JOSIANE RODRIGUES RIBEIRO           ROSIANE ARIANE DOS SANTOSA HISTÓRIA INFANTIL COMO UM INSTRUMENTO PARA O   DESENVOLVIME...
JOSIANE RODRIGUES RIBEIRO           ROSIANE ARIANE DOS SANTOSA HISTÓRIA INFANTIL COMO UM INSTRUMENTO PARA O   DESENVOLVIME...
SumárioIntrodução............................................................................................................
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Contar histórias é e sempre seráuma maneira de estimular aimaginação e o desenvolvimento dalinguagem oral, além contribuir...
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Abstract      On this work we developed a research about the importance of telling tailsfor kindergarten children through ...
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13       Partindo deste pressuposto podemos afirmar então que as criançasutilizam as situações vividas em cada história pa...
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15      Os contos de fadas são tão ricos que têm se tornado fonte de estudo demuitos profissionais nos dias de hoje, psica...
16                                Os contos de fada transmitem a criança de forma                                múltipla:...
17                                  Capítulo 2          O que mais os contos de fadas podem trazer sobre a                ...
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19soldadinho apaixonado. A história conta que o soldadinho de brinquedo, comseu fuzil ao ombro se apaixona por uma pequena...
20quanto às expectativas do adulto com relação à criança pode assustá-la ou atémesmo afastá-la a ponto de recusar a idéia ...
21já morta, que a leva para as alturas, para junto de Deus, onde não há fome, frionem medo.      Esta narrativa nos faz pe...
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24                                 Capítulo 3   Observação da prática com o contar das histórias infantis      Para realiz...
25fossem trabalhadas histórias menores e durante a contação poderia sertrabalhada a versão original, deixando claro o prep...
26                                Através dos séculos (quando não do milênio)                                durante os qu...
27como linguagem oral e escrita, formação pessoal e social, movimento, naturezae sociedade, arte e matemática. Visando o d...
28              1- Maquete do Conto do João e o pé de Feijão.2- Alunos brincando com a maquete.          3- Alunas dialoga...
29      É importante ressaltar que toda a maquete foi construída com materiaisrecicláveis, as educadoras aproveitaram este...
30                       6- Plantação de feijão, atividade prática.       Houve muito interesse nesta atividade, com certe...
31não bota ovo, ela tem o bebê dentro da barriga. Então a educadora interviudizendo que realmente a mamãe não bota ovo, ma...
32      Todos os alunos da 3ª Fase (três anos) fizeram massinha de modelarcaseira com gelatina, farinha de trigo, sal, óle...
33   12- Maquete feita com a massa de modelar           13- Fantoches de palitos       14- O faz-de-conta invade a sala de...
34       A aluna após o momento de contação do conto da Branca de Nevereconta a história aos outros alunos, fazendo a leit...
35            -                18- As educadoras auxiliando os alunos durante a atividade.      As educadoras apoiavam con...
36          3.2 O corpo docente e a sua convicção no trabalho com                                     Histórias         De...
37de seus módulos e saber que por meio das histórias mantemos acesa aimaginação infantil, livre de limitações. Com a magia...
38                          Considerações finais      Com este trabalho tivemos um novo olhar para momento de contação deh...
39       Dentro dessa obra também contamos com a contribuição da escritoraVera Teixeira de Aguiar, que escreve sobre a est...
40      O ato de contar e recontar histórias foi uma experiência fantástica, poisos alunos da unidade após o momento de co...
41                        Referências BibliográficasABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil Gostosuras e Bobices – 5ª ediçã...
42                          Obras consultadasABRAMOVICH, Fanny, As melhores histórias de Irmãos Grimm e Perrault, 1ªedição...
43Apêndices
44                                     A importância da literatura infantil na maternal1) Qual a sua opinião sobre a impor...
45                                 Pesquisa sobre a Importância da História Infantil   Quantidade de votos                ...
46                   Pesquisa sobre a Importância da História Infantil                   15   Quantidade de               ...
47                   Pesquisa sobre a Importância da História Infantil                   15   Quantidade de               ...
48                   Pesquisa sobre a Importância da História Infantil                   15   Quantidade de               ...
49                Pesquisa sobre a Importância da História Infantil                15Quantidade de                        ...
50                                      Índice de fotos1- Maquete do João o pé de feijão.....................................
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A historia infantil como um instrumento para desenvol crianca

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  1. 1. JOSIANE RODRIGUES RIBEIRO ROSIANE ARIANE DOS SANTOSA HISTÓRIA INFANTIL COMO UM INSTRUMENTO PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NO MATERNAL Faculdade Eça de Queirós Jandira-SP-Novembro-2009
  2. 2. JOSIANE RODRIGUES RIBEIRO ROSIANE ARIANE DOS SANTOSA HISTÓRIA INFANTIL COMO UM INSTRUMENTO PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NO MATERNAL Trabalho apresentado ao curso de Pedagogia da Faculdade Eça de Queirós, como requisito parcial para aprovação na disciplina Educação de T.C. C orientado pela professora Téglis Pepe Barbalho Arnas. Faculdade Eça de Queirós Jandira-SP-Novembro -2009
  3. 3. SumárioIntrodução.............................................................................................................8Capítulo 1° A relevância das histórias infantis para o desenvolvimento da criança domaternal: Breve Histórico..................................................................................11Capítulo2 ° O que mais os contos de fadas podem trazer sobre a particularidadeinfantil....................................................................................................................172.1 Grimm..............................................................................................................182.2 Hans Christian Andersen...............................................................................182.3 As dificuldades de ser criança......................................................................192.4 Carência...........................................................................................................202.5 Autodescobertas.............................................................................................212.6 Perdas e buscas..............................................................................................222.7 Walt Disney......................................................................................................23Capítulo 3°Observação da prática com o contar das histórias infantis...........................243.1 Projetos da escola..........................................................................................253.2 O corpo docente e a sua convicção no trabalho com Histórias................36Considerações finais.........................................................................38Referências BibliográficasApêndicesÍndice de fotos
  4. 4. Dedicamos este trabalho a Deus que nosconcedeu muita saúde e perseverança etambém aos nossos pais, filhos e todas aspessoas que nos apoiaram e incentivaramao longo destes quatro anos de formaçãosuperior.
  5. 5. Contar histórias é e sempre seráuma maneira de estimular aimaginação e o desenvolvimento dalinguagem oral, além contribuir paraformação afetiva e emocional.
  6. 6. Resumo Neste trabalho desenvolvemos uma pesquisa que trata sobre a importânciade contar histórias para as crianças do Maternal. Tendo como meio pararealização da mesma a observação e pesquisa bibliográfica. Iniciamos com o Breve Histórico, resgatando a origem dos contos, e algunsdos principais percussores da literatura infantil, Fénelon, Perrault, Irmãos Grimm,James Barrie e Hans Christian Andersen, baseadas na obra Literatura InfantilBrasileira, de Marisa Lajolo e Regina Zilberman. As narrativas infantis binárias, também é um dos assuntos que seráabordado nesta pesquisa, de acordo com as concepções Brunerianasapresentadas pela pesquisadora Tizuko Morchida Kishimoto. Buscamos apresentar a importância que as histórias infantis principalmenteos contos de fadas trazem para a formação de qualquer criança, pois ouvir muitashistórias, escutá-las é o inicio da aprendizagem para ser um bom leitor e tambémé um meio significativo para se trabalhar, elas estão carregadas de emoções,como medo, tristeza, raiva, espanto, pavor, insegurança, tranqüilidade, saudade elembranças suscitando assim o imaginário de cada criança. Desenvolvemos um capítulo especialmente para tratar sobre asparticularidades de alguns contos que se assemelham ao universo infantil, taiscomo, o medo, a dificuldade de ser criança, carência, autodescobertas, perdas ebuscas. Para obtermos uma experiência quanto à teoria e a prática realizamos umapesquisa de campo tendo como o principal método a observação direta, registrospor meio de fotos e questionário para equipe pedagógica de uma Unidade Escolarde Educação Infantil. Palavras-chaves Histórias infantis – Desenvolvimento – Aprendizagem prazerosa.
