>Montagem de mural sobre produções de africanos e afrodescendentes. </li></ul><ul><li>Leitura e discussão de mitos africanos. </li></ul><ul><li>Levantamento e análise de obras de artistas negros ou que trabalham com a temática étnico-racial, estudando suas obras e suas biografias. </li></ul><ul><li>Criar folden ou mural sobre artistas negros(as) e suas obras. </li></ul><ul><li>Produção de textos em prosa e verso. </li></ul><ul><li>TEXTO: Como a resistência se fez pela literatura. </li></ul>
    30. 30. <ul><li>Exposição de biografias de autores negros e não-negros que se dedicaram à produção literária da temática africana e afro-brasileira. </li></ul><ul><li>Pesquisa e análise de charges e piadas racistas. </li></ul><ul><li>Montagem de peças teatrais tendo como tema a Diáspora Africana, os Mitos da Criação Africanos, Renascimento da Mãe África em Terras Brasileiras. </li></ul><ul><li>Apreciação e debates a partir de músicas que tratam da temática da valorização da afrodescendência e propõem mensagens e reflexões sobre preconceito e discriminação (Martinho da Vila, Daniela Mercury, Cidade Negra, Gilberto Gil, Jorge Bem Jó, Gabriel o Pensador...) </li></ul>
    31. 31. <ul><li>5.3 Trajetórias do povo negro no espaço </li></ul><ul><li>Pesquisas sobre a participação do negro na construção da historicidade e espaços geopolíticos do município e da região. </li></ul><ul><li>Estudo dos aspectos geográficos e humanos do continente africano. </li></ul><ul><li>Localização do continente africano e seus países no mapa-múndi, bem como dos povos herdeiros à sua cultura. </li></ul><ul><li>Leitura de textos e imagens da trajetória dos africanos: da diáspora ao renascimento no espaço brasileiro. </li></ul><ul><li>Produção de slides sobre as civilizações africanas. </li></ul>
    32. 32. <ul><li>Pesquisa de flagrantes de preconceito e discriminação na escola e nos arredores. </li></ul><ul><li>Realização de pesquisa de campo: nossa escola combate a discriminação? </li></ul><ul><li>Tratamento e análise dos dados coletados. </li></ul><ul><li>Construção de gráficos e tabelas a partir dos dados da pesquisa de campo. </li></ul><ul><li>Produção de seminários abordando as contribuições dos africanos na culinária, na política, na religiosidade, nos costumes e na estética brasileira. </li></ul><ul><li>Produção de slogan repudiando o preconceito e a discriminaçã o. </li></ul>
    33. 33. <ul><li>Produção de painel informativo a partir do calendário das datas significativas da História e cultura Afro-brasileira e Africana. </li></ul><ul><li>Estudar a trajetória de Zumbi e outros heróis negros e não-negros, ressaltando a importância destes na luta pela igualdade e pela liberdade no passado e no presente. </li></ul><ul><li>Produzir stands temáticos ressaltando as variadas contribuições dos africanos na culinária, na religião, nos costumes, na língua, nas expressões artísticas. </li></ul><ul><li>Organização de evento cultural no dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra. </li></ul>
    34. 34. <ul><li>5.4 A matemática: números e geometria na luta contra a discriminação </li></ul><ul><li>Exploração as figuras geométricas representadas na simbologia de várias culturas africanas. </li></ul><ul><li>Exposição e apreciação de jogos matemáticos de origem africana. </li></ul><ul><li>Tabulação de dados e transformação destes em porcentagens e gráficos estatísticos. </li></ul><ul><li>Pesquisa: os números da discriminação em contexto local e nacional. </li></ul><ul><li>Destaque para as contribuições dos povos africanos para o desenvolvimento das ciências. </li></ul>
    35. 35. <ul><li>5.5 Arte Africana e Afro-brasileira </li></ul><ul><li>Estudo de grandes reinos africanos, possuidores e construtores de culturas, saberes e tradições, suas destacando as manifestações artísticas. </li></ul><ul><li>Reflexões sobre a imagem da população negra representadas nas novelas das redes de televisão. </li></ul><ul><li>Debate a partir de júri simulado, esquetes teatrais expressando situações de racismo, representadas pelos alunos e pelas alunas. </li></ul><ul><li>Formação de grupos de teatro com a proposta de produzir, interpretar encenar textos que reflitam a questão racial. </li></ul><ul><li>Pesquisa e confecção de instrumentos musicais de origem africana. </li></ul>
