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Transcript

  • 1. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI AULA 0: ORTOGRAFIAOlá, pessoalCom a publicação do edital para o concurso de Agente Fiscal deRendas do Estado de São Paulo, vulgo ICMS/SP, é hora de “afiar asgarras” e sedimentar os conhecimentos. Então, nada melhor do quepraticar (exercícios, muitos exercícios) como forma de rever a matéria.O propósito deste curso é estudar os principais tópicos da LínguaPortuguesa a partir da resolução de questões de prova da FundaçãoCarlos Chagas, banca examinadora desse certame.Nessa disciplina, as provas elaboradas pela FCC são, em geral, muitobem feitas, com textos de leitura agradável, na maioria das vezes (aocontrário do que faz, por exemplo, a ESAF), explorando de forma clarao domínio da compreensão textual. Com calma e atenção, o candidatoé capaz de acertar, senão todas, pelo menos a maior parte dasquestões de interpretação. Essas costumam ser as primeiras questõesda prova e representam algo em torno de 30% da prova.Em seguida, a banca explora conhecimentos dos aspectos gramaticais,e é nesse ponto que “mora o perigo”. Algumas questões exigem docandidato domínio das regras da gramática normativa (norma culta).Em nosso curso, faremos uma breve revisão dessas regras e, sempreque possível, serão apresentadas dicas que possam auxiliar ocandidato a compreendê-las e memorizá-las.Serão 6 (seis) encontros, incluindo este, em que comentaremosquestões aplicadas nas provas da FCC sobre os principais pontos daLíngua Portuguesa.O programa, apesar de traçado em poucas linhas no edital, é muitoextenso. Por isso, abordaremos os principais tópicos, ou seja, aquelesque são recorrentemente exigidos nas provas dessa banca, comoortografia, verbos, concordância, regência, pronomes, crase epontuação.Da mesma forma que fizemos em outra turma de exercícios, questõesque abordem um único assunto serão reproduzidas na íntegra. As queexplorem assuntos diversos na mesma questão serão tratadas deforma diferente: terão cada opção separada por assunto e suacorreção será analisada sob a forma de certo ou errado (como nasprovas da Cespe/UnB). Assim, o enunciado original dessas questõesserá modificado para “julgue a assertiva abaixo” ou algo parecido. www.pontodosconcursos.com.br 1
  • 2. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAo fim de cada aula, será apresentada a lista com todos os exercíciosnela comentados, para que o aluno, a seu critério, os resolva antes dever o gabarito e ler os comentários correspondentes.A aplicação das provas está prevista para os dias 30 de abril e 1º demaio, então não percamos mais tempo e vamos ao estudo, afinal,serão 40 questões de Língua Portuguesa e essa é a segundadisciplina no critério de desempate (atrás somente de RaciocínioLógico e antes mesmo de Legislação Tributária – ou seja, osexaminadores querem alguém que tenha um bom raciocínio - rápido,de preferência - e que domine a língua pátria. O principal instrumentode trabalho - a legislação estadual – acabou em terceiro plano!!!!).Nosso assunto de hoje é ORTOGRAFIA.Gosto muito de iniciar o nosso estudo alertando para o fato de queninguém é obrigado a conhecer TODAS as palavras da língua. Logo,não é vergonha nenhuma desconhecer o significado de uma ou outra.É comum esta banca exigir questões exclusivas de ortografia, muitasvezes simples. Mas, de qualquer forma, não podemos nos descuidar,tampouco menosprezar o “adversário” (a banca). Havendo dúvidas,procure o “pai dos burros” e veja como se escreve determinadapalavra.O estudo da ORTOGRAFIA abrange:1 - EMPREGO DE LETRAS (s/z; sc/sç/ss; j/g; izar/isar; etc)2 - ACENTUAÇÃO GRÁFICA3 - USO DE OUTROS SINAIS DIACRÍTICOS (principalmente o HÍFEN eo TREMA)Como nosso estudo será o mais objetivo possível, lembro-lhe que apalavra derivada costuma conservar a grafia da palavraprimitiva. Por exemplo, normalmente se usa “x” após “en” (enxuto,enxovalhar), mas isso não acontece com encher, que deriva de cheio,ou com encharcado, que provém de charco (pântano), pelo fato de odígrafo “ch” já constar da palavra primitiva. “Costuma”, porque rarasvezes podemos nos deparar com alguns casos (excepcionais) quebuscam na etimologia a mudança das letrinhas, por exemplo, estendere extensão (o substantivo que manteve o x da forma verbal latinaextendere, segundo Aurélio) ou catequese e catequizar.Recentemente, em uma prova da ESAF, a “bola da vez” foi o verboque tem relação semântica com “dispêndio”. Você sabe qual é e comoele é grafado? Acertou quem respondeu: “despender”, com “e” naprimeira sílaba. Isso porque houve alteração na formação do verbo eeste se desligou de sua origem latina (“dispendere”, com “i”). Nada www.pontodosconcursos.com.br 2
  • 3. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIimpede que estas palavras sejam exploradas também pela FCC, não émesmo?Outra dica preciosa: na dúvida com relação à grafia de uma palavraque sofreu algum processo de transformação (substantivo derivado deverbo ou substantivo derivado de adjetivo), busque a grafia de outrapalavra conhecida sua (que servirá de paradigma), tomando ocuidado de observar se esta sofreu o mesmo processo daquela. Aquiloque aconteceu com uma irá acontecer com a outra também.Veja os exemplos.compreender -> compreensão / pretender -> pretensãopermitir -> permissão / emitir -> emissãoconceder -> concessão / retroceder -> retrocessãoTambém podem ser objeto de prova as palavras que, apesar de“parecidas” não são sinônimas – são os parônimos, que veremos emuma das questões aqui estudadas.Então, mãos à obra! Vamos às questões de prova da FCC e bomestudo! ORTOGRAFIA1 - (Técnico TRE AP/Janeiro 2006) Está correta a grafia de todas aspalavras da frase:(A)) Só os inescrupulosos continuam a gastar água sem analisar asconseqüências.(B) O consumo excecivo de energia pode, um dia, vir a se tornar umacontravensão.(C) Os que menospresavam o valor da água passaram a reconhecersua escassês.(D) Das turbinas de uma uzina a uma lâmpada acesa, o caminho élongo e sinuozo.(E) Se a falta de energia fosse algo imprevizível, desculparíamos ocoxilo dos responsáveis.Gabarito: AComentário.Vamos observar a grafia correta de alguns vocábulos apresentados naquestão: www.pontodosconcursos.com.br 3
  • 4. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) As duas incorreções estão nas grafias de:- excessivo - que é em excesso, derivante de “exceder”, que nãodeve ser confundido com “exceção”, que deriva de excetuar;- contravenção - cuja origem remonta ao verbo “contravir”, ou seja,“vir em sentido contrário”, transgredir, infringir.(C) - menosprezavam – “prezar menos”, desprezar; se “prezado” é otratamento que se dá a quem é “querido”, “estimado”, menosprezadoe desprezado têm significado oposto; contudo, a grafia é a mesma,pois todos esses vocábulos têm a mesma origem e devem apresentara letra “z”;- escassez – substantivo abstrato relativo a “escasso” e, por isso,apresenta a mesma grafia do adjetivo. A terminação “ez/eza” se aplicaaos substantivos derivados de adjetivos: escasso – escassez / tímido –timidez / rígido – rigidez / grande - grandeza. Já a terminação“ês/esa” é empregada em adjetivos pátrios, como “holandês”,“português”, “calabresa” (em caso de dúvida, dê uma olhadinha emnosso Ponto 3 – Ortografia, na área aberta do Ponto).(D) usina (se você achou que esse erro foi gritante, espere só para teruma surpresa...) e sinuoso - o sufixo nominal “-oso” denota “providoou cheio de” (primeira acepção); por isso, “cheiroso”, “gostoso”,“afetuoso” são escritos com “s”. Como mencionamos no início donosso estudo, essa comparação muitas vezes auxilia na hora dadúvida.(E) - imprevisível – como o adjetivo referente a “ver” é “visível”, estagrafia se emprega também em “imprevisível” (que não tem verbocorrespondente – não existe o verbo “imprever”). Mais uma vez, aregra do paradigma poderia auxiliar na resolução da questão.- cochilo – palavra de origem africana que, segundo Aurélio, significa“sono leve”.2 – (Analista Judiciário TRT 13ª Região / Dezembro 2005) Estãocorretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase:(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo quefica improvável alguma solução que se adeque à expectativa doscontendores.(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumamdissiminar mais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos aoeleitorado. www.pontodosconcursos.com.br 4
  • 5. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo deprovas que poucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervandosua dignidade.(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, nãose deixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos decampanha.(E)) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquantoninguém se arvore em profeta de algum outro regime que pudesse sermais bem sucedido.Gabarito: EComentário.Vamos analisar as incorreções de cada um dos itens.(A) A incorreção deste item está na conjugação verbal de “adequar” naterceira pessoa do singular do Presente do Indicativo. Como veremosna aula apropriada (Verbos – Conjugação), este é um verbo defectivo,ou seja, que apresenta “defeito”, pois, no presente do indicativo,apenas é conjugado nas primeira e segunda pessoas do plural. Aliás,veremos que esse “defeito” só aparece no presente do indicativo (eformas derivadas desse tempo verbal), sendo os verbos defectivosperfeitamente conjugados em qualquer outro tempo passado oufuturo.Está correta a forma “contendores”. “Contenda” significa “discussão”,“debate”. Então, aquele vocábulo designa os serem que praticamessas ações, ou seja, os debatedores.(B) Estão incorretas as grafias dos vocábulos altercações (“altercar”significa “discutir”. Portanto, “altercações” é o mesmo que“discussões”). Essa era uma palavrinha de difícil identificação, poisnormalmente não faz parte do vocabulário padrão. Mas a bancaresolveu “aliviar” a mão e colocou, em seguida, a palavra disseminarincorretamente grafada. Disseminar tem o sentido originário de“semear”. Por analogia, passou a significar “difundir, espalhar,propagar”.(C) Os dois deslizes ortográficos são:- a forma verbal constitui – muito comum o erro na conjugação dosverbos terminados em –uir (como “concluir”, “destituir”, “possuir”), naconjugação da terceira pessoa do singular no presente do indicativo(ele constitu...?). www.pontodosconcursos.com.br 5
  • 6. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA explicação é que os verbos terminados em “ir” (partir, ferir, decidir)recebem na desinência a letra “e” – PARTIR: ele parte / eles partem -FERIR: ele fere / eles ferem - DECIDIR: ele decide / eles decidem.Fica fácil, então, usar o mesmo critério com os verbos terminados emhiato, como é o caso de ‘CONSTITUIR’(–uir). No entanto, nessesverbos, a conjugação da 3ª pessoa do singular (ele/ela/você) terminacom a letra “i” – CONSTITUIR: constitui – CONCLUIR: conclui -OBSTRUIR: ele obstrui – POSSUIR: ele possui.Mas, CUIDADO!!! Essa variação só ocorre na 3ª pessoa do singular. Na3ª pessoa do plural, retoma-se a desinência “EM” (com “E”):CONCLUIR: eles concluem - OBSTRUIR: eles obstruem – POSSUIR:eles possuem.- preservando – o verbo “preservar” é escrito com “s”, e não com“z”, como apresentado.(D) Os dois vocábulos incorretos são inépcia (que significa “faltaabsoluta de aptidão”) e falacioso(que deriva de falácia, com “c”).Aproveitamos a menção à palavra “inépcia” para tratar de consoantesmudas. Devemos ter cuidado com algumas palavras especiais:AFICIONADO (tem apenas um “c” – formalmente, não existe“aficcionado”), ABRUPTO , OPTAR (cuidado na conjugação do verbo,em que a letra “p” é muda – eu opto, tu optas...). Outras (e suasderivadas) facultam a colocação da letra muda – CONTA(C)TO,INFE(C)ÇÃO, CORRU(P)ÇÃO, A(C)CESSÍVEL (com o “c” dobrado,pronuncia-se <cs>), como o “x” de táxi). Não acredita? Consulte oAurélio.Outra palavra perigosa é “CARÁTER”. O plural correspondente buscaem sua origem latina a grafia CARACTERES (“Aquele rapaz é um maucaráter. Aqueles rapazes são uns maus caracteres”).3 – (PROCURADOR TCE AM /Fevereiro 2006) Está clara e correta aredação da seguinte frase:(A)) Não basta, para o economista ético, fazer uma boa análise doprocesso produtivo em si mesmo; interessa-lhe, sobretudo, contribuirobjetivamente para o fortalecimento do sentido social desse projeto.(B) Ao avalisar, legitimar e referendar a produção da civilização atual,com a qual não é capaz de discordar, o economista técnico contribueapenas no sentido de confirmar o que se consolida economicamente.(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, oeconomista ético deverá de compor algumas das contradições atuais, www.pontodosconcursos.com.br 6
  • 7. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIentre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avançotecnológico.(D) Segundo a tese de que toda época histórica ressalta seussacerdotes superiores, infere o autor de que o nosso tempo secaracteriza pelo previlegiamento da condição dos economistas.(E) O economista técnico supõe que toda a economia é regida graçasàs leis de demanda e oferta, motivo porque ele se aplica tão somenteem referendar o sistema globalizado vijente em nossos dias.Gabarito: AComentário.(B) Já falamos que uma palavra normalmente conserva a grafia dapalavra primitiva. Se esta já apresentava a letra “s” em sua grafia, apalavra derivada irá manter essa letra. Assim, “paralisar” se escrevecom “s” por causa de “paralisia”. Se não havia a letra “s” na primitiva,a palavra derivada irá receber um “z”. Por isso que “imunizar”, quederiva de imune, se escreve com “z”.A partir desse conceito, diga-me: “avalisar” (assim está na questão)deriva de qual palavra? Resposta: “aval”. E “aval” possui a letra “s”?Resposta negativa. Então, qual a letra que devemos colocar? A letra“z”, grafando “avalizar”, assim como em computadorizado(computador), comercializar (que deriva de “comercial”), e paizinho(diminutivo de “pai”).Enquanto isso, analisar (análise), atrasar (atraso) e paralisar(paralisia) são escritas com “s”.O outro erro de grafia desse item está na conjugação do verbo“contribuir”. Como já mencionamos na correção do item “c” daquestão anterior, os verbos terminados em –uir recebem na 3ª pessoado singular a desinência “i” – contribui. Mais sobre isso será abordadona aula sobre verbos - conjugação verbal.Finalmente, há um outro erro, desta vez de regência verbal – “alguémdiscorda DE alguma coisa”. Então, correta seria a construção “da qual(e não ‘com a qual’) não é capaz de discordar”. Esse assunto seráexplorado na aula sobre Regência.(C) O erro é de construção verbal – a locução verbal “deverá compor”não necessita da preposição “de”. A construção “ao par de” éequivalente a “a par de”, porém menos usual que esta, cujo significadoé “ao lado de”. www.pontodosconcursos.com.br 7
  • 8. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Não há registro formal da palavra “previlegiamento”, ou seja, nosdicionários e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa(http://www.academia.org.br/vocabulario/frame11.htm) não existeessa palavra. Mesmo que assim o fosse, sua grafia deveria seguir opadrão da palavra originária – privilégio, com “i” na primeira sílaba.(E) “Vigente” significa “o que vige” (não confunda com “vixe”, muitocomum na Bahia, inclusive, ressurgido em um sucesso no carnaval deSalvador: “Vixe, mainha”. Imagino eu que essa expressão deve terorigem em “virgem maria”. Por favor, se algum especialista emetimologia de termos baianos estiver entre nós, corrija-me se euestiver errada!).De volta ao estudo, como “viger” (ter ou estar em vigor, vigorar) égrafado com “g”, a forma nominal correspondente deve conservar amesma letra - vigente. É um verbo defectivo, já que não se conjugana primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Vamosestudar mais verbos defectivos na aula sobre verbos. Aguarde.Outro problema encontrado nessa opção está em “tão somente”. Oadvérbio (forma reforçada de “somente”) deve ter seus elementosligados por hífen: tão-somente, assim como acontece com ocorrespondente “tão-só” (também com hífen). Esse é um dos tópicosde ortografia. Uma das funções desse sinal diacrítico é ligar elementosque formam palavras compostas. Por isso, há diferença entre “dia adia” (locução adverbial que significa “diariamente”) e “dia-a-dia”(locução substantiva equivalente a cotidiano). Atualmente, algumaspalavras já se encontram “dispensadas”, na língua coloquial, do sinal.Um bom exemplo é “ponto de vista”, que originariamente, no sentidode “opinião”, era grafado com hífen (“ponto-de-vista”).Assim, em questões de prova, todo cuidado é pouco.Finalmente, para encerrarmos essa (longa) questão, o último deslizefoi apresentado na grafia de “porque”. Assunto igualmente longo este.Em vários livros voltados para concursos públicos há listas e maislistas sobre o “porque” e suas formas (separado com acento,separado sem acento, junto com acento, junto sem acento).Primeiro devemos entender o motivo da acentuação do vocábulo.Quando o pronome ou a conjunção está no início ou no meio doperíodo, normalmente a palavra é átona, chegando, por regionalismo,a ser pronunciada como “porqui”. Todavia, no fim do período, recebeênfase e passa a ser forte, tônica. É por isso que, nessa posição,recebe o acento circunflexo (por quê). Também é acentuado osubstantivo porquê, que, na mudança de classe gramatical, passou ater uma tonicidade que na forma de pronome ou conjunção não tinha. www.pontodosconcursos.com.br 8
  • 9. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEm resumo: recebe acento circunflexo o vocábulo tônico, querpronome interrogativo no fim da frase (“Eu preciso saber por quê.”),quer substantivo (“Ele não sabe o porquê da demissão.”).Se for: - conjunção (explicativa ou causal), é junto – porque. - pronome relativo acompanhado de preposição (“Há muitas razões por que tanta gente presta concurso público.”) é separado e pode ser substituído por “pelo qual” e flexões – por que. - preposição + pronome interrogativo (em pergunta direta ou indireta), ele é separado – por que (“Não sei por que você não veio.” / “Por que você não veio?” / “Você não veio por quê?” – recebeu acento por ser tônico), com a idéia de “por qual motivo / por qual razão”. Usa-se essa forma também como complemento de expressões como eis, daí e em outras em que esteja implícita a palavra “motivo” – “Eis por que (motivo) eu não irei à festa.” / “Estive doente, daí por que (motivo) não fui à festa.” / “Não há por que (motivo) você se aborrecer comigo.”.4 - (Analista TRT 8ª.Região / Dezembro 2004) Está correta a grafia detodas as palavras na frase:(A) Nem situações vexatórias, nem repreensões, nem as maisdiferentes sanções têm evitado que os fumantes dêem vazão ao seuvício.(B) A admissão de que há o direito do fumante não exclui, propõe oautor, direitos outros, sem a excessão dos direitos de quem não fuma.(C) Se é certo que há intranzigência por parte de muitosantitabagistas, também é certo que muitos fumantes não recuam emsuas obcessões.(D) A vemência dos que se insurgem contra o cigarro é às vezes tãointensa que os torna mais incômodos, onde estejam, que os própriostabagistas.(E) Tempos atraz, o ato de fumar não estigmatisava: emprestava aosujeito uma aura de elegante compenetração, de nobre austeridade.Gabarito: AComentário. www.pontodosconcursos.com.br 9
  • 10. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEstão perfeitamente grafadas todas as palavras dessa opção:- “vexatória” é da mesma família de “vexame”, “vexar”, as formasvariantes “avexar” e “avexado” (muito comuns no Nordeste eigualmente corretas), tudo com “x”;- a conjugação da terceira pessoa do plural no presente do indicativodos verbos LER, VER, CRER e DAR faz dobrar a letra “e”- lêem, vêem,crêem e dêem, exatamente como registrado na questão. Mais adiante,voltaremos a tratar disso.As incorreções observadas nas demais opções são:(B) exceção – já mencionamos a grafia dessa palavra, que se liga aoverbo excetuar (e não exceder, como bem observamos na questão 1).(C) intransigência – uma das acepções do verbo “transigir” é “chegara um acordo”. Logo, alguém instransigente normalmente não é dadoao dialógo, e intransigência é o substantivo que equivale aintolerância. Perceba que todos esses vocábulos são escritos com “s”.Além disso, obsessão (perseguição) é o ato de obsediar ouobsedar, praticado por quem é obsessivo (todos com “s” após o“b” mudo). Não se deve confundir com obcecação, ato de obcecar(cegar, deslumbrar, induzir a erro), qualidade de quem é obcecado(todos com “c” após o “b” mudo). Uma boa forma de memorizar agrafia de certos vocábulos é estabelecendo uma comparação delescom outros, como fizemos aqui (obsessão x obcecação). Podemosfazer isso entre suscitar e sucinto. Veja que o primeiro apresenta odígrafo “sc”, enquanto que o segundo é escrito somente com “c”. Umaforma de “guardar” – “sucinto” significa “breve”. Assim, para serbreve, economizou-se nas letras e, por isso, colocamos apenas uma (o“c”). Seu correspondente é “suscitar”, que se escreve com duas letras(“sc”). E aí, gostou? Bem, é uma tentativa de memorização, já quemuitas vezes, não há justificativa que convença o porquê do uso deuma letra e não de outra.(D) veemência significa intensidade, eloqüência e deve ser escritocom duas letras “e”.(E) atrás e estigmatizava (acredito que essa foi a mais fácil de todasas opções). Em relação ao segundo vocábulo, lembramos que osubstantivo correspondente é estigma (marca, sinal) e, assim, overbo a ele correspondente, por não apresentar a letra “s”, recebe aletra “z”: estigmatizar. Sobre isso, já falamos no comentário à opção(B) da questão 3, quando abordamos a palavra “avalizar”. Agora, napróxima questão, observe como esse assunto se repete nas provas daFCC. www.pontodosconcursos.com.br 10
  • 11. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI5 - (Técnico TRT 3ª.Região/Janeiro 2005). Há palavras escritas demodo INCORRETO na frase:(A) Para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários, osresponsáveis tomaram a decisão de paralizar, por algumas horas, ostrabalhos na uzina.(B) A intensa afluência de pessoas em áreas que possam produzirriqueza imediata pode gerar conflitos e degradação do meio ambiente.(C) Boas intenções, que norteiam programas assistenciais, nemsempre são garantia de sucesso dos empreendimentos desenvolvidos.(D) A exploração dos recursos naturais de uma determinada região e anecessária preservação do meio ambiente mobilizam defensores, tantode uma quanto de outra.(E) Embora estejam muito próximos de imensas riquezas, osgarimpeiros dificilmente têm acesso a bens de consumo, pois vivemem extrema pobreza.Gabarito: AComentário.Quando afirmamos que fazer provas anteriores é essencial àpreparação do candidato, não estamos brincando. Veja que nestaquestão os dois erros já foram mencionados nessa aula – USINA ePARALISAR. O primeiro vocábulo foi objeto da prova de Técnico doTRE AMAPÁ (questão 1) e o segundo segue a explicação apresentadanos comentários às questões 3, item (B) - “avalizar” – e 4, item (E) –“estigmatizar”.6 – (Procurador BACEN/ Janeiro 2006) Considerando-se as afirmativasabaixo, a respeito de aspectos lingüísticos constantes do texto, julgueos itens abaixo:(I) incipiente tem o mesmo significado da palavra análogainsipiente.(II) ganhos mais vultosos – o adjetivo grifado admite a forma variantevultuosos.Itens INCORRETOS.Comentário. www.pontodosconcursos.com.br 11
  • 12. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINessa questão, a banca exigiu o conhecimento sobre parônimos.Incipiente significa o que está no começo (incipiente, com “c” decomeço), enquanto que insipiente quer dizer “não sapiente”, ou seja,o que não sabe, ignorante; sua grafia tem origem em “sapiência”(sabedoria), por isso “insipiente” mantém a letra “s”.Vultoso se refere a algo de grande vulto (reveja o que falamos sobreo sufixo “-oso” em uma das questões anteriores), ao passo quevultuoso, segundo o Aurélio, se refere ao aspecto da face quandoestá vermelha e tumefacta e com os olhos salientes (Nossa, deve serhorrível alguém/algo vultuoso!!!).Há muitos outros parônimos, e o que não falta no mercado é materialque apresente listas e mais listas com essas palavrinhas perigosas.Contudo, como o nosso estudo deve ser o mais objetivo possível, nãoiremos reproduzi-las aqui. Se o candidato julgar conveniente, busqueestudar a grafia e o significado dos parônimos mais “famosos”(iminente/eminente – discriminar/descriminar – infringir/infligir,dentre tantos).7 - (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) Há palavras escritas demaneira INCORRETA na frase:(A) Recursos científicos e tecnológicos devem oferecer possibilidade deinserção social à população carente e desassistida das grandescidades.(B) Um regime de crescente colaboração entre governo, instituiçõesprivadas e sociedade garantirá o hesito de diversos programasdirecionados a adolecentes mais pobres.(C) Ao atribuir excessivo valor ao consumo de bens supérfluos, asociedade passa a exigir que as pessoas aparentem poder econômico,mesmo falso.(D) Em várias regiões, o inchaço urbano, resultante do intenso êxodorural, é responsável pelo crescimento desmedido do número defavelados.(E) Extensas áreas, em todo o mundo, encontram-se ocupadas porpopulações que vivem em situação de miséria, destituídas dos direitosbásicos da cidadania.Gabarito: BComentário www.pontodosconcursos.com.br 12
  • 13. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIMuitas vezes, a banca tenta confundir o candidato, usando, em umapalavra, a grafia que leve à lembrança de outra, totalmenteinadequada à construção. Foi o que aconteceu aqui. Existe o verbo“hesitar”, cuja forma do presente do indicativo da 1ª. pessoa dosingular é “(eu) hesito”. Contudo, na passagem do item “b”, o quedeveria estar escrito é o substantivo “êxito” (sucesso). Talvez para“ajudar”, errou também na grafia de adolescentes (com o dígrafo“sc”).Não podemos encerrar o nosso assunto sem falar sobre acentuaçãográfica, um ponto muito importante que pode ser explorado emquestões de ortografia.De uma maneira geral, a regra é ACENTUAR O MÍNIMO DEPALAVRAS. Então, acentua-se o que há em menor número. Sebuscarmos nos dicionários, bem menor é a quantidade deproparoxítonas. A maior parte das palavras da língua portuguesa écomposta de paroxítonas e oxítonas (neste último caso, por exemplo,classificam-se todos os verbos no infinitivo impessoal – fazer, comer,estabelecer, etc.). Por isso, uma das regras de acentuação é: T O D A SA S P R O P A R O X Í T O N A S S Ã O A C E N T U A D A S (como sãopoucas, põe acento em todas elas).Por sua vez, é pequeno o número de oxítonas que terminam em A / E/ O / EM, e seus respectivos plurais. Por isso, essas serão acentuadas.De acordo com essa regra, as oxítonas terminadas por R ficaram defora e, com isso, todos os verbos no infinitivo impessoal.Veja, agora, o quadro resumidor sobre acentuação gráfica,ACENTUAÇÃO GRÁFICA – são acentuados os: MONOSSÍLABOS TÔNICOS TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S) - cá, pé, pó, rés, mós, cós, nó, pôr (verbo), jus, bis, si, mim, sol, cor; OXÍTONOS TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S), EM(NS) – café, caqui (fruta), também, vender, reféns, dominó, ardil, português, sermão, juiz, país, raiz, colher, ruim (a sílaba tônica é “im”), parabéns, sabiá; PAROXÍTONOS NÃO TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S), EM(NS) - hífen (termina em EN), hifens (sem acento), biquíni, item, domino (verbo), fênix, bíceps, fácil, coco (fruta), álbum, difícil, fácil, cáqui (cor), sabia (verbo), táxi; www.pontodosconcursos.com.br 13
  • 14. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI PAROXÍTONOS TERMINADOS EM DITONGO CRESCENTE (*), EM –ÃO, EM –ÔO - glória, indivíduos, sábia, concordância, acórdão, abençôo; TODAS AS PROPAROXÍTONAS - fósforo, matemática, hífenes (*) Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (V.O.L.P.), que tem força de lei no Brasil, a acentuação dos ditongos abertos é classificada na regra dos proparoxítonos (sé-ri-e / vi-tó-ri-a) e os monossílabos são classificados na mesma regra dos oxítonos.ENCONTROS VOCÁLICOS: OS DITONGOS ABERTOS –ÉI-, -ÉU-, -ÓI- : herói, apóiam, idéias, mausoléu NUM HIATO, RECEBEM ACENTO I OU U, COMO 2ª VOGAL DO HIATO, SOZINHO (DESDE QUE NÃO SEGUIDO DE NH) OU ACOMPANHADO DE S. COM QUALQUER OUTRA LETRA OU SOZINHO E SEGUIDO DE NH, NÃO RECEBE O ACENTO AGUDO. Ex: Piauí, juízes, raízes, rainha, campainha, juiz, Luís, ruim, Itaú (apesar de terminar com U – regra das oxítonas – é acentuada por tratar-se de U como segunda vogal do hiato, sozinho na sílaba – I-ta-ú) CUIDADO! A pronúncia de palavras como GRATUITO, FORTUITO FLUIDO (substantivo) assemelham-se à de MUITO. Nessas palavras não existe acento agudo na letra “i” (ao contrário do que acontece no particípio do verbo fluir - FLU-Í-DO), de modo que, naqueles casos, existe um ditongo, e não um hiato. -ÊEM DOS VERBOS LER, VER, CRER, DAR e derivados - O Vocabulário Ortográfico determina que se conserva, por clareza gráfica, o acento circunflexo no plural desses verbos: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, desdêem, relêem, revêem, etc.ACENTOS DIFERENCIAIS – A partir da mudança ortográfica, em1971, conservaram-se somente os acentos diferenciais abaixoindicados: DE TIMBRE (vogal aberta ou fechada) – o único que restou foi: pode (pres.indicativo) – pôde (pret.perf.ind) DE INTENSIDADE ou TONICIDADE (vogal átona ou tônica). Os mais comuns são: pôr (verbo) – por (preposição) pára (verbo) – para (preposição) pêlo (substantivo) – pelo (contração de por + o) www.pontodosconcursos.com.br 14
  • 15. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO acento circunflexo do verbo pôr é usado para diferenciá-lo dapreposição átona por (um dos casos de acento diferencial detonicidade). Por isso, não há acento nos verbos derivados do “pôr”,como propor, dispor, contrapor, indispor, repor, cuja (falta de)acentuação gráfica se justifica pela norma das oxítonas.Alguns gramáticos classificam o acento circunflexo dos verbos ter evir (e derivados) na 3ª pessoa do plural (têm, vêm, contêm,entretêm, detêm, retêm etc.) como ACENTO DIFERENCIAL DENÚMERO ou MORFOLÓGICO.As formas verbais singulares tem e vem são monossílabos tônicos e,por isso, dispensariam a acentuação (a regra é acentuar somente osmonossílabos tônicos terminados em A / E / O).A conjugação na 3ª pessoa do singular dos verbos derivados recebeacentuação (detém, contém, entretém etc.) em atendimento à regrados oxítonos terminados por “EM”.Esses gramáticos consideram, então, que o acento circunflexo (têm,vêm, detêm, contêm, entretêm) serve tão-somente para indicar que overbo está no plural.Dessa forma, a regra de acentuação, segundo eles, é:têm (acento diferencial de número)vêm (acento diferencial de número)detém (oxítona terminada em EM)detêm (acento diferencial de número c/c oxítona terminada em EM).Apresentados esses conceitos, vamos às questões de prova.8 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) As palavras do texto querecebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica nas palavrasofício e idéias, respectivamente, são(A) único e história.(B) salários e Níger.(C) inteligências e notável.(D) período e memória.(E) agência e heróicas. www.pontodosconcursos.com.br 15
  • 16. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: EComentário.Sem entrar na polêmica de classificar “ofício” como paroxítonaterminada em ditongo crescente ou proparoxítona (segundo oP.V.O.L.P.), essa palavra segue a mesma regra de acentuação que“história” (A), “salários” (B), “inteligências” (C), “memória” (D) e“agência” (E).Já “idéias” é acentuado por se tratar de um ditongo aberto (éu/ éi /ói), o mesmo ocorrendo em “heróicas”. Por isso, a resposta é a letraE.As demais palavras são acentuadas de acordo com as seguintesregras:- “único” e “período” – proparoxítonas;- “Níger” e “notável” – paroxítonas não terminadas em a(s), e(s),o(s) e em(ens).9 – (Analista TRT 23ª.Região / Outubro 2004) A mesma regra quejustifica a acentuação no vocábulo início aplica-se em(A) técnica.(B) idéia.(C) possível.(D) jurídica.(E) vários.Gabarito: EComentário.Desta vez, a banca deixou claro que segue a mesma linha declassificação da maioria dos gramáticos - apresentou “início” e a elaassociou “vários”. Se classificasse esses vocábulos na regra daspalavras proparoxítonas (seguindo a posição do P.V.O.L.P.), a questãoseria anulada, pois haveria três respostas igualmente válidas – alémde “vários”, também “técnica” e “jurídica”, que, indubitavelmente, sãoproparoxítonas.Então, ATENÇÃO!!! A partir dessa questão, podemos identificar oposicionamento da banca da FCC para esta polêmica – “início” e“vários” são paroxítonas terminadas em ditongo crescente. www.pontodosconcursos.com.br 16
  • 17. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAs demais palavras são acentuadas de acordo com as seguintesregras:(A) “técnica” – proparoxítona(B) “idéia” – ditongo aberto (éi)(C) “possível” – paroxítona não terminada em a(s), e(s), o(s) eem(ens)(D) “jurídica” - proparoxítona10 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) Palavras do texto querecebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica na palavrajacarés estão reproduzidas em:(A) negócios e únicos.(B) município e amazônica.(C) mantém e tamanduás.(D) tucunarés e santuários.(E) ecológicos e tuiuiús.Gabarito: CComentário.Assim como “jacarés”, os vocábulos “mantém”, “tamanduás” e“tucunarés” são oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s) ou em(ens).Como a opção (C) abarca duas dessas palavras, é a resposta correta.As demais são acentuadas pelos seguintes critérios:- “negócios”, “município” e “santuários” – paroxítonas terminadas emditongo crescente;- “únicos”, “amazônica” e “ecológicos” – proparoxítonas;- “tuiuiús” – “u” como segunda vogal de um hiato, acompanhado de“s”.11 – (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) As palavras do textoque recebem acento pela mesma razão que o justifica emfuncionários e excluída são, respectivamente,(A) décadas e possível.(B) revolucionária e benefícios. www.pontodosconcursos.com.br 17
  • 18. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) países e fenômeno.(D) mínimas e públicos.(E) previdência e saúde.Gabarito: EComentário.“Funcionários” é uma paroxítona terminada em ditongo crescente,assim como “revolucionária”, “benefícios” e “previdência”. Já“excluída” apresenta a letra “i” como segunda vogal de um hiato,sozinha na sílaba, da mesma forma que ocorre em “países” e “saúde”.A opção que apresenta vocábulos cuja acentuação segue o paradigmaapresentado no enunciado é a de letra E.As demais palavras seguem as seguintes regras de acentuação:- “décadas”, “fenômeno”, “mínimas” e “públicos” são proparoxítonas;- “possível” é uma paroxítona não terminada em a(s), e(s), o(s) ouem(ens).Como buscamos abordar principalmente as provas mais recentes daFCC, não encontramos muitas questões sobre ortografia (somentealgumas, poucas delas bem feitas, como vimos).Contudo, esse tópico está no programa e há grandes chances de surgirna prova. Por isso devemos estudar com afinco.Fiquem tranqüilos, pois, em outros assuntos (como verbos,concordância e regência), teremos um número bem maior dequestões.Até a próxima.LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS1 - (Técnico TRE AP/Janeiro 2006) Está correta a grafia de todas aspalavras da frase:(A)) Só os inescrupulosos continuam a gastar água sem analisar asconseqüências.(B) O consumo excecivo de energia pode, um dia, vir a se tornar umacontravensão.(C) Os que menospresavam o valor da água passaram a reconhecersua escassês. www.pontodosconcursos.com.br 18
  • 19. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Das turbinas de uma uzina a uma lâmpada acesa, o caminho élongo e sinuozo.(E) Se a falta de energia fosse algo imprevizível, desculparíamos ocoxilo dos responsáveis.2 – (Analista Judiciário TRT 13ª Região / Dezembro 2005) Estãocorretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase:(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo quefica improvável alguma solução que se adeque à expectativa doscontendores.(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumamdissiminar mais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos aoeleitorado.(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo deprovas que poucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervandosua dignidade.(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, nãose deixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos decampanha.(E)) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquantoninguém se arvore em profeta de algum outro regime que pudesse sermais bem sucedido.3 – (PROCURADOR TCE AM /Fevereiro 2006) Está clara e correta aredação da seguinte frase:(A)) Não basta, para o economista ético, fazer uma boa análise doprocesso produtivo em si mesmo; interessa-lhe, sobretudo, contribuirobjetivamente para o fortalecimento do sentido social desse projeto.(B) Ao avalisar, legitimar e referendar a produção da civilização atual,com a qual não é capaz de discordar, o economista técnico contribueapenas no sentido de confirmar o que se consolida economicamente.(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, oeconomista ético deverá de compor algumas das contradições atuais,entre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avançotecnológico.(D) Segundo a tese de que toda época histórica ressalta seussacerdotes superiores, infere o autor de que o nosso tempo secaracteriza pelo previlegiamento da condição dos economistas. www.pontodosconcursos.com.br 19
  • 20. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) O economista técnico supõe que toda a economia é regida graçasàs leis de demanda e oferta, motivo porque ele se aplica tão somenteem referendar o sistema globalizado vijente em nossos dias.4 - (Analista TRT 8ª.Região / Dezembro 2004) Está correta a grafia detodas as palavras na frase:(A) Nem situações vexatórias, nem repreensões, nem as maisdiferentes sanções têm evitado que os fumantes dêem vazão ao seuvício.(B) A admissão de que há o direito do fumante não exclui, propõe oautor, direitos outros, sem a excessão dos direitos de quem não fuma.(C) Se é certo que há intranzigência por parte de muitosantitabagistas, também é certo que muitos fumantes não recuam emsuas obcessões.(D) A vemência dos que se insurgem contra o cigarro é às vezes tãointensa que os torna mais incômodos, onde estejam, que os própriostabagistas.(E) Tempos atraz, o ato de fumar não estigmatisava: emprestava aosujeito uma aura de elegante compenetração, de nobre austeridade.5 - (Técnico TRT 3ª.Região/Janeiro 2005). Há palavras escritas demodo INCORRETO na frase:(A) Para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários, osresponsáveis tomaram a decisão de paralizar, por algumas horas, ostrabalhos na uzina.(B) A intensa afluência de pessoas em áreas que possam produzirriqueza imediata pode gerar conflitos e degradação do meio ambiente.(C) Boas intenções, que norteiam programas assistenciais, nemsempre são garantia de sucesso dos empreendimentos desenvolvidos.(D) A exploração dos recursos naturais de uma determinada região e anecessária preservação do meio ambiente mobilizam defensores, tantode uma quanto de outra.(E) Embora estejam muito próximos de imensas riquezas, osgarimpeiros dificilmente têm acesso a bens de consumo, pois vivemem extrema pobreza. www.pontodosconcursos.com.br 20
  • 21. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI6 – (Procurador BACEN/ Janeiro 2006) Considerando-se as afirmativasabaixo, a respeito de aspectos lingüísticos constantes do texto, julgueos itens abaixo:(I) incipiente tem o mesmo significado da palavra análogainsipiente.(II) ganhos mais vultosos – o adjetivo grifado admite a forma variantevultuosos.7 - (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) Há palavras escritas demaneira INCORRETA na frase:(A) Recursos científicos e tecnológicos devem oferecer possibilidade deinserção social à população carente e desassistida das grandescidades.(B) Um regime de crescente colaboração entre governo, instituiçõesprivadas e sociedade garantirá o hesito de diversos programasdirecionados a adolecentes mais pobres.(C) Ao atribuir excessivo valor ao consumo de bens supérfluos, asociedade passa a exigir que as pessoas aparentem poder econômico,mesmo falso.(D) Em várias regiões, o inchaço urbano, resultante do intenso êxodorural, é responsável pelo crescimento desmedido do número defavelados.(E) Extensas áreas, em todo o mundo, encontram-se ocupadas porpopulações que vivem em situação de miséria, destituídas dos direitosbásicos da cidadania.8 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) As palavras do texto querecebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica nas palavrasofício e idéias, respectivamente, são(A) único e história.(B) salários e Níger.(C) inteligências e notável.(D) período e memória.(E) agência e heróicas.9 – (Analista TRT 23ª.Região / Outubro 2004) A mesma regra quejustifica a acentuação no vocábulo início aplica-se em www.pontodosconcursos.com.br 21
  • 22. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) técnica.(B) idéia.(C) possível.(D) jurídica.(E) vários.10 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) Palavras do texto querecebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica na palavrajacarés estão reproduzidas em:(A) negócios e únicos.(B) município e amazônica.(C) mantém e tamanduás.(D) tucunarés e santuários.(E) ecológicos e tuiuiús.11 – (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) As palavras do textoque recebem acento pela mesma razão que o justifica emfuncionários e excluída são, respectivamente,(A) décadas e possível.(B) revolucionária e benefícios.(C) países e fenômeno.(D) mínimas e públicos.(E) previdência e saúde. www.pontodosconcursos.com.br 22
  • 23. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI AULA 1 - VERBOSOlá, pessoalPreparem-se, pois a aula de hoje é importantíssima e longa.Estudaremos um dos assuntos mais relevantes no estudo da LínguaPortuguesa – VERBO. Quase tudo no estudo da gramática envolve verbo –concordância verbal, regência verbal, conjugação verbal (englobando,inclusive, questões de ortografia, como vimos na aula zero), colocaçãopronominal (a posição do pronome em relação ao verbo), análise sintáticaetc.Ele é um verdadeiro coração do conjunto oracional – à sua volta, funcionamos demais elementos.Abordaremos conjugação verbal (tempo, modo, formas nominais),correlação verbal (a relação entre os verbos que compõem o período) evozes verbais (basicamente, voz ativa e passiva, e a transposição de umapara outra). Nesses três pontos, conseguiremos alcançar praticamente 25%da prova.Lembro que na parte final do nosso estudo estão todas as questõescomentadas. Por isso, se você preferir, imprima as últimas páginas, faça osexercícios e, somente depois disso, veja os comentários.Bom estudo.MODOS E TEMPOS VERBAISPara começar, temos de relembrar alguns conceitos básicos.Conceito: VERBO é uma palavra variável (pode flexionar-se emnúmero, pessoa, modo, tempo e voz) que indica uma ação, estado oufenômeno.A classificação dos verbos nos modos verbais depende da relação que ofalante tem com aquilo que enuncia – se constata um fato (indicativo); seapresenta uma hipótese, uma suposição (subjuntivo); se faz um pedido(imperativo).Em outras palavras, depende do MODO com que enuncia a ação verbal. Sãotrês modos verbais: INDICATIVO - como sugere o nome, indica um fato real, quepode pertencer ao presente, ao passado ou ao futuro. SUBJUNTIVO - enuncia um fato hipotético, duvidoso, provávelou possível. www.pontodosconcursos.com.br 1
  • 24. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI IMPERATIVO - expressa idéias de ordem, pedido, desejo,convite.Enquanto que o modo INDICATIVO situa o fato no plano da realidade, dacerteza, o SUBJUNTIVO coloca o fato no plano do que é provável,hipotético, possível, sem a certeza apresentada pelo modo indicativo. Omodo SUBJUNTIVO também é bastante usado com determinadas conjunções(embora, caso, conquanto etc.)Perceba a diferença entre as duas orações abaixo.Ele procura um remédio que acaba com a dor de cabeça.Ele procura um remédio que acabe com a dor de cabeça.Na primeira, o sujeito já sabe qual é o medicamento que produz resultado.Vai à farmácia e pede ao balconista, porque sabe o resultado que obterá. Ofato situa-se no plano da CERTEZA – modo INDICATIVO - acaba.Na segunda, o sujeito não tem certeza de qual medicamento poderia surtirefeito. Vai ao balcão da farmácia, pede ao farmacêutico uma indicação, masnão tem certeza se irá obter a cura. Por isso, está no plano da possibilidade– modo SUBJUNTIVO - acabe.Os TEMPOS VERBAIS têm a função de indicar o momento em que sãoenunciados os fatos.No modo INDICATIVO: PRESENTE – fato ocorre no momento em que se fala (Ouço ruídos na cozinha.); ou fato que é comum de ocorrer (Eu morro de inveja dele. / Chove todos os dias em Belém.); ou apresenta um princípio, um conceito ou um dado (Todos os anos, muitas crianças morrem de desnutrição no Brasil.) PRETÉRITO PERFEITO – fato ocorrido e perfeitamente concluído antes do momento em que se fala (Todos souberam do assassinato de Celso Daniel.) PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO – denota continuidade do ato, com início no passado (Eu tenho cometido muitos erros na escolha dos meus namorados.) PRETÉRITO IMPERFEITO – fato realizado e não concluído (Ele buscava a perfeição antes de morrer.) ou que apresenta uma certa duração (Ele andava pela rua quando foi abordado pelos ladrões.) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO – fato realizado antes de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele pedira o perdão aos filhos.) www.pontodosconcursos.com.br 2
  • 25. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO – forma mais comum de expressar o fato realizado antes de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele tinha pedido perdão aos filhos.) FUTURO DO PRESENTE – fato posterior certo de ocorrer no futuro (Doarei todo o material de estudo após a minha aprovação.) FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO – denota futura ocorrência de um fato que se iniciou no presente (Até o próximo ano, terei acumulado quase um milhão de reais em dívidas.) FUTURO DO PRETÉRITO – esse é um tempo bastante especial, pois apresenta diversas circunstâncias - 1) fato posterior a um fato passado (Você me garantiu [FATO PASSADO] que o nosso amor não morreria [FATO FUTURO EM RELAÇÃO AO FATO PASSADO].); ou 2) fato não chegou a se realizar (Eu iria à sua casa, mas tive um problema.); 3) também pode denotar incerteza (“Acharam um corpo que seria do chefe do tráfico.”), hipótese relacionada a uma condição (“Se você tivesse comprado o carro [CONDIÇÃO], não teria perdido o dinheiro no jogo [HIPÓTESE].”) ou polidez (“Você poderia me passar o sal?”). FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO – o mesmo que o Futuro do Pretérito com relação aos dois primeiros aspectos (Ele poderia ter comprado uma casa maior se não tivesse jogado tanto dinheiro fora.).Vamos, agora, analisar como a Fundação Carlos Chagas aborda esse pontodo programa.1 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004) “ ... para tudo que se refira ao mundo físico ...”O verbo aparece nos mesmos tempo e modo em que se encontra a formagrifada acima na frase:(A) ... e prossegue, aceleradamente, com o extraordinário desenvolvimentotecnológico ...(B) ... que já nos vem do precedente...(C)) ... que confiram sentido a sua vida.(D) ... para que o objetivo de consumo se fosse convertendo...(E) ... se tornou a motivação central do homem... www.pontodosconcursos.com.br 3
  • 26. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: CComentário.A forma “refira” é a conjugação do verbo “referir-se” no presente dosubjuntivo, a mesma conjugação do verbo “conferir” em “confiram”.A conjugação da 1ª pessoa do singular (eu) do presente do indicativo dáorigem a toda a conjugação do presente do subjuntivo, do imperativonegativo e de algumas formas do imperativo afirmativo (estudaremosconjugação do imperativo mais adiante), apresentando alteração apenas nadesinência (parte final do verbo, que indica a flexão verbal em número,pessoa, tempo e/ou modo).Exemplo:(Pres.Indicativo) Eu confiro(Pres.Subjuntivo) (que) eu confira / (que) tu confiras / (que) ele confira/(que) nós confiramos / (que) vós confirais / (que) eles confiram(Imperativo Negativo) - / não confiras / não confira / não confiramos /não confirais / não confiramVamos verificar o tempo e modo das demais formas: (A) prossegue – presente do indicativo (B) vem – presente do indicativo (D) fosse convertendo – pretérito imperfeito do subjuntivo + gerúndio (E) tornou – pretérito perfeito do indicativo2 - (TRT 3ª Região – Técnico Judiciário / Janeiro 2005) ... que parecia suave anjo de voz tranqüila.O verbo de mesmo tempo e modo em que se encontra o verbo grifado acimaestá na frase:(A)) ... em que se amarrava cachorro com lingüiça ...(B) Só num único e mesmo jornal permaneci mais de vinte anos.(C) Algumas figuras se tornaram sombras ...(D) ... morreu nas masmorras do Chile ...(E) ... que largou o jornalismo ... www.pontodosconcursos.com.br 4
  • 27. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: AComentário.A forma “parecia” está conjugada no pretérito imperfeito do indicativo, damesma forma que “amarrava”.Todas as demais formas estão conjugadas no pretérito perfeito doindicativo (permaneci, tornaram, morreu e largou).3 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) ... e vive angustiada num emprego...O verbo está no mesmo tempo e modo daquele grifado acima na frase:(A) No início do século passado acreditava-se que...(B) Ocorreu exatamente o contrário.(C) ... e acrescentaram doses extras de “stress” à vida de todos nós.(D)) ... que ocupam as funções mais banais.(E) Como se não bastasse...Gabarito: DComentário.A forma “vive” é a conjugação do verbo “viver” no presente do indicativo,assim como “ocupam”.As demais formas estão nos seguintes tempos e modos: (A) acreditava – pretérito imperfeito do indicativo (B) ocorreu – pretérito perfeito do indicativo (C) acrescentaram – pretérito perfeito do indicativo (E) bastasse – pretérito imperfeito do subjuntivo4 - (TRT 23ª Região – Técnico Judiciário / Outubro 2004) Há quem diga que isso não é urbano...O verbo empregado no mesmo tempo e modo que os do verbo grifado acimaestá na frase:(A) ... que eu criei em 1985...(B) ... em que a ocupação da Amazônia foi uma prioridade.(C) ... a população ia para os núcleos urbanos. www.pontodosconcursos.com.br 5
  • 28. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Alguns colegas não gostam dessa abordagem...(E)) ... que nossa urbanização seja igual à da Europa...Gabarito: EComentário.A forma “diga” (do verbo “dizer”) está no presente do subjuntivo, bemcomo “seja” (do verbo “ser”).Lembre-se da regra de formação das conjugações: a 1ª p.s. pres.indicativodá origem à formação do presente do subjuntivo (pres.ind.: eu digo /presente subjuntivo: diga/ digas/ diga ...).As demais formas verbais estão no: (A) criei – pretérito perfeito do indicativo (B) foi – pretérito perfeito do indicativo (C) ia – pretérito imperfeito do indicativo (D) gostam – presente do indicativo5 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004)Embora, é claro, devamos resistir à tentação fácil de elevar e idealizar osfavelados, (...) também devemos, como propõe [o filósofo Alain] Badiou,enxergar as favelas...É correto afirmar que o emprego do verbo dever em modos diferentes nosegmento que inicia o último parágrafo do texto indica, respectivamente,(A)) possibilidade de ação e fato real.(B) explicação de um fato e dúvida concreta.(C) suavização de uma ordem e repetição de um fato.(D) fato anterior e hipótese futura.(E) situação real e conseqüência imediata.Gabarito: AComentário.Como vimos no início do nosso estudo, o modo subjuntivo indica fatos queestão no campo da hipótese, incerteza, possibilidade, probabilidade,enquanto que o modo indicativo retrata fatos reais, concretos. www.pontodosconcursos.com.br 6
  • 29. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComo a forma devamos está no presente do subjuntivo, indica um fatopossível (possibilidade), enquanto que devemos, do presente doindicativo, denota um fato real. Está correta a opção de letra (A).6 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004) Ainda que parte da água possa ser reaproveitada...O emprego da forma verbal grifada indica, considerando-se o contexto,(A) fato concreto.(B))hipótese realizável.(C) ação habitual.(D) ordem imediata.(E) situação pretérita.Gabarito: BComentário.Mais uma vez, a banca explora o conceito de emprego do modo subjuntivo.A forma “possa” está no presente do subjuntivo que, como vimos, situa noplano da hipótese, possibilidade ou probabilidade os fatos que relata. Porisso, está correta a indicação de ser um caso de hipótese realizável.7 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004)Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunasda frase apresentada.Os alimentos devem ser ...... em água limpa para que a população não ......a ter problemas de saúde.(A) cozinhados - venhe(B) cozinhados - vem(C) cozidos - venhe(D) cozidos - venha(E) cozidos - vêmGabarito: DComentário. www.pontodosconcursos.com.br 7
  • 30. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIDenominam-se formas nominais as palavras, de origem verbal, quetambém podem ser empregadas nas funções próprias de adjetivos,substantivos ou advérbios. São elas: PARTICÍPIO, GERÚNDIO E INFINITIVO.PARTICÍPIO:Ele havia lavado o chão da casa antes do temporal. (verbo)O uniforme lavado ficou todo sujo após o vendaval. (adjetivo)GERÚNDIO:O presidente fica persistindo na argumentação de que nada sabia sobre ovalerioduto. (verbo)Persistindo os sintomas, o médico deverá ser consultado..(advérbio de condição = “Caso persistam os sintomas...”)INFINITIVO:Ele precisa pôr os nomes nos livros. (verbo)O pôr-do-sol é lindo nessa época do ano. (substantivo)Essas formas nominais (particípio, gerúndio e infinitivo) podem tambémfazer parte de uma locução verbal.Locução verbal é o conjunto semântico de dois ou mais verbos. Forma-secom um verbo principal e um ou mais verbos auxiliares. Às vezes, no meioda locução verbal pode aparecer uma preposição (de, a), como em “comeceia trabalhar”, “hei de vencer” ou “tenho de esquecer”.Enquanto o principal vem sob uma forma nominal (infinitivo, gerúndio ouparticípio), seu(s) auxiliar(es) pode(m) vir em uma forma finita (indicativo,subjuntivo, imperativo) ou também nominal. Nessa relação, o que seflexiona é o verbo auxiliar, mas do modo como o verbo principal iria variar.Em outras palavras, o verbo auxiliar faz tudo o que o verbo principal iriafazer se estivesse sozinho.Formam-se locuções verbais em: construções de voz passiva, principalmente com os verbosauxiliares SER e ESTAR; tempos compostos, com os verbos auxiliares TER e HAVER. construções com auxiliares modais, que determinam com maisrigor o modo como se realiza – ou deixa de se realizar - a ação verbal.Expressam circunstâncias de: início ou fim (comecei a estudar, acabei deacordar), continuidade (vai andando), obrigação (tive de entregar),possibilidade (posso escrever), dúvida (parece gostar), tentativa(procura entender) e outras tantas. www.pontodosconcursos.com.br 8
  • 31. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComo num escritório, onde quem manda é o chefe e quem trabalha é oempregado (ou você já viu algum chefe trabalhando???), na locução verbal,quem exerce a função de “chefe” é o verbo principal – ele fica “paradão”, sómandando, e o pobre do auxiliar se flexiona de acordo com as suas ordens.No particípio, a maior parte dos verbos só apresenta a forma regular(terminadas por “ado” / “ido”).Contudo, existem algumas exceções: alguns verbos apresentam mais deuma forma – a regular (“ado” / “ido”), usada com os verbos ter e haver(tempo composto) e a irregular, ligada aos verbos ser e estar (vozpassiva). Dentre eles, estão: ACEITAR – (ter/haver) aceitado; (ser/estar) aceito ELEGER – (ter/haver) elegido; (ser/estar) eleito ENTREGAR - (ter/haver) entregado; (ser/estar) entregue IMPRIMIR - (ter/haver) imprimido; (ser/estar) impresso SALVAR – (ter/haver) salvado; (ser/estar) salvo SUSPENDIDO – (ter/haver) suspendido; (ser/estar) suspenso Outras curiosidades: os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pôr, ver, vir (e derivados) possuem apenas o particípio irregular (aberto, coberto, dito, escrito, feito, posto, visto e vindo – neste último, coincidem as formas de particípio e gerúndio); alguns verbos aceitam ambas as formas (regular e irregular) para qualquer dois verbos auxiliares: segundo a maioria dos gramáticos, são quatro: pagar, pegar, ganhar e gastar (para memorizá-las, imagine a seguinte situação: no dia do pagamento, você ganha o salário e, no supermercado, pega o produto, paga por ele e gasta o dinheiro – gostou do método mnemônico?); o particípio do verbo CHEGAR é um só – o regular CHEGADO. A forma “chego” é a conjugação de 1ª pessoa do singular do presente do indicativo (“Eu chego”). Não existe a forma de particípio irregular para esse verbo. Então: “Eu tinha chegado ao escritório bem cedo.”. De volta à questão, o verbo “cozer” muitas vezes se confunde com o correlativo “cozinhar”, mas cada um apresenta uma forma participial: cozinhado (usado basicamente em tempo composto: tinha/havia cozinhado) e cozido (geralmente construído na voz passiva: é/está cozido, mas também empregado em tempo composto: havia/tinha cozido). www.pontodosconcursos.com.br 9
  • 32. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Na questão, o verbo “cozer” tem como auxiliar o verbo “ser”, figurando, portanto, em voz passiva. A forma correta será: cozidos. Em seguida, como o fato se situa no campo da hipótese, devemos usar o presente do subjuntivo – “para que a população não venha a ter problemas de saúde”. Está correta, pois, a opção (D).Atenção: A questão 8 baseia-se no texto apresentado abaixo.A economia vai devorar o planeta?Para a maioria dos ecologistas, o impacto das atividades humanas sobre anatureza é real. A salvação do planeta passaria necessariamente pelo fim docrescimento de economias e populações, além da adoção de uma economiaecológica − com a reforma dos sistemas de produção de alimentos,materiais e energia. Uma economia ambientalmente sustentável seriamovida por fontes renováveis de energia: eólica, solar e geotérmica. Aeletricidade eólica seria usada para produzir hidrogênio. As estruturas atuaisde gasodutos fariam o transporte do gás que moveria a frota de automóveis.Nesse sistema, a indústria da reciclagem e reutilização substituiria emgrande parte as atividades extrativistas.Para se alcançar esse estágio, os sistemas tributários mundiais precisariamser reformulados, de modo a oferecer subsídios à reciclagem e à geração deenergia limpa e renovável e taxar atividades insustentáveis, como o uso decombustível fóssil.No entanto, sem estacionar a população mundial, nenhuma mudança terárealmente efeito. Mais pessoas requerem mais comida, mais água, maisespaço, bens, serviços e energia. Ocorre que deter ou até mesmo reduzir ocrescimento da população mundial não é tão simples. O tamanho dasfamílias, em muitos países, está ligado à maneira como os casais encaram osexo e a virilidade.O tamanho e a complexidade dos sistemas mundiais tornam a adoção daecoeconomia uma tarefa gigantesca e muito distante de ser realizada. Oaumento da temperatura global, a superpopulação e a contaminação dosecossistemas mundiais estão por toda parte: somente podem-se corrigir osefeitos que eles criam, com medidas de alcance global. Pequenassubstituições e correções de rumo em alguns setores não constituem umasolução. Com 6 bilhões de pessoas no mundo, até metas mais óbvias, comodeter o nível de desflorestamento, parecem distantes.(Adaptado de Bruno Versolato, Superinteressante, maio de 2004, p. 69)8 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004) www.pontodosconcursos.com.br 10
  • 33. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAs estruturas atuais de gasodutos fariam o transporte do gás que moveria afrota de automóveis.O emprego das formas verbais grifadas acima indica, no contexto,(A) incerteza da realização de um fato passado.(B) dúvida real de que um fato se concretize.(C) ação que se realiza habitualmente até o momento presente.(D) fato consumado, anterior a outro, também passado.(E) hipótese que depende de certa condição anterior.Gabarito: EComentário.No início do estudo, vimos que o futuro do pretérito do indicativo podedenotar incerteza, hipótese relacionada a uma condição ou polidez.Note que, na estrutura apresentada, o fato de o gás mover a frota deautomóveis depende da existência de gasodutos que viabilizem o transportedesse gás. Assim, a circunstância representada pelo tempo verbal é o dahipótese que depende de certa condição – a existência dos gasodutos (E).9 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)... em questões nas quais a vinculação satisfaça objetivos políticos dosgovernantes.O emprego da forma verbal grifada acima introduz no contexto a mesmanoção do verbo empregado na frase:(A) Duas críticas lhe são feitas...(B) Os prazos já existem na lei...(C) ... que lhes permitem intervir no processo...(D)) ... segundo o ritmo que lhes convenha.(E) ... que se está dando um passo à frente.Gabarito: DComentário. www.pontodosconcursos.com.br 11
  • 34. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA forma “satisfaça” está no presente do subjuntivo. A outra forma verbalde idêntica conjugação é “convenha”, do verbo “convir”, que é derivado doverbo “vir”.Como veremos adiante, essa banca costuma exigir as formas de conjugaçãode verbos de terceira terminação (ir), e como ela gosta dos derivados doverbo “vir”!As demais formas estão nos seguintes tempos e modos: (A) são feitas – locução verbal de voz passiva com o verbo auxiliar no presente do indicativo e o verbo principal na forma nominal particípio. (B) existem – presente do indicativo (C) permitem – presente do indicativo (D) está dando – locução verbal, cujo verbo auxiliar está no presente do indicativo e o principal, no gerúndio.10 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) Faça isso com a cabeça de um macaco.É exemplo de emprego do mesmo modo do verbo grifado acima UM dosverbos que aparecem na frase: (A) Não serão aceitas justificativas, quaisquer que sejam os motivos alegados. (B) Saiba que valores devem ser respeitados, em qualquer tempo e lugar. (C) Todo explorador desejaria entender como se reduzem cabeças. (D) É necessária a existência de critério que justifique determinados atos de violência. (E) Espera-se que ele possa entender as razões de certos costumes em determinadas civilizações.Gabarito: BComentários.Agora, o nosso assunto é a conjugação do IMPERATIVO.Em vez de memorizar várias regras, vamos guardar apenas a exceção.A REGRA: Em se tratando de imperativo, emprega-se o presente dosubjuntivo. www.pontodosconcursos.com.br 12
  • 35. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINo imperativo, não há conjugação da 1ª pessoa do singular (a idéia é queninguém poderia dar uma ordem a si mesmo).São conjugados pelo presente do subjuntivo os verbos em todas aspessoas no imperativo negativo, e nas 3ª pessoas (singular e plural) e 1ªpessoa do plural no imperativo afirmativo. Essa é a regra.Exemplo: “Venha para a Caixa você também” – 3ª pessoa do singular (Ocomercial estava errado!!!). “Não nos deixeis cair em tentação” – 2ª pessoa do plural (Ao sedirigir ao Pai, usa-se vós.)Essa é a regra.Agora a exceção, que deve ser memorizada, por ser em menor número.A exceção fica por conta das segundas pessoas (tu e vós) no imperativoafirmativo. Nessa conjugação, usa-se o presente do indicativo, sem o “s”final.RESUMO: No imperativo afirmativo, as 2ªs pessoas (singular e plural)buscam a conjugação do presente do indicativo e tiram a letra ‘s’. Todo orestante tem origem no presente do subjuntivo.Exemplo:1 - “Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.” - A forma “dize” éa redução do presente do indicativo da 2ª pessoa do singular (dizes – [s] =dize).Detalhe: o verbo “dizer”, assim como todos que têm essa terminação -zer, éum verbo abundante, que admite tanto “dize” como “diz”, no imperativo.2 – “Fazei de mim um instrumento de vossa paz.” – A forma “fazei” é aconjugação no presente do indicativo da 2ª pessoa do plural (vós fazeis),sem o “s”.Aliás, esse segundo exemplo foi retirado de uma oração – a Oração de SãoFrancisco de Assis, que não é tão conhecida quanto o “Pai Nosso”. No “PaiNosso”, temos vários exemplos do uso do imperativo, tanto afirmativoquanto negativo.Dá-se a Deus a respeitosa forma de tratamento "vós", que, como já vimos, éda segunda pessoa do plural. Em "Perdoai as nossas ofensas", as pessoasque rezam dirigem-se ao Criador e pedem a Ele que lhes perdoe as ofensaspraticadas.É para isso que também serve o imperativo. Além de ordem, essa formaverbal pode expressar também súplica, desejo ardente, que é como sãofeitos esses pedidos. www.pontodosconcursos.com.br 13