  7. 7. Abstract On this work we developed a research about the importance of telling tailsfor kindergarten children through observation and bibliographical research. We introduced a brief historical rescuing the origins of the fairly tails andsome of the main precursors of child literature, such as: Fénelon, Perrault, Grimmbrothers, James Barrie and Hans Christian Andersen, based on Brazilian childishliterature work of Marisa Lajolo and Regina Zilberman. The binary childish narratives are also subjects that will be boarded on thisresearch, according to the brunerians conceptions that was showed by theresearcher Tizuko Morchida Kishimoto. We tried to show the importance of childish tails, mainly the fairly tails, toany child, because listening many tails can became the beginning of the learning toa good reader in the future. It is also an important mean to work the emotions like:fear, sorrow, rage, fright, dread, insecurity, tranquility, longing and remembrancesthat recollected the imaginary of each child. We developed a special chapter to treat about tails particularities that seemto the childish universe, such as: the fear, the difficult to be a child, needs, self-discovery, losses and searches. To get an experience about practice and theory we carried out a fieldresearch having the mainly method the directly observation with registrationstrough pictures and questionnaire for a pedagogical team of a Childish EducationUnit School.KeywordsChildrens stories - Development - Learning pleasant
  8. 8. 8 Introdução Para nortear este trabalho e desenvolve-lo de maneira clara e objetivautilizamos algumas pesquisas realizadas por profissionais da área da educaçãoe da psicologia. Os autores e obras a seguir serviram como embasamentoteórico para o desenvolvimento desse trabalho: Morchida, Tizuko Kishimoto.Narrativas Infantis: Um estudo de caso em uma instituição Infantil; Abramovich,Fanny. Literatura Infantil, Gostosuras e bobices; e Bettelheim, Bruno. Apsicanálise dos contos de fadas... Destacamos também as seguintes pesquisadoras: Tizuko MorchidaKishimoto e Maria Letícia Ribeiro dos Santos e Dorli Ribeiro Basílio, em seutrabalho de pesquisa cujo tema foi: “Narrativas Infantis: Um estudo de caso emuma Instituição Infantil”, realizada na Escola Municipal de Educação InfantilBenedito Castrucci. Estas professoras observaram que as crianças nos dias dehoje estam enfrentando uma pedagogia edulcêntrica e tradicional, ou seja, aspráticas em sala de aula não estão sendo pensadas e aplicadas de acordo comas especificidades das crianças. A pesquisa realizada por estas autoras mostrao desenvolvimento de um trabalho com crianças de quatro anos. Argumentam as autoras que quando os educadores forem contarhistórias o espaço precisa estar adequado estimulando assim a cooperação, olúdico e as narrativas. Estando baseadas nas concepções de Jerome SeymourBruner, as autoras escrevem sobre as narrativas infantis binárias, que sãoaquelas que destacam conceitos como bruxa boa e má, morar perto e longe,caixa grande e pequena, todas estas concepções evidenciam a estrutura típicado pensamento infantil, que auxiliam no processo de categorização que ascrianças utilizam em situações cotidianas para representar o mundo a suavolta. (Educação e Pesquisa, São Paulo, v.33, n.3.p.427-444, set/dez. 2007). Partindo deste pressuposto podemos afirmar então que as criançasutilizam as situações vividas em cada história para tentar compreender omundo a sua volta. Os pequenos ainda não compreendem que isto estáacontecendo, mas nós os adultos podemos através da observação perceber autilidade prática que às histórias infantis podem trazer para os alunos dentro dasala de aula, um exemplo claro disto seria: o desenvolvimento da oralidade e a
  9. 9. 9ampliação do conhecimento de mundo que a própria criança começa ademonstrar através da fala e de suas ações. Portanto, nós educadores então não podemos fechar os olhos diante deuma prática tão importante e envolvente como o momento da contação dehistórias. Devemos utilizar este meio para tornar as aulas mais prazerosas esignificativas para os alunos no maternal, lembrando sempre que a busca eutilização de práticas que respeitam a especificidade da criança sempre trarãoresultados positivos, contudo não podemos nos descuidar do momento em quevamos escolher o volume a ser usado e também o modo como vamosencaminhar a atividade, mas este é um dos assuntos que esta pesquisa estaráabordando em seu desenvolvimento. Esse tema tem muito para contribuir para a prática dos educadores deeducação infantil, pois ele trará uma reflexão sobre a prática de contar históriasaos alunos no nosso cotidiano. Nosso objetivo com a escolha deste tema é realizar uma pesquisateórica que possa auxiliar a nossa prática já que ambas trabalhamos com aeducação infantil há pouco tempo. Com este trabalho buscaremos esclareceras nossas dúvidas de como conduzir o momento de contação de história comas crianças no maternal de maneira prazerosa e espontânea, criando assim umambiente de cooperação e aprendizado sem precisar deixar que este momentofique com cara de aula para que os alunos não percam o interesse e participemda maneira mais espontânea possível. Partindo desse pressuposto, podemos afirmar que a nossa pesquisapartirá da seguinte pergunta: Numa Instituição de Educação Infantil em Barueri, nas turmas deMaternais de dois anos a quatro anos, as professoras têm utilizado a prática decontar história para auxiliar o desenvolvimento das crianças? Como vemacontecendo este momento de contação de história? Qual é a expectativa daseducadoras diante deste trabalho? Como acabamos de colocar acima algumas idéias que as autorascitaram como ponto de partida para se trabalhar com o contar histórias naUnidade Escolar queremos saber se na Instituição EMM Professora LázaraAugusta Cárdia Sabatine onde uma de nós trabalha como professora nomaternal com alunos de três anos que corresponde a 3ª fase há nove meses.
  10. 10. 10 Realizaremos a nossa pesquisa, com o intuito de buscar a formaçãocontinuada e eventualmente contribuir com outros educadores que vêem ashistórias infantis como um instrumento para o desenvolvimento de seus alunos,e observar como eles utilizam esse meio em sua prática educativa. Queremos através de a nossa pesquisa observar os seguintes aspectos: 1ª- “O corpo docente da escola tem a convicção do papel educativo dashistórias nos maternais”. 2ª- “A categorização que aparece nos Contos de Fada possibilita de fatoa aprendizagem do público Infantil”. 3ª- “O ato de contar e recontar Histórias infantis no ambiente educativotem contribuído para o desenvolvimento infantil”.