    36. 36. <ul><li>Fazer exposição dos instrumentos confeccionados com explicação e história de cada instrumento. </li></ul><ul><li>Montagem de painéis contrapondo as imagens positivas e negativas da África e do povo africano. </li></ul><ul><li>Pesquisa e apresentação de dança e música africana, destacando as suas permanências no cenário artístico do Brasil atual. </li></ul><ul><li>Pesquisar sobre a capoeira, apreciando e valorizando os momentos em que ela se inscreve no tempo e na história, fazendo um paralelo entre a capoeira e a resistência do povo negro. </li></ul>
    37. 37. <ul><li>Apresentação de grupos de capoeira, samba e Rip Rop existentes na região. </li></ul><ul><li>Produção e apresentação de dança mostrando as relações étnico-raciais na formação do Brasil. </li></ul><ul><li>Confecção de símbolos africanos para ornamentação da escola e do evento cultural do Dia Nacional da Consciência Negra – 20 de novembro. </li></ul><ul><li>Confecção de faixas e cartazes para utilização durante passeata no dia 20/11 </li></ul>
    38. 38. <ul><li>5.6 Valorizando a estética e as habilidades dos africanos e de seus descendentes </li></ul><ul><li>Pesquisa de imagens que ressaltam a beleza de africanos e africanas e de seus descendentes. </li></ul><ul><li>Pesquisa, confecção e desfile de roupas e acessórios de influência africana. </li></ul><ul><li>Concurso “Beleza Negra Acarauense 2009” </li></ul><ul><li>Pesquisa e apresentação em forma de slides, murais e/ou seminário temático sobre a participação dos negros no esporte e na política. </li></ul><ul><li>Promover debates e discussões sobre a realização da Copa do Mundo de 2010 que terá como palco a África do Sul. </li></ul>
    39. 39. <ul><li>5.7 África: berço do desenvolvimento humano </li></ul><ul><li>Estudar sob os aspectos biológicos a histologia e o evolucionismo, destacando a África como berço do desenvolvimento humano. </li></ul><ul><li>Debater conceitos e preconceitos de termos como RAÇA, ETNIA, EVOLUÇÃO HUMANA. </li></ul><ul><li>Pesquisar sobre DNA mitocondrial. </li></ul><ul><li>Quebrar preconceitos sobre o mito das doenças “africanas”. </li></ul>
    40. 40. <ul><li>5.8 Ser negro no Ceará e no Acaraú </li></ul><ul><li>  Exploração do tema a partir de slides </li></ul><ul><li>Pesquisa bibliográfica e de campo a fim de conhecer a trajetória dos negros no Ceará, especialmente na região Norte do Estado. </li></ul><ul><li>Mito da não-existência do negro no Ceará. </li></ul><ul><li>Pesquisa de campo na cidade sobre a situação dos afro-descendentes em contexto local. </li></ul><ul><li>Apresentação e análises dos dados coletados por meio de gráficos e tabelas. </li></ul><ul><li>Exposição dos dados à comunidade escolar e local por meio de seminários e outros materiais de divulgação, como a rádio escolar, murais, etc. </li></ul>
    41. 41. <ul><li>5.9 20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra </li></ul><ul><li>Realização de estudos resgatando a história de Zumbi no histórico da resistência negra. </li></ul><ul><li>Debater sobre o significado desta data em contraposição ao 13 de maio. </li></ul><ul><li>Organização de uma passeata pelas ruas da cidade, com faixas e cartazes com frases alusivas à temática da valorização do negro e contra o preconceito e a discriminação. </li></ul><ul><li>Passeio ciclístico, acompanhado de carro de som, com mensagem convocando a população a participar das comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra. </li></ul>
    42. 42. <ul><li>Divulgação dos eventos culturais alusivos à temática nas rádios locais e carros de som. </li></ul><ul><li>Culminância dos trabalhos produzidos (vídeos, slides, cartazes, seminários, pesquisas, etc) </li></ul><ul><li>Realização de palestras sobre as temáticas trabalhadas durante as oficinas e nas aulas. </li></ul><ul><li>Apresentações artísticas durante o dia na escola e à noite na praça da cidade. </li></ul><ul><li>Apresentações de grupos de música e danças afro. </li></ul><ul><li>Desfile “Beleza Negra Acarauense 2009” </li></ul><ul><li>Exposição de influências africanas na culinária, nas crenças, na língua, nas artes, no esporte, na política, por meio de stands. </li></ul>
