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Universidade Federal de Goiás Escola de Veterinária Departamento de Clínica Médica Disciplina de Clínica I PERITONITE Reti...
Clínica Médica Animal <ul><ul><ul><ul><li>Cláudio Antônio Weimar  </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Débora Viei...
Resenha <ul><li>Nome:  Amarela </li></ul><ul><li>Procedência:  Goiânia </li></ul><ul><li>Espécie:  Bovino </li></ul><ul><l...
Anamnese <ul><li>Animal amanheceu normal, caminhando porém apático. </li></ul><ul><li>Durante o dia não quis se alimentar,...
Exame Clínico - Físico <ul><li>Inspeção:  Decúbito esternal e desidratação  ► </li></ul><ul><li>Auscultação:  ritmo de gal...
Exame Clínico - Físico <ul><li>Vasos Episclerais:  ingurgitados   ► </li></ul><ul><li>Turgor da pele:  desidratação modera...
Suspeitas Clínicas <ul><li>Reticulopericardite </li></ul><ul><li>Reticuloperitonite </li></ul><ul><li>Torção uterina </li>...
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Exame Clínico - Auxiliares <ul><li>Ultra-sonografia:  corpo estranho de formato linear e efusão pleural </li></ul><ul><li>...
Necropsia - Macroscopia <ul><li>Linfonodos:  todos aumentados  ► </li></ul><ul><li>Pulmão:  pleurite e pleurisia do lobo d...
Necropsia - Microscopia <ul><li>Coração  ► </li></ul><ul><ul><li>Sarcocystis sp </li></ul></ul><ul><ul><li>Infiltrado infl...
Diagnóstico Diferencial <ul><li>Torção intestinal </li></ul><ul><li>Torção uterina </li></ul>Foto: Kelen Benck Wehr
Diagnóstico Definitivo <ul><li>Reticuloperitonite Traumática </li></ul>
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<ul><li>Peritonite aguda local </li></ul><ul><ul><li>Anorexia completa </li></ul></ul><ul><ul><li>Queda brusca na produção...
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<ul><li>Tratamento conservador </li></ul><ul><ul><li>Imobilização do animal </li></ul></ul><ul><ul><li>Drogas antibacteria...
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Prognóstico <ul><li>Reservado </li></ul>Foto: Kelen Benck Wehr
Protocolo de Tratamento <ul><li>Cirurgia:  Laparotomia e ruminotomia exploratória </li></ul><ul><li>Antibiótico  de amplo ...
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Fluidoterapia <ul><li>Grau de desidratação:  8% </li></ul><ul><li>Reposição de líquidos: </li></ul><ul><ul><li>350 kg - 70...
Controle e Profilaxia <ul><li>Limpeza das áreas de estábulos, cochos e pastos </li></ul><ul><li>Rações e suplementos miner...
Obrigado!
Foto: Kelen Benck Wehr
Foto: Kelen Benck Wehr
Foto: Kelen Benck Wehr
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Foto: Mariana Melo Gomes Machado
Foto: Kelen Benck Wehr
Foto: Kelen Benck Wehr
Foto: Kelen Benck Wehr
Foto: Kelen Benck Wehr
Foto: Marcos de Almeida Souza
Foto: Marcos de Almeida Souza
Foto: Marcos de Almeida Souza
Foto: Marcos de Almeida Souza
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Fonte: BLOOD & RADOSTITS, Clínica Veterinária , Guanabara Koogan, 1991 Gemidos
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Caso Clínico Veterinário: Reticuloperitonite

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*Fotos no final, links para elas no meio dos slides.

► Caso estudado na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Goiás, acompanhado detalhadamente pelo grupo de alunos.

Histórico, Anamnese, Exame clínico, Exames laboratoriais, Necropsia, Achados de necropsia macorscópicos e microscópicos (histopatologia).

Várias fotos do caso, tiradas pela colega Kelen e pelo professor Marcos.

Trabalho bem-feito e completo acerca do assunto tratado.

