QUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE ESQUIZOFRENIA E SEUS FAMILIARES

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“Espera-se que com informações oferecidas, os familiares passem a identificar e entender que alguns comportamentos do parente doente devem-se à doença.” (SCAZUFCA, 2000).

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QUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE ESQUIZOFRENIA E SEUS FAMILIARES

  1. 1. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLOGICA PAULA SOUZA ESCOLA TECNICA DE ILHA SOLTEIRA-SP LILIAN OLIVEIRA DE ABREU MURIEL PEREIRA DAS NEVESQUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE ESQUIZOFRENIA E SEUS FAMILIARES NO MUNICIPIO DE ILHA SOLTEIRA-SP. ILHA SOLTEIRA-SP 2011
  2. 2. LILIAN OLIVEIRA DE ABREU MURIEL PEREIRA DAS NEVESQUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE ESQUIZOFRENIA E SEUS FAMILIARES NO MUNICIPIO DE ILHA SOLTEIRA-SP. Trabalho de conclusão de curso apresentado à Escola Técnica Estadual de Ilha Solteira (ETEC), como parte dos requisitos para Obtenção do titulo do Técnico em Enfermagem. Prof° da disciplina: Márcia Cristina Ferreira Orientadora: Márcia Cristina Ferreira ILHA SOLTEIRA-SP 2011
  3. 3. Este trabalho de conclusão de curso foi apresentado como parte dos requisitosnecessários á obtenção do titulo Técnico em Enfermagem, outorgado pela EscolaTécnica Estadual de Ilha Solteira. ________________________________________________________ Lilian Oliveira de Abreu ________________________________________________________ Muriel Pereira das neves TCC aprovado em:____/____/______.BANCA EXAMINADORA: _______________________________________________ Prof.º Márcia Cristina Ferreira(docente da disciplina)
  4. 4. DEDiCATÓRIADedico meu trabalho em primeiro lugar á Deus pois veio dele toda a força eperceverança de continuar lutando pelos meus objetivos.A minha familia,meu filho Hugo que é a luz da minha vida, A professora MarciaFerreira grande mulher e exelente profissional e a minha companheira de TCC poisjuntas conseguimos chegar ao almejado. LílianDedico esse trabalho primeiramente a Deus; pois a fé nele foi meu aliserce diantedos obstáculos imposto pela vida.A minha querida, amada e eterna Mãe, pois o meu imenso amor por ela foi minhainspiração para o desenvolvimento do projeto. E se hoje estou aqui devo ao meuspais; que acima de tudo sempre nos amou.Ao meu filho Tales e ao meu marido, Eli Morais por terem compartilhado e ajudadoem toda minha trajetória com compreensão pelos momentos que estive ausente. Eem fim a professora Márcia Ferreira; pois foi a organizadora de nossas idéias comdisponibilidade em ajudar a alcansarmos nosso objetivo. Muriel
  5. 5. AGRADECIMENTOSAgradecemos primeiramente á Deus pelo conhecimento concebido, a professoraMárcia Ferreira pela paciência e compreensão, a todos do núcleo de Saúde mentalem especial Eliana por ter aberto as portas da unidade, ao Eli Morais por tercompartilhado no desenvolvimento do projeto e a todas as pessoas que com carinhoe muita força de vontade contribuíram para que conseguíssemos concluir este tãoesperado trabalho.
  6. 6. “E você aprende que realmente pode suportar que realmente é forte; e que pode irmuito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente á vidatem valor e que você tem valor diante da vida, nossas dádivas são traidoras e nosfazem perder o bem que podemos conquistar se não fosse o medo de tentar.” Willian Shakespeare
  7. 7. RESUMOEste estudo teve como objetivo compreender; orientar e Informar os portadores deesquizofrenia e seus familiares como conviver com a mesma tendo uma melhorqualidade de vida.Qualidade de vida é um conceito muito amplo e importante, se tornou um novoparadigma... Pois para existir é necessário certamente emprego, família, moradia,ambiente e muitos outros requisitos que tornaram as condições de vida útil obtendomedida de saúde adequada. (OMS); (SANTOS 2004); (SOUZA; COUTINHO, 2006). “Espera-se que com informações oferecidas, os familiares passem a identificare entender que alguns comportamentos do parente doente devem-se à doença.”(SCAZUFCA, 2000).Palavras- Chaves: Qualidade de vida; esquizofrenia; estrutura familiar.
  8. 8. SUMÁRIOINTRODUÇÃO...........................................................................................................12CAPITULO 11.1. Saúde..................................................................................................................131.2. Doença mental.................................................................................................. 13CAPITULO 22.1. História da Esquizofrenia ................................................................................142.2. Esquizofrenia ................................................................................................... 142.3. Sintomas positivos............................................................................................142.4. Sintomas negativos...........................................................................................142.5. Qual a causa da esquizofrenia ........................................................................142.6. Em que faixa de idade aparece a esquizofrenia.............................................142.7. Sintomas precoces da esquizofrenia..............................................................152.8. Tipos de esquizofrenia......................................................................................152.8.1. Paranóide .......................................................................................................152.8.2. Catatônico.......................................................................................................152.8.3. Hebefrênico.....................................................................................................152.8.4. Simples............................................................................................................152.8.5. Indiferenciada.................................................................................................152.9.1. Tratamentos....................................................................................................162.9.2. Tratamentos farmacológicos........................................................................162.9.3. Clorpromazina................................................................................................172.9.4. Clozapina.........................................................................................................172.9.5. Risperidona.....................................................................................................172.9.6. Haloperidol......................................................................................................172.9.7. Tranqüilizantes (ansiolíticos)........................................................................172.9.8. Lorazepam.......................................................................................................172.9.9. Lítio, carbolim.................................................................................................172.10. Intervenções psicossociais............................................................................17
  9. 9. CAPITULO 33.1. Aspectos familiares...........................................................................................183.2. Relações familiares e esquizofrenia................................................................183.3. Abordagens familiares.....................................................................................193.4. Pacientes x profissionais da saúde................................................................19CAPITULO 44.1. Qualidade de vida do Portador de esquizofrenia...........................................21CAPITULO 55.3. DISCUSSÃO APÓS ANÁLISE DE DADOS.......................................................36CONCLUSÃO............................................................................................................38REFERENRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................. 39ANEXOS ...................................................................................................................42