    43. 43. <ul><li>CULMINÂNCIA: 20 de novembro de 2009 </li></ul><ul><li>O Dia Nacional da Consciência Negra deverá ser comemorado nas escolas, nas ruas, nas praças. Para tanto, é necessário que se estabeleça uma programação diversificada que aconteça durante todo o dia e à noite. </li></ul><ul><li>A programação que se segue se configura em sugestões, passíveis de modificações e adequações à realidade de cada escola e de cada realidade. </li></ul>
    44. 44. <ul><li>20 de novembro de 2009 - PROGRAMAÇÃO </li></ul><ul><li>Alvorada de fogos de artifício </li></ul><ul><li>Programação e divulgação das festividades nas rádios e durante a passeata </li></ul><ul><li>Passeata e passeio ciclístico </li></ul><ul><li>ABERTURA: músicas de percussão </li></ul><ul><li>Acolhida aos alunos, comunidade escolar, local e demais convidados </li></ul><ul><li>Palavra da direção e da coordenação pedagógica </li></ul><ul><li>Apresentação do Hino Nacional e Municipal em ritmo de percussão </li></ul><ul><li>Explanação sobre a idealização do projeto – Autora e articuladora do Projeto </li></ul><ul><li>Justificativa do Projeto – professores da área de Humanas </li></ul><ul><li>Apresentação dos trabalhos produzidos durante o desenvolvimento do projeto: </li></ul>
    45. 45. <ul><li>Explanação sobre o Dia Nacional da Consciência Negra </li></ul><ul><li>Documentários apresentados e produzidos pelos alunos sobre discriminação </li></ul><ul><li>Dança mostrando o encontro das culturas africana, européia e indígena </li></ul><ul><li>Flash – os números da discriminação no Brasil e no mundo </li></ul><ul><li>PALESTRA: etnocentrismo e o conceito/preconceito de raça </li></ul><ul><li>Desfile de roupas e acessórios afro-brasileiros </li></ul><ul><li>Declamação de poesias de autores consagrados e/ou produzidas </li></ul><ul><li>Apresentação de danças de origem africana (Reggae, samba, lambada, maxixe, capoeira e Rip Rop) </li></ul><ul><li>PALESTRA: A aplicabilidade e o histórico da Lei 10.639/03 </li></ul>
    46. 46. <ul><li>Seminários e exposição de murais temáticos </li></ul><ul><li>- Receitas da culinária afro-brasileira </li></ul><ul><li>- Afro-descendentes famosos: nos esportes, na política, na literatura, no teatro, na televisão e na música </li></ul><ul><li>- Religiões afro-brasileiras </li></ul><ul><li>- Palavras, expressões e costumes de origem africana </li></ul><ul><li>- Manisfestações culturais – danças/instrumentos </li></ul><ul><li>TEATRO: A alma não tem cor </li></ul><ul><li>TEATRO: Pérola Negra </li></ul><ul><li>TEATRO: Ser negro hoje </li></ul><ul><li>Visita aos stands temáticos </li></ul><ul><li>Degustação de comidas com influência africana </li></ul>
    47. 47. <ul><li>Exposição de ingredientes e receitas </li></ul><ul><li>Interpretação de músicas: alunos, professores e convidados </li></ul><ul><li>Divulgação e premiação das melhores produções textuais </li></ul><ul><li>Desfile “Beleza Negra”: masculino e feminino </li></ul><ul><li>Shows de Samba, pagode, Rip Rop, , Afro-pop, Axé Music, afro-reggae, Roda de Capoeira </li></ul><ul><li>Confraternização </li></ul><ul><li>Fogos de artifícios </li></ul>
    48. 48. <ul><li>Tornar o ambiente escolar e o processo educativo mais dinâmico. </li></ul><ul><li>Despertar orgulho de ser afro-descendente, por meio do conhecimento e reconhecimento da trajet ó ria do povo negro, da di á spora à atualidade, na forma ç ão do Brasil. </li></ul><ul><li>Rompimento da nega ç ão afro-descendente. </li></ul><ul><li>Compreensão do mito da democracia racial dissimulada entre os acarauenses. </li></ul><ul><li>Alunos capazes de repudiar toda e qualquer forma de discrimina ç ão e preconceito de cor, etnia, sexo, pol í tica, op ç ão religiosa, situa ç ão econômica, moradia e educacional. </li></ul><ul><li>Marcar definitivamente no calend á rio das grandes datas a serem comemoradas o dia “ 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra. ” </li></ul>
