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LLX - Super Porto do Açu
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LLX - Super Porto do Açu

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Análise e planejamento de ações de relacionamento com stakeholders para o empreendimento de logística do Grupo EBX.

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  • 1. ESPM Rio | Pós‐Graduação em Comunicação Integrada  Comunicação e Desenvolvimento | Professora Bernadete Almeida  Grupo: Bruno Moraes, Cristiane Almeida, Fernanda Castelo Branco,  Fernanda de Lima, Fernanda Vasconcelos, Luciana Zanelli                    Super Porto do Açu Comunicação para Desenvolvimento Sustentável  Julho 2010  | 1 | 
  • 2.  Contextualização O grupo EBX é um holding, fundado por Eike Batista, que desenvolve e administra negócios nos setores de mineração, energia, logística, petróleo e gás, real estate, fontes renováveis e entretenimento. A LLX é a  empresa  de  logística  que  foi  criada  em  2007  com  a  missão  de  prover  o  Brasil  com  infra‐estrutura  e competências  logísticas,  principalmente  no  setor  portuário,  através  de  dois  terminais  portuários privativos  de  grande  capacidade:  Super  Porto  do  Açu  (região  norte  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro)  e  o Porto Sudeste (região sudeste do Estado do Rio de Janeiro). O grupo EBX acredita que os projetos da LLX serão  importantes  centros  diversificados  que  conectarão  o  interior  do  Brasil  com  as  principais  vias  de comércio do mundo. Segundo a empresa, os principais diferenciais dos projetos da LLX são:   • Terminais portuários estarem estrategicamente localizados na região sudeste, em uma área de  influência que representa 66% do PIB;   • Terminais  portuários  terem  capacidade  para  receber  modernas  embarcações  de  grande  capacidade com baixo custo;  • Projetos da LLX utilizarem equipamentos de ponta;  • Projetos  da  LLX  estarem  integrados  dentro  do  grupo  EBX  visando  o  desenvolvimento  das  operações;  • Equipe possuir grande experiência no Brasil e no exterior e possui parceiros estratégicos como  a empresa de mineração Anglo American;  • Projetos serem executados de maneira sustentável, preservando o meio ambiente.   O  pátio  principal  do  Porto  do  Açu  está  sendo  projetado  para  contar  com  uma  área  superior  a  600 hectares. O pátio logístico possibilitará o armazenamento e a movimentação de carga das empresas do grupo,  além  da  carga  de  produtos  de  terceiros,  como  aço,  carvão,  granéis  sólidos  e  líquidos  e  carga geral.  As  obras  do  porto  de  Açu  estão  adiantadas,  e  sua  conclusão  está  prevista  para  o  primeiro semestre de 2012. Seu ponto forte é a possibilidade da retroárea para crescimento, diferentemente dos demais  concorrentes  que  não  a  possuem.  No  entanto,  a  princípio,  a  Agência  Nacional  de  Transportes Aquaviários, a Antaq, desmembrou a licença para a construção deste porto em duas etapas: a primeira autorização, concedida à LLX Minas‐Rio, passou a englobar apenas as operações com minério de ferro; a segunda, para a LLX‐Açu, ratifica o aval para construir e operar um terminal portuário privativo.      Figura 1: Berços de atracação. Fonte: http://www.llx.com.br Segundo o site oficial da LLX, o porto contará com dez berços de atracação, sendo quatro para minério de  ferro,  dois  para  movimentação  de  petróleo,  um  para  carvão,  e  três  para  produtos  siderúrgicos, escória, granito e ferro‐gusa.  | 2 | 
