A Trajetoria da Internet no Brasil
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A Trajetoria da Internet no Brasil

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Apresentação de slides referentes a uma dissertação sobre a história da Internet.

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A Trajetoria da Internet no Brasil A Trajetoria da Internet no Brasil Presentation Transcript

  • A Trajetória da Internet no Brasil: do surgimento das redes de computadores à instituição dos mecanismos de governança Marcelo Sávio Apresentação baseada em dissertação, de mesmo título, concluída em setembro de 2006, a qual se encontra disponível para download em: http://www.scribd.com/msavio 1
  • Introdução “Uma geração que ignora a história não tem passado – e nenhum futuro.” Robert Heinlein (1907-1988), escritor de ficção científica norte-americano. 2
  • Objetivo principal da dissertação Fornecer um texto que possa ser usado como referência para uma história da Internet no Brasil, tratando o assunto através de uma abordagem sociotécnica da ciência e da tecnologia. 3
  • Panorama atual • As pesquisas referentes à história da Internet no Brasil são raras e, em geral, focam mais fortemente em apenas algum aspecto mais específico, como o comercial, acadêmico ou internacional; • A comunidade de História da Ciência é ainda pequena no Brasil; • A Internet é um assunto recente no Brasil (apesar de já possuir alguns mitos associados); 4
  • Principais fontes • Entrevistas com alguns dos principais protagonistas da Internet no Brasil; • Consulta a arquivos (alguns dos próprios entrevistados) compostos de notícias de jornais e revistas, atas de reunião, relatórios, websites, correspondências trocadas com terceiros etc.; • Referências bibliográficas citadas; • Experiência vivida pelo autor. 5
  • Motivação • O conhecimento da história de uma tecnologia é fator fundamental para o seu pleno domínio; • Ao evidenciar a riqueza da nossa experiência histórica com a Internet, pretende-se oferecer alguns subsídios para os futuros esforços de criação de saberes autóctones em ciência e tecnologia. 6
  • Recorte cronológico 1945 1950 1955 1960 1965 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 SAGE ARPANET TCP/IP CSNET USENET BITNET NSFNET Capítulo 1 X.25 OSI CB-21 BRISA POSIG POSIT Capítulo 2 Embratel Telebrás Ciranda RENPAC Videotexto Capítulo 3 Capítulo 4 RST LARC RedeRio ANSP RNP Capítulo 5 BBS Alternex Rio-92 Capítulo 6 WWW CIX ISPs CGI “Década das redes” 7
  • Capítulo 1 O advento das redes de computadores “Uma guerra sempre avança a tecnologia, mesmo sendo guerra santa, quente, morna ou fria” Renato Russo (1960-1996), poeta e músico 8
  • Objetivo • Apresentar o cenário internacional vinculado à trajetória da Internet no Brasil. • Deixar disponível uma história da Internet, escrita em português, a partir da síntese do trabalho de alguns autores estrangeiros (ABBATE, EDWARDS, HAUFEN, SALUS, O’NEILL, QUARTERMAN, etc.); 9
  • No início houve uma grande explosão... Teste no deserto em Alamogordo, Novo México, EUA (julho de 1945)
  • Seguida de outras duas... Bomba em Hiroshima, Bomba em Nagasaki, Japão (agosto de 1945) Japão (agosto de 1945) .. que terminaram uma Guerra
  • E desencadearam outra... A Guerra Fria
  • Teste de Bomba Teste de Bomba Atômica Atômica em Semipalatinsk no Atol de Bikini, Cazaquistão, URSS Ilhas Marshall, EUA (1949) (1948) Bombas nucleares Teste da Bomba-H Teste da Bomba-H, em Semipalatinsk no Atol de Eniwetok, Cazaquistão, URSS Ilhas Marshall, EUA (1953) (1952) As bombas eram lançadas por aviões especiais...
  • TU-4 B-29 B-36 TU-16 Aviões Bombardeiros TU-20 B-52 Como se proteger de ataques nucleares?...
  • Semi-Automated Ground Environment (SAGE) Estados Unidos Ameaça Defesa Defesa Defesa
  • Semi-Automated Ground Environment (SAGE) Estados Unidos
  • SAGE • •24 Centros operando 24h/dia • Cada um com 100 operadores
  • Avanços tecnológicos Os mísseis balísticos intercontinentais tornaram o SAGE obsoleto no momento em que ficou totalmente pronto (1962); Mas o SAGE trouxe uma série de inovações que abasteceram a nascente indústria da informática norte-americana: • Multiprocessamento • Sistema de tempo compartilhado (timesharing) • Processamento distribuído • Memória de núcleos magnéticos • Modem (conversão Analogico/Digital) • Gerenciamento de banco de dados em tempo real • Terminais gráficos interativos e Light pen • Redes • Correção automática de erros • I/O “bufferizado” • Engenharia de Software (500 mil linhas de código) • Alta disponibilidade
  • A largada da corrida espacial A União Soviética lançou em 1957 os satélites Sputnik 1 e 2 e saiu na frente na corrida espacial.
