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Behaviorismo - Período Pós Fundação
 

Behaviorismo - Período Pós Fundação

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História da Psicologia

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    Behaviorismo - Período Pós Fundação Behaviorismo - Período Pós Fundação Presentation Transcript

    • BEHAVIORISMO
    • O zoológico do QI: Casa de Animais
      O zoológico não existe mais. O que parecia ser truque era, na verdade, treinamento. São exemplos: o caso da Priscila – O Porco Metódico , Aves inteligentes, galinhas que andavam no trapézio e outras treinadas para jogar beisebol. Coelhos dirigiam caminhões de bombeiro tocando sirenes. Patos tocavam piano e baterias, papagaios andavam de bicicleta, e gaxinins jogavam basquete. Posteriormente foram acrescentados shows de golfinhos e baleias.
      Esse zoológico teve início em 1955, por Keller e Marian Breland, antigas alunas do curso de pós graduação em psicologia, que abandonaram a faculdade para ganhar a vida aplicando técnicas de condicionamento animais. Elas usavam técnicas básicas que haviam aprendido com Eskinner, o behaviorista mais importante do século XX.
      PERÍODO PÓS - FUNDAÇÃO
    • Os Três Estágios do Behaviorismo
      O primeiro foi com Watson. Ele pretendeu tornar a psicologia uma ciência aplicável aos animais e seres humanos. Para tal a psicologia tinha de limitar-se ao estudo dos comportamentos observáveis (behavior em inglês), direta ou indiretamente. A psicologia podia então medir as respostas, utilizar o método experimental conseguindo um grau de objetividade superior ao método introspectivo.
      Estes comportamentos constituem a resposta (R - reações físicas) de um indivíduo a um determinado estímulo (E - objetos exteriores). A base do Behaviorismo é de que um estímulo provoca sempre a mesma resposta pelo que não só seria possível prever os comportamentos mas igualmente controlara produção desses comportamentos. E --> R
    • JHON B. WATSON (1878-1958)
      "Dêem-me uma dúzia de crianças sadias, bem constituídas e a espécie de mundo que preciso para as educar, e eu garanto que, tomando qualquer uma delas, ao acaso, prepará-la-eí para se tornar um especialista que eu seleccione: um médico, um comerciante, um advogado e, sim, até um pedinte ou ladrão, independentemente dos seus talentos, inclinações, tendências, aptidões, assim como da profissão e da raça dos seus antepassados."
    • Nesse período, alguns cientistas já levavam em conta o fator hereditário nas relações humanas...http://www.youtube.com/watch?v=vMVaxktVJz4
    • A hereditariedade é ignorada e apenas se valoriza a influência social e ao estudar apenas o observável fica limitada no estudo dos processos cognitivos. Estes aspectos levaram a críticas por parte de Piaget no sentido de alterarem a fórmula de Watson, valorizando a personalidade.
      O segundo estágio, o neobehaviorismo, compreende o período de 1930 a mais ou menos 1960, e envolve os trabalhos de Tolman, Hull e Skinner. Esses neobehavioristas compartihavam diversos pontos em comum.
      O estudo da aprendizagem constitui o tópico central da psicologia.
      Em sua maioria, os comportamentos, independentemente da sua complexidade, podem ser entendidos pela lei do condicionamento.
      A psicologia deve adotar o princípio do operacionismo.
    • O terceiro estágio é o neo-neobehaviorismo ou o sociobehaviorismo (1960 – 1990). Essa etapa inclui os trabalhos de Bandura e Rotter e destaca-se pelo retorno do estudo dos processos cognitivos. Entretanto, o enfoque continua na observação do comportamento manifesto.
    • Percy W. Bridgman (1882-1961)
      Operacionismo
      É a principal característica do neobehaviorismo. É uma doutrina que afirma ser possível definir o conceito físico com precisão, em relação ao conjunto de operações ou procedimentos que o determinam. Isso nos livra de pseudoproblemas. Essa visão operacionista foi proposta por Percy W. Bridgman (1882-1961). Ele utilizou como exemplo o conceito de comprimento, ou seja, o que queremos dizer quando nos referimos ao comprimento de um objeto? “O conceito é sinônimo do conjunto correspondente de operações”. (Bridgman, 1927, p.5)
    • Bridgman era resistente em descartar os pseudoproblemas, ou seja, as questões que desafiam a resposta resultante de qualquer teste objetivo conhecido. Isso era bem visto pelos psicólogos behavioristas. A existência e a natureza da alma não tinham valor científico, pois não podiam ser observadas, experimentadas em laboratórios ou medidas. Portanto, não são importantes para a ciência.
