A geoeconomia brasileira apresentação

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A geoeconomia brasileira apresentação

  1. 1. A Geoeconomia Brasileira Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Geociências - IGC Geografia Bacharelado – Graduação – EAD Geografia do Brasil – Profª. Marly Nogueira Alunas: Márcia Fradico e Tatiana LourençoConselheiro Lafaiete – Abril de 2011
  2. 2. Introdução: Essa apresentação, reúne oito artigos, extraídos de diferentesmídias, com conotação sobretudo a respeito da Geoeconomia brasileira.Cada artigo aborda um ponto importante sobre a Divisão Geoeconômica doBrasil, suas particularidades, bem como o potencial agrícola e diversosoutros temas que possam exemplificar e caracterizar a atual posição eimportância geoeconômica do Brasil no Mundo Globalizado. Todos osarquivos citados, são referenciados, e podem ser encontrados na íntegrapara consultas e maiores esclarecimentos nos endereços contidos nabibliografia.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 2
  3. 3. Artigos :1. Regiões geoeconômicas: Divisão do Brasil por critérios econômicos2. Secas X Enchentes. Quem causa maior dano a geoeconomia do RN3. Geoeconomia Agrícola4. Agronegócio Brasileiro: Uma Oportunidade de Investimentos5. A nova geoeconomia do emprego6. Os efeitos da globalização na economia: sua relação com o emprego, a educação e a família brasileira7. Economia Brasileira8. Geoeconomia do Brasil e China em contraste24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 3
  4. 4. 1- Regiões geoeconômicas: Divisão do Brasil por critérios econômicos Adriana Furlan A divisão oficial do Brasil em 5 regiões foi criada, em 1969 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mas, antes disso, em 1967 o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger já havia proposto uma outra divisão regional do país, em três regiões geoeconômicas ou complexos regionais. Ela se baseia no processo histórico de formação do território brasileiro, levando em conta, especialmente, os efeitos da industrialização. Dessa forma, ela busca refletir a realidade do país e compreender seus mais profundos contrastes. De acordo com Geiger, são três as regiões geoeconômicas: Amazônia, Centro-Sul e Nordeste.Essa organização regional favorece a compreensão das relações sociais e políticas do país, pois associa os espaços de acordo com suas semelhanças econômicas, históricas e culturais.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 4
  5. 5. Diferentemente da divisão proposta pelo IBGE, os complexosregionais não se limitam apenas às fronteiras entre os Estados. Nessaregionalização, o norte de Minas Gerais, por exemplo, encontra-se noNordeste, enquanto o restante do território mineiro está localizado no Centro-Sul.Observe os três complexos no mapa abaixo: 1) Amazônia, 2) Centro-Sul 3) Nordeste24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 5
  6. 6. Região geoeconômica Amazônia É a maior das três. Tem aproximadamente 5 milhões de km2,extensão que corresponde a quase 60% do território brasileiro. Compreendetodos os Estados da região Norte (com exceção do extremo sul de Tocantins),o oeste do Maranhão e praticamente todo o Mato Grosso.Apesar de suadimensão, possui o menor número de habitantes do país. Em muitos pontos daregião acontecem os chamados "vazios demográficos". A maioria dapopulação está localizada nas duas principais capitais do complexo, Manaus eBelém.Na economia predominam o extrativismo animal, vegetal e mineral.Destacam-se também o pólo petroquímico da Petrobras e a Zona Franca deManaus, que fabrica a maior parte dos produtos eletrônicos brasileiros.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 6
  7. 7. Região geoeconômica Centro-Sul Abrange as regiões Sul e Sudeste (exceto o norte de Minas Gerais), Mato Grosso do Sul Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e o sul de Tocantins. Compreende aproximadamente 2,2 milhões de km2. É a região mais dinâmica do ponto de vista econômico. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são as cidades maior destaque. O Centro- Sul é o principal destino de migrantes de diversos pontos do país e onde se encontra cerca de 70% de toda a população brasileira. Possui a economia mais diversificada, baseada na agricultura de exportação e, principalmente, na indústria. É responsável pela produção da maior parte do Produto Interno Bruto nacional.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 7