  • Acelerando as pesquisas Os EUA criaram ainda em 1957, e dentro do Departamento de Defesa, a agência ARPA (Advanced Research Project Agency) para reconduzir o país à liderança tecnológica. • No ano seguinte criou a NASA (National Aeronautics and Space Administration) agência civil para coordenar a cuidar especificamente da corrida espacial. • A ARPA quase foi desfeita, mas conseguiu se reposicionar como fomentadora de pesquisas de longo prazo, sem necessariamente ter um objetivo militar específico.
  • As pesquisas em computação Na ARPA foi criada em 1962 a divisão IPTO (Information Processing Techniques Office). O objetivo original do IPTO era incentivar a pesquisa em tecnologias de computadores – redes, sistemas multiusuário (timesharing), interfaces homem-máquina, etc., estendendo a experiência feita no SAGE. As Instituições inicialmente agraciadas: Massachusetts Institute of Technology (MIT) Carnegie-Mellon University (CMU) RAND Corporation Stanford Research Institute (SRI) System Development Corporation (SDC) University of California at Berkeley (UCB) University of California at Santa Barbara (UCSB) University of California at Los Angeles (UCLA) University of South Carolina (USC) University of Utah
  • A comutação de pacotes • O IPTO iniciou em 1966 o projeto ARPANET, a rede que iria interconectar os computadores (mainframes) das organizações bancadas pela ARPA. O objetivo era otimizar os recursos computacionais, caros e escassos. • Na conferência da ACM em 1967 o IPTO apresentou um plano para construir a ARPANET, quando conheceu o trabalho sobre redes de pacotes que vinha sendo desenvolvido pelo NPL, na Inglaterra. • Através do NPL, o IPTO tomou conhecimento das pesquisas em andamento na RAND (EUA), que desde 1962 trabalhava em um projeto de comunicações que suportassem um ataque nuclear. 23
  • Atribuições de mérito 24
  • O mito da Internet à prova de bombas O fato de a ARPA ter obtido consultoria da RAND e indicado, em seu relatório original, que a ARPANET era um exemplo de rede conforme recomendado pela RAND, pode ter dado origem ao mito de que a Internet (sucessora da ARPANET) é uma rede que foi criada para sobreviver a uma guerra nuclear •Chicago, IL •(EUA) 25
  • Arregimentando aliados • Para montar a ARPANET, Taylor e Roberts (do IPTO) precisaram de aliados, pois a maioria das universidades era arredia à idéia de compartilhar seus caros recursos computacionais, assim escolheram instituições “amistosas”: Sutherland Engelbart Kleinrock Glen Culler 26
  • 3 anos alguns US$ milhões depois... SDS 940 IMP Stanford (SRI) IMP DEC PDP 10 1º Out 1º Dez Utah (UU) 1969 IMP IBM S/360-75 1º Set Santa Barbara (UCSB) IMP 1º Nov SDS Sygma 7 Los Angeles (UCLA) 27
  • A expansão da ARPANET Em setembro de 1971 havia 18 pontos da rede ARPANET, que era uma rede de mainframes. 28
  • Crescimento Acelerado Em Outubro de 1980 já haviam dezenas de computadores na ARPANET, em diversas localidades nos EUA (+Inglaterra e Noruega) 29
  • Anos Oitenta: A década das redes 30
  • “As redes para o resto de nós” • A partir do início dos anos 80s diversas outras redes acadêmicas surgiram nos Estados Unidos. • Estas redes representaram uma alternativa de comunicação entre pesquisadores de instituições que não estavam ligadas à ARPANET por motivos financeiros e/ou políticos. • Outras redes acadêmicas começaram a surgir em outros páíses. 31
  • O “Sputnik japonês” e a NFSNET Rede TCP/IP mantida pelo governo, que interligava diversas universidades a alguns centros de supercomputação. 32
  • A Internet propriamente dita No início dos anos noventa, além da NSFNET, existiam outras três grandes redes de pesquisa nos Estados Unidos: a Energy Sciences Network (ESNET), NASA Science Internet (NSI), e a Defense Data Network (DDN). Todas usavam o protocolo TCP/IP, e como estavam interligadas entre si, passaram a formar o núcleo central da Internet 33
  • Capítulo 2 As batalhas de padronização “O problema é que, com o tempo, o futuro não é mais o que era Paul Valéry (1871-1945), filósofo, escritor e poeta francês. 34
  • Objetivo • Mostrar a evolução da padronização na área das redes de computadores sob um olhar sociotécnico; • Apresentar os padrões como mecanismos de inclusão e exclusão de políticas industriais. 35