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  1. 1. Universidade Federal de Goiás Escola de Veterinária Departamento de Clínica Médica Disciplina de Clínica I PERITONITE Reticulo Traumática
  2. 2. Clínica Médica Animal <ul><ul><ul><ul><li>Cláudio Antônio Weimar </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Débora Vieira Lopes </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Kelen Benck Wehr </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Luciana Guirelli Ábrego </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Mariana Melo Gomes Machado </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Natália Mendonça Ferreira Borges </li></ul></ul></ul></ul>
  3. 3. Resenha <ul><li>Nome: Amarela </li></ul><ul><li>Procedência: Goiânia </li></ul><ul><li>Espécie: Bovino </li></ul><ul><li>Raça: Holandesa + Jersey + Gir </li></ul><ul><li>Idade: 5 anos </li></ul><ul><li>Peso: 350 Kg </li></ul><ul><li>Sexo: Fêmea </li></ul>Foto: Kelen Benck Wehr
  4. 4. Anamnese <ul><li>Animal amanheceu normal, caminhando porém apático. </li></ul><ul><li>Durante o dia não quis se alimentar, nem ingerir água, permaneceu deitado. </li></ul><ul><li>Não há histórico de plantas tóxicas na propriedade, nem defensivos agrícolas nos últimos dias. </li></ul><ul><li>Salivação intensa </li></ul><ul><li>Dia 02/04: Fezes escuras e com muco </li></ul><ul><li>Dia 02/04: Urina fétida </li></ul><ul><li>Inseminação Artificial: outubro de 2004 </li></ul><ul><li>Água: Cisterna </li></ul><ul><li>Alimentação: Capim brachiária e silagem de milho </li></ul><ul><li>Ambiente: curral e 1 há de pastagem </li></ul><ul><li>Vacinações: Aftosa; </li></ul><ul><li>Ectoparasitas: Carrapatos (fez último combate início de março) </li></ul>
  5. 5. Exame Clínico - Físico <ul><li>Inspeção: Decúbito esternal e desidratação ► </li></ul><ul><li>Auscultação: ritmo de galope </li></ul><ul><li>Temperatura: 38,2ºC (Ref. 37,8 a 39,2) </li></ul><ul><li>Sistema Respiratório: Sibilos pulmonares, leve crepitação, taquipnéia, dispnéia expiratória, respiração abdominal </li></ul><ul><li>FR: 45 resp/min (Ref. 20 a 30) </li></ul><ul><li>FC: 60 bpm (Ref. 60 a 80) </li></ul><ul><li>Mucosas: Ligeiramente pálidas ► </li></ul><ul><li>Cavidade Oral: Sialorréia </li></ul><ul><li>Cavidade Nasal: Secreção Espumosa ► </li></ul>
  6. 6. Exame Clínico - Físico <ul><li>Vasos Episclerais: ingurgitados ► </li></ul><ul><li>Turgor da pele: desidratação moderada (8%) </li></ul><ul><li>Fezes: amolecidas, amareladas, com estrias de sangue ► </li></ul><ul><li>Sistema Nervoso: Opistótono </li></ul><ul><li>Dor: Grunhidos </li></ul><ul><li>Palpação Retal </li></ul>Foto: Kelen Benck Wehr
  7. 7. Suspeitas Clínicas <ul><li>Reticulopericardite </li></ul><ul><li>Reticuloperitonite </li></ul><ul><li>Torção uterina </li></ul><ul><li>Obstrução intestinal </li></ul>Neurológico Cardíaco Doloroso: Digestivo/Uterino
  8. 8. <ul><li>Toracocentese </li></ul><ul><li>Coleta de Líquor </li></ul><ul><li>Coleta de Sangue </li></ul>Exames Laboratoriais - Coleta Foto: Kelen Benck Wehr
  9. 9. Exames Laboratoriais - Sangue Foto: Kelen Benck Wehr Data: 31/03/2005 175 a 600 giga/1 663 Plaquetograma 30,0 a 36 pg 32,3 CHCM 11 a 17 g/dl 13,5 HCM 40,0 a 60,0 fl 42,0 VCM 0 0 Eritroblastos 8,0 a 15,0 g/dl 13,7 Hemoglobina 28,0 a 76,0 % 42,3 Hematócrito 5,0 a 10,0 tera/1 10,14 Hemácias Valores de Referência Resultado Eritrograma
