Your SlideShare is downloading. ×
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

A+internet+e+suas+especificidades+uma+ferramenta+de+segmentacao

1,383

Published on

Published in: Technology
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
1,383
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
14
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE COMUNICAÇÃO DISCIPLINA: COM 104 - COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIA DOCENTE: ANDRÉ LEMOS DANILO LUIZ SANTOS RIBEIRO DANILO PESTANA GUERREIRO GABRIEL AMARAL PIRES MOISÉS COSTA PINTO VANDER LUÍS BATISTA A INTERNET E SUAS ESPECIFICIDADES: UMA FERRAMENTA DE SEGMENTAÇÃO DE PÚBLICO SALVADOR 2009
  • 2. DANILO LUIZ SANTOS RIBEIRO DANILO PESTANA GUERREIRO GABRIEL AMARAL PIRES MOISÉS COSTA PINTO VANDER LUÍS BATISTA A INTERNET E SUAS ESPECIFICIDADES: UMA FERRAMENTA DE SEGMENTAÇÃO DE PÚBLICO Monografia apresentada como trabalho para a disciplina de Comunicação e tecnologia (COM 104) da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia Docente: Prof. André Lemos SALVADOR 2009 2
  • 3. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .........................................................................................5 2 PANORAMA HISTÓRICO ....................................................................6 3 INTERNAUTAS: O SUCESSO SE DEVE A ELES .......................................8 4 INTERNET COMO CONCORRENTE DOS MEIOS MASSIVOS .............11 5 A INTERNET E SUAS ESPECIFICIDADES COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO .........................................................................................13 6 SEGMENTAÇÃO DO PÚBLICO ATRAVÉS DA INTERNET.... .............14 7 CONCLUSÃO .........................................................................................16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .........................................................17 3
  • 4. Resumo: A popularização da Internet vem trazendo grandes avanços no processo da comunicação. Com a segmentação do público os usuários são atendidos mais especificadamente de acordo com suas próprias necessidades o que os atrai, cada vez mais, para o uso dessa nova mídia que já pode ser pensada como concorrente direto dos meios clássicos. Palavras-chave: Internet, comunicação, usuários, segmentação. Abstract: The popularization of the Internet is bringing great advances in the process of communication. By targeting the public users are more specifically addressed in accordance with their own needs what attracts, increasingly, for the use of this new medium that can already be thought of as direct competitor of the traditional means. Key-Words: Internet, communication, users, targeting. “Antes o mundo era pequeno Porque Terra era grande Hoje mundo é muito grande Porque Terra é pequena Do tamanho da antena parabolicamará Ê volta do mundo câmará, Ê mundo dá volta câmará!” Gilberto Gil. 4
  • 5. 1 INTRODUÇÃO Esse artigo tem por objetivo fazer um estudo das potencialidades da Internet como uma ferramenta estratégica de comunicação para se atingir segmentos de públicos e mercados. De acordo com Povoa (2000), a Internet vem, ao longo desses anos, se tornando o maior e mais eficiente canal de distribuição na história, e, com isso, altera profundamente a maneira de difundir informação e de se relacionar com o seu público. A Web possibilitou que novas formas comunicacionais fossem empregadas na sociedade, a exemplo de como os próprios internautas produzissem aquilo que seria lido e consumido. E não se trata apenas de criar, mas até mesmo escolher o que e como tal produto ou informação será consumido, isso faz com que os usuários tenham um livre acesso a conhecimentos específicos e possam trocar informações relevantes diretamente entre si. Isso acaba se tornando uma diferenciação e uma nova alternativa para suprir necessidades que não eram oferecidas pelos meios midiáticos tradicionalmente conhecidos. Em um primeiro momento, será feito nesse trabalho uma breve contextualização da história da Grande Rede, depois falaremos da relação do internauta com a Web e como esse acesso ficou mais democrático. Na segunda parte do trabalho será estudada a Internet como um meio de comunicação e as suas especificidades, como ela está tirando a audiência dos veículos de comunicação tradicionais e, por último, como a Internet consegue ter uma comunicação com os nichos. Com esse artigo poderá se estudar e conhecer as características da Internet como uma ferramenta eficiente em estratégias de comunicação direcionada. 5
