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Grupo Anabela - Escola como Arena Política

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  • Aqui, vamos relacionar tanto a arena como a política com a escola.
  • Todos os factos sociais que ocorrem no exterior da instituição escolar, influenciam consideravelmente o funcionamento da escola. No entanto, essa crise social importada faz com que, por sua vez, dentro da escola se vivam tumultos e não tenhamos a visão da escola UMA COMO UM TODO mas sim uma visão parcelada e hierarquizada, onde o INTERESSE, o CONFLITO, o PODER e NEGOCIAÇÃO são uma constante.
  • As palavras que estão de outra cor, são palavras-chave, para entendermos melhor esta imagem organizacional da escola e que falaremos melhor a seguir.
  • Há diferentes grupos sociais com respectivos processos de dominação e de divisão social.
  • Ciências Sociais: Socio-psicologia, Teoria – política e sociologia. Hoyle destaca 3 grupos de investigadores liderados por March, Crozier e Bacharach.
  • Pois as escolas é onde decorrem processos de confrontação e negociação tendo por base os interesses e as estratégias de poder, adoptadas pelos diversos grupos.
  • APESAR DA ESCOLA SER VISTA COMO UMA MINIATURA DOS SISTEMAS POLÍTICOS GLOBAIS É UMA REALIDADE SOCIAL COMPLEXA, ONDE OS ACTORES ESTÃO NO CENTRO DAS CONTENDAS, TÊM AS SUAS PRÓPRIAS ESTRATÉGIAS, PODERES E INFLUÊNCIAS, DESENCADEANDO SITUAÇÕES DE CONFLITO, COLIGAÇÃO E NEGOCIAÇÃO COM VISTA A ATINGIR OS SEUS OBJECTIVOS.
  • Recursos, são as instalações, o equipamento, o pessoal, o dinheiro, o capital cultural e o know-how.
  • Interesses: formam-se grupo com proximidade de interesses
  • Se houver situações de conflito, os professores podem fazer uso dos seus poderes: o poder físico, o poder remunerativo, o poder pessoal, o poder cognoscitivo (aquele que conhece), o poder normativo e o poder autoritário.
  • Estas quatro ideias-chave, levam-nos a concluir que em princípio surgem os interesses individuais ou de um grupo, levando-os a um conflito pela sua divergência. Estas situações conflituais, são ganhas por quem tem mais fatia de poder , levando-os a terem mais vantagens na mesa das negociações .
  • Este autor pretende mostrar a ligação do funcionamento interno das escolas como estão relacionadas com o contexto social e político mais vasto.
  • As perspectivas dos diferentes actores apresentados assemelham-se no seu conteúdo e objectivos. – proporcionar uma APZ rica, apropriada em conteúdos e significativa para que os alunos prevejam a importância do ensino no seu futuro, para que percebam qual é o seu lugar na escola e na sociedade da qual fazem parte.
  • Todos os factos sociais que ocorrem no exterior da instituição escolar, influenciam consideravelmente o seu funcionamento. Se houver situações de conflito, os professores podem fazer uso dos seus poderes: o poder físico, o poder remunerativo, o poder pessoal, o poder cognoscitivo (aquele que conhece), o poder normativo e o poder autoritário. No entanto, essa crise social importada faz com que, por sua vez, dentro da escola se vivam tumultos e não tenhamos a visão da escola COMO UM TODO mas sim uma visão parcelada e hierarquizada, onde o INTERESSE, o CONFLITO, o PODER e a NEGOCIAÇÃO são uma constante. As perspectivas dos diferentes autores apresentam semelhanças no seu conteúdo e objectivos. – proporcionar uma APZ rica, apropriada e significativa em conteúdos para que os alunos prevejam a importância do ensino no seu futuro, para que percebam qual é o seu lugar na escola e na sociedade da qual fazem parte.

Transcript

  • 1. Docente: Dr. Nuno Fraga   Discentes: Anabela Gomes Cátia Teixeira Hilda Brito João Neves Piedade Freitas Centro de Competências de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Educação Ciências da Educação – 1º Ciclo Ano Lectivo de 2009/2010 2º Ano/2º Semestre Unidade Curricular: Gestão de Projectos em Educação
  • 2. CAPÍTULO IV – A ESCOLA COMO ARENA POLÍTICA Imagem nº 1
  • 3.
    • Arena – “(...) lugar de contenda; campo de discussão; (...) anfiteatro.” (Moreno, 1971, p. 137).
    • Política – “Arte de governar um povo ou nação; arte de dirigir as relações entre os Estados (...)”. (Moreno, 1971, p. 1103).
  • 4.
