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Análise de livro didático língua portuguesa

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Análise de livro didático de Língua Portuguesa do ensino médio. …

Análise de livro didático de Língua Portuguesa do ensino médio.
Obs: Análise apenas de um capítulo.


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  • 1. 1 SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO........................................................................................012. QUADRO TEÓRICO...............................................................................023. ABORDAGEM DA PERSPECTIVA DICOTÔMICA...............................044. DISTRIBUIÇÃO DO CONTEÚDO NO CAPÍTULO................................055. ATIVIDADES PROPOSTAS...................................................................066. CONSIDERAÇÕES SOBRE A METODOLOGIA DO AUTOR...............077. CONCLUSÃO.........................................................................................08
  • 2. 2 8. INTRODUÇÃO Este trabalho tem natureza pesquisadora, tendo em vista que se trata deuma análise acerca dos conteúdos referentes à fala e escrita, sendo abordadoe trabalhado no Capítulo I- “Linguagem- Socialização e enuciação” do livrodidático de Português do Ensino Médio- Volume 1, do autor José de Nicola. Aanálise está fundamentada na perspectiva dicotômica, trabalhada nossubsídios teóricos de Luiz Marcuschi, no material de estudo colhido paraseguimento deste trabalho. O intuito de analisar o livro didático citado é investigar os pontos críticosno que se refere à abordagem do tema: “fala e escrita”, posta nos conteúdos eatividades propostas, através dos subsídios teóricos que fomentem asinformações detectadas e colhidas como pontos a serem refletidos. Esseinteresse se despertou a partir do entendimento, pelo qual diz que, os LivrosDidáticos de Língua Portuguesa (doravante LDLP), a partir da implantação,pelo MEC, do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), passaram a serobjeto de estudo crescente por parte de teóricos da área, que refletem sobresua estrutura, organização, metodologia educacional e fundamentação para oefetivo ensino da Língua Portuguesa. (MARCUSCHI, 2002), aliados a uma visão sociointeracionista dalinguagem, trouxeram uma modificação nas posturas oficiais sobre o ensino.Os Parâmetros Curriculares Nacionais (doravante PCNs, 1998) incorporaramgrande parte desses novos conceitos, propondo novos tipos de trabalho nadisciplina de Língua Portuguesa, incluindo-se, aí, a oralidade e a escrita. Em virtude do que foi explanado, este trabalho se justifica, porque o livrodidático é, muitas vezes, o único material de que o professor dispõe na sala deaula ou até fora dela, para preparar seus cursos, exercícios, provas (RANGEL,2005), o que torna o fato de o LDLP não ser adequado ainda mais grave. Alémdo mais, muitos alunos (talvez a grande maioria) só possuem o LDLP comomaterial de leitura e estudo, tornando o papel do livro ainda mais importante
  • 3. 3para um bom desempenho no processo ensino/aprendizagem do uso efetivo daLíngua Portuguesa. Isso leva ao questionamento sobre a qualidade daspropostas de Produção de Texto abordadas nos LDLP. Dentro desse contexto introduzido, são considerando as diferentesvisões, sendo elas Dicotômica, Variacionista e Sociointeracionista, nosentendimento dos conteúdos do capítulo, tendo como objetivo apresentar ascaracterísticas linguísticas, apresentar a forma como essas diferentesperspectivas vem sendo trabalhadas no Ensino Médio, sobretudo, dandoênfase a perspectiva dicotômica no contexto da oralidade e escrita/fala eescrita, considerando que essa perspectiva apresenta maior interesse naabordagem dos conteúdos do capítulo e consequentemente das atividadespropostas. Este trabalho seguirá focando na ideia dicotômica de MARCUSCHI, emque o mesmo diz que “é essa perspectiva dicotômica que divide a língua faladae língua escrita em dois blocos distintos”. MARCUSCHI fala das questões dediferenças entre a língua falada e escrita, segundo uma perspectiva dicotômica. Portanto, este trabalho pauta-se na importância e necessidade de umaanálise mais ampla da fala e escrita, que serve como estímulo para os estudos,uma vez que a fala e escrita, ocupa um patamar alto em elação a outras áreasde ensino da língua. 9. QUADRO TEÓRICO Dentro das três perspectivas de MARCUSCHI, sendo elas: dicotômica,variacionista e sociointeracionista é possível analisar as relações entrelíngua falada e língua escrita centrando-se nos conteúdos propostos nocapítulo do livro didático trabalhado, considerando ainda a produção discursivaem seu todo como contextualização da prática nos assuntos de produção daoralidade e escrita, ou seja, os usos e as formas de serem trabalhadas com osalunos. Para isso propõe identifica a dicotomia que permeia esses dois pontos-fala e escrita, postulando uma perspectiva que atribui à visão dicotômica.
