Projeto copa do mundo 2014 1
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projeto copa do mundo - 2014 - world cup 1

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Projeto copa do mundo 2014 1 Projeto copa do mundo 2014 1 Document Transcript

  • PROJETO COPA DO MUNDO – 2014 TEMA: FUTEBOL NA COPA DO MUNDO -2014 JUSTIFICATIVA O povo brasileiro é apaixonado por futebol, e em ano de Copa do mundo, essa paixão torna-se ainda mais forte nos corações verde-amarelos. A população respira futebol nas ruas, nas lojas, nas escolas, enfim, em todos os ambientes. Tendo em vista estes aspectos, que exercem grande força sobre os adolescentes justifica-se o desenvolvimento deste projeto. Neste período de Copa do mundo é possível aproveitar esse evento para enriquecer as aulas, conhecer e saber um pouco mais dos estados brasileiros e dos países participantes. Enfocando a pluralidade cultural, as características econômicas e físicas, as contribuições que os países participantes da Copa do mundo-2014 trarão ao Brasil e das capitais brasileiras; incentivando a leitura e a pesquisa sobre o tema e abordando valores e aspectos que são importantes dentro e fora do campo (ética, respeito, dedicação, companheirismo, regras, entre outros); estimulando a criatividade e o espírito de equipe. OBJETIVOS Este projeto visa um trabalho interdisciplinar, momento para desenvolver os conhecimentos e as competências curriculares, levando os alunos a conhecer, valorizar e respeitar as várias etnias e culturas; possibilitando a eles condições para que se apropriem dos diversos aspectos culturais, éticos, políticos e sociais contidos neste evento, utilizando os recursos tecnológicos como aliados ao processo de aprendizagem. AÇÕES ● Produção de textos individuais e coletivos; ● Fazer leitura de noticiários: impresso ou virtual; ● Pesquisar em jornais, livros, revistas ou Internet;
  • ● Criar, elaborar e expor textos em murais; ● Apresentação de debates, seminários, cartazes, etc. LÍNGUA PORTUGUESA Poucos assuntos provocam tantas discussões acaloradas como o futebol. O domínio da língua portuguesa ajuda a construir argumentos coerentes e a expressar as ideias com mais clareza e confiança. GEOGRAFIA ● Estudar aspectos geográficos, econômicos e históricos das cidades brasileiras - sede (estado e região); ● Identificar os países que participam da Copa do mundo, suas capitais e localização. MÍDIAS E TECNOLOGIAS ● Criação de blog - contendo descrição, fotos, videos, mapa conceitual e entrevistas ; ● Uso de ferramentas: editor de textos, power point, prezi, power DVD, etc. AVALIAÇÃO Avaliação do aluno: ● Avaliação será contínua durante o desenvolvimento do projeto; ● Participação individual e em grupo em cada etapa de trabalho; ● Elaboração das pesquisas, de cartazes, ensaio de coreografias, etc. Avaliação do projeto: Será feita pelos professores, no decorrer das atividades para verificar o desenvolvimento do alunos e sendo necessário sofrerá alterações para garantir o aprendizado. Após o término do projeto, haverá o registro dos resultados obtidos que serão compartilhados entre todos da Escola. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA E ELETRÔNICA FARIA, Maria Alice. O jornal na sala de aula – A organização de um jornal, leitura crítica, redação escolar e linguagem de Imprensa. São Paulo, Contexto. 1996. __________Como usar o jornal na sala de aula. 8ª edição, (coleção repensando o ensino) São Paulo: Contexto. 2003. Periódicos: Jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Liberal; Revistas Galileu, Época, Veja, Nova Escola, etc. http://www.portal2014.org.br/cidades-sedes
  • SUSTENTABILIDADE NOS ESTÁDIOS Em meados de Outubro de 2007, a FIFA anunciou que a sede da Copa do Mundo de 2014 seria o Brasil para a alegria de uns e tristeza de outros. Além de vontade, estudos aprofundados para que as obras realizadas não cause nenhum prejuízo para a população e nem ao meio ambiente. Serão gastos mais de R$ 22 bilhões em infraestrutura, além dos 11 bilhões que serão injetados na economia brasileira, gerando em torno de 3,63 milhões de empregos. Quando um país se propõe a ser sede de uma Copa do Mundo, arcará com altos investimentos que poderiam ser utilizados na saúde, educação, moradia, segurança, entre outros problemas que afetam o funcionamento e a estrutura de um país. Os megaeventos e megaempreendimentos que estão em curso no Brasil “Tem uma raiz mais profunda, quer dizer, tem a ver com o modelo de desenvolvimento econômico predador que reina no Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro”, afirma Roberto Morales, integrante do Comitê Popular da Copa. Estima - se que só no Estado do Rio de Janeiro mais de 3 mil pessoal estão sob ameaça e especialmente na vila Autódromo, Barra da Tijuca, mais de 350 famílias podem ser removidas, tornando clara a ideia dos futuros problemas que poderão surgir. Um dos principais problemas sociais a serem enfrentados na realização da Copa é relacionado à moradia. Consagrada como um direito básico em nossa constituição parece estar sendo esquecida pelo Poder Público. Há relatos de moradores em comunidades carentes, onde a pobreza e a falta de recursos são um grave problema a ser sanado, de ameaças por meio das empresas construtoras com o intuito de intimidar aqueles que por sua condição não conseguem fazer valer os seus direitos. Essas pessoas precisam ser removidas de seus “imóveis” para dar lugar as referidas obras.