  10. 10. Exames Laboratoriais - Sangue Fonte: Hospital Veterinário UFG, 2005. Data: 04/04/2005 175 a 600 giga/1 405 Plaquetograma 30,0 a 36 pg 31,4 CHCM 11 a 17 g/dl 13,4 HCM 40,0 a 60,0 fl 43,0 VCM 0 0 Eritroblastos 8,0 a 15,0 g/dl 13,7 Hemoglobina 28,0 a 76,0 % 43,7 Hematócrito 5,0 a 10,0 tera/1 10,26 Hemácias Valores de Referência Resultado Eritrograma
  11. 11. Exames Laboratoriais - Sangue Data: 31/03/2005 04/04/2005 Fonte: Hospital Veterinário UFG, 2005. 0 0 0 Plasmócitos 160 a 1.800 208 358 Monócitos 0 0 0 Linfócitos Atípicos: 4.000 a 9.000 4.472 3.222 Linfócitos 0 a 2.400 0 0 Basófilos 160 a 1.800 0 358 Eosinófilos 1.600 a 4.200 5.200 13.246 Segmentados 0 a 240 520 716 Bastonetes 0 0 0 Metamielócitos 0 0 0 Mielócitos 8.000 a 13.000 10.400 17.900 Leucócitos Valores de Referência Absolutos mm³ Absolutos mm³ Leucograma
  12. 12. Exames Laboratoriais - Sangue Data: 04/04/2005 Fonte: Hospital Veterinário UFG, 2005. 0 a 38 Ul/l 59 Fosfatase Alcalina 5 a 12 Ul/l 2350 CPK 3,0 a 5,0 g/dl 1,7 Albumina 300 a 500 mg/dl 200 Fibrinogênio 0,03 a 0,16 mg/dl 0,06 Bilirrubina Indireta 0,04 a 0,44 mg/dl 0,24 Bilirrubina Direta 0,01 a 0,47 mg/dl 0,37 Bilirrubina Total 6,1 a 17,4 Ul/l 431,0 Gama – GT 30 a 80 UFR/ml 13 TGO Valores de Referência Resultados Bioquímica - Soro
  13. 13. Exames Laboratoriais - Líquor Data: 04/04/2005 Fonte: Hospital Veterinário UFG, 2005. 0 a 3 mm³ 02/0 Leucócitos mm³ 685/ 02 Hemácias 20 a 40 mg/dl 20/ 30 Proteínas 35 a 70 mg/dl 73/ 76 Glicose Límpido Turvo Aspecto Incolor Incolor Cor Ul/l 13,5 CPK Valores de Referência Resultados Rotina do Líquor
  14. 14. Exame Clínico - Auxiliares <ul><li>Ultra-sonografia: corpo estranho de formato linear e efusão pleural </li></ul><ul><li>Toracocentese: efusão pleural com fibrina </li></ul>
  15. 15. Necropsia - Macroscopia <ul><li>Linfonodos: todos aumentados ► </li></ul><ul><li>Pulmão: pleurite e pleurisia do lobo diafragmático ► </li></ul><ul><li>Coração: atrofia gelatinosa da gordura epicárdica ► </li></ul><ul><li>Cavidade Abdominal: exsudato fibrino-purulento ► </li></ul><ul><li>Fígado: Aderência ao diafragma e aumento da textura à palpação ► </li></ul><ul><li>Vesícula biliar: repleta ► </li></ul><ul><li>Sistema digestivo: </li></ul><ul><ul><li>Omaso: compactação ► </li></ul></ul><ul><ul><li>Abomaso: grande quantidade de areia, edema e hiperemia das pregas. ► </li></ul></ul><ul><ul><li>Retículo: mucosa com formação papilar, semelhante à ruminal ► </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Arame no conteúdo do retículo. ► </li></ul></ul></ul>
  16. 16. Necropsia - Microscopia <ul><li>Coração ► </li></ul><ul><ul><li>Sarcocystis sp </li></ul></ul><ul><ul><li>Infiltrado inflamatório mononuclear crônico no epicárdio </li></ul></ul><ul><ul><li>Edema no endocárdio </li></ul></ul><ul><li>Rim ► </li></ul><ul><ul><li>Glomerulonefrite membrano-proliferativa </li></ul></ul><ul><ul><li>Fibrina no espaço de Bowman </li></ul></ul><ul><ul><li>Hipertrofia das células de Bowmann </li></ul></ul><ul><li>Pulmão ► </li></ul><ul><ul><li>Broncopneumonia purulenta </li></ul></ul><ul><li>Fígado ► </li></ul><ul><ul><li>Aumento dos sinusóides </li></ul></ul><ul><ul><li>Atrofia dos hepatócitos da zona III </li></ul></ul><ul><ul><li>Hiperplasia inicial dos ductos biliares </li></ul></ul><ul><li>Retículo ► </li></ul><ul><ul><li>Aspecto microscópico de rúmen </li></ul></ul><ul><ul><li>Degeneração balonosa </li></ul></ul>
