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O livro "Minha Missão. Minha Vida" é uma coletânea de experiências vividas por jovens Missionários da Estaca Rio Branco Brasil de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons).

O livro "Minha Missão. Minha Vida" é uma coletânea de experiências vividas por jovens Missionários da Estaca Rio Branco Brasil de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons).

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  • 1. 1
  • 2. 2 Estaca Rio Branco Minha Missão Minha vida São Paulo - 2013
  • 3. 3 Prefácio Estaremos relatando neste livro as experiências que ocorreram na vida de jovens de A igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – Estaca Rio Branco – Brasil, que foram designados a diversos lugares do país e do mundo para servir de forma diligente e integral ao próximo. Um serviço abnegado e totalmente voluntário, tendo por objetivo pregar o evangelho de Jesus Cristo e as boas novas da Restauração da Igreja do Salvador nos Últimos. O principal objetivo é incentivar os jovens da Estaca Rio Branco - Brasil a se prepararem de forma adequada para servir uma missão de tempo Integral. As experiências aqui narradas são de cunho pessoal e de total responsabilidade de seus autores. Espera-se que a leitura possa inspirar os jovens da igreja a ser um representante do Salvador no campo missionário. Pais, líderes e amigos são convidados a partilhar destas experiências e fortalecer o testemunho sobre a obra missionária. Por Celso F. Oliveira Especialista Histórico da Estaca Rio Branco – Brasil (Organizador da Obra)
  • 4. 4 Mensagem da Presidência da Estaca A oportunidade que nosso Pai Celestial proporciona a todos os jovens da igreja ainda no renascer da juventude é provar a sua fé servindo uma missão de tempo integral de forma diligente e digna de representar a Igreja de Jesus Cristo. O conselho do Presidente Monson, nosso Profeta é: Aconselho-os a olhar para o farol do Senhor. Não há nevoeiro tão denso, nem noite tão escura, nem ventania tão forte, nem marinheiro tão perdido, que o farol do Senhor não possa resgatar. Ele brilha em meio às tempestades da vida. Ele chama, dizendo: “Este é o caminho para a segurança. Este é o caminho para casa”. Ele envia sinais de luz facilmente vistos, e nunca falha. Se forem seguidos, esses sinais vão guiá-las de volta ao seu lar celestial. (A Liahona maio-2012) Nosso desejo é que todos os jovens possam ouvir esses conselhos de um Ungido do Senhor para representar não só a Estaca Rio Branco - Brasil e suas famílias, mas ser um verdadeiro representante de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Igreja, trazendo uma mudança vigorosa não só para as famílias que irão batizar, mas também para sua própria família e para você mesmo, bênçãos eternas. Com Amor, Ivanilson Cavalcante Presidente William Wilkie A. da Costa Antonio Victor de Queiroz 1º Conselheiro 2º Conselheiro
  • 5. 5 Mensagem da Presidência dos Rapazes da Estaca O Senhor convocou todos os rapazes ao trabalho missionário. A seção 4 de Doutrina e Convênios não deixa dúvidas sobre a importância desta obra. Entendemos que servir uma missão é a maior prova de amor que um rapaz pode demonstrar ao nosso Pai Celestial e ao Próximo. As bênçãos que um missionário recebe durante a missão e pós-missão são inquestionáveis e eternas. A Presidência dos Rapazes clama altamente: Rapazes da Estaca Rio Branco, sirvam missão! Nosso Pai Eterno deseja derramar todas as bênçãos que um missionário merece. Não deixe que as dúvidas tomem conta de sua decisão. Prepare-se dignamente, física e intelectualmente. Estude as escrituras. Ore todos os dias. Confie no poder do jejum e na força de sua fé. Nosso desejo é que as experiências aqui relatadas sejam uma inspiração em sua missão. E que possa servir de exemplo nesta vida e por toda a eternidade. Com Amor, Celso F. Oliveira Presidente Iranildo F. de Oliveira Allan Rogério V. dos Santos 1º Conselheiro 2ª Conselheiro
  • 6. 6 Mensagem da Presidência das Moças da Estaca A vida de Jesus Cristo foi um perfeito exemplo de trabalho missionário durante seu ministério na terra, Ele ensinou o evangelho o tempo todo, em todos os lugares e a todas as classes de pessoas. Em outubro de 2012, o Presidente Thomas S. Monson anunciou na Conferência Geral que as moças da Igreja poderiam começar o serviço missionário de tempo integral aos 19 anos de idade. Toda moça capaz e digna, que tenha o desejo de servir pode ser recomendada para o serviço missionário, embora o serviço missionário seja um dever do sacerdócio. Um dos programas que irá prepará-las a servir missão dando a oportunidade também de se prepararem durante a adolescência para a opção do serviço missionário é o cumprimento fiel do Progresso Pessoal. Podem estabelecer em sua própria vida altos padrões morais de vestir, falar e agir, devem ser um exemplo de retidão em todas as coisas e em todos os lugares. Nossas moças podem influenciar o comportamento dos rapazes os incentivando a servirem missão de tempo integral. Ao servirem uma missão adquirirão experiências que mudará suas vidas. Preparem-se para servir. Mantenham-se limpas e dignas de representar o Salvador. Estudem as escrituras. Participem do seminário/instituto, estejam em sintonia com o Espírito do Senhor. Sejam obedientes aos seus pais e aos seus líderes. Ouçam os conselhos do Nosso Amado Profeta e coloque-os em prática em suas vidas. Amamos e oramos por vocês. Erivan Freires Pereira Presidente Maria José de M. Magalhães Carla Alessandra C. Loureiro da Silva 1ª Conselheira 2ª Conselheira
  • 7. 7 SUMÁRIO Prefácio...................................................................................................3 Mensagem da Presidência da Estaca .....................................................4 Mensagem da Presidência dos Rapazes da Estaca.................................5 Mensagem da Presidência das Moças da Estaca ...................................6 Alex Batista Moura .................................................................................8 Cássio da Silva Parra Galvão...................................................................9 Celso Freitas Oliveira ............................................................................13 Cynthia Taumaturgo Carrazoni.............................................................16 Daniella Batista Russo...........................................................................19 David Lima de Oliveira..........................................................................22 Hasseny da Silva Melo ..........................................................................23 Jackson Alves da Costa .........................................................................24 Jakson Rodrigues ..................................................................................26 Jefferson Araujo de Moura...................................................................28 Jordan Alves do Valle............................................................................29 Jose Alexsandro Campos Loureiro........................................................31 Leonardo Pimentel ...............................................................................35 Marcilio Silva de Souza .........................................................................37 Marcos Rocha Gomes da Silva..............................................................39 Maurício da Cruz Gambatto .................................................................40 Moisés Nascimento da Silva.................................................................42
  • 8. 8 Alex Batista Moura Missão Brasil – Belo Horizonte Leste (2001-2003) Élder Moura Em agosto de 2002, fui transferido para uma cidade chamada Nanuque em Minas Gerais. Esta cidade fazia divisão com o estado da Bahia. Lá era muita ladeira. Ou você subia ou descia. As casas eram feitas em cima de pedras, pois uma região muito montanhosa, não tinha outra opção a não ser subir e descer. Três meses se passaram, num trabalho intenso e cansativo, comecei a sentir grandes problemas no joelho, de tanto subir e descer morros, meu joelho já estavam inchados, e passava a noite muitas vezes em claro por causa da dor. Fui ao médico e ele disse que não tinha mais condições de andar. Chorei muito, pois o problema no joelho faria com que eu terminasse a missão mais cedo. Então, cheguei em casa e pedi ao meu companheiro para me dar uma bênção para eu ser curado e continuar trabalhando na obra do Senhor. Meu companheiro disse que seria quase impossível, pois ele ouviu o que o médico disse e ele viu a situação do meu joelho, que estava muito inchado. Prestei meu testemunho a ele e pediu para fazermos uma oração ao Senhor e depois ele me deu a bênção. Ele fez a oração e depois ele impôs as mãos sobre minha cabeça e deu a bênção. Lembro-me até hoje das palavras: “Pela autoridade do sacerdócio de Melquisedeque, seja curado em nome de Jesus Cristo (...)". Após a bênção peguei minha bolsa de escrituras e fomos trabalhar. Não senti mais nada no meu joelho. FUI CURADO! Até hoje não sinto nenhum problema no meu joelho. Disso testifico. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
