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Pré projeto final - 12.06.2013
 

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    Pré projeto final - 12.06.2013 Pré projeto final - 12.06.2013 Document Transcript

    • UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA – UNIVAPFACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E COMUNICAÇÃOCOMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMONATHÁLIA ADRIANA PEREIRA DOS SANTOSREVISTA DIGITAL PARA MÍDIA TABLETSVOLTADA AO PÚBLICO LGBTSÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP2013
    • NATHÁLIA ADRIANA PEREIRA DOS SANTOSREVISTA DIGITAL PARA MÍDIA TABLETSVOLTADA AO PÚBLICO LGBTSão José dos Campos, SP2013Trabalho de conclusão de curso apresentado comoexigência do curso de Jornalismo da FCSAC, daUniversidade do Vale do Paraíba.Orientador (a): Prof.Ma.Celeste Marinho Manzanete
    • NATHÁLIA ADRIANA PEREIRA DOS SANTOSREVISTA DIGITAL PARA MÍDIA TABLETSVOLTADA AO PÚBLICO LGBTTrabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Avaliadora como exigência dadisciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II, do curso de Comunicação Social –Jornalismo da FCSAC, da Universidade do Vale do Paraíba.Banca examinadora:___________________________________________Prof.º___________________________________________Prof.º___________________________________________Prof.ºSão José dos Campos, SP2013
    • ResumoEste projeto tem como principal objetivo a identificação do homossexual enquantocidadão, sendo também parte da sociedade e da cultura brasileira. Para isto serárealizada a criação de um veículo de comunicação digital que preencha asnecessidades de informação e conhecimento do público LGBT do Brasil. A QueenMagazine, é uma revista para mídia tablet e terá uma edição mensal, no entantocom atualizações semanais. Este projeto visa também uma pesquisa e levantamentopara mensurar a necessidade desse nicho em obter um veículo de comunicaçãoespecífico, que fale a sua linguagem e aborde assuntos aprofundados de seuinteresse.Palavras-chave: Revista Digital. Público LGBT. Homossexual. Identidade cultural.
    • AbstractThis project’s main objective is the identification of the homosexual as a citizen, aspart of the society as well the Brazilian culture. For this to be done, a specificcommunication vehicle will be created, one that fills the needs of information andknowledge of the Brazilian LGBT public. The Queen Magazine is a monthlymagazine for tablets, with weekly updates. This project also aims in researching andmeasuring the needs of this niche in obtaining a specific communication vehicle, onethat speaks its language and covers subjects of its interest.Keywords: Digital Magazine. LGBT Public. Homosexual. Cultural Identity.
    • Sumário1. Introdução.............................................................................................................62. Tema.....................................................................................................................82.2. O Snob ............................................................................................................102.3. Lampião da Esquina........................................................................................112.4. Aids e Preconceito...........................................................................................122.5. Imprensa Lésbica ............................................................................................132.6. Anos 90 e a Internet ........................................................................................142.7. Século XXI.......................................................................................................163. Objetivo...............................................................................................................184. Hipótese..............................................................................................................195. Justificativa .........................................................................................................205.1. Mídia Tablet.....................................................................................................226. Modalidade .........................................................................................................236.1. Jornalismo de Revista .....................................................................................246.2. Jornalismo Digital ............................................................................................266.3. Revistas Digitais para Tablet...........................................................................276.4. Linguagem.......................................................................................................297. Metodologia ........................................................................................................318. Cronograma........................................................................................................349. Referência Bibliográfica......................................................................................3510. Anexos ............................................................................................................3610.1. Projeção de Capítulos..................................................................................3610.2. Anexo 2 - Questionário.................................................................................37
    • 61. IntroduçãoA imprensa brasileira é nova comparada a de outros países, com um pouco mais de200 anos, ela foi e é utilizada para pregar opiniões liberais, denunciar abusos equestionar governos. Por outro lado, este papel já deixou de ser feito por causa daditadura e da censura.Para manter sua boa imagem e impedir que “influências negativas”chegassem à população era necessário aumentar o controle àimprensa, evitando que ela desse espaço para o discurso inimigo.Esse controle foi de grande utilidade, pois impedia que grande parteda população soubesse dos atos repressivos, autoritários e violentospor parte do governo. Estava proibido críticas ao governo em todasas suas esferas; impedia que o teatro apresentasse peçassubversivas e “perigosas”. (SAMWAYS, 2012, p. 4)E foi exatamente nos anos 60 que foram lançadas as primeiras publicaçõesdirecionadas aos homossexuais. Abrindo portas para um novo nicho, o da ImprensaGay1. Durante todo o período dos dois séculos, o papel da imprensa sempre foi o delevar informação de forma séria, imparcial e com integridade.Já a Imprensa Gay brasileira vive, até hoje, em um meio ainda inexplorado. Há muitoo que entender sobre este nicho e como não é um público fácil de se identificar,durante anos as publicações gays foram criadas e descontinuadas. A revoluçãocultural e sexual que deu o início a esta mudança, ainda não acabou. E, apesar dagrande divulgação feita, a homossexualidade é tida como ofensiva para a sociedade,por isso, muitos não se assumem.Com a chegada da internet, a facilidade do anonimato auxiliou a integração entre oshomossexuais. No entanto, o medo de sair do armário2, dificultou o conhecimento,pois ainda que tenham interesse, a má informação da sociedade e o preconceitonegam aos cidadãos os seus direitos e suas escolhas. Por isso, a realização daQueen, uma publicação que luta pelos direitos, informa e ainda entretém.1 Gay - significa alegre em inglês e começou a ser utilizada na década de 1950, nos EUA, paradenominar homens que tinham relações sexuais com outros homens.2Sair do armário - expressão que descreve o anúncio público da orientação sexual ou identidade degénero de alguém, ou de si próprio.
    • 7A Queen Magazine busca unir os homossexuais, utilizando um meio de informaçãodigital, cumprindo assim o papel da imprensa com todos, sem exceção. Mantendo oanonimato da internet e a militância da revista. Sendo assim, este trabalho,juntamente com a pesquisa feita, aborda mais do que a criação de uma nova revista,é a identificação de um público, a criação de um cidadão que ainda é invisível para asociedade.Ainda que o campo econômico utilize este público como fonte para suas aplicações,visando a inclusão como meio para obter lucro. O cidadão homossexual não deveapenas existir como consumidor, ou alguém com muito dinheiro que pode ajudar nosfaturamentos, ele precisa ser lembrado como cidadão e que possui direitos.Não sendo diferente de nenhum outro público, e por ainda haver poucos incentivos,ou aceitação, pública. A Queen abordará também a falta de leis, atendimento e atémesmo direitos negados. Executando o verdadeiro papel da mídia, de voz do povo.Uma imprensa séria que se preocupa com o seu papel social e com a população e,ao mesmo tempo, se interessa em agradar o seu público com matérias deentretenimento. Sim, uma mídia que trata o homossexual como cidadão, quedefende seus direitos e comunica abusos.