  • 6. 2 PANORAMA HISTÓRICO “Baudelaire afirmou em seu ensaio sobre a era moderna que a condição essencial da humanidade é a metamorfose. Tendo isto em vista, pode-se dizer que essas mutações da sociedade se concretizam porque há uma série de elementos que, ao mesmo tempo, transformam os homens e são transformados por eles, em uma simbiose plena e aparentemente natural de interação”. (PINO, 2007) As conexões estão em todos os momentos da vida humana, somos interligados com redes e círculos de todos os tipos, tamanhos e perspectivas. Há físicos que afirmam que cada átomo do universo tem ligação com todos os outros espalhados pelo cosmo e, ao que parece, o homem sempre buscou essa possibilidade de relação com os seus demais. O homem através da história sempre viveu buscando a redes que o ligassem a outros homens. A vida em comunidade (ou comuna) parte destes princípios básicos, que podem ser enumerados como sendo: o do compartilhamento (de informações, por exemplo) e do trabalho colaborativo, de acordo com André Lemos (2004). Através de redes de relacionamentos. Com esse intuito surgiu a Internet. Ela revolucionou a maneira de ver a modernidade (ou o quê hoje denominamos ser a pós-modernidade), ajudando a resgatar o que há de primordial na sociedade para a formação das identidades culturais: os intercâmbios. Para Frano (2008), as relações em rede foram transfiguradas a partir da personalização e participação, suas características principais, assim como o poder da liberdade e da expressividade, que difere radicalmente da perspectivas dos meios de massivos de informação, como a TV e o Rádio, por exemplo. Ao longo desses anos, ela vem se tornando o maior e mais eficiente canal de distribuição na história, e, com isso, altera profundamente a maneira de difundir informação e de se relacionar com o seu público. Na web, as relações humanas podem ser virtualmente reproduzidas e, pode-se dizer, até digitalmente vivenciadas. 6
  • 7. Criada no final da década de 60 nos Estados Unidos, a Internet tinha naquele primeiro momento a intenção, primordial, de servir a pretensões militares. Com o passar do tempo ela começou a ser pensada numa tecnologia mais aberta (por muitos considerada o mais bem sucedido projeto de software livre criado) destinada também ao domínio público. Isso aconteceu na década de 1990 com a criação do Projeto WWW (World Wide Web) do físico inglês Tim Bernes-Lee. Mas, apesar, das redes de comunicação entre computadores já existirem desde 1969 e no decorrer dos anos 1970 já existirem comunidades interativas de cientistas e hackers, para a sociedade em geral a Internet só nasceu em 1995 com o “boom” dos computadores pessoais. Em 1996, o uso da palavra Internet tinha se estabelecido na linguagem popular, e conseqüentemente, havia se tornado erroneamente um sinônimo em referência a World Wide Web. Nascia, então, um inovador ambiente tecnológico, um meio de comunicação, uma nova mídia moderna. Há apenas alguns anos a Internet que fornecia somente poucas informações e dados, com o contínuo crescimento nos avanços tecnológicos passou a oferecer diversos serviços de interatividade e entretenimento. “A Internet tem possibilitado a formação de novas formas de interação, organização e atividades sociais, graças as suas características básicas, como o uso e o acesso difundido. Redes sociais, como Facebook, o MySpace e o Orkut têm criado uma nova forma de socialização e interação”. (WIKIPEDIA, 2000). Muito dessa sua rápida ascensão de popularidade deve-se ao fato da Internet mudar, através de sua tecnologia, a perspectiva da audiência em relação ao conteúdo. A Web passou a ser como propõe o pesquisador Alex Primo, “celebrada por sua tecnologia pull (o conteúdo é “puxado” pela audiência), que se opunha ao modelo push (o conteúdo é “empurrado” até a audiência) da mídia massiva”, segundo Primo (2007) 7
