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  • 1. Departamento de Ciências da Educação
    Ano Lectivo: 2009/2010
    2º Ano / 2º Semestre
    1º Ciclo em Ciências da Educação
    Unidade Curricular de Gestão de Projectos em Educação
    IMAGENS ORGANIZACIONAIS
    DA ESCOLA
    Discentes:
    Fábio Sousa;
    Isabel Ferraz;
    Mónica Oliveira;
    Petra Gaspar;
    Sónia Freitas;
    Wilson Barros.
    Docente: Nuno Fraga
  • 2. Capítulo II
    Escola como
    Burocracia
  • 3. Segundo Weber “A razão decisiva para o progresso da organização burocrática foi sempre a superioridade puramente técnica sobre qualquer outra forma de organização.” (Costa, 2003, p. 39 citando Weber, 1979)
    O modelo burocrático de organização desenvolveu um quadro conceptual e teórico que consiste na caracterização dos sistemas educativos e das escolas, que são os seguintes:
    • centralização das decisões dos órgãos dos ministérios da educação, devido a ausência de autonomia das escolas;
    • 4. regulamentação de todas as actividades devidamente pormenorizadas;
    • 5. previsibilidade de funcionamento da organização escolar;
    • formalização, hierarquização e centralização da estrutura organizacional dos estabelecimentos de ensino;
    • 6. obsessão pelos documentos escritos (arquivomania)
    • 7. actuação rotineira com base no cumprimento de normas;
    • 8. uniformidade e impessoalidade nas relações humanas;
    • 9. pedagogia uniforme: organização pedagógica; os mesmos conteúdos disciplinares e metodologias para todas as situações;
    • 10. concepção burocrática da função do docente.
    (Costa, 2003, p.39 )
  • 11. Fundamentação Teórica
    Max Weber foi pioneiro no que concerne à teorização burocrática enquanto modelo organizacional. Segundo Weber (1979) e Giddens (1984), entendem dois conteúdos significativos da teoria weberiana.
    Por um lado o desenvolvimento do capitalismo, a tendência geral para a racionalização insere-se numa interacção de alguns factores, do qual o principal cinge-se na expansão do mercado capitalista. Por outro lado, o desenvolvimento das exigências da democracia, “O crescimento do estado burocrático relaciona-se com o progresso da democratização política (…)” (Costa, 2003, p. 41 citando Giddens, 1984)
  • 12. Segundo Weber (1979) o estado moderno, capitalista e democrático, depende de um desenvolvimento incondicional da burocracia.
    “(…) Estado moderno é absolutamente dependente de uma base burocrática.” (Costa, 2003, p. 41 citando Weber, 1979)
    A burocracia desenvolvida por Weber como tipo ideal traduz-se na igualdade de tratamento perante a lei no carácter universal e abstracto. Ou seja, relaciona-se com a democracia em massa. “ (…) princípio característico da burocracia: a regularidade abstracta da execução da autoridade que por sua vez resulta da procura de «igualdade perante a lei» no sentido pessoal e funcional. ” (Costa, 2003, p. 42 citando Weber, 1979)
  • 13. Assim sendo, Weber conclui que a burocracia constitui o modelo mais puro da autoridade legal e portanto de organização administrativa.
    “ A experiência tende a mostrar universalmente que o tipo burocrático mais puro da organização administrativa (…) é capaz de atingir o mais alto grau de eficiência (…)” (Costa, 2003, p. 42 citando Weber, 1971)
    Enquanto tipo ideal, a burocracia surge como modelo organizacional caracterizada globalmente pela racionalidadeeeficiência(objectivos da administração cientifica de Taylor).
  • 14. Weber(1979) propõe-nos seis grupos de características da organização burocrática, que são:
    1. Existência de normas e regulamentos que fixam cada “área de jurisdição”;
    2. Estruturação hierárquica da autoridade;
    3. Administração com base em documentos escritos devidamente preservados;
    4. Princípio da especialização e do “treinamento” específico do cargo;
    5. Exigência ao funcionário de “plena capacidade” de dedicação ao trabalho;
    6. Desempenho de cada cargo com base na universalidade, uniformidade e estabilidade das regras gerais.
    (Costa, 2003, p. 43)
  • 15. Segundo Beetham (1988), reduz esse grupo em quatro conceitos:
    Por outro lado, seguindo o quadro conceptual de Weber, Richard Hall (1971) utilizando onze características da organização:
    1. Hierarquia da autoridade;
    2. Divisão do trabalho;
    3. Competência técnica;
  • 19. 4. Normas de procedimento para a actuação no cargo;
    5.Normas que controlam o comportamento dos empregados;
    6.Autoridade limitada do cargo;
    7.Gratificação diferencial do cargo;
    8.Impessoalidade dos contactos pessoais;
    9.Separação entre propriedade e administração;
    10.Ênfase nas comunicações escritas;
    11.Disciplina racional.
