Saúde Mental e Trabalho

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Saúde Mental e Trabalho

  1. 1. Alguns pontos importantes quando se pensa em intervenção na área da SMT
  2. 2. Saúde Mental e Trabalho <ul><li>O que define o campo? </li></ul><ul><li>Quais os modelos? </li></ul><ul><li>Pra pensar em intervenções no campo da SMT há que definir como nos aproximamos. </li></ul><ul><ul><li>Estresse </li></ul></ul><ul><ul><li>Psicodinâmica </li></ul></ul><ul><ul><li>Psicopatologia </li></ul></ul><ul><ul><li>Violência </li></ul></ul>
  3. 3. Teorias do Estresse <ul><li>EFEITOS SOBRE O INDIVÍDUO </li></ul><ul><li>ESGOTAMENTO </li></ul><ul><li>BURNOUT </li></ul><ul><li>DOENÇAS CARDIOVASCULARES </li></ul>TRABALHO DEMANDAS SUPORTE SOCIAL LATITUDE DE DECISÃO ESTRESSE
  4. 4. Psicodinâmica - Alguns conceitos <ul><li>Organização do trabalho </li></ul><ul><ul><li>a organização do trabalho aparece como o resultado de um processo complexo de negociação. </li></ul></ul><ul><li>Trabalho </li></ul><ul><ul><li>“ é a atividade desenvolvida por homens e mulheres para fazer face ao que não é já dado pela organização prescrita do trabalho” </li></ul></ul><ul><ul><li>o sentido do trabalho é entendido de forma dinâmica como algo que é construído nas relações intersubjetivas que têm lugar em situações concretas de trabalho e tem como centro a questão do reconhecimento </li></ul></ul>
  5. 5. O SENTIDO DO TRABALHO <ul><li>Trabalho, prá mim, é uma coisa que traz dignidade prá pessoa, faz a pessoa se sentir bem, valorizada. E a dignidade é uma coisa que te eleva. Agora que eu não tô trabalhando, eu me sinto uma inútil, então o trabalho faz a pessoa ser gente, que faz ter sonhos, idéias, vou construir, vou fazer, vou ajudar meus filhos. (Costureira) </li></ul>
  6. 6. Dinâmica do Reconhecimento <ul><li>=> eixo central da análise psicodinâmica do trabalho . </li></ul><ul><li>Cooperação </li></ul><ul><ul><ul><li>regras de trabalho </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>mobilização subjetiva dos sujeitos. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Contribuição - retribuição </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Os julgamentos, -- trabalho e seus resultados não ao sujeito. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Julgamento de utilidade - racionalidade instrumental - eficácia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Julgamento de beleza - racionalidade prática racionalidade subjetiva </li></ul></ul></ul>
  7. 7. <ul><li>Julgamento (ter) => retribuição simbólica (ser) => realização de si </li></ul><ul><ul><ul><li>dinâmica da construção fortalecimento da identidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>mobilização subjetiva => real - trabalho=> realização de si </li></ul></ul></ul>
  8. 8. Que limite tem o corpo? <ul><li>O ambiente era de uma cobrança muito grande, tudo com meta pra atingir. Tanto que da minha época, e faz 2 anos que eu tô afastada, se eu voltar lá não tem mais nenhum funcionário que trabalhava comigo. Porque é assim, tu não atingiu a meta, 3 meses e tchau pra ti. Tão te desligando porque tu não tá produzindo. Tu te estopora todo, te arrebenta pra manter o emprego e ganhar um pouco mais. Porque era assim, vinha de cima a pressão, mas tinha o supervisor que ficava em cima com aquela cobrança, ficava perguntando: .E daí, como é que tá?.. Eu não sei como é que eu agüentei tanto tempo. ( Operadora de telemarketing ) </li></ul>
  9. 9. A pressão internalizada? <ul><li>Eu produzia mais que os outros, porque se a gente não fizesse isso, não ganhava cesta básica, não ganhava tanto por cento a mais... Porque eles querem pessoas que produzem. (Confeccionadora de Esponjas) </li></ul>