  8. 8. Região geoeconômica Nordeste Com uma área de aproximadamente 1,5 milhões de quilômetrosquadrados, é a segunda do país em população. Inclui todo o Nordeste dadivisão oficial (com exceção do oeste do Maranhão) e o norte de MinasGerais, onde se localiza o Vale do Jequitinhonha. Historicamente, é a mais antiga do Brasil. É também a mais pobredas regiões, com números elevados de mortalidade infantil, analfabetismo,fome e subnutrição. Assim como acontece em grande parte do territóriobrasileiro, a população nordestina é mal distribuída. Cerca de 60% ficaconcentrada na faixa litorânea e nas principais capitais. Já no sertão e nointerior, os níveis de densidade populacional são baixos, devido, em grandeparte, à seca. Contudo, possui muitas riquezas históricas e culturais, tanto doponto de vista arquitetônico, como de costumes e tradições.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 8
  9. 9. 2- Secas X Enchentes. Quem causa maior dano a geoeconomia do RN Sinopse preliminar do aspecto geoeconômico do RN Eugênio Fonseca Pimentel A concepção antiga e ainda acreditada por muitos, de que a ocorrência periódica da “seca” é o principal entrave para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e também outros estados nordestinos, é uma concepção arcaica, errônea e deve ser modificada. De um modo simples e pragmático podemos deduzir que esta concepção não é correta respondendo de forma simples e resumida as seguintes indagações: O turismo no qual o nosso RN possui extraordinário potencial e que nos últimos anos tem contribuído bastante para o bom desempenho social e econômico do RN no cenário nordestino se coaduna com a presença de chuvas em período de tempo longo? Não. Chovendo muito as atividades turísticas em todo estado diminui consideravelmente. Assim sendo, a ocorrência periódica das secas não é o entrave para o desenvolvimento24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 9
  10. 10. desta importante atividade econômica que é responsável, direta eindiretamente pela geração de milhares de emprego e renda para apopulação potiguar. Esta atividade econômica que distribui recursosfinanceiros e cultura desponta como a de maior capacidade para se geraremprego e renda para o RN.A produção de Sal do qual o RN é responsávelpor cerca de 90% da produção brasileira se coaduna com a presença dechuvas? Também não. Nos períodos chuvosos, Janeiro a Abril na região, aprodução de sal diminui consideravelmente. Se chover muito e por umperíodo de tempo prolongado, a intensa insolação diminuiconsideravelmente, acarretando com isso a diminuição da produção desteproduto que na sua produção gera emprego e renda muito maior em épocade estiagem. Por seguinte a ocorrência do fenômeno natural das secasperiódicas não é problema para o desenvolvimento desta importanteatividade econômica que gera expressivo volume de divisa para o RN.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 0 1
  11. 11. . Chovendo, as plantações de melões, principal fruto para exportação denossa região tem que ser pulverizadas com defensivos agrícolas,principalmente fungicidas, aumentando com isso os custos de produção. Aseca não é o entrave para o desenvolvimento desta também importanteatividade econômica do RN. A produção de produtos cerâmicos tais comotijolos, telhas, lajotas etc. da qual o RN exporta para outros Estadosnordestinos se coaduna com chuvas? Também não, em períodos chuvosos aprodução cai consideravelmente. Assim sendo a seca não constitui umproblema que possa inibir a produção de produtos cerâmicos. Muito pelocontrario a produção anual aumenta quando da presença de uma estiagem.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 1 1
  12. 12. 3- Geoeconomia Agrícola Fernando Nogueira Costa24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 2 1
  13. 13. No gráfico apresentado Fernando Lopes (Valor, 13/04/2011), porsua vez, apresenta mudança ocorrida na geoeconomia agrícola do País,sobre a qual é bom também os “urbanoides” se atualizarem. Alavancado porcolheitas produtivas e rentáveis de soja e algodão, Mato Grosso caminhapara tirar de São Paulo em 2011, pela primeira vez, o posto de maior Estadodo país em valor bruto da produção (VBP) agrícola. Levantamento divulgadopelo Ministério da Agricultura, que realiza esse estudo desde 1997, projeta oVBP das principais lavouras mato-grossenses em R$ 33,4 bilhões neste ano,55,9% mais que em 2010. Na comparação, o VBP paulista deverá diminuir9,7%, para R$ 29,8 bilhões.Além de superar a tradicional liderança de SãoPaulo, o fortalecimento de Mato Grosso deverá levar o Centro-Oeste aosegundo lugar entre as regiões brasileiras de maior VBP, à frente do Sul eainda um pouco atrás do Sudeste, onde o café, em Minas Gerais e SãoPaulo, continua tendo peso importante. Essas oscilações decorrem do24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 3 1
