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Prestação de Contas Final

Referência:
Código do empreendimento: 2008-SMT-170
Número de contrato: 357/2008
Nome do empr...
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pelo Comitê. Com isso, busca-se contribuir para a melhoria da qualidade das futuras
restaurações florestais nativas em ...
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Compromisso de Recuperação Ambiental) existentes nos escritórios da CETESB em
Sorocaba, Itú e Botucatu e por meio de pr...
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10,6% (SOS MATA ATLÂNTICA/INPE, 2008) a 27% (IESB et al., 2007) da cobertura original
ainda se mantenha.
Recentemente f...
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degradadas. Propositalmente, priorizam as seguintes áreas: (a) aquelas consideradas de
preservação permanente pela Lei ...
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usado, mas nenhum índice terrestre de integridade do ecossistema existe. O IBI é baseado
em 12 medidas de reprodução, c...
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2.3.

Indicadores Ecológicos

O público tem crescentemente reivindicado o melhor entendimento sobre as condições
do amb...
8

(NOSS, 1999). Como é impossível monitorar todas as variáveis de interesse, alguns critérios
e processos devem ser usado...
9

estrutura vertical da comunidade, a abundância de espécies e a distribuição espacial dos
indivíduos; e (d) função – exp...
10

diversidade (H’) e equabilidade (J’) , que

são usados para avaliar a diversidade de uma

determinada comunidade. Assi...
11

município de Sorocaba, na latitude 23º 34’ 40,02”S e longitude 47º 31' 17,80”W, no estado de
São Paulo. A florística d...
12

Em cada área visitada, foram estabelecidas 05 parcelas amostrais de 10x10 m e
levantados os seguintes dados: espécies ...
13

arbóreas, Riqueza de espécies nativas, Densidade de indivíduos arbóreos (nº.ha-1), Nº de
indivíduos/grupo sucessional,...
14

Descritores

Dimensão

Atributo

Tabela 1. Informações utilizadas para as análises do desenvolvimento dos projetos de ...
15

Epífitas
(Presença/Ausência)

Cipós e
lianas(Presença/Ausência)

Proteção do solo e ciclagem de
nutrientes

Funcioname...
16

5.

RESULTADOS

5.1 Informações Iniciais
Para o inicio do projeto, foi primeiramente realizada reunião entre os parcei...
17

ocorria depois de exaustivo trabalho de busca pelo contato com os proprietários, via telefone,
email, consulta a lista...
18

Savana, nas sub-bacias 2, 4, e 1 onde também se encontram alguns remanescentes de
vegetação do tipo Savana.
5.3 Caract...
19

Figura 5. Vegetação da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio tietê, com os locais
onde foram realizadas as amos...
20

5.3.2 Caracterização Geral dos Projetos de RAD na UGRHI 10
Esta caracterização geral da área, foi obtida pelos dados l...
21

Quando foram comparados os dados gerais de caracterização dos plantios amostrados
neste projeto, com relação as espéci...
22

6. AVALIAÇÃO DE INDICADORES PARA AS SUB-BACIAS
Com o objetivo de se obter uma primeira visão geral do desenvolvimento ...
23

Figura 1. Gráfico com porcentagens de cobertura do solo ao nível do solo e a 1m de altura.

Cobertura	
  de	
  Área	
 ...
24

Tabela 7. A e B. Estas tabelas mostram as porcentagens médias de presença de epífitas
nas sub-bacias e nas áreas amost...
25

Estes resultados podem não ser muito conclusivos visto que os plantios selecionados
na Sub-bacia 1 foram os mais joven...
26

Figura 4. Gráfico com porcentagens de produção de serapilheira nas áreas amostradas por
sub-bacias.

Produção	
  de	
 ...
27

7. AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO DOS PROJETOS DE RAD
Considerando a metodologia apresentada e os dados coletados durante a ...
28

Figura 7. Incremento Médio de Diâmetro, mostrando o aumento em centímetros por ano para
cada área de RAD estudada.

Es...
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representado pelos plantios ( AR4, AR5, AR6, AR8, AR10, AR11, e AR12) e aqueles que
ficaram abaixo ( AR2, AR3, AR7, e ...
30

Os indicadores foram então aplicados nas áreas de estudos (AR) e de referência (área
de referência) e seus resultados ...
31

7.1 Indicador de Perturbação Antrópica
Segundo Fonseca (2011), o indicador de perturbações antrópicas possui uma alta
...
32

espécies foram elencadas nos levantamentos efetuados, das quais 50% ocorrem em apenas
três projetos e doze espécies ma...
33

7.4 Indicador de Função
Quanto aos atributos de funcionalidade dos ecossistemas, estes podem ser entendidos como os
pr...
34

Figura 8 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de con...
35

Figura 9 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de con...
36

Figura 10 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de co...
37

Figura 11 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de co...
38

Figura12 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de con...
39

Figura 13 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de co...
40

Figura14 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de con...
41

Figura 15 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de co...
42

Figura 16 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de co...
43

Figura 17 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de co...
44

Figura 18– Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de con...
45

Figura 19– Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação
entre áreas de referência de con...
46

7.5 Considerações
Com base nestes resultados, pode-se refletir sobre a eficácia e os objetivos dos RDA`s
implantados e...
47

4. É fundamental o apoio do CBH-SMT à Câmara Técnica de Planejamento Florestal para
o delineamento de uma política de ...
48

FONSECA, V.H. Seleção de indicadores ecológicos para a avaliação de planos de
restauração de áreas degradadas. Sorocab...
49

PIÑA-RODRIGUES, F. C. M.; COSTA, L. G. S.; REIS, A. Estratégias de estabelecimento de
espécies arbóreas e o manejo de ...
50

SILVA, J. M. C. & CASTELETI, C. H. M. Status of the biodiversity of the Atlantic Forest of Brazil. In:
GALINDO-LEAL, C...
51

ANEXO I – FOTOS

Foto 1. Indivíduo de aroeira pimenteira

Foto 2. Parcela sem manutenção tomada por gramíneas.
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Foto 3. Quadrante utilizado para determinar as características da cobertura do solo.

Foto 5. Levantamento de cobertur...
53

Foto 7. Solo exposto e uso de herbicida na área de plantio.

Foto 8. Anotação de dados de campo para preenchimento das...
54

Foto 10. Vista geral do plantio, mostrando bom grau de desenvolvimento.

Foto 13. Uso do GPS para o georreferenciament...
55

Foto 14. Vestígios de presença de animais na área de plantio

Foto 15. Área de plantio bem desenvolvida com forte rege...
56

Foto 16. Presença de serapilheira bem formada na área de plantio.

Foto 17. Presença de epífitas na parcela amostrada.
57

Foto 18. Algumas parcelas tomadas por capim gordura.

Foto 20. Quadrante e densiômetro utilizados para o levantamento ...
58

Foto 22. Parcela com presença de gramíneas.

Foto 23. Área sem a devida manutenção.
59

Foto 29. Indivíduo cadastrado para identificação.

Foto 31. Indivíduo cadastrado para identificação.
60

Foto 33. Levantamento do DAP de árvore.

Foto 43. Quadrante com densiômetro e bússola para levantamento de cobertura d...
61

Foto 44. Colhendo dados para determinar o fechamento do dossel.

Foto 45. Trabalhos religiosos na área e risco de incê...
62

ANEXO II - TABELAS DE ANÁLISE DE DESENVOLVIMENTO
Dados brutos da AR1 Sub-bacia 1 – Botucatu
Atributos

Indicadores
Div...
63

Dados brutos da AR2 Sub-bacia 1 – Bofete

Atributos

Indicadores
Diversidade de funções
sucessionais das sp

Diversida...
64

Dados brutos da AR3 Sub-bacia 2 – Jumirim
Atributos

Indicadores
Diversidade de funções
sucessionais das sp

Diversida...
65

Dados brutos da AR4 Sub-bacia 2 – Boituva
Atributos

Indicadores
Diversidade de funções
sucessionais das sp

Diversida...
66

Dados Brutos da AR5 Sub-bacia 3 – Tatuí
Atributos

Indicadores
Diversidade de funções
sucessionais das sp

Diversidade...
67

Dados brutos da AR6 Sub-bacia 3 - Capela do Alto

Atributos

Indicadores
Diversidade de funções
sucessionais das sp

D...
68

Dados Brutos da AR7 Sub-bacia 3 – Piedade
Atributos

Indicadores
Diversidade de funções
sucessionais das sp

Diversida...
69

Dados Brutos da AR8 Sub-bacia 4 - Sorocaba
Atributos

Indicadores
Diversidade de funções
sucessionais das sp

Diversid...
70

Dados brutos da AR9 Sub-bacia 5 - Itú Condomínio
Atributos

Indicadores
Diversidade de funções
sucessionais das sp

Di...
71

Dados brutos da AR10 Sub-bacia 5 - Itú Prefeitura
Atributos

Indicadores
Diversidade de funções
sucessionais das sp

D...
Radcbhsmt relatorio
Radcbhsmt relatorio
Radcbhsmt relatorio
Radcbhsmt relatorio
Radcbhsmt relatorio
Radcbhsmt relatorio
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Com o intuito de organizar o setor de sementes florestais nativas no bioma da Floresta Estacional Semidecidual, várias instituições ligadas ao setor, resolveram se juntar e fundar uma rede de sementes que vem atuando desde 2005. Fazem parte dessa rede de sementes florestais a Fundação Florestal do Estado de São Paulo, a ECOAR Florestal (articulador), a Universidade de Sorocaba (UNISO), a Faculdade de Ciências Agronômicas/UNESP de Botucatu, o Instituto Florestal de Botucatu, o IBAMA (agora ICMBio) através da Flona de Ipanema em Iperó, a UFSCAR de Sorocaba e o DEPRN (agora CETESB) de Sorocaba.
A proposta desse projeto foi a de avaliar a restauração de matas ciliares na área do Comitê de Bacias dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, elaborando um diagnóstico da situação, sugerindo a adoção de bioindicadores. A partir dessa avaliação pretende-se propor diretrizes que contribuam para os processos de avaliação de projetos de restauração de matas ciliares pelo Comitê. Com isso, busca-se contribuir para a melhoria da qualidade das futuras restaurações florestais nativas em áreas ciliares de mananciais de abastecimento público, em todos os municípios da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê. Através do conhecimento técnico-científico relacionado à efetividade dos plantios realizados nos planos de recuperação de áreas degradadas – PRAD, se tornou possível a elaboração de propostas técnicas que possibilitarão a tomada de ações para melhorar a integração e o planejamento dos futuros projetos de recuperação de áreas degradadas. Desta forma, os resultados deste projeto devem contribuir para a formulação de políticas públicas e de financiamento do FEHIDRO, no que se refere ao desenvolvimento e implantação dos projetos de RAD no Âmbito do Comitê de Bacias dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, como também para os demais Comitês do Estado de São Paulo.

