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  • 1. EXAME QUÍMICO DA URINA
  • 2. EXAME QUÍMICO <ul><li>Método de pesquisa das substâncias químicas da urina pela utilização de reagentes específicos. </li></ul>
  • 3. <ul><li>Suporte plástico </li></ul><ul><li>Formado de almofadas contendo reagentes ou sistemas de reagentes para a pesquisa de certas substâncias químicas ou provenientes de estruturas celulares. </li></ul><ul><li>O produto da reação é uma cor, de intensidade proporcional à quantidade da substância química ou estrutura celular presente na amostra (R eação cromática) . </li></ul>TIRA DE URINA
  • 4. <ul><li>As cores resultantes são interpretadas comparando-se com a tabela cromática fornecida pelo fabricante. </li></ul>
  • 5. <ul><li>Essas tiras são um meio simples e rápido de realizar dez ou mais análises bioquímicas clinicamente importantes: pH, proteínas, glicose, cetonas, sangue, bilirrubina, urobilinogênio, nitrito, leucócitos e densidade. </li></ul><ul><li>Os dois principais tipos de tiras reativas são fabricados com os nomes comerciais de Multistix e Chemstrip. </li></ul>
  • 6. ARMAZENAMENTO <ul><li>Recomenda-se que o frasco contendo a tira de urina seja armazenado conforme as informações de cada fabricante. De uma maneira geral é recomendado mantê-lo fora do alcance de iluminação direta, bem fechado e com proteção contra a umidade . </li></ul>
  • 7. CONTROLE DE QUALIDADE <ul><li>Recomenda-se que o laboratório clínico avalie o desempenho da tira reagente antes de efetuar a compra e do primeiro uso. </li></ul><ul><li>Recomenda-se ao laboratório clínico, o claro entendimento das reações falso positiva ou falso negativa, quanto a sua manifestação e ao tipo recurso para minimizar o aparecimento ou para solucionar esta limitação. </li></ul>
  • 8. <ul><li>Utilizar sempre que possível, controles para avaliação da reatividade da tira . </li></ul>
  • 9. RESUMO DOS TESTES COM TIRAS REATIVAS <ul><li>Guardá-las com dessecante em um recipiente opaco e bem fechado. </li></ul><ul><li>Guardá-las em lugar fresco mas não refrigerado. </li></ul><ul><li>Não as expor a vapores voláteis. </li></ul><ul><li>Não usar depois do período de validade. </li></ul><ul><li>Usar no período de seis meses depois de abertas. </li></ul>
  • 10. <ul><li>Não usar as tiras reativas que tiverem perdido a cor. </li></ul><ul><li>Utilizar sempre que possível um controle positivo e negativo conhecido. </li></ul><ul><li>Abrir o frasco apenas para a retirada da tira reagente e fechá-lo imediatamente. </li></ul><ul><li>Retirar a quantidade necessária de tira reagente de uma só vez e utilizá-la o mais breve possível após a retirada do frasco. </li></ul>
  • 11. <ul><li>Não tocar a almofada reagente com instrumento de metal e caso necessário, empregar uma pinça de plástico. </li></ul><ul><li>As dimensões da área de cada almofada não devem ser alteradas, pois comprometerá a reação química que nela ocorre, a sua interpretação e consequentemente o resultado da amostra do paciente. </li></ul>
  • 12. TÉCNICA <ul><li>Misturar bem a amostra. </li></ul><ul><li>Mergulhar as tiras completamente mas por breve tempo na amostra. </li></ul><ul><li>Retirar o excesso de urina enquanto a tira vai sendo retirada da amostra e usar um papel absorvente. </li></ul><ul><li>Comparar as cores da reação com a tabela do fabricante com boa iluminação e no momento determinado. </li></ul>
  • 13. <ul><li>Realizar testes comprobatórios quando indicados. </li></ul><ul><li>Estar atento para a presença de substâncias interferentes. </li></ul><ul><li>Conhecer os princípios e o significado do teste. </li></ul><ul><li>Estabelecer as inter-relações entre os achados bioquímicos e entre os resultados dos exames físicos e microscópicos. </li></ul>
  • 14. &nbsp;
