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Laís Adriane de Oliveira Melo                       Neuma Oliveira Souto Dória                       Rosana Ferreira Silva...
DEDICATÓRIA              Dedicamos este trabalho de              conclusão de curso a nós              mesmas        pelos...
AGRADECIMENTOSA Deus por ter permitido a realização deste trabalho e pela presente vitória queagora nos oferece. Sem a luz...
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RESUMOPretende-se neste plano de negócio apresentar os estudos e análises que norteiame proporcionam a viabilidade para o ...
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LISTA DE ILUSTRAÇÕESFIGURA 1 – CICLO DE VIDA DO SERVIÇO ......................................................... 85FIGURA...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO ................................................................................................ 131. EM...
3.2 PROJETO DE PESQUISA 2 – VIABILIDADE DO PRODUTO ............... 583.2.1 JUSTIFICATIVA ....................................
4.3.2.6 NORMAS E REGULAMENTOS TÉCNICOS ....................................... 814.3.2.7 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ...........
4.6 PLANO FINANCEIRO ................................................................................ 904.6.1 INVESTIMENTO...
13INTRODUÇÃO       O Estado de Rondônia passa por seu ciclo mais marcante desde a construçãoda Estrada de Ferro Madeira-Ma...
14crescimento da economia. Segundo Paulo Henrique1, gerente de vendas daConcessionária La Villete-Citröen de Porto Velho, ...
151. EMPREENDEDORISMO      O empreendedorismo é entendido como um fenômeno social e econômicoque busca a transformação de ...
16empreendedor, assinou um contrato com um homem de posses - que nos diasatuais é intitulado capitalista -, para vender su...
17mudança como uma norma sadia e através de sua maneira de agir, transformaoportunidades em projetos.          O empreende...
18       Independente do tipo de empreendedor, constantemente se associaempreendedor a empresário, porém essa associação n...
19considerados os únicos suportes econômicos relevantes para a sociedade” (pág.30). Baseado nesse cenário o Brasil desenvo...
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22          O cenário brasileiro aponta que o investimento em marketing digital ainda épequeno ou que se investe de forma ...
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25através da troca de informações entre computadores. Inicialmente foram instaladoscomputadores em 17 bases e seu uso era ...
26identificador de hipertexto, o http11 e o www, sinalizando que o endereço estavadisponível na rede.          O próximo p...
27então desconhecida, se tornasse a maior historia a chegar à mídia resultando emum crescimento na internet que repercutir...
28Internet Explorer. Em abril deste ano, a empresa Naveg, companhia de medição deaudiência online, publicou uma pesquisa r...
29       A necessidade de receitas era cada vez maior e a alternativa consideradamais viável pela empresa foi a inclusão d...
30      Porém, era necessário criar formas para rentabilizar a empresa. O único meioque se apresentava era o já utilizado ...
31Docs, Google Mapas, Youtube e muitos outros foram incorporados ou criados pelaempresa.          Mesmo expandindo os serv...
32daquele ano o especialista financeiro Henry Blodget afirmou que mesmo com perdasas ações da empresa dobrariam seu valor ...
33      Em 2000, no dia conhecido como “sexta-feira negra” a bolha estourou e aNasdaq apresentou seu pior resultado caindo...
34caíram com a quantidade de acessos. A partir deste momento você tem a internetpercebida com mais confiança” 14, sendo co...
35nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos [...]aproveitando a inteligência coleti...
36conectaram a internet ligando as universidades brasileiras a instituições norte-americanas.      Paralelo a isso, em 199...
37      Porém, a eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da Repúblicaalterou esse cenário. Um dos principais pr...
38Online), do Grupo Folha, que em setembro do mesmo ano incorporou o BOL àssuas operações.         Em 1998 é criado o prim...
39      Nos primórdios da internet no Brasil, o único meio existente para ter conexãoà rede era a internet discada, que tr...
40      Em abril deste ano a Nielsen divulgou a pesquisa NetSpeed Online Reportsobre o acesso do brasileiro à internet, te...
41de 56,3%. Também há uma desigualdade étnica no uso à Internet, somente 13,3%dos negros tem acesso, enquanto entre os bra...
42      Foi também em 1995 que no Brasil surgiram os primeiros protagonistas daweb, acompanhando o surgimento de centenas ...
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Trabalho de conclusão de curso do Curso de Publicidade e Propaganda. Plano de negócios para a criação do Guia Canal Publicitário.

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Plano de negocios canal publicitário

  1. 1. FACULDADE INTERAMERICANA DE PORTO VELHO – UNIRON Laís Adriane de Oliveira Melo Neuma Oliveira Souto Dória Rosana Ferreira Silva Rosa PLANO DE NEGÓCIOS CANAL PUBLICITÁRIO Porto Velho – RO 2012
  2. 2. Laís Adriane de Oliveira Melo Neuma Oliveira Souto Dória Rosana Ferreira Silva Rosa PLANO DE NEGÓCIOS CANAL PUBLICITÁRIO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Comunicação Social – Habilitação em Publicidade e Propaganda da Faculdade Interamericana de Porto Velho – UNIRON, sob orientação da Prof.ª Esp. Andreia Pinheiro Gonzalez, como parte da avaliação para obtenção de título de bacharel em Publicidade e Propaganda. Porto Velho – RO 2012
  3. 3. Laís Adriane de Oliveira Melo Neuma Oliveira Souto Dória Rosana Ferreira Silva Rosa PLANO DE NEGÓCIOS CANAL PUBLICITÁRIO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Comunicação Social – Habilitação em Publicidade e Propaganda da Faculdade Interamericana de Porto Velho – UNIRON, sob orientação da Prof.ª Esp. Andreia Pinheiro Gonzalez, como parte da avaliação para obtenção de título de bacharel em Publicidade e Propaganda.Resultado: __________________________________________________________BANCA ORIENTADORAProf. _______________________________________________________________Assinatura __________________________________________________________Prof. _______________________________________________________________Assinatura __________________________________________________________Prof. _______________________________________________________________Assinatura __________________________________________________________Data:
  4. 4. DEDICATÓRIA Dedicamos este trabalho de conclusão de curso a nós mesmas pelos nossos esforços, comprometimento, amizade, força de vontade e todos os recursos que investimos durante essa jornada.
  5. 5. AGRADECIMENTOSA Deus por ter permitido a realização deste trabalho e pela presente vitória queagora nos oferece. Sem a luz divina em nossos caminhos, não conseguiríamos tervencido os obstáculos e chegado até aqui.Em especial aos nossos pais, Genira, Nelma, José Maria e Filomena, razão denossas vidas que em meio a tantas dificuldades, lutaram bastante para nosproporcionar educação e nos incentivaram nesse sonho. (Laís, Neuma e Rosana)À Francisco de Souza que mesmo não estando presente na conclusão de umaetapa tão importante da minha vida, não por escolha e sim pela situação que a vidanos trouxe, pode mesmo de longe acompanhar a caminhada, a luta que eu tive.Agradeço pelos seus conselhos, carinho, amor e por ter me ensinado a ser umapessoa digna. Obrigada Pai. (Laís)Aos familiares pelo eterno orgulho de nossas caminhadas, pelo apoio, compreensãoe ajuda tão necessária nesse percurso. Pelos muitos momentos em que foramobrigados a abdicar de nossas presenças e compreensivamente o fizeram, porentender a importância que essa caminhada tem para cada uma de nós.Agradecemos as irmãs Fabiane (Laís) e Nilma (Neuma) por suprirem nossasausências junto às nossas mães. À Carla, irmã da Rosana, que inúmeras vezes noscedeu sua casa para nossas reuniões. A Caleb e Leandro que abdicaram dapresença de suas respectivas companheiras e por todo apoio despendido ao grupo.À Natália, que mesmo em sua infância, apreendeu o significado de compreensão aoabrir mão dos momentos maternos em prol da mãe, Rosana.Aos nossos amigos inesquecíveis com quem passamos quatro anos de nossasvidas compartilhando bons momentos, angústias, alegrias e brigas, que deixaramem nós um pedacinho de cada um, suas marcas registradas que levaremos para avida inteira. Caleb Ortiz, Ilmar Júnior, Hugor Felipe, Janaína Brito, Merô Reis eRailton Umbelino vocês ficarão em nossas memórias e sentiremos saudades doconvívio diário. Aos amigos que conhecemos ao longo de nossas vidas e que foramimprescindíveis para a formação de quem somos hoje. À Eduardo Tarzan, CésarOliveira e Pedro Martins pelas indicações bibliográficas nos momentos em que nãoencontrávamos as bibliografias necessárias e estávamos em franco desespero porisso. (Laís, Neuma e Rosana)A Naiara Fandinho por sua amizade de vários anos, que mesmo de longe passavaconfiança, estímulo e compreensão. Que quando eu tinha algum problema ajudava-me com uma palavra amiga. Agradeço por essa pessoa existir e ser tão especial.(Laís)A Marcos Souza, cuja amizade foi peça essencial em todos os momentos que maisprecisei. Que trouxe risos e momentos de descontração em meio ao estresse dajornada a tornando mais leve e que não mediu esforços para nos ajudar no que foipreciso. (Neuma)A todos os professores pelo conhecimento e dedicação que desempenharam nasaulas ministradas. Aqueles que já passaram em nossas vidas e deixaram marcas
  6. 6. profundas que nos trouxeram até aqui, em especial o Prof. Edson Modesto, que deuma forma muito especial nos influenciou a sermos as acadêmicas que somos e nãonos deixou desistir.Agradecemos também àqueles que acompanharam de perto o desenvolvimentodeste projeto e contribuíram com sua ajuda, na forma de materiais de pesquisa,conselhos e dicas valiosas para o resultado que obtivemos, como os professoresMaria Angela e Andrews Botelho.À coordenação do Curso de Comunicação Social, encabeçada pelas professorasMaria Angela e Andreia Gonzalez que trouxe um novo tempo para o curso por meiode uma gestão séria e compromissada, preocupada em formar profissionaiscompletos e aptos ao mercado de trabalho.Agradecemos especialmente a nossa Orientadora Andreia Gonzalez que ao aceitaro convite para nos orientar, nos trouxe uma nova visão da profissão queescolhemos. Que sempre se mostrou solícita e alto astral durante nossasorientações e que esteve ao nosso lado durante toda essa jornada. Mais do queorientações, recebemos lições de uma grande profissional, que apesar de exigentenos deu liberdade para criarmos um trabalho conforme nossas convicções. Mais doque uma orientadora ganhamos uma grande amiga. Obrigada Andreia!E mais que tudo agradecemos umas as outras, sem as quais esse trabalho nãoseria possível, pois sozinhas, não teríamos conseguido. Viajamos juntas empesquisas quantitativas e qualitativas, análises de temas, objetivos e em tudo queenvolvia o nosso sonho, pois tínhamos uma meta que foi alcançada. Difícil foi,porém o que nessa vida não é difícil? Que graça teria se não houvesse os tropeçosno meio do caminho?Construímos juntas esse propósito que foi nos concedido, não faltaram obstáculos,passamos momentos difíceis e fáceis, rimos nos momentos difíceis em que tudoparecia desandar, compartilhamos da intimidade umas das outras, tivemos nossassubidas e descidas que foram realidade sempre presente, porém no fim tínhamosumas as outras para dar força e levantar quando alguém precisava.Juntas percorremos retas, nos apoiamos nas curvas, descobrimos curiosidadessobre esse mundo doido que vivemos. Podemos compartilhar de momentosinesquecíveis que ficarão marcados em nossas memórias.Foi bom viver essa parte da vida com cada uma de vocês, poder ter compartilhadoexperiências que ninguém vai poder arrancar de nós, podermos dizer:CONSEGUIMOS. Chegamos ao destino projetado e que esse seja o primeiro demuitos trabalhos que iremos fazer juntas. Que o fim deste projeto seja o início de umeterno reencontro, pois ser amigo, companheiro não é uma coisa de um dia, sãoatos, palavras, atitudes que fazemos para conquistar isso dia a dia.Que esse companheirismo e amizade seja para sempre, como tudo que é feito comcoração aberto.Nosso muito obrigada a todos, Laís Adriane, Neuma Oliveira e Rosana Rosa
  7. 7. “Eu pedi Força e Deus me deu dificuldades parame fazer forte. Eu pedi Sabedoria e Deus me deuProblemas para resolver. Eu pediProsperidade e Deus me deu Cérebro e Músculospara trabalhar. Eu pedi Coragem e Deus me deuPerigo para superar. Eu pedi Amor e Deus me deupessoas com Problemas para ajudar. Eu pediFavores e Deus me deu Oportunidades. Eu nãorecebi nada do que pedi, mas eu recebi tudo deque precisava.” (autor desconhecido).