  • 20. 2. Sátiras à Burocracia
    A Burocracia é cada vez mais alvo de críticas através da literatura.
    Peter e Hull (1973) em “O Princípio de Peter” tentam investigar a competência dos
    trabalhadores nas organizações bem como seu percurso de promoção hierárquica.
    Princípio de Peter:
    “Numa hierarquia todo o empregado tende a ser promovido, até o seu nível de
    incompetência. (Costa,2003, p.46 citando Peter e Hull,1973)
  • 21. -Lodifaz-nos uma crítica sobre alguns autores, que apontam nas suas obras apenas as falhas da organização, ao invés de propor soluções.
    - Vemos então que a sátira e a crítica fazem com que as pessoas se questionem sobre os procedimentos, comportamentos e a verdadeira realidade de muitas organizações
  • 22.  
    A educação tornou-se uma das funções do Estado. A lógica burocrática tomou
    conta das várias funções do Estado e consequentemente do Sistema educativo.
    Interpretação de vários autores na linha de Max Weber(associam a expansão
    quantitativa e complexificação organizacional ao desenvolvimento
    burocrático).
    Crozier (1963), autor do livro LePhénomèreBureaucratiquedepois de caracterizar o
    Sistema Social francês como burocrático, refere-se ao Sistema Educativo
    igualmente burocrático, em que a centralização e a impessoalidade são
    extremas.
    3. Organização Burocrática da Escola
  • 23. Pedagogia e Acto de Ensino- existência de um “fosso” entre o mestre e o aluno.
    Reproduz a separação estratificada do Sistema Burocrático
    Conteúdos Abstractos
    Inexistência de contacto com problemas do quotidiano e vida pessoal do alunoConfere demasiada importância à selecção de “pequenas elites”
    Burocracia - Modelo caracterizador da Administração Pública - Modelo caracterizador dos Sistemas Educativos
    - Relação Pedagógica- Conteúdos leccionados - Selecção e preparação das elites
  • 24. “ De facto, a vida escolar apresenta os mesmos grandes traços das carreiras nas grandes burocracias públicas e privadas para onde se destinam os “frutos” da escola” (Costa, 2003, p. 49 citando Crozier 1963)
    Hoy e Miskel (1986)
    Conflito entre o comportamento profissional e o comportamento Burocrático.
    As Instituições de Ensino são organizações Formais partilhando das mesmas características das organizações burocráticas.
    Modelo Burocrático – adoptado pela maioria dos administradores escolares
    “ (…) razão pela qual a utilização do modelo pode prever com correcção
    certos tipos de comportamentos nas escolas” (Costa, 2003, p. 50 citando Muñoz e
    Roman,1987)
  • 25. Imagem Burocrática da Escola
     objecto de estudo de investigadores em Educação
    É mais comum em países em que a administração é mais centralizada.
     As escolas usufruem de margens mínimas de autonomia e são sujeitas a uma regulamentação mais rigorosa e pormenorizada.
    “Esta visão burocrática encontra-se facilmente no nosso país, porque o modelo centralizado de administração escolar tem levado, desde há muitos anos, a uma regulamentação minuciosa dos centros escolares públicos” (1989:122)
  • 26. PortugalSegundo investigações realizadas sobre a administração do Sistema Educativo e organização da Escola, a Teoria da Burocracia tem vindo a ocupar um lugar de destaque.
    João Formosinho (1987) dá importância a seis características apontadas por Max Weber:
    - legalismo;
    - uniformidade;
    - impessoalidade;
    - formalismo;
    - centralismo;
    - hierarquia.
  • 27. João Formosinho descreve o sistema escolar português como uma administração burocrática centralizada (relação com o Estado Novo)
    Educação para a passividade/ conformismo
    Objectivos políticos (transmitir uma cultura geral e uniforme).
