A Espionagem
e a Política
de Defesa
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Cirineu José da Costa – Prof MSc
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A ESPIONAGEM E A POLÍTICA ENTRE NAÇÕES - TIPS
 A Espionagem busca obter ilegalmente informações secretas ou confidencia...
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 A espionagem praticada por pesooa contra seu próprio país é geralmente
considerada traição e a pena, na maioria dos pa...
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Como saber antecipadamente os movimentos do adversário? Jogar, como num
tabuleiro de xadrez? Ou talvez dar uma “espiadin...
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Nesta luta desigual e nem sempre leal aparece a opção da obtenção de
informações sobre mercados, oportunidades, planos f...
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disposto a ter. Um Membro Permanente do Conselho de Segurança da ONU não
pode ter uma POSTURA SEMPRE PACIFISTA e de NÃO ...
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-A China há apenas cinco anos começava a construir seus trilhos para os trens
de alta velocidade. Hoje a rede já tem qua...
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Israel atualmente atrai as empresas de tecnologia mais importantes do mundo para
atuar nos seus centros de pesquisa incl...
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As atividades de espionagem e contra-espionagem ou atividades de inteligência
ou atividades de informações são rotineira...
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A espionagem e a politica de defesa

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Espionagem e contra-espionagem como atividades de Governo

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  1. 1. A Espionagem e a Política de Defesa . Cirineu José da Costa – Prof MSc
  2. 2. 1 A ESPIONAGEM E A POLÍTICA ENTRE NAÇÕES - TIPS  A Espionagem busca obter ilegalmente informações secretas ou confidenciais de outros governos ou organizações visando alcançar vantagens militares, políticas, econômicas, tecnológicas ou sociais.  A espionagem pode ser vista como o ato de um ESTADO vigiar seus inimigos potenciais ou reais tanto para finalidade militar como para competição econômica e tecnológica.  Todos os Estados Modernos possuem algum tipo de serviço secreto mas dificilmente utilizam o nome “espionagem” para denominar as técnicas de coleta de informações.  Os serviços de informação ou de inteligência são utilizados rotineiramente contra os inimigos mas também são utilizados contra os próprios aliados, embora quem o faça sempre o negue.  A duplicidade do termo espionagem vem do fato da atividade ser frequentemente motivada por objetivos secretos e por interesses que não podem ser divulgados publicamente. Normalmente é ilícita.  A obtenção de informações sobre outros povos e governos era prática corrente entre os antigos egípcios. Os hebreus também utilizavam a prática da espionagem. Temos o caso dos doze espiões: “Os israelitas se dirigiram ao norte até Cades Barneia. Foi de lá que 12 espiões foram escolhidos para explorar a terra ce Canaã, pois era a terra que Deus havia prometido para o seu povo. Eles foram ainda mais para o norte até Hamate e voltaram depois de 40 dias de observação”.  O chinês Sun Tzu escreveu entre o V e III século a.C um dos textos mais antigos sobre a espionagem: A Arte da Guerra(Ping-fa). Defendia que a espionagem como uma ferramenta fundamental e que não poderia ser negligenciada para o sucesso de um governante.  O Rei Luís XIV de França foi quem teve o primeiro Serviço Secreto oficial e estruturado.  Normalmente quando um espião é flagrado dentro de um país desenvolvendo sua atividade para outro país ele é considerado um criminoso e muitas das vezes pode ser punido até com a pena de morte ou prisão perpétua. Nos Estados Unidos, Rússia e China a espionagem é crime capital, embora a pena de morte seja abrandada quando o acusado resolve trocar informações ou mudar de lado.
