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Trabalho completo

  1. 1. ANDRÉ GOMES, JOSÉ MONTEIRO E NUNO FERRINHO  ESCOLA SECUNDÁRIA QUINTA DAS PALMEIRAS  TRABALHO DE ÁREA DE PROJECTO  GRUPO 5  12.º A                               USO DE SUBSTÂNCIAS: TABACO, ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS.RELAÇÃO COM A FAMÍLIA E COM A ESCOLA COVILHà MAIO DE 2011 
  2. 2. II PREFÁCIO    Constitui  para  mim  uma  honra  prefaciar  o  trabalho  da  Área  de  Projecto  dos jovens  estudantes  André  Gomes,  José  Monteiro  e  Nuno  Ferrinho.  Numa  primeira aproximação  estamos  perante  uma  descrição  clara  e  metodologicamente  bem conseguida do trabalho de investigação desenvolvido no âmbito da Área de Projecto no  âmbito  da  temática  do  consumo  de  substâncias  e  sua  relação  com  o  contexto familiar e escolar.   O  presente  trabalho  remete‐nos  para  uma  associação  feliz  entre  escola  e saúde.  É  no  contexto  escolar  que  os  jovens  fazem  os  seus  primeiros  contactos  mais formais com as questões de saúde sendo espectável que desses contactos resulte uma compreensão aprofundada de aspectos essenciais neste âmbito para a sua vida futura e das comunidades de que virão a fazer parte.   A  compreensão  aprofundada  de  algumas  questões  de  saúde  implica  um melhor e mais amplo entendimento dos problemas, das suas causas e consequências, bem como das possibilidades de os prevenir, conjugando a acção de todos e cada um.   Implica também a consideração da saúde como um valor a assumir, a cultivar e a defender como âncora, base de comportamentos e estilos de vida saudáveis; como um valor a conjugar com outros valores, como o da cidadania, pois o bem‐estar que colhemos enquanto indivíduos também se traduz em bem‐estar para aqueles que nos rodeiam.   Neste  contexto  abordar  a  problemática  do  uso  de  substâncias  e  das dependências  associadas  revela‐se  um  esforço  de  grande  oportunidade  pela dimensão que assume na sociedade contemporânea, revelando‐se meritório o esforço desenvolvido  pelos  jovens  autores  deste  trabalho  e  pelo  docente  responsável  pela Área de Projecto que os orientou. Quiseram melhor compreender e melhor conhecer a dimensão do problema na sua própria comunidade ‐ a Escola Secundária Quinta das Palmeiras ‐ tendo por referência metodologias de pesquisa já experimentadas e dados de outros contextos mais alargados, de que nos dão conta ao longo do trabalho. Do esforço  resultaram  valiosos  dados  que  seguramente  serão  elucidativos  para  o  leitor interessado,  culminando  com  uma  síntese  conclusiva  da  qual  fazem  parte  úteis sugestões para as intervenções preventivas.   Acresce  aos  dados  sobre  as  dependências  um  outro  fruto  que  não  é  de menosprezar  e  que  seguramente  os  enriqueceu.  Este  trabalho  é  também  um  bom exemplo de como se aprende a fazer investigação, respeitando os rigores da pesquisa e  a  clareza  da  expressão,  num  processo  de  que  todos  saem  a  ganhar:  autores, instituição educativa e comunidade em geral.                                                                                                         Manuel Joaquim Loureiro  Departamento de Psicologia e Educação da                                                                                     Universidade da Beira interior  
  3. 3. III  
  4. 4. IV É  inteiramente  justo  expressar  o  nosso  agradecimento  ao  Ex.mo  Sr.  Director da  Escola  Secundária  Quinta  das  Palmeiras  pela  forma  como  proporcionou  a  feitura deste  trabalho,  ao  nosso  professor  de  Área  de  Projecto,  Pedro  Pimparel,  pelo acompanhamento que nos prestou, aos Senhores Directores de Turma por tornarem possível,  dedicando  o  seu  tempo,  a  resposta  ao  questionário  por  parte  dos  seus alunos, aos alunos por responderem ao questionário pois sem o seu contributo nada seria  possível,  aos  professores  Manuel  Loureiro  e  Paula  Carvalho,  professores  do Departamento  de  Psicologia  e  Educação  (DPE)  da  Faculdade  de  Ciências  Sociais  e Humanas da Universidade da Beira Interior (UBI), pela preciosa e sábia colaboração e pela  generosidade  e  coragem  em  disponibilizarem‐se  para  trabalharem  connosco  ‐ três  alunos  sem  qualquer  tipo  de  experiência  investigativa  digna  desse  nome  ‐  e  à Faculdade  de  Ciências  Sociais  e  Humanas  da  UBI  pela  parceria  que  permitiu  a colaboração dos professores Manuel Loureiro e Paula Carvalho que tanto nos toca e honra.      