  • 4. 4 Segue um breve quadro teórico apresentando definições breves dessas trêsperspectivas:PERSPECTIVA A PERSPECTIVA A PERSPECTIVADICOTÔMICA VARIOCIONISTA SOCIOINTERACIONISTADistinguir a relação entre “trata do papel da escrita e “Percebe a língua “comofala e escrita. Separando da fala sob o ponto de vista fenômeno interativo elíngua falada e escrita, dos processos dinâmico, voltado para assendo que estas são educacionais e faz atividades dialógicas quepredominantemente, propostas específicas a marcam as característicaspara fins de estudo da respeito do tratamento da mais salientes da fala, taislinguagem, apresenta variação entre padrão e como estratégias dediferenças, tendo em não-padrão lingüístico nos formulação em tempo real”vista que divergem na contextos de ensino formal, (p. 33).sua maneira de não fazendo distinção entreaquisição e como se fala e escrita” (p. 31).articula sua estrutura. É a partir desses conceitos, que se pode ter uma base da grandeimportância que se tem em reconhecer a integração expressiva que a oralidadee a escrita possuem, estando inseridas em tais conceitos propriedades formais(fala, que diz respeito ao modo como os falantes falam), propriedades daescrita (como a coerência, abordando como as ideias e relações subjacentesestão relacionadas em um determinado texto).
  • 5. 5 10. ABORDAGEM DA PERSPECTIVA DICOTÔMICA No capítulo analisado: “Linguagem – Socialização e enuciação” foiobservado os critérios ou não dados pelo autor no que se refere o uso daperspectiva dicotômica, analisando cada inserção desta, na acentuação deconteúdos propostos. Assim sendo, em primeiro passo, considerou-seimportante destacar que há uma ausência de elementos mais planificados noconteúdo proposto pelo autor José Nicola, conteúdos estes, que deveriam darmaior ênfase ao uso e importância da língua, pois como estudado naperspectiva dicotômica, o que determina a variação linguística em todas asmanifestações são os usos que faz da língua. São as formas linguísticas quese igualam aos usos e não o contrário, e também atentar para a capacidadelinguística do falante. Mas segundo Marcuschi (2002) “há várias tendências de tratamento darelação entre fala e escrita”. Isso significa que José de Nicola, poderia ter sedebruçado mais sobre a perspectiva dicotômica para melhor elucidar suaspropostas de conteúdo. Segundo ele, a tendência dos estudos que se ocupam das relaçõesfala e escrita, seriam quatro, a saber: As dicotomias estritas que “se dedica àanálise das relações entre as duas modalidades de uso da língua (fala versusescrita) voltada para o código” e que propõe “uma única norma lingüística tidacomo padrão, representada na norma culta” (p. 27). Nesta dicotomia a falaseria considerada como “o lugar do erro e do caos gramatical” (p. 28). A falaversus escrita apresenta: Quadro 1: Dicotomias estritas fala versus escrita contextualizada descontextualizada dependente autônoma implícita explícita redundante condensada
  • 6. 6 não-planejada planejada imprecisa precisa não-normatizada normatizada fragmentada completa (p. 27) Ainda é possível detectar que a forma como o conteúdo foi elucidadonão transmite total segurança, a começar pelo título do capítulo, sabendo que aproposta é de trabalhar Fala e Escrita, que como já mencionado, sabe-se quesão as constituintes da maior e mais importante unidade de um grupolingüístico. No entanto, o autor se confunde ao demarcar um dos tópicos doconteúdo com a intitulação de: “escrita e oralidade” quando na verdade não eraessa a intenção inicial, o que fez com que deixasse um tanto confuso a ideia docapítulo e suas respectivas elucidações. 11. DISTRIBUIÇÃO DO CONTEÚDO NO CAPÍTULO A princípio o autor apresenta no capítulo uma tirinha propondo umainterpretação por parte do leitor para mais na frente entrar no tópico:“linguagem e socialização”. A partir dessas primeiras análises já se podeperceber a forma resumida como o autor discute o assunto. E o que chamamais atenção é o fato do assunto referente à interpretação textual requereruma base maior da fala e escrita, para que assim o leitor possa atribuir o seuconhecimento ao conhecimento teórico, o qual o autor não menciona antes dedá início as atividades pré-iniciais do capítulo. A tirinha está conexa ao tópico,porém, não está elucidada de maneira detalhada obedecendo ao objetivo dotema inicial do capítulo. Ou seja, o autor poderia ter introduzido conduzindo oleitor a um conhecimento prévio do que iria tratar antes de lançar a tirinha. Não somente esta primeira parte, mas no decorrer do livro, percebe-seuma maneira muito sucinta de tratar do assunto: “fala e escrita” por parte doautor. José Nicola, não obedece às regras de roteiro, lançando à mente do