  14. 14. comportamento de produção e dos preços dos principais produtos cultivados nos Estados e regiões. Ao mesmo tempo em que soja e algodão tendem a apresentar melhores VBPs em 2011, empurrando Mato Grosso e o Centro-Oeste, o VBP da cana, principal plantação de São Paulo e do Sudeste, tende a perder força, ainda que vá continuar em elevado patamar. Para a soja, líder do agronegócio do país, e cuja colheita nacional deverá superar 72 milhões de toneladas nesta safra 2010/11, o Ministério da Agricultura passou a estimar valor bruto da produção de R$ 53,4 bilhões no total em 2011, 14,2% mais que em 2010 e novo recorde histórico. A fatia de Mato Grosso deverá ficar em R$ 15,6 bilhões, salto de 33,3%. No caso do algodão, o crescimento previsto em relação ao ano passado é de 55,4%. O montante total previsto, de R$ 4,9 bilhões, perde apenas para o de 2004, quando colheita e preços também foram imensos. O Ministério leva em consideração em suas contas o algodão em caroço, cuja produção deverá atingir 3,2 milhões de toneladas, e não em pluma. Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 4124/04/11
  15. 15. Mato Grosso é o principal Estado produtor de soja e algodão doBrasil. São Paulo abriga o maior polo sucroalcooleiro, mas o VBP nacional dacana, apesar das elevadas cotações do açúcar e da recuperação do etanol,deverá recuar 11,3% na comparação com 2010, para R$ 29,1 bilhões.Cálculos das usinas indicam que a safra de cana que está começando serámenor que a anterior.Depois de Mato Grosso e São Paulo, aparecem noranking do ministério dos maiores VBPs os Estados do Paraná (R$ 25bilhões, 5,4% mais que em 2010), puxado por soja e milho, e do Rio Grandedo Sul (R$ 21,1 bilhões, salto de 10,1%), beneficiado pela soja e pelo bomdesempenho do arroz. No total, o Ministério calcula o valor bruto da produção das 19principais culturas agrícolas do país em R$ 193,2 bilhões neste ano, 7,3%acima do resultado apurado em 2010 e novo recorde, superando o de 2008.Eram 20 lavouras, mas não há previsões para a mamona entre os anos de2009 e 2011.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 5 1
  16. 16. 4- Agronegócio Brasileiro: Uma Oportunidade de Investimentos Moderno, eficiente e competitivo, o agronegócio brasileiro é uma atividade próspera, segura e rentável. Com um clima diversificado, chuvas regulares, energia solar abundante e quase 13% de toda a água doce disponível no planeta, o Brasil tem 388 milhões de hectares de terras agricultáveis férteis e de alta produtividade, dos quais 90 milhões ainda não foram explorados. Esses fatores fazem do país um lugar de vocação natural para aagropecuária e todos os negócios relacionados à suas cadeias produtivas. Oagronegócio é hoje a principal locomotiva da economia brasileira e respondepor um em cada três reais gerados no país.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 6 1
  17. 17. O agronegócio é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB),42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros. Estima-se queo PIB do setor chegue a US$ 180,2 bilhões em 2004, contra US$ 165,5bilhões alcançados no ano passado. Entre 1998 e 2003, a taxa decrescimento do PIB agropecuário foi de 4,67% ao ano. No ano passado, asvendas externas de produtos agropecuários renderam ao Brasil US$ 36bilhões, com superávit de US$ 25,8 bilhões. Nos últimos anos, poucos países tiveram um crescimento tãoexpressivo no comércio internacional do agronegócio quanto o Brasil. Osnúmeros comprovam: em 1993, as exportações do setor eram de US$ 15,94bilhões, com um superávit de US$ 11,7 bilhões. Em dez anos, o país dobrouo faturamento com as vendas externas de produtos agropecuários e teve umcrescimento superior a 100% no saldo comercial.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 7 1