  • Neste viés, desde o momento em que foi anunciada a realização do evento no Brasil e a notificação das famílias à necessidade de deixar suas moradias para dar lugar às construções que sediarão a Copa do Mundo, grande parte destes moradores se queixa da falta de informações do Poder Público deixando – os cada vez mais preocupados em relação ao futuro. Cabe destacar que no caso da sede paulistana da Copa 2014, o Estádio Itaquerão, o mesmo ocorreu. Houve até o agravante de ameaça às instalações de tubulações de gás natural (gás industrial) e gás butano (gás de cozinha). O custo de vida das populações vizinhas dos estádios em construção ou reforma deverá aumentar sobre maneira, representando um problema a ser imposto durante e após o evento. Um dossiê lançado no Rio de Janeiro de mais de 90 páginas denominado “Megaeventos e violação de direitos humanos”, organizado por entidades da sociedade civil que integram o Comitê Popular da Copa denuncia que o direito de moradia está sendo desrespeitado, bem como a falta de informações à população. O documento traz ainda a denúncia dos interesses privados se sobreporem aos públicos, além do total desrespeito à legislação urbana e ambiental. A realização de um evento desta magnitude requer um mínimo de estrutura do país anfitrião evitando grandes impactos. Pode se pegar como exemplo a água: estima – se que milhares de turistas e jornalistas desembarcarão no Brasil para assistir e transmitir os jogos. Nisto, chama – se a atenção para a possibilidade de grande desperdício de água, tendo em vista que há a possibilidade dos turistas usarem inconscientemente este recurso. Preocupado com a possível situação, causada pelo aumento populacional, o Ministério do meio ambiente já planeja ações específicas denominadas de Copa Verde, e mesmo assim especialistas acreditam não ser suficientes estas medidas, apostando que só a parte sanitária dos hotéis causará um enorme dano ambiental.Neste sentido, em razão dos impactos resultantes das obras a serem concretizadas para promoverem a Copa do Mundo, o Ministério Público Federal, no Município de Fortaleza solicitou a suspensão de algumas obras até o resultado final dos Estudos de Impactos Ambientais.A realização de estudos de impactos ambientais está previsto pelo art. 225, §1º, IV, da Constituição de 1988 como um requisito essencial para a instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, objetivando evitar danos futuros e irreversíveis. Segundo a FIFA, o objetivo é realizar o evento com a maior proteção ambiental possível, sendo a primeira Copa do Mundo a contar com uma enorme estratégia de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Na Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável da Rio +20, a FIFA em conjunto com o governo brasileiro apresentaram propostas que visam à construção de estádios verdes, manejo de resíduos, redução e compensação das emissões de carbono, energias renováveis, mudanças climáticas, dentre outros, totalizando um investimento de iniciativa da FIFA de aproximadamente US$ 20 milhões que será dividido entre a FIFA e seus parceiros comerciais.