  • 7. 7leitor rápidas ideias, resumidas e não especificadas. Especificar os tópicos commais detalhes seria importante, porque estaria abrindo mais espaço paradiscussão do professor e aluno acerca do letramento, da fala, escrita eoralidade. Todos esses pontos dariam importância maior à temática proposta,caso fosse mais trabalhados a fundo nos critérios adotados pela teoria daperspectiva dicotômica em função dos estudos de MARCUSCHI. De modo geral, pode-se dizer que não há uma interação devidamenteprecisa de modo a produzir outros meios de trabalhar o conteúdo, não selimitando apenas ao que foi proposto. 12. ATIVIDADES PROPOSTAS As atividades propostas se encontram já no final do capítulo,apresentando aspectos voltados para alunos vestibulando, deixando a desejarno conteúdo em uso, porque não há muito esforço, nem criatividade nasquestões, sendo elas todas de vestibulares, exceto a primeira atividade. Aotodo, são duas atividades. A primeira apresenta questões discursivas, contudopossui apenas 3 questões. A segunda apresenta questões de objetivas. Através dessa observação percebe que essas atividades são propostasapenas com intuito de levar o aluno a fazer interpretações pautadas nametodologia usada nas questões dos vestibulares. José de Nicola conectou oassunto às questões, em termos de assunto tratado, mas não as metodologiaspara fusão de ambas as propostas- conteúdo/atividades. Entende-se que as atividades de um livro didático devem ser tidas comouma forma de reforçar e exercitar o que foi estudado, mas na elaboração delas,nem sempre é dado prioridade a estas questões. Como exemplo, essecapítulo, que é puramente fora do contexto extenso do assunto. Um aluno sem base nenhuma de fala e escrita poderia sentir-se perdidoapós ler o capítulo e passar para as seguintes atividades finais, tendo em vistaque o autor deixa a desejar quando não abre o espaço necessário para
  • 8. 8discussão do assunto, apenas lança questões objetivas diante de um assuntoque poderia ser tratado com mais especificidades, por ser um assunto amplo eimportante para contribuir com a formação linguística do aluno. Conclui-seassim, que tanto o assunto é objetivo demais, quanto às questões que sãomeras imitações de questões de vestibulares. 13. CONSIDERAÇÕES SOBRE A METODOLOGIA DO AUTOR Jose de Nicola, apesar de ter um nome renomado no contexto o qualestá inserido no meio da educação, deixou um pouco a desejar na edição destecapítulo, quando no desenvolvimento deste, adotou métodos muitos sucintospara tratar de um assunto extenso e muito importante. A metodologia não é muito proveitosa na prática da sala de aula, porquecomo já citado, o conteúdo deste capítulo trabalhado tem um sentindo imenso,porém, não têm especificidades, detalhes que fariam toda a diferença naatuação didática do professor e no entendimento do aluno. O autor discorre apenas de noções básicas da fala e escrita, nãofazendo menção como deveria, ao título do capítulo, que envolve três pontos,sendo eles, a linguagem, a socialização e a enuciação. O interessante seriaque para cada ponto, o autor usasse técnicas mais fundamentadas deexposição da temática, aumentando a quantidade de informações e exemplos;diminuindo as imagens desnecessárias em algumas partes do capítulo, comopor exemplo, as imagens da página 130. Em visão ampla o autor acompanha a mesma metodologia que muitosoutros autores seguem ao elaborar o manual didático, sobretudo, quando oassunto se refere à linguagem. Geralmente são sempre repetitivos em suasmetodologias.
  • 9. 9 14. CONCLUSÃO Mediante as principais considerações feitas acerca do tema, foi possívelperceber a extensão e complexidade que se tem um único capítulo pegandoum processo de desenvolvimento metodológico até a interpretação do leitor.Dessa forma, o capítulo trabalhado se mostrou um tanto deficiente no sentidode abrangência do assunto proposto: fala e escrita. Não se pode deixar de considerar que a fala e escrita são asconstituintes da maior e mais importante unidade de um grupo linguístico, a sualíngua. É somente com a completa coerência entre elas que é possível que sealcance o sucesso comunicativo entre quem fala e quem escreve. Ambos os casos possuem uma relação fundamental, estas pelas quaisnunca cogita a hipótese de que a sociedade atual pudesse evoluir moral ecientificamente com a ausência de uma delas. Embora sejam separadas emsuas distinções e aplicações diferentes, o que predomina é a ligação maiorentre locutor e interlocutor, responsável pela pujança da comunicação. Tomando este comentário como base, compreende-se que há umanecessidade muito grande em melhorar a avaliação e escolas dos livrosdidáticos, sobretudo para o ensino médio, sobretudo para os temas dalinguagem, que são extremamente importantes nas relações sócias e no queas constitui: a comunicação. Assim sendo, livro didático é a base, e por ser abase, deve estar bem fomentada para conseguir preencher todas as lacunas edesmistificar mitos existentes no contexto da fala e da escrita na línguaportuguesa.
  • 10. 10REFERÊNCIAS:MARCUSCHI, Luiz A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 6ªed. São Paulo: Cortez, 2005;NICOLA, Jose de. Linguagem, Socialização e enunciação. Ensino Médio.V.1. São Paulo: scipione, 2011.