  • 36. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINa prece, “perdoai" e "livrai" ("perdoai as nossas ofensas"/"livrai-nos domal") estão no imperativo afirmativo, enquanto que "deixeis" ("não nosdeixeis cair em tentação") está no imperativo negativo."Perdoai" e "livrai" obedecem a um esquema que já vimos. Como sãoconjugações de 2ª pessoa do plural, essas formas vêm do presente doindicativo, sem o "s" final. Fazem parte da EXCEÇÃO.E "Não nos deixeis cair em tentação"? É da conjugação do imperativonegativo e recai na REGRA GERAL, ou seja, se forma a partir do presente dosubjuntivo (que eu deixe, que tu deixes, que ele deixe, que nós deixemos,que vós deixeis, que eles deixem).Na hora da dúvida, mesmo que você não seja católico, comece a rezar o PaiNosso e veja como se conjugam as formas verbais no Imperativo. Mas, paradar certo, você deve aprender a rezar direito!!!!Voltando à questão (garanto que você já tinha até se esquecido dapobrezinha...), a forma “Faça” é uma ordem e, por isso, está conjugada noimperativo. A outra forma de idêntica conjugação é “Saiba”.As duas formas verbais se dirigem a “você” que, como um pronome detratamento que se preza, leva o verbo e os pronomes para a 3ª pessoa(singular ou plural). Aliás, essa é uma excelente maneira de lembrar comose usam os pronomes de tratamento – o que acontece com “você” acontecetambém com todos os demais pronomes (Vossa Excelência, Vossa Senhoriaetc.) – o verbo e os pronomes ficam na 3ª pessoa. Exemplo: “VossaSenhoria terá a obrigação de rever suas decisões.”. Finalmente, (só paraencerrar esse assunto) usa-se “vossa” quando se dirige à autoridade e “sua”quando se faz menção a ela.CONJUGAÇÃO VERBALA partir de agora, o nosso assunto é CONJUGAÇÃO VERBAL, e, para ajudá-loa resolver essas questões, usamos a técnica do paradigma.Como é isso? Na dúvida com relação à conjugação de determinado verboregular (geralmente o examinador busca um verbo pouco utilizado no seudia-a-dia), basta observar a conjugação dos paradigmas clássicos (FALAR –1ª conjugação, BEBER – 2ª conjugação, PARTIR – 3ª conjugação).Extraia o radical, que é o que sobra do verbo após retirar a terminação “ar”,“er” ou “ir” do infinitivo (exemplo: FAL(AR) = radical FAL-), e empregue asdesinências, que são idênticas nos demais verbos regulares de mesmaconjugação:Por exemplo: www.pontodosconcursos.com.br 14
  • 37. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKICONSUMAR (verbo regular de 1ª conjugação): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???)CONSUMIR (verbo regular de 3ª conjug.): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???)E aí, como você preencheu? Vamos buscar a desinência dos verbos“paradigmas”. Infinitivo Pres.Indicativo Pres.Subjuntivo Falar Eu falo (que) eu fale Consumar Eu consumo (que) eu consume Partir Eu parto (que) eu parta Consumir Eu consumo (igual) (que) eu consumaSe o verbo for irregular, ou seja, apresenta alteração no radical emdeterminadas conjugações, procure outro verbo, também irregular, demesma construção.Por exemplo: COMPETIR (3ª conjugação) – Eu comp.... (???)Esse verbo é irregular, ou seja, não mantém o radical nas conjugações.Normalmente não conjugamos esse verbo (pelo menos, não com convicção)fora de uma locução verbal. Mas usamos bastante outro verbo de idênticaestrutura. Já sabe qual é??? REPETIR. Então, como fica a conjugação desseparadigma? Eu repito => Eu compitoE “ADERIR”? Como você conjugaria a primeira pessoa do singular doPresente do Indicativo? Está com dúvida? Busque um paradigma. Aceitosugestões.... Lembrou de algum? Eu conheço um – FERIR. Como fica aconjugação do paradigma? Eu firo. Logo, “eu adiro”.Aliás, a banca da Fundação Carlos Chagas simplesmente ADORA os verbosde terceira conjugação, ou seja, os terminados por “IR”.Outros verbos são mais perigosos e não seguem um padrão. Um dessesverbos (REQUERER) será assunto uma de nossas próximas questões.Vamos lá! www.pontodosconcursos.com.br 15
  • 38. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI11 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Estão corretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase:(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo que ficaimprovável alguma solução que se adeque à expectativa dos contendores.(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumam dissiminarmais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos ao eleitorado.(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo de provas quepoucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervando sua dignidade.(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, não sedeixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos decampanha.(E) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquanto ninguémse arvore em profeta de algum outro regime que pudesse ser mais bemsucedido.Gabarito: EComentário.Não, você não está enlouquecendo (ainda...), nós já abordamos essaquestão na Aula Zero (demonstrativa),Repetimo-la porque, além dos aspectos ortográficos, devem ser objeto decomentário duas construções verbais inadequadas.A primeira, em relação ao verbo adequar, presente na opção (A). Esse é umverbo defectivo. Mas o que são verbos defectivos?São os que apresentam DEFEITO em alguma conjugação, ou seja, em algumtempo/modo, o verbo não apresenta conjugação completa.Sempre que se falar em defeito verbal, estamos nos referindo à conjugaçãodo PRESENTE DO INDICATIVO e aos tempos dele derivados (Presente doSubjuntivo e Imperativo). O “defeito” existe apenas no presente, não existeno passado nem no futuro. Assim, mesmo defectivo, o verbo poderá serconjugado inteiramente nos outros tempos e modos verbais, como, porexemplo, no Pretérito do Perfeito do Indicativo, no Pretérito Imperfeito doSubjuntivo, Futuro do Subjuntivo etc.Há dois tipos de defeitos:1º) não possuir a 1ª pessoa do singular, apenas. (explodir, abolir, colorir,delinqüir);2º) só apresentar as conjugações da 1ª e 2ª pessoas do plural (adequar,reaver) – é o caso do verbo “adequar”. No presente do indicativo, sóexistem as formas “adequamos” (nós) e “adequais” (vós). www.pontodosconcursos.com.br 16
  • 39. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIQuando não existe a 1ª p.s. do presente do indicativo de um verbo, como éo caso do verbo adequar, não existirá, também, nenhuma forma deconjugação do presente do subjuntivo.Assim, está incorreta a construção “se adeque”. Para sair dessa “saiajusta”, podemos optar pelo emprego de uma locução verbal – “se devaadequar” ou pela troca do verbo por um sinônimo (na questão, uma boaopção seria “atenda”).Uma última observação sobre verbos defectivos: alguns autores definemcomo defectivos, também, os verbos que, de acordo com o seu emprego, sópodem ser conjugados nas terceiras pessoas, como URGIR (ter urgência),DOER (no sentido de causar dor – “alguma coisa dói.”) e os unipessoais, querepresentam vozes de animais ou fenômenos da natureza, quando utilizadosno sentido original (sentido denotativo, com “d” de “dicionário”; seu opostoé o sentido conotativo, também chamado de figurado, quando a palavra éusada em um significado diferente do original).A segunda construção verbal inadequada se refere à conjugação do verboconstituir (grafada na questão como “constitue”). A forma correta éconstitui.Os verbos, como constituir, terminados pelo hiato –UIR, exceto no casodos defectivos (verbos que não possuem todas as formas de conjugação,como ruir), apresentam duas formas de conjugação:1ª) O paradigma será POSSUIR (o radical é possu) – De acordo com estaregra, classificam-se praticamente todos os verbos com essa terminação.Nas 2ª e 3ª do singular trocam a letra ‘e’ da conjugação regular (como em‘partir’) pela letra ‘i’. Mantêm as demais conjugações inalteradas em relaçãoà conjugação do verbo paradigma ‘partir’: possuo, possuis, possui,possuímos, possuís, possuem.Dessa forma, conjugam verbos como OBSTRUIR, AFLUIR, INFLUIR, ANUIR,ARGUIR (respeitada a acentuação), CONCLUIR, DISTRIBUIR, INCLUIR2ª) CONSTRUIR (o radical é constru) e DESTRUIR (o radical é destru)–São verbos abundantes. Além da forma regular de conjugação (igual à doverbo POSSUIR: construo, construis, construi, construímos, construís,construem), mais comum em Portugal, apresenta também a conjugaçãoirregular, em que as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativoformam o ditongo aberto “ói": construo, constróis, constrói, construimos,construís, constroem, da mesma forma que os verbos terminados em-OER.Assim, vimos que os verbos terminados em –UIR recebem, na 3ª pessoa dosingular, a letra “i” – constitui, e não o “e” como apresentado na questão. www.pontodosconcursos.com.br 17
  • 40. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIVamos analisar outras conjugações especiais.1. VERBOS TERMINADOS EM HIATO:–OER: As 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo formam oditongo aberto ‘ói’. As demais pessoas, em todos os outros tempos verbais,seguem o paradigma ‘beber’, respeitadas as devidas acentuações tônicas.Na hora de escolher um exemplo, lembrem que DOER (no sentido de causardor) e SOER (costumar, ter hábito de) são defectivos e só se conjugam nasterceiras pessoas.Exemplos: MOER (o radical é mo) - môo, móis, mói, moemos, moeis, moem–EAR: recebem a letra ‘i’ nas formas rizotônicas (sílaba tônica no radical).Nas demais, segue o paradigma ‘falar’. Exemplo: pentear (radical pente).A sílaba tônica foi sublinhada.Pres.Indicativo - penteio, penteia, penteia, penteamos, penteais, penteiamPres.Subjuntivo – penteie, penteies, penteie, penteemos, penteeis, penteiemPret.Perfeito: penteei, penteaste, penteou, penteamos, penteastes,pentearam–IAR: os verbos dessa terminação são regulares, ou seja, seguem aconjugação do paradigma ‘falar’. Exemplos:ADIAR (radical é adi) – Pres.Indicativo: adio, adias, adia, adiamos, adiais,adiamVARIAR (radical é vari) - Pres.Indicativo: vario, varias, varia...Dessa mesma forma, conjugam-se os verbos ARRIAR, MAQUIAR, VICIAR.Por isso, nada de “VAREIA”, senão “VICEIA”!!! Como vimos, esses verbossão REGULARES.Mas, então, por que será que tanta gente se engana? Porque ocorre uma“contaminação” com os verbos terminados em “EAR”, como “pentear”,apresentado acima.No entanto, há cinco verbos terminados em -IAR que recebem a letra ‘e’nas formas rizotônicas (formas em que a sílaba tônica recai no radical), ouseja, formas verbais em que a sílaba tônica recai no radical, como noPres.Indicativo e Pres.Subjuntivo. Suas iniciais formam o anagrama M-A-R-I-O:Mediar (e derivados, como intermediar), Ansiar, Remediar, Incendiar,Odiar www.pontodosconcursos.com.br 18
  • 41. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPres.Indicativo: intermedeio, intermedeia, intermedeia, intermediamos,intermediais, intermedeiamPara facilitar, lembre-se da conjugação do verbo ODIAR, o mais comumdeles.2. VERBOS “DERIVADOS” DE ÁGUA – DESAGUAR, ENXAGUAR - mantêma acentuação de “água” na conjugação.Pres.Indicativo: deságuo, deságuas, deságuas, desaguamos, desaguais,deságuamPres.Subjuntivo: deságüe, deságües, deságüe, desagüemos, desagüeis,deságüem3. AVERIGUAR, APAZIGUAR, APANIGUAR - Não seguem a regra dos“derivados” de água. Têm a acentuação tônica nas formas rizotônicas (noradical).O radical de averiguar é [averigu-] e segue o paradigma “falar”, ressalvadaa acentuação gráfica (especialmente no Pres.Subjuntivo).Pres.Indicativo: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais,averiguamPres.Subjuntivo: averigúe, averigúes, averigúe, averigüemos, averigüeis,averigúem(Antes da letra “e”, quando o “u” é pronunciado sem intensidade, leva trema- averigüemos; com intensidade, leva acento agudo - averigúe)12 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006)Está corretamente flexionada a forma verbal sublinhada na frase:(A) Se alguém propor medidas para economia de energia, que seja ouvidocom atenção.(B) Caso uma represa contenhe pouco volume de água, as turbinas da usinadesligam-se.(C)) Seria preciso que refizéssemos os cálculos da energia que estamosgastando.(D) Só damos valor às coisas quando elas já escasseiaram.(E) Se não determos os desperdícios, pagaremos cada vez mais caro poreles.Gabarito: CComentário. www.pontodosconcursos.com.br 19
  • 42. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO verbo “refazer” é derivado do verbo “fazer”. Como a conjugação desteverbo no pretérito imperfeito do subjuntivo é fizéssemos, está correta aconstrução observada na oração.Estão incorretas as demais opções:(A) O verbo “propor” deriva do verbo “pôr” (mas, ao contrário deste, aquelenão recebe acento circunflexo – na dúvida, reveja a Aula Zero). Assim,usamos a conjugação deste como paradigma para a construção daquele.A forma verbal do pôr é “Se ele puser”. Então, a construção correta seria“Se alguém propuser”.(B) O verbo “conter” é derivado do verbo “ter”. Se a forma com este verboseria “Caso uma represa tenha” (presente do subjuntivo), a construçãocorreta seria “Caso uma represa contenha”.(Já podemos perceber que a FCC adora explorar a conjugação de verbosderivados. E você nem imagina quanto! Vamos continuar.)(D) Como vimos na questão anterior, os verbos terminados em –EAR, sórecebem a letra “i” nas formas em que a sílaba tônica recai no radical(formas rizotônicas). O radical do verbo escassear é “escasse-”. A sílabatônica da conjugação da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo recaina desinência: escassearam. Assim, nada de colocar “i” nela, da mesmaforma que em passearam, pentearam, cearam (atire a primeira pedraquem não pronunciou um “i” nesse último verbo, pela óbvia influência dosubstantivo “ceia”!).(E) O verbo deter é derivado do verbo ter (assim como conter, da opçãoA). Então, a forma correta seria: “Se não detivermos os desperdícios...”.13 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Estão corretas ambas as formas verbais sublinhadas na frase:(A) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitue, para muitos homens, uma prática esportiva.(B)) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas constitui,para muitos homens, uma prática esportiva.(C) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitui, para muitos homens, uma prática esportiva.(D) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitue, para muitos homens, uma prática esportiva.(E) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitue-se, para muitos homens, uma prática esportiva. www.pontodosconcursos.com.br 20
  • 43. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: BComentárioO verbo “intervir” é derivado do “vir” – assim, se falamos “alguém veio”,devemos também falar “alguém interveio”.O outro verbo é “repeteco”. “Constituir”, na 3ª pessoa do singular, forma“constitui”, já comentado na questão 11.14 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)O verbo flexionado corretamente está grifado na frase:(A) Empresários requiseram licença ambiental para desenvolver seusprojetos.(B) Muitos turistas vinherão ao Brasil central, atraídos pelos esportesnáuticos.(C) Os investidores disporam-se a desenvolver um turismo ecológico naregião.(D)) Sobrevieram alguns contratempos, logo resolvidos, no alojamento dosvisitantes.(E) Poucos turistas obteram a licença para permanecer mais tempo naregião.Gabarito: DComentário.Um candidato desatento, que só lesse a forma verbal sublinhada, poderiacair na casca de banana da FCC nessa questão.O primeiro verbo grifado (requiseram) não significa “querer de novo”.“REQUERER” significa “pedir por meio de requerimento ou ação, exigir,pedir, demandar...”. Por isso, ele não é derivado do “querer”. Nãoobstante, como é irregular, em algumas formas se conjuga de modo idênticoao “querer” (o que explica – mas não justifica – a confusão).Pres. ind.: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem;Pres. subj.: requeira, requeiras, ...Nas outras formas é regular e segue o paradigma “beber”.Assim, a forma correta é (A) “Empresários requereram licençaambiental...”.(B) “Muitos turistas virão ...” (futuro do presente do indicativo do verbo“vir”) [gente, fala sério: o que poderia ser “vinherão”????]; www.pontodosconcursos.com.br 21
  • 44. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) “Os investidores dispuseram-se a desenvolver...” (pretérito perfeito doindicativo do verbo “dispor”, que é derivado do verbo “pôr”);(D) Esta é a resposta correta – sobrevir é derivado do verbo vir,formando a conjugação “sobrevieram”;(E) “Poucos turistas obtiveram a licença...” (pretérito perfeito do indicativodo verbo “obter”, que é derivado do verbo “ter”).15 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004)O verbo flexionado de forma INCORRETA está grifado na frase:(A) Com base na legislação vigente, os promotores propuseram àsautoridades responsáveis as penalidades cabíveis.(B)) Alguns policiais requiseram o cumprimento do dispositivo legal paragarantir sua segurança durante as diligências.(C) Estudam-se alterações no conteúdo de certas leis para que elas dêemresultados positivos no controle da violência.(D) Apesar de rígidas, as condições de encarceramento para criminososainda não contêm a ocorrência de atos de violência.(E) Ninguém ainda se deteve para analisar os resultados da aplicaçãorigorosa de penalidades aos detentos.Gabarito: BComentário.Novamente, a banca explorou o verbo REQUERER, mas agora ficou fácil –você já sabe que a forma correta é “Alguns policiais requereram ocumprimento...”.16 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase:(A) Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este sepronunciava como se detera o monopólio do coração.(B) A mãe interviu na discussão, alegando que seu filho era alérgico a pêlosde animais – razão pela qual se indispusera com a dona do cachorrinho.(C) O autor afirma que sempre se comprazeu em participar de reuniões emque todos envidam esforços na busca de soluções conciliatórias. www.pontodosconcursos.com.br 22
  • 45. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D)) Se condissessem com a verdadeira prática democrática, as campanhaseleitorais não dariam lugar ao discurso que inclui arrogância naargumentação.(E) Caso Mitterrand contesse o ímpeto de sua fala, não houvera deargumentar com tamanha simplificação e tão visível autoritarismo.Gabarito: DComentário.Está correta a forma verbal “condissessem”, que se refere a um dos verbosderivados de dizer (condizer = “dizer com” = estar de acordo, estar emharmonia), no pretérito imperfeito do subjuntivo.Temos agora uma ótima oportunidade de estudar um dos verbos maisdifíceis da Língua Portuguesa – COMPRAZER, presente na opção (C).Antes, porém, vamos analisar as demais opções:(A) “Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este se pronunciava como se detivesse o monopólio do coração.” – além de não existir a forma “detera" (no pretérito mais-que-perfeito, seria “detivera”), por ser derivado do verbo “ter”, o verbo “deter”, na construção, deve ser conjugado no modo subjuntivo que, como vimos anteriormente, situa o fato no campo da hipótese, suposição, possibilidade.(B) “A mãe interveio na discussão...” – o verbo intervir já foi objeto de comentário na questão 13. A forma “indispusera” (pretérito mais-que- perfeito do verbo indispor) está corretamente flexionada.(C) Em relação ao verbo “comprazer”, há divergência doutrinária. Alguns gramáticos afirmam que esse verbo apresenta todas as conjugações (tendo por paradigma o verbo “aprazer”), enquanto outros afirmam ser um verbo defectivo, que só se conjugaria nas 3ªs pessoas, singular e plural (pres.ind.: compraz, comprazem). A questão da prova passou ao largo dessa discussão, por ter apresentado o verbo na 3ª pessoa do singular (“o autor se compr...”). Esse verbo é derivado do verbo “prazer” (este, inquestionavelmente, defectivo). O que torna difícil essa conjugação é que, no pretérito perfeito do indicativo, e nos tempos derivados deste (logo adiante, iremos falar sobre essa derivação), o verbo comprazer se conjuga como o verbo haver, como vimos no exemplo acima: Pret.perf.ind: comprouve / comprouveste / comprouve / comprouvemos / comprouvestes / comprouveram. www.pontodosconcursos.com.br 23
  • 46. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Pret.mais-que-perf.ind: comprouvera / comprouveras ... Pret.imperfeito subjuntivo: comprouvesse / comprouvesses ... Futuro do subjuntivo: comprouver / comprouveres / comprouver ... A forma correta, portanto, é “O autor afirma que sempre se comprouve em participar de reuniões...”. Em tempo, “comprazer-se” significa “regozijar-se”, “deleitar-se”. Essa foi de matar, hem?(E) “Caso Mitterrand contivesse o ímpeto de sua fala...” – o verbo “conter”, também derivado do verbo “ter”, já foi mencionado na questão 12.Só para não perdermos a oportunidade, veja como se formam os temposderivados do pretérito perfeito do indicativo.A 3ª pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito dá origem às seguintesformas verbais: pretérito mais que perfeito do indicativo, pretéritoimperfeito do subjuntivo e futuro do subjuntivo.Exemplo: Eles vieram (pret.perf.ind)Pret.mais que perf.ind – eu viera / tu vieras / ele viera / nós viéramos /vós viéreis / eles vieramPret.imperf.subjuntivo – eu viesse / tu viesses ...Futuro do subjuntivo – eu vier / tu vieres / ele vier ...E, para matar a sua curiosidade, veja algumas formas de conjugação doverbo “comprazer” (igual ao aprazer, para os que não o consideramdefectivo):Pres.Ind – comprazo / comprazes / compraze / comprazemos / comprazeis /comprazemPres.Subj – compraza / comprazas ...Fut.Pres.Ind – comprazerei / comprazerás / comprazerá...Horrível, não é mesmo?!?!Então, vamos passar correndo para a próxima questão.17 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)É preciso corrigir a redação da seguinte frase:(A) Quando se chega a resultados como estes, há que se pensar numreajuste dos parâmetros em que baseamos os nossos cálculos. www.pontodosconcursos.com.br 24
  • 47. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) Os casamentos vêm ocorrendo entre pessoas cada vez menos jovens, oque talvez revele uma preocupação crescente com a assunção dessecompromisso.(C) Na televisão norte-americana, a cobertura da guerra no Iraque foimanifestamente patriótica: os repórteres da Fox pareciam liderar a torcidaem favor das tropas invasoras.(D)) As conseqüências que advirem da escolha pela qual você optou, são desua responsabilidade, além do mais porque lhe advertimos sobre os riscosenvolvidos.(E) Os bons psicoterapeutas ensinam que, em vez de uma pessoa querer seroutra, é mais interessante que ela busque inventar o que pode fazer com oque já é.Gabarito: DComentário.Sem dúvida alguma, o verbo advir é campeão nas provas da FCC. Derivadoque é do verbo “vir” (significa “vir em resultado, sobrevir”), segue aconjugação deste. Assim, a forma correta da opção (D) é: “As conseqüênciasque advierem da escolha ...”.18 - (Analista BACEN / Janeiro 2006)Estão corretamente flexionadas e articuladas as formas verbais da frase:(A) Para que não sobrevissem maiores violência, seria preciso interferir nesse processo de acumulação, que a tantos destitue das mínimas condições de sobrevivência.(B) O autor do texto e seu colega Elio Gaspari conviram em que os “cidadãos descartáveis” constituíssem o efeito vivo do funcionamento da máquina liberal.(C) Para que se extingua essa expropriação histórica, fazer-se-ia necessário que haja pleno controle do processo de acumulação.(D) Os sonhos que advirem da contínua sedução que sobre nós exerce a máquina neoliberal estariam condenados à insatisfação.(E) Por não terem podido resistir à expropriação de seus pedacinhos de terra, os servos feudais não contiveram um processo que só fez crescer ao longo dos séculos.Gabarito: E www.pontodosconcursos.com.br 25
  • 48. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComentário.Vamos começar pelos erros das opções: (A) “sobrevir” é derivado do vir e sinônimo do “advir” (de novo!). Assim, a forma certa é: “Para que não sobreviessem maiores violências” (acho que a falta do “s” foi mais um erro de digitação da prova do que uma incorreção de concordância); (B) “convir” significa “concordar” e segue a conjugação do verbo “vir” – “O autor do texto e seu colega Elio Gaspari convieram em que ...”; (C) Pode parecer horrível aos seus ouvidos, mas o verbo “extinguir” (que não tem trema e, portanto, se pronuncia como “gui” de “guitarra”), na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, apresenta a forma “extingo”. Como vimos, é essa a forma que dá origem a todo o presente do subjuntivo – extinga, extingas, extinga, extingamos, extingais, extinga. Essa conjugação é seguida, também, pelo verbo “distinguir”; (D) Olha o “advir” aí, gente!!! Você já sabe: “Os sonhos que advierem da contínua sedução...”; (E) ESTA FOI A RESPOSTA CORRETA. “Podido” é o particípio (que os antigos chamavam de “particípio passado”, alguém aí se lembra disso?) do verbo “poder”. Curiosidade: você sabia que, segundo a norma culta, o verbo “poder” não admite construção no imperativo?19 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004 - adaptada)Julgue a opção abaixo, em relação à correção gramatical.(E) Na medida em que os dados gerais eram compreendidos, a platéiamanifestava um misto de entusiasmo e de vontade de saber mais, por issoadviram perguntas mais complexas.Item INCORRETOComentário.Agora já perdeu a graça. Foram tantas as vezes que esse verbo apareceuque teríamos um curso completo só com o verbo “advir”. O correto é “porisso, advieram perguntas mais complexas.”.20 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)É preciso corrigir a redação da seguinte frase: www.pontodosconcursos.com.br 26
  • 49. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) Há protestos que são ouvidos somente quando incomodam nossostímpanos, quando atingem a exacerbação de um grito a que ninguém maispode se mostrar surdo.(B))Se é praxe do Estado agir apenas quando lhe convir, não se espere queviesse a tomar quaisquer providências somente porque seja do nossointeresse.(C) Medidas repressivas, tomadas em diferentes épocas por diferentesgovernos, vêm sobejamente demonstrando a ineficácia da força frente àsquestões sociais.(D) Precisamos nos convencer, de uma vez por todas, de que a economiaprivada raramente se preocupa com o alcance social das metas pragmáticasque ela se propõe atingir.(E) No início da globalização, muita gente julgava que por meio dela nãoapenas se multiplicariam, mas também se distribuiriam com justiça osdividendos econômicos.Gabarito: BComentário.Agora, o verbo em questão é convir, também derivado do verbo “vir”.Após a correção, teríamos: “Se é praxe do Estado agir apenas quando lheconvier...” (futuro do subjuntivo).Relembrando: o futuro do subjuntivo é um tempo derivado da 3ª pessoa doplural do pretérito perfeito do indicativo (eles vieram – [quando] ele vier /[quando] lhe convier).Um cuidado muito grande que você deve tomar é nas questões deconcordância verbal (tema da próxima aula) que abordem verbos derivadosdo “vir”, do “ter” e terminados de forma nasal (õe / õem), como osderivados do “pôr”. Isso porque não há alteração fonética entre a formasingular e a plural (contém / contêm, dispõe / dispõem, convém / convêm).Isso costuma ser um “prato cheio” para “pegadinhas”, especialmente as daESAF. Não vamos nos aprofundar aqui no assunto. Teremos uma aulatodinha para falar sobre concordância.21 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004)Todas as formas verbais estão adequadamente flexionadas na frase:(A) Os jovens que proviram do Sudão assustar-se-ão com a quantidade decasuísmos a que deverão se submeter em sua nova experiência de vida. www.pontodosconcursos.com.br 27
  • 50. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) Por vezes, uma comparação da nossa cultura com a de outros povosrestitue-nos o desejo de uma sociedade em que nada obstrui o caminhonatural da justiça.(C) Se viajar de avião já constitui, para essa leva de jovens, umaexperiência assombrosa, imagine-se o assombro deles quando haverem deentrar em contato com nossas leis.(D) Em suas tribos, os jovens sudaneses entretiam-se com as práticas davida concreta, sem a preocupação de atentarem para intermináveis códigosde leis casuísticas.(E)) Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentidodo que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de umaprogressiva indigência moral.Gabarito: EComentário. (A) O verbo “provir” é derivado de vir e indica a procedência. Assim, “Os jovens que provieram do Sudão...”; (B) Já estudamos os verbos terminados em –UIR (questão 11) e vimos que, ao contrário dos outros verbos de 3ª conjugação, esses recebem a letra “i” na 3ª pessoa do singular – “... uma comparação ... restitui-nos...”; (C) Há impropriedade na forma “quando haverem de entrar em contato...”. Deve ser empregado o futuro do subjuntivo do verbo “haver” – “quando houverem de entrar...”, uma vez que indica um fato hipotético referente ao futuro. “Haverem” é a forma do infinitivo flexionado na 3ª pessoal do plural, inadequada à passagem; (D) O verbo “entreter” é derivado do “ter” e como ele se conjuga – “... os jovens sudaneses entretinham-se ...”; (E) RESPOSTA CORRETA. Vale a pena observar a correta conjugação do verbo defectivo reaver. Este verbo é derivado do verbo “haver” (significa possuir novamente, recuperar, “haver” de novo), mas só se conjuga nas formas em que o verbo “haver” apresentar a letra “v”. Assim, no presente do indicativo, só possui as formas de 1ª e 2ª pessoas do plural: reavemos, reaveis. Conseqüentemente, não possui presente do subjuntivo nem imperativo. Nos demais tempos, conjuga-se como o verbo “haver”, por exemplo: “Ele reouve o relógio roubado.”, “Eu reaverei cada tostão que ele me roubou” ou, como apresentado na questão “reouvéssemos”. www.pontodosconcursos.com.br 28
  • 51. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI22 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase:(A) Ao longo do tempo, os corruptos nem sempre se desaviram com asinstituições; pelo contrário, muitos souberam usá-las em benefício próprio.(B)) Em respeito à ética, se os interesses particulares se contrapuserem aospúblicos, devem prevalecer estes, e não aqueles.(C) Caso não detêssemos boa parte dos nossos ímpetos destrutivos,nenhuma sociedade conheceria um momento sequer de estabilização.(D) Quando os estados nacionais não intervêem nas instituiçõescorrompidas, a ordem social tende a fragilizar-se cada vez mais.(E) Se tivessem prevalecido as boas causas pelas quais nossos antepassadoshaveram de lutar, estaríamos hoje numa sociedade mais justa.Gabarito: BComentário.(A) A forma “desavir” significa “suscitar desavença” (essa palavra você deve conhecer – significa “discórdia”, “discussão”, “briga”). Apesar de não ser derivado do verbo “vir”, segue sua conjugação – “os corruptos nem sempre se desavieram com instituições...”;(C) O verbo “deter” é derivado do “ter” – “Caso não detivéssemos...”;(D) O verbo “intervir” é derivado do “vir” – “Quando os estados nacionais não intervêm nas instituições corrompidas...”;(E) Mais uma vez, observa-se o uso inapropriado do verbo “haver”; em “Se tivessem prevalecido as boas causas pelas quais nossos antepassados haveriam de lutar,...”, o verbo auxiliar “haver”, que forma uma locução verbal com o principal “lutar”, se reporta a um fato hipotético, devendo ser conjugado no futuro do pretérito do indicativo.CORRELAÇÃO VERBALCORRELAÇÃO VERBAL consiste na articulação entre as formas verbais noperíodo. Os verbos estabelecem, assim, uma correspondência entre si. www.pontodosconcursos.com.br 29
  • 52. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEsse tipo de questão, normalmente, o candidato consegue acertar usando o“ouvido”. Observe que alguma coisa parece estar errada na construção: “Sevocê se acomodasse com a situação, ela se tornará efetiva.”. Isso aconteceporque não houve correlação entre a forma verbal da primeira oração(acomodasse) – que indica hipótese, possibilidade - com a da segunda(tornará) – que indica certeza.A título de curiosidade (e somente com esse propósito – nada de ficardecorando listas), seguem alguns exemplos de construções corretas sob oaspecto de correlação verbal:a) “Exijo que me diga a verdade.” Presente do Indicativo + Presente doSubjuntivob) “Exigi que me dissesse a verdade.” – Pret.Perf.Indicativo +Pret.Imperf.Subjuntivo.c) “Espero que ele tenha feito uma boa prova.” - Presente Indic.+Pret.Perf.Comp.Subjuntivo.d) “Gostaria que ele tivesse vindo.” – Fut.Pretérito.Ind.+ Pret.Mais-que-perf.Comp.Subjuntivoe) “Se você quiser o material, eu o trarei.” – Futuro do Subjuntivo +Fut.Presente Indicativof) “Se você quisesse o livro, eu o traria.” - Pret.Imperf.Subj.+Fut.Pretérito do Indicativog) “Quando puder, lerei o seu material.” - Futuro Subj.+ Fut.PresenteIndicativo23 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)É adequada a articulação entre os tempos verbais na frase:(A))Mais se respeitasse a democracia, mais se deveria lutar contra asfalácias dos discursos dos candidatos.(B) O que tem ficado implícito na simplificação sistemática da realidade foi odesrespeito aos eleitores que a prezassem.(C) Não houvéssemos ultrapassado as dimensões das comunas medievais,poderemos ter decisões que não dependeriam do sistema representativo.(D) Vindo a ocorrer a insultuosa infantilização dos votantes, reagissemestes, negando-se a votar em quem os subestimava.(E) Seria possível que chegassem a um acordo a dona do cachorrinho e amãe da criança asmática, desde que se disponham a ponderar a razão decada uma. www.pontodosconcursos.com.br 30
  • 53. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: AComentário.Na opção correta, vemos um exemplo de relação entre um verbo nopretérito imperfeito do subjuntivo (respeitasse) e outro no futuro dopretérito (deveria) – caso f.Note que as orações reproduzem fatos que se situam no plano da hipótese,o que justifica o emprego dessa relação verbal.Quanto às demais construções, uma opção de conjugação verbal querespeitaria a correlação entre os verbos seria:(B) “O que tem ficado implícito na simplificação sistemática da realidade é o desrespeito aos eleitores que a prezam.” – todos os verbos, nessa opção, apresentam conceitos, devendo ser conjugados no presente do indicativo.(C) “Não houvéssemos ultrapassado as dimensões das comunas medievais, poderíamos ter decisões que não dependeriam do sistema representativo.”. Esse período reproduz a relação verbal apresentada corretamente na opção A – verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo (houvéssemos) combinado com verbos no futuro do pretérito do indicativo (poderíamos / dependeriam).(D) “Vindo a ocorrer a insultuosa infantilização dos votantes, reagiriam estes, negando-se a votar em quem os subestimava.” – a forma de gerúndio “vindo” apresenta uma condição, equivalendo ao verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo – “se viesse a ocorrer...”, o que levaria o verbo subseqüente ao futuro do pretérito (reagiriam).(E) “Seria possível que chegassem a um acordo a dona do cachorrinho e a mãe da criança asmática, desde que se dispusessem a ponderar a razão de cada uma.” – essa construção estava correta até que se conjugou indevidamente o verbo da oração condicional. Por estabelecer essa circunstância, o verbo deveria estar no pretérito imperfeito do subjuntivo.24 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)Os tempos e os modos verbais apresentam-se adequadamente articuladosna frase:(A) Fôssemos todos atores, o culto das aparências será a chave que noslibertasse do nosso destino.(B) Os atores sempre nos enganarão, a cada vez que encarnarem ospersonagens de que costumam se fantasiar. www.pontodosconcursos.com.br 31
  • 54. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) Enquanto o culto das aparências for a chave do sucesso, estaríamostodos preocupados com o papel que desempenhemos.(D) Desde idos tempos os atores gozariam de uma admiração que só nãoserá maior por conta da desconfiança que temos de todo fingimento.(E) O autor estaria convencido de que nosso vizinho seja capaz de fingir tãobem quanto um ator, quando tivesse desfilado com um carro que não é seu.Gabarito: BComentário.Na opção correta, o verbo “enganar” no futuro do presente do indicativo(enganarão) estabelece um nexo com o verbo “encarnar” no futuro dosubjuntivo (encarnarem). Na seqüência, o verbo “costumar” indica um fatoque é usual de acontecer.Estariam corretas as seguintes construções:(A) “Fôssemos todos atores, o culto das aparências seria a chave que nos libertaria do nosso destino.” – Situações hipotéticas devem ser apresentadas em construções cujos verbos estejam no pretérito imperfeito do subjuntivo (fôssemos) combinados com verbos no futuro do pretérito do indicativo (seria / libertaria).(C) “Enquanto o culto das aparências for a chave do sucesso, estaremos todos preocupados com o papel que desempenhamos.” – a forma verbal “for” (futuro do subjuntivo) leva a situação para o futuro, o que exige a forma verbal correspondente também nesse tempo – “estaremos” (futuro do presente). Como o verbo “desempenhar” indica uma situação real, poderia ser conjugado no presente do indicativo.(D) “Desde tempos idos os atores gozam de uma admiração que só não é maior por conta da desconfiança que temos de todo fingimento.” – como o fato narrado é continuado e se reflete ainda no momento atual, os verbos das orações devem estar conjugados no presente do indicativo (gozam / é / temos).(E) “O autor estaria convencido de que nosso vizinho era capaz de fingir tão bem quanto um ator, quando tivesse desfilado com um carro que não era seu.” – está correta a relação entre o futuro do pretérito do indicativo (estaria) e o pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo (tivesse desfilado). O problema está na conjugação das duas passagens do verbo “ser”, que apresenta um fato real situado também no passado. www.pontodosconcursos.com.br 32
  • 55. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI25 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)É inadequada a articulação entre os tempos verbais na seguinte frase:(A) Para que se possa entender o de que vou aqui tratar não é necessárioter muita informação acerca da teoria dos buracos negros.(B) Para que se venha a entender o de que aqui tratarei não será necessárioter muita informação acerca da teoria dos buracos negros.(C) Não foi necessário que se tenha muita informação acerca da teoria dosburacos negros para que se viesse a entender o de que aqui estiveratratando.(D) Não seria necessário que se tivesse muita informação acerca da teoriados buracos negros para que se entendesse o de que lá eu tratava.(E) Para que se pudesse entender o de que aqui trataria, não serianecessário ter muita informação acerca da teoria dos buracos negros.Gabarito: CComentário.Uma possibilidade de construção seria: “Não seria necessário que setivesse muita informação acerca da teoria dos buracos negros para que seviesse a entender o de que aqui estivera tratando.”. Isso porque, mais umavez, os verbos retratam situações hipotéticas.26 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Atentando-se para a adequada articulação entre os tempos e os modosverbais, completa-se a frase Caso não fossem necessárias asinstituições com o seguinte segmento:(A) haverão os homens de tê-las criado?(B) por que os homens as haverão de criar?(C))tê-las-íamos criado?(D) ainda assim as teremos criado?(E) tê-las-emos criado?Gabarito: CComentário. www.pontodosconcursos.com.br 33
  • 56. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPara relacionar-se com o verbo que situa o fato no campo da possibilidade, aforma verbal seguinte deve estar no futuro do pretérito do indicativo. Oque poderia dificultar a identificação deste verbo é a colocação pronominal.Como veremos em uma das próximas aulas, é proibido empregar o pronomeoblíquo após um verbo no futuro do indicativo (tanto futuro do presentecomo do pretérito). São duas opções de colocação deste pronome: antes doverbo (próclise), desde que não inicie período (outro caso de proibição) ouno meio do verbo (mesóclise). É essa a forma de “tê-las-íamos”, queequivale a “teríamos + a”.A grafia dessa forma verbal também nos possibilita comentar suaacentuação. O pronome acabou por separar o verbo em duas partes: “te /íamos”. Cada “pedacinho” do verbo foi acentuado como se formasse umaunidade lingüística própria. O segmento “tê” recebeu o acento circunflexopor ser um monossílabo tônico, enquanto que “íamos” foi acentuadosegundo a regra das proparoxítonas (í-a-mos). É assim que se faz. Por isso,a forma “seqüestrá-la-íamos”, apresenta dois acentos agudos – o primeiro,em virtude de “seqüestrá” formar uma palavra oxítona terminada em a (asílaba tônica foi sublinhada); o segundo, de acordo com a regra dasproparoxítonas (í-a-mos).VOZES VERBAISO verbo pode ser flexionado em vozes: ativa, passiva, reflexiva e, segundoEvanildo Bechara, recíproca.Por enquanto, só nos interessam as duas primeiras.1 – VOZ ATIVAO sujeito é o agente da ação verbal.2 – VOZ PASSIVAO sujeito recebe ou sofre a ação verbal. Divide-se em : 2.1 – VOZ PASSIVA ANALÍTICA – O que é maior: uma análise ouuma síntese? Certamente, uma análise. Assim, a construção oracional emvoz passiva analítica apresenta mais elementos do que na sintética,porque são empregadas locuções verbais, com os verbos auxiliares ser /estar acompanhados do particípio de certos verbos ativos (sou visto, estavaabatido), além de apresentar, muitas vezes, a figura do agente da passiva. 2.2 – VOZ PASSIVA SINTÉTICA – Para “sintetizar” a construção, éeliminado o agente da passiva e, em vez de uma locução verbal de cunhopassivo, o verbo (ou uma outra locução) é acompanhado do pronome “se”,que recebe o nome de pronome apassivador. Iremos estudar, emconcordância, uma forma simples de identificar essa construção de vozpassiva sintética e saber diferenciá-la de sujeito indeterminado. Por www.pontodosconcursos.com.br 34
  • 57. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIenquanto, iremos nos ater a estudar a transposição das vozes verbais,objeto de muitas questões da Fundação Carlos Chagas.3 – VOZ REFLEXIVAO sujeito, ao mesmo tempo, pratica e sofre a ação verbal.4 – VOZ RECÍPROCAO sujeito é expresso por mais de um agente e a ação é praticada por todos,uns em relação aos outros.São muitas as questões em provas da Fundação Carlos Chagas que abordama transposição da voz ativa para a passiva, ou vice-versa.Por isso, vamos verificar o procedimento necessário para essatransformação.O termo que exercia a função sintática de objeto direto na voz ativa seráo sujeito da voz passiva.No lugar de um verbo (ou uma locução verbal), teremos uma locução verbalcom idéia de passividade (inclusão do verbo ser/estar).O elemento que exercia a função de sujeito da voz ativa será, na vozpassiva analítica, o agente da passiva.Não há alteração nos demais complementos, como objeto direto, predicativodo objeto ou complementos adverbiais, que continuarão a exercer asmesmas funções.Veja o esquema abaixo: O professor deu o livro ao aluno.VOZ ATIVA SUJEITO VERBO OBJETO OBJETO (AGENTE) DIRETO INDIRETOVOZ O livro foi dado pelo professor ao aluno.PASSIVA SUJEITO LOCUÇÃO AGENTE DA OBJETOANALÍTICA (PACIENTE) VERBAL PASSIVA INDIRETOVOZ O livro deu-se - ao aluno.PASSIVA Note que na passiva analítica, normalmente o verbo antecedeSINTÉTICA www.pontodosconcursos.com.br 35
  • 58. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI o sujeito, formando: Deu-se o livro ao aluno.Cuidados que devem ser tomados na transposição:- identificar corretamente o objeto direto da voz ativa, que exercerá afunção de sujeito da voz passiva e com o qual o verbo irá concordar;- realizar a concordância verbal corretamente;- manter a conjugação do verbo auxiliar da locução passiva no mesmotempo e modo do verbo apresentado na voz ativa.Vamos, então, às questões de prova.27 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Não admite alteração na voz verbal a frase:(A) Tantos carros incendiados nas ruas estão dando um recado claro.(B)) Que papel caberá, enfim, ao deus Mercado?(C) A globalização vem favorecendo a concentração de renda.(D) E esse Primeiro Mundo, que exibe agora sua população de humilhados?(E) Os jovens das periferias urbanas não estão vendo futuro algum em suasvidas.Gabarito: BComentário.Para a construção de voz passiva, é necessário que haja, na construção devoz ativa, um objeto direto. Isso porque esse termo exercerá, na vozpassiva, o papel de sujeito paciente. Por isso, os verbos deverão serTRANSITIVOS DIRETOS OU TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS.Na questão, o verbo do item B é transitivo indireto – “O papel (SUJEITO)caberá ao deus Mercado (OBJETO INDIRETO).”. Não existe objeto direto.Nas demais opções, os termos que exercem a função de objeto direto são:(A) “um recado claro”; a locução “estão dando” apresenta o verbo “dar”como principal. Este verbo, na construção, é transitivo direto.(C) “a concentração de renda”; a locução verbal “vem favorecendo” temcomo verbo principal “favorecer”, que é transitivo direto também. www.pontodosconcursos.com.br 36
  • 59. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) “sua população de humilhados”; o verbo “exibir” é transitivo direto.(E) “futuro algum”; novamente, uma locução verbal (“estão vendo”)apresenta um verbo principal transitivo direto (ver).28 - (TRE AP Técnico Judiciário / Janeiro 2006)Transpondo-se para a voz passiva a frase Ele gasta dinheiro que nemágua, a forma verbal resultante será(A) será gasta.(B) foi gasta.(C) está sendo gasto.(D) será gasto.(E))é gasto.Gabarito: EComentário.Quando se fala em transposição de voz verbal, devemos tomar doiscuidados:1 – manter a conjugação verbal no mesmo tempo e modo da construçãoanterior;2 – identificar o objeto direto da voz ativa, pois será este o sujeito daconstrução passiva, com quem o verbo irá fazer a concordância.Como vimos, o objeto direto da voz ativa será o sujeito da voz passiva.Assim, na construção original, dinheiro exerce a função de complementoverbal direto. Como o verbo está no presente do indicativo (gasta), a formapassiva correta será: “Dinheiro é gasto por ele que nem água.”29 - (TRT 13ª Região Analista Judiciário/Dezembro 2005)NÃO é possível a transposição para a voz passiva do segmento sublinhadoda frase:(A) Aprecio uma reunião em que há o esforço de inventar possíveis deconvivência.(B) O processo eleitoral parece ser o desmentido da humildade necessáriapara o exercício da democracia.(C) Mitterrand perdeu as eleições por conta de uma declaração infeliz. www.pontodosconcursos.com.br 37
  • 60. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) As reuniões de moradores não obteriam êxito caso eles agissem comocandidatos numa eleição.(E) As promessas mirabolantes e a retórica vazia vêm alimentando odiscurso da maioria dos candidatos.Gabarito: BComentário.O que irá gerar essa impossibilidade de transposição de vozes é a ausênciade um objeto direto na construção de voz ativa, termo que exerce afunção de sujeito da voz passiva. Assim, devemos identificar qual dosverbos grifados NÃO É transitivo direto ou transitivo direto e indireto. (A) Em “Aprecio uma reunião”, o verbo é transitivo direto (“uma reunião” – objeto direto); (B) Em “parece ser o desmentido”, estamos diante de uma locução verbal e, para identificar a transitividade da locução, devemos analisar o verbo principal. Em “parece ser”, o verbo principal é “ser”, que, na construção, é um verbo de ligação. A expressão “o desmentido” exerce a função sintática de predicativo do sujeito. Assim, não é possível a transposição para voz passiva dessa construção. (C) O verbo “perder” é transitivo direto, sendo “as eleições” o seu complemento. (D) O vocábulo “êxito” é o objeto direto do verbo “obter”. (E) Na locução “vêm alimentando”, o verbo principal (“alimentar”) é, na construção, transitivo direto, apresentando, como complemento “o discurso da maioria dos candidatos”.30 - (Procurador TCE AM / Fevereiro 2006)NÃO é possível a transposição para a voz passiva da seguinte frase:(A) O autor do texto estabelece uma distinção entre dois tipos deeconomistas.(B) Toda medida econômica deveria pressupor um padrão ético de base.(C)) A um economista ético não ocorrem soluções meramente técnicas.(D) A defesa da identidade nacional refrearia o ritmo do desenvolvimento?(E) Os economistas éticos costumam enfrentar os desafios da modernidade. www.pontodosconcursos.com.br 38
  • 61. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: CComentário.Na construção, “ocorrer” é um verbo transitivo indireto – “Soluçõesmeramente técnicas não ocorrem a um economista ético.”, não sendopossível, portanto, a construção de voz passiva.Nas demais formas, o objeto direto é: (A) “uma distinção entre dois tipos de economistas”; (B) “um padrão ético de base”; (D) “o ritmo do desenvolvimento”; (E) “os desafios da modernidade”.31 - (Advogado CEAL / Junho 2005)Está corretamente indicada entre parênteses a forma verbal resultante datransposição da seguinte frase para a voz passiva:(A) (...) os eleitores consideram os políticos profissionais uma espéciedaninha. (é considerada)(B) (...) os mesmos cidadãos também menosprezam o homem comum. (sãomenosprezados)(C) a candidatura do cidadão comum nos incomoda. (é incomodada)(D)) queremos justificar nossa preguiça cívica. (seja justificada)(E) a chave que nos liberta do nosso destino. (é libertado)Gabarito: DComentário.Lembrem-se de seguir os dois passos para realizar a transposição de vozes:1 – observar a conjugação verbal original (tempo/modo) e mantê-la nalocução verbal de voz passiva;2 – identificar o objeto direto da voz ativa, que será o responsável pelaflexão verbal (concordância) na voz passiva. (A) “Os eleitores consideram os políticos profissionais uma espécie daninha”. Temos, aqui, uma construção que apresenta um objeto direto e um predicativo de objeto direto. Esse verbo “considerar”, nessa construção, é chamado de verbo transobjetivo, pois requer como complemento, não www.pontodosconcursos.com.br 39
  • 62. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIsó o objeto, mas também o predicativo do objeto. Note que somente ocomplemento não atenderia à exigência verbal:“Os eleitores consideram os políticos profissionais...” – você logoperguntaria: “consideram o quê?”. A resposta será o termo que exercea função de predicativo do objeto direto (uma espécie daninha – ouseja, o que se declara a respeito do objeto – qualidade, situação,estado...).Na transposição para a voz passiva, o objeto direto (políticosprofissionais) exercerá a função de sujeito paciente.Não se esqueça de observar a conjugação do verbo – “consideram” estáno presente do indicativo.Então a construção de voz passiva seria: “os políticos profissionaissão considerados pelos eleitores uma espécie daninha”.Não foi à toa que a banca sugeriu “é considerada”. Tentava confundir ocandidato e levá-lo a considerar “espécie daninha” o objeto direto daoração em voz ativa. Ainda bem que você já sabia que esse termo é opredicativo do objeto, não é mesmo?(B) Vamos seguir o “passo a passo” da transposição? Então:1 – conjugação verbal: “menosprezam” – presente do indicativo;2 – objeto direto da voz ativa: “o homem comum”;Então: “O homem comum é menosprezado pelos mesmoscidadãos.”(C) “a candidatura do cidadão comum nos incomoda “ - Desta vez, oobjeto direto do verbo “incomodar” está representado no pronome “nos”.Sabemos que é transitivo direto ao substituir o pronome por um nome(não adianta trocar o “nos” por “a nós”, uma vez que os pronomes “ele,ela, nós, vós, eles, elas”, quando oblíquos, são SEMPRE regidos porpreposição). Então, a construção-teste poderia ser: “alguém incomoda omenino.”. Viu? O complemento ligou-se diretamente ao verbo. Logo,“incomodar” é transitivo direto e “nos” é o objeto direto.Como o verbo está no presente do indicativo, a construção de voz passivaseria: “Nós somos incomodados pela candidatura do cidadãocomum.”.(D) Em “queremos justificar nossa preguiça cívica”, há duas orações. Aprimeira é “queremos”. A segunda, subordinada à primeira, é “justificarnossa preguiça cívica”, em que “preguiça cívica” exerce a função deobjeto direto de “justificar”. Assim, há duas formas possíveis detransposição – oração reduzida de infinitivo (“ser nossa preguiça cívicajustificada”) ou desenvolvida em uma oração subordinada objetiva www.pontodosconcursos.com.br 40
  • 63. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI direta (“que nossa preguiça cívica seja justificada”) – ESTÁ CORRETA A OPÇÃO. (E) Em “a chave que nos liberta do nosso destino”, o verbo “libertar” tem dois complementos: objeto direto (nos) e objeto indireto (do nosso destino). Como o verbo está no presente do indicativo, a forma passiva seria: “nós somos libertados do nosso destino [pela chave]”.32 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006)É um fator a mais a favor da conveniência de se acelerar a política deredução dos juros.Julgue a proposição feita em relação ao segmento grifado acima:I. Substituindo-se a política de redução dos juros por os empréstimos, afrase passaria a ser de se acelerarem os empréstimos.Item CORRETO.Comentário.O pronome “se”, em construções com verbos transitivos diretos oudiretos e indiretos, é pronome apassivador (construção de voz passiva).Assim, em “a conveniência de se acelerar a política...”, o sujeito paciente daforma verbal “acelerar” é “política”, equivalendo a “a conveniência de que apolítica seja acelerada...”. Se houver a substituição de “política” por“empréstimos”, este elemento, que é o sujeito da forma verbal, exige aflexão do infinitivo – “de se acelerarem os empréstimos”, o que seriaequivalente a “de que os empréstimos sejam acelerados”.33 - (TCE SP - Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do conceito devirtude, que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sentidomoral, mas como discernimento político.Analise a proposição abaixo.(C) A opção pela forma passiva de passa a compreender levaria a passam aser compreendidos.Item INCORRETO.Comentário. www.pontodosconcursos.com.br 41
  • 64. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINa transposição para a voz passiva, o elemento que, na voz ativa, exerce afunção de objeto direto passaria a ser o sujeito da voz passiva.Feita a substituição do pronome relativo “que” pelo termo antecedente, navoz ativa, teremos: “Maquiavel passa a compreender o conceito de virtude.”A locução verbal “passa a compreender”, na voz passiva, recebe o verbo“ser”, sendo registrada como “passa a ser compreendido”, no masculinopara concordar com o núcleo do sujeito paciente – o conceito de virtude(termo que era o objeto direto da voz ativa).A nova construção, na voz passiva, seria, então: O conceito de virtudepassa a ser compreendido por Maquiavel.34 - (Auditor Fiscal da Bahia / Julho 2004 - adaptada)Os últimos anos têm sido marcados por um milenarismo invertido, segundoo qual os prognósticos, catastróficos ou redencionistas, a respeito do futuroforam substituídos por decretos sobre o fim disto ou daquilo (o fim daideologia, da arte, ou das classes sociais; a “crise” do leninismo, dasocialdemocracia, ou do Estado do bem-estar etc.); em conjunto, é possívelque tudo isso configure o que se denomina, cada vez mais freqüentemente,pós-modernismo.Com relação ao fragmento acima transcrito, julgue as seguintes afirmações,indique V (verdadeira) ou F (falsa) e marque a opção que apresenta a ordemcorreta:I - têm sido marcados constitui uma forma verbal que denota continuidadeda ação.II - se a frase grifada fosse iniciada com decretos, seria mantido o sentidooriginal com o emprego da forma verbal “tinham substituído”.III - a forma passiva analítica foram substituídos corresponde à sintética“substitui-se”.(A) V – F - V(B) F – V - F(C) F – F - V(D) V – F - F(E) V – V - FGabarito: DComentário. www.pontodosconcursos.com.br 42
  • 65. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAnalisaremos cada uma das assertivas:I – VERDADEIRO. A locução verbal de tempo composto têm sido,apresentada no item “a”, indica uma ação que apresentou certa continuidadeno tempo. Em uma construção com somente o verbo ser (“os últimos anossão marcados”), haveria tão-somente a indicação de um fato estático notempo.II – FALSO. Em “os prognósticos, catastróficos ou redencionistas, a respeitodo futuro foram substituídos por decretos”, o termo “decreto” exerce afunção de agente da passiva. Ele, no início de uma frase, ou seja, na funçãode sujeito, levaria a construção para a voz ativa. Devemos, então, observara conjugação verbal da voz passiva. Em “foram substituídos”, o verboprincipal está no pretérito perfeito do indicativo. Assim, a forma de voz ativaseria: “Decretos substituíram os prognósticos, catastróficos ouredencionistas, a respeito do futuro.”.III – FALSO. Na construção passiva analítica “os prognósticos foramsubstituídos por decretos”, o sujeito paciente está representado por “osprognósticos”.A forma passiva sintética correspondente seria, portanto, “substituíram-seos prognósticos”, devendo o verbo se flexionar no plural para concordarcom o núcleo do sujeito: “prognósticos”. Está INCORRETA a proposição.A ordem, portanto, é V – F – F.35 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)... e os integrantes da advocacia pública são favorecidos por regras...Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passará a ser(A))favorecem.(B) favoreceu.(C) tinha favorecido.(D) estava favorecendo.(E) estavam sendo favorecidos.Gabarito: AComentário.Primeiramente, deve-se observar atentamente a conjugação do verboauxiliar da locução verbal presente na oração de voz passiva.Em “são favorecidos”, o verbo auxiliar “ser” está no presente do indicativo,devendo o verbo “principal” ser conjugado da mesma forma. O segundo www.pontodosconcursos.com.br 43
  • 66. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIpasso é verificar qual elemento exerce a função de objeto direto da vozativa. Este é o termo que, na voz passiva, exerce a função de sujeito – osintegrantes da advocacia pública. Finalmente, o elemento que, na vozpassiva analítica, estiver exercendo a função sintática de agente da passivaserá o sujeito da voz ativa: regras.Assim, a construção passiva será: “Regras favorecem os integrantes daadvocacia pública.”.36 - (TRT 24ª Região - Analista Judiciário / Março 2006)Transpondo-se para a voz passiva o segmento instituições macabras que oshomens – lamentavelmente – criam contra sua própria humanidade, a formaverbal resultante será(A) estão sendo criadas.(B))são criadas.(C) foram criadas.(D) têm criado.(E) têm sido criadas.Gabarito: BComentário.Vamos fazer o “passo a passo”. Em “instituições macabras que os homens –lamentavelmente – criam contra sua própria humanidade”:1 – conjugação verbal: o verbo está no presente do indicativo;2 – objeto direto: está representado pelo pronome relativo “que”, que temcomo referente “instituições macabras”. Portanto, após a substituição dopronome relativo pelo antecedente e a colocação da oração na ordem direta,a voz ativa seria: “Os homens criam instituições macabras contra suaprópria humanidade.”.O sujeito da voz passiva, portanto, será o termo que exercia a função deobjeto direto da voz ativa – instituições macabras.Assim, a construção de voz passiva será:“Instituições macabras são criadas pelos homens contra sua própriahumanidade.”37 - (TRT 23ª Região – Técnico Judiciário / Outubro 2004)“... para que o talento seja desenvolvido por circunstâncias externas...” www.pontodosconcursos.com.br 44
  • 67. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKITranspondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passa a ser(A) desenvolveu.(B))desenvolvam.(C) se desenvolve.(D) tinham desenvolvido.(E) são desenvolvidas.Gabarito: BComentário.1 – Em “para que o talento seja desenvolvido por circunstâncias externas”, overbo auxiliar (seja) está conjugado no presente do subjuntivo.2 – O sujeito da voz passiva (o talento) será o objeto direto da voz ativa eo agente da passiva (circunstâncias externas) irá exercer, na voz ativa, afunção sintática de sujeito.Assim, a construção de voz ativa será: “... para que circunstânciasexternas desenvolvam o talento.”.38 - (TRT 23ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Passando para a voz passiva a frase A escrita das leis e atos normativos (...)retiraria elementos da escrita usual, obtém-se a forma verbal(A) teriam sido retirados.(B) retirar-se-ia.(C))seriam retirados.(D) teriam retirado.(E) tinham sido retirados.Gabarito: CComentário.1 – conjugação verbal: na voz ativa, o verbo está conjugado no futuro dopretérito do indicativo.2 - O objeto direto está representado por “elementos da escrita usual”.Assim, a forma de voz passiva seria:“Elementos da escrita usual seriam retirados pela escrita das leis eatos normativos.” www.pontodosconcursos.com.br 45
  • 68. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI39 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004)Defender uma revisão na Lei de Crimes Hediondos não significa de modoalgum ser leniente com a criminalidade, que precisa ser combatida comenergia pelo poder público.No trecho acima, transpondo-se a frase “... que precisa ser combatida comenergia pelo poder público” para a voz ativa, a forma verbal passará a ser(A) precisa combater.(B) irá combater.(C) vai ser combatida.(D) deve ser combatido.(E) se combaterá.Gabarito: AComentário.Substituindo o pronome relativo pelo seu antecedente e colocando a oraçãona ordem direta, a construção de voz ativa será:“A criminalidade precisa ser combatida com energia pelo poderpúblico.”O primeiro verbo auxiliar da locução “precisa ser combatida” está conjugadono presente do indicativo. Note que a locução verbal está formada por trêsverbos – PRECISAR + SER + COMBATER, com dois auxiliares (precisa, ser) eum principal (combater).Na voz ativa, continuará havendo uma locução verbal, mas, agora, com doisverbos – PRECISAR (auxiliar) + COMBATER (principal), sendo eliminado overbo “ser”, que denota a passividade da construção.O agente da passiva (poder público) exercerá a função de sujeito na vozativa, e o sujeito paciente (a criminalidade) será o objeto direto.Assim, teremos:“O poder público precisa combater a criminalidade.”40 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004)Isto, por sua vez, converte as pessoas em funcionários de turno do sistema... www.pontodosconcursos.com.br 46
  • 69. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKITranspondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal passa a ser,corretamente,(A) converteu-se.(B) é convertido.(C) tinham convertido.(D) são convertidas.(E) deveriam ser convertidas.Gabarito: AComentário.1 – conjugação verbal: o verbo da voz ativa (“converte”) está no presentedo indicativo.2 – objeto direto: desta vez, a construção de voz ativa apresenta doiscomplementos – objeto direto (as pessoas) e objeto indireto (emfuncionários de turno do sistema). Este último elemento continuará, navoz passiva, a exercer a função sintática de objeto indireto, ao passo que oobjeto direto passará a ser o sujeito da voz passiva.Assim, a forma passiva será: “As pessoas são convertidas por isto emfuncionários de turno do sistema.”Pudemos, nessas 40 questões, estudar praticamente todas as formas comoFundação Carlos Chagas explora este assunto:“Verbos”.Bons estudos para todos vocês e até a próxima. www.pontodosconcursos.com.br 47
  • 70. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKILISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS.1 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004)“ ... para tudo que se refira ao mundo físico ...”O verbo aparece nos mesmos tempo e modo em que se encontra a formagrifada acima na frase:(A) ... e prossegue, aceleradamente, com o extraordinário desenvolvimentotecnológico ...(B) ... que já nos vem do precedente...(C)) ... que confiram sentido a sua vida.(D) ... para que o objetivo de consumo se fosse convertendo...(E) ... se tornou a motivação central do homem...2 - (TRT 3ª Região – Técnico Judiciário / Janeiro 2005)... que parecia suave anjo de voz tranqüila.O verbo de mesmo tempo e modo em que se encontra o verbo grifado acimaestá na frase:(A)) ... em que se amarrava cachorro com lingüiça ...(B) Só num único e mesmo jornal permaneci mais de vinte anos.(C) Algumas figuras se tornaram sombras ...(D) ... morreu nas masmorras do Chile ...(E) ... que largou o jornalismo ...3 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)... e vive angustiada num emprego...O verbo está no mesmo tempo e modo daquele grifado acima na frase:(A) No início do século passado acreditava-se que...(B) Ocorreu exatamente o contrário.(C) ... e acrescentaram doses extras de “stress” à vida de todos nós.(D)) ... que ocupam as funções mais banais.(E) Como se não bastasse... www.pontodosconcursos.com.br 48