  • 3. 1. Principais stakeholders e foco do relacionamento   Tendo em vista a necessidade de realizar um desenvolvimento econômico estabelecido em fortes bases sustentáveis,  a  LLX  deve  estreitar  laços  e  manter  contato  permanente  com  algumas  de  suas  partes interessadas, entre elas destacamos a Comunidade de São João da Barra, os empregados as indústrias e a imprensa. A  primeira  a  ser  citada com certeza  é  a  Comunidade  de São  João  da  Barra.  A  cidade  e  a  região  serão completamente  transformadas.  Sua  estrutura  física  e  organizacional  já  está  mudando  e  a  população precisará  acompanhar,  se  especializando  em  novas  áreas  e  se  preparando  para  receber  um  público diferente. A  seguir  destacamos  os  empregados,  que  são  sempre  muito  importantes  para  qualquer  empresa.  É  o público que merece muita atenção e comunicação aberta. O público interno é quem constrói a empresa e será o primeiro porta‐voz da mesma. Levará sua opinião para dentro da comunidade que está sendo transformada e até para imprensa. As indústrias serão clientes da LLX no Porto Açu e merecem atenção desde já, o relacionamento precisa ser estreito para que seja sólido. Assim como, já ouvir suas necessidades e preparar o porto para tais. Por se tratar de um projeto grandioso e polêmico, a Imprensa acompanha de perto todos os passos da construção e com certeza depois acompanhará o funcionamento. Também através da imprensa, a LLX poderá se comunicar com todos os demais stakeholders.      Figura 2: Visita do Governador Sergio Cabral.. Fonte: http://portodoacu.blogspot.com      Figura 3: Imagem sob o título “Acompanhe a obra” em blog extra‐oficial. Fonte: http://portodoacu.blogspot.com  | 3 | 
  • 4.  2.  Temas de interesse e estratégias  Entendemos como pontos mais sensíveis para a empresa os temas relacionados às questões ambientais como Biodiversidade; Resíduos e mudanças em habitats naturais. Entre as questões sociais destacamos a  discussões  sobre  geração  de  emprego,  Saúde  e  Segurança  no  trabalho.  E  por  fim,  sob  os  aspectos econômicos os temas ligados aos impostos e subsídios recebidos e governança corporativa. É fundamental focar a estratégia de sustentabilidade na gestão responsável das questões econômicas, ambientais  e  sociais,  de  maneira  integrada.  A  LLX  tem  feito  bastante  sucesso  econômico,  mas  é fundamental  compatibilizar  crescimento  econômico  com  atividades  que  visem  ao  desenvolvimento social  das  regiões  dos  portos,  sem  prejuízo  do  equilíbrio  ambiental.  A  sustentabilidade  é  condição indispensável  para  a  perpetuação  dos  negócios.  Caso  contrário,  a  LLX  põe  em  risco  sua  reputação  no cenário nacional e internacional, e compromete futuros negócios, sem falar da responsabilidade social e ambiental de toda indústria, que nunca pode ser esquecida. Quanto  ao  aspecto  ambiental,  os  temas  mais  sensíveis  são  biodiversidade  e  impactos  em  áreas protegidas.  A  princípio  é  imprescindível  a  LLX  deter  de  fato  todas  as  licenças  ambientais  necessárias, tanto no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), quanto na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq),  por  exemplo.  Desta  forma  a  empresa  se  exime  do  risco  de  gerar  acidentes  ambientais  e  de mudar o ecossistema da região onde atua. Diante de uma mudança climática sistêmica em todo globo, provocada  pela  exploração  industrial  e  pela  falta  de  preocupação  com  políticas  sérias  de sustentabilidade,  é  iminente  a  necessidade  de  a  LLX  investir  e  manter  programas  que  reduzam  ou anulem o impacto ambiental, e ajudem a preservar o meio ambiente. Desta maneira, a LLX assegura boa reputação  de  empresa  responsável  e  contribui  positivamente  tendo  em  vista  a  responsabilidade  de preservação  ambiental  para  as  futuras  gerações.  Além  disso,  é  necessário  estar  de  acordo  com  as políticas  ambientais  do  governo,  mantendo  as  licenças  em  dia  e  atualizando  o  reporte  das  atividades através  dos  relatórios.  Ainda  mais:  é  preciso  pressionar  o  governo  em  relação  aos  esforços  mundiais para redução dos impactos das mudanças climáticas. Quanto  à  questão  social,  antes  de  qualquer  ação  é  preciso  entender  a  realidade  local:  como  ela  se organiza, como funciona sua economia, cultura e principais valores e temas de interesse. E esse tipo de entendimento só se dá através do diálogo entre todas as partes interessadas. A partir disto se cria um legado  regional  sob  diferentes  aspectos.  