  • Não se tem a menor dúvida que um evento como a copa do Mundo gera inúmeros benefícios para um país, sendo hipocrisia afirmar o contrário. Entretanto, apesar dos desenvolvimentos em infraestrutura e outros setores da economia o fato de desenvolver o país está longe de beneficiar a nação. Estima – se um gasto de mais de 22 bilhões para a concretização do evento, vindo 98 % dos cofres públicos e o restante da iniciativa privada. Isto prova que praticamente todo o evento será custeado pelo dinheiro do Estado, ou seja, o dinheiro do contribuinte. Provavelmente, com as construções e infraestruturas construídas para o evento o Brasil possa avançar em uns 20 anos, somente sendo possível com um planejamento adequado do poder público para que não haja desperdícios. A grande questão que pode gerar um impacto negativo em longo prazo não é de onde captar verbas para a construção dos estádios e sim de onde captar recursos para a manutenção dos mesmos após a realização do evento. Este não é apenas um problema do Brasil. Em outros eventos como da Copa da África em 2010 pode se ver bem qual foi o legado deixado pelo evento. Com um investimento aproximado de 8 bilhões, a África do Sul levantou cinco estádios e construiu a estrutura necessária para a realização dos jogos. No entanto, dois anos após o término da Copa a África do Sul contabiliza os prejuízos com a manutenção desses estádios. Só o custo de um deles é de aproximadamente R$ 10,5 milhões por ano.O alto custo de manutenção e os investimentos não recuperados podem fazer do evento após seu término um enorme impacto para os cofres do governo. Serão gastos no Brasil para a realização da Copa praticamente os valores gastos nas três últimas edições do mundial: Coréia e Japão (2002) – US$ 16 bilhões, Alemanha (2006) – US$ 6 bilhões, e África do Sul – US$ 8 bilhões. A realização deste evento não irá gerar ganhos para a população em um todo e para afirmar basta realizar uma interpretação da lei 12. 663/12 (Lei Geral da Copa) que dispõe sobre as medidas relativas à Copa do Mundo FIFA 2014. A lei em questão aborda uma série de empecilhos, constituindo o direito de patentes e de exclusividade comercial à FIFA e o monopólio de mercados, dando prioridades de apenas alguns poucos auferirem renda com o evento. Segundo o Art. 11 da “Lei Geral da Copa” estão terminantemente vedados à possibilidade de trabalhadores informais auferirem renda em uma área de 2 km em torno do evento. Tal prática mostra a força das empresas multinacionais e a forma com que a FIFA está interferindo para que o monopólio das empresas parceiras predomine em território nacional. Neste sentido pode se afirmar que o crescimento econômico causado em virtude da realização da Copa não beneficiará aqueles que mais precisam de renda, e sim uma minoria empresários detentores do poder e do capital. SUSTENTABILIDADE NA COPA VERDE A Copa de 2014, que será realizada no Brasil, possui a finalidade de referenciar este grande acontecimento como a primeira “copa verde” do mundo com a recomendação de que todos os estádios estejam em conformidade com a
  • certificação LEED – Leadership in Energy and Environmental Design. Em 1987 surgiu através do Relatório Brutland – intitulado também como Nosso Futuro Comum (Our Common Future) – a idéia de desenvolvimento sustentável o qual foi conceituado como sendo "o atendimento das necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades". A partir daí, foi ampliando diretrizes para adoção deste conceito através de conferências e outros documentos importantes como o Protocolo de Kioto, elaborado em 1997 com exigências mais rígidas relativas ao efeito estufa e ao aquecimento global. Todavia, a idéia de sustentabilidade atual deve considerar três abordagens fundamentais as quais devem ser levadas em conta para que de fato seja concretizada esta idéia: a esferas social, econômica e ambiental, de modo que projetos sustentáveis devem dar garantias de atendimento a todos os grupos humanos, sem distinção social e valores culturais, assim como deve ser viável economicamente e, em especial, preservar a biodiversidade de os recursos naturais, buscando o mínimo de impacto ao meio ambiente. O LEED, que constitui o selo de certificação para edifícios sustentáveis está sendo recomendado pela FIFA para que todos os estádios estejam aptos à adoção do mesmo. Este selo foi criado, no ano de 2000, pela U.S. Green Building Council (USGBC), uma organização sem fins lucrativos criada nos Estados Unidos e com representação em diversos países. Por ser um selo de reconhecimento internacional, o mundo todo poderá ter o conhecimento das técnicas sustentáveis e da eficiência dos estádios. A idéia principal da certificação é a busca por medidas construtivas mais sustentáveis determinadas através de critérios