  • 9. 9 Cássio da Silva Parra Galvão Missão Brasil - Rio de Janeiro/RJ (2009-2011) Élder Galvão A minha vida quando entrei na igreja sempre foi um milagre, desde meu batismo e antes, durante e pós-missão. Cada vez mais sinto o céu perto de mim. Batizei-me com 14 anos. Não acreditava em nada! Fui batizado por nunca ter passado pelas águas na vida. Minha mãe falava que eu era “danado” por não ser batizado. Meu irmão mais velho disse que acreditava e eu acreditei nele, mas sem um testemunho. Não sabia o porquê, mas sentia algo forte todos os domingos. Um sentimento de compromisso com Deus. Tive um grande amigo que me ajudou muito, se chama Igor, filho do Presidente Cavalcante. Ligava pra gente nos incentivando a ir pra igreja e para seminário. Poucas pessoas acreditavam que eu ia ficar firme. Mas tive uma professora do seminário “arrojada”. Depois de dois anos de membro e ainda sem um testemunho, tinha faltado somente uma vez a igreja onde o remoço foi tão grande que esse número não aumentou. No terceiro ano do seminário, era sobre o livro de mórmon. Houve uma batalha de discussões sobre o livro até que seu testemunho me tocou e li o livro de mórmon. Nesse mesmo ano eu sabia que o livro de mórmon era o livro mais perfeito da face da terra e que a bíblia é a palavra de Deus quando corretamente traduzida. Ela queria que eu fosse para missão. Ela somente ouvia não. Eu bagunçava tanto que a Irmã Augusta (professora do seminário) parava de dar aula dizendo que não tinha mais espírito. Dizia que não ia mais dar aula do seminário. Mas ela parava, pensava e falava: Vou continuar dando aula do seminário porque sei que um dia você vai ser um missionário! Fiz os quatro anos de seminário. Os 3 últimos anos completo e a maioria das vezes sozinho. Amigos de rua perguntavam por que eu ia e não podia faltar nenhuma aula? Respondia: Num sei. Só sei que tenho que ir! Os acampamentos, pernoites e atividades da Estaca me fortaleceram muito, mas principalmente o acampamento, com menos de um mês de membro fui para o meu primeiro. Quem foi nessa época nunca vai esquecer-se dos crocodilos espirituais e principalmente da
  • 10. 10 incrível obediência de Adão ao fazer um holocausto para o Senhor e o anjo veio lhe perguntar o motivo e Adão disse que não sabia exceto que o Senhor ordenou. Murmurava muito, mas no final obedecia porque sempre se lembrava dessa historia. Meu lema: Só segue o líder! Sempre tive duvida de ir pra missão, mas somente no acampamento essa duvida ia diminuindo e o desejo de ir pra missão iria aumentando. Em 2008 foi feito um “rala” da 00:00 até as 5:30 da manhã. Muitos desistiram e sobrou somente 7. Foi falado sobre os guerreiros de Helamã e a coragem deles, no final o Walderlan Lima, Bispo da ala 6 de Agosto, falou que devíamos ser fortes homens assim como aguentamos o rala e que na missão algumas vezes teremos que suportar dificuldades. A madrugada toda nos incentivou a irmos para missão. Os líderes prestaram testemunho de suas missões. Lembro que Joseph ao ler Tiago 1:5, afirma que nenhuma escritura tocou tão profundamente seu coração igual aquela no dele. Não sei se posso comparar, mas nenhuma atividade me fez mudar tanto como aquela naquele momento. Saí de lá convicto de que iria fazer uma missão. Assim como Joseph iria orar pra perguntar a Deus. Foi chegando a época de me preparar. Não houve aquele empurrão. Hoje você fala que quer ir para missão, já dão todo o suporte. Comigo ninguém sabia onde arrumar os papéis; depois de um mês procurando com diligencia o chamado finalmente achei. Fiz todos os exames na fundação, e o Doutor Astrogilzo me ajudou pedindo para um médico amigo dele assinar meus papeis. Enviado o chamado, ele chegou faltando 15 dias para partir. O motivo era que o Presidente Simão tinha viajado e o documento foi enviado para casa dele quando ele retornou sua casa tinha sido roubada. Dias depois ele achou meu chamado, do Isaac e do Lameque debaixo da cama dele. Jogando um vôlei na estaca recebi a papelada - Missão Brasil - Rio de Janeiro. Não tinha nada. Meu bispo Helder comprou meu óculos. Ganhei um terno do bispo Kay Choy; algumas roupas do pessoal e uma bota do “Bido”; o dinheiro que tinha não comprei nada dei tudo para contribuir para missão e comprar investiduras. Quando pensei que estava tudo certo 3 dias antes de partir meu Presidente da Estaca falou que eu não iria. Não estava preparado. Fui apontado de fazer um jornal do acampamento onde tinha algumas coisas desagradáveis. Não fui o editor; não compartilhei informação
  • 11. 11 inadequada, e ainda falei para não colocar essas coisas, mas acabei sendo culpado. Chorei muito na entrevista e fizemos um acordo. Eu teria que escrever uma carta de desculpas e viver como um missionário. Não o questionei e como sempre só segui o líder. Saí da Estaca e um monte de amiga querendo me abraçar. Eu não! Não! Não faça isso! Tenho que viver como missionário e sai rumo a parada chorando. Ninguém entendendo nada. Aquele dia era praticamente minha despedida. Cheguei em casa li os ensinamento de Joseph Smith e me acalmei um pouco vendo que ele passou por coisa pior. Na segunda fiz um jejum; terça almocei e quando iria começar outro, ouvi uma voz dizendo que não precisava, você vai pra missão! Escrevi a carta entreguei e para o presidente. Estava tudo bem. E como sempre disse para meus amigos, segue o líder, por isso vivi uma grande experiência na minha vida e fui pra missão com muito espírito. Meus amigos e amigos do Isaac cantaram meia noite no aeroporto “Ó élderes de Israel”! Ninguém nunca vai ter nessa vida uma experiência de missão sem ter estado nela. É um verdadeiro progresso e ensinamento de vida quando você realmente se dedica ao Senhor. Testifico que aquele que vai com leviandade e frivolidade vai e volta em vão. Não sabia quem era Cristo até ir pra missão. Sabia falar muito bem sobre sua expiação, mas eu não sentia isso em minha vida. Orei muito. Perguntava ao Senhor varias vezes se tudo era verdade! Todas às vezes Deus me confirmava com um forte sentimento. Estudei muito sobre a vida de Cristo e me emociono todo vez ao lembrar no que ele passou. Tive muito sorte de ter o Presidente Bezerra e Síster Bezerra como líder. Aprendi que a fé move montanhas e que as montanhas da vida são as dificuldades que movemos com nossa fé, e que tudo nessa vida é resultado. Tive oportunidade de ser líder de zona onde senti mais forte o que é ter responsabilidade e hoje consigo administrar minha vida muito bem. Agora presto meu testemunho que está é a igreja do Mestre. Ser missionário é ser um representante oficial de Cristo. Os anjos estavam ao meu redor. Vi o céu aberto para o povo do Rio de Janeiro. Terra santa e maravilhosa. Ele realmente nos ama e muito. Ele nos ouve e nos atende. Ouvi muitas vezes sua resposta através do espírito santo que nos guia; presenciei o maior milagre da vida, a conversão de pessoas, sendo batizadas. Deus cuidou muito bem de minha família. Eu jamais
  • 12. 12 poderia fazer melhor. Acabou com a pobreza que por muitos anos nós passamos. Digo a todos: Só vai e só batiza! Quando nosso foco é realmente salvar almas todo o resto muda. Pensamentos, atitudes e visões. Tudo progride. Nunca usei o tempo de jantar das 5 às 6 horas da tarde com medo de perder a oportunidade de salvar uma alma. Quer ser homem abençoado? Vai pra missão. Honre o Senhor e ele o honrará. Quão maravilhoso é ouvir: Vocês não são missionários! São anjos de Deus que vieram na minha casa. Eu estava esperando! Eu quero ser batizado! Agora sei da verdade. Gostaria de dizer a cada jovem que assim como meu bispo Régis disse uma vez “Quando todo mundo não acreditar em você, eu acredito” Quando olho para os rapazes da estaca vejo homens! Vocês são homens. Joseph foi chamado com 14; O profeta Samuel com 12 anos; Moroni com 16 anos liderou exércitos. Vocês são guerreiros de Helamã desta dispensação. Lutam uma das maiores guerras espirituais, reservados por Deus antes mesmo dessa. Seu chamado é ser um grande missionário. Não frustrem essa pré-ordenação. Permaneçam inabaláveis e inamovíveis e permaneçam em lugares puros; vivam a lei da castidade e paguem o dizimo. Isso vai fortalecê-los. Não decepcione Deus. Agradeço a família que me apoiou e aos líderes! Testifico em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 13. 13 Celso Freitas Oliveira Missão Brasil - Salvador Sul/BA (2005-2007) Élder Celso Fui chamado e designado para servir na missão Salvador Sul- Brasil no período de 2005 a 2007. Minhas maiores dificuldades antes da missão foram às dúvidas. Minhas visões de um “falso progresso e desenvolvimento”. Contudo, o bispo Odilon Ferreira, Ala Esperança, fez toda a diferença na minha vida. Tirou-me as dúvidas e chamou-me ao arrependimento. Sou muito grato a ele por isso. Não posso afirmar que fui o melhor missionário que já teve. Mas posso testificar que fiz o necessário para nosso Salvador aceitar minha missão. Aceitar meus dois anos de amor e dedicação exclusiva a obra missionária. Minha missão foi perfeita e com inúmeras experiências. Geralmente não falo das dificuldades que enfrentei, mas sinto que devo compartilhar. Quem sabe poderei ajudar você a ter mais força e fé na hora de superar os desafios. Certo dia, ainda no CTM, tive um grande sangramento pelo nariz. Foi de repente e sem explicações. Com receio de ser enviado para casa, fiquei em silencio. E uma preocupação latente. Já com três meses de missão, treinando um missionário Americano, tive uma grave lesão no joelho direito. Andei até quando minhas pernas permitiram. Já no limite, liguei ao Presidente de missão e falei a situação. Ele falou que esse problema não se resolveria na missão. Deveria eu voltar para casa. Isto me deixou mais aflito que minhas dores. Pedi um prazo. Não entrei mais contato e passei cerca de 2(duas) semanas em casa sem poder andar. Com fé, jejum e oração, após um procedimento clínico, melhorei o suficiente para trabalhar. Nesta mesma época, na área Sumaré - Estaca Vitória da Conquista - Brasil, voltei a sagrar pelo nariz e não conseguia dormir adequadamente. Ao consultar um otorrino, recebi um triste diagnóstico: A leishmaniose que tinha pegado quando criança na perna – deixando uma enorme cicatriz – estava ativo na cartilagem do nariz, ocasionando uma considerável perfuração no septo nasal. Uma grave doença que não tratada de emergência poderia tomar conta de minha face, podendo rapidamente levar-me a óbito.