A  empresa  deve  se  preocupar  com  os  aspectos  de  saúde  e segurança no trabalho, independente de outros focos levantados no estudo de território e sociocultural para fortalecer a cultura local e conseguir interligar seu negócio a ela, respeitando a comunidade. Além de programas de capacitação, campanhas de segurança no trabalho, palestras com especialistas, tudo visando  à  redução  nas  taxas  de  acidentes  nos  portos.  É  preciso  também  investir  em  mão‐de‐obra. Diante de um cenário de crise financeira expressiva, marcado pela forte recessão, o desemprego ainda é temido pela população devido às suas altas taxas em todo o país. A empresa não pode perder o foco a essa  realidade.  Para  se  fortalecer  com  a  utilização  de  mão‐de‐obra  treinada  e  especializada,  precisa investir  nas  comunidades  locais,  tanto  a  partir  de  programas  educacionais,  quanto  aos  programas  de primeiro emprego para os jovens. Desta forma, a empresa desenvolve a região e fortalece seu corpo de funcionários.  Aliando a necessidade de investir em conjunto, nas áreas social e ambiental, a LLX deve se preocupar em reduzir o déficit em questões essências que por ventura sejam problemas na região, que é uma das mais pobres  do  Estado.  Por  exemplo,  saneamento  e  habitação.  Em  apoio  às  prefeituras,  deve  desenvolver projetos  executivos  de  engenharia  para  apoiar  a  captação  de  recursos  disponíveis  para  esses  fins  nas esferas federal e estadual dos governos.  Quanto  ao  aspecto  econômico,  a  LLX  tem  se  mostrado  muito  próspera.  A  LLX  encerrou  o  primeiro trimestre  com  lucro  líquido  consolidado  de  R$  2,293  milhões,  revertendo  o  prejuízo  de  R$  11,286 milhões apurado no mesmo período de 2009. A fonte de receita operacional da LLX é a venda de brita e pedras da Pedreira Sepetiba. A LLX é a empresa de maior liquidez do setor portuário. A receita líquida cresceu 69,6%, para R$ 6,595 milhões. Soma‐se isso ao fato de a empresa possuir um impressionante valor de mercado atingindo a marca de R$ 6,2 bilhões, bem acima da dos concorrentes, mesmo sem ter ainda iniciado as operações da exportação dos minérios.   | 4 | 
  • 5. Após o Super Porto Açu iniciar suas atividades, a empresa terá todas as facilidades necessárias para o manuseio  de  carga,  distribuição  e  processos  industriais.  Serviços  auxiliares  como  eletricidade,  água, disposição  de  resíduos  e  outras  facilidades  também  estarão  disponíveis.  Além  disso,  terá  toda  uma integração logística, com duplicação de rodovias e conexão com ferrovias. Diante  deste  cenário  promissor,  é  preciso  garantir  a  sustentabilidade  econômica,  focando  iniciativas voltadas  à  redução  de  custos  e  ao  aumento  da  eficiência.  A  LLX  deve  manter  suas  vantagens competitivas  acumuladas,  realizando  uma  gestão  consistente  de  custos  de  produção  competitivos, solidez financeira e, mais importante, colaboradores qualificados e motivados. A estratégia deve estar direcionada para antecipar as questões e os riscos. Logo, ações pró‐ativas devem ser  realizadas  periodicamente  e  o  diálogo deve  estar  aberto  para  todos  os  públicos a  todo  momento. Com isso, além de atender a demanda de diálogo contínuo que os públicos exigem, permitem que cada ação seja repensada e reestruturada de acordo com o feedback recebido.   3.  Stakeholders LLX e ações sugeridas   Uma  vez  identificadas  as  partes  interessadas  e  aquelas  que  serão  abordadas  como  prioritárias  para  a empresa, pode ser encomendado, primeiramente, um estudo de materialidade para mapear os temas mais relevantes para cada categoria de stakeholder. Desta forma, a empresa conseguirá concentrar seus esforços  em  ações  que  de  fato  trazem  resultado.  Evidentemente,  os  pontos  revelados  pelo  estudo precisarão  ser  cruzados  com  os  princípios  da  empresa  e  seus  objetivos  de  negócio,  para  que  sejam implantados projetos coerentes e que consigam persistir em longo prazo.  