  5. 5. V  
  6. 6. VI   Página    Prefácio Agradecimentos   Capítulo 1 ‐ Introdução   Introdução ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  2 Capítulo 2 – Revisão da literatura   2.1  Uso de substâncias: Álcool, tabaco e outras drogas ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  4 2.2  Efeitos associados ao uso de álcool, tabaco e outras drogas ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  5 2.3  Programas escolares de prevenção em Portugal ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  6 Capítulo 3 ‐ Metodologia   3.1  Metodologia ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  11 3.2  Instrumento ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  11 3.3  Amostra ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  11 Capítulo 4 – Apresentação e análise dos resultados   4.1  Análise descritiva global da amostra ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  14 4.2  Tabaco ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  16 4.2.1  Experimentar tabaco ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  16 4.2.2  Consumo de tabaco ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  18 4.3  Álcool ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  22 4.3.1  Experimentar álcool ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  22 4.3.2  Consumo de álcool ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  23 4.4  Outras drogas ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  28 4.4.1  Experimentar outras drogas ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  28 
  7. 7. VII    Página    4.4.2  Consumo de outras drogas ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  33 4.5  Ambiente familiar ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  38 4.5.1  Agregado familiar ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  38 4.5.2  Relação com a família ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  42 4.5.3  Ambiente escolar ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  44 Capítulo 5 – Discussão/Conclusão   5.1  Experimentação e consumo de tabaco ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  53 5.2  Experimentação e consumo de álcool ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  54 5.3  Experimentação e consumo de outras drogas ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  56 5.4  Conclusão global final ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  58 Referências/Fontes ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  60 Anexo   Questionário ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  63 
  8. 8. viii
  9. 9. 11
  10. 10. 2 A  problemática  do  uso  de  substâncias  e  da  sua  relação  com  a  família  e ambiente  familiar  e  com  a  escola  e  ambiente  escolar  é  fulcral.  O  projecto  HBSC  – Health Behaviour in School‐aged Children 1 que se realiza de quatro em quatro anos da responsabilidade  da  Organização  Mundial  da  Saúde  (OMS)  é  a  prova  disso  mesmo, para não mencionarmos outros estudos referidos oportunamente.                Com  este  trabalho  pretendemos  compreender  e  conhecer  melhor  a problemática  em  geral  e,  no  contexto  mais  local  da  Escola  Secundária  Quinta  das Palmeiras,  perceber  os  comportamentos  de  saúde  dos  alunos  da  escola  relativos  à mesma  problemática,  conhecer  o  ponto  de  situação  da  escola  por  referência  aos valores  médios  nacionais  e  da  Organização  para  a  Cooperação  e  Desenvolvimento Económico  (OCDE)  conhecidos  e  publicados  e  sugerir,  consoante  a  realidade  dos dados e respectivos resultados, caminhos de intervenção no sentido da prevenção de comportamentos  de  risco  que  possam  pôr  em  causa  a  saúde  dos  alunos  na  relação consigo  mesmos,  na  relação  com  a  família  e  ambiente  familiar  e  na  relação  com  a escola e ambiente escolar.                  