      Sendo assim, de acordo com a visão operacionista não é possível investigar a existência ou as características da consciência. Isso é um pseudoproblema para a psicologia cientifica. O operacionismo de Bridgman é criticado por ser muito parecido com o que os empiristas britânicos já propunham. Contudo é possível afirmar que muitos psicólogos foram adeptos às suas teorias.
    • Edward Chance Tolman (1886-1959
      Formou-se me Engenhariapela Massachusetts Institute of Technology; psicólogo, PHD pela Harvard em 1915. No verão de 1912, Tolman estudou na Alemanha com o psicólogo da Gestalt, Kurt Koffka. No ultimo ano da graduação conheceu o behaviorismo de Watson e já não estava convicto do valor cientifico da introspecção. Declarou que o behaviorismo de Watson apareceu como um “enorme estimulo e alívio.” (1952, p. 326). Foi professor, conduziu pesquisas sobre aprendizagem nos ratos.
      Depois, não mais satisfeito com a teoria de Watson começou a desenvolver a sua. Durante a segunda guerra colaborou com o Office ofstrategicServices (OSS), foi precussor da Central IntelligenceAgency (CIA). Em 1950 foi um dos líderes de um movimento de professores contra o juramento de lealdade do Estado da Califórnia.
    • O behaviorismo intencional foi um sistema de Tolman, que combina o estudo objetivo do comportamento com a ponderação da intenção ou a orientação do propósito no comportamento. Ele não tentava impor o conceito de consciência à psicologia. Assim como Watson, rejeitava a introspecção e não se interessava pelas experiências internas presumidas, não acessíveis à observação objetiva. Parecia obvio para ele que toda ação visava a um objetivo. O comportamento está impregnado de intenção e visa atingir um objetivo ou aprender a forma de alcançar a meta. Tolman lida com as respostas objetivas do organismo e as medidas são feitas com base nas mudanças nas respostas comportamentais como uma função da aprendizagem. São essas medidas que produzem os dados objetivos.
      Os watsonianos criticaram a atribuição de intenção ao comportamento. Para eles, a intenção implicava o reconhecimento dos processos conscientes. Já Tolman respondeu dizendo que não fazia a menor diferença se o homem ou animal estivesse consciente ou inconsciente. Seu interesse era o comportamento manisfeto.
    • As Variáveis intervenientes
      Tolman relacionou três variáveis independentes como as causas do comportamento: o estímulo ambiental, os impulsos fisiológicos, a hereditariedade, o treinamento prévio e a idade. Para ele, o comportamento é uma função destas cinco variáveis expressa por meio de uma equação matemática. (E-O-R). A fome é um exemplo clássico de variedade interveniente.
      A especificação das variáveis independentes e dependentes, que são fatos observáveis, possibilitou que Tolman estabelecesse definições operacionais de estados internos não observáveis.
      A teoria da aprendizagem
      Tolman propôs uma explicação cognitiva para a aprendizagem.
      “Singsgestalts” foi o nome que Tolman deu às relações aprendidas, ou seja aquelas estabelecidas pela repetição da realização de uma tarefa com respostas motoras e determinados padrões. Ele fala a respeito do mapa cognitivo construído desenvolvido a partir de uma área.EX?
      Curiosidade: Tolman não gostava de ratos, mas mudou de idéia. “São maravilhosos, puros e agradáveis”. (Tolman, 1945, p.166)
      Graças a ele o rato branco tornou-se um dos principais sujeitos nas pesquisas neobehavioristas (1930-1960)
    • Clark Leonard Hull (1884-1952)
      Hull era dotado de espantoso domínio da matemática e da lógica formal, e as aplicava à teoria psicológica. A forma de behaviorismo de Hull era mais complexa e sofisticada do que a de Watson. Engenheiro e psicólogo PhD pela UniversityofWisconsin, onde foi professor. Desenvolveu métodos de análise estatística e inventou uma máquina calculadora de correlações. Estudou hipnose e sugestionabilidade. Foi professor na Yale University. Ele resolveu fazer pesquisas com animais. Não havia o feito antes por não gostar do cheiro.