  • 15. <ul><li>Observar a ordem de apresentação da almofada da tira reagente; nem sempre corresponde a ordem de leitura da reação. </li></ul><ul><li>O tempo necessário para que a reação ocorra e possa ser interpretada . </li></ul><ul><li>Sempre que possível o laboratório clínico deve optar pelo processo de leitura da reação através de um equipamento. </li></ul>INTERPRETAÇÃO DA REAÇÃO
  • 16. Constituinte Fundamento químico Causas de resultados falso positivo Causas de resultados falso negativo Bilirrubina <ul><li>Diazotização (reação de combinação com sal </li></ul><ul><li>diazônico em pH ácido). </li></ul><ul><li>Oxidação (cloreto férrico e ácido tricloacético). </li></ul><ul><li>Metabólitos fortemente coloridos (pigmentos) </li></ul><ul><li>Algumas drogas </li></ul><ul><li>Exposição da urina à luz. </li></ul><ul><li>Ácido ascórbico e nitrito elevados. </li></ul>Cetona <ul><li>Reação com Nitroprussiato de sódio. </li></ul><ul><li>Levodopa, ftaleína, corantes e fenilcetonas. </li></ul><ul><li>Volatização da acetona e degradação do ác.acetoacético por bactérias. </li></ul>
  • 17. Densidade <ul><li>Alteração da cor de um indicador </li></ul><ul><li>na presença de alta concentração </li></ul><ul><li>de vários íons . </li></ul><ul><li>Níveis aumentados de proteína </li></ul><ul><li>Urina fortemente alcalina </li></ul>Glicose <ul><li>Glicose-oxidase (específico para a glicose);reação enzimática. Sensibilidade na tira é entre 50 a 100 mg/dl. </li></ul><ul><li>Redução do cobre (Benedict) - Clinitest ;método inespecífico. </li></ul><ul><li>Substâncias oxidantes </li></ul><ul><li>Cetona em excesso </li></ul><ul><li>Densidade urinária elevada </li></ul><ul><li>Ácido ascórbico, aspirina, e levodopa em excesso </li></ul><ul><li>Temperatura ambiente sem conservantes. </li></ul>
  • 18. Leucócito <ul><li>Reação enzimática que utiliza as esterases presentes nos granulócitos para originar uma cor . </li></ul><ul><li>Contaminação vaginal da urina </li></ul><ul><li>Drogas ou alimentos que coram a </li></ul><ul><li>Urina </li></ul><ul><li>Detergentes </li></ul><ul><li>Cefalexina </li></ul><ul><li>Gentamicina </li></ul><ul><li>Tetraciclina </li></ul><ul><li>Glicose urinária elevada </li></ul><ul><li>Proteína urinária elevada </li></ul>Nitrito <ul><li>Conversão do nitrato em nitrito por bactéria , com a formação de um sal diazônico. ( Reação de Griess ). </li></ul><ul><li>Pigmentos na urina. </li></ul><ul><li>Amostras que não estejam recém-colhidas. </li></ul><ul><li>Ácido ascórbico em excesso. </li></ul><ul><li>Falta de nitrato na alimentação. </li></ul><ul><li>Inibição do metabolismo bacteriano por antibióticos. </li></ul>
  • 19. Proteína <ul><li>Fenômeno do erro protêico de indicador . Indicadores mudam de cor devido à presença ou ausência de proteínas, embora o pH permaneça constante. </li></ul><ul><li>Urina fortemente alcalina. </li></ul><ul><li>Fenazopiridina </li></ul><ul><li>Polivinilpirrolidina </li></ul><ul><li>Clorexidina. </li></ul><ul><li>Tira reativa em contato com a urina por muito tempo. </li></ul><ul><li>Grande concentração de sais. </li></ul>Sangue <ul><li>Ação catalizadora da </li></ul><ul><li>pseudoperoxidase dos eritrócitos e da Hemoglobina , com oxidação do </li></ul><ul><li>cromogênio. </li></ul><ul><li>Substâncias oxidantes. </li></ul><ul><li>Peroxidade microbiana. </li></ul><ul><li>Contaminação menstrual da urina. </li></ul><ul><li>Formol. </li></ul><ul><li>Nitrito e proteínas em excesso. </li></ul><ul><li>Densidade urinária elevada e pH inferior a 5. </li></ul><ul><li>Níveis elevados ácido ascórbico. </li></ul>
  • 20. Urobilinogênio <ul><li>Reação com a formação de um </li></ul><ul><li>Diazocomposto ( Reação de Ehrlich ); não é confiável para a detecção de porfobilinogênio. </li></ul><ul><li>Fenazopiridina </li></ul><ul><li>Urina quente </li></ul><ul><li>Nitrito em excesso. </li></ul><ul><li>Urina muito pigmentada. </li></ul><ul><li>Formol. </li></ul><ul><li>Amostras colhidas ao acaso ou expostas à luz. </li></ul>pH <ul><li>Sistema de duplo indicador (azul de bromotimol e azul de metila que variam de 6,0 a 7,6 e 4,4 a 6,2 respectivamente). </li></ul><ul><li>Invasão do conteúdo da área. </li></ul>