  18. 18. Esses resultados levaram a Conferência das Nações Unidas para oComércio e Desenvolvimento (Unctad) a prever que o país será o maiorprodutor mundial de alimentos na próxima década. O Brasil é um dos líderes mundiais na produção e exportação de váriosprodutos agropecuários. É o primeiro produtor e exportador de café, açúcar,álcool e sucos de frutas. Além disso, lidera o ranking das vendas externas desoja, carne bovina, carne de frango, tabaco, couro e calçados de couro. Asprojeções indicam que o país também será, em pouco tempo, o principal pólomundial de produção de algodão e biocombustíveis, feitos a partir de cana-de-açúcar e óleos vegetais. Milho, arroz, frutas frescas, cacau, castanhas, nozes,além de suínos e pescados, são destaques no agronegócio brasileiro, queemprega atualmente 17,7 milhões de trabalhadores somente no campo.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 8 1
  19. 19. 5- A nova geoeconomia do emprego ÁLVARO KASSAB A região Sudeste deixou de ser o centroprivilegiado do movimento migratório, transformando-seatualmente no principal pólo de expulsão de mão-de-obra do Brasil, além de registrar um dos pioresindicadores da produção e do emprego no país. Essasconstatações estão na pesquisa "Nova geoeconomia doemprego no Brasil: um balanço de 15 anos nos Estadosda federação", coordenada pelo economista MarcioPochmann, professor do Instituto de Economia (IE) epesquisador do Centro de Estudos Sindicais e deEconomia do Trabalho (Cesit) da Unicamp.“Em quatro anos, 215 mil deixaram o Sudeste”24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 9 1
  20. 20. De acordo com a pesquisa, o protagonismo de São Paulo e deEstados vizinhos – sobretudo Rio de Janeiro e Minas Gerais – é hojedesempenhado pelas regiões Centro-Oeste e Norte, onde estão as áreas defronteira agropecuária e de extrativismo mineral. Os novos Estados líderes –Amazonas, Mato Grosso e Goiás à frente – detêm os melhores resultados naevolução do PIB, e conseqüentemente, a maior absorção de migrantes detodo o país. Pochmann revela que o estudo, de âmbito nacional, buscavainterpretar algumas hipóteses formuladas no Brasil ao longo da década de1990. Uma das mais recorrentes dava conta de que os empregos nãoestavam mais nas metrópoles, mas sim nas pequenas e nas médias cidades.Para fundamentar a pesquisa, foram utilizadas fontes primárias deinformações, todas oficiais, que constam de levantamentos feitos pelo IBGE entre os anos de 1990 e 2005, tanto no que diz respeito à população24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 02
  21. 21. como ao comportamento do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) dosEstados. "A investigação tratou de analisar, de forma simultânea, o mercadode trabalho e a economia dos Estados nas cinco grandes regiões", revela oeconomista.A pesquisa mostra que, com a crise da dívida externa [início dadécada de 1980], "o Brasil passou a dar sinais de abandono do longo ciclo derápida expansão econômica, que era acompanhado pelo movimento deestruturação do mercado de trabalho". De acordo com o documentoformulado por Pochmann e sua equipe, "o que se verifica nos últimos 25anos corresponde à fase de semi-estagnação econômica, simultaneamenteperseguida do movimento de desestruturação do mercado de trabalho". Paraexemplificar, Pochmann revela números emblemáticos: entre os anos de1990 e 2005, o PIB brasileiro cresceu somente 2,41% (média anual),enquanto a expansão média anual da População Economicamente Ativa(PEA) foi de 2,76%.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 1 2
  22. 22. 6- Os efeitos da globalização na economia: sua relação com o emprego, a educação e a família brasileira Valdec Romero Castelo Branco Em relação à globalização, podemos preliminarmente afirmar que vêm se atribuindo a determinados fatos proporções maiores do que as reais, isto é, alguns fatos aparentam ou são classificados como maiores do que realmente são. A partir disto, podemos nos referir ao excessivo crédito que o fenômeno da globalização exerce sobre as economias dos diferentes países. No Brasil, a partir da década de 1990, com maior intensidade.Compreender o atual processo de globalização das economias e seus efeitos, em especial nos países em desenvolvimento, é na verdade procurar desvendar, não só ao público acadêmico, mas para a sociedade, a concepção do papel do Estado nesta nova fase do capitalismo pós- Segunda Grande Guerra, representada pelos agentes econômicos: as famílias, as empresas e o governo. e Tatiana Lourenço 224/04/11 Márcia Fradico 2