  17. 17. Diagnóstico Diferencial <ul><li>Torção intestinal </li></ul><ul><li>Torção uterina </li></ul>Foto: Kelen Benck Wehr
  18. 18. Diagnóstico Definitivo <ul><li>Reticuloperitonite Traumática </li></ul>
  19. 19. Reticuloperitonite Traumática <ul><li>Etiologia </li></ul><ul><ul><li>Falta de discernimento oral </li></ul></ul><ul><ul><li>Ingestão de corpos estranhos </li></ul></ul><ul><ul><li>Geralmente acomete o gado leiteiro </li></ul></ul><ul><ul><li>Rara em animais criados em pastagens </li></ul></ul><ul><ul><li>Ocorre em bezerros, gado de corte, ovinos e caprinos </li></ul></ul>
  20. 20. <ul><li>Patogenia </li></ul><ul><ul><li>Alojam-se na porção superior do esôfago ou na goteira esofágica </li></ul></ul><ul><ul><li>Geralmente passam diretamente para o retículo </li></ul></ul><ul><ul><li>Estrutura celular de revestimento e contrações do retículo (perfuração) </li></ul></ul><ul><ul><li>Perfurações na parte inferior da parede anterior </li></ul></ul><ul><ul><li>Perfurações em direção ao baço e ao fígado </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  21. 21. <ul><li>Patogenia </li></ul><ul><ul><li>Parede lesada sem perfuração </li></ul></ul><ul><ul><li>Corpos estranhos livres (retardamento no tratamento cirúrgico) </li></ul></ul><ul><ul><li>Reação inicial (Peritonite aguda local) </li></ul></ul><ul><ul><li>Atonia ruminal </li></ul></ul><ul><ul><li>Dor abdominal </li></ul></ul><ul><ul><li>Imobilidade (Mecanismo protetor) </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  22. 22. <ul><li>Patogenia </li></ul><ul><ul><li>Corpos estranhos fixos na parede reticular </li></ul></ul><ul><ul><li>Pressão do feto </li></ul></ul><ul><ul><li>Final da gestação </li></ul></ul><ul><ul><li>Perfuração da cavidade pleural e saco pericárdico </li></ul></ul><ul><ul><li>Complicações mais comuns (Pericardite, Indigestão vagal, Hérnia diafragmática) </li></ul></ul><ul><ul><li>Complicações menos comuns (Rompimento da gastroepiplóica esquerda, Abscesso diafragmático) </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  23. 23. <ul><li>Achados Clínicos </li></ul><ul><ul><li>Peritonite aguda local </li></ul></ul><ul><ul><li>Peritonite crônica local </li></ul></ul><ul><ul><li>Peritonite difusa </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  24. 24. <ul><li>Peritonite aguda local </li></ul><ul><ul><li>Anorexia completa </li></ul></ul><ul><ul><li>Queda brusca na produção </li></ul></ul><ul><ul><li>Dor abdominal </li></ul></ul><ul><ul><li>Reluta em movimentar-se </li></ul></ul><ul><ul><li>Decúbito </li></ul></ul><ul><ul><li>Arqueamento do dorso </li></ul></ul><ul><ul><li>“Encolhido” </li></ul></ul><ul><ul><li>Defecação e micção dolorosas </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  25. 25. <ul><ul><li>Aumento de temperatura (39,5°-40°C) </li></ul></ul><ul><ul><li>Frequência cardíaca 80 por minuto </li></ul></ul><ul><ul><li>Frequência respiratória 30 por minuto </li></ul></ul><ul><ul><li>Complicações graves (T>40°C e FC>90bpm) </li></ul></ul><ul><ul><li>Respiração superficial </li></ul></ul><ul><ul><li>Cavidade Pleural (Estertor expiratório) </li></ul></ul><ul><ul><li>Cessa a ruminação </li></ul></ul><ul><ul><li>Movimentos ruminais </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  26. 