  11. 11. 11 Capítulo 1 A relevância das histórias infantis para o desenvolvimento da criança do maternal: Breve Histórico Segundo as autoras Marisa Lajolo e Regina Zilberman em sua obraLiteratura Infantil Brasileira, as primeiras obras publicadas visando ao públicoinfantil apareceram no mercado livreiro na primeira metade do século XVIII.Antes disto, apenas durante o classicismo francês, no século XVII, foramescritas histórias que vieram a ser englobadas como literatura tambémapropriada à infância: as Fábulas, de La Fontaine, editadas entre 1668 e 1694,As aventuras de Telêmaco, de Fénelon, lançadas postumamente, em 1717, eos Contos da mamãe Gansa, cujo título original era Histórias ou narrativas dotempo passado com moralidades, Charles Perrault publicou em 1697. Perrault foi o primeiro escritor que literarizou uma produção até estemomento de natureza popular e circulação oral, sendo os contos de fadas aprincipal literatura infantil. Além do sucesso dos contos de fadas deste autorsomou-se também as adaptações de Robinson Crusoé (1719), de DanielDefoe, e Viagens de Gulliver (1726) de Jonathan Swift, autores queasseguraram a assiduidade de criação e consumo de obras. No século XIX os irmãos Grimm, em 1812, editam a coleção de contosde fadas que, dado êxito obtido, converte-se, de certo modo, em sinônimo deliteratura para crianças. Essas obras se definem como as que mais agradam opublico infantil, por obter em suas principais linhas de ação em primeiro lugar, apredilação por histórias fantásticas, modelo adotado por Hans ChristianAndersen, nos seus Contos (1833), Lewis Carrol, em Alice no país dasmaravilhas (1863), Collodi, em Pinóquio (1883), e James Barrie, em Peter Pan(1911), entre os mais célebres. No Brasil em 1808, inicia-se a atividade editorial no Brasil, com aimplantação da Imprensa Régia, a partir disso começam a publicar livros paraas crianças: a tradução de As aventuras pasmosas do Barão de Munkausen e,em 1818, a coleção de José Saturnino da Costa Pereira, Leitura para meninos,neste período as publicações eram esporádicas e só em 1848, editaram
  12. 12. 12Aventuras do Barão de Munchhausen, agora com a chancela da Lammert, e,portanto não se caracterizou uma produção literária regular para infância.As primeiras obras foram traduzidas e adaptadas de várias histórias européias,que circulavam, muitas vezes em edições portuguesas, que dificultava a leituradas crianças brasileiras, pois não apresentavam sequer a cumplicidade doidioma. Nessa época o famoso Figueiredo Pimentel, cronista do jornal Gazeta deNotícias, inaugura a coleção Biblioteca Infantil Quaresma que, ao longo dosvários títulos, vai fazendo circular entre a infância brasileira, as velhas históriasde Perrault, Grimm e Andersen. A partir de 1915 a editora Melhoramentosinaugura sua Biblioteca Infantil que, soube a direção do educador Arnaldo deOliveira Barreto, publica como primeiro volume de sua coleção O patinho feiode Andersen. Como nós já mencionamos em nossa apresentação abordaremos aquias contribuições das histórias infantis para ampliação de repertório doconhecimento de mundo das crianças. Segundo as concepções brunerianas apresentada pela pesquisadoraTizuko; Bruner (1986; 1996) valoriza as histórias infantis, do gênero contos defadas, por sua estrutura do tipo binário, de situações opostas, típicas doprocesso de categorização. A narrativa como categorização exige discriminardiferentes coisas como equivalentes, agrupar objetos, eventos e povos emclasses (Bruner; Goodnow; Austin, 1956, p.1). Tizuko Kishimoto escreve em sua pesquisa sobre as narrativas infantis binárias, que são aquelas que destacam conceitos como bruxa boa e má, morar perto e longe, caixa grande e pequena, que todas estas concepções evidenciam a estrutura típica do pensamento infantil, e elas que auxiliam no processo de categorização que as crianças utilizam em situações cotidianas para representar o mundo a sua volta (Educação e Pesquisa, São Paulo, v.33, n.3.p.427-444, set/dez. 2007).
  13. 13. 13 Partindo deste pressuposto podemos afirmar então que as criançasutilizam as situações vividas em cada história para tentar compreender omundo a sua volta. Os pequenos ainda não compreendem que isto estáacontecendo, mas nós os adultos podemos através da observação perceber autilidade prática que às histórias infantis podem trazer para os alunos dentro dasala de aula, um exemplo claro disto seria: o desenvolvimento da oralidade e aampliação do conhecimento de mundo que a própria criança começa ademonstrar através da fala e de suas ações. Nós educadores então não podemos fechar os olhos diante de umaprática tão importante e envolvente como o momento da contação de histórias.Devemos utilizar este meio para tornar as aulas mais prazerosas esignificativas para os alunos no maternal, lembrando sempre que a busca eutilização de práticas que respeitam a especificidade da criança sempre trarãoresultados positivos, contudo não podemos nos descuidar do momento em quevamos escolher o volume a ser usado e também o modo como vamosencaminhar a atividade, mas este é um dos assuntos que esta pesquisa estaráabordando em seu desenvolvimento. A apreciação de Bruner pelos contos de fadas se dá justamente poreste processo de categorização que ele traz, pois a categorização possibilita aaprendizagem, pois identifica objetos do mundo reduz a complexidade doambiente, mas requer motivos postos pelas crianças e estratégias para suafinalização, isto quer dizer que o início de tudo partirá da própria criança. Nesse momento o adulto servirá como um andaime para que essacriança possa aprender sendo ela mesma a protogonizadora desse processo. Desse modo à aprendizagem se dará por uma descoberta que dependeda criança e do apoio do adulto, esta então seria a concepção deaprendizagem por descoberta elaborada por Jerome Seymour Bruner, maspara isto alguns aspectos são imprescindíveis, como por exemplo, um espaçoque favoreça a iniciativa da criança, o protagonismo, a aprendizagem eexpressão do conhecimento.
  14. 14. 14 Como Bruner a professora Fanny Abramovich formada pela USP também escreveu em seu livro Literatura Infantil, gostosuras e bobices sobre a importância dos contos de fada para a formação de qualquer criança, pois ouvir muitas histórias escutá-las é o inicio da aprendizagem para ser um bom leitor, e segue afirmando ainda que ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e compreensão do mundo (ABRAMOVICH, 1997, p. 16). Ler histórias então é um meio significativo para se trabalhar com ascrianças, porque elas estão carregadas de emoções como medo tristeza, raiva,alegria, espanto, pavor, insegurança, tranqüilidade, saudade e lembrançassuscitando assim o imaginário de cada criança. Portanto ao ouvir histórias à criança pode ter as suas curiosidadesrespondidas e conseguir encontrar outras idéias para resolver questões (comoos personagens da história fizeram). É uma possibilidade imensa de descobriroutros lugares, outros tempos, outra cultura... A autora Vera Teixeira de Aguiar, em posfácio da coleção Era umavez (contos de Grimm), edição para as crianças que também foi citada porFanny em seu livro Literatura Infantil gostosuras e bobices, também descrevesobre a estrutura dos contos de fadas, ela afirma que este gênero é muito ricopara trabalhar com o público infantil, porque parte de um problema vinculado àrealidade (como estado de penúria, carência afetiva, conflitos) que desequilibraa tranqüilidade inicial. O desenvolvimento é uma busca de soluções para estes problemas, noplano da fantasia, com a introdução de elementos mágicos (fadas, bruxas,anões, duendes, gigantes, reis, princesas, rainhas, príncipes etc). Arestauração da ordem acontece no desfecho da narrativa, quando há uma voltaao real. Os contos de fadas com esta estrutura fixa permitem aos autores, deum lado aceitar o potencial imaginário infantil, de outro, transmitem à criança aidéia de que ela não pode viver indefinidamente no mundo da fantasia, sendonecessário assumir o real no momento certo.
  15. 15. 15 Os contos de fadas são tão ricos que têm se tornado fonte de estudo demuitos profissionais nos dias de hoje, psicanalistas, sociólogos, antropólogos,psicólogos, cada um vem dando a sua interpretação de maneira aprofundadade acordo com o seu eixo de interesse. Entre eles aparece Bruno Bettelheimque é um destes estudiosos. Ele alerta sobre o equívoco enorme que podemos cometer no momentoque tentamos explicar para uma criança porque um conto de fada é tãocativante para ela, isto pode destruir, acima de tudo o encantamento pelahistória, e este encantamento só acontece pelo fato da criança não saberabsolutamente porque está maravilhada. “Se abrirmos o jogo e acabarmosdecodificando a história para criança, esta história então perderá o seupotencial de ajudá-la a lutar sozinha e dominar exclusivamente por si só oproblema que fez a história estimulante para ela”. Todas ou quaisquer interpretações adultas por mais corretas que sejam,rouba da criança a possibilidade de sentir que ela mesma possa através derepetidas audições e de pensar muito a respeito da história, ela consigaenfrentar com êxito esta situação difícil, é muito importante para a criança. Todos nós crescemos, encontramos sentido na vida e em nós mesmo,por termos entendido ou resolvido problemas pessoais e não por eles nosterem sido explicados por outras pessoas. È fundamental para o desenvolvimento infantil que a criança descubrasozinha como resolver problemas e descobrir-se como uma pessoa capaz deconhecer e aprender, é imprescindível para a sua formação humana dentro deuma sociedade cheia de desafios e problemas a serem resolvidos. Segundo Bettelheim, educador e terapeuta de crianças gravementeperturbadas, quanto mais tentamos entender a razão destas histórias (oscontos de fadas) terem tanto êxito no enriquecimento da vida interior dacriança, tanto mais podemos perceber que estes contos, num sentido bemmais profundo do que os outros tipos de leitura começam onde a criançarealmente se encontra nos seu ser psicológico e emocional. Falam de suaspressões internas graves de um modo que ela inconscientemente compreendee sem menosprezar as lutas interiores mais sérias que o crescimentopressupõe oferecem exemplos tanto de soluções temporárias quantopermanentes para dificuldades prementes.