    • 82. TemaA Imprensa feita para homossexuais marca um importante período na história daimprensa brasileira. E apesar dos primeiros jornais terem sidos lançados no início doséculo XVIII, ainda hoje essa imprensa está em construção. Há muitas barreiraspara a liberação de materiais do tipo, mais do que a homossexualidade, também éposto em jogo a religião, a política e a moral. Se vivemos em uma sociedade que hápouco tempo era contra os direitos das mulheres, e até hoje possui uma moral umtanto machista, não fica difícil de entender que a aceitação da homossexualidadeainda seja considerada um tabu.No entanto, a imprensa gay, ou alternativa, como era chamada antigamente, surgiuexatamente para quebrar tais barreiras.Trata-se de uma imprensa que, mesmo diante de tantos problemas,se manteve insubordinada aos modos tradicionais de produção,veiculação e distribuição de informação, às ideias convencionais, àsregras morais, aos poderes constituídos, ao mercado editorial e àspressões econômicas. Se existe um denominador comum, [...] é oesforço, coletivo, individual, de defender o direito das pessoas deviver e expressar livremente sua orientação sexual. (PÉRET, 2011, p.08)2.1.Liberdade SexualPor muitos séculos a sexualidade foi repreendida, e apenas em algunsestabelecimentos lucrativos que o sexo era permitido. Na época da contrarreforma,há o início da discussão sobre o assunto, no entanto surge a condenação de atosinfecundos. “Além de ser inútil para a reprodução da espécie, a prática homossexualsolaparia a família (em cujo seio se geram os novos consumidores e seus padrõesideológicos cuja ordem é consumir)” (TREVISAN, 2007, p.19)
    • 9Já no século XIX, a psiquiatria enquadrou os "desvios” sexuais como doença e quepoderia ser tratada. Até mesmo aqui, no Brasil, de 1920 e 1930, houve a intenção dacriação de um instituto específico para o tratamento de homossexuais.Até a década de 60, na imprensa brasileira, os periódicos tinham uma ideologiasobre a homossexualidade de acordo com a época. Era muito comum a divulgaçãode charges e ilustrações com sátiras de figuras públicas e fatos policiais queenvolviam homossexuais e travestis.Um caso bastante explorado pela mídia [...] foi a prisão de FebrônioÍndio do Brasil. Detido por estuprar um menor, ele foi condenadocomo "louco moral" em 1927. [...] a partir deste caso, o jornalismobrasileiro passou a vincular frequentemente a homossexualidade aodelito e a perversão (PÉRET, 2011, p. 11).O jornalista e escritor Paulo Barreto, conhecido pelo pseudônimo de João do Rio, foiperseguido e caluniado publicamente, por ser homossexual. Suas crônicas narravamhistórias da Lapa, um conhecido ponto de encontro de homossexuais. Seus textoseram explícitos e continham muitos elementos homoeróticos. Ainda assim, Joãotornou-se membro da Academia Brasileira de Letras e colaborou em jornais como OPaiz, Gazeta de Notícias, O Dia e Correio Mercantil. A mesma Lapa continuou a sero local de encontro nas décadas de 40 e 50, além da Cinelândia, da praçaTiradentes e de Copacabana. Já em São Paulo, "eles se concentravamprincipalmente no centro, na confluência das avenidas São João e Ipiranga.”(Ibid.p.15)Entre 1950 e 1960, houve uma grande ocupação de homossexuais nas metrópolesdo país. A importância dessa migração está na própria aceitação da cidade grande.O criador do jornal gay O Snob, publicado entre 1963 e 1969, Agildo Guimarães,conta que quando vivia com seus pais havia muita pressão para levar uma vida"normal", casar e ter filhos. Ao mesmo tempo era alvo de fofocas sobre suasexualidade. Por isso, em 1952, decidiu se mudar para o Rio de Janeiro.
    • 10Apesar da tolerância, alguns estabelecimentos começaram a hostilizar oshomossexuais, muitas vezes, até negando a sua entrada. Piorando a situação, em1950, o delegado de polícia Raimundo Padilha, decidiu limpar a cidade e iniciou umacaça aos homossexuais. Os policiais aplicavam leis de vadiagem e perturbação daordem pública, sendo assim, qualquer pessoa que estivesse à noite na rua semcarteira de trabalho corria o risco de ser presa e levada para a delegacia.Para se protegerem, os homossexuais passaram a se reunir em turmas nas casasuns dos outros para conversar, escutar música, beber e conhecer pessoas.(Ibid.p.16). Assim, surgiu a Turma OK, o mais antigo grupo homossexual brasileiro eem atividade até hoje. A criação desses novos lugares deu espaço para novasnecessidades, foi assim que surgiram os primeiros fanzines3, ou jornais quedivulgavam as ações dos grupos. A princípio, as publicações, voltadas apenas aoshomossexuais, eram feitas artesanalmente, mimeografadas e distribuídas entrepessoas das diferentes turmas.2.2.O SnobA primeira publicação abertamente homossexual divulgada no Brasil. Criada a partirde um descontentamento com o resultado do concurso Miss Traje Típico, realizadopela Turma OK, Agildo Guimarães decidiu fazer uma publicação simples,datilografada e mimeografada, para protestar contra a escolha do júri. Com o tempo,O Snob tornou-se conhecido dentro da comunidade gay carioca e se transformouem uma mini revista com mais de trinta páginas. Nos editoriais, assuntos comofofocas, concurso de contos e poesias, moda e beleza, entrevistas, reportagens epalavras cruzadas eram o que comandavam. A linguagem era bem sarcástica echeia de ironias, além de utilizar um vocabulário todo característico.O uso que O Snob fazia da linguagem consistia na adaptação demodos de fala próprios dos grupos gays e na utilização de gírias eadjetivos. Esses elementos apresentavam um vocabulário diferentedo da linguagem utilizada pelos meios de comunicação tradicionais.Tais características são a marca da imprensa gay dos anos 1960 e3 Fanzine - uma abreviação de fanatic magazine, é portanto, uma revista editada e sustentada por umfã.
    • 11revelam a irreverência e a insubordinação às normas sociais (Ibid. p.23).O Snob, ao utilizar de um vocabulário marginalizado, encontrou também dificuldadede manifestar o desejo homoerótico. Havia a incorporação e reprodução deestereótipos de relação macho/fêmea, onde “bofes” eram os homens de verdades e“mariconas” os homossexuais efeminados. Gerado este conflito, um dos integrantesdo jornal, Hélio Gato Preto, mudou seu pseudônimo de Pantera Cor-de-rosa paraGato Preto, protestando assim contra feminização da homossexualidade masculina.Fazendo isso, ele gerou polêmicas dentro do jornal e contribuiu com que O Snob setornasse uma publicação mais aberta a assuntos políticos.Ainda que não fossem ativistas políticos, Gato Preto e Guimarãestinham consciência da importância de os homossexuais ocuparemespaços mais visíveis e ganharem efetiva representação social (Ibid.p. 27).O Snob teve 99 edições ao todo e circulou de julho de 1963 a junho de 1969.2.3.Lampião da EsquinaO final dos anos 1960 e até meados dos 1970 foi a época mais violenta da ditaduramilitar. A imprensa alternativa era repetidamente censurada e repreendida.“Jornalistas foram presos, torturados e assassinados, edições eram recolhidas, egrupos paramilitares explodiram bombas caseiras em bancas que vendiampublicações consideradas subversivas” (Ibid. p. 45).Ao mesmo tempo grupos de diferentes movimentos culturais e comportamentosvanguardistas surgiam, grupos musicais e teatrais se apresentavam vestindo roupase acessórios femininos, limitando as diferenças de gêneros sociais. Em 1977, oativista gay e jornalista Winston Leyland, veio ao Brasil e em um de seus encontrossurgiu a ideia de criar um jornal criado e direcionado à comunidade homossexual,apenas.[...] a proposta do Lampião era, da ótica da contracultura e daimprensa alternativa do período, abordar não apenas temas gays,mas também assuntos polêmicos ligados a grupos minoritários, comoo feminismo e a questão racial. (Ibid. p. 49).