    • Ele empregava termos mecanicistas e considerava o comportamento humano automático e possível de ser reduzido e explicado na linguagem da física. O espírito mecanicista do século XVII, representado pelas figuras mecânicas, pelos relógios, pelos robôs vistos na Europa, incorporou-se perfeitamente no trabalho de Hull. Ele era objetivo, reducionista e mecanicista. Seu método de estudo era objetivo e quantitativo ( Matemática). Ou seja, disciplinado, comprometido e paciente. Ele usava quatro métodos: observação simples, observação sistemática controlada e o teste experimental das hipóteses e o hipotético-dedutivo, baseada num conjunto de formulações determinadas a priori (obter conclusões testáveis por meio de experiências.
    • Os impulsos
      Em vez de introduzir o conceito de necessidade biológica diretamente no seu sistema, Hull postulou a variável interveniente do “impulso” ( estímulo provocado por um estado de necessidade do organismo que impulsiona ou ativa um comportamento.
      Impulso primário – Associados à necessidades biológicas inatas e vitais para o organismo (alimento, água, temperatura, defecação, micção, sono atividade, relação sexual, alivio da dor)
      Impulso secundário – Adquiridos e relacionados com os estímulos situacionais ou ambientais associados à redução dos impulsos primários que também podem se transformar em impulsos. Ex.: Queimadura, medo.
    • A aprendizagem
      A teoria da aprendizagem de Hullconcentra-se no princípio do reforço.
      Lei do reforço primário – quando uma relação estimulo-resposta é seguida pela redução de uma necessidade corporal, aumenta a probabilidade de que o mesmo estimulo provoque a mesma resposta em ocasiões subseqüentes.
      Reforço secundário – Se a intensidade de um estímulo é reduzida em virtude de um impulso secundário, este atuará como reforço secundário. Como essa força indireta de reforço é adquirida por meio da aprendizagem, donomina-se reforço secundário. À função do número de reforços, hull chamou de força do hábito.A aprendizagem, segundo ele, não ocorre na ausência do reforço para provocar a redução do impulso. Essa teoria é oposta à cognitiva de Tolman.
    • B. F. Skinner ( 1904-1990)
      Nasceu em Susquehanna, na Pensilvania. Creusceu em um ambiente estável e com afeto. O sistema de psicologia de Skinner reflete as próprias experiências da infância.Segundo ele, a vida é produto da historia de reforços. Acreditava que as suas experiências estavam relacionadas exclusiva e diretamente aos estímulos do próprio ambiente. Rebelde no colégio. Formou-se ainda em Letras – Inglês, desejava ser escritor. Sentiu-se frustado como escritor, foi rejeitado por mulheres e depressivo.
      As leituras sobre Watson e Pavlov despertou-lhe interesse pela natureza humana. Fez pós graduação em psicologia na Harvard University, obteve o Ph. D. , completou com bolsa de estudo o pós doutorado e lecionou em University Minnesota (1936-1945) e na Indiana University (1945-1947), retornando depois para Harvard. Realizou os seguintes trabalhos: TheBehavioroforganisms (1938), em que descreve os pontos principais do seu sistema; Scienceandhumanbehavior (1953); construiu sua prórpria Caixa de Skinner, no porão de sua casa; com 78 anos escreveu um trabalho entitulado “Intellectualself-management in old age” Morreu com 86 anos por leucemia. Nãochegou a terminar “can Psychology be a science of mind?.
    • O behaviorismo de Skinner
      Começando na década de 1950, Skinner foi grande personificação da psicologia.