  • 14. 14 Certamente questionamentos a Deus não faltaram. Lágrimas e preocupação também. A cidade mais próxima para fazer o exame localizava-se a mais de 200 Km de Vitória a Conquista - BA. Tratamento não existia onde eu estava. Como faria eu? Mesmo sem saber o que fazer o trabalho devia continuar. Na mesma semana, ao ver uma lista de mais de 500 (quinhentas) referências de cartão da amizade, escolhi uma senhora de nome Vera Lúcia. Num bairro muito distante. Ao entrar em contato com ela, sentimos que ela aceitaria o evangelho. Batizamos duas filhas dela. Fernanda e Jamilly. Por mais que ela me tratasse como filho, não quis se batizar. Contudo, eu logo compreendi porque o senhor colocou esta senhora em minha vida. Ela trabalhava num centro especializado em doenças. Este centro encaminhava os pacientes para a cidade de Jequié-BA, para ser tratado e acompanhado com um dos especialistas mais conceituado do país em infectologia. Tão logo ao saber de minha situação, ela providenciou um encaminhamento e foi urgentemente conduzido para fazer um consulta no centro de referencia na doença em Jequié-BA. Ela foi colocada em minha frente por Deus para que eu pudesse ser tratado. O tratamento resumia-se em tomar durante 30 ( trinta) dias 2 ( duas ) ampolas na veia com 250 ml de soro. Para se aplicado deveria eu passar diariamente pelo médico. Para que isso acontecesse tinha que ir de segunda a segunda enfrentar a fila de um hospital de urgência e emergência. Às vezes demorava 3 a 4 horas de espera. Uma rotina que me deixava cada vez mais fraco e sozinho em meu sofrimento. A sombra de voltar para casa sem concluir meu tempo estabelecido deixava-me aflito. Mas nunca murmurei. Apenas conseguia enxergar o milagres que aconteciam em minha vida durante este momento de provação. Geralmente os pacientes precisam fazer o tratamento por 60 dias. Em trinta dias já apresentava uma melhora considerável. Continuei tomando apenas pílulas controladas. Todos os meses, deveria eu, de onde estivesse, retornar a cidade de Jequié para avaliação e controle da doença. Já com quase um ano de missão, meu joelho voltou a dar problemas. Desta vez parecia irrecuperável. Foram quase 3 (três) semanas com dores insuportáveis. Tive que sair da cidade de Itapetinga-BA e viajar para Salvador-BA. Nesta fase, já tinha um novo
  • 15. 15 Presidente de Missão. Implorei a ele que me desse a oportunidade de concluir minha missão. Sabia que eu podia. Sabia que eu devia. Após a avaliação de um especialista deveria eu passar por uma artroscopia no joelho o mais rápido possível para correção do menisco. Outras lesões foram diagnosticadas, mas eu só precisava que me deixasse apto a pregar o evangelho. O presidente autorizou o procedimento. Passei mais de mês andando de muletas. Minha casa era no terceiro andar. Todo o dia enfrentava essas escadas. Mais de 3 ( três) meses de fisioterapia. A dor foi minha companheira até o fim da missão. Muitas lágrimas foram derramadas. Muitos companheiros sofreram comigo. Outros não entendiam minha persistência. Outros voltaram para casa com problemas parecidos. Mas eu sabia e o Senhor sabia que todas essas provações seriam para meu bem. Seria para meu progresso. Entendo que deveria ser assim. Ainda hoje sinto minhas súplicas. Ainda hoje tremo ao imaginar que poderia ter desistido. Não fui o missionário que mais batizou na missão. Também não deixei de ensinar e batizar devido meus problemas. Eles não influenciaram em meu desejo de servir a Deus. Várias vezes, mesmo sem forças para continuar, quando aconselhado por meu Presidente que voltaria eu honrado, devido meus problemas de saúde, eu não hesitava em continuar firme e com ânimo. Essa é minha situação perante Deus. Jamais poderia eu questionar um jovem que volta para casa devido um problema de saúde, ou que não vai por esse motivo. Apenas testifico que o Senhor deixou ferramentas espirituais para vencer os desafios. Não fiquei firme na missão para ser um exemplo de sacrifício. Prossegui firme porque sabia que eu podia. Que eu devia. Da mesma forma é você. Sei que meu Salvador e Redentor vive. Precisamos demonstrar amor por nosso próximo. A maior prova de amor que um jovem pode demonstrar em sua mocidade é servindo uma missão honrada de tempo integral. Disso testifico. Em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 16. 16 Cynthia Taumaturgo Carrazoni Missão Brasil - Porto Alegre Norte/RS ( 2010-2012) Sister Carrazoni Ultimamente eu to escutando muito sobre pessoas que estão esperando por nós para conhecer o evangelho. Vou contar uma experiência que eu tive no inicio da missão. Eu nunca acreditei muito quando me falavam que pessoas estavam me esperando pra conhecer o evangelho! Mas no inicio da missão eu vi que isso realmente é verdade! Quando estava com 2 (duas) semanas no campo missionário fomos na casa de uma irmã que estava menos ativa, afim de conseguirmos algumas referencias. Ela nos deu uma referencia de uma família que morava bem próximo de sua casa. Uma família com situação financeira bem difícil. Eles eram bem pobres! Então fomos lá com o intuito de dar um presente e conhecê-los. Batemos palmas, e fomos recebidas muito bem pela dona da casa. Ela mandou entrar e sentar... Ela pensou que éramos testemunhas de Jeová, mais explicamos que não éramos... Ela começou a contar a historia da vida dela. Ela tinha uma neta (filha), que a mãe tinha abandonado no hospital porque a criança tinha hidrocefalia, e mais alguns problemas de saúde. Quando a criança teve alta do hospital, ela decidiu adotar a criança e cuidar. Ela criava mais alguns netos (filhos), era uma família sem estrutura. Ela começou a narrar a dura jornada com a menina cujo nome é Eduarda ( Duda). O médico tinha dado no máximo três anos de vida pra Duda. Ela não conseguia comer, e não conseguia andar, pois tinha a coluna aberta. A Duda tinha uma válvula na cabeça que fazia com que a água que ela tinha na cabeça saísse. Essa válvula levava o liquido ate o estomago, por isso ela não conseguia comer. Era uma situação muito difícil; eram remédios muito caros para Duda. Eles passavam muita dificuldade por causa dessa doença! Uma das filhas mais velhas que não morava na mesma casa, afirmava que me conhecia. Que tinha certeza que me conhecia. Mas não tinha como,
  • 17. 17 eu só estava ali a 2 (duas) semanas. Porém parecia que eu conhecia aquela família há séculos, tudo era muito familiar. Escutamos todo o seu sofrimento e ensinamos sobre o Plano de Salvação. No final da lição eu senti que deveria fazer uma promessa pra essa família Eu peguei um Livro de Mórmon da bolsa; segurei olhei para irmã e fiz a promessa usando o poder e a autoridade que uma missionária possui: "Irmã Ivonete, como representante de Jesus Cristo, prometo que se a senhora ler o Livro de Mórmon todos os dias em sua vida, a Duda vai crescer saudável. Só basta à senhora fazer a sua parte pro Senhor cumprir essa promessa. A senhora aceita ler o Livro de Mórmon pra ser abençoada nessa vida?" Simples promessa que mudou a vida dessa família! Muitas coisas aconteceram no tempo que eu ainda estive por lá, mas a criança já tinha tido uma melhora com a leitura diária do Livro. Infelizmente eu precisei voltar pra casa por problemas de saúde. Recebi a noticia que essa irmã não queria mais receber as Sísteres. Não sei por qual motivo. Fiquei bem triste com essa noticia e a cada dia eu sentia que precisava encontrar aquela família! Fiz meu tratamento e voltei pra missão e pra minha surpresa voltei pra mesma área. Mas aquela família não estava mais na mesma casa. Eu sempre tive a vontade de encontrá-los novamente. Em um domingo, andando por um bairro da área, encontrei um dos filhos daquela família. Falei bem animada com ele e perguntei onde estavam morando. Ele me levou ate lá e entrou pra chamar sua mãe. Ela saiu com uma cara bem fechada, porque o menino só falou que as Sísteres estavam chamando. Contudo a me ver, um lindo sorriso se abriu. Eu senti o amor daquela mulher. Ela nos recebeu muito bem, mandou entrar e quando entramos, ela gritou: Duda vem aqui! E para minha surpresa, aquela criança que não podia andar, que não falava, que não comia já estava correndo, depois de 3 (três) meses que eu tinha saído dali. Eles estavam em uma situação financeira muito melhor; uma casa melhor.