  • 71. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI4 - (TRT 23ª Região – Técnico Judiciário / Outubro 2004)Há quem diga que isso não é urbano...O verbo empregado no mesmo tempo e modo que os do verbo grifado acimaestá na frase:(A) ... que eu criei em 1985...(B) ... em que a ocupação da Amazônia foi uma prioridade.(C) ... a população ia para os núcleos urbanos.(D) Alguns colegas não gostam dessa abordagem...(E)) ... que nossa urbanização seja igual à da Europa...5 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004)Embora, é claro, devamos resistir à tentação fácil de elevar e idealizar osfavelados, (...) também devemos, como propõe [o filósofo Alain] Badiou,enxergar as favelas...É correto afirmar que o emprego do verbo dever em modos diferentes nosegmento que inicia o último parágrafo do texto indica, respectivamente,(A)) possibilidade de ação e fato real.(B) explicação de um fato e dúvida concreta.(C) suavização de uma ordem e repetição de um fato.(D) fato anterior e hipótese futura.(E) situação real e conseqüência imediata.6 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004)Ainda que parte da água possa ser reaproveitada...O emprego da forma verbal grifada indica, considerando-se o contexto,(A) fato concreto.(B))hipótese realizável.(C) ação habitual.(D) ordem imediata.(E) situação pretérita. www.pontodosconcursos.com.br 49
  • 72. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI7 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004)Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunasda frase apresentada.Os alimentos devem ser ...... em água limpa para que a população não ......a ter problemas de saúde.(A) cozinhados - venhe(B) cozinhados - vem(C) cozidos - venhe(D) cozidos - venha(E) cozidos - vêm8 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004)As estruturas atuais de gasodutos fariam o transporte do gás que moveria afrota de automóveis.O emprego das formas verbais grifadas acima indica, no contexto,(A) incerteza da realização de um fato passado.(B) dúvida real de que um fato se concretize.(C) ação que se realiza habitualmente até o momento presente.(D) fato consumado, anterior a outro, também passado.(E) hipótese que depende de certa condição anterior.9 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)... em questões nas quais a vinculação satisfaça objetivos políticos dosgovernantes. (2o parágrafo)O emprego da forma verbal grifada acima introduz no contexto a mesmanoção do verbo empregado na frase:(A) Duas críticas lhe são feitas...(B) Os prazos já existem na lei...(C) ... que lhes permitem intervir no processo...(D)) ... segundo o ritmo que lhes convenha.(E) ... que se está dando um passo à frente. www.pontodosconcursos.com.br 50
  • 73. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI10 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Faça isso com a cabeça de um macaco.É exemplo de emprego do mesmo modo do verbo grifado acima UM dosverbos que aparecem na frase: (A) Não serão aceitas justificativas, quaisquer que sejam os motivos alegados. (B) Saiba que valores devem ser respeitados, em qualquer tempo e lugar. (C) Todo explorador desejaria entender como se reduzem cabeças. (D) É necessária a existência de critério que justifique determinados atos de violência. (E) Espera-se que ele possa entender as razões de certos costumes em determinadas civilizações.11 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Estão corretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase:(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo que ficaimprovável alguma solução que se adeque à expectativa dos contendores.(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumam dissiminarmais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos ao eleitorado.(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo de provas quepoucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervando sua dignidade.(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, não sedeixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos decampanha.(E) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquanto ninguémse arvore em profeta de algum outro regime que pudesse ser mais bemsucedido.12 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006)Está corretamente flexionada a forma verbal sublinhada na frase:(A) Se alguém propor medidas para economia de energia, que seja ouvidocom atenção.(B) Caso uma represa contenhe pouco volume de água, as turbinas da usinadesligam-se. www.pontodosconcursos.com.br 51
  • 74. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C)) Seria preciso que refizéssemos os cálculos da energia que estamosgastando.(D) Só damos valor às coisas quando elas já escasseiaram.(E) Se não determos os desperdícios, pagaremos cada vez mais caro poreles.13 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Estão corretas ambas as formas verbais sublinhadas na frase:(A) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitue, para muitos homens, uma prática esportiva.(B)) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas constitui,para muitos homens, uma prática esportiva.(C) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitui, para muitos homens, uma prática esportiva.(D) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitue, para muitos homens, uma prática esportiva.(E) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitue-se, para muitos homens, uma prática esportiva.14 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)O verbo flexionado corretamente está grifado na frase:(A) Empresários requiseram licença ambiental para desenvolver seusprojetos.(B) Muitos turistas vinherão ao Brasil central, atraídos pelos esportesnáuticos.(C) Os investidores disporam-se a desenvolver um turismo ecológico naregião.(D)) Sobrevieram alguns contratempos, logo resolvidos, no alojamento dosvisitantes.(E) Poucos turistas obteram a licença para permanecer mais tempo naregião.15 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004)O verbo flexionado de forma INCORRETA está grifado na frase: www.pontodosconcursos.com.br 52
  • 75. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) Com base na legislação vigente, os promotores propuseram àsautoridades responsáveis as penalidades cabíveis.(B)) Alguns policiais requiseram o cumprimento do dispositivo legal paragarantir sua segurança durante as diligências.(C) Estudam-se alterações no conteúdo de certas leis para que elas dêemresultados positivos no controle da violência.(D) Apesar de rígidas, as condições de encarceramento para criminososainda não contêm a ocorrência de atos de violência.(E) Ninguém ainda se deteve para analisar os resultados da aplicaçãorigorosa de penalidades aos detentos.16 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase:(A) Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este sepronunciava como se detera o monopólio do coração.(B) A mãe interviu na discussão, alegando que seu filho era alérgico a pêlosde animais – razão pela qual se indispusera com a dona do cachorrinho.(C) O autor afirma que sempre se comprazeu em participar de reuniões emque todos envidam esforços na busca de soluções conciliatórias.(D)) Se condissessem com a verdadeira prática democrática, as campanhaseleitorais não dariam lugar ao discurso que inclui arrogância naargumentação.(E) Caso Mitterrand contesse o ímpeto de sua fala, não houvera deargumentar com tamanha simplificação e tão visível autoritarismo.17 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)É preciso corrigir a redação da seguinte frase:(A) Quando se chega a resultados como estes, há que se pensar numreajuste dos parâmetros em que baseamos os nossos cálculos.(B) Os casamentos vêm ocorrendo entre pessoas cada vez menos jovens, oque talvez revele uma preocupação crescente com a assunção dessecompromisso.(C) Na televisão norte-americana, a cobertura da guerra no Iraque foimanifestamente patriótica: os repórteres da Fox pareciam liderar a torcidaem favor das tropas invasoras. www.pontodosconcursos.com.br 53
  • 76. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D)) As conseqüências que advirem da escolha pela qual você optou, são desua responsabilidade, além do mais porque lhe advertimos sobre os riscosenvolvidos.(E) Os bons psicoterapeutas ensinam que, em vez de uma pessoa querer seroutra, é mais interessante que ela busque inventar o que pode fazer com oque já é.18 - (Analista BACEN / Janeiro 2006)Estão corretamente flexionadas e articuladas as formas verbais da frase: (A) Para que não sobrevissem maiores violência, seria preciso interferir nesse processo de acumulação, que a tantos destitue das mínimas condições de sobrevivência. (B) O autor do texto e seu colega Elio Gaspari conviram em que os “cidadãos descartáveis” constituíssem o efeito vivo do funcionamento da máquina liberal. (C) Para que se extingua essa expropriação histórica, fazer-se-ia necessário que haja pleno controle do processo de acumulação. (D) Os sonhos que advirem da contínua sedução que sobre nós exerce a máquina neoliberal estariam condenados à insatisfação. (E) Por não terem podido resistir à expropriação de seus pedacinhos de terra, os servos feudais não contiveram um processo que só fez crescer ao longo dos séculos.19 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004 - adaptada)Julgue a opção abaixo, em relação à correção gramatical.(E) Na medida em que os dados gerais eram compreendidos, a platéiamanifestava um misto de entusiasmo e de vontade de saber mais, por issoadviram perguntas mais complexas.20 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)É preciso corrigir a redação da seguinte frase:(A) Há protestos que são ouvidos somente quando incomodam nossostímpanos, quando atingem a exacerbação de um grito a que ninguém maispode se mostrar surdo.(B))Se é praxe do Estado agir apenas quando lhe convir, não se espere queviesse a tomar quaisquer providências somente porque seja do nossointeresse. www.pontodosconcursos.com.br 54
  • 77. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) Medidas repressivas, tomadas em diferentes épocas por diferentesgovernos, vêm sobejamente demonstrando a ineficácia da força frente àsquestões sociais.(D) Precisamos nos convencer, de uma vez por todas, de que a economiaprivada raramente se preocupa com o alcance social das metas pragmáticasque ela se propõe atingir.(E) No início da globalização, muita gente julgava que por meio dela nãoapenas se multiplicariam, mas também se distribuiriam com justiça osdividendos econômicos.21 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004)Todas as formas verbais estão adequadamente flexionadas na frase:(A) Os jovens que proviram do Sudão assustar-se-ão com a quantidade decasuísmos a que deverão se submeter em sua nova experiência de vida.(B) Por vezes, uma comparação da nossa cultura com a de outros povosrestitue-nos o desejo de uma sociedade em que nada obstrui o caminhonatural da justiça.(C) Se viajar de avião já constitui, para essa leva de jovens, umaexperiência assombrosa, imagine-se o assombro deles quando haverem deentrar em contato com nossas leis.(D) Em suas tribos, os jovens sudaneses entretiam-se com as práticas davida concreta, sem a preocupação de atentarem para intermináveis códigosde leis casuísticas.(E)) Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentidodo que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de umaprogressiva indigência moral.22 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase:(A) Ao longo do tempo, os corruptos nem sempre se desaviram com asinstituições; pelo contrário, muitos souberam usá-las em benefício próprio.(B)) Em respeito à ética, se os interesses particulares se contrapuserem aospúblicos, devem prevalecer estes, e não aqueles.(C) Caso não detêssemos boa parte dos nossos ímpetos destrutivos,nenhuma sociedade conheceria um momento sequer de estabilização.(D) Quando os estados nacionais não intervêem nas instituiçõescorrompidas, a ordem social tende a fragilizar-se cada vez mais. www.pontodosconcursos.com.br 55
  • 78. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) Se tivessem prevalecido as boas causas pelas quais nossos antepassadoshaveram de lutar, estaríamos hoje numa sociedade mais justa.23 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)É adequada a articulação entre os tempos verbais na frase:(A))Mais se respeitasse a democracia, mais se deveria lutar contra asfalácias dos discursos dos candidatos.(B) O que tem ficado implícito na simplificação sistemática da realidade foi odesrespeito aos eleitores que a prezassem.(C) Não houvéssemos ultrapassado as dimensões das comunas medievais,poderemos ter decisões que não dependeriam do sistema representativo.(D) Vindo a ocorrer a insultuosa infantilização dos votantes, reagissemestes, negando-se a votar em quem os subestimava.(E) Seria possível que chegassem a um acordo a dona do cachorrinho e amãe da criança asmática, desde que se disponham a ponderar a razão decada uma.24 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)Os tempos e os modos verbais apresentam-se adequadamente articuladosna frase:(A) Fôssemos todos atores, o culto das aparências será a chave que noslibertasse do nosso destino.(B) Os atores sempre nos enganarão, a cada vez que encarnarem ospersonagens de que costumam se fantasiar.(C) Enquanto o culto das aparências for a chave do sucesso, estaríamostodos preocupados com o papel que desempenhemos.(D) Desde idos tempos os atores gozariam de uma admiração que só nãoserá maior por conta da desconfiança que temos de todo fingimento.(E) O autor estaria convencido de que nosso vizinho seja capaz de fingir tãobem quanto um ator, quando tivesse desfilado com um carro que não é seu.25 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)É inadequada a articulação entre os tempos verbais na seguinte frase:(A) Para que se possa entender o de que vou aqui tratar não é necessárioter muita informação acerca da teoria dos buracos negros. www.pontodosconcursos.com.br 56
  • 79. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) Para que se venha a entender o de que aqui tratarei não será necessárioter muita informação acerca da teoria dos buracos negros.(C) Não foi necessário que se tenha muita informação acerca da teoria dosburacos negros para que se viesse a entender o de que aqui estiveratratando.(D) Não seria necessário que se tivesse muita informação acerca da teoriados buracos negros para que se entendesse o de que lá eu tratava.(E) Para que se pudesse entender o de que aqui trataria, não serianecessário ter muita informação acerca da teoria dos buracos negros.26 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Atentando-se para a adequada articulação entre os tempos e os modosverbais, completa-se a frase Caso não fossem necessárias asinstituições com o seguinte segmento:(A) haverão os homens de tê-las criado?(B) por que os homens as haverão de criar?(C))tê-las-íamos criado?(D) ainda assim as teremos criado?(E) tê-las-emos criado?27 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Não admite alteração na voz verbal a frase:(A) Tantos carros incendiados nas ruas estão dando um recado claro.(B)) Que papel caberá, enfim, ao deus Mercado?(C) A globalização vem favorecendo a concentração de renda.(D) E esse Primeiro Mundo, que exibe agora sua população de humilhados?(E) Os jovens das periferias urbanas não estão vendo futuro algum em suasvidas.28 - (TRE AP Técnico Judiciário / Janeiro 2006)Transpondo-se para a voz passiva a frase Ele gasta dinheiro que nemágua, a forma verbal resultante será(A) será gasta.(B) foi gasta. www.pontodosconcursos.com.br 57
  • 80. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) está sendo gasto.(D) será gasto.(E))é gasto.29 - (TRT 13ª Região Analista Judiciário/Dezembro 2005)NÃO é possível a transposição para a voz passiva do segmento sublinhadoda frase:(A) Aprecio uma reunião em que há o esforço de inventar possíveis deconvivência.(B) O processo eleitoral parece ser o desmentido da humildade necessáriapara o exercício da democracia.(C) Mitterrand perdeu as eleições por conta de uma declaração infeliz.(D) As reuniões de moradores não obteriam êxito caso eles agissem comocandidatos numa eleição.(E) As promessas mirabolantes e a retórica vazia vêm alimentando odiscurso da maioria dos candidatos.30 - (Procurador TCE AM / Fevereiro 2006)NÃO é possível a transposição para a voz passiva da seguinte frase:(A) O autor do texto estabelece uma distinção entre dois tipos deeconomistas.(B) Toda medida econômica deveria pressupor um padrão ético de base.(C)) A um economista ético não ocorrem soluções meramente técnicas.(D) A defesa da identidade nacional refrearia o ritmo do desenvolvimento?(E) Os economistas éticos costumam enfrentar os desafios da modernidade.31 - (Advogado CEAL / Junho 2005)Está corretamente indicada entre parênteses a forma verbal resultante datransposição da seguinte frase para a voz passiva:(A) (...) os eleitores consideram os políticos profissionais uma espéciedaninha. (é considerada)(B) (...) os mesmos cidadãos também menosprezam o homem comum. (sãomenosprezados)(C) a candidatura do cidadão comum nos incomoda. (é incomodada) www.pontodosconcursos.com.br 58
  • 81. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D)) queremos justificar nossa preguiça cívica. (seja justificada)(E) a chave que nos liberta do nosso destino. (é libertado)32 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006)É um fator a mais a favor da conveniência de se acelerar a política deredução dos juros.Julgue a proposição feita em relação ao segmento grifado acima:I. Substituindo-se a política de redução dos juros por os empréstimos, afrase passaria a ser de se acelerarem os empréstimos.33 - (TCE SP - Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do conceito devirtude, que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sentidomoral, mas como discernimento político.Analise a proposição abaixo.(C) A opção pela forma passiva de passa a compreender levaria a passam aser compreendidos.34 - (Auditor Fiscal da Bahia / Julho 2004 - adaptada)Os últimos anos têm sido marcados por um milenarismo invertido, segundoo qual os prognósticos, catastróficos ou redencionistas, a respeito do futuroforam substituídos por decretos sobre o fim disto ou daquilo (o fim daideologia, da arte, ou das classes sociais; a “crise” do leninismo, dasocialdemocracia, ou do Estado do bem-estar etc.); em conjunto, é possívelque tudo isso configure o que se denomina, cada vez mais freqüentemente,pós-modernismo.Com relação ao fragmento acima transcrito, julgue as seguintes afirmações,indique V (verdadeira) ou F (falsa) e marque a opção que apresenta a ordemcorreta:I - têm sido marcados constitui uma forma verbal que denota continuidadeda ação.II - se a frase grifada fosse iniciada com decretos, seria mantido o sentidooriginal com o emprego da forma verbal “tinham substituído”.III - a forma passiva analítica foram substituídos corresponde à sintética“substitui-se”.(A) V – F - V(B) F – V - F www.pontodosconcursos.com.br 59
  • 82. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) F – F - V(D) V – F - F(E) V – V - F35 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)... e os integrantes da advocacia pública são favorecidos por regras...Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passará a ser(A))favorecem.(B) favoreceu.(C) tinha favorecido.(D) estava favorecendo.(E) estavam sendo favorecidos.36 - (TRT 24ª Região - Analista Judiciário / Março 2006)Transpondo-se para a voz passiva o segmento instituições macabras que oshomens – lamentavelmente – criam contra sua própria humanidade, a formaverbal resultante será(A) estão sendo criadas.(B))são criadas.(C) foram criadas.(D) têm criado.(E) têm sido criadas.37 - (TRT 23ª Região – Técnico Judiciário / Outubro 2004)“... para que o talento seja desenvolvido por circunstâncias externas...”Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passa a ser(A) desenvolveu.(B))desenvolvam.(C) se desenvolve.(D) tinham desenvolvido.(E) são desenvolvidas. www.pontodosconcursos.com.br 60
  • 83. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI38 - (TRT 23ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Passando para a voz passiva a frase A escrita das leis e atos normativos (...)retiraria elementos da escrita usual, obtém-se a forma verbal(A) teriam sido retirados.(B) retirar-se-ia.(C))seriam retirados.(D) teriam retirado.(E) tinham sido retirados.39 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004)Defender uma revisão na Lei de Crimes Hediondos não significa de modoalgum ser leniente com a criminalidade, que precisa ser combatida comenergia pelo poder público.No trecho acima, transpondo-se a frase “... que precisa ser combatida comenergia pelo poder público” para a voz ativa, a forma verbal passará a ser(A) precisa combater.(B) irá combater.(C) vai ser combatida.(D) deve ser combatido.(E) se combaterá.40 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004)Isto, por sua vez, converte as pessoas em funcionários de turno do sistema...Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal passa a ser,corretamente,(A) converteu-se.(B) é convertido.(C) tinham convertido.(D) são convertidas.(E) deveriam ser convertidas. www.pontodosconcursos.com.br 61
  • 84. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI www.pontodosconcursos.com.br 62
  • 85. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINALNosso assunto de hoje é CONCORDÂNCIA, que consiste nomecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outrasharmonicamente na construção frasal.“Concordar” significa “estar de acordo com”. Assim, na concordância,tanto nominal quanto verbal, os elementos que compõem a frasedevem estar em consonância uns com os outros.Essa concordância poderá ser feita de duas formas:- gramatical ou lógica – segue os padrões gramaticais vigentes;- atrativa ou ideológica – dá ênfase a apenas um dos várioselementos, com valor estilístico.CONCORDÂNCIA VERBAL – variação do verbo, conformando-se aonúmero e à pessoa do sujeito.CONCORDÂNCIA NOMINAL – adequação entre o substantivo e oselementos que a ele se referem (artigo, pronome, adjetivo).À medida que comentarmos as questões de prova da ESAF, iremosabordar cada um dos casos de concordância, indistintamente (verbale nominal).Procuramos selecionar o maior número possível de situações em queesse tópico do programa costuma ser exigido.Bons estudos.QUESTÕES DE PROVA DA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS1 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Quando se desmoraliza, pela ação de uma pequena parcela dedelinqüentes, a imagem de uma instituição pública saudável enecessária, propaga-se a crença de que a sociedade deva sercontrolada pelo poder da força.Considerando-se a frase, analise a afirmação:(A) A forma verbal se desmoraliza não sofreria alteração caso sesubstituísse de uma instituição pública por das instituições públicas.Item CORRETOComentário.A concordância verbal se faz com o núcleo do sujeito. www.pontodosconcursos.com.br 1
  • 86. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINeste caso, o sujeito está representado por “a imagem de umainstituição pública saudável e necessária, ...”. Note que, junto aoverbo desmoralizar, há o pronome “se”. Quando um verbo detransitividade direta ou direta e indireta estiver acompanhado dopronome se, podemos estar diante de uma construção de vozpassiva.Na aula passada, vimos que, na voz passiva, o objeto direto da vozativa irá exercer a função de sujeito. Assim, para confirmação dessapassividade, temos de fazer duas perguntas:1 – O verbo é transitivo direto (TD) ou transitivo direto e indireto(TDI)?2 – Existe uma idéia passiva na construção?Se ambas as respostas forem SIM, estamos diante de umaconstrução de voz passiva e, então, o verbo deverá se flexionar deacordo com o sujeito paciente (mais precisamente com o seu núcleo).Assim, na questão de prova ora comentada, “Quando se desmoraliza(...) a imagem de uma instituição pública saudável e necessária”,temos de fazer as duas perguntas:1ª pergunta: O verbo é transitivo direto (TD) ou transitivo direto eindireto (TDI)?Resposta: O verbo desmoralizar é transitivo direto (alguémdesmoraliza alguém ou alguma coisa).2ª pergunta: Existe uma idéia passiva na construção?Resposta: Sim, existe idéia passiva – a imagem é desmoralizada.Conclusão: SIM, temos uma construção de voz passiva.O segundo passo, agora, é verificar qual elemento é o núcleo dosujeito: em “a imagem de uma instituição pública saudável enecessária”, o núcleo é imagem, estando os demais elementoscomplementando o seu sentido. Desse modo, o verbo deverá ficar nosingular, como, aliás, se apresentou.A questão sugere a alteração de “de uma instituição pública” por“das instituições públicas” e afirma que isso não alteraria a flexãoverbal.Essa assertiva está correta, uma vez que, com a substituiçãoproposta, não haveria alteração no núcleo do sujeito, que continuariasendo “imagem”.2 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Quanto às normas de concordância verbal, está inteiramente corretaa frase: www.pontodosconcursos.com.br 2
  • 87. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) As "operações" a que se aludem nessa crônica referem-se àredução de uma cabeça humana a proporções mínimas.(B) A violência contra os homens, a quem perseguia como sepersegue animais, pareciam ao czar mais natural do que a dirigidacontra borboletas e andorinhas.(C) Subentendem-se, nas palavras do índio jivaro, que a morte e aredução da cabeça de alguém se dá como represália contra uminimigo.(D) Quem informou ao czar que também se caçam borboletas eandorinhas talvez não suspeitasse que isso causaria reações deespanto.(E) Não costumam os chamados homens civilizados consideraremque a caça de borboletas e de andorinhas representem um ato deselvageria.Gabarito: DComentário.Vamos analisar cada uma das opções, a começar pela primeira:(A) Temos de verificar se o pronome “se” que acompanha o verbo“aludir” é um pronome apassivador (construção de voz passiva) ou éum índice ou partícula de indeterminação do sujeito (caso de sujeitoindeterminado).Vimos na questão anterior a forma de analisar esse tipo depassividade – para formar voz passiva:1 – o verbo deve ser transitivo direto ou direto e indireto;2 – deve ser apresentada uma idéia passiva.Os demais verbos (transitivo indireto, intransitivo, verbo deligação), se estiverem acompanhados do pronome “se”, estarãoformando o sujeito indeterminado e o pronome correspondentechama-se índice ou partícula de indeterminação do sujeito.Usa-se construção de sujeito indeterminado quando não se sabe - ounão se quer dizer – quem é o agente da ação verbal. Também éusado em orações de sentido genérico, vago. São duas as formas deconstrução do sujeito indeterminado:Forma 1 - o verbo (exceto transitivo direto ou direto e indireto)permanece na 3ª pessoa do singular acompanhado do pronome se(índice / partícula de indeterminação):Necessitava-se, naqueles dias, de novas esperanças. (verbo transitivoindireto)Estava-se muito feliz com o resultado das provas. (verbo de ligação) www.pontodosconcursos.com.br 3
  • 88. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIMorria-se de tédio nas noites de inverno.(verbo intransitivo)Forma 2 – o verbo (qualquer que seja sua transitividade naconstrução), sem o pronome, fica na 3ª pessoa do singular: Desviaram dinheiro dos cofres públicos. Bateram na porta. Falaram mal de você.Já na primeira análise, podemos constatar que o verbo “aludir” nãopoderia se submeter a esse tipo de construção passiva, pois étransitivo indireto (Alguém alude a alguma coisa).Diante dessa impossibilidade, concluímos que se trata de umaconstrução com sujeito indeterminado, devendo o verbo ficar na 3ªpessoa do singular (Forma 1): “As "operações" a que se aludenessa crônica ...”.(B) Novamente, devemos verificar qual elemento está na posiçãode núcleo do sujeito. Você notará que esse tipo de erro deconcordância é muito comum nas provas da FCC, por issodenominamos de “caso clássico”. Assim, sugiro que você sublinhe (ougrife de qualquer forma) e o compare com a forma verbalapresentada.Em “A violência contra os homens (...) pareciam ao czar maisnatural do que a dirigida contra borboletas e andorinhas.”, o núcleodo sujeito está representado pelo vocábulo “violência”. Assim, overbo deveria estar no singular – “parecia”.No segmento isolado por vírgulas (omitido na transcrição acima),percebemos também um deslize de sintaxe de concordância: “a quemperseguia como se persegue animais” – o verbo perseguir étransitivo direto (Alguém persegue algo) e apresenta uma idéiapassiva (animais são perseguidos). Assim, por estar acompanhado dopronome se (apassivador), o verbo deve com o sujeito paciente(animais) concordar – “como se perseguem animais”.(C) Mais uma vez, nos deparamos com o pronome “se” junto de umverbo, o que nos leva à análise de verificação da voz passiva:1 – o verbo é transitivo direto (Alguém subentende alguma coisa);2 – há idéia passiva.Note, porém, que o sujeito paciente (ou seja, aquilo que ésubentendido) está representado por uma oração (“que a morte e aredução da cabeça de alguém se dá como represália contra uminimigo.”). O sujeito paciente é oracional, o que leva o verbo paraa 3ª pessoa do singular – “Subentende-se (...) que a morte...”;Já na oração subordinada subjetiva (a que exerce a função de sujeitopaciente), temos mais uma vez o pronome “se” acompanhando um www.pontodosconcursos.com.br 4
  • 89. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIverbo transitivo direto – “dar”. Nesta acepção, tem o sentido de “serealiza” – “é realizado”. Deste modo, podemos considerar que esteverbo apresenta uma idéia passiva. Como são dois os núcleos dosujeito (sujeito composto) e este sujeito vem antes do verbocorrespondente (“que a morte e a redução da cabeça de alguém...”), o verbo deverá ser flexionado no plural – (“...se dão comorepresália...”), sendo equivalente a dizer que “a morte e a reduçãoda cabeça de alguém se realizam como represália”.(E) Para percebermos um dos deslizes dessa construção, vamoscolocar os termos da oração na ordem direta (SUJEITO + VERBO +COMPLEMENTOS): “Os chamados homens civilizados não costumamconsiderarem que ...” – Opa!Em uma locução verbal (vimos na aula passada), o verbo principalnão se flexiona (considerar), somente o faz o verbo auxiliar(costumam). Assim, a forma correta seria “não costumamconsiderar que...”. Na seqüência, vimos que, mais uma vez, o verbonão concorda com o núcleo do sujeito – “que a caça de borboletas eandorinhas represente um ato de selvageria.” – caso clássico.3 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)O verbo entre parênteses deverá ser flexionado, obrigatoriamente,numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna dafrase:(A) Mesmo que não ...... (caber) a vocês tomar a decisão final,gostaria que discutissem bem esse assunto.(B) Eles sabiam que ...... (urgir) chegarem à pousada, mas nãoconseguiram evitar o atraso.(C) A nenhum de vocês ...... (competir) decidir quem será o novolíder do grupo.(D) Tais decisões não ....... (valer) a pena tomar assim, deafogadilho.(E) A apenas um dos candidatos ...... (restar) ainda alguns minutospara rever a prova.Gabarito: EComentário.Esse é um tipo muito comum de questão da Fundação Carlos Chagas.A flexão exigida ora é no plural, ora é no singular.Relembramos que, como vimos na questão anterior, os sujeitosapresentados sob a forma oracional levam o verbo correspondentepara a 3ª pessoa do singular. www.pontodosconcursos.com.br 5
  • 90. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEntão, vamos às opções:(A) Alguma coisa cabe a alguém. Na construção, “tomar a decisãofinal” cabe a vocês. Assim, o verbo se conjuga no singular: “Mesmoque não caiba a vocês tomar a decisão final, ...”.(B) Algo urge (é urgente). O que urge? “Chegarem à pousada”. Overbo chegar foi flexionado por estar em correspondência com opronome pessoal reto já apresentado na oração principal “Elessabiam” (ao desenvolver a oração reduzida do infinitivo, teríamos:“... urge que chegassem à pousada”). Assim, fica mais evidente, emrelação ao verbo urgir, a função de sujeito exercida pela oração“chegarem à pousada / que chegassem à pousada”. Novamente, porapresentar sujeito oracional, o verbo da lacuna fica no singular: “Elessabiam que urge chegarem à pousada...”.(C) O que não compete a nenhum de vocês? “Decidir quem seráo novo líder do grupo”. O sujeito oracional exige o verbo competirna 3ª pessoa do singular:“A nenhum de vocês compete decidir...”.(D) Note que, muitas vezes, devemos “ajeitar” a oração, colocando-a na ordem direta, para realizar a análise. Para isso, devemos partirdo verbo. Há dois: valer e tomar. Vamos ao primeiro: o que nãovale a pena? Tomar tais decisões. Assim, essa oração reduzida deinfinitivo é o sujeito do verbo valer: “Tomar tais decisões não vale apena.”. O verbo, portanto, fica no singular.(E) Esse é o gabarito da questão. O que resta? Alguns minutos.Mais uma vez, o sujeito vem posposto ao verbo, o que poderia levaro candidato a pensar que, em vez de sujeito, seria esse elemento umobjeto direto. Não. Partindo do verbo “restar”, colocamos a oração naordem direta: “Alguns minutos ... restam a apenas um doscandidatos.”.4 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção gramatical.(E) O fato de haverem diferenças de forma entre os dois textos nãoeliminam as semelhanças de fundo que eles sugerem, numa leiturabem comparada.Item INCORRETOComentário.Há dois erros na construção. O primeiro já está “manjado” – o verbonão concorda com o núcleo do sujeito: “O fato (...) não eliminam assemelhanças...” – a distância entre o núcleo do sujeito e o verbo e aproximidade do complemento verbal no plural (as semelhanças)podem iludir o candidato em relação à correção dessa passagem. www.pontodosconcursos.com.br 6
  • 91. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComo o núcleo é “fato”, o verbo deve ficar no singular – “O fato (...)não elimina...”.O segundo erro foi em relação à flexão do verbo haver. Quando esteverbo apresenta o significado de existir, permanece no singular porser impessoal (não tem sujeito – o que se lhe segue é objeto direto).Apesar de apresentarem significados iguais, as relações sintáticasentre os verbos haver e existir são completamente diferentes.Enquanto o verbo existir possui sujeito, com o qual deve concordar(Em “existem diferenças”, o substantivo diferenças é o sujeito), overbo haver não possui sujeito, não se flexiona e o que se segueexerce a função de complemento verbal, ou seja, é o seu objetodireto (Em “há diferenças”, o substantivo é o objeto direto).Assim, o período já corrigido seria: “O fato de haver diferenças deforma entre os dois textos não elimina as semelhanças de fundo queeles sugerem, numa leitura bem comparada.”.5 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006)As normas de concordância verbal estão inteiramente respeitadas nafrase:(A) Sempre houve quem esbanjassem os recursos naturais.(B) Se não houverem trabalho nem produção, não haverá atividadeeconômica.(C) Alimentava-se muitas ilusões quanto ao custo e à disponibilidadeda água.(D) Nenhuma saída a curto prazo se avistam em nossos horizontes.(E) Poderão vir a faltar outros recursos naturais, se não ospouparmos.Gabarito: EComentário.Analisemos cada uma das opções.(A) A flexão do verbo haver está correta (“Sempre houvequem...”). O problema está na flexão do verbo esbanjar. Seu sujeitoé o pronome indefinido “quem”, que leva o verbo à 3ª pessoa dosingular: “Sempre houve quem esbanjasse os recursos naturais.”.(B) Agora, a flexão do haver está incorreta. Como tem o sentidode existência, é impessoal e fica na 3ª p.sing.: “Se não houvertrabalho nem produção, não haverá atividade econômica.”.(C) Olha o pronome “se” junto de um verbo transitivo direto(Alguém alimentava alguma coisa) com idéia passiva (“muitas ilusões www.pontodosconcursos.com.br 7
  • 92. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIeram alimentadas”). Desse modo, o verbo concorda com o sujeito,que está na forma plural de “muitas ilusões”: “Alimentavam-semuitas ilusões...”.(D) Pergunta-se: o que se avista (é avistado/a)? “Nenhumasaída”. “Avistar” é transitivo direto e apresenta uma idéia passiva.Se o sujeito paciente está no singular, o verbo também deverá estar:“Nenhuma saída a curto prazo se avista em nossos horizontes.”.(E) Agora, há uma locução verbal com três verbos – dois auxiliarese um principal: “Poderão vir a faltar”. O principal é “faltar” e é apartir dele que faremos a seguinte análise: o que falta? “Outrosrecursos naturais”. Esse é o sujeito de “faltar”. Vimos na aula sobreverbos que quem “manda” é o principal e quem “obedece” (segue aflexão) é o auxiliar. No caso de mais de um, o “obediente” é oprimeiro, enquanto que o segundo permanece em uma das formasnominais (particípio, gerúndio ou infinitivo). Se usássemos somente overbo principal, ele iria para o plural, em concordância com o sujeito(recursos faltam). Assim, o verbo auxiliar (poder) irá seguir essa“ordem” e se flexionará no plural, mantendo o segundo verbo auxiliarem uma forma nominal (infinitivo – “vir”). Está correta, portanto, aconstrução “Poderão vir a faltar outros recursos naturais.”.6 - (Procurador AM / Fevereiro 2006)O verbo indicado entre parênteses adotará, obrigatoriamente, umaforma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:(A) Certamente não ...... (caber) aos economistas técnicos tomarqualquer providência para reorientar um processo produtivo que nãoos escandaliza.(B) Não ...... (ter) havido, em nosso tempo, tantas distorções sociais,caso não fossem banidos do sistema produtivo os valores éticos que odeveriam reger.(C) Aqueles a quem não ...... (incomodar) tanto desequilíbrio socialsão os mesmos que aplaudem o sucesso duradouro da tecnocraciaeconômica.(D) ...... (costumar) eximir-se de quaisquer culpas, em quaisquersituações, todo profissional que não pretender ser mais que umtécnico habilitado.(E) Ainda que se ...... (remover) do mercado globalizado suasmarcas tecnocráticas, será preciso garantir o primado dos valoreséticos.Gabarito: EComentário. www.pontodosconcursos.com.br 8
  • 93. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEm qual das opções o verbo da lacuna ficará no plural? É esse oenunciado. Então, vamos às opções.(A) O que não cabe aos economistas? “Tomar qualquerprovidência...” – se o sujeito do verbo “caber” está na formaoracional, o verbo é conjugado na 3ª pessoa do singular:“Certamente não cabe aos economistas técnicos tomar qualquerprovidência ...”.(B) O verbo haver é o verbo principal de uma locução de tempocomposto (tem havido). Assim, é ele quem manda. Com o sentido deexistência, é impessoal. Assim, o verbo auxiliar fica na 3ª pessoa dosingular: “Não teria havido (...) tantas distorções sociais...”;(C) O que não incomoda? “Tanto desequilíbrio social” – o núcleoestá no singular, devendo o verbo nesse número também ficar –“Aqueles a quem não incomoda tanto desequilíbrio social...”;(D) O verbo “costumar” é o auxiliar modal (estabelececircunstância) de uma locução que apresenta como principal o verbo“eximir”, que é transitivo direto (nesta construção, reflexivo) eindireto – Alguém exime alguém/a si mesmo (O.D.) de/a algumacoisa (O.I.).O sujeito está representado por “todo profissional que não pretendeser mais que um técnico habilitado”. Assim, como o núcleo do sujeitoé singular (profissional), o verbo auxiliar mantém-se no singulartambém – “Costuma eximir-se ... todo profissional ...”;(E) O verbo “remover” (transitivo direto e indireto – Alguémremove alguma coisa de algum lugar) está acompanhado do pronome“se” e apresenta uma idéia passiva (alguma coisa é removida). Osujeito paciente é “suas marcas tecnocráticas”. Como o núcleoestá no plural (marcas), o verbo assim deve ser flexionado: “Aindaque se removam do mercado globalizado suas marcastecnocráticas...”. Portanto, essa é a resposta.7 - (TRT 8ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2004)Para preencher corretamente as lacunas, deverão flexionar-se nosingular os verbos indicados entre parênteses na frase:(A) Não nos ...... (constar) que ...... (poder) haver muitas coisasem comum entre crianças e agentes do FMI.(B) Além da fisiologia do corpo, ...... (existir), como traço comumentre nós todos, as condições de vida concreta que ...... (marcar)nosso cotidiano.(C) A quem ...... (servir) o terrorismo, senão a quem não ......(interessar) quaisquer aspectos da vida concreta? www.pontodosconcursos.com.br 9
  • 94. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Quando se ...... (bombardear) alvos civis, ...... (atingir-se) oúltimo degrau da barbárie.(E) Com que tipo de argumento ...... (poder) justificar-se asatrocidades que ...... (perpetrar-se) contra as populações indefesas?Gabarito: AComentário.Agora o que a banca quer é saber em qual a opção os verbos ficarãono singular.(A) Vamos começar pela segunda lacuna. O verbo haver é oprincipal da locução. Como apresenta idéia de existência, é impessoale obriga o verbo auxiliar a ficar no singular – “pode haver muitascoisas”.Na primeira lacuna, temos o verbo constar, que, no sentido de “serevidente ou com aparência de verdade”, pode ser intransitivo(normalmente com sujeito oracional – “Consta que ele seaposentou.”) ou transitivo indireto (Algo consta a alguém). O queconsta a nós, ou seja, o sujeito do verbo “constar” está representadopela oração já analisada (“... que pode haver muitas coisas...”).O sujeito oracional leva o verbo correspondente à 3ª pessoa dosingular: “Não nos consta que pode haver muitas coisas emcomum...”. Ambos os verbos ficam no singular, sendo essa aresposta correta.(B) Agora, em vez do verbo haver, foi empregado o verbo existir,que possui sujeito e com ele deve concordar (Alguma coisa existe). Oque existe? O núcleo do sujeito é “condições”. Assim, a construçãoseria “Além da fisiologia do corpo, existem, como traço comum entrenós todos, as condições de vida concreta que...”.Agora, encontramos um pronome relativo “que”. O que é umpronome relativo e como funciona a concordância em construçõescomo essa?Pronome relativo é assim chamado por fazer referência a algumoutro termo (substantivo, pronome substantivo, oração substantiva)já mencionado anteriormente (ANTECEDENTE).O pronome relativo dá início a uma oração que atribui a esseantecedente uma característica, estado ou condição. Por esse motivo,a oração iniciada pelo pronome relativo é uma oração subordinadaadjetiva. Assim, concluímos que SEMPRE UM PRONOME RELATIVODÁ INÍCIO A UMA ORAÇÃO ADJETIVA.Para respeitar as regras de concordância, deve-se observar a qualtermo o pronome relativo está se referindo, e com ele será feita aconcordância verbal. www.pontodosconcursos.com.br 10
  • 95. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINo caso, o pronome faz referência à palavra condições e com essevocábulo deve o verbo concordar: “... as condições da vida concretaque marcam nosso cotidiano.”.(C) Colocando a oração na ordem direta, temos que “o terrorismoserve a [alguém]”. O verbo fica no singular para concordar com onúcleo do sujeito – terrorismo. Na seqüência, o sujeito do verbo“interessar” (algo interessa a alguém) é “quaisquer aspectos da vidaconcreta” (núcleo: aspectos). Assim, “senão a quem nãointeressam quaisquer aspectos da vida concreta”.(D) O pronome “se” junto do verbo transitivo direto de idéia passiva“bombardear” apresenta uma construção de voz passiva (alvos civissão bombardeados), devendo o verbo se flexionar no plural –“Quando se bombardeiam alvos civis...”(para recordar a conjugaçãodos verbos terminados em –EAR, releia a Aula 1 – Verbo). Emseguida, vimos outra construção passiva, em que o verbo atingir(transitivo direto com idéia passiva: “algo é atingido”) deve concordarcom o núcleo do sujeito, degrau – “...atinge-se o último degrau dabarbárie.”.(E) Note que o pronome “se” está junto do verbo principal de umalocução verbal (poder + justificar), sendo este um verbo transitivodireto (alguém justifica alguma coisa) com idéia passiva (asatrocidades são justificadas). Como o núcleo do sujeito paciente estáno plural, deve o verbo auxiliar se flexionar do mesmo modo – “Comque tipo de argumento podem justificar-se as atrocidades...”,equivalente a “com que tipo de argumento podem ser justificadas asatrocidades...”.O pronome relativo que vem em seguida se refere a atrocidades eleva o verbo para o plural – “... as atrocidades que se perpetramcontra as populações indefesas.”.8 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro2005)As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas nafrase:(A) Compreenda-se as lições de O Príncipe não como exercícios decinismo, mas como exemplos de análises a que não se devem furtartoda gente interessada na lógica do poder, seja para exercê-lo, sejapara criticá-lo.(B) A problemática divisão da Itália em principados, que tantopreocupavam Maquiavel, fizeram com que ele se dedicasse à ciênciapolítica, em cujos fundamentos espelha-se, até hoje, aqueles que sepreocupam com o poder. www.pontodosconcursos.com.br 11
  • 96. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) Integrava as qualidades morais a da virtude, tomada num sentidoessencialmente religioso, até que Maquiavel, recusando esse plano devalores em que a inseriam, deslocou seu sentido para o campo dapolítica.(D) Todas as acepções de virtude, até o momento em que surgiuMaquiavel, compunha-se no campo da moral e da religião, eestendia-se à esfera da política, como se tudo fosse essencialmenteum mesmo fenômeno.(E) Nunca faltaram aos “príncipes” de ontem, de hoje e de sempre aambição desmedida pelo poder e pela glória pessoal, mas couberam apoucos discernir as sutilezas da política, em que Maquiavel foi ummestre.Gabarito: CComentário.(A) O verbo “compreender” é transitivo direto (alguém compreendealgo) e está sendo usado em construção de voz passiva sintética (oupronominal). Como o sujeito paciente está no plural (as lições de OPrincípe), o verbo também deve ser flexionado nesse número –“Compreendam-se as lições de O Príncipe...”.Na seqüência, vamos analisar a seguinte passagem: “como exemplosde análises a que não se devem furtar toda gente interessada”.Feita a substituição do pronome relativo pelo antecedente eorganizada a oração na ordem direta, teremos:“Toda gente interessada não se devem furtar a exemplos deanálises.”O verbo principal da locução “se + dever + furtar” é “furtar”, que, nosentido de “desviar-se de algo”, é transitivo direto (pronominal) eindireto (Alguém se furta a algo). O pronome “se”, portanto, nãoconstrói voz passiva. Ele é, na verdade, um pronome reflexivo(“Alguém furta a si mesmo a algo”). O verbo “dever” é auxiliar nalocução verbal e deve se flexionar na medida que o verbo principal(furtar) o faria. Como o sujeito é singular (núcleo: gente), a locuçãoverbal deve permanecer no singular – “... a que não se deve furtartoda gente interessada.”.(B) Vamos sublinhar o núcleo do sujeito para verificar aconcordância. “A problemática divisão da Itália em principados, (...),fizeram ...” Ops, houve um erro aí. Se o núcleo é “divisão”, o verbodeverá ser conjugado na 3ª pessoa do singular – “A problemáticadivisão (...) fez...”. www.pontodosconcursos.com.br 12
  • 97. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEm seguida, devemos organizar a oração na ordem direta paraanalisar a concordância (foi feita, também, a substituição do pronomerelativo por seu antecedente):“Aqueles que se preocupam com o poder espelha-se nosfundamentos da ciência política.”.Perceba que há uma desarmonia entre o núcleo do sujeito (Aqueles)e o verbo (espelhar-se), devendo este se flexionar no plural:“Aqueles (...) espelham-se...”.(C) Este é o gabarito da questão. Na ordem direta, a primeira oraçãoé “A (qualidade) da virtude integrava as qualidades morais”. Oadjetivo “tomada” retoma o mesmo substantivo (a virtude). O verbo“inserir”, na 3ª pessoa do plural, indica um sujeito indeterminado –os que inseriam a virtude em um plano de valores não sãoapresentados, pois o autor os indica de modo genérico.(D) “Todas as acepções de virtude (...) compunha-se (...) eestendia-se à esfera da política (...).”. Note que os verbos “compor”e “estender”, ambos usados em construções passivas pronominais,estão em discordância com o núcleo do sujeito (plural). Para corrigiro período, é necessário flexionar ambos os verbos: “Todas asacepções (...) compunham-se (...) e estendiam-se à esfera dapolítica...”.(E) Pergunta-se: o que nunca faltou aos “príncipes” de ontem, dehoje e de sempre? Resposta: ambição. Assim, o verbo deve ficar na3ª pessoa do singular – “Nunca faltou (...) a ambição desmedidapelo poder e pela glória pessoal”. Em seguida, mais uma vez, abanca abordou o verbo “caber”, explorando sua flexão com umsujeito oracional. Já sabemos que o verbo deverá ficar no singular –“... mas coube a poucos discernir as sutilezas da política...”.9 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro2005)As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas nafrase:(A) Mesmo que não se incendeie mais carros, os recados dos jovenspobres dos países ricos já estão dados a quem os queiram ver eouvir.(B) Incendiar tantos automóveis nas ruas não abrem novoscaminhos, mas não há mais como ignorar a multidão dos deserdados.(C) Ao se exporem em sua fraqueza e em sua subserviência, ou nasmedidas puramente repressivas, vê-se quão reduzido se encontra oEstado. www.pontodosconcursos.com.br 13
  • 98. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Se coubessem a todos os cidadãos promover em conjunto oplanejamento de suas vidas, exerceria o Mercado o papel que oEstado lhe delegou?(E) Ainda que se vejam as fogueiras e se ouçam os gritos dosmanifestantes, não há sinais de medidas que levem à solução dacrise social que a tantos vitima.Gabarito: EComentário.(A) O verbo incendiar, na construção, é transitivo direto e foiapresentado na forma passiva, sendo o sujeito representado por“mais carros”. Por isso, deve se flexionar o verbo no plural: “Mesmoque não se incendeiem mais carros...”.Outro deslize de concordância foi na flexão do verbo “querer” em “...já estão dados a quem os queiram ver e ouvir”. O sujeito do verbo éo pronome indefinido “quem”, que leva o verbo para a 3ª pessoa dosingular. O que pode influenciar nessa indevida flexão é aproximidade do pronome oblíquo “os” (referente a “recados”).Vamos, então, substituir o pronome oblíquo pelo substantivocorrespondente e confirmar a concordância verbal: “...os recados (...)já estão dados a quem queira ver e ouvir os recados.”.(B) O que não abre novos caminhos? Resposta: ‘Incendiar tantosautomóveis nas ruas’ – sujeito oracional exige o verbo na 3ªpessoa do singular – “Incendiar tantos automóveis nas ruas não abrenovos caminhos.”.(C) Essa opção exigia bastante atenção. Quem se expôs em suafraqueza e em sua subserviência? Resposta: “O Estado”. Assim, aforma nominal de infinitivo deve ser empregada no singular – “Ao seexpor em sua fraqueza (...), vê-se quão reduzido se encontra oEstado.”.(D) Verbo “caber” novamente, e com sujeito oracional (“promoverem conjunto o planejamento de suas vidas”). O verbo fica nosingular – “Se coubesse a todos os cidadãos promover...”.(E) Estamos diante de uma construção perfeita em voz passivapronominal – fogueiras são vistas e gritos são ouvidos. Assim,“Ainda que se vejam as fogueiras e se ouçam os gritos dosmanifestantes,...”. Na seqüência, o emprego adequado do verbohaver – “... não há sinais de medidas...”. E, para terminar, a flexãodo verbo em decorrência da concordância com o termo antecedentedo pronome relativo “que” – “... sinais de medidas que levem àsolução da crise social que a tantos (a crise) vitima.”. Dá até gostoler uma coisinha tão bem feita como essa, você não acha? www.pontodosconcursos.com.br 14
  • 99. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI10 - (Procurador AM / Fevereiro 2006)Julgue a assertiva abaixo(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, oeconomista ético deverá de compor algumas das contradições atuais,entre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avançotecnológico.Item INCORRETOComentário.Eu sei que você já leu essa questão. Foi lá na aula demonstrativa,mais precisamente na questão 3. Naquela oportunidade, comentamosos erros de ortografia e demos uma “palhinha” sobre a locução verbalcom uma preposição inadequada (deverá “de” compor).Agora, aproveitamos para apresentar uma forma CORRETA deconstrução de voz passiva, presente nesse parágrafo.Em “Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar...”,temos uma construção interessante: DEVER + SE + INFINITIVO +SUBSTANTIVO NO PLURAL.Vamos substituir o pronome relativo “que” por seu antecedente parafins de análise.Há duas possibilidades de construção e, conseqüentemente, deanálise:1) “Três grandes desafios se deve enfrentar.” (conformeapresentado na questão)Neste caso, o sujeito da forma verbal “deve-se” é a oração reduzidade infinitivo “enfrentar três grandes desafios.”. Não há possibilidadede transposição para a voz passiva analítica. Como o sujeito está soba forma oracional, o verbo fica na 3ª pessoa do singular – deve-se.Já na oração que exerce a função de sujeito (“Enfrentar três grandesdesafios” - classificada como oração subordinada subjetiva reduzidado infinitivo), o sintagma sublinhado exerce a função sintática deobjeto direto do verbo “enfrentar”.2) “Três grandes desafios se devem enfrentar.” (flexionando-seno plural o verbo “dever”)Agora, há uma locução verbal – “deve enfrentar” – acompanhada dopronome apassivador “se”. O sujeito, nessa construção, é “trêsgrandes desafios”. Como todo e qualquer verbo auxiliar, no caso davoz passiva, o verbo “dever” se flexiona no plural para concordar www.pontodosconcursos.com.br 15
  • 100. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIcom o núcleo (desafios). Essa construção equivale a: “Três grandesdesafios devem ser enfrentados.”As duas formas estão corretas, mudando somente a análise que sefaz dos elementos frasais.Esse tipo de construção é possível com os verbos PODER e DEVER.Um outro exemplo:1 - Deve-se manter os animais nas jaulas – Deve-se [manter osanimais nas jaulas] - sujeito oracional = verbo na 3ª pessoa dosingular.2 – Devem-se manter os animais nas jaulas. – Os animais devemser mantidos nas jaulas. – construção de voz passiva = verboauxiliar concorda com o núcleo do sujeito: animais.São formas igualmente válidas, cada uma com uma análise sintáticadiferente.11 - (Analista BACEN / Janeiro 2006)Na proposta de uma nova redação para uma frase do texto, cometeu-se um deslize quanto à concordância verbal em:(A) Não teriam sido suficientes quatro ou cinco séculos para que seextinguissem de vez as manifestações de violência principiadas noséculo XVI?(B) Fez-se necessária não só a criação, mas também a multiplicaçãode sujeitos descartáveis para que se caracterizassem as condições deum capitalismo globalizado.(C) Vendam-se os mesmos sabonetes ou filmes para todos, oprincipal requisito dos procedimentos neoliberais vai além disso, eatende a exigências que são de alta sofisticação.(D) Devem-se notar, comparando-se as massas do século XVI e osmigrantes da globalização, um quadro de semelhanças que não excluiuma importante diferença.(E) Ao nos agraciar com sonhos de perfectibilidade, a máquina liberalinclui entre seus segredos estratégicos o sentimento da insatisfaçãoradical.Gabarito: DComentário.O erro da opção (D) está exatamente na indevida flexão verbal doverbo “dever”. www.pontodosconcursos.com.br 16
  • 101. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO que se deve notar? Resposta: um quadro de semelhanças quenão exclui uma importante diferença. O núcleo do sujeito é“quadro”.Ao contrário do que apresentamos na questão anterior, o substantivo(quadro) está no singular.Qualquer que seja a análise, a única possibilidade de construção é“Deve-se notar (...) um quadro de semelhanças...”.12 - (TRT 15ª Região – Analista Judiciário / Setembro 2004 _________ as aparências enganosas de exatidão.Preenche-se corretamente a lacuna por:(A) Deve ser evitado(B) Deve serem evitadas(C) Deve ser evitadas(D) Devem ser evitado(E))Devem ser evitadasGabarito: EComentário.Mencionamos anteriormente que uma das possibilidades de análiseda construção “DEVER + SE + INFINITIVO” seria como locução verbalde voz passiva pronominal (sintética). Se o sujeito paciente estiverno plural, o verbo auxiliar deverá ser flexionado.Nessa questão, o que a banca propõe é a forma de voz passivaanalítica em uma construção idêntica.O sujeito, no caso, é “as aparência enganosas de exatidão”.O verbo auxiliar é “dever”. Assim, na voz passiva analítica, aconstrução adequada seria: “Devem ser evitadas as aparênciasenganosas de exatidão.”.13 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro2005)Deverá flexionar-se obrigatoriamente numa forma do plural o verboindicado entre parênteses na frase:(A) O que se ...... (SEGUIR) à concentração de renda, do desempregoe da exclusão social são as manifestações violentas dos maioresprejudicados. www.pontodosconcursos.com.br 17
  • 102. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) Mesmo que não ...... (TER) havido outras razões, bastaria a dodesemprego generalizado para motivar esses duros protestos.(C) Ainda ...... (DEVER) ocorrer nas periferias das grandes cidades, adespeito das medidas repressivas, muita contestação violenta porparte dos desempregados.(D) A toda e qualquer medida violenta que se ...... (VIR) a tomarcontra os jovens, reagirão estes com força proporcional.(E) Uma política séria de distribuição de renda é uma providênciacom a qual ...... (PRECISAR) preocupar-se os responsáveis peloEstado e pelo mercado.Gabarito: EComentário.(A) A concordância do verbo da lacuna deve ser feita com “o que”(expressão composta pelo pronome demonstrativo “o” e pronomerelativo “que”, equivalente a “aquilo que”). Assim, o verbo éconjugado na 3ª pessoa do singular, independentemente do número(singular ou plural) do elemento que vem após o verbo “ser” – “Oque se segue (...) são as manifestações violentas...”. O verboque preenche a lacuna fica no singular, pois.Além da concordância com a expressão “o que”, um dos casos deconcordância mais especiais, e que merece o nosso comentário, écom o verbo ser (“... são as manifestações...”).Por estabelecer uma relação entre o sujeito e o seu predicativo, aconcordância pode se dar tanto com o primeiro (Tudo é flores.)quanto com o segundo elemento (Tudo são flores.).Há, contudo, algumas regras que prevalecem sobre essa faculdade.Qualquer que seja a sua função sintática (sujeito ou predicativo),prevalece a concordância com o elemento que estiver representadopor:1ª – um pronome pessoal reto: “Todo eu era olhos e coração.(Machado de Assis)”;2ª – uma pessoa, em detrimento de outro que seja uma “coisa”(substantivo, pronome substantivo, oração substantiva): “Ovídio émuitos poetas ao mesmo tempo, e todos excelentes.” (A.F.Castilho).Havendo elementos personativos (representam pessoas) em ambasas funções, a concordância é facultativa com o sujeito ou com opredicado, a não ser que em um deles haja um pronome pessoal,caso em que prevalece a concordância com este elemento (cai na 1ªregra de prevalência). www.pontodosconcursos.com.br 18
  • 103. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIQuando os dois elementos (do sujeito e do predicativo) forem“coisas” (substantivos, pronomes substantivos, oraçõessubstantivas), a concordância é facultativa, dando-se preferência àconcordância com o elemento no plural:“Na vida, nem tudo são flores.”, “O resto são atributos semimportância.”Essa última regra apresenta a justificativa para a flexão no plural doverbo “ser” na questão. Ele concorda com o predicativo do sujeito porestar no plural – concordância preferencial.(B) Assim como no item (B) da questão 6, o verbo haver forma umalocução verbal com o verbo ter (tem havido) e, por ser impessoal,mantém o verbo auxiliar no singular – “Mesmo que não tenhahavido outras razões...”.(C) A locução verbal formada pelos verbos dever (auxiliar) e ocorrer(principal) deve concordar com o sujeito “muita contestação”,mantendo-se no singular – “Ainda deve ocorrer nas periferias dasgrandes cidades, a despeito das medidas repressivas, muitacontestação violenta por parte dos desempregados.”. Essa técnicade manter distantes verbo e sujeito é comumente empregada emquestões de concordância. Por isso, preste bastante atenção.(D) Novamente, vemos uma locução verbal – VIR + A + TOMAR.Ainda observamos um pronome “se” que leva toda a construção paraa voz passiva (tomar, na acepção empregada – adotar - é transitivodireto e apresenta idéia passiva: uma medida é tomada). O sujeitosintático da locução, porém, é o pronome relativo “que”, cujoantecedente, ou seja, o elemento com quem o verbo irá realizar aconcordância, é medida. Como o verbo principal iria se manter nosingular, o mesmo, então, deve ocorrer com o verbo auxiliar: “A todae qualquer medida violenta que se venha a tomar contra osjovens...”.(E) Parece que o assunto dessa questão foi mesmo locuções verbais.Dessa vez, o verbo “precisar” é o auxiliar modal do verbo “preocupar-se” – pronominal e reflexivo. Na ordem direta, feita a devidasubstituição, a construção seria: “Os responsáveis pelo Estado e pelomercado precis... preocupar-se com a política de distribuição derenda.”. Note que o núcleo do sujeito é responsáveis. Assim, overbo auxiliar irá também para o plural – precisam preocupar-se.Essa foi a resposta correta.A respeito da colocação pronominal, não trataremos desse assuntonessa aula. Teremos uma aula todinha dedicada ao valor, uso ecolocação dos pronomes.14 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) www.pontodosconcursos.com.br 19
  • 104. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIJustifica-se inteiramente o emprego na forma plural de ambos oselementos sublinhados na seguinte frase:(A))Já que se desprezam os atores, por que não se corrigem asmentiras da vida de cada um?(B) A esses eleitores impõem-se admitir os preconceitos de que senutrem seu julgamento na hora de importantes decisões.(C) Nenhum dos votos, nas democracias, deixam de terconseqüências, já que a todos se darão a mesma acolhida, com omesmo peso.(D) O que nessas frases se sugerem, quanto ao ator e seus filmes, éque, por serem medíocres, a eles não se devem reagir senão comdesprezo.(E) Teriam havido momentos, na História, em que se viessem aretribuir aos atores apenas com aplausos e homenagens?Gabarito: AComentário.O examinador deseja saber em qual das opções ambos os verbos sãoempregados no plural. Vamos à análise de cada uma delas.(A) Verbo desprezar é transitivo direto, apresenta idéia passiva eestá acompanhado do pronome “se” (apassivador). Resultado? Verbono mesmo número do sujeito paciente – os atores. “Já que sedesprezam os atores...”. Na seqüência, o verbo corrigir, transitivodireto, com idéia passiva e pronome apassivador. Qual é o sujeitopaciente? “as mentiras da vida de cada um”, cujo núcleo émentiras. Resultado? Verbo no plural também – “não se corrigemas mentiras ...”. É essa a resposta correta!(B) O que se impõe a esses eleitores? Resposta: “Admitir ospreconceitos ...”. Sujeito oracional leva o verbo para a 3ª pessoa dosingular – “A esses eleitores impõe-se admitir os preconceitos...”.Em seguida, o pronome relativo “que” se refere ao substantivo“preconceitos”. Contudo, devemos analisar qual o elemento queexerce a função de sujeito do verbo “nutrir”: “... os preconceitos deque se nutr... seu julgamento”. O sujeito é julgamento – ele (ojulgamento) é nutrido dos (alimentado pelos) preconceitos. Assim, overbo, que faz parte da construção passiva, deve com “julgamento”concordar – “...de que se nutre seu julgamento.”. Os dois verbos,portanto, devem ser empregados no singular.(C) Quando o pronome indefinido “nenhum” estiver acompanhado desubstantivo no plural, o verbo deverá permanecer na 3ª pessoa dosingular. Assim, o verbo auxiliar da locução formada por “deixar de www.pontodosconcursos.com.br 20