  10. 10. LISTA DE GRAFICOSCAPITULO 55.1. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADOAOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA.Entrevistados que sabia sobre sua patologia.......................................................22Gráfico 1- Quem administra seus medicamentos.....................................................22Gráfico 2- Faz uso de outros medicamentos para outras patologias........................23Gráfico 3- Existe outra doença associada.................................................................23Gráfico 4- Faz uso de bebidas alcoólicas .................................................................24Gráfico 5- Já fez ou faz uso de outras drogas...........................................................24Gráfico 6- Faz uso do tabaco....................................................................................25Gráfico 7- Você gosta de sair, ir ao cinema, ouvir musica, assistir TV, ler, fazertrabalhos manuais .....................................................................................................25Gráfico 8- Você tem uma vida social ativa, gosta de conversar, fazer amigos emomentos de lazer.....................................................................................................26Gráfico 9- Como é seu relacionamento com seus familiares....................................28Gráfico 10- Você faz exercícios físicos e tem uma boa alimentação........................28Gráfico 11- Você tem religião/freqüenta....................................................................295.2. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADOAOS FAMILIARES DOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA.Gráfico 1- Você conhece alguma doença mental ou sabe algo sobre .....................31Gráfico 2- Você já ouviu falar sobre transtorno mental ou conhece algum portadorda doença...................................................................................................................31Gráfico 3- Você acha complicada a vida do portador de transtorno mental.............32Gráfico 4- Você acredita que a comunidade colabora e aceita sem preconceito oportador de transtornos mentais ................................................................................32Gráfico 5- Sua família tem acompanhamento de profissionais da saúde e outros;“grupo de apoio por exemplo.”...................................................................................33Gráfico 6- Você acredita que o portador de transtorno mental, leva uma vidanormal.........................................................................................................................33Gráfico 7- Como você classifica sua qualidade de vida............................................34
  11. 11. Gráfico 8- Você sabia que familiar do portador de transtorno mental temprobabilidade a desenvolver a patologia....................................................................34Gráfico 9- Você acha que a internação em hospitais especializados é essencial paraa recuperação; principalmente em momentos de crises psicológicas.......................35Gráfico 10- Você acha que a estrutura e o apoio familiar são extremamenteimportantes no dia-a-dia.............................................................................................35
  12. 12. 12IntroduçãoDe acordo com literaturas consultadas a esquizofrenia é uma patologia crônica,grave atinge 1% da população em geral; mesmo sendo sintomática é imprevisível.É uma das principais psicoses, mesmo assim o conhecimento sobre a doença éprecário, quase não se fala ou não se sabe, entretanto existem preconceitos e tabussobre a mesma.Esta patologia vem sendo estudada desde 1911 e ainda é um desafio paracientistas, psiquiatras e estudiosos, porque esquizofrenia não é apenas umapatologia, mas a junção de várias doenças mentais. Ha vários tipos de esquizofreniae outros ainda desconhecidos, desafiando a inteligência humana. Portanto faz-senecessário que o portador de esquizofrenia seja tratado com respeito sempre;chamá-lo pelo nome, com firmeza, principalmente nos momentos de crise, pois sãopessoas especiais não diferentes; eles não têm controle sobre a crise sendo assimnecessitam de atenção e compreensão dos profissionais de saúde, de todacomunidade e familiares principalmente, pois eles que irão conviver por mais tempocom o portador, e a graduação de amor é diferente, quando verdadeiro.Desenvolvemos este trabalho de pesquisa qualitativa e quantitativa; bibliográfica ede campo, com a utilização de questionários de perguntas fechadas a fim derealizarmos levantamento de dados com clientes que freqüentam; o núcleo de saúdemental no prédio (CERDIF); de Ilha Solteira-SP; para analisarmos a qualidade devida dos portadores de esquizofrenia e seus familiares; Com o objetivo deCompreender; orientar e Informar os portadores da doença e seus familiares comoconviver com a mesma tendo uma melhor qualidade de vida.Um conjunto de ações que ajudará que seja possível ter uma melhor qualidade devida.Avaliando as dificuldades enfrentadas no dia a dia tanto dos portadores da patologiaquanto de seus familiares.Então fica uma lacuna será que existe o completo bem-estar; que é colocado pelaorganização mundial de saúde. Ou vivemos com ausência da “mesma”?Todos os aspectos ambientais contribuem para uma saúde mental. Mas um itemcontribuinte importante é a estrutura familiar; desde o momento que ainda estásendo gerado até, o dia de sua morte.
  13. 13. 13CAPITULO 11.1. SaúdeSaúde: estado em que há normalidade de funcionamento do organismo humano.(DICIONÁRIO BRASILEIRO DE SAÚDE 2009). “A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausênciade doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social.” “Para Medeiros, et al. 2005 a saúde, então, passa a ser uma realidade que operadeterminados processos existenciais ao mesmo tempo em que só é possível a partir dedeterminadas operações, de certos campos de conhecimento. ” De acordo com as citações lidas entendemos que saúde todos a buscam deuma maneira ou de outra, pois se sabe que ao encontro dela pode se viver melhor,ter qualidade em tudo que possa exercer ao longo de sua vida. Poderá certamentefalar em “perfeito bem-estar social”. (OMS) (MEDEIROS, et al. 2005) (DICIONÁRIOBRASILEIRO DE SAÚDE 2009)1.2. Transtorno mental “Segundo a organização mundial de saúde 450 milhões de pessoas sofrem detranstornos mentais, resultantes de uma complexa interação de fatores genéticos eambientais.” (VOLCAN, et al. 2003). “No entanto, o adoecer psíquico é facilmente percebido, pois em geral, sãoapresentados pelos indivíduos que adoecem comportamentos fora daqueles normalmenteaceitos pela sociedade.” (SPADINI, et al. 2006). “A história da doença mental, ou “loucura” é relatada desde os primórdios dacivilização, onde a pessoa considerada anormal era abandonada á sua própria sorte paramorrer de fome ou por ataque de animais.” (Rodrigues, 2001). “O doente mental era considerado como métodos mágico-religiosos, eramexorcizados, chicoteados e queimados.” (LIMA, et al. 2000). “Já no século XVIII, Pinel trouxe um entendimento sobre a doença mental que passoua ser considerado como um distúrbio do sistema nervoso, e então recebeu a denominaçãode doença.” (LIMA, et al. 2000). “As psicoses caracterizam-se pela existência de alterações da personalidade e poruma atividade mental de tipo delirante.” (ESPINOSA, 2000).De acordo com literaturas lidas; os transtornos mentais ao mesmo tempo em que éuma realidade global, são também pouco compreendidos.Praticamente toda sociedade tem conhecimento de alguma pessoa que sofre dealgum transtorno, seja desconhecido, familiar ou o próprio. Mesmo assim não aceita,surge julgamentos precipitados e fragilidades a fim de trazer prejuízos a sua saúdeou qualidade de vida.Hoje podemos dizer que teve um avanço, pois os portadores de doença/transtornomental eram incompreendidos, e considerados como “loucos”, anormais, julgadocomo possuídos por forças maléficas e abandonados sem moradia, alimentação, esem expectativas. (Rodrigues, 2001) (SPADINI, et al. 2006) (LIMA, et al. 2000).