  • 18. 18 Em nossa conversa eu perguntei o que tinha acontecido para toda aquela mudança e ela respondeu: "Eu continuo lendo o Livro de Mórmon todos os dias; eu empresto o Livro de Mórmon para as pessoas lerem; eu falo sobre o Livro de Mórmon pra todos. Eu posso não ter me batizado na igreja de vocês, mais eu sei que é verdadeira e vocês mudaram minha vida." Eu sempre digo: Essa família é minha. Eu os amo muito. Sou grato pelo Senhor ter permitido eu ter ótimas experiências. Nós prometemos achar pessoas enquanto estávamos na pré-existência. Só precisamos fazer nossa parte e o resto é com o Senhor! Fiz uma missão me sacrificando. Minha saúde era bem fraca, mas cada vez que eu tinha uma experiência dessas, eu via o amor que o Senhor tem por seus filhos. Todas as dores que eu sentia todos dos dias eram amenizadas. No final da missão eu não aguentava mais andar, mesmo assim, decidi que iria terminar a missão nem que eu voltasse de muletas. Em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 19. 19 Daniella Batista Russo Missão Brasil – Campinas/SP (2009 – 2011) Sister Batista A Estaca Rio Branco - Brasil por ser uma Estaca relativamente recente, muitos jovens da minha juventude na igreja não tinham os pais na igreja. Durante esse período fui instruída por bons líderes e tenho o coração cheio de gratidão por cada um deles. Principalmente minhas líderes da organização das moças que constantemente moldaram-me para almejar ter uma família eterna. Esse desejo crescia gradativamente durante o decorrer dos anos e juntamente crescia um pouco sufocado o desejo de servi em uma missão de tempo integral. Os comentários de amigos “mulheres que servem missão demoram a casar” me deixava um pouco temerosa, pois ter uma família eterna era minha maior meta. Vivia com minha família inativa das atividades da igreja e queria ter um lar onde o evangelho fosse o ponto central de felicidade e bênçãos. Cheguei aos 21 anos. Fui até o presidente Melo o qual era nosso Presidente Estaca. Conversamos sobre muitos aspectos da minha vida e logo comentei o desejo de servi missão. Depois de alguns minutos calado olhando nos meus olhos, respondeu: Esse não é o momento. Você precisa ajudar sua família! Questionei, porém procurei obedecer. Durante aquele ano procurei orar e jejuar mais pela minha família. Tempos muitos difíceis, mas realmente os milagres foram acontecendo. Minha mãe voltou pra igreja com um entusiasmo que há muito tempo não via. Aos 22 anos depois de uma conversa com amigos que tinha recentemente voltado da missão senti um desejo muito forte. Senti que seria uma experiência extraordinária para meu crescimento espiritual, mas ao mesmo tempo sentia temor. Naquele mesmo dia conversei abertamente com Senhor em oração disse que somente conseguiria dormi naquela noite quando recebesse uma resposta. Aproximadamente uma hora de conversa veio uma impressão do espírito muito clara em minha mente: “Escolha as coisas boas e as coisas boas virão até você". Eu sabia o que precisava fazer. Procurei o presidente Melo. Depois de uma longa conversa sentimos que aquele era meu momento.
  • 20. 20 Quando comentei com minha mãe ela não concordou porque naquele momento estava preparando para uma cirurgia e o nosso lar com problema muito tenso, mas logo viu que eu estava decidida e apoiou. Estava com exames quase pronto quando recebi uma ligação do FPE. Minha bolsa tinha sido aprovada. Senti-me tentada a aceitar. Nesse momento tive um forte desejo receber minha benção patriarcal para saber o que Senhor falava sobre missão, mas nosso patriarca ainda não estava habilitado naquele momento. Os milagres continuaram acontecendo em na minha família. Meu irmão que estava inativo voltou depois de uma experiência muito sagrada no acampamento dos adultos solteiros. A conversão dele foi muito repentina logo se preparou para missão e enviou seu chamado. A cada dia que se passava sonhava com lugar diferente e finalmente chegou a grande dia recebi o chamado junto com meu irmão. Recebemos a felicidade de sairmos pra missão no mesmo dia. Minha mãe que estava achando difícil ficar distante de um filho agora seria dois. No CTM é realmente como muito missionários falam o “Céu TM”. Muita instrução e uma boa socialização, mas ainda não dar pra senti o que realmente é a missão. O inicio do Campo missionário é uma fase de adaptação e é o período mais difícil. Muitas vezes me perguntei: Eu escolhi sofrer? Somente quando comecei a entender sobre expiação do nosso Salvador, o amor pelo meu trabalho aconteceu naturalmente. Na semana seguinte à minha chegada ao campo recebi minha benção Patriarcal. O patriarca João Lucas nunca havia me visto antes, mas confirmou a resposta da minha oração. Fui chamada desde pré- existência para ser uma missionária. Esse conhecimento fez total diferença no meu trabalho. A benção patriarcal me fez entender que para mim era um mandamento servir missão . Meu trabalho sempre foi inspirado numa frase que aprendi na preparação missionária, meu instrutor nos ensinou: Guarde as regras e você terá proteção. Guarde os mandamentos e você terá bênçãos. Precisei dessa proteção quando fomos salvas de ataques que um “Pitbull”; quando um caminhão virou na casa do nosso vizinho; quando fomos expulsas e perseguidas por algumas pessoas em uma favela. Testifico que o Senhor cumpriu a promessa de estar a nossa direita para nos guardar e seus anjos ao nosso redor. (D&C 84:88).
  • 21. 21 Precisei das bênçãos para que minha mãe recém cirurgiada tivesse uma boa recuperação. Quando precisei encontrar pessoas eleitas; quando oramos para que Senhor pudesse dar as respostas aos nossos pesquisadores; quando precisei aprender ensinar pelo espírito; quando precisei pedi ao Senhor que Josias aceitasse o evangelho e desistisse de se matar. Você deve está se perguntando quem é Josias? Josias é o meu grande milagre. Um dia andando pelas ruas em Hortolândia na minha primeira aérea, nossos compromissos havia todos caídos. Estava orando pra encontrar pessoa pra ensinar quando viramos a rua encontramos um mendigo. Passamos por ele quando andamos uma quadra senti que devíamos voltar e falar com aquele homem. Quando voltamos encontramos ele chorando dizendo que estava atrás de uma arma porque queria se matar. Falou entre lágrimas de desespero sobre seus problemas. Nossos corações se encheram de compaixão por aquele homem. Falamos do amor de Deus e não hesitamos em falar sobre a restauração do evangelho. Em seguida o convidamos para ser batizado. O espírito era tão forte que estávamos em lágrimas. A resposta foi positiva. Marcamos para encontrá-lo no dia seguinte. Quando voltamos pra casa ficamos perguntando: Onde ele vai dormir? Será que ele vai nos encontrar? Minha companheira encorajou-nos a buscar um milagre e oramos para isso. Voltamos como combinado. Os milagres realmente haviam acontecido, aparentemente era outra pessoa como roupas limpas e barbeado. Não somente sua aparência esta limpa como tava também seu espírito. Havia lido o livro de Mórmon e orado. Comentou que sua resposta mudou o curso da vida. Não tinha mais vontade de morrer, somente viver e nunca havia se sentido dessa maneira. Toda preparação para o batismo durou duas semanas. Entrou nesse longo caminho em busca a vida eterna. O evangelho mudou na sua vida em todos aspectos. Conseguiu um emprego; uma casa para morar e algumas meses depois casou-se com uma fiel irmã . O evangelho muda um homem de dentro para fora. Eu vi isso acontecer e amei viver essas experiências. Minha missão foi o marco principal para conhecer o Mestre. Qualquer homem ou mulher que pudesse sentir amor do Salvador como sentimos na missão, faria tudo pra viver essa doce experiência. Ele vive! Isso é real! Em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 22. 22 David Lima de Oliveira Missão Brasil – Curitiba/PR (2010-2012) Élder Oliveira Gostaria de compartilhar com vocês uma experiência que tive sobre o poder da oração. Durante minha missão nunca tive dúvidas de que o Pai Celestial escuta e responde as nossas orações. Acho que os dos missionários são preferenciais. Quando eu estava em minha quarta área fiz uma meta com meu companheiro que iríamos batizar alguém no dia 25 dezembro, ou seja, no natal. Até então não tínhamos ninguém em potencial, mas sempre estávamos orando para que de alguma forma ele nos mostrasse quem seria essa pessoa. Certo dia quando nós andávamos em uma rua muito movimentada em direção a capela, senti que deveria atravessar a rua. Não tive medo, apesar de ter muitos carros passando no momento, atravessei assim mesmo e logo vi um rapaz no mesmo lado. Senti que deveria falar com ele. O nome dele era João Elias. João estava totalmente preparado para receber e aceitar o evangelho. Ensinamo-lo durante as duas seguintes semanas até o dia do seu batismo que foi no dia 25 de dezembro. Hoje ele é muito firme e assim como vocês ele também estar se preparando para ser um missionário. Logo ele estará servindo ao Senhor e ajudando outros a entrarem por essa porta. Quando oramos sinceramente por aquilo que realmente importa e nos esforçamos ao máximo somos carregados pelo espírito para que os propósitos de Deus sejam cumpridos. Foi exatamente o que eu senti naquele dia. O espírito me carregou. O plano do Pai Celestial para vocês rapazes quando completarem a idade de servir uma missão de tempo integral é de servir! Estejam dignos e preparados para servirem. Essa preparação começou “ontem”. Não tenho dúvidas que esta é a Igreja de Jesus Cristo. Ele é nosso líder! O trabalho missionário traz uma alegria eterna e muita satisfação. Em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 23. 