Neste sentido pensamos ter conseguido o que se pretendia desde o início.                   Estamos  convictos  de  que  este  trabalho  pode  constituir  um  instrumento importante de reflexão e de intervenção para a nossa escola.                  Assim, o trabalho encontra‐se organizado da seguinte forma:                  No capítulo 2, fazemos o ponto de situação da problemática;                  No capítulo 3, encontra‐se a metodologia desenvolvida;                  No capítulo 4, apresentamos e analisamos os resultados;                  No  capítulo  5,  encontra‐se  a  discussão‐conclusão,  incluindo  sugestões  de trabalho e de intervenção;                  Finalmente,  no  capítulo  6,  constam  as  referências/fontes  bibliográficas  e webgráficas que serviram de base ao trabalho.                  Para  terminarmos,  e  a  título  informativo,  este  trabalho  pode  ser  consultado no blog http://saudenomeioescolar.blogspot.com criado pelo grupo de trabalho para o efeito. Neste blog pode‐se, para além de consultar o trabalho, tomar conta de todo um percurso feito pelo grupo de trabalho e a actividade desenvolvida por este.        1 Comportamentos ligados à Saúde em jovens em idade escolar
  11. 11. 32
  12. 12. 4 Neste capítulo apresenta‐se uma revisão da literatura relacionada com o tema em  estudo.  Neste  sentido,  a  revisão  releva  sobretudo actividades/estudos/investigações  desenvolvidos  também  em  Portugal  e  em  meio escolar.   Na  secção  2.1  apresentam‐se  estudos/investigações  sobre  utilização  de substâncias: álcool, tabaco e outras drogas, na secção 2.2 os efeitos associados ao uso de  álcool,  tabaco  e  drogas  e  na  secção  2.3  apresentam‐se  uma  descrição  dos programas de prevenção desenvolvidos em Portugal.    2.1 Uso de substâncias: álcool, tabaco e outras drogas   O HBSC – Health Behaviour in School‐Aged Children 2 é um estudo periódico, de  quatro  em  quatro  anos,  patrocinado  pela  Organização  Mundial  de  Saúde  (OMS), que conta com a participação de vários países incluindo Portugal. O estudo tem como público‐alvo alunos dos 2.º e 3.º ciclos e Secundário, nomeadamente dos 6.º, 8.º e 10.º anos,  com  idades  médias  de  referência  de  11,  13  e  15  anos  respectivamente.  Até  ao momento Portugal vai com quatro participações. A primeira em 1998, a segunda em 2002, a terceira em 2006 e a quarta em 2010. O estudo tem por base um inquérito e como  objecto  o  uso  de  substâncias,  a  prática  de  exercício  físico,  alimentação, comportamento sexual, violência, relações e grupos de pares, ambiente familiar entre outros.   O  ESPAD  –  European  School  Survey  on  Alcohol  and  Others  Drugs  de  1995  a 2003  é  um  estudo  em  forma  de  inquérito  aplicado  em  meio  escolar  que  aborda especificamente o uso de substâncias, como álcool, tabaco e outras drogas por jovens que completam 16 anos no ano de recolha de dados. Este estudo é de âmbito europeu e  tem  uma  periodicidade  de  4  anos.  O  estudo  teve  o  seu  início  em  1995  e posteriormente em 1999 e 2003, é coordenado pelo CAN  ‐ The Swedish Council for Information  on  Alcohol  and  Other  Drugs  e  tem  o  apoio  do  Grupo  Pompidou  do Conselho da Europa e de instituições dos diferentes países participantes. Portugal tem participado desde sempre.  Os estudos têm vindo a registar prevalências mais altas e uma tendência para o aumento  do  consumo  de  tabaco  e  cannabis,  principalmente  verificado  no  sexo feminino  bem  como  a  manutenção  de  prevalências  e  níveis  altos  de  consumo  de álcool,  com  alterações  nocivas  dos  padrões  de  consumo.  Estas  prevalências encontram‐se em linha com as da população em geral, com destaque para o consumo de  álcool,  tabaco  e  cannabis  em  relação  às  demais  substâncias.  As  tendências  de resistência  à  redução  do  consumo  destas  substâncias  nos  jovens  revelam‐se relevantes.     2 Comportamentos ligados à Saúde em jovens em idade escolar