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  1. 1. 1 Prestação de Contas Final Referência: Código do empreendimento: 2008-SMT-170 Número de contrato: 357/2008 Nome do empreendimento: PARÂMETROS TÉCNICOS E INDICADORES DE RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES DA BACIA DO RIO SOROCABA E MÉDIO TIETÊ Razão social do interessado: UNIVERSIDADE DE SOROCABA - FUNDAÇÃO DOM AGUIRRE 1. INTRODUÇÃO Com o intuito de organizar o setor de sementes florestais nativas no bioma da Floresta Estacional Semidecidual, várias instituições ligadas ao setor, resolveram se juntar e fundar uma rede de sementes que vem atuando desde 2005. Fazem parte dessa rede de sementes florestais a Fundação Florestal do Estado de São Paulo, a ECOAR Florestal (articulador), a Universidade de Sorocaba (UNISO), a Faculdade de Ciências Agronômicas/UNESP de Botucatu, o Instituto Florestal de Botucatu, o IBAMA (agora ICMBio) através da Flona de Ipanema em Iperó, a UFSCAR de Sorocaba e o DEPRN (agora CETESB) de Sorocaba. A proposta desse projeto foi a de avaliar a restauração de matas ciliares na área do Comitê de Bacias dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, elaborando um diagnóstico da situação, sugerindo a adoção de bioindicadores. A partir dessa avaliação pretende-se propor diretrizes que contribuam para os processos de avaliação de projetos de restauração de matas ciliares
  2. 2. 2 pelo Comitê. Com isso, busca-se contribuir para a melhoria da qualidade das futuras restaurações florestais nativas em áreas ciliares de mananciais de abastecimento público, em todos os municípios da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê. Através do conhecimento técnico-científico relacionado à efetividade dos plantios realizados nos planos de recuperação de áreas degradadas – PRAD, se tornou possível a elaboração de propostas técnicas que possibilitarão a tomada de ações para melhorar a integração e o planejamento dos futuros projetos de recuperação de áreas degradadas. Desta forma, os resultados deste projeto devem contribuir para a formulação de políticas públicas e de financiamento do FEHIDRO, no que se refere ao desenvolvimento e implantação dos projetos de RAD no Âmbito do Comitê de Bacias dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, como também para os demais Comitês do Estado de São Paulo. Na área da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, foi realizado levantamento dos locais de plantios realizados com recursos do FEHIDRO e aqueles decorrentes de termos de compromisso de recuperação ambiental - PRAD. Foram obtidas informações sobre os métodos e sistemas de recuperação de áreas degradadas visando identificar práticas, técnicas e espécies potenciais para projetos de Recuperação de Áreas Degradadas (RAD). Infelizmente os registros das metodologias dos RAD’s levantados junto aos diversos órgãos onde se buscaram estas informações, encontraram-se bastante precários, com informações pouco consistentes. Desta forma, as práticas e atividades dos RAD’s foram sistematizadas, para identificar os processos de resiliência através de bioindicadores, definidos pelo corpo técnico do projeto. Para finalizar, este projeto propõe uma discussão e apresenta propostas de políticas públicas baseadas na realidade sócioeconômica e ambiental da bacia e técnicas para a integração e planejamento de RAD para a bacia como um todo, contribuindo para políticas públicas e de financiamento do FEHIDRO. Com isso, o Projeto contribui para que os futuros projetos de RAD possuam uma qualidade muito maior e que sejam melhor controlados e monitorados, potencializando o uso dos recursos financeiros do FEHIDRO, criando as condições para que os plantios de matas ciliares em mananciais da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê tenham sustentabilidade e apresentem as funções ecológicas e hidrológicas esperadas para esse tipo de floresta. A principal fonte de informações utilizada na identificação dos projetos de RAD foi o arquivo de processos de TACs (Termos de Ajuste de Conduta) e TCRAs (Termos de
  3. 3. 3 Compromisso de Recuperação Ambiental) existentes nos escritórios da CETESB em Sorocaba, Itú e Botucatu e por meio de projetos realizados pelas prefeituras que estão inseridas dentro das Bacia dos Rios Sorocaba e Médio Tietê. Após o levantamento destas informações, foram necessárias a identificação dos projetos de RAD, e então estabeleceu-se um banco de dados que possibilitou à equipe do projeto ter um panorama geral dos projetos de RADs existentes na Bacia. Assim, foram obtidas informações como: distribuição geográfica, área de plantio, tempo de plantio, espécies utilizadas, entre outras. 2. REVISÃO TEÓRICA E ESTABELECIMENTO DA METODOLOGIA Precedendo ao inicio das análises para o estabelecimento dos parâmetros técnicos, foi realizado um levantamento bibliográfico para situar e referenciar o tema em questão, especialmente sobre o estado da vegetação natural na região e os parâmetros técnicos envolvidos no estabelecimento dos indicadores ecológicos a serem utilizados. 2.1 Vegetação e Restauração de Áreas Degradadas O Domínio da Floresta Atlântica Brasileira originalmente estendia-se por 150 milhões de hectares distribuídos em condições elevadas de heterogeneidade ambiental ao longo da costa oriental brasileira, favorecendo altos níveis de endemismos e rica diversidade biológica. Neste bioma ocorrem cerca de 20.000 espécies de plantas vasculares, 261 de mamíferos, 688 de aves, 200 de répteis, 280 de anfíbios e muitas outras que ainda requerem descrição científica (SILVA & CASTELETI, 2003). Vários estudos estimaram a cobertura remanescente da Floresta Atlântica Brasileira com uso de diferentes métodos e critérios e os resultados obtidos foram distintos. Enquanto dados anteriores consideravam que ainda existia 7-8% da cobertura original (SOS MATA ATLÂNTICA/INPE, 1993, 2000); a estimativa recente é de que
  4. 4. 4 10,6% (SOS MATA ATLÂNTICA/INPE, 2008) a 27% (IESB et al., 2007) da cobertura original ainda se mantenha. Recentemente foi publicado estudo conduzido no Domínio da Mata Atlântica, cujos pesquisadores visaram conhecer, por meio de sensoriamento remoto, o quanto ainda existe e a distribuição espacial dos fragmentos remanescentes (RIBEIRO et al., 2009). Segundo os autores, embora tenha sido constatado que a área de cobertura remanescente (11,4 – 16,0%) seja maior do que a de 10,6% (SOS MATA ATLÂNTICA/INPE, 2000) atualmente aceita, o grau de fragmentação é altíssimo. Os maiores fragmentos localizam-se na Serra do Mar e juntos totalizam mais de 2.000.000 ha (13% da cobertura remanescente). Por outro lado, 83,4% dos fragmentos de Floresta Atlântica são menores do que 50 ha e somam 20% da cobertura remanescente. Fragmentos menores de 250 ha representam 97% do número total e somam quase 42% da área de floresta, ao contrário de 0,03% (77 fragmentos) maiores que 10.000ha (RIBEIRO et al., 2009). Na bacia hidrográfica dos rios Sorocaba e Médio-Tietê, 83% dos fragmentos mapeados apresentam área até 20 hectares. Já o município de Sorocaba detém 100 fragmentos de remanescentes florestais com área menor do que 10 hectares, dos 155 mapeados, o que representa a segunda maior concentração de fragmentos florestais do estado (KRONKA et al. 2005) e se caracteriza como uma zonal ecotonal, com intersecção de florestas estacional, ombrófila mista e densa, com áreas de cerrado (ALBUQUERQUE & RODRIGUES, 2000). Nesta região, a restauração de áreas degradadas deve ser prioritária, não só com o objetivo de recompor a vegetação, mas também de recuperar a conectividade entre os fragmentos de mata remanescentes, restaurando também a funcionalidade da paisagem. A restauração de áreas degradadas no Estado de São Paulo é estabelecida por legislação específica e pode resultar de medidas legais impostas para compensar danos ambientais no ato do licenciamento ambiental (Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental – TCRA) ou para restauração de áreas de preservação permanente e averbação de reserva legal. Os TCRAs têm a finalidade de estabelecer as ações compensatórias proporcionais ao dano em tela, que deverão constar no Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) a ser implantado. Neste contexto, as Resoluções SMA n.° 21/01, n.° 47/03, n.° 08/08 tratam das diretrizes sobre a implantação do reflorestamento heterogêneo para recuperação de áreas
  5. 5. 5 degradadas. Propositalmente, priorizam as seguintes áreas: (a) aquelas consideradas de preservação permanente pela Lei Federal n° 12.651 de 2012 (artigo 4º), em especial localizadas em nascentes e olhos d'água; (b) de interligação de fragmentos florestais remanescentes na paisagem regional (corredores ecológicos) e (c) de elevado potencial de erodibilidade, tendo em vista as relevantes funções destas áreas para a dinâmica ecológica. Contudo, a eficiência da recuperação destas áreas depende também de ações de avaliação e monitoramento da restauração da integridade ecológica (TIERNEY et al., 2009). O monitoramento ao longo do tempo de alguns parâmetros pode servir como ferramenta para a avaliação dos objetivos contidos nos projetos (GANDOLFI, et al., 2006). Para isto é necessária a aplicação de indicadores ecológicos capazes de avaliar a restauração de processos ecológicos e a recuperação de uma área (RODRIGUES, 1998). Os sistemas ecológicos são dinâmicos e flutuações em suas características são naturais, sendo tais flutuações dependentes de fatores intrínsecos ao próprio ambiente e à estabilidade das populações (RICKLEFS, 2003). Por isto, informações de referência que subsidiem a avaliação e o monitoramento das áreas restauradas são de fundamental importância (RUIZ-JAEN & AIDE, 2005). A demanda por estas informações e a relevância prática do conceito de integridade ecológica (TIERNEY et al., 2009) direcionaram os objetivos deste estudo que, de forma geral, busca selecionar um conjunto de indicadores capazes de avaliar áreas em processo inicial de restauração (em torno de 10 anos), permitindo exprimir e analisar a capacidade de autoregeneração e resiliência do sistema. 2.2 Integridade Ecológica A integridade ecológica é o conceito-chave para o manejo de recursos naturais e proteção ambiental, fundamental para a seleção de variáveis de monitoramento e avaliação do progresso rumo aos objetivos do manejo ecologicamente fundamentado (ANDREASEN et al., 2001; NIEMI & McDONALD, 2004; TIERNEY et al., 2009). Em muitos órgãos internacionais este conceito é sinônimo de qualidade ambiental (ANDREASEN et al., 2001). Um índice aquático de integridade biótica (IBI) foi desenvolvido, testado e é largamente