  • X.25 TCP/IP vs. Redes comutadas (“chaveadas”) Comutação Comutação Comutação de Pacotes de Circuitos de Mensagens Rede de Rede telefônica Rede de Telex Computadores Circuitos Datagramas Virtuais TCP/IP X.25 36
  • A tentativa de padronização • Duas organizações internacionais vinham trabalhando em paralelo, para tentar buscar uma padronização no cenário das telecomunicações e das redes de computadores: CCITT (Comité Consultatif International Télégraphique et Téléphonique) ISO (International Organization for Standardization) • Em 1983 combinaram seus esforços publicaram um modelo de referência padronizado em camadas, denominado RM- OSI (Reference Model for Open Systems Interconnection). 37
  • e o padrão de fato... • TCP/IP : Conjunto de protocolos que veio sendo desenvolvido testado e amadurecido nas Universidades nos EUA desde 1973. I survived the • Sua adoção cresceu bastante quando passou a TCP/IP ser o protocolo de comunicação oficial da transition! ARPANET que, assim pôde se interligar às outras redes que já usavam esse protocolo. 1st Jan 1983 • Também nesta época, o TCP/IP passou a fazer parte do sistema operacional UNIX, aumentando ainda mais sua disseminação. 38
  • As camadas 39
  • A BRISA • No Brasil a SEI era uma defensora do modelo OSI e não considerava o TCP/IP como uma alternativa adequada, pois não era governado por padrões internacionais formais. • Lançou a BRISA (Sociedade Brasileira para Interconexão de Sistemas Abertos), cujo objetivo era disseminar o OSI no País. 40
  • A “vitória” do TCP/IP A rede sociotécnica do TCP/IP garantiu que, ao longo de sua trajetória, suas técnicas pudessem ser discutidas, internacionalmente em fóruns abertos, ensinadas e distribuídas gratuitamente nos departamentos de computação das universidades e implementadas em sistemas comerciais com suporte do governo norte- americano. Ao fazer isso antes, e de forma muito mais distribuída do que o OSI, o TCP/IP conseguiu criar e manter uma maior base instalada e uma maior expertise técnica disponível, fortalecida ainda mais com a disseminação do UNIX e o uso da Internet. 41
  • Capítulo 3 A formação da Sociedade da Informação no Brasil “Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades” Cazuza (1958-1990), poeta e músico. 42
  • Comunicação de dados: Assunto de Estado 43
  • Redes de Computadores: Informática ou telecomunicações? SEI Secretaria Especial de Informática 44
  • Controle e Monopólio • A Embratel (Empresa Brasileira de Telecomunicações) vinculada ao Ministério das Comunicações, detinha o monopólio da instalação e exploração dos serviços de comunicação de dados no País. • As empresas estatais. operadoras do sistema Telebrás ofereciam alguns poucos serviços de valor agregado e ofereciam serviços de comunicação de dados a nível estadual. • A SEI (Secretaria Especial de Informática) possuía uma Comissão Especial de Teleinfomática e estabelecia diretrizes relacionadas com o “Fluxo de Dados Transfronteiras”, onde cabia-lhe exclusivamente a decisão sobre a autorização de comunicações de dados do Brasil com o exterior. 45
  • Fluxos de Dados Transfronteiras 46
  • As fontes da Sociedade da Informação no Brasil 47
  • As primeiras redes nacionais • O primeiro serviço de comunicação de dados da América Latina, foi o TRANSDATA da Embratel, uma rede de circuitos privados do tipo ponto-a-ponto (não comutados), alugados a preços fixos. 48
  • As primeiras comunidades teleinformatizadas • A Embratel criou o CIRANDA, um projeto piloto de uma rede de serviços de informações. Era restrito aos funcionários da empresa, que usavam um micro Prológica CP-500. O computador central era um COBRA 540 capaz de atender a 300 usuários simultâneos. CP 500 • No projeto CIRANDA participaram mais de 2000 funcionários distribuídos por mais de 100 cidades, constituindo assim a primeira comunidade teleinformatizada do país. Esta comunidade, além de correio eletrônico, possuía acesso a alguns bancos de dados de informações corporativas (benefícios da empresa, convênios, etc.). 49
  • A RENPAC (Rede Nacional de Pacotes) • A Embratel lançou a RENPAC, uma rede pública de transmissão de dados que usava o protocolo X.25 (modelo OSI). No final da década 80, implementou o acesso internacional, comunicando-se com as redes de dados de outros países através da rede INTERDATA. • Para aumentar o uso da RENPAC, a Embratel criou em 1987 o CIRANDÃO, um serviço de oferta de informações voltado ao público em geral. O Cirandão transformou-se no atual serviço STM-400 (Sistema de Tratamento de Mensagens), baseado no protocolo X.400 do OSI. 50