    49. 49. <ul><li>9. RESULTADOS ESPERADOS </li></ul><ul><li>Cotidianiza ç ão da tem á tica da Hist ó ria e das Culturas Africana e Afro-brasileira no contexto escolar. </li></ul><ul><li>Acessibilidade de alunos e professores a livros e materiais did á ticos pedag ó gicos com vistas ao desenvolvimento das tem á ticas africanas e afro-brasileiras no contexto escolar. </li></ul><ul><li>Mais seguran ç a por parte dos professores no trabalho com a tem á tica. </li></ul><ul><li>Propostas de debates e inser ç ão de emendas no Regimento Escolar sobre casos de preconceito e discrimina ç ão no ambiente escolar. </li></ul><ul><li>Alunos mais conscientes, mais atentos e mais cr í ticos em rela ç ão ao preconceito e à discrimina ç ão. </li></ul><ul><li>Participa ç ão ativa do Grêmio Estudantil no estudo e desenvolvimento de a ç ões afirmativas de combate ao preconceito e à discrimina ç ão racial e social na escola e na sociedade. </li></ul>
    50. 50. AVALIAÇÃO - CRITÉRIOS <ul><li>Participação e envolvimento nos debates, nas palestras, nas oficinas; </li></ul><ul><li>Capacidade de síntese das informações apresentadas e pesquisadas; </li></ul><ul><li>Criatividade e responsabilidade nas produções artísticas, literárias, na realização das pesquisas e na confecção dos painéis, organização e apresentação de seminários e na exposição dos trabalhos; </li></ul><ul><li>Participação coletiva na organização e execução da culminância. </li></ul><ul><li>Alcance dos objetivos, exeqüibilidade e perspectivas de continuidade e aplicabilidade do projeto em outras escolas e em outras regiões. </li></ul>
    51. 51. <ul><li>Ao longo do desenvolvimento do projeto os alunos serão constantemente observados de forma contínua, processual e sistemática, baseado-se nos critérios avaliativos dispostos nas atividades desenvolvidas e através de instrumental na sala. </li></ul><ul><li>Os educadores e demais participantes responderão a um instrumental de avaliação do projeto, observando os critérios de avaliação, alcance dos objetivos, exeqüibilidade e perspectivas de continuidade e aplicabilidade do projeto em outras escolas e em outras regiões. </li></ul><ul><li>Todos os participantes farão auto-avaliação escrita do projeto, realizada de forma individual e coletiva. </li></ul>
    52. 52. BIBLIOGRAFIA/FONTES <ul><li>BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos – apresentação de temas transversais . SEF. Brasília: MEC/SEF, 1998. </li></ul><ul><li>  BRASIL. Orientações e Ações para a Educação das Relações étnico-Raciais . Brasília:SECAD, 2006. </li></ul><ul><li>GOMES, Nilma Lino. Indagações sobre o Currículo: diversidade e currículo. Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento (Org). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008. </li></ul><ul><li>Material didático. Pós Graduação em História da Cultura Afro-brasileira . Salvador:FTC ead, 2008. </li></ul><ul><li>SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil Africano . São Paulo: Ática, 2008. </li></ul><ul><li>Revista Nova Escola. N° 52/ Novembro/Abril:2004. </li></ul><ul><li>Revista Biblioteca entre livros: textos fundamentais para ler e guardar. Vozes da áfrica. Edição Especial n° 6. Duetto. </li></ul>
    53. 53. Fontes Internet <ul><li>www.palmares.gov.br </li></ul><ul><li>www.revistaentrelivros.com.br </li></ul><ul><li>www.aventurasnahistoria.com.br </li></ul><ul><li>www.ftcead.com </li></ul><ul><li>www.ne.org.br </li></ul><ul><li>www.acordacultura.org.br </li></ul><ul><li>www.amafro.org.br </li></ul><ul><li>www.africanaescola.com.br </li></ul><ul><li>blogalmanaotemcor.blogspot.com </li></ul>
    54. 54. <ul><li>“ No mundo em que vivemos é mais fácil destruir um átomo do que um preconceito” </li></ul><ul><li>Albert Einstein </li></ul>
    55. 55. Ao contrário do que parece... <ul><li>Estudar a história da África e a cultura afro-brasileira é FÁCIL!!!!!! </li></ul>
    56. 56. Cultura afro-brasileira está presente em nosso dia-a-dia moleque, cochilar, banana, tanga, carimbo, batuque...