  8. 8. RESUMOPretende-se neste plano de negócio apresentar os estudos e análises que norteiame proporcionam a viabilidade para o desenvolvimento de um guia eletrônico deserviços de publicidade batizado de Canal Publicitário adotando os princípios do e-commerce. O trabalho parte da pesquisa bibliográfica para a organização dafundamentação teórica que serve de ponto de partida para a construção dosinstrumentos de coleta de dados, na fase de pesquisa de campo, buscando comodelimitação geográfica a cidade de Porto Velho. Para a coleta de dados primáriosserão utilizados formulários e entrevistas para coleta de dados quantitativos juntoaos empresários locais e diversos profissionais da área de publicidade epropaganda, além de anunciantes em potencial. Desta forma o trabalho apresentaum estudo de caso da percepção do mercado publicitário de Porto Velho e doempreendedorismo local além da pesquisa para conhecimento da viabilidade doproduto na visão dos profissionais de comunicação e empreendedores locais.Palavras-chaves: comunicação; publicidade; empreendedorismo; internet.
  9. 9. ABSTRACTThe aim is to present the business plan studies and analyzes that guide and providethe feasibility of developing an electronic guide advertising services named CanalPublicitário adopting the principles of e-commerce. The work of the researchliterature for the organization of the theoretical foundation that serves as a startingpoint for the construction of instruments to collect data during field research, seekinggeographical boundaries as the city of Porto Velho. For primary data collection formsand interviews will be used to collect quantitative data from local businessmen andprofessionals in various marketing and advertising, and advertisers. Thus the paperpresents a case study of the perception of the advertising market of Porto Velho andlocal entrepreneurship beyond the search for knowledge of the products viability inview of communications professionals and local entrepreneurs. Keywords: communication, advertising, entrepreneurship, internet.
  10. 10. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFIGURA 1 – CICLO DE VIDA DO SERVIÇO ......................................................... 85FIGURA 2 – ESTIMATIVA DE CUSTOS FIXOS ...................................................... 93FIGURA 3 – ESTIMATIVA DE FATURAMENTO MENSAL ......................................... 95FIGURA 4 – PROJEÇÃO DE RESULTADOS ......................................................... 95FIGURA 5 – DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS ................................................ 96FIGURA 6 – INDICADORES DE VIABILIDADE ...................................................... 96FIGURA 7 – DESCRIÇÃO DOS INVESTIMENTOS .................................................. 97FIGURA 8 – CENÁRIO PROVÁVEL .................................................................... 97FIGURA 9 – ANÁLISE PESSIMISTA ................................................................... 98FIGURA 10 – ANÁLISE OTIMISTA .................................................................... 98
  11. 11. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ................................................................................................ 131. EMPREENDEDORISMO ....................................................................... 151.1 A ORIGEM .......................................................................................... 151.2 O EMPREENDEDOR .......................................................................... 161.3 EMPREENDEDORISMO NO MUNDO E NO BRASIL ........................... 181.4 EMPREENDEDORISMO NA COMUNICAÇÃO ..................................... 212. INTERNET E NEGÓCIOS .......................................................................... 242.1 INTERNET ................................................................................................ 242.1.1 PESQUISA ............................................................................................. 282.1.2 A BOLHA ................................................................................................ 312.1.3 ANOS 2000 ............................................................................................ 332.2 INTERNET NO BRASIL ............................................................................ 352.3 E-COMMERCE E EMPREENDEDORISMO DIGITAL ............................ 413. PESQUISA .................................................................................................. 473.1 PESQUISA 1 – MERCADO PUBLICITÁRIO EM RONDÔNIA ................ 483.1.1 JUSTIFICATIVA ..................................................................................... 483.1.2 OBJETIVOS ........................................................................................... 483.1.2.1 OBJETIVOS GERAIS ......................................................................... 483.1.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............................................................. 483.1.3 PERÍODO E ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA ...................................... 493.1.4 PÚBLICO ALVO ..................................................................................... 493.1.5 METODOLOGIA .................................................................................... 493.1.5.1 TIPOS DE PESQUISA ADOTADOS .................................................. 493.1.5.2 PLANO AMOSTRAL ........................................................................... 493.1.5.3 MÉTODO DE COLETAS DE DADOS ................................................ 503.1.6 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS........................................... 503.1.7 TABULAÇÃO.......................................................................................... 523.1.8 DIAGNÓSTICO DE PESQUISA ............................................................ 57
  12. 12. 3.2 PROJETO DE PESQUISA 2 – VIABILIDADE DO PRODUTO ............... 583.2.1 JUSTIFICATIVA ..................................................................................... 583.2.2 OBJETIVOS ........................................................................................... 583.2.2.1 OBJETIVOS GERAIS ......................................................................... 583.2.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............................................................. 583.2.3 PERÍODO E ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA ...................................... 583.2.4 PÚBLICO ALVO ..................................................................................... 583.2.5 METODOLOGIA .................................................................................... 593.2.5.1 TIPOS DE PESQUISA ADOTADOS .................................................. 593.2.5.2 PLANO AMOSTRAL ........................................................................... 593.2.5.3 MÉTODO DE COLETA DE DADOS .................................................... 593.2.6 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS ............................................. 593.2.7 TABULAÇÃO .......................................................................................... 633.2.8 RELATÓRIO DE PESQUISA .................................................................. 713.2.9 DIAGNÓSTICO DE PESQUISA.............................................................. 734. PLANO DE NEGÓCIOS .............................................................................. 754.1 PLANO DE NEGÓCIOS ........................................................................... 754.2 CARACTERIZAÇÃO DO SETOR ............................................................. 754.2.1 EMPREENDIMENTO ............................................................................. 764.2.2 EMPREENDEDORES ........................................................................... 764.2.3 PRODUTOS E SERVIÇOS ................................................................... 764.2.4 NECESSIDADE DE MERCADO A SER ATENDIDA ........................... 774.2.5 O MERCADO POTENCIAL ................................................................... 784.2.6 ELEMENTOS DE DIFERENCIAÇÃO .................................................... 784.3 EMPREENDIMENTO ................................................................................ 794.3.1 DADOS DA EMPRESA ........................................................................... 794.3.1.1 DOMÍNIOS, MARCAS E PATENTES .................................................. 794.3.2 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO......................................................... 794.3.2.1 MISSÃO ............................................................................................... 794.3.2.2 VISÃO .................................................................................................. 794.3.2.3 PÚBLICO ALVO................................................................................... 804.3.2.4 ESTRATÉGIAS FUTURAS .................................................................. 804.3.2.5 DESCRIÇÃO LEGAL ........................................................................... 80
  13. 13. 4.3.2.6 NORMAS E REGULAMENTOS TÉCNICOS ....................................... 814.3.2.7 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ...................................................... 814.3.2.7.1 RECURSOS HUMANOS .................................................................. 814.3.2.7.2 RECURSOS FÍSICOS ...................................................................... 814.3.3 PLANO DE OPERAÇÕES ...................................................................... 824.3.3.1 ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO EMPRESARIAL ................................. 824.3.3.2 COMERCIAL........................................................................................ 824.3.3.3 CONTROLE DE QUALIDADE ............................................................. 824.4 PLANO DE MARKETING ........................................................................... 834.4.1 ANÁLISE DE MERCADO........................................................................ 834.4.1.1 ANÁLISE SWOT .................................................................................. 834.4.1.2 FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO ................................................. 844.4.2 ANÁLISE DOS PRINCIPAIS CONCORRENTES.................................... 844.4.3 ESTRATÉGIAS DE MARKETING ........................................................... 844.4.3.1 PRODUTOS E SERVIÇOS .................................................................. 844.4.3.2 TECNOLOGIA E CICLO DE VIDA ....................................................... 854.4.4 DISTRIBUIÇÃO....................................................................................... 864.4.5 PROMOÇÃO E PUBLICIDADE .............................................................. 864.4.6 PROJEÇÃO DE MERCADO ................................................................... 864.4.6.1 PROJEÇÃO DE TRÁFEGO PARA VISITANTES ................................ 864.4.7 VENDA E PÓS VENDA .......................................................................... 874.4.7.1 EQUIPE DE VENDAS .......................................................................... 874.4.7.1.1 OBJETIVOS DA EQUIPE DE VENDAS ........................................... 874.4.7.1.2 ESTRATÉGIA DA EQUIPE DE VENDAS ......................................... 874.4.7.1.3 ESTRUTURA DA EQUIPE DE VENDAS .......................................... 874.4.7.2 GERENCIAMENTO DE VENDAS ........................................................ 884.4.7.3 ATENDIMENTO ................................................................................... 884.4.7.4 PÓS-VENDA ........................................................................................ 894.5 PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO ................................................................. 894.5.1 REGISTROS NECESSÁRIOS ................................................................ 894.5.2 CONTRATAÇÃO .................................................................................... 894.5.3 ALIANÇAS ESTRATÉGICAS .................................................................. 904.5.3.1 TERCEIRIZAÇÕES ............................................................................. 904.5.3.2 PARCERIAS ........................................................................................ 90