    • 12Ao contrário das publicações feitas até o momento, o Lampião foi o primeiro jornalgay com circulação nacional, era vendido nas bancas e durante os três anos de suaexistência teve 36 edições que traziam reportagens, entrevistas, ensaios, críticas enotícias sobre cultura. “Apesar do enfoque político que seu conteúdo apresentava, oLampião abusava da ironia e do humor, criando campanhas provocativas [...]” (Ibid.p.51). Mesmo com uma grande aceitação para a época, boa parte dos exemplaresnão era vendido, além da publicidade se limitar a saunas e boates, por isso, entreoutras razões o Lampião da Esquina foi retirado do mercado, em junho de 1981.Não antes de colocar a homossexualidade como pauta principal para discussões.2.4.Aids e PreconceitoEm um momento de liberdade sexual, “o vírus da imunodeficiência humana (HIV)espalhou-se pelo mundo, trocando sonho da liberdade sexual, por medo e culpa”(Ibid. p. 63).A imprensa gay calou-se diante de tal doença, a grande falta de informação, juntocom o preconceito, deu origem a ataques feitos aos homossexuais no início daepidemia da Aids.Em São Paulo noticia-se que um casal de bichas se suicidou pormedo da Aids. Depois de uma entrevista publicada na imprensa, aDra. Valéria Petri, especialista em dermatologia, passa a receberuma média diária de 200 telefonemas locais e interurbano, comgente aflita, pedindo informações sobre a doença [...] Um mêsdepois, já há oito casos em todo o estado [de São Paulo], com trêsóbitos. Descobre-se, na verdade, a doença já começara a fazervítimas brasileiras desde 1982, sem que os óbitos tivessem atraídoatenção pública. [...] No gueto homossexual há um silencio cada vezmais pesado. Sua vida noturna se esvazia, nas cidades maisatingidas como São Paulo (PÉRET, 2011, p.64 apud TREVISAN,2000, p.430-3).Segundo Trevisan, houve episódios ainda mais graves no Brasil, como o jornal ATarde publicou em uma editoria de 14 de janeiro de 1985, que uma forma deerradicar com a doença, seria o extermínio dos homossexuais. Por todo territóriobrasileiro, onde havia a confirmação da doença, havia discriminação e hostilidade. A
    • 13doença era considerada “punição divina pelos atos ‘anormais’ cometidos” (PÉRET,2011, p.66).Quando houve mais informações sobre a Aids, o país se mobilizou e crioucampanhas de pesquisas e disponibilização de remédios. Em 1994, o Brasil foiconsiderado um país referência no tratamento de HIV/Aids pela OrganizaçãoMundial de Saúde. A partir daí, “O movimento gay passou então a se mobilizarcontra a doença, considerando, como nunca a homossexualidade um tema queprecisava ser discutido abertamente pela sociedade.” (Ibid.p.67). Foram fundadosgrupos e associações com foco de esclarecer e divulgar ao público homossexualsobre doenças e formas de contaminação.2.5.Imprensa LésbicaConhecer publicações produzidas por lésbicas e para lésbicas é muito mais difícil,comparada a imprensa gay masculina. Sempre reprimidas e excluídas da sociedade,as reivindicações femininas só ganharam espaço na segunda metade do século XIX.O primeiro periódico criado e editado por uma mulher no Brasil foi o Jornal dasSenhoras, em 1852, a publicação era voltada ao direito à educação feminina e aemancipação da mulher.Alguns anos depois, mais algumas publicações surgiram, como O Belo Sexo e AFamília, ambas tinham como reivindicação o direito ao voto e a liberdade deingressar em faculdades. Com a liberação do voto feminino em 1932 e a entrada damulher no mercado de trabalho, muitos grupos feministas surgiram, e foram dentrodesses grupos que surgiram as primeiras lésbicas ativistas do Brasil. No entanto,esta união não durou muito, pois como diz a autora Flávia Péret, elas estavam “maispreocupadas com a revolução social do que com uma mudança de costumes”.Sendo assim, as lésbicas ativistas se distanciaram do feminismo tradicional epassaram a integrar grupos voltados a questão lésbica.Então em 1981, o Grupo Lésbico Feminista criou o primeiro jornal lésbico do Brasil,o Chana com Chana. Mas em 1982 o grupo se desfez e a publicação do Chana comChana passou a ser do Grupo de Ação Lésbico-Feminista (Galf). Em 1987 o grupo
    • 14se transformou na ONG Rede de Informação Um Outro Olhar e o jornal Chana comChana foi extinto. No ano seguinte um novo fanzine era lançado, o Um Outro Olhar,com 300 exemplares de tiragem, ele era distribuído em São Paulo e enviado pelocorreio a outros estados. “Foi o período lésbico que mais tempo sobreviveu àsresistências do mercado editorial brasileiro e aos constantes problemas financeiros,tendo sido extinto em 2002” (Ibid., p. 77).Atualmente, as lésbicas ainda são um segmento invisível no Brasil, e “como umaminoria discreta, as pessoas esquecem que elas existem.” (Ibid., p.80).2.6.Anos 90 e a InternetNos anos 90, houve o surgimento de um novo mercado, voltado exclusivamente aopúblico homossexual, eram sites, revistas, agências de viagens, planos de saúde,cartões de crédito, casas noturnas, enfim, um verdadeiro mercado de consumo. Em2013, a SPTuris4 divulgou que, a Parada Gay de São Paulo, considerada a maior domundo e o segundo maior evento lucrativo da cidade de São Paulo, movimentou umtotal de 3,2 milhões em uma semana. Um crescimento de 280% comparado aorestante do ano.Em entrevista Marcelo Rehder5, o presidente da SPturis afirmou:O turista vem festejar o orgulho à diversidade e fica encantado com avasta oferta que encontra. Uma cidade rica em cultural, diversão eentretenimento, com excelente estrutura turística e bom atendimento.Ele não só volta, como promove o destino para seus amigos. Alémdisso, a cidade possui uma imensa oferta de atrativos gay friendly6.Não à toa, em 2012, a cidade de São Paulo foi eleita o quarto melhordestino gay do mundo pelos internautas do site internacionalespecializado GayCities.com4Disponível em: <http://www.spturis.com/v7/noticia.php> Acessado em 08 de junho de 2013.5Idem 2.6 “Gay friendly” é o termo usado para identificar locais onde a presença de gays é bem-vinda e osfuncionários dos estabelecimentos são treinados para atender tanto ao público gay quanto aos não-gays.