Abaixo, quadro geral de stakeholders e ações propostas:  PÚBLICO  AÇÕES  Todos os públicos  • Formação de comitês estratégicos (de comunicação, de crise, etc) e ações  • Apresentação institucional: Preparação de material para apresentar nas institucionais  audiências públicas, no Portas Abertas e em reuniões. É importante ter uma  versão que inclua informações técnicas sobre o projeto  • Produção de um vídeo institucional: Para compor o press kit e ser  apresentado no Portas Abertas  • Website perfilado (empresas, acionistas, comunidade, imprensa) ‐ coerente,  mas com tratamento diferenciado  • Registro de todas as ações, para documentação interna e para consulta  futura, sobretudo em caso de questionamentos ou renovação de licenças,  por exemplo  • Bolsas de pesquisa acadêmica (monografias, teses de mestrado, etc):  Acadêmicos que se dediquem a determinados temas de interesse da  empresa podem receber patrocínio. A empresa precisa ter o entendimento  que as conclusões dos trabalhos acadêmicos podem eventualmente expor  aspectos desfavoráveis, mas que não se pode interferir na liberdade do  pesquisador. Ao contrário, o interessante aqui é demonstrar maturidade e  utilizar os estudos como fontes de feedback, que podem indicar caminhos  para práticas melhores e inovadoras  • Auditorias externas (ambiental, operacional)  | 5 | 
  • 6. Empregados  • Programas de treinamento e formação contínua: A boa atuação dos  profissionais contribuirá tanto para a produtividade quanto para uma  imagem de seriedade e comprometimento da empresa. O bom  entendimento das atividades e dos objetivos organizacionais também  contribuem para o alinhamento de discurso entre todos os que representam  a marca  • Benefícios e programas de carreira: A assistência ao empregado e sua  perspectiva de crescimento na empresa ‘fidelizam’ este público e o motiva.  Além disso, pode gerar maior oferta de mão de obra e, consequentemente,  aumentar a qualidade dos funcionários contratados  • Media training para porta‐vozes: É importante que líderes estejam  preparados para atender demandas de imprensa e tenham seus discursos  alinhados com o posicionamento e as estratégias  • Plano de comunicação interna, com eleição de representantes de cada setor  da empresa para colaborar com a elaboração de conteúdo  • Saúde: Programas de medicina ocupacional e de segurança do trabalho. Se a  empresa quer ser reconhecida como responsável, essa postura tem que  começar internamente Comunidade de  • Canal de contato aberto com associações de moradores São João da Barra  • Visitas e programa Portas Abertas: A empresa já mantém um programa de e região norte  Portas Abertas. Sugerimos sua manutenção e monitoramento para garantir   sua eficiência.  Mesmo sendo uma comunicação que tende muito mais a ser  unilateral do que dialógica, é uma forma de aproximação importante. Trata‐ se de uma oportunidade para apresentar a empresa e desfazer eventuais  mal‐entendidos sobre o projeto que podem ter surgido a partir de boca‐a‐ boca desinformado. A partir daí, com o público munido de informações  básicas, o diálogo pode ser mais produtivo. A visita pode ser precedida de  uma apresentação introdutória, uma exibição de vídeo institucional. Ao final,  pode haver uma sessão de perguntas. Dependendo da duração e do horário,  pode ser oferecido um lanche. Uma sessão de perguntas e respostas  também deve ser encorajada, pois as pessoas que estão ali passarão adiante  as impressões que tiveram, formando opinião. Além disso, as perguntas  vindas dos diferentes grupos podem indicar para a empresa o que tem sido  dito a respeito do Super Porto    Figura 4: Porto do Açu de Portas Abertas.  Fonte: http://portodoacu.blogspot.com    | 6 | 