como: localização, inovação e processo do projeto, eficiência no uso da água e no tratamento de esgoto, redução no consumo de energia com o uso de fontes renováveis, o uso de materiais e recursos e a qualidade do ambiente interno. Prevenção da poluição nas atividades de construção A maioria das atividades de uma obra provoca poluição, através da emissão de materiais particulados (poeira, fumaça, fumo e névoa) e de outros gases poluentes, como o CO2 (gás carbonico) e o SO2 (dióxido de enxofre), que estão presentes em atividades desde a terraplanagem até a execução de acabamentos. Segundo Resende (2007), a “movimentação de terra e os processos de quebra, corte e perfuração, são grandes fontes potenciais geradoras de poluição", bem como o armazenamento e o transporte inadequado dos materiais. Entretanto, técnicas simples podem conferir um efeito satisfatório na prevenção de poluentes e na qualidade do ar e do solo, durante e após a execução. Uma das técnicas é a reciclagem ou o reaproveitamento dos materiais utilizados na obra e, em casos de demolição, é importante o uso de uma barreira física e a aspersão com água durante o processo, minimizando a emissão da poeira e outras partículas poluentes. A transferência da terra da retroescavadeira para caçambas dos caminhões deve ser feita a uma altura menor, a fim de reduzir a quantidade de poeira que é dissipada no ambiente. A lavagem dos pneus dos caminhões antes de sair do canteiro de obra também evita a poluição, pois a lama deixada pelas ruas, ao secar, é levada pelos ventos entrando em contato com a
  • atmosfera. (Resende, 2007) Impedir a erosão do solo que ocorre devido aos desgastes do terreno receptor das atividades de construção, também é uma das formas de prevenir a poluição. O terreno natural contém matéria orgânica, nutrientes e a biodiversidade de micróbios e insetos, os quais controlam as enfermidades e pragas e conferem um equilíbrio na vida vegetal, além de regular a drenagem da água. Contudo, a ação das chuvas e o freqüente tráfego de veículos durante a execução da obra favorecem o enfraquecimento do solo causando o assoreamento e a perda de todo o equilíbrio vegetal contido no mesmo. Este fato pode restringir a viabilidade de plantios futuros, demandando o aumento de fertilizantes, irrigação e pesticidas, os quais, levados pela ação das chuvas, podem causar a poluição dos rios e lagos, próximos à edificação. De acordo com Daniela Corcuera, arquiteta auditora das certificações “ACQUA” e “LEED”, uma forma eficaz de evitar esta poluição é plantar uma gramínea de rápido crescimento durante as atividades de construção, que irá preservar o terreno natural e o equilíbrio vegetal do mesmo. Além da gramínea pode-se utilizar “cascas de árvores, pedriscos, palha ou mantas plásticas para cobrir e reter o solo”. Gestão de resíduos da obra Atualmente existe o projeto de gerenciamento de resíduos em obras com grandes percentuais de entulhos, o qual é formalizado conforme a Resolução CONAMA n° 307, através de um documento escrito e apresentado, junto com o projeto da edificação, ao órgão competente a esta exigência. esta atividade deve integrar os seguintes agentes, os quais irão participar deste processo que acontece dentro e fora do canteiro de obra: 1. o órgão público municipal (responsável pelo controle e fiscalização); 2. os geradores de resíduos (responsáveis pela observância dos padrões previstos na legislação específica); 3. os transportadores (responsáveis pela destinação aos locais licenciados). Este processo de gestão requer uma seqüência de atividades – planejamento, implantação e monitoramento – que irá subsidiar o trabalho e todo o controle dos resíduos internos e externos à obra. Dentre as atividades é fundamental que haja a remoção e destinação dos resíduos, bem como a reutilização e reciclagem dos materiais possíveis de tais ações, a triagem através da coleta seletiva em quatro classes estabelecidas, a garantia do confinamento até o transporte, e por fim a manutenção e acompanhamento acerca de resíduos perigosos. Segundo a Resolução CONAMA n° 307, as quatro classes de resíduos da construção civil citadas acima são os resíduos recicláveis como agregados (componentes de pavimentações, componentes cerâmicos e peças pré-moldadas); recicláveis com outras destinações (plásticos, papéis, metais, vidro, madeiras e outros); resíduos perigosos e não recicláveis. A gestão de resíduos possibilita aspectos positivos dentre os quais estão a redução do desperdício, o reaproveitamento dos resíduos dentro da obra, a limpeza e organização dos canteiros e a redução dos riscos de acidentes de trabalho. Dentre os aspectos críticos pode-se destacar o treinamento de mão-de-obra, o atendimento insatisfatório das empresas de coleta, o controle de registro da destinação dos
