Grupo Anabela - Escola como Anarquia
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  • Por vezes há que intervir sem pensar muito, para de facto, vermos as coisas feitas. Esta frase, pode ser comparada um pouco com o provérbio: de médico e de louco, todos temos um pouco.
  • Ambiente externo: governo, administração, autoridades locais, pais, instituições, grupos e organizações profissionais. Processos organizativos: planificação, tomada de decisões, avaliação e certificação. Tudo isto, leva a que de facto, se olhe para a escola como modelo anárquico, de desorganização e de desordem.
  • É de salientar e de ter em conta que a investigação empírica feita por estes autores, destinou-se ao ensino superior.
  • A ambiguidade, não só está presente na liderança, como também na identificação dos objectivos, no planeamento, nas tecnologias, na tomada de decisões e no ambiente.
  • As soluções e os problemas são despejados no “caixote do lixo”, onde as soluções planeadas ligam-se com problemas descabidos, levando a que esses problemas tenham soluções pouco usuais. As pequenas reuniões, talvez com pouca importância, referem-se a acontecimentos relevantes da escola e, ao invés, fazem-se grandes eventos, aos quais são relacionados situações com pouca importância. Aqui nota-se nitidamente a caracterização de anarquia deste autor.
  • Os indivíduos fazem e depois é que pensam. Supostamente conhece-se a resposta depois da pergunta bem formulada. Aqui, conhece-se a resposta primeiro, para depois saber a pergunta. O planeamento pode ser mais eficaz se interpretar as decisões passadas, do que programar as decisões futuras. A parte lúdica do ser humano permite actuar de modo “não inteligente” ou “irracional”, ou “idiota”, a fim de explorar ideias alternativas sobre as finalidades.
  • A escola está mais preocupada em agradar a sociedade, do que propriamente em ensinar.
  • Assim sendo, a escola avalia os alunos de maneira a serem colocados no mercado de trabalho com um certo nível social, a que a sociedade está inerente. “(...) podemos dizer que a escola se encontra estruturalmente dependente dos interesses sociais (...)”. (Costa, 2003, p. 100).
  • Há que ter confiança, pois ninguém pode afirmar que este ou aquele não fez o seu trabalho. Claro, tem de aparecer feito!
  • A abordagem do sistema caótico nas escolas, é relativamente recente (anos 90).
  • Só ler não desenvolver nada
  • Licínio Lima incidiu sobre a escola secundária portuguesa.

Grupo Anabela - Escola como Anarquia Grupo Anabela - Escola como Anarquia Presentation Transcript

  • Centro de Competências de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Educação Ciências da Educação – 1º Ciclo Ano Lectivo de 2009/2010 2º Ano/2º Semestre Unidade Curricular: Gestão de Projectos em Educação Docente: Dr. Nuno Fraga   Discentes: Anabela Gomes Cátia Teixeira Hilda Brito João Neves Piedade Freitas
    • CAPÍTULO V – A ESCOLA COMO ANARQUIA
    Imagem nº 1
    • Anarquia - “Negação do princípio da autoridade; falta de governo ou de chefe; (...) desordem; confusão.”
    • (Moreno, 1971, p. 92).
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    • “ As pessoas interessantes e as organizações interessantes elaboram teorias complexas de si próprias. Para o realizar precisam de complementar a tecnologia da razão com uma tecnologia da loucura. Por vezes, os indivíduos e as organizações necessitam de modos de fazer coisas para os quais não têm boas razões. Necessitam de actuar antes de pensar.” (Costa, 2003, p. 89 citando Michael Cohen e James March, 1974).
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    • “ O conceito de anarquia não surge aqui negativamente conotado (...) mas (...) como uma metáfora cujo uso permite visualizar um conjunto de dimensões que poderão ser encontradas nas organizações escolares (...).” (Costa, 2003, p. 89).
    • Este modelo organizacional, apresenta a escola como “(...) uma realidade complexa, heterogénea, problemática e ambígua (...)” (Costa, 2003, p. 89).