    57. 57. Críticas ao livro didático <ul><li>Como o a aluno pode se identificar com suas origens se não conhece negros que tiveram destaque na história do Brasil ou do mundo? </li></ul>Milton Santos Clementina e Adhemar F. da Silva Grande Otelo e Luís Gama Mãe Stella de Oxóssi Didi e Machado de Assis
    58. 58. <ul><li>Qual aluno vai sentir orgulho de sua negritude se nos livros os negros aparecem fazendo - quase que exclusivamente - trabalho escravo ou sendo chicoteado? </li></ul>
    59. 59. Foto 1
    60. 60. Foto 2
    61. 61. Foto 3
    62. 62. Foto 4
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    65. 65. Foto 7
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    70. 70. Foto 12
    71. 71. Foto 13
    72. 72. Foto 14
    73. 73. Foto 15
    74. 74. Foto 1 País: Etiópia Capital: Adis-Abeba População: 77,7 milhões IDH: 0,371 (170º lugar)
    75. 75. Foto 2 País: Etiópia Capital: Adis-Abeba População: 77,7 milhões IDH: 0,371 (170º lugar)
    76. 76. Foto 3 País: Senegal Capital: Dacar (foto) População: 11,9 milhões IDH: 0460 (156º lugar)
    77. 77. Foto 4 País: Quênia Capital: Nairobi População: 34,7 milhões IDH: 0,491 (152º lugar) Local fotografado: Monte Kilimanjaro
    78. 78. Foto 5 e Foto 6 País: Quênia Capital: Nairobi População: 34,7 milhões IDH: 0,491 (152º lugar)
    79. 79. Foto 7 País: África do Sul Capital: Cidade do Cabo (Legislativa); Pretória (Administrativa) e Bloemfontein (judiciária) População: 44,1 milhões IDH: 0,653 (121º lugar)
    80. 80. Foto 8 País: Gana Capital: Acra População: 22,4 milhões IDH: 0,532 (136º lugar)
    81. 81. Foto 9 País: Quênia Capital: Nairobi População: 34,7 milhões IDH: 0,491 (152º lugar)
    82. 82. Foto 10 País: Madagáscar Capital: Antananarivo População: 18,5 milhões IDH: 0,509 (143º lugar)
    83. 83. Foto 11 País: Angola Capital: Luanda (foto) População: 12,1 milhões IDH: 0439 (161º lugar)
    84. 84. Foto 12 País: Egito Capital: Cairo (foto) População: 78,8 milhões IDH: 0,702 (111º lugar)
    85. 85. Foto 13 País: Costa do Marfim Capital: Abidjan (sede do governo); Yamoussoukro (administrativa) População: 17,6 milhões IDH: 0,421 (164º lugar)
    86. 86. Foto 14 País: Costa do Marfim Capital: Abidjan (sede do governo); Yamoussoukro (administrativa) População: 17,6 milhões IDH: 0,421 (164º lugar)
    87. 87. Foto 15 País: Quênia Capital: Nairobi População: 34,7 milhões IDH: 0,491 (152º lugar)
    88. 88. Desvendando a África <ul><li>Conhecemos os europeus, por exemplo, mas e os africanos? </li></ul><ul><li>Em geral quase, sempre vemos a África como algo homogêneo, como se todos os hábitos, costumes, crenças fossem iguais para todos os povos, para todos os países do continente. </li></ul><ul><li>Não conseguimos ver o multiculturalismo, as peculiaridades, as especificidades. </li></ul><ul><li>Como mudar isso? Conhecendo a África. </li></ul>
    89. 89. <ul><li>2º maior continente </li></ul><ul><li>(30 milhões de km²) </li></ul><ul><li>780 milhões de habitantes (2º mais populoso) </li></ul><ul><li>53 países. </li></ul><ul><li>2.000 povos </li></ul><ul><li>2% de todo o PIB mundial </li></ul>
    90. 90. Berço da humanidade <ul><li>A história da humanidade começou na África. A parte oriental e central do continente é uma das mais ricas em fósseis em todo o planeta. </li></ul>Toumai ( Sahelanthropus tchadensis ), hominídio de 7 milhões de anos encontrado no Chade