  • O Videotexto Algumas empresas do Sistema Telebrás (principalmente a Telesp) implementaram o Videotexto. 51
  • Capítulo 4 O enredamento da academia brasileira “Não há redes conhecidas no Brasil ” Pág 588 do Livro “The Matrix: Computer Networks and Conferencing Systems Worldwide”, 1989 (700 páginas). 52
  • 53
  • 1979 (Laboratório Nacional de Redes de Computadores) • Criado para integrar os esforços institucionais na área de redes de computadores, gerar um know-how, promover o intercâmbio. • Fundadores: INPE, PUC/RJ, SESU/MEC, UFMG, UFPB, UFPE, UFRGS, UFRJ, UNICAMP, USP e, posteriormente, LNCC, IME, UFSC, CEFET/PR, UFC, UFF, UFSCar, CEFET-CE, UFRN, UFES, UFBA, UNIFACS e UECE. • Alguns dos trabalhos mais importantes desenvolvidos: PUC/RJ: Rede local de alto desempenho • NCE/UFRJ: Rede local em anel • USP: Sistema multi-micro para comutação de pacotes • UFPE e UFPB: Protocolo de transporte para a rede CEPINNE (Centro • Piloto de Serviços de Teleinformática para Aplicações em C&T na Região Norte-Nordeste), projeto criado em 1982 para interligar as regiões N e NE. Foi interrompido em 1985 (devido a RENPAC). 54
  • A realidade acadêmica internacional Já havia mais de 50 redes acadêmicas em mais de 30 países. No Brasil, apesar do funcionamento da RENPAC, a comunidade científica ainda estava totalmente desintegrada pois as idéias das redes regionais ou nacionais ainda estavam no papel... DFN (Alemanha); ARN, ACSNET, CSIRONET, SPEARNET e Pegasus (Austrália); ACONET (Áustria); BRNET (Bélgica); CDNET, NETNORTH, The Web (Canadá); DSN e KR (Coréia do Sul); DUNET (Dinamarca); NORDUNET (Escandinávia); IRIS (Espanha); ARPANET, BITNET, USENET, CSNET, MFNET, ESNET, NSFNET, FIDONET, FREENET (EUA); EARN, EUNET, EAN (Europa); FUNET (Finlândia); Smartix e COSAC (França); HARNET (Hong Kong); JANET e GREENET (Inglaterra); IRL (Irlanda); ISANET (Islândia); IARN (Israel); OSIRede e IRDNET (Itália); JUNET (Japão); UNANNET e ITESMNET (México); NICARAO (Nicarágua); UNINETT (Noruega); DSIRNET (Nova Zelândia); SURFNET, ENRNET, PICA, HEPNET, HBONET (Países Baixos); RIUP (Portugal); NUS (Singapura); SUNET e FREDSNET (Suécia); SWITCH, CERN e CHUNET (Suíça) 55
  • 1987 Era uma vez em Salvador... • Durante o VII Congresso da SBC em Julho, foi convocada uma reunião pelo prof. Michael Stanton para se discutir a importância das redes acadêmicas e trocar informações das experiências que começavam a acontecer pelo País. • Estiveram presentes representantes da Universidades, da Telebrás e do CNPq. Comentou-se acerca do vários projetos em andamento: • Projeto Rede Rio (LARC) • PUC/RJ e a UCL (University College of London) • UNICAMP e o Caltech (California Institute of Technology) • UFPE e a Universidade de Kent (Inglaterra) • O representante do CNPq reconheceu o grande interesse no assunto e sugeriu que fosse realizada uma nova reunião para um estudo mais aprofundado no assunto, tanto do lado técnico quanto financeiro. 56
  • 1987 A reunião na USP • Em Outubro foi realizada uma reunião na Escola Politécnica da USP, chamada de “Preparação da Rede-CC (Rede Nacional de Pesquisa em Ciência da Computação)”. • Estiveram presentes os membros do LARC, representantes de outras instituições acadêmicas, CNPq, SEI e Embratel. • Esta reunião plantou a semente da rede acadêmica nacional. • O LARC elaborou uma proposta para o MCT de criação da RNP (Rede Nacional de Pesquisa). 57
  • Os pontos de atrito com o sistema de telecomunicações • A proposta da RNP baseava-se na comunicação de dados com outras redes de pesquisa no exterior através de linhas dedicadas a um custo fixo e através de gateways regionais. • O modelo brasileiro em comunicação de dados era regulamentado pelas normas da Telebrás, que seguia o modelo das empresas públicas de telecomunicações internacionais. Era proibido o transporte de tráfego de terceiros nos circuitos dos clientes da Embratel (locais ou para o exterior), impossibilitando a criação de gateways. O modelo de cobrança deveria ser por volume de dados trafegados. 58