  3. 3. 2  A espionagem praticada por pesooa contra seu próprio país é geralmente considerada traição e a pena, na maioria dos países, é a de morte.  No Reino Unido a pena para um espião estrangeiro é no mínimo de 14 anos de prisão, enquanto que se um britânico for pego espinonando para outro país pode enfrentar uma pena de prisão perpétua.  A guerra fria que nasceu após a partilha da Alemanha no pós II Guerra Mundial fez florescer uma intensa atividade de espionagem entre os Estados Unidos e seus aliados e a União Soviética, China e seus aliados. As atividades eram relacionadas principalmente com tecnologia nuclear, desenvolvimento de bombas atômicas, segredos industriais e atividades militares. A CIA (USA), a KGB (URSS) e a Scotland Yard (Inglaterra) foram os principais atores neste cenário de inteligência. A POLÍTICA ESTRATÉGICA MOTIVANDO A ESPIONAGEM Nosso País não está ainda inserido no rol de nações que possuem uma Política Estratégica estruturada e implantada. Não conseguimos definir para onde o País deseja ir nem qual caminho deseja trilhar. É comum o trocadilho acerca do nosso país: “Não sabemos aonde queremos chegar e quando chegamos aalgum lugar, não conseguimos identificar onde chegamos”. A Política Estratégica é a base fundamental para o desenvolvimento de qualquer país. Esta Política Estratégica deve ser estabelecida dentro de um senso comum nacional, como um pacto inquebrável que transcenda a linha partidária e ideológica. É o que vemos rotineiramente quando analisamos os países de primeira linha e que são organizados no campo político, econômico e militar. Conseguimos delinear com facilidade qual é a direção para onde o País está indo, o que ele busca, os meios que está utilizando e até mesmo os meios que ele seria capaz de utilizar para chegar onde deseja. É comum falarmos de Objetivos Estratégicos ou, como dizia Meira Mattos, os Objetivos Nacionais Permanentes (ONP). A Nação que não possua seus Objetivos Estratégicos delineados a curto, médio e longo prazo está fadada a perecer no meio do caminho ou então simplesmente ser um player subserviente no concerto das nações. As relações internacionais são rígidas no tocante ao respeito ao poderio do adversário. Os contratos e acordos estabelecidos levam em conta, mesmo que secretamente, o Nivel de Poder que uma nação possui em relação à outra.
  4. 4. 3 Como saber antecipadamente os movimentos do adversário? Jogar, como num tabuleiro de xadrez? Ou talvez dar uma “espiadinha” sem que o outro lado saiba? Os atos de espionagem foram e serão sempre presentes nas relações internacionais. Permeam as relações governamentais e as relações entre organizações empresariais. Informações são moedas de troca e valem fortunas nos mercados internacionais cada vez mais competitivos. As empresas espionam e os Governos também. A motivação principal são os OBJETIVOS a alcançar traçados dentro de uma POLÍTICA INTERNA com forte influência nas RELAÇÕES EXTERNAS. Não adianta o governante que descobriu ter sido “espionado” reclamar junto a Organismos Internacionais. Cada país, cada empresa, cada pessoa deve precaver-se da espionagem dentro deste contexto globalizado que vivemos. A INTERNET trouxe para o mundo a globalização, a linkagem global e junto vieram as mazelas sendo a mais danosa a invasão dos bancos de dados e a coleta dos mesmos. Ninguém irá INFORMAR ao vizinho e nem PEDIR permissão para invadir seus dados e procurar o que interessa ou que possa ser importante e até mesmo crucial para que um determinado objetivo seja alcançado com alguma antecipação em relação aos concorrentes. A CONTRA-ESPIONAGEM ou o SERVIÇO DE CONTRA-INFORMAÇÃO é uma necessidade que todos os países desenvolvidos procuram atender. Seus sistemas de bancos de dados são localizados em locais secretos e com acesso restrito. A criptografia é altamente sofisticada e muda constantemente. Os altos funcioncários são treinados para que deixem o mínimo de rastros dos assuntos denominados “CLASSIFICADOS”. A classificação RESERVADO, SECRETO, ULTRA-SECRETO é seguida à risca e a destruição de rascunhos, cópias e destinação do “lixo” das unidades geradoras de assuntos “classificados” fazem parte de uma política interna que, quando não obedecida, pode gerar a demissão por justa causa. Governos e grandes organizações geralmente estão ligados aos OBJETIVOS ESTRATÉGICOS de um país. Por exemplo: Se um país propõe-se a ser um grande exportador de comodities agrícolas ele precisará contar com grandes áreas mecanizadas plantadas (grandes empresas do agro-negócio), tecnologia genética (sementes) e química (adubos), máquinas e equipamentos (importar ou produzir internamente?), ferrovias, rodovias, portos e, principalmente, MERCADO CONSUMIDOR. Ao lado da parte material precisará contar com o aporte de recursos humanos que irá desde o operador de máquinas, mecânicos, técnicos agrícolas e engenheiros (precisará de um sistema educacional que funcione). Imaginem agora quais os OBJETIVOS ESTRATÉGICOS que o GOVERNO deverá estabelecer para que isso ocorra dentro de um determinado tempo e as intervenções político-econômicas que deverá fazer para desenvolver, manter e ampliar o mercado consumidor!!! As relações comerciais internacionais são marcadas por concorrências nem sempre leais. Empresas e governos precisam às vezes de fazer concessões e barganhas vergonhosas para manter um quinhão de mercado ou para conquistar uma nova pequena fatia.
