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EDUARDO ROBERTO ALCÂNTARA DEL-CAMPOMedicina Forense III
TRAUMATOLOGIA
Traumatologia forenseConceito – A traumatologia estuda as lesões e os estadospatológicos, imediatos ou tardios, produzidos...
Energias de ordem mecânicaperfurantes ou punctórios;Ação simples cortantes;contundentes.Instrumentospérfuro-cortantesAção ...
Instrumentos perfurantes ou punctóriosOs instrumentos perfurantes ou punctórios agem por meio depressão exercida em um po...
Instrumentos cortantesOs instrumentos cortantes agem por meio de pressão e deslizamento,de forma linear ou oblíqua, sobre...
Lesões incisas
Esgorjamento, degola e decapitação São lesões de natureza geralmente incisas localizadas nopescoço (Delton Croce). O esg...
Decapitação
Instrumentos contundentesOs instrumentos contundentes são todos aqueles que agem pelaação de uma superfície. Podem ser só...
Lesões contusas
Lesões contusas
EquimosesEquimoses são lesões contusas cuja intensidade dependedo instrumento e do grau de violência com que foiaplicado....
Espectro equimóticoDias Cor1º vermelho escurodo 2º ao 3º violetado 4º ao 6º azuladodo 7º ao 10º verde-escurodo 11º ao 12º ...
Instrumentos pérfuro-cortantesOs instrumentos pérfuro-cortantes são aqueles geralmentedotados de ao menos uma ponta e pel...
Lesões pérfuro-incisas
Instrumentos pérfuro-contundentesInstrumentos pérfuro-contundentes são aqueles que ageminicialmente por pressão em uma su...
Instrumentos corto-contundentesOs instrumentos corto-contundentes são aqueles que atuampor pressão exercida sobre uma lin...
Lesões corto-contusas
Lesões lácero-contusas ou lacerantesÉ bastante freqüente encontrarmos em laudos periciaisdesignação de ferimentos laceran...
Lesões lácero-contusas ou lacerantes
Energias de ordem mecânicaAção Instrumento Lesão ExemploSimplesPerfurante Punctória Agulha, estilete.Cortante Incisa Naval...
Energias de ordem físicaSão energias capazes de modificar o estado físico doscorpos causando lesões ou mesmo a morte. As m...
Lesões produzidas pelo calorCalor frioCalor quente difuso – termonoses insolação intermação direto – queimadurasOsc...
Lesões produzidas pelo calor frioAs lesões produzidas pelo frio, geladuras, têm aspecto pálido eanserino (relativo ou seme...
Lesões produzidas pelo calor frio
Lesões produzidas pelo calor quenteO calor quente pode atuar sobre o corpo humano de forma difusaou direta.Atua de forma d...
InsolaçãoA desidratação e a queimadura da pele são os sintomas mais freqüentes dainsolação, especialmente em crianças e id...
Insolação
Intermação
IntermaçãoMecanismos de termorregulação contra o superaquecimento: Radiação:Troca global de energia térmica radiante (ar)...
IntermaçãoRelação com oconsumo de O2RepousoExercíciomáximoProdução de calor corporal 1 l de O2 ≅ 4,82 Kcal ≅ 0,25 l de O2/...
Intermação
IntermaçãoNo dia 5 de fevereiro de 1989, logo após apromulgação da Constituição de 1988, no 42°Distrito Policial, em Sao P...
QueimadurasQuanto à profundidade, segundo Hoffmann, as queimadurasclassificam-se em: 1º Grau - queimaduras leves, simples...
QueimadurasA extensão da área queimada é, muitas vezes maisimportante do que a profundidade da lesão para determinara grav...
Queimaduras
Queimaduras
Lesões produzidas pela pressãoEm condições normais podemos suportar pressão deaproximadamente 1 (uma) atmosfera ou 760 mm ...
Mal das montanhas ou dos aviadores
Mal das montanhas ou dos aviadores
Doença dos caixões ou mal dos escafandristas
Doença dos caixões ou mal dos escafandristas
Doença dos caixões ou mal dos escafandristas
Profundidade(metros)Tempo limite sem paradas para descompressão(minutos)9 24312 12215 7418 5121 3724 3027 2430 2033 1736 1...
Doença dos caixões ou mal dos escafandristas
Narcose de Nitrogênio
Barotraumas
Barotraumas
Barotraumas
Barotraumasenhs.umn.edu/current/2008studentwebsites/pubh6173/barometric_extremes/high.html
Lesões produzidas pela eletricidadeEletricidade natural ou cósmica: fulminação – morte; e fulguração – lesões corporais...
Eletricidade natural, atmosférica ou cósmicawww.uwec.edu/jolhm/EH3/Group2/Pictures/lightning.jpg
Eletricidade natural, atmosférica ou cósmica
Eletricidade natural, atmosférica ou cósmicaAlguns números:•125 milhões de volts;•200 mil ampères ;•25 mil graus centígrad...
Sinal de LichtenbergAs lesões produzidas pela fulguração ou fulminação, tomamaspecto arboriforme, denominadas de sinal de ...
Sinal de Lichtenberg
Marca elétrica de JellinekA eletricidade artificial produz, no local de entrada, uma lesão quecom freqüência assume a form...
Lesões produzidas pela radioatividade alterações genéticas; vários tipos de câncer; alterações da espermatogênese; e a...
Lesões produzidas pela radioatividade
Lesões produzidas pela luzA luz, dependendo da intensidade, também pode ocasionar lesões nocorpo humano, particularmente r...
Lesões produzidas pela luz
Lesões produzidas pelo somAs ondas sonoras, ou ondas de pressão, nada mais são que a propagação de um distúrbiomecânico at...
Alguns valores para comparaçãoAmbiente DbLimite de audição 1Ruído da respiração 10Restaurante tranqüilo 50Conversa em tom ...
Energias de ordem químicaSão aquelas que atuam nos tecidos vivos através de substânciasque provocam alterações de natureza...
Cáusticos ou corrosivosOs cáusticos ou corrosivos são substâncias químicas queprovocam profunda desorganização dos tecidos...
Cáusticos ou corrosivos
Venenos ou tóxicosDefinir veneno ou tóxico é uma tarefa bastante difícil, já que nadependência da dose até mesmo os alimen...