  14. 14. 4.6 PLANO FINANCEIRO ................................................................................ 904.6.1 INVESTIMENTOS PRÉ-OPERACIONAIS .............................................. 904.6.2 CAPITAL DE GIRO ................................................................................. 904.6.3 INVESTIMENTOS INICIAIS .................................................................... 914.6.4 MÃO DE OBRA ....................................................................................... 914.6.5 DEPRECIAÇÃO ...................................................................................... 924.6.6 DESPESAS MENSAIS FIXAS ................................................................ 924.6.7 IMPOSTOS E TAXAS ............................................................................. 934.6.8 RECEITAS .............................................................................................. 944.6.9 PROJEÇÃO DOS RESULTADOS .......................................................... 954.6.10 ANÁLISE DE INVESTIMENTO ............................................................. 964.6.11 NECESSIDADES DE FINANCIAMENTO ............................................. 964.6.12 PROJEÇÃO DE BALANÇO .................................................................. 974.6.13 ANÁLISE PESSIMISTA ........................................................................ 984.6.14 ANÁLISE OTIMISTA ............................................................................. 98REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASANEXOS
  15. 15. 13INTRODUÇÃO O Estado de Rondônia passa por seu ciclo mais marcante desde a construçãoda Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, devido a transformações sociais eeconômicas que vem acontecendo nos últimos anos, em especial da capital PortoVelho, que tem hoje 435.732 habitantes, segundo dados do IBGE/2010. A capitalteve um grande desenvolvimento em todos os setores da economia, sobretudo emfunção da construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira,que vem atraindo milhares de trabalhadores para a região e outros investimentosrealizados pela iniciativa privada. Esse crescimento ocorre paralelamente à ascensão da economia brasileira eespecialmente da classe C, que trouxe o aumento do poder aquisitivo da população.Esse desenvolvimento permitiu a entrada de uma parcela considerável da populaçãono mercado consumidor, que com o aumento do poder de compra, ampliou a ofertade produtos e serviços para essa massa até então desabituada com hábitos deconsumo. Tal cenário animador atraiu grandes empresas de fora do estado motivandoempresários de diversos segmentos a investir pesado na ampliação das redes delojas na região. A chegada de grandes redes de atacarejo como Makro e Atacadão,por exemplo, impulsionaram o crescimento e a expansão de redes locais, como nocaso das duas empresas mais tradicionais no setor de supermercados emRondônia, Gonçalves e Irmãos Gonçalves. Diante desse panorama, Rondônia vive um novo ciclo de oportunidades, umcenário para novos negócios a serem explorados, apresentando um grandepotencial no mercado de comunicação. Considerando esse aumento populacional ea melhoria da renda da população portovelhense a comunicação publicitária começaganhar importância e aponta para um aumento no mercado de anunciantes, quebuscam uma comunicação mais elaborada, profissional e com maior potencial paraatingir o público-alvo. Essa mudança de mentalidade das organizações locais quantoa criação de uma cultura publicitária vem sendo aprendida com as novas empresasque chegam à cidade. Porém ainda há uma parcela de empresários que não entendem aimportância da comunicação publicitária e as vantagens que esta traz para o
  16. 16. 14crescimento da economia. Segundo Paulo Henrique1, gerente de vendas daConcessionária La Villete-Citröen de Porto Velho, o mercado ainda é temeroso emdecorrência da concorrência desleal, da falta de fiscalização em relação a esseproblema e também pela dificuldade em adquirir equipamentos, o que torna o preçofinal da comunicação mais alto, facilitando a concorrência desleal. (informaçãoverbal) Diante deste cenário promissor em transformação, surge a ideia para criaçãodo site Canal Publicitário, objeto de estudo deste trabalho. A ideia para a criação dosite parte da premissa de reunir profissionais e empresas que atuam na área depublicidade na cidade de Porto Velho. Para atender esse nicho de mercado aindanão explorado, o site Canal Publicitário traz como diferencial o portfólio dosprofissionais e prestadores de serviços visando a exposição de bons profissionaisatravés da internet de forma rápida e eficiente. O Capítulo 1 aborda o empreendedorismo desde suas origens até os diasatuais, passando por suas definições, bem como características atribuídas aoempreendedor. Ainda neste capítulo é possível encontrar um panorama doempreendedorismo no Brasil e no Mundo, bem como no setor da comunicação. Já o Capítulo 2 narra a trajetória da internet a partir de seu surgimento até omomento em que se encontra hoje, focando na internet brasileira, que desde seusurgimento esteve atrelada ao empreendedorismo. Outro ponto analisado nocapítulo é a economia digital brasileira que movimenta bilhões todos os anos e cujasprevisões para o setor são as mais otimistas possíveis. O capítulo 3 trata da pesquisa, mostrando sua importância para um trabalhoacadêmico. A Pesquisa 1 monta o cenário da comunicação em Porto Velho, sob oponto de vista dos veículos de comunicação de diversas mídias. Já a Pesquisa 2busca junto ao público alvo analisar a viabilidade do produto e as necessidades aserem atendidas. Para finalizar este trabalho, o Capítulo 4 trata do Plano de Negócios,essencial para o desenvolvimento de uma empresa. Embasado pelos dados daspesquisas e por análises do mercado como um todo, o plano descreve os passosiniciais para criação da empresa e as estratégias que deverão ser adotadas paraque esta obtenha sucesso.1 Palestra de abertura da Semacom 2012 em abril de 2012.
  17. 17. 151. EMPREENDEDORISMO O empreendedorismo é entendido como um fenômeno social e econômicoque busca a transformação de ideias em oportunidades, resultando muitas vezes emnegócios de sucesso. Empreender também envolve a criação de novos mercados oudemandas, ambos liderados pela inovação. Nas últimas décadas, o Brasil vem disseminando o espírito empreendedorentre a população, o que fez com que o país se tornasse o terceiro lugar no rankingda pesquisa Global Entrepeneurship Monitor 2011. O mercado da comunicação vemacompanhando esse crescimento e em razão de eventos como a Copa do Mundo2014 e Olimpíadas 2016, a serem realizadas no Brasil, deve crescer cada vez mais.1.1 A origem Há muitas controvérsias quanto ao significado da palavra empreendedorismo.O termo é originado da palavra francesa entrepreneur, mas foi popularizado pelovocábulo inglês Entrepreneurship e é tida como uma livre tradução deste. Drucker em seu livro Inovação e Espírito Empreendedor (2010), afirma que ostermos entrepreneur e entrepreneurship possuem problemas de definição em váriaslínguas como francês, inglês e alemão. Desde o surgimento dos termos, váriosconceitos foram atribuídos a eles, devido as suas diferentes traduções einterpretações. Por exemplo, Drucker conceitua as palavras entrepreneur eentrepreneurship como empreendedor e empreendimento, respectivamente. Na Língua Portuguesa também não há um consenso quanto a definição deempreendimento e empreendedorismo. O dicionário Aurélio defineempreendedorismo como o ato de empreender, aquilo que se empreendeu, umarealização, uma empresa. Para Dornelas (2005, pág. 39) “Empreendedorismo é o envolvimento depessoas e processos que, em conjunto, levam à transformação de ideias emoportunidades. E a perfeita implementação destas oportunidades leva à criação denegócios de sucesso”. Neste trabalho adotaremos os termos como empreendedor eempreendedorismo, seguindo a conceituação de Dornelas. O primeiro uso do termo empreendedorismo pode ser creditado a Marco Polo,na Roma Antiga. Ao tentar estabelecer uma rota comercial para o Oriente, como
  18. 18. 16empreendedor, assinou um contrato com um homem de posses - que nos diasatuais é intitulado capitalista -, para vender suas mercadorias. Para Dolabela, o “empreendedorismo [...] existe [...] desde a primeira açãohumana inovadora para melhorar as condições do homem com os outros e com anatureza”. Tem fundamento na cidadania visando a construção de um bem-estarcoletivo e deve ser entendido como um fenômeno social e não apenas econômico,que não envolve apenas indivíduos, mas também comunidades, países, estados ecidades implicando a ideia de sustentabilidade. Empreender faz parte da condição humana, é executar uma ideia ou projetovisando transformar conhecimentos e bens em novos produtos ou serviços. Porém,não só os novos produtos e serviços podem ser vistos como empreendimentos.Empreender é criar um novo mercado, consumidor ou demanda e isso pode ser feitoem processos já existentes, basta que o método utilizado seja inovador. A inovaçãoé essencial para o empreendedorismo, pois é através dela que se desenvolve algodiferente ou se transforma o que já existe, criando valor para a empresaempreendedora. O Empreendedorismo é uma forma de pensamento e ação, podendo serentendido como “um comportamento e não um traço de personalidade” segundoDrucker (2010, pág. 34). Caracterizando-se pelo reconhecimento de oportunidadesonde os demais não as enxergam.1.2 O empreendedor Quando Marco Polo assumiu os riscos da operação comercial na rota doOriente, ele foi considerado empreendedor, pois o papel ativo que assumiu aoaceitar os riscos que correria o diferenciava do capitalista, que assume riscos deforma passiva. Já na Idade Média, o empreendedor deixou de ser aquele queassume riscos e passa a definir quem gerenciava grandes projetos de produção. Os empreendedores são pessoas diferenciadas, que possuem motivação singular, apaixonados pelo que fazem, não se contentam em ser mais um na multidão, querem ser reconhecidas e admiradas, referenciadas e imitadas, querem deixar um legado. (Dornellas, J.C.A. Empreendedorismo, transformando ideias em negócios, pág 21. Rio de Janeiro: Campus, 2005. 2ª Ed.) Para Drucker (2010), o empreendedor é aquele que busca a mudançacontinuamente a explorando como uma oportunidade. É o inovador que vê a
  19. 19. 17mudança como uma norma sadia e através de sua maneira de agir, transformaoportunidades em projetos. O empreendedor é inquieto e não se contenta em apenas melhorar algo jáexistente, procura criar novos valores e satisfações diferentes. Tem iniciativa paracriar um novo negócio, utilizando os recursos que possui de forma criativa,transformando o ambiente em que vive. Na visão de Dolabela (1999) o empreendedor tem grande importância nocrescimento econômico e no desenvolvimento social, pois o empreendedor é aqueleque gera valor positivo para a comunidade em que vive. É através do empreendedorque se gera emprego e renda, contribuindo para a melhoria de vida da população. Para Dornelas (2007), não há um tipo único de empreendedor. Não existe ummodelo padrão a ser seguido, cada um deles possui uma motivação pessoalespecífica que é o ponto crucial para que ele siga sua trajetória. Por isso o autordefende no livro “Empreendedorismo na prática” que há oito tipos deempreendedores, são eles2: - Empreendedor nato: Geralmente começaram do nada muito jovem econstruiu impérios; - Empreendedor inesperado: Aquele que nunca quis empreender e decidiumudar quando a oportunidade de negócios surgiu em sua vida; - Empreendedor serial: É apaixonado por empreender, não se contenta emcriar apenas um negócio e busca a adrenalina do desafio de empreender em novosmercados; - Empreendedor corporativo: Em voga nos últimos anos, renova e inovaempresas já consolidadas; - Empreendedor social: Envolvido com questões humanitárias, empreendebuscando a criação de um mundo melhor para as pessoas; - Empreendedor por necessidade: Cria um negócio por não ter alternativa derenda; - Empreendedor herdeiro: Aquele que dá continuidade aos negóciosfamiliares; - O normal: Estuda o mercado, planeja os passos da empresa com intuito deminimizar riscos.2 Pág. 11 a pág. 16. Empreendedorismo na prática