  14. 14. 14CAPITULO 22.1. História da Esquizofrenia “Kraepelin foi o primeiro autor que a classificou, chamando-a “demência precoce”.Posteriormente, Bleuler a chamou de “Esquizofrenia”. (ESPINOSA, 2000). “Eugen Bleuler em 1911 descreveu a esquizofrenia como grupo de transtornoscaracterizados por alucinações, delírios e desorganização do pensamento em pacientesjovens previamente sadios.” (Wyatt, 2001 citado por QUARANTINI, et al. 2005). “A descrição de deterioração nas funções cognitivas e na personalidade, bem comodelírios de grandeza e paranóia, já existiam no século XV A.C.” (SILVA et al. 2000).2.2.EsquizofreniaEsquizofrenia inclui um grupo de estados patológicos inter relacionados. “...existem causas orgânicas demonstráveis ou déficit intelectual, sendocompletamente abrangente, já que afeta todas as dimensões da existência do indivíduo.”(Azevedo, 2007)A esquizofrenia é um transtorno psíquico sério, julgado como personalidade divididacujo diagnóstico ainda está em estudo, pois é uma das principais causas deincapacitação de pessoas em todo mundo, talvez por afetar a capacidade intelectuale interferir na realidade social. (ESPINOSA, 2000) (VILLARES, 2000) (Azevedo, 2007)(SILVA et al. 2000)2.3. Sintomas positivos “Os sintomas positivos ocorrem nos episódios agudos e podem ser muitoassustadores. Os mais comuns são: Sentimento de estar sendo controlado por forçasexteriores- os pensamentos e ações seriam determinados por motivações alheias aoindividuo; alterações da percepção- a pessoa ouve vozes, vê coisas, sente cheiros ou temoutras sensações sem que nada exista (alucinações) crenças estranhas- são delírios.”(AMARAL, 2003).2.4. Sintomas negativos “Geralmente, as pessoas ficam incapacitadas para o trabalho, para as coisas docotidiano e podem chegar até ao abandono do cuidado com a própria higiene: Perda deconcentração; falta de energia e motivação; desinteresse pelas pessoas e pelo ambiente.”(AMARAL, 2003).2.5. Qual a causa da esquizofrenia? “Esta causa ainda não está estabelecida. Sabemos que há um componente genéticoimportante. Quando alguém tem um familiar próximo com esquizofrenia o seu risco de teressa doença passa de 1%( da população em geral) para 10%. Sabe-se que, além do fatorgenético, fatores ambientais e experiências de vida interagem nesse processo de umaforma ainda não conhecida.” (AMARAL, 2003).2.6. Em que faixa de idade aparece a esquizofrenia “A maioria dos casos surge entre 13 e 25 anos. A ocorrência em crianças pessoasmais idosas é mais rara.” (AMARAL, 2003). “A Esquizofrenia tende a se manifestar mais cedo no sexo masculino e ainda nãosabemos por que os problemas que ocorrem na formação do cérebro muito precocementedemoram anos para se manifestarem.” (AMARAL, 2003).
  15. 15. 152.7. Sintomas precoces da esquizofrenia “Os sintomas podem ser muito diferentes de pessoa para pessoa. Por isso,consideramos a esquizofrenia um conjunto heterogêneo de transtornos mentais e não umtranstorno único.” “Os sintomas podem se desenvolver lentamente, durante meses ou anos, ou podemaparecer e desaparecer em ciclos de recaídas e remissões.” (AMARAL, 2003).Os comportamentos que podem ser sinais precoces de esquizofrenia são:  Ouvir ou ver coisas que não existem;  Sentimento constante de estar sendo vigiado;  Maneira de falar ou escrever que não tem sentido;  Posições corporais atípicas;  Sentir-se indiferente em situações importantes;  Deteriorações da capacidade de estudar e trabalhar;  Mudança da aparência ou da higiene corporal;  Mudança de personalidade;  Aumento do isolamento nas situações sociais;  Incapacidade de concentra-se e dificuldade para dormir;  Comportamento inapropriado ou inadequado;  Preocupação extrema com temas religiosos ou misticismo.Analisamos que, a esquizofrenia compromete a felicidade do portador ao longo davida, profissionalmente, intelectualmente, financeiramente entre outros.2.8. Tipos de esquizofrenia.2.8.1. Paranóide “De apresentação mais tardia, nela predominam os quadros delirantes auto-referenciais (místicos, messiânicos, persecutórios). São características, também, aansiedade, a irritação, a discussão e a violência.” (ESPINOSA, 2000).2.8.2. Catatônico “Apresenta perturbações psicomotoras e pode haver alteração entre extremos comohipercinesia estupor ou obediência automática, negativismo e mutismo.” (FIGUEIREDO etal., 2008).2.8.3. Hebefrênico “Corresponde ao tipo desorganizado, tem início mais precoce. Predominam alteraçõesdo pensamento, e das emoções, juntamente com a fraqueza de vontade e comportamentosestranhos.” (ESPINOSA, 2000).2.8.4. Simples “Há um desenvolvimento insidioso mas progressivo de conduta estranha,incapacidadede atender ás exigências da sociedade e um declínio no desempenho total.Delíriosalucinações não são evidentes.” (FIGUEIREDO et al., 2008).2.8.5. Indiferenciada “São as psicoses esquizofrênicas que não se encaixam nem em CID F20. 0 e nem emCID F20. 2.” (OLIVEIRA, 2008).
  16. 16. 162.9.1. Tratamentos “Não existe cura definitiva, os portadores podem apenas ser beneficiados pelautilização de medicamentos. Além dos tratamentos farmacológicos, a terapêutica inclui:psicoterapia cognitiva, terapia familiar de apoio e eletroconvulsoterapia.” (FIGUEIREDO etal., 2008). “A intervenção no primeiro episódio de transtorno oferece uma oportunidade única notratamento da esquizofrenia.” (GIACON et al. 2006). “Esses tratamentos poderão ser desenvolvidos no âmbito hospitalar ou não,dependendo da gravidade da doença. Hoje é preconizado que o paciente só seja internadoem surtos agudos, cuja gravidade não permite tratamento ambulatorial, no consultóriomédico ou em comunidades terapêuticas. As internações devem ser criteriosas e de curtaduração.” (FIGUEIREDO et al., 2008). “O plano de assistência de enfermagem para um individuo com esquizofrenia deveatender aos problemas identificados respeitando a singularidade do paciente e suascrenças.” (FIGUEIREDO et al., 2008).De acordo com Figueiredo et al. 2008; alguns pontos importantes são: 1. Estimular a socialização e a participação em atividades terapêuticas. 2. Manter vigilância constante e discreta devido aos momentos de delírios e alucinações, que podem chegar a um quadro de agitação psicomotora envolvendo uma emergência psiquiátrica. 3. Atentar para a comunicação verbal e não verbal. 4. Alguns aspectos a considerar no cuidado a estes pacientes com relação aos diagnósticos de enfermagem gerais são: 5. Manter um ambiente agradável. 6. Mostrar uma atitude tranqüila. 7. Empregar frases curtas e simples, e um tom de voz firme 8. Permanecer com o paciente, o orientado no tempo e no espaço e em relação ás pessoas. 9. Estimular a realização de atividades simples e concretas, e propor-lhe entretenimentos que não impliquem competição. (FIGUEIREDO et al., 2008) “Deverá ser avaliada a sua capacidade para participar em atividades nas quais tenhade se movimentar, podendo ser individuais de início, para induzir gradualmente ematividades de grupo, de acordo com a capacidade.” (ESPINOSA, 2000). “Caso mostre agressivo evitar invadir o seu espaço pessoal, a menos que sejaimprescindível.” (ESPINOSA, 2000).2.9.2. Tratamentos farmacológicos “Para Giacon et al. 2006 o tratamento farmacológico no primeiro episódio daesquizofrenia consiste no uso de medicamentos antipsicóticos, chamados neurolépticos.” “FIGUEIREDO et al., 2008 refere que antipsicóticos são drogas que atuam no SNC eagem reduzindo sintomas de alucinações,delírios,entre outros.são portanto,medicamentosredutores de quadros psicóticos.”2.9.3. Clorpromazina: “Antipscótico que bloqueia os receptores dopaminérgicos no cérebro.” (DICIONÁRIODE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010).
