De juscelino a jango
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De juscelino a jango De juscelino a jango Presentation Transcript

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    • Nascida em fins de 1945, a jovem democracia brasileira balançava após o suicídio de Vargas em 1954. Em meio a muitas incertezas, o mineiro Juselino Kubitschek foi eleito presidente em 1955, assumindo em 1956.
    • Quase dez anos mais tarde o curto período democrático chegava ao fim com o golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart.
    • Os projetos políticos disputavam a direção do país. O liberalismo conservador se impôs, sobretudo no governo Dutra, por meio de sua estratégia de alinhamento incondicional aos EUA, da abertura do país ao capital estrangeiro (...), do cerceamento do movimento sindical e das perseguições à esquerda.
    • O outro projeto, o nacional-estatismo da década de 1930, foi retomado e atualizado no governo de Vargas, com a defesa da indústria nacional, a crialçao das empresas estatais (...), as garantias dos direitos sociais, entre outras políticas públicas voltadas para a industrialização, sobretudo no setor de bens de capital.
    • Com Juscelino, o Brasil viveu um momento singular em sua história: crescimento econômico com democracia. Diferentemente do projeto trabalhista, os planos de JK levaram em conta investimentos externos, usados para implantar um parque industrial voltado para bens de consumo duráveis.
    • FERREIRA, Jorge. A democracia no Brasil (1945 – 1964. Atual, 2006. p. 123-4. Coleção Discutindo a História do Brasil)
  • O Brasil depois de GV
    • O mandato de GV foi brutalmente interrompido por seu suicídio em agosto de 1954. Seguiu-se um período de instabilidade política que durou cerca de um ano e meio.
    • Morto GV, assumiu o vice-presidente, Café Filho, que logo se afastou do governo por problemas de saúde. Foi então substituído por Carlo Luz, presidente da Câmara dos Deputados, o homem do Partido Social Democrático (PSD), mas simpático à União Democrática Nacional (UDN), contrária a Vargas.
    • Em outubro de 1955 ocorreram eleições presidenciais. Os vencedores foram o ex-governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902 – 1976), do PSD, para presidente, e o gaúcho João Goulart, conhecido como Jango (1919 – 1976;0, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), para vice-presidente.
    • A UDN, derrotada mais uma vez, tentou impedir a posse dos eleito, pois tanto Juscelino quanto Jango eram de partidos que haviam apoiado GV.
    • Alegara que Juscelino vencera as eleições sim, mas não com maioria simples e não com maioria absoluta e que, portanto, não era legitimado pela vontade popular. Juscelino vencera com 36% dos votos.
    • *Maioria Absoluta: Maioria formada por 50% mais um dos votos.
    • Entretanto, antes que qualquer atitude fosse tomada para impedir a posse de JK e Jango, o ministro da Guerra, gal. Henrique Teixeira Lott (1894 – 1984), ocupou militarmente o Rio de Janeiro e depôs o presidente Carlos Luz. Com isso o presidente do Senado, Nereu Ramos (1888 – 1958), do PSD, assumiu a Presidência. Assim, em janeiro de 1956, JK e Jango puderam tomar posse. Mais tarde, o general Lott seria promovido a marechal.
    • Durante a campanha eleitoral, JK havia apresentado um PLANO DE METAS, cujo objetivo era fazer do Brasil crescer cinquenta anos em cinco (o mandato presidencial era de cinco anos). O plano estabelecia trinta metas agrupadas em quatro setores prioritários, objetivando melhorar a infraestrutura para o desenvolvimento industrial do país. Esses setores eram: ENERGIA, TRANSPORTES, ALIMENTAÇÃO E INDÚSTRIA DE BASE E EDUCAÇÃO.
    • JK recorreu à tecnologia e ao capital estrangeiros. Sob seu governo, instalaram-se fábricas de automóveis, como as norte-americanas Ford, General Motors e Willys Overland e a alemã Volkswagen.
    • Por essa época graves problemas afetaram o NE, levando grandes contingentes da população a migrar para as cidades e para o SE, além de provocar conflitos sociais. Numa tentativa de buscar a superação desses problemas, JK criou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).
    • A obra símbolo de JK foi a construção de Brasília. Para isso, ele convocou os arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer e atraiu trabalhadores nordestinos (candangos). No dia 21 de abril de 1960, com a inauguração de Brasília, o Brasil passou a ter uma outra capital.
  • As multinacionais
    • Com JK como presidente da República, as multinacionais receberam muitos incentivos para entrar no país: isenção de impostos para importação de máquinas e fornecimento de créditos do governo federal, facilidades de infraestrutura e outras vantagens.
    • Como resultado, a produção de máquinas cresceu 125%; a de equipamentos elétricos 300%; e o PIB 7% ao ano, em média.
    • Contudo o desenvolvimento acelerado produziu também efeitos negativos para a economia, como o aumento da dívida externa e da inflação.
    • Além disso, apesar do grande crescimento industrial do país entre 1956 – 1961, alguns setores não foram atendidos, como o da educação e o da produção de alimentos.