    “O Estado Novo era um Estado Administrativo, ou seja, um estado onde todas as decisões, mesmo as decisões políticas são feitas por uma Administração Pública centralizada (…) nesta situação a participação dos cidadãos na vida pública é impossível e mesmo participação de muitas áreas da elite é desencorajada – a passividade é efectivamente perseguida. ” (Costa, 2003, p.51 citando Formosinho, 1987)
  • 28. Capítulo III
    Escola como
    Democracia
  • 29. Surgiu um conceito polissémico indicando a imagem organizacional como:
    - Desenvolvimento de processos participativos na tomada de decisões;
    - Utilização de estratégias de decisão colegial através da procura de consensos partilhados;
    - Valorização dos comportamentos informais na organização relativamente à sua estrutura formal;
    - Incremento do estudo do comportamento humano (necessidades, motivação, satisfação, liderança) e defesa da utilização de técnicos para a “correcção” dos desvios (psicólogos, assistentes sociais, terapeutas comportamentais);
    - Visão harmoniosa e consensual da organização;
    - Desenvolvimento de uma pedagogia personalizada;
    (Costa, 2003, p. 55-56)
  • 30. 1.Fundamentação Teórica
    É dada agora mais atenção ao comportamento das pessoas em grupo: “o homem não é uma máquina, mas um ser social” (Costa, 2003, p. 57), invertendo o que anteriormente era vigente nas investigações.
    O homem passa a ser visto como humano, de maneira a que o trabalho seja mais produtivo.
    “É necessário […] procurar ter empregados psicologicamente satisfeitos, o rendimento seguir-se-á mais durável, caso contrário depressa conhecerá o declínio. Chega-se lá através dos sentimentos, da vida em grupo, do sistema informal, do afectivo” (Costa, 2003, p.57 citando Aktouf, 1989)
  • 31. A Teoria das Relações Humanasde EltonMayo é a responsável pela fundamentação
    teórica sobre esta imagem organizacional e teve por base as Experiências de
    Hawthorne .
    Imagem 1 - Fonte: teoria geral da ADM
  • 32. Segundo Etzioni (1984), citado por Costa (2003, p. 58), podemos sistematizar em cinco as conclusões da Experiência de Hawthorne:
    - O nível de produção não depende da capacidade fisiológica do trabalhador, mas é estabelecido por normas sociais;
    - As recompensas e sanções não - económicas (em particular as de tipo simbólico como, por exemplo, o respeito e a afeição dos colegas) influenciam significativamente o comportamento dos trabalhadores;
    - Os trabalhadores não agem ou reagem como indivíduos (de forma isolada) mas como membros de grupos (por exemplo, é difícil que um indivíduo estabeleça por si mesmo a sua quota de produção);
    - O reconhecimento do fenómeno de liderança, formal ou informal, é visto como pressuposto básico para o estabelecimento e imposição das normas do grupo;
    - A comunicação entre as diversas posições hierárquicas, a participação nas decisões e a liderança democrática passaram a ser salientadas como processos essenciais na actuação no contexto organizacional.
  • 33. As Experiências de Hawthorne vieram demonstrar que os gestores não só necessitam de planificar, organizar, dirigir e controlar o trabalho, mas também de construir constantemente uma organização social humana. (Costa, 2003, p. 58 citando Hampton, 1986)
    A perspectiva taylorista é substituída pelo estudo do homem socialem constante interacção com os outros. A administração passou, então, a olhar para os fenómenos grupais que acabou por cair num culto do grupo:
    “ Esta abordagem teve um forte impacto na teoria e prática da gestão, especialmente porque era tão contrária aos pressupostos da administração científica. O impacto foi de tal ordem que o culto do grupo começou a dominar o pensamento da gestão” (Handy, 1985: 441).
  • 34. Imagem 2 – Fonte: http://historiadadministracao.blogspot.com/2009/05/elton-mayo-biografia.html
  • 35. Com Hawthorne fica de parte a tradicional visão racionalista e mecanicista do indivíduo e dá luz a um novo entendimento do trabalhador, que deixa de ser visto como mais um elemento para trabalhar, para aparecer como pessoa pertencente a uma sociedade com interesses pessoais, com emoções, sentimentos e desejos.
    “Hawthorne é onde o «trabalhador sentimental» se constitui como objecto da ciência social […] foi nesta altura que o trabalhador foi formalmente descoberto como detentor de sentimentos […] e de necessidades interpessoais” (Costa, 2003, p. 59 citando Hollway, 1991).
  • 36. Teoria Comportamental
    “uma das mais democráticas teorias administrativas” (Costa, 2003, p. 60 citando Chiavenato, 1983)
    O interesse pelas pessoas assume uma dimensão mais profunda.
    Porquê??