  17. 17. 172.9.4. Clozapina: “Antipsicótico o seu mecanismo de ação ainda não é totalmente conhecido bloqueia osreceptores D1eD2 dopa-minérgicos, e anti-histamínico, o bloqueio da atividade alfa-adrenérgica pode ajudar na ação terapêutica.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DEMEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010).2.9.5. Risperidona: “Antipsicótico atua através do antagonismo dopaminérgico e serotoninérgico central.Efeitos terapêuticos: diminuição dos sintomas dos sintomas de psicose.” (DICIONÁRIO DEADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010).2.9.6. Haloperidol: “Neuroléptico, antipsicótico altera os efeitos da dopamina no SNC. É também umbloqueador anticolinérgico e alfa-adrenérgico. Diminuição dos sinais e sintomas depsicoses.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM:2009/2010).2.9.7. Tranqüilizantes (ansiolíticos) “São drogas que provocam redução de tensão emocional e ansiedade.” (FIGUEIREDOet al. 2008).2.9.8. Lorazepam: “Cedativo-hipinótico potente derivado benzodiazepínico, que age como ansiolítico semproduzir ataxia. Possui propriedades anticonvulsivante, antimorfina e antitremor.”(DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM:2009/2010).2.9.9. Lítio, carbolim: “Antimaníaco psicose maníaco-depressiva. Profilaxia da mania recorrente.”(DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM:2009/2010).2.10. Intervenções psicossociais “O tratamento psicossocial consiste no tratamento do paciente, baseado noenvolvimento deste com atividades sociais e ocupacionais.” (GIACON et al. 2006).É fundamental que o familiar tenha um acompanhamento de profissionais habilitadospara que haja melhor eficácia no tratamento do portador de esquizofrenia; pois commelhor conhecimento dos seus familiares sobre a doença torna-se mais fácil oconvívio entre eles, fazendo assim com que ajudem na reabilitação com esperançade um futuro melhor. (LIMA et al., 2000) (GIACON et al. 2006)(NAVARINE, 2008)(PORTAR DEDICADO A PACIENTES E PORTADORES). “Espera-se que com informações oferecidas, os familiares passem a identificar eentender que alguns comportamentos do parente doente devem-se à doença.” (SCAZUFCA,2000).
  18. 18. 18CAPITULO 33.1. Aspectos familiares “(Villares, 2000) relata que, a família tem um lugar e uma função centrais na vida dosportadores de esquizofrenia. Essas pessoas freqüentemente vivem com a família de origemou mantêm contato regular com familiares, o que significa que são esses que geralmenteidentificam inicialmente algum problema, buscam o tratamento, tornam-se responsáveis pelaadministração das prescrições médicas e articuladores do cotidiano de seu familiar doente.Nessa convivência, aprendem a enfrentar momentos de agravamento do quadrosintomatológico e a manejar situações de inatividade, depressão, agressividade, confusão,desorganização e inadequação. O cotidiano familiar é marcado por uma permanenteimprevisibilidade e pelas questões: "Quando será a próxima crise?" ou "Quanto tempo vaidurar essa fase boa?". Além disso, os familiares têm que redimensionar as expectativasquanto ao futuro de seu familiar doente e quanto ao próprio futuro face à demanda decuidados que gera custos e perdas para todos. Também precisam auxiliar o doente a lidarcom suas perdas e com o empobrecimento de sua vida social, afetiva e profissional. Tudoisso constitui a experiência do "fardo" ou sobrecarga familiar.” “Segundo Azevedo e Gaudêncio (2007) a esquizofrenia produz alterações nas funçõespsíquicas que podem afetar todas as dimensões da existência do portador. Para seuenfrentamento, a família é o principal suporte psicossocial.”3.2. Relações familiares e esquizofrenia “De acordo com Vilares et al.,(1999), A esquizofrenia é uma doença crônica,freqüentemente incapacitante, e aos familiares cabe cuidar ou administrar, de algumamaneira, o membro da família que sofre, fica dependente e desorganizado. À família cabepromover o contato entre o doente e os serviços de saúde existentes. Essa tarefa envolveprocurar, avaliar e encaminhar o doente ao médico, hospital ou serviço de saúde disponível;conduzir as "negociações" entre o profissional que prescreve determinado tratamento e ofamiliar, que identificado como paciente, reluta em aceitá-lo; lidar com as situações de crise,decidindo quando é possível o manejo em casa e quando buscar ajuda emergencial.Nem todos os familiares possuem condições estruturais, econômicas e emocionais paraconduzir satisfatoriamente esses aspectos da convivência com a doença. Entretanto, dealguma forma elaboram a experiência, lidam com seu sofrimento e expectativas e podemviabilizar a convivência com a doença, buscando apoio em sua rede de conhecidos, emalgum sistema de crenças e em tratamentos alternativos.” (VILARES et al.1999).Como lembra Vilares et al.,(1999) a esquizofrenia é uma doença Crônica eincapacitante que não afeta somente o doente mental que sofre com ela, mastambém a família que é a base e estrutura do portador.Cabe a família ter afeto, carinho, atenção, paciência, pois são eles quem tem umamaior convivência com os mesmos.De acordo com Scazufca (2000) os familiares após o engajamento da família, inicia-se a intervenção com o programa de educação. Familiares e pacientes tem direito ainformação sobre a situação que esta vivendo e a esclarecer as suas duvidas sobreessa situação.