  13. 13. 5 2.2      Efeitos associados ao uso de álcool, tabaco e outras drogas        O tabaco é a principal causa de problemas de saúde a curto prazo nos jovens, nomeadamente  de  agravamento  de  problemas  respiratórios,  tosse,  catarro  e dispneia, e  de sintomas relacionados com a asma, chiado na infância  e adolescência (USDHHS,  1994,  2004).  O  uso  de  álcool  está  associado  expressivamente  a mortalidade nos jovens (Murray et al., 1997) através de acidentes e violência, podendo provocar  traumatismos  e  ferimentos  intencionais  ou  acidentais,  problemas  sociais com as forças de segurança e actividade sexual não planeada e desprotegida.   O  uso  de  outras  substâncias  ao  contrário  do  consumo  do  tabaco  tem consequências  directas  e  de  curto  prazo  mais  óbvias  e  graves  para  a  saúde  e funcionamento social (Filho & Ferreira‐Borges, 2008).     O consumo de tabaco está também associado ao uso de álcool e à embriaguez, e  esses  tipos  de  comportamento  de  risco  estão  associados  ao  uso  de  substâncias  ilícitas  e  ao  comportamento  anti‐social  (Meyers  et  al.,  1994;  Tyas  et  al.,  1998;  Cotrim  et  al  .,  1999;  WHO,  2001;  Ferreira‐Borges  et  al  .,  2004,  2006;  Curie  et  al.,2000,  2004;  Matos  et  al.,  2006),  o  que  tem  vindo  a  ser  confirmado  por  inúmeros  estudos  de  diversos  institutos  de  referência  internacional  (NIDA  1997,  1997ª; SAMHSA, 2001; Hawks et al.,2002; UNODC, 2003; Anderson et al., 2006).  Por  exemplo,  os  jovens  fumadores  têm  três  vezes  mais  probabilidades  de  consumir álcool regularmente e oito vezes mais probabilidades de usar cannabis  do  que  os  não‐fumadores,  ao  mesmo  tempo  que  se  pensa  que  o  consumo  de  tabaco  seja  o  principal  preditor  para  o  uso  de  outras  substâncias  Kandel,  1992,  2002).      Tal quadro demonstra um nível considerável de risco para a saúde associado ao  uso  destas  substâncias,  nomeadamente  as  ilícitas,  o  que  torna  a  busca  de  intervenções preventivas efectivas em relação à redução destes comportamentos  uma prioridade de Saúde Pública. Tais dados levam ainda a que cada vez mais se  aponte  a  prevenção  do  consumo  de  tabaco  como  um  meio  de  prevenção  do  consumo de outras substâncias  lícitas,  como  o  álcool,  e  as duas primeiras como  um meio de prevenção do consumo de substâncias ilícitas. O uso de substâncias  ilícitas como o  haxixe ou a cocaína,  por  exemplo, é muitas  vezes  precedido  pelo  uso  de  tabaco  e  álcool,  já  que  são  substâncias  de  fácil  acesso  e  socialmente  aceites.  Embora  a  maioria  das  pessoas  que  fume  ou  beba  não  use  substâncias  ilícitas, quando o último tipo de uso ocorre, na maior parte das vezes, existe essa  trajectória. Ela pode reflectir, em parte, a disponibilidade e aceitabilidade social,  mas também a interacção de outros factores de risco, ambientais ou individuais,  como a desorganização familiar e comunitária, inconsistência de regras/sanções  de comportamento e de apoio, factores genéticos ou a ausência ou inadequação  de determinadas habilidades pessoais e sociais (Filho & Ferreira‐Borges, 2008, pp.  68‐69).     