  20. 20. 18 Independente do tipo de empreendedor, constantemente se associaempreendedor a empresário, porém essa associação não é necessariamentecorreta. Nem todo empresário é empreendedor e nem todo empreendedor éempresário. O empreendedor é possuidor de características específicas, pautadasna busca de oportunidades de inovação independente do ramo em que atue o quenão implica na necessidade de abertura de uma empresa. Enquanto o empresáriobusca como resultado o lucro e o crescimento da empresa, podendo ou não utilizar ainovação como método para alcançar seus objetivos.1.3 Empreendedorismo no Brasil e no Mundo A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2010), organizada pelaBabson College, realizada com 140 mil adultos em 54 países, aponta que mais de400 milhões de pessoas ao redor do mundo estão empreendendo. São 163 milhões de mulheres empreendedoras, 165 milhões têm entre 18 e25 anos, 69 milhões são considerados inovadores e 18 milhões estão fazendonegócios internacionais. Após anos de queda o empreendedorismo voltou a ascensão, especialmentenos países desenvolvidos onde há maior intenção de abrir uma empresa, poissegundo apontado pelos entrevistados, as pessoas tem mais capacidade deenxergar as oportunidades. Nesses países, a taxa de startups3 cresceu 22% no anopassado, principalmente nos EUA e na Austrália. Com base na pesquisa GEM 2010 a Revista Exame4 publicou uma lista comos 15 países mais empreendedores. A China aparece em primeiro lugar com 24,0%de novos empreendedores, o Chile é o segundo colocado com 23,7% e em terceirolugar está o Peru com 22,9%. O Brasil ocupa a décima segunda posição com 14,9%de novos empreendedores. Atualmente o Brasil ocupa uma boa posição no ranking dos países maisempreendedores, porém nem sempre foi assim. Segundo Dolabela (1999) apudOliveira (2008), até fins da década de 1970, “o Estado e as grandes empresas eram3 Empresas de pequeno porte, recém-criadas ou ainda em fase de constituição, com atividadesligadas à pesquisa e desenvolvimento de ideias inovadoras, cujos custos de manutenção sejambaixos e ofereçam a possibilidade de rápida e consistente geração de lucros. – Conceito de BorisHermanson, consultor do Sebrae. Disponível em: http://www.mundosebrae.com.br/2011/01/o-que-e-uma-startup/4 Publicado em http://exame.abril.com.br/pme/album-de-fotos/os-15-paises-mais-empreendedores-do-mundo
  21. 21. 19considerados os únicos suportes econômicos relevantes para a sociedade” (pág.30). Baseado nesse cenário o Brasil desenvolveu uma cultura formadora deempregados para as grandes empresas. Esse cenário mudou a partir da década de 90, com a abertura da economia, oprocesso de privatização de estatais e a abertura do mercado interno paraconcorrência externa que fizeram com que o espírito empreendedor sepopularizasse entre os brasileiros. Antes disso, a criação de novas empresas eralimitada pelo ambiente político e econômico do país que não favorecia oempreendedorismo. Atualmente disseminado entre a população, o empreendedorismo gerariquezas através da promoção de crescimento econômico, do aprimoramento dascondições de vida da população, além de ser muito importante na geração deemprego e renda. Dolabela (1999, pág.30) afirma que “o empreendedorismo é amelhor arma contra o desemprego”, pois “por meio da inovação, dinamiza aeconomia”. O empreendedorismo é basilar para o desenvolvimento sócio econômico de um país, dado que é fundamental para a concepção de oportunidades de trabalho e é considerado um catalisador e um incubador do progresso tecnológico e de inovações de produto, serviços e de mercado. (MUELLER 5 &THOMAS, 2000. JACK & ANDERSON, 1999). No ano 2000, o Brasil foi destaque no relatório Global EntrepreneurshipMonitor (GEM, 2000), onde aparece com a melhor relação entre o número dehabitantes adultos que começavam um negócio, um para cada oito habitantes. Em2003, já aparece em sexto lugar no ranking do GEM 2003 com um índice de criaçãode empresas de 13,2% da população adulta, o que corresponde a 14 milhões debrasileiros (Dornelas, 2005). Já em 2010 o Brasil galgou a maior taxa de empreendedorismo entre osmembros do G20 (grupo integrado pelas maiores economias do mundo) e do Bric(formado pelos países emergentes Brasil, Rússia, Índia e China), segundo apesquisa GEM 2010 realizada pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade(IBPQ) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).17,5% da população adulta ou 21,1 milhões de brasileiros exercem algum tipo deatividade empreendedora com até três anos e meio de existência.5 Citação retirada do relatório da Pesquisa Empreendedorismo no Brasil, do SEBRAE.
  22. 22. 20 A pesquisa também relacionou o perfil empreendedor do brasileiro, onde paracada empreendedor por necessidade há três empreendendo por oportunidade, ochamado empreendedor inesperado. O número de empreendedores pornecessidade é suscetível às mudanças na economia do país. A diminuição nonúmero de pessoas empreendendo por falta de opção de renda vem diminuindograças ao aumento de oferta de emprego, dessa forma a probabilidade deempreender por oportunidade torna-se maior. De acordo com a pesquisa 43,0% dos empreendedores inesperado abremuma empresa para conseguir mais independência profissional, outros 35,2% buscamaumentar a renda e outros 18,5% querem manter a renda atual. Oempreendedorismo por oportunidade é mais benéfico para a economia do país, poisas chances de sobrevivência e sucesso são maiores. Quanto ao perfil desses empreendedores, a pesquisa revela que “oempreendedorismo feminino tem crescido em todo o mundo nas últimas décadas”.Esse aumento é impulsionado pela inserção da mulher no mercado de trabalho,maior nível de escolaridade feminina, a diminuição do número de filhos e asmudanças na estrutura familiar. A maioria das mulheres que empreendem o faz pracomplementar a renda familiar, já que o número de famílias chefiadas por elas vemaumentando consideravelmente nos últimos anos. Hoje, dos 21,1 milhões debrasileiros empreendedores 50,7% são homens e 49,3% são mulheres. Outro aumento apontado pela pesquisa foi na faixa etária dosempreendedores. A faixa etária com maior índice é a de 25 a 34 anos com 22,2%,seguida por 18 a 24 anos com 17,4%, 35 a 44 anos com 16,7% e 45 a 54 com16,1%. Os jovens de 18 a 24 anos vêm ampliando sua participação no mercadoempreendedor e isso pode ser atribuído à característica de assumir riscos, comumnessa idade e inerente à atividade empreendedora. Brasil e Rússia são os únicospaíses do G20 onde a faixa etária de 18 a 24 anos supera a de 35 a 44 anos noquesito empreendedorismo. Quanto à motivação, os jovens de 18 a 24 anosempreendem mais por oportunidade do que por necessidade com a razão de 1,7jovens. Dados da pesquisa “Taxa de sobrevivência das empresas no Brasil” realizadapelo SEBRAE divulgados em outubro do ano passado corroboram com essaestatística ao constatar que nos últimos anos a taxa de sobrevivência das empresasdo Brasil vem aumentando consideravelmente. A taxa de sobrevivência de
  23. 23. 21empresas constituídas em 2006 com até 2 anos de existência foi de 73,1%. Naregião Norte, a sobrevivência foi de 66,0%, apesar de alguns estados, dentre elesRondônia, apresentarem uma redução na taxa. A taxa de sobrevivência deempresas com até 2 anos em Rondônia é de 74,0%, o ramo da indústria é o quepossui melhor índice com 80,8% de sobrevida, seguido pela construção civil com65,8%, comércio com 77,9% e serviços com 68,7%, totalizando uma média de75,5%.1.4 Empreendedorismo na comunicação Com o crescente número de empresas abertas a cada ano, são cada vezmais necessários os serviços de comunicação para dar visibilidade e suporte aesses novos empreendimentos. Com isso, o número de empresas na área decomunicação também vem crescendo a cada ano, prova disso é uma recenteprevisão da World Adversiting Research Center (Warc) divulgada pelo site daAssociação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) que afirma que osinvestimentos em publicidade no Brasil para o ano de 2012 devem crescer 8,5%.Esse crescimento se deve a vários fatores, entre eles o aumento do número denegócios, o desenvolvimento do mercado consumidor e os postos de trabalhoabertos em razão da realização da Copa do Mundo 2014 no Brasil. Além da esperada geração de milhares de empregos a Copa também seráum estimulo ao empreendedorismo para produtos criativos e a novas opções deserviços, principalmente na publicidade e nos demais meios de comunicação. A Abap em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) realizou o estudo “Números oficiais da indústria da comunicação e seuimpacto na economia brasileira – 2008”, que apresenta um resultado detalhadosobre o mercado da indústria da comunicação no Brasil compreendendo o períodode 2003 a 2008. O relatório aponta que a indústria da comunicação gerou R$ 115,2bilhões em receitas e pagou R$ 12,7 bilhões em impostos no ano de 2008, sendoformada por 113 mil empresas que geravam 711 mil empregos. O mercado da comunicação cada vez mais vem ganhando investimentos.Uma das principais mudanças no setor foi o crescimento da internet, que trouxenovas formas de se fazer publicidade, por exemplo.
  24. 24. 22 O cenário brasileiro aponta que o investimento em marketing digital ainda épequeno ou que se investe de forma errada, seguindo os moldes da propagandatradicional, o que não funciona na internet que possui suas próprias regras. A internet oferece inúmeras ferramentas multimídias que podem ser utilizadaspara falar com o consumidor, criando interação e relacionamento direto com ele.Quem souber utilizá-las corretamente estará usando uma arma poderosa em relaçãoa concorrência. Há previsões que afirmam que essa nova modalidade de publicidadeirá matar as mídias tradicionais, mas ao contrário, a internet veio para somar a essesmeios trabalhando com o conceito de transmídia ou cross media6, o que torna ainternet complementar as demais mídias, ou vice e versa. Com isso foi criada uma nova economia digital baseada na comunicação. Nosúltimos anos vemos o crescimento do investimento publicitário na internet, bemcomo a realocação de recursos, antes destinados às mídias tradicionais, para estanova mídia. Essa economia aposta em relacionamentos duradouros entre consumidor emarca, através de um canal direto e personalizado entre eles. A internet é o lugarpara fazer a marca, para criar uma cultura digital tanto no anunciante quanto noconsumidor. Esse ambiente traz outro benefício: o custo, já que a internet é um meiobarato se comparado às mídias tradicionais e permite troca direta de informaçõescom o consumidor. No Brasil, esse novo modelo de publicidade está em crescimento e nospróximos anos será uma regra de mercado, não apenas um diferencial competitivo.Isso traz um novo mercado a ser explorado, já que na internet existem diferentesformatos e recursos, surgindo a necessidade de profissionais qualificados para lidarcom esses novos parâmetros. No ano passado, pela primeira vez no Brasil, a Internet Advertising Bureau(IAB) integrou buscadores a pesquisa de faturamento publicitário digital. Os cincomaiores buscadores (Google Yahoo, Bing, Buscapé e Ask,com) que juntos somam95% do mercado de buscas, são detentores de 50% do mercado publicitário nosmeios digitais. Com isso, o share passa a 10% elevando o meio online a terceiro noranking dos meios que mais geram receitas publicitarias, ficando atrás somente dejornal e TV.6 Uso de múltiplas plataformas de comunicação.
  25. 25. 23 De acordo com a pesquisa Share Mercado Digital 2011 da IAB, para esse anoa previsão é que a internet atinja 13,7% de participação no mercado publicitário, oque representa em torno de R$ 4,7 bilhões, crescimento de 37,3% em relação aoano passado. Ao analisar os dados, conclui-se que esse cenário é altamente favorável paraempreendimentos na área da comunicação, principalmente na área de comunicaçãodigital que tem previsões positivas de crescimento.