  • O LNCC abre o caminho … com a BITNET LNCC • O LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica) solicitou uma linha dedicada internacional (9600 bps) para conectar-se à Univ.de Maryland (EUA) e obter acesso à BITNET. • A Embratel relutou em atender ao pedido, por temer o problema do compartilhamento. Este episódio somente foi resolvido, positivamente para o LNCC, após uma reunião em Brasília, em Abril, entre a SEI, a Embratel, o LARC e o LNCC. • O acesso à BITNET, inaugurado em setembro de 1988 (com a possibilidade de atuação como gateway) foi uma vitória não só para o LNCC mas para a toda comunidade acadêmica. 59
  • As conexões internacionais seguintes A FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo), conseguiu com o Fermilab (Fermi National Laboratory) de Chicago (EUA), em novembro de 1988, sua conexão internacional (4800 bps) às redes BITNET e HEPNET. Em seguida a FAPESP criou a rede ANSP (Academic Network at São Paulo) com cinco nós da BITNET no Brasil: FAPESP (BRFAPESP), IPT (BRIPT), Unesp (BRUESP), Unicamp (BRUC) e USP (BRUSP) O NCE (Núcleo de Computação Eletrônica) da UFRJ conseguiu o acesso à BITNET, via UCLA (University of California at Los Angeles), em maio de 1989. UFRJ 60
  • Como o Brasil terminou a década das redes? • O Brasil terminou os anos oitenta com três ilhas distintas de acesso à BITNET (LNCC, FAPESP e NCE), cuja comunicação entre si acontecia somente através da rede internacional. Posteriormente aconteceram as conexões locais. 61
  • A criação da Rede Nacional • O Governo Federal anunciou oficialmente na SUCESU 89 o projeto da nova infra-estrutura de comunicações de dados. • Foi criado um grupo de trabalho, sob coordenação do CNPq, que montou e executou uma estratégia para que a RNP tivesse uma arquitetura semelhante à NSFNET, com três níveis: o backbone nacional, as redes regionais e as redes institucionais. CNPq • O backbone nacional seria um projeto do governo federal, enquanto as redes regionais seriam de responsabilidade dos governos dos estados (individual ou coletivamente). 62
  • 63
  • A demanda pelo TCP/IP (Internet) • Os serviços de correio eletrônico da BITNET se mostraram insuficientes para alguns pesquisadores, face às novas funcionalidades que já estavam disponíveis na Internet. • Ou seja, a comunidade acadêmica passou a necessitar de uma rede com mais serviços (como o TCP/IP da Internet) e que tivesse uma estrutura otimizada (compartilhada por gateways). 64
  • Autorização para acesso da UFRJ à INTERNET (1987) 65
  • O rompimento oficial com o OSI • A Com o início do governo Collor, em 1990, começou o desmonte da Política Nacional de Informática vigente, que culminou com a decretação do fim da reserva de mercado de equipamentos; • Outra conseqüência foi a diminuição dos poderes do MCT e da SEI, que resultou no fim da oposição frontal, por parte do governo, ao uso acadêmico do TCP/IP, embora ainda estivesse mantida a preferência governamental pela tecnologia OSI; • As pressões da comunidade acadêmica, entretanto, resultaram no primeiro apoio oficial ao uso de tecnologia TCP/IP no Brasil, com o anúncio da nova fase no projeto da Rede Rio (A primeira fase foi com a rede BITNET). 66
  • O acesso à Internet na rede acadêmica • A FAPESP, aumentou a capacidade de sua conexão com o Fermilab e começou a transportar tráfego TCP/IP e ter acesso à rede ESNET (Energy Sciences Network) que estava ligada à NSFNET que, por sua vez, fazia parte da Internet. • Esta conectividade TCP/IP foi logo estendida para um número de instituições nos estados de SP, RJ, RS e MG, usando linhas privadas de baixa velocidade (entre 2400 e 9600 bps) ou através da RENPAC. 67
  • E A RNP? • Tadao Takahashi assumiu a coordenação do Projeto da RNP (que havia começado com a proposta do LARC após a reunião na USP); • Quase um ano inteiro havia se passado sem que praticamente nada tivesse acontecido na prática. 68
  • O cientista-empresário • Novas articulações foram necessárias para fazer com que o projeto da RNP saísse do papel (Governo federal, governos estaduais, PNUD, empresas). Foi quando entrou em cena o Prof. Ivan Moura Campos, como Diretor de Programas Especiais do CNPq e desempenhou o papel de principal articulador junto às esferas governamentais e empresariais. [...] quem entra no laboratório não vê relações públicas, políticos, problemas éticos, luta de classes, advogados; vê ciência isolada da sociedade. Mas esse isolamento existe só porque outros cientistas estão sempre ocupados a recrutar investidores, a interessar e convencer outras pessoas. Os cientistas puros são como filhotes indefesos que ficam no ninho enquanto os adultos se ocupam construindo abrigo e trazem alimento (LATOUR, 2000. p. 258). 69