    91. 91. Grandes reinos e civilizações <ul><li>Egito é exemplo mais conhecido mas não é o único. </li></ul>Muitos associam o Egito à cultura européia, esquecendo-se de que ele faz parte da África
    92. 92. Cartago (atual Tunísia) <ul><li>Cidade fundada pelos fenícios por volta de 800 a.C. e chegou a rivalizar com Roma em termos de grandeza e importância. </li></ul>
    93. 93. Axum (atual Etiópia) <ul><li>Surgiu por volta do sec. V a.C. </li></ul><ul><li>No sec. II conquistou estados na península Arábica; </li></ul><ul><li>Controlava uma das mais importantes rotas comerciais do mundo (entre África, Arábia e Índia) </li></ul><ul><li>Sua capital era extremamente rica e habitada por judeus, cristãos, budistas. </li></ul><ul><li>No século III criou um alfabeto próprio e no IV cunhou moedas. </li></ul><ul><li>Um dos primeiros reinos da África a se converter ao cristianismo. </li></ul>Salomão (de Israel) e Sabá, a bonita rainha negra segundo a Bíblia: os reis de Axum se julgavam descendentes diretos. Obelisco levado para Itália
    94. 94. Reino de Gana (no Sahel) <ul><li>Atual Mauritânia: surgiu no sec. IV. </li></ul><ul><li>Maior produtor de ouro do mundo. </li></ul><ul><li>Possuía duas capitais habitadas por enorme gama de mercadores, letrados e juristas. </li></ul><ul><li>Exército numeroso, com infantaria, arqueiros e cavalarias. </li></ul>
    95. 95. Reino de Mali (Sahel) <ul><li>Mansa faz peregrinação à Meca e traz sábios para trabalhar em Tombuctu, nas mesquitas e universidades (madrasas). </li></ul><ul><li>Cidade foi importante centro econômico e religioso da África. </li></ul>Atual Senegal, Mauritânia e Mali. Pertencia ao reino de Gana até século XIII .
    96. 96. E o que aconteceu com as civilizações africanas? <ul><li>Com as grandes navegações européias (a partir do século XV), estas sociedades se desestruturaram. </li></ul><ul><li>Usando argumentos como a missão civilizadora, a missão catequizadora, ou até mesmo a inferioridade dos negros em relação aos brancos, os europeus passaram a escravizar os africanos. </li></ul>
    97. 97. Inicia-se a diáspora africana <ul><li>Processo extremamente violento, agressivo: retirados à força de suas comunidades no interior do continente, os negros eram levados para o litoral. </li></ul>
    98. 98. Navio negreiro <ul><li>No litoral ganhavam um nome cristão e de lá eram embarcados nos navios negreiros em uma viagem que levava em média 35 dias (até o Brasil). Nessas viagens, as pessoas eram amontoados nos porões dos navios. 15% a 20% morriam na viagem. </li></ul>
    99. 99. Impacto para África <ul><li>Redução significativa da população. Calcula-se que mais de 40 milhões de africanos foram retirados à força da África. </li></ul><ul><li>Desestabilização da economia e das sociedades africanas. </li></ul><ul><li>Muitos reinos substituíram a exploração dos recursos naturais pelos negócios da escravidão. </li></ul>
    100. 100. Brancos x Negros <ul><li>Raça superior x Raça inferior </li></ul><ul><li>Empreendedor x Preguiçoso </li></ul><ul><li>Inteligente x Incapaz de raciocinar </li></ul><ul><li>Disciplinado x Indisciplinado </li></ul>O pensador francês Conde de Gobineau defendia idéia de que a miscigenação provocava a degeneração da raça.