    • 15Além disso, após a morte de Cazuza em 1990, outros famosos começaram a exporsua sexualidade, Renato Russo, Cassia Eller, Caio Fernando de Abreu e NeyMatogrosso, tornaram-se ícones ao assumir com mais liberdade ahomossexualidade.Essa junção entre liberdade sexual e crescimento de mercado, deu origem aoSimpatizante, ou como é conhecido no exterior, gay friendly. Onde surgiu a siglaGLS (gays, lésbicas e simpatizantes). Muitas empresas entraram nessa ondasimpatizante e uma rede de serviços específicos, com amplos conceitosdirecionados ao público gay foi criada. “A grande noção de identidade, tãoimportante para os militantes e jornalistas das décadas de 1970 e 1980, foi sendogradualmente substituída pela de ‘consumidor’ ou ‘público gay’” (Ibid. p. 85).Em controvérsia com este tipo de política consumista criado pela sigla GLS, algunsmovimentos e projetos foram criados, entre eles a Sui Generis.Lançada em 1995, no Rio de Janeiro, foi a única publicação desseperíodo que conseguiu dialogar tanto com o lado considerado maismundano da cultura gay (festas, moda e boates) como com osmovimentos sociais e as questões colocadas pela militância. Essemeio termo garantiu o sucesso e a recepção da revista[...] (Ibid.p.85).Com problemas financeiros e uma tiragem média de 30 mil exemplares, a SuiGeneris foi editada até 2000. Outra publicação que causou polêmica foi a GMagazine, lançada em 1997, com o nome de Bananaloca, tinha como compromissopublicar notícias de homofobia, direitos homossexuais e ainda contar com fotoseróticas de famosos com ereção. A revista continha um grande material militante emsuas reportagens e colunas, no entanto, em 2008, foi vendida a um grupo norte-americano que a transformou em uma revista exclusivamente erótica.No final de 2007, duas novas revistas foram lançadas a Junior e a DOM - De OutroModo, ambas com propostas editoriais parecidas que teriam como objetivo a“militância de mercado”, ou seja, “o que os gays consomem, como se comportam equem são seus ícones” (Ibid., p.91). A DOM tirar a vírgula chegou a encerrar suasedições em 2009 e a Júnior continua até hoje com suas edições mensais.Inserida em um contexto editorial ainda instável, na qual revistaspara o público homossexual surgem e desaparecem com relativa
    • 16rapidez, ela [Revista Junior] ainda está buscando uma fórmula parapermanecer no mercado, variando abordagens e visando aadequação ao contexto atual (AZEVEDO, 2010, p.50).2.7.Século XXINa primeira década do século XXI a internet produziu uma grande revolução econectou o mundo todo. A democratização do acesso a informação fez com queindivíduos de diferentes locais pudessem expressar seus desejos, opiniões, modode vida e orientação sexual de forma aberta. A imprensa gay sentiu os abalos que ainternet causou e como criar um site é mais barato que criar uma revista, algumasredes investiram nesse formato.Atualmente, o site Mix Brasil, “primeiro portal gay da América Latina”, que já estavana rede desde 1993, tem cerca de 800 mil visitantes e 20 milhões de page views7por mês8. Outro site, que atualmente é muito acessado é o Grupo Gay da Bahia, “elereúne boletins sobre crimes violentos contra homossexuais” (PÉRET, 2011 p.100).Apesar da militância, André Ficher afirma: “Nosso Portal tem compromisso com amilitância e abre espaço para notícias relativas aos direitos gays, mas a maioria dosnossos internautas, de fato, acessa o site em busca de conteúdo erótico” (Ibid.p.102)Ainda assim, existem sites que apoiam as pessoas que ainda não se assumiramcomo o site Armário X e sites como A Capa, ParouTudo e Athos GLS. “Sites que sepreocupam em estimular a identidade homossexual baseada não apenas noconsumo, mas também na questão de direitos” (Ibid.p.104).Independente da identidade de gênero que cada um utilize, ou da orientação sexual,todos têm direito à informação. E com a internet, esse acesso tornou-se amplo epode atingir qualquer um sem discriminações.Nos últimos cinquenta anos jornalistas e não jornalistas, escritores,intelectuais e pessoas interessadas em se expressar construíram, demaneira precária e com os recursos que tinham um pouco dessahistória [da imprensa gay]. Uma história feita de inúmeros avanços7 Page views - parâmetro utilizado pelos servidores web para medir a visibilidade de um site ou grupode arquivos ou parte de um portal na internet.8 Disponível em: < http://mixbrasil.uol.com.br/anuncie.html> Acessado em 09 de maio de 2013
    • 17no campo da criação de uma identidade de gênero mais múltipla econsciente. Uma história que continua a ser escrita, diariamente, porindivíduos que acreditam em uma sociedade menos preconceituosae mais igualitária. (Ibid., p. 112)
    • 183. ObjetivoDesenvolver projeto editorial de uma revista digital para mídia tablet, voltada aopúblico LGBT do Brasil. Uma revista que consiga unir o lado “mundano” comoinformação sobre a vida noturna, moda e festas e ao mesmo tempo questões sociaise de militância.
    • 194. HipóteseApesar de ser um caso muito antigo, recentemente o número de violências e direitoshomossexuais e a homofobia ocuparam a mídia brasileira. Parte devido aoreconhecimento do Supremo Tribunal Federal, em maio de 2011, da união civil entrepessoas do mesmo sexo. No mesmo ano, imagens de agressões na AvenidaPaulista e declarações preconceituosas do deputado federal Jair Bolsonarochocaram o país. Neste ano, a ironia se estabeleceu no cenário político. O pastorMarco Feliciano, considerado homofóbico pelo procurador-geral da República após adeclaração do seguinte comentário "A podridão dos sentimentos dos homoafetivoslevam ao ódio, ao crime, à rejeição", no microblog Twitter9, foi eleito presidente daComissão de Direitos Humanos e Minorias. Tal decisão tomada pelos grandes “emfavor” dos poucos, deixou muito longe a identidade do homossexual como cidadão.Em 1976, o Última Hora inaugurou a “Coluna do Meio” que tratava pela primeira vez,e de maneira explicita, temas da comunidade gay. Assim que a notícia repercutiuhouve inúmeras manifestações de intolerância e indignação. No entanto, algunsanos antes, em 1972, na Alemanha (conhecida pela grande perseguição aos gaysdurante a Segunda Guerra) o primeiro-ministro Willyy Brandt fez um pronunciamentono qual “pedia às pessoas que estivessem sendo perseguidas por seremhomossexuais que procurassem a polícia e denunciassem.” (PÉRET, 2011, p.39).Se quase 40 anos depois ainda existem pessoas preconceituosas no Brasil.Acredita-se que esta revista digital pode colaborar para disseminar maisinformações, e quem sabe assim, diminuir o conceito que a mídia difunde utilizandouma “abordagem, [que] quase sempre, é preconceituosa, homofóbica esensacionalista” (Ibid., p. 109). Além de proporcionar uma real representação dopúblico LGBT no espaço de comunicação e uma visibilidade positiva.9 Disponível em < http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/03/deputado-marco-feliciano-responde-por-homofobia-e-estelionato-no-stf.html> Acessado dia 09 de maio de 2013
