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Função social da escola

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Transcript

  • 1. Por que é importante conhecer o papel da escola no mundo contemporâneo?
    • A escola é a instituição que a humanidade criou para socializar o saber;
    • Mesmo quando a escola cumpre o sua tarefa básica de possibilitar o acesso ao saber, sua função social depende do contexto histórico-social que está inserida, expressando diferenças entre as sociedades, países, povos e religiões;
    • No Brasil, desde o início da nossa história, a educação foi marcada por função social excludente – uma escola para uma pequena minoria da sociedade (nobreza e burguesia)
  • 2.
    • A escola do passado tinha a tarefa de transmitir às novas gerações o conhecimento sistematizado e as normas de convivência consideradas necessárias aos mais jovens;
    • Com a Revolução Francesa, Democracia Americana e Revolução Industrial a escola passou a ser compreendia como instituição necessária aos filhos da elite e também para as classes trabalhadoras (ensino da leitura e dos cálculos), pois estes últimos precisavam aprender a ler os manuais de instrução;
    • Na Europa e na América Latina a escola se expandia e o ensino fundamental atendia amplas camadas da população, já no Brasil e educação continuava um privilégio para poucos;
  • 3.
    • A Constituição do Império estabelecia a instrução primária gratuita a todos os cidadãos;
    • A conquista da educação pública e gratuita e de iniciativa do Estado é uma conquista da República;
    • Constituição de 1934 – gratuidade e obrigatoriedade do ensino primário;
    • LDB 5692/71 – ampliou a oferta de 4 anos para 8 anos, instituindo o ensino de 1º e 2º graus, propondo a profissionalização do ensino;
  • 4.
    • Somente a partir da décadas de 20 e 30 é que as coisas mudar no campo educacional no Brasil, sob a influências de alguns eventos:
      • Semana da Arte Moderna – 1932 (cultura);
      • Quebra da Bolsa de Nova York – 1929 (economia;
      • Resolução – 1930 e Estado Novo – 1937 (política);
      • Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova – 1932 (educação).
    • Problemas educacionais enfrentados:
      • Dificuldades de acesso e permanência na escola;
      • Excesso de repetências – fracasso escolar;
      • Problemas de fluxo escolar;
      • Má formação dos profissionais da educação.
  • 5.
    • Constituição de 1988 e a LDB de 9394/96 definem os princípios , formas de organização da educação nacional e educação escolar em seus diferentes níveis;
    • Constituição Federal (1988) estabelece que a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da família, sua finalidade é o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para cidadania e sua qualificação para o trabalho” (Art. 205);
    • A LDD 9394/96 traz as funções da escola e acrescenta o objetivo promover uma cultura de sucesso escolar para todas as crianças; (é uma Lei flexível)
  • 6.
    • Uma escola voltada para o pleno desenvolvimento do educando valoriza a transmissão do conhecimento, mas também enfatiza outros aspectos como as formas de convivência entre as pessoas, o respeito às diferenças, a cultura escolar, busca promover diferentes aprendizagens necessárias ao cidadão do século XXI;
    • Princípio: Constituição e LDB – “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”;
    • Função Social: democratização social do saber – ensinar bem e preparar os indivíduos para exercer a cidadania e o trabalho no contexto de um sociedade complexa.
  • 7. Como fica a escola na sociedade do conhecimento?
    • No Brasil de hoje a função da escola básica de transmitir o saber sistematizado não é um fim em si mesmo, mas o “meio para atingir a finalidade de desenvolver o educando de maneira plena, de preparar-lhe para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores” (LDB, Art. 22);
    • A formação básica do educando se faz a partir dos conteúdos estudados e compreendidos – forma (formação) e conteúdos vão juntos;
  • 8.
    • O ideal “todos na escola” não foi atingido, em muitas regiões e escolas;
      • A democratização do acesso à escola nem sempre era garantia da permanência e do sucesso escolar do aluno;
      • Problemas diversos comprometeram a qualidade do ensino;
  • 9.