  23. 23. Tendo em vista as transformações econômicas e sociais em curso,promovidas pelo processo de internacionalização das economias,procuraremos discutir neste artigo os efeitos da globalização e sua relaçãocom o emprego, a educação e a família contemporânea no Brasil. Oagravamento da exclusão social no País pode ser inicialmente creditado aomodelo capitalista hegemônico, acentuado nas últimas décadas do séculoXX. O objetivo geral deste artigo é procurar esclarecer os efeitos daglobalização na economia brasileira nas décadas de 1980 e 1990 e suarelação com o emprego, a educação e a família no Brasil. As discussõessobre a organização econômica mundial estão em pauta, principalmente aquestão da internacionalização das economias, incorporando neste objetode estudo o mercado de trabalho, a educação brasileira e os gruposfamiliares, estudando os problemas econômicos, sociais e políticos, eengendrando uma influente reflexão sobre suas causas e conseqüências para a sociedade brasileira. Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 3 224/04/11
  24. 24. A globalização privilegia a intensificação dos valores e vantagensindividuais, tornando- se as pessoas resumidas a um sistema que consideramtodos os acontecimentos como irrevogavelmente fixados de antemão por umacausa única e irreversível. O cotidiano das pessoas consiste em adquirir cadavez mais o poder de consumo, capacitando-as a obterem mais e maisquinquilharias tecnológicas, caminho do sucesso e felicidade. A sociedade da maneira como está hoje articulada não poderásobreviver sem formas mais avançadas de organização social, capazes dealterar os interesses corporativos sob o rótulo de economia de mercado ou,como preferem alguns, neoliberalismo, aí sim, podemos afirmar que osresultados dessa destruição têm um impacto universal e irreversível.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 4 2
  25. 25. 7- Economia Brasileira O Brasil possui atualmente uma economia forte e sólida. O país é umgrande produtor e exportador de mercadorias de diversos tipos, principalmentecommodities minerais, agrícolas e manufaturados. As áreas de agricultura,indústria e serviços são bem desenvolvidas e encontram-se, atualmente, embom momento de expansão. Considerado um país emergente, o Brasil ocupa o10º lugar no ranking das maiores economias do mundo (dados de 2007). OBrasil possui uma economia aberta e inserida no processo de globalização. Principais produtos importados pelo Brasil (2009): petróleo bruto; circuitos eletrônicos; transmissores/receptores; peças para veículos, medicamentos; automóveis, óleos combustíveis; ulhas em pó, gás natural e motores para aviação. Organizações comerciais que o Brasil pertence: Mercosul, Unasul e OMC (Organização Mundial de Comércio) 24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 5 2
  26. 26. Principais produtos agrícolas produzidos: café, laranja, cana-de-açúcar (produção de açúcar e álcool), soja, tabaco, milho, mate. Principais produtos da pecuária: carne bovina, carne de frango,carne suína Principais minérios produzidos: ferro, alumínio, manganês,Magnesita e estanho. Principais setores de serviços: telecomunicações, transporterodoviário, técnico-profissionais prestados à empresas, transporte de cargas,limpeza predial e domiciliar, informática, transportes aéreos e alimentação. Principais setores industriais: alimentos e bebidas, produtosquímicos, veículos, combustíveis, produtos metalúrgicos básicos, máquinas eequipamentos, produtos de plástico e borracha, eletrônicos e produtos de papele celulose.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 6 2
  27. 27. 8- Geoeconomia do Brasil e China em contraste Corival Alves do Carmo Comparativamente, o Brasil possui condições geoeconômicas muito mais favoráveis para disputar o controle de uma fatia da economia mundial e para liderar uma agenda política. A oferta de recursos naturais para o país é abundante, não apenas internamente, mas também nos seus vizinhos. As diferenças nas dimensões geográficas e econômicas entre o Brasil e seus vizinhos fazem com que estes não concorram por recursos com o Brasil. A capacidade de crescimento do Brasil não é limitada por razões naturais, ao contrário, comparativamente aos países em estágio similar de desenvolvimento o Brasil possui uma situação muito confortável. Na concorrência por IED, apesar de todos os países da região serem carentes de investimentos e procurarem atrair o capital internacional, o24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 7 2