  6. 6. 6 usado, mas nenhum índice terrestre de integridade do ecossistema existe. O IBI é baseado em 12 medidas de reprodução, composição, saúde e abundância de peixes (KARR, 1981). O conceito de integridade ecológica está relacionado com a integridade biológica e a saúde ecológica, e é considerada ferramenta prática para o manejo e monitoramento ambiental (TIERNEY et al., 2009). Segundo os mesmos autores, integridade é a qualidade de ser “indestrutível” (unimpaired), “perfeito” (sound) ou completo. O conceito refere-se à totalidade do sistema, incluindo presença de determinadas espécies, populações e comunidades e ocorrência de processos ecológicos em taxas e escalas distintas (KARR, 1981), bem como as condições ambientais que suportam esses taxa e processos (DALE & BEYELER, 2001). A integridade ecológica tem sido definida como medida de composição, estrutura e função do ecossistema, em relação às variações naturais ou histórico de variações (ANDREASEN et al., 2001; DALE & BEYELER, 2001; TIERNEY et al., 2009). Segundo Niemi & McDonald (2004), não é fácil avaliar a integridade ecológica de um ecossistema, pelo caráter abrangente de variáveis que atuam sob determinado organismo ou população. A primeira etapa no sentido de analisar a integridade ecológica é definir-se um conjunto de dados capazes de distinguir um cenário muito degradado de um apenas degradado em comparação com aqueles estados “perfeitos”, “indestrutíveis” e “funcionais”, ou seja, ter informações de referência, além da atribuição de pesos e notas aos indicadores (TIERNEY et al., 2009). As medidas selecionadas devem ter propriedades capazes de tipificar um ecossistema particular ou atributos que mudem previsivelmente em resposta ao estresse, sendo abrangente o suficiente para conter medidas de estrutura, função e composição de um ecossistema no espaço e no tempo (ANDREASEN et al., 2001; NIEMI & McDONALD, 2004; TIERNEY et al., 2009). Além disto, deve ser de acesso prático, mensurável, acessível, comparável, sensível e compatível com os objetivos do projeto (BARBOSA, 2001; DALE & BEYELER, 2001). A segundo etapa é determinar os pontos que distinguem as condições esperadas, aceitáveis, daquelas indesejadas e sujeitas ao manejo (TIERNEY et al., 2009). Por isto, cabe reforçar a necessidade de se ter áreas de referência em estudos que avaliem o sucesso de projetos de restauração para definição de padrões estabelecidos para diversas regiões, de modo que sirvam como referenciais de comparação (RUIZ-JAEN & AIDE, 2005).
  7. 7. 7 2.3. Indicadores Ecológicos O público tem crescentemente reivindicado o melhor entendimento sobre as condições do ambiente e se estas se tornam piores com o passar do tempo (NIEMI & McDONALD, 2004). O desenvolvimento de indicadores cientificamente testados para estabelecer linhas de base e tendências ambientais é uma necessidade universal de vários níveis e, por isso, governos federais nos Estados Unidos e Canadá (Environment Canada and U.S. EPA 2003), Europa (www.eionet.eu.int) e Australia (www.csiro.au/csiro/envind/index.htm) têm desenvolvido ou estão desenvolvendo programas de monitoramento com uso de indicadores ecológicos. Acordos internacionais recentes têm reivindicado o uso de indicadores sobre o estado do ambiente (NIEMI & McDONALD, 2004). Eles podem ser usados para avaliar as condições do ambiente, o grau de degradação da paisagem ou avaliar o sucesso de projetos de restauração (RUIZ-JAEN & AIDE, 2005; GODÍNEZ-ALVAREZ et al., 2009; BRANCALION, et al., 2009). Em virtude de a população humana continuar a crescer exponencialmente (COHEN, 2003) e a consequente demanda ambiental, a aplicação de indicadores para determinar o status e as tendências nas condições ambientais continuará a crescer (NIEMI & McDONALD, 2004). Os últimos 40 anos têm enunciado rápida aceleração no interesse científico para o desenvolvimento e uso de indicadores ecológicos, inclusive, em 2001, um periódico científico chamado Ecological Indicators foi criado (NIEMI & McDONALD, 2004). As justificativas para o uso de indicadores vêm da necessidade de avaliar, estimar, calcular as condições nos mecanismos regulatórios, sustentabilidade ou decisões referentes à biodiversidade (NIEMI & McDONALD, 2004). Porém, embora indicadores permitam avaliar e monitorar as condições ambientais, o desenvolvimento destes é considerado um desafio pelo caráter ecológico complexo, determinado por inúmeras variáveis (DALE & BEYELER, 2001; TIERNEY et al., 2009). Os principais desafios estão em identificar os objetivos específicos do monitoramento, definir quais dados coletar e, definitivamente, interpretar e comunicar os resultados (NOON, 2003). Os objetivos do monitoramento são dirigidos pelos objetivos do manejo, os quais irão variar consideravelmente entre diferentes programas. Desde que os objetivos estejam estabelecidos, deve-se dar cuidadosa atenção às variáveis específicas para contemplá-los
  8. 8. 8 (NOSS, 1999). Como é impossível monitorar todas as variáveis de interesse, alguns critérios e processos devem ser usados para identificar aquelas que fornecerão as informações mais úteis pelos menores custos de aplicação (NOSS, 1999; DALE & BEYELER, 2001; TIERNER et al., 2009). Além disto, um programa de monitoramento só cumprirá suas funções se os resultados forem interpretados e submetidos à publicação. Diversas linhas de pesquisa foram desenvolvidas na tentativa de embasar o sucesso da restauração com os indicadores, dentre elas as características da vegetação (WALTERS, 2000; WILKINS et al., 2003), diversidade de espécies (McCOY & MUSHINSKY, 2002) e processos ecológicos (RHOADES et al., 1998). Outros autores sustentam abordagens mais integradas, que incluam muitas variáveis para fornecer uma medida melhor do sucesso da restauração (HOBBS & NORTON, 1996; NECKLES et al., 2002; SER 2004). 3. DEFINIÇÃO DE INDICADORES O conjunto de indicadores desenvolvido no presente estudo foi baseado no paradigma da integridade ecológica, que ressalta os três atributos básicos de um ecossistema: composição, estrutura e processos ecológicos (ANDREASEN et al., 2001; NIEMI & McDONALD, 2004; TIERNEY et al., 2009). Para contemplar esta premissa, parte dos indicadores ecológicos foi adaptada da metodologia proposta no referencial teórico para ações de restauração da Mata Atlântica, elaborada pelo Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF/ESALQ/USP) (BELLOTTO et al., 2009). A aplicação dos indicadores será realizada nas áreas de estudos e em cada área estudada serão demarcadas 5 parcelas de 100 m² (10 x 10 m) de modo aleatório simples, visando representar toda área de revegetação, perfazendo o total de 500 m² amostrados. Os indicadores ecológicos foram classificados nas seguintes categorias: (a) perturbações antrópicas – avaliam os fatores de degradação do ambiente, da paisagem e a presença de distúrbios naturais ou antrópicos; (b) composição – representam o arranjo e a diversidade florística das espécies ocorrentes nas áreas, bem como a presença de grupos funcionais e o desenvolvimento da vegetação; (c) estrutura – relacionada à biota, expressa a
  9. 9. 9 estrutura vertical da comunidade, a abundância de espécies e a distribuição espacial dos indivíduos; e (d) função – expressam as funções ecológicas, tais como proteção do solo, competição, sanidade e sucessão, os quais podem afetar o funcionamento da comunidade. Assim, após debate entre os técnicos do grupo gestor do projeto, decidiu-se pelo uso dos seguintes indicadores: Ø Indicadores de perturbações antrópicas A eliminação dos fatores de degradação é indispensável para a restauração de áreas, sendo que a presença e a intensidade desses fatores podem determinar o sucesso ou insucesso dessa atividade (SER, 2004). Nas áreas selecionadas, em cada parcela serão avaliados a presença ou indícios de ocorrência de fogo, lixo, resquícios de práticas religiosas e vestígios do uso em lazer, bem como a de estradas, trilhas e sinais de pastejo de animais domésticos e/ou gado. Para cada um destes sinais, será observado o grau de perturbação atribuindo-se as qualidades conforme os “cenários desejáveis e indesejáveis” delineados para cada indicador. Ø Indicadores de composição Dentre os diferentes atributos a serem monitorados nas áreas restauradas, a diversidade e a similaridade com áreas naturais são considerados representativos, uma vez que estes contribuem para a manutenção e monitoramento da integridade do ecossistema e sua resiliência (SER, 2004). Como medidas de diversidade foram calculados: riqueza de espécies (S), índice de diversidade de Shannon (BROWER & ZAR, 1984) (H’) e o índice de equabilidade (J’) de Pielou (1977). As espécies foram identificadas segundo o Angiosperm Phylogeny Group II (APG II, 2003), sendo inclusos todos os indivíduos de espécies arbóreas cujo centro do tronco se encontrava dentro das parcelas de 100m². A presença de espécies exóticas foi analisada considerando nesta categoria as espécies não ocorrentes na Floresta Atlântica ou na região de estudo. Para fins de interpretação e análise dos resultados foram estabelecidos valores de referência de cada um dos atributos com base na legislação sobre reflorestamento heterogêneo com espécies nativas arbóreas no estado de São Paulo (Resolução SMA nº 8, de 31 de janeiro de 2008). A
  10. 10. 10 diversidade (H’) e equabilidade (J’) , que são usados para avaliar a diversidade de uma determinada comunidade. Assim, consideraram-se as proporções relativas de cada especie, quanto mais semelhantes, maior a equitabilidade e desta forma foram comparadas à área de fragmento de referência (AR). A presença de espécies epífitas, cipós e lianas indicam o aumento da complexidade do sistema e, portanto, se caracterizam como potenciais indicadores (POGGIANI & OLIVEIRA, 1998). No levantamento da presença de epífitas e cipós buscou-se também determinar sua localização no tronco em relação ao solo. Para fins de interpretação dos resultados, enquanto a presença de epífitas foi considerada como cenário desejável, as lianas/cipós foram consideradas como estados antagônicos de integridade. Ø Indicadores de estrutura Os indicadores de estrutura foram analisados com base em seus parâmetros abundância e distribuição de plantas e estrutura vertical. Em relação à abundância, para cada parcela foi calculada a densidade de indivíduos (indivíduo.ha-¹). Ainda como caracterização estrutural, a altura total dos indivíduos (Ht), altura do fuste (Hf) e a circunferência à altura do peito (CAP) foram obtidas para todos os indivíduos arbóreos das parcelas, cujos dados serviram para cálculo do incremento médio anual (IMA). Ø Indicadores de função Com base no que propõe SER (2004), os indicadores de função foram estabelecidos para analisar o funcionamento das áreas revegetadas e sua capacidade de auto-sustentabilidade e resiliência. Em termos de função foram analisadas as funções relativas à proteção do solo, aporte de biomassa e nutrientes, competição interespecífica, sanidade e condições para favorecer o processo sucessional em longo prazo. 3.1. Escolha de Área de Referência A seleção da área de referência levou em consideração o conhecimento de pesquisa acumulado e a sua representatividade na paisagem tendo se baseado nos estudos realizados por Piña-Rodrigues et al. (2011). Para tanto, foi selecionado um conjunto de fragmentos florestais situados na região da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e Médio Tietê, no