  • 105. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIter” ficará no singular – “Nenhum dos votos, nas democracias, deixade ter conseqüências...”.Em casos de concordância como locuções pronominais (algum denós/vós, alguns de nós/vós, qual de nós/vós, quais de nós/vós, quemde nós/vós, muitos de nós/vós), aplicam-se as seguintes regras: - o verbo fica no singular quando o primeiro pronome (algum, qual, nenhum, quem) estiver no singular – essa regra também se aplica à expressão cada um de nós/vós; - se o primeiro pronome estiver no plural (quais, alguns) o verbo pode concordar com esse (3ª pessoa do plural) ou como pronome pessoal (1ª ou 2ª pessoa do plural).Essa segunda concordância tem um valor que transcende a questãogramatical. É uma questão de concordância ideológica, ou seja, umaescolha reveladora da posição do falante. Ao colocar o verbo na 1ªpessoa do plural, ele se inclui entre os elementos que praticam aação. Por exemplo, em “muitos de nós sabem a verdade dos fatos.”,não se tem certeza se o falante se inclui ou não no rol de pessoasque sabem a verdade. Contudo, na construção “muitos de nóssabemos a verdade dos fatos.”, temos a certeza de que ele sabe, e,além dele, outros tantos.Ainda nessa questão, o verbo “dar”, que é transitivo direto e estásendo empregado na voz passiva pronominal, deve concordar com osujeito paciente, representado por “a mesma acolhida”,permanecendo, também, no singular – “... já que a todos se dará amesma acolhida, com o mesmo peso.”.(D) O verbo “sugerir”, acompanhado do apassivador “se”, deveconcordar com a expressão “o que”, mantendo-se no singular – “Oque nessas frases se sugere”. Como forma de confirmação,substitua a forma apresentada pela passiva analítica correspondente:“O que nessas frases é sugerido”. Ficou no singular, viu?Na seqüência, temos uma das construções apresentadas na questão11. Como no caso 1, o verbo “dever”, acompanhado do pronomeapassivador, apresenta um sujeito oracional – reagir. Por isso, semantém no singular – “... a eles não se deve reagir senão comdesprezo”.(E) O verbo haver no sentido de existir é impessoal e obriga o verboauxiliar, com que constrói a locução verbal de tempo composto, a semanter no singular – “Teria havido momentos...”. Por sua vez, overbo “retribuir” tem, na construção, transitividade indireta, nãoadmitindo, por conseguinte, voz passiva. Com isso, o verbo auxiliardeve permanecer na 3ª pessoa do singular – “... em que se viesse aretribuir aos atores apenas com aplausos e homenagens”. www.pontodosconcursos.com.br 21
  • 106. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI15 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro2005)Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do conceitode virtude, que Maquiavel passa a compreender não mais em seusentido moral, mas como discernimento político.No contexto da frase acima, julgue a seguinte proposição.(D) seria preferível a utilização da forma plural foram, ematendimento à expressão Uma das contribuições.Item INCORRETOComentário.Em construções como “um dos (...) que”, a concordância pode serfeita com o numeral “um”, permanecendo o verbo no singular, oucom o complemento, caso em que vai para o plural. Essa faculdadepermite que se dê ênfase ao elemento individual (singular) ou aoselementos que compõem o grupo (plural). Assim, não está correta aafirmação de que a forma plural do verbo é preferível, já que asduas estariam igualmente corretas.Observe como a FCC abordou mais uma vez esse assunto.16 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)Em relação ao fragmento, reproduzido abaixo, de um informepublicitário da Prefeitura Municipal de Campo Grande, julgue aassertiva abaixo. QUALIDADE DE VIDA Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra alto índice de satisfação de seus moradores e empreendedores.(B) ... uma das capitais que oferece − estaria correta também aforma de plural oferecem.Item CORRETOComentário.Conforme mencionamos na questão anterior, as duas formas verbais– no singular ou no plural – estariam igualmente corretas.Essa questão nos lembra de outra, que trata, dentre outras coisas, deconcordância com termos partitivos. www.pontodosconcursos.com.br 22
  • 107. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI17 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)A concordância está correta na frase:(A) Alguns proprietários, que perceberam o potencial turístico daregião, investiram em projetos voltados para atividades que nãoprejudiquem o meio ambiente.(B) As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil Centralrepresenta um paraíso que não foram feitas para o turismo demassas de visitantes.(C) As visitas a algum santuário ecológico deve ser agendado comantecedência e feito em pequenos grupos de turistas, monitoradospor guias treinados.(D) Romarias religiosas e festas folclóricas serve como atração agrande parte de turistas, que deseja visitar a região Centro-Oeste doBrasil.(E) O potencial turístico da região central do país abrangematividades variadas, que justifica os novos e múltiplos investimentosno setor.Gabarito: AComentário.Não há muito o que comentar em relação à opção A (correta). Vamosanalisar as incorreções das demais.(B) O núcleo do sujeito é maravilhas. Deve, pois, o verbo concordarcom ele – representam (caso clássico). Em seguida, o pronomerelativo “que” tem por antecedente o substantivo “paraíso”, com oqual o verbo e o adjetivo (foram feitas) da oração adjetiva devemestar em harmonia – “As maravilhas da geologia, da fauna e da florado Brasil Central representam um paraíso que não foi feito para oturismo de massa de visitantes”.(C) Novamente, há deslize de concordância, tanto verbal quantonominal, no período. “As visitas [núcleo] a algum santuárioecológico devem ser agendadas com antecedência e feitas empequenos grupos de turistas, monitorados [os grupos – corretaconstrução] por guias treinados.”.(D) Vimos inúmeras vezes nessa aula que a concordância se faz como núcleo do sujeito. www.pontodosconcursos.com.br 23
  • 108. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINo caso de sujeito simples, há apenas um núcleo.No caso de sujeito composto, há mais de um núcleo.Quando a oração está na ordem DIRETA, ou seja, na forma deSUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO, o verbo deveráOBRIGATORIAMENTE fazer a concordância gramatical, isto é,concordar com o(s) núcleo(s), uma vez que eles já foramapresentados.Se a oração estiver em ordem INVERSA, com o sujeito compostoapós o verbo (VERBO + NÚCLEO DO SUJEITO 1 + NÚCLEO DOSUJEITO 2), a concordância poderá ser, FACULTATIVAMENTE,gramatical (com todos os elementos) ou atrativa, concordando, nessecaso, com o núcleo mais próximo.Exemplo:Nas estações de trem, fica difícil a entrada e a saída dascomposições nos horários de maior movimento. (concordânciaatrativa)Nas estações de trem, ficam difíceis a entrada e a saída dascomposições nos horários de maior movimento. (concordânciagramatical).Neste item, temos um sujeito composto anteposto ao verbo. Por isso,a única forma possível de concordância é a gramatical – o verbo irápara o plural: “Romarias religiosas (NÚCLEO 1) e festas folclóricas(NÚCLEO 2) SERVEM como atração (...)”.Este item também nos serve para tratarmos da concordância comtermos partitivos, empregada corretamente aqui.Em “... a grande parte de turistas, que deseja visitar a região...”, aconcordância pode se dar com o núcleo do conjunto, parte, ou com ocomplemento, turistas. O verbo, portanto, poderia,facultativamente, ficar no singular ou no plural – “grande parte deturistas, que deseja / desejam visitar a região...”.Vejamos o que consta do texto original do Manual de Redação daPresidência da República:“Expressões de sentido quantitativo (grande número de, grandequantidade de, parte de, grande parte de, a maioria de, a maior partede, etc), também chamadas de termos partitivos, por indicar parte deum todo, acompanhadas de complemento no plural, admitemconcordância verbal no singular, estabelecendo a concordância com onúcleo do conjunto – concordância gramatical ou lógica, ou no plural,concordando com o complemento – concordância atrativa ouideológica: ‘A maioria dos condenados acabou (ou acabaram) por confessar sua culpa.’ www.pontodosconcursos.com.br 24
  • 109. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI ‘Um grande número de Estados aprovaram (ou aprovou) a Resolução da ONU.’ ‘Metade dos Deputados repudiou (ou repudiaram) as medidas.’.”(E) Finalmente, temos um deslize “padrão” – “O potencial turísticoda região central do país abrange atividades variadas que ...” – e oantecedente do pronome relativo (atividades) leva o verbo ao plural– “... atividades variadas que justificam os novos e múltiplosinvestimentos no setor”.18 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005)Julgue a correção da assertiva abaixo.(C) Desde que sejam conflitantes, o direito das pessoas e o direito dasociedade não pode ficar interferindo um sobre o outro.Item INCORRETOComentário.Como acabamos de (re)ver, o sujeito composto anteposto ao verboexige a concordância gramatical – “O direito das pessoas e o direitoda sociedade não podem ficar interferindo um sobre o outro”.19 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005)O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa formado singular para preencher corretamente a frase:(A) Tanto a liberdade de imprensa quanto o direito à informação ......(estar) sob a proteção da nossa lei maior.(B) Ainda que ...... (ocorrer), vez por outra, alguns sobressaltos, atendência é a de um fortalecimento da liberdade de imprensa.(C) Nunca se ...... (sanar) os males acarretados pela falta deliberdade.(D) Somente ...... (haver) de merecer a confiança do leitor osjornalistas que se mantiverem independentes.(E) Também aos leitores ...... (caber) vigiar o cumprimento daliberdade de imprensa.Gabarito: EComentário. www.pontodosconcursos.com.br 25
  • 110. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEssa questão trata de um assunto bastante polêmico, mas nos servepara verificar o posicionamento da banca sobre o tema. Oexaminador pede que seja indicada a construção que deveria[obrigatoriedade] apresentar o verbo no singular para preenchercorretamente a frase.Sobre a construção apresentada no item (A), há o seguinteensinamento:“Se o sujeito composto tem os seus núcleos ligados por série aditivaenfática (...), o verbo concorda com o mais próximo ou vai ao plural(o que é mais comum quando o verbo vem antes dosujeito)”.(Evanildo Bechara)Por série aditiva enfática entendemos todas as expressões queenumerem elementos de mesma função sintática, no caso, sujeito,com o mesmo sentido da conjunção aditiva ‘e’: não só... mastambém; não só... como, tanto...como/quanto (EM CONSTRUÇÕESCOMO A APRESENTADA).Sobre esse ponto do assunto, contudo, há divergência doutrinária.Enquanto o mestre Evanildo Bechara, como vimos, faculta a flexãoverbal, Celso Cunha e Lindley Cintra (obra citada) destacam que, senão houver pausa entre os sujeitos (e, portanto, não houver vírgula),o verbo irá para o plural:“Qualquer se persuadirá de que não só a nação mas também opríncipe estariam pobres.”Na construção apresentada, há dois elementos que estão ligados peloconectivo “Tanto... quanto” e não há pausa (vírgula) entre eles.A partir dessa questão, temos que a banca examinadora da FundaçãoCarlos Chagas segue a lição de Celso Cunha e Lindley Cintra econsidera que a flexão verbal no plural é obrigatória nesse caso(essa opção não foi a resposta da questão): “Tanto a liberdade deimprensa quanto o direito à informação estão sob a proteção danossa lei maior.”.(B) O verbo “ocorrer" deve concordar com o sujeito “algunssobressaltos”, flexionando-se no plural – “Ainda que ocorram (...)alguns sobressaltos...”.(C) O verbo “sanar”, transitivo direto e em construção passivapronominal, deve ir para o plural, em concordância com o sujeitopaciente males: “Nunca se sanam os males acarretados pela faltade liberdade.”.(D) Dessa vez, o verbo “haver” não é principal. Ele é o verbo auxiliarde uma locução verbal. Então, analisaremos o verbo “merecer” , queirá “ditar as regras” da concordância. O que “merece” a confiança doleitor? Resposta: os jornalistas que se mantiveremindependentes. Então, o verbo auxiliar “haver” será flexionado no www.pontodosconcursos.com.br 26
  • 111. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIplural – “Somente hão de merecer a confiança do leitor osjornalistas que se mantiverem independentes”.(E) Ah... essa construção você já deve estar careca de conhecer – overbo “caber” (de novo!!!). Com o sujeito oracional, ele fica nosingular – “ Também aos leitores cabe vigiar o cumprimento daliberdade de imprensa.”.20 - (TRT 22ª Região – Auxiliar Judiciário / Novembro 2004)A concordância está inteiramente correta na frase:(A) Grandes áreas de floresta foi desmatada para permitir odesenvolvimento da agricultura e da criação de gado, na regiãoamazônica.(B) Restam apenas 25% da vegetação original da Mata Atlântica e asáreas de alguns parques nacionais estão totalmente abandonadas.(C) A construção de hidrelétricas também são uma ameaça aos rios,porque a barragem e as obras complementares pode inundar áreasde mata nativa.(D) O acelerado ritmo de desmatamento da Amazônia pode torná-laum deserto, porque é as árvores que mantém o solo úmido e fértil.(E) É apontado, como as principais razões para o desmatamento naregião central, a mineração, a necessária abertura de estradas e aagropecuária.Gabarito: BComentário.Nesta opção, temos um caso de concordância com númeropercentual. Observemos que há dois elementos com os quais o verbopoderá se harmonizar – o numeral (25%) e o complemento (cujonúcleo é vegetação). Assim, as duas possibilidades de flexão verbalsão:– “25% da vegetação original da Mata Atlântica restam ...”(numeralmaior do que 1 – verbo no plural); ou- “25% da vegetação original da Mata Atlântica resta ...”(complemento no singular).Caso o número percentual venha acompanhado de determinante(pronomes, artigos, adjetivos), a flexão passa a ser com o numeral –“Os 25% da vegetação se encontram devastados...”.Esse mesmo tratamento recebe construções com númerosfracionários (concorda com o numerador ou com o complemento –“Dois quintos da turma saíram-se / saiu-se bem na prova), com www.pontodosconcursos.com.br 27
  • 112. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIexpressões partitivas (maioria de, grande parte de, etc.) objeto decomentário na questão 17.Estão incorretas as demais opções pelos motivos a seguir expostos:(A) Caso clássico – o verbo não segue o número do sujeito –“Grandes áreas de floresta foram desmatadas...”.(C) “A construção de hidrelétricas também é uma ameaça aos rios[caso clássico] porque a barragem e as obras complementares[sujeito composto anteposto ao verbo obriga a concordânciagramatical] podem inundar áreas da mata nativa.”(D) Nesse ponto, falaremos sobre a concordância com a expressão “éque”.Vamos à lição de Celso Cunha e Lindley Cintra, em Nova Gramáticado Português Contemporâneo:“A locução é que é invariável e vem sempre colocada entre o sujeitoda oração e o verbo a que ele se refere. Assim: ‘José é quetrabalhou, mas os irmãos é que se aproveitaram do seuesforço.’.”Perceba que a locução poderia ser retirada sem prejuízo para operíodo: “José trabalhou, mas os irmãos se aproveitaram doseu esforço.”.Por isso, é classificada como uma expressão denotativa de realce,que tem a única função de destacar os termos que acompanha (nocaso, os substantivos José e irmãos, respectivamente).E continuam os professores: “É uma construção fixa, que não deve ser confundida com outra semelhante, mas móvel, em que o verbo ser antecede o sujeito e passa, naturalmente, a concordar com ele e a harmonizar-se com o tempo dos outros verbos. Compare-se, por exemplo, ao anterior o seguinte exemplo: ‘José é que trabalhou, mas foram os irmãos que se aproveitaram do seu esforço.’ Ou este: ‘Foi José que trabalhou, mas os irmãos é que se aproveitaram do seu esforço.’.”Nesse último caso se enquadra a construção presente na opção (D) –“... porque são as árvores que mantêm o solo úmido e fértil”. Opronome relativo “que” se refere a “árvores”, levando o verbo“manter” para o plural. www.pontodosconcursos.com.br 28
  • 113. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) Agora, veremos as possibilidades de concordância em predicadonominal (verbo de ligação + predicativo do sujeito), em quepredicado está anteposto ao sujeito (inversão da ordem direta).Nesse caso, o verbo e, conseqüentemente, o predicativo do sujeitopoderão concordar com o núcleo do sujeito mais próximo(concordância atrativa) ou fazer a concordância gramatical (comtodos os núcleos).Na construção “É apontado (...) a mineração, a necessária aberturade estradas e a agropecuária”, o sujeito composto é formado por trêsnúcleos, todos os três do gênero feminino – mineração, abertura eagropecuária, sendo o mais próximo o substantivo mineração.Assim, o adjetivo apontado está em desacordo com o substantivocorrelato, devendo figurar no masculino singular – apontada.As duas possibilidades de concordância são: “São apontadas(concordância gramatical) / É apontada (concordância atrativa) amineração, a necessária abertura de estradas e a agropecuária”.21 - (TRT 3ª Região – Analista Judiciário / Janeiro 2005)Levando-se em conta as normas de concordância verbal e nominal, aúnica frase inteiramente correta é:(A) Se se acrescentar à tribo dos micreiros as tribos dos celuleiros,dos devedeiros etc., haverá de se incorporar à língua portuguesamuitos outros neologismos.(B) Como se não bastassem as dificuldades que muita gente vêmdemonstrando no uso do vocabulário tradicional, eis que novasaquisições se fazem necessárias a cada momento, proveniente datecnologia.(C) A velocidade com que surgem palavras relacionadas aos novoscampos tecnológicos fazem com que muitos desanimem,confessando-se inábeis para sua utilização.(D) Estão entre as características do texto a citação de algunsneologismos e o divertido registro de algumas situações em queocorreu ambivalência de sentido, testemunhadas pelo autor.(E) É costume que se dissemine, sobretudo entre os mais velhos,alguns preconceitos contra o universo dos mais jovens, contra ovocabulário que entre estes se propagam com mais facilidade.Gabarito: DComentário.Nessa opção (D), vemos um caso de sujeito posposto ao predicadonominal. São dois os núcleos do sujeito: citação e registro. www.pontodosconcursos.com.br 29
  • 114. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIRealizando a concordância gramatical, o verbo “estar” foi flexionadono plural – “Estão entre as características do texto a citação dealguns neologismos e o divertido registro de algumas situações ...”.Uma outra possibilidade seria em concordância com o elemento maispróximo: “Está entre as características do texto a citação de algunsneologismos e o divertido registro de algumas situações”.As demais opções apresentam deslizes de concordância, quais sejam:(A) O verbo “acrescentar” (transitivo direto e indireto), emconstrução passiva, deve concordar com o sujeito – “as tribos dosceluleiros, dos devedeiros etc.” – em outras palavras, “essas tribosserão acrescentadas à tribo dos micreiros”. Assim, o verbo deve estarno plural – “Se se acrescentarem à tribo dos micreiros as tribosdos celuleiros, dos devedeiros ...”.(B) O sujeito da locução verbal “vêm demonstrando” é “muita gente”.Assim, o verbo auxiliar deve ficar no singular – “Como se nãobastassem as dificuldades que muita gente vem demonstrando...”.Mais adiante, houve deslize de concordância nominal – o adjetivo“proveniente” se refere a “novas aquisições”, devendo com essesubstantivo concordar – “...eis que novas aquisições se fazemnecessárias a cada momento, provenientes da tecnologia.”.(C) Caso clássico – “A velocidade com que surgem palavrasrelacionadas aos novos campos tecnológicos faz com que muitosdesanimem...” – olha só a quantidade de elementos no plural queseparam “velocidade” do verbo “fazer” !!! Coitadinho do candidatoque não sublinhou o substantivo “velocidade”, núcleo do sujeito eelemento com o qual o verbo deveria concordar.(E) Verbo “disseminar” (transitivo direto) com o pronome “se” – qualo sujeito paciente, ou seja, o que é disseminado? “Algunspreconceitos”. Então, a construção correta seria “É costume que sedisseminem, sobretudo entre os mais velhos, alguns preconceitoscontra...”.22 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)O verbo indicado entre parênteses deve, obrigatoriamente, serflexionado no plural para preencher de modo correto a lacuna daseguinte frase:(A) ...... (SER) com episódios como esse que se pode dar aos jovensalunos um exemplo de atitude científica.(B) Nenhuma, entre as formas de fundamentalismo, ...... (MERECER)a admiração ou o respeito de Umberto Eco.(C) Para Umberto Eco, neste texto, ...... (IMPORTAR) menos ascorreções teóricas de Hawking que sua atitude mesma. www.pontodosconcursos.com.br 30
  • 115. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Sendo muitos os princípios em que se ...... (BASEAR) a ciênciamoderna, o da falibilidade tem para Eco um peso decisivo.(E) Quando ...... (URGIR) desmentir hipóteses de fato injustificáveis,não deve hesitar o cientista responsável.Gabarito: CComentário.O que importa menos que a atitude de Hawking, para Umberto Eco?Resposta: Suas correções teóricas. Assim, o núcleo do sujeito exigeque o verbo se flexione no plural: “...importam menos as correçõesteóricas de Hawking que sua atitude mesma”.Os demais verbos são empregados no singular:(A) Agora, temos clara a função da expressão “é que”. Note que elanão deverá se flexionar e pode ser retirada do texto sem prejuízogramatical – “É com episódios como esse que se pode dar aos jovensalunos um exemplo de atitude científica.”A expressão só serve para destacar “com episódios como esse”, oque não aconteceria se fosse excluída a expressão denotativa derealce.(B) “Nenhuma, entre as formas de fundamentalismo, merece aadmiração e o respeito de Umberto Eco.” – sobre essa concordância,já falamos – questão 14, opção (C).(D) A construção passiva “basear-se” (= é baseada) tem comosujeito paciente “a ciência moderna”, mantendo o verbo no singular –“... os princípios em que se baseia a ciência moderna...”.(E) Inúmeras vezes vimos que o sujeito oracional leva o verbo para a3ª pessoa do singular. Essa opção é idêntica à questão 3, item (B).“Quando urge desmentir hipóteses de fato injustificáveis, não devehesitar o cientista responsável.”.23 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004)A frase totalmente de acordo com a norma padrão da língua escritaé:(A) A medição e a avaliação das reais diferenças entre as telas sóseria factível se observado novos parâmetros de análise, mas opesquisador não o dominava completamente.(B) Talvez muitas das distintas facetas que o autor descreveu nãopossa ser reconhecido neste único trabalho, mas deve haver outrasobras em que sejam mais perceptíveis. www.pontodosconcursos.com.br 31
  • 116. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) O estudioso considerou que certas manifestações da culturabrasileira já não devia ser tida como exemplar do momento estético aque ele se dedicava.(D) Devem existir fortes razões que o façam defender essaconcepção, mas, não as conhecendo, tenho de aceitar-lhe osargumentos, ou, então, devo tentar desqualificá-los.(E) Qualquer que fossem os exemplos dos quais ele se utilizasse,poderiam, certamente, serem refutados, pois sempre haverámúltiplas perspectivas de enfoque de um objeto.Gabarito: DComentário.Já comentamos a diferença entre os verbos existir e haver. Como osujeito da locução verbal “dever + existir” tem como núcleo osubstantivo “razões”, o verbo auxiliar será empregado no plural.Esse mesmo substantivo é o referente do pronome relativo da oração“que o façam defender”, justificando, assim, a flexão verbal do verbo“fazer”. Em seguida, houve o adequado emprego do pronomeoblíquo “as” em referência ao mesmo substantivo. Por fim, cabe-noscomentar o emprego do pronome oblíquo “lhe” em “... tenho deaceitar-lhe os argumentos”.Perceba que a construção poderia ser “tenho de aceitar os seusargumentos”. Contudo, o autor optou por substituir o pronomepossessivo seus pelo oblíquo lhe.Compare essa estrutura com as seguintes:- “Beijou-lhe o rosto” – o seu rosto;- “Roubou-me a bolsa” – a minha bolsa.Nessas orações, o pronome oblíquo está sendo usado com valor depossessivo. Assim, esse pronome oblíquo, apesar de ligado ao verbo(beijou-lhe / roubou-me / aceitar-lhe), tem valor possessivo e suafunção é a de adjunto adnominal (a mesma função que seriaexercida por um pronome possessivo – seu rosto / minha bolsa / seusargumentos).As demais opções estão incorretas pelos seguintes motivos.(A) Desta vez, o sujeito composto antecede o predicado nominal. Aúnica possibilidade de concordância, nesse caso, é a gramatical(concorda com todos os núcleos), uma vez que o sujeito já foiapresentado. Assim, “A medição e a avaliação das reais diferençasentre as telas só seriam factíveis se...”. O adjetivo “observado” estáse referindo a “parâmetros” e, por isso, deverá ser empregado no www.pontodosconcursos.com.br 32
  • 117. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIgênero masculino e número plural – “...se observados novosparâmetros de análise ...”. Por fim, houve uma impropriedade noemprego do pronome oblíquo em “... mas o pesquisador não odominava completamente”. Podemos perceber que esse pronome fazreferência a “novos parâmetros de análise”. Assim, o correto seria ouso do pronome “os” – “... mas o pesquisador não os dominava...”.(B) Caso clássico – “Talvez muitas das distintas facetas que o autordescreveu não possam ser reconhecidas ...”.(C) Novamente caso clássico de concordância – “O estudiosoconsiderou que certas manifestações da cultura brasileira já nãodeviam ser tidas como exemplares...” - o adjetivo exemplar, porestar ligado a “manifestações”, deve com esse substantivoconcordar em gênero e número.(E) O pronome indefinido “qualquer” é a única palavra da LínguaPortuguesa que sofre flexão dentro de si (se alguém conhecer outra,por favor, me avise). Isso se justifica por sua formação – qual(variável) + a 3ª pessoa do sing. do pres. ind. do v. querer – quer.Como se refere ao substantivo “exemplos” deve com ele concordar– “Quaisquer que fossem os exemplos...”. Em seguida, a separaçãodos elementos que compõem uma locução verbal tenta disfarçar oerro em sua flexão – “... poderiam, certamente, serem refutados...”.Eliminando o advérbio, teremos o “monstro”: poderiam seremrefutados. Vimos que, neste caso, o segundo auxiliar (ser) não seflexiona – somente o primeiro (poder): “poderiam ser refutados”.24 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Há plena observância das normas de concordância verbal na frase:(A) Sempre haverá os que lucram com quaisquer iniciativas de queresulte algum ônus para a imagem de confiabilidade de que carecemas instituições públicas.(B) A crescente disseminação de instituições que trabalham contra osinteresses populares constituem um verdadeiro flagelo dos temposmodernos.(C) É curioso chamarem-se crime organizado a um tipo de iniciativasque investe, exatamente, contra a ordem social.(D) Não aprouvessem aos homens criar instituições, certamenteviveríamos todos sob o signo da violência e da barbárie.(E) Tudo o que tem mostrado as sucessivas civilizações faz concluirque as instituições servem tanto aos bons quanto aos mauspropósitos humanos.Gabarito: A www.pontodosconcursos.com.br 33
  • 118. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComentário.Essa construção deixa clara a função sintática do que segue o verbohaver – objeto direto. Por isso, o verbo se mantém no singular –“Sempre haverá os que lucram...”. O verbo “resultar” tem comonúcleo do sujeito “ônus” (resulta de quaisquer iniciativas), enquantoque o verbo “carecer” apresenta como sujeito “as instituiçõespúblicas” (carecem de confiabilidade).Estão incorretas as seguintes opções:(B) Caso clássico – “A crescente disseminação de instituições quetrabalham contra os interesses populares constitui um verdadeiroflagelo dos tempos modernos.” – a proximidade com elementos noplural (instituições / interesses populares) pode acabar “mascarando”o erro de concordância verbal.(C) O verbo chamar, no sentido de tachar, atribuir um nome a algo, éum verbo transobjetivo. Se você não lembrar o que isso significa,dê uma olhada na Aula 1 – Verbos, questão 31, comentário à opção(A). Esse verbo, além do objeto (direto ou indireto), exige umcomplemento, que vem sob a forma de predicativo de objeto (quepode estar antecedido ou não de preposição). Eu chamei o rapaz (de) vagabundo.A expressão “o rapaz” é o objeto direto do verbo “chamar”. Mas nãobasta que se apresente o objeto. É necessário, também, apresentar onome que a ele foi atribuído – “vagabundo”.O verbo “chamar”, nesta acepção, pode ser tanto transitivo diretoquanto transitivo indireto. Aliás, é o único verbo transobjetivo queadmite objeto indireto: Eu chamei ao rapaz (de) vagabundo.Voltando à questão, o verbo chamar tem por complemento aexpressão “a um tipo de iniciativas que...” – esse é o objeto indireto.O predicativo, por sua vez, aquilo que a essas iniciativas se designou,é “crime organizado” – predicativo do objeto indireto.Em outras palavras, “Atribuir a um tipo de iniciativa (objetodireto) o nome de “crime organizado” (predicativo do objeto)é curioso”.Não poderia, portanto, haver uma voz passiva nessa construção,pois, além de “chamar” está sendo usado em sentido genérico, nãoapresentando, portanto, um sujeito, a construção também nãopossui objeto direto – há somente objeto indireto (“a um tipo deiniciativa que investem contra a ordem social”) e predicativo doobjeto indireto (“crime organizado”).Então, qual a função desse “se” em “chamar-se”? Exclusivamente derealce, assim como na construção – “Foi-se embora todo o meu www.pontodosconcursos.com.br 34
  • 119. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIsalário.”. Poderíamos omitir o pronome, sem prejuízo gramatical parao período.Então, a construção “chamar(-se) crime organizado a um tipo deiniciativa...”, que não possui sujeito (é impessoal, pois está sendousada de modo genérico) e, com isso, não pode se flexionar, exerce afunção sintática de sujeito da oração principal “É curioso”.Você percebeu que houve alteração em “tipo de iniciativa”. Não seriaadequado usar o substantivo no plural, uma vez que designa umaespécie (forma genérica). Feita essa alteração, não há necessidadede mudar a flexão do verbo da oração adjetiva “...um tipo deiniciativa que investe [a iniciativa], exatamente, contra a ordemsocial.”.(D) Olha o verbo “aprazer” aí. Falamos sobre esse bendito na Aula 1– Verbo. O sujeito desse verbo é uma oração reduzida de infinitivo –“Não aprouvessem aos homens criar instituições...”. Então, o verbonão poderia se flexionar no plural – deve ser conjugado na 3ª pessoado singular – “Não aprouvesse aos homens criar instituições...”.Uma passagem que merece nosso comentário é a concordância em“...certamente viveríamos todos sob o signo da violência e dabarbárie.”.Ora, “todos” é pronome indefinido que leva o verbo para a 3ª pessoado plural – “todos vivem”. Quando o autor constrói o verbo na 1ªpessoa do plural, passa a se incluir em “todos”, omitindo o pronome“nós”. A isso se dá o nome de silepse – é uma concordânciaideológica. Faz-se a concordância a partir da idéia, e não de acordocom os aspectos gramaticais (que, a rigor, exigiriam o verbo na 3ªpessoa). Como houve alteração de “pessoa” – da 3ª (eles) para a 1ª(nós), chama-se silepse de pessoa.Também pode haver silepse de:- gênero – “Vossa Senhoria (feminino) é muito educado (masculino)”– a concordância mostra que a autoridade a quem se dirige é umhomem;- número – “A criançada (singular) se diverte e brincam (plural) odia todo no parque” – apesar de possuir um sujeito singular, a idéiade que o coletivo apresenta um número de “crianças” leva o segundoverbo ao plural.(E) Todo cuidado é pouco em construções que não mantêm a ordemdireta da oração. Nesse caso, o sujeito da locução verbal “temmostrado” é “as sucessivas civilizações”. Isso fica explícito quandoinvertemos a ordem apresentada: “Tudo o que as sucessivascivilizações ...” – para que seja respeitada a concordância, o verboauxiliar deve ir para o plural – “...têm mostrado”. www.pontodosconcursos.com.br 35
  • 120. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI25 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)As normas de concordância estão inteiramente respeitadas na frase:(A) Deverão interessar ao plenário de cientistas, no pronunciamentoque Hawking se prepara para fazer, as correções sobre a teoria dosburacos negros.(B) Opõem-se às mais variadas formas de fundamentalismo todo equalquer método científico que admite a hipótese de sua própriafalibilidade.(C) Os princípios que se deve ensinar aos jovens estudantes sãoaqueles em que se supõem todo o dinamismo das verdades daciência.(D) Não desanimam aos verdadeiros cientistas, nos passos de umateoria, um eventual tropeço na observação de um fato ou naformulação de uma lei.(E) Cabem aos cientistas sérios e honestos reformular suas teorias,toda vez que encontrem nelas seja uma falha grave, seja umpequeno deslize.Gabarito: AComentário.(A) O que deverá interessar ao plenário de cientistas? Resposta: “Ascorreções sobre a teoria dos buracos negros”. Como o núcleoestá representado por um substantivo no plural (correções), alocução verbal também deverá se flexionar da mesma forma –“Deverão interessar”.Algumas pessoas poderiam imaginar um erro de pontuação a vírgulaque separa o verbo “fazer” de “as correções”. Contudo, deve-seobservar que “fazer” faz parte da oração de natureza adverbial quese encontra intercalada na oração principal (“no pronunciamento queHawking se prepara para fazer”). Essa opção está correta.Comentamos, em nossa aula de verbos, que você deve tomar muitocuidado também na concordância verbal dos derivados de ter, vir,pôr e outros verbos cujas terminações sejam nasais, pois, nessescasos, não há alteração fonética entre as formas de 3ª pessoa dosingular e do plural. Lembra-se disso? Pois é, temos agora bonsexemplos.(B) O pronome “se” com o verbo “opor” tanto pode ser reflexivocomo apassivador (no primeiro, significaria “colocar-se em oposição aalgo” e, no segundo, “algo ser apresentado em oposição a outracoisa”). www.pontodosconcursos.com.br 36
  • 121. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO sujeito apresenta como núcleo o substantivo “método”, devendo,pois, manter o verbo no singular – “Opõe-se às mais variadasformas de fundamentalismo todo e qualquer método científico...”.Como o verbo termina de forma nasal (-õe / -õem) e está próximo deum elemento no plural (mais variadas formas), o candidato poderia“não ver nem ouvir” o erro de concordância.(C) Novamente, temos um verbo de terminação nasal – supor. Esteverbo está acompanhado do pronome “se” e apresenta idéia passiva,além de possuir transitividade direta (Alguém supõe algo). O núcleodo sujeito é dinamismo, levando o verbo para o singular – “... quese supõe todo o dinamismo das verdades da ciência.”.Logo no início do parágrafo, também vemos uma das construções“princípios se deve ensinar”, que, já sabemos, está correta (deve-seensinar princípios).(D) O verbo desanimar é transitivo DIRETO (Algo desanimaalguém). Contudo, nessa construção, houve a necessidade de seempregar uma preposição antes do objeto direto para diferenciá-lo dosujeito (objeto direto preposicionado), evitando, assim, uma possívelambigüidade, dada a alteração da ordem direta (o sujeito estáposposto ao verbo). Assim, pergunta-se: o que não desanima osverdadeiros cientistas? “Um eventual tropeço”. Como o núcleo dosujeito está no singular (tropeço), o verbo também segue essenúmero – “Não desanima aos verdadeiros cientistas (...) umeventual tropeço...”.(E) Novamente, a banca explora o verbo “caber” (ninguém agüentamais, não é?). O que cabe aos cientistas sérios e honestos?“Reformular suas teorias...” - sujeito oracional leva o verbo para a3ª pessoa do singular: “Cabe aos cientistas (...) reformular suasteorias...”.26 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é:(A) Não costumam ocorrer, em reuniões de gente interessada nadiscussão de um problema comum, conflitos que uma boa exposiçãodos argumentos não possam resolver.(B) Quando há desrespeito recíproco, as razões de cada candidato,mesmo quando justas em si mesmas, acaba por se dissolverem emmeio às insolências e aos excessos.(C) O maior dos paradoxos das eleições, de acordo com asponderações do autor, se verificariam nos caminhos nadademocráticos que se trilha para defender a democracia. www.pontodosconcursos.com.br 37
  • 122. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Quando se torna acirrado, nos debates eleitorais, o ânimo doscandidatos envolvidos, é muito difícil apurar de quem provém osmelhores argumentos.(E) Insatisfeitos com o tom maniqueísta e autoritário de que se valemos candidatos numa campanha, os eleitores franceses escolheram oque lhes pareceu menos insolente.Gabarito: EComentário.(A) Caso clássico – “... conflitos que uma boa exposição dosargumentos não possa resolver”.(B) “... as razões de cada candidato (...) acabam por sedissolv....” (???) – o verbo auxiliar “acabar”, sem dúvida, deve serflexionado para concordar com o núcleo do sujeito – razões. Naseqüência, vemos um caso de flexão do infinitivo. O sujeito doinfinitivo “dissolver” é o mesmo de “acabar” – razões. Como osujeito já foi apresentado, o verbo no infinitivo poderia se flexionarou não – “acabam por se dissolver” ou “acabam por sedissolverem”.Note que a primeira forma apresenta um texto mais conciso, limpo,do que a segunda, em que se flexionou o infinitivo. Vamos estudar,agora, os casos em que o infinitivo pode, deve ou não pode nem devese flexionar.INFINITIVOO infinitivo é uma das três formas nominais do verbo, junto com ogerúndio e o particípio.O infinitivo pode ser IMPESSOAL (não se flexiona em número oupessoa) ou PESSOAL (possui sujeito e com ele pode concordar,havendo, nesse caso, flexão de número e pessoa).O infinitivo PESSOAL pode se flexionar ou não, a depender daconstrução.Flexionar quer dizer conjugar em todas as pessoas, por exemplo:vender, venderes, vender, vendermos, venderem.CASOS EM QUE O INFINITIVO FLEXIONA1. Quando o sujeito da forma nominal está claramente expresso, ouseja, o infinitivo estiver acompanhado de um pronome pessoal ou deum substantivo – é o único caso de flexão obrigatória. www.pontodosconcursos.com.br 38
  • 123. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA eleição de 2006 será o momento de os eleitores decidirem poruma renovação do Congresso Nacional.O sujeito da primeira construção (eleição) não é o mesmo do daforma infinitiva (eleitores).2. Quando se deseja indicar o sujeito não expresso a partir dadesinência verbal:Está na hora de irmos embora.Observe que, se não houvesse a indicação pela desinência, não ficariaclaro quem deveria ir embora.CASOS DE FLEXÃO FACULTATIVA DO INFINITIVOQuando o sujeito do infinitivo já estiver expresso em outra oração,geralmente na oração principal, a flexão torna-se facultativa (casoapresentado na questão). Recomenda-se, inclusive, omitir a flexãopara o texto mais enxuto e objetivo, a não ser que exista o risco deambigüidade, caso em que a flexão será necessária para dissiparqualquer dúvida. De qualquer forma, a flexão do infinitivo, nessescasos, é opcional – pode-se flexionar ou não, a critério do autor.As mulheres se reuniram para decidir/decidirem a melhor forma deconduta.As trabalhadoras discutiram uma forma de se proteger/protegeremdos abusos no ambiente de trabalho.O ministro convidou os índios para participar/participarem do debate.CASOS DE FLEXÃO DO INFINITIVO EM VOZ PASSIVACom relação à flexão do infinitivo passivo (questão da prova deAuditor RN/2005), no esquema SUJEITO / PREPOSIÇÃO / SER /PARTICÍPIO, há duas possibilidades:1 - Quando os sujeitos das orações são distintos e o do infinitivo vemlogo após a preposição, as duas formas – FLEXIONADA OU NÃO -estão certas, dando-se preferência à flexão verbal. O objetivo é coletar informações mais precisas para ser / serem cruzadas com outros bancos de dados. Indique as providências a ser / serem tomadas. Envio os documentos para ser / serem analisados. www.pontodosconcursos.com.br 39
  • 124. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI2 - Prefere-se a não-flexão: a) quando o sujeito (plural) das duas orações for o mesmo: Doenças desse tipo levam até cinco anos para ser / serem tratadas. Eles estão para ser / serem expulsos. Saíram sem ser / serem percebidos. Os pedidos levaram dez dias para ser / serem analisados. b) quando se tem um adjetivo antes da preposição: São obras dignas de ser / serem imitadas. Os alimentos estavam prontos para ser / serem comercializados. As presas pareciam fáceis de ser / serem apanhadas. Apresentamos exercícios simples de ser / serem feitos.Observe que se trata de PREFERÊNCIA, a depender da ênfase que oautor queira dar. Não podemos tachar de certo ou errado. Ao nãoflexionar, valoriza-se a ação; com a flexão, dá-se ênfase ao sujeitoque a pratica. Muitas vezes, a escolha é feita por questão de eufoniaou de clareza textual.(C) Caso clássico combinado com construção de voz passiva – “Omaior dos paradoxos das eleições, de acordo com as ponderações doautor, se verificaria nos caminhos nada democráticos que[pronome relativo que se refere a “caminhos”] se trilham [oscaminhos são trilhados]...”.(D) Agora, o verbo é um dos que derivam do verbo “vir” – provir, quesignifica “indicar a procedência, origem”. Na oração, “os melhoresargumentos’ é o sujeito dessa forma verbal, levando-a para o plural:“... de quem provêm os melhores argumentos”.27 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005)A concordância está correta na frase:(A) A diminuição das chuvas na Amazônia podem ser consideradasuma amostra do que nos esperam o futuro, se o ritmo dedesmatamento não for contido.(B) O controle dos recursos hídricos são desafio para osambientalistas, tornando-se necessário a preservação da floresta,para garantir o ciclo das chuvas. www.pontodosconcursos.com.br 40
  • 125. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) Em que pese as inúmeras tentativas de controle dodesmatamento, é derrubado anualmente uma área equivalente a 17mil quilômetros quadrados.(D) Os habitantes da região amazônica, privilegiada por seus recursoshídricos, sofrem com a escassez de chuvas, que não lhes permite otransporte nem a pesca.(E) O desrespeito à natureza provoca o aparecimento de fenômenosclimáticos jamais imaginados, como mostra as cenas da estiagem naAmazônia.Gabarito: DComentário.Caso clássico de deslize de concordância nas opções (A), (B) e (E):(A) “A diminuição das chuvas na Amazônia pode ser consideradauma amostra...”.(B) “O controle dos recursos hídricos é desafio para osambientalistas...”.(E) “O desrespeito à natureza provoca o aparecimento de fenômenosclimáticos jamais imaginados, como mostram as cenas da estiagemna Amazônia.”.A opção (C) é uma ótima oportunidade de comentar o emprego daexpressão “em que pese”.Expressão equivalente a “a despeito de”, “apesar de” e outras queapresentam idéias opostas, a expressão “em que pese” pode serempregada em duas construções:1) diretamente ligada ao substantivo, realizando, assim, aconcordância do verbo “pesar” com este. Exemplo:“Em que pesem os argumentos contrários, ele aprovou aidéia.”A idéia, nesse caso, é “ainda que os argumentos contrários tenhampeso / tenham importância, ele aprovou a idéia”.Essa é a construção mais comum na linguagem cotidiana.2) indiretamente, regendo a preposição “a” : “Em que pese aosargumentos contrários, ele aprovou a idéia.”Agora, tem-se em mente que “ainda que cause penar / prejuízo aosargumentos contrários, ele aprovou a idéia”. Essa é a construçãoclássica, presente em diversos textos literários.Na questão, não se fez nem uma coisa, nem outra. Para a correçãodo período, poderíamos flexionar o verbo: “Em que pesem as www.pontodosconcursos.com.br 41
  • 126. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIinúmeras tentativas” ou usar o acento indicativo de crase “Em quepese às inúmeras tentativas...”.28 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006)A marcha ainda é lenta, mas o caminho para a renda mista insinua-sepromissor. Analistas atestam o esforço dos investidores em sermenos acanhados e até sua disposição incipiente para consideraralguns riscos em troca de embolsar ganhos mais vultosos. Oambiente, por sua vez, tem se mostrado cada vez mais propício auma passagem gradual. Com a expectativa no mercado de que aelevação da taxa Selic seja interrompida pelo Banco Central e de quea reversão da trajetória ocorra este ano, a remuneração dos fundosde renda fixa – que, historicamente, detêm a preferência nacional –tende a se tornar menos atraente. Ao mesmo tempo, especialistassabem que a plena inclinação à renda variável continua restrita, poiso poupador brasileiro é carente de atrevimento. Daí se presume quea renda mista possa seguir na conquista de mais adesões.(Adaptado de Estadão Investimentos, abril 2005, p. 42)O primeiro período do texto aparece reescrito, com lógica e correção,SEM alteração do sentido original, em:(A) A timidez dos investidores prometem um caminho lento,enquanto seguro, para obtenção de renda mista.(B) Investidores sentem-se acanhados de disputar ganhos maisvultosos, se isso depende o caminho da renda mista.(disso –regência)(C) Renda mista é uma forma de investimentos que está sendo maisvultoso em seus ganhos para o ambiente dos investidores.(D) Investimentos em renda mista prometem bons resultados,embora seu crescimento ocorra de forma ainda bastante tímida.(E) Caminhar para renda mista é o que os investimentos parecemsinalizarem na marcha dos investidores, contudo acanhados.Gabarito: DComentário.(A) Caso clássico – “A timidez dos investidores promete umcaminho lento...”.(B) O problema nesse item é de regência verbal, assunto a sertratado mais adiante. O verbo ‘depender’ é transitivo indireto e rege apreposição “de” – “... se disso depende o caminho da renda mista”seria a forma correta da passagem. www.pontodosconcursos.com.br 42
  • 127. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) Erro de concordância nominal – falta de correspondência entre osubstantivo “forma” é o adjetivo “vultoso” – “Renda mista é umaforma de investimentos que está sendo mais vultosa [de grandevulto] em seus ganhos para o ambiente dos investidores.”.(E) Erro na flexão verbal de uma locução – somente o verbo auxiliarvai para o plural – “... os investimentos parecem sinalizar namarcha dos investidores...”.Sobre esse ponto, devemos lembrar as duas possibilidades deconcordância:PARECER + INFINITIVO1) Como na questão, uma locução verbal, em que o verbo auxiliar seflexionada de acordo com o núcleo do sujeito - “Os investimentosparecem sinalizar”;2) Em uma construção cujo verbo “parecer” é a própria oraçãoprincipal – Algo parece – enquanto que o restante (Algo) faz a funçãosintática de sujeito – “Os investimentos parece sinalizarem”. Nessecaso, como o verbo “sinalizar” tem como sujeito “os investimentos”,deve se flexionar, enquanto que o verbo “parecer”, por apresentarum sujeito oracional reduzido de infinitivo, permanece na 3ª pessoado singular. Essa construção equivale a “Parece que os investimentossinalizam.”, onde fica clara a forma necessária de concordância dosverbos.29 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)A concordância está feita de acordo com a norma culta em:(A) Ocorre algumas vezes certos problemas que parece ser insolúvelà primeira vista, mas com calma se resolvem.(B) A rotina de vida de muitas pessoas tornam-se uma sérieinterminável de compromissos que os torna sempre mais tensos.(C) Tem sido descoberto, em todo o país, vários casos detrabalhadores submetidos a trabalho sem o respeito à legislação.(D) A utilização de computadores são de fundamental importânciapara atender a velocidade de informações da vida moderna.(E) Como se tratasse de prazos muito curtos, foram convocadosvários funcionários que terminariam os serviços rapidamente.Gabarito: EComentário. www.pontodosconcursos.com.br 43
  • 128. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) Caso clássico – “Ocorrem algumas vezes certos problemas que[pronome relativo se refere a “problemas”] parecem ser insolúveis[os problemas]...”.(B) “A rotina de vida de muitas pessoas torna-se uma sérieinterminável de compromissos que...” – o pronome relativo retoma aexpressão “série interminável de compromissos”; essa série torna avida de muitas pessoas mais tensa (e não os compromissos, comoa concordância indevida sugere).Assim, percebe-se o deslize na substituição do substantivo “vida” pelopronome correspondente e, em decorrência disso, o adjetivo“tensos”.A construção correta seria: “... uma série interminável decompromissos que a (a vida) torna mais tensa (a vida)”.(C) O que tem sido descoberto? Resposta: “vários casos detrabalhadores submetidos a trabalho sem o respeito à legislação”.Assim, houve erro tanto na conjugação do verbo quanto na flexão doadjetivo – “Têm sido descobertos (...) vários casos...”.(D) Caso clássico - “A utilização de computadores é de fundamentalimportância...”.30 - (Procurador AM / Fevereiro 2006)Para o economista ético, faz-se necessário não apenas entender oprocesso produtivo de bens e serviços, como também influir narealização de objetivos definidos segundo um padrão eticamenteaceitável.Analise a proposição abaixo, em relação ao texto.(C) a expressão faz-se necessário não sofreria qualquer variaçãoformal caso viesse seguida de não apenas a compreensão doprocesso.Item INCORRETOComentário.O que se faz necessário? Resposta: não apenas entender oprocesso produtivo de bens e serviços, como também influirna realização de objetivos definidos.Vemos, aí, uma construção com sujeito composto, ligado por umasérie aditiva enfática (não apenas...como também), que permite, emfunção de estar após o verbo (sujeito posposto), a concordânciaatrativa (com o elemento mais próximo) ou gramatical (com todos). www.pontodosconcursos.com.br 44
  • 129. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO primeiro elemento, na construção original, tem como núcleo umverbo – entender (sujeito oracional), o que justifica a forma neutrado verbo e do adjetivo (faz-se necessário).Se substituirmos esse sujeito por “não apenas a compreensão doprocesso”, o núcleo do sujeito passaria a ser um substantivo feminino(compreensão), o que obrigaria, no caso de concordância atrativa, overbo e o adjetivo a concordarem com ele – “faz-se necessária nãoapenas a compreensão...”.Portanto, está INCORRETA a afirmação de que não haveria variaçãoformal alguma decorrente dessa alteração.::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::Nesse trabalho, procuramos apresentar as possíveis formas deexigência do conhecimento acerca das regras de sintaxe deconcordância.Bom estudo a todos.LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS.1 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Quando se desmoraliza, pela ação de uma pequena parcela dedelinqüentes, a imagem de uma instituição pública saudável enecessária, propaga-se a crença de que a sociedade deva sercontrolada pelo poder da força.Considerando-se a frase, analise a afirmação:(A) A forma verbal se desmoraliza não sofreria alteração caso sesubstituísse de uma instituição pública por das instituições públicas.2 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Quanto às normas de concordância verbal, está inteiramente corretaa frase:(A) As "operações" a que se aludem nessa crônica referem-se àredução de uma cabeça humana a proporções mínimas.(B) A violência contra os homens, a quem perseguia como sepersegue animais, pareciam ao czar mais natural do que a dirigidacontra borboletas e andorinhas.(C) Subentendem-se, nas palavras do índio jivaro, que a morte e aredução da cabeça de alguém se dá como represália contra uminimigo. www.pontodosconcursos.com.br 45
  • 130. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Quem informou ao czar que também se caçam borboletas eandorinhas talvez não suspeitasse que isso causaria reações deespanto.(E) Não costumam os chamados homens civilizados consideraremque a caça de borboletas e de andorinhas representem um ato deselvageria.3 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)O verbo entre parênteses deverá ser flexionado, obrigatoriamente,numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna dafrase:(A) Mesmo que não ...... (caber) a vocês tomar a decisão final,gostaria que discutissem bem esse assunto.(B) Eles sabiam que ...... (urgir) chegarem à pousada, mas nãoconseguiram evitar o atraso.(C) A nenhum de vocês ...... (competir) decidir quem será o novolíder do grupo.(D) Tais decisões não ....... (valer) a pena tomar assim, deafogadilho.(E) A apenas um dos candidatos ...... (restar) ainda alguns minutospara rever a prova.4 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção gramatical.(E) O fato de haverem diferenças de forma entre os dois textos nãoeliminam as semelhanças de fundo que eles sugerem, numa leiturabem comparada.5 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006)As normas de concordância verbal estão inteiramente respeitadas nafrase:(A) Sempre houve quem esbanjassem os recursos naturais.(B) Se não houverem trabalho nem produção, não haverá atividadeeconômica.(C) Alimentava-se muitas ilusões quanto ao custo e à disponibilidadeda água.(D) Nenhuma saída a curto prazo se avistam em nossos horizontes. www.pontodosconcursos.com.br 46
  • 131. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) Poderão vir a faltar outros recursos naturais, se não ospouparmos.6 - (Procurador AM / Fevereiro 2006)O verbo indicado entre parênteses adotará, obrigatoriamente, umaforma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:(A) Certamente não ...... (caber) aos economistas técnicos tomarqualquer providência para reorientar um processo produtivo que nãoos escandaliza.(B) Não ...... (ter) havido, em nosso tempo, tantas distorções sociais,caso não fossem banidos do sistema produtivo os valores éticos que odeveriam reger.(C) Aqueles a quem não ...... (incomodar) tanto desequilíbrio socialsão os mesmos que aplaudem o sucesso duradouro da tecnocraciaeconômica.(D) ...... (costumar) eximir-se de quaisquer culpas, em quaisquersituações, todo profissional que não pretender ser mais que umtécnico habilitado.(E) Ainda que se ...... (remover) do mercado globalizado suasmarcas tecnocráticas, será preciso garantir o primado dos valoreséticos.7 - (TRT 8ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2004)Para preencher corretamente as lacunas, deverão flexionar-se nosingular os verbos indicados entre parênteses na frase:(A) Não nos ...... (constar) que ...... (poder) haver muitas coisasem comum entre crianças e agentes do FMI.(B) Além da fisiologia do corpo, ...... (existir), como traço comumentre nós todos, as condições de vida concreta que ...... (marcar)nosso cotidiano.(C) A quem ...... (servir) o terrorismo, senão a quem não ......(interessar) quaisquer aspectos da vida concreta?(D) Quando se ...... (bombardear) alvos civis, ...... (atingir-se) oúltimo degrau da barbárie.(E) Com que tipo de argumento ...... (poder) justificar-se asatrocidades que ...... (perpetrar-se) contra as populações indefesas?8 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro2005) www.pontodosconcursos.com.br 47
  • 132. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAs normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas nafrase:(A) Compreenda-se as lições de O Príncipe não como exercícios decinismo, mas como exemplos de análises a que não se devem furtartoda gente interessada na lógica do poder, seja para exercê-lo, sejapara criticá-lo.(B) A problemática divisão da Itália em principados, que tantopreocupavam Maquiavel, fizeram com que ele se dedicasse à ciênciapolítica, em cujos fundamentos espelha-se, até hoje, aqueles que sepreocupam com o poder.(C) Integrava as qualidades morais a da virtude, tomada num sentidoessencialmente religioso, até que Maquiavel, recusando esse plano devalores em que a inseriam, deslocou seu sentido para o campo dapolítica.(D) Todas as acepções de virtude, até o momento em que surgiuMaquiavel, compunha-se no campo da moral e da religião, eestendia-se à esfera da política, como se tudo fosse essencialmenteum mesmo fenômeno.(E) Nunca faltaram aos “príncipes” de ontem, de hoje e de sempre aambição desmedida pelo poder e pela glória pessoal, mas couberam apoucos discernir as sutilezas da política, em que Maquiavel foi ummestre.9 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro2005)As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas nafrase:(A) Mesmo que não se incendeie mais carros, os recados dos jovenspobres dos países ricos já estão dados a quem os queiram ver eouvir.(B) Incendiar tantos automóveis nas ruas não abrem novoscaminhos, mas não há mais como ignorar a multidão dos deserdados.(C) Ao se exporem em sua fraqueza e em sua subserviência, ou nasmedidas puramente repressivas, vê-se quão reduzido se encontra oEstado.(D) Se coubessem a todos os cidadãos promover em conjunto oplanejamento de suas vidas, exerceria o Mercado o papel que oEstado lhe delegou?(E) Ainda que se vejam as fogueiras e se ouçam os gritos dosmanifestantes, não há sinais de medidas que levem à solução dacrise social que a tantos vitima. www.pontodosconcursos.com.br 48
  • 133. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI10 - (Procurador AM / Fevereiro 2006)Julgue a assertiva abaixo(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, oeconomista ético deverá de compor algumas das contradições atuais,entre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avançotecnológico.11 - (Analista BACEN / Janeiro 2006)Na proposta de uma nova redação para uma frase do texto, cometeu-se um deslize quanto à concordância verbal em:(A) Não teriam sido suficientes quatro ou cinco séculos para que seextinguissem de vez as manifestações de violência principiadas noséculo XVI?(B) Fez-se necessária não só a criação, mas também a multiplicaçãode sujeitos descartáveis para que se caracterizassem as condições deum capitalismo globalizado.(C) Vendam-se os mesmos sabonetes ou filmes para todos, oprincipal requisito dos procedimentos neoliberais vai além disso, eatende a exigências que são de alta sofisticação.(D) Devem-se notar, comparando-se as massas do século XVI e osmigrantes da globalização, um quadro de semelhanças que não excluiuma importante diferença.(E) Ao nos agraciar com sonhos de perfectibilidade, a máquina liberalinclui entre seus segredos estratégicos o sentimento da insatisfaçãoradical.12 - (TRT 15ª Região – Analista Judiciário / Setembro 2004 _________ as aparências enganosas de exatidão.Preenche-se corretamente a lacuna por:(A) Deve ser evitado(B) Deve serem evitadas(C) Deve ser evitadas(D) Devem ser evitado(E) Devem ser evitadas13 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro2005) www.pontodosconcursos.com.br 49
  • 134. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIDeverá flexionar-se obrigatoriamente numa forma do plural o verboindicado entre parênteses na frase:(A) O que se ...... (SEGUIR) à concentração de renda, do desempregoe da exclusão social são as manifestações violentas dos maioresprejudicados.(B) Mesmo que não ...... (TER) havido outras razões, bastaria a dodesemprego generalizado para motivar esses duros protestos.(C) Ainda ...... (DEVER) ocorrer nas periferias das grandes cidades, adespeito das medidas repressivas, muita contestação violenta porparte dos desempregados.(D) A toda e qualquer medida violenta que se ...... (VIR) a tomarcontra os jovens, reagirão estes com força proporcional.(E) Uma política séria de distribuição de renda é uma providênciacom a qual ...... (PRECISAR) preocupar-se os responsáveis peloEstado e pelo mercado.14 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)Justifica-se inteiramente o emprego na forma plural de ambos oselementos sublinhados na seguinte frase:(A) Já que se desprezam os atores, por que não se corrigem asmentiras da vida de cada um?(B) A esses eleitores impõem-se admitir os preconceitos de que senutrem seu julgamento na hora de importantes decisões.(C) Nenhum dos votos, nas democracias, deixam de terconseqüências, já que a todos se darão a mesma acolhida, com omesmo peso.(D) O que nessas frases se sugerem, quanto ao ator e seus filmes, éque, por serem medíocres, a eles não se devem reagir senão comdesprezo.(E) Teriam havido momentos, na História, em que se viessem aretribuir aos atores apenas com aplausos e homenagens?15 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro2005)Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do conceitode virtude, que Maquiavel passa a compreender não mais em seusentido moral, mas como discernimento político.No contexto da frase acima, julgue a seguinte proposição. www.pontodosconcursos.com.br 50
  • 135. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) seria preferível a utilização da forma plural foram, ematendimento à expressão Uma das contribuições.16 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)Em relação ao fragmento, reproduzido abaixo, de um informepublicitário da Prefeitura Municipal de Campo Grande, julgue aassertiva abaixo. QUALIDADE DE VIDA Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra alto índice de satisfação de seus moradores e empreendedores.(B) ... uma das capitais que oferece − estaria correta também aforma de plural oferecem.17 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)A concordância está correta na frase:(A) Alguns proprietários, que perceberam o potencial turístico daregião, investiram em projetos voltados para atividades que nãoprejudiquem o meio ambiente.(B) As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil Centralrepresenta um paraíso que não foram feitas para o turismo demassas de visitantes.(C) As visitas a algum santuário ecológico deve ser agendado comantecedência e feito em pequenos grupos de turistas, monitoradospor guias treinados.(D) Romarias religiosas e festas folclóricas serve como atração agrande parte de turistas, que deseja visitar a região Centro-Oeste doBrasil.(E) O potencial turístico da região central do país abrangematividades variadas, que justifica os novos e múltiplos investimentosno setor.18 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005)Julgue a correção da assertiva abaixo.(C) Desde que sejam conflitantes, o direito das pessoas e o direito dasociedade não pode ficar interferindo um sobre o outro. www.pontodosconcursos.com.br 51
  • 136. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI19 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005)O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa formado singular para preencher corretamente a frase:(A) Tanto a liberdade de imprensa quanto o direito à informação ......(estar) sob a proteção da nossa lei maior.(B) Ainda que ...... (ocorrer), vez por outra, alguns sobressaltos, atendência é a de um fortalecimento da liberdade de imprensa.(C) Nunca se ...... (sanar) os males acarretados pela falta deliberdade.(D) Somente ...... (haver) de merecer a confiança do leitor osjornalistas que se mantiverem independentes.(E) Também aos leitores ...... (caber) vigiar o cumprimento daliberdade de imprensa.20 - (TRT 22ª Região – Auxiliar Judiciário / Novembro 2004)A concordância está inteiramente correta na frase:(A) Grandes áreas de floresta foi desmatada para permitir odesenvolvimento da agricultura e da criação de gado, na regiãoamazônica.(B) Restam apenas 25% da vegetação original da Mata Atlântica e asáreas de alguns parques nacionais estão totalmente abandonadas.(C) A construção de hidrelétricas também são uma ameaça aos rios,porque a barragem e as obras complementares pode inundar áreasde mata nativa.(D) O acelerado ritmo de desmatamento da Amazônia pode torná-laum deserto, porque é as árvores que mantém o solo úmido e fértil.(E) É apontado, como as principais razões para o desmatamento naregião central, a mineração, a necessária abertura de estradas e aagropecuária.21 - (TRT 3ª Região – Analista Judiciário / Janeiro 2005)Levando-se em conta as normas de concordância verbal e nominal, aúnica frase inteiramente correta é:(A) Se se acrescentar à tribo dos micreiros as tribos dos celuleiros,dos devedeiros etc., haverá de se incorporar à língua portuguesamuitos outros neologismos.(B) Como se não bastassem as dificuldades que muita gente vêmdemonstrando no uso do vocabulário tradicional, eis que novas www.pontodosconcursos.com.br 52