  19. 19. 19O sofrimento é inevitável por parte da família, pois passam a viver inteiramente coma doença do portador de esquizofrenia. A convivência de fato torna-se indispensável.(NAVARINE, et al. 2008) “Segundo Scazufca (2000) as intervenções psicossociais com familiares de indivíduoscom esquizofrenia se desenvolveram a partir de estudos que mostraram que a presença deum membro com esquizofrenia na família está relacionada á sobrecarga em diversosaspectos da vida da família e seus membros, com os relacionamentos, lazer, saúde física emental.” “O clima afetivo familiar critico, hostil e de alto envolvimento emocional pode afetarnegativamente o curso da doença.” (SCAZUFCA, 2000). “O diagnóstico de doença mental gera um sentimento inexplicável, um vazio umabaixa condição da qualidade de vida. Sentimentos derivados passam a fazer parte docotidiano, como o medo, a tristeza, a vergonha e a piedade, um aglomerado de ações ouefeitos do sentir.” (NAVARINE et al. 2008).3.3. Abordagens familiares “De acordo com Navarine, et al. (2008) a família é atingida profundamente pelosofrimento, sentimento que perpassa o seu viver em todos os níveis, tornando-se ocompanheiro de todas as horas, ao longo da trajetória da doença do familiar.” “As intervenções psicossociais são parte do tratamento do familiar com esquizofrenia edevem ser planejadas conjuntamente com o tratamento medicamentoso e outros clínicosespecíficos.” (SCAZUFCA, 2000).De acordo com os textos lidos a família é essencial na vida do portador deesquizofrenia, ajudando e acompanhando no tratamento. Tudo pode parecerdificultoso, mas quando é feito com carinho e muito amor por parte de qualquerfamiliar o tratamento obtém mais resultado. Mostrar interesse em relação a patologiado mesmo não pode ser em nenhum momento deixada de lado pelos profissionaisda saúde pois são eles que devem orientar e informar sobre qualquer duvida quesurgir ao longo do tratamento. (VILARES et al.1999) (SCAZUFCA, 2000) (RevistaNursing, 2007) (NAVARINE et al. 2008) (FIGUEIREDO et al., 2008)3.4. Pacientes x profissionais da saúde “Os profissionais e os planejadores de serviços de saúde concordam sobre aimportância de se prover serviços aos familiares de portadores de esquizofrenia, mas váriosfatores ainda contribuem para dificultar a implantação e a condução efetiva desses. Diversosautores têm analisado as barreiras entre o sistema de saúde e as famílias de pacientes comesquizofrenia, uma vez que essas representam um problema que deve ser abordado paraque se viabilize a oferta de serviços adequados às realidades socioculturais dessasfamílias.” (VILARES, 2000).
  20. 20. 20 “O paciente não pode ser tratado como um doente, mas, sim como indivíduo, que éúnico, os cuidados de enfermagem precisam atender ás necessidades específicas. ( LIMA etal., 2000) “É prioritário proporcionar confiança ao paciente, vinculando-se a ele e ajudando-o adesenvolver relacionamento com outras pessoas.” (LIMA et al., 2000). “Os dados de realidade, quando distorcidos, devem ser corrigidos, evitando-se umaimposição. (LIMA et al., 2000)
  21. 21. 21CAPITULO 44.1. Qualidade de vida do Portador de esquizofreniaQualidade de vida é, certamente, um conceito amplo, que incorpora todos osaspectos da existência de um individuo. “O interesse na qualidade de vida de indivíduos com esquizofrenia começou comouma intenção da crescente preocupação com o retorno de doentes mentais crônicos acomunidade.” (SOUZA; COUTINHO, 2006). “... a qualidade de vida está relacionada á saúde e ao seu estado subjetivo”.(SANDRI, 2008). “A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu qualidade de vida como a percepçãodo individuo a respeito de sua posição na vida, dentro do contexto, da cultura e do sistemade valores no qual ele vive, e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões epreocupações. É um conceito de caráter multidimensional e abrangente, que incorpora, deuma forma complexa, domínios como a saúde física, o estado psicológico, o nível deindependência, os relacionados sociais, as crenças pessoais (espirituais e religiosas) erelações desses domínios com características ambientais.”Qualidade de vida é um conceito muito amplo e importante, se tornou um novoparadigma... Pois para existir é necessário certamente emprego, família, moradia,ambiente e muitos outros requisitos que tornaram as condições de vida útil obtendomedida de saúde adequada. (OMS); (SANTOS, 2004); (SOUZA; COUTINHO, 2006). “... não basta apenas conhecimento e conscientização para que todos tenham umavida com qualidade. Isto depende também da parceria entre profissionais de saúde e acomunidade em geral.” (SANTOS, 2004).De acordo com pesquisa bibliográfica e de campo, qualidade de vida se constitui, deacordo com que cada indivíduo conduz determinadas situações do dia-a-dia; e quecada problemática sirva de aprendizado para conduzir o que está vivenciando nomomento, minimizando conseqüências produzidas ao decorrer da vida.O interesse na qualidade de vida de indivíduos com esquizofrenia vem com aintenção de facilitar o retorno de doentes mentais crônicos a comunidade; e com apreocupação na reinserção social evitando preconceitos. (VILARES, 2000); (LIMAet al., 2000); (SCAZUFCA, 2000); (SANTOS, 2004); (SOUZA; COUTINHO, 2006);(FIGUEIREDO et al., 2008)
  22. 22. 22CAPITULO 5Dados obtidos na pesquisa de campo para avaliar a qualidade de vida dosportadores de esquizofrenia e seus familiares no município de Ilha Solteira-SP.5.1. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADOAOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA. Entrevistados que sabia sobre sua patologia 20% sabia não sabia 80%Dos portadores de esquizofrenia entrevistado 80% sabia, ser portador da mesma eapenas 20% não sabia, mas o que percebe-se na entrevista não é que não sabesobre sua doença e sim que tem uma formação de idéias equivocas. 1- Quem administra os Antipsicoticos/medicamentos? 0 40% Familiar Eu 60% OutrosDos portadores de esquizofrenia entrevistados 60% relatam que administra suasmedicações e 40% relata que é o familiar quem administra; é o correto pois torna-semais seguro o tratamento quando seus familiares quem administra seusmedicamentos, o risco de esquecer de tomar ou de superdosagem tornam-se bemmenores.
  23. 23. 23 2- Faz uso de outros medicamentos para outras patologias? Sim 50% 50% NãoComo podemos analisar no gráfico acima, 50% faz uso também de medicações paraoutras patologias e 50% não, apenas as da patologia do referido estudo. 3- Existe outra doença associada? 40% Sim Não 60%60% dos entrevistados relatam ter outra doença associada, a esquizofrenia; e 40%refere que não é portador de outra patologia. Portanto podemos refletir que aesquizofrenia pode desenvolver outras patologias ou não varia de acordo com cadaindividuo. De acordo com os gráficos percebe-se a diversidade de opiniões.
  24. 24. 24 4- Faz uso de bebidas alcóolicas? 20% Sim Não 80%80% dos entrevistados relatam não fazer uso de bebida alcoólica e 20% relata quesim, o que é errado pois quem faz uso de medicamentos para transtornospsiquiátricos o consumo de álcool deve ser 0. Porque o álcool também atua nosistema nervoso e corta o efeito esperado da medicação, e tem clientes que deixade tomar suas medicações para fazer o uso de bebidas alcoólicas. 5- Já fez ou faz uso de outras drogas? 0 Sim já usei Matenho uso Nunca Usei 100%100% dos entrevistados relatam nunca ter usado outras drogas. O que é muito bom,porque as drogas agem no sistema nervoso, e com o uso das mesmas, podedificultar e muito, no tratamento, produzindo efeitos a serem confundidos com ostranstornos psiquiátricos. Más os clientes entrevistados ironizam dizendo que: osmedicamentos são drogas.