  28. 28. Brasil evidentemente tem as melhores condições para receber este capitalseja pela infra-estrutura seja pela perspectiva de rentabilidade. Entretantodo ponto de vista do Estado, o Brasil não tem uma política coerente emrelação ao IED . O país ainda não foi capaz de definir uma política coerentesobre como utilizar o grande afluxo de recursos externos para a promoçãode um desenvolvimento acelerado e para a consolidação de sua posiçãocomo potência econômica. Isto ocorre, porque o governo brasileiro não foicapaz, ou melhor sequer tentou, definir quais os setores em que o Brasil émais competitivo e que demandam maior volume de investimentos paraque o país possa assumir a liderança e o controle destes setoreseconômicos. O governo Lula se perdeu neste aspecto numa políticaexterna voltada para liberalização dos mercados mundiais de produtosagrícolas, que pode dar um certo fôlego ao país temporariamente. Maspara competir com China, Índia, México, ou mesmo Rússia, o Brasil24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 8 2
  29. 29. precisa controlar setores de ponta intensivos em tecnologia. O controle e oacesso às riquezas naturais no jogo mundial da disputa do controle do capitalsão apenas um pré-requisito e não o alvo a ser alcançado. O crescimentodas exportações brasileiras nos últimos anos ocorreu fundamentalmente emsetores não-intensivos em tecnologia como em vários momentos apontou oIEDI.Esta ausência de uma política de desenvolvimento se reflete na políticacambial adotada. Não se pede que o Brasil tenha uma política dedesvalorização como a China. Mas a aceitação relativamente passiva davalorização do real é um equívoco. Em termos de propaganda pode soarbem afirmar que há uma elevação da demanda por reais. Entretanto, estamaior demanda por reais se restringe ao mercado interno, não torna o Realuma moeda conversível internacionalmente. Ou seja, ficamos com o ônus dadesvalorização do dólar em escala mundial sem obter qualquer bônus nesteprocesso.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 9 2
  30. 30. Por fim, ainda um fator que não permite o Brasil aproveitar das vantagens emrelação à China nesta disputa geoeconômica - a infra-estrutura detransportes. Tanto a exploração das vantagens internas quanto as regionaisdependem de uma sólida infra-estrutura de transporte. De fato, um pacote deinvestimentos no setor de transportes representaria tanto um estímulo para ocrescimento econômico de curto prazo quanto a viabilização de condiçõesestruturais para o crescimento de longo prazo. O Brasil não tem condições defazer pacotes de investimento como a China seja pelas características dosistema político seja pelas do sistema econômico. Mas com planejamentopossui condições de realizar uma aceleração da modernização da infra-estrutura de transportes.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 0 3
  31. 31. Conclusão: Os artigos selecionados para este trabalho fazem referência à Geoeconomia do Brasil. Buscamos por artigos com temas mais atuais sobre o Brasil e sua economia refletida no mundo. O Brasil por ser um país emergente, que está na periferia do mundo capitalista, representa uma economia dinâmica, que atrai os países que hoje ocupam o centro e que formam o oligopólio, países desenvolvidos tecnologicamente, mais que precisam de mão de obra e recursos naturais, ambos encontrados nos países periféricos, no caso em questão, o Brasil. A Geoeconomia do Brasil, como colocada num dos artigos apresentados está bem desenvolvida, contudo, precisa desenvolver mais tecnologia e passar a exportar mais produtos industrializados ou semi- industrulializados, para de fato, avançar geoeconomicamente e geopoliticamente.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 1 3
  32. 32. O Primeiro artigo divide o país em três regiões geoeconômicas. Esta divisão buscacompreende e refletir sobre as realidades e os contrastes do Brasil refletidos emsua economia. Partindo da evolução geoeconômico da sociedade brasileira tem-seum país contemporâneo com suas disparidades sociais num processo deindustrialização evidenciados após a 2º guerra mundial. As regiões Geoeconômicasdo Brasil são: 1ª) Amazônia, é a mais extensa, corresponde a 60% do territóriobrasileiro, contudo possui o menor número de habitantes por km².Economicamente predominam o extrativismo mineral, vegetal e animal. Além deser um pólo petroquímico da Petrobrás e por sediar a Zona Franca de Manaus,local onde são produzidos maioria dos aparelhos eletrodomésticos do país. 2ª) ACentro Sul é a região geoeconomia que abrange as regiões Sul, Sudeste e partedo Centro Oeste do Brasil. É a região mais dinâmica do ponto de vista da produçãoeconômica do país. É também é a mais populosa. 3ª) A Nordeste é a regiãoGeoeconômicas que abrange a região nordeste do Brasil, é a segunda em númerode população. Economicamente, suas riquezas estão mais relacionadas àsriquezas históricas e culturais de sua população. 24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 2 3