      A posição de Skinner representa uma renovação do behaviorismo de Watson. Hull enfatizava a importância da teoria, enquanto Skinner defendia um sistema empírico sem estrutura teórica para a construção de uma pesquisa. Skinner resumia sua visão da seguinte forma: “ Nunca ataquei um problema construindo uma hipotese. Jamais deduzi teoremas, nem os submeti a verificação experimental. Até onde consigo enxergar, não tenho um modelo pré concebido de comportamento e, certamente, nem filosófico e nem mentalista e, creio, nem conceitual” (Skinner, 1956, p.227). Seu behaviorismo dedica-se ao estudo de respostas. Ele se preocupava em descrever e não explicar o comportamento. Skinner não se preocupava em especular sobre o que ocorria dentro do organismo, nem apresentava suposições a respeito das entidades internas , fossem variáveis intervenientes, ou impulsos ou processos fisiológicos. O behaviorismo de Skinner era puramente descritivo e donominado “organismo vazio, em que o organismo humano seria controlado e operado pelas forças do ambiente, pelo mundo exterior, e não pelas forças internas. Ele não duvidava da existência das condições mentais ou fisiológicas internas, apenas não aceitava a sua validade no estudo cientifico do comportamento. Vale lembrar que Skinner não considerava necessário usar grande quantidade de indivíduos nas experiências. Seu método consistia na investigação compreensiva de um único individuo. Os trabalhos dos behavioristas Skinnerianos são:a revista Journalofthe Experimental AnalysisofBehavior; ScienceandHumanBehavior, em que Skinner descreve como o trabalho de Descartes e as figuras mecânicas da Europa do século XVII influenciaram sua abordagem de psicologia e a evolução das máquinas, tornando-se cada vez mais próximas da vida real. ( Conferir no Livro).
    • O Condicionamento operante (Interação sujeito/ambiente)
      É uma situação de aprendizagem que envolve o comportamento emitido por um organismo. Ocorre sem estímulo antecedente. A resposta do organismo parece ser espontânea. Na visão do observador, não existe estímulo porque ele não o aplicou e não consegue vê-lo. Aplicados por meio de condicionamento e extinção.
      Segundo Skinner a força de um comportamento operante aumenta quando ele é seguido pela apresentação de um estímulo reforçador. A prática em si não aumenta a taxa de respostas; ela apenas proporciona a oportunidade de ocorrência do reforço adicional.
      Lei da aquisição:a força de um comportamento operante aumenta quando, em seguida recebe um estímulo reforçador. Ela é diferente das visões de Torndike e Hull sobre aprendizagem.Skinner não lidava com as sensações conseqüentes do reforço, tais como dor/prazer, satisfação/insatisfação/ como Torndike, nem tentava interpretar reforço com base na redução dos impulsos, como Hull. Torndike e Hull eram explicativos. Já Skinner era descritivo.
      Esquemas de reforço
      São condições que envolvem diferentes razões ou intervalos de tempo entre reforços.
      Aproximação Sucessiva: a Formação do Comportamento
      (vídeo)
    • http://www.youtube.com/watch?v=9XumLBjBCaQ
    • O organismo é reforçado à medida em que seu comportamento ocorra em fases sucessivas ou consecutivas para se aproximar do comportamento final desejado.Skinner propôs que é assim que a criança aprende a fala.
      Os aparelhos de condicionamento operante de Skinner
      Berço automático, chamado de “Bebê Conforto” foi um deles. E ainda a máquina de ensinar. Este trabalho está resumido em TheTecnologicofteaching (1968), que foram amplamente empregadas nas décadas de 1950 e 1960. (vídeo) E houve ainda as pombas mísseis. (vídeo)
    • MAQUINA DE ENSINARhttp://www.youtube.com/watch?v=vmRmBgKQq20&feature=related
    • POMBAS MÍSSEIShttp://www.youtube.com/watch?v=iPZdg1S1nL8&feature=related
    • WadenTwo – Uma sociedade do Futuro ( 1948)
      Um romance em que Skinner descreve a vida de uma comunidade rural de mil habitantes, cujo comportamento é controlado por esforços positivos. O livro é resultado de crise de meia idade de Skinner, depressão que sofrera aos 21 anos. Nele Skinner coloca uma visão da ciência natural determinista, analítica e mecanicista. Ele convenceu vários psicólogos behavioristas de que o comportamento humano pode ser guiado, modificado e modelado com o conhecimento das condições ambientais e a aplicação do reforço positivo.