Monóxido de carbonoÉ uma das principais fontes de morte acidental.Uma vez aspirado, dilui-se no plasma sanguíneoformando...
OxiemoglobinaHbO2O2Hb COCOCarboxiemoglobinaMonóxido de carbonoA morte sobrevém quando cerca de dois terços dahemoglobina é...
Monóxido de carbono
Energias de ordem físico-químicasSob o título de energias de ordem físico químicairemos estudar a asfixiologia forense ou ...
Asfixiasenforcamento;Por constrição do pescoço estrangulamento;esganadura.oclusão dos orifícios das vias aéreas;direta ou ...
Morte por enforcamentoO enforcamento pode ser definido como a constrição dopescoço por baraço mecânico (corda ou cordel) ...
Morte por enforcamento
Morte por enforcamento
Morte por enforcamento
Morte por enforcamento
EstrangulamentoO estrangulamento pode ser definido como a constriçãodo pescoço por baraço mecânico (corda ou cordel)acion...
Estrangulamento
EsganaduraA esganadura é a asfixia mecânica pela constriçãoântero-lateral do pescoço produzida pela ação direta dasmãos d...
Esganadura
Sufocaçãooclusão dos orifícios das vias aéreas;Sufocaçãodireta ou ativaoclusão das vias aéreas;soterramento;confinamento.i...
Sufocação indireta ou passiva
Colocação da vítima em meio líquido AfogamentoO afogamento é a modalidade de asfixia mecânica em que hápenetração de líqu...
Afogamento
Energias de ordem bioquímicaNegativasInaniçãoDoenças carenciaisintoxicações alimentaresPositivas auto-intoxicaçõesinfecçõe...
Inanição
Energias de ordem mistaFadigaaguda; ecrônica.Doenças parasitáriassíndrome da criança maltratadaSevícias síndrome do ancião...
BALÍSTICA FORENSE
Balística forenseConceito – Balística Forense é a disciplina que estudabasicamente as armas de fogo, as munições, os fenôm...
DivisõesBalística interna ou interior é aquela que estuda osmecanismos internos das armas, sua estrutura, munições epropel...
Classificação das armas de fogoQuanto à mobilidadefixassemiportáteisportáteislongascurtasArmas Quanto à alma do canolisasr...
Constituição das armas de fogoQualquer que seja o tipo de arma considerada terá algumas peçasque entram invariavelmente em...
Classificação quanto a alma do canoAs armas de porte individual dividem-se em dois grandes grupos: armas com canos de alm...
Raias
Raias
Armas curtasArmas curtas são armas para uso exclousivamenteindividual, de dimensões pequenas, são compactascom peso difici...
Revólver
Pistola semi-automáticaBrowOpe4.exe
Armas longasArmas longas são aquelas que, em razão docomprimento do cano e da coronha, possuem umagrande dimensão longitud...
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MosquetãoDa mesma forma que o fuzil o mosquetão é uma arma de fogo longa,portátil, de repetição, com cano e alma raiada. N...
MuniçãoPelo termo munição podemos designar projéteis,pólvoras e demais artefatos explosivos com que secarregam armas de fo...
Munição para armas com cano de alma raiada
Munição para armas com cano de alma lisa
Calibre das armas de fogoAo se falar em calibre é preciso identificar quatro noçõesdistintas: calibre das armas de alma r...
Calibre das armas de cano de alma raiadaO calibre real ou nominal das armas de alma raiada é dado pelo diâmetrointerno do ...
Calibre dos projéteis das armas de alma raiadaO diâmetro ou calibre efetivo do projétil, nas armasonde o número de raias é...
Calibre dos projéteis das armas de alma raiadaAB BA-Calibrereal(espaçoentrecheiosoudiâmetrointernodocanoantesdoraiamento)....
Alguns projéteis especiais
Calibre das armas de cano de alma lisaO calibre das armas de alma lisa, ou de caça, não é expressopelo diâmetro interno do...
Calibre das armas de cano de alma lisa1 lb
Calibre das armas de cano de alma lisaCalibre nominal Calibre real12162024283236 (.410)18,50 mm17,00 mm15,70 mm14,80 mm14,...
Projéteis das armas de alma lisa - balinsCalibre Tamanho doChumboQuantidade emgramasNúmero médio deesferas12TTT32323 1305 ...
Ferimentos produzidos por projéteis de arma de fogoO projétil de arma de fogo é um agente mecânico pérfuro-contundente, qu...
Ferimentos produzidos por projéteis múltiplos (balins)Nos disparos efetuados com cartuchos de munição deprojéteis múltiplo...
Ferimentos produzidos por projéteis múltiplos(balins)
Ferimentos produzidos por projéteis unitáriosA lesão de entrada produzida por projétil de arma de fogo é geralmentecircula...
Orlas ou halos e zonasAlém do aspecto morfológico, ao redor dos ferimentos de entradaproduzidos por projéteis de arma de f...
Orlas ou halos e zonasorlas ou haloscontusãoenxugoescoriaçãoFerimento de entradaesfumaçamentozonas chamuscamentotatuagem
Orlas ou halos e zonasFerimento de entradaorlas ou haloscontusãoenxugoesfumaçamentozonas chamuscamentotatuagem
Orla de contusãoPonto de impacto do projétilOrla de contusão
Orla de enxugo
Zonas de chamuscamento, esfumaçamento etatuagem
Zona de esfumaçamento
Zona de tatuagem
Câmara de Hoffmann
Câmara de Hoffmann
Câmara de Hoffmann
Armas de uso permitido e restritoRestrição DestinaçãoA Forças armadasB Forças auxiliares e policiaisC Pessoas jurídicas es...
São de uso restrito(art. 16 do Decreto nº 3.665/00):I. armas, munições, acessórios e equipamentos iguais ou que possuam al...
V. armas de fogo automáticas de qualquer calibre;VI. armas de fogo de alma lisa de calibre doze ou maior com comprimento d...
XIII. munições ou dispositivos com efeitos pirotécnicos, ou dispositivos similarescapazes de provocar incêndios ou explosõ...
São de uso permitido(art. 17 do Decreto nº 3.665/00):I. armas de fogo curtas, de repetição ou semi-automáticas, cuja muniç...
V. armas que tenham por finalidade dar partida em competiçõesdesportivas, que utilizem cartuchos contendo exclusivamentepó...