  25. 25. 25 6- Faz uso do tabaco? 30% Sim Não 70%Dos entrevistados 70% relatam não fazer o uso do tabaco e 30% relata que sim.Como qualquer pessoa infelizmente mantém um vicio terrível, o tabaco é fator derisco de muitas doenças. 7- Você gosta de sair, ir ao cinema, ouvir musica, assistir TV, ler, fazer trabalhos manuais? 0 30% Bastante Pouco Nunca 70%Dos portadores entrevistados 70% relatam gostar pouco de sair, ir ao cinema, ouvirmusica assistir TV, fazer trabalhos manuais; e 30% relatam gostar bastante dasatividades descritas acima. Observamos que os clientes entrevistados têm inibiçãoem interagir na comunidade em que vive por medo, insegurança, vergonha porpensar ser diferente.
  26. 26. 268- Você tem uma vida social ativa, gosta de conversar, fazer amigos emomentos de lazer? a) Vida Social Sim 50% 50% NãoComo podemos analisar no gráfico acima 50% dos entrevistados relata ter uma vidasocial ativa e 50% relata não ter vida social ativa. O que se observa é que ossintomas negativos da esquizofrenia dificultam o portador a querer ter uma vidasocial ativa, e outros conseguem a medida do possível torná-la possível. b) Conversar 40% sim 60% nãoDos clientes entrevistados 60% relatam gostar de conversar, o que é muito bompara desabafar suas duvidas ou medos, e 40% relatam não gostar de conversar,más todos os entrevistados foram bem responsivos e outros bem comunicativos oque faz nós refletirmos será que realmente não gostam de conversar ousimplesmente se sentem incompreendidos.
  27. 27. 27 c) Amigos 40% Sim Não 60%40% dos entrevistados relatam gostar de fazer amigos e 60% relatam não gostar defazer amigos. Um fator de extrema importancia para que o portador se sinta útil,tornaria possivél se eles tivessem oportunidade de trabalhar ou exercer algum papelna comunidade; pois a falta de empregabilidade e exercicios para os mesmos,torna-se sua integração, ainda mais dificil na sociedade. d) Lazer 30% Sim Não 70%70% dos entrevistados relatam gostar de momentos de lazer e 30% relata nãogostar; eles demonstram certa inibição; eles necessitam ter confiança no outro paradesenvolver relacionamentos e atender ás necessidades específicas, momentos delazer é fundamental para todo individuo.
  28. 28. 28 9- Como é seu relacionamento com seus familiares? 0 20% Bom Instavel 80% Ruim80% dos entrevistados relatam que o relacionamento com seus familiares é bom e20% relata ser instável. “Os profissionais de saúde devem refletir sobre suas intervenções junto ao portador detranstorno mental e seus familiares e identificar as necessidades deste grupo. Sobretudo,devem trabalhar com o conceito de recuperação...” (NAVARINE, et. al 2008).Como lembra Vilares et al.,(1999) a esquizofrenia é uma doença Crônica eincapacitante que não afeta somente o doente mental que sofre com ela, mastambém a família que é a base e estrutura do portador.Cabe a família ter afeto, carinho, atenção, paciência, pois são eles quem tem umamaior convivência com os mesmos.10- Você faz exercícios físicos e tem uma boa alimentação? a) Exercícios 40% Sim Não 60%40% dos entrevistados relatam fazer algum tipo de exercício físico, o que é muitobom pois manter-se fazendo exercícios físicos ajudam a não desenvolver outraspatologias; e 60% relatam não fazer, o que não é bom pois cada vez mais ficamsedentários podendo piorar os sintomas da esquizofrenia.
  29. 29. 2910- Você faz exercícios físicos e tem uma boa alimentação? b) Alimentação 10% Sim Não 90%Dos entrevistados 90% relatam alimentar-se corretamente, o que nos mostra que aesquizofrenia quando tratada corretamente não afeta na alimentação, 10% relatamque não se alimentam de forma adequada, más pode- se perceber que é porqueestão confusos necessitado de tratamento, para sua patologia.11- Você tem religião/ freqüenta? Religião? 10% Sim Não 90%90% dos entrevistados relatam ter religião, mesmo tendo que lutar contra osobstáculos, acredita que ter fé ajuda a vencer as barreiras e com Deus no coraçãotudo poderemos alcançar; e 10% relatam que não tem uma religião, más, tem sim féem Deus.
  30. 30. 3011- Você tem religião/ freqüenta? Frequenta? 5 50% 50% 5Como podemos analisar no gráfico acima 50% dos entrevistados relatam freqüentaralguma igreja e 50% relata que não freqüenta. Más todos têm sua crença.Fonte de todos os gráficos: Pesquisa de campo.
  31. 31. 31Dados obtidos na pesquisa de campo para avaliar a qualidade de vida dosportadores de esquizofrenia e seus familiares no município de Ilha Solteira-SP.5.2. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADOAOS FAMILIARES DOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA. 1- Você conhece alguma doença mental ou sabe algo sobre? Sim 30% 30% Bem Pouco 40% NãoDe acordo com o gráfico analisa-se que 40% dos entrevistados relatam saber bempouco sobre doença mental; 30% relatam conhecer sim alguma doença mental; e30% relatam não conhecer nenhuma doença mental; como não sabe algo sobre seufamiliar é um portador de transtorno mental.De acordo com literaturas lidas; os transtornos mentais ao mesmo tempo em que éuma realidade global, são também pouco compreendidos. 2- Você já ouviu falar sobre transtorno mental ou conhece algum portador da doença? Sim 40% Bem Pouco 60% Não60% dos entrevistados relatam que já ouviu falar/ou conhece algum portador dadoença; e 40% relatam que não.Praticamente toda sociedade tem conhecimento de alguma pessoa que sofre dealgum transtorno, seja desconhecido, familiar ou o próprio. Mesmo assim não aceita,surge julgamentos precipitados e fragilidades a fim de trazer prejuízos a sua saúdeou qualidade de vida.
  32. 32. 32 3- Você acha complicada a vida do portador de transtorno mental? 30% 30% Pouco Muito complicada Não 40%40% dos entrevistados relatam que a vida do portador de transtorno mental é muitocomplicada; 30% relatam ser um pouco complicada; e 30% relataram não sercomplicada. Podemos analisar a diversidade de idéias entre os entrevistados.“Segundo Azevedo e Gaudêncio (2007) a esquizofrenia produz alterações nas funçõespsíquicas que podem afetar todas as dimensões da existência do portador.”“De acordo com Vilares et al.,(1999), A esquizofrenia é uma doença crônica, freqüentementeincapacitante...” 4- Você acredita que a comunidade colabora e aceita sem preconceito o portador de transtornos mentais? 30% Sim 70% Não70% dos entrevistados relatam que a comunidade não colabora e aceita sempreconceito o portador de transtorno mental; 30% dos entrevistados relatam que acomunidade aceita sim.Não podemos descartar o preconceito, pois ele ainda existe de uma maneira ou deoutra cabe a sociedade em geral aceitar e aprender a lidar com o fato; pois sãopessoas que precisam de uma atenção maior, um carinho dedicação não só porparte da família que lida dia a dia com o seu familiar doente, mas também pelasociedade que deve evoluir mediante os seus pensamentos.