  16. 16. 16 Os contos de fada transmitem a criança de forma múltipla: que uma luta contra dificuldades graves na vida é inevitável é parte intrínseca da existência humana, mas que se a pessoa não se intimida mais se defronta de modo firme com as opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os obstáculos e, ao fim emergirá vitoriosa. (BETTELHEIM, 1980, P.14) Para ele os contos de fadas são enriquecedores e satisfatóriopara as crianças, pois através dele pode se aprender mais sobre os problemasinteriores dos seres humanos e sobre as soluções corretas para os seusproblemas. Desta forma os contos de fadas propõem desde bem cedo para criançauma forma de ir se familiarizando com esta estrutura social na qual estácrescendo e se desenvolvendo, isto se este momento não for deturpado por umadulto que vê a criança como um ser incapaz de entender por si só a narrativaao seu tempo. Este alerta é muito importante para nós educadores refletirmos sobrecomo estamos fazendo este momento de contação de histórias na sala deaula? Será que temos roubado esta possibilidade apontada pelo psicanalistaBruno Bettelheim, de deixar que as crianças por si só descubram o porquê doencantamento pela história? Se isto estiver acontecendo sabemos que precisamos nos auto-avaliarpara que no futuro essas crianças não venham se tornar pessoas dependentessempre de outros para saber o que fazer ou qual atitude tomar na vida diantede seus problemas pessoais.
  17. 17. 17 Capítulo 2 O que mais os contos de fadas podem trazer sobre a particularidade infantil Neste trecho nós abordaremos sobre os assuntos que estão sendonarrados em algumas histórias e a particularidade que existe entre estesassuntos e universo infantil. Medo, como um dos contos de Grimm traduzido por Ana MariaMachado, “O homem que saiu em busca do medo” (está no volumeChapeuzinho Vermelho e outros contos de Grimm). Este conto mostra ahistória de um rapaz que quer aprender a se arrepiar e para isso ele enfrentamonstros, fantasmas, mortos, mas não consegue se arrepiar... Depois dasmais tenebrosas e incansáveis tentativas ele descobre que só sente arrepiosse alguém lhe fizer cócegas..... (mostrando que o que pode provocar medo édiferente para cada um, às vezes o que pode nos causar muito medo, nem façacócegas em outra pessoa). Os medos estão presentes no nosso dia a dia, medo de escuro, medode injeção, medo de cachorro, lobisomem, de ladrão, de dentista, de vampiros,de levar cascudo, de ser reprovado na escola. Temores reais ou imaginários,relacionados à escola, temor dos mais fortes do grupo e do próprio ridículo... Medos que todos convivemos e sentimos, uns numa intensidade outrosnoutra, um de um jeito outro de outro, o importante é aprendermos a enfrentar,a desviar, superar, a substituir, com os quais nós aprendemos a conviver e alidar durante a vida. Neste conto a muito que trabalhar com as crianças, aoouvi-las podemos identificar os seus medos e trabalhar com ela para que possaaprender a se desviar dele ou substituí-lo por outro que possa lidar.
  18. 18. 18 2.1 Grimm Na Alemanha no séculoXVIII, foram os irmãos Grimm, – Jacob (1785-1863) e Wilhelm (1786-1859) - lingüistas e folcloristas, por 13 anoscolecionaram histórias recolhidas da tradição oral, esperando caracterizar oque havia de mais típico no espírito alemão. Publicaram um primeiro volume em 1812, que continha o querecolheram em Hessen, nos distritos de Meno e Kinzing, do condado deHanau, onde nasceram. O segundo volume foi concluído em 1814. A maiorparte das lendas do segundo volume foi-lhes contada pela senhoraViedhmaennin, uma camponesa oriunda da aldeia de Niedezwehn, perto deKassel. Jacob era o mais intelectualizado dos irmãos, mas Wilhelm era quemdetinha o entusiasmo e inspiração da poesia; juntos chegaram a editar 210histórias, a maior parte delas encontrada nos dois volumes originais. São delesas estórias: Pele de Urso, A Bela e a Fera, A Gata Borralheira e João e Maria(PAVONI, 1989). 2.2 Hans Christian ANDERSEN (1805-1875) de nacionalidadedinamarquesa, seu pai era sapateiro e sua mãe lavadeira. Sua vida foi comoseus contos de fadas onde meninos e meninas pobres passam por horríveishumilhações e, como por magia, chegam a experimentar situaçõesmaravilhosas. Obteve fama pelo seu trabalho ainda em vida. O romantismo daépoca, com seu entusiasmo pelas tradições e lendas populares, provocou aaparição de amplo repertório de contos, onde o lirismo se alterna com ogrotesco, e o encanto oferece faces dramáticas. Pela emoção, fantasia elirismo de seus Contos, Andersen tem encantado várias gerações de crianças eadultos. Antes de escrever sobre o Amor decidimos colocar um pouco sobre abiografia do autor do conto “O soldadinho de chumbo”, escrito por Andersenextraído do livro Contos de Andersen. Rio de Janeiro, ed. Paz e Terra, p. 152,que nos mostrará através de sua história cheia de fantasias a trajetória de um
  19. 19. 19soldadinho apaixonado. A história conta que o soldadinho de brinquedo, comseu fuzil ao ombro se apaixona por uma pequena, linda e delicada bailarinaque mora num belo castelo de papel (os dois juntos com os outros brinquedosvivem em um canto da casa...). Depois de ter sido posto num barco de papelpelos meninos, ter navegado quase se afogado, ter sido comido por um peixe,volta para casa; é quando um dos garotos, num gesto, o joga na lareira, onde osoldadinho se derrete olhando a suave bailarina que, num único passo, voatambém para dentro da fogueira... “O soldadinho então se derreteu,transformando-se numa bolinha de chumbo, e quando, no dia seguinte, acriada tirou as cinzas, viu que a bolinha tinha a forma de um coraçãozinho dechumbo. Da bailarina só restava a lantejoula queimada, preta como carvão. “Meio que fez queimar também o coração do leitor sentir que a morte do amadopode levar ao suicídio a amada que, dessa relação de encantamento mútuo,feita através de olhares, fica um símbolo forte e indestrutível: a marca dosentimento.”(ABRAMOVICH,1997,p.126) E sobre o amor então, em todas as suas dimensões, sofrimentos, descobertas, encantos, possibilidades, entregas e plenitudes, iniciam e término... Quanto esses contos de fadas nos revelam?... (ABRAMOVICH, 1997, p.125).2.3 As dificuldades de ser criança: A narrativa Peter Pan, escrita James Barrie, um escocês em 1904, nosdeixa uma mensagem muito bonita sobre o universo infantil sendo invadidopelos anseios dos adultos, conta a história que Peter Pan ao nascer escuta osseus pais conversando sobre como ele seria quando crescesse, nestemomento ele decide que não quer crescer e ser um adulto decide que quer serpara sempre uma criança. Este momento da história nos faz refletir sobre o