    • A Modificação do Comportamento
      Essa sociedade de Skinner existe apenas na ficção.
      A modificação de comportamento mediante reforço positivo é aplicada clinicamente com freqüência em hospitais de saúde mental, fábricas, prisões e escolas para alterar os comportamentos indesejáveis, transformando-os em mais aceitáveis. Ou seja, reforçando o comportamento desejado e não reforçando o comportamento indesejado.
      O condicionamento operante e o reforço vem sendo aplicados em ambientes de trabalho, em que os programas de modificação de comportamento visam reduzir as faltas, melhorar o desempenho do trabalho e as práticas de segurança, além de aperfeiçoar habilidades na função.
      A punição não faz parte do programa de modificação do comportamento. De acordo com Skinner, as pessoas não devem ser punidas por se comportarem da forma desejada. Ao contrário, devem ser reforçadas ou compensadas quando mudarem o comportamento na direção positiva. Para Skinner, o reforço positivo é mais eficaz do que a punição. E isto é comprovado cientificamente em seres humanos e em animais.
    • As críticas ao behaviorismo de Skinner
      Positivismo e a oposição à teoria eram os alvos. Sendo que o planejamento prévio dos detalhes de um experimento e a aplicação de seus princípios são evidencias de teorização. Ao invés de condicionamento, muitas vezes o que acontecia era uma transferência instintiva em que o comportamento inato tinha precedência sobre o aprendido. Isso tornava o reforço não tão eficaz como dizia Skinner. O comportamento verbal e a explicação da fala também foram contestados, uma vez que esses potenciais são inatos.
    • As Contribuições do Behaviorismo de Skinner
      Em 1968 Skinner recebeu a Medalha Nacional da Ciencia pelas suas influencias, o Premio Medalha de Ouro pela Fundação Americana de Psicologia, foi capa da revista Time. Em 1990 foi homenageado pela APA por uma vida de contribuições à psicologia.
      Apesar da natureza mecanicista do seu sistema ele era humanista,. Esperava que a tecnologia do comportamento ajudasse a aliviar o sofrimento humano.
      O behaviorismo de Skinner continua a ser aplicado em alguns setores da sociedade. No entanto foi contestado por neo – neobehavioristas ( Albert Brandura e Julian Rotter, entre outros, que adotaram uma abordagem mais sociobehaviorista.
    • Behaviorismo Social: O Desafio CognitivoAs teorias de aprendizagem social marcam o terceiro estágio: o neo-neobehaviorismo.
      Albert Bandura (1925)
      Bandura é Canadense e desenvolveu uma profunda admiração pela psicopatologia da vida cotidiana. Matriculou-se na UniversityBritish por conveniência. Mas acabou gostando da área e resolveu continuar nela. Obteve o diploma de Ph. D. Pela UniversityofIowa em 1952 e daí teve uma carreira brilhante e produtiva em Stanford university.
    • A Teoria Social Cognitiva
      Sua pesquisa tinha como meta observar o comportamento dos indivíduos durante a interação. Não usava a introspecção, nem enfatizava a importância da recompensa ou do reforço na aquisição ou modificação do comportamento. Seu sistema era behaviorista e cognitivo. Para Brandura, quando um esforço externo altera o comportamento, é porque a pessoa tem consciência da resposta que está sendo reforçada e antecipa a recepção do mesmo esforço ao repetir o comportamento da próxima vez que em que a situação ocorrer. As pessoas podem aprender quase todos tipos de comportamento sem receberem diretamente qualquer esforço. Brandura denominou essa aprendizagem de reforço vicário.
      Ou seja, somos capazes de antecipar e avaliar as conseqüências que observamos em outras pessoas, mesmo não passando pela experiência. Brandura não acredita na ligação direta do estimulo resposta. Para ele existe o processo cognitivo do indivíduo. Isso diferencia sua visão de Skinner.. Para Skinner, o controlador do reforço regula o comportamento. Para Brandura, o controlador do modelo social regula o comportamento. A tendência do indivíduo, de acordo com Brandura, é modelar o próprio comportamento com base nas semelhanças. A tendência é imitar os comportamentos mais simples do que os complexos. A hostilidade e a agressividade tende a ser muito imitadas, principalmente pelas crianças. (vídeo) Brandura focou na aprendizagem “social” e criticou Skinner por usar, na maioria das vezes, ratos ou pombos. Para Brandura, os psicólogos não devem considerar pesquisas que ignorem as interações sociais.