  14. 14. 6     Tendo  em  conta  o  objectivo  do  trabalho:  os  problemas  sociais  ou  de funcionamento  social,  associados  ao  uso  de  substâncias,  mais  relevantes  são  a disfunção familiar, desagregação familiar, baixo rendimento escolar, insucesso escolar e  abandono  escolar;  a  principal  consequência  associada  ao  uso  de  tabaco  é  a  maior probabilidade de consumo de álcool e de outras substâncias, a principal consequência associada  ao  consumo  de  álcool  é  a  desintegração  familiar  e  as  principais consequências associadas ao consumo de outras substâncias são problemas escolares (insucesso  e  abandono  escolar)  e  desintegração  familiar  (Filho  &  Ferreira‐Borges, 2008, pp. 45‐46).     2.3      Programas escolares de prevenção em Portugal     O  Instituto  da  Droga  e  da  Toxicodependência  é  o  principal  proponente  de medidas de prevenção de uso de álcool, tabaco e outras drogas, através de programas e planos dos quais se destacam o PIF – Programa de Intervenção Focalizada e o PORI – Plano  Operacional  de  Respostas  Integradas,  sendo  que  o  PIF  é  exclusivamente voltado para a prevenção. Este programa tem como objectivo criar condições para o desenvolvimento  de  programas  de  intervenção  baseados  na  evidência  e,  ao  mesmo tempo, constitui uma fonte de financiamento dos programas a realizar.  Dos  programas  aplicados  e  avaliados  destaca‐se  o  programa  de  prevenção universal.  Este  programa  tem  formulação  da  autoria  de  Jorge  Negreiros  em  “Uma abordagem socioafectiva de prevenção” (Negreiros, 1998). Este programa teve por base  as  componentes,  como  indica  a  sua  designação,  afectiva  e  social.  Em  termos gerais, a componente afectiva tem por objectivo facilitar a examinação e a análise das atitudes dos jovens em relação ao uso de álcool e outras drogas e a componente social visa  estimular  uma  reflexão  centrada  e  aprofundada  nos  diferentes  tipos  de influências  sociais  para  consumir  de  forma  excessiva  álcool  e  outras  drogas.  O programa desenvolveu‐se em 8 sessões semanais de uma hora cada. A avaliação das sessões  demonstrou  a  redução  do  consumo  de  tabaco,  embora  estatisticamente pouco  expressiva,  de  álcool  de  forma  mais  significativa  estatisticamente  e  mudança em  termos  de  atitudes  menos  favoráveis  em  relação  ao  uso  de  substâncias (exceptuando  as  ilícitas  por  não  ter  sido  possível  tirar  conclusões  devido  à  baixa prevalência  do  seu  consumo)  nos  estudantes  que  participaram  no  estudo  e  que compunham  o  grupo  experimental  comparativamente  aos  estudantes  do  grupo  de controlo.   No tocante à prevenção do uso de tabaco, no âmbito do programa prevenção universal,  existem  alguns  exemplos  de  boas  práticas  em  Portugal.    No  âmbito  do ESFA  –  European  Smoking  Prevention  Framework  Approach  desenvolveram‐se  os programas  «Querer  é  poder»  e  «Turmas  sem  fumadores»,  levados  a  cabo  pelo Conselho  de  Prevenção  do  Tabagismo.  Outros  dois  exemplos  de  programas  de prevenção do uso de tabaco são: «Não fumar é que Está a dar» e «Sinais de fumo» desenvolvidos por José precioso e Associação CATR – Centro de apoio, tratamento e recuperação, respectivamente.  