  26. 26. 242. INTERNET E NEGÓCIOS. A web mudou de um meio de comunicação de guerra para uma plataformacolaborativa de informação e produção de conteúdo, mas principalmente, tornou-seuma ferramenta promissora para novos negócios. Por trazer facilidades aempresários e clientes, tornou-se um meio propício para o desenvolvimento denovos negócios movimentando a economia digital do Brasil e do Mundo. No Brasil, desde sua chegada, a internet esteve atrelada aoempreendedorismo. Isso faz com que o número de empresas digitais cresça a cadaano. Envolvendo os mais diversos segmentos, a economia digital brasileiramovimenta bilhões todos os anos e as previsões para o setor são as mais otimistaspossíveis.2.1 Internet No auge da Guerra Fria, na década de 1960, o exército norte americano tinhaum grande problema com a comunicação entre suas unidades estratégicas, comocentros de pesquisa e bases militares. Se alguma dessas unidades fossebombardeada, os dados seriam perdidos, o que resultaria em um grande prejuízopara os Estados Unidos. Em busca de uma solução para o problema, pesquisadoresprocuraram alternativas para sanar a questão, resultando na criação de umaferramenta de comunicação à distância que revolucionaria o mundo. No contexto da Guerra Fria, os Estados Unidos amargavam a ascensãotecnológica da União Soviética (URSS) que havia conquistado grandes avanços aocolocar o satélite Sputnik em órbita e enviado o astronauta Yuri Gagarin ao espaço.A história já havia provado que meios de comunicação eficientes poderiam ser umdiferencial entre ganhar ou perder uma guerra. Com todo esse cenário, a alternativanorte americana foi apostar em sua comunidade acadêmica de ponta para buscarmecanismos que fizessem a diferença. Assim, a ARPA - Advanced Research Projects Agency7, agência de pesquisado Departamento de Defesa, desenvolveu uma cadeia de comunicações baseadaem computadores conectados por linhas telefônicas, que foi colocada emfuncionamento pela primeira vez em 1972 interligando quatro computadores emlocais distintos. O teste comprovou que era possível a comunicação à distância7 Agência de Projetos de Pesquisas Avançadas.
  27. 27. 25através da troca de informações entre computadores. Inicialmente foram instaladoscomputadores em 17 bases e seu uso era restringido devido ao custo elevado dasdistâncias e tarifas. A rede recebeu o nome de ARPANET. Em 1973 o governo norte americano assumiu a administração da ARPANETnomeando os pesquisadores Vinton Cerf e Robert Kahn para gerenciar os pontosespalhados no país. Em dois anos já havia mais de 100 computadores conectados. Cerf e Kahn foram os criadores de um mecanismo que possibilitou que doiscomputadores quando ligados à rede, ou duas ou mais redes interagissem nomesmo idioma. Esse mecanismo recebeu o nome de Protocolo TCP/IP 8 e integrouas diversas redes ligadas à ARPANET formando uma rede internacional compostade pequenas redes, batizada de Internet. Em 1975, a ARPANET passa a abranger universidades e agênciasgovernamentais, que eram subordinadas ao Departamento de Defesa, incitandoesses órgãos a montarem suas próprias redes. Entre a segunda metade da décadade 1970 e 1982 surge na rede o FTP9, sistema de troca de arquivos eposteriormente o e-mail. Já em 1985, surgiram inúmeras redes com diferentespropósitos como a Bitnet para troca de mensagens através de correio eletrônico;NSFnet que permitia o login remoto, troca de arquivos e e-mails e Usenet comboletins de informações. Em 1989, a ARPANET já possuía mais de 100.000computadores conectados e surge então a possibilidade do uso por pessoas físicas. Os anos seguintes trouxeram muitas mudanças para a rede. Primeiro aARPANET se divide, a parte de interesse estratégico é entregue ao exército e orestante torna-se público. Em 1990, surgiu a invenção que tornou possível a popularização da Internetmundialmente. O cientista do Laboratório Europeu de Partículas Nucleares (CERN10)Tim Barnes-Lee desenvolveu a denominada WWW (World Wide Web) ou RedeLarga Mundial, que consistia num projeto de hipertexto, que ligava diversos textos earquivos para facilitar a navegação na internet. Cada documento disponível na rederecebeu um endereço denominado Uniform Resource Locator (URL), composto pelo8 Em inglês Transfer Control Protocol/ Internet Protocol9 Em inglês File transfer protocol10 Sigla de Conseil Européen pour la Recherche Nucláire
  28. 28. 26identificador de hipertexto, o http11 e o www, sinalizando que o endereço estavadisponível na rede. O próximo passo foi criar um mecanismo que tornasse a visualização doconteúdo da web mais amigável, dando fim às telas pretas com letrinhas verdes.Assim, o primeiro mecanismo criado para isso foi o Gopher que dispunha as páginascomo cardápios de restaurante. Em 1993 um jovem de apenas 21 anos, MarcAndresseen, cria o Mosaic, o primeiro browser da Internet que trouxe uma interfacegráfica a ela, permitindo não só o compartilhamento de textos e arquivos, comotambém imagens, sons e gráficos em páginas de atualização dinâmica,denominados sites. Essa mudança foi o passo definitivo para a explosão da Internetque já nos meados da década de 1990 possuía mais de 1.000.000 de computadoresconectados a rede. Um ano depois da criação do Mosaic Andresseen foi convidado por JamesClark, ex-professor de Ciência da Computação de Stanford e fundador da SiliconGraphics, a participar de um novo projeto. Juntos recrutaram os melhoresprogramadores do Vale do Silício e criaram a Netscape Communications, empresade software com crescimento mais rápido já visto no mundo. A ideia de Clark,defensor da ampliação da então embrionária web, era criar um navegador baseadono Mosaic que transformasse a internet no futuro da comunicação e do comércio.Em 13 de outubro de 1994 foi lançado o Navigator, navegador da Netscape que emapenas 30 dias já havia conquistado 90% dos usuários do Mosaic e ultrapassadomais de um milhão de downloads. Em 1995 a internet era um fenômeno em grande escala que teve suaimportância comparada à TV e a imprensa. A frente dessa revolução estava aNetscape e seu navegador, considerado porta de entrada para a rede. A Netscapeera uma empresa jovem e muito bem sucedida que além de revolucionar a internet,abriu precedentes em Wall Street ao ser a primeira empresa com apenas um ano aabrir o capital na bolsa. No primeiro pregão da empresa as ações subiramvertiginosamente. O investimento de cinco milhões de dólares que Clark fez no inícioda Netscape, ao final daquele dia se transformaram em US$ 663 milhões e aempresa passou a valer 200 milhões de dólares. Isso fez com que a Internet, até11 Hypertext Transfer Protocol
  29. 29. 27então desconhecida, se tornasse a maior historia a chegar à mídia resultando emum crescimento na internet que repercutiria no restante da década. O sucesso da Netscape desagradou a gigante Microsoft, que possuía o quasetotal monopólio sobre a plataforma de software através do Windows. O Navigatortrouxe à tona a discussão de uma plataforma de software livre que satisfizesse ousuário através do nivelamento dos softwares, o que tornaria o Windows irrelevante.Bill Gates ao perceber a ameaça propôs uma série de mudanças na Microsoft queresultaram em uma disputa com a Netscape conhecida como a “Guerra doNavegador”. Assim, em sete de dezembro de 1995, Gates anunciou ao mundo achegada do Internet Explorer (IE) com o objetivo de levar à Netscape à derrocada. No ano seguinte, no auge da Internet, a batalha entre as duas empresas seacirrou. A Microsoft saiu em vantagem ao copiar o produto da concorrenteoferecendo melhoras sequenciais, provocando lentamente a perda de liderança demercado da Netscape. Mas a cartada final da Microsoft foi oferecer o InternetExplorer gratuitamente no pacote Windows, o que a Netscape não podia fazer comseu navegador, já que ao contrário da Microsoft não possuía fundos de segurança ea venda do produto financiava as atividades da empresa. Em setembro de 1997 acabou a guerra, a Microsoft já era líder de mercadocom o IE detendo 80% do mercado de navegadores e a Netscape recuava com umaparticipação simbólica. Um ano depois a AOL comprou a Netscape e seu navegadorque foi desativado em 2008. Nesse mesmo ano o Governo norte americano iniciouum processo contra a Microsoft por práticas empresariais abusivas, sob a acusaçãode utilizar seu monopólio de sistemas operacionais para controlar o mercado denavegadores. Ao integrar o Internet Explorer ao Windows, a Microsoft causouprejuízo à venda de computadores que tivessem outros navegadores, objetivando odeclínio da Netscape. Em junho de 2000 a corte americana declarou a Microsoftculpada e determinou a separação do IE do Windows. O grande legado da Netscape foi difundir a web para que ela se tornasse oque conhecemos hoje. Mesmo não tendo vencido a batalha contra a Microsoft abriuas portas do mercado, até então monopolizado, para que novas e pequenasempresas pudessem explorar esse nicho em expansão, como foi o caso do Googleque atualmente é uma das maiores empresas do setor. Durante os anos 2000, vários navegadores surgiram no mercado comoMozilla Firefox, Google Chrome, Opera e Safari juntando-se ao já existente Microsoft
  30. 30. 28Internet Explorer. Em abril deste ano, a empresa Naveg, companhia de medição deaudiência online, publicou uma pesquisa realizada com mais de 75 milhões deinternautas e mais de seis mil sites. A pesquisa aponta que o Google Chromedomina o mercado com 35% do mercado de navegadores, seguido por InternetExplorer com 33%. O Firefox está em terceiro lugar com 20%, o Safari ocupa aquarta posição com 8% e nas últimas colocações estão os demais navegadores com4%. 2.1.1 Pesquisa O Navigator, navegador da Netscape foi considerado a porta de entrada dainternet e o responsável pela massificação da rede. Entretanto, naquela época ainternet se resumia a páginas estáticas compostas por textos simples e listas defrases. Buscar informações era praticamente impossível e para isso o internautatinha que seguir uma lista de links em busca do que procurava. Os primórdios da busca na web são creditados a dois jovens estudantes deengenharia elétrica de Stanford, Jerry Yang e David Filo, que sem quererdescobriram aquele que seria o embrião da pesquisa na web, em 1994. Jerrycostumava buscar informações de conteúdos distintos e quando não encontrava ossites que queria saia em busca de David, conhecido em Stanford pela excelentememória. Visando facilitar as buscas do amigo, David descobriu um método decompilar os sites que haviam sido vistos anteriormente por Jerry, de forma a facilitara busca por conteúdo. A ideia era simples e visava ajudar leigos na rede em suasbuscas dividindo o conteúdo em categorias e subcategorias compiladas inicialmentepelos amigos de forma manual. A esse guia foi dado o nome de Jerry and David’sGuide to the World Wide Web12, o primeiro no segmento e que teve granderepercussão mundial. Após o sucesso inicial do guia surgiu a necessidade de umnome menor e mais fácil de ser memorizado pelos usuários, nascia o Yahoo! O Yahoo! possuía milhares de acessos, mas nenhuma receita. Como todaempresa era necessária a busca por meios de sobrevivência e lucros. Nestemomento se abriu uma discussão até então sem resposta, sobre receita dos sitesque estavam na rede. A internet não era vista sobre o prisma comercial e sim comoum lugar livre onde pessoas buscavam informações.12 Guia do Jerry e do David para a Rede Larga Mundial
  31. 31. 29 A necessidade de receitas era cada vez maior e a alternativa consideradamais viável pela empresa foi a inclusão de anúncios nas páginas de pesquisa. Aomesmo tempo, surgia um medo da reação dos internautas e a eficácia da técnica. Otemor foi superado ao constatar que a empresa ganhava cada dia mais usuários, oque significava mais anunciantes. O Yahoo! provou que era possível ganhar dinheirocom a internet incitando uma série de empresas a entrarem no ramo. Dentre todasas empresas que surgiram, a maior rival foi a Excite, que inovou ao desenvolver umsoftware mais sofisticado com uma precisão maior nas buscas, criando uma versãorudimentar da busca atual. O próximo passo foi a transformação dos sites de buscas em portais comserviços como cotação da bolsa, e-mail, bate-papo e notícias, que visavam entreteros internautas em benefício dos anunciantes. Isso fez com que as empresasperdessem o foco do objetivo principal do serviço a ser oferecido, as buscas deconteúdo e que os mecanismos de busca sofressem um retrocesso, ao invés defacilitar a pesquisa, dificultavam. Paralelo a isso uma dupla de jovens acadêmicos, Larry Page e Sergey Brin,desenvolveram como tese de mestrado um novo mecanismo de busca baseado emrelevância, isto é, o número de acessos de uma página revelaria o quão relevante,ou não, ela seria. A brecha deixada pelas empresas do setor fez com que a novaempresa criada por Page e Brin, chamada Google, tivesse espaço paradisponibilizar um serviço muito mais eficiente que suprisse essa demanda. Apesar da inovação demonstrada pela dupla, o momento não era propício. AGoogle surgiu em meio a bolha gerada pelos inúmeros sites de pesquisa e a jornadapor financiamento mostrou-se difícil. Page e Brin foram apresentados a Excite, quebuscava meios de resistir à dominação da Yahoo! e precisava de alianças quetrouxessem inovação para a empresa. Entretanto, a Excite não visualizou o potencialda tecnologia da Google e declinou da possibilidade de comprá-la. Com as portas do mercado fechadas e a possibilidade de não implantar oprojeto, Page e Brin buscaram apoio com um ex-professor de Stanford que viabilizoucontatos com investidores anjos. A partir daí as portas para investimentos se abrirampara a Google e vários outros anjos investiram na empresa totalizando um milhão dedólares. Page e Brin pensavam grande e imaginavam um mercado bilionário, fatoque ajudou a conquistar mais investidores. Outro diferencial era o produto oferecido,extremamente simples e preciso.