  • 21. AUTOMAÇÃO <ul><li>Os instrumentos existentes no mercado são: Clinitek e Atlas, Chemstrip Urine Analyser e Rapimat II. </li></ul><ul><li>O instrumento mais sofisticado para a análise automatizada é o Yellow IRIS. </li></ul>
  • 22. &nbsp;
  • 23. Densidade <ul><li>Não é recomendável substituir a osmometria ou a refractometria pelas tiras no exame de líquidos biológicos vitais. </li></ul>
  • 24. Padronização do Exame de Urina Rotina Análise Física <ul><li>Densidade : 1,010 a 1,030 </li></ul>
  • 25. pH <ul><li>Os pulmões e rins são os principais reguladores do equilíbrio ácido-básico do organismo. </li></ul><ul><li>A regulação se dá pela formação de hidrogênio na forma de íons amônio, de fosfato de hidrogênio e de ácidos orgânicos fracos e pela reabsorção de bicarbonato do filtrado dos túbulos contorcidos. </li></ul>
  • 26. <ul><li>Valores normais variam de 5,0 a 6,0 (primeira urina da manhã) e de 4,5 a 8,0 (colhidas ao acaso). </li></ul><ul><li>Não existem valores normais para pH urinário, seu valor deve ser considerado em conjunto com outras informações do paciente ( valor do equilíbrio ácido-básico do sangue, função renal do paciente, presença de infecção no trato urinário, ingestão de alimentos e tempo após a coleta. </li></ul>
  • 27. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>Ajuda a detectar possíveis distúrbios eletrolíticos sistêmicos de origem metabólica ou respiratória e a tratar problemas urinários (onde seja necessário manter determinado pH). </li></ul><ul><li>Acidose respiratória ou metabólica: urina ácida. </li></ul><ul><li>Alcalose respiratória ou metabólica: urina alcalina </li></ul>
  • 28. <ul><li>Distúrbio resultante da incapacidade renal de produzir ou reabsorver ácidos ou bases. </li></ul><ul><li>Precipitação de cristais e formação de cálculos. </li></ul><ul><li>Tratamento das infecções do trato urinário (algumas bactérias não se multiplicam em meio ácido). </li></ul><ul><li>Determinação de amostras não satisfatórias (pH 9,0 – colher nova amostra). </li></ul>
  • 29. <ul><li>pH : 4,6 a 8,0 unidades de pH </li></ul>Padronização do Exame de Urina Rotina Análise Química
  • 30. PROTEÍNAS <ul><li>Mais indicativa de doenças renais. </li></ul><ul><li>A urina normal contém quantidade muito pequena de proteínas, em média menos de 10 mg/dl ou 150 mg por 24 horas ( proteínas de baixo peso molecular – albumina, e proteínas produzidas no trato urogenital). </li></ul><ul><li>Grande parte da albumina filtrada é reabsorvida pelos túbulos, portanto mesmo que ela esteja em grande concentração no plasma, sua quantidade na urina é normal. </li></ul>
  • 31. <ul><li>Encontram-se também pequenas quantidades de microglobulinas séricas e tubulares, a proteína de Tamm-Horsfall (produzida pelos túbulos), e as proteínas provenientes de secreções prostáticas, seminais e vaginais. </li></ul>
  • 32. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>Lesão da membrana glomerular. </li></ul><ul><li>Aumento dos níveis séricos de proteínas de baixo peso molecular (albumina e globulina), devido à lesão da membrana glomerular que filtram seletivamente. Essas lesões podem ser devido ao contato com substâncias anormais – lúpus eritematoso, glomerulonefrite estreptocócica, agentes tóxicos, amiloidose. </li></ul>
  • 33. <ul><li>Distúrbios que afetam a reabsorção tubular das proteínas filtradas . É grande a presença de albumina, mas estão presentes outras proteínas de baixo peso molecular. </li></ul><ul><li>Pré-eclâmpsia. </li></ul><ul><li>Nefropatia diabética . </li></ul>