  • resíduos e o comprometimento com estas atividades até o final da obra. Conforto térmico e ventilação natural A condição de conforto térmico é função da atividade desenvolvida pelo indivíduo, seu metabolismo, sua vestimenta, sua adaptação climática e das variáveis do ambiente, como temperatura e umidade. Num cenário de crescente preocupação com a sustentabilidade, a utilização da ventilação natural é um aliado para o alcance da eficiência energética. É um sistema passivo para conforto térmico, que pode evitar o uso do ar-condicionado, reduzindo a temperatura percebida, em função da evaporação do suor da pele e trocas convectivas entre a corrente de ar e o corpo humano. A adoção desses sistemas passivos de conforto térmico desde a concepção inicial do projeto é uma das formas para se obter um melhor desempenho térmico da edificação. Com isso, fará com que reduza o consumo de energia com a utilização do sistema de ar dentro das galerias e cabines do Estádio. Sistemas de iluminação mais eficientes e de menor impacto ambiental A qualidade da luz é decisiva, tanto no que diz respeito ao desempenho das atividades, quanto à influência que exerce no estado emocional e no bem-estar dos seres humanos. A adequação de dimensionamento e forma de aberturas deve garantir o melhor aproveitamento da iluminação natural. Complementando ou substituindo-a, quando necessário, a iluminação artificial deve ser utilizada para que se atinjam níveis adequados, de acordo com a tarefa desenvolvida em determinado ambiente. Alguns recursos podem ser utilizados para tornar o sistema de iluminação mais eficiente, reduzindo a potência instalada. A pintura das paredes e mobiliário de cor clara, por exemplo, aumenta a refletância do ambiente. Superfícies capazes de modificar a distribuição ou a intensidade da luz, como refletores presentes em luminárias, otimizam sua ação. A utilização da potência instalada pode ser reduzida, ainda, pela divisão do sistema de iluminação em circuitos de acionamento independentes. Lâmpadas LED geram economia ainda maior e possuem grande ciclo de vida, reduzindo o descarte de materiais. A automação predial, que proporciona funcionalidades sem intervenção do usuário, traz conforto e segurança, além de garantir o uso mais racional dos recursos. Equipamentos como variadores de luminosidade, sensores de presença, detectores de obstáculos e sensores de luz natural contribuem para a eficiência energética. Com todos estes recursos, é importante que o usuário receba treinamentos pré- ocupação, no sentido de saber controlar os recursos disponíveis e, o que é mais importante, conhecer sua condição de conforto e se conscientizar da importância da utilização racional dos recursos. Painéis fotovoltaicos na cobertura Para suprir a demanda extra de energia devido a Copa do Mundo, com os hotéis e os jogos, pode-se aproveitar a cobertura dos estádios para gerar, entregar e
  • comercializar a energia elétrica via rede de distribuição da empresa. Segundo Rüther (2004), “do ponto de vista da eficiência energética, estes sistemas podem ser considerados bastantes ideais, visto que geração e consumo de energia têm coincidência espacial minimizando assim as perdas por transmissão comuns aos sistemas geradores centrais tradicionais”. O potencial da energia solar fotovoltaica no Brasil é muitas vezes superior ao consumo total de energia elétrica no país (RUTHER, 2004). O grande obstáculo sofrido para a implantação de coberturas geradoras de energia nos estádios da Copa do Mundo de 2014 está no custo de instalação e manutenção dos painéis fotovoltaicos, que são superiores ao da energia convencional da hidroeletricidade. Fonte: http://www.copa2014.org.br/ Ocupação de 48% na cobertura de laje de concreto: 3614 módulos fotovoltaicos – 520 kWp de energa gerada e ocupação de 46% na cobertura de policarbonato: 3456 módulos fotovoltaicos – 498 kWp de energia gerada REUSO DE ÁGUA QUENTE DOS CHILLERS Como uma forma alternativa de economia de energia, pretende aproveitar o calor produzido pelos Chillers utilizados nas tribunas e áreas vips dos estádios para aquecer a água potável dos chuveiros e vestiários. Esse processo intitulado co- geração, consiste no aproveitamento local do calor residual originado nos processos termodinâmicos de geração de energia elétrica, que de uma outra forma seria desperdiçado. Segundo Jannuzzi e Swisher (1997) “do ponto de vista energético, a co-geração reside nas altas eficiências globais de conversão, da ordem de 75-90%, muito superiores àquelas alcançadas por sistemas independentes de calor e potencia. Nesse sentido, a co-geração, pode ser entendida como uma tecnologia energética eficiente e, do ponto de vista do sistema elétrico, como uma opção de geração descentralizada, nos setores industrial e comercial”.
