Análise de desempenho

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  • 1.  
  • 2. "Ensinar não é transmitir dogmaticamente conhecimentos, mas dirigir e incentivar, com habilidade e método, a atividade espontânea e criadora do educando. Nessas condições, o ensino compreende todas as operações e processos que favorecem e estimulam o curso vivo e dinâmico da aprendizagem" (SANTOS, 1961).
  • 3.  
  • 4. O Desempenho das Turmas na Percepção da Equipe Pedagógica
  • 5.
    • Com relação ao desempenho da turma apresentado, que metas traçar para auxiliar no desenvolvimento das atividades?
    Com relação ao desempenho da turma apresentado, que ações realizar para auxiliar no desenvolvimento das atividades? Como utilizar a análise de desempenho para melhorar o desempenho da turma?
  • 6. INTRODUÇÃO
    • A atual conjuntura educacional brasileira apresenta baixos índices de conclusão do ensino básico, somado a altos índices de evasão e distorção idade/série/ano de escolaridade.
    • Essa baixa qualidade da educação, principalmente a pública, é ligada a uma ineficiente administração e gerenciamento educacional, uso insuficiente e impróprio dos recursos financeiros (discussão esta que fica para um outro momento, devido a sua complexidade) e principalmente às estratégias de ensino e avaliação do desempenho escolar inadequadas.
    INTRODUÇÃO
  • 7.
    • Novas políticas e estratégias educacionais vêm surgindo, com a finalidade de reverter tal situação, tais como: Prova Brasil e Provinha Brasil.
    Não temos, de fato, uma cultura de avaliação nem um envolvimento efetivo da equipe escolar, de alunos, pais e responsáveis no aperfeiçoamento da educação que queremos. Contudo, nos faltam informações precisas, sistemáticas e padronizadas sobre o desempenho dos nossos alunos, das nossas turmas, das nossas escolas.
  • 8.
    • Neste sentido, pretendemos iniciar reflexões sobre o papel da avaliação do desempenho escolar como uma ferramenta capaz de auxiliar-nos na prática pedagógica adotada pelo nosso Sistema Municipal de Ensino.
  • 9.
    • A ficha de análise de desempenho foi desenhada para ser de fácil utilização e não tomar muito tempo dos professores, coordenadores e supervisores, como avaliadores.
    O exercício da avaliação ajudará esses profissionais a melhorar o seu senso crítico em relação à prática pedagógica adotada.
  • 10.
    • A direção escolar terá informações importantes sobre aspectos que afetam diretamente a organização do ensino e terá condições de fazer os ajustes necessários em seu projeto político-pedagógico.
  • 11.
    • em função das atividades realizadas, a partir dos objetivos estabelecidos pelo professor;
    • dos resultados alcançados pela equipe pedagógica;
    • do potencial de desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem dos alunos.
    É um importante instrumento de monitoramento a ser compartilhado entre a Secretaria Municipal de Educação e a Equipe Pedagógica das Unidades Escolares. Corresponde a uma análise sistemática do desempenho das turmas, que segue pontos determinantes:
  • 12.
    • Toda instituição necessita ser avaliada através de um instrumento que forneça visibilidade de suas ações para poder, através de um processo de retroalimentação, rever suas estratégias e métodos de trabalho, minimizando as dificuldades, superando obstáculos e melhorando suas práticas. Assim ela se recicla e torna-se cada vez mais capaz de sobreviver em ambientes turbulentos e mutáveis.
  • 13.
    • Precisamos sobretudo, rever os paradigmas da avaliação do desempenho escolar, bem como da educação como um todo, para que a aprendizagem do aluno possa ir para além da sala de aula.
  • 14.
    • Rever a concepção de avaliação é rever sobretudo as concepções de conhecimento, de ensino, de educação e de escola. Impõe pensar em um projeto pedagógico apoiado em princípios e valores comprometidos com a construção do cidadão.
    • Somente após essa consciente revolução é que a avaliação será vista como função diagnóstica e transformadora da realidade.
  • 15.
    • É importante ressaltar que a equipe pedagógica só tem a perder se ficar isolada na dimensão de uma gestão que deve ser democrática e participativa, porque estaremos só pela metade se apenas trabalhamos para os outros. Quando produzimos, participamos é que fazemos parte do todo.
  • 16.
    • O centro da inteligência é aprender a aprender, saber pensar, ser crítico e analítico. Esse deve ser o centro da educação, e é dentro dessa perspectiva que a avaliação do desempenho escolar deve ser concebida.
