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Mecanismos de Coesão
 

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  • Esse material, me ajudou muito, o professor explicou esse assunto antes da greve aqui na Bahia, e com esse material consegui lembrar de tudo e aprender um pouco mais!
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  • Muito bem explicativo, eu queria saber quando foi que a coesão textual começou a ser introduzida no ensino da lingua portuguesa.
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  • Muito explicativo!
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    Mecanismos de Coesão Mecanismos de Coesão Document Transcript

    • Esta unidade tem por objectivo ajudá-lo a compreender o conceito de textualidade, isto é, as características que conferem a determinadas manifestações linguísticas humanas a designação de texto. Os mecanismos que asseguram a unidade/ estruturação de um texto (tecido) são a coesão e a coerência Conceitos e Aplicações Utilidade 1. COESÃO “Quando usam a língua, os falantes não 1.1. Mecanismos de coesão gramatical produzem palavras ou frases isoladas, 1.1.1. Coesão frásica desligadas umas das outras e do 1.1.2. Coesão interfrásica contexto situacional e discursivo. Pelo 1.1.3. Coesão temporal contrário, tanto os produtos resultantes 1.1.4. coesão referencial do uso primário da língua na situação básica da conversa como os que resultam da língua escrita em situações 1.2. Mecanismos de coesão lexical não pessoais, tanto os produtos de um só locutor como os que resultam de 1.2.1. Repetição uma actividade colaborativa de vários 1.2.2. Substituição falantes são objectos dotados de sentido a) sinonímia e de unidade – ou seja, são produtos b) antonímia coesos internamente e coerentes com o c) hiperonímia/ hiponímia mundo, relativamente ao qual devem d) holonímia/ meronímia ser interpretados. A tais produtos chama-se textos.” 2. COERÊNCIA Mª Helena Mira Mateus et alii, Gramática da Língua 2.1. Coerência lógico-conceptual Portuguesa a)Princípios lógico-conceptuais * ordenação lógica das situações apresentadas * relações lógicas entre as situações * propriedades e características dos objectos de um mundo “normal” 2.1. Coerência textual a)Regras de coerência textual * repetição * progressão * não contradição * relação
    • A coesão designa o conjunto de processos linguísticos que asseguram as ligações na frase e entre frases. A coesão, enquanto aspecto de gramaticalidade, está ligada à competência linguística dos falantes. Conhecer os conceitos Os processos Coesão frásica: processo que Ordenação das palavras na frase; assegura a unidade entre os diferentes concordância das palavras em género elementos linguísticos de uma frase e/ou número; regência de preposições. simples ou de uma oração Para que uma frase seja gramaticalmente correcta (coesa), os elementos linguísticos que a compõem devem obedecer quer a uma organização interna, quer a fenómenos de concordância. Vejam-se os exemplos: a) Os pais discutiram o assunto Lendo a frase, não restam dúvidas de que esta é um exemplo de frase coesa e isto porque: * os seus constituintes se organizam segundo a ordem sintáctica normal da língua portuguesa – sujeito/verbo/objecto *nela estão respeitados todos os princípios de concordância: determinante e nome, masculinos e plural, que constituem o sujeito da frase, concordam com o verbo, também ele plural b) O aluno mais velhos da escola tiveram o privilégio de encabeçar a lista da associação de estudantes Esta frase é um exemplo de frase não coesa, dado que, no grupo nominal, não há concordância entre o nome e o adjectivo que o caracteriza. Também o verbo não concorda em número com o sujeito.
    • Conhecer os conceitos Os processos Coesão interfrásica: processo que Coordenação; subordinação; assegura a articulação de orações, articulação por outros frases e parágrafos entre si. conectores/organizadores Existem dois processos que asseguram a unidade das frases constituídas por mais do que uma oração (frases compostas ou complexas): a coordenação (sindética e assindética) e a subordinação. Coordenação assindética O João leu um romance, a Maria leu uma revista. A frase é coesa pela simples justaposição das orações Fui a Paris, mas não visitei a Torre Eiffel. Coordenação sindética A conjunção mas, apesar de prescindível, une as duas orações e torna a frase coesa O João pensa que vencerá mais um obstáculo. Subordinação A segunda oração, introduzida pela conjunção completiva integrante que, completa o sentido da primeira oração e é imprescindível para a coesão da frase. A conexão entre várias frases, com vista à formação de unidades mais amplas, o parágrafo, é assegurada por conectores/ organizadores discursivos ou sinais de pontuação (que marcam a pausa e a melodia).