  • 137. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIaquisições se fazem necessárias a cada momento, proveniente datecnologia.(C) A velocidade com que surgem palavras relacionadas aos novoscampos tecnológicos fazem com que muitos desanimem,confessando-se inábeis para sua utilização.(D) Estão entre as características do texto a citação de algunsneologismos e o divertido registro de algumas situações em queocorreu ambivalência de sentido, testemunhadas pelo autor.(E) É costume que se dissemine, sobretudo entre os mais velhos,alguns preconceitos contra o universo dos mais jovens, contra ovocabulário que entre estes se propagam com mais facilidade.22 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)O verbo indicado entre parênteses deve, obrigatoriamente, serflexionado no plural para preencher de modo correto a lacuna daseguinte frase:(A) ...... (SER) com episódios como esse que se pode dar aos jovensalunos um exemplo de atitude científica.(B) Nenhuma, entre as formas de fundamentalismo, ...... (MERECER)a admiração ou o respeito de Umberto Eco.(C) Para Umberto Eco, neste texto, ...... (IMPORTAR) menos ascorreções teóricas de Hawking que sua atitude mesma.(D) Sendo muitos os princípios em que se ...... (BASEAR) a ciênciamoderna, o da falibilidade tem para Eco um peso decisivo.(E) Quando ...... (URGIR) desmentir hipóteses de fato injustificáveis,não deve hesitar o cientista responsável.23 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004)A frase totalmente de acordo com a norma padrão da língua escritaé:(A) A medição e a avaliação das reais diferenças entre as telas sóseria factível se observado novos parâmetros de análise, mas opesquisador não o dominava completamente.(B) Talvez muitas das distintas facetas que o autor descreveu nãopossa ser reconhecido neste único trabalho, mas deve haver outrasobras em que sejam mais perceptíveis.(C) O estudioso considerou que certas manifestações da culturabrasileira já não devia ser tida como exemplar do momento estético aque ele se dedicava. www.pontodosconcursos.com.br 53
  • 138. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Devem existir fortes razões que o façam defender essaconcepção, mas, não as conhecendo, tenho de aceitar-lhe osargumentos, ou, então, devo tentar desqualificá-los.(E) Qualquer que fossem os exemplos dos quais ele se utilizasse,poderiam, certamente, serem refutados, pois sempre haverámúltiplas perspectivas de enfoque de um objeto.24 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004)Há plena observância das normas de concordância verbal na frase:(A) Sempre haverá os que lucram com quaisquer iniciativas de queresulte algum ônus para a imagem de confiabilidade de que carecemas instituições públicas.(B) A crescente disseminação de instituições que trabalham contra osinteresses populares constituem um verdadeiro flagelo dos temposmodernos.(C) É curioso chamarem-se crime organizado a um tipo de iniciativasque investe, exatamente, contra a ordem social.(D) Não aprouvessem aos homens criar instituições, certamenteviveríamos todos sob o signo da violência e da barbárie.(E) Tudo o que tem mostrado as sucessivas civilizações faz concluirque as instituições servem tanto aos bons quanto aos mauspropósitos humanos.25 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)As normas de concordância estão inteiramente respeitadas na frase:(A) Deverão interessar ao plenário de cientistas, no pronunciamentoque Hawking se prepara para fazer, as correções sobre a teoria dosburacos negros.(B) Opõem-se às mais variadas formas de fundamentalismo todo equalquer método científico que admite a hipótese de sua própriafalibilidade.(C) Os princípios que se deve ensinar aos jovens estudantes sãoaqueles em que se supõem todo o dinamismo das verdades daciência.(D) Não desanimam aos verdadeiros cientistas, nos passos de umateoria, um eventual tropeço na observação de um fato ou naformulação de uma lei.(E) Cabem aos cientistas sérios e honestos reformular suas teorias,toda vez que encontrem nelas seja uma falha grave, seja umpequeno deslize. www.pontodosconcursos.com.br 54
  • 139. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI26 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é:(A) Não costumam ocorrer, em reuniões de gente interessada nadiscussão de um problema comum, conflitos que uma boa exposiçãodos argumentos não possam resolver.(B) Quando há desrespeito recíproco, as razões de cada candidato,mesmo quando justas em si mesmas, acaba por se dissolverem emmeio às insolências e aos excessos.(C) O maior dos paradoxos das eleições, de acordo com asponderações do autor, se verificariam nos caminhos nadademocráticos que se trilha para defender a democracia.(D) Quando se torna acirrado, nos debates eleitorais, o ânimo doscandidatos envolvidos, é muito difícil apurar de quem provém osmelhores argumentos.(E) Insatisfeitos com o tom maniqueísta e autoritário de que se valemos candidatos numa campanha, os eleitores franceses escolheram oque lhes pareceu menos insolente.27 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005)A concordância está correta na frase:(A) A diminuição das chuvas na Amazônia podem ser consideradasuma amostra do que nos esperam o futuro, se o ritmo dedesmatamento não for contido.(B) O controle dos recursos hídricos são desafio para osambientalistas, tornando-se necessário a preservação da floresta,para garantir o ciclo das chuvas.(C) Em que pese as inúmeras tentativas de controle dodesmatamento, é derrubado anualmente uma área equivalente a 17mil quilômetros quadrados.(D) Os habitantes da região amazônica, privilegiada por seus recursoshídricos, sofrem com a escassez de chuvas, que não lhes permite otransporte nem a pesca.(E) O desrespeito à natureza provoca o aparecimento de fenômenosclimáticos jamais imaginados, como mostra as cenas da estiagem naAmazônia.28 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006)A marcha ainda é lenta, mas o caminho para a renda mista insinua-sepromissor. Analistas atestam o esforço dos investidores em ser www.pontodosconcursos.com.br 55
  • 140. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKImenos acanhados e até sua disposição incipiente para consideraralguns riscos em troca de embolsar ganhos mais vultosos. Oambiente, por sua vez, tem se mostrado cada vez mais propício auma passagem gradual. Com a expectativa no mercado de que aelevação da taxa Selic seja interrompida pelo Banco Central e de quea reversão da trajetória ocorra este ano, a remuneração dos fundosde renda fixa – que, historicamente, detêm a preferência nacional –tende a se tornar menos atraente. Ao mesmo tempo, especialistassabem que a plena inclinação à renda variável continua restrita, poiso poupador brasileiro é carente de atrevimento. Daí se presume quea renda mista possa seguir na conquista de mais adesões.(Adaptado de Estadão Investimentos, abril 2005, p. 42)O primeiro período do texto aparece reescrito, com lógica e correção,SEM alteração do sentido original, em:(A) A timidez dos investidores prometem um caminho lento,enquanto seguro, para obtenção de renda mista.(B) Investidores sentem-se acanhados de disputar ganhos maisvultosos, se isso depende o caminho da renda mista.(disso –regência)(C) Renda mista é uma forma de investimentos que está sendo maisvultoso em seus ganhos para o ambiente dos investidores.(D) Investimentos em renda mista prometem bons resultados,embora seu crescimento ocorra de forma ainda bastante tímida.(E) Caminhar para renda mista é o que os investimentos parecemsinalizarem na marcha dos investidores, contudo acanhados.29 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)A concordância está feita de acordo com a norma culta em:(A) Ocorre algumas vezes certos problemas que parece ser insolúvelà primeira vista, mas com calma se resolvem.(B) A rotina de vida de muitas pessoas tornam-se uma sérieinterminável de compromissos que os torna sempre mais tensos.(C) Tem sido descoberto, em todo o país, vários casos detrabalhadores submetidos a trabalho sem o respeito à legislação.(D) A utilização de computadores são de fundamental importânciapara atender a velocidade de informações da vida moderna.(E) Como se tratasse de prazos muito curtos, foram convocadosvários funcionários que terminariam os serviços rapidamente. www.pontodosconcursos.com.br 56
  • 141. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI30 - (Procurador AM / Fevereiro 2006)Para o economista ético, faz-se necessário não apenas entender oprocesso produtivo de bens e serviços, como também influir narealização de objetivos definidos segundo um padrão eticamenteaceitável.Analise a proposição abaixo, em relação ao texto.(C) a expressão faz-se necessário não sofreria qualquer variaçãoformal caso viesse seguida de não apenas a compreensão doprocesso. www.pontodosconcursos.com.br 57
  • 142. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI SINTAXE DE REGÊNCIA E CRASEUm dos nossos assuntos de hoje é SINTAXE DE REGÊNCIA.Há sempre, nas orações, elementos regentes e elementos regidos.Chamamos de regentes aos termos que pedem complemento e deregidos aos que complementam o sentido dos primeiros.A sintaxe de regência estudará, portanto, as relações de subordinaçãoou dependência entre os elementos da oração.Em palavras mais simples: regência significa “uso ou não depreposição”. Veremos casos em que determinada palavra (substantivo,adjetivo, advérbio ou verbo) exige uma certa preposição ou tem o seusentido/alcance modificado em virtude do emprego de alguma delas.REGÊNCIA NOMINAL – estuda a relação entre um substantivo, umadjetivo ou um advérbio com o termo que complementa o seusignificado.REGÊNCIA VERBAL – analisa o emprego e o significado dos verbosde acordo com a preposição do seu complemento indireto (ou aausência da preposição no complemento direto).Nosso estudo terá por base as lições de Celso Pedro Luft presentesnas seguintes obras:- Dicionário Prático de Regência Nominal - Editora Ática – 4ªedição - 2003;- Dicionário Prático de Regência Verbal – Editora Ática – 8ª edição– 2002.Por fim, outra expressão que usaremos aqui é “transitividade doverbo”. Nada mais é do que a relação que, em certa acepção, o verboestabelece com o seu complemento, se é que este existe (no verbointransitivo, não há complemento verbal).Essa análise só pode ser feita na construção, pois, um mesmo verbopode requerer complementos diferentes de acordo com o significadoque venha a apresentar na oração.Você poderia me perguntar: como esse assunto é abordado pela bancada Fundação Carlos Chagas?Exploram-se conhecimentos acerca não só da regência dos verbos,mas também, inclusive na mesma questão, do emprego dos pronomesrelativos e da colocação pronominal. www.pontodosconcursos.com.br 1
  • 143. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPor isso, esta aula está bastante ligada à próxima, que irá tratar dePronomes.Outro assunto a ser estudado na aula de hoje é CRASE. A regência dosverbos e nomes (adjetivos, advérbios e substantivo), quando exigir apreposição “a”, pode provocar a ocorrência deste fenômeno (sim,crase é o fenômeno, e não o acento, que se chama grave). Masvamos deixar para mais adiante esse aprofundamento. De início,trataremos de sintaxe de regência.Bons estudos.QUESTÕES DE PROVA DA FCC - REGÊNCIA1 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)A expressão de que preenche corretamente a lacuna da frase:(A) Continuamos a avaliar ...... seria melhor se você desistisse daeleição.(B) A fonte ....... saciará nossa sede fica no alto daquela encosta.(C))Há sonhos ...... é impossível se desviar, quando se pensa nofuturo.(D) Todos os momentos ...... devaneamos ficaram impressos na minhamemória.(E) Dos livros ...... me ative nos últimos dias, apenas dois têm grandevalor.Gabarito: CComentário.Primeiramente cabe estabelecermos a distinção entre pronomerelativo e conjunção.Como saber, afinal, se aquele “que” é uma conjunção ou um pronomerelativo “que”?Vamos analisar a oração da opção (A). Para facilitar vamos substituir alocução verbal pela forma simples do verbo principal.Assim, supomos que o período fosse:“Avaliamos que seria melhor se você desistisse da eleição.”Tudo o que se segue após o verbo avaliar poderia ser substituído pelopronome substantivo ISSO:“Avaliamos ISSO”. www.pontodosconcursos.com.br 2
  • 144. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO sujeito da forma verbal (identificado pela desinência) está oculto:“[Nós] avaliamos ISSO”.O pronome substantivo indefinido ISSO está exercendo a funçãosintática de objeto direto de avaliar (“Avaliar ISSO”), a oração éclassificada como oração subordinada substantiva objetiva direta.Traduzindo o “gramatiquês”: - oração subordinada – porque exerce uma função sintática na oração principal; - substantiva – porque, como vimos, ela pode ocupar o lugar de um substantivo (“avaliar o cumprimento”) ou de um pronome substantivo (“avaliar ISSO”); - objetiva direta – porque ela exerce a função sintática de objeto direto em relação à oração principal.A conjunção SEMPRE dá início a uma oração subordinadaSUBSTANTIVA.O pronome relativo SEMPRE dá início a uma oração subordinadaADJETIVA.Note que a oração subordinada substantiva objetiva direta tambémapresenta um período composto: “seria melhor / se você desistisse daeleição”.A partir da análise já realizada, vamos substituir a segunda oraçãopelo pronome: “seria melhor ISSO”.A oração que foi substituída pelo pronome exerce, em relação à outra,a função de sujeito (“Isso seria melhor”). Assim, ela é classificadacomo uma oração subordinada substantiva subjetiva.Podemos notar que as conjunções que iniciam orações subordinadassubstantivas podem ser duas: que e se. Elas são chamadas deconjunções integrantes.O PRONOME RELATIVO, por sua vez, se refere a algum termo que jáfoi mencionado, substituindo-o na oração subordinada adjetiva.Se este pronome, na oração adjetiva, exercer a função sintática desujeito, deve o verbo concordar com o termo antecedente.Se, na oração adjetiva, algum termo (verbo, adjetivo, substantivo,advérbio) exigir uma preposição em relação a esse antecedente, esta www.pontodosconcursos.com.br 3
  • 145. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIpreposição deverá ser colocada antes do pronome relativo, substitutodo antecedente.Para facilitar, vamos ao exemplo fornecido pela opção (B).Podemos “desmembrar” o período composto em duas orações:1ª - “A fonte fica no alto daquela encosta.”2ª - “A fonte saciará nossa sede.”Após a união das duas orações em um só período, a palavra “fonte”,que está repetida, será substituída pelo pronome relativo que:“A fonte que saciará nossa sede fica no alto daquela encosta.”Assim, a oração que não apresenta o pronome é chamada de oraçãoprincipal (a 1ª oração do nosso exemplo), enquanto que a segunda,por estar definindo o alcance da palavra “fonte” (não é qualquer fonte,é a fonte que saciará a nossa sede), tem valor adjetivo (a oraçãopoderia ser substituída por um adjetivo, como “fonte dourada”) e échamada de oração subordinada adjetiva restritiva.Como a palavra “fonte”, representada na oração adjetiva pelopronome relativo que, exerce a função de sujeito na 2ª oração (“Afonte saciará nossa sede.”), não requer o emprego de nenhumapreposição antes do pronome.Vimos, portanto, que essa opção (B) não atende ao enunciado (nalacuna, há apenas o pronome, sem preposição).Imagine agora que a 2ª oração fosse outra:1ª - “A fonte fica no alto daquela encosta.”2ª - “Eu me referi à fonte.”O novo período composto seria:A fonte ... que eu me referi fica no alto daquela encosta.Note que, na segunda oração, a palavra “fonte” é precedida dapreposição “a” (contraída com o artigo formando “à”: “Eu me referi àfonte”) e exerce a função sintática de objeto indireto (Alguém serefere a alguma coisa).Como, na oração subordinada adjetiva do período composto, essapalavra é representada pelo pronome relativo que, a preposição “a”deve anteceder o pronome: “A fonte | a que eu me referi | fica noalto daquela encosta.” www.pontodosconcursos.com.br 4
  • 146. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIVejamos, agora, a construção apresentada na opção (C), tida comocorreta:Há sonhos ...... é impossível se desviar, quando se pensa no futuro.As três orações são:1ª oração – Há sonhos2ª oração – [sonhos] é impossível se desviar3ª oração – quando se pensa no futuro (oração adverbial, que não nosinteressa para a análise da regência verbal)A palavra “sonhos” seria substituída pelo pronome relativo “que”.Vamos analisar, agora, a transitividade do verbo “desviar”: “Alguém sedesvia de alguma coisa” – é um verbo transitivo indireto, regendo apreposição de.Assim, a construção correta será: “Há sonhos de que [dos sonhos] éimpossível se desviar, quando se pensa no futuro.”. Essa é, pois, aresposta CORRETA.Para concluir, note que o pronome “se” é um índice de indeterminaçãodo sujeito (pronome SE + verbo transitivo indireto), formando com overbo “desviar” uma construção genérica (“Desviar-se dos sonhos éimpossível”).Por apresentar um sujeito oracional reduzido do infinitivo (desviar), overbo ser e o adjetivo impossível permaneceram neutros (masculinosingular). Em relação a essa análise, se restar dúvida, volte a ler aAula 1 – Verbo e Aula 2 - Concordância, nos pontos em que tratamosdesse assunto.Veja como seriam preenchidas as lacunas das demais opções:(A) Como vimos, a oração que tem início com a conjunção que se ligadiretamente à locução verbal (“Continuamos a avaliar”). Em umalocução verbal, devemos avaliar a transitividade do verbo principal;“avaliar” é um verbo transitivo direto, não devendo ser colocadanenhuma preposição antes da conjunção: “Continuamos a avaliar queseria melhor se você desistisse da eleição.”.(D) As duas orações são:1ª - Todos os momentos ficaram impressos na minha memória.2ª - Devaneamos ... todos os momentos. www.pontodosconcursos.com.br 5
  • 147. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO verbo devanear, na acepção de “deixar-se ir em pensamentosvagos” é intransitivo (sem complemento) ou transitivo direto, com apreposição “em”. Como há complemento (“momentos”), devemosempregar esta última forma na oração (“Devaneamos em todos osmomentos”). Quando é formado um único período para as duasorações, a preposição “em” deve anteceder o pronome relativo “que”,substituto da palavra “momentos”:“Todos os momentos em que devaneamos ficaram impressos naminha memória.”(E) O verbo ater-se (pronominal) é transitivo indireto, regendo apreposição “a”: “Alguém se atém a alguma coisa” (olhe aacentuação!). Na lacuna, emprega-se um pronome relativo que tempor referente a palavra “livros”. A oração subordinada adjetiva, antesda substituição pelo pronome e na ordem direta, seria: “[Eu] me ativeaos livros”.Assim, a preposição “a” deve anteceder o pronome relativo “que”:“Dos livros a que me ative nos últimos dias, apenas dois têm grandevalor.”.Em tempo e antes que alguém comece a se perguntar: “Dos livros”,que introduz o período, pertence à oração principal: “Apenas dois doslivros [a que me ative nos últimos dias] têm grande valor.”2 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)As expressões de que e com que preenchem corretamente, nessaordem, as lacunas da frase:(A)) O prestígio ...... o texto de Maquiavel desfruta até hoje émerecido, pois é um tratado político ...... muitos têm muito aaprender.(B) As qualidades morais ...... muitos estavam habituados a considerarcomo tais foram substituídas pelas políticas, no tratado ...... Maquiaveltornou uma obra basilar.(C) Os valores abstratos ...... muita gente costuma cultuar nãotinham, para Maquiavel, qualquer aplicação ...... pudesse se valer naanálise da política.(D) O adjetivo maquiavélico, ...... muitos utilizam para denegrir ocaráter de alguém, ganhou uma acepção ...... costumam discordar oscientistas políticos.(E) A leitura de O Príncipe, ...... muita gente até hoje se entrega,interessa a todos ...... se sintam envolvidos na lógica da política. www.pontodosconcursos.com.br 6
  • 148. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: AComentário.Vamos analisar lacuna por lacuna.(A) “O prestígio ..... o texto de Maquiavel desfruta até hoje” – o verbodesfrutar, na construção, é transitivo indireto com a preposição “de”(Alguém desfruta de alguma coisa); o pronome relativo se refere a“prestígio”. Logo a primeira lacuna deverá ser preenchida com “deque”.Em seguida, na passagem “pois é um tratado político ..... muitos têmmuito a aprender”, devemos analisar a transitividade do verboprincipal da locução verbal “ter a aprender”. O verbo aprender, porestar acompanhado do advérbio “muito”, apresenta, na construção, aforma transitiva indireta, acompanhado da preposição “com” (damesma forma que em “Eu aprendi muito com os meus erros”). Como opronome relativo substitui a expressão “tratado político”, a construçãodeveria ser: “pois é um tratado político com que muitos têm muito aaprender”.Lacunas: de que / com que - esta é a resposta correta.(B) O verbo “considerar” é transitivo direto. Na oração “Muitosestavam habituados a considerar as qualidades morais” (termo esteque será substituído pelo pronome relativo), não há necessidade doemprego de preposição alguma, já que o verbo considerar étransitivo direto.Assim, a primeira lacuna será preenchida somente com o pronomerelativo: “As qualidades morais que muitos estavam habituados aconsiderar como tais...”.Na segunda lacuna, o pronome relativo exerce a função de objetodireto do verbo “tornar”. Este verbo é, na construção, transobjetivo,ou seja, além do objeto direto, requer um predicativo do objeto direto(já falamos sobre isso na Aula 1 – Verbos, questão 31).Após a substituição do pronome relativo pelo substantivo (seuantecedente), a construção seria: “Maquiavel tornou o tratado umaobra basilar”, em que “o tratado” exerce a função de objeto direto e“uma obra basilar”, predicativo do objeto direto. Para deixarmosessa função de objeto direto bastante clara, vamos trocar osubstantivo por um pronome oblíquo: “Maquiavel tornou-o uma obrabasilar”. www.pontodosconcursos.com.br 7
  • 149. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIObserve que “obra basilar” tem valor adjetivo (atribui uma qualidade)em relação a “tratado”, e com ele não se confunde.O predicativo do objeto é uma função necessária à compreensão. Nãohaveria nexo se este elemento faltasse ao período: “Maquiavel tornouo tratado ...” – a pergunta provavelmente seria: tornou o tratado oquê? O elemento que completa essa oração exerce a função depredicativo do objeto.Como o objeto direto não requer preposição, na segunda lacuna hásomente o pronome relativo: “no tratado que Maquiavel tornou umaobra basilar”.Lacunas: que / que(C) “Muita gente costuma cultuar alguma coisa” – o verbo cultuar(principal da locução) é transitivo direto. Assim, na primeira lacuna, háapenas o pronome relativo que se refere a “valores abstratos”: “Osvalores abstratos que muita gente costuma cultuar...”.No segundo período, o verbo valer-se exige complemento indiretocom a preposição “de” (Alguém pode se valer de alguma coisa). Essapreposição irá anteceder o pronome relativo: “qualquer aplicação deque pudesse se valer na análise da política.”.Lacunas: que / de que(D) O verbo utilizar é transitivo direto – “muitos utilizam o adjetivomaquiavélico”. Não há necessidade de se empregar preposiçãoalguma – “O adjetivo ‘maquiavélico’, que muitos utilizam paradenegrir o caráter de alguém...”.Na seqüência, o verbo discordar (verbo principal da locução verbal) étransitivo indireto, com a preposição “de” (Alguém discorda de algumacoisa). Observe que a oração está na ordem invertida: “os cientistaspolíticos” é sujeito: “... ganhou uma acepção de que costumamdiscordar os cientistas políticos.” (equivalente a “os cientistas políticoscostumam discordar da acepção”).Lacunas: que / de que(E) Alguém se entrega a alguma coisa – o verbo entregar-se(pronominal) é transitivo indireto com a preposição “a”. Estapreposição deve anteceder o pronome relativo que substitui “a leiturade O Príncipe”: “A leitura de O Príncipe, a que muita gente até hojese entrega...”.Na seqüência, temos um caso de regência nominal – o adjetivo“envolvidos” exige a preposição “em” (Alguém se sente envolvido emalguma situação). Esse complemento nominal já está representado por www.pontodosconcursos.com.br 8
  • 150. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI“na lógica da política”. Já o pronome relativo exerce a função desujeito da oração subordinada adjetiva e se refere a “todos”: “todosse sintam envolvidos na lógica da política”. A construção seria: “...interessa a todos que se sintam envolvidos na lógica da política”.Lacunas: a que / que3 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)Para entender o de que vou aqui tratar não é necessário saber o quesão os buracos negros.A frase acima permanecerá correta caso se substitua o elementosublinhado por(A) o de que aqui me referirei.(B) aquilo que irei aludir.(C) o que aqui me reportarei.(D) àquilo de que aqui exporei.(E)) o de que aqui me ocuparei.Gabarito: EComentário.Pode parecer estranha num primeiro momento, mas está perfeita aconstrução “Para entender o de que vou tratar”. Alguém entendealguma coisa. O objeto direto do verbo “entender” é o pronomedemonstrativo “o”. Para ter certeza de que esse “o” é mesmo umpronome demonstrativo, tente trocá-lo por “aquele” (outrodemonstrativo): “Para entender aquilo de que vou tratar”. Deu certo!Então é demonstrativo mesmo. Só para lembrar, esse “o” não poderiaser de maneira alguma um artigo definido (costumo brincar dizendoque “artigo” é como ARROZ – só serve para acompanhar. Ele só podeser usado ao lado de um substantivo ou pronome substantivo,implícito ou explícito: O meu carro é mais bonito que o seu [carro].).De volta à questão, vimos que “o” é objeto direto de “entender”. Opronome relativo “que”, acompanhado da preposição “de” (exigidapelo verbo “tratar”), se refere a esse pronome demonstrativo. Por isso,coloquialmente, ocorre essa contração – “Para entender do que voutratar”.O que o examinador busca nessa questão é saber em qual dasconstruções apresentadas também está correto o emprego dopronome relativo. www.pontodosconcursos.com.br 9
  • 151. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIUma boa maneira de analisar é a partir da regência verbal da oraçãosubordinada adjetiva (para simplificar, retire o “aqui” de todas asopções):(A) “Alguém se refere a alguma coisa” (transitivo indireto com apreposição “a”) – assim, “Para entender o a que me referirei” – éindevida o emprego da preposição “de”;(B) “Alguém alude a alguma coisa” (transitivo indireto com apreposição “a”) – a troca seria, então, “Para entender aquilo a que ireialudir”;(C) “Alguém se reporta a alguma coisa” (transitivo indireto com apreposição “a”) – a substituição seria “Para entender o a que mereportarei”;(D) “Alguém expõe alguma coisa” (transitivo direto) – a novaconstrução seria “Para entender o que irei expor”;(E) “Alguém se ocupa com ou de alguma coisa” (no sentido de“tratar”, o verbo ocupar-se é transitivo indireto com as preposições“com” ou “de”, indistintamente – “Ocupou-se dos/com os problemasdomésticos”) – como há a possibilidade de usar a preposição “de”,está correta a resposta: “Para entender o de que me ocuparei”.4 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas...A frase cujo verbo, também grifado, apresenta regência idêntica à dogrifado na frase acima é:(A) ...que fez uma viagem de exploração à América do Sul...(B)...que sabem reduzir a cabeça de um morto...(C) Queria assistir a uma dessas operações...(D) ...que ele tinha contas a acertar...(E) Ele não me fez nenhum mal!Gabarito: EComentário.O que será analisado, a partir dessa questão, é a transitividade doverbo, que, como vimos, se refere à regência do verbo emdeterminada construção. www.pontodosconcursos.com.br 10
  • 152. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO verbo dizer, na estrutura oracional apresentada, é transitivodireto e indireto (objeto direto: “que também se caçam borboletas eandorinhas” e objeto indireto: “lhe”).Vamos analisar a transitividade de cada um dos verbos apresentadosnas opções:(A) transitivo direto (“fez uma viagem de exploração à América do Sul”– objeto direto sublinhado);(B) transitivo direto (objeto direto oracional sublinhado: sabem reduzira cabeça de um morto);(C) transitivo indireto (objeto indireto regido pela preposição “a”:“uma dessas operações”);(D) transitivo direto (objeto direto: “contas a acertar”);(E) transitivo direto e indireto (GABARITO) – objeto direto: “nenhummal”; objeto indireto “me”.Aproveitamos para lembrar que os pronomes oblíquos me, te, se, nose vos podem atuar tanto como objetos diretos quanto como objetosindiretos.Para a análise, não vai adiantar nada trocar o “me” pelo “a mim”, ou o“nos” pelo “a nós”. Esses pronomes oblíquos (mim, ti, ele, ela, nós,vós, eles, elas) devem estar sempre acompanhados de preposição.Você estaria trocando seis por meia dúzia.A melhor forma é trocar o ‘pronome’ pelo ‘nome’ (substantivo). Assim,no exemplo: “Ele não me fez mal” – no lugar do pronome (“me”)devemos usar um substantivo – “menino”: “Ele não fez mal aomenino”. Ficou clara a necessidade da preposição antes do nome.Assim, o pronome “me” é mesmo o objeto indireto da construção.5 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005)... os portos da Amazônia têm um sistema de braços flutuantes...O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifadoacima está na frase:(A) ... choveu menos na Amazônia.(B) ... assim como aconteceu no início do século XX.(C)) ... duplicando o impacto sobre o ambiente.(D) ... que se trata de variações médias ao longo de três décadas.(E) ... a atual seca se torna mais relativa. www.pontodosconcursos.com.br 11
  • 153. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: CComentário.O verbo ter, na construção, é transitivo direto (objeto direto é “umsistema de braços flutuantes”).Vamos verificar a transitividade dos demais verbos:(A) intransitivo – A expressão “na Amazônia” apresenta valorcircunstancial de lugar – é um advérbio e, portanto, exerce a funçãosintática de adjunto adverbial.(B) intransitivo – O mesmo ocorre com a expressão adverbial “noinício do século XX”, que apresenta um valor circunstancial detempo/momento.(C) transitivo direto – O objeto direto é “o impacto sobre o ambiente”.ESSA É A RESPOSTA CERTA!(D) transitivo indireto – Esse é um emprego clássico de sujeitoindeterminado. Como vimos na aula sobre concordância, o sujeitoindeterminado se constrói de duas formas: com verbos transitivosindiretos, intransitivos ou de ligação, na 3ª pessoa do singularacompanhado do índice de indeterminação do sujeito “se”; com verbosde qualquer transitividade, na 3ª pessoa do plural (sem o pronome).Foi apresentada a primeira forma: “que se trata de variações médiasao longo de três décadas” (objeto indireto sublinhado).(E) Essa foi a opção mais difícil. O verbo tornar, na construçãoapresentada, além do objeto direto (representado pelo pronome “se”),exige também um outro complemento – o predicativo do objeto direto:“mais relativa”. Esse é um verbo transobjetivo, que requer doiscomplementos – objeto direto e predicativo do objeto direto.6 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)... é que elas não têm cheiro, nem temperaturas, nem ruídos, nemmosquitos...O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifadoacima está na frase:(A) Nada, enfim, do que acontece nas desconfortáveis paisagens reais.(B) Agradeci-lhe, horrorizado.(C) Porque a poesia não é apenas a verdade... www.pontodosconcursos.com.br 12
  • 154. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Jamais acreditei em observação direta...(E)) Não se pode conhecer nada num minuto...Gabarito: EComentário.Novamente, foi exigida a transitividade do verbo ter, que, naestrutura, é direta.Os demais verbos têm a seguinte transitividade:(A) acontecer - intransitivo(B) O verbo agradecer é, na oração, transitivo indireto (objetoindireto: “lhe”).Esse é um verbo especial que merece alguns comentários. Constrói-secom objeto direto para coisa e indireto para pessoa (Agradeço a Deus[O.I.] sua salvação [O.D].). Também ocorre a sintaxe agradecer-lhepor algo, por causa da significação “motivo ou causa” (verbo + objetoindireto + adjunto adverbial de causa).Na questão, foi dispensado o objeto direto, mantendo-se, somente, oindireto (“lhe”).(C) ser - verbo de ligação.(D) acreditar – transitivo indireto, com a preposição “em”.(E) Esse foi o gabarito. O verbo conhecer é transitivo direto (Alguémconhece alguma coisa). Note que a estrutura apresentada possibilitaduas análises:1 – Não se pode conhecer nada – o sintagma sublinhado é o sujeitooracional do verbo “poder” – o verbo poder, na oração, é transitivodireto e está construído em voz passiva (“não se pode isso”);2 – Não se pode conhecer nada – “nada” é o sujeito da locução verbalpode conhecer. O verbo principal (conhecer) é transitivo direto,condição necessária para a construção de voz passiva. Como o queestá em questão é a transitividade do verbo, ainda que seja essa aanálise sintática, permanece correta a opção.Mais sobre isso, veja no comentário à questão 10 da Aula 2 –Concordância.7 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) www.pontodosconcursos.com.br 13
  • 155. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO Conselho Nacional de Justiça precisará de segmentos setoriais... (1oparágrafo)O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima estána frase:(A) ... tornando-a mais rápida...(B) ... limita a liberdade dos juízes...(C) ... e pode permitir a influência do Executivo...(D) ... se a aplicação for restrita a matérias tributárias...(E) ... mas valem apenas para os advogados privados...Gabarito: EComentário.O verbo em epígrafe é transitivo indireto (precisará de segmentossetoriais). A construção verbal que apresenta idêntica transitividade éa da letra (E) – valem para os advogados.Vamos analisar a dos demais verbos:(A) transobjetivo – objeto direto: “a”; predicativo do objeto direto:“mais rápida”;(B) transitivo direto – objeto direto: “a liberdade dos juízes”;(C) transitivo direto – objeto direto: “a influência do Executivo”;(D) verbo de ligação – predicativo do sujeito: “restrita”;complemento nominal (liga-se ao adjetivo “restrita”): “a matériastributárias”. Essa era a pegadinha da questão. Muita gente deve termarcado essa opção como correta imaginando que o elemento queexerce a função de complemento nominal seria objeto indireto – ledoengano! Não foi à toa que a opção correta era a letra (E).8 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)Para responder a esta questão, considere o fragmento, reproduzidoabaixo, de um informe publicitário da Prefeitura Municipal de CampoGrande. QUALIDADE DE VIDA Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas www.pontodosconcursos.com.br 14
  • 156. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra alto índice de satisfação de seus moradores e empreendedores.Julgue a assertiva abaixo a partir dos elementos no texto existentes,é:(A) Os verbos oferecer e registrar exigem o mesmo tipo decomplemento.Item CORRETOComentário.Ambos os verbos têm, no texto, transitividade direta. O objeto diretode oferecer é “melhor índice de qualidade de vida”, enquanto que odo verbo registrar é “alto índice de satisfação de seus moradores eempreendedores”.9 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006)... e as cotações generosas empolgam os usineiros ...O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifadoacima está na frase:(A) Nem só de problemas vive o campo.(B) Enquanto estrelas de primeira grandeza como a soja vergam sobuma conjuntura desfavorável ...(C) A razão é a alta do petróleo ...(D)) ... e há meia centena de novas usinas projetadas ...(E) ... que torna o álcool um combustível atraente.Gabarito: DComentário.O verbo em questão é empolgar, que, na oração, é transitivo direto.Vamos analisar as opções:(A) transitivo indireto - objeto indireto é “de problemas”. “Ocampo” é o sujeito da oração.(B) intransitivo – a expressão “sob uma conjuntura desfavorável”exerce a função de adjunto adverbial.(C) verbo de ligação – predicativo do sujeito: “a alta do petróleo”. www.pontodosconcursos.com.br 15
  • 157. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) O verbo haver no sentido de existência é impessoal, não possuisujeito. O que se segue é o objeto direto. Ele é, portanto, um verbotransitivo direto. ESSA É A RESPOSTA CERTA!!!Cuidado para não confundir essa análise com a do verbo existir. Esse,sim, possui sujeito e com ele deve concordar. Como a expressão “meiacentena de novas usinas projetadas” exerce a função de objeto diretodo verbo haver, mesmo que estivesse representada por um termo noplural, não afetaria a flexão do verbo, que se mantém na 3ª pessoa dosingular.(E) Novamente, a banca explorou o conceito de verbo transobjetivo.Mais uma vez, empregou o verbo “tornar” em uma opção que buscavao verbo transitivo direto. Já dissemos mas vamos repetir: estes verbosexigem, além do objeto direto, um complemento – o predicativo doobjeto direto. Por isso, não atendeu ao enunciado.10 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005)As liberdades ...... se refere o autor dizem respeito a direitos ...... seocupa a nossa Constituição.Preenchem de modo correto as lacunas da frase acima, na ordemdada, as expressões:(A)) a que - de que(B) de que - com que(C) a cujas - de cujos(D) à que - em que(E) em que - aos quaisGabarito: AComentário.Em relação à primeira lacuna, o verbo referir-se é transitivo indireto,exigindo a preposição “a”. Como o pronome relativo substitui osubstantivo “liberdades”, a opção que pode preencher o espaço é aque (sem acento grave). A única opção que apresenta essa forma é(A).Para confirmar o gabarito, veremos que a segunda lacuna deve serpreenchida pelo pronome relativo cujo referente é “direitos” e pelapreposição “de”, exigência do verbo ocupar-se. Assim, a lacuna deveser preenchida com de que. www.pontodosconcursos.com.br 16
  • 158. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO período seria: “As liberdades a que se refere o autor dizem respeitoa direitos de que se ocupa a nossa Constituição”.11 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)O culto das aparências é a chave que nos dá acesso ao prestígiopúblico.Caso se substitua, na frase acima, culto por zelo e dá acesso porfranqueia, as expressões sublinhadas devem ser substituídas,respectivamente, por(A) nas aparências - no prestígio.(B) às aparências - do prestígio.(C)) pelas aparências - o prestígio.(D) pelas aparências - pelo prestígio.(E) nas aparências - para com o prestígio.Gabarito: CComentário.Essa questão é o mote para tratarmos de regência nominal. O termoregente, nesse caso, será um adjetivo, um advérbio ou umsubstantivo. Esta palavra exigirá o emprego de determinadapreposição.Na questão, são dois os substantivos empregados na forma original –culto e acesso. O examinador sugere a troca, respectivamente, porzelo e franquear (neste último caso, passa a ser regência verbal).O substantivo zelo é usado costumeiramente com a preposição por,mas admite também as preposições a, de, para e com. Assim,eliminam-se as opções (A) e (E), que indicam a preposição em.Já o verbo franquear é transitivo direto (Alguém franqueia algumacoisa). A única opção correta é, portanto, a de letra C.De todas as provas que pesquisamos, essa foi a única questãoexclusiva sobre regência nominal e uma das raras que abordam oassunto.12 - (IPEA Assessor Especializado / Novembro 2004) www.pontodosconcursos.com.br 17
  • 159. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINa frase Preferimos confiar e acreditar nas coisas..., a expressãosublinhada complementa corretamente, ao mesmo tempo, dois verbosque têm a mesma regência: confiar em, acreditar em. Do mesmomodo, está também correta a seguinte construção: Preferimos(A) ignorar e desconfiar das coisas...(B) subestimar e descuidar das coisas...(C) não suspeitar e negligenciar as coisas...(D) nos desviar e evitar as coisas...(E))nos contrapor e resistir às coisas...Gabarito: EComentário.Quando um mesmo complemento servir a dois verbos, deve-se tomarmuito cuidado com a regência destes para que não haja prejuízogramatical.Se os verbos apresentarem diferentes transitividades e/ou regerempreposições diversas, deverá ser repetido o complemento em cadaocorrência, respeitada a regência de cada um dos verbos. Vamos aosexemplos:(A) verbo ignorar = Alguém ignora alguma coisa = verbo transitivodireto verbo desconfiar = Alguém desconfia de alguma coisa = verbotransitivo indireto com a preposição “de”Não podemos colocar o mesmo complemento para ambos os verbos,pois apresentam transitividades distintas. A estrutura mais adequadaseria: “ignorar as coisas e desconfiar delas”.(B) verbo subestimar = Alguém subestima alguma coisa = verbotransitivo direto verbo descuidar = Alguém descuida de alguma coisa = verbotransitivo indireto com a preposição “de”A construção poderia ser: subestimar as coisas e descuidar delas (cadaverbo com o seu complemento).(C) verbo suspeitar = Alguém suspeita de alguma coisa = transitivoindireto com a preposição “de” verbo negligenciar = Alguém negligencia alguma coisa =transitivo direto www.pontodosconcursos.com.br 18
  • 160. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIConstrução possível: não suspeitar das coisas e negligenciá-las.(D) verbo desviar-se = Alguém desvia-se de alguma coisa =transitivo indireto com a preposição “de” verbo evitar = Alguém evita alguma coisa = transitivo diretoPossibilidade de estrutura: [Preferimos] nos desviar das coisas e evitá-las.(E) Os dois verbos aceitam complementos indiretos com a preposição“a”: verbo contrapor-se = Alguém se contrapõe a alguma coisa verbo resistir = Alguém resiste a alguma coisaSomente nessa situação, é possível o mesmo complemento se ligar adois verbos: nos contrapor e resistir às coisas. – ESSA É ARESPOSTA CORRETA.Sobre a possibilidade de flexão do infinitivo, reveja a aula sobreconcordância, comentário à questão 26, item (B).CRASE “Bom filho ... casa torna”A partir desse adágio, começamos nossa aula sobre crase.E aí, como você preencheu a lacuna? Com um “a”? Dois? Um comacento grave?Afinal, o que é crase? Isso não nos cansamos de repetir – CRASE NÃOÉ O ACENTO, CRASE É O FENÔMENO!. Portanto, rejeito a forma“crasear” (arghh....), mesmo já tendo sido registrada nos melhoresdicionários e aceita por tantos professores e gramáticos gabaritados.Prefiro usar “colocar o acento grave, indicativo de crase” ou “ocorrecrase (fusão)” - essa expressão você vai ler bastante a partir de agora.Dá-se o nome de crase ao encontro de duas vogais iguais e contíguas.Na língua portuguesa, só se registram com o acento grave osencontros da preposição a com outro a, que poderá ser um artigodefinido feminino, um pronome demonstrativo ou um pronomerelativo.COMO ANALISAR A OCORRÊNCIA DE CRASE? www.pontodosconcursos.com.br 19
  • 161. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIDa mesma forma como você ensina uma criança a atravessar a rua.“Filhinho, você deve olhar para os dois lados!”. Então aplicamos essalição à análise de crase – devemos olhar para os dois lados.“TERMO REGENTE + TERMO REGIDO”:De um lado, há um termo regente, que pode ou não exigir umapreposição (e, nesta aula, só nos interessa a preposição a).Do outro lado, há um termo regido, que pode aceitar ou não umartigo definido feminino. Nessa posição de “termo regido” tambémpode existir um pronome demonstrativo a(s), aquele(s), aquela(s)ou aquilo, um pronome relativo a qual/as quais.Se houver o encontro da preposição a com o outro a, OCORRE ACRASE: os dois viram um só “a” e recebem o acento grave (`) paraindicar essa fusão: à.Voltando ao ditado, antes de qualquer coisa, ajuda (e muito) construira oração na ordem direta – “Bom filho torna ... casa.”.De um lado, o termo regente (verbo tornar) exige a preposição a(tem o mesmo sentido e regência do verbo “retornar” – “Alguémtorna/retorna a algum lugar.”).Do outro lado, “casa”, no sentido de lar, não recebe oacompanhamento do artigo (“Quando eu for para casa, avisarei.” /“Passei o fim de semana em casa.”). Esse “casa” só aceita artigoquando identificado como a casa de alguém (“Nunca mais piso na casada minha sogra!”)Como o termo regido não aceita o artigo definido, há a ocorrência deapenas um “a” , que é a preposição exigida pelo termo regente, nãoocorrendo crase. Por isso, a construção correta é “bom filho a casatorna”.Em resumo: só haverá crase (fusão) se houver dois “as” - o termoregente exigir a preposição a e o termo regido: - for o pronome demonstrativo a(s), aquele(s), aquela(s), aquilo; - for o pronome relativo a qual / as quais; - admitir artigo definido feminino (singular ou plural): a(s). Para ter certeza de que a palavra admite o artigo definido feminino, construa uma frase em que essa palavra seja o sujeito e verifique a possibilidade de colocar o artigo antes dela. Exemplo: a palavra escolhida é “você”: não seria possível usar o artigo feminino antes desse pronome de tratamento -“A você está linda hoje”-, logo não há crase antes de “você”. www.pontodosconcursos.com.br 20
  • 162. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINesse resumo estão várias daquelas regras de crase. Não ocorrecrase: antes de palavra masculina (pois não admite artigo definido feminino por ser masculina); antes de verbo (pois não admite artigo definido feminino – mesmo quando substantivado, recebe o artigo masculino e não feminino – “o ranger”, “o regressar”); antes de pronomes em geral; com exceção dos pronomes possessivos (como veremos adiante) e os enumerados no resumo (demonstrativos a, aquele, aquela, aquilo, e relativos a qual, e seus plurais), todos os demais não admitem artigo definido feminino; antes de substantivos em sentido vago, genérico (não admitem artigo definido feminino por serem vagos, genéricos, como no exemplo do adágio); em expressões de palavras repetidas (cara a cara, dia a dia, boca a boca).Existem alguns casos em que o “a” recebe o acento grave (à) mesmonão havendo esse encontro de dois “as”. São os chamados casosespeciais: - locuções femininas, sejam elas adverbiais (à força, à vista), adjetivas (à fantasia, à toa), conjuntivas (à medida que, à proporção que) ou prepositivas (à espera de, à procura de); - diante de masculino, em que esteja subentendida a expressão “à moda de”, “à maneira de” (“Ele escrevia à Machado de Assis.”, “O artilheiro fez um gol à Romário.”). Cuidado: em “bife a cavalo” ou em “frango a passarinho” não está subentendida essa expressão (não é à maneira do cavalo ou do passarinho) e, por isso, não leva acento.Por fim, antes de iniciarmos os comentários às questões de prova,destacamos dois casos chamados “facultativos”, explicando ondereside essa “faculdade”: - pronomes possessivos – esses pronomes admitem o artigo definido antes de si (“Minha mesa está suja” ou “A minha mesa está suja”). Por isso, caso se empregue o pronome possessivo com artigo, desde que o termo regente exija preposição a, haverá crase (preposição a + artigo definido feminino + www.pontodosconcursos.com.br 21
  • 163. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI possessivo = à sua – “Refiro-me à sua irmã.”); em se escolhendo não colocar o artigo antes do possessivo, haverá somente a preposição e, por isso, não haverá a ocorrência de crase (preposição a + possessivo = a sua - “Refiro-me a sua irmã.”). Alguns autores chamam de um caso facultativo de crase, mas o que ocorre, na verdade, é o uso opcional do artigo definido feminino; - com a locução prepositiva “até a” (que é a junção das duas preposições: até + a). Havendo um termo regido que admita o artigo definido, haverá crase (até a + a = até à – “Andei até à entrada de sua casa.”). Essa locução prepositiva equivale à preposição “até”, que, quando usada na forma simples, não leva à fusão de dois ‘as’, pois só existe um – o artigo (até + a = até a - “Andei até a entrada de sua casa.”). Por isso, alguns falam simplesmente que, com a preposição “até”, a crase é facultativa. Na verdade, o que é facultativo é o uso da locução prepositiva “até a” ou da preposição simples “até” – com a primeira, haverá crase (até à); com segunda, não (até a).A maior parte das questões de crase envolvem o esquema “TERMOREGENTE + TERMO REGIDO”, como veremos a partir de agora.QUESTÕES DA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS - CRASE13 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)Quanto à necessidade ou não do uso do sinal de crase, a fraseinteiramente correta é:(A) Reportamo-nos à inexperiência de um cidadão comum quando écandidato a um posto público, mas somos propensos à rejeitar acandidatura de um político profissional.(B) O culto às aparências é um sintoma da vida moderna, uma vezque à elas nos prendemos todos, em nossa vida comum.(C) É a gente que cabe identificar os preconceitos, sobretudo os queafetam àqueles artistas e profissionais que dão graça à nossa vida.(D) Assistimos à exibição descarada de preconceitos, que tantosdissabores causam as pessoas, vítimas próximas ou à distância denós.(E)) Àqueles que alimentam um preconceito é inútil recomendardesprendimento, pois este se reserva às pessoas generosas. www.pontodosconcursos.com.br 22
  • 164. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: EComentário.Para confirmar a existência da preposição antes de “aqueles”, énecessário, primeiramente, organizarmos a oração na ordem direta.Para isso, partimos do verbo ser e, para haver lógica, do adjetivoinútil. O que é inútil? Resposta: “recomendar desprendimento”.O verbo “recomendar”, na construção, é transitivo direto e indireto(Recomendar alguma coisa a alguém). O que se recomenda (ou seja,qual é o objeto direto)? Desprendimento. A quem se recomendadesprendimento (qual é o objeto indireto?) Àqueles [a + aqueles]que alimentam um preconceito.Então, seguindo a análise de TERMO REGENTE + TERMO REGIDO, otermo regente, verbo “recomendar”, exige a preposição “a”. O termoregido é o pronome demonstrativo “aqueles”. Houve crase, devendoser indicado com o acento grave: “Àqueles que alimentam umpreconceito é inútil recomendar desprendimento” – construçãoperfeita.Na seqüência, há outra ocorrência de crase:TERMO REGENTE – verbo “reservar”: Alguém reserva alguma coisa aalguém. Como está acompanhado do pronome “se” apassivador, opronome “este”, que se refere a “desprendimento” é o sujeitopaciente. Como vimos na aula sobre verbos, o objeto indireto da vozativa (Fulano reservou alguma coisa a alguém) continua a exercer amesma função na voz passiva (Alguma coisa foi reservada por Fulanoa alguém) - tópico “Vozes Verbais” da Aula 1 - Verbos.Como o termo regente exige a preposição “a” e o termo regido(“pessoas generosas”) admite artigo definido feminino plural, háocorrência de crase, estando correta a construção: “...este se reservaàs pessoas generosas”.Os demais itens apresentam as seguintes incorreções.(A) Dos dois registros de crase, somente o segundo está incorreto.Na primeira ocorrência, o termo regente é o verbo reportar-se, queexige a preposição “a” (Alguém se reporta a alguém/alguma coisa). Otermo regido é o substantivo inexperiência, que aceita o artigodefinido feminino. Há, portanto, ocorrência de crase, que estádevidamente indicada pelo acento grave em “Reportamo-nos àinexperiência de um cidadão...”. www.pontodosconcursos.com.br 23
  • 165. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIJá no segundo registro, o termo regente “propensos” (adjetivo) exigea preposição “a” (Alguém é propenso a alguma coisa). Contudo, otermo regido não admite o artigo definido, pois é um verbo (rejeitar).A construção seria: “somos propensos a rejeitar a candidatura de umpolítico profissional”.(B) A primeira ocorrência de crase está corretamente indicada. Otermo regente culto exige a preposição “a”; o termo regidoaparências admite o artigo definido feminino plural – há crase: “Oculto às aparências”.Já no segundo, o termo regente, o verbo prender, é transitivo diretoe indireto e exige a preposição “a” (Alguém se prende a algumacoisa); no entanto, o termo regido é o pronome pessoal elas, que nãoadmite o artigo definido antes de si. Há, portanto, apenas um “a”, queé a preposição – “uma vez que a elas nos prendemos todos, em nossavida comum”.(C) O termo regente caber é transitivo indireto (Alguma coisa cabe aalguém). A expressão que exerce a função de objeto indireto é “agente”, que, segundo o contexto, apresenta a acepção equivalente a“nós”; uma vez antecedida da preposição “a”, forma crase. Para aanálise, não se deve levar em conta a expressão denotativa “é que”;na ordem direta, a construção seria: “identificar os preconceitos(sujeito) cabe à gente.”.Em seguida, o termo regente, verbo afetar, é transitivo indireto eexige a preposição “a” (Alguma coisa afeta a alguém). O termo regidoé “aqueles artistas e profissionais”. Como a preposição “a”, exigidapelo termo regente, se encontra com o pronome demonstrativo“aqueles”, há ocorrência de crase, devendo haver o correspondenteregistro: “sobretudo os que afetam àqueles artistas” – crasecorretamente indicada.Finalmente, o termo regente dar é transitivo direto (objeto direto:graça) e indireto (obj.indireto: nossa vida), devendo o complementoindireto ser precedido da preposição “a”. Como o termo regido éiniciado por um pronome possessivo, o emprego de artigo definidofeminino é facultativo, podendo ocorrer crase ou não (“profissionaisque dão graça a / à nossa vida”). Portanto, está correta a indicação decrase.(D) O termo regente, verbo assistir, no sentido de “ver, presenciar”,é transitivo indireto, exigindo a preposição “a”. O termo regido é“exibição”, que admite artigo definido feminino. Há crase: “Assistimos www.pontodosconcursos.com.br 24
  • 166. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIà exibição descarada de preconceitos...”. Correto emprego do acentograve.O erro está na seqüência: o termo regente, verbo causar, é transitivodireto (coisa) e indireto (pessoa) (Fulano causou alguma coisa aalguém), regendo a preposição “a”; o termo regido é “pessoas”, queadmite o artigo definido feminino plural. Houve o registro desse artigo,mas faltou a indicação de crase para registrar a existência dapreposição. A forma correta seria: “que tantos dissabores causam àspessoas...”.Por fim, a expressão “à distância” é objeto de bastante polêmica.A maioria dos gramáticos afirma que, sem especificação, a expressãonão recebe acento (“Mantenha-se a distância.”). Havendo definiçãodessa distância, usa-se o acento grave (“Mantenha-se à distância de10 metros.”). Não se trata de “termo regente – termo regido”. É umdos casos especiais mencionados no início dessa parte da aula.Contudo (agora vem a polêmica), segundo Celso Luft, atualmente seadmite o acento nessa construção, considerando-se como locuçãoadverbial.Note que o examinador, nesta questão, não deixou clara a suaposição, ao indicar outro erro de crase antes dessa expressão. Ótimo,pois não precisamos nos preocupar em indicar o erro da opção. Mas,mesmo assim, todo cuidado é pouco. Leve esse conhecimento para aprova e, caso se depare com a polêmica expressão adverbial “a/àdistância”, analise as demais opções para afirmar se está certo ouerrado o emprego na questão.14 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Deduz-se da leitura do texto que seu autor julga Maquiavel terprestado um serviço não apenas aos poderosos governantes, mastambém aqueles que têm interesse em analisar a exaustão as práticaspolíticas.Para correção do texto, são necessárias algumas correções. Julgue assubstituições propostas abaixo.I. aqueles por àqueles.II. a exaustão por à exaustão. www.pontodosconcursos.com.br 25
  • 167. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIItens CORRETOS.Comentário.I – O termo regente, a locução verbal “ter prestado”, é transitivadireta (um serviço) e indireta, regendo a preposição “a” antes doobjeto indireto, que, na construção, são dois: poderososgovernantes e aqueles.“ter prestado um serviço não apenas aos poderosos governantes, mastambém [ter prestado um serviço] aqueles que têm interesse...”O primeiro termo regido (poderosos governantes) foi corretamenteprecedido de preposição, formando “aos”. O segundo, contudo, estáincorretamente grafado. A preposição “a”, exigida pelo termo regente,ao se encontrar com o pronome demonstrativo “aqueles” forma crase– “...mas também àqueles que têm interesse...”.II - Logo após, a locução adverbial feminina “à exaustão” recebeacento grave: “... interesse em analisar à exaustão as práticaspolíticas”.15 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004)A frase totalmente de acordo com a norma padrão da língua escrita é:(A) Devido à circunstância de não conterem eles a curiosidade, opesquisador quis, com toda discrição, deixar claro que naquelemomento se restringiria a citar a etimologia da palavra.(B) O tema suscitou interesse que chegaram à pedir ao palestranteque lhes desse o privilégio de voltar, onde poderiam tirar dúvidasacerca do que tinham ouvido.(C) Por todos os ângulos que se observe o pós-modernismo, não sepode minimizar a questão do modo que ele é entendido, sob pena deos artistas serem mal-compreendidos.(D) Se os debatedores interviessem, mas sem reivindicar legitimidadeexclusiva à seus pontos de vista, teria sido mais fácil pôr em ordem oque era efetivamente relevante.(E) Na medida em que os dados gerais eram compreendidos, a platéiamanifestava um misto de entusiasmo e de vontade de saber mais, porisso adviram perguntas mais complexas.Gabarito: AComentário. www.pontodosconcursos.com.br 26
  • 168. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA locução prepositiva “devido a” tem origem na forma participialadjetiva do verbo dever (devido).Como assim “forma participial adjetiva”? QUEDIABÉISSO?CALMA! Vimos que o particípio é uma forma nominal que, muitasvezes, exerce a função que seria própria de um adjetivo, lembra?“Roupa lavada (adjetivo / particípio do verbo lavar)”, “cabelo penteado(adjetivo / particípio do verbo pentear)”, não foi?Então, na função adjetiva, a palavra “devido” (adjetivo / particípio doverbo dever) concorda em gênero e número com o substantivocorrespondente e rege a preposição a: “Sua ausência devida aproblemas de saúde foi notada.”, “Muitos acidentes devidos à falta deprudência dos motoristas são registrados nas estradas brasileiras.”.Apesar de condenada por diversos puristas, que acham que essapalavra só deve ser empregada na função adjetiva, a formaprepositiva “devido a” é abonada por ilustres como Celso Luft, sendoconstantemente apresentada em questões de prova.Quando presente na locução prepositiva (devido a), o vocábulo“devido” não se flexiona (pertence ao conjunto de palavrasinvariáveis) – “Devido aos problemas de saúde, ela não veio.”,“Muitos acidentes ocorrem devido à falta de prudência dosmotoristas.”.A preposição a, que faz parte da locução, poderá se contrair ao artigosubseqüente, no esquema “termo regente – termo regido”, comovimos recorrentemente neste estudo, havendo crase se o termo regidoadmitir artigo definido feminino (“O espetáculo foi cancelado devido àchuva”).Assim, na opção (A), o termo regente é devido a. O termo regido écircunstância, que aceita o artigo definido feminino. Forma-se,então, crase – “Devido à circunstância de não conterem eles ...”.Adiante, o termo regente restringir-se exige a preposição “a”, mas otermo regido “citar” não admite artigo definido feminino. Assim, hásomente a preposição, não sendo devido o acento grave.Essa opção (A) está certa!Em relação às demais opções, houve deslizes de diversas espécies,inclusive de crase.(B) A locução verbal “chegaram a pedir” comporta somente apreposição, não há artigo antes do verbo principal e, assim, não há www.pontodosconcursos.com.br 27
  • 169. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIjustificativa para o acento grave. Em resumo, em locução verbal,não há crase.Além disso, houve impropriedade ao empregar o pronome relativo“onde”, que só pode se referir a lugar ou algo que a isso se assemelhe.Em seu lugar, deveria ter sido usado “quando” (“No momento em queo palestrante voltasse, poderiam tirar dúvidas”). Sobre o emprego depronomes relativos, falaremos na próxima aula.(C) Os deslizes foram: sintaxe de regência e emprego de pronomerelativo. Alguém observa alguma coisa de um determinado ângulo.Assim, “Por todos os ângulos de que se observe o pós-modernismo”.Em seguida, “alguma coisa é entendida de determinado modo”. Opronome que se presta a indicar “modo” é “como”. Assim, aconstrução deveria ser: “...não se pode minimizar a questão do modocomo ele é entendido”.(D) O termo regente exclusiva exige a preposição “a”. O termo regido“seus pontos de vista” não admite o emprego de artigo definidofeminino, por ser masculino e plural. Assim, há apenas a preposição:“sem reivindicar legitimidade exclusiva a seus pontos de vista.”(E) Como mencionamos na aula sobre verbos, a FCC adora o verbo“advir”. Ele é derivado do verbo vir e deve ser conjugado tendo-o porparadigma: (vieram = advieram) “por isso advieram perguntas maiscomplexas”.16 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)Justifica-se o sinal de crase em ambos os elementos sublinhados nafrase:(A) Opõe-se o autor àqueles fundamentalistas que não admitem reveros resultados à que chegaram.(B) Hawking dispôs-se à apresentar a um plenário de cientistascorreções à sua teoria dos buracos negros.(C) A quem aspira às certezas dogmáticas não satisfarão as hipótesesde trabalho, sempre sujeitas à alguma revisão.(D)) Hawking filia-se à tradição dos grandes cientistas, que sempresouberam curvar-se às evidências de um equívoco.(E) Fundamentalista é todo aquele que prefere às certezas dogmáticasàs hipóteses sujeitas a verificação e a erro. www.pontodosconcursos.com.br 28
  • 170. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: DComentário.O termo regente, filiar-se, exige preposição “a”. O termo regido“tradição” admite artigo definido feminino. Há crase: “Hawking filia-seà tradição dos grandes cientistas”.Na segunda passagem, o termo regente, curvar-se, exige apreposição “a”, e o termo regido evidências admite artigo definidofeminino plural. Há novamente crase: “sempre souberam curvar-se àsevidências de um equívoco”. Como as duas ocorrências devem seracentuadas, essa é a resposta certa.Vamos analisar as demais opções.(A) O termo regente, verbo opor, é transitivo direto e indireto,exigindo a preposição “a” (Alguém se opõe a alguma coisa). O termoregido é “aqueles fundamentalistas”. A contração da preposição com o“a” do pronome demonstrativo “aqueles” é indicada com o acento:“àqueles”. Essa indicação está correta.A segunda, no entanto, está incorreta. Em “não admitem rever osresultados à que chegaram”, o pronome relativo “que” substitui “osresultados” em uma oração subordinada adjetiva. O verbo chegarexige a preposição “a”, que irá anteceder o pronome relativo. Noentanto, antes do pronome relativo, não há artigo definido feminino.Assim, antes do pronome relativo, há apenas a preposição, nãohavendo justificativa para a indicação de crase: “não admitem rever osresultados a que chegaram”.(B) O termo regente, verbo dispor-se (pronominal), é transitivoindireto, exigindo a preposição “a” (Alguém se dispõe a alguma coisa).O termo regido, contudo, é oracional, não admitindo, assim, um artigodefinido feminino. Há apenas a preposição: “Hawking dispôs-se aapresentar...”. Está incorreta a indicação de crase.Em seguida, o termo regente correções exige a preposição “a”. Otermo regido é precedido por um pronome possessivo feminino. Assim,está correta a indicação de crase, por ser facultativo o emprego doartigo definido feminino antes do pronome possessivo (“correções a/àsua teoria dos buracos negros).(C) O termo regente, verbo aspirar, no sentido de “desejar”, étransitivo indireto, com a preposição “a”. O termo regido é “certezasdogmáticas”, que admite o artigo definido feminino. Há crase,corretamente indicada: “A quem aspira às certezas dogmáticas”. www.pontodosconcursos.com.br 29