  5. 5. 4 Nesta luta desigual e nem sempre leal aparece a opção da obtenção de informações sobre mercados, oportunidades, planos futuros etc sobre os concorrentes ou sobre pretensos concorrentes. A ESPIONAGEM é um caminho utilizado e disfarçado sob o manto de Serviços de Inteligência, Serviços de Informação, Assuntos Estratégicos, etc... No setor de defesa nacional a procura pela segurança dos dados sobre efetivos militares, capacidade de defesa, poder de ataque, localização de bases, poderio aéreo, terrestre e naval é uma constante. Governos procuram camuflar seus verdadeiros dados e é de extrema dificuldade a avaliação correta do poderio militar de qualquer país desenvolvido. Ao mesmo tempo estes governos procuram a todo custo a avaliação mais precisa possível dos dados miliatres daqueles países que representam alguma ameaça presente ou futura. Neste campo não existe a “lei do impedimento” corrente nos jogos de futebol. O gol (obtenção da informação) vale de qualquer maneira que for conquistado. Assim podemos afirmar sem medo de errar que os países que possuem uma Política Estratégica definida farão de tudo para que seus objetivos sejam atingidos, principalmente aqueles que possuem um poderio militar e econômico respeitável. A POLÍTICA ESTRATÉGICA E AS AÇÕES DE GOVERNO “O Brasil pretende uma cadeira como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU”. Esta afirmação é verdadeira. Nossos Chanceleres estão constantemente afirmando esta pretensão brasileira. Mas pergunta-se: Quais as ações efetivas que um país deve ter para postular esta cadeira? -Colocar-se sempre ao lado do mais fraco nas tomadas de decisão nas Assembléias Gerais da ONU? -Tomar a posição de NEUTRALIDADE quando das decisões críticas nos períodos em que participa como membro rotativo do Conselho de Segurança? -Negar-se sempre a participar de ações militares contra outros governos? Se analisarmos o comportarmento dos atuais ocupantes das cadeiras permanentes do Conselho de Segurança da ONU veremos países firmes e dispostos a defender uma Ordem Política Mundial dentro dos parâmetros do Estatuto da ONU e não temem tomar decisões (até isoladas) que levem inclusive os seus países a entrar em estado de guerra. Essa postura, infelizmente, nosso país ainda não deu a entender para a Comunidade Internacional que estará
  6. 6. 5 disposto a ter. Um Membro Permanente do Conselho de Segurança da ONU não pode ter uma POSTURA SEMPRE PACIFISTA e de NÃO INTERVENÇÃO porque ele deverá, na maioria das vezes, decidir pela INTERVENÇÃO e pela GUERRA. Assim sendo, dificilmente conseguiremos este OBJETIVO ESTRATÉGICO de ocupar uma cadeira como Membro Permanente no Conselho de Segurança da ONU. Se for um OBJETIVO ESTRATÉGICO nosso país precisa mudar a POSTURA! “A China é o maior importador mundial de alimentos”. Esta afirmação também é verdadeira. A China, apesar de ter um vasto território, possui pequena área agricultável e uma população que é a maior do mundo. A população chinesa já passou períodos de dificuldade onde sofreu privações e fome. Quais as ações ESTRATÉGICAS que vemos o governo chines tomar? -Modernização e ampliação dos portos. O transporte marítimo é o mais barato. Se precisa importar alimentos vamos fazer pelo meio mais barato. -Se precisamos transportar pelo mar, então vamos ter um frota de navios compatível com nosso tamanho. A China vem modernizando sua industria naval objetivando atender suas necessidades de tranporte de cabotagem e entre nações, além de ampliar seu poderio naval no cenário internacional. -Os portos chineses são servidos por modernos sistemas ferroviários que internam as mercadorias importadas e fazem chegar aos portos o seu monstruoso volume de mercadorias industrializadas que são exportadas para todo o mundo. -As grandes empresas chinesas (boa parte estatais) estão invadindo os países pobres e em desenvolvimento da América Latina e África comprando grandes extensões de terras agricultáveis, implantando uma agricultura intensiva visando prioritariamente abastecer o mercado chines e com preços mais baixos. -As petrolíferas chinesas (estatais) estão abraçando as novas áreas de exploração de petróleo pelo mundo (inclusive o nosso pré-sal) para garantir o abastecimento do seu mercado interno em constante crescimento e ainda muito dependente o carvão mineral. -A política governamental de estímulo à exportação sem carga tributária (nosso país é um dos poucos que exporta tributo) e com toda uma infra-estrutura de transporte, armazens, silos e portos faz com que produtos chineses cheguem aos mais distantes mercados com preço competitivo. O país recebe um volume de moeda conversível que possibilita manter o seu nível de importação e o acúmulo de reservas para investimento em sua infra-estrutura interna.