23 Hasseny da Silva Melo Missão Brasil - Porto Alegre Norte/RS ( 1996-1998) Élder Melo Uma experiência com 4 (quatros) meses na missão que poucos tiveram. Eu estava lá graças minha ida a missão. Pude ver e ouvir a poucos metros o profeta Gordon B. Hincklei e o apostolo Richard G Scott. Esperava por se tratar do profeta, uma grande revelação. Ouvi palavras tão acalentadoras do profeta e amorosas. Em suas primeiras palavras ele disse a platéia ansiosa: “Sorriam, vocês estão tão sérios! Vocês representam o Senhor e seu evangelho de boas novas de alegria (...). Então sorriam e demonstrem sua felicidade ao compartilhar o evangelho" Outra experiência magnífica e sagrada para mim aconteceu na Cidade de Santo Ângelo, interior do Rio grande do Sul, cidade com seus costumes religiosos fortes e enraizados na cultura da região e na arquitetura, devido aos padres jesuítas. Minha segunda área como sênior, aos nove meses de missão, em pleno inverno gaúcho com temperaturas negativas alcançando 4 a 6 graus. Meu companheiro era um nordestino (Élder F. da silva) que não conseguia sair no frio, pois tinha chegado recentemente na missão e não estava acostumado com o frio. Lembro-me que este missionário mesmo com os 4 cobertores dele e 2 meus ele ainda tremia de frio na cama. Diante desta situação eu recebi a designação de batizar o que não acontecia a tempo nesta ala. Diante de tal desafio só me restava buscar o senhor em jejum e oração para conseguir ser um instrumento em suas mãos. Trabalhamos!Trabalhamos e os frutos vieram. Mesmo com algumas dificuldades pessoais como um pé torcido e uma infecção intestinal que me deixou hospitalizado por uns 10 dias, o Senhor por meio de mim e os três companheiros (F. da Silva/Elliott/Pimentel) que tive nesta área, fez-me ver milagres acontecerem na ala com o apoio maciço dos membros. Tive 9 (nove) semanas consecutivas com batismos de homens, sendo o primeiro lugar em batismos em contatos e palestras ensinadas e amigos da igreja. Testifico em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 24. 24 Jackson Alves da Costa Missão Brasil - São Paulo Sul/SP (2006 – 2008) Élder Costa Fui transferido para Ala Jabaquara em São Paulo pelo mês de maio de 2007. Até esse período do ano só havia acontecido um batismo. Vendo essa dificuldade, eu e meu companheiro oramos e jejuamos durante a primeira semana. Pesquisando em um livro de área encontramos um casal ainda não casado, mas que já havia frequentado a igreja. Fomos rapidamente visitá-los. Nós os desafiamos para o batismo na semana seguinte, conseguimos realizar o casamento na sexta-feira e o batismo no sábado e os membros da ala ficaram muito felizes. Eu e meu companheiro ficamos felizes e também preocupados, pois não havia mais ninguém para batizar na semana seguinte. Após o batismo fomos para casa e oramos mais uma vez e jejuamos juntos e, suplicamos ao Senhor que atendesse mais uma vez aos nossos pedidos para ter mais almas para batizar. Chegando domingo na capela sem nenhuma perspectiva, assistimos a primeira aula, durante o intervalo estávamos perto da porta e entrou um homem chamado José Antonio da Costa, perguntando se ali era igreja dos mórmons a qual já estava a procura a alguns dias, respondemos que sim e sentimos que seria uma resposta do Senhor a nosso pedido. Levamos para conhecer a capela e ao descer as escadas depois de uma breve explicação sobre a igreja aquele homem perguntou: O que preciso fazer para ser batizado nesta igreja?. E nós respondemos: Haverá uma reunião batismal no próximo domingo. E ele aceitou. Naquele mesmo instante agradecemos ao Pai Celestial por esse milagre. Levamo-lo para conhecer o Bispo e ensinamos sobre a Palavra de Sabedoria, Lei da Castidade e Dízimo e a partir daquele momento ele se dispôs a viver esses mandamentos. Na semana seguinte tudo ocorreu como planejado. Foi uma maravilha e podemos prestar nosso testemunho que quando fazemos nosso trabalho diligentemente o Senhor faz a parte Dele. (D&C 82:10, 3 Néfi 18:20). Presto meu testemunho que essas escrituras são verdadeiras.
  • 25. 25 Em janeiro de 2013 voltei para visitar a missão com a minha família, onde pude visitar a Ala Jabaquara e encontrar o irmão José Antonio da Costa com chamado na igreja, selado no templo com uma missionária retornada e um filhinho. Foi muito gratificante, pois os missionários levam muitas bênçãos a outras almas, mas os principais beneficiados somos nós mesmos que dedicamos dois anos de nossa vida ao Senhor. Só em ver o irmão pude sentir uma grande alegria. Imagino quão grande será minha alegria com ele e sua família no reino do Pai. (D&C 18:15-16). Em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 26. 26 Jakson Rodrigues Missão Brasil – São Paulo Sul/SP (2009-2011) Élder Rodrigues Milagres são reais. Antes de eu ir para missão não imaginava que o Salvador realizasse muitos milagres em minha vida ou mesmo na vida de muitas pessoas. Não tinha aquela Fé que muitos têm ao tomar a decisão de servir uma missão de tempo integral. Comecei até ter esse tipo de Fé e ver que milagres são reais em minha segunda área da missão, na cidade de Cubatão em são Paulo. Eu e meu companheiro Elder Rechi conhecemos um rapaz de 15 anos. Um rapaz que mesmo com pouca idade, mas que já tinha uma cabeça bem formada e que já provia o sustento de seu lar. Conhecemos através de outro rapaz que batizamos logo em minha primeira semana na área. Ensinamos esse rapaz que se chamava Glauco, logo vimos que ele era um rapaz de muita Fé; estudava as escrituras, fazia seminário e outras coisas que nos impressionava. Ele nunca nos deixava conhecer sua mãe, mas sempre dizia que ela apoiava em suas decisões. Até que um dia em nosso estudo de companheiro fomos tocados pelo espírito a irmos á casa de Glauco sem ele estar lá para conhecermos sua família. Ficamos impressionados quando chegamos em sua casa e vimos aquelas condições aonde sua mãe se encontrava em uma cadeira de rodas por um motivo de acidente. Moravam em um pequeno quarto quadrado com mais um filho de 17 anos. Todos passando por necessidade. Não tinha comida, aluguel atrasado há meses, sendo ameaçados de despejo do seu próprio lar! Sua mãe Paula era membro fiel de uma igreja evangélica. Aquele rapaz não acreditava muito que sua mãe um dia pudesse vir a ser membro da Igreja. Começamos a tomar algumas decisões. Eu e meu companheiro recolhemos naquele mesmo dia a maior quantidade de alimentos para eles se manterem por alguns dias. Fomos ate o bispo da Ala onde passamos a ideia de alugarmos uma casa para aquela família ou pagar o aluguel atrasado. O bispo logo nos ajudou com isso. Nós mesmos procuramos uma casa para aquela família. Tivemos alguns problemas, mas que para o Senhor, aquela época era uma época de milagres aonde se comemorava o Natal.
  • 27. 27 Fizemos sua mudança na véspera de natal. Ao caminhamos para casa bem felizes não imaginava o que aquela noite no proporcionaria. Fomos tocados pelo espírito para passamos a noite de natal com aquela Família porque imaginávamos quer eles não teriam uma boa refeição naquela linda Noite de natal. Juntamos todo o dinheiro que tínhamos e compramos peru, arroz e outros tipos de comidas, e fomos para a casa de Paula. Passamos uma linda noite de Natal onde eu meu companheiro prometemos que ao sairmos daquela área iríamos ver a Paula andando e batizada na única igreja verdadeira e restaurada juntamente com seu outro filho Gilmar. Paula teve uma resposta do Pai Celestial de que a Igreja de Cristo é a única verdadeira. Batizou-se. Eu e meu companheiro tivemos que entrar na pia batismal por causa de sua enfermidade se tornando assim uma das minhas melhores experiências batismais. Logo, logo seu filho também foi batizado e no dia que meu companheiro foi transferido daquela área ao irmos se despedir de Paula ela veio no receber de muletas praticamente andando sozinha. Chorei muito nesse dia! Pude ter um testemunho vivo de que milagres são reais. Senti que eu ter ido para missão era um milagre de Deus. Que eu ter sido batizado com oito anos de idade e ter perseverado ate o fim com ninguém de minha família sendo batizada, também era um milagre de Deus. Hoje em dia milagres de minha missão ainda são bem visíveis em minha Vida. Logo que cheguei casei com uma esposa maravilhosa que eu a Amo e eu sei do seu amor por mim. Vou ser pai e mais um grande milagre de Deus esta ser realizando em minha vida e de minha pequena e eterna família. Sou grato por ter servido uma missão de tempo integral e de atualmente servir como conselheiro de um Ramo tão maravilhoso como o Ramo Acre.