  • 171. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINa segunda passagem de indicação de crase, o termo regentesujeitas exige a preposição “a”, mas o termo regido não admite artigodefinido feminino (alguma revisão). Na dúvida, construa uma oraçãoem que essa expressão seja o sujeito: “Alguma revisão deverá serfeita.”. Perceba que você não poderia construir “A alguma revisão...”.Isso porque essa expressão apresenta valor genérico, vago. Assim, oúnico “a” é a preposição, não havendo acento grave: “sempre sujeitasa alguma revisão”.(E) Vamos falar agora sobre a regência do verbo preferir. Este verbo,na construção, é transitivo direto e indireto, exigindo a preposição “a”.Assim, não pode haver duas indicações de crase. Somente antes doobjeto indireto é cabível, se o termo regido admitir o artigo definidofeminino. O primeiro elemento (certezas dogmáticas) exerce a funçãode objeto direto, havendo somente o artigo definido feminino (“prefereas certezas dogmáticas”), enquanto que o segundo exerce a função deobjeto indireto. Como o termo regido (hipóteses) admite artigodefinido feminino, é devida a indicação de crase: “prefere as certezasdogmáticas às hipóteses sujeitas a verificação e a erro”.Apesar de não ter sido objeto da questão, vamos analisar esta últimapassagem. O termo regente (sujeitas) exige preposição. Por umaquestão de paralelismo sintático, tanto o primeiro termo regido(verificação) quanto o segundo (erro), por terem sido empregados demaneira genérica, encontram-se indefinidos, ou seja, sem artigos.Assim, está impossibilitada a ocorrência de crase, pois o que há éapenas preposição exigida pelo termo regente (“sujeitas a verificaçãoe a erro”).O que é paralelismo sintático? Havendo dois ou mais elementos deidêntica função sintática, o que for feito com um, deve ser repetidonos demais (são raros os casos em que isso não acontece, semprelevando em consideração o contexto). Assim, se fosse empregado oartigo antes do primeiro, o mesmo deveria ser feito em relação aosegundo.17 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)Uma das maiores causas de desigualdade social prende-se......dificuldade de acesso ...... informação e qualificação, essenciais ......conquista de um salário mais digno.Para completar corretamente a frase, as lacunas devem serpreenchidas, respectivamente, por:(A) à - à - à www.pontodosconcursos.com.br 30
  • 172. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) à - à - a(C) à - a - a(D) a - a - à(E) a - à - àGabarito: AComentário.1ª lacuna: Termo regente: prender-se, verbo transitivo direto(pronominal) e indireto, exigindo a preposição “a” (Alguém se prendea alguma coisa). Termo regido: dificuldade, admite artigo definidofeminino. Há crase: “prende-se à dificuldade de acesso”.2ª lacuna: Nesta opção, há duas possibilidades de construção – comacento ou sem acento. Vamos à análise.Termo regente: acesso, exige preposição “a” (Alguém tem acesso aalguma coisa). Termo regido: informação e qualificação.Termo regido: Primeira possibilidade: Apesar de esses vocábulos admitirem artigos definidos, não haveria o seu emprego por estarem usados em sentido vago, genérico (não é uma certa informação, é qualquer informação), como na oração “Informação e qualificação são elementos indispensáveis a um candidato”. Assim, haveria apenas a preposição: “dificuldade de acesso a informação e qualificação”. Segunda possibilidade: No emprego de palavras coordenadas, ou seja, palavras que exerçam a mesma função sintática, em que ambas sejam regidas pela mesma preposição, pode-se repetir a preposição e, caso haja definição, contraí-la ao artigo (“acesso à informação e à qualificação”). Neste caso, enfatiza-se cada um dos elementos. Contudo, é desnecessária essa repetição se o objetivo for enfatizar o grupo que esses elementos formam. Nesta hipótese, os gramáticos indicam que, se não se repetir a preposição, não se deve repetir o artigo, recaindo a ênfase no conjunto. Assim, a preposição contraída com o artigo antecede apenas o primeiro elemento (“acesso à informação e qualificação”). Assim, essa segunda lacuna poderia ser preenchida das seguintes formas: a (sentido genérico – apenas a preposição) ou à (sentido www.pontodosconcursos.com.br 31
  • 173. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI determinado, mas enfatizando-se o grupo que os dois elementos formam).3ª lacuna: Termo regente: essenciais, exige preposição “a” (Coisassão essenciais a algo/alguém). Termo regido: conquista, admiteartigo definido feminino. Há crase: “essenciais à conquista de umsalário mais digno”.A opção da banca em relação à segunda lacuna foi pela segunda forma(à), uma vez que não há a opção à / a / à . A resposta, portanto, é(A): à / à / à.18 - (TRT 15ª Região – Analista Judiciário / Setembro 2004)É preciso limitar as conclusões ...... poucas informações e ......discussões referentes ...... pesquisa.Para completar corretamente a frase as lacunas deverão serpreenchidas, respectivamente, por:(A) à - as - à(B))a - às - à(C) a - às - a(D) à - às - à(E) a - as - aGabarito: BComentário.1ª lacuna: Termo regente: limitar. Na construção, é transitivo diretoe indireto, regendo a preposição “a” (Alguém limita alguma coisa aalgo). Termo regido: poucas informações. Por estar usado emsentido genérico, sem artigo definido (como em: “Dispomos de poucasinformações”; “Poucas informações são suficientes paraentendermos”). Assim, não há crase (somente preposição “a”): “Épreciso limitar as conclusões a poucas informações”.2ª lacuna: Termo regente: limitar (o mesmo termo regente doprimeiro caso). Termo regido: discussões. Este vocábulo, ao contráriodo primeiro termo regido, está sendo usado em sentido específico: não www.pontodosconcursos.com.br 32
  • 174. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIsão quaisquer discussões; são as “discussões referentes ... pesquisa”.Então o termo regido admite o artigo definido feminino, ocorrendocrase: “às discussões...”3ª lacuna: Termo regente: referente; este adjetivo exige preposição“a” (Algo é referente a alguma coisa). Termo regido: pesquisa. Apartir do contexto, percebe-se o uso determinado de “pesquisa” – é aque está sendo realizada. Assim, o substantivo admite o artigodefinido feminino: “referentes à pesquisa”.19 - (TRT 22ª Região – Auxiliar Judiciário / Novembro 2004)Os dados comprovam que, de janeiro ...... julho deste ano, houveaumento na produção de veículos, em comparação com ...... obtida noano passado. As montadoras passaram ...... exportar uma parte dessaprodução.As lacunas da frase acima devem ser corretamente preenchidas por(A) a - a - a(B) à - à - a(C) à - a - à(D) a - à - a(E) a - à - àGabarito: AComentário.1ª lacuna: Para começar, analise uma outra estrutura: “A loja funcionadas 10h .... 18h”. Há um artigo (contraído com a preposição “de”)antes do primeiro elemento (das 10h). Então, deve haver artigo antesdo segundo. Como já existe uma preposição “a”, ocorre a fusão: “das10h às 18h”. A isso se dá o nome de paralelismo sintático (Lembra? Oque acontece com um elemento ocorre também com os demais demesma função sintática).Note, agora, que antes de “janeiro” há somente uma preposição(“de”), não há artigo. Pois, se não há artigo antes do primeiroelemento, não pode haver antes dos demais. A relação é “de ... a ...”,somente com preposições. Por isso, não há crase: “de janeiro a julho”.Paralelismo nele!2ª lacuna: Na expressão “em comparação com” já existe umapreposição (“com”), o que impossibilita a existência da preposição “a”. www.pontodosconcursos.com.br 33
  • 175. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO que irá preencher a lacuna é o pronome demonstrativo “a”,equivalente a “aquela”, que se refere à palavra “produção” (“houveaumento na produção de veículos, em comparação com [a produção]obtida no ano passado”). Não há dois “as”, somente um - o pronomedemonstrativo. Portanto, não há crase: “em comparação com aobtida...”.3ª lacuna: Em locução verbal, há apenas preposição, sem artigo. Porisso, não há crase: “As montadoras passaram a exportar”.A ordem será: a, a, a – opção (A)20 - (TRT 23ª Região - Analista Judiciário/Outubro 2004)Busca-se ...... muito tempo uma linguagem adequada ...... expressãodas leis e ...... outras questões sociais.As lacunas da frase acima serão corretamente preenchidas por(A) a - à - à(B) há - a - a(C) a - a - à(D) a - à - a(E)) há - à - aGabarito: EComentário.1ª lacuna: Indica-se, no primeiro período, a transposição de tempo.Para isso, deve-se usar o verbo haver, que, no sentido de tempodecorrido, não se flexiona (é impessoal, não possui sujeito). Essalacuna é preenchida por “Busca-se há muito tempo...”.2ª lacuna: Termo regente: adequada, adjetivo que exige apreposição “a” (Alguma coisa é adequada a outra). Termo regido:expressão das leis, que admite artigo definido feminino. Há crase:“uma linguagem adequada à expressão das leis”.3ª lacuna: Termo regente: adequada (o mesmo da lacuna anterior).Termo regido: “outras questões sociais”, que, por não estardeterminado (usado em sentido genérico: ‘tantas outras questõessociais’ ou ‘quaisquer outras questões sociais’), não admite artigo:“uma linguagem adequada (...) a outras questões sociais”. www.pontodosconcursos.com.br 34
  • 176. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINote que há uma situação especial (uso de expressões em sentidovago) que permite a “quebra” do paralelismo sintático (usou artigoantes da primeira, mas não usou antes da segunda).21 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)A cidade de Corumbá, que se situa ...... margens do rio Paraguai e...... uma distância de 420 quilômetros de Campo Grande, recebeturistas sempre dispostos ...... pescar.As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas,respectivamente, por(A)) às - a - a(B) às - à - a(C) às - à - à(D) as - a - à(E) as - à - àGabarito: AComentário.Essa questão apresenta um erro de regência, mas quem quisesseacertar a questão deveria “tampar o nariz” e “engolir” a preposição daprimeira lacuna como correta.1ª lacuna: Termo regente: situar-se, na acepção de “estarlocalizado”, rege a preposição em, e não a preposição “a”, comoapresentado pelo examinador. Como em nenhuma das opções vimos orespeito à sintaxe original do verbo, vamos relevar o erro, empregar apreposição “a” e continuar a análise (É assim que se faz prova. Nãoadianta “brigar” com a banca no momento em que se faz a prova:tente acertar a questão; se errar, a briga começa na segunda-feira,com os recursos).Termo regido: margens, que aceita artigo definido feminino plural.Assim, considerando a hipótese de ser empregada a preposição “a”, aconstrução seria “que se situa às margens do rio Paraguai”.Uma boa maneira de lembrar a regência de alguns verbos. Os queindicam movimento, normalmente apresentam a preposição “a”(chegar a, ir a, dirigir-se a), enquanto que os indicativos de “situaçãoestática” regem preposição “em” (situar em, morar em, residir em). www.pontodosconcursos.com.br 35
  • 177. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI2ª lacuna: Ao se indicar tempo futuro ou distância, usa-se apreposição “a” (como em “A dez minutos do fim do jogo [idéia futura],ele fez o gol” ou “Minha casa fica a 3km do centro da cidade[distância].”). Assim, a lacuna será preenchida como: “...e a umadistância de 420 quilômetros de Campo Grande”.3ª lacuna: Termo regente: dispostos, que exige a preposição “a”(Alguém está disposto a alguma coisa). Termo regido: pescar, que,por ser um verbo, não admite artigo definido feminino. Não há crase:“recebe turistas sempre dispostos a pescar”.As opções são: às (aghhhh...), a, a. Resposta correta é a letra (A).Em tempo, veja o que diz o Dicionário Prático de Regência Verbal, deCelso Luft, sobre o verbo situar:TDI [verbo transitivo direto e indireto]: situá-lo em, entre...TDpI[verbo transitivo direto (pronominal) e indireto] situar-se em, entre...Colocar(-se); pôr(-se): situar as coisas no seu devido lugar. Situar(-se) alguém entre os cidadãos mais conceituados. Situar(-se) emdeterminadas condições.Construir, edificar (em lugar próprio ou escolhido) (TDI); estaredificado ou localizado (TDpI): Situar(-se) uma casa numa esquina,entre árvores, entre dois edifícios, ... Dispor(-se) geograficamenteEssa última acepção foi a empregada na questão. Percebe-se,portanto, que o verbo transitivo direto (pronominal) e indireto rege apreposição em.22 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004)Quanto ao uso, ou não, do sinal de crase, a frase inteiramente corretaé:(A) Acaba de chegar a América um grupo de sudaneses, à que sedarão diferentes destinos, certamente à revelia desses jovens, quechegaram como refugiados.(B) O autor supõe que, tendo em vista à quantidade de leis às quaisdeverão obediência, os jovens refugiados passarão por poucas e boas,até a completa adaptação.(C)) As normas da tribo, às quais faz o autor referência, são poucas eimplícitas, visam à boa prática de valores consensuais, e não a umamera catalogação de obrigações. www.pontodosconcursos.com.br 36
  • 178. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) A angústia a que submeteremos esses jovens dever-se-á nãoapenas à essa quantidade de leis, mas sobretudo à maneira artificialpela qual pretendem aplicar-se à realidade.(E) Quando à cada nova obrigação miúda corresponder uma novanorma, não haverá como pôr termo a inchação dos códigos, à umasempre crescente lengalenga de leis.Gabarito: CComentário.Primeira ocorrência de crase - termo regente: referência, exigepreposição “a” (Alguém faz referência a alguma coisa); termo regido:pronome relativo “as quais”, que se refere a “normas [da tribo]”. Hácrase: “As normas da tribo, às quais faz o autor referência...”. Nadúvida, substitua “as quais” pelo relativo “que” : “As normas da tribo,a que faz o autor referência...”. Você nota a existência da preposição,que, associada ao “a” de “as quais”, forma crase.Segunda ocorrência de crase – termo regente: visar, que, no sentidode “ter como objetivo”, rege a preposição “a”; termo regido: boaprática, que aceita o artigo definido feminino. Há crase: “visam à boaprática de valores consensuais”. Na seqüência, o outro complementodo verbo “visar” está antecedido do artigo indefinido, não ocorrendoa fusão de dois “as”: “... e não [visam] a uma mera catalogação deobrigações”.Esta opção está inteiramente correta. Vamos à análise das demais:(A) Para começar, vamos verificar se antes do topônimo (nome delugar) “América” podemos empregar o artigo definido feminino. Se otopônimo aceitar um artigo definido feminino antes do nome do lugare houver um termo regente a exigir a preposição, haverá a ocorrênciade crase.Para confirmar o emprego do artigo feminino, é plenamente válido oteste com o verbo ‘morar’ – “Eu morei na (em + a) Bahia”. Então“Bahia” é um topônimo que aceita o artigo definido feminino. Assim,na construção “Eu fui à Bahia”, há crase por existir, como termoregente, o verbo ir, que exige preposição a, e, no termo regido, osubstantivo Bahia, que aceita artigo definido feminino. Aplica-se,portanto, a regra geral de análise termo regido - termo regente.Vamos analisar “América”. Usando o verbo morar, a construção seria:“Eu morei na América” (e não “em América”). Assim, concluímos que“América” é um topônimo que aceita artigo definido feminino. Como o www.pontodosconcursos.com.br 37
  • 179. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKItermo regente é chegar, verbo que exige a preposição “a” (Alguémchega a algum lugar), há crase: “Acaba de chegar à América...”.Em seguida, o pronome relativo “que” em “à que se darão diferentedestinos”, refere-se a um grupo de sudaneses. Alguém dá destino aalguém/alguma coisa. Há exigência da preposição “a”. Contudo, otermo regido é o pronome relativo, que não admite artigo definidofeminino. Assim, há apenas a preposição: “um grupo de sudaneses, aque se darão diferentes destinos”.Está correta a acentuação da expressão adverbial feminina “àrevelia”. Como vimos, as locuções femininas, sejam elas adverbiais,prepositivas, adjetivas ou conjuntivas, recebem acento grave sem quehaja necessidade de haver um “termo regente” (destaque apenas paraa locução adverbial “à/a distância”, objeto de comentário na questão13).(B) É bastante válida a troca do feminino para o masculino para averificação de ocorrência da crase. Em “tendo em vista à quantidadede leis”, vamos trocar o termo regido por um masculino: número –“tendo em vista o número de leis”. Nota-se, com isso, que não hápreposição a reger essa expressão substantiva. Não há, portanto,justificativa para o acento grave: “tendo em vista a quantidade deleis”.O verbo obedecer é transitivo indireto, regendo a preposição “a”.Assim, “Os jovens devem obediência às leis”. Só que, no lugar de“leis”, está o pronome relativo “as quais”. O encontro da preposição“a”, exigida pelo verbo, com o “a” de “as quais” forma crase,corretamente indicada (às quais).(D) O verbo submeter é transitivo direto (de pessoa) e indireto (decoisa), regendo a preposição “a” (Fulano submete Beltrano a algumasituação). O termo regido é o pronome relativo, que substitui apalavra “angústia”. Está correta, portanto, a forma “A angústia a quesubmeteremos esses jovens”, sem acentuação por haver somentepreposição, já que não pode haver artigo antes do pronome relativo.Em seguida, o termo regente dever-se exige a preposição “a”. Otermo regido, contudo, é o pronome demonstrativo “essa”, em “essaquantidade de leis”. Esse pronome não aceita artigo definido antes desi. Para confirmar, colocamos a estrutura na função de sujeito: “Essareivindicação não produz resultados”. Não se admite: “A essareivindicação não produz resultados.”.Assim, o único “a” é a preposição: “não apenas a essa quantidade deleis”. Na seqüência, com o mesmo termo regente, dever-se, o termoregido maneira artificial admite artigo definido feminino, havendo a www.pontodosconcursos.com.br 38
  • 180. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIocorrência de crase: “mas sobretudo à maneira artificial”. Finalmente,a última ocorrência de crase também está corretamente indicada: otermo regente aplicar-se rege a preposição “a”, enquanto querealidade, o termo regido, aceita artigo definido feminino (“pela qualpretendem aplicar-se à realidade”).(E) Para facilitar a análise, vamos dispor os elementos da primeiraoração na ordem direta: “Quando uma nova norma corresponder àcada nova obrigação...”. O termo regente corresponder é transitivoindireto e exige a preposição “a” (Algo corresponde a outra coisa). Otermo regido, contudo, é “cada nova obrigação”. Essa estrutura nãoadmite artigo definido feminino antes de si. Assim, não há crase:“Quando a cada nova obrigação miúda corresponder uma novanorma”.Na oração seguinte, há outro deslize. Alguém põe termo (limite, fim) aalguma coisa. O termo regente exige preposição “a”. O termo regidoinchação aceita artigo definido feminino. Há crase: “não haverá comopôr termo à inchação dos códigos”. O próximo termo regido dessemesmo termo regente (“pôr termo ... à uma sempre crescentelengalenga de leis”), contudo, está antecedido de um artigoindefinido, o que impede o emprego de um artigo definido. Não hácrase: “a uma sempre crescente lengalenga de leis”.Chegamos ao fim da aula de hoje.A partir de hoje, não quero ver ninguém falando que errou umaquestão de crase, hem???? Na maior parte das questões, é sóestabelecer aquela relação “termo regente x termo regido” e contarcom o pontinho garantido!No próximo encontro, voltaremos a tratar de muitos desses pontos, jáque as questões que abordam pronomes relativos exploram também,em sua maioria, aspectos de sintaxe de regência.Até lá.LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS1 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)A expressão de que preenche corretamente a lacuna da frase:(A) Continuamos a avaliar ...... seria melhor se você desistisse daeleição.(B) A fonte ....... saciará nossa sede fica no alto daquela encosta. www.pontodosconcursos.com.br 39
  • 181. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C)) Há sonhos ...... é impossível se desviar, quando se pensa nofuturo.(D) Todos os momentos ...... devaneamos ficaram impressos na minhamemória.(E) Dos livros ...... me ative nos últimos dias, apenas dois têm grandevalor.2 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)As expressões de que e com que preenchem corretamente, nessaordem, as lacunas da frase:(A)) O prestígio ...... o texto de Maquiavel desfruta até hoje émerecido, pois é um tratado político ...... muitos têm muito aaprender.(B) As qualidades morais ...... muitos estavam habituados a considerarcomo tais foram substituídas pelas políticas, no tratado ...... Maquiaveltornou uma obra basilar.(C) Os valores abstratos ...... muita gente costuma cultuar nãotinham, para Maquiavel, qualquer aplicação ...... pudesse se valer naanálise da política.(D) O adjetivo maquiavélico, ...... muitos utilizam para denegrir ocaráter de alguém, ganhou uma acepção ...... costumam discordar oscientistas políticos.(E) A leitura de O Príncipe, ...... muita gente até hoje se entrega,interessa a todos ...... se sintam envolvidos na lógica da política.3 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)Para entender o de que vou aqui tratar não é necessário saber o quesão os buracos negros.A frase acima permanecerá correta caso se substitua o elementosublinhado por(A) o de que aqui me referirei.(B) aquilo que irei aludir.(C) o que aqui me reportarei.(D) àquilo de que aqui exporei.(E)) o de que aqui me ocuparei. www.pontodosconcursos.com.br 40
  • 182. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI4 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas...A frase cujo verbo, também grifado, apresenta regência idêntica à dogrifado na frase acima é:(A) ...que fez uma viagem de exploração à América do Sul...(B)...que sabem reduzir a cabeça de um morto...(C) Queria assistir a uma dessas operações...(D) ...que ele tinha contas a acertar...(E) Ele não me fez nenhum mal!5 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005)... os portos da Amazônia têm um sistema de braços flutuantes...O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifadoacima está na frase:(A) ... choveu menos na Amazônia.(B) ... assim como aconteceu no início do século XX.(C)) ... duplicando o impacto sobre o ambiente.(D) ... que se trata de variações médias ao longo de três décadas.(E) ... a atual seca se torna mais relativa.6 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)... é que elas não têm cheiro, nem temperaturas, nem ruídos, nemmosquitos...O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifadoacima está na frase:(A) Nada, enfim, do que acontece nas desconfortáveis paisagens reais.(B) Agradeci-lhe, horrorizado.(C) Porque a poesia não é apenas a verdade...(D) Jamais acreditei em observação direta...(E)) Não se pode conhecer nada num minuto... www.pontodosconcursos.com.br 41
  • 183. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI7 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)O Conselho Nacional de Justiça precisará de segmentos setoriais... (1oparágrafo)O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima estána frase:(A) ... tornando-a mais rápida...(B) ... limita a liberdade dos juízes...(C) ... e pode permitir a influência do Executivo...(D) ... se a aplicação for restrita a matérias tributárias...(E) ... mas valem apenas para os advogados privados...8 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)Para responder a esta questão, considere o fragmento, reproduzidoabaixo, de um informe publicitário da Prefeitura Municipal de CampoGrande. QUALIDADE DE VIDA Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra alto índice de satisfação de seus moradores e empreendedores.Julgue a assertiva abaixo a partir dos elementos no texto existentes,é:(A) Os verbos oferecer e registrar exigem o mesmo tipo decomplemento.9 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006)... e as cotações generosas empolgam os usineiros ...O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifadoacima está na frase:(A) Nem só de problemas vive o campo.(B) Enquanto estrelas de primeira grandeza como a soja vergam sobuma conjuntura desfavorável ...(C) A razão é a alta do petróleo ...(D)) ... e há meia centena de novas usinas projetadas ... www.pontodosconcursos.com.br 42
  • 184. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) ... que torna o álcool um combustível atraente.10 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005)As liberdades ...... se refere o autor dizem respeito a direitos ...... seocupa a nossa Constituição.Preenchem de modo correto as lacunas da frase acima, na ordemdada, as expressões:(A)) a que - de que(B) de que - com que(C) a cujas - de cujos(D) à que - em que(E) em que - aos quais11 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)O culto das aparências é a chave que nos dá acesso ao prestígiopúblico.Caso se substitua, na frase acima, culto por zelo e dá acesso porfranqueia, as expressões sublinhadas devem ser substituídas,respectivamente, por(A) nas aparências - no prestígio.(B) às aparências - do prestígio.(C)) pelas aparências - o prestígio.(D) pelas aparências - pelo prestígio.(E) nas aparências - para com o prestígio.12 - (IPEA Assessor Especializado / Novembro 2004)Na frase Preferimos confiar e acreditar nas coisas..., a expressãosublinhada complementa corretamente, ao mesmo tempo, dois verbosque têm a mesma regência: confiar em, acreditar em. Do mesmomodo, está também correta a seguinte construção: Preferimos(A) ignorar e desconfiar das coisas...(B) subestimar e descuidar das coisas...(C) não suspeitar e negligenciar as coisas... www.pontodosconcursos.com.br 43
  • 185. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) nos desviar e evitar as coisas...(E))nos contrapor e resistir às coisas...13 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)Quanto à necessidade ou não do uso do sinal de crase, a fraseinteiramente correta é:(A) Reportamo-nos à inexperiência de um cidadão comum quando écandidato a um posto público, mas somos propensos à rejeitar acandidatura de um político profissional.(B) O culto às aparências é um sintoma da vida moderna, uma vezque à elas nos prendemos todos, em nossa vida comum.(C) É a gente que cabe identificar os preconceitos, sobretudo os queafetam àqueles artistas e profissionais que dão graça à nossa vida.(D) Assistimos à exibição descarada de preconceitos, que tantosdissabores causam as pessoas, vítimas próximas ou à distância denós.(E)) Àqueles que alimentam um preconceito é inútil recomendardesprendimento, pois este se reserva às pessoas generosas.14 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Deduz-se da leitura do texto que seu autor julga Maquiavel terprestado um serviço não apenas aos poderosos governantes, mastambém aqueles que têm interesse em analisar a exaustão as práticaspolíticas.Para correção do texto, são necessárias algumas correções. Julgue assubstituições propostas abaixo.I. aqueles por àqueles.II. a exaustão por à exaustão.15 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004)A frase totalmente de acordo com a norma padrão da língua escrita é:(A) Devido à circunstância de não conterem eles a curiosidade, opesquisador quis, com toda discrição, deixar claro que naquelemomento se restringiria a citar a etimologia da palavra. www.pontodosconcursos.com.br 44
  • 186. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) O tema suscitou interesse que chegaram à pedir ao palestranteque lhes desse o privilégio de voltar, onde poderiam tirar dúvidasacerca do que tinham ouvido.(C) Por todos os ângulos que se observe o pós-modernismo, não sepode minimizar a questão do modo que ele é entendido, sob pena deos artistas serem mal-compreendidos.(D) Se os debatedores interviessem, mas sem reivindicar legitimidadeexclusiva à seus pontos de vista, teria sido mais fácil pôr em ordem oque era efetivamente relevante.(E) Na medida em que os dados gerais eram compreendidos, a platéiamanifestava um misto de entusiasmo e de vontade de saber mais, porisso adviram perguntas mais complexas.16 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005)Justifica-se o sinal de crase em ambos os elementos sublinhados nafrase:(A) Opõe-se o autor àqueles fundamentalistas que não admitem reveros resultados à que chegaram.(B) Hawking dispôs-se à apresentar a um plenário de cientistascorreções à sua teoria dos buracos negros.(C) A quem aspira às certezas dogmáticas não satisfarão as hipótesesde trabalho, sempre sujeitas à alguma revisão.(D)) Hawking filia-se à tradição dos grandes cientistas, que sempresouberam curvar-se às evidências de um equívoco.(E) Fundamentalista é todo aquele que prefere às certezas dogmáticasàs hipóteses sujeitas a verificação e a erro.17 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)Uma das maiores causas de desigualdade social prende-se......dificuldade de acesso ...... informação e qualificação, essenciais ......conquista de um salário mais digno.Para completar corretamente a frase, as lacunas devem serpreenchidas, respectivamente, por:(A) à - à - à(B) à - à - a(C) à - a - a www.pontodosconcursos.com.br 45
  • 187. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) a - a - à(E) a - à - à18 - (TRT 15ª Região – Analista Judiciário / Setembro 2004)É preciso limitar as conclusões ...... poucas informações e ......discussões referentes ...... pesquisa.Para completar corretamente a frase as lacunas deverão serpreenchidas, respectivamente, por:(A) à - as - à(B))a - às - à(C) a - às - a(D) à - às - à(E) a - as - a19 - (TRT 22ª Região – Auxiliar Judiciário / Novembro 2004)Os dados comprovam que, de janeiro ...... julho deste ano, houveaumento na produção de veículos, em comparação com ...... obtida noano passado. As montadoras passaram ...... exportar uma parte dessaprodução.As lacunas da frase acima devem ser corretamente preenchidas por(A) a - a - a(B) à - à - a(C) à - a - à(D) a - à - a(E) a - à - à20 - (TRT 23ª Região - Analista Judiciário/Outubro 2004)Busca-se ...... muito tempo uma linguagem adequada ...... expressãodas leis e ...... outras questões sociais.As lacunas da frase acima serão corretamente preenchidas por(A) a - à - à(B) há - a - a(C) a - a - à www.pontodosconcursos.com.br 46
  • 188. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) a - à - a(E)) há - à - a21 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)A cidade de Corumbá, que se situa ...... margens do rio Paraguai e...... uma distância de 420 quilômetros de Campo Grande, recebeturistas sempre dispostos ...... pescar.As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas,respectivamente, por(A)) às - a - a(B) às - à - a(C) às - à - à(D) as - a - à(E) as - à – à22 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004)Quanto ao uso, ou não, do sinal de crase, a frase inteiramente corretaé:(A) Acaba de chegar a América um grupo de sudaneses, à que sedarão diferentes destinos, certamente à revelia desses jovens, quechegaram como refugiados.(B) O autor supõe que, tendo em vista à quantidade de leis às quaisdeverão obediência, os jovens refugiados passarão por poucas e boas,até a completa adaptação.(C)) As normas da tribo, às quais faz o autor referência, são poucas eimplícitas, visam à boa prática de valores consensuais, e não a umamera catalogação de obrigações.(D) A angústia a que submeteremos esses jovens dever-se-á nãoapenas à essa quantidade de leis, mas sobretudo à maneira artificialpela qual pretendem aplicar-se à realidade.(E) Quando à cada nova obrigação miúda corresponder uma novanorma, não haverá como pôr termo a inchação dos códigos, à umasempre crescente lengalenga de leis. www.pontodosconcursos.com.br 47
  • 189. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI www.pontodosconcursos.com.br 48
  • 190. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI PRONOMESPronome é o vocábulo que, ao pé da letra, “fica no lugar do nome”(chamado de pronome substantivo) ou o determina (pronome adjetivo).Para compreender melhor a função dos pronomes, precisamos saber oconceito de coesão textual, pois essas palavras, assim como osconectivos (conjunção e preposição – a serem estudados na próximaaula), são responsáveis por estabelecer nexo entre as idéias do texto.Coesão textual é a ligação entre os elementos da oração e delas emrelação ao texto. A incoerência de um texto muitas vezes se deve à faltade coesão, exatamente porque a leitura fica prejudicada pelo empregoinadequado de pronomes, conjunções ou outros elementos textuais,inclusive a pontuação. Por exemplo, o uso inapropriado de “porquanto”ou de “a ele” pode levar o leitor a uma conclusão diversa da que sepretendia dar, ou até mesmo a nenhuma conclusão (alguns chamam de“ruptura semântica”).Os pronomes podem ser: pessoais: referem-se às três pessoas do discurso - a que fala (1ª pessoa), a com quem se fala (2ª pessoa) e a de quem se fala (3ª pessoa); dividem-se em retos e oblíquos – regra geral, os retos exercem a função de sujeito ou de predicativo do sujeito, enquanto que os oblíquos funcionam como complementos (objetos diretos, indiretos ou adjuntos); os pronomes oblíquos devem obedecer a certas regras de colocação (sintaxe de colocação pronominal), a serem estudadas mais à frente; possessivos: estabelecem relação de posse entre os elementos regente e regido; como veremos adiante, há casos em que um pronome pessoal oblíquo é usado com valor possessivo; demonstrativos: indicam a posição dos seres no espaço e no tempo (função dêitica dos pronomes demonstrativos) ou em referência aos elementos do texto (função anafórica – referência anterior - ou catafórica – referência posterior); também podem substituir algum termo, expressão, oração ou idéia, evitando sua repetição, no papel de termos vicários (“Há muito tempo eu planejo sair de férias e vou fazê-lo no meio desse ano.” – fazê-lo = fazer isso = sair de férias, ou “Eu lhe jurei que seria fiel e vou sê-lo” – ser isso – ser fiel – o pronome permanece neutro, sem flexão de gênero ou número, assim como acontece com o “isso”); indefinidos: têm sentido vago ou indeterminado; www.pontodosconcursos.com.br 1
  • 191. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI interrogativos: é uma subclasse dos pronomes indefinidos. Muito importante é compreender a distinção entre eles e os pronomes relativos, já que a grafia é a mesma em alguns casos (como, quando, quem etc): os pronomes indefinidos são usados nas interrogações, diretas ou indiretas, enquanto que os pronomes relativos apresentam referência a termos antecedentes; relativos: referem-se a um termo anterior chamado antecedente ou referente (substantivo ou pronome substantivo); sempre dão início a orações subordinadas adjetivas.Os pronomes exercem um papel decisivo na construção de um textocoeso e coerente, a partir de indicações corretas aos seus elementos.Em “Não tive mais notícias de Ricardo porque não voltei a vê-lo. A elenão pretendo dirigir-me mais.”, os pronomes oblíquos “o” (ver + o =vê-lo) e “ele” (a ele) referem-se a “Ricardo”. Ficaria enfadonho o textose houvesse a repetição do nome. Então, em seu lugar, foram usadospronomes. Esses dois pronomes têm o mesmo antecedente – Ricardo.Vamos relembrar, agora, as regras do emprego do pronomedemonstrativo em referências textuais.O recurso lingüístico de ligar a elementos textuais os pronomes que aeles se referem chama-se referência anafórica (se o termo forantecedente ao pronome) ou catafórica (em caso de termo referenteapós o pronome).Quando um pronome demonstrativo faz referência a algum elemento dotexto, quer antecedente (referência anafórica), quer subseqüente(referência catafórica), lança-se mão de um recurso lingüístico paraevitar a repetição de palavras, expressões ou mesmo orações: “Os sem-terra ameaçavam invadir a fazenda e isso aconteceu no últimodomingo.”. (isso = invadir a fazenda). “Para obter a aprovação emum concurso público, são necessários estes elementos: estudo,dedicação e persistência.” (estes = estudo, dedicação epersistência).PRONOMES DEMONSTRATIVOS EM REFERÊNCIAS TEXTUAISOs pronomes demonstrativos possuem duas funções:1 – indicam a posição dos seres no espaço e no tempo – chamada defunção dêitica. Ao se referir ao momento presente (referênciatemporal) ou a algo que está próximo do falante (referência espacial),usam-se este, esta, isto; em relação a momento passado (temporal) www.pontodosconcursos.com.br 2
  • 192. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIou próximo do ouvinte (espacial), usam-se esse, essa, isso; para sereferir a momentos distantes (tanto no futuro quanto no passado –temporal) ou a algo que está distante dos dois (falante e ouvinte),usam-se aquele, aquela, aquilo.Exemplos: Naquela época (período distante), usava-se espartilho. Naquele ano de 1969, o país foi submetido a uma das piores ditaduras da história universal. Neste momento, estão todos dormindo. Nesse fim de semana (o que passou), fomos ao teatro. Neste fim de semana (o que está por vir), iremos ao teatro.2 - em referência aos elementos do texto (função anafórica oucatafórica); também podem substituir algum termo, expressão, oraçãoou idéia, evitando sua repetição, no papel de termos vicários (“Hámuito tempo eu planejo sair de férias e vou fazê-lo no meio desse ano.”– fazê-lo = fazer isso = sair de férias, ou “Eu lhe jurei que seria fiele vou sê-lo” – ser isso – ser fiel – o pronome permanece neutro, semflexão de gênero ou número, assim como acontece com o “isso”);Quando, na função anafórica, há mais de um elemento sobre os quaisiremos fazer menção, podemos usar “este” para o mais próximo e“aquele” para o mais distante. Exemplo: “Paulo e Mauro foramaprovados no concurso. Este (Mauro) irá para Porto Alegre, enquantoque aquele (Paulo), para Manaus.” ou “Estes argumentos (os que forammencionados imediatamente antes desta citação) se contrapõemàqueles apresentados no início do debate.”Podemos, então, resumir o emprego dos pronomesdemonstrativos:Forma 1 - Quando um pronome demonstrativo faz referência a algo jámencionado no texto, ou seja, a algo que está no “paSSado” do texto,deve-se usar ESSE / ESSA / ISSO (com o SS do paSSado). Se areferência ainda vier a ser apresentada (pertence ao fuTuro), usa-seESTE / ESTA / ISTO (com o T do fuTuro) – gostou dessa dicamnemônica?Forma 2 - Quando se citam dois elementos, retoma-se o último, ouseja, o mais próximo, pelo pronome "este" (ou "esta", "estes", "estas").O primeiro elemento citado, isto é, o mais distante, é retomado por www.pontodosconcursos.com.br 3
  • 193. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI"aquele" (ou suas flexões). Exemplo: “Em 1998, João e Pedro fizeram aprova para Auditor da Receita Federal. Este para Aduana e aquele paraAuditoria.” – Nesta construção, “este” é o referente mais próximo(Pedro) e aquele, o mais distante (João).Mais adiante, em uma das questões comentadas, falaremos sobre oemprego do demonstrativo “mesmo” (e flexões).Modernamente, reduziu-se o rigor no emprego do pronomedemonstrativo em referências textuais, inclusive em relação às provasmas, em textos formais, deve-se observar o correto emprego dospronomes demonstrativos.Agora, finalmente, trataremos do o conceito e o emprego dospronomes relativos, que, sem sombra de dúvida, são os maisabordados nas questões da FCC.PRONOMES RELATIVOSO pronome relativo, como o próprio nome sugere, apresenta umreferente, ou seja, um termo já mencionado, substituindo-o na oraçãoadjetiva – “O número de candidatos que prestaram o concursoaumentou significativamente.” – o pronome relativo “que” está no lugarde “candidatos” (“os candidatos prestaram o concurso”).Os pronomes relativos referem-se a termos antecedentes. Já falamossobre concordância e regência com pronomes relativos. Agora, veremosquais são esses pronomes e como devem ser empregados na oraçãosubordinada adjetiva que iniciam, especialmente em relação aos seusreferentes e ao emprego da preposição porventura necessária.Engraçado, sempre que abordo “pronomes relativos”, lembro a históriada Branca de Neve (é sério, acredite!). Dos sete anões, seis eramfisicamente parecidos (pareciam gnomos), apesar de suaspeculiaridades (zangado, dengoso...), e um se destacava dos demais –tinha um tipo físico completamente diferente (parecia um duende, alémde ser mudo) e recebia tratamento especial (dizem que era o preferidoda Branca de Neve, sei lá...).Faço uma analogia com os relativos: os pronomes que/o qual, onde,quando, quanto, como e quem (são seis, se considerarmos os “que/oqual” como um só) devem ser usados, cada qual, de acordo com suaspeculiaridades (veremos adiante), mas, grosso modo, fazem a mesmacoisa - referência a um substantivo antecedente; já “cujo” (o “Dunga”do grupo) é diferente de todos – liga dois substantivos com “idéia dedependência” (coisa que os outros não fazem), flexiona-se em gênero e www.pontodosconcursos.com.br 4
  • 194. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKInúmero com o substantivo subseqüente (coisa que os outros tambémnão fazem – “o qual” varia, mas de acordo com o antecedente). Talvezseja esse o motivo de tanta gente já ter abolido o pobrezinho do seudia-a-dia, usando o “que” indevidamente no seu lugar (vai dizer quenunca ouviu alguém falando algo assim: “a mulher que o marido fugiude casa esteve aqui ontem” – ui...). A partir de hoje, procure empregarcorretamente os pronomes relativos, bem como as preposições a elesligadas. Assim, fica mais fácil apre(e)nder a matéria.Vamos ver as características dos anões, digo, dos pronomes relativos.QUE Pode ser usado com qualquer antecedente, por isso chamado de “pronome relativo universal”. Normalmente é empregado em relação a “coisa”, já que os demais referentes têm pronomes relativos específicos (lugar, quantidade, modo). Aceita somente preposições monossilábicas, exceto sem e sob.O QUAL Assim como “que”, pode ser usado com qualquer antecedente. Aceita preposição com duas ou mais sílabas, locuções prepositivas, além de sem e sob (rejeitadas pelo “que”). É usado quando o referente se encontra distante ou para evitar ambigüidade: Visitei a tia do rapaz que sofreu o acidente. Quem se acidentou? O rapaz ou a tia dele? Para evitar a dúvida, uso “o qual” para ele ou “a qual” para ela.QUEM Somente usado com antecedente PESSOA. Sempre virá antecedido de preposição – Ele é o rapaz de quem lhe falei.ONDE Utilizado quando o referente for lugar, ou qualquer coisa que a isso se assemelhe (livro, jornal, página etc.) – “A gaveta onde guardei o dinheiro foi arrombada.”; pode ser substituído por “em que”.COMO Usado com antecedente que indique MODO ou MANEIRA – O jeito como escreve mostra a pessoa que é.QUANDO O antecedente dá idéia de TEMPO, também equivalente a “em que” – Época de ouro era aquela, quando todos andavam tranqüilos pelas ruas.QUANTO O antecedente dá idéia de QUANTIDADE - normalmente precedido de um pronome indefinido (tudo, tanto(s), todos, todas) – Tenho tudo quanto quero. Leve tantos quanto quiser. www.pontodosconcursos.com.br 5
  • 195. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEsses pronomes relativos representam sempre substantivos ou pronomessubstantivos nas orações adjetivas que formam. Não os confunda compronomes interrogativos, que não têm antecedentes e podem aparecer emorações interrogativas diretas ou indiretas (Quem bateu? / Não sei ondemoras/ Quanto custa? / Como farei? / Preciso saber quando estarápronto o almoço. / Que gostaria de saber?).CUJO (e flexões) – o mais especial de todos; liga dois substantivosindicando idéia de posse (entre os substantivos, haveria uma preposiçãode) – “O rapaz cuja mãe faleceu recentemente procurou por você.” (mãedo rapaz faleceu – rapaz cuja mãe faleceu); concorda com o substantivosubseqüente, flexionando-se em gênero e número, e dispensa o artigo(não existe “cujo o” ou “cuja a”);DICA:Ao usar o pronome relativo, verifique:1 – qual deve ser o pronome mais adequado, a depender doantecedente (coisa, pessoa, tempo, modo, lugar...);2 – se o algum termo na oração adjetiva exige preposição.Exemplo:(1) Este é o livro | que ganhei.Oração principal: Este é o livroOração subordinada adjetiva: que ganhei - O verbo ganhar étransitivo direto e não rege preposição.(2) Este é o livro | a que me referi.Oração principal: Este é o livroOração subordinada adjetiva: a que me referi – o verbo referir-se éindireto e rege a preposição de. Por isso, a preposição antecede opronome relativo, que está no lugar do termo regido – “livro”.(3) Aquele é o professor | por quem eu tenho muita admiração.Oração principal: Aquele é o professorOração subordinada adjetiva: por quem eu tenho muita admiração –o substantivo admiração rege preposição por, que antecede o pronomerelativo que substitui o termo regido – “professor”.O conhecimento acerca da regência verbal e nominal é fundamentalpara resolver as questões que veremos a partir de agora. www.pontodosconcursos.com.br 6
  • 196. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKISem mais rodeios, vamos às questões de prova da FCC.QUESTÕES DA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS - PRONOMES1 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)É adequado o emprego da expressão sublinhada na seguinte frase:(A) O jornal de cujo o Sr. Matter se valeu para contar sua história foilido pelo cronista.(B) A notícia à qual se deparou o cronista estimulou-o a escrever umacrônica.(C)) O índio jivaro, com cuja reação o Sr. Matter não contava, espantou-se com a proposta.(D) A barbaridade com cuja se espantou o czar era a caça de andorinhase borboletas.(E) A barbaridade à qual serviu ao poeta de tema não costuma espantaros civilizados.Gabarito: CComentário.Pode parecer estranho, mas, como qualquer outro pronome relativo, o“cujo” deve ser antecedido por uma preposição caso esta venha a serexigida por algum termo presente na oração adjetiva. O verbo ‘contar’,na acepção apresentada, exige a preposição ‘com’ (Alguém conta comalguma coisa). Entre os substantivos “índio” e “reação”, há uma relação(a reação do índio); assim, está corretamente empregado o pronomerelativo “cujo”, feita a devida flexão em gênero e número com o termosubseqüente (reação). A estrutura “O índio jivaro, com cuja reação oSr.Matter não contava” está correta.Vamos às demais opções (incorretas): (A) O que mais veremos aqui, nas questões sobre pronomes, é oincorreto “cujo o”. Já comentamos que esse pronome “Dunga”, diferentede todos os demais, já apresenta a flexão de número e gênero em suaforma, dispensando, por conseguinte, a indicação do artigo definido notermo subseqüente. Além disso, esse pronome estabelece uma relaçãoentre o antecedente e o subseqüente, conforme bem demonstrado naopção “C”. Não há essa relação entre “jornal” e “Sr.Matter” quejustifique o emprego do ‘cujo’. Não se afirma na oração “jornal doSr.Matter”. www.pontodosconcursos.com.br 7
  • 197. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO “jornal”, representado na oração adjetiva pelo pronome relativo,exerce semanticamente a função de objeto indireto (“Sr.Matter se valedo jornal para contar a história...”).O mais apropriado seria o pronome “que”, acompanhado da preposição“de” exigida pelo termo regente “valer-se” (Alguém se vale de algumacoisa) – “O jornal de que o Sr.Matter se valeu para contar sua históriafoi lido pelo cronista”.(B) O erro foi de regência verbal. O verbo “deparar-se” exige apreposição “com”: “Alguém se depara com alguma coisa”. Assim, deveser empregada a preposição “com” antes do pronome relativo quesubstitui “notícia”: “A notícia com a qual [ou com que] se deparou ocronista...”.(D) Já falamos que o “cujo” liga dois substantivos que apresentam umarelação de dependência. Nessa opção, o pronome relativo liga“barbaridade” a um verbo, não sendo possível, pois, o emprego do“cujo”. Deve-se usar, então, o pronome relativo “que”: “A barbaridadecom que se espantou o czar...”.(E) Para a análise, vamos usar na oração adjetiva o substantivo: “Abarbaridade serviu de tema ao poeta”. Note que “barbaridade”,representada na oração adjetiva pelo pronome relativo “a qual”, exercea função de sujeito. Não há, pois, nenhuma explicação para o empregoda preposição “a”, contraída ao pronome relativo, em “à qual”. A formacorreta seria, portanto: “A barbaridade a qual [que] serviu ao poeta detema ...”.Alguns puristas só aceitam o emprego de “a qual” como substituto do“que” em determinadas situações, como para evitar ambigüidade, aolado de certas preposições (sem, sob, com mais de uma sílaba, locuçõesprepositivas), dentre outras. A troca, pura e simples, do “que” pelo “aqual” não se justificaria nessa passagem, segundo eles.2 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006)A expressão sublinhada está empregada adequadamente na frase:(A) A inesgotabilidade da água é uma ilusão na qual não podemos maisalimentar.(B)) A cadeia econômica à qual o texto faz referência tem na água seucentro vital.(C) Os maus tempos dos quais estamos atravessando devem-se a umafalta de previsão.(D) A água é um elemento cujo o valor ninguém mais põe em dúvida. www.pontodosconcursos.com.br 8
  • 198. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) A certeza em que ninguém mais pode fugir é a do valor inestimávelda água.Gabarito: BComentário.O termo regente “referência” exige a preposição “a” (Alguém fazreferência a alguma coisa). Como o pronome relativo “a qual” substitui“cadeia econômica”, houve crase: “A cadeia econômica à qual o textofaz referência...”. Está correta a construção.(A) O verbo alimentar, naquela acepção, é transitivo direto (Alguémalimenta alguma coisa). Assim, não há preposição a reger o pronomerelativo (“A inesgotabilidade da água é uma ilusão que não podemosmais alimentar”). Não estaria errado o emprego de “a qual”, mas seriamais adequado o emprego do pronome relativo “que”. Veja você mesmoe compare.(C) Muitas das questões que envolvem o emprego dos relativosabordam também aspectos de regência verbal. Por isso, essa aulaencontra-se bastante ligada à aula passada. O erro deste item foinovamente em relação à regência verbal – o verbo atravessar étransitivo direto (“Alguém atravessa alguma coisa”). Assim, deve-sealterar a construção para: “Os maus tempos os quais [que] estamosatravessando...”.(D) Olha o ‘cujo o’. Agora é barbada, não é? Aparecendo algum “cujo o”ou “cujo a”, pode pegar a opção e riscar, rabiscar, furar a prova, só pramostrar quem é que manda ali...(rs...)A construção correta seria: ‘A água é um elemento cujo valor ninguémmais põe em dúvida”, sem preposição alguma antes do relativo, já queo verbo pôr é transitivo direto neste sentido: Alguém põe algumacoisa em dúvida (Ninguém põe o valor da água em dúvida).(E) O verbo fugir, na construção, é transitivo indireto (Alguém foge dealguma coisa). Antes do pronome relativo deve ser empregada apreposição “de” – “A certeza de que ninguém mais pode fugir...”.3 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:(A) O autor preza a discussão à qual se envolvem os moradores de umcondomínio, quando os anima a aspiração de um consenso. www.pontodosconcursos.com.br 9
  • 199. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) A frase de Mitterrand na qual se arremeteu o candidato Giscard nãorepresentava, de fato, uma posição com a qual ninguém pudessediscordar.(C)) A frase de cujo teor Giscard discordou revelava, de fato, osentimento de superioridade do qual o discurso de Mitterrand era umaclara manifestação.(D) Os candidatos em cujos argumentos são fracos costumam valer-seda oposição entre o certo e errado à qual se apóiam os maniqueístas.(E) O comportamento dos condôminos cuja a disposição é o consensodeveria servir de exemplo ao dos candidatos que seu único interesse éganhar a eleição.Gabarito: CComentário.Como gosta de um “cujo” essa banca, hem? Praticamente em todas asquestões de pronomes veremos um emprego desse pronome relativo,ora correto, ora equivocado.Nessa opção (C), entre “teor” e “frase” há uma relação (teor da frase).Ambos são substantivos. Então, está correto o emprego do pronome.Como o verbo da oração adjetiva (“discordar”) exige a preposição “de”(Alguém discorda de alguma coisa), esta deve anteceder o pronome –“A frase de cujo teor Giscard discordou...”.Em seguida, a expressão “uma clara manifestação” tem comocomplemento “o sentimento de superioridade”, apresentado na oraçãoanterior (“O discurso de Mitterrand era uma clara manifestação dosentimento de superioridade”). Assim, no lugar do nome colocou-seo pronome e, antes deste, a preposição que liga o substantivo“manifestação” com seu complemento nominal – “sentimento desuperioridade” (representado pelo relativo “o qual”).Em relação às demais opções, seguem os comentários.(A) “Os moradores de um condomínio se envolvem ... uma discussão.” –e aí? Qual foi a preposição que você imaginou? Alguém se envolve emalguma coisa. Como no lugar do nome “discussão”, presente na oraçãoanterior, está o pronome relativo “a qual”, a preposição “em” deveantecedê-lo: “O autor preza a discussão na qual se envolvem osmoradores de um condomínio...”.Em seguida, o substantivo “aspiração” exige a preposição “a” (Alguémtem aspiração a alguma coisa), assim como ocorre com o verbo aspirar,no sentido de ter como alvo, como objetivo (Alguém aspira a um cargo). www.pontodosconcursos.com.br 10
  • 200. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA forma correta, portanto, seria “quando os anima a aspiração a umconsenso”.(B) O verbo “arremeter-se” (lançar-se , atacar com ímpeto ou fúria)rege a preposição a ou contra (Alguém se arremete a/contra algo). Oencontro do pronome relativo “a qual” (cujo referente é “frase”) com apreposição “a” exigida pelo termo regente, o verbo “arremeter-se”provoca a ocorrência de crase: “A frase de Mitterrand à qual searremeteu o candidato Giscard...”.Mais uma vez, o examinador explora a regência do verbo “discordar”.Alguém discorda de alguma coisa. Então, “uma posição da qualninguém pudesse discordar”.(D) Entre os substantivos “argumentos” e “candidatos” há uma relação(argumentos dos candidatos). É cabível, portanto, o emprego de “cujo”,com a devida flexão. O erro, no entanto, é em relação à preposição. Nãohá nenhum elemento que exija a preposição “em”, veja só:1ª oração: “Os argumentos dos candidatos são fracos.”2ª oração: “Os candidatos costumam valer-se da oposição...”A união dessas duas orações forma o seguinte período:“Os candidatos cujos argumentos são fracos costumam valer-se daoposição...”Em seguida, há novamente problemas de regência verbal. Alguém seapóia em alguma coisa. Os maniqueístas se apóiam na oposição entre ocerto e errado (faltou um artigo antes de “errado”, em respeito aoparalelismo sintático, mas isso não foi questionado pela banca naquestão). Assim, no lugar de “oposição entre (o) certo e errado”, coloca-se o pronome relativo “a qual” (feminino para concordar com“oposição”). O período, então, seria: “costumam valer-se da oposiçãoentre (o) certo e errado na qual (em que) se apóiam osmaniqueístas”.(E) Você, “de pronto”, já deveria ter eliminado essa opção, não émesmo? Esse “cuja a” ninguém agüenta mais. Mesmo que o autor fossegago ou tivesse problemas na dicção, não poderíamos admitir essarepetição desnecessária de “as” (cuja a). Retirado o artigo supérfluo,restaria correta a colocação do pronome, uma vez que, entre“condôminos” e “disposição”, há uma relação de dependência (adisposição dos condôminos).Originalmente, na prova, houve um erro de digitação em “deveria servirde exemplo ao dos...”, mas como essa opção já está errada, nãohaveria maiores problemas. Na seqüência, mesmo com a falha da prova, www.pontodosconcursos.com.br 11
  • 201. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIpercebemos que há uma relação entre “candidatos” e “interesse”(interesse dos candidatos), o que exige o emprego novamente dopronome relativo “cujo”: “deveria servir de exemplo ao (?) doscandidatos cujo único interesse é ganhar a eleição”.4 - (Procurador AM / Fevereiro 2006)Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:(A) A diferenciação entre profissionais, à que o autor faz referência, temcomo critério um padrão ético, de cujo depende o rumo do processocivilizatório.(B) Se há apenas avanço técnico, numa época onde impera aglobalização, as demandas sociais ficarão sem o atendimento a que sãocarentes.(C) As razões porque a globalização não distribui a riqueza prendem-seà relação mecânica entre oferta e demanda, cuja a crueldade é notória.(D) Os tecnocratas maliciosos imputam para o exercício da democraciaos desajustes econômicos em que assolam os excluídos da globalização.(E)) O aumento da produção, de cuja necessidade não há quemdiscorde, deve prever qualquer impacto ecológico, para o qual se deveestar sempre alerta.Gabarito: EComentário.Agora, o examinador exige que ambas as formas grifadas estejamcorretas. Vamos às opções:(A) A preposição “a” é exigência do termo regente referência. Contudo,antes de pronome relativo “que” não há artigo. Por haver apenas um“a”, não há crase – “A diferenciação entre profissionais, a que o autorfaz referência...”.Não há um substantivo após o pronome relativo “cujo”, mas um verbo.Por isso, é indevido esse emprego. Em seu lugar, deve-se usar opronome relativo “que”. A preposição está correta, pois é exigência doverbo “depender” (Algo depende de outra coisa). “O rumo do processocivilizatório” depende de um padrão ético. No lugar desse substantivo,coloca-se o pronome, ficando assim a construção: “tem como critérioum padrão ético, de que [do qual] depende o rumo do processocivilizatório”. www.pontodosconcursos.com.br 12
  • 202. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) O pronome relativo “onde” deve ser empregado com um referenteque indique lugar ou outra coisa que a isso se assemelhe. É aí que moraa dificuldade. Alguns autores são profundamente clássicos e só aceitamreferentes como bairro, cidade, habitação etc. Outros já consideramcomo lugar um livro, uma audiência, um processo. Teremos que analisarcada questão e tentar identificar qual a tendência da banca. De qualquerforma, há referentes que, de jeito algum, poderia ser considerado comoantecedente do “onde” – é o caso de “época”, que indica tempo, e nãolugar. Talvez o que pode levar o candidato a uma confusão é que opronome relativo “que” seria antecedido da preposição “em” (“Em umaépoca...”), costumeiramente usada na indicação tanto de tempo (“Emum momento de sua vida”) quanto de lugar (“Em uma rua”). Mas, comodiz o filósofo futebolístico, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outracoisa”. Com referente “tempo”, pode-se usar o pronome relativo“quando”: “Se há apenas avanço técnico, numa época quando impera aglobalização...”, ou o relativo universal “que”, acompanhado dapreposição “em”: “numa época em que impera a globalização”.Em seguida, o termo “carente” exige a preposição “de” (Alguém écarente de alguma coisa): “as demandas fiscais ficarão sem oatendimento de que são carentes”.(C) Sobre o “porque”, temos de fazer algumas consideraçõesimportantes.Já demos uma “palhinha” na Aula Demonstrativa – comentário àquestão 3.Primeiramente, vamos analisar a construção apresentada na opção (C):“As razões ...... a globalização não distribui a riqueza prendem-se àrelação mecânica entre oferta e demanda”.Vamos separar as duas orações:1 – As razões prendem-se à relação mecânica entre oferta e demanda2 – A globalização não distribui a riqueza por [certas] razões.As razões apresentadas na oração 1 estão definidas na oração 2(subordinada adjetiva). No lugar de “razões”, foi empregado o pronomerelativo “que”. Como havia a exigência da preposição “por” na oração 2,o período composto que se formou foi:“As razões por que (pelas quais) a globalização não distribui a riquezaprendem-se...”.Assim, esse “por que” nada mais é do que a preposição “por”acompanhada do pronome relativo “que”. www.pontodosconcursos.com.br 13
  • 203. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIExiste ainda um outro “por que” (separadinho): o ‘por que’interrogativo. Já o “porque” (tudo junto) é uma conjunção, que pode sercausal ou explicativa.O melhor jeito de você distinguir o "porque" (conjunção) do "por que"(prep + pron.relativo) e do "por que" (pronome interrogativo) é daseguinte forma:- a conjunção liga duas orações com idéia de causa ou de explicação(Não devo sair, porque está chovendo bastante. – conjunçãoexplicativa / Não fui à aula porque estava doente. - conjunçãocausal)- se você puder usar "pelo qual" no lugar do "por que", é umapreposição (por) associada a um pronome relativo (que / o qual).Exemplo 1: De todos os lugares por que eu passei, esse é o maisbonito. / De todos os lugares pelos quais eu passei,...Exemplo 2: O motivo por que você não chegou foi o acidente naestrada. / O motivo pelo qual você não chegou foi ...- Não confunda esses dois com o "por que" interrogativo. Exemplo:Por que você não chegou? (interrogação direta)Não sei / Gostaria de saber / Preciso saber por que você não chegou.Nesses casos, nota-se claramente a existência de uma pergunta (diretaou indireta).Finalmente, há ainda os que recebem acento circunflexo quando tônicos.Isso ocorre em duas situações – a primeira, quando usado na função deum substantivo – o porquê – ou, a segunda, quando interrogativo, soba forma direta ou indireta, ao fim da oração, estando subentendida aexpressão “por qual motivo”, “por qual razão” – “Não veio por quê?”,“Você não veio e todos sabemos por quê”.Assim, na opção (C), o que existe é um pronome relativo (que)antecedido da preposição “por”, devendo ser grafado separadamente –por que. Para sepultar qualquer dúvida do candidato, quem vem salvá-lo? O “cuja a”!!! Beleza. Só marcou essa questão como certa (e errou!)quem não leu. Basta retirar o artigo para o período ficar correto (“...prendem-se à relação mecânica entre oferta e demanda, cuja realidadeé notória”).(D) O verbo “imputar”, na construção, é transitivo direto e indireto. Oobjeto direto é “os desajustes econômicos” e o indireto, “o exercício dademocracia”. Alguém imputa alguma coisa a alguém/algo. A partir dessaanálise vemos que o objeto indireto é precedido da preposição “a”. Estáincorreto, portanto, o emprego da preposição “para”: “Os tecnocratas www.pontodosconcursos.com.br 14
  • 204. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKImaliciosos imputam ao exercício da democracia os desajusteseconômicos...”.Em seguida, o pronome relativo “que”, que tem por referente “osdesajustes econômicos”, exerce a função de sujeito da oraçãosubordinada adjetiva (“Os desajustes econômicos assolam os excluídosda globalização”). Não há, portanto, justificativa para o emprego dapreposição “em”.5 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados naseguinte frase:(A)) A simpatia de que não goza um ator junto ao eleitorado é por vezesestendida a um político profissional sobre cuja honestidade hácontrovérsias.(B) O candidato a que devotamos nosso respeito tem uma históriaaonde os fatos nem sempre revelam uma conduta irrepreensível.(C) Reagan teve uma carreira de ator em cuja não houve momentosbrilhantes, como também não houve os mesmos na de Schwarzenegger.(D) Há uma ambivalência em relação aos atores na qual espelha adivisão entre o respeito e o menosprezo que deles costumamosalimentar.(E) Os atores sobre os quais se fez menção no texto construíram umacarreira cinematográfica de cujo sucesso comercial ninguém podediscutir.Gabarito: AComentário.O verbo gozar, no sentido de ter, possuir, rege a preposição de(“Fulano goza de boa saúde.”) . O pronome relativo “que” retoma osubstantivo “simpatia”. A oração adjetiva, feita a devida substituição,seria “Um ator não goza da simpatia junto ao eleitorado”. Assim, estácorreta a construção “de que não goza um ator junto ao eleitorado”.Adiante, na acepção empregada, o substantivo controvérsias requer apreposição “sobre” (“Há controvérsias sobre a honestidade do políticoprofissional.”). Como entre “político profissional” e “honestidade” háuma relação de subordinação (a honestidade do político profissional), éapropriado o emprego do pronome relativo “cujo”: “estendida a umpolítico profissional sobre cuja honestidade há controvérsias”. www.pontodosconcursos.com.br 15
  • 205. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPerfeita a construção apresentada na opção (A).Em relação às demais, cabem os seguintes comentários:(B) O primeiro elemento destacado está correto – “[nós] devotamosrespeito a alguém”; a regência nominal de “respeito” exige a preposição“a”, que deve anteceder o pronome relativo cujo referente é “candidato”(“respeito ao candidato”).Contudo, na seqüência, houve um emprego incorreto de “aonde”. Estevocábulo é fruto da contração da preposição “a” com o pronome relativo(ou interrogativo, dependendo da construção) “onde”. Teremos deanalisar a possibilidade de emprego de cada um desses termos.Devemos ter cuidado com o emprego de “onde” em referência que nãoseja explicitamente um “lugar” (já falamos sobre isso na questãoanterior). No caso, o termo referente é “história”.Além disso, note que entre “história” e “fatos” há uma estreita relaçãode subordinação (fatos da história). Por isso, o pronome relativo a serempregado para ligar as duas orações é cujo, com a devida flexão emgênero e número: “tem uma história cujos fatos nem sempre revelamuma conduta irrepreensível”.(C) Nessa construção, parece que, após o pronome relativo, faltou umsubstantivo. Veja bem: “Reagan teve uma carreira de ator em cuja(trajetória) não houve momentos brilhantes”. Do jeito que foiapresentado, houve prejuízo de coesão textual, uma vez que o pronomerelativo “cuja” ligou “carreira” a um verbo, e não a outro substantivo.Vamos falar, agora, do pronome demonstrativo “mesmo”, que tem sidoempregado de forma incorreta (virou moda, como ocorreu com “a nívelde”, alguns anos atrás).PRONOME DEMONSTRATIVO “MESMO/MESMA”. Essas expressõessó devem ser usadas acompanhadas dos pronomes pessoais, com aidéia reflexiva ou em caráter pessoal (equivalente a “próprio/a(s)”), oude substantivos, no sentido de “igual”, “idêntica” ou “já mencionada”.Exemplos: “Eles mesmos redigiram o pedido” ; “Ele não entende nema si mesmo.” ; “Usei as mesmas palavras”; “Entendi a mesmacoisa”.Também há registro de uso como “a mesma coisa” (“O mesmo não sedá se não houver pedido formal”).Não há respaldo gramatical para o emprego de formas equivalentes a“ela” ou “ele”, como em “Cuidado com as aranhas, pois as mesmascostumam atacar à noite” ou “Não use o elevador em caso de incêndio www.pontodosconcursos.com.br 16