  • 34. <ul><li>Mieloma múltiplo. </li></ul><ul><li>É um distúrbio proliferativo dos plasmócitos produtores de imunoglobulina, o soro então contém níveis muito elevados de imunoglobulinas monoclonais de cadeias leves proteína de Bence Jones. Essa proteína ultrapassa a capacidade de reabsorção tubular, sendo excretada na urina. </li></ul><ul><li>Pode-se fazer a pesquisa: </li></ul>
  • 35. <ul><li>- Filtrar ou centrifugar a urina </li></ul><ul><li>- Em um tubo de ensaio, colocar 4 mL da urina límpida, 1 mL do tampão de acetato e misturar. O pH final deverá se de 4,8 a 5. </li></ul><ul><li>- Levar a um banho-maria a 56 °C e deixar 15 minutos. Qualquer precipitação indica presença da proteína de Bence-Jones. </li></ul><ul><li>- Caso haja turvação ou precipitação, esquentar o tubo em banho de água fervente por 3 minutos e observar qualquer diminuição da turvação ou precipitação. A proteína de Bence-Jones redissolver-se-á a 100 °C. </li></ul>
  • 36. <ul><li>- Um aumento da turvação ou precipitação ao ferver indicará a presença de albumina e globulina que irá mascarar o resultado. Portanto, filtrar o conteúdo do tubo imediatamente após retirá-lo do banho fervente e observar o filtrado. Caso seja claro e se torne turvo, à medida que se esfria, e volte a ficar claro quando retorna à temperatura ambiente, a prova é positiva para a proteína de Bence- Jones. </li></ul><ul><li> As proteínas coagulam quando expostas ao calor. A proteína de Bence Jones, coagula em temperaturas de 40 °C e 60 °C (opaca), dissolvendo-se quando a temperatura atinge 100 °C (transparente). </li></ul>
  • 37. <ul><li>Nem todos os pacientes portadores de mieloma múltiplo produzem quantidades detectáveis dessa proteína na urina. Deve-se realizar a imunoeletroforese no soro e na urina. </li></ul>
  • 38. <ul><li>Nefropatia diabética. </li></ul><ul><li>A ocorrência de nefropatia, com redução da filtração glomerular, é comum em pessoas com diabetes melito. Há uma constante excreção de albumina em pequenas quantidades. </li></ul><ul><li>O início das complicações renais pode ser detectado precocemente através da microalbuminúria, e a evolução da doença pode ser retardada. </li></ul>
  • 39. <ul><li>Não pode ser detectada pela tira reativa. É considerada importante uma excreção de 20 a 200 μ g/min ou de 30 a 300 mg/24 horas. </li></ul><ul><li>A detecção é feita com métodos imunológicos. </li></ul>
  • 40. <ul><li>Proteinúria ortostática ou postural. </li></ul><ul><li>Ocorre quando a pessoa fica em pé por muito tempo e desaparece quando ela se deita. Acredita-se que isso seja devido à grande pressão sobre a veia renal quando a pessoa fica na posição vertical. </li></ul><ul><li>Quando suspeita, pede-se ao paciente que colha uma amostra imediatamente após se levantar pela manhã e outra amostra depois de ficar de pé por várias horas. </li></ul>
  • 41. <ul><li>A leitura é registrada como negativo, traços, 1+,2+,3+,4+ ou um valor semiquantitativo (depende do fabricante). </li></ul><ul><li>VR: Ausente ou negativo </li></ul>Padronização do Exame de Urina Rotina Análise Química
  • 42. GLICOSE <ul><li>Detecção e controle do diabetes melito. </li></ul><ul><li>Análise química realizada com maior frequência. </li></ul>
  • 43. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>Quase toda a glicose filtrada pelos glomérulos é reabsorvida no túbulo contorcido proximal. </li></ul><ul><li>Se os níveis sanguíneos de glicose se elevam demais, os túbulos deixam de transportá-la e ela aparece na urina. </li></ul><ul><li>Limiar renal: 160 a 180 mg/dL. </li></ul><ul><li>Diabetes melito. </li></ul><ul><li>Reabsorção tubular deficiente. </li></ul>
  • 44. <ul><li>Lesões do sistema nervoso central. </li></ul><ul><li>Distúrbios da tireóide. </li></ul><ul><li>Gravidez com possível diabetes melito. </li></ul>