  33. 33. O segundo artigo procura explicitar os verdadeiros danos àGeoeconomia do Estado do rio Grande do Norte frente ao mito da “seca”, queseria a principal vilã, para o não crescimento econômico do Estado. Nesteartigo, Eugênio Fonseca Pimentel, diz que forma bem clara que ao contráriodo que dizem políticos e outros, a seca não é a principal entrave para odesenvolvimento do Rio Grande do Norte e dos outros Estados da RegiãoNordeste do Brasil. Ele revela que a Geoeconomia do Estado, está ligada aosseguintes ramos: turismo, produção de sal (representa 90% da produçãobrasileira), produção de frutas tropicais, produção de produtos cerâmicos, acarcinicultura, produção pesqueira, a produção de petróleo e de gás natural.Ambas independem de fatores como chuva ou seca para se desenvolverem.Daí conclui que estas atividades merecem total atenção e planejamento, poisrepresentam à economia de uma região que deve ser mais bem desenvolvida.Já a agricultura e a pecuária depende da água da chuva, contudo,representam no Estado apenas 9,44% do PIB do RN.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 3 3
  34. 34. O terceiro artigo selecionado,coloca em evidência, mais uma vez,a Geoeconomia a partir da produção agrícola do país, seu desenvolvimentoe crescimento a partir da produção agrícola. Segundo o Ministério daAgricultura, a lavoura é o setor da agricultura que mais vem desenvolvendono país e o Estado do Mato Grosso é o principal cultivador de algodão esoja no Brasil. O país vem mostrando sinais de sua evolução, mostrandocompetência no plantio de grãos, contudo, é preciso ficar atento ao meioambiente e buscar desenvolver tecnologias.O quarto artigo fala do Agronegócio. O Brasil Geoeconômico falando,dispõe de todas as características para investir e desenvolver a agricultura.Possuem clima diversificado, chuvas regulares, energia solar abundante,água doce disponível e mais de 388 milhões de hectares de terrasagricultáveis férteis e de alta produtividade, sendo que 90 milhões destasterras ainda não foram exploradas. Hoje o agronegócio é a maiorlocomotiva da economia brasileira. O Brasil é líder mundial na exportaçãode produtos como: café, açúcar, álcool e sucos de frutas. Além de liderar o24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 4 3
  35. 35. ranking das vendas externas de soja, carne bovina, carne de frango, tabaco,couro e calçados de couro. Existem projeções de tornar em pouco tempo oprincipal pólo mundial de algodão e biocombustíveis feitos a partir da cana deaçúcar e de óleos vegetais. O quinto artigo Álvaro Kassab refere-se à nova Geoeconomia doEmprego. Segundo o autor houve uma transferência do movimentomigratório da Região Sudeste, para a Região Centro-Oeste do Brasil, na qualforam registrados os maiores índices de produção e emprego. A RegiãoSudeste deixa de ser o centro da mão-de-obra no Brasil e a Região Centro-Oeste e Norte passam a criar maiores quantidades de emprego eevidentemente a produzir mais. As razões para este crescimento vêm do fatodestas duas regiões estarem nas áreas de fronteira agropecuária e deextrativismo mineral, áreas que mais vêem se desenvolvendo no país. OsEstados da Amazônia, Mato Grosso e principalmente Goiás são os que têmos melhores resultados do PIB (Produto Interno Bruto). Analiso esta evoluçãocomo sendo decorrente do avanço e crescimento que o país vemregistrando,24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 5 3
  36. 36. principalmente na área da agropecuária. Atualmente são estas também asregiões que dispõe de espaço e condições favoráveis para o desenvolvimentodessas culturas.O sexto artigo trata dos aspectos econômicos, em especial do atual processode globalização das economias e de seus efeitos na economia brasileira nasdécadas de 1980 e 1990. Contudo concluímos que o atual processo deglobalização internacionalizou as economias, porém não há um poder capazde organizar uma compensação efetiva para a demanda social dos paísesperiféricos .O sétimo artigo intitulado Economia Brasileira, nos apresenta dados reais, dasituação econômica do Brasil que se firma como uma grande potênciaemergente.Por fim o último artigo faz uma comparação do desenvolvimento da China XBrasil. A situação do Brasil atual o coloca numa posição de destaque tantoeconômica quanto geográfica, por possuir maiores recursos naturais e nãoestar limitada sua capacidade de crescimento por razões naturais, o país mantém vantagem junto aos vizinhos sul-americanos. Esta condição de24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 6 3