    • 205. JustificativaA década de 90 foi a responsável pela expressão do “dinheiro cor-de-rosa”. Foineste período que um mercado especificamente gay surgiu, foram revistas, sites,agências de viagem, planos de saúde, cartões de crédito, casa noturnas e eventosculturais. Ou seja, “um conjunto cada vez maior de produtos voltados para o públicohomossexual que atualmente movimenta bilhões de dólares no mundo todo”(PÉRET, 2011, p.83)Esse mercado é tão lucrativo que há dois anos acontece, em São Paulo, a ExpoBusiness LGBT Mercosul, feira voltada para estimular negócios no setor. Comentrada gratuita, o evento contou em 2012 com a participação de palestrantes degrandes empresas, entidades nacionais e internacionais, como a Prefeitura de TelAviv, em Israel, cidade referência em turismo gay.A organizadora do evento se baseia nos dados da Associação da Parada doOrgulho LGBT de São Paulo, que tem uma estimativa de 18 milhões dehomossexuais no país e que gastam uma média de 30% a mais do que os heteros.Em reportagem ao site UOL10, o organizador da feira, Luiz Redeschi, destacou aimportância do atendimento:Não precisa de tratamento especial. Basta ser igual,independentemente do sexo. Se dois rapazes entrarem numa loja, ofuncionário deve mostrar a cama de casal assim como mostraria paraum homem e uma mulher. O mercado tem de fazer isso e nãopendurar uma bandeirinha colorida do lado de fora.Além do óbvio mercado GLS que existe, o homossexual precisa ser identificado,reconhecido. Mais do que aceito, ele precisa de um papel ativo na sociedade.O que atualmente se define como segmentação de mercado GLS étoda a atividade econômica focada nos consumidores homossexuaisque aceitam com naturalidade sua orientação sexual, desejando10 Disponível em: <http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/08/10/mercado-gay-pode-ser-lucrativo-e-feira-de-negocios-aponta-oportunidades.jhtm> Acessado em 03 de maio de 2013
    • 21consumir produtos e serviços direcionados ao seu estilo de vida.(FRANCO; BACELLAR, 2008, p.172).A dificuldade de mensurar de forma precisa este público de uma forma realmente,dificulta, muitas vezes, o investimento neste segmento. É preciso conhecer eanalisar a representação do homossexual na sociedade e a importância dacomunidade LGBT.Uma pesquisa, realizada em São Paulo, em 1997, revelou que, os homossexuais,independente da classe social, "(...) dariam valor à imagem, aparência e moda,mesmo que o estilo de roupa adotado fosse distinto" (NUNAN, 2003, p.181).O portal Mix Brasil, realizou uma pesquisa11 em agosto de 2012, com 1538entrevistados e revelou o alto grau de escolaridade dos seus leitores: 50,67%possuem ensino superior e 32,27% pós-graduação. A pesquisa revelou que 40, 56%não se identificam com nenhum partido. Costumam frequentar teatros comassiduidade e 19,79% e 36,71% afirmam ler mais de cinco livros por ano. Alémdisso, 70% deles acompanham com muito interesse notícias sobre questões edireitos LGBT o que revela a tendência desse público de buscar estar atualizadocom as tendências e novidades.Para afirmar a possibilidade de uma nova publicação voltada ao público LGBT, estásendo feita uma pesquisa com um número mínimo de respostas de 166 pessoas. Ocálculo da amostra foi feito com dados obtidos com o IBGE no Censo de 201012.É importante lembrar que a pesquisa do IBGE foi feita com base nos números depessoas declaradas, ou assumidas sexualmente, sabe-se que o número dehomossexual no Brasil é muito maior, no entanto, não há a obrigatoriedade deninguém se assumir para pertencer a um grupo. Flávia Péret cita Trevisan ao dizer:“[...] o ato mesmo de comprar o jornal era uma espécie de saída do armário, umaforma de assumir” (PÉRET, 2011, p.53)11 Disponível em < http://mixbrasil.uol.com.br/anuncie.html> Acessado em 03 de maio de 2013.12 Disponível em http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/04/censo-2010-contabiliza-mais-de-60-mil-casais-homossexuais.html> Acessado em 10 de maio de 2013.
    • 22Se antigamente uma pessoa que comprasse uma publicação gay em uma bancateria que ter coragem de se revelar, hoje em dia, a mídia digital facilita o anônimato ea privacidade de aproveitar um conteúdo como esse. Aguilnaldo Silva, em entrevistaà autora Péret, afirmou:Penso que cada um tem direito não só a privacidade mas à liberdadede manter uma vida pessoal. [...] não acredito que as pessoastenham, obrigatoriamente, que manisfestar publicamente que sãoisso ou aquilo. Cada um é dono da sua própria vida, do seu própriodestino e do direito de manter-se em silêncio sobre o que quiser(Ibid., p.119).5.1.Mídia TabletSegundo o IDC Brasil - líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria econferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, omercado que mais cresceu no ano de 2012, no Brasil, foi o mercado de tablets.Segundo o estudo13 realizado por eles, no ano de 2012, foram vendidos cerca de 3,1milhões de unidade, um crescimento de 171% se compararmos com o ano de 2011.O barateamento do dispositivo e a sua versão com o sistema Android14 possibilitouesse crescimento, pois os preços baixaram e chegam a custar menos de R$ 500. Oanalista de mercado da IDC, Pedro Hagge, declarou15.A entrada de equipamentos com esta faixa de preço foi o principalfator para o aumento significativo de vendas de tablets em 2012. Em2010 e 2011, os valores ainda eram considerados altos e o leque deopções não era tão extenso.Para 2013, a IDC espera que sejam vendidos mais de cinco milhões de tablets,cerca de 89,5% a mais que no ano de 2012. Só em janeiro deste ano, já havia sidoregistrado vendas de 350 mil peças.13 (Arrais, Rosa. Mercado de tablets no Brasil foi o que mais cresceu em 2012, revela estudo da IDC.Em <http://br.idclatin.com/releases/news.aspx?id=1457>. Acesso em: 03 de maio de 2013)14 Android - sistema operacional para dispositivos móveis, desenvolvido pela Open Handset Alliance.15 Idem 13
    • 236. ModalidadePara analisar e definir o que é uma revista digital para mídia tablet é precisoprimeiramente definir o que é revista impressa, para isso, observaremos a evoluçãográfica e editoria e sua convergência com o jornalismo digital.A revista é um meio de comunicação que, assim como outro, tem objetivo deinformar e comunicar. Além disso, a revista tem como principal característica asegmentação, a portabilidade e a periodicidade. Segundo Marília Scalzo "Umarevista é um veículo de comunicação, um produto, um negócio, uma marca, umobjeto, um conjunto de serviços, uma mistura de jornalismo e entretenimento”.(2009, p.11). Scalzo afirma ainda que o leitor e a revista tem uma relação única epessoal, essa intimidade é alcançada por causa da segmentação, pois o leitor tem asensação de que o conteúdo é único e dirige-se unicamente a ele.Além da intimidade, a revista impressa tem a facilidade de manuseio, pode serguardada e é até mesmo colecionável. Algumas revistas até mesmo fazem umareimpressão de suas edições em formatos pocket16 para que seus consumidorespossam carregar. Isso facilita a leitura, até para quem é acostumado a ler pela telado computador. "É que a tela do computador não é gostosa de usar. Você nãoconsegue levá-la para ler na cama nem no banheiro" (PLUVINAGE, 2011, p.2 apudCIVITA, 2002, p.7)Outra coisa que diferencia a revista de um jornal impresso é a periodicidade. Arevista pode ser semanal, quinzenal, mensal, entre outros. Apesar da temporalidadenão permitir a realização de matérias factuais, ela tem o tempo para apurar eabordar de uma forma única o assunto tão comentado.É possível definir as revistas em três grupos, segundo Pluvinage (2011): as revistasde consumo, revistas profissionais e revistas de institucionais. As revistas deconsumo são dirigidas a um público amplo e são subdivididas em interesse geral,segmentadas por público e segmentada por interesse. As revistas profissionais têm16 Pocket - algo em um formato pequeno, formulado para uma leitura prática e para o barateamentode seu custo.