  10. 10. Trabalhar em casa ... <ul><li>Eu dava aquele pique na casa de manhã e de tarde eu pegava na costura e ia até 2 horas da manhã, tranqüilamente, conforme fosse o pedido. Eu fazia intervalos durante a costura prá cuidar das lições da escola da filha, prá fazer janta, prá atender a casa um pouco. Eu não parava e voltava pro atelier de novo. ( Costureira ) </li></ul>
  11. 11. Vale tudo para atingir as metas? E a violência? <ul><ul><li>Reconhecimento é pagar um pouco melhor, fazer o ambiente de trabalho se tornar um pouco melhor. Porque lá era muito tumulto, sabe? O gerente era muito estúpido com as pessoas. A gente ficava propriamente nervosa, porque ele já vinha xingando, e daí de tão nervosa tu não conseguia mais trabalhar direito. Sei lá, podia dar uns minutos pras pessoas descansar, né? Porque daí as pessoas vão com tudo trabalhar ( costureira de calçados ). ( GHISLENI, AP e MERLO, ARC. Trabalhador Contemporâneo e Patologias por Hipersolicitação. Psicologia: Reflexão e Crítica, 2005, 18(2), pp.171-176). </li></ul></ul>
  12. 12. <ul><li>AmBev é multada pelo TRT por assédio moral - Vendedores eram expostos pelo fato de não cumprirem as metas de vendas estabelecidas pela empresa </li></ul><ul><ul><li>[23/08/2006 - Gazeta Mercantil] - A Justiça do Trabalho aplicou a maior mul-ta da sua história em ação coletiva de danos morais. A Companhia Brasileira de Bebidas (AmBev) foi multada em R$ 1 milhão por assédio moral praticado pela empresa aos vendedores. • Leia aqui nossa opinião • Comente essa notícia • Leia todos os comentários </li></ul></ul><ul><li>• Não foi a primeira vez que a AmBev foi denunciada. Em outubro de 2005 o TST confirmou a validade de duas indenizações por dano moral impostas à sua filial mineira que aplicava castigos vexatórios aos trabalhadores que não alcançavam as metas de vendas exigidas. Leia mais. </li></ul>http://www.nesc.ufrj.br/assediomoral/
  13. 13. Que intervenções?
  14. 14. Que intervenções? Alguns exemplos ... <ul><li>Quando o indivíduo é o foco </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Prevenção primária – curso de como lidar com situações estressantes, curso de como gerenciar sem estresse, screening de tipos de personalidade, critérios de seleção, etc </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Quando o sofrimento é de tal ordem que precisa de tratamento. </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Quando o grupo é o foco </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Método da psicodinâmica </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Treinamentos diversos </li></ul></ul></ul></ul>
  15. 15. <ul><li>Quando o “ambiente” é o foco </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Situações de risco para a saúde - como abordar? </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Fatores de risco </li></ul></ul></ul></ul>
  16. 16. Situação de violência – como, onde e até que ponto intervir? <ul><li>No ambiente físico </li></ul><ul><li>Na organização do trabalho </li></ul><ul><li>Nas condições de trabalho </li></ul><ul><li>Na vítima/alvo </li></ul><ul><li>Politica de controle da violência no trabalho/ estratégias integrais </li></ul><ul><li>O risco da invisibilidade (Unirio) </li></ul>
  17. 17. Limites éticos <ul><li>Quais as chaves? </li></ul><ul><ul><li>Respeito às pessoas (autonomia) </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quando a intervenção se faz como caça às bruxas ou quando se impõe rígidos critérios de seleção para admissão </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Direito ao trabalho – mesmo que tenha que ser protegido </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Diálogo para que se possa acordar princípios e regras de funcionamento </li></ul></ul>

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