  • 7. • Programa de valorização da cultura local: Prezar por uma convivência  harmoniosa, apesar de todas as interferências que inevitavelmente virão a  partir da instalação do porto e do maior afluxo de pessoas  • Convênio com cursos técnicos para qualificar mão de obra e priorizar  emprego local: a qualificação da população local contribui para que o  município consiga tirar proveito do investimento que está sendo feito lá,  gerando desenvolvimento local em vez de simplesmente se deixar tomar por  mão de obra “importada”. Podem surgir oportunidades não apenas aqueles  que trabalharão no próprio porto, mas para prestadores de serviço que  atenderão ao maior fluxo de pessoas. Os empreendedores podem indicar  para as instituições de ensino quais serão as demandas de mercado, para  que sejam oferecidos os cursos correspondentes, podem criar programas de  qualificação e estágios ou mesmo fornecer especialistas para ministrar  cursos e palestras.  • Convênio com agenciadores de emprego como o CIEE Imprensa e  • Pesquisas de público e de imagem opinião pública  • Visitas e programa Portas Abertas (acima)  • Assessoria de imprensa: Um empreendimento deste porte certamente tem  interesse jornalístico e será notícia mesmo que espontaneamente. A  empresa pode assumir uma postura pró‐ativa na comunicação em vez de  abrir espaço para fontes ‘alternativas’ que se disponham a especular sobre o  projeto na falta de um porta‐voz oficial.  • Desenvolvimento de press kit com a apresentação de todas as ações feitas  para os demais stakeholders  • Patrocínios e projetos ambientais: Devem ser definidos em alinhamento ao  posicionamento da marca. De preferência, devem ser relacionados com a  expertise e a atividade primária da empresa. Da mesma forma, precisam ser  projetos que tenham relevância social (o estudo de materialidade pode ser  usado como referência). A política de patrocínios deve ser clara, para que  não haja desconfortos ao negar um determinado projeto, nem acusações de  favorecimento. Governo e  • Agenda de reuniões com autoridades locais  autoridades  • Parceria com prefeitura para infra‐estrutura (crescimento da cidade – locais  asfaltamento e sinalização, fornecimento de água, atendimento público de   saúde): Não pode ser entendida como uma questão de benfeitoria. O  investimento em infra‐estrutura será necessário para a própria viabilização  do empreendimento, que vai gerar um aumento no fluxo de pessoas,  veículos e mercadorias no local. Considerando a atual dimensão e as  condições financeiras do município e contrastando com o crescimento que  está sendo projetado, é provável que o impacto seja maior do que o que  pode ser absorvido pelo município. Os empreendedores podem, então, criar  parcerias para que a adaptação aconteça da forma mais adequada possível. Autoridades  • Audiências públicas e reuniões prévias: Para a concessão de licenças ambientais e  ambientais e de operação é obrigatória a realização de audiências públicas. ONGs (Inea,  A empresa pode antecipar‐se à obrigatoriedade e organizar reuniões prévias Ibama, etc)  com autoridades locais, líderes comunitários, ONGs, entre outros públicos. É  importante que todos os eventos sejam registrados em relatórios, para   indexação nos processos de licenciamento. Devem ser convidados  mediadores e componentes de mesa que sejam de diferentes instâncias  (Inea/Ibama, um responsável técnico pelo projeto, etc.) Os representantes  | 7 | 
  • 8. da empresa têm que ser treinados, têm que estar com discurso muito bem  preparado e manter uma postura equilibrada diante dos inevitáveis  questionamentos. A assessoria de comunicação pode preparar um Q&A com  perguntas mais prováveis e diretrizes de discurso, para garantir alinhamento  • Coleta sistemática de dados sobre a LLX para elaboração do GRI:  Considerando a empresa de grande porte e capital aberto que está  implementando o investimento, é provável que ela já tenha incorporado  algum modelo de relatório de sustentabilidade (mas não está disponível nos  sites da LLX ou de sua holding, EBX). De qualquer forma, é recomendado que  já se sistematize a coleta de dados‐chave para a elaboração de um relatório  deste tipo Sindicatos  • Designação de um profissional de relações sindicais, que deve participar de  reuniões, trazer feedbacks e representar propostas da empresa   • Cartas oficiais: os