    • 24como público alvo um determinado setor, por exemplo, de dermatologistas, ou porárea profissional como a medicina. Já as revistas institucionais são publicadas poruma empresa, ou organização tendo como público seus clientes, funcionários eassociados.6.1.Jornalismo de RevistaA primeira revista impressa foi publicada na Alemanha, em 1663. Apesar de ter umformato de livro, a Erbauliche Monaths-Unterredungen (Edificantes DiscussõesMensais), como era chamada, era periódica e tinha um assunto específico e porisso, foi considerada uma revista. Alguns anos depois, em 1665, foi lançada aprimeira revista cientifica, o Le jornal des savants, na França. O objetivo era "difundirdescobertas, promover a colaboração entre pesquisadores e lutar a favor daliberdade de pensamento." (PLUVINAGE, 2011, p. 3). A primeira revista feminina foipublicada em 1693, na Inglaterra. Chamava-se The ladies Mercury, era produzidapor homens e continha conselhos sentimentais.A palavra revista só veio a ser utilizada algum tempo depois. Em Londres, no ano de1731, foi lançada a The Gentlemans Magazine, a utilização da palavra Magazine,que significa armazém, deu a ideia de "dispor de diversos assuntos". Já a palavrarevista, vem do inglês review que significa tirar a vírgula resenha e crítica literária.A palavra review era comum em várias revistas literárias inglesas,que eram modelos imitados em todo o mundo no século XVII e XVIII.Daí a origem da palavra revista na língua portuguesa. (PLUVINAGE,2011, p. 3 apud ALI, 2009, p.19)Em 1741, foi lançada a primeira revista americana, a The General Magazine. Em1842, surge na Inglaterra a primeira revista ilustrada, The Illustrated London News,publicada até hoje. Em 1888, é publicada a primeira edição da National GeographicMagazine, nos EUA.Depois da Primeira Guerra, as revistas tiveram o grande avanço. A Time, publicadadesde 1923, considerava as notícias da semana em um formato fácil de ler para opúblico que não tinha tempo. Até hoje ela é modelo para revistas semanais como aVeja, que utiliza "uma linguagem sintética e concisa sem deixar de lado a análisedos temas que ocorreram na semana" (PLUVINAGE, 2011, p.4).
    • 25O avanço da fotografia trouxe para imprensa revistas como a Life, em 1936, voltadaà reportagem fotográfica. Nessa época também surgiu os primeiros “comic books”,ou histórias em quadrinhos. Em 1932, foi lançada a revista Esquire, que "buscavaum público jovem e bem-humorado." (Ibid., p.4)No fim da Segunda Guerra, foi criada na França, a revista feminina Elle, que servede referência no mundo todo, a criadora Hélène Gordon-Lazareff queria desenvolvero gosto pela vida no período pós-guerra. A revista referência masculina Playboy, foicriada em 1953, pelo jornalista Hugh Hefner, na primeira edição, a revista contavacom fotos nuas de Marilyn Monroe, além de reportagens sobre vinhos, carros,restaurantes, etc.No Brasil, a primeira revista surgiu no século XVIII. Segundo Scalzo, a revista AsVariedades, foi publicada em 1812, em Salvador, com formato de livro. No entanto,outros autores afirmam que a primeira revista é o Correio Braziliense, lançada em1808 por José Hipólito da Costa. Seu foco era político e a favor da liberdade deimprensa. Apesar de ser brasileira, ela era imprensa em Londres e circulavaclandestinamente pelo Brasil.O livro A Revista no Brasil expõe esse dilema, As Variedades 1812de Silva Serva, e O Correio Braziliense (1808) de Hipólito da Costa,pareciam livro. Mas a primeira acabou sendo considerada revista e osegundo jornal. (PLUVINAGE, 2011, p. 5 apud A REVISTA NOBRASIL, 200, p.12)Nos anos seguintes, surgiram publicações de inúmeros temas, desde medicinacomo O Propagador das Ciências Médicas, de 1827, como na área de artes eliteratura, como Anais Fluminenses de Ciências, Artes e Literatura, de 1822.Quando surgiram as ilustrações, houve uma febre de caricaturas, onde o trabalho deÂngelo Agostini se destaca, inclusive, ele foi um dos fundadores da primeira revistabrasileira de histórias em quadrinhos, O Tico-Tico, em 1905.O momento pós-guerra também trouxe mudanças para a imprensa brasileira. Em1928, foi lançada a revista O Cruzeiro. Segundo Scalzo, "A publicação estabeleceuuma nova linguagem da imprensa nacional, através da publicação de grandesreportagens e dando uma atenção especial ao fotojornalismo" (2009, p.30). Emconcorrência com O Cruzeiro, Adolpho Bloch lançou em 1952 a revista Manchete.
    • 26Em 1966, a Editora Abril lança a publicação Realidade, focada em jornalismoinvestigativo com texto literário e, em 1968, é lançada a Veja, publicada até hoje.6.2.Jornalismo DigitalO Jornalismo Digital nada mais é do que "todos os noticiários, sites e produtos quenasceram diretamente na WEB" (FERRARI, 2009, p.40-41). Ferrari ainda completadizendo que mais do que ser apenas transformado para a Web, esse conteúdoconta com mais informações do que um conteúdo impresso deveria ter, ou seja, comtexto, vídeo, áudio, ilustrações e animações. “O jornalista digital tem o dever demediar chats, blogs e redes sociais. Para mediar informações e não apenasrepassar notícias recebidas.” (PLUVINAGE, 2011, p. 06)A história e desenvolvimento do Jornalismo digital estão atrelados aodesenvolvimento da internet. Criada pelo Departamento de Defesa Norte-Americano,em 1969, o objetivo era criar um meio de comunicação que não pudesse serinterrompido por um ataque. Com o tempo, a rede começou a ser utilizada pelacomunidade acadêmica e, em 1980, o pesquisador Tim Berners Lee inventou aWorld Wide Web, ou seja, um sistema de "hipermídia interligados e executados naInternet" (Ibid., p. 7).Para os jornalistas, a grande mudança ocorreu entre o século XX e XXI. O conteúdoimpresso foi transportado para portais, com links de diferentes outros sites esubsites, uma pequena amostra do que conhecemos hoje como “site de buscas”.No Brasil, o jornalismo digital aconteceu devido às empresas de internet que seinteressaram e investiram na área. Em 1994, surgiu o portal Brasil Online, ou BOL,em 1995, ela se tornou um provedor de acesso ao conteúdo de internet da EditoraAbril. Surgiu também um grande número de provedores gratuitos, como o IG,lançado em 2000.Já as Organizações Globos fizeram o lançamento de uma revista semanal denotícias junto com a criação do site, uma grande novidade para o momento. E no dia25 de maio de 1998, foi lançado simultaneamente a revista e o site da Época.
    • 27No início do século XXI, o avanço da tecnologia e da velocidade dainternet, fez com que o jornalismo se adequa-se a Web 2.0, onde háuma grande interação entre público e conteúdo através não só dossites, mas também das redes sociais. (Ibid., p.8)O surgimento dos blogs facilitou a inserção de conteúdo pela população, já quenesse momento, não havia mais a necessidade de conhecimentos de programação,qualquer um poderia fazer um texto e publicar na web. Surgiram também as redessociais e sites de compartilhamento de informação. Sendo assim, o que já estavacerto, como sites de informação centralizada, foi criando uma nova regra.Assim como um mercado em construção, a indústria digital de notícias ainda buscarumos, pois a cada inovação, a cada tecnologia, há uma forma nova de comunicarcom o seu público. Atualmente, a “Era da Mobilidade” entra em cena, possibilitandoacessar conteúdos jornalísticos de celulares, smartphones e tablets, facilitando avida do cidadão. Ainda sem um plano certo, muitas empresas trabalham na criaçãode aplicativos para atender a demanda.6.3.Revistas Digitais para TabletO tablet é um dispositivo eletrônico em formato de prancheta, ou bloco de notas.Nele é possível criar, editar e reproduzir diversos tipos de arquivos digitais. Além deexecutar programas, acessar a internet, jogar e muito mais. Isso tudo é feito atravésde uma tela plana, sensível ao toque, sem necessidade de mouse ou teclado.Apesar de ser uma tecnologia nova, a primeira demonstração dessa tecnologiaocorreu em 1956, com um bloco de anotações, sensível ao toque de uma canetadigital. Já o primeiro tablet a ser vendido foi o GRiDPad, da GRiDSystems, em1989. Em 2002, a Microsoft lançou o Microsoft Tablet PC com sistema operacionalWindows XP, já nessa época, havia revistas impressas que eram digitalizadas paraserem lidas no tablet. Em 2003, foi inventada a tecnologia de toque pela empresaFingerworks, tecnologia que foi utilizada pela Apple para o iPhone e o iPad.