  11. 11. 11 município de Sorocaba, na latitude 23º 34’ 40,02”S e longitude 47º 31' 17,80”W, no estado de São Paulo. A florística destas áreas foi realizada por Coelho (2008) em 15 parcelas de 100 m², sendo seus dados empregados como referencial e agregados ao levantamento realizado por Kortz (2009). A área de referência situa-se no Câmpus da UFSCAR de Sorocaba, esta na Sub-bacia 4, estando inserida em uma região de transição entre o Planalto Atlântico e a Depressão Periférica Paulista. O tipo de solo presente é o latossolo vermelho-escuro segundo o Mapa Geomorfológico do Estado de São Paulo (1981). O clima da região é tropical quente e úmido com inverno seco e verão chuvoso. No verão, as médias térmicas são superiores a 22°C e a pluviosidade média é cerca de 200 mm; o inverno corresponde à estação seca, com temperatura média inferior a 18° C e índice pluviométrico mensal de cerca de 30 mm. Na classificação de Köppen predomina o clima Cwa na depressão periférica e Cwb nas áreas mais elevadas. A cobertura vegetal original região é do tipo estacional semidecidual, não apresentando nenhuma formação de caráter primário. Como resultado da alteração da paisagem, as florestas foram substituídas por campos e pastagens, os quais são interrompidos por matas altas como faxinais, cerrados, capoeirões e matas ciliares. Estes fragmentos estudados no Câmpus da UFSCAR, possuem mais de 10 anos de processo de regeneração natural e foram utilizados como áreas de referencia, para as comparações com os dados levantados nas áreas de RAD. 4. AQUISIÇÃO DE DADOS As áreas visitadas para levantamento dos dados de campo foram definidas através de sorteio, sendo escolhidas duas áreas por sub-bacia com no mínimo 0,5 ha. Devido a grande dificuldade para a localização e contato com alguns proprietários e também para a obtenção das cartas de anuência, a metodologia sofreu pequena alteração e passou-se a buscar áreas próximas as que foram sorteadas, com características e tamanho semelhantes as escolhidas inicialmente por sorteio, e onde o proprietário concordasse em participar do projeto emitindo uma carta de anuência.
  12. 12. 12 Em cada área visitada, foram estabelecidas 05 parcelas amostrais de 10x10 m e levantados os seguintes dados: espécies (nome científico e popular); diâmetro altura do peito (DAP); diâmetro altura do colo (DAC); altura do fuste, bifurcação e altura do indivíduo; síndrome de dispersão; estágio sucessional; posição; presença/ausência de epífitas; avaliação da sanidade por meio da verificação de herbivoria; presença de cipós e lianas e deficiência mineral; textura e declividade do solo; nível de perturbação da área; ocorrência de fogo; presença de pastejo por animais domésticos; presença de trilhas e caminhos; presença de artefatos de atividades religiosas; e outras observações que se julgaram interessantes durantes as visitas. A porcentagem de cobertura do solo foi estimada utilizando o método do número de interseções. Para tanto foi empregado um quadrado de madeira de 0,50 x 0,50 m subdividido em quatro partes iguais. A interseção entre as linhas divisórias definiu um ponto e representou uma área, conforme o espaçamento adotado. O somatório desses pontos forneceu a porcentagem de cobertura do solo. Para tal, o quadrado de madeira foi lançado três vezes ao acaso dentro de cada parcela das unidades experimentais, onde foram colhidas informações sobre serrapilheira, gramíneas, cobertura morta e solo desnudo. As identificações das plantas foram realizadas diretamente em campo e nos casos de dúvida, foram coletadas amostras e enviadas aos laboratórios da Uniso e da Ufscar para a devida identificação botânica. As classificações de estágio sucessional e grau de ameaça, foram obtidos com base na Resolução SMA 08/08. Para definir o índice de fechamento do dossel, em todas as áreas de amostragem onde foram efetuadas as avaliações da cobertura do solo, também foram feitas medidas com o uso de um densiômetro de dossel (canopy densiometer). O aparelho consiste de um espelho convexo quadriculado, que mantido na horizontal abaixo do dossel e a 1m de altura da superfície do solo, tem o reflexo visto no espelho. Cada quadrícula que apresenta mais de 50% de sua superfície coberta com dossel é contada. Ao final, o número de quadrículas cobertas pelo dossel é dividida pelo número total de quadrículos do espelho, representando a fração coberta pelo dossel. As análises para determinação do desenvolvimento dos projetos de RAD foram as seguintes: Diversidade de funções sucessionais das espécies, Diversidade de espécies
  13. 13. 13 arbóreas, Riqueza de espécies nativas, Densidade de indivíduos arbóreos (nº.ha-1), Nº de indivíduos/grupo sucessional, Equitabilidade, CAP médio (cm) ou DAC médio (cm) quando em mudas jovens, Altura média dos indivíduos arbóreos (m), Epífitas (Presença/Ausência), Cipós e lianas(Presença/Ausência), Presença humana (impactos negativos), Cobertura do solo, Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) e Serrapilheira, como apresentado na Tabela 1. Para cada área de RAD visitada, foram montadas tabelas de caracterização das restaurações, e gerados gráficos com indicadores de restauração. Também para cada área, são apresentados no ANEXO II os dados brutos com as informações colhidas. Estes parâmetros estudados por meio das informações colhidas em campo e nos processos levantadas, nos permitiram avaliar a estabilidade e a resiliência dos RAD’s, discutindo com base nas informações geradas, sobre a qualidade dos projetos e inferindo sobre as possibilidades de efetiva recuperação da área degradada. Ou seja, quanto melhores os dados que mostrem sua maior estabilidade e resiliência, mais próximos de uma situação positiva estes RAD estariam, atestando assim a eficiência do processo de recuperação da área.
  14. 14. 14 Descritores Dimensão Atributo Tabela 1. Informações utilizadas para as análises do desenvolvimento dos projetos de RAD. Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de sp arbóreas Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional Diversidade da comunidade. Estabilidade e resiliência Riqueza de espécies nativas CAP médio (cm) até aos 45 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Cenários positivos e referenciais Maior número de espécies não pioneiras presentes no sistema Índice de Shannon próximo ao esperado para fragmentos referência estudados da região com H´= 3,676 bits.ind Indesejável: Res. SMA n°.08/08 indica 80 espécies. Regular: Baixa diversidade prejudica o estabelecimento da comunidade futura. Desejável: de acordo com a legislação Indesejável: alta mortalidade, considerando a densidade de plantas recomendada pela SMA 08/08. Regular: valores médios de densidade baseados na SMA 08/08. Desejável: valores aproximados aos recomendados pela SMA 08/08. Indesejável: não atende a SMA nº 08/08 Desejável: atende a SMA nº 08/08 Índice de Pielou (J’) similar ao de áreas de floresta secundária da região. Valor da área de referência AR1 – J´= 0,854 (E.C. LEITE & S. COELHO, dados não publicados) Indesejável: reflete crescimento lento dos indivíduos ou replantios constantes (< 5 cm) Regular: valores considerados médios de crescimentos para plantios com até 4-5 anos (10 a 15 cm) Desejável: valores considerados compatíveis com plantios de restauração de 4-5 anos. (> 15 cm) Indesejável: reflete crescimento lento dos indivíduos ou replantios constantes. (< 0,5 m) Regular: valores considerados médios de crescimentos para Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 <40% e >60% de espécies/grupo = 3 >40% e <60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3
  15. 15. 15 Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Funcionamento Presença humana (impactos negativos) Ausência de fogo na área Cobertura do solo Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira plantios com até 4-5 anos (de 0,5 a 1,0 m) Desejável: valores considerados compatíveis com plantios de restauração de 4-5 anos. (> 1,5 m) Indesejável: ausente Desejável: presente, predomínio de posição nos terços superiores (TS) e médios (TM) dos indivíduos arbóreos. Indesejável:Dominando a copa das árvores, em especial os terços superiores e médios Desejável: ausente ou em equilíbrio Cobertura do solo por vegetação, excluindo-se a cobertura morta com valores superiores à 50% Indesejável: ausência de regenerantes. Regular: presença de alguns regenerantes na área Desejável: presença de regenerantes Serrapilheira cobrindo o solo com valores similares à uma àrea de floresta secundária na região (AR-1) Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta 15-59% - média < 15% - baixa 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 Tabela 2. Classificação dos Indicadores Ecológicos. Perturbação Indicadores Ecológicos Categorias Antrópica Presença humana (impactos negativos) Composição Estrutura Função Diversidade de funções sucessionais das sp Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos arbóreos (nº.ha-1) CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Diversidade de sp arbóreas Diversidade de funções sucessionais das sp Equitabilidade Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausê ncia) Cobertura do solo Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira
  16. 16. 16 5. RESULTADOS 5.1 Informações Iniciais Para o inicio do projeto, foi primeiramente realizada reunião entre os parceiros para delinear as atividades e elaborar os materiais para coleta das informações. A empresa contratada elaborou uma proposta de ficha para coleta de dados, com informações básicas sobre o proprietário, a propriedade e as técnicas e histórico do plantio, a qual foi submetida a coordenação do projeto e aprovada após consulta aos demais parceiros do projeto. Com a aprovação desta ficha, iniciaram-se os procedimentos para a coleta de dados. As primeiras informações levantadas foram junto aos 34 municípios da UGRHI 10, que por meio de visitas e contatos telefônicos e por e-mail, enviaram suas respostas, apresentando a existência ou não de projetos de recuperação de áreas degradadas em sua área de abrangência. Dos 34 municípios da bacia, em apenas 3 foram verificados TCRA’s municipais. Em Boituva foram 4, em Tatuí 1 e em Piedade também um único termo. Este panorama deve mudar, pois muitos municípios da região tem assinado termo de cooperação com a CETESB, a estão implementando seus sistemas de licenciamento ambiental. Estas áreas selecionadas, foram então utilizadas para a elaboração de um banco de dados com cadastro de áreas objeto de implantação de PRADs’s compromissados junto à CETESB, ao CBRN e às Prefeituras da bacia. Com base nestas áreas, os técnicos do projeto avaliaram os dados e realizaram a seleção das áreas a serem visitadas. Como o banco de dados apresentou uma série de dados inconsistentes, por falta de informações nos respectivos processos, o grupo gestor do projeto resolveu, ao invés de aplicar a metodologia de escolha das áreas, com base na análise de agrupamentos com BrayCurtis como método de distância e flexível-beta como ligação, que com a carência de dados ficaria muito pouco preciso, optar pelo sorteio de dois projetos de RAD para cada sub-bacia, perfazendo assim um total de 12 áreas a serem visitadas. Esta primeira escolha das áreas, contemplou projetos em regiões de ambiente urbano, rural, industrial e de loteamentos, abordando assim, as 4 tipologias de área utilizadas para a tabulação dos dados. Porém, nem todas as áreas foram possíveis de serem visitadas, pois em algumas o proprietário não foi localizado, o que não permitiu solicitar a anuência para realização da etapa de avaliação de campo. A desistência de uma área escolhida, somente