    • EXEMPLOS DE COESÃO NO INTERIOR DO PARÁGRAFO Nesta descrição, os elementos quot;A casa era grande, branca e antiga. Em sua frente estão organizados através de havia um pátio quadrado. À direita um laranjal onde noite e expressões: Em sua frente, À dia corria uma fonte. À esquerda era o jardim de buxo, direita, À esquerda húmido e sombrio, com suas camélias e seus bancos de (organizadores discursivos). azulejo.quot; Sophia de Mello Breyner Andresen,quot;O Jantar do Bispo? Contos Exemplares quot;Desde sempre a poesia foi, de entre todas as actividades do espírito, aquela em que os portugueses mais se distinguiram. Com efeito, num momento em que particularmente importa avaliar o que, ao longo dos A conexão entre as duas frases faz- se por meio de com efeito, tempos, foi o nosso contributo para a formação de uma conector que exprime a cultura europeia, há que reconhecer que muito poucas confirmação do que foi pessoas serão as figuras capazes de ombrear noutros anteriormente dito. domínios com as suas congéneres de outras nações.quot; Luís Miguel Nava,quot;Introduçãoquot;Antologia de Poesia Portuguesa quot;Pequenos ou mesmo minúsculos em tamanho, gigantes em número e em idade, campeões do disfarce e do ardil, mestres na arte da sobrevivência, os insectos são os verdadeiros senhores do planeta. Joaninhas, grilos, Neste parágrafo, que integra duas pirilampos, insectos-pau, eles sim - muito mais frases, a pausa, representada graficamente pelo ponto final, é provavelmente do que nós - serão naturais protagonistas determinante para a organização e no distante amanhã que cantam.quot; encadeamento das ideias. Notícias Magazine, 11 de Agosto de 2002
    • EXEMPLOS DE COESÃO NO INTERIOR DO PARÁGRAFO quot;Se, nos dias de hoje, os mais pequenos gestos da nossa vida são enquadrados pela presença de entidades derivadas da ciência, como é que isto pode ter A conexão entre os dois parágrafos é acontecido? Se chegámos ao ponto de funcionar por feita pelo jogo pergunta/resposta, obra e graça de microchips, alimentos enriquecidos com assinalado graficamente pelo vitaminas, ou antibióticos ou vacinas, porque é que ponto de interrogação, ao qual sabemos tão pouco sobre logaritmos, enzimas de corresponde a entoação. restrição, ou a organização de colónias bacterianas? O que falhou? O que falhou, fundamentalmente, foi que a explicação da ciência ao público não foi cuidadosamente programada desde o início.quot; Clara Pinto Correia, Clones Humanos Sobre o Texto quot;(...) o Body Jam garante uma significativa melhoria cardiovascular, ajuda a perder peso e favorece uma maior consciência corporal, pela coordenação motora que é estimulada durante as aulas. Tudo isto, claro, aliado ao A ligação entre os parágrafos faz- prazer do ritmo e à descontracção proporcionada por uma se através do organizador em hora de dança... suma, que introduz a conclusão Em suma, uma modalidade que assegura excelentes do exposto anteriormente. resultados para o corpo e mente.quot; In Saúde e Bem-Estar, Outubro de 2003 quot;Até há bem pouco tempo, pensou-se que os recursos da Terra eram inesgotáveis e que a intervenção do Homem não teria grande influência no desenvolvimento normal dos ciclos da Natureza. No entanto, actualmente sabemos que o mundo A ligação entre os parágrafos faz- civilizado lança grande quantidade de gases para a se através do conector no entanto, que estabelece uma atmosfera e que esses gases que deveriam ser oposição entre o que vai ser dito absorvidos pelas plantas não o são em quantidade e o anteriormente referido. suficiente.quot; In Notícias Magazine, Setembro de 2003
    • COESÃO TEMPORAL Conhecer os conceitos Os processos Expressões adverbiais ou Coesão temporal: processo que preposicionais com valor temporal; consiste na sequencialização dos datas; expressões que assinalam enunciados, segundo uma lógica ordem; utilização correlativa de tempos temporal. verbais. Há vários processos que estabelecem nexos temporais entre acções. As frases que se seguem exemplificam esses mecanismos. A ordenação dos acontecimentos é feita A patroa discutiu com todos os empregados e saiu segundo a ordem zangada. cronológica Utilização de expressões que assinalam a ordem dos Primeiro dirigiu-se ao indivíduo, depois pediu-lhe acontecimentos contas pelo sucedido. Emprego correlativo de tempos verbais Quando a polícia chegou, o ladrão já tinha fugido. Uso de expressões de tempo em consonância com Ela é uma pessoa inconstante: ontem tinha uma os tempos verbais ideia, hoje tem outra. Indicação de uma data O dia 25 de Abril de 1974 foi decisivo para o país.