    • 28Finalmente, em abril de 2010, foi lançado o iPad, primeiro tablet da Apple, só nosprimeiros 80 dias, foram vendidos três milhões17. Isso ocorreu devida à similaridadedo aparelho com o iPod e o iPhone, além de poder utilizar os mesmos aplicativosque eles. Tais aplicativos tinham inúmeras funções que as diferenciavam dos outrosaparelhos semelhantes ao iPad, como os e-Readers, dispositivo eletrônico usadopara leitura de textos. Normalmente, os arquivos eram no formato de ePub "umformato de arquivo para livros digitais (eBook) que podem ser abertos e lidos empraticamente qualquer leitor de livro eletrônico" (PLUVINAGE, 2011, p.10 apudVICENTINI, 2011, p.35)Esse primeiro contato com a leitura na mídia tablet tornou possível a leitura dehistórias em quadrinhos interativas.A editora de quadrinhos norte-americana Marvel lançou seuaplicativo Marvel Comics, em abril de 2010, permitindo a leitura desuas histórias impressas na tela do iPad, mas com possibilidade deefetuar um zoom em cada quadrinho e adaptar a orientação deleitura horizontal e vertical. (PLUVINAGE, 2011, p.10).Em seguida, surgiu um formato de arquivo que incorporava conteúdo multimídia,interatividade e hipertextos, um documento com conteúdo textual, digital e comdesign gráfico. Criado pela Adobe Systems o Issue, formato de arquivo, foidesenvolvido por um conjunto de aplicativos e plug-ins Adobe Digital PublishingSuite. Com essa tecnologia, a primeira revista interativa digital, a Wired, foi lançadasua versão para download e leitura em iPads, em maio de 2010. A primeira ediçãofoi distribuída gratuitamente e continha dois formatos de orientações, botõesinterativos, vídeos, hiperlinks e muito mais. Muitas outras revistas surgiram apóseste lançamento.No Brasil, a pioneira foi a revista Época que lançou sua primeira versão digital einterativa em outubro de 2010, no entanto, era como um aplicativo. No mês seguinte,a editora Abril lançava uma versão digital e interativa da revista Veja e se tornou a17 (Arrais, Rosa. Mercado de tablets no Brasil foi o que mais cresceu em 2012, revela estudo da IDC.Em <http://br.idclatin.com/releases/news.aspx?id=1457>. Acesso em: 03 de maio de 2013)
    • 29primeira revista digital para tablet nacional. No entanto, todas eram uma releitura daversão imprensa.A primeira revista lançada exclusivamente para iPad foi a The Daily lançada emfevereiro de 2011, no Brasil. A Editora 247 lançou uma revista exclusiva para tabletdisponível 24 horas por dia, sete dias por semana, com conteúdo atualizado às 6h eàs 20h. Diferente da versão americana, a Brasil 247 é gratuita. (Ibid., p.11)6.4.LinguagemA principal característica em uma publicação periódica formatada para tablet edispositivos móveis, "é a junção de elementos gráficos e editoriais de mídiaimprensa com recursos digitais usados na narrativa e no jornalismo digital, que sãoos recursos interativos, hipertextuais e multimídia." (Ibid.) Sendo assim, uma versãodigital, em PDF estático, não é uma revista digital.Claro que alguns elementos são básicos e semelhantes de revistas impressas,como: Periodicidade - É preciso ter uma atualização constante. Mesmo que nãoseja em um curto período de tempo a análise precisa ser aprofundada ecompleta, ou seja, atualizada. Segmentação - Revistas atingem um público-alvo de forma mais fácil quemeios de comunicação de massa. "Com a redução de custos de produção derevistas digitais, será possível atingir públicos cada vez mais específicos.Quanto maior a personalização, maior será a relação de intimidade entreleitor e revista" (Ibid., p.12) Portabilidade - A portabilidade de um tablet é semelhante de uma revistaimpressa, sendo até mais fácil de transportar do que um notebook ounetbook. Identidade Gráfica - Uma revista tem uma identidade formada pelo logo, capa,tipografia, paleta de cores, diagramação, entre outros.
    • 30Outras características são apenas dos meios digitais: Leitura Multimídia - Narrativa que combinam elementos estáticos comdinâmicos. Permitindo assim, uma experiência multissensorial. Interatividade - Possibilidade de interagir com a mídia é uma marca da WEB2.0. Hipertexto - A leitura superou a linearidade, o leitor cria a sua própriaexperiência narrativa, por meio de links.Já algumas características são exclusivas das revistas digitais para tablet: Orientação Dupla - a revista precisa ser lida em dois formatos: vertical ehorizontal. Profundidade - Uma revista digital precisa de uma nova dimensão,profundidade é essencial.Sendo assim, a revista para tablets se firma como um meio de comunicação aomisturar elementos da revista imprensa e do jornalismo digital. Confirmando assim atendência da convergência do impresso para a nova tecnologia.Como seu histórico comprova a revista sempre procura a vanguarda:do surgimento da ilustração e das charges de adoção da fotografia edo fotojornalismo. Essa busca agora inclui a convergência com odigital e aponta para o paradoxo de uma nova mídia, na qual aregularidade das páginas da revista ganham brechas no tempo eespaço ilimitado do hipertexto. (Ibid., p.13)
    • 317. MetodologiaPara iniciar o trabalho de criação da revista, foi necessária uma pesquisa queidentificasse o público alvo. A pesquisa utilizada foi a Pesquisa de Mercado que éuma ferramenta importante para obter informações sobre o mercado em que sepretende atuar. E, quanto maior for o conhecimento do mercado, melhor é odesempenho do projeto.Para melhor entender o Mercado ou o público alvo, as organizaçõesdevem dispor de informações relevantes sobre seu campo deatuação, seu negócio, sua concorrência e especialmente seu público.Por isso, o profissional da comunicação deve estudar paracompreender o seu público e ser mais útil a ele. (CHIMEN, 2010, p.02).Por ser tão importante, o valor dado a cada questão desenvolvida pode resultar emcrescimento ou não do negócio. Partindo de uma real necessidade, o primeiro passoé identificar o público alvo e os objetivos da pesquisa. Ou seja, precisamosidentificar o perfil do possível consumidor da revista, suas necessidades e desejos.O segundo passo é a definição da coleta de dados ou levantamento dasinformações necessárias para a realização da pesquisa. São informações quepodem virar instrumentos para a tomada de decisões. Para identificar o público elevantar informações sobre eles, utilizaremos dois tipos de pesquisas: a bibliográficae a quantitativa.A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material jáelaborado, constituída principalmente de livros e artigos científicos. Aprincipal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato depermitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos 67muito mais ampla que poderia pesquisar diretamente. (GIL, 1985. p.65)Já a pesquisa quantitativa é que realiza a coleta de dados que definirão as editoriasda revista. Segundo Gil, a pesquisa quantitativa é aquela em que tudo pode ser
    • 32quantificável, ou seja, a tradução de opiniões, expressões e informações emnúmeros para uma classificação e análise.O universo da pesquisa foi a comunidade de LGBT declarada do Brasil e, para tanto,foram utilizados os dados do Censo 2010, que nos revelou um total de 60.002 casaisdo mesmo sexo. Partindo dessa informação, foi selecionado um grupo de 166pessoas, calculado através de um plano de amostragem que respondeu oquestionário. Para chegar a este número foi feito um cálculo amostral no site CálculoAmostral18. No cálculo, foi utilizado 10% de cálculo de erro e 99% de nível deconfiança.Figura 1 - Cálculo AmostralFonte:.calculoamostral.vai.laNas pesquisas sociais é muito frequente trabalhar com uma amostra,ou seja, com uma pequena parte dos elementos que compõem ouniverso. Quando um pesquisador seleciona uma pequena parte da18 SANTOS, Glauber Eduardo de Oliveira. Cálculo amostral: calculadora on-line. Disponível em:<http://www.calculoamostral.vai.la>. Acesso em: 09 de maio de 2013.