  • O 1º Backbone da RNP (1992) 70
  • As iniciativas de redes acadêmicas nos anos oitenta RST LARC Rede-Rio CEPINNE BRAINS REDE-CC RANC RNP RECITE REDEPEQ ANSP 71
  • Capítulo 5 O Empurrão do Terceiro Setor “A tecnologia não é boa, nem ruim e também não é neutra” Melvin Kranzberg (1917-1995), historiador norte-americano 72
  • Os BBS (Bulletin Board Systems) • Os usuários de microcomputadores no Brasil, assim com acontecera antes nos EUA, interligaram e compartilharam suas máquinas através dos BBS. Existiram mais de 300 até 1995, atendendo mais de 45 mil usuários no Brasil. • Alguns BBS tinham acesso discado à rede internacional FIDONET através da Argentina, de onde era comandada a rede na América Latina (chamada Zona 4). 73
  • Anistia e o IBASE 74
  • Alternex Em 1985 foi crido o Alternex, um BBS do IBASE que servia às entidades da sociedade civil (de direitos humanos, meio-ambiente, capacitação profissional, etc.). 75
  • O Alternex e a APC Em julho de 1989, o Alternex interligou-se ao IGC (Institute for Global Communication) na Califórnia (EUA), que depois passou a ser o ponto de acesso à Internet da APC (Association for Progressive Communications), da qual o Alternex passou a fazer parte. Em 1990 a ONU delegou à APC a coordenação e implantação da infra-estrutura de comunicações de suas futuras conferências. Coube ao IBASE, representante da APC no Brasil, a coordenação, planejamento, implantação e operação da rede de disseminação de informações da conferência sobre meio-ambiente e desenvolvimento - UNCED92 ou RIO92. UNCED 92 76
  • A Conferência da ONU • A importância internacional desta conferência resultou em um amplo apoio governamental em todos os níveis, somado ao suporte da UFRJ, da Rede Rio e da RNP. • Rapidamente instalaram conexões (internacionais e locais) com altíssima capacidade para a época (64 kbps). O canal internacional da Embratel saiu pela UFRJ com destino à rede CERFNET (California Education & Research Federation Network). 77
  • A Rede Rio e o upgrade no acesso à Internet no Brasil A infra-estrutura montada para o evento da ONU agilizou a implantação do projeto da Rede Rio, que passou a contar, além da saída internacional, com um centro de operações (inicialmente instalado no NCE) e teve repercussões nacionais, impulsionando a ANSP a ampliar seu acesso para 64 kbps, melhorando o backbone nacional da RNP. UFRJ LNCC 78
  • O primeiro provedor de acesso Após o evento da ONU no Rio, o IBASE continuou integrando a Rede-Rio e tratou de ampliar os serviços do Alternex, passando a atuar como o primeiro provedor de acesso à Internet no Brasil, e fornecendo também, a partir de meados de 1994, o acesso à rede de mensagens USENET para milhares de usuários de mais de uma centena de BBS no País. 79
  • A ruptura entre a Rede Rio e a RNP por causa do IBASE e o papel das redes acadêmicas • Os episódios revelaram um enredamento (precário, incerto e tenso) de entidades heterogêneas através de relações igualmente heterogêneas. • A imprevisibilidade nas relações que pontuaram a implantação da Internet no Brasil fez com que a entrada em cena de uma ONG, aliada à oportunidade de um evento ecológico internacional, pudesse dar um novo tom de definição à questão. • Um contra-exemplo para os que buscam narrativas lineares de causa e efeito, como se todos os “grandes efeitos” (como a implantação da Internet no Brasil) tivessem necessariamente de ter uma “grande causa” e assim compor uma “grande narrativa”. 80
  • Capítulo 6 A Web, a Internet comercial e a regulamentação da rede no Brasil “Criar meu web site Fazer minha home-page Com quantos gigabytes Se faz uma jangada Um barco que veleje Que veleje nesse infomar ” Gilberto Gil, “Pela Internet”, 1996. 81