    • Podemos chamar de anárquico ao funcionamento da escola, por este ser suportado “(...) por intenções e objectivos vagos, tecnologias pouco claras e participação fluida (...)”. (Costa, 2003, p. 89).
    • Não existe uma sequência lógica para planear decisões, mas sim, surgem “(...) de forma desordenada, imprevisível e improvisada, do amontoamento de problemas, soluções e estratégias (...)”. (Costa, 2003, p. 89).
    • Outra premissa, assenta no facto de a escola não ser “(...) um todo, coerente e articulado, mas uma sobreposição de diversos orgãos, estruturas, processos ou indivíduos frouxamente unidos e fragmentados (...)”. (Costa, 2003, p. 89).
    • O facto das organizações escolares serem vulneráveis ao ambiente externo, torna-as turbulentas e incertas, aumentando a incerteza e a ambiguidade.
    • Todos os processos organizativos que a escola tente desenvolver, são meramente simbólicos.
    Imagem nº 2
    • À volta da imagem anárquica da escola, alinhou-se quatro grandes temáticas:
    • – “ a escola como anarquia organizada” ;
    • – “ a decisão organizacional como caixote do lixo” ;
    • – “ a escola como sistema debilmente articulado” ;
    • – “ a escola como sistema caótico”. (Costa, 2003, p. 90).
    • Cohen , March e Olsen (1972) estão de acordo que esta imagem organizacional da escola, que constitui dimensões básicas para a análise de várias situações, e na caracterização de diversos domínios nas organizações escolares, tenha três características:
    • Objectivos problemáticos : a escola apresenta objectivos inconsistentes, vagos e mal definidos com ideias soltas e desagregadas.
    • Tecnologias pouco claras : os processos utilizados resultam de procedimentos improvisados.
    • Participação fluida : cada actor dedica-se de maneira diferente à sua participação nas organizações, no que concerne à sua forma, tempo e importância.
    Imagem nº 3
    • Devido à incerteza e imprevisibilidade das organizações com funcionamentos complexos e instáveis , estes três autores, afirmam a necessidade de alterar as teorias de gestão em curso:
    • “ (...) as anarquias organizadas requerem uma teoria revista da gestão. (...) [Deve haver] mecanismos para controlar e coordenar, que presumem a existência de objectivos e tecnologias bem definidos [proporcionando] um envolvimento substancial dos participantes nos assuntos da organização.” (Costa, 2003, p. 91).
    • O líder formal duma organização escolar, confronta-se, com quatro tipos de ambiguidade:
    • Ambiguidade das intenções : resulta do facto dos fins e objectivos serem problemáticos, pouco claros, inconsistentes e de difícil operacionalidade.
    • Ambiguidade do poder : a ocupação de um lugar no topo da estrutura hierárquica não significa necessariamente um poder superior, por este, por vezes ser pouco claro, nem ser respeitado.
    • Ambiguidade da experiência : embora a experiência seja uma modalidade de aprendizagem, há uma constante mutação a decorrer nas escolas e na instabilidade consequente disso.
    • Ambiguidade do êxito : o fracasso e o sucesso não são mensuráveis, tentando perceber o êxito do administrador pela sua promoção e pela aceitação generalizada dos resultados da sua actuação.
    Imagem nº 4
    • Cohen , March e Olsen (1972) definem que “O processo caixote do lixo é aquele no qual os problemas, as soluções e os participantes saltam de uma oportunidade de escolha para outra, de tal modo que a natureza da escolha, o tempo que demora e os problemas que resolve dependem todos de uma interligação de elementos relativamente complicada.” (Costa, 2003, p. 94).
    • Esses elementos são uma mistura de escolhas disponíveis numa dada altura, a mistura dos problemas que aparecem na organização, a mistura de soluções e as exigências do contexto exterior sobre os líderes.
    • A ambiguidade de liderança, faz-se sentir nos momentos de escolha e de decisão, levando a novas formas de ambiguidade , de imprevisibilidade e de incerteza .