  • 17.
    • O foco principal deste documento é efetuar uma análise do desempenho das turmas.
    Sendo assim, pretendemos que a partir deste documento seja possível a Equipe Pedagógica verificar em quais áreas do conhecimento os alunos apresentam dificuldades.
  • 18.
    • D iagnosticar e analisar o desempenho individual e grupal dos alunos;
    • Avaliar o nível de dificuldade na aprendizagem das turmas;
    • Oferecer aos professores um resultado qualitativo do ensino, prevenindo o diagnóstico tardio das dificuldades da aprendizagem;
  • 19.
    • Contribuir para a melhoria da qualidade de ensino em consonância com as metas estabelecidas pela Legislação vigente;
    • Apresentar informações necessárias para a identificação de possibilidades de melhoria na aprendizagem do aluno e a elaboração de um plano de metas e ações da Equipe Pedagógica em relação as competências e habilidades a serem desenvolvidas em pequenos grupos e/ou individualmente.
  • 20.
    • Em síntese, como ação inicial e continuada, temos como expectativa que a Equipe Pedagógica possa auxiliar o educador no sentido de melhorar o desempenho do aluno, por meio da análise do desempenho de sua turma.
  • 21.
    • A equipe pedagógica analisa o desempenho das turmas, identifica os pontos que merecem ser trabalhados e utiliza essas informações como feedback para o planejamento de suas metas e ações visando a melhorar o desempenho da turma.
  • 22.
    • O resultado da análise serve como um feedback para o próprio professor. Afinal, é ele, o gestor, o responsável principal pelo desempenho da turma.
    • O feedback, quando necessário, deve ser dado, no
    • dia-a-dia do trabalho educativo.
  • 23. Os integrantes da equipe serão beneficiados com uma orientação mais segura de seu corpo docente em relação ao seu desenvolvimento profissional.
  • 24.
    • O gestor (diretor, orientador, supervisor) conseguirá ver com mais clareza os pontos que necessitam de sua atenção em relação ao tipo de assessoria a ser oferecida.
  • 25.
    • Falcão Filho, José Leão M. Avaliação, classificação e freqüência na nova LDB. Texto apresentado no II Encontro Mineiro de Educação, SINEP-MG, 11 a 14 de outubro de 1997.
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    • Língua Portuguesa: Orientações para o professor, Saeb/Prova Brasil, 4ª série/5º ano, ensino fundamental. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2009.
    • Matemática: Orientações para o professor, Saeb/Prova Brasil, 4ª série/5º ano, ensino fundamental. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2009.
    • Ministério da Educação, Parâmetros Curriculares Nacionais , MEC/SEF, 1998.
    • Ministério da Educação, Qualidade da Educação: Uma nova Leitura do Desempenho dos Estudantes do Ensino Fundamental , INEP, 2003.
    • Neves, M.M.B.J. (1996). O fracasso escolar: concepções sobre um fenômeno de múltiplas faces. Cadernos da Católica , 1, 9-25.
  • 26. Novaes, M.H. (1977). Psicologia do ensino-aprendizagem . São Paulo: Atlas. Novaes, M.H. (2000). A psicologia e a “crise” na educação. Psicologia Escolar e Educacional , 2, 69-76. Patto, M.H.S. (1990). A produção do fracasso escolar . São Paulo: T. A. Queiroz. Peixoto, L.M. & Mesquita, A. (1990). A auto-estima, o nível intelectual e o sucesso escolar. Revista Portuguesa de Educação , 3, 87-99. Perrenoud, Philippe. Não mexam na minha avaliação! Para uma abordagem sistêmica da mudança pedagógica. In: ESTRELA, Albano & NÓVOA, Antônio. Avaliações em educação . Lisboa: Educa, 1992. p.155-73. Roazzi, A. (1985). Fracasso Escolar: fracasso ou sucesso da escola? Psicologia Argumento , IV, 10-16. Santos, Theobaldo Miranda. Noções de prática de ensino. 6 ed. SP: Companhia Editora Nacional, 1961. Tébar, L. (1995). Viver o êxito na escola. Revista de Psicopedagogia , 14, 28-33. Werneck, H. (2001). Ensinamos demais, aprendemos de menos . Petrópolis: Vozes. Gouveia, A. J. (1991). A escola, objeto de controvérsia. Em M.H.S Patto (Org.), Introdução à psicologia escolar (pp.16-24). São Paulo, T. A. Queiroz.
  • 27.