  17. 17. 17 ocorria depois de exaustivo trabalho de busca pelo contato com os proprietários, via telefone, email, consulta a listas telefônicas e pesquisas na internet. Tabela 3. Quadro de áreas objeto das coletas de dados em campo e análises técnicas. Sub-Bacia Município Área Implantação Área (Há) N° Mudas 1 Botucatu Urbana 2011 3,5 5.700 1 Bofete Rural 2010 2,8 4.675 2 Jumirim Rural 1998 0,7 778 2 Boituva Urbana 2008 0,8 1.395 3 Tatuí Rural 2007 3,13 5.225 3 Capela Rural 1999 1,2 2.122 3 Piedade Urbana 2008 0,5 700 4 Sorocaba Urbana 2003 24,48 14.630 5 Itú Rural 2004 1,14 2006 5 Itú Urbana 2008 1,5 2.595 6 Ibiúna Rural 1998 10,73 6.771 6 Ibiúna Rural 2009 0,3 500 5.2. Distribuição das Áreas Com o objetivo de ter uma visão geral de como estão se desenvolvendo os projetos de RAD na Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, é que se optou pela amostragem por sub-bacias, para desta forma poder contemplar de maneira amostral todo o território desta bacia. Assim, na Figura 5, temos a distribuição das áreas amostradas durante o levantamento de dados para o projeto, mostrando uma boa abrangência em termos das características da vegetação desta área, que tende mais para os biomas da floresta ombrófila densa nas sub-bacias 3, 5 e 6, para Floresta Estacional Semidecidual em contato com
  18. 18. 18 Savana, nas sub-bacias 2, 4, e 1 onde também se encontram alguns remanescentes de vegetação do tipo Savana. 5.3 Caracterização Geral Antes das visitas serem realizadas, foi elaborado um roteiro para a avaliação dos indicadores ecológicos com as informações que deveriam ser observadas nas áreas, além das informações obtidas nos cadastros dos processos dos RAD’s. Este roteiro foi precedido de uma ampla revisão teórica dentro do Grupo Gestor do Projeto, que determinou os principais indicadores ambientais que deveriam ser levantados para caracterizar a situação de desenvolvimento dos RAD’s. 5.3.1 Coleta de dados em Campo Esta etapa do projeto, se ateve a coleta de dados nas áreas previamente selecionadas e a tabulação e análise inicial destes dados. Foram realizadas no mínimo duas visitas em cada àrea objeto de implantação de RAD as quais foram selecionadas anteriormente. Nestas visitas, foram coletadas as informações referentes aos indicadores definidos na primeira etapa deste projeto, ou seja, os indicadores ecológicos foram classificados nas seguintes categorias: (a) paisagem – abrange os atributos que expressam a configuração e as características físicas básicas do ambiente onde a área de restauração está localizada; (b) perturbações antrópicas – avaliam os fatores de degradação do ambiente, da paisagem e a presença de distúrbios naturais ou antrópicos; (c) composição – representam o arranjo e a diversidade florística das espécies ocorrentes nas áreas, bem como a presença de grupos funcionais e o desenvolvimento da vegetação; (d) estrutura – relacionada à biota, expressa a estrutura vertical da comunidade, a abundância de espécies e a distribuição espacial dos indivíduos; e (e) função – expressam as funções ecológicas, tais como proteção do solo, competição, sanidade e sucessão, os quais podem afetar o funcionamento da comunidade.
  19. 19. 19 Figura 5. Vegetação da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio tietê, com os locais onde foram realizadas as amostragens para este estudo.
  20. 20. 20 5.3.2 Caracterização Geral dos Projetos de RAD na UGRHI 10 Esta caracterização geral da área, foi obtida pelos dados levantados na primeira etapa do projeto, como área e idade dos plantios, e os demais dados que foram obtidos com as visitas de campo realizadas nas unidades selecionadas. Estes dados de campo, permitiram levantar as espécies dos plantios, e qualificá-las quanto ao estágio sucessional, síndrome de dispersão, grau de ameaça, entre outras informações que são apresentadas nas Tabelas (4 e 5 ). Com relação as áreas amostradas, na Sub-Bacia 3 foi amostrada uma área a mais, e na Sub-Bacia 4, em uma das áreas amostradas não apresentou informações para serem coletadas, pois o PRAD estava totalmente destruído. Esta troca pode ser justificada, pois a sub-bacia 3 é bem maior, quase três vezes a sub-bacia 4, e ambas estão inseridas na porção média da bacia do rio Sorocaba. O tamanho médio das áreas amostradas foi de 2,09 ha e 32,17% de um total de 27,26 ha foram amostrados em APP. Com relação as idades dos plantios, houve uma variação de 1,1 até 10 anos, o que pode de alguma forma causar certa dificuldade de comparação entre estes plantios analisados. Os dados detalhados da caracterização geral das áreas amostradas por sub-bacias podem ser observados na Tabela 3. Tabela 4 – Caracterização geral das áreas visitadas divididas por sub-bacia, contemplando o numero de áreas visitadas, idade média do plantio, tamanho, plantio em APP e porcentagem correspondente de cada sub-bacia em relação ao total de áreas visitadas. Subbacia 1 2 3 4 5 6 Total Áreas 1-Botucatu 2-Bofete 3-Jumirim 4-Boituva 5-Tatuí 6-Capela 7-Piedade 8-Sorocaba 1 * 9-Sorocaba 2 10- Itu 1 11- Itu 2 12- Ibiúna 1 13- Ibiúna 2 Nº Área Visitadas Idade média do Plantio (anos) Tamanho da Área (ha) Plantio em APP ha % Porcentagem em Relação ao Total % 2 1,1 4,13 4,13 –> 100% 15,2 2 10 1,53 1,53 –> 100% 5,6 3 8,6 4,90 1,27 –> 25,9% 18,0 2 8 9,8 0,5 –> 5,1% 36,0 2 5 2,64 1,14 –> 43,1% 9,7 2 10 4,26 0,2 –> 4,6 % 15,5 27,26 8,77 –> 32,17% 100 12 * Esta área não foi considerada pois estava totalmente destruída.
  21. 21. 21 Quando foram comparados os dados gerais de caracterização dos plantios amostrados neste projeto, com relação as espécies amostradas e a Resolução SMA 08 de 2008 que fixa a orientação para o reflorestamento heterogêneo de áreas degradadas e dá providências correlatas, pôde-se observar que em 8 áreas de RAD foi observado o cumprimento desta exigência, apresentando mais do que 20% de espécies zoocóricas . Com respeito a relação entre espécies pioneiras e não pioneiras, das doze situações amostradas, em cinco delas não foi observada a proporção mínima de 40% para um dos grupos, das Pioneiras ou das Não Pioneiras. Quando se comparou com a Resolução SMA 08/08 a presença de espécies com algum grau de ameaça, foi constatado que em 5 plantios o percentual mínimo de 5% de espécies com algum grau de ameaça não foi atingido. Porém em compensação, entre os outros 7 plantios, encontrou-se um com 18% e outro com 18,5% de espécies nativas da vegetação regional, enquadradas em alguma das categorias de ameaça. Os dados que foram coletados por meio de parcelas de amostragens nas áreas selecionadas, podem ser vistos na Tabela 4. Tabela 5 – Situação do plantio considerando o numero de plantas encontradas nas parcelas, as classes sucessionais P = pioneiras, NP = não pioneiras. Relação P/NP. IN = não identificada, categoria de ameaça, ZOO = zoocóricas e Esp. Exót. = espécies exóticas. Esp. = espécie, Ind. = indivíduo Sub bacia 1 2 3 4 5 6 Área 1-Botucatu 2-Bofete 3-Jumirim 4-Boituva 5-Tatuí 6-Capela do Alto 7-Piedade 8-Sorocaba Vitória Regia 9-Soroc. GM 10- Itu Prefeitura 11- Itu Condomínio 12- Ibiúna Condomínio 13- Ibiúna Prefeitura Nº plantas 81 65 49 38 42 14 Esp. 16 18 10 06 09 02 P -> -> -> -> -> -> Ind. 56 33 33 24 34 07 NP Esp. 11 -> 15 -> 07 -> 05 -> 04 -> 02 -> Ind. 22 32 14 14 08 05 Relação P / NP 60/40 54/46 59/41 55/45 70/30 50/50 3 0 2 0 0 2 Categ. Ameaça 1 4 2 0 1 0 58 50 02 08 -> -> 06 47 09 01 0 50 0 07 -> -> 0 26 86 12 -> 81 05 79 15 42 28 10 22 25 5 Esp. Exót. 1 1 2 0 0 0 -> -> 47 03 20/80 90/10 5 0 2 0 19 34 1 0 0 04 -> -> 0 19 64/36 0 5 0 0 0 8 0 2 36 15 -> 40 44/56 5 44 1 36/64 1 0 1 -> 65 09 -> 15 2 20 0 -> 41 15 -> 38 50/50 0 5 44 0 NI ZOO
  22. 22. 22 6. AVALIAÇÃO DE INDICADORES PARA AS SUB-BACIAS Com o objetivo de se obter uma primeira visão geral do desenvolvimento dos projetos de RAD na Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, optou-se por fazer uma avaliação preliminar por sub-bacias, onde foram considerados os seguintes indicadores: serapilheira, epífitas, cobertura do solo e cobertura de área. Considerou-se estes indicadores, por serem os pertencentes ao grupo que indicaria o grau de funcionamento do projeto de recuperação (Tabela 1.) e que adicionado do indicador Funcional de presença de epífitas, poderiam demonstrar uma situação geral dos plantios por meio de rápidas avaliações de campo. São indicadores que podem ser coletados em pouco tempo e com pouca infraestrutura para aquisição das informações, e mesmo assim, são parâmetros capazes de apontar com bom grau de precisão o estado de desenvolvimento de regeneração da vegetação natural. 6.1 Indicador de Cobertura Para avaliar o grau de desenvolvimento dos projetos de RAD estudados, um dos indicadores utilizados foi a porcentagem de cobertura do solo. Neste caso foram tomadas duas medidas, ao nível do solo e a 1m de altura. Os resultados deste indicador são apresentados na Tabela 6 e Figura 1. Este parâmetro indicador, também é muito interessante, pois o desenvolvimento da floresta possui uma boa relação entre os estágios mais avançados e porcentagem de cobertura. Tabela 6. Porcentagens de cobertura ao nível do solo e a 1m de altura. Sub-bacias Solo % 1m do Solo % Sub-bacia 1 34,9 47,8 Sub-bacia 2 11,3 11,6 Sub-bacia 3 31,3 32,8 Sub-bacia 4 1,6 1,5 Sub-bacia 5 50,39 55,3 Sub-bacia 6 32,4 35,2
  23. 23. 23 Figura 1. Gráfico com porcentagens de cobertura do solo ao nível do solo e a 1m de altura. Cobertura  de  Área   100   80   60   Solo  %   40   1m  do  Solo  %   20   0   Sub-­‐bacia   Sub-­‐bacia   Sub-­‐bacia   Sub-­‐bacia   Sub-­‐bacia   Sub-­‐bacia   1   2   3   4   5   6   Nesta avaliação de cobertura, observa-se na sub-bacia 4 um índice muito baixo. Este valor foi influenciado pelo plantio destruído, onde os parâmetros foram todos nulos. Da mesma forma estes dados irão influenciar outros parâmetros analisados neste estudo. 6.2. Epífitas Outro importante indicador ambiental para as florestas é a presença de epífitas, as quais indicam o desenvolvimento e o estágio de regeneração da vegetação. Este iondicador é útil;izado nas Resoluções CONAMA 01/94 e Conjunta SMA-IBAMA/SP 01/94, como um dos parâmetros para classificar o estágio sucessional da vegetação sob o domínio da Mata Atlântica no Estado de São Paulo. Assim, foram coletados dados de presença de epífitas nas árvores das áreas amostradas Tabela 7 A e B, e Figura 2.
  24. 24. 24 Tabela 7. A e B. Estas tabelas mostram as porcentagens médias de presença de epífitas nas sub-bacias e nas áreas amostradas. (Epífitas – número de árvores amostradas nas parcelas que apresentou a presença de vegetais epífitos, e sua respectiva porcentagem em relação ao todo amostrado). B. A. Sub-Bacias Área Sub-bacia 1 Sub-bacia 2 Sub-bacia 3 Sub-bacia 4 Sub-bacia 5 Sub-bacia 6 Sub-bacia 1 Sub-bacia 1 Sub-bacia 2 Sub-bacia 2 Sub-bacia 3 Sub-bacia 3 Sub-bacia 3 Sub-bacia 4 Sub-bacia 4 Sub-bacia 5 Sub-bacia 5 Sub-bacia 6 Sub-bacia 6 % média 0 4,1 7,2 0 1,6 11,25 Área Bofete Botucatu Jumirim Boituva Capela Piedade Tatuí Sorocaba Sorocaba GM Itu Prefeitura Itu Condomínio Ibiúna Ibiúna Prefeitura Epífitas % 0 de 64 0 de 80 4 de 48 0 de 37 2 de 13 2 de 58 2 de 41 0 de 49 0 de 0 1 de 49 1 de 85 15 de 80 3 de 78 0 0 8,3 0 13,4 3,4 4,9 0 0 2 1,2 18,7 3,8 Figura 2. Gráfico com porcentagens de presença de epífitas nas árvores amostradas por sub-bacias. Presença  de  Epí<itas   12   10   Porcentagem   8   Média   6     4   2   0   1   2   3   Sub-­‐Bacias   4   5   6  