altos executivos que respondem pelo empreendimento  podem se endereçar a determinados públicos através de cartas. É comum  que a comunicação com órgãos oficiais e autoridades incluam  correspondência formal, mas também pode ser uma ferramenta usada com  sindicatos, associações de moradores, entre outros. Evidentemente, não  substituirá o contato pessoal, os encontros e reuniões, mas poderá funcionar  quando for necessário um comunicado formal ou a demonstração de um  compromisso. A correspondência confere um registro documental e remete  a uma postura que traz sensação de segurança e uma afirmação de que o  grupo está sendo levado a sério.   Empresas de  • Lobby por boas práticas das empresas que usarão o porto (petróleo, carvão, petróleo, carvão,  siderúrgicas e mineradoras), no que diz respeito a segurança do trabalho, siderúrgicas e  redução de impactos ambientais, entre outros mineradoras             | 8 | 
  • 9. ANEXO ‐ Super Porto do Açu na Imprensa Resumo de matérias que serviram de referência para este trabalho  30/11/2009 ‐ LLX aguarda estudo para definir investimento em siderúrgica Valor Online A LLX Logística e a Wuhan Iron and Steel (Wisco) esperam concluir os estudos sobre a instalação de uma siderúrgica no Porto do Açu para definir os produtos que serão fabricados na unidade, assim como o investimento necessário para erguer a usina. As duas empresas se comprometeram a iniciar "imediatamente" as medidas preparatórias necessárias para a construção e operação da usina com o objetivo de conseguir, até 31 de maio do ano que vem, as aprovações necessárias de uma siderúrgica com capacidade de produzir pelo menos 5 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos. Entre as medidas que serão tomadas está a busca por financiamentos junto ao Banco de Desenvolvimento da China e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  12/11/2009 ‐ Camargo Corrêa planeja abrir fábrica de cimento no porto de Açu  Valor Online A Camargo Corrêa Cimentos e a LLX Açu firmaram acordo para estudar a viabilidade de implantação de uma fábrica de cimento no complexo do porto do Açu, no litoral norte do Estado do Rio. O acordo também englobará a importação de coque de petróleo importado para suprimento das unidades de produção de cimento da CCC e o embarque de produtos da CCC por meio do porto de Açu. A previsão é de receita anual na ordem de R$ 30 milhões para a LLX Açu.   17/12/2009 ‐ LLX Logística vale mais que concorrentes Valor Online O valor de mercado da LLX Logística, que reúne os projetos portuários do grupo EBX, atingiu em dezembro de 2009, R$ 6,2 bilhões. É um número impressionante para uma empresa cujos portos só devem começar a exportar minério de ferro em dois anos. Hoje, a única fonte de receita operacional da LLX é a venda de brita e pedras da Pedreira Sepetiba. Os R$ 6,2 bilhões da LLX são cerca de 40% maiores que os US$ 4,4 bilhões em valor de mercado de outras três empresas do setor portuário somadas: Santos Brasil, Log‐In e Wilson, Sons.  01/03/2010 ‐ Eike Batista transfere 28,5% da LLX para a EBX Investimentos  Valor Online O empresário Eike Batista transferiu 197.234.162 ações ordinárias da LLX Logística, o equivalente a 28,5% do capital da companhia, para a EBX Investimentos Ltda. A transferência ocorreu a título de integralização de aumento de capital social. Batista detém 99,99% do capital da EBX Investimentos. A operação integra a reestruturação societária do grupo EBX.  11/05/2010 ‐ LLX tem lucro de R$ 2,293 milhões  Valor Online A LLX encerrou o primeiro trimestre de 2010 com lucro líquido consolidado de R$ 2,293 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 11,286 milhões apurado no mesmo período de 2009. A receita líquida cresceu 69,6%, para R$ 6,595 milhões.   | 9 | 