    Porque os objectivos prioritários desta perspectiva são a completa utilização das habilidades e capacidades dos indivíduos em ordem à sua satisfação e crescimento pessoal, e à sua realização e desenvolvimento interior (Bowditch & Buono, 1992: 12)
  • 37. Perspectiva do Desenvolvimento Organizacional
    É vista como…
    - Uma aplicação e um prolongamento da teoria comportamental ao desenvolvimento da organização, traduzindo-se numa maior e mais sistemática atenção prestada ao desenvolvimento da competência e eficácia no funcionamento geral da organização (Costa, 2003, p. 60-61 citando Bowditch & Buono, 1992)
    - Uma perspectiva que resulta da necessidade de adaptação, flexibilidade e mudança com que as organizações, que pretendem o sucesso se deparam, tendo em conta os ambientes cada vez mais instáveis e turbulentos.
    - Diferentes estratégias de mudança que deixam de ser efectuadas somente a partir das pessoas e dos grupos e passam a decorrer com base num modelo mais amplo situado ao nível da alteração de toda a organização.
  • 38. Em suma…
    “A teoria das relações humanas, […] ao valorizar as pessoas e os grupos, a visão harmoniosa e consensual da organização, os fenómenos de cooperação e participação, a satisfação e realização dos trabalhadores – constitui a fundamentação teórica, em termos organizacionais, da imagem democrática da escola” (Costa, 2003: 61) .
  • 39. 2. A Escola Democrática
    Um dos autores marcantes no desenvolvimento da concepção democrática da escola, foi John Dewey.
    Este concebe a educação como preparação para a vida em sociedade e a escola como cadinhoonde essa preparação se processa.
    “ (…) deveremos criar nas escolas uma projecção do tipo de sociedade que desejaríamos realizar; e formando os espíritos de acordo com esse tipo, modificar gradualmente os principais e mais recalcitrantes aspectos da sociedade adulta”. ( Costa, 2003, p.62 citando Dewey, 1959)
    As escolas devem estar ao serviço da sociedade e da mudança social, onde Dewey defende um modelo de estabelecimento de ensino (…), de acordo com um processo educativo activo (learningbydoing). – Baseado na experiência e no trabalho manual, moldando o indivíduo para a vida social.
  • 40. Este autor idealizava, “(…) transformar cada uma das nossas escolas numa comunidade embrionária de vida, repleta de ocupações que sejam o reflexo da vida da sociedade no seu todo e permeada por um espírito de arte, de história e ciência (…)” (Costa, 2003, p.63 citantando Dewey,1959)
    Deweyapresenta-nos uma concepção de educação como experiência democrática e uma escola para a cidadania que, supõe uma organização baseada nos princípios e nas práticas da sociedade democrática (escola-comunidade democrática),
    Metodologias activas, participativas (self-governement).
    Em Portugal, um dos seguidores das propostas Deweyianas, foi António Sérgio, filósofo e pedagogo que criou o projecto de municípios escolares caracterizado como “(…) a boa vida municipal, o bom cidadão, o bom munícipe , não valerá a consegui-lo nenhum processo de instrução, menos ainda o dos discursos, mas o de habituar as crianças à acção municipal, à própria vida da cidade (…)” ( Costa, 2003, p.63 citando Dewey, 1959)
  • 41. As preocupações básicas de Sérgio não eram de tipo organizacional e administrativo, mas
    predominantemente pedagógica (prendiam-se com a educação dos alunos e a formação dos
    cidadãos).
    O pensamento pedagógico de Dewey influenciou profundamente o quadro de análise
    organizacional da escola (1)
    O movimento da educação personalizada situa todo o processo educativo no
    indivíduo, ou melhor na pessoa humana. (2)
    A transposição dos três princípios inerentes à pessoa humana: a singularidade,
    autonomia, e a abertura.
  • 42. Os pressupostos fundacionais do Código da Educação personalizada, que se traduzem
    num conjunto de princípios metodológicos de organização da escola e das
    Actividades educativas, que Martínezresume em doze:
    1. “Organização participada.
    2.Participação da família e da comunidade
    3. Definição e classificação de objectivos.
    4. Planificação dos núcleos de experiência e cultura sistemática.
    5. Instrumentos técnicos ao serviço da educação.
    6. Prioridade a actividade do aluno sobre a do professor.
    7. Agrupamento flexível de alunos.
    8. Actuação de equipas docentes.
    9. Planificação das actividades de orientação.
    10.Diagonóstico e prognóstico escolar.
    11. Avaliação e promoção continuas.
    12.Auto-avaliação por parte dos estudantes.”