  25. 25. 25 Estes resultados podem não ser muito conclusivos visto que os plantios selecionados na Sub-bacia 1 foram os mais jovens. Por outro lado, nas 3 sub-bacias que apresentaram as maiores porcentagens de presença de epífitas, foram exatamente aquelas em que se incluíram algum projeto de RAD implantado anteriormente à 2000. Assim, este resultado sugere uma forte relação entre o tempo de plantio e o aparecimento das epífitas, o que é amplamente aceito por pesquisadores da área de ecologia de florestas. 6.3. Cobertura do Solo e Produção de Serapilheira Também como forma de avaliar o grau de sucesso do plantio e o seu desenvolvimento em direção a um estágio mais equilibrado em termos ecológicos, foram levantadas as informações sobre como estava a cobertura do solo e a existência e profundidade de serapilheira, pois são informações que podem atestar diferentes estágios de desenvolvimento de um plantio de recuperação ou de restauração florestal Figuras 3 e 4. Figura 3. Gráfico com porcentagens de cobertura do solo por invasoras e de solo desnudo nas áreas amostradas por sub-bacias. Cobertura  do  Solo   100   80   60   40   Cobertura  invasora   (gramíneas)  %   20   Solo  Desnudo  (%)   0   1   2   3   4   Sub-­‐Bacias   5   6  
  26. 26. 26 Figura 4. Gráfico com porcentagens de produção de serapilheira nas áreas amostradas por sub-bacias. Produção  de  Serapilheira   100   80   60   40   Serapilheira  (%)   20   0   1   2   3   4   5   6   Sub-­‐Bacias   Nestes quesitos de cobertura por invasoras e produção de serapilheira, parece existir uma correlação entre maior cobertura por invasoras acompanhada de uma maior produção de serapilheira. Este dado não é de fácil confirmação, mas sugere algum problema ligado a manutenção dos RAD`s. Talvez uma menor manutenção e um índice de cobertura menor das copas, acabe permitindo maior entrada de luz e assim uma maior ocupação das invasoras. Por outro lado, quando o plantio alcança uma cobertura de copas mais fechada, ocorre um maior sombreamento e maior produção de folhas, contribuindo assim para o aumento da serapilheira. Mas este caso merece ser estudado posteriormente com maior profundidade. No geral esta avalição por sub-bacias não se mostrou muito eficiente pois não se conseguiu definir quais os melhores desempenhos. Mostrando que realmente deve-se proceder uma análise mais detalhada e por RAD`s para se obterem informações mais precisas.
  27. 27. 27 7. AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO DOS PROJETOS DE RAD Considerando a metodologia apresentada e os dados coletados durante a realização destes estudos, estas informações foram trabalhadas e analisadas com o fim de obter uma caracterização destes projetos e avaliar seu desempenho e perspectivas de pleno estabelecimento das funções ecológicas dos plantios. Com o objetivo de avaliar e comparar os projetos de RAD entre eles, foram calculados o Incremento Médio de Altura IMA = (altura atual/idade do plantio – em anos) e o Incremento Médio de Diâmetro IMD = (diâmetro/idade do plantio – em anos). Figura 6. Incremento Médio em Altura, mostrando o aumento em centímetros por ano para cada área de RAD estudada.
  28. 28. 28 Figura 7. Incremento Médio de Diâmetro, mostrando o aumento em centímetros por ano para cada área de RAD estudada. Estes dados mostrados nas Figuras 6 e 7 , mostram a área AR1, que se encontra em Botucatu, com bem melhor do que as demais. Este dado ficou um pouco prejudicado pois este plantio é muito jovem, um pouco mais de 1 ano, e as medidas de diâmetro foram tiradas na altura do colo da planta. Mas vael a pena destacar, que este plantio, de acordo com as observações realizadas em campo, foi o que apresentou melhores condições de manutenção e cuidados com as plantas. Com relação ao incremento em altura, podemos dividir os grupos em duas categorias, aqueles que apresentam um incremento acima de 50 centímetros ao ano, representado pelos plantios ( AR4, AR5, AR8, AR9, AR10, AR11, e AR12) e aqueles que ficaram abaixo ( AR2, AR3, AR6, e AR7). Com relação ao incremento em diâmetro, podemos dividir os grupos em duas categorias, aqueles que apresentam um incremento acima de 1,5 centímetros ao ano,
  29. 29. 29 representado pelos plantios ( AR4, AR5, AR6, AR8, AR10, AR11, e AR12) e aqueles que ficaram abaixo ( AR2, AR3, AR7, e AR9). Basicamente existe uma correlação entre melhores desempenhos em IMA e IMD para os plantios, somente não se confirmando para os plantios AR6 e AR9, que apresentaram um bom desempenho de IMD e IMA respectivamente e inverteram o desempenho para o outro índice avaliado. Para fins de avaliação e comparação dos dados amostrados , optou-se por escolher uma área de referência, pois desta forma pôde-se validar os indicadores com base em uma situação natural de regeneração. A seleção da área de referência levou em consideração o conhecimento de pesquisa acumulado e a sua representatividade na paisagem da bacia tendo se baseado nos estudos realizados por Piña-Rodrigues et al. (2011). Para tanto, foi selecionado um conjunto de fragmentos florestais situados na região da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e Médio Tietê, no município de Sorocaba, na latitude 23º 34’ 40,02”S e longitude 47º 31' 17,80”W, no estado de São Paulo. A florística destas áreas foi realizada em 15 parcelas de 100 m², sendo seus dados empregados como referencial e agregados ao levantamento realizado por Kortz (2009). A área de referência esta inserida em uma região de transição entre o Planalto Atlântico e a Depressão Periférica Paulista, apresentando relevo de denudação de formas de topos planos com entalhamento fraco de vales e grande dimensão interfluvial média. O tipo de solo presente é o latossolo vermelho-escuro segundo o Mapa Geomorfológico do Estado de São Paulo (1981). O clima da região é tropical quente e úmido com inverno seco e verão chuvoso. No verão, as médias térmicas são superiores a 22°C e a pluviosidade média é cerca de 200 mm; o inverno corresponde à estação seca, com temperatura média inferior a 18° C e índice pluviométrico mensal de cerca de 30 mm. Na classificação de Köppen predomina o clima Cwa na depressão periférica e Cwb nas áreas mais elevadas. A cobertura vegetal original região é do tipo estacional semidecidual, não apresentando nenhuma formação de caráter primário. Como resultado da alteração da paisagem, as florestas foram substituídas por campos e pastagens, os quais são interrompidos por matas secundárias, cerrados, capoeirões e matas ciliares.
  30. 30. 30 Os indicadores foram então aplicados nas áreas de estudos (AR) e de referência (área de referência) e seus resultados foram comparados para cada indicador definido. O conjunto de 14 indicadores aplicados foi elaborado de acordo com o paradigma da integridade ecológica. Os indicadores foram baseados no método MESMIS – Marco de Avaliação de Sistemas de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores (MASERA et al, 1999) classificados de acordo com os seguintes atributos: [a] estabilidade- que representa a capacidade do sistema em manter um nível de equilíbrio dinâmico estável, sendo possível manter os benefícios proporcionados pelo sistema em um nível não decrescente, sob condições médias ou normais, [b] resiliência (ou elasticidade) – definida como a capacidade do sistema para regressar ao estado de equilíbrio ou manter seu potencial produtivo, após severo choque e [c] confiabilidade – capacidade do sistema de manter a produtividade em níveis próximos ao seu equilíbrio quando em face de alterações de longo prazo no ambiente, elaborados por Piña-Rodrigues et al. (2010) (Tabela 1). Para cada indicador foram estabelecidos cenários positivos comparados com os encontrados em campo. Os indicadores ecológicos foram monitorados em cada AR empregando-se cinco subparcelas de 10x10 m (500 m²). Para cada indicador foram atribuídas, em consenso pelos avaliadores (n= 3), notas variando de zero a 1 (grau crítico - ruim, inexistente ou distinto do cenário positivo), 2 = grau aceitável e 3 (grau desejado de sustentabilidade, similar ao cenário positivo). Este procedimento permite que os dados analisados possam ser comparados na mesma unidade de avaliação. Para os descritores de diversidade de espécies foram utilizados os seguintes indicadores: (a) Diversidade das funções sucessionais – representa a relação de espécies arbóreas e arbustivas, sendo posteriormente classificadas como pioneiras (pioneiras e secundárias iniciais) e não pioneiras (secundárias, secundárias tardias e clímax). (b) Diversidade, composição de espécies e equitabilidade – medidas pelos Índices de Shannon (H´) e Pielou (J´). Como referência foi empregado o resultado de estudo realizado nos fragmentos florestais da área de referência (localizada no Câmpus da UFSCAR, em Sorocaba), no qual se obteve H´ de 1,95 a 2,30 nats e J´ de 1,09, com 75 espécies pertencentes a 28 famílias (COELHO, S. & LEITE, E.C. dados não publicados).
  31. 31. 31 7.1 Indicador de Perturbação Antrópica Segundo Fonseca (2011), o indicador de perturbações antrópicas possui uma alta eficiência para caracterizar o desenvolvimento do plantio. De fato, esse resultado reitera uma regra básica em restauração ecológica: para iniciar qualquer tipo de técnica de restauração de ecossistemas, devem ser suspensas as fontes de perturbação (ENGEL & PARROTA, 2003). No caso dos PRAD`s analisados neste estudo, todos apresentaram grau máximo de perturbação antrópica, e talvez esse seja um dos motivos para que os plantios ainda não tenham atingido um bom grau de Estabilidade e Resiliência. 7.2 Indicador de Composição Quando se analisou o indicador de composição, os atributos de composição do ecossistema florestal, com maiores valores de eficiência foram a riqueza, e a diversidade de Shannon. Segundo Fonseca (20111), os altos valores de eficiência destes indicadores refletem a importância destes atributos para a integridade ecológica de um ecossistema florestal e também a sua praticidade e confiabilidade. A riqueza de espécies é um atributo primordial para um projeto de restauração e, conforme anteriormente discutido, deve ser de, no mínimo, 80 espécies até o fim da duração do projeto, segundo a Resolução SMA n° 08/08. A riqueza foi um atributo fácil de ser mensurado em condições de campo e com baixa variabilidade na resposta, facilitando sua aplicação e interpretação. A diversidade é usualmente medida para determinar a riqueza e abundância de organismos e é útil como medida indireta de resiliência do ecossistema em função da presença de organismos de grupos funcionais diferentes (PETERSON et al., 1998). Dos projetos de RAD analisados, os de Botucatu e Itu Condomínio, atingiram os mesmos índices da área de referência, o de Ibiúna prefeitura ficou bem próximo e os demais não atingiram este patamar de alta diversidade, ficando com um grau médio de diversidade. Mesmo sendo resultado de coletas por amostragem, este resultado sugere que se tenha mais cuidado com a composição do lote de mudas para os plantios, afim de atingir as determinações da Resolução SMA n0 08/08. De acordo com Barbosa et al., (2003), no estado de São Paulo, houveram avanços na qualidade dos projetos de RAD, mas foi constatada uma situação preocupante com relação ao estado de “declínio” dos reflorestamentos induzidos nos últimos quinze anos: de 98 áreas monitoradas quanto à recuperação florestal (aproximadamente 2.500 ha), cerca de 300