  32. 32. 30 Porém, era necessário criar formas para rentabilizar a empresa. O único meioque se apresentava era o já utilizado no mercado: a publicidade, modelo rejeitadopor Page e Grin, que não queriam que a Google se tornasse apenas mais umaempresa de busca. Os jovens imaginavam a Google oferecendo uma experiênciadiferenciada ao internauta sem poluir a página de pesquisa de anúncios. A saída para a Google foi a criação do Adwords, baseado na venda depalavras chave. A Overture foi a primeira empresa a utilizar o sistema de venda depalavras chave, pois entendia que o mecanismo de busca poderia ser um meioeficaz de pesquisa de mercado, ao perceber que o internauta ao digitar um termoestava demonstrando interesse em algo que poderia ser vendido. Isso fez com que apágina de resultados não sofresse interferência dos anúncios que ficaram separadosdas páginas que não interessavam ao internauta. Isso foi entendido como umaempresa de busca que voltava a se importar com busca e como os primórdios daeconomia da internet levado a diante pela Google Em maio de 2000 o site já tinha versões em mais de dez idiomas.Visualizando o potencial do concorrente, o Yahoo! estabeleceu uma parceria com oGoogle, que passou a ser o provedor de buscas oficial do portal. No mês seguinte osite já possuía um bilhão de URLs indexadas e em setembro do mesmo ano,versões para 15 idiomas. No início do terceiro milênio, iniciou-se uma estratégia para oferecer umaexperiência diferenciada ao consumidor com a incorporação de empresas deserviços distintos. A primeira aquisição foi o “Usernet Discussion Service” que sofreumelhorias e foi lançado como “Google Groups”. Nesse mesmo ano, através de umaparceria com o Universo Online (UOL) o Google chega a América Latina. A parceriafoi desfeita anos depois e o site conseguiu desbancar buscadores como o Cadê?,incorporado pela Yahoo!, que possuíam grande força na América Central. Continuando a estratégia de expansão, em 2002 o Blogger é adquirido pelaGoogle e logo em seguida surge o Adsense, ferramenta de publicidade para blogs esites. No final do mesmo ano, é lançado o Google Print, atual Google Books,ferramenta voltada a estudantes que disponibiliza trechos de livros. Em 2004, élançado o divisor de águas das ferramentas de relacionamento social, o Orkut, quefoi seguido pelo lançamento de outra ferramenta bem sucedida, o Gmail. Mais tardeserviços como Google Earth, Google Talk, Google Reader, Google Analytics, Google
  33. 33. 31Docs, Google Mapas, Youtube e muitos outros foram incorporados ou criados pelaempresa. Mesmo expandindo os serviços em diversos setores diferentes, a Google nãoperdeu o foco nem seu espaço nos serviços de busca. De acordo com pesquisa daPew Internet & American Life Project, nos Estados Unidos o Google detém 83% domercado de buscas, seguido pelo Yahoo! com 6%. O Bing da Microsoft possuiapenas 3% de participação no mercado norte americano e o 1% restante é atribuídoaos demais buscadores. Já no Brasil, dados da Experian Hitwise, publicados peloSerasa Experian13 sobre o mercado de buscas no Brasil, apontam que o GoogleBrasil mantinha a liderança dos buscadores com 90,23%, até 11 de fevereiro desteano, com perda de 1,31% em relação ao ano passado. O Bing Brasil manteve asegunda colocação com 3,89%. Já o Google.com registrou 2,36% de participação,alcançando o terceiro lugar e o Bing.com 0,18% na sétima posição. Foramconsiderados ainda os dados do Google Portugual, Yahoo!, Ask e Uol. 2.1.2 A bolha A ascensão da internet trouxe uma leva ascendente de computadores maisrápidos, baratos e conectados a rede, que se tornava cada dia mais útil e popular.Isso despertou o interesse de Wall Street, que apesar de não entender o que essanova tecnologia significava viu ali uma oportunidade de fazer dinheiro. Assim como ocorreu em outras épocas da história, toda inovação éacompanhada de especulação financeira. Foi assim com o lançamento do Ford T,do telégrafo e em Porto Velho, as Usinas do Madeira trouxeram consigo uma bolhaimobiliária. O início da Bolha começou em 1995 quando a Netscape anunciou a ofertainicial pública de suas ações. Um ano depois outras empresas como o portal debuscas Yahoo! fizeram o mesmo e em 1997 a Amazon.com ao abrir suas açõesacabou empurrando a bolha, gerando controvérsias, já que obtinha mais perdas quelucros. Um ano depois o Ebay abriu suas ações na bolsa de valores e ao final doprimeiro dia do pregão suas ações já valiam mais de dois bilhões de dólares.Enquanto isso os olhares de Wall Street se voltavam a Amazon.com e no final13 Disponível em http://www.serasaexperian.com.br/release/noticias/2012/noticia_00772.htm
  34. 34. 32daquele ano o especialista financeiro Henry Blodget afirmou que mesmo com perdasas ações da empresa dobrariam seu valor em um ano. Essa afirmação causoufrisson na mídia resultando na duplicação do valor das ações da Amazon.com nãoem um ano, mas em apenas algumas semanas. Esse pode ser considerado o realinício da verdadeira bolha. A abertura do capital da Amazon.com e do Ebay tornaram seus donos maisricos e inspirou uma nova corrida do ouro, desta vez tecnológica. Milhares depessoas passaram a migrar para o Vale do Silício em busca de uma oportunidadeparecida, carregando projetos inacabados de empresas nem sempre lucrativas.Outro fator que contribuiu para a bolha foi a democratização do mercado de ações,que possibilitou a qualquer pessoa negociar seus papéis sem sair de casa. A partir desse momento as ações das empresas “PontoCom” foram avaliadasexageradamente atingindo níveis altíssimos na avaliação dos investimentos.Algumas empresas brasileiras chegaram a ter ações valorizadas em 300%. Muitasempresas com negócios falhos ou sem possibilidade de lucros recebiam aportesmilionários de investidores, resultando na supervalorização das ações. Além disso, os donos das empresas pontocom do Vale do Silício passaram aexibir um estilo de vida megalomaníaco com direito a festas caras, sedes e carrosluxuosos financiados pelo dinheiro dos investimentos. Um dos maiores gastos eracom os comercias de TV, onde somente durante o intervalo do Superbowl de 2001os comerciais gastaram 2.2 milhões de dólares. Ao todo 40 milhões de dólares dosinvestidores e de capital de risco foram gastos dessa forma. Paralelo a Bolha da Internet surgia uma bolha nas telecomunicações. Acrescente demanda por largura de banda fez com que dezenas de empresasinstalassem milhares de quilômetros de fibra óptica para suprir essa demanda.Porém havia muitas empresas oferecendo o mesmo serviço sem analisar os custoscorretamente e as consequências disso. Em 1999 o total de empresas pontocom que abriram suas ações na bolsa devalores chegou a 250. Enquanto isso, a Amazon.com e o Ebay mantiveram-se notopo com as ações mais supervalorizadas do mercado. Depois de testemunhar asubida desenfreada da bolsa de valores em 1999 e vislumbrar sinais de que aeconomia passava por um superaquecimento, a Reserva Federal Americana, emfevereiro e março de 2000, elevou os juros aos níveis mais altos desde 1995.