    101. 101. Pesquisas recentes <ul><li>DNA de negros do Brasil comparado com o DNA dos africanos: </li></ul><ul><li>58,5% - África Centro-Ocidental (Sudaneses) </li></ul><ul><li>32,1% - África Ocidental (Bantos) </li></ul><ul><li>5,7% - Sudeste da África (Bantos) </li></ul>
    102. 102. Os africanos no Brasil <ul><li>Junto com os índios, os negros foram os responsáveis por quase tudo que foi feito e construído no Brasil durante 350 anos. </li></ul>Eram trabalhadores especializados e portadores de grande conhecimento: domínio da metalurgia, da agricultura, da técnica de fabricação de cestarias, etc.
    103. 103. Resistência à escravidão Quilombo (de São Gonçalo em 1769) Capoeira Revolta dos Malês Fuga
    104. 104. Branqueamento do Brasil <ul><li>No final do século XIX, 55% da população brasileira era negra. </li></ul><ul><li>Brasil começa importar teorias racistas. Aumentam os debates exaltando a mão-de-obra branca. </li></ul><ul><li>A campanha imigrantista tinha por objetivo: valorizar o imigrante branco e convencer as elites que o progresso só viria por meio deles (asiáticos e africanos foram considerados “incapazes”). </li></ul>
    105. 105. Anos 90 e atualidade <ul><li>Dois objetivos centrais: </li></ul><ul><li>Combate às desigualdades e a luta pela transformação social. </li></ul><ul><li>Valorização da identidade e da cultura negra. </li></ul>
    106. 106. Negro no Brasil de hoje <ul><li>Democracia racial </li></ul><ul><li>X </li></ul><ul><li>Preconceito racial </li></ul>
    107. 107. Democracia racial <ul><li>Idéia de que as relações entre brancos, pardos, pretos e amarelos no Brasil são marcadas pela igualdade, harmonia e solidariedade; </li></ul>
    108. 108. Preconceito racial <ul><li>É o conceito negativo que uma pessoa ou um grupo de pessoas tem sobre outra pessoa ou grupo diferente </li></ul><ul><li>É uma espécie de idéia preconcebida, acompanhada de sentimentos e atitudes negativas de um grupo contra o outro </li></ul><ul><li>Necessariamente não resulta em nenhuma ação prática. </li></ul>
    109. 109. Características básicas do preconceito racial <ul><li>Desenvolve sentimento de superioridade em relação a outro grupo de pessoas; </li></ul><ul><li>Justifica que um grupo não tenha direito a boas moradias, bons empregos, educação de qualidade etc.; </li></ul><ul><li>Trata outro grupo como estranho; </li></ul><ul><li>Um grupo demonstra medo e suspeita frente a outro grupo. </li></ul><ul><li>Um grupo cria estereótipos a respeito do outro </li></ul>
    110. 110. Discriminação indireta <ul><li>Como não existem leis racistas no Brasil (como houve na África dos Sul, por exemplo), essa discriminação se dá de forma indireta, por meio de práticas aparentemente neutras. </li></ul>
    111. 111. Discriminação indireta <ul><li>Oferecer salário menor aos negros; </li></ul><ul><li>Não contratar pessoas porque elas são negras; </li></ul><ul><li>Não trazer à tona na sociedade a história do negro e de seus principais representantes; </li></ul><ul><li>Apresentar o negro em situações de submissão, humilhantes, subserviente; </li></ul><ul><li>Usar expressões que humilham o negro. </li></ul>
    112. 112. Como se dá a discriminação na escola? <ul><li>Quando um aluno negro falta, os colegas não querem emprestar o caderno; </li></ul><ul><li>A falta de coleguismo entre brancos e negros; </li></ul><ul><li>Apelidos pejorativos (cabelo bombril, saci, macaco); </li></ul><ul><li>Crianças não brincam ou fazem trabalho com colega porque é negro; </li></ul><ul><li>Xingamentos, piadas contra negros; </li></ul><ul><li>Profissionais desconfiam da capacidade dos alunos negros. </li></ul>
    113. 113. Reconhecer as diferenças <ul><li>A escola deve reconhecer, respeitar e aceitar as diferenças. Deve romper com o preconceito. </li></ul><ul><li>Os educadores são profissionais da cultura e não de um padrão único de aluno. </li></ul>

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