  15. 15. 7 O  projecto  ESFA  foi  implementado  entre  1997  e  2002  na  Espanha, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Inglaterra e Portugal tendo como objectivo evitar ou atrasar a iniciação do uso do tabaco ou a transição da fase de experimental para a fase regular  do  uso  do  tabaco  em  jovens  do  3.º  ciclo  do  ensino  básico.  Neste  sentido  e numa fase intermédia o ESFA pretendia informar e sensibilizar os jovens para as várias razões contra fumar, melhorar as habilidades sociais para resistir às pressões directas e  indirectas  para  fumar  e  reforçar  a  intenção  contra  fumar.  No  seguimento  foram implementados em Portugal os programas «Querer é Poder I» e «Querer é Poder II». Estes  dois  programas  integraram  acções  para  levar  a  cabo  na  escola  e  na  família.  O primeiro  consistindo  em  6  sessões  sobre  tabagismo  em  que  se  procurou  informar sobre  os  seus  efeitos,  discutir  os  prós  e  contras  de  fumar,  tomar  consciência  dos processos de  influência social e promover competências  para  lidar  com  situações  de pressão  social.  O  segundo  também  consistiu  em  6  sessões  sobre  fumo  passivo informando  sobre  os  seus  efeitos  e  promovendo  competências  para  lidar  com situações de exposição ao fumo passivo. Estas 12 acções relativas aos dois programas foram  ainda  reforçadas  com  um  programa  de  educação  inter‐pares  designado «Programa 7 OK!» sustentado num jogo animado por colegas que tiveram 7 sessões de  formação  previamente.  O  jogo  orientou‐se  por  uma  linha  de  informação  e  uma outra  de  promoção  de  competências  sociais.  No  final  do  projecto  ESFA  o  grupo experimental  apresentava  uma  prevalência  de  fumadores  regulares  de  7%  enquanto que os do grupo de controlo apresentou uma taxa de 12%. Relativamente aos jovens que nunca fumaram, no início do projecto eram 83% no grupo experimental e 81% no grupo de controlo e no fim do projecto eram 55% e 44%, respectivamente, no grupo experimental e no grupo de controlo, 11% de diferença na manutenção do estatuto de nunca fumadores no grupo experimental em relação ao grupo de controlo.  O  programa  «Turmas  sem  fumadores»  tem  a  participação  de  15  países europeus  e  tem  como  objectivo  a  prevenção  do  tabagismo  nos  jovens.  Teve  o  seu desenvolvimento  na  escola  dirigido  aos  alunos  do  3.º  ciclo  do  ensino  básico. Particularmente,  o  programa  foca  a  sua  acção  na  prevenção  ou  atraso  da  iniciação tabágica  e  a  na  promoção  da  mudança  do  comportamento  tabágico  nos  jovens iniciados  no  consumo  visando  a  diminuição  ou  cessação  desse  comportamento.  O programa  consiste  na  participação  de  turmas em  que  os  respectivos  alunos  assinam publica e voluntariamente uma declaração de compromisso de não fumarem durante 5  meses.  Este  compromisso  é  reafirmado  mensalmente  e  verificado  por  uma Comissão  de  Escola  a  quem  compete  o  acompanhamento  da  implementação  do programa.  As  turmas  competem  entre  si  através  de  actividades  de  prevenção tabágica  e  de  promoção  da  saúde.  No  final  dos  5  meses  cada  aluno  das  turmas vencedoras recebe um certificado de participação e um prémio enquanto que a turma recebe  um  prémio  especial.  Em  termos  da  avaliação  do  impacto  do  programa concluiu‐se que o programa parece revelar‐se preventivo no que toca aos jovens que nunca fumaram e permitido que um grande número de jovens fumadores ocasionais deixassem de fumar o mesmo acontecendo, menos expressivamente, com os jovens fumadores regulares.  O programa «Não Fumar è que Está a Dar» desenvolveu‐se no âmbito de um trabalho  de  doutoramento  nas  Escolas  Secundárias  de  Vila  Verde  e  da  Póvoa  do Lanhoso,  distrito  de  Braga.  Os  quatro  objectivos  do  programa  são:  Contrariar  a 