  • 8. O que era apenas um ambiente pouco explorado e usado, sobretudo, por pessoas que tinham uma afeição especial com a informática pesquisadores e estudantes, se tornou atualmente a rede de informações que mais cresce no mundo. Vivendo uma fase, denominada de “Web 2.0”, baseada na cooperação e relações entre usuários, não de grandes redes, mas, de micro-redes de interesses e associações comuns, onde a troca de conhecimento não vê contrastes sociais, onde há uma extraordinária potencialização da cultura científica em caráter mundial, a Internet torna-se parte integrante e indissociável, que para Lemos (2004), a “cultura do copyleft”, cultura da troca e compartilhamento em comunidade, que rasteja com a humanidade destes os tempos mais remotos. A rede não possui aqui um dispositivo fechado, mas lugar de passagem e de contato, crescendo em valor de acordo com o crescimento de número de seus utilizadores. Ela é pela dinâmica de suas interações, não sendo assim, fechada a priori, conformando dinamicamente e sendo conformada de forma complexa pela sociedade e, conseqüentemente, por todo o campo comunicacional. Da cultura de massa centralizada, massiva e fechada estamos caminhando para uma cultura copyleft, personalizada, colaborativa e aberta. (LEMOS, 2004) 3 INTERNAUTAS: O SUCESSO SE DEVE A ELES O mundo obteve um avanço memorável ao longo desses anos em termos de usuários e nunca se passou tanto tempo conectado como na contemporaneidade. A Internet, no Brasil, deu seus primeiros passos em 1995 através do Ministério da Comunicação e do Ministério de Ciência e Tecnologia que visava montar a estrutura necessária para disponibilizar o acesso à sociedade brasileira. Só no período entre 1996 e 1997 foi, de acordo com os dados fornecidos pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, que o país obteve um espantoso crescimento, de 170 mil (janeiro/1996) para 1,3 milhão (dezembro/1997). 8
  • 9. Com base nos dados da pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online, há uma estimativa de que exista 62,3 milhões de brasileiros com acesso à Internet (incluindo os ambientes: residência, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros). Dados que garantem ao país o quinto lugar em número total de internautas, atrás apenas de China (285 milhões), Estados Unidos (234,4 milhões), Japão (89 milhões) e Índia (86.2 milhões) Segundo dados revelados, os 62,3 milhões de usuários, ficam, em média, 40 horas e 41 minutos conectados, ocupando a liderança no quesito horas navegadas. Ainda de acordo com a pesquisa, os países que mais se aproximam do Brasil em permanência de horas on-line por usuário, são: Estados Unidos, Reino Unido e França, respectivamente. Durante o tempo em que permanecem na rede, os brasileiros têm consumido um maior número de informação em sites com conteúdo financeiro. Outros setores com grande destaque são os de viagem e turismo, automotivo e de noticias e informação. Há poucos anos havia mais brasileiros conectados no exterior do que cidadãos ligados à Rede dentro do próprio país. Sendo que em 1998 o Brasil tornou-se o maior grupo de usuários de Internet da América Latina, afirma Povoa (2000). No Brasil, o acesso a Internet de qualidade, banda larga, ainda é elitizada e com elevados custos. As empresas brasileiras não possuem grande capacitação técnica para uma efetiva distribuição do acesso à rede, atendendo somente alguns consumidores que podem pagar elevados preços e que moram em lugares geograficamente privilegiados. Para Mario Jockymann o serviço de ADLS, oferecido atualmente no país, além de ser completamente inadequado, a confiabilidade do mesmo com quedas seguintes das conexões faz com que o Brasil coloque-se atrás no ranking de países com sistemas confiáveis e eficientes. Entretanto, se o serviço de banda larga no país é bastante defasado, o preço pago por esse serviço, de péssima qualidade, é demasiadamente caro. As empresas desse setor acabam repassando para o consumidor todo o investimento feito nessa área pouco difundida no país. O brasileiro chega a pagar, por uma mesma conexão, cerca de 1300% a mais do que usuários na Europa, segundo dados da editora Abril. 9