  • 28. 28 Jefferson Araujo de Moura Missão Brasil- Salvador Sul/BA (2003-2005) Élder Moura Estava em uma ala chamada Itapuã (Salvador-BA). Nas primeiras semanas recebemos uma referência do irmão Eliezer, de uma família bem especial. O nome da mulher era Rute, e tinha quatro filhas. Fomos com irmão até a casa, eles eram católicos, e Rute demonstrou no momento pouco interesse com a igreja. Quem estava mais disposta a ouvir foi sua filha Tatiane. Ensinamos as mensagens e foram à igreja. Mas Tatiane não tinha certeza do batismo (após duas semanas de visita). Ensinamos para ela sobre o jejum, e que ela poderia saber o que fazer por meio do jejum. Ela se comprometeu a fazer o que pedíamos. Certo domingo, Rute nos convidou para almoçar com eles; aceitamos de bom grado, e após a reunião da igreja fomos todos juntos. Após o almoço, ensinamos a 6ª palestra (na época a última). No final, Tatiane expressou gratidão e disse que era muita grata ao Pai Celestial por ter enviado dois anjos na casa dela, e ter mostrado a verdade pra ela. Após ela ter falado, começou a chorar. Eu me senti tão humilde nesse momento. Meu modo de ver a missão mudou, estava com 3 (três) meses na missão. Senti o espírito muito forte. Lágrimas saíram de meus olhos. O resultado de tudo isso foi maravilhoso. Tatiane foi batizada, após eu ser transferido soube que Rute foi batizada e outra filha dela chamada Daiane. Tatiane casou no templo com Eliezer. Daiane está se preparando para servir missão. E Rute está firme. Nunca vou me esquecer dessa família. Até hoje me comunico com eles. Nunca devemos desistir de ninguém. Ao compartilharmos o evangelho com nosso próximo, não podemos medir em curto prazo a imensidão do resultado que isso acarretará. Gerações serão abençoadas. Até hoje, sinto saudade das famílias que conheci e ensinei. Ainda sinto meu peito arder pelo amor que sinto por cada um deles. Essa é a obra do Senhor. Testifico em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 29. 29 Jordan Alves do Valle Missão Brasil - Rio de Janeiro/RJ ( 2009- 2011) Élder do Valle Para mim uma missão de tempo integral resume-se numa palavra: Consagração. É um tempo de total consagração para o nosso Salvador e para nosso Pai Celestial. Creio que em nenhuma outra época de nossas vidas vamos nos consagrar tanto a eles quanto durante o tempo de nossa missão de tempo integral. Era assim que eu me sentia durante meus 2 (dois) anos de serviço. Mas, na verdade a consagração começou um pouco antes, durante a preparação para a missão. Ao passo que sofremos muitas oposições, tentações e vamos conseguindo superá-las, pelo desejo de servir ao Senhor, cada vez mais eu podia me sentir preparado para ser um missionário. Foi pensando no sacrifício do nosso Salvador, tudo que ele teve que oferecer ao Pai, para demonstrar obediência e consagração, que pude ter força para deixar muitas coisas aqui, como família, amigos, um emprego concursado numa das maiores empresas do país onde estava fazendo carreira, além do meu próprio arbítrio, para me doar inteiramente à obra do Senhor. Eu pensava sempre que o Salvador deu sua própria vida, deu tudo que ele tinha, até mesmo seu espírito, para o nosso Pai. Porque eu não poderia doar um pouco também de mim? A escritura que mais me deu força naquele momento decisivo foi Mateus 19:16-30. Depois que a mensagem dessa escritura penetrou no meu coração nada mais mudaria a ideia de servir como missionário. O Senhor me abençoou muito durante toda minha missão. Tive um Presidente que conhecia seus missionários como um pai conhece seu filho, e sua esposa tão amorosa quanto minha própria mãe. Acredito fielmente na doutrina da Pré-ordenação, é que já conhecia meu Presidente lá na Pré-existência. Também acredito fielmente que quanto mais obedientes ao Senhor, mais somos abençoados, quanto maior o sacrifício, maior é a bênção. Eu rogava ao Senhor para encontrar pessoas para batizar semanalmente, e sempre quando tudo parecia estar perdido, mas quando mantinha a fé e o sacrifício, vinha à bênção como se o Senhor enviasse alguém do céu para batizar. Era incrível. Chegou um ponto da minha missão que eu já compreendia a doutrina da fé, obediência e sacrifício e sabia que essa era a fórmula perfeita para
  • 30. 30 batizar. Enquanto eu não dava tudo que tinha, tudo que podia doar ou sacrificar , parece que o Senhor segurava um pouco seus eleitos. Na missão podemos ver milagres acontecendo quase diariamente, eu pude testemunhar muitos deles. O maior milagre era o da conversão das pessoas, quando o Senhor conseguia mudar corações de “pedra” e transformá-los em corações de “carne”. Aprendi que o medo não pode fazer parte dos sentimentos de um missionário ou um futuro missionário. Não devemos temer nada, devemos ser corajosos e ter o desejo de superar todos os empecilhos que tentam nos atrapalhar para ser missionários e trabalhar nessa obra. Pude aprender muito com outros missionários valentes, que desafiavam tudo para conseguir trazer almas para o reino do Senhor. Sou grato ao Pai pela coragem que tive, para honrar esse chamado que adquirimos lá na pré-existência: Ser um missionário e pregar o evangelho para seus filhos aqui na terra. Sou grato por ter como ultima reunião batismal da minha missão uma família batizada, porque tivemos coragem de simplesmente bater na porta deles, sem nem saber quem eram e desafiá-los ao batismo. Em nome de Jesus Cristo, amém.
  • 31. 31 Jose Alexsandro Campos Loureiro Missão Brasil - Rio de Janeiro Norte/RJ (1994 -1996) Élder Loureiro Antes de ser batizado adquiri um testemunho muito pessoal da veracidade do evangelho restaurado através de um membro da igreja muito “bacana”. Depois nos tornamos muito amigos. Com isso meus lideres me acompanharam muito bem até eu ter a idade de 19 anos para sair e pregar o evangelho. Lembro-me de dois personagens que foram fundamentais na minha preparação, meu presidente de distrito o Pres. Tarciso Freire que disse o seguinte na saída do aeroporto: “Só volte antes do tempo se for dentro de um paletó de madeira”, o que ele quis dizer com isso? É de fundamental importância que o jovem ao sair para uma missão de 24 meses possa ter isso em mente: voltar antes do tempo pode trazer consequências desastrosas para sua vida pessoal e profissional. É de grande importância terminar o que começamos. Isso nos traz muita segurança. Outra pessoa que me ajudou bastante foi meu presidente de ramo o Pres. Cavalcante. Envolvendo-me em atividades, projetos de serviços e fazendo o acompanhamento espiritual. Na saída do aeroporto ele me presenteou com um conjunto de escrituras. Esses dois lideres, eu os amo bastante, porque realmente se importaram comigo. Quando cheguei à missão, tudo é muito novo e diferente. Recebi um companheiro muito “bacana” o Elder Lynn. Muito dinâmico e dedicado no trabalho. Ensinamos muitas pessoas durante os 21 dias que ficamos juntos. Logo foi transferido e recebi outro companheiro. Num dia normal em Campos dos Goitacazes/ RJ, andando para um compromisso, passamos numa banca de revista e avistei uma moça e senti muito forte que deveria voltar e fazer um contato com ela. Foi então que voltamos e falamos com ela. Seu nome Adelucia. Ensinamos as seis palestras e logo ela aceitou o batismo. Logo depois fui transferido e perdemos contato com ela. A surpresa foi maior quando eu estava em minha última área quase terminando minha missão e ao chegar em casa recebi uma carta de uma Síster da Missão Brasil Salvador e para me surpreender ainda mais era da Adelucia que já estava em campo missionário.
  • 32. 32 Foi fantástico saber que uma moça tão especial num contato simples que fizemos estava na missão no mesmo período que o meu. O importante nesta experiência é está sintonizado com o espírito santo para te guiar em toda sua trajetória como missionário. À medida que estudamos e entendendo o que Deus requer de nós ,tudo fica muito claro e todas as coisas tendem a ficar a seu favor. Tanto como missionário como depois da missão. Uma parte interessante na missão é a obediência a seu líder imediato, o Presidente de Missão. Ele é uma peça fundamental no seu crescimento. Quando eu estava em minha quarta área em Vila Velha no Espírito Santo, Fui chamado como líder de zona. Deixamos um desafio se cumprir com os números de acordo com as metas e com o que o presidente estipulou, pois sabíamos que era uma revelação do Senhor. Foi então que trabalhamos duro e toda a zona estava bem empenhada. Fiquei naquela área somente dois meses, mas conseguimos cumprir durante esse tempo nossas metas de contato, pessoas visitando a igreja, homens batizados e uma zona toda comprometida com o trabalho. Fomos a zona “batizadora” da missão, fazendo com que o Presidente viesse até nós para nos parabenizar pelo belo trabalho. A partir daí o presidente me transferiu para o Rio de Janeiro. Qualquer missionário tinha pavor de trabalhar no Rio, pois era muito difícil de ensinar e batizar pela iniquidade que era muito grande. Foi uma área desafiadora para mim. Ao chegar no Rio, sempre notávamos que havia futebol na capela, e percebemos dois garotos que estavam lá jogando. Foi quando paramos e fizemos um contato com eles. Perguntamos se podíamos visitar sua casa depois que falassem com seus pais. Num belo dia veio o convite deles até nós e era logo na entrada do morro do macaco. Um dos mais perigosos da região. Foi uma recepção muito especial. A família já estava preparada, seu Domingos, o pai, sempre nos tratava com muito respeito e tinha um carinho enorme por nós. Daí em diante eles aceitaram o batismo que foi muito especial. Passado alguns dias terminei minha missão, mais com olhos fitos nesta família. Cuidando sempre deles. Foi quando eu estava em casa que recebi a maravilhosa notícia que o pai havia sido chamado como bispo da ala Maracanã. Eu não tinha palavras, pois minha felicidade era tremenda por saber que num simples contato com aqueles jovens resultou num resultado inesperado. Mais para Deus não existe barreiras.