  16. 16. 8influência  dos  principais  factores  de  risco  relacionados  com  o  comportamento  de fumar;  Reduzir  a  percentagem  de  alunos  que  experimentam  fumar  ou  que  fumam regularmente;  Ensinar  a  distinguir  os  comportamentos  prejudiciais  dos  que  são benéficos para a saúde; e Promover a adopção de um estilo de vida saudável.   O  programa  visou  essencialmente  a  prevenção  do  consumo  do  tabaco  mas também a  aprendizagem de  comportamentos  benéficos  para  a saúde e a  promoção de um estilo de vida saudável.  O  programa  consiste  de  um  conjunto  de  15  sessões  semanais  de  uma  hora dirigidas  aos  alunos  do  7.º  ano  de  escolaridade  e  por  um  conjunto  de  6  sessões  de reforço dirigidas aos alunos do 8.º ano.   No  que  toca  aos  resultados  do  programa,  verifica‐se  que  a  primeira  parte  do programa teve impacto positivo no controlo de alguns factores de risco relacionados com  o  começo  de  fumar  designadamente:  capacidade  de  recusar  cigarros;  resposta assertiva; promoção e manutenção de atitudes favoráveis ao não consumo do tabaco. No  final  conclui‐se  que  o  programa  não  teve  influências  significativas  quanto  aos alunos  que  tinham  experimentado  fumar.  Já  relativamente  aos  jovens  fumadores ocasionais  não  houve  evolução.  Assim,  apesar  do  programa  não  ter  atingido  o objectivo  no  sentido  de  evitar  a  experimentação  conseguiu  que  os  jovens  que  já tinham experimentado não se tornassem fumadores.  O  programa  «Sinais  de  Fumo»  apoiado  pela  Câmara  Municipal  de  Cascais desde 2002 e pela Câmara Municipal de Lisboa desde 2004, envolve as componentes individual, família, escola e comunidade e está divido em nove sessões, sete dedicadas aos alunos com duração de hora e meia a decorrer nos horários de Área de Projecto e Estudo Acompanhado com frequência mensal, uma sessão dedicada a professores e auxiliares  de  educação  e  uma  sessão  para  pais  e  encarregados  de  educação.  A dimensão  comunitária  do  programa  é‐lhe  atribuída  pela  comemoração  do  Dia Mundial  Sem  Tabaco  (31  de  Maio).  Dia  em  que  os  estabelecimentos  de  ensino envolvidos  competem  com  actividades  de  prevenção  tabágica.  O  programa  tem  6 objectivos: 1)  Sensibilizar  os  alunos  para  a  problemática  do  consumo de  substâncias lícitas  e  ilícitas  (Álcool,  Fármacos,  Tabaco  e  outras  drogas)  a  partir  de  uma  reflexão durante  as  sessões  da  problemática  do  consumo  de  tabaco  enquanto  um comportamento  aditivo,  problemático  e  prejudicial  para  a  saúde;  2)  Incentivar  os alunos  a  não  experimentar,  adiar  ou  a  interromper  precocemente  o  consumo  de substâncias  psicoactivas,  nomeadamente  em  relação  ao  tabaco,  durante  e  após  a realização  do  programa;  3)  Incentivar  os  alunos  a  manifestar  as  suas  opiniões  e sentimentos  em  relação  à  problemática  abordada,  promovendo  atitudes  assertivas em relação a estas práticas, envolvendo professores, pais e encarregados de educação e  motivando  os  alunos  a  participar  activamente  na  promoção  de  espaços  sem  fumo (escola,  família  e  comunidade);  4)  Fornecer  informações  e  aumentar  os conhecimentos  dos alunos sobre conceitos  como.  O que são  drogas,  como  actua no organismo, o que envolve o uso, abuso e dependência destas substâncias psicoactivas e as suas consequências; 5) Consciencializar sobre a existência da pressão dos pares, da publicidade, dos estilos de vida e das normas sociais em relação a fumar, beber e usar  outro  tipo  de  drogas;  6)  Desenvolver  competências  sociais  e  habilidades  que ajudem  a  gerir  situações  de  pressão  social  para  fumar  ou  usar  outro  tipo  de substâncias psicoactivas. 