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  1. 1. EDUARDO ROBERTO ALCÂNTARA DEL-CAMPOMedicina Forense III
  2. 2. TRAUMATOLOGIA
  3. 3. Traumatologia forenseConceito – A traumatologia estuda as lesões e os estadospatológicos, imediatos ou tardios, produzidos pela ação deenergias (violência) sobre o corpo humano.Energias: de ordem mecânica; de ordem física; de ordem química; de ordem físico-química; de ordem bioquímica; de ordem biodinâmica; e de ordem mista.
  4. 4. Energias de ordem mecânicaperfurantes ou punctórios;Ação simples cortantes;contundentes.Instrumentospérfuro-cortantesAção composta pérfuro-contundentescorto-contundentesConceito - As energias de ordem mecânica são aquelas que,atuando sobre um corpo, são capazes de modificar o seu estadode repouso ou movimento.
  5. 5. Instrumentos perfurantes ou punctóriosOs instrumentos perfurantes ou punctórios agem por meio depressão exercida em um ponto.As lesões produzidas pelos instrumentos punctórios ouperfurantes são denominadas lesões punctórias.
  6. 6. Instrumentos cortantesOs instrumentos cortantes agem por meio de pressão e deslizamento,de forma linear ou oblíqua, sobre a pele ou tecido dos órgãos. Osmelhores exemplos são as lâminas de barbear, as navalhas e o bisturi.As facas, quando atuam pelo deslizamento da lâmina, podem serconsideradas como instrumentos cortantes.As lesões produzidas pelos instrumentos cortantes são denominadaslesões incisas.
  7. 7. Lesões incisas
  8. 8. Esgorjamento, degola e decapitação São lesões de natureza geralmente incisas localizadas nopescoço (Delton Croce). O esgorjamento é a lesão localizada na região anterior dopescoço. A degola na região posterior. A decapitação é a separação da cabeça do corpo.
  9. 9. Decapitação
  10. 10. Instrumentos contundentesOs instrumentos contundentes são todos aqueles que agem pelaação de uma superfície. Podem ser sólidos, líquidos ou gasososdesde que atuem por pressão, explosão, torção, distensão,descompressão, arrastamento ou outro meio, como por exemploas mãos, um tijolo, um automóvel, jato de ar, a superfície deágua de uma piscina etc.Os instrumentos contundentes produzem lesões contusas,geralmente encontradas nos acidentes de automóvel, nosdesabamentos, lutas corporais e outros.
  11. 11. Lesões contusas
  12. 12. Lesões contusas
  13. 13. EquimosesEquimoses são lesões contusas cuja intensidade dependedo instrumento e do grau de violência com que foiaplicado.São as comumente chamadas manchas roxas, eaparecem em razão do rompimento de vasos sanguíneossuperficiais ou profundos.As equimoses superficiais apresentam uma sucessão decores denominada de espectro equimótico, cuja evoluçãoobedece ao quadro a seguir:
  14. 14. Espectro equimóticoDias Cor1º vermelho escurodo 2º ao 3º violetado 4º ao 6º azuladodo 7º ao 10º verde-escurodo 11º ao 12º verde-amareladodo 12º ao 17º amareladodo 18º ao 21º desaparece
  15. 15. Instrumentos pérfuro-cortantesOs instrumentos pérfuro-cortantes são aqueles geralmentedotados de ao menos uma ponta e pelo menos uma lâmina ougume. Inicialmente o instrumento pérfuro-cortante ageafastando as fibras e facilitando a penetração, para depoisseccioná-las. O melhor exemplo de instrumento pérfuro-cortantesão as facas.As lesões produzidas pelos instrumentos pérfuro-cortantesdenominam-se pérfuro-incisas, e tem como característica,geralmente serem mais profundos que largos.
  16. 16. Lesões pérfuro-incisas
  17. 17. Instrumentos pérfuro-contundentesInstrumentos pérfuro-contundentes são aqueles que ageminicialmente por pressão em uma superfície e posteriormenteperfuram a região atingida.As lesões produzidas pelos instrumentos pérfuro-contundentessão denominadas pérfuro-contusas e são as lesões típicas dosprojéteis de arma de fogo, não obstante não sejam eles os únicosagentes capazes de produzir este tipo de ferimento.Estudaremos estas lesões quando estudarmos os ferimentos porprojéteis de arma de fogo.
  18. 18. Instrumentos corto-contundentesOs instrumentos corto-contundentes são aqueles que atuampor pressão exercida sobre uma linha, como, por exemplo,o machado, um golpe de facão desferido com a lâmina, ocutelo etc.As lesões produzidas pelos instrumentos corto-contundentes são denominadas corto-contusas.
  19. 19. Lesões corto-contusas
  20. 20. Lesões lácero-contusas ou lacerantesÉ bastante freqüente encontrarmos em laudos periciaisdesignação de ferimentos lacerantes ou lácero-contusos.Para a maioria dos autores, não existem ferimentos dilacerantes,contuso-dilacerantes, pérfuro-dilacerantes ou corto-dilacerantes, precisamente porque não existem instrumentosdilacerantes.Os ferimentos lácero-contusos, freqüentemente mencionadosem laudos periciais, nada mais são que soluções decontinuidade de grandes proporções produzidas pela ação deagentes contundentes.Essa espécie de ferimento é freqüentemente encontrada emacidentes de trânsito ou em precipitações.
  21. 21. Lesões lácero-contusas ou lacerantes
  22. 22. Energias de ordem mecânicaAção Instrumento Lesão ExemploSimplesPerfurante Punctória Agulha, estilete.Cortante Incisa Navalha e gilete.Contundente Contusa Mãos, tijolo.CompostaPérfuro-cortante Pérfuro-incisa Facaspérfuro-contundente Pérfuro-contusa Projétil - arma fogoCorto-contundente Corto-contusa Machado, cutelo
  23. 23. Energias de ordem físicaSão energias capazes de modificar o estado físico doscorpos causando lesões ou mesmo a morte. As maiscomuns são: temperatura; pressão; eletricidade; radioatividade; luz; som.