  35. 35. 33 Em 2000, no dia conhecido como “sexta-feira negra” a bolha estourou e aNasdaq apresentou seu pior resultado caindo 355 pontos, representando o maiorcolapso da bolsa de valores. Os prejuízos somaram cerca de 3,5 trilhões de dólarese algumas empresas tiveram as ações desvalorizadas em mais de 90,0%. Não somente as pequenas empresas sofreram o baque, gigantes como aAmazon.com também foram atingidas. A própria Amazon.com chegou bem próximoà falência e após a bolha no início de 2001 demitiu 1.300 funcionários. A bolhamurchou em setembro do mesmo ano quando no dia 11 ocorreu o atentado aoWorld Trade Center dando fim há anos de especulação financeira. O resultado da Bolha foi o fechamento de inúmeras empresas além dosurgimento de um medo quando o assunto era a internet. Ao mesmo tempo em queinúmeras empresas fracassaram outras tantas conseguiram se manter no mercado.Prova disso são a Amazon.com e o Ebay que trouxeram um novo modelo deexperiência do usuário no comércio eletrônico ao transferir poder ao consumidor, eatualmente são duas gigantes do setor. Mas o principal resultado da bolha foi osurgimento de empresas duradouras e a transformação da economia. Em 19 de agosto de 2004 a Google abriu suas ações na Nasdaq criando umfrenesi especulativo entre aqueles que desejavam a recuperação do mercado detecnologia arrasado pela Bolha. Ao mesmo tempo, a noticia da abertura do capitalda Google repercutiu fortemente na mídia financeira em razão do modelo escolhidopela empresa, que optou por um leilão de ações, alienando grande parte doscorretores de Wall Street que trabalhavam com o modelo tradicional de negócios. Ao abrir, a bolsa começou com cem dólares, quinze dólares a mais que no diaanterior e desde então, nunca mais caiu abaixo desse valor. Três anos depois daabertura, a Google valia mais que empresas como Fedex, Coca Cola e Mc Donalds.Foi a recuperação do mercado de tecnologia. 2.1.3 Anos 2000 Nos anos 2000, houve um aumento significativo no número de computadorespessoais no mundo, que ultrapassou 500 milhões de unidades. No ano seguinte uma tragédia mundial mudou a visão que as pessoas tinhamda rede. No dia 11 de setembro de 2001, com o atentado às Torres Gêmeas nosEstados Unidos, a internet foi crucial para a cobertura da tragédia. Segundo SérgioLüdtke, editor de mídias sociais da Revista Época, “[...] naquele dia, muitos sites
  36. 36. 34caíram com a quantidade de acessos. A partir deste momento você tem a internetpercebida com mais confiança” 14, sendo considerada por muitos especialistas comoo marco zero do jornalismo online. Em 2002, o número de pessoas utilizando a internet já alcançava a marca de544 milhões e vários serviços online como serviços de fotos, redes derelacionamento, blogs e outros começaram a trazer uma mudança comportamentalno internauta. É nesse ano também que tem início a venda de celulares com acessoà internet móvel e as operações do WiFi. Em 2004 surgiram duas das maiores redes de relacionamento do mundo. Emfevereiro dois americanos e um brasileiro, estudantes de Harvard criaram um sitecom o intuito de colocar os estudantes da universidade em rede. De lá para cá, oFacebook cresceu rapidamente ultrapassando os limites da universidade e tornou-sea rede social mais acessada com 800 milhões de usuários no mundo. Em abril desteano, o Brasil se tornou o terceiro país com maior número de usuários da rede com44,6 milhões de membros, atrás dos Estados Unidos com 156,8 milhões e Índia com45,7 milhões de usuários. Menos de um mês após a divulgação desses dados aSocialBakers divulgou estudo que mostra a ascensão brasileira ao segundo lugar doranking de usuários do Facebook com crescimento de 22%, passando a representar23% do número total de usuários no mundo. Em dezembro de 2011, o Facebooksuperou o número de acessos do Orkut no Brasil, até então a rede social maisutilizada pelos brasileiros. O Orkut foi desenvolvido por um engenheiro do Google demesmo nome. Os maiores números de usuários da rede estão na Índia, ondechegou a ser o segundo site mais acessado e no Brasil, que possuía mais de 23milhões de usuários e durante anos foi a rede social mais acessada pelosbrasileiros. Em setembro deste mesmo ano, Tim O’really criou o termo “Web 2.0” paradescrever os novos modelos de negócio da rede após a Bolha. O termo, inicialmentecomercial para fins de marketing, se espalhou com novo sentido e passou a definiras mudanças sofridas pela internet com o crescimento de mídias sociais e sitescolaborativos. Para O’really apud Torres (2009) “Web 2.0 é a mudança para umaInternet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nessa14 Disponível em:http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/43546/o+11+de+setembro+mudou+a+historia+da+internet+diz+sergio+ludtke+da+epoca/
  37. 37. 35nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos [...]aproveitando a inteligência coletiva”. Ou seja, o termo refere-se a uma mudançacomportamental do internauta e da internet, que se tornou mais colaborativa pormeio de plataformas como sites de relacionamento, páginas wiki, blogs, jornalismocolaborativo e outros. O ano seguinte pode ser creditado como o ano de maior crescimento dainternet. Em 2005, a web cresceu mais do que todo o período da bolha e estima-seque cerca de 17 milhões de novos sites tenham surgido nesse ano. A Ásia-Pacíficofoi a região que apresentou o maior número de usuários e acessos por banda larga,com 315 milhões de internautas e 40% de lares conectados à rede. A Europaaparecia com 233 milhões de usuários e 55,2 milhões de lares com banda larga e naAmérica Latina apenas 70 milhões de pessoas possuíam acesso à internet.Segundo uma pesquisa da “eMarketer” ao final daquele ano, um bilhão de pessoastinham acesso à internet, 845 milhões delas eram usuários regulares e 25%utilizavam banda larga ou conexões de alta velocidade. Em 2007 um estudo da “ComScore” concluiu que o número de usuários daInternet havia atingindo 694 milhões de pessoas ou 14% da população mundial, quena época era estimada em 6,5 bilhões de pessoas. Um ano depois, o número deusuários já ultrapassava 1,5 bilhões de pessoas e em junho do mesmo ano, umapesquisa da Gartner apontou que já havia sido ultrapassada a marca de um bilhãode unidades de computadores pessoais. Atualmente o número de internautas no mundo ultrapassa dois bilhões deusuários, segundo anúncio da União Internacional de Telecomunicações (UIT).Considerando que a população mundial está acima de 6,8 bilhões de pessoas, há arelação de uma em cada três pessoas conectadas à internet. As assinaturas debanda larga no mundo ultrapassaram meio bilhão em 2010, com 555 milhões e asde banda larga móvel chegaram a 940 milhões.2.2 Internet no Brasil No Brasil, os primeiros passos da rede foram dados em 1988 quando aFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) realizou aprimeira conexão à rede. No mesmo período, a Universidade Federal do Rio deJaneiro (UFRJ) e o Laboratório Nacional de Computação Gráfica (LNCC) também se
  38. 38. 36conectaram a internet ligando as universidades brasileiras a instituições norte-americanas. Paralelo a isso, em 1990, o BBS (Bulletin Board System), sistema decomunicação semelhante a um quadro de avisos eletrônico se tornou febre no Brasile no mundo, podendo ser encarado como o precursor da internet comercial. O BBSfuncionava de forma semelhante a uma tela de chat sofisticada sem muito conteúdoe com bastante interação. Em pouco tempo, se tornou um provedor de internet efigurou como um dos maiores do país. Em 1992, o Governo Federal criou a Rede Nacional de Pesquisa (RNP)através do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). A RNP criou uma gigantescainfraestrutura de cabos, chamada de espinha dorsal ou backbone, para suportar arede mundial de computadores e com isso receber o link internacional. Além disso,espalhou pontos de conexão pelas principais capitais brasileiras começando aoperar a infraestrutura de funcionamento da internet, possibilitando o acesso parauniversidades, órgãos governamentais e fundações de pesquisa no país. Paralelamente às ações da RNP, a organização não governamental (ONG)Instituto Brasileiro de Análise Sociais e Econômicas (Ibase), foi a primeira instituiçãonão acadêmica a fazer uso da Internet ao utilizar o AlterNex, serviço de correioeletrônico e grupos de discussão conectado à rede em 1989. O grande teste doAlterNex ocorreu durante a Conferência Internacional ECO-92, onde oacompanhamento dos debates era feito por um sistema de veiculação deinformações eletronicamente. Nos anos seguintes a Internet cresceu gradualmente no meio acadêmico enos Estados Unidos, gerando uma disputa no Brasil pelos direitos de acesso à rede.Em 1993 foi estabelecida a primeira conexão à longa distância, entre São Paulo ePorto Alegre, utilizando uma velocidade de 64 kbps. O Governo Brasileiro em 1994, por meio de uma ação conjunta entre osMinistérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e das Comunicações (MC) demonstrouinteresse em investir e promover o desenvolvimento da Internet no país. Caberia aRNP gerenciar a infraestrutura da operação e à Embratel, que na época pertencia aosistema Telebrás, a exploração comercial do serviço, indicando que haveria ummonopólio estatal da Embratel na exploração dos serviços de comunicação dedados.
  39. 39. 37 Porém, a eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da Repúblicaalterou esse cenário. Um dos principais programas do presidente era a privatizaçãode estatais, que atingiria o mercado das telecomunicações. Assim, os Ministérios daCiência e Tecnologia e das Comunicações determinaram que o serviço de acesso àinternet ofertado ao consumidor final só poderia ser oferecido por empresas privadase ao mercado corporativo distribuído pelas estatais, extinguindo a possibilidade deum monopólio. No ano seguinte o governo brasileiro deu o primeiro passo para adisseminação da internet no país ao abrir o backbone para fornecimento deconectividade a provedores de acesso comercial. Nesse ano, foram iniciadas asoperações da Embratel, que são consideradas o marco da internet comercial nopaís. Esse ano também é marcado pela fundação do Comitê Gestor da Internet noBrasil (CGI) que gerencia o uso da rede, incluindo os domínios (nomes) dos sites etambém pela criação da versão online do Jornal do Brasil, o primeiro no segmento. Foi também neste ano que a internet foi apresentada aos brasileiros por meioda novela Explode Coração, onde teve papel fundamental no desenlace do folhetim.A trama contava a história da cigana Dara, que contrariando os costumes de seupovo rejeitou casamento com o também cigano Ygor e por meio da internetconheceu o empresário Júlio Falcão. Através de chat (bate papo), os dois trocaramjuras de amor e superaram as distâncias e diferenças culturais que os separavam. Adivulgação massiva da internet através da maior rede de televisão do país foi oestímulo para que muitos empreendedores resolvessem investir nesse campo emexpansão. Em 1995 a Nutec, que já havia sido a pioneira em distribuição de soluções deTCP/IP no Brasil, transforma-se em NutecNet e como provedor de acesso espalhou-se rapidamente por todo o país ultrapassando 50 mil assinantes, algo surpreendentepara um país que acabava de receber a internet. Foi nesse ano também que surgiu na rede o Cadê? primeiro site de buscasbrasileiro. O site, que inicialmente contava com trezentas páginas catalogadas àmão logo cresceu e no ano seguinte já possuía mais de 1.200 páginas e 20 milusuários. O ano de 1996 é marcado pela chegada dos grandes portais brasileiros e peloinício das vendas de assinaturas de acesso à rede. A era dos portais foi iniciada pelaEditora Abril com o BOL (Brasil Online) e posteriormente pelo Portal UOL (Universo
  40. 40. 38Online), do Grupo Folha, que em setembro do mesmo ano incorporou o BOL àssuas operações. Em 1998 é criado o primeiro blog em português, o Diário da Megalópole quetinha por objetivo registrar o cotidiano da cidade de São Paulo. É nesse ano quechega ao mercado o primeiro serviço de e-mail genuinamente brasileiro, o Zipmail,que em menos de doze meses já ultrapassava a marca de um milhão de usuários. No ano seguinte, é lançado o portal Zip.Net, construído para os usuários doZipmail, com conteúdo gratuito da Rádio Jovem Pan, MTV, Pelé.net, entre outros eque em pouco tempo consolidou-se como uma das quatro maiores forças da internetno país. A NutecNet que havia se consolidado como o maior provedor de internet nopaís e segundo maior em número de assinantes, é comprada pelo grupo Rede BrasilSul (RBS) no fim de 1996 e no ano seguinte ressurge no mercado com o nome deZAZ beirando os 100 mil assinantes. Em 1998, o ZAZ já possuía 190 mil assinantese faturamento de mais de 42 milhões de reais. Porém a cada dia entravam novosconcorrentes no mercado, como Starmedia, O Site e a gigantesca América Online(AOL), tornando a internet um espaço cada vez mais acirrado. Para evitar umaperda de mercado, o grupo detentor do ZAZ buscou um parceiro global que tivesseforça para encarar os concorrentes que surgiam a cada dia. Assim, o ZAZ foivendido para o Grupo Telefónica e um ano depois desaparecia do mercado sendosubstituído pela Terra Networks, em outubro de 1999. A Terra Networks, apenas noprimeiro ano de vida, faturou em torno de 80 milhões de dólares. No ano 2000,mudou novamente de nome, ao fundir-se com o portal americano Lycos e passou achamar-se Terra Lycos. O ano de 1999 é marcado por mudanças na rede. O Cadê?, que à época erao maior site de buscas do país, foi comprado pelo StarMedia. O Yahoo!, até então osite mais acessado do mundo, lança sua versão em português. A Folha Onlinepassa a substituir o BOL como um site de notícias e o BOL torna-se apenas serviçode e-mail. A AOL, então o maior provedor mundial de acesso à internet, chega aoBrasil utilizando como estratégia a distribuição de CDs de instalação que apresentouproblemas já que o sistema mudava automaticamente as configurações docomputador do usuário. Mas a maior mudança foi a chegada da internet bandalarga.