    • 33população, espera que ela seja representativa dessa população quepretende estudar. (Ibid.. p. 99)O meio de publicação da pesquisa utilizado foi a internet, especificamente o GoogleDocs, um pacote de produtos que permite criar diferentes tipos de documentos epesquisas. Primeiramente, ele foi escolhido pela facilidade de elaboração edisseminação da pesquisa. No entanto, a internet se tornou o meio perfeito parauma pesquisa de mercado para uma revista digital, visto que grande parte do públicojá está presente na web. Além de ser barato e rápido, os questionados nãodispuseram de muito tempo.Entre as principais vantagens das entrevistas estruturadas estão asua rapidez e o fato de não exigirem exaustiva preparação dospesquisadores, o que implica custos relativamente baixos. Outravantagem é possibilitar a análise estatística dos dados, já que asrespostas obtidas são padronizadas. (Ibid. p. 120)
    • 348. CronogramaPrevisão das ações que serão tomadas para a busca das fontes de informação,seleção da técnica para coleta de dados, realização do trabalho de campo e oprocessamento das informações.Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out NovCronograma deProduçãoDesenvolver Pré-projetox x x x XAdquirir MaterialProduçãox X x xColeta de Dados x x X x xCaptação deImagensx x x xApuração x x xDiagramação daRevistax x xElaboração doRelatório finalx xRevisão do Texto x xEntrega do TCC x
    • 359. Referência BibliográficaCHIMEN, Rivaldo. Introdução à Comunicação Empresarial. São Paulo: Saraiva,2010.FERRARI, Pollyana. Jornalismo Digital. São Paulo: Contexto, 2009.FRANCO, Reinaudo; BACELLAR, Laura O mercado GLS: como obter sucessocom o segmento de maior potencial da atualidade. São Paulo: Ideia & Ação,2008.GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5ª Edição. SãoPaulo: Atlas,1985.NUNAN, Adriana Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo.Rio de Janeiro: Caravansarai 2003.PÉRET, Flávia. Imprensa Gay no Brasil. São Paulo: Publifolha, 2011PLUVINAGE, Jean-Fréderic A progressão da Revista Impressa para sua VersãoDigital na Mídia Tablet. São Paulo: INTERCOM, 2011SAMWAYS, Daniel Trevisam. Censura à imprensa e a busca de legitimidade noregime militar. Rio Grande do Sul: ANPUH, 2012SCALZO, Marília. Jornalismo de Revista. São Paulo: Contexto, 2004. 75TREVISAN, João Silvério. Devassos no paraíso: A homossexualidade no Brasil,da colônia à atualidade. 7ed., Rio de Janeiro: Record 2007
    • 3610.Anexos10.1. Projeção de Capítulos1. Introdução (abordado nas páginas de 8 à 9 deste trabalho)1.1.Descrição do Projeto.2. Tema (abordado nas páginas de 10 à 20 deste trabalho)2.1.Vou falar sobre a imprensa feita para homossexuais.2.2.O conceito da liberdade sexual.2.3.O Snob primeira publicação não oficial voltado ao público gay.2.4.O Lampião da Esquina primeiro jornal publicado voltada aos homossexuais.2.5.Período de Aids no Brasil e o Preconceito.2.6.Imprensa homossexual feminina.2.7.Chegada da Internet2.8.Século XXI.3. Modalidade (abordado nas páginas de 27 à 35 deste trabalho)3.1.Revista Digital para Mídia Tablet3.2.Jornalismo de Revista - do surgimento a atualidade.3.3.Jornalismo Digital.3.4.Revista Digital para Tablet.3.5.Linguagem da mídia portátil.4. Metodologia (abordado nas páginas de 36 à 38 deste trabalho)4.1.Métodos de pesquisas utilizados.4.2.Pesquisa Bibliográfica.4.3.Pesquisa Quantitativa.4.4.Resultado da Pesquisa.5. Planejamento Gráfico - Revista Queen5.1.Definição do Nome5.2.Logotipo5.3.Padrão Gráfico5.4.Diagramação5.5.Cores5.6.Tipologia
    • 375.7.Linha Editorial6. Revista Digital6.1.Formatos6.2.Tamanhos6.3.Exibição6.4.Definição de receita10.2. Anexo 2 - QuestionárioComo você se considera? *( ) Lésbica( ) Gay( ) Bissexual( ) Travesti( ) Transexual( ) Transgênero( ) SimpatizanteQual sua idade? *( ) Menor de 18 anos( ) Entre 19 - 30 anos( ) Entre 31 - 40 anos( ) Entre 41 - 50 anos( ) Mais de 50 anosQual sua renda mensal? *( ) Até 1 salário mínimo( ) 2 - 3 salários mínimos( ) 4 - 5 salários mínimos( ) 6 - 7 salários mínimos( ) acima de 8 salários mínimosQual sua escolaridade? *
    • 38( ) Ensino Fundamental( ) Ensino Médio( ) Ensino Superior( ) Pós - Graduação( ) MestradoQual seu ramo de atuação? *( ) Alimentação( ) Automobilismo( ) Consultoria/ Serviços( ) Beleza e Estética( ) Governo( ) Saúde( ) Informática( ) Vestuário e Moda( ) Educação( ) OutrosSe Outros, qual?Quais meios você utiliza para se atualizar? *( ) Amigos e família( ) Cursos e palestras( ) Internet( ) Livros( ) Revistas( ) Jornais( ) TV( ) Rádio( ) OutrosSe Outros, qual?
    • 39Por quais assuntos você mais se interessa? *( ) Fofocas( ) Cinema, Novelas e Séries( ) Esportes( ) Economia( ) Tecnologia( ) Politica( ) Religião( ) Música( ) Saúde( ) Beleza e Comportamento( ) Moda( ) Atualidades( ) Sexo( ) OutrosSe Outros, qual?Na sua opinião, falta de opção de entretenimento ao público LGTB? *( ) Sim( ) NãoSe sim, qual?O que acha de uma publicação digital voltada ao público LGBT? *( ) Interessante( ) Boa ideia( ) Tanto faz( ) Má ideia( ) Desnecessário
    • 40Você já conheceu, ou frequentou, algum lugar que tivesse um atendimentodiferenciado ao público LGTB? *Por exemplo: lojas, bares, hotéis, etc.( ) Sim( ) NãoSe Sim, qual? Gostou do atendimento.Se Não, gostaria?Quais tipos de serviços você acha que seria importante o investimento, não sófinanceiro mas social para o público LGBT? *( ) Turismo( ) Saúde( ) Educação( ) Segurança( ) Alimentação( ) Comércio( ) Transporte( ) Cultura( ) OutrosSe Outros, qual?Você já sofreu algum tipo de preconceito por causa de sua orientação sexual? *( ) Sim( ) Não