  24. 24. Lesões produzidas pelo calorCalor frioCalor quente difuso – termonoses insolação intermação direto – queimadurasOscilações de temperatura
  25. 25. Lesões produzidas pelo calor frioAs lesões produzidas pelo frio, geladuras, têm aspecto pálido eanserino (relativo ou semelhante a pato ou ganso), frequentementeevoluindo para isquemia e necrose ou gangrena.Na Primeira Guerra Mundial eram comuns as lesões produzidaspelo frio, particularmente atingindo os membros inferiores dossoldados e, por isso, denominadas de pés de trincheira.Geladuras: 1º Grau – eritema; 2º Grau – flictenas; e 3º Grau – necrose ou gangrena.
  26. 26. Lesões produzidas pelo calor frio
  27. 27. Lesões produzidas pelo calor quenteO calor quente pode atuar sobre o corpo humano de forma difusaou direta.Atua de forma difusa quando a fonte de calor não incidediretamente sobre a área atingida, mas sim tornando o meioambiente incompatível com os fenômenos biológicos.A forma de calor difuso produz os quadros conhecidos comotermonoses, compreendendo a insolação e a intermação.Quando o calor quente age de forma direta sobre o organismo,produz as queimaduras.
  28. 28. InsolaçãoA desidratação e a queimadura da pele são os sintomas mais freqüentes dainsolação, especialmente em crianças e idosos.Quando alguém fica muito tempo sob o sol, a pele queima, suas células sãodestruídas e o líquido que fica entre essas células é eliminado.O suor e a respiração mais intensa facilitam a perda de água.utros sintomas da insolação são dor de cabeça, tontura, vertigem, falta dear, aumento da temperatura do corpo, mal-estar e vômitos, sem contar oenvelhecimento precoce e o aumento em 25 vezes da chance de a pessoadesenvolver tumores de pele, no caso de haver queimadura.
  29. 29. Insolação
  30. 30. Intermação
  31. 31. IntermaçãoMecanismos de termorregulação contra o superaquecimento: Radiação:Troca global de energia térmica radiante (ar).Não requer contato molecular. Condução:Transferência direta por contato com líquido, sólidoou gás. A água absorve milhares de vezes mais calor.Requer contato molecular. Convecção:Permuta de ar ou líquido adjacente já aquecido. Transpiração/Evaporação:Mecanismo mais eficiente.
  32. 32. IntermaçãoRelação com oconsumo de O2RepousoExercíciomáximoProdução de calor corporal 1 l de O2 ≅ 4,82 Kcal ≅ 0,25 l de O2/min ≅ 4,0 l de O2/minCapacidade poresfriamento evaporativo1 ml de suor ≅ 0,6 Kcalde perda de calor≅ 1,2 Kcal/min ≅ 20,0 Kcal/minElevação da temperaturacorporal central-----Nenhumaelevação1°C a cada 5 a 7minutosTranspiração máxima ≅ 30 ml/minuto = 18 Kcal/minuto
  33. 33. Intermação
  34. 34. IntermaçãoNo dia 5 de fevereiro de 1989, logo após apromulgação da Constituição de 1988, no 42°Distrito Policial, em Sao Paulo, em represália poruma tentativa de fuga, os policiais de plantãoconfinaram 51 presos em um dos xadrezes, uma celade aproximadamente 1,5 m x 4 m, sem ventilação.Após alguns minutos os presos começaram a passarmal. Quando os policiais abriram a cela, 18 dospresos haviam morrido.
  35. 35. QueimadurasQuanto à profundidade, segundo Hoffmann, as queimadurasclassificam-se em: 1º Grau - queimaduras leves, simples formação deeritemas; 2º Grau - formação de flictenas nas áreas eritematosas; 3º Grau - atingem a derme e os tecidos adjacentes dandoorigem à formação de escaras; e 4º Grau - carbonização.
  36. 36. QueimadurasA extensão da área queimada é, muitas vezes maisimportante do que a profundidade da lesão para determinara gravidade. É o caso de uma queimadura de primeiro grau,que, por exemplo, pode atingir uma ampla área do corpo.A extensão é medida em porcentagem da área total dasuperfície do corpo. É a "regra dos nove", que divide o corpoem áreas de aproximadamente 9%, utilizada para calcular aextensão da queimadura e decidir o tipo de tratamento.
  37. 37. Queimaduras
  38. 38. Queimaduras
  39. 39. Lesões produzidas pela pressãoEm condições normais podemos suportar pressão deaproximadamente 1 (uma) atmosfera ou 760 mm da Hg (pressãoao nível do mar).Os principais fenômenos resultantes das alterações de pressãosão: Diminuição da pressão: Mal das montanhas ou dos aviadores; Aumento da pressão: Doenças dos caixões ou mal dos escafandristas; e Barotraumas.
  40. 40. Mal das montanhas ou dos aviadores
  41. 41. Mal das montanhas ou dos aviadores
  42. 42. Doença dos caixões ou mal dos escafandristas
  43. 43. Doença dos caixões ou mal dos escafandristas
  44. 44. Doença dos caixões ou mal dos escafandristas
  45. 45. Profundidade(metros)Tempo limite sem paradas para descompressão(minutos)9 24312 12215 7418 5121 3724 3027 2430 2033 1736 1439 1342 1245 1048 951 8Doença dos caixões ou mal dos escafandristas
  46. 46. Doença dos caixões ou mal dos escafandristas
  47. 47. Narcose de Nitrogênio
  48. 48. Barotraumas
  49. 49. Barotraumas
  50. 50. Barotraumas
  51. 51. Barotraumasenhs.umn.edu/current/2008studentwebsites/pubh6173/barometric_extremes/high.html
  52. 52. Lesões produzidas pela eletricidadeEletricidade natural ou cósmica: fulminação – morte; e fulguração – lesões corporais.Eletricidade artificial ou industrial: eletroplessão – acidental (morte ou lesões); e eletrocussão – execução de um condenado.
  53. 53. Eletricidade natural, atmosférica ou cósmicawww.uwec.edu/jolhm/EH3/Group2/Pictures/lightning.jpg
  54. 54. Eletricidade natural, atmosférica ou cósmica
  55. 55. Eletricidade natural, atmosférica ou cósmicaAlguns números:•125 milhões de volts;•200 mil ampères ;•25 mil graus centígrados.Lendas:•Se não está chovendo não caem raios;•Sapatos com sola de borracha ou os pneus do automóvel evitamque uma pessoa seja atingida por um raio;•As pessoas ficam carregadas de eletricidade quando são atingidaspor um raio e não devem ser tocadas;•Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar.