    • “ Quando olhamos para os processos complexos e dinâmicos que ocorrem hoje em dia no campus, não vemos, nem os aspectos formais e rígidos da burocracia, nem os elementos calmos e consensuais de um colégio académico. (…) se os tumultos dos alunos danificam o campus, se os professores formam sindicatos e entram em greve, se os administradores defendem as suas posições tradicionais e se os grupos de interesses externos e governantes irados invadem os átrios académicos, então estes actos devem ser vistos como políticos.” (Costa, 2003, p. 73 citando Baldridge, 1989)
  • 5.
    • “ O desenvolvimento da imagem da escola como arena política (...)” (Costa, 2003, p. 73) demonstra a existência de uma importante mudança a nível organizacional da escola.
    • Nesta organização há que salientar a escola como sendo um sistema político em miniatura, onde existe:
      • pluralidade e heterogeneidade de indivíduos;
      • objectivos e interesses próprios;
      • conflito e luta pelo poder ;
      • negociação .
  • 6.
    • A perspectiva micropolítica da escola, é de pendor marcadamente sociológico.
    • As teorias de conflito, tentam mostrar os problemas dos diferentes grupos sociais e respectivos processos de dominação e de divisão social.
    • No campo de ciência política, estuda a distribuição do poder e sua influência nas comunidades.
    • No âmbito da teoria organizacional (teoria comportamental), investiga o comportamento dos grupos, dentro das organizações.
  • 7.
    • Segundo Hoyle (1988) , “Os elementos principais da micropolítica: poder, coligações, estratégias e interesses têm sido o alvo central dos estudos de um variado número de disciplinas das ciências sociais.” (Costa, 2003, p. 76).
    • March (1974) , Crozier (1977) e Bacharach (1988) “(…) recusaram a concepção homogénea, racional e consensual da organização e avançaram para uma visão da realidade organizacional onde a homogeneidade cedeu o lugar à heterogeneidade e a harmonia foi usurpada pelo caos.” (Costa, 2003, p. 77).
    • Para Pfeffer (1981), a incerteza e a divergência , são características das organizações devido à existência de diversos actores com diferentes ideologias.
  • 8.
    • A análise micropolítica surge como o melhor estudo para entender a arena política , sendo as escolas os espaços privilegiados para a aplicação desta Imagem Organizacional .
    Escola é o local onde decorrem processos de confrontação e negociação tendo por base os interesses e as estratégias de poder, adoptadas pelos diversos grupos.
  • 9. ESCOLA Miniatura dos sistemas políticos globais actores interesses individuais ou grupais estratégias poderes influências conflitos coligações negociações atingir objectivos
  • 10.
    • Peter Gronn (1986) defende quatro grandes factores que justificam a escola como Arena Política :
    • A escassez de recursos : os diferentes grupos dificilmente estão de acordo sobre a necessidade, quantidade, a utilização e a eficiência desses recursos;
    • A diversidade ideológica : cada actor tem diferentes crenças, atitudes e concepções acerca da realidade e objectivos escolares;
  • 11.
    • A conflitualidade de interesses : devido à heterogeneidade de indivíduos, cada um com interesses próprios;
    •  As diferenças de personalidade : cada ser humano vai formando a sua personalidade ao relacionar-se com o meio social que o identifica como pessoa única.
    Imagem nº 2
  • 12.
    • INTERESSES
    • A micropolítica dá mais ênfase aos indivíduos e menos à colectividade.
    • As pessoas são os elementos activos e procuram realizar os seus interesses através das organizações.
    • Em grupo, conseguem atingir melhor os seus objectivos, sempre sujeitos a mutações.
    • “ Os interesses dos grupos passam, assim, a dominar a tomada de decisões nas organizações escolares.” (Costa, 2003, p. 82).
  • 13.
    • CONFLITO
    • A diversidade de interesses, leva a situações de conflito, sendo estas naturais e inevitáveis e até benéficas para uma saudável mudança organizacional.
    • Há que ter em atenção que a conflitualidade não só existe dentro da escola como também advém do meio ambiente circundante.
  • 14.
    • “ Considero as escolas (...) campos de luta, divididas por conflitos em curso ou potenciais entre os membros, fracamente coordenadas e ideologicamente diversas (...) [sendo necessário] (...) conseguir uma compreensão de tais conflitos.” (Costa, 2003, p. 83 citando Ball, 1989).
    Imagem nº 3
  • 15.
    • PODER
    • Nesta Imagem Organizacional da Arena Política , o poder assume um lugar primordial, pois “(...) os interesses individuais e grupais desenvolvem-se e afirmam-se em função do poder dos respectivos representantes.” (Costa, 2003, p. 83).
    • Há dois tipos de poder: o poder de autoridade que corresponde ao poder formal, pertencente à estrutura hierárquica da organização e o poder de influência , que consiste no poder informal que pode ser visto “(...)como o carisma, o conhecimento, a experiência pessoal ou o controlo dos recursos.” (Costa, 2003, p. 83).