  41. 41. 39 Nos primórdios da internet no Brasil, o único meio existente para ter conexãoà rede era a internet discada, que trazia vários problemas. Com velocidade máximade 56,6 kbps, a conexão era instável, ocupava a linha telefônica e o valor cobradopela conexão equivalia ao valor normal de uma ligação telefônica, ou seja, se umusuário permanecesse conectado por 20 minutos pagaria o valor equivalente ao deuma ligação telefônica de mesmo tempo. A banda larga, assim como a conexãodiscada, utiliza a linha telefônica para se conectar a internet, porém não dispõe dosmesmos problemas que sua antecessora. A banda larga cobra uma mensalidadepelo serviço oferecido ao contrário da conexão discada e isso possibilita que ousuário possa utilizar a rede pelo tempo que desejar sem ocupar a linha telefônica. Aprincipal vantagem trazida pela banda larga foi o ganho de velocidade, que mesmovariável, torna a navegação mais rápida e eficiente. A partir dos anos 2000 começaram a surgir no Brasil diversos serviços deinternet de alta velocidade, a exemplo do Cabonet da Esc 90/Net Vitória, doPapaLéguas da Horizon, do Zumm da Viacabo e o Flash, da BIG TV, entre outros. Ocrescimento da rede banda larga foi crescendo gradativamente até interligar todosos 27 estados do Brasil. Quatro anos depois da chegada da banda larga o Brasil jápossuía cerca de 30 milhões de internautas. Em 2005 a banda larga ultrapassou a conexão discada em número deusuários e o governo, como medida incentivadora para a expansão da internetlançou o projeto “Computador para Todos” com redução de tributos e formas definanciamento para computadores com sistema operacional livre, como o Linux, comvalor máximo de R$ 1.400,00. Nesse mesmo ano, o país tornou-se o primeiro paíscom maior tempo de navegação familiar e o usuário brasileiro bateu recorde denavegação com a média de 15 horas e 14 minutos. A medida do governo refletiu positivamente e no ano seguinte a venda decomputadores cresceu 43% chegando a vender 8,3 milhões de unidades. Ao final de2006, já eram mais de 14,4 milhões de brasileiros com acesso residencial a internete o tempo de navegação havia subido para 21 horas e 39 minutos, tornando o Brasilpela oitava vez consecutiva o líder em tempo de navegação na internet. Em 2007, o número de usuários residenciais ativos no país superava a marcade 16,3 milhões e o número de pessoas com acesso à internet em outros locaischegava a 32,9 milhões. Dois anos depois, o número de usuários com mais de 16anos havia saltado para 64,8 milhões.
  42. 42. 40 Em abril deste ano a Nielsen divulgou a pesquisa NetSpeed Online Reportsobre o acesso do brasileiro à internet, tendo como critérios a qualidade dasconexões de banda larga no país, o número total de internautas e o local de acessoà rede. A pesquisa aponta que 27,1% dos brasileiros usa conexão rápida (2mb a8mb), 45,0% usa conexão média (512 Kbps a 2 Mbps) e 13,0% possui conexãolenta (até 512 Kbps), dados referentes a fevereiro de 2012. As conexões super-rápidas (acima de 8mb) somam apenas 10,0%. Comparando esses dados com osnúmeros do mesmo período de 2010 é possível verificar o rápido crescimento donúmero de usuários ativos. As conexões rápidas subiram de 9,4% para 27,7%, já asmédias mantiveram maior porcentagem com aumento de 42,5% de 2010 para 45,0%esse ano e as conexões super-rápidas duplicaram sua representatividade passadode 3,2% para 6% em 2012. Houve também uma diminuição drástica no número deconexões lentas que caiu de 28,8% em 2010 para apenas 13% em 2012. Ocrescimento leva a crer que houve migração de consumidores para serviçosmelhores. Em apenas dois anos, a quantidade de usuários ativos com conexãorápida teve crescimento de mais de 300%, acompanhado por crescimento tambémnas conexões médias, mais popular no Brasil, de 47%. Apesar das conexões brasileiras ainda não atingirem o nível consideradoideal, o Brasil já atingiu a meta de 10,04 milhões de conexões, alcançada em 2010. O relatório ainda afirma que o Brasil possui 79,9 milhões de internautas,marca alcançada no último trimestre de 2011, representando um crescimento de 8%em relação ao mesmo período de 2010. Destes, 48,7 milhões foram consideradosusuários ativos em fevereiro. Dentre as categorias com maior crescimento mensal no número de usuáriosúnicos, a de Informações Corporativas foi a que mais evoluiu com 3,3% decrescimento, seguida por Educação e Carreiras, com 3,1%. Sites de empregos eprincipalmente de pesquisas escolares foram os mais buscados em Educação eCarreiras. Para a Fecomércio – RJ/Ipsos Isso faz com que o país seja o 5º maior emnúmero de conexões com a Internet, com um aumento no percentual de usuáriosacessando a internet de 27,0% para 48,0% entre 2007 e 2011. Apesar do crescimento do percentual de brasileiros conectados, adesigualdade social ainda impede uma maior inclusão digital. Nas classes maispobres apenas 0,6% tem acesso à Internet, já entre os mais ricos a porcentagem é
  43. 43. 41de 56,3%. Também há uma desigualdade étnica no uso à Internet, somente 13,3%dos negros tem acesso, enquanto entre os brancos a taxa é de 28,3%. Nalocalização geográfica também há um diferencial de acesso, as regiões Sul (25,6%)e Sudeste (26,6%) se sobressaem às regiões Norte (12,0%) e Nordeste (11,9%).Para minimizar essa discrepância, o Governo Federal lançou o Plano Nacional deBanda Larga (PNBL), que pretende levar internet a baixo custo para pelo menos80,0% da população brasileira no prazo de quatro anos. A cada dia, meio milhão de pessoas entram na internet pela primeira vez.Estima-se que até o fim desse ano o número de usuários de computador no mundová chegar a 2 bilhões. Hoje, 70,0% das pessoas consideram aInternet indispensável. Em 1982 havia apenas 315 sites na Internet, hoje existem174 milhões. De acordo com Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise doIbope//NetRatings, “o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entradada classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmocompasso forte de aumento no número de usuários residenciais”.2.3 E-commerce e empreendedorismo digital O comércio eletrônico ou e-commerce é uma transação comercialintermediada por um meio eletrônico ou digital, tendo surgido na década de 1970utilizando tecnologias que facilitavam as transações permitindo o envio de ordens decompras e contas de forma eletrônica. Já nos anos 80 mudanças como a aceitaçãode cartão de crédito e os serviços de atendimento ao cliente (SAC) também foramcaracterizados como comércio eletrônico. O marco zero para a Internet comercial no mundo surgiu em 1995. Foi nesseano que surgiram alguns dos grandes nomes da rede mundial, como Yahoo! eAmazon.com. As duas empresas surgiram aproveitando o crescimento acelerado dainternet baseados em necessidades e oportunidades que o novo mercado trazia. Emum curto prazo de tempo a Amazon.com tornou-se a maior livraria on line do mundoe um ano após sua criação valia mais de 300 milhões de dólares. Com históriasemelhante, o Yahoo! em apenas um ano tinha quase 100 milhões de páginasvisitadas e lucro de 40 milhões de dólares, tornando-se os pioneiros da indústrianorte americana.
  44. 44. 42 Foi também em 1995 que no Brasil surgiram os primeiros protagonistas daweb, acompanhando o surgimento de centenas de pequenos provedores de acessoà internet. Pela primeira vez na história, a venda de televisores foi ultrapassada pelade computadores e o consumo de linhas telefônicas foi aumentando gradualmenteaté a explosão de 1998, quando houve a privatização do setor. Desde a chegada da internet no Brasil, o instinto empreendedor do brasileirofoi aflorado em busca de oportunidades nesse mercado desconhecido que surgia.Na mesma proporção em que muitos prosperaram outros tantos não obtiveram êxitoem suas jornadas. Nascia o embrião do empreendedorismo digital brasileiro. Empreendedorismo digital pode ser entendido como o desenvolvimento ummodelo de negócio intermediado por um meio eletrônico para oferecer um produtoe/ou serviço e com isso obter lucro. Um dos casos mais prósperos da internet brasileira foi a criação do Booknet,primeira loja 100% virtual do Brasil e também primeiro empreendimento brasileiro eme-commerce. Em viagem a Nova York a trabalho, o consultor literário Jack Londonconheceu a novidade que mudaria sua vida e a história do empreendedorismo digitalbrasileiro para sempre. Era fim de 1994 e Jack foi apresentado à Amazon.com,livraria virtual no ar há apenas algumas semanas. Encantado com a novidade,London foi até a sede da empresa buscar mais informações sobre o funcionamentoda empresa. Cinco meses depois, já em maio de 1995, entra na rede a Booknet,primeira livraria online do Brasil, porém o lançamento só foi feito em janeiro do anoseguinte. Inicialmente, a proposta de London, vender livros pela internet sem autilização de estoques, gerou descrença entre os possíveis fornecedores queencaravam a nova modalidade de negócio como absurda. Mesmo comdesconfianças, a Booknet ganhou credibilidade após seu lançamento e iniciou suasoperações com 17 editoras e mais de 2.000 títulos a venda. Em dois anos, oempreendimento que custou cerca de 500 mil reais a London, já operava no azulcom uma margem de lucro de 10%. A partir de 1998 um sistema de franquias foi instaurado, onde os franquiadosmontavam quiosques com acesso à internet e alcançou mais de 80 parceiros emtodo o país. O rápido crescimento trouxe consigo a falta de estoque. A solução foi acompra de seis lojas da Ediouro no Rio de Janeiro. Assim, a livraria saiu do virtualpara ganhar o mundo real. A estratégia funcionou e somente naquele ano o

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