  20. 20. 20quanto às expectativas do adulto com relação à criança pode assustá-la ou atémesmo afastá-la a ponto de recusar a idéia de um dia também se tornar umadulto. È muito difícil viver a sombra das expectativas do outro e nunca poderser quem realmente quer ser. No conto também percebemos como Peter Pan se preocupa com que ascrianças acreditem no mundo da fantasia, ou seja, nas fadas, que elas nãopercam a sua essência de imaginar que podem estar em outros lugaresquando ainda continua no mesmo lugar, é importante para as criançasexplorarem esse campo da imaginação, e com conseguirem enfrentar asdificuldades que aparecerão durante a vida. Acreditar em fadas, papai Noel, super-heróis é muito significante para ospequenos, pois ter um aliado quando se enfrenta um problema é muitogratificante, nós, nos sentimos mais fortes e encorajados. Mesmo quando crescemos continuamos com a necessidade de acreditarque existem forças superiores a nós que nos ajudam a resolver os nossosproblemas, então porque não deixar que as crianças façam também o usodesta necessidade que é essencialmente humana.2.4 Carência A carência também é assunto que aprece em vários contos, porém meprenderei a um da Andersen, que me comoveu muito ao ler, e também me fezrefletir sobre a injustiça social cruel, e desumana a qual algumas criançaspodem estar enfrentando cotidianamente. O conto “A menina dos Fósforos” extraída dos contos de Andersen. 3.ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, p.355. O conto fala de uma menina quetremendo de frio, de fome, numa terrível e gélida noite de Ano Novo europeu,vendo as luzes, a comida, às árvores alegres de Natal em todas as casas poronde vai passando, a menina só tem uma caixa de fósforos para vender... E,querendo ver melhor aquele mundo, querendo se aquecer mais vai acendendoum a um de seus fósforos, e cada pequena chama a faz imaginar coisasbonitas, boas, iluminadas, maravilhosas, até que recebe o abraço de uma avó,
  21. 21. 21já morta, que a leva para as alturas, para junto de Deus, onde não há fome, frionem medo. Esta narrativa nos faz pensar no que realmente uma criança precisapara crescer de maneira digna e ser feliz, proteção, amor, comida, agasalho,teto são fatores indispensáveis para que isto ocorra. Podemos também utilizar esta narrativa para trabalharmos com asnossas crianças as suas carências, as suas ansiedades, os seus direitosenquanto cidadãos.2.5 Autodescobertas Este é um assunto bem esposto na narrativa “O patinho Feio”, extraídado livro de Contos de Andersen (que tem muito de autobiográfico). Rio deJaneiro, Paz e Terra, p. 240. Nós podemos enxergar neste conto a busca peladescoberta da própria identidade, o que é fundamental para o crescimento. Oconto narra à história de um patinho que desde seu nascimento foi maltratado,ridicularizado, bicado (por outros patos e galinhas) por ser feio.... Rejeitadopela mãe, pelos irmãos, foge e continua sendo martirizado e desprezado, porsua feiúra, por todos que o encontra em sua triste e melancólica caminhada... Efoge cada vez mais assustado, nunca compreendido (inclusive pela velha comquem mora um tempo). Fugindo de novo, atravessa um frio gélido e finalmentese aproxima duma lagoa plácida, onde deslizam belos cisnes, que não só oreconhecem de imediato, como um dos seus, e mais ainda o elegem o maisbelo e formoso dentre eles! Contar esta história para as crianças é possibilitar o seudesenvolvimento na busca da sua identidade, identificando as semelhanças ediferenças entre as pessoas, mesmo que inconscientemente, fazendodescobertas a respeito de si mesmas, como por exemplo, se ela se parecemais com seu pai ou com sua mãe, se seus cabelos são da mesma cor que odo seu pai, etc.
  22. 22. 22 ...O poder de se encontrar, se conhecer, depois de ter sido o patinho feio, que só se percebe cisne após descobrir sua identidade (o que significa percorrer uma trajetória longa, difícil e muito sofrida..) ai a belezura é total!!! É então que nos sentimos capazes de enfrentar o dragão, o gigante, o ogro, o monstro, ou o nome que tenha no nosso dia a dia, enfim, aquele que pensamos ser maior ou desconhecido, ou inatingível, ou cercado de forças inabaláveis e poderosas... (ABRAMOVICH, 1997, p.135)2.6 Perdas e buscas Os contos de fada também falam de perdas, buscas, abandonos, deesquecimentos, de quem um dia foi significativo, marcante, mas que, por váriasrazões (até mesmo a morte já não toca ou comove...). Andersen conta issolinda, triste e poeticamente em “O pinheirinho”, uma bela árvore abandonada,relegada, após ter vivido uma experiência inesquecível numa noite de natal, eque a cada novo dia espera um novo momento belo e cálido, um novoaconchego, uma nova audição de histórias emocionantes a sua volta, quenunca acontecem... Ao ser levado para fora da casa, imagina um recomeço devida. Mas é cortado, transformado em lenha, e gemendo, gemendo... Vai sendoqueimado... (como permitimos que aconteça com nossos avós, nossos sábios,nossos antigos ídolos) p.135,136 Abramovich Gostosuras e bobices. Este conto nos dá a possibilidade de trabalharmos com as crianças asmudanças de fases da vida aceitando uma nova etapa, as perdas, falando paraelas que isto faz parte do seu crescimento e desenvolvimento humano.
  23. 23. 23 2.7 Walt Disney Walt Disney (1901-1966) foi um cineasta, produtor estadunidense dedesenhos animados e animador. Não criou nenhum conto, mas ficou conhecidopelas releituras que fez dos contos de fadas, como a primeira: “Branca de nevee os sete anões”, animação lançada nos cinemas, que na época (como nostempos atuais) era uma poderosa aliada midiática. As histórias eram facilmentecompreensíveis, refletindo os valores médios da tradição americana (COSTA eBAGANHA, 1989). Em sua adaptação dos contos de fadas clássicos, Segundo Costa eBaganha (1989), os contos aparecem distorcidos de sua forma original. Muitasadaptações subtraem passagens consideradas mais fortes, com o objetivo denão assustar ou chocar as crianças, privando-as do conflito e posteriorresolução. Assim como a Disney, estúdios como a Pixar, Dreamworks e WarnerBros, têm ganhado merecido destaque por contribuir com outras histórias, maisatuais, que se assemelham estruturalmente com os contos.