    • ALBERT BANDURAhttp://www.youtube.com/watch?v=uMwOexrV6fM&playnext=1&list=PLEFACD58293161455
    • A Auto-eficácia
      É a percepção que o indivíduo tem da sua autoestima e a competência em lidar com os problemas da vida. O trabalho de Brandura referente à auto-eficácia demostrou que as pessoas com grau elevado de autoeficácia acreditam ser capazes de lidar com os diversos acontecimentos da vida. “ O poder de acreditar que consegue realizar o que quer fazer é um dos ingredientes mais importantes na receita do sucesso”. ( Maddux, 2002, p. 277)
      (...) quanto mais intensa a persistência diante de impedimentos e obstáculos, mais elevados são o moral e a capacidade de recuperação diante do estresse, e a maior a realização de proezas” (Brandura, 2001, p.14).
    • A modificação de Comportamento
      Para o desenvolvimento de uma abordagem social cognitiva para o Behaviorismo era que preciso alterar ou modificar comportamentos considerados socialmente anormais ou indesejáveis. Brandura apoiava-se nos fatores externos e não levava em conta a existência de algum conflito incosciente.. Para ele sintoma e distúrbio eram a mesma coisa, sendo assim, o tratamento do sintoma significava tratar o distúrbio.
      A forma de terapia do comportamento de Brandura é altamente aplicada em clinicas, empresas, salas de aula e comprovada cientificamente. São exemlos: fobia de cobras, espaços fechados, espaços abertos, distúrbios obsessivos compulsivos, disfunções sexuais e de algumas formas de ansiedade e é eficaz no aumento da autoeficácia. Além disso, vem sendo adaptado para programas de rádio, TV, para tratar problemas nacionais e sociais e de saúde. A sua abordagem é objetiva e aplicável aos métodos precisos de laboratório e da vida real.
    • Julian Rotter (1916)
      Cresceu no Bairro do Brooklin, em Nova York. Sofreu diversas discriminações por ser judeu. Mas obteve Ph. D. Na Indiana University, em 1941, trabalhou em u hospital de saúde mental em Connecticut. Serviu o exército americano como psicólogo, na Segunda Guerra Mundial, lecionou na Ohio StateUniversity até 1963 e foi para a UniversityofConnecticut. Em 1988, recebeu o Premio Destaque pela Contribuição Científica da APA.
    • Os Processos Cognitivos
      Rotter foi o primeiro psicólogo a utilizar o termo “teoria da aprendizagem social” (Rotter, 1947). O behaviorismo de Rotter era menos radical do que o do Skinner. Para ele, a aprendizagem do comportamento ocorre principalmente mediante experiências sócias. Suas pesquisas eram bem rigorosas e controladas, típicas do momimento behaviorista. Suas pesquisas eram realizadas apenas com pessoas em situações de interação social. Enfatizava mais os processos cognitivos do que Brandura. Para ele, os indivíduos se percebem como seres conscientes capazes de mudar as próprias vidas. O comportamento é determinado pelo estimulo externo e pelo esforço que ele oferece. A influencia relativa desses dois fatores é intermediada pelos processos cognitivos.
      Princípios regentes dos resultados comportamentais
      O individuo cria expectativas subjetivas em relação às conseqüências ou aos resultados do seu comportamento com base na quantidade e no tipo de reforço que recebe
      Ele calcula a probabilidade de determinado comportamento produzir a um reforço específico e o ajusta apropriadamente.
      Atribui valores diferentes para os diversos reforços e avalia o seu valor relativo nas variadas situações.
    • Como cada indivíduo apresenta um comportamento exclusivo é o único ambiente psicológico, o mesmo reforço pode adquirir diferentes valores para diversas pessoas.
      Os valores e as expectativas subjetivas (estados cognitivos internos), determinam os efeitos das diferentes experiências externas sobre o indivíduo.