  • 206. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIem virtude de poder ficar preso no mesmo”. Melhor seria o emprego de“elas” e “nele”, respectivamente.Em relação à construção apresentada no item (C), o pronomedemonstrativo deve ser empregado no singular: “como também nãohouve o mesmo na [carreira] de Schwarzenegger (ai...que horríveldigitar esse sobrenome!)”. Esse “o mesmo” tem como referente toda ainformação presente na oração anterior: “não houve momentosbrilhantes”.(E) Segundo o Dicionário Prático de Regência Nominal, o vocábulo“menção” admite as seguintes preposições: “a” (“O artigo começa comuma menção à atividade exercida...”) ou “de”, na locução “fazermenção de” (“Ele fez menção de sentar.”). Não há registro dapreposição “sobre”. Assim, a construção correta seria: “Os atores aosquais se fez menção no texto...”.Vemos que, entre “carreira” e “sucesso comercial” há uma relação desubordinação (sucesso da carreira), sendo possível empregar o pronomerelativo “cujo”. Contudo, a preposição que acompanha esse pronomenão é cabível, uma vez que o verbo da oração subordinada adjetiva,discutir, é transitivo direto (Alguém discute alguma coisa).6 - (Analista BACEN / Janeiro 2006)Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:(A) Os sonhos de cujos nós queremos alimentar não satisfazem osdesejos com que a eles nos moveram.(B) A expressão de Elio Gaspari, a qual se refere o autor do texto, é“cidadãos descartáveis”, e alude às criaturas desesperadas cujo o rumoé inteiramente incerto.(C) Os objetivos de que se propõem os neoliberais não coincidem comas necessidades por cujas se movem os “cidadãos descartáveis”.(D)) As miragens a que nos prendemos, ao longo da vida, são projeçõesde anseios cujo destino não é a satisfação conclusiva.(E) A força do nosso trabalho, de que não relutamos em vender,dificilmente será paga pelo valor em que nos satisfaremos.Gabarito: DComentário. www.pontodosconcursos.com.br 17
  • 207. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAlguém se prende a alguma coisa – o verbo prender-se rege apreposição “a”. Como o pronome relativo se refere a “miragens”, estáperfeita esta construção: “As miragens a que nos prendemos...”.Em seguida, o relativo “cujo” une corretamente os substantivos“anseios” e “destino” (destino dos anseios).Vamos à análise das opções incorretas:(A) Como o “cujo” não liga dois substantivos, já vemos que estáincorretamente aplicado. Em seu lugar, devemos colocar o pronomerelativo universal “que”. Como o verbo “alimentar” é transitivo direto(Nós alimentamos um sonho), não deve haver preposição (“Os sonhosque nós queremos alimentar...”).No próximo elemento sublinhado, o pronome relativo exerce, na oraçãoadjetiva, a função de sujeito (“Os desejos [referente do pronomerelativo] nos moveram aos sonhos [representado na oração por “aeles”].”). Assim, não há preposição “com”. A construção, totalmentecorrigida, assim ficaria: “Os sonhos que nós queremos alimentar nãosatisfazem os desejos que a eles nos moveram.”.(B) A oração subordinada adjetiva, iniciada por “a qual”, na ordemdireta e feitas as substituições necessárias, seria: “O autor do texto serefere à expressão de Elio Gaspari.”. O verbo referir-se, presente naoração adjetiva, exige a preposição “a”. O encontro dessa preposiçãocom o pronome relativo “a qual” (cujo referente é “expressão de ElioGaspari”) forma a crase: “A expressão de Elio Gaspari, à qual se refereo autor do texto...”.Na seqüência, vemos o terrível “cujo o”. Para a correção desse trecho,devemos retirar esse artigo “o”: “e alude às criaturas desesperadascujo rumo é inteiramente incerto”, já que entre “rumo” e “criaturasdesesperadas” há uma ligação de dependência (o rumo das criaturas).(C) No sentido de “ter em vista”, “objetivar”, o verbo pronominalpropor-se rege a preposição “a” (Alguém se propõe a alguma coisa).Assim, essa preposição deve anteceder o pronome relativo “que”: “Osobjetivos a que se propõem os neoliberais...”.Pergunto, agora, a você: o que é esse “cujas” ligando o “nada” a “lugarnenhum”? Já vimos inúmeras vezes que esse pronome liga doissubstantivos que possuem relação de subordinação (X de Y). No lugardessa aberração, deve-se usar “por que” – preposição exigida pelaconstrução subseqüente (“os ‘cidadãos descartáveis’ se movem por essanecessidade”) junto com o pronome relativo “que”, cujo referente é“necessidades”. A forma corrigida seria: “Os objetivos a que se www.pontodosconcursos.com.br 18
  • 208. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIpropõem os neoliberais não coincidem com as necessidades por que semovem os ‘cidadãos descartáveis’.”.(E) Alguém vende alguma coisa. O verbo “vender” é transitivo direto.Assim, não há preposição “de” antes do pronome relativo: “A força donosso trabalho, que não relutamos em vender...” [não relutamos emvender nossa força de trabalho].Mais adiante, verificamos a regência do verbo “satisfazer-se”(pronominal). No sentido de ‘contentar-se’, rege a preposição com:Alguém se satisfaz com alguma coisa. Assim, após a correção, o períodoseria: “A força do nosso trabalho, que não relutamos em vender,dificilmente será paga pelo valor com que nos satisfaremos”.7 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)É adequado o emprego de AMBAS as expressões sublinhadas na frase:(A) As fogueiras de que todos testemunhamos nos noticiários da TVconstituem um sinal a quem ninguém pode ser insensível.(B) O encolhimento do Estado, ao qual muita gente foi complacente,abriu espaço para a lógica do mercado, de cuja frieza vem fazendo umsem-número de vítimas.(C) Com essa sua subserviência, pela qual muitos se insurgem, o Estadodeixa de cumprir o papel social de que tantos estão contando.(D) As medidas repressivas de que o Estado vem se valendo em nadacontribuem para o encaminhamento das soluções a que osdesempregados aspiram.(E) Diante da pujança do Mercado europeu, de cuja poucos vêmdesfrutando, os excluídos acendem fogueiras cujo o vigor fala por si só.Gabarito: DComentário.A partir de agora, é “vapt-vupt”. Você já está escolado com esse tipo dequestão. Vamos analisar, rapidamente, a regência do verbo e apropriedade do emprego do pronome relativo.Na opção correta, o verbo “valer-se” (principal da locução verbal “vemse valendo”), pronominal (cujo sentido é “aproveitar-se”), exige apreposição “de” (Alguém se vale de alguma coisa). Como o pronomerelativo “que” está (quase) sempre correto (só não cabe em construçõesexclusivas do “cujo”), está certo o período: “As medidas repressivas de www.pontodosconcursos.com.br 19
  • 209. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIque o Estado vem se valendo...”. Em seguida, o verbo aspirar, jámencionado na questão 3, item (A), no sentido de “desejarardentemente”, é transitivo indireto e rege a preposição “a”: “para oencaminhamento das soluções a que os desempregados aspiram”.Certinha!Já na opção:(A) o verbo “testemunhar” é transitivo direto (Alguém testemunhaalguma coisa): “As fogueiras que todos testemunhamos...”. A segundaconstrução tem correto o emprego da preposição (“Ninguém pode serinsensível a alguma coisa”), mas errou no emprego do pronomerelativo. “Quem” é usado para “pessoa”, e o referente é “coisa”: sinal.Assim, deve-se usar o “que/o qual”: “constituem um sinal a que [aoqual] ninguém pode ser insensível”.(B) “Muita gente foi complacente (para) com / em / de alguma coisa”– o adjetivo não admite a preposição “a”: “O encolhimento do Estado,(para) com o qual / do qual / no qual muita gente foicomplacente...”.Em seguida, não há nenhum elemento que exija a preposição “de” antesdo pronome relativo “cuja”, corretamente empregado (“frieza domercado”). Como essa expressão exerce, na oração adjetiva, a funçãode sujeito (“a frieza do mercado vem fazendo um sem-número devítimas”), não há preposição. Assim, a construção corrigida seria: “...abriu espaço para a lógica do mercado, cuja frieza vem fazendo umsem-número de vítimas”.(C) “Muitos se insurgem contra alguma coisa”. O verbo “insurgir-se”rege a preposição “contra”. Como essa preposição é dissílaba, só aceitaa forma pronominal “a qual” (o referente é feminino: “subserviência”).Na seqüência, “todos estão contando com alguma coisa”. Feitas asdevidas correções, o trecho correto seria: “Com essa sua subserviência,contra a qual muitos se insurgem, o Estado deixa de cumprir o papelsocial com que tantos estão contando”.(E) “Poucos vêm desfrutando de alguma coisa” – o verbo desfrutar,assim como “gozar”, “fruir”, rege a preposição “de”. Não há justificativapara o emprego do “cujo” nesse primeiro elemento. Já no segundo, sim.O pronome liga dois substantivos: “fogueiras” e “vigor”, com idéia desubordinação (vigor das fogueiras). O problema está no artigo em “cujoo”. Corrigida, a construção passa a ser: “Diante da pujança do Mercadoeuropeu, da qual [o referente é pujança] poucos vêm desfrutando, osexcluídos acendem fogueiras cujo vigor fala por si só.”.Aproveitamos essa última questão para falar dessa expressão “por sisó”. O “só” concorda, em número (plural/singular), com o substantivo www.pontodosconcursos.com.br 20
  • 210. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIou pronome ao qual o pronome “si” se refere (na oração, refere-se a“vigor”). Assim, “O vigor fala por si só”, “Essas coisas falam por sisós”, “Por si sós, vocês devem fazer a reserva do hotel.”.8 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005)A maior parte da água da chuva é interceptada pela copa das árvores,...... cobrem toda a região. ...... evapora rapidamente, causando maischuva, o que não ocorre em áreas desmatadas, ...... solo é pobre emmatéria orgânica.As lacunas da frase acima estão corretamente preenchidas,respectivamente, por(A) onde - A chuva - que o(B) nas quais - Aquela chuva - cujo(C) em que - A água da chuva - que o(D) que elas - Essa chuva - aonde(E)) que - Essa água - cujoGabarito: EComentário.Ufa! Graças a Deus mudou o estilo de questão, não é mesmo? Acho queninguém mais agüentava aquela história de “cujo o” pra cá, “cuja a” pralá...Devemos fazer a mesma análise que vínhamos fazendo até agora, sóque preenchendo a lacuna da forma correta.1ª lacuna) O elemento dessa lacuna é o sujeito do verbo “cobrir”.Pergunta: o que cobre toda a região? Dica: o verbo está no plural(cobrem). Resposta: as árvores. Como esse substantivo exerce a funçãode sujeito, não há preposição: devemos preencher com o pronomerelativo “que” ou “as quais”. A única opção é a letra (E). Levamos umsegundo para resolver a questão, hem? Na hora da prova, nada deperder tempo. Marcou a opção correta e partiu para a próxima. Comoaqui estamos fazendo exercícios, vamos analisar as demais lacunas.2ª) O que “evapora rapidamente” (verbo no singular)? Resposta: A águada chuva. Essa expressão já foi mencionada na oração anterior e o texto www.pontodosconcursos.com.br 21
  • 211. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIse tornaria repetitivo no caso de apresentá-la novamente. Assim, comoelemento de coesão textual, usamos o pronome demonstrativo. Por tersido apresentada no início do texto, podemos usar “essa água” (com“ss” de paSSado – lembra?) ou “aquela água” (já que está distante notexto, mas não há essa opção). Observe que o que evapora é a água, enão a chuva (fenômeno atmosférico). Neste ponto, entra a análisesemântica, ou seja, o sentido que as palavras empregam aotexto/contexto.3ª) Entre “solo” e “áreas desmatadas” há uma relação de dependência:o solo das áreas desmatadas. Devemos, então, empregar o pronomerelativo cujo. Como o pronome faz parte do sujeito da oraçãosubordinada adjetiva (“O solo das áreas desmatadas é pobre...”), nãodevemos colocar preposição alguma: “o que não ocorre em áreasdesmatadas, cujo solo é pobre em matéria orgânica”.A ordem será: que / Essa água / cujo.9 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004)As razões ______ ele deverá invocar para justificar o que fez nãoalcançarão qualquer ressonância _______ membros do Conselho, _____votos ele depende para permanecer na empresa.Preenchem de modo correto as lacunas da frase acima,respectivamente, as expressões:(A) a que - para com os - de cujos(B) de que - junto aos - cujos os(C) que - diante dos - de quem os(D) às quais - em vista dos - em cujos(E)) que - junto aos - de cujosGabarito: EComentário.1ª lacuna) A oração subordinada adjetiva, feita a devida substituição, é:“Ele deverá invocar razões para justificar o que fez.”.O verbo “invocar”, no sentido de “citar a seu favor”, é transitivo direto.Assim, na lacuna, deve haver apenas o pronome relativo “que” (“Asrazões que ele deverá invocar...”). www.pontodosconcursos.com.br 22
  • 212. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI2ª) Agora, explora-se o emprego de preposições e locuçõesprepositivas. É comum usar inadequadamente a expressão “junto a”.Muitas vezes, em vez de ‘junto a’, o mais apropriado é a pura e simplespreposição “em”. Veja só um exemplo: “Ele solicitou a segunda via dacertidão junto à Secretaria (sic).”. Por que complicar se podemosfacilitar (e corrigir!)? “Ele solicitou a segunda via da certidão naSecretaria.”.Segundo lição de Napoleão Mendes de Almeida (em “Dicionário deQuestões Vernáculas”), tomam-se providências e fazem-se pedidos emalgum lugar e não junto a. O mesmo acontece em construções como “Oadvogado peticionou junto ao Tribunal o relaxamento da prisãopreventiva”. Pode-se usar, nesses casos, a preposição “perante” (“Oadvogado peticionou perante o Tribunal o relaxamento da prisãopreventiva”).Assim, com o significado de “em”, “perante” ou “ante”, não é apropriadoo emprego de “junto a”. Essa foi a forma empregada na questão: “Asrazões (..) não alcançarão qualquer ressonância junto aos membros doConselho”. Os puristas condenariam essa forma, que já é praticada nalinguagem coloquial. Em seu lugar, deveria se empregada a preposição“em”: “As razões não alcançarão qualquer ressonância nos membros doConselho.”. Contudo, essa forma não foi apresentada e, pelopreenchimento da primeira lacuna, já vemos que a resposta só poderiaser a letra (E). Assim, só nos resta respirar fundo e ir adiante.Então, quando devemos usar essa locução prepositiva? Em construçõesque indicam proximidade ou contigüidade (equivalente a “próximo de”,“junto de”), como: “Estávamos junto ao padre no altar.” ou “Deixe oembrulho junto à porta de saída.”. Note que, por ser prepositiva, essalocução é invariável (no primeiro exemplo, “nós” junto ao padre).Outros exemplos de uso apropriado da expressão são dados porDomingos Paschoal Cegalla (em seu Dicionário de Dificuldades da LínguaPortuguesa):"Entrevistou o embaixador brasileiro junto ao Vaticano"; "Nossorepresentante diplomático junto ao governo americano se incumbirá docaso".Existe aí essa idéia de “proximidade”, mesmo que não sejanecessariamente física (valor não espacial).3ª) Entre “membros do Conselho” e “votos” há uma relação (votos dosmembros do Conselho). Então, devemos usar o “cujo”. O verbodepender é transitivo indireto, exigindo a preposição “de” (Alguém www.pontodosconcursos.com.br 23
  • 213. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIdepende de alguma coisa). Assim, a forma correta é: “de cujos votosele depende para permanecer na empresa”.10 - (TRT 3ª Região – Técnico Judiciário / Janeiro 2005)Em cada um dos segmentos abaixo, a substituição da expressão grifadapelo pronome correspondente está INCORRETA em:(A) para oferecer trabalho = para oferecê-lo.(B) evocar a lembrança de outro colega = evocar-lhe a lembrança.(C) tomaram caminhos paralelos = tomaram-nos.(D) a ocupar boa parte de minha vida = a ocupar-lhe.(E) cativava inteligências e paladares = cativava-os.Gabarito: DComentário.Esse assunto já foi objeto de comentário na questão 23 da Aula 2 –Concordância, e agora podemos ver mais um caso em que foiempregado o pronome oblíquo com valor possessivo.Em regra, os pronomes pessoais oblíquos são usados para representarum nome (substantivo), evitando, assim, sua repetição. Podem se ligarao verbo por hífen (ênclise ou mesóclise) ou sem este sinal (próclise), esua colocação é assunto complexo, a ser apresentado mais adiante.Os pronomes oblíquos são:1ª pessoa – singular: me, mim, comigo / plural: nos, nós (usadosempre com preposição), conosco2ª pessoa – singular: te, ti, contigo / plural: vos, vós (sempre compreposição), convosco3ª pessoa – singular: ele, ela (usados com preposição), o / a (objetodireto), lhe (objeto indireto), consigo (reflexivo) plural: eles, elas (usados com preposição), os/as (objetodireto), lhes (objeto indireto), consigo (reflexivo)No entanto, o pronome oblíquo pode ser também usado com valorpossessivo. Vamos ao exemplo presente na opção (B), consideradacorreta.“Evocar a lembrança de outro colega” – a expressão sublinhada temvalor possessivo, equivalente a “sua” (evocar a sua lembrança), ou www.pontodosconcursos.com.br 24
  • 214. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIseja, a lembrança que se tem dele. No lugar da expressão, foiempregado corretamente o pronome oblíquo – evocar-lhe a lembrança.Observe que, mesmo que o substantivo estivesse no plural(lembranças), o pronome permaneceria no singular por estar emcorrelação com “colega” (Evocar-lhe as lembranças).As demais opções abordam o emprego dos pronomes oblíquos comoobjetos diretos ou indiretos. De acordo com o quadro acima, ospronomes “o”, “a” e plurais só são empregados quando o complementofor direto (sem preposição obrigatória), enquanto que “lhe(s)” é usadoem objetos indiretos (com preposição).Mencionamos na questão 4 que os pronomes me, te, se, nos e vospodem ser usados indistintamente em complementos diretos ouindiretos e que não adianta tentar identificar se é direto ou indiretotrocando-os por “a mim”, “a ti”, “a eles” etc., pois esses pronomesoblíquos devem estar sempre preposicionados (“Vejo–te / Vejo a ticomo um exemplo”). A troca, para verificação, deve ser feita por umsubstantivo (“Vejo o rapaz como um exemplo” – objeto direto). Aquelecaso (a ti) é um objeto direto preposicionado por exigência do pronomeoblíquo.Quando os pronomes o, a, os, as são empregados após o verbo cujaterminação seja r, s, z, ao pronome é agregada ao pronome a letra L(lo, la, los, las) e o r, s, z ‘caem’. Processo parecido acontece com opronome oblíquo nos, diferenciando-se apenas no fato de não haveralteração gráfica no pronome, que se mantém “nos” (“Reportamo-nosa V.Sa. no intuito de...”).Exemplo: opção (A) para oferecer trabalho = para oferecê-lo.Em relação à acentuação, já comentamos na aula de ortografia que esteverbo é entendido como um vocábulo independente, devendo obedeceràs regras: oferecê = oxítona terminada em “e”.´Se o pronome dividir o verbo em duas partes, cada parte será analisada,para fins de acentuação, como se um único vocábulo formasse.Exemplo: Nós distribuiríamos o medicamento.Em mesóclise: DISTRIBUIRÍAMOS + O = DISTRIBUIR + O + ÍAMOSA letra “r” cai e o pronome “o” vira “lo” = distribui-lo-íamos.Agora, vamos à acentuação:No “pedacinho” distribui , a sílaba tônica recai no “i”. Como segundavogal do hiato, deve ser acentuada = distribuí (com acento agudo no“i”)O outro “pedaço” íamos recebe acento por ser uma proparoxítona. www.pontodosconcursos.com.br 25
  • 215. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAssim, a forma verbal correta é: distribuí-lo-íamos.Quando o verbo termina de forma nasal (-m, -ão, -õe), aos pronomes o,a, os, as é acrescentada a letra “n”.Exemplo: opção (C) – tomaram caminhos paralelos = TOMARAM + O =tomaram-nos. Observe que, fora do contexto, não temos como afirmarse o “nos” em “tomaram-nos” é o pronome oblíquo “os” ou “nos”(“tomaram a nós”).O que está incorreto na opção (D) é o emprego do pronome “lhe” emsubstituição ao complemento direto “boa parte da vida”. Como o verbo étransitivo direto, correta estaria a construção: a ocupá-la.A partir dessa questão, abordaremos também um dos pontos maisincidentes em questões que envolvem pronomes – COLOCAÇÃOPRONOMINAL.COLOCAÇÃO PRONOMINALA fim de facilitar, resumimos a três todas as regras de colocaçãopronominal: 1) REGRA GERAL: Segundo a norma culta, a regra é a ênclise, ou seja, o pronome após o verbo. Isso tem origem em Portugal, onde essa colocação é mais comum. No Brasil, o uso da próclise é mais freqüente, por apresentar maior informalidade. Mas, como devemos abordar os aspectos formais da língua, a regra será ênclise, usando próclise em situações excepcionais, que são: Palavras invariáveis (advérbios, alguns pronomes, conjunção) atraem o pronome. Por “palavras invariáveis”, entendemos os advérbios, as conjunções, alguns pronomes que não se flexionam, como o pronome relativo que, os pronomes indefinidos quanto/como, os pronomes demonstrativos isso, aquilo, isto. Exemplos: “Ele não se encontrou com a namorada.” – próclise obrigatória por força do advérbio de negação. “Quando se encontra com a namorada, ele fica muito feliz.” – próclise obrigatória por força da conjunção; www.pontodosconcursos.com.br 26
  • 216. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Orações exclamativas (“Vou te matar!”) ou que expressam desejo, chamadas de optativas (“Que Deus o abençoe!”) – próclise obrigatória. Orações subordinadas – (“... e é por isso que nele se acentua o pensador político” – uma oração subordinada causal, como a da questão, exige a próclise.). 2) EMPREGO PROIBIDO: Iniciar período com pronome (a forma correta é: Dá-me um copo d’água. / Permita-me fazer uma observação.); Após verbo no particípio, no futuro do presente e no futuro do pretérito. Com essas formas verbais, usa-se a próclise (desde que não caia na proibição acima), modifica-se a estrutura (troca o “me” por “a mim”) ou, no caso dos futuros, emprega- se o pronome em mesóclise. Exemplos: “Concedida a mim a licença, pude começar a trabalhar.” (Não poderia ser “concedida-me” – após particípio é proibido - nem “me concedida” – iniciar período com pronome é proibido). “Recolher-me-ei à minha insignificância” (Não poderia ser “recolherei-me” nem “Me recolherei”). 3) EMPREGO FACULTATIVO: Com o verbo no infinitivo, mesmo que haja uma palavra “atrativa”, a colocação do verbo pode ser enclítica (após o verbo) ou proclítica (antes do verbo). Exemplo: “Para não me colocar em situação ruim, encerrei a conversa.” “Para não colocar-me em situação ruim, encerrei a conversa.” Assim, com infinitivo está sempre certa a colocação, desde que não caia em um caso de proibição (começar período).NÃO CONFUNDA INFINITIVO COM FUTURO DO SUBJUNTIVO –Na maior parte dos verbos, essas formas são iguais (paracomprar/quando comprar). Contudo, a regra da colocaçãopronominal só se aplica ao infinitivo. Se o verbo estiver no futuro dosubjuntivo, aplica-se a regra geral. www.pontodosconcursos.com.br 27
  • 217. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Para ter certeza de que é o infinitivo mesmo e não o futuro do subjuntivo, troque o verbo por um que apresente formas diferentes, como o verbo trazer (para trazer / quando trouxer), fazer (para fazer/ quando fizer), pôr (para pôr/ quando puser), e tire a prova dos noves. Se for infinitivo, pode colocar o pronome antes ou depois, tanto faz. De qualquer jeito, estará certo, mesmo que haja uma palavra atrativa (invariável). Observação importante: quando houver DUAS palavras invariáveis, o pronome poderá ser colocado entre elas. A esse fenômeno dá-se o nome de APOSSÍNCLESE. Exemplo: “Para não levar-me a mal, irei apresentar minhas desculpas.” – como vimos, com infinitivo está sempre certa a colocação (caso facultativo), mesmo que haja uma palavra invariável (no caso, são duas – para e não). COLOCAÇÕES IGUALMENTE POSSÍVEIS: (1) “Para não me levar a mal, ...”- O pronome foi atraído pelo advérbio. (2) “Para me não levar a mal, ...” – O pronome foi atraído pelo pronome.11 - (Analista BACEN / Janeiro 2006)Sonhos não faltam; há sonhos dentro de nós e por toda parte, razãopela qual a estratégia neoliberal convoca esses sonhos, atribui a essessonhos um valor incomensurável, sabendo que nunca realizaremosesses sonhos.Evitam-se as viciosas repetições dos elementos sublinhados na fraseacima substituindo-os, na ordem dada, por:(A) há eles - convoca-os - atribui-lhes - realizaremo-los(B) os há - os convoca - lhes atribui - realizaremo-los(C) há-os - convoca-lhes - os atribui – realizá-los-emos(D) há estes - lhes convoca - atribui-lhes - os realizaremos(E)) há-os - os convoca - atribui-lhes - os realizaremosGabarito: EComentário. www.pontodosconcursos.com.br 28
  • 218. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComo “sonhos” é o objeto direto do verbo haver, para a suasubstituição não podemos usar um pronome reto (eliminaremos, pois, aopção (A)).Estes só exercem as funções sintáticas de sujeito e predicativo desujeito. Os pronomes retos não podem ser usados como complementosverbais. Em seu lugar, empregam-se os pronomes oblíquos. Como overbo é transitivo direto, a substituição é pelo pronome oblíquo “os”.Assim, a primeira substituição deve ser “os há” ou “há-os”.Também seria possível o emprego de um pronome demonstrativo;contudo, as regras mencionadas no início desta aula devem serrespeitadas.É possível o emprego de um pronome demonstrativo como “esses”, porfazer referência a um termo já mencionado, ou, com certacomplacência, “estes”, por estar próximo.A segunda substituição exige as noções de colocação pronominal queacabamos de ver. Em orações subordinadas, deve ser empregado opronome antes do verbo (próclise). Como “sonhos” é objeto direto, nãoadmite o emprego de “lhes”, que se presta à função de objeto indireto.A forma correta seria os convoca. Com isso, eliminamos as opções (C)e (D), uma vez que a (A) já havia sido rejeitada.Na terceira proposta, o verbo atribuir é transitivo indireto, podendo osubstantivo ser substituído por lhes ou a eles.Finalmente, na quarta troca, vimos que o pronome átono NUNCA poderáser colocado após particípio, futuro do presente ou futuro do pretéritodo indicativo. Como existe um termo que “atrai” o pronome (nunca épalavra invariável), a única possibilidade de colocação é antes do verbo– os realizaremos.A resposta é, portanto, a letra (E).12 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)O czar caçava homens, não ocorrendo ao czar que, em vez de homens,se caçassem andorinhas e borboletas, parecendo-lhe uma barbaridadelevar andorinhas e borboletas à morte.Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se, deforma correta, os elementos sublinhados por, respectivamente,(A) não o ocorrendo - de tais - levá-las.(B) não ocorrendo-lhe - dos mesmos - levar-lhes.(C) lhe não ocorrendo - destes - as levar-lhes. www.pontodosconcursos.com.br 29
  • 219. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) não ocorrendo-o - dos cujos - as levarem.(E)) não lhe ocorrendo - destes - levá-las.Gabarito: EComentário.Em “não ocorrendo ao czar”, o complemento verbal é indireto. Assim, opronome oblíquo não poderia ser “o”, usado para objeto direto, mas“lhe” ou “a ele”, que se apresentam como objeto indireto. Eliminamos,pois, as opções (A) e (D).O próximo passo é verificar a posição do pronome em relação ao verbo.Note que há um advérbio de negação antes do verbo (“não ocorrendo”).Vimos que o advérbio, como palavra invariável que é, atrai o pronomeoblíquo, ou seja, não permite a ênclise pronominal. A única possibilidadeseria, então, “não lhe ocorrendo”.O que impede a forma “lhe não ocorrendo” é a inexistência de um outrotermo invariável, que provocaria a apossínclese (colocação do pronomeentre dois termos invariáveis contíguos, como em “Espero que lhe nãodiga a verdade...”).A resposta certa, portanto, é letra (E).Vamos continuar a análise da questão.O substantivo “homens”, que já consta do texto logo no início doparágrafo: “O czar caçava homens”, volta a aparecer mais adiante: “emvez de homens”. Essa repetição pode ser evitada com o emprego de umpronome demonstrativo. Note que a resposta considerada pela bancacomo certa indica o pronome “destes”, com “t”. Vimos que, emreferência anafórica (termo em passagem anterior), o mais apropriadoseria “esses” (com “ss” de paSSado). Mas afirmamos que,modernamente, tem havido flexibilidade no emprego desses pronomes.Essa questão vem confirmar esse posicionamento pela banca da FCC.Mesmo se referindo a um termo já mencionado, a banca aceitou o usode “destes”, em vez de “desses” (aliás, nem cogitou essa possibilidadenas opções). A regra para o emprego do pronome “mesmo”, que seestende ao pronome “tal” (e variações), já foi objeto de comentário naquestão 5.Em relação à terceira passagem, o verbo “levar” requer complementodireto (“andorinhas e borboletas”), sendo inapropriado o emprego dopronome “lhes”. Eliminam-se, pois, as opções (B) e (C) – a propósito, oque isto: “as levar-lhes”???? Ficou na dúvida e usou os dois www.pontodosconcursos.com.br 30
  • 220. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIpronomes??? Credo!!! O pronome adequado é “as”, que, em ênclise,forma “levá-las”.Assim, a ordem correta seria a apresentada na letra (E).13 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Gosto da democracia, pratico a democracia, respeito os fundamentosque mantêm em pé a democracia, mas nada disso me impede deassociar a democracia às campanhas eleitorais, que negam ademocracia.Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se ossegmentos sublinhados, na ordem dada, por(A) a pratico − mantêm-na em pé − lhe associar − a negam(B) pratico-a − a mantêm em pé − associar-lhe − negam ela(C) a pratico − mantêm ela em pé − a associar − lhe negam(D)) pratico-a − a mantêm em pé − associá-la − a negam(E) pratico-a − lhe mantêm em pé − a associar − negam-lheGabarito: DComentário.Na primeira passagem, as duas formas estaria corretas: “a pratico” ou“pratico-a”. Se você ficou na dúvida se poderia construir a primeiraforma, lembro que a proibição se refere a iniciar o período. Nessaconstrução, o período é composto e já teve início em “Gosto”. Assim, opronome pode iniciar, sim, a segunda oração sem problema algum.Na segunda passagem, o verbo “manter” apresenta um complementodireto: “a democracia”. Assim, o pronome que deve substituir essenome é o oblíquo “a”. Eliminamos, pois, as opções (E) e (C), porapresentar esta a forma de pronome reto (inapropriada comocomplemento verbal). Estariam corretas as formas: “mantêm-na” ou “amantêm”.O verbo “associar” é transitivo direto, devendo ser empregado opronome “a” (“nada disso me impede de associá-la” ou “de a associar”).Por fim, o verbo “negar” também requer complemento direto, sendocabível o pronome “a”. Note que, antes do verbo, há o pronome relativoinvariável “que” (além de iniciar uma oração subordinada), atraindo opronome oblíquo para junto de si: “que a negam”. www.pontodosconcursos.com.br 31
  • 221. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI14 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)Quanto aos políticos profissionais, o cidadão que considera os políticosprofissionais uma espécie daninha insiste em eleger os políticosprofissionais, em vez de preterir os políticos profissionais em favor deum espírito de renovação.Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se oselementos sublinhados, respectivamente, por:(A) os considera - lhes eleger - os preterir(B) lhes considera - elegê-los - preterir-lhes(C)) os considera - elegê-los - preteri-los(D) considera estes - eleger a estes - lhes preterir(E) considera os mesmos - eleger eles - os preterirGabarito: CComentário.O verbo “considerar” é transobjetivo. O quê? Você já se esqueceu osignificado de “verbo transobjetivo”??? Não creio!!!Transobjetivo é o verbo que requer, além do objeto, um predicativopara esse objeto. Veja só: “O cidadão considera os políticosprofissionais...” o quê? Faltou alguma coisa, não é? Então, o que ficoufaltando foi o predicativo do objeto direto: “uma espécie daninha”.Como o objeto é DIRETO, só admite o pronome oblíquo “os”. Comoexiste uma palavra invariável antes do verbo, o pronome fica antesdeste: “o cidadão que os considera uma espécie daninha...”.O verbo “eleger” requer complemento direto (O cidadão insiste emeleger políticos). Então, o pronome adequado é “os”. Como o verbo estáno infinitivo (eleger), mesmo com uma preposição “em” antes do verbo(“em eleger”), podemos colocar o pronome antes ou depois do verbo.Lembre-se: com infinitivo está sempre certo (só não pode iniciarperíodo!): “insiste em os eleger” ou “insiste em elegê-los”.Finalmente, o verbo “preterir” também é transitivo direto, exigindo opronome “os”. Do mesmo modo que na passagem anterior, o verbo estáno infinitivo, e com infinitivo está sempre certo: “em vez de ospreterir” ou “em vez de preteri-los”.15 - (Analista BACEN / Janeiro 2006) www.pontodosconcursos.com.br 32
  • 222. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIJulgue a assertiva abaixo.(D) Muito embora tenham passado-se três ou quatro séculos, essaviolência vem ocorrendo de forma sistemática.Item INCORRETOComentário.Esse é um dos casos de proibição. Não se pode colocar pronome apósparticípio, futuro do presente ou do pretérito do indicativo.Estaria igualmente incorreta a forma “Muito embora tenham-sepassado”, com o pronome em ênclise ao verbo auxiliar, uma vez que otermo invariável (a locução conjuntiva “Muito embora”) antes do verboatrai o pronome: Muito embora se tenham passado”.Já a construção “Muito embora tenham se passado”, apesar de comumna “língua do povo”, não encontra respaldo na norma culta. Considera-se inapropriado o emprego do pronome em próclise ao verbo principal(se passado), ou seja, o pronome “solto” entre os verbos. Segundo anorma culta, a única forma correta seria: “Muito embora se tenhampassado”. Mas, como já vimos que a banca da FCC admite alguns“modernismos” (como o emprego de pronome demonstrativo “este” emreferência anafórica), devemos ser um pouco mais “complacentes” comaquela colocação (tenham se passado).16 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Deduz-se da leitura do texto que seu autor julga Maquiavel ter prestadoum serviço não apenas aos poderosos governantes, mas tambémaqueles que têm interesse em analisar a exaustão as práticas políticas.Julgue a correção da substituição abaixo proposta:I. Deduz-se da leitura por Se deduz à leitura.Item INCORRETOComentário.Esse é o caso de proibição mais conhecido do vasto público (e usado nodia-a-dia, ou você já ouviu alguém no boteco pedir: “Dá-me umacerveja”???).Segundo a ortodoxia gramatical (expressão muito usada por algumasbancas, como a ESAF), não se pode iniciar período com o pronomeoblíquo. Assim, a proposta “Se deduz à leitura” estaria incorreta por dois www.pontodosconcursos.com.br 33
  • 223. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKImotivos: colocação pronominal (o certo é “Deduz-se”) e regência verbal(o correto é mesmo o emprego da preposição “de”).17 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005)Foi para defender essas propostas e para informar a sociedade brasileirasobre seu direito inalienável de receber informação livre que criamos aRDLI.As expressões sublinhadas poderiam ser correta e respectivamentesubstituídas, no caso da utilização de pronomes, por:(A) as defender - informar-lhe - lhe criamos(B)) defendê-las - informá-la - a criamos(C) lhes defender - informar-lhe - criamo-la(D) defendê-las - lhe informar - criamo-lhe(E) defender-lhes - informá-la - lhe criamosGabarito: BComentário.O verbo “defender” está no infinitivo. Portanto, a colocação pronominalestá sempre certa (só não pode iniciar período). Como o verbo étransitivo direto, o pronome adequado é “as”: “Foi para as defender”ou “Foi para defendê-las”. Eliminamos três das cinco opções. Restamsomente as opções (A) e (D) – só a partir dessa análise, você já teria50% de chances de ganhar esse ponto!O verbo “informar” também é transitivo direto (pronome “a” =“sociedade brasileira”) e está no infinitivo. As duas construções possíveissão: “para a informar” ou “para informá-la”.O verbo “criar” requer também complemento direto, sendo cabível opronome “a” em substituição a “a RDLI”. Como existe uma palavrainvariável antes do verbo, o pronome deve ficar em próclise: “que acriamos”.18 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)Pesquisadores que ...... na defesa da ararinha-azul sabiam que ......difícil impedir a extinção delas.A colocação pronominal está correta nas formas www.pontodosconcursos.com.br 34
  • 224. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) se envolveram - seria-lhes(B) se envolveram - lhes seria(C) envolveram-se - lhes seria(D) envolveram-se - ser-lhes-ia(E) envolveram-se - seria-lhesGabarito: BComentário.O pronome relativo “que” atrai o pronome “se”: “Pesquisadores que seenvolveram” é a única construção possível.Já na segunda lacuna, o “que” é uma conjunção, igualmente invariável,atraindo, portanto, o pronome oblíquo: “sabiam que lhes seria difícilimpedir a extinção delas”.Você viu que todas as opções relativas à segunda lacuna indicam opronome “lhes” ? Na ordem direta, a construção seria “impedir aextinção delas seria difícil a eles”. Esse complemento nominal é regidopela preposição “a” e o pronome que venha a substituí-lo deve ser ooblíquo “lhe”.19 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)O tráfico de animais silvestres constitui prática ilegal. Para coibir aprática ilegal, as autoridades responsáveis montam barreiras nasestradas, o objetivo dessas barreiras é impedir as tentativas de exportaros animais silvestres.Para tornar o segmento acima inteiramente correto, é preciso substituiros trechos grifados pelos pronomes correspondentes, na ordem,(A) coibir-a - cujo o objetivo - exportá-los.(B) coibir ela - onde o objetivo - exportar-lhes.(C) coibir-na - onde o objetivo - exportá-los.(D)) coibi-la - cujo objetivo - exportá-los.(E) coibi-la - que o objetivo - exportar-lhes.Gabarito: DComentário. www.pontodosconcursos.com.br 35
  • 225. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO verbo “coibir” é transitivo direto (coibir a prática ilegal) e o pronomedeve ser “a”. Como o verbo está no infinitivo, as duas formas possíveissão: “Para a coibir” ou “Para coibi-la”.Entre “objetivo” e “barreiras” existe uma relação de dependência (Oobjetivo das barreiras), o que justifica o emprego do pronome relativocujo (“montam barreiras ... cujo objetivo é impedir”).Em relação a essa última construção, poderá haver quem alegue umaambigüidade na construção: em “montam barreiras nas estradas, cujoobjetivo é impedir as tentativas de exportar os animais silvestres”. Esseincauto poderia imaginar que “impedir” seria o objetivo “das estradas”,e não das barreiras (mesmo que isso não fizesse o menor sentido).Devemos, então, trabalhar com os instrumentos de que dispomos. Asdemais opções são:- onde, que deve ter como referente um lugar. Até aí, tudo bem, já queesse “lugar” poderia ser a “estrada”. Mas teríamos eliminado essapossibilidade no preenchimento da primeira substituição. As opções queindicam “onde” propunham que, em substituição a “coibir a prática”fosse empregado: (B) coibir ela, e (C) coibir-na – ambas inaceitáveis.Então, mesmo que o candidato achasse que “onde” ficaria melhor doque “cujo”, isso não seria mais possível - já havíamos eliminado essasopções.- que seria inadequado por existir a relação entre dois substantivos -objetivo e barreiras (ou “estradas”, não importa) – que leva ao empregodo cujo.- cujo o - acho que nem precisamos mais falar sobre esse monstro,não é? Você já está cansado de saber que isso está completamenteerrado.Assim, com ambigüidade ou não, o pronome adequado é mesmo “cujo”,e ponto final. Como diria a propaganda, “passa Gourmet que passa”...Rapadura é doce mas não é mole. De que adianta você ficar brigandocom uma prova. Tente dançar conforme a música e garantir o ponto quepode fazer toda a diferença no resultado do concurso.Vamos à terceira substituição. O verbo “exportar” é transitivo direto,devendo seu complemento pronominal ser “os” (= animais silvestres).Como, mais uma vez, o verbo está no infinitivo, temos duaspossibilidades: “impedir as tentativas de os exportar” ou “de exportá-los”. www.pontodosconcursos.com.br 36
  • 226. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI20 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004)Há um excesso de leis, e quando há leis em excesso deve-se reconhecernessas leis o vício da excessiva particularização, excessivaparticularização que só revela a fragilidade dos princípios morais.Evitam-se as desagradáveis repetições do período acima substituindo-seos segmentos sublinhados, respectivamente, por(A)) as há - reconhecer nelas - a qual.(B) há as mesmas - reconhecê-las - a qual.(C) há elas - reconhecer-lhes - cuja.(D) as há - reconhecer a elas - cuja.(E) há estas - reconhecê-las - onde.Gabarito: AComentário.Essa questão nos lembra bastante a de nº 11, que inicia essa série deCOLOCAÇÃO PRONOMINAL. Já mencionamos que o verbo haver, nosentido de existência, é impessoal e não possui sujeito. O que se lhesegue é o complemento (questão 9 da Aula 3 – Regência). Agora, essaquestão vem confirmar isso.Vimos que os pronomes retos exercem apenas duas funções sintáticas:sujeito (Ela é linda) ou predicativo do sujeito (minha irmã é ela). Nãopodem esses pronomes exercer função de complemento (objeto direto).Se surgir algum “ele/ela” como objeto direto ou indireto, é um pronomeoblíquo, que deverá sempre estar acompanhado de uma preposição (Eume dirijo a ela – objeto indireto / Todos ironizam a ela e não a mim –objetos diretos preposicionados).Assim, em substituição a “leis”, deveríamos usar o pronome oblíquo“as”. Como existe um termo invariável antes do verbo (“quando háleis”), a próclise é obrigatória: “quando as há em excesso ...”. Ficamosapenas com duas opções: (A) e (D).O verbo “reconhecer”, na construção, é transitivo direto. O objeto diretoé “o vício da excessiva particularização”. A expressão “nessas leis” temvalor adverbial, podendo ser substituída por um pronome. A bancapropôs “nelas”, ou seja, o pronome oblíquo “elas” acompanhado dapreposição “em”. A forma “a elas” não seria adequada, por modificar apreposição adequada à construção. www.pontodosconcursos.com.br 37
  • 227. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPor fim, como o pronome relativo substitui “excessiva particularização”,poderia ser empregado “a qual” ou “que”. Contudo, esse último poderiacausar alguma ambigüidade com “vício” (“...deve-se reconhecer ... ovício da excessiva particularização, que só revela a fragilidade dosprincípios morais” - quem revela essa fragilidade: o vício ou aparticularização). Então, mais apropriado é mesmo o emprego de “aqual”.Bem, pessoal, essas questões abarcam bem esse ponto do programa.Basta prestar atenção na regência (nominal e verbal) e no emprego dopronome relativo adequado.Já estamos quase no fim do curso. O próximo tema será pontuação. Atélá.Bons estudos a todos. www.pontodosconcursos.com.br 38
  • 228. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKILISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS1 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)É adequado o emprego da expressão sublinhada na seguinte frase:(A) O jornal de cujo o Sr. Matter se valeu para contar sua história foilido pelo cronista.(B) A notícia à qual se deparou o cronista estimulou-o a escrever umacrônica.(C) O índio jivaro, com cuja reação o Sr. Matter não contava, espantou-se com a proposta.(D) A barbaridade com cuja se espantou o czar era a caça de andorinhase borboletas.(E) A barbaridade à qual serviu ao poeta de tema não costuma espantaros civilizados.2 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006)A expressão sublinhada está empregada adequadamente na frase:(A) A inesgotabilidade da água é uma ilusão na qual não podemos maisalimentar.(B) A cadeia econômica à qual o texto faz referência tem na água seucentro vital.(C) Os maus tempos dos quais estamos atravessando devem-se a umafalta de previsão.(D) A água é um elemento cujo o valor ninguém mais põe em dúvida.(E) A certeza em que ninguém mais pode fugir é a do valor inestimávelda água.3 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:(A) O autor preza a discussão à qual se envolvem os moradores de umcondomínio, quando os anima a aspiração de um consenso.(B) A frase de Mitterrand na qual se arremeteu o candidato Giscard nãorepresentava, de fato, uma posição com a qual ninguém pudessediscordar. www.pontodosconcursos.com.br 39
  • 229. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C)) A frase de cujo teor Giscard discordou revelava, de fato, osentimento de superioridade do qual o discurso de Mitterrand era umaclara manifestação.(D) Os candidatos em cujos argumentos são fracos costumam valer-seda oposição entre o certo e errado à qual se apóiam os maniqueístas.(E) O comportamento dos condôminos cuja a disposição é o consensodeveria servir de exemplo ao dos candidatos que seu único interesse éganhar a eleição.4 - (Procurador AM / Fevereiro 2006)Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:(A) A diferenciação entre profissionais, à que o autor faz referência, temcomo critério um padrão ético, de cujo depende o rumo do processocivilizatório.(B) Se há apenas avanço técnico, numa época onde impera aglobalização, as demandas sociais ficarão sem o atendimento a que sãocarentes.(C) As razões porque a globalização não distribui a riqueza prendem-seà relação mecânica entre oferta e demanda, cuja a crueldade é notória.(D) Os tecnocratas maliciosos imputam para o exercício da democraciaos desajustes econômicos em que assolam os excluídos da globalização.(E)) O aumento da produção, de cuja necessidade não há quemdiscorde, deve prever qualquer impacto ecológico, para o qual se deveestar sempre alerta.5 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados naseguinte frase:(A)) A simpatia de que não goza um ator junto ao eleitorado é por vezesestendida a um político profissional sobre cuja honestidade hácontrovérsias.(B) O candidato a que devotamos nosso respeito tem uma históriaaonde os fatos nem sempre revelam uma conduta irrepreensível.(C) Reagan teve uma carreira de ator em cuja não houve momentosbrilhantes, como também não houve os mesmos na de Schwarzenegger. www.pontodosconcursos.com.br 40
  • 230. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Há uma ambivalência em relação aos atores na qual espelha adivisão entre o respeito e o menosprezo que deles costumamosalimentar.(E) Os atores sobre os quais se fez menção no texto construíram umacarreira cinematográfica de cujo sucesso comercial ninguém podediscutir.6 - (Analista BACEN / Janeiro 2006)Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:(A) Os sonhos de cujos nós queremos alimentar não satisfazem osdesejos com que a eles nos moveram.(B) A expressão de Elio Gaspari, a qual se refere o autor do texto, é“cidadãos descartáveis”, e alude às criaturas desesperadas cujo o rumoé inteiramente incerto.(C) Os objetivos de que se propõem os neoliberais não coincidem comas necessidades por cujas se movem os “cidadãos descartáveis”.(D)) As miragens a que nos prendemos, ao longo da vida, são projeçõesde anseios cujo destino não é a satisfação conclusiva.(E) A força do nosso trabalho, de que não relutamos em vender,dificilmente será paga pelo valor em que nos satisfaremos.7 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)É adequado o emprego de AMBAS as expressões sublinhadas na frase:(A) As fogueiras de que todos testemunhamos nos noticiários da TVconstituem um sinal a quem ninguém pode ser insensível.(B) O encolhimento do Estado, ao qual muita gente foi complacente,abriu espaço para a lógica do mercado, de cuja frieza vem fazendo umsem-número de vítimas.(C) Com essa sua subserviência, pela qual muitos se insurgem, o Estadodeixa de cumprir o papel social de que tantos estão contando.(D) As medidas repressivas de que o Estado vem se valendo em nadacontribuem para o encaminhamento das soluções a que osdesempregados aspiram.(E) Diante da pujança do Mercado europeu, de cuja poucos vêmdesfrutando, os excluídos acendem fogueiras cujo o vigor fala por si só. www.pontodosconcursos.com.br 41
  • 231. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI8 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005)A maior parte da água da chuva é interceptada pela copa das árvores,...... cobrem toda a região. ...... evapora rapidamente, causando maischuva, o que não ocorre em áreas desmatadas, ...... solo é pobre emmatéria orgânica.As lacunas da frase acima estão corretamente preenchidas,respectivamente, por(A) onde - A chuva - que o(B) nas quais - Aquela chuva - cujo(C) em que - A água da chuva - que o(D) que elas - Essa chuva - aonde(E)) que - Essa água - cujo9 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004)As razões ______ ele deverá invocar para justificar o que fez nãoalcançarão qualquer ressonância _______ membros do Conselho, _____votos ele depende para permanecer na empresa.Preenchem de modo correto as lacunas da frase acima,respectivamente, as expressões:(A) a que - para com os - de cujos(B) de que - junto aos - cujos os(C) que - diante dos - de quem os(D) às quais - em vista dos - em cujos(E)) que - junto aos - de cujos10 - (TRT 3ª Região – Técnico Judiciário / Janeiro 2005)Em cada um dos segmentos abaixo, a substituição da expressão grifadapelo pronome correspondente está INCORRETA em:(A) para oferecer trabalho = para oferecê-lo.(B) evocar a lembrança de outro colega = evocar-lhe a lembrança.(C) tomaram caminhos paralelos = tomaram-nos.(D) a ocupar boa parte de minha vida = a ocupar-lhe.(E) cativava inteligências e paladares = cativava-os. www.pontodosconcursos.com.br 42
  • 232. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI11 - (Analista BACEN / Janeiro 2006)Sonhos não faltam; há sonhos dentro de nós e por toda parte, razãopela qual a estratégia neoliberal convoca esses sonhos, atribui a essessonhos um valor incomensurável, sabendo que nunca realizaremosesses sonhos.Evitam-se as viciosas repetições dos elementos sublinhados na fraseacima substituindo-os, na ordem dada, por:(A) há eles - convoca-os - atribui-lhes - realizaremo-los(B) os há - os convoca - lhes atribui - realizaremo-los(C) há-os - convoca-lhes - os atribui – realizá-los-emos(D) há estes - lhes convoca - atribui-lhes - os realizaremos(E)) há-os - os convoca - atribui-lhes - os realizaremos12 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)O czar caçava homens, não ocorrendo ao czar que, em vez de homens,se caçassem andorinhas e borboletas, parecendo-lhe uma barbaridadelevar andorinhas e borboletas à morte.Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se, deforma correta, os elementos sublinhados por, respectivamente,(A) não o ocorrendo - de tais - levá-las.(B) não ocorrendo-lhe - dos mesmos - levar-lhes.(C) lhe não ocorrendo - destes - as levar-lhes.(D) não ocorrendo-o - dos cujos - as levarem.(E)) não lhe ocorrendo - destes - levá-las.13 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Gosto da democracia, pratico a democracia, respeito os fundamentosque mantêm em pé a democracia, mas nada disso me impede deassociar a democracia às campanhas eleitorais, que negam ademocracia.Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se ossegmentos sublinhados, na ordem dada, por(A) a pratico − mantêm-na em pé − lhe associar − a negam www.pontodosconcursos.com.br 43
  • 233. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) pratico-a − a mantêm em pé − associar-lhe − negam ela(C) a pratico − mantêm ela em pé − a associar − lhe negam(D)) pratico-a − a mantêm em pé − associá-la − a negam(E) pratico-a − lhe mantêm em pé − a associar − negam-lhe14 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)Quanto aos políticos profissionais, o cidadão que considera os políticosprofissionais uma espécie daninha insiste em eleger os políticosprofissionais, em vez de preterir os políticos profissionais em favor deum espírito de renovação.Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se oselementos sublinhados, respectivamente, por:(A) os considera - lhes eleger - os preterir(B) lhes considera - elegê-los - preterir-lhes(C)) os considera - elegê-los - preteri-los(D) considera estes - eleger a estes - lhes preterir(E) considera os mesmos - eleger eles - os preterir15 - (Analista BACEN / Janeiro 2006)Julgue a assertiva abaixo.(D) Muito embora tenham passado-se três ou quatro séculos, essaviolência vem ocorrendo de forma sistemática.16 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Deduz-se da leitura do texto que seu autor julga Maquiavel ter prestadoum serviço não apenas aos poderosos governantes, mas tambémaqueles que têm interesse em analisar a exaustão as práticas políticas.Julgue a correção da substituição abaixo proposta:I. Deduz-se da leitura por Se deduz à leitura.17 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005)Foi para defender essas propostas e para informar a sociedade brasileirasobre seu direito inalienável de receber informação livre que criamos aRDLI. www.pontodosconcursos.com.br 44
  • 234. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAs expressões sublinhadas poderiam ser correta e respectivamentesubstituídas, no caso da utilização de pronomes, por:(A) as defender - informar-lhe - lhe criamos(B)) defendê-las - informá-la - a criamos(C) lhes defender - informar-lhe - criamo-la(D) defendê-las - lhe informar - criamo-lhe(E) defender-lhes - informá-la - lhe criamos18 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)Pesquisadores que ...... na defesa da ararinha-azul sabiam que ......difícil impedir a extinção delas.A colocação pronominal está correta nas formas(A) se envolveram - seria-lhes(B) se envolveram - lhes seria(C) envolveram-se - lhes seria(D) envolveram-se - ser-lhes-ia(E) envolveram-se - seria-lhes19 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)O tráfico de animais silvestres constitui prática ilegal. Para coibir aprática ilegal, as autoridades responsáveis montam barreiras nasestradas, o objetivo dessas barreiras é impedir as tentativas de exportaros animais silvestres.Para tornar o segmento acima inteiramente correto, é preciso substituiros trechos grifados pelos pronomes correspondentes, na ordem,(A) coibir-a - cujo o objetivo - exportá-los.(B) coibir ela - onde o objetivo - exportar-lhes.(C) coibir-na - onde o objetivo - exportá-los.(D)) coibi-la - cujo objetivo - exportá-los.(E) coibi-la - que o objetivo - exportar-lhes.20 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004) www.pontodosconcursos.com.br 45
  • 235. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIHá um excesso de leis, e quando há leis em excesso deve-se reconhecernessas leis o vício da excessiva particularização, excessivaparticularização que só revela a fragilidade dos princípios morais.Evitam-se as desagradáveis repetições do período acima substituindo-seos segmentos sublinhados, respectivamente, por(A))as há - reconhecer nelas - a qual.(B) há as mesmas - reconhecê-las - a qual.(C) há elas - reconhecer-lhes - cuja.(D) as há - reconhecer a elas - cuja.(E) há estas - reconhecê-las - onde. www.pontodosconcursos.com.br 46
  • 236. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI PONTUAÇÃOBem, pessoal, estamos na reta final e nosso último assunto está semprepresente em qualquer prova de Língua Portuguesa de qualquer bancaexaminadora – Pontuação.Nas provas da Fundação Carlos Chagas, o sinal de pontuação campeãode ocorrências é a vírgula.Nossa aula de hoje terá um novo formato. Inicialmente, apresentaremostodos os conceitos pertinentes ao assunto. Em seguida, veremos asquestões, relembrando o que já foi apresentado na parte introdutória.Preparado(a)? Então, vamos!Na comunicação oral, o falante lança mão de certos recursos dalinguagem, como a entoação da voz, os gestos e as expressões faciaispara denotar dúvida, hesitação, surpresa, incerteza etc.Quando se constrói a comunicação por meio da escrita, quem passa ater essa incumbência é a pontuação. Por isso, tanta gente associaindevidamente o emprego de vírgula a uma pausa da respiração. Issonão tem sentido. Se assim o fosse, tínhamos de colocar vírgula a cadapalavra escrita. Ou você, por acaso, prende a respiração ao escreveruma oração sem vírgulas?Afinal, qual é a utilidade de colocarmos sinais de pontuação no texto?Além de estabelecer na escrita aquelas denotações expostas acima,também se digna a eliminar ambigüidades que poderiam surgir em umtexto sem pontuação ou a destacar certas palavras, expressões oufrases.O texto que reproduzimos abaixo, cujo autor desconhecemos,exemplifica bem as funções da pontuação. “Um homem rico estava muito mal, pediu papel e pena. Escreveu assim: ‘Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.’ Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes. 1) O sobrinho fez a seguinte pontuação: ‘Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.’ 2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito: www.pontodosconcursos.com.br 1
  • 237. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI ‘Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.’ 3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa para a sardinha dele: ‘Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.’ 4) Chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta pontuação: ‘Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.’ Assim é a vida. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz a diferença.”.Cabe a nós, redatores, empregar a pontuação de modo que amensagem por nós escrita chegue ao leitor no sentido exato quequeríamos transmitir.Para isso, devemos conhecer suas regras.A pontuação depende da estrutura sintática da oração. Para começar, éinteressante notar que a ordem direta das orações é a seguinte: SUJEITO – VERBO – COMPLEMENTOS VERBAIS – ADJUNTOSPara colocar a oração nessa ordem direta, devemos partir do verbo,perguntando a ele quem é o seu sujeito.A partir daí, sabendo o sujeito e o verbo, identificaremos oscomplementos verbais (predicativos, objetos), que são os termos quecomplementam o sentido do verbo.Por “adjuntos”, entendem-se as condições em que a ação expressa peloverbo se estabelece – tempo, lugar, modo, intensidade, dúvida,negação. Essas circunstâncias são apresentadas pelos advérbios. Élógico que, se uma dessas circunstâncias (como a de negação) estiveracompanhando um termo específico (por exemplo, um verbo), oadvérbio irá se posicionar próximo ao esse termo, e não no fim daoração (Eu não sairei daqui).Os complementos, além de verbais, podem ser nominais, quandocompletam o sentido de um nome: necessidade de carinho. Tambémaos nomes ligam-se elementos para restringi-los ou designá-los(adjuntos adnominais). Esses termos regidos devem ficar próximos deseus termos regentes, onde quer que estejam (seja no sujeito, seja nopredicado). www.pontodosconcursos.com.br 2
  • 238. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIExemplos: Seu amor à pátria (o nome faz parte do sujeito) erafantástico; Não há necessidade de chorar (o nome faz parte dopredicado).Esses conceitos são fundamentais para compreendermos alguns casosde proibição.Os sinais de pontuação são: ponto, ponto-e-vírgula, vírgula, ponto deexclamação, ponto de interrogação, travessão, parênteses, aspas,reticências.Eles indicam entoação ou pausa. Nas palavras de Celso Cunha (NovaGramática do Português Contemporâneo), “esta distinção,didaticamente cômoda, não é, porém, rigorosa. Em geral, os sinais depontuação indicam, ao mesmo tempo, a pausa e a melodia.”.O sinal mais explorado em questões de prova é, sem dúvida, a vírgula.Por isso, começaremos por ela. Para fins didáticos, iremos estudar oassunto a partir das proibições e das situações especiais para o seuemprego. Após essa apresentação, começaremos a resolver as questõesde prova.VÍRGULACASOS PROIBIDOS:1 - Separar por vírgula elementos inseparáveis na ordem direta: 1.1 – sujeito do verbo; 1.2 – verbo do complemento verbal; 1.3 – termo regente do termo regido (complemento nominal, adjunto adnominal); 1.4 – verbos que compõem uma locução verbal;Algumas construções admitem, modernamente, a separação do sujeitodo verbo – “Quem avisa, amigo é.” – o sujeito do verbo ser é a oraçãoQuem avisa. Contudo, isso se justifica somente em casos especiais,normalmente por questão de estilo, já que, na fala, costumamos pausarapós o verbo.Observe que, se a oração não estiver na ordem direta, o deslocamentodos complementos deverá ser indicado por vírgulas, sem que issoconstitua erro: “Por “adjuntos” (predicativo = complemento verbal),entendem-se as condições em que...”.Se surgir uma vírgula após um desses elementos “inseparáveis”,verifique se não se trata de alguma intercalação de elementos. Para a www.pontodosconcursos.com.br 3
  • 239. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIcorreção do período, deve haver duas vírgulas nessa intercalação, umaabrindo o período e outra, fechando.2 – Colocar apenas uma das duas vírgulas obrigatórias paraisolar termos ou expressões deslocados de sua posição originalna oração (exceto, obviamente, se estiver no início do período).Desse jeito, o período deslocado fica “capenga”, faltando uma dasvírgulas. Se abriu, tem que fechar. Portanto, são necessárias duasvírgulas, mesmo que alguma delas esteja exercendo dupla função (porexemplo, no caso de DOIS ou mais termos deslocados e adjacentes). Hoje, às duas horas da tarde, próximo ao supermercado, houve um grave acidente.SITUAÇÕES ESPECIAIS- elipse de algum termo pode ser indicada por uma vírgula, como em : “Fui à festa levando muitos presentes; João, somente a boca.”- adjuntos adverbiais deslocados, desde que pequenos e de fácil entendimento, dispensam a vírgula. Caso contrário, longos, em orações adverbiais extensas, ou, mesmo curtos, para dar ênfase ao adjunto, devem ser isolados por vírgula. Hoje (,) irei embora. Embora tenha me mantido distante das negociações, precisarei comparecer à reunião de acionistas. Infelizmente (,) não poderei aceitar o convite.- em relação a algumas conjunções, a vírgula tem tratamentoespecial: conjunção coordenativa aditiva “e” – a regra é a dispensa da vírgula antes da conjunção aditiva e. Somente é admitida em situações especiais: quando apresenta sujeitos diferentes e seu emprego tem por objetivo a clareza textual; quando faz parte de uma figura de linguagem chamada polissíndeto (síndeto significa elemento de ligação - reveja o significado de orações assindéticas e sindéticas, na Aula 8 – Conectivos), o uso excessivo de vírgulas e de conjunções tem a função estilística de fazer supor um fim que nunca chega – com isso, enfatiza-se cada oração introduzida pela conjunção e: De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. www.pontodosconcursos.com.br 4