  • 10. Visto todos esses problemas de disponibilidade e altos custos começou a crescer, surpreendentemente, as casas de acesso à Internet. As chamadas lan-houses ou cibercafés oferecem hoje às pessoas que não tem oportunidade o contato com a rede - a proliferação desses estabelecimentos é maior nas comunidades de baixa renda. Essas empresas mesmo visando o lucro não deixam de democratizar o acesso. Com o preço médio de R$ 1,00 a hora (realidade do Estado da Bahia) os freqüentadores dessas casas, em sua maioria crianças e adolescentes, têm a possibilidade de navegar na web como qualquer outra pessoa do mundo. Seja em casa, no trabalho ou na lan-house vale observar que o acesso à Grande Rede cresce em todos os lugares tomando grandes proporções e, com isso, faz que a Internet venha a está entre os mais importantes meios de comunicação. Desde a década de 1990, quando a Internet foi trazida para o país a web ganhou diferentes nomes e seus serviços foram aperfeiçoados. Uma característica que marcou a web 1.0, no período do seu surgimento, foi o fato de possuir sites estáticos, que pouco interagiam com o usuário. Seu principal trunfo era a quantidade de informações disponíveis, conhecida também por ser uma grande biblioteca digital disponível. Algumas mudanças ocorreram a partir de então. Tanto estruturalmente, como na sua nomenclatura. Se, a principio, usava-se o termo web 1.0 e acessávamos páginas que permaneciam com as mesmas informações e onde não havia a possibilidade do visitante modificar ou contribuir com novos e diferentes dados, hoje é comum a utilização do termo web 2.0. Diferente da primeira versão, propõe ao usuário uma maior participação, interatividade. Esse termo passou a ser utilizado em 2004, criado por Tim O’Reilly, mas apesar da nova terminologia, as mudanças são apenas nas interfaces com os usuários. “Web 2.0 é a mudança para uma Internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva" (O’REILLY, 2006) 10
  • 11. A nova denominação serviu para distinguir da Word Wild Web, sendo assim a web 2.0 sua segunda geração. Temos como bons exemplos para ilustrar esse novo conceito a Wikipedia, enciclopédia criada na rede com a participação direta e efetiva dos internautas que postam e editam as informações encontradas na página, o Youtube, onde o usuário pode assistir e postar vídeos diversos na rede e os sites de relacionamento, como o Orkut, o mais famoso deles no Brasil, onde os internautas criam comunidades para interagir com pessoas de interesses afins. Apesar de ainda não ser uma realidade, já fala-se em uma terceira geração da Internet a web 3.0. Idealizado com base nas modificações já realizadas pela atual web 2.0, difere na medida em que além da interação com a rede o internauta passaria a ter um computador “pensante”. Uma espécie de “web inteligente”. O software teria a capacidade de interpretar os conteúdos em rede podendo, dessa maneira, ser mais específico nos resultados de uma pesquisa realizada. Mesmo não sabendo ao certo quando essa nova fase será implantada, Jonh Markoff, jornalista norte-americano difusor do termo web 3.0, afirma que "Esse nível de inteligência artificial, com máquinas pensando em vez de seguir simples comandos, tem encantado pesquisadores por mais de meio século". Os avanços são rápidos e Markoff ainda acredita que a web 3.0 compreenderá um conjunto de tecnologias com sistemas mais eficientes onde o computador organizará e analisará as informações da rede de forma mais inteligente. Necessitando menor esforço do usuário e com resultados mais específicos na realização de pesquisas. As diferentes nomenclaturas empregadas têm um caráter muito mais funcional. 4 INTERNET COMO CONCORRENTE DOS MEIOS MASSIVOS A Internet não tem um proprietário definido, é livre. Qualquer pessoa que tenha acesso pode inserir nela material e qualquer outro usuário pode acessá-lo. Com isso, a Internet acaba, de certa forma, democratizando o processo comunicativo. 11