  24. 24. 24 Capítulo 3 Observação da prática com o contar das histórias infantis Para realização desta pesquisa, contamos com a autorização da diretoraSolange Vieira Baganha, lotada na Escola Municipal Maternal ProfessoraLázara Augusta Cárdia Sabatine, localizada na cidade de Barueri, no JardimMutinga, rua Dom Feliciano, nº 49. Esta Unidade Escolar iniciou o seu trabalho educativo no mês de agostode 2008, contando com apenas uma professora efetiva, três professoras deapoio, duas assistentes efetivas e mais sete contratadas. Neste ano de 2009,formou-se uma nova equipe com mais três professoras efetivas e onzeassistentes efetivas. Nesta escola podemos observar que as educadoras fazem do momentode contar história uma atividade diária. Todos os dias na roda da conversa édedicado um momento para a leitura de histórias infantis. Os alunos participamefetivamente deste momento, pedindo para ver as imagens, acompanhandooralmente quando a história já faz parte do seu repertório e também fazem umacontextualização utilizando a sua própria vivência trazendo-a para dentro dessemomento, proporcionando assim a socialização. Desta forma a equipe pedagógica da escola percebeu a contribuiçãosignificativa que os contos de fadas trariam para as crianças, a partir destareflexão se reuniram e juntas elaboram o Projeto Contos de fadas, por meio depesquisas e discussões. No inicio das pesquisas a equipe que elaborava o Projeto, ficousurpresa quanto ao fato dos contos serem a princípio histórias para adultos,ficaram impressionadas com as histórias verdadeiras. Só assim perceberamque os contos que elas conheciam já haviam sido adaptados para o públicoinfantil. Houve resistência de algumas professoras de contar as versõesoriginais destes contos, devido à extensão, muitas acreditaram que o texto eramuito longo e faria com que os alunos se dispersassem e perdessem ointeresse durante a leitura. Então ficou estabelecido que durante a leitura
  25. 25. 25fossem trabalhadas histórias menores e durante a contação poderia sertrabalhada a versão original, deixando claro o preparo do contador, O momento de contação é o mais propício, pois ele proporciona aocontador o contato visual e maior interação com o público, sendo que estemomento se dá por meio de representação da história escolhida. Foram trabalhadas mais de uma versão do mesmo conto, o queproporcionou para as crianças a percepção de ausência de algunspersonagens, ou, o surgimento de outros. 3.1 Projetos da escola As educadoras além de utilizarem o espaço da sala de aula, contamtambém com o espaço Coala. Este espaço é garantido pelo Projeto Coala,determinado pela Secretaria da Educação Municipal de Barueri, que visa alémda leitura na escola também a participação dos pais para efetivação desteprojeto. O Projeto Coala objetiva fortalecer e evidenciar ações que já ocorrem noambiente escolar pertinentes à nutrição, estimulação a leitura e fomento dovínculo afetivo entre mãe e filho. A cada dia um aluno leva a pastinha para casa com um livro para leiturae um caderno de registro, no qual o adulto responsável após a leitura realizaráo registro de como foi este momento. Este Projeto é permanente na rede desde2003. A escola também conta com o Projeto Contos de Fadas, elaborado pelasprofessoras, Rosiane Ariane dos Santos, Veridiana Aparecida dos Santos,Maria Cleide Favaro Santos, Adriana Lira da Silva e Wilma Menezes Barbosa(sendo estas duas últimas professoras de apoio).
  26. 26. 26 Através dos séculos (quando não do milênio) durante os quais os contos de fadas, sendo recontados, foram-se tornando cada vez mais refinados, e passaram a transmitir ao mesmo tempo significado manifesto e encobertos, passaram a falar simultaneamente a todos os níveis da personalidade humana, os contos de fadas transmitem importantes mensagens à mente consciente, em qualquer nível que esteja funcionando no momento. (BETTELHEIM 1980, p.14) Este projeto foi desenvolvido pelas educadoras da instituição com opropósito de auxiliar a criança em seu desenvolvimento, processo deidentificação e na construção de valores. Os contos de fadas encantam ecativam até os dias de hoje, com suas histórias fantásticas e os personagensbruxas, fadas, lobo mau, príncipes e tantos outros que de uma forma indireta,as ensinam a enfrentar o medo, a valorizar a amizade, a desenvolver aimaginação. O conto de fadas: uma forma artística única, enquanto diverte a criança, o conto de fadas a esclarece sobre si mesma, e favorece o desenvolvimento de sua personalidade. O significado em tantos níveis diferentes enriquece a existência da criança de tantos modos que nenhum livro pode fazer justiça à multidão e diversidade de contribuições que esses contos dão à vida da criança. (BETTELHEIM 1980, p.20) As educadoras envolvidas neste projeto trabalham um conto porsemana, elaborando algumas atividades semanais relacionadas à história.Também são trabalhados durantes esses contos as áreas do conhecimento,
  27. 27. 27como linguagem oral e escrita, formação pessoal e social, movimento, naturezae sociedade, arte e matemática. Visando o desenvolvimento das habilidadespré-determinadas, no planejamento semanal. Conseguimos notar o desenvolvimento oral das crianças, a ampliação dovocabulário, a prática de recontar a história para os outros, a autonomia naescolha do conto preferido no momento da contação. Em muitos momentos em que a professora trabalhava com umdeterminado conto havia a insistência de algumas crianças para que secontasse um dos contos trabalhados anteriormente, sendo necessária aretomada do conto, já que entendemos que é necessário respeitar estemomento no qual a criança apresenta a necessidade de ouvir novamente amesma história a qual por algum motivo ela demonstra um interesse maior. Durante estas observações ficou claro o trabalho com ascategorizações, por exemplo, quando a professora contou a história do “João eo pé de feijão”, ela juntamente com os seus alunos começou a categorizar osobjetos através da maquete criada durante a semana do conto. Na maquete aparecia o gigante que estava sendo representado por umagarrafa pet grande e João por um rolinho de papel higiênico. Também houve aelaboração de dois cartazes, aonde o contorno do corpo da criançarepresentava João, e o contorno do corpo da professora representava ogigante.
  28. 28. 28 1- Maquete do Conto do João e o pé de Feijão.2- Alunos brincando com a maquete. 3- Alunas dialogando como se fossem os personagens. 4- Aluna colocando o João para subir no pé de feijão.
  29. 29. 29 É importante ressaltar que toda a maquete foi construída com materiaisrecicláveis, as educadoras aproveitaram este momento para falar para osalunos sobre a preservação do meio ambiente mostrando a eles que areciclagem é um importante passo para a preservação do meio ambiente. 5- Trabalhando com caracterizações (pequeno e grande). Todo este processo ajudou os alunos a categorizar os objetospequenos em um grupo e os grandes em outro, entendendo assim a diferençaentre maior e menor e também a classificar as crianças num grupo depequenos e os adultos no dos grandes. Também houve o momento de plantação de feijão, esse momentoproporcionou grandes descobertas já que as crianças questionavam: - Tia vai ficar igual ao do João? Então a professora disse: -Não, os feijões do João eram mágicos!
  30. 30. 30 6- Plantação de feijão, atividade prática. Houve muito interesse nesta atividade, com certeza o fato do conto tersido trabalhado anteriormente ajudou muito, a familiarização com a atividade. Durante o projeto também foi trabalhado o conto “O patinho feio”,buscando a interdisciplinaridade com o projeto “Eu faço parte deste mundo”que tem como objetivo trabalhar a identidade. 7- Roda de conversa antes de iniciar o conto. A professora iniciou com a roda de conversa questionando as criançassobre os animaizinhos que mais gostavam, perguntou também se elesconheciam alguma história onde o personagem principal fosse um animalzinho,essa pergunta gerou dúvidas, então foi necessária a intervenção da professoraque forneceu algumas dicas até que eles descobrissem a leitura da história dodia. Durante essa semana foram trabalhadas as duas versões da história “Opatinho feio” que eram bem semelhantes, porém em uma das versões apareciauma outra espécie de patos (patos selvagens). Isto gerou a curiosidade dascrianças quanto às diferenças entre uma espécie e a outra. Então a professoraaproveitou este momento para falar sobre as diferenças que existem entre aspessoas. Surgiu no decorrer da semana a necessidade de se trabalhar comgênero, já que uma das crianças disse que pato não bota ovo, que quem botaovo é a mamãe, então outra criança se levantou e disse que não, que a mamãe
  31. 31. 31não bota ovo, ela tem o bebê dentro da barriga. Então a educadora interviudizendo que realmente a mamãe não bota ovo, mas a mamãe pata sim. Depois desta discussão a professora perguntou para os alunos quem éque bota o ovo, o galo ou a galinha, a pata ou o pato... Foi construída uma caixa surpresa com espelho, onde os alunosdeveriam observar sua imagem e responder as perguntas da professora semfalar o nome do objeto que estavam vendo. A educadora então perguntou: _ Você gosta de quem você está vendo? _Tem olho? Quantos? Tem nariz? Tem boca? Tem orelha? Tem cabelo?Qual o nome desta pessoa que você está vendo? Nesta dinâmica foramtrabalhadas as partes que compõe a cabeça (olhos, boca, nariz, olhos, cabelos,ouvidos) e também o nome de cada criança, pois nesta atividade os alunosestavam observando a si mesmos, e reconhecendo partes dos seus rostos. 8- Alunos desenhando as partes 9- Desenhos feitos pelos alunos que compões a cabeça. Os alunos elaboram vários trabalhos manuais durante este projeto,atividades dirigidas e lúdicas, muitos desenhos foram produzidos por eles,representando assim o desenvolvimento de várias habilidades demonstradasdurante estes momentos, a coordenação motora, a oralidade, a memorização,a organização do pensamento, tudo isto nos podemos observar no decorrerdas atividades.