    • COESÃO REFERENCIAL Os processos Conhecer os conceitos Coesão Referencial propriedade dos temporal: textos (orais e escritos) em que determinadas expressões linguísticas Anáforas lexicais, anáforas pronominais, estabelecem relações de dependência elipses, catáforas lexicais, pronominais, com o discurso anterior, o discurso deícticos. subsequente ou a situação de comunicação. Para que um texto progrida, mas mantenha sempre activados certos referentes, é necessária a retoma desses mesmos referentes, o que assegura a coesão textual. Designamos por referente a entidade do mundo real ou fictício para a qual remete uma expressão linguística. Cadeia referencial: uma filha —> a criança —> a —> lhe —> quot;Havia um rei que tinha uma filha. Era ele não só muito [-]—> [-] impertinente, mas desconfiado. Logo que a criança nasceu, meteu-a numa torre com uma ama por companheira e referente antecedente: uma filha mestra. Permitia-lhe sair ao jardim, passear pelo terraço, anáfora nominal: a criança mas não consentia que [-] frequentasse reuniões ou [-] fizesse anáforas pronominais: o/ lhe visitas.quot; anáforas através da elipse: [-] No excerto transcrito, as expressões sublinhadas não têm referência autónoma, só podem ser interpretadas enquanto dependentes da expressão inicial (referente ante- cedente) - uma filha. Assim, designamos as expressões sublinhadas por anáforas, na medida em que remetem para algo que foi dito anteriormente. Integrados nesta cadeia referencial surgem dois lugares vazios na posição de sujeito, assinalados por [-]. Esses espaços seriam preenchidos pelo referente a filha. Aos elementos da cadeia referencial, porque têm o mesmo referente, chamam-se co-referentes.
    • COESÃO REFERENCIAL Cadeia referencial: jogadora de futebol —> jovem musculada quot;Sonhava ser jogadora de futebol para tentar seguir os —> a —> uma verdadeira campeã das passos de Eusébio.(...) O desejo da jovem musculada foi transformado pelo escritor Craveirinha, que a viu correr e pistas —> [-] —>Maria de Lurdes Mutola jogar e acreditou imediatamente que tinha encontrado uma verdadeira campeã das pistas. (...) Três anos depois - e catáforas nominais: jogadora de futebol/ após a presença [-] nas Olimpíadas de Seul - Maria de jovem musculada/ a/ uma verdadeira Lurdes Mutola já estava nos Estados Unidos (...).quot; campeã das pistas quot;Únicaquot; Expresso, 6 de Setembro de 2003 catáforas pronominais: a catáforas através da elipse: [-] referente subsequente: Maria de Lurdes Mutola Lido o texto, apercebemo-nos de que as expressões sublinhadas têm de ser interpretadas como dependentes de uma outra que só ocorre no final do excerto. Assim, e dado que a cadeia referencial não corresponde à ordem linear, as expressões sublinhadas são catáforas relativamente à expressão nominal final (Maria de Lurdes Mutola). Referentes - não explicitados no enunciado, -O teu é maior! Troca pelo meu…! mas reconhecíveis no contexto situacional. Deícticos - o teu; o meu (Pedido do locutor - uma criança, depois de verificar que o seu gelado é mais pequeno que o do alocutário.) Neste exemplo de situação de comunicação oral, o referente não está nomeado no enunciado, surge apenas pronominalizado. Isto é possível pelo facto de locutor e alocutário estarem presentes no mesmo contexto situacional, identificando, assim, facilmente o referente. Estas expressões que remetem para o contexto situacional (locutor, alocutário, momento e lugar de enunciação) são os deícticos.