  56. 56. Sinal de LichtenbergAs lesões produzidas pela fulguração ou fulminação, tomamaspecto arboriforme, denominadas de sinal de Lichtenberg,decorrentes de fenômenos vasomotores, que podem desaparecercom o tempo em caso de sobrevivência.
  57. 57. Sinal de Lichtenberg
  58. 58. Marca elétrica de JellinekA eletricidade artificial produz, no local de entrada, uma lesão quecom freqüência assume a forma do condutor elétrico que originoua descarga. É uma lesão de bordas elevadas e coloração amareloesbranquiçada e indolor, que recebe a denominação de marcaelétrica de Jellinek.
  59. 59. Lesões produzidas pela radioatividade alterações genéticas; vários tipos de câncer; alterações da espermatogênese; e alteração das células do sangue produzindohemorragias acentuadas em vários pontos doorganismo.Alguns dos efeitos sobre o organismo são:
  60. 60. Lesões produzidas pela radioatividade
  61. 61. Lesões produzidas pela luzA luz, dependendo da intensidade, também pode ocasionar lesões nocorpo humano, particularmente relacionadas com alterações ou atémesmo perda da visão por dano irreversível no nervo ótico.A luz tem forte influência sobre o psiquismo humano, razão pelaqual a polícia utilizou, durante longo período, o chamado terceirograu, técnica de interrogatório onde o interrogando é colocadodebaixo de um holofote que lhe ofusca a visão.Outro exemplo é o da eplepsia fotosensível (cerca de 3% detodos os pacientes) cujas crises podem ser desencadeadas porestimulos luminosos de tv, videogames e alguns padrõesgeométricos fortes, luz do sol através de folhas e outros.
  62. 62. Lesões produzidas pela luz
  63. 63. Lesões produzidas pelo somAs ondas sonoras, ou ondas de pressão, nada mais são que a propagação de um distúrbiomecânico através de um meio elástico como o ar.Segundo o anexo n.º 1 da NR-15, os limites de tolerância para ruído contínuo ouintermitente (assim considerados os que não sejam de impacto), são:Tempo máximo de exposição Db8 horas 853 horas 921 hora 10030 minutos 10515 minutos 11010 minutos 1127 minutos 115
  64. 64. Alguns valores para comparaçãoAmbiente DbLimite de audição 1Ruído da respiração 10Restaurante tranqüilo 50Conversa em tom normal 60Tráfego normal 70Oficina mecânica 90Avião na decolagem 120
  65. 65. Energias de ordem químicaSão aquelas que atuam nos tecidos vivos através de substânciasque provocam alterações de natureza somática, fisiológica oupsíquica, podendo levar inclusive à morte.Compreendem: cáusticos ou corrosivos: coagulantes – desidratação; e liquefacientes – dissolução dos minerais. venenos ou tóxicos - substâncias de qualquer natureza que,uma vez introduzidas no organismo e por ele assimiladas emetabolizadas, podem levar a danos da saúde física oupsíquica inclusive a morte..
  66. 66. Cáusticos ou corrosivosOs cáusticos ou corrosivos são substâncias químicas queprovocam profunda desorganização dos tecidos vivos, querpor desidratação (coagulantes) quer por efeito dedissolução dos minerais (liquefacientes).São exemplos de cáusticos a soda, o ácido clorídrico e oácido sulfúrico, ou vitríolo, de onde deriva a denominaçãovitriolagem, que indica as lesões produzidas por essassubstâncias.
  67. 67. Cáusticos ou corrosivos
  68. 68. Venenos ou tóxicosDefinir veneno ou tóxico é uma tarefa bastante difícil, já que nadependência da dose até mesmo os alimentos ou a própria águapodem provocar danos à saúde.Pode-se conceituar venenos ou tóxicos, entretanto, como substânciasde qualquer natureza que, uma vez introduzidas no organismo e porele assimiladas e metabolizadas, podem levar a danos da saúde físicaou psíquica inclusive a morte.Seja o exemplo da própria água. Jennifer Strange, de 28 anos, veio aóbito ao participar do programa “Hold your pee for Wii” (intoxicaçãopela água ou hiponatremia).
  69. 69. Monóxido de carbonoÉ uma das principais fontes de morte acidental.Uma vez aspirado, dilui-se no plasma sanguíneoformando com a hemoglobina um composto estáveldenominado de carboxihemoglobina.Sua afinidade pela hemoglobina é cerca de 250 (duzentase cinqüenta) vezes maior que a do próprio oxigênio.É suficiente que no ar atmosférico haja cerca de 0,08 %de monóxido de carbono para que metade dahemoglobina ativa seja transformada emcarboxihemoglobina.
  70. 70. OxiemoglobinaHbO2O2Hb COCOCarboxiemoglobinaMonóxido de carbonoA morte sobrevém quando cerca de dois terços dahemoglobina é transformada em carboxiemoglobina.
  71. 71. Monóxido de carbono
  72. 72. Energias de ordem físico-químicasSob o título de energias de ordem físico químicairemos estudar a asfixiologia forense ou capítulo daMedicina-Legal que estuda as asfixias.
  73. 73. Asfixiasenforcamento;Por constrição do pescoço estrangulamento;esganadura.oclusão dos orifícios das vias aéreas;direta ou ativaoclusão das vias aéreas;soterramento;Por sufocação confinamento.indireta ou passiva – compressão do tórax.Por colocação da vítima emmeio líquido – afogamento;ambiente de gases irrespiráveis.Asfixias
  74. 74. Morte por enforcamentoO enforcamento pode ser definido como a constrição dopescoço por baraço mecânico (corda ou cordel) acionadopela força peso do próprio corpo, que pode estar emsuspensão completa ou incompleta.Características do sulco: geralmente é oblíquo; descontínuo, sendo interrompido na altura do nó; desigualmente profundo.
  75. 75. Morte por enforcamento
  76. 76. Morte por enforcamento
  77. 77. Morte por enforcamento
  78. 78. Morte por enforcamento
  79. 79. EstrangulamentoO estrangulamento pode ser definido como a constriçãodo pescoço por baraço mecânico (corda ou cordel)acionado por força estranha ao peso do próprio corpo.Características do sulco: transversal e horizontal, podendo eventualmente seroblíquo; e contínuo e homogêneo em relação à profundidade, jáque não existe o nó típico do enforcamento.