  32. 32. 32 Todos os alunos da 3ª Fase (três anos) fizeram massinha de modelarcaseira com gelatina, farinha de trigo, sal, óleo e água para a construção damaquete do conto do patinho feio, além da massinha os alunos construíramfantoches de palito de churrasco sem a ponta, dos personagens do conto e afantasia do patinho feio que foi construída com os seguintes materiais: papelEVA, tecido, pena e cola colorida. 10- Preparação da massinha de modelar. 11- “Pondo a mão na massa”.
  33. 33. 33 12- Maquete feita com a massa de modelar 13- Fantoches de palitos 14- O faz-de-conta invade a sala de aula, “O patinho feio na maternal”. Estas fotos ilustram o trabalho feito através da fantasia e da brincadeiraque é realizado na sala de aula, aonde os alunos podem representar ospersonagens do conto através de fantasia e brinquedos construídos por elespara serem colocados na maquete. Estas atividades nos fez enxergar quetrabalhar com os alunos desta fase, momentos como estes são importantespara que os alunos se socializem e interajam entre si, construindo assim a suapersonalidade gradativamente de maneira espontânea, “brincando”.
  34. 34. 34 A aluna após o momento de contação do conto da Branca de Nevereconta a história aos outros alunos, fazendo a leitura visual dos personagensrelembrando a história que a educadora acabara de narrar. Momento estepropício para o desenvolvimento da linguagem oral e o contato com a escritamotivando os alunos a serem leitores desde bem pequeninos. 15- Aluna caracterizada de Branca de Neve reconta a história. No término de cada semana, os alunos com o auxílio das professoraspreparam um prato relacionado ao conto, por exemplo, na semana em que asprofessoras trabalharam com o conto A branca de neve e os setes anões, osalunos preparam suco de maçã. 16- Maçã para o suco. 17- Preparando o suco.
  35. 35. 35 - 18- As educadoras auxiliando os alunos durante a atividade. As educadoras apoiavam constantemente os alunos em todas asatividades, como pode ser visto nas fotos, a relação entre professor e aluno éativa e muito produtiva todos trabalham com muito interesse e empenhodurante o projeto. Na sala da 3ª fase B, foi feito pelas assistentes um tapete em trilha comos personagens dos Contos de Fadas, que também tem o objetivo de contribuircom o desenvolvimento do projeto, os alunos gostaram muito. As educadoras da instituição almejam com este projeto ampliar orepertório de histórias, despertar em cada criança a curiosidade sobre assuntosda história trabalhada, proporcionar a formação da linguagem oral, a aquisiçãode novos vocabulários, estimular o imaginário, a ordenação e organização dopensamento por meio das seqüências narrativas, melhorar o convíveo dogrupo, organizar o espaço e os materiais (fantasias, máscaras, fantoches ejogos), aprender valores importantes para o convíveo social e que vão deencontro com a formação de hábitos de comportamento e desenvolvercomportamento leitor (manusear livros, identificar personagens e recontarhistórias por meio das imagens).
  36. 36. 36 3.2 O corpo docente e a sua convicção no trabalho com Histórias De acordo com o questionário realizado na escola, que se encontra nosapêndices deste trabalho obtivemos as seguintes respostas: As histórias infantis ajudam na formação do futuro leitor e na formaçãopessoal do aluno. As professoras, as assistentes de maternal e a diretora daescola, acreditam que os contos de fadas possibilitam integralmente aaprendizagem das crianças. Afirmaram também que o momento de contação de história podecontribuir no desenvolvimento da oralidade, lúdico e afetivo do aluno. No momento da escolha da história o professor estabelece relações coma missão da escola. As educadoras realizam a leitura antecipada do conto a ser trabalhado,fazem uso dos recursos disponíveis para motivar o interesse e a participaçãodos alunos. São utilizados, livros, fantoches, caixa de história, vídeos e CDs deáudio. Na seleção do livro são valorizados os seguintes aspectos:_ Livros com muitas figuras, que prendam a atenção das crianças;_ Livros com histórias curtas, para que as crianças não percam o interessedurante a leitura, devido à idade. Nesta escola, são realizadas reuniões pedagógicas semanais, na qualsão discutidos textos e projetos que estão sendo desenvolvidos na UnidadeEscolar, sendo solicitadas à opinião de todos os envolvidos no processo deaprendizagem. A maioria dos profissionais desta escola (professoras e assistentes dematernal) está concluindo curso Superior de Pedagogia. Elas também contam com curso de formação anual, proporcionado pelaSecretaria Municipal da Educação. Neste ano de2009, as Assistentes de Maternal, participaram do CURSODE APERFEIÇOAMENTO PARA ASSISTENTE DE MATERNAL, onde tiverama oportunidade de aprender sobre o momento da contação de histórias em um
  37. 37. 37de seus módulos e saber que por meio das histórias mantemos acesa aimaginação infantil, livre de limitações. Com a magia das histórias concebemosviagens, aventuras, conquistas, temores, fundamentais ao desenvolvimentointelectual e emocional.
  38. 38. 38 Considerações finais Com este trabalho tivemos um novo olhar para momento de contação dehistórias para as crianças do maternal, já sabíamos de maneira superficial queas histórias poderiam contribuir para o enriquecimento da imaginação, porémficamos surpresas de saber que elas podem contribuir também para odesenvolvimento pessoal e emocional de cada criança. Estudando sobre o tema conhecemos as primeiras versões de algunscontos, ficamos surpresas com a linguagem utilizada, pois até então sóconhecíamos as versões da Walt Disney com o feliz para sempre. Estas primeiras versões tratavam-se de uma literatura direcionada paraadultos e com forte intenção moral. Em 1697 Charles Perrault publicou o livro,os Contos da Mamãe Gansa, propagando assim a literatura infantil naFrança,em 1812, os Irmãos Grimm editam a coleção de Contos de Fadas quedado o sucesso obtido desses contos, converte-se de certo modo, em sinônimode literatura infantil. Foi a partir de então que se definiram com maiorsegurança os tipos de livros que agradaria mais aos pequenos leitores.Posteriormente o autor Hans Christian Andersen, que adotou um modelo dehistórias fantásticas nos seus Contos1833. E mais uma obra de Jaimes Barrie, em Peter Pan, que aparece em 1911como um dos contos mais célebres. A experiência da pesquisadora Tizuko Morchida Kishimoto contribuiumuito para a nossa pesquisa por que nos proporcionou embasamento teórico arespeito das contribuições das histórias infantis binárias para odesenvolvimento da criança, pois elas evidenciam estruturas típicas dopensamento infantil. No decorrer da nossa pesquisa também consultamos a obra LiteraturaInfantil, Gostosuras e bobices, de Fanny Abramovich, durante a leiturapudemos perceber que existem particularides entre a literatura infantil e ouniverso da criança, e também a importância do trabalho com histórias paraformação de um leitor com um caminho absolutamente infinito de descoberta ecompreensão do mundo.