  • A vantagem de uso dessa tecnologia é que menos combustível fóssil é queimado para produzir a mesma quantidade de energia (elétrica + térmica), mas o que deve prevalecer é a viabilidade econômica do sistema, de modo que o ganho obtido na redução de custos venha a ser suficiente para propiciar retorno, em prazo compatível, ao investimento a ser realizado. Pois como afirma Jannuzzi e Swisher (1997), embora seja simples em seus princípios, a co-geração é uma tecnologia complexa dentro de um processo produtivo ou num sistema energético, em função das múltiplas funções associadas e dos interesses que podem ser afetados. Eficiência no uso de água A água, vital a existência humana e manutenção do meio ambiente, é um dos recursos mais ameaçados. Isso indica que algo deve ser feito por meio da redução do consumo e de práticas autossuficientes seja pela mudança de atitudes ou pelo emprego de tecnologias inteligentes. A Agenda 21 (2001) sugere a gestão do uso da água e a procura por alternativas de abastecimento, tais como o aproveitamento das águas pluviais, a dessalinização da água do mar, a reposição das águas subterrâneas e o reuso da água como práticas que favorecem o desenvolvimento sustentável. Segundo a ANA (2005), a maneira como a água é disponibilizada através dos metais, chuveiros, louças sanitárias e dispositivos hidráulicos estão entre os fatores determinantes no consumo total de água em uma edificação. Dessa forma, em um cenário que preconiza a redução no consumo de água como uma das práticas relevantes à sustentabilidade ambiental, existem séries destes equipamentos que tanto atendem as necessidades dos usuários como também favorecem o consumo racional da água nas atividades a que se relacionam. O mecanismo de funcionamento se baseia em dispositivos minimizadores da vazão de água e de fechamento automático. Válvulas com acionamento por sensor de presença, limitadores de vazão já estão disponiveis para uso comercial. O processo de reutilização das águas pluviais consiste na captação destas águas por meio de áreas de uma edificação como telhados e pátios de estacionamento, seguidos pelo armazenamento e tratamento para então serem destinadas ao consumo. Esta água pode ser destinada aos mais diversos fins em uma edificação, como irrigação de áreas verdes, torres de resfriamento de sistemas de ar condicionado, lavagens de pisos e descarga em bacias sanitárias. Basicamente para implantação deste sistema deve ser feita um estudo acerca da pluviosidade do local, determinação da área a ser coletada e coeficiente de escoamento superficial, caracterização da qualidade da água, projetos dos reservatórios de descarte e armazenamento e estabelecimento do sistema de tratamento e distribuição (GOULARD,2010). Segundo ANA (2005), o emprego de sistemas de captação de água de chuva é uma das práticas que mais viabilizam o uso racional da água em uma edificação. Dessa forma, no Mineirão será incorporada tecnologia para viabilizar a captação das águas de chuva no estádio por meio da cobertura, que será destinada a irrigação do campo e descarga nas bacias sanitárias e nos mictórios. Está água será armazenada em reservatório, onde serão conduzidas às unidades de
  • tratamento para em seguida ser distribuída nas funções a que se destinam e para irrigação do lençol freático. O projeto do sistema prevê autonomia do sistema em relação a utilização de água potável ao longo de todo o ano. Neste sistema o reservatório de armazenamento é o componente mais dispendioso do sistema de coleta e armazenamento, onde este deve ser dimensionado de forma criteriosa para que haja viabilidade. Com relação ao tratamento, este deve ser de acordo com o destino a que será utilizado a água. Para tanto, para os fins a que são comumente utilizadas, são empregados técnicas de tratamento que consistem de sedimentação simples, filtração simples, desinfecção com cloro ou luz ultravioleta. A utilização deste sistema para captação e utilização das águas pluviais no estádio, favorecerá imensamente a racionalização do consumo de água no Mineirão e consequentemente a sustentabilidade. Pois, além de favorecer o ciclo natural da água no planeta, não gera o desperdício de água potável por meio de atividades que não necessitam. 