  80. 80. Estrangulamento
  81. 81. EsganaduraA esganadura é a asfixia mecânica pela constriçãoântero-lateral do pescoço produzida pela ação direta dasmãos do agente.Não há sulco, que cede seu lugar para marcas ungueais(de unhas) e diversas escoriações, equimoses ehematomas. Com certa freqüência é notada a fratura dohióide.
  82. 82. Esganadura
  83. 83. Sufocaçãooclusão dos orifícios das vias aéreas;Sufocaçãodireta ou ativaoclusão das vias aéreas;soterramento;confinamento.indireta ou passiva – compressão do tórax.A sufocação é a asfixia mecânica decorrente do bloqueiodireto ou indireto das vias respiratórias, impedindo apenetração do ar.
  84. 84. Sufocação indireta ou passiva
  85. 85. Colocação da vítima em meio líquido AfogamentoO afogamento é a modalidade de asfixia mecânica em que hápenetração de líquido pelas vias aéreas.Não há necessidade de imersão total do corpo, bastando que asvias aéreas estejam submersas, cobertas pelo líquido, impedindoa respiração.É freqüente a simulação de afogamento, quando a vítima éatirada na água já sem vida. Por esse motivo, a divisão entreafogado azul ou real e afogado branco ou falso afogado, situaçãoem que o corpo é atirado na água depois de morto.
  86. 86. Afogamento
  87. 87. Energias de ordem bioquímicaNegativasInaniçãoDoenças carenciaisintoxicações alimentaresPositivas auto-intoxicaçõesinfecçõesEnergiasdeordembioquímicaA energias de ordem bioquímica são aquelas que se manifestam demodo combinado, havendo fatores orgânicos e químicos.
  88. 88. Inanição
  89. 89. Energias de ordem mistaFadigaaguda; ecrônica.Doenças parasitáriassíndrome da criança maltratadaSevícias síndrome do ancião maltratadotorturaEnergiasdeordemmistaDentro do conceito de energias de ordem mista podemos agrupartodas aquelas situações em que para a produção da lesãoconcorrem causas variadas.
  90. 90. BALÍSTICA FORENSE
  91. 91. Balística forenseConceito – Balística Forense é a disciplina que estudabasicamente as armas de fogo, as munições, os fenômenos eefeitos dos disparos destas armas, a fim de esclarecerquestões de interesse judicial.Armas de fogo – São engenhos mecânicos destinados alançar projéteis no espaço pela ação da força expansiva dosgases oriundos da combustão da pólvora.
  92. 92. DivisõesBalística interna ou interior é aquela que estuda osmecanismos internos das armas, sua estrutura, munições epropelentes.Balística externa é a que cuida da trajetória do projétil, suaestabilidade,Balística terminal é a que trata da maneira como o projétil éafetado quando atinge o alvo e como o alvo é afetado peloprojéto.
  93. 93. Classificação das armas de fogoQuanto à mobilidadefixassemiportáteisportáteislongascurtasArmas Quanto à alma do canolisasraiadasQuanto ao funcionamentode tiro unitárionão automáticade repetição semiautomáticaautomática
  94. 94. Constituição das armas de fogoQualquer que seja o tipo de arma considerada terá algumas peçasque entram invariavelmente em sua composição: armação; cano; dispositivos de pontaria; percussor, pino ou agulha; gatilho; extrator; ejetor; depósito de munição.
  95. 95. Classificação quanto a alma do canoAs armas de porte individual dividem-se em dois grandes grupos: armas com canos de alma lisa; e armas com canos de alma raiada.Raias são sulcos produzidos na parte interna do cano (alma), dando origem a umdeterminado número de ressaltos e cavados, dispostos de forma helicoidal e cujafinalidade principal é imprimir ao projétil um movimento de rotação ao redor deseu próprio eixo centro-longitudinal.As armas de alma raiada utilizam cartuchos de munição com projéteis unitários.Podem ser curtas (revólveres, garruchas, pistolas etc.), ou longas (carabinas, fuzis,etc).As armas de alma lisa são as que utilizam cartuchos de munição com projéteismúltiplos e são geralmente usadas para caça (espingardas), ou tiro esportivo.
  96. 96. Raias
  97. 97. Raias
  98. 98. Armas curtasArmas curtas são armas para uso exclousivamenteindividual, de dimensões pequenas, são compactascom peso dificilmente superior a um quilograma enormalmente manejáveis com uma só mão.Dentre as armas curtas distinguem-se o revólver e apistola semi-automática.
  99. 99. Revólver
  100. 100. Pistola semi-automáticaBrowOpe4.exe
  101. 101. Armas longasArmas longas são aquelas que, em razão docomprimento do cano e da coronha, possuem umagrande dimensão longitudinal, exigindo para seu uso oapoio do ombro e de ambas as mãos do atirador.Dentre as armas longas portáteis, distinguem-se aespingarda e escopeta, a carabina, o rifle, o fuzil e omosquetão.
  102. 102. Espingarda e escopetaO termo espingarda deriva do francês espingarde e serve para designarqualquer arma de fogo longa, com cano de alma lisa. As espingardaspodem ser dotadas de um ou dois canos, paralelos ou colocados um sobreo outro.O termo escopeta é usado para designar as armas de alma lisa de canocurto e grosso calibre, reservando-se a denominação espingarda para asarmas de cano longo e calibres menores.
  103. 103. CarabinaDe origem italiana, o termo carabina designa armas de fogoportáteis, de repetição, cano longo e alma raiada. O cano dascarabinas mede entre 18" e 20" (de 45 cm a 51 cm), e éexatamente pelo comprimento menor que diferem dos rifles,que têm canos maiores.
  104. 104. RiflesOs rifles são armas de fogo longas, portáteis, decarregamento manual (não automáticos) ou de repetição,cano longo e alma raiada. Sua diferença em relação àscarabinas reside exatamente no comprimento maior docano, que atinge 24" (61 cm).
  105. 105. FuzilFuzil é uma arma de fogo longa, portátil, automática, comalma raiada, calibre potente e, normalmente, de uso militar,podendo ser utilizado para caça de grande porte.O fuzil é uma arma automática, que apresenta uma cadênciade tiro entre 650 a 750 disparos por minuto.