  • 12. No Brasil, os meios de comunicação de massa estão nas mãos de políticos e da burguesia brasileira. “Eles cumprem um papel decisivo para a manutenção da alienação coletiva, desviando e distorcendo a realidade e mostrando-se como única verdade possível”.¹ A Internet por ser um meio que permite a interatividade, faz com que o usuário deixe de ser apenas receptores passivos e torne possível certa desmonopolização dos meios comunicacionais. “As novas mídias, tem a tendência a eliminar todos os privilégios de formação e, com isso também o monopólio cultural da inteligência burguesa”, garantiu Enzensberger (2003) Todos esses problemas, o crescente número de usuários e as oportunidades que a Internet nos trás é possível perceber uma significada perda da fidelidade dos consumidores para com os meios clássicos. De acordo com o Mapa da Exclusão Digital, divulgado em abril pela Fundação Getúlio Vargas, 40 milhões de brasileiros têm acesso a Internet em casa. Já a circulação média de jornais no Brasil atinge 6,42% da população adulta, segundo dados da Associação Mundial de Jornais. Há de se ressaltar ainda o fato de a grande maioria dos leitores de jornais impressos que utilizam a rede, ficam parte do tempo lendo jornais on-line quando estão conectados. Um estudo feito pelo instituto Datanexus e divulgado pela Folha de São Paulo revela que a Internet está tirando a audiência da TV, seus dados mostram que o novo veículo “já é concorrente direto” da televisão. Tomando como referencia a população da Grande São Paulo o instituto afirma; que entre os que não têm a internet em casa se gasta 12% de seu tempo vendo televisão. Já as pessoas que têm dedicam 9,4% do seu tempo à TV. A nível nacional os números são ainda mais surpreendentes. O instituto Deloitte, em pesquisa divulgada no mês de março, constatou que o brasileiro, em média, passa três vezes mais conectado a Grande Rede do que assistindo televisão, por semana. Para a maioria dos pesquisados, a Internet já superou, e muito, a televisão no quesito entretenimento. 12
  • 13. As estatísticas mostram também que as pessoas que têm internet e os que não tem começam a se distanciar a partir das 13h. O pico ocorre às 21h20. Nesse horário, 23,5% da população sem internet está vendo TV, contra apenas 15,8% dos que tem acesso à Rede, segundo Castro (2007) Os meios de comunicação como nós conhecemos não devem desaparecer. O que ameaça ocorrer é um equilíbrio dinâmico, como já aconteceu com o cinema, teatro, rádio etc. A televisão, por exemplo, não vai perder seu poder, mas mudará de status, tornando-se mais uma mídia.² 5 A INTERNET E SUAS ESPECIFICIDADES COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO Para Castells (1999) “essa tecnologia é mais que tecnologia. É um meio de comunicação, de interação e organização social”. A Internet é uma grande rede de informações, porém, não convêm dizer que ela é um meio de comunicação de massa. Os medias massivos, segundo o Dicionário de Comunicação, falam para uma audiência numerosa, heterogênea, dispersa geograficamente e anônima, exercendo, principalmente, uma comunicação de um só sentido, ainda que possuam algum sistema de feedback (índices de audiência, por exemplo). Para André Lemos, a comunicação de massa publiciza fatos a partir de centros editores fazendo com que a indústria cultural opere por fluxo de comunicação “um para todos”, garantindo o poder sobre a emissão. Lemos diz ainda que com a Internet pode-se agora agir de forma interativa e imediata, sendo também potenciais emissores no processo. Esta experiência, no entanto, é diferente, como já foi visto, daquela das mídias massivas como a televisão, o rádio ou jornais. Por suas características singulares a Internet permite que a audiência trace seu próprio caminho para o acesso aos conteúdos, determinando quando e quais informações querem receber. A sua postura não é mais de mero receptor 13