  • 240. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Soneto da Fidelidade – Vinícius de Moraes (a propósito, vocês viram o filme Vinícius? Lindo!) Também por clareza textual, é possível uma vírgula anteceder a conjunção e mesmo que as orações apresentem o mesmo sujeito. Verifica-se isso, por exemplo, quando a primeira oração do período for tão extensa, que exija a retomada do sujeito. Isso é feito a partir da pausa, indicada com a vírgula. conjunções coordenativas adversativas – a conjunção mas faculta a vírgula antes de si e não admite outra posição que não seja a de início da oração sindética: A vida é dura(,) mas nada me tira a vontade de viver. As demais conjunções (porém, entretanto, contudo, etc.) devem ser antecedidas por vírgula e, se deslocadas para o meio da oração, ficam, neste caso, isoladas por duas vírgulas: A vida é dura, nada me tira, porém, a vontade de viver. (* veja observação acerca do ponto-e-vírgula) Caso, entre as duas orações, tenha havido uma ruptura do período (indicada pelo ponto), a vírgula pode vir após a conjunção: A vida é dura. Entretanto, nada me tira a vontade de viver. conjunções coordenativas conclusivas – a conjunção pois deverá sempre vir posposta a um termo da oração sindética a que pertence e isolada por vírgulas: Ela não respeita ninguém. É, pois, uma rebelde. As demais conjunções conclusivas (logo, portanto, por conseguinte) podem iniciar a oração ou vir no meio dela. Do mesmo modo que as adversativas, são escritas, respectivamente, com uma vírgula anteposta ou entre vírgulas. Ela não respeita ninguém, é, portanto, uma rebelde. (* veja observação acerca do ponto-e-vírgula) Caso entre as duas orações tenha havido uma ruptura do período (ponto), a vírgula pode vir após a conjunção. Ela não respeita ninguém. Portanto, é uma rebelde. conjunções coordenativas explicativas – a conjunção pois, quando explicativa, deve iniciar a oração sindética. As demais seguem a mesma regra das conjunções conclusivas e adversativas no que tange à colocação de vírgula de acordo com a posição na oração. É comum uma vírgula ser colocada antes da conjunção www.pontodosconcursos.com.br 5
  • 241. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI explicativa, para representar a pausa que normalmente se dá na fala. Essa é uma das características que diferenciam a conjunção coordenativa explicativa porque da subordinativa causal homônima. Consideram-na uma rebelde, pois não respeita ninguém.- expressões denotativas ou de realce, como “ainda”, “mesmoassim”, “por exemplo”, “isto é”, que servem para introduzir argumentos,retificações ou desenvolvimento do assunto a ser explorado, ficamisoladas por vírgulas.Mas, sem dúvida alguma, a banca da FCC, no que se refere aquestões de pontuação, A-DO-RA separar elementosinseparáveis e sugerir troca de pontuação em orações adjetivas,questionando sua alteração semântica. Vejamos este últimoponto agora:- orações subordinadas adjetivas podem ser restritivas ouexplicativas: restritivas - como o nome sugere, restringem o conceito dos substantivos e, a exemplo do que ocorre com adjetivos simples, não poderão ser separadas dos substantivos a que se refiram. “Vou pintar meu quarto com a cor azul.” (não se separa o termo regido – azul – do termo regente - cor, já que o valor do adjetivo é restritivo – não é qualquer cor, mas somente a cor azul). Por isso, se, em vez de um adjetivo simples, houver uma oração adjetiva restritiva, ela também não poderá ser separada do substantivo por vírgula: Vou pintar o meu quarto com a cor de que eu gosto. Então, em orações adjetivas restritivas, a vírgula é PROIBIDA! Os políticos que se envolveram no escândalo do valerioduto deverão perder o seu mandato. Quem deverá perder o mandato: todos os políticos ou somente os que se envolveram no escândalo de corrupção? Segundo a oração, somente aqueles envolvidos no escândalo. E, com base nesse último exemplo, se colocássemos a oração adjetiva entre vírgulas, o que aconteceria? Ela passaria a ser explicativa. www.pontodosconcursos.com.br 6
  • 242. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI explicativas – sua função é somente explicar; por isso, como qualquer elemento de função meramente explicativa, deverão ser colocadas entre vírgulas. Se após a oração houver o encerramento do período, em vez de colocar a segunda vírgula, coloca-se o ponto final. “A vida do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que foi o responsável pela mudança da sede da capital para Brasília, está sendo contada na série JK, da Rede Globo.” Essa oração sublinhada tem valor explicativo e, por isso, foi colocada entre vírgulas. Então, em orações adjetivas explicativas, a vírgula é OBRIGATÓRIA! De volta àquele exemplo do valerioduto, segundo a construção “Os políticos, que se envolveram no escândalo do valerioduto, deverão perder o seu mandato.” todos os políticos (provavelmente já enumerados anteriormente no texto) deverão perder o mandato, pois agora a oração adjetiva é explicativa. Mais um teste para fixação desse conceito: indique a pontuação adequada nas duas estruturas abaixo: “O presidente do Banco Central ( ) Henrique Meirelles ( ) compareceu à cerimônia.” “O ministro do Supremo Tribunal Federal ( ) Sepúlveda Pertence ( ) compareceu à cerimônia.” A resposta: se a vírgula é obrigatória em termos/orações de valor explicativo e proibida em termos/orações de valor restritivo, primeiro vamos definir o que é explicativo e o que é restritivo. Quantos presidentes o BACEN possui? Somente um. Então, o termo tem valor explicativo – “O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, compareceu...”. Com vírgulas. Quantos ministros o STF possui? Onze! Então, o termo tem valor restritivo – “O ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence compareceu à cerimônia.”. Sem vírgulas. Agora você percebe o porquê de não terem sido colocadas vírgulas em “ex-presidente Juscelino Kubitschek”? Porque são vários os ex- Presidentes da República (agora, em maiúscula, por designar o cargo). E qual é o caso de vírgula facultativa em orações adjetivas? Resposta: NENHUM!!!!! www.pontodosconcursos.com.br 7
  • 243. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Ou a vírgula é proibida (orações adjetivas restritivas), ou a vírgula é obrigatória (orações adjetivas explicativas).PONTOÉ a pausa máxima. Juntamente com o ponto de interrogação, deexclamação e, em alguns casos, das reticências, representa a ruptura doperíodo, seja ele composto ou simples (oração absoluta). Quando osperíodos sucedem-se nas idéias que expressam, usa-se o ponto simplespara separá-los. Quando a ruptura é maior, representando, inclusive, amudança de um grupo de idéias a outro, marca-se essa transposiçãomaior com o “ponto-parágrafo”.O ponto também é usado em abreviaturas (V.Sa./ Dr.Fulano/etc.).Quando o ponto abreviativo coincide com o fim de um período,emprega-se somente um, que passa a acumular as duas funções: Ele foi à feira e comprou verduras, frutas, legumes etc.Em relação à vírgula antes do “etc.”, encontramos divergências notratamento. Há os que buscam na etimologia motivo para dispensá-la,uma vez estar presente, em seu significado, a conjunção e (etc. = etcetera = e as demais coisas.). Há os que a justificam como maisum elemento da enumeração, o que legitima essa pontuação. Por isso,dificilmente isso seria objeto de questão de prova. Se a banca adotasse(adotar) um desses posicionamentos, receberia uma enxurrada derecursos com argumentação consistente para a anulação da questão.PONTO-E-VÍRGULADizer que é um sinal intermediário entre o ponto e a vírgula não ajudamuito, não é?Trata-se de uma pausa de duração suficiente para denotar que operíodo não se encontra encerrado totalmente mas que, também, nãopertence à oração anterior.Basicamente, usa-se o ponto e vírgula, a depender do contexto, paraatribuir clareza ao texto.Por exemplo, quando, na oração, já existem elementos entre vírgulas, oponto-e-vírgula é usado para subdividir os períodos: A vida é dura; nada me tira, porém, a vontade de viver. Ela não respeita ninguém; é, portanto, uma rebelde. www.pontodosconcursos.com.br 8
  • 244. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (*) Agora, compare com as formas apresentadas anteriormente e veja como essas ficaram bem mais claras.Também é usado para separar itens enunciativos de textos legislativos(leis, decretos, regulamentos): Art. 4° O interessado, pessoa física ou jurídica, somente poderá exercer atividades relacionadas com o despacho aduaneiro: I - por intermédio do despachante aduaneiro; II - pessoalmente, se pessoa física, ou, se jurídica, também mediante: a ) dirigente; b ) empregado;DOIS PONTOSEsse sinal marca, na escrita, a suspensão de uma frase não concluída.Emprega-se, pois, para anunciar:- uma citação: Às margens do Ipiranga, gritou D.Pedro I: - Independência ou Morte!- uma enumeração: Após o levantamento do inventário, devemos tomar as seguintes providências: encerrar o balanço patrimonial, convocar uma reunião extraordinária, providenciar uma auditoria nas contas. (Esses elementos também poderiam estar separados por pontos- e-vírgulas, para maior clareza.)- um esclarecimento, uma síntese ou uma conseqüência do que foienunciado: A razão é clara: achava a sua conversa menos cansativa que a dos outros homens.PARÊNTESESServem para intercalar qualquer informação acessória, como umaexplicação, uma circunstância, uma reflexão, uma nota do autor.Em relação aos sinais de pontuação, indica o Formulário Ortográfico: www.pontodosconcursos.com.br 9
  • 245. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI“Quando uma pausa coincide com o início da construção parentética[entre parênteses], o respectivo sinal de pontuação deve ficar depoisdos parênteses mas, estando a proposição ou a frase inteira encerradapelos parênteses, dentro deles se põe a competente notação.”. “Não, filhos meus (deixai-me experimentar, uma vez que seja, convosco, este suavíssimo nome); não: o coração não é tão frívolo, tão exterior, tão carnal, quanto se cuida.” (Rui Barbosa)O ponto-e-vírgula permaneceu após o fim da construção entre osparênteses, por pertencer à oração que se antecedia a construçãoparentética. “A imprensa (quem o contesta?) é o mais poderoso meio que se tem inventado para a divulgação do pensamento.” (Carlos Laet)O ponto de interrogação pertence à oração entre parênteses e lá deveser empregado.TRAVESSÃOSegundo o Formulário Ortográfico, “emprega-se o travessão, e não ohífen, para ligar palavras ou grupos de palavras que formam, por assimdizer, uma cadeia na frase: O trajeto Mauá–Cascadura”.A esse conceito, Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa)acrescentou que “o travessão pode substituir os parênteses paraassinalar uma expressão intercalada”.Assim, uma expressão explicativa ou simplesmente acessóriapode ser apresentada entre vírgulas, entre travessões ou entreparênteses.Se o período se encerra juntamente com essa expressão, o segundotravessão ou a segunda vírgula pode ser substituída pelo ponto final.Se a expressão indicada entre os travessões estiver dentro de umaoutra construção indicada entre vírgulas, não constitui erro a indicaçãodo segundo travessão e, em seguida, a vírgula que encerra odeslocamento. Apesar de seu tamanho – que causava terror a todos os que não o conheciam –, a sua índole era de uma criança inocente.ASPAS www.pontodosconcursos.com.br 10
  • 246. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIUsam-se aspas para indicar uma citação (em todas as nossas aulas, háexemplos desse emprego, inclusive aqui), para destacar uma expressãoou palavra a que se queira dar relevo na construção, ou realçarironicamente alguma palavra ou expressão. A isso eu chamo de “hipocrisia burra”. Esse é o país do “jeitinho”.Celso Cunha alerta para o emprego da pontuação no emprego de aspas:“Quando a pausa coincide com o final da expressão ou sentença que seacha entre aspas, coloca-se o competente sinal de pontuação depoisdelas, se encerram apenas uma parte da proposição. Quando, porém, asaspas abrangem todo o período, sentença, frase ou expressão, arespectiva notação fica abrangida por elas.”Ou seja, o mesmo tratamento dispensado pelo Formulário Ortográficoaos parênteses.PONTO DE INTERROGAÇÃOO ponto de interrogação é empregado para indicar uma perguntadireta, ainda que esta não exija resposta.PONTO DE EXCLAMAÇÃOO ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquerenunciado com entonação exclamativa, que normalmente exprimeadmiração, surpresa, assombro, indignação etc.O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuçõesinterjetivas: Oh! Valha-me Deus!O ponto de exclamação, nesses casos, somente acompanha ainterjeição, não valendo como o fim da frase. Por isso, ele acumula afunção de vírgula: Ai! que saudade da Bahia.Perceba que a vírgula foi dispensada, porque a exclamação a substituiu.Note também que o sinal de pontuação não encerrou a frase;simplesmente acompanhou a interjeição. Se quiser usar inicialmaiúscula após esse ponto, tudo bem. Mais erudito, porém, é não usá-lo. www.pontodosconcursos.com.br 11
  • 247. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIRETICÊNCIASAs reticências são empregadas para marcar a interrupção da frase:a) para assinalar interrupção do pensamento ou hesitação em enunciá-lo: - Bem; eu retiro-me, que sou prudente. Levo a consciência de que fiz o meu dever. Mas o mundo saberá... (Júlio Dinis)b) para indicar, numa narrativa, certas inflexões de natureza emocional(de alegria, de tristeza, de raiva): Mágoa de o ter perdido, amor ainda. Ódio por ele? Não... não vale a pena... (Florbela Espanca)c) como forma de realçar uma palavra ou expressão, colocando-se asreticências antes dela: E teve um fim trágico... pobrezinho...já tão novo com tanta responsabilidade!Como sinal melódico, indica uma pausa maior quando associado aoutros sinais, como a vírgula, o ponto de interrogação ou deexclamação. Passai, ó vagas..., mas passai de manso! (C.Alves) Certas pessoas merecem punição severa! ... esbravejou a vítima.Muitos gramáticos recomendam o uso de reticências (inclusive entreparênteses), no início, no meio ou no fim de uma citação, para indicarsupressão no trecho transcrito, em cada uma dessas partes. “Do mesmo modo que a frase não é uma simples seqüência de palavras, o texto não é uma simples sucessão de frases. São elos transfrásicos, (...), que fazem do texto um conjunto de informações.” (Elisa Guimarães, “A Articulação do Texto”)Celso Cunha, no entanto, faz distinção entre as reticências, como sinalmelódico de pontuação, e os três pontos que marcam a supressão depalavras, expressões ou trechos de um texto."Modernamente”, continua o professor, “para evitar qualquer dúvida,tende a generalizar-se o uso de quatro pontos para marcar taissupressões, ficando os três pontos como sinal exclusivo de reticências." www.pontodosconcursos.com.br 12
  • 248. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIVamos aos exercícios. Bons estudos.QUESTÕES DE PROVA DA FCC1 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:(A) Certamente, os homens caçados pelo czar prefeririam que este,como outros caçadores, tomasse como alvo apenas alguma borboleta,ou uma andorinha, ou mesmo um macaco.(B) Macacos, borboletas, e andorinhas, são, para muita gente,interessantes alvos de caça, mas não para o índio jivaro, nemtampouco, para o czar naturalista.(C) Tanto Rubem Braga em sua crônica, quanto Drummond, em seupoema motivam uma ampla discussão, acerca do que se pode ou nãoclassificar, como uma ação bárbara.(D) Nunca ocorreu, ao Sr. Matter, que, um índio jivaro, tivesse qualquercritério para escolher aquele, de quem reduziria a cabeça.(E) A curiosidade do explorador Matter, não deixava de ser mórbida,mas por vezes, somos levados a apreciar a crueldade, sem pensar noque, esta, significa para a vítima.Gabarito: AComentário.(B) A vírgula entre ‘macacos’ e ‘borboletas’ serve para isolar elementosde uma enumeração. A indicação do último elemento com o emprego daconjunção “e” dispensa a vírgula após “borboletas”. Além disso, a que sesegue, após ‘andorinhas’, separa o sujeito composto anteposto(“Macacos, borboletas e andorinhas”) do verbo correspondente (“são”).Em seguida, não há justificativa para o emprego de uma vírgula após“tampouco”, uma vez que essa conjunção une a expressão “para o czarnaturalista” à anterior “não para o índio jivaro”.A expressão “nem tampouco” une uma conjunção aditiva (nem = “enão”) com um advérbio “tampouco” (= também não). Não se trata deum erro ou uma redundância. É, na verdade, um recurso lingüístico dereforço da negação (presente nos dois vocábulos, como vimos), www.pontodosconcursos.com.br 13
  • 249. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIsobretudo, na linguagem falada. Em textos oficiais, o rigor formalprefere a forma simples “tampouco”, mesmo por questão de clarezatextual.(C) Por apresentar valor explicativo, as expressões “em sua crônica” e“em seu poema” devem estar isoladas por vírgulas. Inclusive, aausência da segunda vírgula, após “poema” provoca um erro depontuação, por separar o sujeito composto (“Tanto Rubem Braga ...quanto Drummond”) do verbo “motivam”.Por fim, a expressão “como uma ação bárbara” complementa o sentidodo verbo “classificar” e não deve ser separada deste pelo sinal depontuação.(D) Entre o verbo e seus complementos, na ordem direta, não podehaver vírgula. Esse erro está presente em “Nunca ocorreu, aoSr.Matter”. A expressão “Sr.Matter” exerce a função de objeto indiretodo verbo “ocorrer”. Assim, a vírgula que os separa deve ser retirada(“Nunca ocorreu ao Sr.Matter”).O sujeito de “ocorrer” é oracional e também não poderia ser separado,por vírgula, do predicado correspondente. O mesmo volta a ocorrer naseqüência, em que “índio jivaro”, sujeito, é separado de “tivesse”,verbo. Por fim, entre termo regente e termo regido não pode haverpausa. “De quem reduziria a cabeça” é uma oração adjetiva restritivaem relação ao antecedente “aquele”; por isso, não deve haver vírgulaentre esses elementos.Após a correção, o período seria “Nunca ocorreu ao Sr.Matter que umíndio jivaro tivesse qualquer critério para escolher aquele de quemreduziria a cabeça”.2 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)O período cuja pontuação está inteiramente correta é:(A) Não sendo político, um ator não deveria jamais candidatar-se aqualquer cargo segundo julga a maioria dos eleitores que assim,manifestam seu preconceito.(B) Nômades, por um lado, devassos por outros: é com tais imputaçõesque se revelam, os preconceitos que, alimentamos em relação aosatores.(C) De todas as afirmações feitas no texto a que mais impressionou é ade que somos todos, atores, em virtude do fingimento pelo qualacabamos por regular nosso comportamento no cotidiano. www.pontodosconcursos.com.br 14
  • 250. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Ao se referir ao nosso absenteísmo, está o autor aludindo à nossainércia, à acomodação política a que nos entregamos, mesmo nosmomentos que exigem uma decisiva participação.(E) Sendo a democracia, ao mesmo tempo um regime de decisãopessoal, e de representação coletiva, suscita entre os eleitores, umanotável ambivalência na hora de se decidirem.Gabarito: DComentário.(A) O único equívoco dessa opção foi a falta da segunda vírgula noisolamento da expressão “assim”, que poderia, também, vir sem pausa.Isso porque essa expressão tem valor adverbial, mas, por ser curta e defácil entendimento, dispensa a pausa indicada pela vírgula. Assim, deve-se acrescentar uma vírgula antes desse vocábulo (“julga a maioria doseleitores que, assim, manifestam seu preconceito”) ou retirar a que osucede (“julga a maioria dos eleitores que assim manifestam seupreconceito”).(B) Há duas opções de construção da primeira passagem:1 - colocam-se as expressões “por um lado” e “por outros” entrevírgulas, empregando-se, após “lado”, um ponto-e-vírgula (por questãode clareza textual): “Nômades, por um lado; devassos, por outros: écom tais imputações...”; ou2 - retira-se a vírgula após “Nômades” (“Nômades por um lado,devassos por outros: é com tais imputações...”).Em seguida, a vírgula após “revelam” separa o verbo de seucomplemento, “os preconceitos”.Finalmente, não pode haver uma vírgula separando o pronome relativodo restante da oração adjetiva (O certo seria “que se revelam ospreconceitos que alimentamos em relação aos atores”).(C) A vírgula que isola o predicativo do sujeito “atores” do restante daoração deve ser retirada para a correção do período: “somos todosatores”.(E) A expressão adverbial “ao mesmo tempo” deve ser isolada porvírgulas. Poderia também dispensá-las, por ser um termo curto. O quenão pode é colocar somente uma. Faltou a segunda após “tempo”.O substantivo ‘regime’ possui dois complementos: “de decisão pessoal”e “de representação coletiva”. A vírgula antes da conjunção que liga os www.pontodosconcursos.com.br 15
  • 251. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIdois elementos está separando termo regente (“regime”) do segundotermo regido (“de representação coletiva”), devendo, pois, ser retirada.Está correta a vírgula após “coletiva”, pois encerra toda a estruturaadverbial “Sendo a democracia (...) de representação coletiva”.Contudo, a que se apresenta após “eleitores” separa o verbo “suscita”de seu complemento direto “uma notável ambivalência”. Para a correçãodo período, pode-se acrescentar uma vírgula após o verbo, isolando,assim, a expressão “entre os eleitores”, ou retirar o já mencionado sinal(código de erro: vírgula “capenga”...rs...).3 - (Analista BACEN / Janeiro 2006) Quanto à pontuação, estáinteiramente correta a frase:(A) É possível que entre os leitores, haja os que não concordem com atese esposada pelo autor; a de que as condições de atuação doneoliberalismo são subjetivas, uma vez que incorporam sonhos derealização impossível.(B) O jornalista Elio Gaspari, citado pelo autor, acredita, a julgar pelaexpressão de sua própria lavra, que há sujeitos inteiramente excluídosdo processo civilizatório, mercê do funcionamento da máquinaneoliberal.(C) A busca incessante de status empreendida pela maioria daspessoas, faz parte de uma estratégia, segundo a qual, há sempre umamiragem que deve ser perseguida; como se miragens pudessem derepente ganhar corpo.(D) Continuação ou repetição das mesmas violências – não importa – ofato é que não temos conseguido incluir, a maioria dos cidadãos, numprocesso em que houvesse um mínimo de justiça, na distribuição dasriquezas.(E) Ao se referir ao seu observatório psicanalítico o autor expõe aperspectiva, segundo a qual, detectou razões de ordem subjetiva, paraque a máquina liberal aja em conformidade com uma estratégia aliásmuito bem planejada.Gabarito: BComentário.(A) Note como as questões se repetem. A exemplo do que ocorreu noitem (E) da questão 2, que acabamos de mencionar, a expressão “entreos leitores” poderia ser isolada por vírgulas ou vir sem nenhuma pausa.O erro está em indicar a vírgula somente uma delas, após “leitores”,separando, assim, a conjunção do restante da oração subordinada www.pontodosconcursos.com.br 16
  • 252. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIsubstantiva. Na seqüência, a expressão “a de que as condições...”, emque é apresentada a tese do autor, pode ser antecedida pelo sinal dedois pontos, em vez do ponto-e-vírgula, pois indica o início dessaexplicação.(C) A expressão explicativa “empreendida pela maioria das pessoas”,deve ser isolada por vírgulas, mas houve apenas a indicação da queencerra a intercalação (caso da vírgula “capenga”). Para o períododeixar de ser “manco”, devemos acrescentar uma vírgula no início dessaexpressão, após “status”.Não há justificativa para a vírgula que separa o pronome relativo “aqual” do restante da oração adjetiva.Por fim, deve-se substituir o ponto-e-vírgula (inadequado, pois indicauma pausa excessiva para o período), por uma vírgula em “há sempreuma miragem que deve ser perseguida, como se miragens pudessem (,)de repente (,) ganhar corpo” (a expressão “de repente” poderia, ou não,estar entre vírgulas).(D) Note que, após “não importa”, há, na fala, uma pausa maior do quea indicada por um simples travessão. Essa pausa serve para indicar oencerramento do comentário do autor (“não importa”). Por isso, apontuação deve indicar essa ruptura. As possibilidades são:- após o segundo travessão, deveria ser colocada uma vírgula. Assim, otravessão encerra o comentário e a vírgula indica o deslocamento detoda a passagem sublinhada (“Continuação ou repetição das mesmasviolências – não importa –, o fato é que...”)- no lugar do segundo travessão, um ponto final, de modo a indicar essaruptura do comentário do autor e o início da argumentação que sesegue (“Continuação ou repetição das mesmas violências – não importa.O fato é que...”).- no lugar dos travessões, respectivamente podemos empregar umavírgula e um ponto-e-vírgula ou ponto final (“Continuação ou repetiçãodas mesmas violências, não importa; o fato é que...”).De qualquer modo, o simples travessão não indica a pausa mais longa,adequada à passagem.A vírgula após o verbo “incluir” o separa de seu complemento (“amaioria dos cidadãos”), o mesmo ocorrendo em relação à expressão“num processo...”.Em seguida, a vírgula separa o termo regente “justiça” da expressãoregida “na distribuição das riquezas”. Por mais longa que seja a oração,se a pontuação separar elementos inseparáveis, deve ser corrigida. www.pontodosconcursos.com.br 17
  • 253. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) A expressão adverbial deslocada do fim para o início do período (“Aose referir ao seu observatório psicanalítico”) deve ser isolada por vírgula(após “psicanalítico”).A oração adjetiva que tem início em “segundo a qual” tem valorrestritivo, não admitindo, assim, a vírgula (o correto seria “o autorexpõe a perspectiva segundo a qual detectou razões...”).A exemplo do que aconteceu no item (C), a virgula separouindevidamente o pronome relativo “a qual” do restante da oraçãoadjetiva (“segundo a qual, detectou razões...”). Em seguida, separou otermo regente “razões” de seu complemento oracional “para que amáquina liberal aja...”. Ambas devem ser retiradas.4 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) Apontuação está inteiramente correta em:(A) Nicolau Maquiavel analisando os problemas dos principadositalianos, escreveu em plena Renascença, um tratado sobre osfundamentos das ações políticas.(B) Em plena Renascença, Maquiavel, analisando os problemas dosprincipados italianos, escreveu O Príncipe, um verdadeiro tratado depolítica.(C) Quando escreveu O Príncipe Maquiavel preocupou-se com osproblemas, dos principados italianos, resultando uma obra, consideradabasilar, para quem se interesse por política.(D) Tendo escrito O Príncipe, em plena Renascença Maquiavel noslegou sem dúvida, um tratado sobre política cujo valor continua sendoreconhecido em nosso tempo.(E) Poucos imaginariam que, aquele tratado sobre política datado daRenascença, teria um valor tal que se manteria vivo, por tantos séculos,e, continuaria atual em plena modernidade.Gabarito: BComentário.A essa altura da aula, você já percebeu que as questões que envolvempontuação estão, em sua maioria, explorando erros de emprego davírgula, separando elementos inseparáveis (sujeito do verbo, verbo docomplemento, termo regente do termo regido etc.) ou mantendo apenas www.pontodosconcursos.com.br 18
  • 254. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIuma das vírgulas que isolam expressões ou períodos (vírgula“capenga”).(A) A expressão adverbial “analisando os problemas dos principadositalianos” deve ser apresentada entre vírgulas, em função dodeslocamento – houve apenas a indicação da segunda, provocando umerro de pontuação. Além disso, o verbo “escrever” foi separado de seucomplemento “um tratado sobre os fundamentos das ações políticas”em virtude da ausência da primeira vírgula que isola a expressão “emplena Renascença”, também adverbial.(C) Novamente, deveria ser colocada uma vírgula para indicar o términoda expressão adverbial deslocada (“Quando escreveu O Príncipe”). Otermo regido “dos principados italianos” foi separado de seu regente“problemas” por uma inadequada vírgula. Por fim, a expressão“considerada basilar”, que complementa o sentido de “obra” e regentede “para quem se interesse por política”, não poderia ser isolada porvírgulas.(D) Isso já está se tornando repetitivo, hem? Mais uma vez, a expressãoadverbial deslocada está com a vírgula incorretamente empregada.Nesta construção, o sinal, em vez de após “Renascença”, foi colocadoapós “Príncipe”. Além desse erro, outro: a indevida separação docomplemento “um tratado sobre política” do verbo correspondente:“legou”. Feitas as correções, o período seria: “Tendo escrito O Princípeem plena Renascença, Maquiavel nos legou, sem dúvida, um tratadosobre política cujo valor continua sendo reconhecido em nosso tempo”.5 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) A frasecorretamente pontuada é:(A) Para proteger, os animais especialmente os silvestres que sãocobiçados, por seu valor comercial formaram-se grupos de empresáriosque se uniram, aos ambientalistas.(B) Para proteger os animais especialmente os silvestres, que sãocobiçados por seu valor comercial formaram-se, grupos de empresários,que se uniram aos ambientalistas.(C) Para proteger os animais, especialmente os silvestres, que sãocobiçados por seu valor comercial, formaram-se grupos de empresáriosque se uniram aos ambientalistas.(D) Para proteger os animais, especialmente, os silvestres que sãocobiçados por seu valor comercial, formaram-se grupos, de empresáriosque se uniram aos ambientalistas. www.pontodosconcursos.com.br 19
  • 255. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) Para, proteger os animais especialmente os silvestres, que sãocobiçados, por seu valor comercial formaram-se, grupos de empresáriosque se uniram, aos ambientalistas.Gabarito: CComentário.Todas as opções apresentam o mesmo texto, alterando, apenas, aforma de pontuar. Estão corretamente empregados os sinais depontuação da opção (C). A partir da comparação com esse texto,verificam-se os erros das demais opções.O complemento do verbo ‘proteger’ é ‘os animais’. Entre esses termosnão pode haver uma vírgula (opção A).As expressões “especialmente os silvestres” e “que são cobiçados porseu valor comercial”, por terem valor explicativo, devem ser isoladaspor vírgulas (erro das opções B, D e E).A ligação entre os termos “cobiçados” e “por seu valor comercial”, porsua vez, não poderia ser interrompida por uma vírgula (opções A e E), omesmo ocorrendo em relação à expressão “grupos de empresários”(opção D).A vírgula que separa a forma verbal “uniram” de seu complementoindireto “aos ambientalistas” (opções A e E) também deve ser retirada.6 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) Para julgar asassertivas abaixo, considere o fragmento, reproduzido abaixo, de uminforme publicitário da Prefeitura Municipal de Campo Grande. QUALIDADE DE VIDA Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra alto índice de satisfação de seus moradores e empreendedores.I - As vírgulas separam elementos de mesmo valor no trechoUrbanizada, arborizada, sem favelas ...II - A vírgula empregada após a expressão com avenidas largas podeser corretamente substituída por um travessão, sem alteração dosentido original.Itens CORRETOS www.pontodosconcursos.com.br 20
  • 256. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComentário.I - Todas essas expressões têm valor adjetivo em relação a “a Capitaldo Mato Grosso do Sul” e, por formarem uma enumeração formada porelementos de igual função sintática, devem ser separadas por vírgulas.II - As expressões mencionadas no item anterior, de valor adjetivo emrelação a Campo Grande, apresentam o motivo pelo qual é alto o índicede satisfação de seus moradores e empreendedores. Assim, o conjuntopossui natureza adverbial explicativa, sendo possível sua indicação porvírgula (como no texto) ou por travessão (conforme proposto peloexaminador).7 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) Julgue a clareza e correção daproposição abaixo.(D) Em vista do livre acesso à informação pública, uma característicadas democracias modernas, é que esta costuma ocorrer.Item INCORRETO.Comentário.Vimos na Aula 2 – Concordância os casos em que a expressão “é que”tem caráter de realce, podendo ser retirada do texto sem prejuízo. Oexemplo dado foi “José é que trabalhou, mas os irmãos é que seaproveitaram do seu esforço.” – José trabalhou, mas os irmãos seaproveitaram do seu esforço.Mas CUIDADO! Não é essa a construção da proposição acima. Nela, oque há é o verbo ser (“é”) acompanhado de uma conjunção (“que”).Para confirmar essa afirmação, veja que a oração poderia sersubstituída por “ISSO”: “...uma característica das democracias é ISSO”.A oração que se segue (“que esta costuma ocorrer”) exerce a função depredicativo do sujeito (classificada como oração subordinadasubstantiva predicativa do sujeito).Por isso, está errado o emprego da vírgula separando o sujeito (“umacaracterística das democracias modernas”) do predicado correspondente(“é que esta costuma ocorrer.”)8 - (TRT 8ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2004) É precisocorrigir os equívocos na pontuação da seguinte frase: www.pontodosconcursos.com.br 21
  • 257. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) Ao dizer que escolhe seu campo e toma posição, o autor demonstracoragem, pois o assunto de que trata é melindroso e excita muitaspaixões.(B) O autor demonstra coragem quando escolhe seu campo e tomaposição: o assunto de que trata, a par de ser melindroso, excita fortespaixões.(C) Escolher um campo e tomar posição exige coragem, sobretudoquando o assunto de que se trata é melindroso, ou quando provocafortes paixões.(D) Exige muita coragem, escolher um campo e tomar posição; aindamais quando o assunto por ser melindroso, excita as mais fortespaixões.(E) Por se tratar de um assunto melindroso, que excita fortes paixões, oautor demonstrou muita coragem, não hesitando em escolher seucampo e tomar posição.Gabarito: DComentário.O erro mais comum de pontuação é a vírgula separando o sujeito dopredicado.Na opção (D), o verbo “exigir” foi separado de seu sujeito. Eu perguntoa você: qual é o sujeito de “exigir”, ou seja, o que “exige muitacoragem”? Resposta: “escolher um campo e tomar posição”. O sujeito éoracional. Assim, a vírgula após “coragem” está separando elementosinseparáveis. Mais adiante, o sujeito “o assunto” foi separado de seuverbo “excita”, uma vez que não foi colocada uma vírgula para iniciar aintercalação da expressão “por ser melindroso”.Por fim, um ponto-e-vírgula após “posição” não seria adequado, umavez não haver necessidade de uma pausa tão grande nessa passagem.Em seu lugar, bastaria empregar uma vírgula.Feita a correção, a estrutura seria: “Exige muita coragem escolher umcampo e tomar posição, ainda mais quando o assunto, por sermelindroso, excita as mais fortes paixões”.9 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004)Os últimos anos têm sido marcados por um milenarismo invertido,segundo o qual os prognósticos, catastróficos ou redencionistas, arespeito do futuro foram substituídos por decretos sobre o fim disto ou www.pontodosconcursos.com.br 22
  • 258. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIdaquilo (o fim da ideologia, da arte, ou das classes sociais; a “crise” doleninismo, da socialdemocracia, ou do Estado do bem-estar etc.); emconjunto, é possível que tudo isso configure o que se denomina, cadavez mais freqüentemente, pós-modernismo.Com relação ao fragmento acima transcrito é correto afirmar:(A) têm sido marcados constitui uma forma verbal que denotacontinuidade da ação.(B) se a frase grifada fosse iniciada com decretos, seria mantido osentido original com o emprego da forma verbal “tinham substituído”.(C) o emprego de segundo empresta à frase a idéia de que um fato sedeu em simultaneidade com algum outro fato.(D) a forma passiva analítica foram substituídos corresponde à sintética“substitui-se”.(E) o segmento final do texto estaria ainda de acordo com a norma cultada língua portuguesa se nele fosse introduzida uma vírgula entrepossível e que (é possível, que).Gabarito: AComentário.Essa questão trata de diversos assuntos já estudados em nossosencontros.Na opção A, considerada correta, é apresentada a função do tempocomposto no pretérito perfeito do indicativo. Como vimos na Aula 1 –Verbo, o pretérito perfeito composto denota continuidade do ato,com início no passado. Está correta, portanto, a afirmação da opção(A).Vamos às opções incorretas:(B) O que o examinador sugere, nesta opção, é a transposição da vozverbal, para a voz ativa, com “decretos” (o agente da passiva) nafunção de sujeito.A forma verbal de voz ativa “tinham substituído” (verbo auxiliar TER +verbo principal no particípio), sugerida pelo examinador, equivale, navoz passiva, a “tinham sido substituídos” (verbo auxiliar TER + verboauxiliar SER + verbo principal no particípio).Contudo, não é essa a construção de voz passiva presente no texto. www.pontodosconcursos.com.br 23
  • 259. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIDe maneira resumida, na passagem do texto, a oração na voz passivaé: “os prognósticos (...) foram substituídos por decretos” - (verboauxiliar SER + verbo principal).Transpondo-se para a voz ativa, teríamos que: “Decretos substituíramos prognósticos” (somente o verbo principal, sem formar uma locução).Está incorreta, portanto, a sugestão.10 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Atente para as seguintes frases:I. Os jovens da França, que se sentem marginalizados, incendeiamautomóveis nas ruas.II. A lógica da globalização, que espolia os mais fracos, é fria ecalculista.III. Inútil tentar apagar as fogueiras, que continuarão a se alastrar.A supressão das vírgulas alterará o sentido de(A) I, II e III.(B) I e II, somente.(C) II e III, somente.(D) I e III, somente.(E) II, somente.Gabarito: AComentário.Agora, iremos estudar o emprego da vírgula em orações subordinadasadjetivas.As orações adjetivas podem ser explicativas (com vírgula obrigatória) ourestritivas (com vírgula proibida). Não existe caso de vírgula opcionalem orações adjetivas.Assim, ao retirar a vírgula que antecede uma oração adjetivaexplicativa, iremos transformá-la em uma oração adjetiva restritiva.Vamos a um exemplo que, de tão banal, facilita a compreensão.“Vicente visitou sua namorada que mora no Ceará.”Pergunta: quantas namoradas Vicente possui? www.pontodosconcursos.com.br 24
  • 260. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIResposta: Com certeza, mais de uma. Isso porque a oração “que moraem Fortaleza” tem valor adjetivo restritivo (equivalente a “namoradacearense”). Ou seja, em outras palavras, do universo de namoradas deVicente, a que mora no Ceará recebeu sua visita.Já em “Vicente visitou sua namorada, que mora no Ceará”, estamosafirmando que ele tem só uma namorada e que esta namorada mora noCeará. Notou a diferença que uma simples vírgula emprega na vidasentimental do Vicente? Depois ficam falando por aí que o cara émulherengo. Pobrezinho!!! O problema é só de pontuação!Esse é o raciocínio que iremos levar para as questões que envolvem apontuação em orações subordinadas adjetivas. Com vírgula: explicativa;sem vírgula: restritiva.I - Em “Os jovens da França, que se sentem marginalizados, incendeiamautomóveis nas ruas.”, afirma-se que todos os jovens da Françasentem-se marginalizados e incendeiam os automóveis. Já a retirada davírgula restringe o conceito de “jovens”. Passa-se a afirmar quesomente os jovens franceses que se sentem marginalizados sãocapazes de praticar tal vandalismo. Os demais, não. Notou a diferençasignificativa entre uma construção e outra? A retirada da vírgula altera oalcance e o sentido da oração subordinada.Vejamos as demais.II. A retirada da vírgula em “A lógica da globalização que espolia osmais fracos é fria e calculista” faz supor que há mais de uma lógica daglobalização, e que somente a que espolia os fracos é fria ecalculista. Altera-se, assim, o significado do referente.III. Com a vírgula, esse “que” é uma conjunção explicativa, equivalentea “porque”. Afirma-se que é inútil tentar apagar as fogueiras, pois elascontinuarão a se alastrar.Retirando-se a vírgula, a interpretação que se dá é outra. O “que” passaa ser um pronome relativo e a oração, agora, é classificada comosubordinada adjetiva restritiva. Afirma-se é inútil a tentativa deapagamento das fogueiras que se alastrarão.Assim, em todas as três construções, houve alteração semântica após aretirada da vírgula.11 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) A supressão da(s)vírgula(s) implicará alteração de sentido na frase: www.pontodosconcursos.com.br 25
  • 261. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) Ao longo das últimas décadas, as obras de Umberto Eco vêmganhando mais e mais respeitabilidade.(B) Umberto Eco homenageia os cientistas, que combatem oobscurantismo fundamentalista.(C) O grande pensador italiano, Umberto Eco, homenageia em seu textoa atitude de um grande cientista.(D) Na atitude de Stephen Hawking, há uma grandeza que todo cientistadeveria imitar.(E) Não há como deixar de reconhecer, no texto de Humberto Eco, umahomenagem a Stephen Hawking.Gabarito: BComentário.Cuidado com o enunciado. O examinador não busca a opção em quehaverá prejuízo gramatical com a retirada da vírgula, mas a em quehaverá alteração semântica (“sentido na frase”).Observamos que essa alteração ocorre com a retirada da vírgula queinicia a oração subordinada adjetiva explicativa. Do modo com éapresentada na construção, a oração “que combatem o obscurantismofundamentalista” indica essa prática por todos os cientistas a quemUmberto Eco presta homenagem.A partir da retirada do sinal de pontuação, haveria mais de uma“espécie” de cientista, e só aos cientistas que combatem oobscurantismo fundamentalista o pensador italiano só renderiahomenagens.12 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) Atente para as seguintes frases:I. A preocupação do autor é com os jornalistas, cuja liberdade deexpressão se encontra ameaçada.II. Os jornalistas, que costumam cuidar de seus próprios interesses, nãopreservam sua independência.III. O direito à livre informação é dos jornalistas e, também, dasociedade como um todo.A supressão da(s) vírgula(s) altera o sentido APENAS do que está em(A) I.(B) II. www.pontodosconcursos.com.br 26
  • 262. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) III.(D) I e II.(E) II e III.Gabarito: DComentário.Na oração I, com a vírgula, afirma-se que o autor se preocupa comtodos os jornalistas, pois eles (todos eles!) têm sua liberdade deexpressão ameaçada. Após a retirada do sinal, a oração deixa de tervalor explicativo e passa a ser restritiva. Assim, de todos os jornalistasexistentes no planeta, a preocupação do autor é em relação àquelescuja liberdade de expressão se encontra ameaçada. Há, portanto,alteração semântica com a retirada da vírgula.O mesmo acontece na oração II – após a retirada da vírgula, afirma-seque, do universo de jornalistas, aqueles que costumam cuidar de seuspróprios interesses não preservam sua independência.Já na oração III, a retirada da vírgula não provoca nenhuma alteraçãono sentido da frase. A expressão “também” admite ser colocadadiretamente na oração, sem pausas: “O direito à livre informação é dosjornalistas e também da sociedade como um todo”.Assim, houve alteração somente nas orações dos itens I e II.13 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) Atente paraas seguintes frases:I. O homem aplica-se em criar instituições, que podem lhe acarretargraves dissabores.II. Os regimes autoritários, que decorrem diretamente dodesvirtuamento das instituições, são os mais nefastos.III. Não se impute defeito às instituições, cujo propósito essencial épermitir que os homens se organizem.A supressão da(s) vírgula(s) acarretará alteração de sentido em(A) I e II, apenas.(B) I e III, apenas.(C) II, apenas.(D) II e III, apenas. www.pontodosconcursos.com.br 27
  • 263. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) I, II e III.Gabarito: EComentário.Assim como na questão 10, todas as opções apresentam construções deorações subordinadas adjetivas, em que o emprego da vírgula provocaalteração de sentido e do alcance dessas orações.I – Entende-se que as instituições criadas pelo homem (todas elas)podem acarretar graves dissabores. A partir da retirada da vírgula,afirma-se que o homem se aplica a criar somente instituições quepodem lhe causar dissabores.II – Com a vírgula, entende-se que todos os regimes autoritários sãonefastos e decorrem diretamente do desvirtuamento das instituições. Jásem a vírgula, são nefastos os regimes autoritários que decorrem dodesvirtuamento das instituições (caráter restritivo).III – A partir da retirada da vírgula, não se impute defeito somente àsinstituições que possuem o propósito de permitir que os homens seorganizem.14 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005) Considere as frases dotexto:I. ... “variabilidade decadal do Oceano Pacífico”, que impacta o Atlântico.... “variabilidade decadal do Oceano Pacífico” que impacta o Atlântico.II. Nos anos 40, 50 e 60 choveu menos na Amazônia. Nas três décadasseguintes, as chuvas aumentaram.Nos anos 40, 50 e 60 choveu menos na Amazônia; nas três décadasseguintes, as chuvas aumentaram.III. .... têm um sistema de braços flutuantes – inventado pelos ingleses–, que sobem e descem...... têm um sistema de braços flutuantes (inventado pelos ingleses), quesobem e descem...Com a alteração dos sinais de pontuação, ocorreu também alteração desentido SOMENTE em(A) I.(B) II.(C) III. www.pontodosconcursos.com.br 28
  • 264. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) I e II.(E) II e III.Gabarito: AComentário.Vemos, no item I, uma oração adjetiva. A vírgula atribui a essa oraçãoum caráter explicativo (primeira forma), enquanto que sua ausência dáà oração um valor restritivo (segunda forma). Assim, a mudança dapontuação provoca alteração semântica.Já o item II é um bom exemplo do emprego do ponto-e-vírgula. Diantede uma construção que apresenta vírgulas, o ponto-e-vírgulaproporciona clareza ao texto, não acarretando nenhuma alteração nosentido da construção.III – Expressões de valor explicativo podem vir entre vírgulas,travessões ou parênteses. Temos nesse item um bom emprego dessessinais de pontuação. A observação de que “o sistema de braçosflutuantes foi inventado pelos ingleses” é mencionada no textooriginalmente entre travessões. A sugestão de troca dos travessõespelos parênteses é perfeitamente válida, já que esses sinais seequivalem nesse emprego.Note como houve, tanto após o segundo travessão quanto após oparêntese que encerra o período, o emprego da vírgula que inicia umaoração adjetiva em relação aos “braços flutuantes”. Essa vírgula éobrigatória em virtude do caráter explicativo dessa oração.15 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)A aprovação, em primeiro turno, da reforma do Judiciário avança nosentido de estimular a prestação da Justiça, tornando-a mais rápida(com a súmula vinculante), disciplinada (com o Conselho Nacional deJustiça) e com os princípios da celeridade e da transparência. Se oprojeto subsistir íntegro no segundo turno, experiências inovadorasserão postas à prova caso haja o aprimoramento da função judiciária. OConselho Nacional de Justiça precisará de segmentos setoriais para asjustiças autônomas (federal, estadual, trabalhista, militar) e seusproblemas.A súmula vinculante eliminará questões repetitivas, em que o poderpúblico (o grande congestionador) terminará impedido de repetirprocedimentos ao infinito, mesmo para pretensões repelidas anos a fio.A súmula vinculante precisará, porém, de reexame obrigatório de www.pontodosconcursos.com.br 29
  • 265. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKItempos em tempos. Duas críticas lhe são feitas: limita a liberdade dosjuízes e pode permitir a influência do Executivo em questões nas quais avinculação satisfaça objetivos políticos dos governantes. As duasalternativas não serão perigosas se a aplicação for restrita a matériastributárias e previdenciárias.Não há modo de assegurar a celeridade dos processos sem a disciplinaeficaz. Os prazos já existem na lei, mas valem apenas para osadvogados privados, pois, caso não os respeitem, o direito perece. Osjuízes, os membros do Ministério Público e os integrantes da advocaciapública são favorecidos por regras que lhes permitem intervir noprocesso segundo o ritmo que lhes convenha. A razoabilidade daduração dos processos não decorre do número de recursos possíveis,mas do andamento lento entre os atos dos juízes, da máquina oficial eda inexistência do controle da produtividade dos agentes públicos.No alusivo à transparência, esta será boa para a magistratura. Hájulgamentos que, por exceção, podem correr em segredo de Justiça. Aregra compatível com a Constituição é a da transparência plena,sobretudo nas sessões administrativas dos tribunais para questõesinternas, materiais ou funcionais. (...)Sejam quais forem as opiniões a respeito do projeto aprovado, sendobom que venham contraditórias, o fato é que se está dando um passo àfrente.(Walter Ceneviva. Folha de S. Paulo, A4, 8/07/2004)... as opiniões a respeito do projeto aprovado, sendo bom que venhamcontraditórias, o fato é...(último parágrafo)Observe as alterações feitas em relação à pontuação original dosegmento grifado acima:I. ... do projeto aprovado − sendo bom que venham contraditórias −II. ... do projeto aprovado (sendo bom que venham contraditórias)III. ... do projeto aprovado : sendo bom que venham contraditórias.Estão corretas SOMENTE as alterações feitas em(A) I.(B) II.(C) III.(D) I e II.(E) II e III. www.pontodosconcursos.com.br 30
  • 266. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: DComentário.Não haveria necessidade de leitura do texto. Ele só foi apresentado paraque o candidato perceba que, muitas vezes, a questão que envolveaspectos gramaticais dispensa a leitura do texto na íntegra. No máximo,deve-se ler apenas um parágrafo ou dois. Como a prova para a qualestamos nos preparando terá 40 questões de Língua Portuguesa, sairáem vantagem o candidato mais objetivo. Havendo a necessidade de“ganhar tempo”, pule as questões de interpretação e tente resolverprimeiramente as que abordam conceitos gramaticais. Leia somente oque realmente for necessário. Depois, com mais tranqüilidade, volte àsquestões que pulou e resolva-as. Assim, otimiza-se o tempo de prova.Conforme afirmamos na questão anterior, por ter valor explicativo, aconstrução “sendo bom que venham contraditórias” pode serapresentada entre vírgulas (originalmente no texto), entre um par detravessões (sugestão I) ou entre parênteses (sugestão II).Já a indicação de dois pontos e do ponto final não é cabível, pois haveriauma interrupção na estrutura a que teria continuidade em “o fato é ...”.Estão corretas, portanto, somente as alterações dos itens I e II.::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::Encerramos, aqui, nosso curso de revisão com exercícios. Acredito que,a partir da resolução de questões anteriores e dos comentários aquiexpostos, tivemos uma ótima oportunidade de rever os principais pontosda disciplina e perceber a forma com que a banca da Fundação CarlosChagas explora os conhecimentos.Não vou desejar sorte, pois esta só é imprescindível na hora do chute.Como espero que você tenha na ponta da língua (e da caneta) aresposta certa para todas as questões, não terá necessidade de sorte.Desejo, sim, uma excelente prova!Grande abraço. www.pontodosconcursos.com.br 31
  • 267. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKILISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS.1 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:(A) Certamente, os homens caçados pelo czar prefeririam que este,como outros caçadores, tomasse como alvo apenas alguma borboleta,ou uma andorinha, ou mesmo um macaco.(B) Macacos, borboletas, e andorinhas, são, para muita gente,interessantes alvos de caça, mas não para o índio jivaro, nemtampouco, para o czar naturalista.(C) Tanto Rubem Braga em sua crônica, quanto Drummond, em seupoema motivam uma ampla discussão, acerca do que se pode ou nãoclassificar, como uma ação bárbara.(D) Nunca ocorreu, ao Sr. Matter, que, um índio jivaro, tivesse qualquercritério para escolher aquele, de quem reduziria a cabeça.(E) A curiosidade do explorador Matter, não deixava de ser mórbida,mas por vezes, somos levados a apreciar a crueldade, sem pensar noque, esta, significa para a vítima.2 - (CEAL – Advogado / Junho 2005)O período cuja pontuação está inteiramente correta é:(A) Não sendo político, um ator não deveria jamais candidatar-se aqualquer cargo segundo julga a maioria dos eleitores que assim,manifestam seu preconceito.(B) Nômades, por um lado, devassos por outros: é com tais imputaçõesque se revelam, os preconceitos que, alimentamos em relação aosatores.(C) De todas as afirmações feitas no texto a que mais impressionou é ade que somos todos, atores, em virtude do fingimento pelo qualacabamos por regular nosso comportamento no cotidiano.(D) Ao se referir ao nosso absenteísmo, está o autor aludindo à nossainércia, à acomodação política a que nos entregamos, mesmo nosmomentos que exigem uma decisiva participação.(E) Sendo a democracia, ao mesmo tempo um regime de decisãopessoal, e de representação coletiva, suscita entre os eleitores, umanotável ambivalência na hora de se decidirem. www.pontodosconcursos.com.br 32
  • 268. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI3 - (Analista BACEN / Janeiro 2006) Quanto à pontuação, estáinteiramente correta a frase:(A) É possível que entre os leitores, haja os que não concordem com atese esposada pelo autor; a de que as condições de atuação doneoliberalismo são subjetivas, uma vez que incorporam sonhos derealização impossível.(B) O jornalista Elio Gaspari, citado pelo autor, acredita, a julgar pelaexpressão de sua própria lavra, que há sujeitos inteiramente excluídosdo processo civilizatório, mercê do funcionamento da máquinaneoliberal.(C) A busca incessante de status empreendida pela maioria daspessoas, faz parte de uma estratégia, segundo a qual, há sempre umamiragem que deve ser perseguida; como se miragens pudessem derepente ganhar corpo.(D) Continuação ou repetição das mesmas violências – não importa – ofato é que não temos conseguido incluir, a maioria dos cidadãos, numprocesso em que houvesse um mínimo de justiça, na distribuição dasriquezas.(E) Ao se referir ao seu observatório psicanalítico o autor expõe aperspectiva, segundo a qual, detectou razões de ordem subjetiva, paraque a máquina liberal aja em conformidade com uma estratégia aliásmuito bem planejada.4 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) Apontuação está inteiramente correta em:(A) Nicolau Maquiavel analisando os problemas dos principadositalianos, escreveu em plena Renascença, um tratado sobre osfundamentos das ações políticas.(B) Em plena Renascença, Maquiavel, analisando os problemas dosprincipados italianos, escreveu O Príncipe, um verdadeiro tratado depolítica.(C) Quando escreveu O Príncipe Maquiavel preocupou-se com osproblemas, dos principados italianos, resultando uma obra, consideradabasilar, para quem se interesse por política.(D) Tendo escrito O Príncipe, em plena Renascença Maquiavel noslegou sem dúvida, um tratado sobre política cujo valor continua sendoreconhecido em nosso tempo. www.pontodosconcursos.com.br 33
  • 269. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) Poucos imaginariam que, aquele tratado sobre política datado daRenascença, teria um valor tal que se manteria vivo, por tantos séculos,e, continuaria atual em plena modernidade.5 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) A frasecorretamente pontuada é:(A) Para proteger, os animais especialmente os silvestres que sãocobiçados, por seu valor comercial formaram-se grupos de empresáriosque se uniram, aos ambientalistas.(B) Para proteger os animais especialmente os silvestres, que sãocobiçados por seu valor comercial formaram-se, grupos de empresários,que se uniram aos ambientalistas.(C) Para proteger os animais, especialmente os silvestres, que sãocobiçados por seu valor comercial, formaram-se grupos de empresáriosque se uniram aos ambientalistas.(D) Para proteger os animais, especialmente, os silvestres que sãocobiçados por seu valor comercial, formaram-se grupos, de empresáriosque se uniram aos ambientalistas.(E) Para, proteger os animais especialmente os silvestres, que sãocobiçados, por seu valor comercial formaram-se, grupos de empresáriosque se uniram, aos ambientalistas.6 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) Para julgar asassertivas abaixo, considere o fragmento, reproduzido abaixo, de uminforme publicitário da Prefeitura Municipal de Campo Grande. QUALIDADE DE VIDA Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra alto índice de satisfação de seus moradores e empreendedores.I - As vírgulas separam elementos de mesmo valor no trechoUrbanizada, arborizada, sem favelas ...II - A vírgula empregada após a expressão com avenidas largas podeser corretamente substituída por um travessão, sem alteração dosentido original. www.pontodosconcursos.com.br 34
  • 270. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI7 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) Julgue a clareza e correção daproposição abaixo.(D) Em vista do livre acesso à informação pública, uma característicadas democracias modernas, é que esta costuma ocorrer.8 - (TRT 8ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2004) É precisocorrigir os equívocos na pontuação da seguinte frase:(A) Ao dizer que escolhe seu campo e toma posição, o autor demonstracoragem, pois o assunto de que trata é melindroso e excita muitaspaixões.(B) O autor demonstra coragem quando escolhe seu campo e tomaposição: o assunto de que trata, a par de ser melindroso, excita fortespaixões.(C) Escolher um campo e tomar posição exige coragem, sobretudoquando o assunto de que se trata é melindroso, ou quando provocafortes paixões.(D) Exige muita coragem, escolher um campo e tomar posição; aindamais quando o assunto por ser melindroso, excita as mais fortespaixões.(E) Por se tratar de um assunto melindroso, que excita fortes paixões, oautor demonstrou muita coragem, não hesitando em escolher seucampo e tomar posição.9 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004)Os últimos anos têm sido marcados por um milenarismo invertido,segundo o qual os prognósticos, catastróficos ou redencionistas, arespeito do futuro foram substituídos por decretos sobre o fim disto oudaquilo (o fim da ideologia, da arte, ou das classes sociais; a “crise” doleninismo, da socialdemocracia, ou do Estado do bem-estar etc.); emconjunto, é possível que tudo isso configure o que se denomina, cadavez mais freqüentemente, pós-modernismo.Com relação ao fragmento acima transcrito é correto afirmar:(A) têm sido marcados constitui uma forma verbal que denotacontinuidade da ação.(B) se a frase grifada fosse iniciada com decretos, seria mantido osentido original com o emprego da forma verbal “tinham substituído”. www.pontodosconcursos.com.br 35
  • 271. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) o emprego de segundo empresta à frase a idéia de que um fato sedeu em simultaneidade com algum outro fato.(D) a forma passiva analítica foram substituídos corresponde à sintética“substitui-se”.(E) o segmento final do texto estaria ainda de acordo com a norma cultada língua portuguesa se nele fosse introduzida uma vírgula entrepossível e que (é possível, que).10 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005)Atente para as seguintes frases:I. Os jovens da França, que se sentem marginalizados, incendeiamautomóveis nas ruas.II. A lógica da globalização, que espolia os mais fracos, é fria ecalculista.III. Inútil tentar apagar as fogueiras, que continuarão a se alastrar.A supressão das vírgulas alterará o sentido de(A) I, II e III.(B) I e II, somente.(C) II e III, somente.(D) I e III, somente.(E) II, somente.11 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) A supressão da(s)vírgula(s) implicará alteração de sentido na frase:(A) Ao longo das últimas décadas, as obras de Umberto Eco vêmganhando mais e mais respeitabilidade.(B) Umberto Eco homenageia os cientistas, que combatem oobscurantismo fundamentalista.(C) O grande pensador italiano, Umberto Eco, homenageia em seu textoa atitude de um grande cientista.(D) Na atitude de Stephen Hawking, há uma grandeza que todo cientistadeveria imitar.(E) Não há como deixar de reconhecer, no texto de Humberto Eco, umahomenagem a Stephen Hawking. www.pontodosconcursos.com.br 36
  • 272. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI12 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) Atente para as seguintes frases:I. A preocupação do autor é com os jornalistas, cuja liberdade deexpressão se encontra ameaçada.II. Os jornalistas, que costumam cuidar de seus próprios interesses, nãopreservam sua independência.III. O direito à livre informação é dos jornalistas e, também, dasociedade como um todo.A supressão da(s) vírgula(s) altera o sentido APENAS do que está em(A) I.(B) II.(C) III.(D) I e II.(E) II e III.13 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) Atente paraas seguintes frases:I. O homem aplica-se em criar instituições, que podem lhe acarretargraves dissabores.II. Os regimes autoritários, que decorrem diretamente dodesvirtuamento das instituições, são os mais nefastos.III. Não se impute defeito às instituições, cujo propósito essencial épermitir que os homens se organizem.A supressão da(s) vírgula(s) acarretará alteração de sentido em(A) I e II, apenas.(B) I e III, apenas.(C) II, apenas.(D) II e III, apenas.(E) I, II e III.14 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005) Considere as frases dotexto:I. ... “variabilidade decadal do Oceano Pacífico”, que impacta o Atlântico.... “variabilidade decadal do Oceano Pacífico” que impacta o Atlântico. www.pontodosconcursos.com.br 37
  • 273. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIII. Nos anos 40, 50 e 60 choveu menos na Amazônia. Nas três décadasseguintes, as chuvas aumentaram.Nos anos 40, 50 e 60 choveu menos na Amazônia; nas três décadasseguintes, as chuvas aumentaram.III. .... têm um sistema de braços flutuantes – inventado pelos ingleses–, que sobem e descem...... têm um sistema de braços flutuantes (inventado pelos ingleses), quesobem e descem...Com a alteração dos sinais de pontuação, ocorreu também alteração desentido SOMENTE em(A) I.(B) II.(C) III.(D) I e II.(E) II e III.15 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)A aprovação, em primeiro turno, da reforma do Judiciário avança nosentido de estimular a prestação da Justiça, tornando-a mais rápida(com a súmula vinculante), disciplinada (com o Conselho Nacional deJustiça) e com os princípios da celeridade e da transparência. Se oprojeto subsistir íntegro no segundo turno, experiências inovadorasserão postas à prova caso haja o aprimoramento da função judiciária. OConselho Nacional de Justiça precisará de segmentos setoriais para asjustiças autônomas (federal, estadual, trabalhista, militar) e seusproblemas.A súmula vinculante eliminará questões repetitivas, em que o poderpúblico (o grande congestionador) terminará impedido de repetirprocedimentos ao infinito, mesmo para pretensões repelidas anos a fio.A súmula vinculante precisará, porém, de reexame obrigatório detempos em tempos. Duas críticas lhe são feitas: limita a liberdade dosjuízes e pode permitir a influência do Executivo em questões nas quais avinculação satisfaça objetivos políticos dos governantes. As duasalternativas não serão perigosas se a aplicação for restrita a matériastributárias e previdenciárias.Não há modo de assegurar a celeridade dos processos sem a disciplinaeficaz. Os prazos já existem na lei, mas valem apenas para osadvogados privados, pois, caso não os respeitem, o direito perece. Os www.pontodosconcursos.com.br 38
  • 274. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIjuízes, os membros do Ministério Público e os integrantes da advocaciapública são favorecidos por regras que lhes permitem intervir noprocesso segundo o ritmo que lhes convenha. A razoabilidade daduração dos processos não decorre do número de recursos possíveis,mas do andamento lento entre os atos dos juízes, da máquina oficial eda inexistência do controle da produtividade dos agentes públicos.No alusivo à transparência, esta será boa para a magistratura. Hájulgamentos que, por exceção, podem correr em segredo de Justiça. Aregra compatível com a Constituição é a da transparência plena,sobretudo nas sessões administrativas dos tribunais para questõesinternas, materiais ou funcionais. (...)Sejam quais forem as opiniões a respeito do projeto aprovado, sendobom que venham contraditórias, o fato é que se está dando um passo àfrente.(Walter Ceneviva. Folha de S. Paulo, A4, 8/07/2004)... as opiniões a respeito do projeto aprovado, sendo bom que venhamcontraditórias, o fato é...(último parágrafo)Observe as alterações feitas em relação à pontuação original dosegmento grifado acima:I. ... do projeto aprovado − sendo bom que venham contraditórias −II. ... do projeto aprovado (sendo bom que venham contraditórias)III. ... do projeto aprovado : sendo bom que venham contraditórias.Estão corretas SOMENTE as alterações feitas em(A) I.(B) II.(C) III.(D) I e II.(E) II e III. www.pontodosconcursos.com.br 39

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