  37. 37. destaque torna-o mais favorável para poder disputar parte do controle daeconomia mundial e ainda liderar uma agenda política no cenário atual, comovem fazendo a China. Segundo o artigo, falta no país uma maturidade emreconhecer e definir políticas coerentes sobre como utilizar os recursos externos,para a promoção de um crescimento mais acelerado, consolidando por vez como“potência econômica”. Na verdade, o que está faltando é um maior controle dossetores de tecnologias, para poder competir com a China, Índia e Rússia. Umavez que a exportação onde foram medidos crescimentos consideráveis, estãoregistrados nos setores primários e secundários. Outro ponto de relevância noartigo, refere-se à questão da ausência de uma política cambial. Vê-seatualmente a valorização do real, moeda nacional e a desvalorização do dólar,moeda estrangeira. Segundo o artigo, esta situação em escala mundial, em nadamelhora nossa economia. A exemplo da China, houve uma desvalorização damoeda nacional, contudo, no Brasil esta também não seria a melhor estratégia.O artigo propõe mais planejamento, acreditamos ser este o primeiro passo.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 7 3
  38. 38. E o que temos ao final deste trabalho, é o retrato de um Brasil queprecisa explorar de forma sustentável seus recursos naturais, desenvolvertecnologias para exportar produtos acabados e não manter esta exportação deminérios e produtos agrícolas. Passos tem sido dada, como a construção denavios, na indústria naval e a tecnologia desenvolvida pela Petrobrás, paraextração de petróleo em águas profundas, porém, deve-se fazer mais. Investirem pesquisas, em educação, dentre outros planejamentos, porque só destaforma a geoeconomia do Brasil irá realmente crescer e desenvolverexplorando de forma correta toda esta potência em recurso natural, humano egeográfico.24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 8 3
  39. 39. Referências Bibliográficas:1 - Regiões geoeconômicas:Divisão do Brasil por critérios econômicos - Adriana Furlan* - Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u384.jhtm 2- Secas X Enchentes. Quem causa maior dano a geo economia do RN - SINOPSE PRELIMINAR DO ASPECTO GEO ECONOMICO DO RN- Eugênio Fonseca Pimentel- Geólogo pesquisador da Agenda 21 Local e Semi árido do Brasil. http://blogln.ning.com/forum/topics/secas-x-enchentes-373- Geoeconomia Agrícola http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2011/04/21/geoeconomia- agricola/4- Agronegócio Brasileiro: Uma Oportunidade de Investimentoshttp://www.geomundo.com.br/geografia-30105.htm24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 9 3
  40. 40. 5- A nova geoeconomia do emprego - ÁLVARO KASSABhttp://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/fevereiro2007/ju349pag 03.html6- Os efeitos da globalização na economia: sua relação com o emprego, a educação e a família brasileiraArtigo Científico Publicado na Revista Eletrônica do Programa Interdisciplinar em Educação, Administração e Comunicação. Pesquisa em Debate - Universidade São Marcos. Os efeitos da globalização na economia: sua relação com o emprego, a educação e a família brasileira. São Paulo: Ano I, n. 1, jul-dez 2004, p. 25-37.http://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/os- efeitos-da-globalizacao-na-economia-sua-relacao-com-o-emprego-a- educacao-e-a-familia-brasileira/3231/7- Economia Brasileirahttp://www.suapesquisa.com/geografia/economia_brasileira.htm24/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 0 4
  41. 41. 8- Geoeconomia do Brasil e China em contrasteSeg, 31 de Agosto de 2009 21:00 | Author: Corival Alves do Carmohttp://www.revistaautor.com/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=494:geoeconomia-do-brasil-e-china-em-contraste&catid=13:economia&Itemid=4024/04/11 Márcia Fradico e Tatiana Lourenço 1 4

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