  • 14. passivo. Em outras palavras, sai o espectador e entra em cena o usuário. Sai à comunicação de massa e entra a interpessoal, afirma Monteiro (2001). Além disso, a Internet possibilita a conexão das pessoas de forma imediata e diversas formas, desde uma troca de textos instantâneos, ou um vídeo conferência. Para Bernardo Kucinski, a Internet é uma nova mídia que possibilita um alcance gigantesco, onde as respostas são velozes e direta, e “a interlocução total”. “Como mídia, ou meio de comunicação social, a internet se apresenta em várias formas: blogs, sites e portais, que são amplos espaços com grande número de conteúdo e informações, inclusive publicidade e programas de venda direta.” (KUCINSKI, 2005) A comunicação ciberespacial pode até atingir diversos receptores simultaneamente, mas o público não é mais anônimo, suas ações na rede permitem a personalização do conteúdo para cada receptor e suas necessidades. As empresas que acabam transmitindo essas mensagens “personalizadas” usam essa estratégia porque sabem que é ainda mais fácil para internauta desviar de sua propaganda. Com e web 2.0 e a 3.0 (também chamada de web semântica) as possibilidades de a rede detectar as suas necessidades é, e será ainda maior. Na web 3.0 as pesquisas além de apresentarem para a pessoa o que ela esta pesquisando, apresentará também assuntos que se relacionem com o interesse da pesquisa. Para Pereira e Moraes (2003), a informação se torna cada vez mais personalizada e individualizada. Isso possibilitou a sua diferenciação e subseqüente transformação da mídia de massa em segmentada. O caráter massivo dos meios cede lugar à heterogeneidade. 6 SEGMENTAÇÃO DO PÚBLICO ATRAVÉS DA INTERNET Quando de um único lugar se consegue atingir grupos específicos classificados de acordo com características próprias e preferências similares têm-se uma comunicação segmentada. 14
  • 15. É o que acontece com a Internet, onde seus produtos não se originam de uma fonte cultural e, além disso, fornece em geral, serviços especializados a vários pequenos segmentos de público. Com isso, a distribuição de produtos de áudio, vídeo e impressos num canal comum, muitas vezes em formatos interativos e bidirecionais, dão aos consumidores mais controle sobre quais serviços eles recebem, quando obtê-los e em que forma, de acordo com Dizard (1998). A Internet consegue segmentar seu público dando a eles diferentes enquadramentos. Com base no livro: A Anatomia da Internet, de Marcelo Povoa, pode-se exemplificar utilizando a questão das vendas na Web. As vendas na Rede tendem a serem personalizadas, adaptando-se ao perfil de cada consumidor. Em teoria, quanto mais o indivíduo usar uma site de comércio, mais informações deixarão registradas sobre gostos e preferências. Com esta informação em mãos, web sites de comércio pode estabelecer relações personalizadas com seus clientes. Por exemplo, se um internauta for a um site de CDs e comprar ao longo de três meses, dois títulos da Marisa Monte e um de Caetano Veloso estará indicando que possivelmente gosta de MPB. Esta impressão poderá ser reforçada, pois o servidor registrou que em cada visita desse internauta ao site, cerca de 70% do seu tempo é empregado na área de MPB. Da próxima vez que esse mesmo internauta voltar ao site, verá, na primeira página, uma oferta de um novo lançamento desse gênero musical. Povoa (2000), ainda diz que um web site pode capturar informações sobre o perfil e o comportamento de todos os seus usuários, provendo uma interface personalizada com ofertas e propagandas para cada um de seus clientes. Com isso, pode-se observar que a internet, através da comunicação segmentada, consegue atingir com particularidade seus receptores. 15
  • 16. O acesso é apenas uma parte do que pode ser utilizado pelo internauta. O usuário quando ingressa numa comunidade em alguma rede social ele passa também, de forma voluntária ou não, a se enquadrar em nichos. 7 CONCLUSÃO Pode-se perceber ao longo desse trabalho como a Internet é uma ferramenta eficaz quando o assunto é comunicação segmentada. Passado por um panorama histórico e conhecendo as características da Internet foi possível estudar e conhecer as estratégias para se ter uma comunicação direcionada. Aumento da interatividade, fácil obtenção do feedback, competência no direcionamento do conteúdo, produtos e informações produzidos pelos próprios internautas, além do baixo custo de armazenamento e divulgação foram algumas das principais características apresentadas nesse artigo. Foi mostrado como a comunicação de massa vem perdendo força perante um público mais difícil de ser atingido. Além disso, os altos custos