  • A Web e a Internet Comercial Com a disseminação da World Wide Web e a expansão dos serviços comerciais, a Internet ganhou uma enorme popularidade no mundo inteiro. Esses dois momentos recentes da sua trajetória, apesar de serem comumente referenciados como marcos fundadores de uma nova era, possuem uma história altamente contingencial, com precariedades, tensões e bifurcações, comuns a qualquer outro fato ou artefato tecnológico. 82
  • Até os anos noventa a Internet ainda era algo difícil de se usar ... A interface era em modo texto; Não havia uma ferramenta universal e cada serviço possuía uma interface própria com o usuário; Exigia conhecimentos de informática do usuário; O maior público estava entre o pessoal de informática e engenharia das grandes universidades. 83
  • A “ameaça” dos sistemas on-line comerciais Os serviços comerciais de redes privadas que se disseminaram ao longo da década de oitenta começaram a tomar vantagem das capacidades dos computadores pessoais para oferecerem seus serviços com interfaces gráficas, entre outras facilidades de uso. Nos Estados Unidos passaram a ser as principais opções de muitos usuários que buscavam combinar conectividade com facilidade de uso, o que provocou o crescimento acelerado dessas empresas, colocando-as em rota de expansão internacional, algumas inclusive para o Brasil 84
  • A World Wide Web Projeto criado em 1989 no CERN (Conseil Europeen pour la Recherche Nucleaire ) sob liderança de Tim Berners-Lee e posteriormente de Robert Cailliau 85
  • Objetivo Tornar o acesso às informações mais fácil; Integração da Internet com hipertextos; Ferramenta universal para acesso: Web Browser; Linguagem simples de se escrever e entender: HTML - deliberadamente baseada na Standard Generalized Markup Language (SGML) 86
  • A proposta engavetada 87
  • A entrada em cena do cientista-empresário “Enquanto eu ficava sentado escrevendo códigos, o Robert, colocava suas energias para fazer o projeto da WWW acontecer no CERN. Ele reescreveu a proposta nos termos em que achava que teriam mais efeito. Veterano do Laboratório desde 1973, ele fazia lobby através de sua extensa rede de amigos espalhada por toda a organização. Ele conseguia estudantes ajudantes, dinheiro, máquinas e salas” Berners-Lee Robert Cailliau 88
  • A demonstração Assim como aconteceu com a ARPANET, a RNP e a Rede Rio, demonstrações fizeram parte do processo de estabilização da Web. “a rede vai funcionar “Quando a rede quando as pessoas funcionar, todos se interessadas estiverem convencerão” convencidas“ Face da Face da tecnologia em tecnologia pronta construção 89
  • A padronização na Web • A padronização na Internet; • As várias sugestões para o futuro da Web; • A necessidade de uma entidade de padronização: Europa (CERN -> INRIA) vs. EUA (MIT) 90
  • Os LCS do MIT Derivado do Projeto MAC do IPTO da ARPA, o LCS do MIT produziu uma série de projetos de pesquisas que transformaram a indústria de informática (criptografia, sistemas operacionais, redes, etc..) e foram berços de mais de 50 empresas (3Com, RSA, Lotus, Akamai, etc.); Um dos projetos foi a criação dos terminais X- Window, seguido do seu mecanismo de padronização através de um consórcio (X-Consortium) que serviu de modelo ao W3C. Deslocamento do poder da Europa para os EUA. 91
  • “Sir” Timothy Berners-Lee 92
  • A Internet Comercial 93
  • A privatização da Internet nos EUA • A partir de 1991 a NSF passou a permitir o tráfego comercial pela rede, como forma de subsidiar os custos do aumento da capacidade de tráfego que estava sendo planejado. Para explorar essa possibilidade, a ANS criou a Commercial+Research (CO+RE), sua unidade com fins lucrativos, que atuava como provedora do serviço de acesso à Internet; • Alguns provedores de acesso independente se agruparam no Commercial Internet Exchange (CIX). A posição privilegiada da ANS, entretanto, provocou diversas reações que levaram a disputas judiciais. Em 1992, a ANS foi obrigada a interconectar-se ao CIX e a trocar tráfego com todos os seus participantes. • Em 1995 a ANS foi vendida para a America On-Line 94
  • A “Internetbrás” • No final no ano de 1994 , o governo federal anunciou a intenção de promover o desenvolvimento na Internet no País. • A criação da estrutura necessária para a exploração comercial ficaria a cargo da Embratel, que contaria com a ajuda da RNP. • Em seguida a Embratel iniciou seu serviço de acesso à Internet via linha discada em caráter experimental e depois começou a oferecer o serviço em modo definitivo através do acesso ao GIX (Global Internet Exchange), que dava acesso ao backbone comercial da Internet (CIX). • A exclusividade da Embratel desagradou a iniciativa privada e outros setores da sociedade. Muito se escreveu na imprensa e temia-se pelo surgimento de uma “Internetbrás”. 95