    • Mecanismos de coesão lexical Conhecer os conceitos Os processos Coesão lexical: processo que Repetição assegura a relação co-referencial entre Substituição (sinonímia, antonímia, expressões linguísticas presentes nos hiperonímia/hiponímia, holonímia/ enunciados. meronímia Vários são os processos que, ao nível do léxico, asseguram a coesão textual: Repetição quot;Elas são quatro milhões, o dia nasce, elas acendem o Repetição lume. Elas cortam o pão e aquecem o café. Elas picam cebolas e descascam batatas.quot; Substituição Sinonímia O rapaz sempre que se dirigia ao prior corava. O padre questionava-o até ao pormenor. Antonímia O João jurava à namorada que dizia a verdade, mas ela sabia que ele mentia. Os meios de transporte marítimos são mais Hiperonímia/ hiponímia poluentes do que os aéreos. Veja-se o exemplo do petroleiro quot;Prestigequot; que ao partir-se em dois largou enormíssimas manchas de crude, poluindo assim toda a costa da Galiza. Os universitários reuniram-se uma vez mais para Hiponímia/ hiperonímia protestar contra o aumento das propinas. Recorde- se que as acções dos estudantes são cada vez mais frequentes no nosso país. Holonímia/ meronímia O João tem um carro espectacular! Caixa automática, estofos em pele, tecto de abrir, jantes de liga leve, ar condicionado automático, caixa de CD!
    • A coesão designa a aceitabilidade de um enunciado oral ou escrito. Resulta da interacção entre o conteúdo informacional dos enunciados e o conhecimento do mundo de cada falante. A coerência está, pois, ligada à competência enciclopédica e ao conhecimento da situação comunicativa. É um factor determinante para a textualidade Conhecer os conceitos Os processos Coerência lógico-conceptual: uma frase ou um 1. ordenação lógica das situações texto é coerente se as situações nele/a recriadas apresentadas; estiverem conforme àquilo que sabemos do mundo e 2. estabelecimento de relações lógicas entre se forem respeitados os princípios de natureza as situações; lógica 3. atribuição de propriedades e características dos objectos conformes ao mundo normal Um texto para ser coerente tem de respeitar os princípios lógico-conceptuais 1. Ordenação lógica das situações apresentadas A) Entrei no consultório. Havia revistas de capas coloridas. Uma pequena mesa estava debaixo delas. B) Entrei no consultório. Havia revistas de capas coloridas em cima de uma pequena mesa. C) Entrei no consultório. Primeiro vi vi revistas de capas coloridas. Só depois reparei na pequena mesa que estava debaixo delas. A frase a) é uma frase incoerente, pois a ordenação dos elementos descritos não corresponde ao modo como, geralmente, os percepcionamos na realidade. A frase b) é uma frase coerente, pois a ordem dos elementos descritos corresponde ao modo como, geralmente, os percepcionamos na realidade. A frase c) é uma frase coerente, pois as formas linguísticas primeiro, só depois determinam a ordem pela qual a realidade foi percepcionada.