  • 45. TESTE COM TIRAS REATIVAS <ul><li>Pode ser registrada como 1+,2+,3+,4+ ou medidas quantitativas que vão de 100 mg/dl a 2 g/dl. A sensibilidade da tira reativa é fixada entre 50 e 100 mg/gl. </li></ul><ul><li>VR: Ausente ou negativo. </li></ul>
  • 46. CETONAS <ul><li>Três produtos intermediários do metabolismo das gorduras: acetona, ácido acetoacético e ácido beta-hidroxibutírico. </li></ul><ul><li>Geralmente toda a gordura metabolizada é completamente degradada e convertida em dióxido de carbono e água. </li></ul><ul><li>Quando o uso de carboidratos como fonte de energia fica comprometida e os estoques de gorduras do organismo precisam ser metabolizados para suprimento de energia, pode-se detectar cetonas na urina. </li></ul>
  • 47. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>Monitoração do diabetes melito. </li></ul><ul><li>A cetonúria demostra deficiência de insulina. Controle da dosagem da insulina. </li></ul><ul><li>Desequilíbrio eletrolítico. </li></ul><ul><li>O acúmulo excessivo de cetonas no sangue pode levar à uma acidose e coma diabético. </li></ul>
  • 48. <ul><li>Carência alimentar </li></ul><ul><li>Clínicas de tratamento de obesidade. </li></ul><ul><li>Perda excessiva de carboidratos (vômitos). </li></ul>
  • 49. TESTE COM TIRAS REATIVAS <ul><li>O registro é feito como negativo, pequeno, moderado ou grande, ou como negativo, 1+,2+ ou 3+. </li></ul><ul><li>VR: Ausente ou negativo. </li></ul>
  • 50. SANGUE <ul><li>O sangue pode estar presente na urina em forma de hemáceas íntegras (hematúria) ou de hemoglobina, que é um produto da destruição das hemácias (hemoglobinúria). </li></ul><ul><li>O exame microscópico do sedimento urinário mostrará a presença de hemácias íntegras, mas não a de hemoglobina livre produzida por distúrbios hemolíticos ou por lise das hemácias no trato urinário. </li></ul>
  • 51. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>Hematúria </li></ul><ul><li>Tem mais relação com distúrbios de origem renal ou urogenital, e o sangramento seria resultante de traumatismo ou irritação dos órgãos desse sistema. </li></ul><ul><li>Principais causas de hematúria: cálculos renais, doenças glomerulares, tumores, traumatismo, pielonefrite,exposição a produtos tóxicos ou a drogas e exercício físico intenso. </li></ul>
  • 52. <ul><li>Hematúria de origem não patológica: menstruação e após exercício físico intenso. </li></ul>
  • 53. <ul><li>Hemoglobinúria </li></ul><ul><li>Pode ocorrer como resultado da lise das hemácias no trato urinário, ou pode ser causada por hemólise intravascular (não serão encontradas hemácias). </li></ul><ul><li>Em condições normais a hemoglobina e a haptoglobina formam grandes complexos na circulação, impedindo que sejam filtradas. Mas em patologias (anemias hemolíticas, reações transfusionais, queimaduras graves, infecções e exercício físico intenso, a hemoglobina livre ultrapassa a quantidade de haptoglobina havendo hemoglobina em excesso para filtração glomerular. </li></ul>
  • 54. <ul><li>Mioglobina </li></ul><ul><li>É uma proteína encontrada no tecido muscular. </li></ul><ul><li>A mioglobinúria aparece devido a pacientes portadores de distúrbios com destruição muscular: traumatismos, coma prolongado, convulsões, doenças musculares e esforço físico intenso. </li></ul><ul><li>Para diferenciar hemoglobinúria de mioglobinúria: o soro do paciente com hemoglobinúria fica vermelho ou rosa e com mioglobinúria fica incolor. </li></ul>
  • 55. TESTE COM TIRAS REATIVAS <ul><li>Os fabricantes utilizam duas tabelas de cores, correspondentes às reações que ocorrem na hemoglobinúria e hematúria. </li></ul><ul><li>O grau de hematúria pode ser calculado pela intensidade das manchas encontradas na tabela. </li></ul><ul><li>VR: Ausente ou negativo. </li></ul>
  • 56. <ul><li>Sangue </li></ul><ul><li>Negativo </li></ul><ul><li>Positivo: + a +++ </li></ul>Padronização do Exame de Urina Rotina - Análise Química