26. <ul><ul><li>Linfonodos aumentados </li></ul></ul><ul><ul><li>Estágio curto </li></ul></ul><ul><ul><li>Grau máximo no primeiro dia </li></ul></ul><ul><ul><li>Diminuição </li></ul></ul><ul><ul><li>Difícil detecção (3° dia) </li></ul></ul><ul><ul><li>Recuperação espontânea e Resposta satisfatória ao tratamento conservador </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  27. 27. <ul><li>Peritonite crônica local </li></ul><ul><ul><li>Apetite e produção não retornam ao normal </li></ul></ul><ul><ul><li>Dor não evidente </li></ul></ul><ul><ul><li>Marcha lenta </li></ul></ul><ul><ul><li>Gemidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Ruminação deprimida </li></ul></ul><ul><ul><li>Timpanismo moderado crônico </li></ul></ul><ul><ul><li>Fezes firmes e secas </li></ul></ul><ul><ul><li>Quantidade de líquido peritoneal </li></ul></ul><ul><ul><li>Distensão aparente do abdome </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  28. 28. <ul><li>Peritonite aguda difusa </li></ul><ul><ul><li>Toxemia profunda (após a peritonite local) </li></ul></ul><ul><ul><li>Cessam os movimentos do trato alimentar </li></ul></ul><ul><ul><li>Depressão </li></ul></ul><ul><ul><li>Temperatura elevada ou subnormal </li></ul></ul><ul><ul><li>Fc 100-120 por minuto </li></ul></ul><ul><ul><li>Dor à palpação (parede abdominal ventral) </li></ul></ul><ul><ul><li>Colapso agudo – falência circulatória periférica – não há respostas à dor </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso de detectores de metal </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  29. 29. <ul><li>Patologia clínica </li></ul><ul><ul><li>Paracentese abdominal </li></ul></ul><ul><ul><li>Exame radiológico </li></ul></ul><ul><ul><li>Laparoscopia do flanco direito </li></ul></ul><ul><ul><li>Leucócitos: Peritonite aguda local (neutrofilia) </li></ul></ul><ul><ul><li>Peritonite crônica (neutrofilia e monocitose) </li></ul></ul><ul><ul><li>Peritonite aguda difusa (leucopenia – linfopenia) </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  30. 30. <ul><li>Necropsia </li></ul><ul><ul><li>Peritonite aguda difusa- inflamação supurativa ou fibrinosa (superfície peritoneal) </li></ul></ul><ul><ul><li>Odor característico e presença de muito líquido </li></ul></ul><ul><ul><li>Corpo estranho </li></ul></ul><ul><ul><li>Inflamação ao redor do corpo estranho </li></ul></ul><ul><ul><li>Local perfurado </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  31. 31. <ul><li>Diagnóstico </li></ul><ul><ul><li>Síndrome clássica </li></ul></ul><ul><ul><li>História </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  32. 32. <ul><li>Tratamento </li></ul><ul><ul><li>Conservador </li></ul></ul><ul><ul><li>Laparotomia e Rumenotomia </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  33. 33. <ul><li>Tratamento conservador </li></ul><ul><ul><li>Imobilização do animal </li></ul></ul><ul><ul><li>Drogas antibacterianas </li></ul></ul><ul><ul><li>Magneto </li></ul></ul><ul><ul><li>Redução do volumoso pela metade </li></ul></ul><ul><ul><li>Eficaz nos estágios iniciais da doença </li></ul></ul><ul><ul><li>Vacas com período de gestação superior a 6 meses </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  34. 34. <ul><li>Rumenotomia </li></ul><ul><ul><li>Tratamento primário </li></ul></ul><ul><ul><li>Remoção cirúrgica </li></ul></ul><ul><ul><li>Satisfatório </li></ul></ul><ul><ul><li>Diagnóstico </li></ul></ul><ul><ul><li>Comprometimento de outros órgãos </li></ul></ul><ul><ul><li>Fator econômico </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  35. 35. <ul><li>Controle e Profilaxia </li></ul><ul><ul><li>Alimentos triturados-ímã </li></ul></ul><ul><ul><li>Fardos de feno-barbante </li></ul></ul><ul><ul><li>Casos crônicos-Rumenotomia </li></ul></ul>Reticuloperitonite Traumática