    • Século XVII – agricultura – trabalho como forma de sustentação da vida – possuir grande quantidade de terra era indicador de riqueza;
    • Século XIX – Revolução Industrial – nova aprendizagem para o trabalhadores – domínio da leitura e dos cálculos – o capital gera lucro (riqueza) a partir da mais-valia – mão de obra operária – produção;
    • 2ª metade do século XIX – mudanças da tecnologia e nos meios de comunicação. As informações modificam-se rapidamente, exigindo do trabalhador formação contínua e domínio de mais conhecimentos;
  • 10.
    • A agricultura e a indústria continuam a existir, mas têm suas tecnologias influenciadas pela a tecnologia da informação e pelos meios de comunicação;
    • Os conhecimentos sistematizados não estão mais reunidos unicamente nas bibliotecas, nem o acesso a eles se dá apenas na sala de aula;
    • Pensar a função social da escola nesse novo contexto significa pensar a relação da escola com a tecnologia e os meios de comunicação;
  • 11. Velocidade de criação e renovação Acesso múltiplo Contínua exigência de atualização ERA DA INFORMAÇÃO SOCIEDADE DO CONHECIMNETO Nova escola Novo jeito de ensinar e aprender Um diploma e domínio de equipamentos modernos não bastam Excelência do conhecimento
  • 12.
    • O conhecimento é entendido como um valor especial, mais até do que os bens materiais;
    • A escola precisa repensar a respeito de sua organização, sua gestão, sua maneira de definir os tempos, os espaços, os meios e as formas de ensinar (jeito de fazer escola);
    • UNESCO – Comissão Internacional sobre as Educação para o século XXI – instituiu os quatros pilares da educação:
      • APRENDER A CONHECER
  • 13.
    • UNESCO – Comissão Internacional sobre as Educação para o século XXI – instituiu os quatros pilares da educação:
      • APRENDER A CONHECER – domínio dos próprios instrumentos do conhecimento – aprender a aprender – processos e habilidades cognitivas;
      • APRENDER A FAZER – competências que tornem a pessoas aptas a enfrentar várias situações e trabalhar em equipe;
      • APRENDER A CONVIVER - direção da descoberta progressiva do outro e da interdependência quanto a participação em projetos comuns;
      • APRENDER A SER – desenvolvimento total da pessoa – pensamento autônomo e criativo, formular seus próprios juízos de valor.
  • 14. Função da escola – realização plena do ser humano; Construção – passagens dos princípios para um projeto pedagógico; Práticas e ações dos educadores Currículo como trajetória de formação dos alunos Conhecimentos para melhor entender a sociedade global e melhor conviver e agir em sua comunidade e no seu trabalho Aprendizagem significativa
  • 15.
    • O que a escola tem a ver com a democracia?
    • Diferença entre democracia como valor e como processo,
    • Valor – diz respeito àquilo que tem importância para a vida das pessoas, para as formas de organização da vida coletiva – expressa nas leis;
    • Processo – ao afirmar a democracia como um valor, uma sociedade busca caminhos para assegurá-la . Nesse sentido a democracia não é algo dado, mas um processo em permanente construção;
      • É construída no cotidiano das nossas relações, fruto do trabalho coletivo.
  • 16.
    • A escola pode ser um espaço privilegiado de exercício da democracia como valor e como processo;
    • Pelo convívio, crianças e jovens aprendem limites que permitem situar o seu direito individual em relação ao direito dos outros;
    • A noção de democracia como processo no cotidiano escolar acontece por meio de uma gestão democrática do ensino, do convívio onde a noção do “nós” aflora e deve ser cultivado;
    • Aprender a conviver com o outro e respeitar seu limite é um princípio básico da convivência democrática.
  • 17.
    • Como a escola e a comunidade se articulam?
    • A escola é um instituição que representa importante centro de convivência coletiva – espaço de troca de conhecimentos e de socialização;
    • Tem uma estreita relação com a comunidade que está inserida;
    • A escola é espaço próprio da tarefa educativa, e está inserida num todo social amplo e complexo, por isso deve buscar conhecer e estabelecer um boa relação com seu entorno.
  • 18.