  39. 39. 39 Dentro dessa obra também contamos com a contribuição da escritoraVera Teixeira de Aguiar, que escreve sobre a estrutura fixa dos contos quecolaboram para o desenvolvimento imaginário da criança, porém trabalha anecessidade de assumir o real no momento certo. Conseguimos compreender ainda mais o significado e a importância dese trabalhar histórias, principalmente os contos, após a leitura do livro aPsicanálise dos Contos de Fadas, de Bruno Bettelheim. Ele escreve sobre o quecada conto pode inspirar na criança, seus medos e problemas, é claro que nãoexiste uma condição única, cada criança pode apresentar afinidade com umaou mais histórias e usa - las como meio para superar os problemasencontrados no momento. Por isso a importância de resgatar o conto, quandopedido por alguma criança, esse trabalho deve ser constante e é necessárioque os adultos envolvidos estejam atentos e valorizem esse momento para quenão haja problemas futuros. Para ele os contos de fadas são enriquecedores e satisfatório para ascrianças, pois através dele pode se aprender mais sobre os problemasinteriores dos seres humanos e sobre as soluções corretas para os seusproblemas. Os contos enriquecem a vida interior da criança por que eles têmum sentido bem mais profundo que os outros tipos de literatura, pois começamonde a crianças realmente se encontra, no seu ser psicológico e emocional,oferecem exemplos tantos de soluções temporárias quanto permanentes paradificuldades urgentes. Para a confirmação de nossas leituras fomos a campo, para um trabalhode observação quanto ao trabalho com histórias. Constatamos que nestaunidade escolar o corpo docente tem a convicção do papel educativo intrínseconas histórias infantis. O pensamento típico da criança em categorizar as coisas também ficouvisível durante a observação e as histórias infantis apareceram como uminstrumento fundamental no trabalho das educadoras da instituição. Os contosde fadas que foram trabalhados durante o projeto contribuem para a formaçãode mentes narrativas e a categorização que aparece neles possibilita aosalunos meios para aprender sobre o mundo a sua volta e assim ampliar o seuconhecimento de mundo.
  40. 40. 40 O ato de contar e recontar histórias foi uma experiência fantástica, poisos alunos da unidade após o momento de contação de histórias reproduziamoralmente a narrativa e também as representavam. Assim fica clara acontribuição que este momento traz para as crianças desenvolvendo nelas oespírito cooperativo, a oralidade, e a organização do pensamento.
  41. 41. 41 Referências BibliográficasABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil Gostosuras e Bobices – 5ª edição.Editora: Scipione – 2002.BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas – 8ª edição. Editora:Paz e Terra – 1990.LAJOLO, Marisa; ZILBERMAM, Regina. Literatura Infantil Brasileira Histórias eHistórias – 4ª edição. Editora: Ática – 1988.KISHIMOTO, Tizuko Morchida, Narrativas infantis: um estudo de caso em umainstituição infantil, São Paulo, Educação e Pesquisa, v.33, n.3, p. 427-444,set./dez.2007.
  42. 42. 42 Obras consultadasABRAMOVICH, Fanny, As melhores histórias de Irmãos Grimm e Perrault, 1ªedição, São Paulo, Nova Alexandria, 2004.COSTA, Marta M, Metodologia do ensino da Literatura infantil, 20ª edição,Curitiba, IBPEX, 2007.REGO, Tereza C. VYGOTSKY UMA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURALDA EDUCAÇÃO, 14ª EDIÇÃO, Rio de Janeiro, 2002.
  43. 43. 43Apêndices
  44. 44. 44 A importância da literatura infantil na maternal1) Qual a sua opinião sobre a importância das histórias infantis?a- ( ) As histórias infantis ajudam na formação do futuro leitor.b- ( ) As histórias infantis ajudam na formação pessoal do aluno.c)-( ) As histórias infantis não contribuem para o desenvolvimento da criança devido afaixa etária. Pesquisa sobre a Importância da História Infantil Quantidade de votos 15 10 10 8 5 0 0 A B C Alternativas A B C2) Os contos de fadas possibilitam de fato a aprendizagem do público infantil?a- ( ) Sim, parcialmenteb- ( ) Não contribuic- ( ) sim, integralmente Pesquisa sobre a Importância da História Infantil 15 Quantidade de 10 10 votos 5 1 0 0 A B C Alternativas A B C3) Qual seu grau de formação?a-( ) Ensino médio ou técnico ( magistério)b-( ) Ensino superior incompletoc-( ) Ensino superior completo
  45. 45. 45 Pesquisa sobre a Importância da História Infantil Quantidade de votos 6 5 4 3 3 2 0 A B C Alternativas A B C4) No que o momento de contação de história pode contribuir para a criança?a-( ) No desenvolvimento da oralidadeb-( ) No desenvolvimento da lúdico ( imaginação)c-( ) No desenvolvimento afetivod-( ) Todas as alternativas estão corretas Pesquisa sobre a Importância da História Infantil Quantidade de votos 15 11 10 5 0 0 0 0 A B C D Alternativas A B C D5) Antes do momento da contação como é realizada a escolha do livro?a-( ) Livros com histórias extensas ( longas)b-( ) Livros com muitas figuras, que prendam a atenção das crianças.c-( ) Livros com histórias curtas
  46. 46. 46 Pesquisa sobre a Importância da História Infantil 15 Quantidade de 10 votos 10 8 5 0 0 A B C Alternativas A B C6) No momento das histórias, quais recursos utilizados?a-( ) Livrob-( ) Fantoches, caixa de históriasc-( ) Vídeos e cd de áudio Pesquisa sobre a Importância da História Infantil 11,5 Quantidade de 11 11 votos 10,5 10 10 10 9,5 A B C Alternativas A B C7) No momento da escolha da história quais são os critérios estabelecidos peloeducador.a-( ) Somente pela preocupação de cumprir com o planejamentob-( ) Para trabalhar aspectos vinculados com a Missão da escolac-( ) Contar só para distrair
  47. 47. 47 Pesquisa sobre a Importância da História Infantil 15 Quantidade de 11 votos 10 5 0 0 0 A B C Alternativas A B C8) Quando são realizadas as reuniões pedagógicas na U.E.?a-( ) Semanalmenteb-( ) Quinzenalmentec-( ) Mensalmente Pesquisa sobre a Importância da História Infantil 15 Quantidade de 11 10 votos 5 0 0 0 A B C Alternativas A B C9) Nos momentos de reuniões pedagógicas há formação continuada para a equipe?a-( ) Não, são discutidos apenas os problemas da escolab-( ) Sim, são discutidos textos e projetos que estão sendo desenvolvidos na U.E.c-( ) O tempo é utilizado somente para o aspecto burocrático, preenchimento dedocumentos
  48. 48. 48 Pesquisa sobre a Importância da História Infantil 15 Quantidade de 11 votos 10 5 0 0 0 A B C Alternativas A B C10) Existem projetos relacionados a leitura na U.E? Quais?a-( ) Simb-( ) Nãoc-( ) Em processo de elaboração Pesquisa sobre a Importância da História Infantil 15 Quantidade de 11 10 votos 5 0 0 0 A B C Alternativas A B C11) Para o momento de contação de histórias, como é realizada a preparação?a-( ) Leitura antecipadab-( ) Escolha da história sem preparação antecipadac-( ) Leitura antecipada e programação para o desenvolvimento da atividade
  49. 49. 49 Pesquisa sobre a Importância da História Infantil 15Quantidade de 11 10 votos 5 0 0 0 A B C Alternativas A B C
  50. 50. 50 Índice de fotos1- Maquete do João o pé de feijão....................................................282- Alunos brincando com a maquete.................................................283- Alunas dialogando, como se fossem os personagens..................284- Aluna colocando o João para subir no pé de feijão.......................285- Trabalho com caracterizações (pequeno e grande).......................296- Plantação de feijão, atividade prática.............................................297- Roda de conversa antes de iniciar o conto.....................................308- Alunos desenhando as partes que compõe a cabeça.....................319- Desenhos feitos pelos alunos...........................................................3110- Preparação da massinha de modelar...............................................3211- “Pondo a mão na massa”..................................................................32.12- Maquete feita com a massa de modelar............................................3313- Fantoches de palitos..........................................................................3314- O faz-de-conta invade a sala de aula, “O patinho feio na maternal”.3315- Aluna caracterizada de Branca de Neve reconta a história.................3416- Maçã para o suco.................................................................................3417- Preparando o suco.................................................................................3418- As educadoras auxiliando os alunos durante a atividade......................35
  51. 51. 51

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