  • 33. 33 Naquele momento que fizemos o contato, percebemos que os jovens eram importantes para Deus e que tinham um potencial incrível. Numa missão é de extrema importância que se faça muitos contatos e perceba a hora certa de falar com as pessoas certas. Nós nunca sabemos se isso pode levar há algo bem maior no futuro. Eu sempre tive essa facilidade de falar com todo mundo, no ponto de ônibus, no restaurante, na rua e principalmente com os membros. Hoje existem muitos membros maravilhosos que apoiam e trabalham na obra, mais tem outros que precisam ser trabalhados e que com certeza podem dar muito resultado também. Nesta mesma área no Rio, encontramos uma família em vila Isabel, num bairro do Maracanã. Ao chegar lá para a primeira palestra tinha 12 pessoas, aquilo encheu nossos olhos e enxergamos todos de branco, para um missionário ensinar 12 pessoas ao mesmo tempo era desafiador. No final da palestra entra uma moça – Ivanilde- , com seu jeito recatado e discreto, eu imaginei logo, essa daí deve ser de outra denominação e nem vai querer saber dos missionários. Mas o missionário não deve julgar antes de saber. Mais acreditem, foi à única que aceitou o batismo e nenhuma daquelas 12 pessoas quiseram saber sobre o batismo. Pra nós foi uma surpresa. O Senhor trabalha de uma maneira singela e profunda através do espírito santo. Depois da Ivanilde, foi batizado o irmão e a sobrinha dela. Hoje ela está casada com um ex-missionário e sempre mantemos contato e sempre me agradece por eu ter encontrado a sua família. Eu sinceramente me sinto recompensado em fazer parte desse evangelho, pois o Pai tem um grande plano para os jovens que servem com dedicação e absoluto compromisso. Sempre que posso, falo que fui cumpridor das regras da missão, sempre acordava no horário e ia dormir no horário, a leitura das escrituras me levou a um nível de espiritualidade muito bom e minha vida após a missão só progrediu. Aos jovens, façam uma missão. Desfrute desse momento. Aproveitem cada momento, pois servirá para toda a eternidade. Após a missão procurem experiências reais, pois as da missão irão ficar para trás e o que vai valer são as atuais. Estudem as escrituras com dedicação, estudem para ter sucesso profissional, constitua logo uma família, tenham os pés no chão, procurem melhorar de vida a cada momento, acreditem no que irão fazer e o sucesso será uma consequência disso. Eu sei que a missão é uma faculdade que dinheiro no mundo não pode pagar. Pois é algo valioso e pessoal demais para
  • 34. 34 um jovem. É o testemunho puro do trabalho do Salvador. Eu creio que Jesus Cristo estava comigo durante esses dois anos. Salvou-me. Acalentou-me. Foi meu confidente. Ele é meu amigo, meu irmão e meu Salvador. Ele vive e reina junto ao Pai. Joseph Smith é um profeta de Deus. Ele se dedicou para que pudéssemos desfrutar das bênçãos que temos hoje. Em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 35. 35 Leonardo Pimentel Missão Brasil - Teresina/PI (2010 -2012) Élder Pimentel Quero dizer que sou uma prova do amor de um Pai Celestial que ama seus filhos. Em 2010 eu estava muito confuso em relação a minha vida, meu futuro. Acho normal todos terem isso, inclusive na época estava passando muitas provações e desafios em minha vida, e principalmente correndo atrás de um sonho que era jogar bola. Passando o tempo comecei a sentir em meu coração a necessidade de servir como missionário de A Igreja de Jesus Cristo de uma forma bem clara, mas sentia medo, preocupação de servir e depois voltar e “correr atrás do prejuízo”. E dessa forma eu pensava. Porém, numa noite de março de 2010 enquanto me preparava para dormir o espirito não me deixou pensar em outra coisa que não fosse missão. Até tentei tirar aquele tal pensamento de meu coração, mas não conseguia. Sentia que era meu dever ( João 15:16). As 03:00 h da manhã ainda acordado, tomaria uma das maiores decisões de minha vida que seria largar tudo! Ou para servir ou continuar em meus planos. Fui naquela noite instruído a conversar com meu bispo sobre minha benção patriarcal. Um dos melhores momentos que tive em minha vida foi o de ter tirado minha benção. Naquele dia eu pude sentir o quanto DEUS me ama e que se preocupava comigo e naquela benção ele me disse que eu deveria servir como missionário da igreja dele. Lembro como se fosse hoje o patriarca me falando aquelas palavras vinda diretamente do Pai Celestial. Não pensei duas vezes ao acabar de pronunciar minha benção. Larguei tudo e dei entrada nos exames e comecei aquele processo simples para servir. Lembrei-me de uma escritura que marcou naquela época, que hoje missionário retornado, vejo que a promessa em minha vida (Mateus 19:29 ). Como sei que essa escritura é real e verdadeira e sou grato por isso tudo. Depois disso senti um desejo ardente de servir como missionário de uma forma que nunca senti antes. Sabia que era o Espírito do Senhor. Por isso encorajo rapazes e moças a se prepararem para encontrar seu Salvador. Servindo junto com ele na missão dele. Sou
  • 36. 36 uma prova viva de que aquele que der mais receberá 100 vezes mais, porque essa é a promessa (3 Néfi 13) “Buscai primeiro o reino de DEUS e todas as coisas vos serão acrescentadas). Hoje tenho o trabalho que escolhi. O curso que decidi fazer e moro onde sempre quis morar. Agora estou a procura de uma eleita que em breve a encontrarei. Oro por todos que estão enfrentando desafios ou dúvidas antes da missão, e digo, não se preocupe porque é assim com todos os servos dele ( D&C 136:30-31). Não precisa decidir se você quer ir! “Só Vai” e mostre o real e sincero amor ao Pai Celestial e Jesus Cristo. Expresso todo meu carinho e amor a todos os membros e não membros da igreja. Torço para que vá ajudar as pessoas a mudarem suas vidas, conhecendo o evangelho verdadeiro. Disto testifico. Em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 37. 37 Marcilio Silva de Souza Missão Brasil – Salvador/BA (2002-2004) Élder Souza Gostaria de relatar aqui uma das experiências que se passou comigo no campo missionário na cidade de Salvador/BA, em final de 2003, onde tive que desenvolver fé e seguir o espírito. Certo dia, eu e meu companheiro estávamos visitando uma família, tentando fazer a reativação do esposo, já que a esposa era muito firme. Já fazia muito tempo que o irmão Paulo estava afastado da igreja e não tinha pretensão de voltar. Várias duplas de missionários haviam passado em sua casa para reativá-lo, mas ele sempre relutante e dizia que não iria à igreja. Enfim chegou a nossa vez de passar em sua casa. Fazia poucos dias que eu havia chegado à cidade de Salvador/BA, mas quando ficamos sabendo por meio da esposa que o marido estava afastado, resolvemos passar em sua casa e deixar uma mensagem. Ao chegar na casa da família, o irmão Paulo veio até nós e nos recebeu bem. Ao falarmos com o mesmo e ao deixarmos a mensagem com eles senti que ele tinha conhecimento, pois ele fora missionário. Ao nos despedirmos do mesmo, então lhe fizemos o convite: Irmão Paulo, você vai a igreja no domingo? Para nossa surpresa ele disse: Porque vocês, Élderes, não pegam a senha e fiquem na fila esperando? Então saímos dali, e ao chegarmos a nossa casa, ficamos pensando naquela resposta seca do irmão e ao insistir nesse pensamento, fizemos a seguinte análise, o SENHOR pode mudar o coração de um homem no seu devido tempo, pode ser em um minuto, hora , meses ou até mesmo anos, não importa. Por que não mudaria o daquele homem? Decidimos orar pedindo ao SENHOR que ajudasse o irmão a se arrepender e mudar sua forma de pensar e encontrar o caminho de volta. Passou-se 3( três) domingos, mas no quarto ele apareceu acompanhado de sua esposa e filhinha. Quão foi minha alegria ao vê-lo na igreja e seu semblante mudado!
  • 38. 38 Foi bom de mais! Assim Paulo continuou indo nos próximos dois domingos, no terceiro não pude ver, pois fui transferido para minha última área. Sei que o SENHOR tem um plano na vida de cada um de seus filhos. Não cabe a nós estar escolhendo sem que sigamos o Espírito Santo. Temos de lembrar que para conseguir resultados que nunca atingirmos antes, temos que fazer coisas que nunca fizemos antes. O PAI sempre estará do nosso lado pronto para nos ajudar a levar seus filhos de volta para a luz.
  • 39. 39 Marcos Rocha Gomes da Silva Missão Brasil- Curitiba/PR (2009 - 2011) Élder Rocha Durante a minha missão eu tive varias experiência que fizeram a diferença nas vidas das pessoas que eu conheci. Sou eternamente grato por te tido a oportunidade de servir como represente de Cristo. Mas de todas as experiências que eu tive, uma delas me marcou, ela serve para me ajudar nos momentos difíceis de minha vida. Era uma quarta-feira, um dia de P-Day. Eu nunca havia acordado no horário para estudar as escrituras nem cumprir com minhas obrigações, mas nessa quarta-feira do mês de novembro 2011 eu resolver mudar. Eu acordei as 06:30 h. Preparei-me para estudar as escrituras. Lembro-me que inicie o estudo com uma oração bem fervorosa, e comecei a ler D&C 135. Durante a leitura, eu me lembrei de um discurso do Elder Holland do quórum dos doze apóstolos a respeito do livro de mórmon que Joseph Smith usou para selar seu testemunho. Bem, eu fiquei curioso para saber qual era o versículo, pois até o momento eu não tinha conhecimento. Mas durante esse estudo minha mente se abriu. Eu vi a cena do acontecimento na cadeia de Carthage, do assassinato do profeta. Eu realmente o via saído por um instante do meu quarto. Alguns segundos depois eu voltei ao meu ser e me encontrei com lágrimas nos olhos. Minha vida mudou desde aquele dia. Eu não tenho mais fé que a Igreja foi restaurada e que Joseph Smith é um profeta de Deus. Todas as vezes que eu me lembro desse momento eu sinto aquele mesmo espírito me testificando o que aconteceu. Presto parte de meu testemunho que sei que essas coisas são verdadeiras. Cristo vive e Ele nos ama. Joseph é um profeta de Deus. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é a única Igreja verdadeira na face dessa terra. Eu sei não porque alguém me falou, mas porque o Pai Celestial me mostrou e me fez sentir. Eu jamais negaria principalmente essa experiência porque ela realmente aconteceu. Um dia eu serei, mas semelhante a meu Pai Celestial. Um dia eu terei minha companheira ao meu lado. Acredito muito que eu a encontrarei. Apenas faço minha parte para que seja verdade. Algo eterno porque eu escolhi. Em nome de nosso Salvador e redentor Jesus Cristo. Amém!
