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Negócios da mídia na era da midiatização: uma reflexão sobre modelos de exposição e de interação. (Elizabeth Saad Corrêa)
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Negócios da mídia na era da midiatização: uma reflexão sobre modelos de exposição e de interação. (Elizabeth Saad Corrêa)

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Comunicação apresentada no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, no Porto, dia 9 de Dezembro de 2010.

Comunicação apresentada no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, no Porto, dia 9 de Dezembro de 2010.

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  • 1. Negócios de mídia na era da midiatização: uma reflexão sobre os modelos de exposição e interação
    II Congresso Internacional de Ciberjornalismo
    Universidade do Porto, 9 e 10 /12/2010
  • 2. Como se comporta o negócio do jornalismo no contexto de uma sociedade midiatizada no patamar das relações sociais em nível 2.0?
    Ainda em busca da lucratividade clássica?
    Nossa questão
  • 3. Nossa hipótese
    Na era da sociedade midiatizada em nível 2.0 o papel da mídia e do jornalismo será parte de uma matriz de produtores de conteúdo onde o valor da informação resultará da interação e da experiência que ela estabelecer com seus consumidores.
  • 4. O modelo de exposição da mídia clássica
    Desde o surgimento do ciberjornalismo assistimos à eterna busca do “modelo ideal”
    Equiparação da lucratividade do meio online àquela da mídia clássica
    Transposição das práticas offline de obtenção de receitas – publicidade, assinaturas e classificados
    Dinâmica circular da experimentação
    Auto-sustentação do negócio digital e não integração à cena corporativa
  • 5. O modelo de exposição garante:
    Manutenção do status quoda mídia na sociedade
    Manutenção de sua legitimidade e suposta centralidade social
    Manutenção da auto-referencialidade no processo de produção da informação
  • 6. O modelo de interação da mídia contemporânea
    A geração de valor não é linear e atrelada à situação de consumo, mas sim à fruição e à experiência com o processo informativo
    Surge a figura do produser ou do prosumer que convive com o jornalista e é legitimado pela sociedade – um novo fluxo informativo circular
  • 7. O modelo de interação instiga:
    Reconfiguração do papel do jornalismo na sociedade
    Reconfiguração dos formatos organizacionais e da cadeia de valor das empresas informativas
    Um novo protagonismo social liderado pela “velha” audiência
  • 8. Os modelos de exposição
    Publicidade em múltiplos formatos
    Assinatura de conteúdo
    Acesso gratuito parcial- PayWall
    Patrocínio
    Freemium
    Financiamento/mecenato
    Angel capital
    Fundos de investimento
    Cooperativa de profissionais
  • 9. Em resumo....
    Escassez da oferta de conteúdos informativos ante a necessidade/abundância de leitores e espectadores carentes de informação
    A empresa informativa compõe seu público/audiência valorizando e capitalizando receita pela venda de seus espaços publicitários e do próprio produto informativo
  • 10. Modelos de interação
    Formatos de produção flexível
    Produção colaborativa
    Disputa pela atenção do mercado pelo relacionamento centrado no consumidor
    Crowdsourcing
    Protagonismo horizontal do público
    Cadeia de nichos: agregadores jornalísticos, micro-plataformas, robos, websites informativos
  • 11. Em resumo....
    Bens materiais são substituídos por relacionamentos
    Contexto é mais importante que o conteúdo
    Mensuração quantitativa é secundária
    Transações ocorrem em fluxo contínuo
    Caos se transforma em oportunidade
    A não-rivalidade (compartilhamento) aumenta o valor da informação
    A inclusão é indicador importante
    O efeito-rede é valorizado
  • 12. Nossa reflexão
    Seria possível a convivência entre modelos de interação e modelos de exposição no cenário do ciberjornalismo contemporâneo?
  • 13. O Conteúdo pode ser a conexão
    Entre o mercado “econômico”
    Regido pela mensuração
    Troca de audiência por recursos financeiros
    E o “mercado social”
    Trazer uma informação nova (notícia, game, música) para uma comunidade gera prestígio, simpatia, retribuição
    Elemento crucial é o capital social de uma marca jornalística
  • 14. Capital social da marca jornalística
    Medida de sua capacidade em mobilizar pessoas com interesses comuns na troca de informações relacionadas com atividades que envolvam a marca em questão.
    Co-criação de valor
    NewsEcosystem – Steven Johnson
    Ampliação do espectro midiático – Arsenault & Castells
  • 15. UGC + News
    Meio de compatibilização entre o modelo de interação e o de exposição
    Amplia o efeito-rede
    Promove a inclusão de novos públicos
    Gera valor pelo compartilhamento
    Mantém o público no espaço do website, expostos à informação clássica
    Comentam, compartilham e contribuem com a informação interativa nesse mesmo espaço
  • 16. Tentativas brasileiras
    Grupo Estado
    Reconfiguração do processo organizacional da redação – editorias paralelas
    Foco na produção visual/infográficos inteligentes
    Tecnobrega – Música em movimento
    Cadeia de valor social
    Descolamento do mainstream
  • 17. Obrigado!
    bethsaad@gmail.com
    bethsaad@usp.br
    @bethsaad