2. NOVOS MATERIAIS DOS UNIFORMES A tecnologia textil aplicada aos uniformes tem evoluído muito ao longo dos ultimos 100 anos. Dos tecidos de algodão aos tecidos nanotecnologicos, o caminho percorrido tem acompanhado a exigência dos ganhos de desempenho do atleta contemporâneo. Os materiais que eram utilizados separadamente pelos atleta, como o uso de protetores solares, hidratante, antiodores, antiinsetos, antimicrobiais e outros agora estão embutidos no tecido dos uniformes, além das caracteristicas próprias dos tecido como secagem acelerada, leveza, caimento e sensação de conforto estético, térmico e resistência. A Nike, fornecedora dos uniformes da seleção Brasileira de Futebol, usa o conceito DRYFIT: tecido misto de poliéster e poliamida com acabamento químico nanotecnologico que confere os efeitos de proteção UV-A e UV-B, ação antimicrobial, ação hidratante, antiinseto e demais citadas acima. A tecnologia embarcada nesses materiais é a nanotecnologia de microencapsulamento, onde as substancias químicas que promovem os efeitos são encapsuladas e liberadas conforme o atrito pele e tecido aumenta e conforme a temperatura do corpo e os níveis de sal do suor atingem determinados limites. A nanotecnologia da prata, que confere ação antimicrobial não é micro- encapsulada nem é liberada no corpo do atleta, mantendo-se nos limites da fibra têxtil. A dispersão de prata nanométrica, faz com que os micro-organismos prejudiciais se mantenham afastados dos tecido, prevenindo o desenvolvimento de mau cheiro e a higiene do uniforme. As entradas embutidas nas camisetas visam melhorar a ventilação para conferir conforto térmico e melhorar a secagem da fibra, aumentando o desempenho físico do atleta. NANOTECNOLOGIA Os melhores perfumes estão nos menores frascos, diz o dito popular. E a nanotecnologia está aí para comprovar a afirmativa. Desenvolvida para potencializar a
  • capacidade de construir estruturas, geralmente com medidas que variam entre um e cem nanômetros (dimensões microscópicas), ela permite uma nova revolução industrial. A base da nanotecnologia é a possibilidade de não apenas oferecer produtos aperfeiçoados, mas também uma ampla variedade de melhores meios de produção. Nesta procura é que surgiu a última revolução industrial, nanotecnológica, similar ou maior que a feita pela informática. Isso porque a técnica permite fabricar produtos qualificados e com custo reduzido. Nos têxteis, a nanotecnologia está presente desde o ano 2001, tendo iniciado com produtos baseados em prata nanodispersa, que visa proteger materiais suscetíveis a desenvolverem mofos, mal cheiro e proteção contra micróbios. Texteis inteligentes: http://www.ufjf.br/posmoda/files/2008/07/T%C3%AAxteis- inteligentes.pdf
  • Texteis inteligentes http://estatico.cnpq.br/portal/premios/2012/pjc/pdf/premiados/est_superior_1_priscila_a riane_loschi.pdf Ação do antimicrobial: http://ultra-fresh.com/how-antimicrobials-work/fresh/ http://www.kailash.com.br/site/index.php/news/12/36 Ação do Protetor UV http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u698166.shtml Apresentação Copa verde - Prezi https://skydrive.live.com/redir?resid=251443E462E009ED!4279&authkey=!AB4fq2DB4 N8uj5w Preparação física no futebol monocrático Luiz Eduardo Imbiriba
  • O preparador físico Javier Gonzalez realiza trabalho de fortalecimento muscular com o jogador Rivaldo, na preparação para a Copa de 2002 Mesmo afogados numa enorme crise financeira, grande parte dos clubes de futebol não poupa esforços nem dinheiro para investir na preparação física de seus atletas. Algo que antigamente não tinha tanta importância, hoje é considerado a mola mestra de qualquer equipe que almeje a vitória. A preparação física dos jogadores chegou a um estágio tão avançado que não sabemos, ao certo, se lidamos com homens ou com máquinas. Essa comparação ganha força com os estudos realizados pelo preparador físico Francisco Javier Gonzalez, que comprovam, por exemplo, o aumento da velocidade de jogo durante as partidas. Um jogador de meio-campo, no passado, corria durante um jogo cerca de quatro quilômetros e hoje essa média é três vezes maior. Com passagens pela Seleção Brasileira e clubes importantes, como Grêmio e Flamengo, Javier Gonzalez acredita que essa mudança na preparação física originou-se na Europa.