  7. 7. 6 -A China há apenas cinco anos começava a construir seus trilhos para os trens de alta velocidade. Hoje a rede já tem quase dez mil quilômetros, passa por mais de cem cidades e transporta cerca de 54 milhões de pessoas por mês (duas vezes mais que os aviões). -Não estamos conseguindo construir uma linha com menos de 500 km...... O que podemos falar sobre o cenário político-estratégico onde está inserido o pequeno país Israel? Israel foi fundado em 15 de maio de 1948 em sequência de uma resolução da ONU de pós-guerra amplamente apoiada pelo Brasil e desde então passou a enfrentar duras ameaças de seus vizinhos, ataques, invasões e teve que lutar muitas guerras para consolidar sua posição como país. Inserido em um ambiente extremamente hostil, o país teve que desenvolver-se rapidamente, estabelecer um sistema defensivo eficiente e procurar autosuficiência no que fosse possível para possibilitar sua sosbrevivência. O conceito de Segurança Cibernética em Israel é mais abrangente do que repelir hackers na Internet. O país possui uma frota de veículos aéreos não tripulados que são os olhos no céu a vigiar as fronteiras de Israel e alguns dos seus vizinhos agressivos que gostariam de empurra-lo para o mar e fingir que Israel nunca existiu. "A coisa mais importante é coletar informações todos os dias do ano". Esta é visão prática das pessoas responsáveis pela segurança estratégica de Israel. A visão mais simplista é que Israel usa drones para espionar seus vizinhos e invadir seu espaço aéreo. Israel tem um acordo de paz com o Egito desde 1979, tem um relacionamento até cordial com a Jordania desde 1994 e o Líbano e a Síria são inimigos jurados. Precisa conviver com a Palestina (Cisjordânia e faixa de Gaza) e, no momento, Gaza é o maior problema local. As ações dos drones nunca são divulgadas pois os vídeos, se tornados públicos, serão estudados por terroristas e usados para descobrir como contornar os drones. O trabalho da espionagem e contra-espionagem israelense não é dar informações para a imprensa e tentar fazer Israel parecer mais simpático para a comunidade internacional. A missão é proteger vidas. Podemos até afirmar que o F-35 é o último avião de caça tripulado que O Estados Unidos irão fabricar. É uma tendência inevitável o uso cada vez mais abrangente dos aviões não tripulados para missões de guerra.