       
      Locus de Controle
      A idéia de Rotter sobre a origem do reforço. O Locus de controle interno é a crença de que o reforço depende do comportamento da pessoa; Locus de controle externo, de que ele depende de força externas. Tais concepções influenciam no comportamento.
      A pesquisa de Rotter demonstrou que as pessoas com lócus de controle interno tendem a ser física e mentalmente mais saudáveis do que as outras
      Em geral, sua pressão sanguínea é mais baixa, apresentam menos infartos, ansiedade e depressão e são mais hábeis ao lidarem com o estresse. Tiram melhores notas na escola, acreditam ter maior liberdade de escolha. São mais populares e sociáveis e apresentam elevado grau de auto – estima. Segundo ele, o lócus de controle é adquirido na infância por meio do comportamento dos pais e dos responsáveis pela criação. Pais de adultos com lócus de controle interno tendem a ser solidários, generosos ao elogiarem as realizações ( reforço positivo), disciplinados com atitudes não autoritárias. Desenvolveu um teste para medir o lócus de controle, com 23 questões com alternativas obrigatórias.
    • Exemplos de Locus de Controle Interno e externo
      • Muitos acontecimentos inflelizes na vida das pessoas são devidos parcialmente à má sorte
      A falta de sorte das pessoas é conseqüência dos próprios erros cometidos.
      • Uma das principais razões para a existência das guerras deve-se ao fato das pessoas não se interessarem por política.
      Sempre haverá guerras, independentemente do esforço das pessoas em tentar evitá-las
      • Ao longo prazo, as pessoas obtêm o respeito merecido na vida.
      Infelizmente, o valor do indivíduo, muitas vezes, passa despercebido, independentemente do esforço em tentar ser reconhecido.
      • A noção de injustiça do professor em relação ao aluno não tem o menor sentido.
      A maioria dos estudantes não percebe o grau de influencia dos acontecimentos eventuais sobre suas notas.
      • Não é possível tornar-se um líder efetivo sem quebrar as regras.
      As pessoas capacitadas que não tornam-se lideres são as que não aproveitam as oportunidades
      • Não importa o quanto você se esforce, algumas pessoas simplesmente não gostam de você.
      As pessoas que não conseguem se mostrar queridas não sabem lidar com os outros indivíduos.
    • Descobertas ao Acaso
       
      Percebemos que a ciência nem sempre avança na forma sistemática e racional descrita na maioria dos livros. Os fatores causais podem moldar o desenvolvimento de um campo de estudo.
       
      Skinner por ele não desejar passar o fim de semana no laboratório preparando bolinhas de ração para ratos.
       
      A conceituação de Rotter sobre o Locus de Controle, em virtude de um comentário eventual de um colega.
       
      Comentários
      A teoria de Rotter atraiu muitos seguidores.
      O controle da sua pesquisa obedecem aos padrões permitidos de acordo com o assunto.
      O centro de controle tornou-se “uma das variáveis mais estudadas na psicologia e nas demais ciências sociais”. (Rotter, 1990, p.489.)
    • O destino do Behaviorismo
      Brandura, Rotter e outros behavioristas defensores da abordagem cognitiva ainda se consideram behavioristas. São behavioristas metodológicos, porque se referem aos processos cognitivos internos como parte de seu objeto de estudo da psicologia. Já os behavioristas radicais acreditam que a disciplina deva se dedicar ao estudo do comportamento público e do estímulo ambiental, e não, dos estados internos presumidos. Watson e Skinner eram radicais. Hull, Tolman, brandura e Hotter podem ser classificados como behavioristas metodológicos.
      O behaviorismo que permanece vivo na psicologia contemporânea é diferente daquele que surgiu nas décadas entre o manifesto de Watson, de 1913, e a morte de Skinner. As espécies continuam a evoluir. O Behaviorismo sobrevive no espírito e não na realidade da intenção de seu fundador.
       
    • Nice Coimbra Cardozo
      Os vídeos foram extraídos do youtube.
      Referencia Bibliográfica
      SCHULTZ, Sydney Ellen & SCHULTZ,
      Duane.Historiada Psicologia Moderna.
      Editora Cutrex. São Paulo: 5ª.edição, 1981.