  • Os jogadores europeus começaram a ganhar muita força física e, consequentemente, velocidade. Então, essa preparação física veio passando para os outros países de maneira que as equipes ficassem mais competitivas. O preparador lembra que a técnica não vence sozinha uma partida, ela deve estar aliada com a parte física e tática, sendo que o aspecto da preparação física ganhou mais evidência nos últimos tempos. Com essa evolução a musculação passou a ser fundamental na preparação dos atletas, coisa que no passado não se praticava. Antigamente se pensava que com a musculação e o ganho de massa, o jogador fosse ficar pesado e muito lento. Hoje sabemos que é completamente o contrário. O trabalho de força ajuda a ganhar velocidade e resistência. Javier aproveita para lembrar que com a excessiva exportação de craques — os grandes jogadores foram vendidos para o futebol europeu ou asiático — o futebol brasileiro passou a ter na preparação física um diferencial nas competições, ou seja, vence quem estiver melhor fisicamente. Toda essa preparação do jogador ganhou força quando o futebol passou a ser profissional e, consequentemente, comercial. Os clubes passaram a ser grandes vitrines para um mercado exigente, onde a melhor mercadoria — o melhor atleta — é aquele que apresenta um preparo físico perfeito, ao menos no que diz respeito à prática do futebol. UMA MERCADORIA EM ASCENSÃO Atualmente os investimentos são altos para oferecer ao atleta um ótimo condicionamento físico. Existe uma estrutura bem complexa por trás do jogador. Há apenas alguns anos uma comissão técnica era formada pelo treinador e um preparador físico. Hoje, além do técnico (treinador) e o preparador, essa comissão conta ainda com assistente técnico, fisiologistas, nutricionistas, fisioterapeutas e médicos, que cercam o jogador diariamente com um único objetivo: a perfeita forma física.
  • Essa busca pela perfeição fez com que muita coisa mudasse no futebol. Antigamente o jogador não era um atleta, pois não vivia exclusivamente para o futebol. Hoje ele é obrigado a ser um atleta, dedicando todo seu tempo ao esporte, mesmo porque passou a existir toda uma estrutura comercial na modalidade. O que muitos podem questionar é se o futebol, com o passar dos anos e sua evolução técnica, passou a ter uma preparação física mais completa. O futebol é completo no aspecto de valências físicas, não no aspecto da musculatura total do corpo, como o que ocorre na natação. O atleta de futebol deve ter uma boa velocidade, uma boa resistência, uma boa força, então esse conjunto faz com que em valência física seja um esporte bem completo, coisa que em outros esportes não se tem. No arremesso de peso, por exemplo, o atleta não precisa ter tanta velocidade, mas muita força — explica o preparador Javier Gonzalez, que aproveita para acrescentar: "Mesmo o futebol, ainda que não mexa com a musculatura total do corpo do atleta, vem exigindo muito da musculação, de uma maneira geral, durante a preparação física desse jogador, com o objetivo de proporcionar um melhor equilíbrio ao corpo." Os gastos para fazer o atleta ganhar altura e massa muscular chegam a R$ 500 mil por ano. Por outro lado, o clube já vem colhendo frutos do seu investimento: André Bahia é titular absoluto da equipe e capitão da seleção brasileira sub-20, sempre em alta no mercado, sendo observado por vários clubes estrangeiros. Esse trabalho realizado no Flamengo teve um pioneiro. Quem não se lembra da preparação de Arthur Antunes Coimbra, o famoso Zico. Ele foi o exemplo mais claro do investimento do clube na criação de seus jogadores e que rendeu muito lucro. Outro exemplo de que a fabricação de jogadores vem dando certo é o São Paulo, que investiu pesado na preparação do jogador Kaká. O atleta do clube paulista já tem em seu currículo um título mundial pela seleção brasileira e recebeu propostas milionárias do futebol inglês.
  • Observa-se que o jogador de futebol, com a "evolução" do esporte, vem se tornando mercadoria extremamente valorizada, inclusive oferecendo menos risco do que possa parecer à primeira vista. Não é difícil encontrar por aí transações desfeitas logo após se descobrir que o atleta negociado tem algum problema físico. Como consequência desse defeito, o jogador é devolvido ao seu fabricante. ●