    • O processo de decisão nas organizações é sempre muito complicado, apelidando-o “(...) de modelo do caixote do lixo ( garbage can ) (...)”. (Costa, 2003, p. 94).
    • Na tomada de decisões há “(...) desarticulação entre os problemas e as soluções, entre os objectivos e as estratégias e onde confluem e se misturam desordenadamente problemas, soluções, participantes e oportunidades de escolha.” (Costa, 2003, p. 94).
    Imagem nº 5
    • No ponto de vista de Foster (1986), as teorias de caixote do lixo da Anarquia, são interpretadas da seguinte maneira:
    • Esta Imagem Organizacional da Escola como Anarquia, ataca os modelos tradicionais da racionalidade:
    • “ pondo em causa a sequência entre o pensamento e a acção”;
    • “ questionando a ligação entre a identificação dos problemas e as respectivas soluções”;
    • “ duvidando das capacidades de operacionalização do planeamento organizacional”;
    • “ (...) apontando as vantagens da ligação entre o “racional”, o “lúdico” e a “loucura”. (Costa, 2003, p. 95).
    • 3 – A ESCOLA COMO SISTEMA DEBILMENTE ARTICULADO
    • Nesta perspectiva de organizações debilmente acopladas ( loosely coupled ), podemos verificar “(...) a débil conexão existente entre a intenção e a acção, os meios e os fins, o ontem e o amanhã (...) a fraca articulação entre o topo e a base, a linha e o staff, os professores e os administradores.” (Costa, 2003, p. 98).
  • Mas Weick (1976) , continua a lista dos sistemas debilmente articulados, com os “(...) professores-materiais, eleitores-conselho de escola, administradores-sala de aula, processo-resultado, professor-professor, pai-professor e professor-aluno.” (Costa, 2003, p. 98). Imagem nº 6
    • Weick e Orton (1990) , identificam oito tipos de articulação
    • débil nas organizações:
    entre subunidades entre acções entre intenções entre actividades entre ideias entre organizações e ambientes entre níveis hierárquicos entre organizações
    • As estruturas organizacionais da escola estão, assim, frouxamente ligadas à instrução, não coordenando nem controlando a actividade educativa.
    • “ Esta situação deve-se essencialmente ao facto da função prioritária da escola consistir em responder às normas, aos valores e às expectativas da sociedade [colocando em causa a] sua própria existência.” (Costa, 2003, pp. 99-100).
    • Todos devem confiar no trabalho e na competência dos outros, daí surgindo “ a lógica de confiança ”. É como um ciclo, uns têm de acreditar que os outros fazem o seu trabalho: “A comunidade tem confiança no conselho escolar, que tem confiança no director, o qual confia nos professores.” (Costa, 2003, p. 101).
    Imagem nº 7
    • O caos é visto como algo positivo, pois para haver ordem, primeiramente tem de haver caos.
    • Para Griffiths , Hart e Blair (1991) , existem sete conceitos centrais para caracterizar a teoria do caos, nas organizações escolares:
    • Efeito de borboleta : uma situação por mais pequena que seja, pode originar um grande efeito. “(...) qualquer acontecimento, pequeno ou grande, pode influenciar e alterar o funcionamento organizacional (...)”. (Costa, 2003, p. 103).
    • Ataque de turbulência : mesmo numa fase de ordem, pode aparecer períodos de instabilidade, de insubordinação e de contestação.
    • Estruturas dissipativas : as estruturas das organizações nem sempre são estáveis, podem mudar radicalmente, transformando-se “(...) em estruturas dissipadoras, dispersivas e esbanjadoras (...)”. (Costa, 2003, pp. 103-104). Por isto, tem de haver muita atenção às pequenas mudanças.
    • Choques do acaso : revela o papel do acaso nos sistemas caóticos, podendo um pequeno choque significar grandes alterações.