  • 16.
    • Entre os diversos actores escolares (gestores e professores), são os directores que merecem destaque, por terem à disposição cinco formas de poder : “o poder de posição oficial , o poder de especialista , o poder pessoal , o poder de controlo das recompensas e o poder coercivo .” (Costa, 2003, p.84)
    Imagem nº 4
  • 17.
    • NEGOCIAÇÃO
    • As decisões na Arena Política , resultam de complexos processos de negociação e compromisso, satisfazendo aqueles que detêm maior poder.
    • No entanto mesmo os grupos mais fracos (professores) têm algum poder, podendo este ser negociado com o director como forma de intercâmbio ou troca.
  • 18.
    • O director “(...) aponta a distribuição dos recursos materiais, a promoção dos professores, o aumento da auto-estima destes, a autonomia e a aplicação flexível das regras.” (Costa, 2003, p. 85).
    • Os professores podem oferecer como bens de troca: “a estima ao director, o apoio dos seus objectivos, a opinião sobre a liderança, a conformidade com as regras e a reputação da escola.” (Costa, 2003, p. 85).
  • 19. Do ponto de vista de Blase (1991) , “A micropolítica refere-se à utilização do poder formal e informal pelos indivíduos e grupos para alcançarem os seus objectivos nas organizações. Em grande medida, as acções políticas resultam das diferenças percebidas entre indivíduos e grupos, articuladas com a motivação para exercer o poder, para influenciar e/ou proteger.” (Costa, 2003, p. 86 citando Blase, 1991).
  • 20.
    • No campo das reformas educativas, a obra deste autor constitui um marco fundamental em Portugal, baseando-se na investigação empírica dos modelos políticos de “(...) interacção-conflito entre autoridades político - administrativas - directores - professores - pais - alunos (...)”. (Costa, 2003, p. 87).
  • 21.
    • Este autor centrou o estudo nas disfunções organizacionais das escolas secundárias públicas, onde “(...) a escola foi entendida como um sistema político onde diferentes clientelas com interesses e estratégias díspares interagem e influenciam os decisores de modo a obterem decisões e acções favoráveis.” (Costa, 2003, p. 87).
  • 22. Diante do trabalho apresentado, corroboramos que todos os factos sociais que ocorrem no exterior de uma instituição escolar influenciam, significativamente, o funcionamento da escola. A crise social importada (Formosinho, 1992) faz com que dentro da escola se vivam tumultos, propiciando que não tenhamos uma visão da escola COMO UM TODO , ESCOLA COMO UNA (quanto muito uma utopia) onde todos os membros juntam esforços por um objectivo comum, o objectivo fulcral capaz de alterar a realidade de uma sociedade, a consistência de uma nação. Considerações finais
  • 23. Não obstante, a visão que reina é a de uma escola fraca, doente, parcelada e hierarquizada, onde o INTERESSE , o CONFLITO , o PODER e a NEGOCIAÇÃO prevalecem, regra geral, acima de qualquer outro ideal. Imagem nº 5
  • 24. Imagem nº 6
  • 25.
    • Costa, J. A. (2003), Imagens Organizacionais da Escola , ASA Editores, S.A., Porto, 3ª edição.
    • Formosinho, J. (1992), Administração e Organização Escolar (documento não divulgado)
    • Moreno, A. (1971), Dicionário Complementar da Língua Portuguesa , Editora Educação Nacional, Porto, 8ª edição.
    • Imagem nº 1 Consultada a 09/04/2010 às 21:30 Grupo Editorial Summus (s/d) Erro e fracasso da escola nova, disponível em http://www.gruposummus.com.br/
    • Imagem nº 2 Consultada a 12-04-2010 às 22:o1 Blog wordpress.com (s/d), Faces, disponível em http://daniellavirmes.files.wordpress.com/2009/07/faces-2-port.jpg
  • 26. Imagem nº 3 Consultado a 12-04-2010 às 23:02 Blog wordpress.com (s/d), luta antimanicomial, disponível em http://capsiufam.files.wordpress.com/2009/05/luta-antimanicomial.jpg Imagem nº 4 Consultado a 12-04-2010 às 22:32 4.bp.blogspot (s/d), SehqoRcofeI, disponível em http://4.bp.blogspot.com/_RUY-O9_AYz0/SehqoRcofeI/AAAAAAAAAEA/0xTkitLhJmc/s400/as. http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com Consultado a 12-04-2010 às 22:19- imagem nº 5. Imagem nº 6 Consultado a 09/04/2010 às 21:55-imagem nº6, Distrital de Braga, Parlamento , disponível em http://ppdistritalbraga.blogs.sapo.pt/arquivo/parlamento.jpg