  106. 106. MosquetãoDa mesma forma que o fuzil o mosquetão é uma arma de fogo longa,portátil, de repetição, com cano e alma raiada. Nele o carregamento émanual, pelo sistema de ferrolho, que é recuado manualmente peloatirador. Segundo o R 105, o mosquetão é definido como um fuzilpequeno, de emprego militar, maior que uma carabina, de repetição poração de ferrolho montado no mecanismo da culatra, acionado peloatirador por meio da sua alavanca de manejo.
  107. 107. MuniçãoPelo termo munição podemos designar projéteis,pólvoras e demais artefatos explosivos com que secarregam armas de fogo.Partes do cartucho de munição: estojo; espoleta com mistura iniciadora; pólvora; projétil e embuchamento (alma lisa).
  108. 108. Munição para armas com cano de alma raiada
  109. 109. Munição para armas com cano de alma lisa
  110. 110. Calibre das armas de fogoAo se falar em calibre é preciso identificar quatro noçõesdistintas: calibre das armas de alma raiada calibre das armas de alma lisa calibre dos projéteis para armas de alma lisa para armas de alma raiada calibre dos cartuchos de munição para armas de alma lisa para armas de alma raiada
  111. 111. Calibre das armas de cano de alma raiadaO calibre real ou nominal das armas de alma raiada é dado pelo diâmetrointerno do cano da arma antes da execução do raiamento (diâmetro entrecheios), e pode, na dependência do sistema adotado, ser indicado emcentésimos de polegada (sistema norte-americano), milésimos de polegada(sistema inglês) ou em milímetros (sistema métrico).Sistema americano Sistema inglês Sistema métrico22 (.22”)25 (.25”)30 (.30”)32 (.32”)38 (.38”)41 (.41”)44 (.44”)45 (.45”)220 (.220”)250 (.250”)300 (.300”)320 (.320”)380 (.380”)410 (.410”)440 (.440”)450 (.450”)5,6 mm6,35 mm7,62 mm*7,65 mm8,9 mm10,1 mm10,8 mm11,25 mm
  112. 112. Calibre dos projéteis das armas de alma raiadaO diâmetro ou calibre efetivo do projétil, nas armasonde o número de raias é par, corresponde ao espaçoentre dois cavados e nas armas onde o número éímpar, à distância entre um cheio e o ressaltodiametralmente oposto.O calibre efetivo do projétil é, portanto, sempre umpouco maior que o calibre real ou nominal da armaconsiderada.
  113. 113. Calibre dos projéteis das armas de alma raiadaAB BA-Calibrereal(espaçoentrecheiosoudiâmetrointernodocanoantesdoraiamento).B-Calibredoprojétil(espaçoentreoscavados,seonúmeroderaiasforpar;ouespaçoentreumcavadoeumcheio,seonúmeroderaiasforímpar).
  114. 114. Alguns projéteis especiais
  115. 115. Calibre das armas de cano de alma lisaO calibre das armas de alma lisa, ou de caça, não é expressopelo diâmetro interno do cano, mas sim pelo número deesferas de chumbo puro de diâmetro igual ao do cano emreferência, necessário para atingir 1 libra de peso (454 g).Isto não significa que os projéteis por ela disparados terão odiâmetro do cano. Ao contrário, são geralmente bemmenores.
  116. 116. Calibre das armas de cano de alma lisa1 lb
  117. 117. Calibre das armas de cano de alma lisaCalibre nominal Calibre real12162024283236 (.410)18,50 mm17,00 mm15,70 mm14,80 mm14,00 mm12,80 mm10,40 mm
  118. 118. Projéteis das armas de alma lisa - balinsCalibre Tamanho doChumboQuantidade emgramasNúmero médio deesferas12TTT32323 1305 2006 36 3007 32 35020TTT27273 1105 1707 30036T9123 355 557 100
  119. 119. Ferimentos produzidos por projéteis de arma de fogoO projétil de arma de fogo é um agente mecânico pérfuro-contundente, que determina uma lesão de natureza pérfuro-contusa.As características dos ferimentos de entrada produzidos porprojéteis de arma de fogo dependem, basicamente, de trêsfatores principais, quais sejam: tipo de munição empregada (projétil unitário ou projéteismúltiplos); ângulo de incidência; e distância de tiro.
  120. 120. Ferimentos produzidos por projéteis múltiplos (balins)Nos disparos efetuados com cartuchos de munição deprojéteis múltiplos (armas de alma lisa), o aspecto da lesãodepende, basicamente, da distância em que foi realizado odisparo e da conseqüente abertura do cone de dispersão.Em tiros muito próximos ou encostados, os projéteismúltiplos causam grande destruição tecidual muitas vezesacompanhada de significativa perda de substância.Nos disparos efetuados à distância o que observamos é aexistência de lesões múltiplas, como se produzidas por váriosdisparos unitários, distribuídas ao redor de um pontocentral, e que se afastam mais um do outro quanto maior fora distância entre o atirador e o alvo.
  121. 121. Ferimentos produzidos por projéteis múltiplos(balins)
  122. 122. Ferimentos produzidos por projéteis unitáriosA lesão de entrada produzida por projétil de arma de fogo é geralmentecircular ou elíptica, na dependência do ângulo de incidência e das linhasde tensão que atuam sobre a pele.Não é possível determinar o calibre do projétil pelo diâmetro da lesãoobservada.O ferimento de entrada tem geralmente bordos invertidos, invaginados,voltados para o interior do corpo e os ferimentos de saída têm as bordasevertidas, levantadas, indicando claramente o sentido de sua trajetória.Como exceção, temos a Câmara de Hoffmann ou câmara de mina,observada nos tiros encostados, em que o ferimento de entrada têm osbordos evertidos, voltados para fora.
  123. 123. Orlas ou halos e zonasAlém do aspecto morfológico, ao redor dos ferimentos de entradaproduzidos por projéteis de arma de fogo, podemos observar algumasespécies de orlas (ou halos) e zonas, de importância tanto paracaracterização da natureza do ferimento como para a determinação dadistância em que foi realizado o disparo.As orlas (ou halos) são regiões circunscritas, regulares, que circundam oferimento como pequenas auréolas, dando-lhe características especiaisque permitem diferenciar as lesões produzidas por projétil de outras,determinadas por instrumentos diversos.As zonas compreendem áreas maiores, irregulares, que podem ou nãoestar presentes e que terão importância fundamental na determinação dadistância do disparo.