  36. 36. Prognóstico <ul><li>Reservado </li></ul>Foto: Kelen Benck Wehr
  37. 37. Protocolo de Tratamento <ul><li>Cirurgia: Laparotomia e ruminotomia exploratória </li></ul><ul><li>Antibiótico de amplo espectro (Clavamox RTU) </li></ul><ul><li>Antiinflamatório não esteróide (Diclofenaco) </li></ul><ul><li>Analgésico (Diclofenaco) </li></ul><ul><li>Fluidoterapia (Solução fisiológica) </li></ul>Foto: Kelen Benck Wehr
  38. 38. <ul><li>Princípio Ativo Dosagem Via de Freqüência Duração de </li></ul><ul><li>(mg/kg) Aplicação de aplicação tratamento </li></ul><ul><li>Diclofenaco 1 IM 24/24 h 5 dias </li></ul><ul><li>Amoxicilina + </li></ul><ul><li>Ácido Clavulânico 8,75 IM 24/24 h 6 dias </li></ul>Protocolo de Tratamento
  39. 39. <ul><li>RECEITA </li></ul><ul><li>Proprietário: Sr. Paulo </li></ul><ul><li>Animal: Amarela Espécie: Bovina Peso: 350Kg </li></ul><ul><li>Uso externo </li></ul><ul><li>1. Clavamox RTU 40 ml 3 frascos </li></ul><ul><li>Aplicar por via intramuscular 20 ml, de 24 em 24 horas, por um período de 6 dias. </li></ul><ul><li>Uso externo </li></ul><ul><li>2. Diclofenaco 50 Ouro Fino 50 ml 1 frasco-ampola </li></ul><ul><li>Aplicar por via intramuscular 7 ml, de 24 em 24 horas, por um período de 5 dias. </li></ul><ul><li> ______________________ </li></ul>Goiânia, 2 de junho de 2005 Natália Mendonça Ferreira Borges Médica Veterinária CRMV 12007
  40. 40. Fluidoterapia <ul><li>Grau de desidratação: 8% </li></ul><ul><li>Reposição de líquidos: </li></ul><ul><ul><li>350 kg - 70% líquidos = 245 kg </li></ul></ul><ul><li> 245 kg --- 100% </li></ul><ul><li> x --- 8% x= 19,6 litros (d=1g/ml) </li></ul><ul><li>Manutenção: </li></ul><ul><ul><li>50 ml por kg de peso vivo: 50 ml x 350 kg = 17,5 litros </li></ul></ul><ul><li>Fluidoterapia: 19,7 + 17,5 = 37,1 litros de solução fisiológica, por 1 dia (novo exame e novos cálculos no dia seguinte) </li></ul>
  41. 41. Controle e Profilaxia <ul><li>Limpeza das áreas de estábulos, cochos e pastos </li></ul><ul><li>Rações e suplementos minerais </li></ul><ul><li>Manutenção de máquinas e ferramentarias </li></ul><ul><li>Revisão de trituradores de forragem </li></ul><ul><li>Fardos de feno </li></ul><ul><li>Colocação de ímãs no retículo </li></ul>
  42. 42. Obrigado!
  43. 43. Foto: Kelen Benck Wehr
  44. 44. Foto: Kelen Benck Wehr
  45. 45. Foto: Kelen Benck Wehr
  46. 46. Foto: Kelen Benck Wehr
  47. 47. Foto: Kelen Benck Wehr
  48. 48. Foto: Kelen Benck Wehr
  49. 49. Foto: Kelen Benck Wehr
  50. 50. Foto: Kelen Benck Wehr
  51. 51. Foto: Kelen Benck Wehr
  52. 52. Foto: Kelen Benck Wehr
  53. 53. Foto: Mariana Melo Gomes Machado
  54. 54. Foto: Kelen Benck Wehr
  55. 55. Foto: Kelen Benck Wehr
  56. 56. Foto: Kelen Benck Wehr
  57. 57. Foto: Kelen Benck Wehr
  58. 58. Foto: Marcos de Almeida Souza
  59. 59. Foto: Marcos de Almeida Souza
  60. 60. Foto: Marcos de Almeida Souza
  61. 61. Foto: Marcos de Almeida Souza
  62. 62. Foto: Marcos de Almeida Souza
  63. 63. Foto: Marcos de Almeida Souza
  64. 64. Foto: Marcos de Almeida Souza
  65. 65. Fonte: BLOOD & RADOSTITS, Clínica Veterinária , Guanabara Koogan, 1991 Gemidos
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