  8. 8. 7 Israel atualmente atrai as empresas de tecnologia mais importantes do mundo para atuar nos seus centros de pesquisa incluindo a Cisco, Microsoft, Google, Apple, IBM, Oracle, SAP, EMC, Motorola, HP, Facebook e eBay. Israel é conhecido hoje como a "The Startup Nation" porque tem a maior densidade de startups per capita do mundo. Mais empresas israelenses estão listadas na NASDAQ do que de todas as empresas europeias combinadas. Israel está em terceiro lugar no mundo em investimentos de capitais de risco e em segundo lugar no mundo na disponibilidade de engenheiros, cientistas e mão-de- obra qualificada. O enfrentamento de conflitos geopolíticos contínuos criou a confiança para resolver problemas que outros países considerariam impossíveis. O fato de que muitos dos fundadores de Israel eram cientistas e intelectuais certamente lançou as bases para a colocação de um alto valor cultural na tecnologia. Mas devemos notar, acima de tudo, que Israel é um país pequeno e com recursos limitadose precisa enfrentar ameaças múltiplas e precisa contar com as melhores ferramentas, automação e criatividade para sobreviver. A combinação de preocupação constante do país com a sua defesa e a sua proeza tecnológica transformaram cibernética em um dos principais itens de exportação. Quando Benjamin Netanyahu inaugurou o parque tecnológico avançado no campus da Universidade de Ben Gurion em Beer Sheva ele disse: "Hoje estamos lançando a âncora econômica que transformará Beer Sheva em um centro nacional e internacional de cibernética e segurança cibernética. Este é um dia que vai mudar a história do Estado de Israel, e vamos fazê-lo aqui em Beer Sheva." As Unidades Militares instaladas em Beer Sheva estarão focadas em uma combinação de segurança cibernética tradicional e de analise de dados findos das fronteiras de Israel e de dados de sensores que transmitem informação sobre segurança física e digital. Um componente importante do plano envolve a construção de uma unidade que abre o caminho para a colaboração com universidades e indústria. As Unidades Militares não parecerem quarteis, possuem apenas uma cerca virtual. SERÁ QUE SOMENTE AGORA O GOVERNO BRASILEIRO DESCOBRIU QUE EXISTE ESPIONAGEM? É pura inocência imaginar que ninguém nunca nos espionou. É pura inocência imaginar que ninguém nunca nos espionaria. É pura falta de prudência não tomar as medidas de segurança necessárias e já conhecidas.
  9. 9. 8 As atividades de espionagem e contra-espionagem ou atividades de inteligência ou atividades de informações são rotineiras na maioria absoluta dos Estados Organizados e das Grandes Organizações. O mundo investe uma fortuna diariamente nas atividades de segurança das informações. As informações são valiosas para as “tomadas de decisões” em todos os níveis hierárquicos das Organizações e dos Governos. Proteger os dados possuidos e obter dados atualizados são ações que empregam milhares de pessoas e tecnologia avançada. O Brasil é um país singular pois recebe de braços abertos todos os imigrantes de qualquer parte do mundo. É fácil infiltrar pessoas com a finalidade de obter informações, coletar dados e até mesmo para enviar amostras de minerais e da flora e fauna para estudos no exterior. Nossas fronteiras terrestres são continentais e quase nada delas é vigiada. Nossa costa banhada pelo Atlântico Sul é escancarada para o mundo e nosso interior é floreado de pistas de pouso clandestinas que possibilitam o fluxo não controlado de pessoas e mercadorias. Se quisermos combater o contrabando e a espionagem neste campo precisaremos investir maciçamente na Força Terrestre para a implantação de Batalhões de Fronteira, na Força Aérea para possibilitar o rastreamento de pousos e decolagens de pistas clandestinas e na Força Naval para implantar patrulhas fluviais nos rios de fronteira e patrulhas navais na nossa extensa costa. Como proteger os dados que circulam através da internet e dos telefones móveis? Como proteger dos dados armazenados em servidores de bancos de dados? Quem controla a maioria dos satélites de comunicação? Onde estão localizadas as empresas mais importantes que oferecem o serviço de e-mail? Por onde circulam os dados enviados por e-mails e por SMS? E as ligações através de telefones móveis? E os dados de GPS integrados a telefones móveis? A tarefa não é fácil mas de uma coisa podemos ter certeza: Não adianta reclamar na ONU, não adianta criar uma Lei Nacional e nem Marco Civil Regulatório. As informações e os dados vão circular e sempre haverá alguém tentando interceptar e decifrar códigos de mensagens. Informações são valiosas e quem as detêm tem o ônus de protegê-las. O Brasil precisa acordar para a tecnologia, caso contrário continuaremos a ser meramente “usuários” de tecnologia sem nunca dominar o conhecimento e ser produtor de tecnologia.

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