das mídias tradicionais tornam-se inviáveis para algumas empresas. Assim, a comunicação direcionada a nichos surge como opção para aqueles que buscam atingir um público específico. A partir do momento que na Rede o usuário tem a opção de escolher o que vai consumir, como vai e em que horário criam-se então os nichos sociais - setor onde se congregam pessoas de interesse em comum. Como por exemplo, os grupos e listas de discussões para tratar de interesses exclusivos, a comunicação por e-mail através dos Newsletters que empresas usam para falar regularmente com os seus clientes em potencial, sites de vendas, clãs de jogos on-line e também as redes sociais. Tudo isso faz com que a Internet, em comparação aos outros veículos, acabe sendo o meio de comunicação que possui mais recursos e possibilidades para atender seus consumidores, justamente, por conseguir os diferentes enquadramentos de público. 16
  • 17. REFERÊNCIAS BBLIOGRÁFICAS CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. A era da informação: economia, sociedade e cultura. 2.ed.; São Paulo: Paz e Terra, vol.1,1999. CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet – reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. CASTRO, Daniel. Outro canal: Internet já tira audiência da televisão. Folha Online. Acesso em 15 de Junho de 2009. Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u42096.shtml> DIZARD Jr., Wilson. A nova mídia: a comunicação de massa na era da informação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2000. FRANO, Joana Magalhães , Capitalismo Cultural: Panorama da Valorização Web 2.0. In: XIII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste – São Paulo – 07 a 10 de maio de 2008. KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo na era virtual. São Paulo. Ed. Fundação Perseu Abramo/ Ed. UNESP. 1a edição, 2005. LEMOS, André. Cultura das Redes. Ciberensaios para o século XXI. Salvador: Edufba, v.1, 2002. LEMOS, André. Cibercultura, cultura e identidade. Em direção a uma “Cultura do Copyleft”. In: Contemporânea, Revista de Comunicação e Cultura, vol. 2, nº2, 2004. LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. MARKOFF, J. Inteligência Artificial entra na vida diária. Disponível em: <http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=39367>. Acesso em: 24 de jun. de 2009 PEREIRA, F.H., MORAES, F.M. Mas, afinal, Internet é mídia? Anais do 26. Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Belo Horizonte-MG, setembro de 2003. São Paulo: Intercom, 2003. MONTEIRO, L. A Internet como meio de comunicação: possibilidades e limitações. Anais do 24. Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Campo Grande/MS, setembro 2001. São Paulo, Intercom/Portcom: Intercom, 2001. PINHO, J. B. Relações Públicas na Internet: técnicas e estratégias para informar e influenciar públicos de interesse. São Paulo: Summus, 2003. PÓVOA, Marcello. Anatomia da Internet. Investigações estratégicas sobre o universo digital. Rio de Janeiro: Ed., Casa da palavra, 2000. 17
  • 18. PRIMO, Alex . O aspecto relacional das interações na Web 2.0. E- Compós (Brasília), v. 9, p. 1-21, 2007. RABAÇA, Carlos Alberto e BARBOSA, Gustavo. Dicionário de Comunicação. São Paulo: Ática, 1987. SAAD, Beth. Estratégias para a mídia digital. São Paulo: Editora Senac, 2003. PINO, Claudia Amigo, Baudelaire e a modernidade, 2002. In: <br.geocities.com/camigopino/Baudelaire.doc > WIKIPÉDIA, Internet .Artigo Internet. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet> . Acesso em 25 de Jun. de 2009 Pesquisa do instituo Deloitte.. Disponível em http://info.abril.com.br/noticias/internet/brasileiros-estao-trocando-a-tv-pela- web-27032009-25.shl Acessado em: 22 de jun. de 2009. BORGES, J. Evolução da WEB. Disponível em: <http://jfborges.wordpress.com/ 2007/09/01/evolucao-da-web>. Acesso em: 20 de jun. de 2009. PANISSI, F. O começo da web 3.0. Disponível em: <http://colunas.g1.com.br/ tiraduvidas/2008/01/08/o-comeco-da-web-30>. Acesso em: 20 jun. 2008. O’REILLY, Tim. Web 2.0 Compacto Definição : Experimentando De novo. Disponível em: http://radar.oreilly.com/2006/12/web-20-compact-definition-tryi.html Acessado em: 20 de jun. De 2009. 18

×