    • Os pais lutam para que seus filhos frequentem a escola, porque sabem o valor que o conhecimento tem na vida em sociedade;
    • Os alunos estão na escola para ter acesso ao conhecimento;
    • Os professores estão na escola para garantir esse acesso de forma mais direta, por meio de situações de “ensinagem” que possibilitem aos alunos a aquisição do conhecimento sistematizado;
    • A equipe gestora está na escola para assegurar condições propícias ao encontro entre alunos, professores e conhecimento;
    • Sala de aula principal loca de encontro e sistematização de conhecimento e de socialização.
  • 19.
    • A escola pode ser um espaço privilegiado de exercício da democracia como valor e como processo;
    • Pelo convívio, crianças e jovens aprendem limites que permitem situar o seu direito individual em relação ao direito dos outros;
    • A noção de democracia como processo no cotidiano escolar acontece por meio de uma gestão democrática do ensino, do convívio onde a noção do “nós” aflora e deve ser cultivado;
    • Aprender a conviver com o outro e respeitar seu limite é um princípio básico da convivência democrática.
  • 20.
    • A escola não é uma instituição solta no espaço, tem uma história, que foi construída por aqueles que em algum momento de suas vidas por ela passaram;
    • Tão mais significativo do que o prédio e as instalações é a qualidade do trabalho pedagógico que se realiza no interior da escola;
    • Para cumprir sua função social a escola necessita estar em ligação permanente com seu contexto social, histórico, político, econômico e cultural (entorno).
  • 21.
    • Existem distanciamentos entre a escola e a comunidade, provocado pelas expectativas não atendidas de ambas as partes (escola – pais – comunidade);
    • A para os pais é na maioria das vezes uma “caixa-preta”;
    • A escola é vista como um espaço de trocas sociais pelos alunos, mas a socialização não é um aspecto valorizado pela equipe escolar;
    • A escola e as famílias perdem com a falta de convívio,
    • Nem sempre a escola reconhece que o respeito à cultura e a forma de viver dos grupos sociais a que pertencem seus alunos é o primeiro passo para possa existir um comunicação genuína entre ela e a comunidade;
  • 22.
    • Quando pais se envolvem na educação dos filhos, a chance de sucesso das crianças nos estudos é bem maior.
    • Uma comunidade bem informada pode contribuir de forma decisiva para a melhoria da qualidade da escola;
    • A mudança da relação escola e comunidade requer que a própria equipe escolar reconheça a escola não apenas como uma instituição voltada para a transmissão do saber, mas como importante espaço de convivência humana, onde todos são aprendizes.
  • 23.
    • Escola e cultura – que tipo de relação é esta?
    • A cultura diz a todo modo de vida de uma sociedade, se refere à forma como as pessoas e os grupos sociais produzem sua própria existência a partir das influências que recebe;
    • A influencia da cultura geral sobre as pessoas e as instituições não se dá se de maneira determinística, de cima para abaixo, ao contrário, o que existe é uma via de mão dupla;
    • Na vivência diária de uma instituição e de um lugar, as pessoas e os grupos que aí se formam vão produzindo novos modos de vida humana, e assim, recriam a cultura geral;
  • 24.
    • No interior de uma instituição as pessoas são influenciadas tanto pelos aspectos provenientes da cultura geral, da sociedade como um todo, tanto pelo que a pessoa passa a na vivência da realidade que a cerca, que pode ser chamada de cultura específica;
    • Essas influencias não são aceitas de forma pacífica pelas as pessoas, passam pela sua reflexão, resultando muitas vezes na criação de novos aspectos, incorporados nessa cultura específica;
    • Na escola as pessoas e os coletivos são sujeitos e agentes da cultura e da história;
    • Para André Chervel, a escola é mais do que um lugar de transmissão de uma geração à outra dos conhecimentos sistematizados, ela é um lugar onde se criam novos conhecimentos e onde se cria uma nova cultura;
  • 25.
    • Duplo papel da escola “de formar não somente os indivíduos, mas também uma cultura que vem por sua vez penetrar, moldar, modificar a cultura da sociedade global” (Chervel, 1990).
    • Ao se relacionarem com os alunos, com seus pais, com os participantes da comunidade, a equipe gestora e os professores estão construindo saberes e valores;
    • Uma escola identificada por sua cultura especial detém força para influir na cultura da comunidade;
    • A construção da história e da cultura de uma escola depende de todos – “sem partilha, não se cria uma cultura positiva para a escola.