  • 40. 40 Maurício da Cruz Gambatto Missão Brasil – Manaus/AM ( 2009-2011) Élder Gambatto Narrarei umas das experiências mais legal, emocionante e engraçada que tive na missão! Lembro-me como se fosse hoje, Manaus dia 07 de junho de 2010. Havia em minha área de trabalho (Mauzinho), muitas ladeiras, muito mato, e bem próximo do rio Solimões, onde próximo havia muitos rios, e também muitas árvores, como se fosse uma floresta, muitos bichos visíveis, como macaco, cobra, jacaré e muito mais. Trabalhávamos na área mais urbana, onde ensinamos e conhecemos muitas pessoas. Neste local onde era mais distante, após o rio, também fazia parte de nossa área de trabalho. Mas tínhamos muito medo de passar sobre o rio, pois a única forma de chegar ao outro lado era por cima de troncos que ficam flutuando sobre a água, preso por cordas de cinzal. Esses troncos quando recebia o peso das pessoas começava a rolar dentro da água e levemente cobrindo as pontas do sapato de água. Pelo qual nossos sapatos eram velhos e rachados e assim ficávamos com os pés molhados. O mais interessante é que éramos cobrados constantemente por famílias que moravam além do rio e também por nossa missão e líderes sobre o trabalho naquela outra parte da cidade. Além do medo, eu e meu companheiro (Élder Martins) sabíamos que nossos corações e sentimentos voltava-se para aquele povo mais humilde. Algo nos dizia que deveríamos encarar nosso medo e enfrentar aquele rio de aproximadamente 35 a 40 metros de largura. Certo dia, tive um sonho que batizaríamos 12 pessoas de duas famílias diferentes no outro lado do rio. Automaticamente acordei meu companheiro relatei meu sonho e ao relatar isto a ele veio o espanto, quando ele disse: Élder Gambatto é incrível, pois tive o mesmo sonho! Na mesma hora nos ajoelhamos, oramos e alternamos nossos pensamentos do dia seguinte. Ao dormir sabíamos que ao amanhecer encararíamos nosso medo e atravessaríamos aquele rio com troncos, jacarés e outros animais que não sabíamos.
  • 41. 41 Na primeira tentativa colocamos os pés sobre os troncos logo que descemos do morro para chegar ao rio. Com os pés cobertos de água começamos a caminhar. Os troncos rolando, a água mexendo e o medo batendo. Ao perceber vimos quatro meninos acostumado com a floresta, acho que era filho de índios. Saíram correndo; desceram o morro e passaram correndo em cima dos troncos se equilibrando sem cair. Quando vi meu companheiro, havia caído na água com o balanço dos troncos. Não lembro muito, mas quando me dei por conta estava eu com os pés dentro da água e sentado em cima dos troncos (da mesma forma que o pião fica em cima de um boi brabo). Depois de cerca de 30 minutos chegamos ao outro lado. Quando chegamos paramos na primeira casa que havia sobre palafitas de madeira. A irmã Socorro nos recepcionou com um grande banquete, com bolinhos de chuva e suco de limão. Ficamos surpresos, quando ela falou: Pedi ao Pai Celestial que me mostrasse um caminho para ter minha família feliz, que tirasse meu marido da bebida! Ao fim de dois meses, batizamos toda esta família juntamente com seus três vizinhos que totalizaram doze pessoas e tinha ainda mais uma família onde deixamos encaminhado para os próximos missionários seguirem o trabalho e enfrentar seus “medos”, mas protegidos pelo Senhor. Não tenha medo, tenha Fé!Em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 42. 42 Moisés Nascimento da Silva Missão Brasil-Interlagos/SP ( 2007-2009) Élder Nascimento Para eu ser batizado na Igreja, aconteceu algo bem diferente de todos os que eu já ouvi... E gostaria de compartilhar! Eu sempre acreditei em Deus e em Jesus Cristo. Fazia parte da igreja Católica e já havia sido batizado; feito Primeira comunhão e Crisma e dirigia um grupo de jovens. Com um tempo fui me desviando para o “mundo” e fiquei bem longe de Deus, mas sempre pagava meu dízimo fielmente; com o tempo fui fazendo parte de grupos que só queria diversão e bagunça, e por conta dessa curtição sofri um acidente de moto que quebrou meu joelho que me deixou sem andar por 1 ano e 4 meses. Nos 3 (três) primeiros meses que fiquei em casa, eu estava com muita vontade de sair de dentro de casa. Então peguei minhas muletas e fui para rua em frente de casa com a perna toda engessada. Logo chegaram uns amigos e ficamos conversando um pouco. Logo passaram dois missionários na rua e me chamou a atenção, então continuei conversando com meus amigos, mas estava incomodado e novamente olhei para trás e os missionários estavam andando rápido, e fiquei admirado com a rapidez com que caminhavam, mas novamente voltei a conversa e um voz me disse: Olha eles! Então automaticamente olhei e eles estavam muito longe e fiquei pensando, eles andam rápido mesmo, e novamente a voz me disse: Vai atrás deles! Então pensei... Como vou atrás deles com a perna quebrada? Nunca vou alcançá-los! E na mesma hora ao virar-me de volta para a roda de amigos, parou um garoto com uma bicicleta e sem pensar muito no que eu estava fazendo eu disse: Me empresta a sua bicicleta ? Ele ficou espantado e me emprestou assim mesmo. Então montei na bicicleta e consegui pedalar somente com uma das pernas, pois a outra estava reta por conta do gesso, mas fui assim mesmo e me esforcei ao máximo para alcançar os missionários que já estavam muito longe. Depois de pedalar por bastante tempo fui me aproximando dos missionários e comecei a gritar para eles pararem. Eles nem me deram a atenção, então gritei e cheguei mais perto deles ate que eles pararam para falar comigo. Eles estavam surpresos, pois uma pessoa de bicicleta
  • 43. 43 e com a perna quebrada correndo e gritando para eles pararem! Com certeza não é normal. Assim que pararam lhes perguntei de que Igreja eles eram? Onde ficava a igreja deles? E qual o dia e horário das reuniões? Daí voltei para casa e decidi que iria para Igreja no domingo. Não sabia exatamente como seria, mas sentia que minha vida não seria mais a mesma. Fui Batizado na semana seguinte e comecei a minha jornada de aprendizado e crescimento das coisas do evangelho e seculares. Seis meses depois o meu amigo Walderlan perguntou-me se eu estava me preparando para servir uma missão (...). Fiquei rindo da cara dele e retruquei: Não posso nem andar direito como eu vou servir por dois anos de missão! O meu médico havia dito que eu não poderia andar normalmente e que teria de aprender a conviver com uma deficiência no joelho pra toda vida. Eu sempre iria mancar ao andar. Ele me olhou seriamente e disse: Presta o teu testemunho para mim! Olhei meio que sorrindo, mas vi sua expressão séria, então fiquei calado por um momento e olhei novamente pra ele e compartilhei meu pequeno testemunho. Ele então perguntou: Você tem fé? Então se prepara pra servir uma missão e o Senhor vai te curar. Nunca vou esquecer aquele momento. Eu acreditei firmemente naquela promessa e fiz tudo que pude para movimentar minha perna e fui me preparando para a missão. Fiz todos os exames e enviei meu chamado e já mancava pouco, mas era percebível, mas não desanimei. Sabia que o Senhor iria continuar me curando até a chegada ao campo missionário. Ainda sentia muitas dores na perna quando cheguei no campo, mas me comprometi com o Senhor que se Ele não deixasse eu voltar para casa por causa do meu joelho, eu trabalharia diligentemente todos os dias da missão! Então aconteceu o milagre. Não senti meu joelho doer e fui curado completamente, pois não manquei nunca mais. Posso fazer todas as atividades normalmente e não sinto dores. Procurei servir fielmente com todo poder, mente e força, e vi minha mãe e meu irmão serem batizados ainda enquanto eu estava na missão. Sou imensamente grato ao Senhor por sua misericórdia. Por ter me resgatado do mundo e me abençoar tanto. Amo Meu Salvador, amo meu Pai Celestial. Hoje tenho certeza de que fiz a escolha certa. Sirvo na igreja. Casei com uma mulher maravilhosa no Templo do Senhor e
  • 44. 44 continuo sendo abençoado diariamente... O Senhor honra, protege e cuida daqueles que o servem e trabalham na sua obra. Esse é meu pequeno relato que gostaria de compartilhar com vocês e espero que sirva para ajudar você a ser fortalecido na fé. Em nome de Jesus Cristo. Amém!
  • 45. 45