  • 57. LEUCÓCITOS <ul><li>Indica uma possível infecção do trato urinário. </li></ul><ul><li>Não quantificam os leucócitos. </li></ul><ul><li>Detectam a presença de leucócitos lisados que não apareciam no exame microscópico. </li></ul>
  • 58. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>Infecção do trato urinário. </li></ul><ul><li>Seleção de amostras para cultura. </li></ul>
  • 59. Padronização do Exame de Urina Rotina - Análise Química <ul><li>A tabela de cores contém quatro áreas que representam: negativo, traços, 1+,2+ ou semiquantitativos. </li></ul><ul><li>VR: Ausente ou negativo. </li></ul>
  • 60. BILIRRUBINA <ul><li>PRODUÇÃO </li></ul><ul><li>É um produto da degradação da hemoglobina. </li></ul><ul><li>A hemoglobina liberada é decomposta em ferro, proteína e protoporfirina. O ferro e a proteína são reutilizados pelo organismo e a protoporfirina é convertida em bilirrubina. </li></ul>
  • 61. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>A cirrose e a hepatite produzem lesão hepática produzindo bilirrubinúria. </li></ul><ul><li>Outras doenças hepáticas. </li></ul><ul><li>Obstrução biliar. </li></ul>
  • 62. TESTE COM TIRAS REATIVAS <ul><li>Os resultados qualitativos são registrados como negativo, pequeno, moderado, grande, ou como negativo, 1+,2+,3+. </li></ul><ul><li>As reações coloridas das tiras reativas são influenciadas por outros pigmentos presentes na urina. </li></ul>
  • 63. UROBILINOGÊNIO <ul><li>O urobilinogênio é um pigmento biliar resultante da degradação da hemoglobina. </li></ul><ul><li>Nor malmente se encontra pequena quantidade na urina ( menos de 1 mg/dl ou uma unidade de Ehrlich. </li></ul>
  • 64. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>Grandes quantidades são observadas nas hepatopatias e nos distúrbios hemolíticos. </li></ul><ul><li>A ausência na urina e nas fezes também tem significado diagnóstico: obstrução do ducto biliar, que impede a passagem normal de bilirrubina para o intestino. </li></ul>
  • 65. TESTE COM TIRAS REATIVAS <ul><li>Para semiquantificar, modificou-se o método original, que consistia em acrescentar reagente de Ehrlich à urina e observá-la contra fundo branco para detectar coloração vermelha, passando-se a analisar diluições de urina em série. </li></ul><ul><li>VR: Negativo ou ausente. </li></ul>
  • 66. NITRITO <ul><li>Detecta infecções do trato urinário. </li></ul><ul><li>Não substitui a cultura de urina como prova de diagnóstico e controle das infecções bacterianas, mas detecta casos em que a necessidade de cultura pode não ser evidente. </li></ul>
  • 67. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>Cistite. </li></ul><ul><li>Pielonefrite. </li></ul><ul><li>Avaliação da terapia com antibióticos. </li></ul><ul><li>Monitoração de pacientes com alto risco de infecção do trato urinário. </li></ul><ul><li>Seleção de amostras para cultura de urina. </li></ul>
  • 68. <ul><li>Qualquer tonalidade é considerada significativa. </li></ul><ul><li>VR: Negativo </li></ul>Padronização do Exame de Urina Rotina Análise Química <ul><li>Nitrito </li></ul><ul><li>Negativo </li></ul><ul><li>Positivo </li></ul>
  • 69. DENSIDADE <ul><li>Não é recomendável substituir a osmometria ou a refractometria pelas tiras no exame de líquidos biológicos vitais. </li></ul>
  • 70. SIGNIFICADO CLÍNICO <ul><li>Estado de hidratação do paciente </li></ul><ul><li>Incapacidade de concentração pelos túbulos renais. </li></ul><ul><li>Determinação da inadequação da amostra por baixa concentração. </li></ul>
  • 71. TESTE COM TIRAS REATIVAS <ul><li>VR: 1.010 a 1.035 </li></ul>
  • 72. Ácido Ascórbico <ul><li>Ácido Ascórbico </li></ul><ul><li>Negativo </li></ul><ul><li>Positivo: + a +++ </li></ul>

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