  124. 124. Orlas ou halos e zonasorlas ou haloscontusãoenxugoescoriaçãoFerimento de entradaesfumaçamentozonas chamuscamentotatuagem
  125. 125. Orlas ou halos e zonasFerimento de entradaorlas ou haloscontusãoenxugoesfumaçamentozonas chamuscamentotatuagem
  126. 126. Orla de contusãoPonto de impacto do projétilOrla de contusão
  127. 127. Orla de enxugo
  128. 128. Zonas de chamuscamento, esfumaçamento etatuagem
  129. 129. Zona de esfumaçamento
  130. 130. Zona de tatuagem
  131. 131. Câmara de Hoffmann
  132. 132. Câmara de Hoffmann
  133. 133. Câmara de Hoffmann
  134. 134. Armas de uso permitido e restritoRestrição DestinaçãoA Forças armadasB Forças auxiliares e policiaisC Pessoas jurídicas especializadasregistradas no ExércitoD Pessoas físicas autorizadas pelo exército
  135. 135. São de uso restrito(art. 16 do Decreto nº 3.665/00):I. armas, munições, acessórios e equipamentos iguais ou que possuam algumacaracterística no que diz respeito aos empregos tático, estratégico e técnicodo material bélico usado pelas Forças Armadas nacionais;II. armas, munições, acessórios e equipamentos que, não sendo iguais ousimilares ao material bélico usado pelas Forças Armadas nacionais, possuamcaracterísticas que só as tornem aptas para emprego militar ou policial;III. armas de fogo curtas, cuja munição comum tenha, na saída do cano, energiasuperior a (trezentas libras-pé ou quatrocentos e sete Joules e suasmunições, como por exemplo, os calibres .357 Magnum, 9 Luger, .38 SuperAuto, .40 S&W, .44 SPL, .44 Magnum, .45 Colt e .45 Auto;IV. armas de fogo longas raiadas, cuja munição comum tenha, na saída do cano,energia superior a mil libras-pé ou mil trezentos e cinqüenta e cinco Joules esuas munições, como por exemplo, .22-250, .223 Remington, .243Winchester, .270 Winchester, 7 Mauser, .30-06, .308 Winchester, 7,62 x 39, .357 Magnum, .375 Winchester e .44 Magnum;
  136. 136. V. armas de fogo automáticas de qualquer calibre;VI. armas de fogo de alma lisa de calibre doze ou maior com comprimento de canomenor que vinte e quatro polegadas ou seiscentos e dez milímetros;VII. armas de fogo de alma lisa de calibre superior ao doze e suas munições;VIII.armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola, comcalibre superior a seis milímetros, que disparem projéteis de qualquernatureza;IX. armas de fogo dissimuladas, conceituadas como tais os dispositivos comaparência de objetos inofensivos, mas que escondem uma arma, tais comobengalas-pistola, canetas-revólver e semelhantes;X. arma a ar comprimido, simulacro do Fz 7,62mm, M964, FAL;XI. armas e dispositivos que lancem agentes de guerra química ou gás agressivo esuas munições;XII. dispositivos que constituam acessórios de armas e que tenham por objetivodificultar a localização da arma, como os silenciadores de tiro, os quebra-chamas e outros, que servem para amortecer o estampido ou a chama do tiro etambém os que modificam as condições de emprego, tais como os bocais lança-granadas e outros;
  137. 137. XIII. munições ou dispositivos com efeitos pirotécnicos, ou dispositivos similarescapazes de provocar incêndios ou explosões;XIV. munições com projéteis que contenham elementos químicos agressivos, cujosefeitos sobre a pessoa atingida sejam de aumentar consideravelmente osdanos, tais como projéteis explosivos ou venenosos;XV. espadas e espadins utilizados pelas Forças Armadas e Forças Auxiliares;XVI. equipamentos para visão noturna, tais como óculos, periscópios, lunetas, etc;XVII.dispositivos ópticos de pontaria com aumento igual ou maior que seis vezes oudiâmetro da objetiva igual ou maior que trinta e seis milímetros;XVIII.dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro meio de marcar o alvo;XIX. blindagens balísticas para munições de uso restrito;XX. equipamentos de proteção balística contra armas de fogo portáteis de usorestrito, tais como coletes, escudos, capacetes, etc; eXXI. veículos blindados de emprego civil ou militar.
  138. 138. São de uso permitido(art. 17 do Decreto nº 3.665/00):I. armas de fogo curtas, de repetição ou semi-automáticas, cuja muniçãocomum tenha, na saída do cano, energia de até trezentas libras-pé ouquatrocentos e sete Joules e suas munições, como por exemplo, oscalibres .22 LR, .25 Auto, .32 Auto, .32 S&W, .38 SPL e .380 Auto;II. armas de fogo longas raiadas, de repetição ou semi-automáticas, cujamunição comum tenha, na saída do cano, energia de até mil libras-péou mil trezentos e cinqüenta e cinco Joules e suas munições, como porexemplo, os calibres .22 LR, .32-20, .38-40 e .44-40;III. armas de fogo de alma lisa, de repetição ou semi-automáticas, calibredoze ou inferior, com comprimento de cano igual ou maior do quevinte e quatro polegadas ou seiscentos e dez milímetros; as de menorcalibre, com qualquer comprimento de cano, e suas munições de usopermitido;IV. armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola,com calibre igual ou inferior a seis milímetros e suas munições de usopermitido;
  139. 139. V. armas que tenham por finalidade dar partida em competiçõesdesportivas, que utilizem cartuchos contendo exclusivamentepólvora;VI. armas para uso industrial ou que utilizem projéteis anestésicos parauso veterinário;VII. dispositivos óticos de pontaria com aumento menor que seis vezes ediâmetro da objetiva menor que trinta e seis milímetros;VIII. cartuchos vazios, semi-carregados ou carregados a chumbogranulado, conhecidos como "cartuchos de caça", destinados a armasde fogo de alma lisa de calibre permitido;IX. blindagens balísticas para munições de uso permitido;X. equipamentos de proteção balística contra armas de fogo de porte deuso permitido, tais como coletes, escudos, capacetes etc; eXI. veículo de passeio blindado.
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