  32. 32. 32 espécies foram elencadas nos levantamentos efetuados, das quais 50% ocorrem em apenas três projetos e doze espécies mais freqüentes em mais de 50% dos projetos. Na maioria das áreas foram utilizadas apenas 30 espécies e, geralmente, as mesmas. Informações obtidas em 30 viveiros florestais no Estado indicam que estes concentram suas produções em cerca de 40 espécies arbóreas nativas. Da mesma forma os projetos analisados neste estudo apreentam em sua maioria baixa diversidade de espécies, indo de 5 espécies até 33 espécies identificadas por meio da instalação das parcelas em campo para os levantamentos fitossociológicos e dos demais indicadores. 7.3 Indicador de Estrutura Os atributos estruturais que foram mais significativos, foram a densidade de espécies arbóreas e o incremento médio anual - IMA. Conforme a Resolução SMA n° 08/08 que fixa as orientações ao reflorestamento heterogêneo, e quanto à densidade, em espaçamento 3 m x 2 m, o valor estabelecido é um total de 1667 indivíduos.ha-¹ distribuídos equitativamente pela área. A estrutura da vegetação é empregada para se determinar a complexidade e estratificação do ecossistema, a densidade de arbóreas e o aporte de biomassa, sendo essas medidas úteis para predizer a direção do sucesso da comunidade (WILKINS et al., 2003; RUIZ-JAEN & AIDE, 2005). A densidade de plantas arbóreas é importante em razão de ser um valor exigido legalmente, devendo este ser contemplado nos projetos de restauração. A altura média das plantas também foi um indicador estrutural importante, facilmente mensurável. Este indicador estrutural não apresentou correlação entre densidade arbórea e IMA, o que pode estar relacionado a grande variação de idade dos plantios analisados. Quando se avaliou o indicador de densidade arbórea, també se observou uma grande variação entre os plantios, indo de 466 mudas/ha até 1.720 mudas/ha. Na média se observou 1.172 mudas por hectare, o que daria um espaçamento de 2,92x2,92 metros. De qualquer forma, para esta metodologia de diversidade e preenchimento, adorada na maioria dos casos, o mais recomendado é o espaçamento 3x3 mteros, que resulta em uma densidade de 1667 mudas por hectare.
  33. 33. 33 7.4 Indicador de Função Quanto aos atributos de funcionalidade dos ecossistemas, estes podem ser entendidos como os processos ecológicos que ali ocorrem, os quais são úteis por fornecerem medidas de resiliência do ecossistema restaurado (RUIZ-JAEN & AIDE, 2005). A ciclagem de nutrientes pode prover informações sobre o quanto há de componentes orgânico e inorgânico disponíveis para outros organismos persistirem no ecossistema (DAVIDSON et al., 2004), podendo ser estimada por meio da quantificação da deposição de serapilheira (POGGIANI et al., 1998; RODRIGUES & GANDOLFI, 1998; MARTINS, 2001; SOUZA & DAVIDE, 2001; ARATO et al. 2003; ALVES et al., 2006; ARAÚJO et al., 2006). O solo exposto não retém a umidade e é mais susceptível aos processos erosivos e à desertificação. O atributo de cobertura do solo pode ser facilmente avaliado, não demanda análises a posteriori ou equipamentos pesados para coleta de informações e desta forma foi um bom parâmetro indicador da funcionalidade do ecossistema em formação. O indicador de Função, foi avaliado nos gráficos de confiabilidade, ou como definido por Piña-Rodrigues et al. (2010), a capacidade do sistema de manter a produtividade em níveis próximos ao seu equilíbrio quando em face de alterações de longo prazo no ambiente. Foi observado que os PRAD`s não apresentaram desempenho nem igual, nem superior a área de referência, com exceção do PRAD de Itu da prefeitura, que superou no quesito cobertura do solo, conforme Figura 17. Este resultado deve ser decorrente da pequena produção de material vegetal por parte das plantas dos projetos, evidenciando alguma dificuldade de estabelecimento e desenvolvimento das plantas.
  34. 34. 34 Figura 8 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR1 Sub-bacia 1 - Botucatu) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  35. 35. 35 Figura 9 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR2 Sub-bacia 1 - Bofete) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  36. 36. 36 Figura 10 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR3 Sub-bacia 2 - Jumirim) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  37. 37. 37 Figura 11 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR4 Sub-bacia 2 - Boituva) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  38. 38. 38 Figura12 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR5 Sub-bacia 3 - Tatuí) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  39. 39. 39 Figura 13 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR6 Sub-bacia 3 – Capela do Alto) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  40. 40. 40 Figura14 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR7 Sub-bacia 3 - Piedade) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  41. 41. 41 Figura 15 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR8 Sub-bacia 4 - Sorocaba) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  42. 42. 42 Figura 16 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR9 Sub-bacia 5 – Itu - Condomínio) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  43. 43. 43 Figura 17 – Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR10 Sub-bacia 5 – Itu - Prefeitura) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  44. 44. 44 Figura 18– Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR11 Sub-bacia 6 – Ibiúna - Prefeitura) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  45. 45. 45 Figura 19– Valores atribuídos aos diferentes indicadores empregados para a comparação entre áreas de referência de conservação – fragmento florestal (área de referência) e de restauração (AR12 Sub-bacia 6 – Ibiúna - Condomínio) nas dimensões diversidade, funcionalidade e de manejo.
  46. 46. 46 7.5 Considerações Com base nestes resultados, pode-se refletir sobre a eficácia e os objetivos dos RDA`s implantados e avaliados neste estudo. É possível que o modelo de diversidade e preenchimento empregado não esteja atendendo, até o presente, os objetivos propostos, que seriam aqueles envolvidos com a plena regeneração das áreas. Dentro da amplitude avaliada, de 1 a 14 anos, a baixa diversidade inicial de espécies (em torno de 30), a ausência de regeneração natural arbórea e a falta de manutenção, se refletiram principalmente nos fatores que geram a estabilidade e a resiliência do sistema. Nestes casos, os indicadores observados, ficaram em sua maioria inferiores a área de referência, mesmo considerando que esta área ainda apresenta características de fase inicial à média de regeneração. Também se conclui, que no caso das áreas estudadas, o modelo diversidade- preenchimento não propicia a estabilidade, resiliência e confiabilidade do processo de restauração, pelo menos até o momento em que foram realizadas as avaliações 8. RECOMENDAÇÕES Com base nos resultados obtidos e por meio de discussões da equipe técnica do projeto, chegou-se as seguintes recomendações: 1. Os projetos de RAD a serem desenvolvidos na Bacia do CBH-SMT devem ser cadastrados na secretaria executiva do Comitê por meio de formulário próprio (ANEXO IV) para fins de acompanhamento e desenvolvimento de pesquisas mais aprofundadas sobre o estabelecimento desta nova vegetação; 2. Deve haver uma maior preocupação com o controle das perturbações antrópicas, como fogo e outras interferências; 3. Afim de atingir a diversidade de espécies indicada pela Res. SMA 08/08, deve-se ter um maior controle na aquisição, e distribuição das mudas durante o plantio do RAD. O acompanhamento do plantio em campo por um técnico responsável é fundamental.
  47. 47. 47 4. É fundamental o apoio do CBH-SMT à Câmara Técnica de Planejamento Florestal para o delineamento de uma política de recuperação de áreas degradadas mais eficiente para a Bacia do SMT; 5. O CBH-SMT deve fomentar a implantação de novos viveiros de mudas de espécies nativas, bem como programas de coleta de sementes, para aumentar e melhorar a produção de mudas, oferecendo a quantidade e a diversidade adequadas para que os interessados cumprimam o que dispõe a Res. SMA 08/08, com relação ao númewro de espécies; 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBUQUERQUE, G. B.; RODRIGUES, R. R. A vegetação do Morro de Araçoiaba, Floresta Nacional de Ipanema, Iperó (SP). Scientia Forestalis (IPEF), São Paulo, v. 58, p. 145-159, 2000. ANDERSEN, A. N. Ants as indicators of restoration success: relationship with soil microbial biomass in the Autralian Seasonal Tropics. Restoration Ecology, v. 5, n. 2, p. 109-14, 1997. ANDREASEN, J. K., et al. Considerations for the development of a terrestrial index of ecological integrity. Ecological Indicators, v. 1, p. 21-35, 2001. BARBOSA, L. M. (Coord.). Métodos de repovoamento vegetal para proteção de sistemas hídricos em áreas degradadas dos diversos biomas no estado de São Paulo – relatório de atividades: fase I, São Paulo: CINP: FAPESP, 2001. BARBOSA, L. M., et al. Recuperação florestal com espécies nativas no Estado de São Paulo: pesquisas apontam mudanças necessárias. Florestar Estatístico, v. 6, p. 28-34, 2003. BELLOTTO, A.; VIANI, R. A. G.; NAVE, A. G.; GANDOLFI, S.; RODRIGUES, R. R. Monitoramento das áreas restauradas como ferramenta para avaliação da efetividade das ações de restauração e para redefinição metodológica. In: Rodrigues, R. R.; Brancalion, P. H. S.; Isernhagen. I. (Org.). Pacto pela restauração da mata atlântica: Referencial dos conceitos e ações de restauração florestal. 1a. ed. São Paulo: LERF/ESALQ : Instituto BioAtlântica, 2009, v.1, p. 128-146. DALE, V. H. & BEYELER, S. Z. Challenges in the development and use of ecological indicators. Ecological Indicators, v.1, p. 3-10, 2001.