    • 2. Relações lógicas entre as situações A) As ruas estão molhadas porque não choveu. B) O piso está escorregadio porque choveu. A frase a) é uma frase incoerente, visto que o nexo de causalidade nela estabelecido entra em ruptura com o nosso conhecimento do mundo. A frase b) é uma frase coerente, visto que nela se estabelece um nexo de causalidade conforme a nossa visão do mundo. 3. Propriedades e características dos objectos conformes ao mundo normal A) A mesa dançou toda a noite. B) A rapariga dançou toda a noite no palco iluminado. A frase a) é uma frase incoerente, visto que as propriedades atribuídas ao objecto mesa não são conformes à nossa visão do mundo. A frase b) é uma frase coerente, pois as propriedades/ características atribuídas aos indivíduos e ao objecto palco estão de acordo com o nosso conhecimento do mundo. PARÊNTESES PARA A FICÇÃO
    • COERÊNCIA TEXTUAL Conhecer os conceitos Os processos Coerência textual: para que um texto seja coerente, isto é, possua uma unidade de sentido, as relações 1. Repetição de ordem e de lineariedade das ocorrências textuais 2. Progressão não podem ser arbitrárias. A unidade semântica 3. Não contradição global obedece, pois, a um conjunto de regras. 4. Relação 1.) A regra da repetição assegura o desenvolvimento temático do texto, sem rupturas nem ambiguidades. São vários os recursos linguísticos que garantem a repetição (ou retoma): as anáforas, as catáforas e os deícticos . Repare-se como neste parágrafo a quot;Um homem de grandes artes tinha na sua companhia repetição assegura não só a coesão como um sobrinho que lhe guardava a casa enquanto ele também a progressão temática. O texto vai dormia. De uma vez, [-] deu-lhe duas chaves e [-] progredindo pela retoma pronominal e recomendou: lexical sucessiva dos referentes quot;Um homemquot; - Estas chaves são daquelas duas portas. Não as (sua, lhe, ele, [-]) e quot;um sobrinhoquot; (que, lhe, o abras por nada deste mundo, senão morres. rapaz, [-], se, [-], se, [-]). O rapaz, assim que [-] se viu sozinho [-] não se lembrou mais da ameaça e [-] abriu uma das portas.quot; quot;O Aprendiz de Feiticeiroquot; Contos Populares Portugueses 2.) A regra da progressão assegura que, num texto, a informação conhecida e partilhada pelos intervenientes no processo comunicativo (tema) seja constantemente acompanhada de informação nova e relevante (rema). Progressão por tema constante (tema/tema) quot;Oceanos Um mesmo tema é retomado em frases Os oceanos e os mares abertos cobrem um pouco menos de 71% da superfície terrestre (361 milhões de km2) sucessivas associado a diferentes remas. e encerram 1322 milhões de km2 de água. Desempenham no 1 a frase: equilíbrio natural da Terra um papel proporcional à sua Tema - os oceanos e os mares extensão e ao seu volume consideráveis.quot; Rema- cobrem... superfície terrestre 2a frase: Enciclopédia Larousse, Círculo de Leitores Tema - [-] (os oceanos e os mares) Rema: desempenham na Terra um papel...
    • quot;- Olha o macaco do rabo mariola que do rabo fez navalha Progressão linear (tema/rema) da navalha fez sardinha O rema da primeira frase torna-se o tema da sardinha fez farinha da seguinte: da farinha fez menina da menina fez camisa da camisa fez viola e agora deu à sola e agora deu à sola.quot; António Torrado, O macaco do rabo cortado Baleias Progressão por temas derivados (hipertema/ As baleias contam-se entre os maiores mamíferos do mundo subtemas) animal. Certas espécies são sociais enquanto outras são Um tema dá origem ao desenvolvimento de mais solitárias. As baleias mais sociais são as baleias- outros subtemas. cinzentas. Enciclopédia Larousse, Círculo de Leitores (adaptado) 3.) A regra da não contradição assegura que nenhuma ocorrência textual entre em contradição com algo já referido, explícita ou implicitamente, no mesmo enunciado. Este texto é contraditório, porque se afirma que Foi com Gil Vicente que nasceu o teatro em Portugal. As Gil Vicente é o pai do teatro em Portugal e, de manifestações teatrais anteriores a este autor, de carácter seguida, é referida uma característica das religioso e profano, dirigidas ao povo ou à corte, eram manifestações teatrais anteriores ao autor. rudimentares 4.) A regra da relação assegura que num texto se estabeleça uma relação directa entre os factos enunciados. Neste texto, não se estabelece uma clara relação entre as Foi com Gil Vicente que nasceu o teatro ideias das duas frases. De facto, à ideia de teatro enquanto português enquanto categoria literária. Em categoria literária deveria contrapor-se uma outra: a de que as Portugal, as manifestações teatrais anteriores manifestações teatrais anteriores a Gil Vicente eram rudimentares, a Gil Vicente, que existiam desde a fundação embrionárias e não tinham suporte escrito, sendo contudo fulcrais da nacionalidade, eram de carácter religioso para a obra vicentina. Ora, o facto de estas últimas serem e profano. religiosas ou profanas em nada as distingue das peças vicentinas. Para assegurar a relação entre as ideias, teria de referir-se que: Em Portugal, as manifestações teatrais anteriores a Gil Vicente, que existiam desde a fundação da nacionalidade, eram muito rudimentares e existiam sem um suporte escrito. Estas manifestações, de carácter religioso e profano, foram, contudo, determinantes para a obra vicentina.