  • 10. Os terminais portuários da LLX ainda estão em fase pré‐operacional. Parte dos ganhos da companhia hoje são provenientes da Pedreira Sepetiba, empresa proprietária do terreno onde será construído o Porto Sudeste.   17/06/2010 ‐ Anglo inicia mais uma etapa da construção de mineroduto que liga MG e RJ O Globo A Anglo American, que investe US$ 3,8 bilhões na implantação do Sistema Minas‐Rio ‐ que inclui um mineroduto, mina e unidade de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas‐, também tem 49% de participação do terminal de minério de ferro do Porto do Açu, em parceria com a LLX.   08/07/2010 ‐ LLX tem licença do porto de Açu desmembrada por agência do governo Exame A LLX comunicou que a licença para a construção do porto de Açu foi desmembrada em duas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviáros (ANTAQ). A primeira autorização, concedida à LLX Minas‐Rio, passou a englobar apenas as operações com minério de ferro. A segunda, para a LLX‐Açu, ratifica o aval para construir e operar um terminal portuário privativo. As obras do porto estão adiantadas, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2012. No final do ano passado, a LLX recebeu a licença ambiental para a construção do pátio logístico no porto de Açu, que está sendo construído no Rio de Janeiro. A empresa obteve a licença de instalação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro. Em junho deste ano, a empresa assinou com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratos definitivos de financiamento de longo prazo, no valor total de R$ 1.212 bilhão. 05/07/09 ‐ São João da Barra  ‘Pequena Xangai  O Globo São João da Barra só era conhecido pela propaganda do conhaque de alcatrão. Agora, a população está eufórica, deslumbrada e, com razão, orgulhosa. Segundo o enviado especial de O Globo José Meirelles Passos, a cidadezinha começa a dar passos para se transformar numa “Pequena Changai” Não é para menos, a estimativa é de que US$ 36 bilhões sejam investidos na cidade. Os chineses estão chegando, atraídos pela construção do Porto de Açu, de um complexo industrial, pela brasileira LLX, do empresário Eike Batista. A população já começa a correr para aprender o mandarim. Segundo a reportagem, uma merendeira, por exemplo, foi um dos primeiros adultos a se inscrever nas 90 vagas oferecidas ao Curso de Mandarim.“‐ Vão precisar de gente para recepcionar os chineses, para esclarecê‐los sobre a nossa cidade, o nosso país” – disse Kátia Silene Chagas, há seis anos merendeira de uma escola. A tendência é de aumento substancial da população, que é de 30 mil e deve atingir uns 250 mil nos próximos 15 anos.   17/08/09 ‐ Ministério Público Federal pede suspensão das obras do Porto de Açu Agência Estado/G1 O MP Federal ajuizou ação civil pública pedindo a suspensão das obras do Porto do Açu, empreendimento de R$ 3 bilhões da LLX, braço de logística do grupo EBX, do empresário Eike Batista.   A alegação é de irregularidades na aprovação e implementação do projeto. São réus na ação, além do grupo de Eike, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que autorizou a construção do  | 10 | 
  • 11. porto, e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que concedeu licenciamento ambiental. A LLX, a Antaq e o Inea informaram que só se pronunciarão após serem notificados.  26/08/09 ‐ Porto da discórdia Carta Capital Rio de Janeiro / A obra de 6 bilhões de dólares de Eike Batista esbarra em problemas como falta de licitação e danos ambientais. O MP quer impedi‐la. O empresário Eike Batista passou por alguns percalços recentemente. Alvo da Operação Toque de Midas, da PF, por causa de indícios de fraude em licitação para a concessão de uma ferrovia no Amapá, em julho do ano passado, viu as três empresas de seu grupo listadas na Bovespa (MMX, MPX e OGX) perderem 10 bilhões de reais. (...) O empresário tem mostrado apetite para se meter em negócios polêmicos. O mais recente é a criação da “Cidade X”, em São João da Barra. (...) Todos esses planos audaciosos e polêmico correm o risco de naufragar. (...) Cerca de 2 mil famílias vivem sob ameaça de desapropriação na área. A maioria sobrevive do plantio de abóbora, coco, pimentão e aipim. Com faixas e cartazes de protesto, os moradores realizaram uma manifestação pública na estrada do Cajueiro, no caminho do porto”    | 11 |