  48. 48. 48 FONSECA, V.H. Seleção de indicadores ecológicos para a avaliação de planos de restauração de áreas degradadas. Sorocaba: Universidade Federal de São Carlos, 2011. 123p. GANDOLFI, S.; ASPERTI, L.; MANDETA, E. C. N. Indicadores de Avaliação e Monitoramento de Áreas em Recuperação. In: Workshop sobre a recuperação de áreas degradadas em matas ciliares, 2006, São Paulo. Anais…, 2006, v. 1, p. 77-83. GODÍNEZ-ALVAREZ, H, et al. Comparison of three vegetation monitoring methods: their relative utility for ecological assessment and monitoring. Ecological Indicators, v.9, n.5. p.1001-1008, 2009. INSTITUTO DE ESTUDOS SÓCIO-AMBIENTAIS DO SUL DA BAHIA (IESB), INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (IGEO/UFRJ), DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENCE (UFF), 2007. Levantamento da Cobertura Vegetal Nativa do Bioma Mata Atlântica. Relatório final. PROBIO 03/2004, Brasília, 84p. KARR, J. R. Assessment of biotic integrity using fish communities. Fisheries v.6, p. 21–27, 1981. KRONKA, F.J.N. et al. Inventário Florestal da Vegetação Natural do Estado de São Paulo. São Paulo, SP: Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Florestal, Imprensa Oficial, 2005. 200 p. MASERA, O. R.; ASTIER, M.; LÓPEZ, S. Sustentabilidad y manejo de recursos naturales: El Marco de evaluación MESMIS. México: Mundiprensa, Gira, UNAM, 1999. McCOY, E. D., & H. R. MUSHINSKY. Measuring the success of wildlife community restoration. Ecological Applications, v.12, p.1861-1871, 2002. NECKLES, H. A. et al. A monitoring protocol to assess tidal restoration of salt marshes on local and regional scales. Restoration Ecology, v.10, p.:556–563. 2002. NIEMI, G. J. & McDONALD, M. E. Application of Ecological Indicatos. Annu. Rev. Ecol. Evol. Syst., v. 111, p. 35-89, 2004. NOON, B. R. Conceptual issues in monitoring ecological resources. In: Busch, D. E. & Trexler, J. C. (Eds). Monitoring ecosystems: interdisciplinary approaches for evaluating ecoregional initiatives. Washington, DC: Island Press, 2003. p.27-71. NOSS, R. F. Assessing and monitoring forest biodiversity: a suggested framework and indicators. Forest Ecology and Management. v.115, p.135–146. 1999. PETERSON, G.; ALLEN, C. R.; HOLLING, C. S. Ecological resilience, biodiversity, and scale. Ecosystems, v. 1, p. 6–18, 1998. PIELOU, E. C. Mathematical ecology. New York: Wiley, 1977. 385 p. 1977.
  49. 49. 49 PIÑA-RODRIGUES, F. C. M.; COSTA, L. G. S.; REIS, A. Estratégias de estabelecimento de espécies arbóreas e o manejo de floretas tropicais. Silvicultura, v.3, p.672-690, 1989. PIÑA-RODRIGUES; F.C.M.; GONÇALVES, A.C.; COSTA JR., E.A.; GONÇALVES, P.K.; CARDOSO-LEITE, E. Indicadores de sustentabilidade em sistemas agroflorestais. 2010. (Disponível em: http://www.sementeflorestaltropical.blogspot.com. Acesso em 15/07/2011) PIÑA-RODRIGUES, F.C.M.; FREITAS, N.P. Aplicação de indicadores de restauração florestal para a proposição de estratégias de conservação de fragmentos florestais em Sorocaba, SP. Sorocaba: Prefeitura Municipal de Sorocaba/Secretaria de Obras e Infraestrutura, 94p. 2011. Disponível em: http://www.sementeflorestaltropical.blogspot.com POGGIANI, F.; STAPE, J. L.; GONÇALVES, J. L. M. Indicadores de sustentabilidade das plantações florestais. Série Técnica IPEF, Piracicaba, v. 12, n. 31, p. 33-44, 1998. RHOADES, C. C.; ECKERT, G. E. and COLEMAN, D. C. Effect of pastures trees on soil nitrogen and organic matter: implications for tropical montane forest restoration. Restoration Ecology 6:262–270, 1998. RIBEIRO, M. C., et al. The Brazilian Atlantic Forest: How much is left, and how is the remaining forest distributed? Implications for conservation. Biological Conservation. v. 142, p. 1141– 1153, 2009. RICKLEFS, R. E. (ed.) A economia da natureza. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. 501p. RODRIGUES, R. R.; GANDOLFI, S. Restauração de florestas tropicais: subsídios para uma definição metodológica e indicadores de avaliação e monitoramento. In: DIAS, L. E.; MELLO, J. W. V. (Ed.). Recuperação de áreas degradadas. Viçosa: UFV; SOBRADE, 1998. p. 203215. RUIZ-JAEN, M. C. & AIDE, M. Restoration Success: How is it being measured? Restoration Ecology, v. 13, n. 3, p. 569–577. 2005.. SÃO PAULO. Resolução SMA n° 08 de 31/01/08. Fixa orientações para o reflorestamento heterogêneo e dá outras providências correlatas. (Disponível em http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/resolucao_SMA08-31.1.2008.pdf Acesso em 28/09/10). SER (Society for Ecological Restoration International Science & Policy Working Group). 2004. The SER International Primer on Ecological Restoration (available from http//www.ser.org) acesso em Agosto 2010. Society for Ecological Restoration International, Tucson, Arizona. SHANNON, C. E. & WEANER, W. The mathematical theory of communication. Urbana: University of Illinois Press, 1949. 117p.
  50. 50. 50 SILVA, J. M. C. & CASTELETI, C. H. M. Status of the biodiversity of the Atlantic Forest of Brazil. In: GALINDO-LEAL, C., CÂMARA, I.G. (Eds.). The Atlantic Forest of South America: Biodiversity Status, Threats, and Outlook. Washington: CABS and Island Press, p.43–59, 2003. SOS MATA ATLÂNTICA, INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS, 2008. Atlas dos remanescentes florestais da Mata Atlântica, período de 2000 a 2005. <http://www.sosmatatlantica.org.br>. SOS MATA ATLÂNTICA, INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS. Atlas da evolução dos remanescentes florestais da Mata Atlântica e ecossistemas associados no período de 1985–1990. São Paulo, 1993. SOS MATA ATLÂNTICA, INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS. Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados no Domínio da Mata Atlântica. São Paulo, 2000. TIERNEY, G. L. et al. Monitoring and evaluating the ecological integrity of forest ecosystems. Front Ecol Environ, v.7. 2009. (Review). WALTERS, B. B. Local mangrove planting in the Philippines: are fisherfolk and fishpond owners effective restorationists? Restoration Ecology, v.8, p.237–246, 2000. WILKINS, S.; KEITH, D. A.; ADAM, P. Measuring success: evaluating the restoration of a grassy eucalypt woodland on the Cumberland Plain, Sydney, Australia. Restoration Ecology, v. 11, p.489–503, 2003.
  51. 51. 51 ANEXO I – FOTOS Foto 1. Indivíduo de aroeira pimenteira Foto 2. Parcela sem manutenção tomada por gramíneas.
  52. 52. 52 Foto 3. Quadrante utilizado para determinar as características da cobertura do solo. Foto 5. Levantamento de cobertura do dossel com o auxílio do quadrante e do densiômetro.
  53. 53. 53 Foto 7. Solo exposto e uso de herbicida na área de plantio. Foto 8. Anotação de dados de campo para preenchimento das tabelas.
  54. 54. 54 Foto 10. Vista geral do plantio, mostrando bom grau de desenvolvimento. Foto 13. Uso do GPS para o georreferenciamento das parcelas.
  55. 55. 55 Foto 14. Vestígios de presença de animais na área de plantio Foto 15. Área de plantio bem desenvolvida com forte regeneração natural de Capixingui.
  56. 56. 56 Foto 16. Presença de serapilheira bem formada na área de plantio. Foto 17. Presença de epífitas na parcela amostrada.
  57. 57. 57 Foto 18. Algumas parcelas tomadas por capim gordura. Foto 20. Quadrante e densiômetro utilizados para o levantamento de cobertura do solo e fechamento do dossel.
  58. 58. 58 Foto 22. Parcela com presença de gramíneas. Foto 23. Área sem a devida manutenção.
  59. 59. 59 Foto 29. Indivíduo cadastrado para identificação. Foto 31. Indivíduo cadastrado para identificação.
  60. 60. 60 Foto 33. Levantamento do DAP de árvore. Foto 43. Quadrante com densiômetro e bússola para levantamento de cobertura do solo e fechamento do dossel.
  61. 61. 61 Foto 44. Colhendo dados para determinar o fechamento do dossel. Foto 45. Trabalhos religiosos na área e risco de incêndio.
  62. 62. 62 ANEXO II - TABELAS DE ANÁLISE DE DESENVOLVIMENTO Dados brutos da AR1 Sub-bacia 1 – Botucatu Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta = 3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referência AR1 Subbacia 1 Botucatu 2 1 3 3 3 3 3 3 2 1 2 3 3 1 3 3 2 0 2 3 1 3 2 0 2 0 3 1
  63. 63. 63 Dados brutos da AR2 Sub-bacia 1 – Bofete Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta = 3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referê ncia AR2 Subbacia 1 Bofete 2 1 3 3 3 2 3 3 2 1 2 3 3 1 3 2 2 0 2 3 1 3 2 1 2 0 3 1
  64. 64. 64 Dados brutos da AR3 Sub-bacia 2 – Jumirim Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta =3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referência AR3 Sub-bacia 2 - Jumirim 2 1 3 2 3 2 3 2 2 1 2 2 3 3 3 3 2 0 2 2 1 3 2 2 2 0 3 1
  65. 65. 65 Dados brutos da AR4 Sub-bacia 2 – Boituva Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausênci a) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta = 3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referência AR4 Sub-bacia 2 - Boituva 2 1 3 2 3 2 3 1 2 1 2 2 3 3 3 3 2 0 2 3 1 3 2 1 2 0 3 1
  66. 66. 66 Dados Brutos da AR5 Sub-bacia 3 – Tatuí Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta =3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referên cia AR5 Subbacia 3 Tatuí 2 1 3 2 3 2 3 2 2 1 2 2 3 3 3 3 2 1 2 2 1 3 2 2 2 0 3 1
  67. 67. 67 Dados brutos da AR6 Sub-bacia 3 - Capela do Alto Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta = 3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referênci a AR6 Subbacia 3 Capela do Alto 2 1 3 2 3 1 3 1 2 1 2 3 3 3 3 3 2 1 2 2 1 3 2 0 2 1 3 1
  68. 68. 68 Dados Brutos da AR7 Sub-bacia 3 – Piedade Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta = 3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referência AR7 Subbacia 3 Piedade 2 3 3 2 3 2 3 2 2 2 2 2 3 3 3 3 2 0 2 2 1 3 2 0 2 0 3 1
  69. 69. 69 Dados Brutos da AR8 Sub-bacia 4 - Sorocaba Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta = 3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referência AR9 Subbacia 4 Sorocaba 2 1 3 2 3 1 3 2 2 1 2 3 3 3 3 3 2 0 2 3 1 3 2 0 2 0 3 2
  70. 70. 70 Dados brutos da AR9 Sub-bacia 5 - Itú Condomínio Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta = 3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referência AR10 Subbacia 5 - Itú Condomínio 2 1 3 3 3 3 3 3 2 3 2 3 3 1 3 2 2 0 2 3 1 3 2 2 2 0 3 1
  71. 71. 71 Dados brutos da AR10 Sub-bacia 5 - Itú Prefeitura Atributos Indicadores Diversidade de funções sucessionais das sp Diversidade de espécies (MAGURRAN, 2012) Diversidade de sp arbóreas Riqueza de espécies nativas Densidade de indivíduos -1 arbóreos (nº.ha ) Nº de indivíduos/grupo sucessional Equitabilidade Diversidade funcional CAP médio (cm) até aos 4- 5 anos de idade Altura média dos indivíduos arbóreos (m) até aos 4 - 5 anos Epífitas (Presença/Ausência) Cipós e lianas(Presença/Ausência) Proteção do solo e ciclagem de nutrientes Presença humana (impactos negativos) Cobertura do solo (mulching) Cobertura do solo com regenerantes (herbáceas) Serrapilheira Parâmetros P< NP= 3 P ± NP = 2 P> NP = 1 H’> 3,0 = alto (3) 1,0<H´<2,9=médio (2) H´< 0,9 = baixo (1) Nº espécies > 30 = 3 10>Nºespécies <30 = 2 Nº espécies < 10 = 1 < 400 = 0 > 400 e < 800 = 1 > 800 e < 1200 = 2 > 1200 = 3 > 40% NP e <60% P de espécies/grupo = 3 Nº indivíduos NP ≥ nº indiv. Pioneiros = 2 < 40% NP e >60% de espécies/grupo = 1 J´ ≥ 1 – alta = 3 0,5 <J’<0,9 - média = 2 J’ < 0,5 – baixa = 1 < 5 cm = 0 > 5 e < 10 cm = 1 > 10 e < 15 cm = 2 > 15 cm = 3 < 0,5 m= 0 > 0,5 e < 1,0 = 1 > 1,0 e < 2,0 = 2 > 2,0 = 3 Abundantes= 3 Regular/presentes = 2 Poucas = 1 Ausente = 0 Ausente =3 Poucas = 2 Regulares, presentes = 1 Abundantes = 0 Ausência de fogo= 3 Presença recente fogo= 1 > 50% de cobertura – alta = 3 15-59% - média = 2 < 15% - baixa= 1 Nenhuma= 0 1 – 25% = 0 25 – 50%= 1 50 – 75%= 2 75 – 100%= 3 Maior a área de referência= 3 Similar à área de referência= 2 Menor do que a área de referência= 1 área de referência AR11 Subbacia 5 - Itú Prefeitura 2 1 3 2 3 2 3 2 2 1 2 2 3 3 3 3 2 0 2 2 1 3 2 3 2 0 3 1

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