  33. 33. 33 5- Sua familia tem acompanhamento de profissionais de saúde e outros; "grupo de apoio por exemplo."? 40% sim 60% não60% dos entrevistados relatam ter acompanhamento de profissionais de saúde/ououtros; e 40% relatam que não tem acompanhamento, mesmo tendo o localdisponível para o tratamento. Desenvolvemos este trabalho de pesquisa de campo,com a utilização de questionários de perguntas fechadas com clientes quefreqüentam; o núcleo de saúde mental no prédio (CERDIF); de Ilha Solteira-SP. 6- Você acredita que o portador de transtorno mental, leva uma vida normal? sim 50% 50% não50% dos entrevistados relatam que o portador de transtorno leva uma vida normal e50% relatam que não.Diante do exposto conclui-se que o que mais se necessita ser trabalhado, é aconscientização e o preconceito da população em geral, e principalmente osprofissionais da saúde. Porque após estudos e análise certificamos que, o portadorde esquizofrenia quando realiza o tratamento corretamente, consegue levar umavida a medida do possível normal, a minoria dos portadores que não conseguemtalvez por não fizer um tratamento adequado.
  34. 34. 34 7- Como você classifica sua qualidade de vida? 10% 0% Ótima boa 90% ruim90% dos entrevistados relatam ter uma boa qualidade de vida e 10% relatam que éruim. De acordo com pesquisa bibliográfica e de campo, qualidade de vida seconstitui, de acordo com que cada indivíduo conduz determinadas situações do dia-a-dia; e que cada problemática sirva de aprendizado para conduzir o que estávivenciando no momento, minimizando conseqüências produzidas ao decorrer davida. 8- Você sabia que familiar do portador de transtorno mental tem probabilidade a desenvolver a patologia? sim 50% 50% não50% dos entrevistados relatam que familiares tem sim probabilidade a desenvolver apatologia e 50% relatam que não. Talvez por desconhecerem estudos que dizem que háum componente genético importante. Quando alguém tem um familiar próximo comesquizofrenia o seu risco de ter essa doença passa de 1%( da população em geral) para10%. Sabe-se que, além do fator genético, fatores ambientais e experiências de vidainteragem nesse processo de uma forma ainda não conhecida.” (AMARAL, 2003).
  35. 35. 35 9- Voce acha que a internação em hospitais especializados é essencial para a recuperação; principalmente em momentos de crises psicológicas? sim 50% 50% não50% dos entrevistados acha que a internação é essencial para a recuperação dosportadores de transtorno mental em momentos de crise e 50% relatam que não, poishouve relato que não existe hospitais especializados e sim hospícios de loucos.Hoje podemos dizer que teve um avanço, pois os portadores de doença/transtornomental eram incompreendidos, e considerados como “loucos”, anormais, julgadocomo possuídos por forças maléficas e abandonados sem moradia, alimentação, esem expectativas. (Rodrigues, 2001) (SPADINI, et al. 2006) (LIMA, et al. 2000). 10- Você acha que a estrutura e o apoio familiar são extremamente importantes no dia-a-dia? 40% sim 60% não60% dos entrevistados relatam que a estrutura é extremamente importante no dia-a-dia do portador de transtorno mental; e 40% relatam que não. “De acordo com Navarine, et al. (2008) a família é atingida profundamente pelosofrimento, sentimento que perpassa o seu viver em todos os níveis, tornando-se ocompanheiro de todas as horas, ao longo da trajetória da doença do familiar.”Todos os aspectos ambientais contribuem para uma saúde mental. Mas um itemcontribuinte importante é a estrutura familiar; desde o momento que ainda estásendo gerado até, o dia de sua morte.Fonte de todos os gráficos: Pesquisa de campo
  36. 36. 365.3. DISCUSSÃO APÓS ANÁLISE DE DADOS “Ao assumir o cuidado do doente podem emergir sentimentos e emoções latentes,provocando o desequilíbrio e o sofrimento. A partir daí, surge uma nova dinâmica no modode ser da família, e ela adquire forças para aceitar e ajudar o membro portador, aprendendoa conviver com a doença.” (NAVARINE, V.; HIRDES, A. 2008).Um fator de extrema importancia para que o portador se sinta útil, tornaria possivélse eles tivessem oportunidade de trabalhar ou exercer algum papel na comunidade;pois a falta de empregabilidade e exercicios para os mesmos, torna-se suaintegração, ainda mais dificil na sociedade. Por esse motivo o portador torna-sedependente, gerando uma sobrecarga fisica e mental em seu familiar; por estarenvolvido com o cuidar.Para trabalhar com cada familia faz-se nescessário uma análise geral de como é oseu convivio. Observando seus medos e tabus sobre a patologia que toma conta deseu corpo e de sua vida.Para melhorar a expectativa é nescessário um conjunto de ações, obtendo assimqualidade de vida de acordo com cada realidade e como o individuo conduz suavida.Nas frases a seguir relatos dos entrevistados é possível analisarmos ainsegurança e o medo do mundo lá fora e outros por sua bela capacidade.[...] eu tenho vergonha de sair, pois todos ficam reparando meu tremor...[...] quando eu digo para alguém que tenho esquizofrenia as pessoas que não sabeo que é não! Mas quem é da área da saúde que sabe o que é esquizofrenia chegamuda o semblante do rosto, levantando a sobrancelha...[...] tenho medo de sair na rua porque tem muito carro.[...] gosto de ler, pintar telas e nelas exponho o que estou sentindo no momento, poisé uma viagem que está dentro da minha cabeça.Para a amostra do estudo foi administrado questionários fechados a 10 famílias;sendo que foram disponibilizadas 13 famílias, que tinha há esquizofrenia presenteem suas vidas por meio de um familiar, mas 3 dos mesmos não foram encontradospara realizarmos a abordagem.
  37. 37. 37Observamos que os clientes entrevistados têm inibição em interagir na comunidadeem que vive por medo, insegurança, vergonha por pensar ser diferente. Mas afinal oque é ser diferente?Fatores indicam que todo ser humano é diferente um do outro, mas somos todosiguais perante direito de ir e vir. “Os profissionais de saúde devem refletir sobre suas intervenções junto ao portador detranstorno mental e seus familiares e identificar as necessidades deste grupo. Sobretudo,devem trabalhar com o conceito de recuperação...” (NAVARINE, et. al 2008).
  38. 38. 38CONCLUSÃOA esquizofrenia determina o impacto não apenas no portador da doença, mastambém em todos da sociedade em geral e principalmente familiares.A qualidade de vida do portador de esquizofrenia e seus familiares são de altarelevância, indiscutível, pois, todo doente mental necessita de respaldo de todos,para uma vida digna; com assistência a saúde e acompanhamento não só dodoente, mas de todos que convivem com a doença; sendo assim faz-se necessárioassisti-los e ajudá-los a conviver com o fato.Visando que o amor, compreensão, entendimento, tanto pela sociedade como pelafamília podem ajudar que essa qualidade de vida aconteça.Não podemos descartar o preconceito, pois ele ainda existe de uma maneira ou deoutra cabe a sociedade em geral aceitar e aprender a lidar com o fato; pois sãopessoas que precisam de uma atenção maior, um carinho dedicação não só porparte da família que lida dia a dia com o seu familiar doente, mas também pelasociedade que deve evoluir mediante os seus pensamentos.Diante do exposto conclui-se que o que mais se necessita ser trabalhado, é aconscientização e o preconceito da população em geral, e principalmente osprofissionais da saúde. Porque após estudos e análise certificamos que, o portadorde esquizofrenia quando realiza o tratamento corretamente, consegue levar umavida a medida do possível normal, a minoria dos portadores que não conseguemtalvez por não fazer um tratamento adequado.Se existem tantas campanhas relacionadas a saúde por que não abordarproblemáticas sobre doenças psiquiátricas?Sendo assim faz-se necessário trabalharmos na ampliação dos pensamentos. Ameta deve ser educação permanente e continuada em nível multidimensional emultidisciplinar.