  • Pegando carona na privatização das telecomunicações • Em janeiro de 1995 FHC assumiu o governo federal com uma agenda de privatizações que começava pelas telecomunicações; • Em abril de 1995, o Minicom anunciou que a Internet era um serviço de valor adicionado, sobre o qual não haveria nenhum monopólio; • Anunciou, em seguida, que a Embratel teria de encerrar suas atividades como provedora de acesso; • Abriu-se o caminho para a RNP atuar como provedora de acesso através dos seus Pontos de Presença estaduais (PoPs). 96
  • O desenvolvimento da Internet Comercial no Brasil Após passar pelos problemas de infra-estrutura de telecomunicações, surgiram novos atores: • provedores de acesso (Mandic, Nutec, Zip.net, Unikey, CentroIn, Inside, etc.) • provedores de backbone (IBM, UNISYS, Banco Rural e Global One) • provedores de serviços (Booknet, UOL, BOL, Cadê?, ZAZ, ZipMail, etc.) 97
  • A Rede Acadêmica e a Internet 2 98
  • A Instituição da Governança da Internet no brasil Em Maio de 1995, uma portaria interministerial (MCT e Minicom) criou o Comitê Gestor da Internet, formado por representantes indicados do Governo, operadoras de backbones, provedores de acesso, comunidade acadêmica e comunidade usuária. MCT Minicom 99
  • As relações entre o CGI e a FAPESP A FAPESP, que desde 1989 administrava os domínios .BR, passou a ser responsável pelo serviço de nomes DNS (Domain Name System) e em 1994 recebeu (da IANA) o bloco com o conjunto de endereços IP para o Brasil. Com a criação do CGI este passou a se responsabilizar, em teoria, pela gestão da raiz dos domínios .br e pela distribuição dos endereços IP no Brasil. Na prática, essas funções seguiram sendo executadas pela equipe da rede ANSP dentro da FAPESP. 100
  • A necessidade de mudança no CGI As medidas de restritivas, o modelo de cobrança, a dependência da FAPESP e as questões de propriedade sobre nomes de domínio, geraram críticas por parte de muitos participantes da Internet no Brasil. A legitimidade e a representatividade do CGI foram questionadas, pois todos os membros do CGI haviam sido indicados exclusivamente pelo Governo Federal (que, alías, possuía maioria no Comitê). Apesar do cenário só ter começado a mudar após 2003, a governança da Internet no Brasil seguiu sem maiores problemas, principalmente se a compararmos ao cenário internacional. 101
  • Conclusão “Aqueles que esquecem o passado estão condenados a repeti-lo” Jorge Augustín Nicolás Ruiz de Santayana (1863-1952), filósofo espanhol. 102
  • A Internet não é uma rede simplesmente técnica, feita de hardware e software. Ela é uma rede sociotécnica, um enredamento indissociável de ciência, tecnologia e sociedade. Seu processo de construção se deu através do recrutamento de inúmeros aliados humanos e não-humanos e seus envolvimentos em diferentes cenários que terminaram por lhes dar, ao mesmo tempo, forma e robustez. 103
  • A análise da trajetória da Internet mostrou que, se as mudanças tecnológicas correspondem a escolhas técnicas, estas, por sua vez, estão inelutavelmente vinculadas às opções políticas e aos valores socialmente constituídos, em que a tecnologia suporta e é suportada por discursos construídos em meio a interações complexas entre cientistas e engenheiros, agências de financiamento, políticas de governo, leis de mercado, instituições da sociedade civil, ideologias e enquadramentos culturais. 104
  • Sputnik EUA Brasil URSS DARPA MEC SEI MCT Minicom ONU IPTO Inglaterra Telebrás Embratel CGI ISO CCITT RAND Universidades CNPq RM-OSI TCP/IP NPL LARC Redes de RNP Pacotes NSF BBN UNIX APC NSFNET ESNET BITNET Fapesp UCLA Arpanet MILNET Ibase ANSP Faperj UCSB CSNET CERNET Utah Rede Rio SRI Internet IGC Netscape Alternex CERN Xanadu ISP WWW Memex BBS Mosaic Apache 105
  • FIM Marcelo Sávio http://www.linkedin.com/in/msavio http://msavio.myplaxo.com http://www.slideshare.net/msavio/slideshows http://www.scribd.com/msavio http://betarrabios.blogspot.com/ 106