    • Forças de atracção estranhas : “existência de elementos ou forças ocultas que emergem repetidamente como componentes centrais do sistema (...)”. (Costa, 2003, p. 104).
    • Simetrias recorrentes : “(...) significa que na teoria do caos, mais do que a unidade individual, interessa prestar atenção às formas que se mantêm e permanecem simétricas nos diversos níveis do sistema (...)”. (Costa, 2003, p. 104).
    • Mecanismos de feedback : é um processo de retroacção, em que os resultados ou saídas (outputs), entram de novo no sistema (transformando-se em inputs), trazendo assim, novas informações para as organizações.
    (Costa, 2003, p. 104).
    •  Fez um estudo sobre o modelo da anarquia organizada, tratando-se “(...) de um trabalho que marca o início de uma viragem do quadro teórico de análise (...)”. (Costa, 2003, p. 106).
    • O mais importante neste estudo “(...) é o de atendermos, e de estarmos atentos, às eventuais áreas de funcionamento da escola secundária portuguesa enquanto organização burocrática (...)” (Costa, 2003, pp. 105-106), integrada num sistema tradicional.
    CONTEXTO ESCOLAR PORTUGUÊS: Licínio Lima (1992)
    • Assim, parece fazer sentido integrar as abordagens organizacionais da escola, valorizando o contributo que cada uma delas dá à melhor compreensão dos sistemas escolares. Na verdade, quer a abordagem da escola enquanto Arena Política como a abordagem da escola enquanto Anarquia dão fortes contributos para uma mais rica compreensão da complexidade das instituições escolares e do seu modo de funcionamento.
    Considerações finais
  • Alertando para aspectos de ordem organizacional, muitas vezes esquecidos, estas abordagens ajudam a uma compreensão mais ecológica do sistema educativo e dão um contributo fundamental para que se olhe para as instituições sob outras perspectivas, possibilitando igualmente a delineação de estratégias de melhoramento da dinâmica das instituições de ensino. Imagem nº 8
  • Características da Arena Política nas Organizações Escolares Características da Anarquia nas Organizações Escolares
    • Costa, J. A. (2003), Imagens Organizacionais da Escola , ASA Editores, S.A., Porto, 3ª edição.
    • Moreno, A. (1971), Dicionário Complementar da Língua Portuguesa , Editora Educação Nacional, Porto, 8ª edição.
    • Imagem nº1, consultado a 02/04/2010 às 21:55,Instituto da Matemática da UFRJ(s/d), Ensino, disponível em http://www.im.ufrj.br/~arbieto/ensino/20082/caos.
    • Imagem nº2,consultado a 12/04/2010 ás 22:52, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia(2009), Dúvida, disponível emhttp://www.uesb.br/ascom/noticias/imagens/duvida.jpg
  • Imagem nº 3,consultado a 12/04/2010 ás 21:32, blogspot(s/d), Drama , disponível em http://3.bp.blogspot.com/_Vgjq_uuN44s/SN_NDI_pxtI/AAAAAAAAAzo/23hVorvtr88/s320/drama.jpg Imagem nº4 consultado a 12/04/2010 ás 21:46,Raul Rico(2009), Rompe cabeças do êxito, disponível em http://www.raulrico.com/wpcontent/uploads/2009/08/rompecabezas-del-exito.jpg Imagem nº5, consultado a 13/04/2010 ás 23:40 ,(s/d), Escolhas , disponível em http://lh4.ggpht.com/_EwrFwXfyaT4/SurwYjXbGpI/AAAAAAAABd8/hYHOEhTjytM/ESCOLHAS%20SUPERA_thumb%5B2%5D.png?imgmax Imagem nº6, consultado a 18/04/2010 ás 20:48 ,disponível em
  • Imagem nº7, consultado a 18/04/2010 ás 21:08,disponível em Imagem nº8, consultado a 18/04/2010 ás 21:20,Xoops Celepar (2009), Diversidade , disponível em http://www.overmundo.com.br/_banco/produtos/1171701005_diversidade.jpg