  • 43. Moreno propõe como resposta à situação de crise da escola e à consequente necessidade de
    renovação e reforma, uma noção de escola como comunidade educativa democrática
    assente nos princípios de interdependência e de solidariedade, cujas vantagens são
    sintetizadas nos seguintes pontos:
    - Reconhecimento da dignidade e igualdade da pessoa humana como pontos de partida condicionantes de toda a acção;
    - Aceitação de um projecto educativo comum polarizador dos esforços pessoais de todos os elementos da comunidade;
    - Participação dedicada dos quatro cogestores da escola (professores, alunos, pais e sociedade) na elaboração e realização do projecto educativo comum;
    - Desenvolvimento e manutenção de um clima de relações humanas afectivas através da participação efectiva na tomada de decisões, da responsabilização e da consecução de uma verdadeira e autêntica comunidade organizacional.
  • 44. LorenzoDelgado (1985) definiu a escola como empresada escola comunidade educativa, através da descentralização entre associação e comunidade.
    Este autor apologista da educação personalizada, defendia que a comunidade educativa deveria basear-se nestes pressupostos:
    “Falar de comunidade educativa é conceber a escola como lugar de encontro de professores, pais e alunos com o objectivo de realizar uma educação que se caracterize pela comunicação, pela participação e pelo respeito da singularidade de cada pessoa e de cada grupo” (Costa, 2003,p.66 citando Delgado, 1985)
    Nos dias de hoje, muito se tem dito sobre a imagem da escola como democracia, no que respeita á organização e administração das escolas, destacam-se duas temáticas:
    a escola comunidade educativa e a gestão democrática das escola.
  • 45. A criação da escola como comunidade educativa chega-nos através da LBSE (Lei nº 46/86, de 14 de Outubro), baseando-se no desenvolvimento de princípios organizacionais e administrativos da descentralização, participação e integração comunitária. Tem sido notório o esforço e empenho nesta área, através dos muitos trabalhos de investigação e da sistematização do conceito de comunidade educativa, após o processo de reforma do sistema educativo, no que concerne á reforma da administração e gestão das escolas, destaca-se a proposta de Formosinho. Costa,2003, p.68 citando Formosinho etal, 1988)
    Para este autor, a escola-comunidade educativa surge como alternativa ao modelo escolar vigente, defendendo que a escola não pode ser vista como serviço local do estado mas sim operar com outros princípios, entre os quais a autonomia, a participação e a responsabilização democrática para com os seus membros.
    A expressão gestão democrática é bastante ambígua numa perspectiva teórico-organizacional, visto estar interligada por diversos sectores e forças organizacionais.
  • 46. Licínio Lima (1992) constatou que a gestão democrática não resulta num modelo único de organização da escola, mas sim em duas fases: o ensaio autogestionário (período revolucionário 74-76, marcado pela descentralização do poder para as escolas e posteriormente a normalização caracteriza-se pelo regresso do poder e pela reconstrução da descentralização administrativa.
    Dos aspectos mais significativos do modelo português na gestão democrática das escolas, alguns permitem-nos manter uma ligação de proximidade com a imagem da escola como democracia pois, trata-se de um modelo de gestão suportado por uma imagem fortemente normativa; defende-se a autoridade profissional da classe docente traduzida no seu predomínio progressivo na tomada de decisões escolares e posteriormente qualificada como gestão neocorporativa dos professores. (Costa, 2003, p.68 citando Lima, 1992 e Formosinho, 1992)
  • 47. Para uma melhor compreensão sobre a imagem da escola como democracia, podemos utilizar os indicadores cujo Tony Bush (1986) caracterizou o modelo democrático:
    • modelo de organização fortemente normativo (os valores e crenças servem de base)
    • 48. reclama a autoridade profissional com base na competência dos professores. Segundo Glater “ a imagem colegial realça a competência profissional e a especialização do corpo docente e da sua colaboração em ir ao encontro das necessidades dos alunos” (1987: 67)
    • 49. a existência de um conjunto de valores, enquanto linhas orientadoras da acção pedagógica, devem guiar o funcionamento da organização escolar
    • 50. os vários órgãos de gestão e coordenação devem ser constituídos por processos de representação formal baseada em procedimentos eleitorais, precedida da consulta aos colegas
    - no modelo democrático, as decisões são tidas como um processo de consenso e não decorrentes de procedimentos conflituais
  • 51. i
    Conclusão
  • 52.
  • 53. Costa, Jorge Adelino. (2003). Imagens Organizacionais da Escola. (3.ª edição). Porto: Edições ASA.
    Imagem 1. Teoria geral da ADM (2009) Teoria geral da administração. Consultado a 2010-04-19 em:
    http://teoriageraldaadm.blogspot.com/
    Imagem 2. Curso de administração geral é aplicada (2009) História do pensamento em administração. Consultado a 2010-04-19 em:
    http://historiadadministracao.blogspot.com/2009/05/elton-mayo-biografia.html
    Referências Bibliográficas

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