  39. 39. 39REFERENRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASDICIONÁRIO BRASILEIRO DE SAÚDE, Organizadora: Genilda Ferreira Murta et al.3ª Edição – 2009 São Caetano do Sul, SP Editora: Difusão.VOLCAN, S.M.A.; et al. Relação entre bem- estar espiritual e transtornospsiquiátricos menores: estudo transversal São Paulo agosto 2003 vol.37Disponível em:http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102003000400008 Acesso em: 12/01/2011SPADINI, L.S; et al. sob o olhar de pacientes e familiares: São Paulo março de2006 vol.40Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342006000100018 Acesso em: 14/02/2011Manual do técnico e auxiliar de enfermagem / coordenação de Idelmina Lopes deLima... [et al.]. – 6. Ed. Ver. e ampl. – Goiânia: AB, 2000. Acesso em: 13/05/2011ESPINOSA, F. A. Guias práticos de enfermagem/psiquiatria Rio de Janeiro-RJ2000 Acesso em:: 17/03/2011MEDEIROS P; F .GUAZZERLLI.B;et.al Teoria e pesquisa o conceito de saúde esua implicação nas práticas Rio grande do Sul-RS Set/Dez 2005 vol.21 n 3 p 263-269 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ptp/v21n3/a02v21n3.pdf Acesso:14/05/2011.WYATT, 2001 citado em 2005 por QUARANTINI, L; C.et al tratamento dotranstorno esquizoafetivo Rev. psiquiatr. clín. vol.32 suppl.1 São Paulo 2005Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832005000700013 Acesso em: 12/10/2010AZEVEDO, M; P.G revista nursing esquizofrenia sob a ótica familiar 2007Disponível em: http:/ww.resvistanursig.com Acesso em:02/03/2011
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  42. 42. 42ANEXO ITERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOEstamos realizando um estudo com o intuito de ampliar o conhecimento e adiscussão na enfermagem e comunidade em geral.Este estudo prioriza identificar a qualidade de vida do portador de esquizofrenia eseus familiares, bem como após levantamento de dados de informações obtidas defamiliares e portadores de transtorno mental.Desse modo informamos e solicitamos, por meio deste, a autorização para arealização da referida pesquisa, aos portadores de transtorno mental; familiares ouresponsáveis; desejando sua valiosa colaboração.EU_______________________________________ RG nº__________________Cientes das informações recebidas concordam com a minha participação napesquisa intitulada “Qualidade de vida do portador de esquizofrenia e seusfamiliares”, que será realizada sobre responsabilidade de Lilian e Muriel, estudantesdo curso técnico de enfermagem pela ETEC/Ilha Solteira, pois estou informado deque em nenhum momento o doente e o familiar serão expostos a riscos causadospela participação no estudo e de que poderei em qualquer momento recusar ouanular o consentimento por mim assinado, sem nenhum prejuízo para minhapessoa.Estou ciente também de que os resultados encontrados no estudo serão usadosapenas por fins científicos.Fui informada (o) de que não terei nenhum tipo de despesa ou gratificação pelareferida participação nesta pesquisa e de que terei acesso aos resultados publicadosem periódicos científicos.Pelo exposto, concordo voluntariamente em autorizar a participação dos meusrelatos no referido estudo.
  43. 43. 43_____________________________________________ Assinatura do entrevistado (a)______________________________________________ Assinatura do pesquisador____________________________________________ Assinatura do professor responsável
  44. 44. 44ANEXO IIDados pessoaisNome: Idade: Sexo:Estado civil: Com quem vive:Situação Profissional: Nível de Instrução:Idade em que apresentou o primeiro sintoma da doença:Subtipo de esquizofrenia:N° de Internações psiquiátricas:N° de consultas psiquiátricas que foi nos últimos 12 meses:Terapia atual utilizada:Questionário: 1- Quem administra os Antipsicoticos/medicamentos?  Familiar  Eu  Outros 2- Faz uso de outros medicamentos para outras patologias?  Sim  Não 3- Existe outra doença associada?  Sim  Não 4- Faz uso de bebidas alcoólicas?  Sim  não 5- Já fez ou faz uso de drogas ilícitas?  Sim já usei  Mantenho uso  Nunca use
  45. 45. 456- Faz uso do tabaco? Sim  Não7- Você gosta de sair, ir ao cinema, ouvir musica, assistir TV, exercitar leitura ou outras atividades? Bastante  Pouco  Nunca8- Você tem uma vida social ativa, gosta de conversar, fazer amigos e momentos de lazer?a) Vida social Sim  Nãob) Conversar Sim  Nãoc) Amigos Sim  Nãod) Lazer Sim  Não9- Como é seu relacionamento com seus familiares? Ótimo  Instável  Péssimo10- Já pensou em cometer suicídio ou já tentou fazê-lo? Já pensei  Já tentei  Nunca pensei11- Você faz exercícios físicos e tem uma alimentação balanceada?a) Exercícios Sim  Nãob) Alimentação Balanceada Sim  Não
  46. 46. 46ANEXO IIIQuestionário 1- Você conhece alguma doença mental ou sabe algo sobre? Sim ( ) bem pouco( ) não( ) 2- Você já ouviu falar sobre esquizofrenia ou conhece algum portador da doença? Sim ( ) bem pouco( ) não( ) 3- Você acha complicada a vida do portador de esquizofrenia e seus familiares? Pouco ( ) muito complicada( ) não( ) 4- Você acredita que a comunidade colabora e aceita sem preconceito o portador de esquizofrenia? Sim ( ) não( ) 5- Sua família tem acompanhamento de profissionais de saúde e outros; “grupo de apoio, por exemplo,”? Sim ( ) não( ) 6- Você acredita que o portador de esquizofrenia, ou o “doente mental”, leva uma vida normal? Sim ( ) não( ) 7- Como você classifica sua qualidade de vida? Ótima ( ) Boa ( ) ruim ( ) 8- Você sabia que familiar do portador de esquizofrenia tem probabilidade a desenvolver a patologia? Sim ( ) não( ) 9- Você concorda que a internação em hospitais especializados é essencial para a recuperação; principalmente em momentos de crises psicológicas? Concordo ( ) não concordo( ) 10- Você concorda que a estrutura e o apoio familiar são extremamente importantes no dia-a-dia? Concordo ( ) não concordo( )

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