  17. 17. 9   O  programa  teve  duas  edições  (2002  e  2003  e  2003/2004)  e  envolveu  uma metodologia  de  avaliação  ante  e  pós  aplicação  do  programa.  Da  análise  dos questionários  iniciais  e  finais  verificou‐se  uma  ligeira  diminuição  em  2,4  pontos percentuais  do  número  de  fumadores  e,  ao  mesmo  tempo,  um  aumento  dos  que  já tinham  experimentado  ao  longo  da  vida  em  2,4  pontos  percentuais.  Verificou‐se também  uma  diminuição  de  pais  e  mães  fumadores  entre  o  início  e  o  final  do programa  (4%  para  os  pais  e  4,1%  para  as  mães).  Desta  forma  e  em  síntese,  o programa parece ter conseguido o seu objectivo quanto a evitar a experimentação e o aumento do consumo do tabaco, estabilizando‐os, e parece ter um efeito positivo em relação ao comportamento dos pais em relação ao tabaco.  Da  revisão  sobre  programas  escolares,  resulta  que  os  resultados  dos programas  dependem  do  número  de  componentes  incluídas,  da  resposta multidisciplinar  e  da  incorporação  dos  conhecimentos  científicos  obtidos  nesta  área na  construção  e  desenvolvimento  dos  programas  de  prevenção,  os  designados,  por Filho e Ferreira‐Borges (2008), programas compreensivos.  
  18. 18. 103
  19. 19. 113.1 Metodologia  Tendo  em  conta  que  um  dos  objectivos  do  projecto  é  comparar  os  resultados obtidos  com  os  conhecidos  da  investigação  periódica  sobre  comportamentos  de saúde  em meio escolar que envolve uma rede de países,  incluindo Portugal, e  que é patrocinada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) designada por HBSC – Health Behaviour  in School‐Aged Children 3  (Curie et al.,  2000,  2004;  Matos  et  al.,  2006) 4, a metodologia  adoptada  é  o  Inquérito  por  Questionário  por  estar  em  linha  com  a metodologia adoptada no HBSC. 3.2 Instrumento  O  questionário  construído  e  passado  aos  alunos  teve  por  base  o  adoptado  no estudo (HBSC) Comportamento e Saúde em Jovens em Idade Escolar, tendo em conta as  dimensões  estudadas:  Uso  de  substâncias:  Álcool,  tabaco  e  outras  drogas; Ambiente Familiar e Ambiente Escolar. 3.3 Amostra  O questionário foi passado a alunos dos 8.º e 10.º anos, com idades médias de referência  de  13 e  15/16  anos  respectivamente,  que frequentam  a  Escola  Secundária Quinta das Palmeiras.   As  idades  médias  de  referência  e  respectivos  anos  de  escolaridade correspondem  aos  adoptados  no  estudo  HBSC  e  ao  dizer  de  Filho  e  Ferreira‐Borges (2008,  pág.  83) 5,  citamos: “(…) no que diz respeito à idade verifica-se um padrãoconsistente em termos de aumento de risco entre os 12 e os 16 anos, quer em termosdos factores externos quer em termos das orientações e percepções internas. Emrelação ao uso de substâncias verificou-se um aumento acentuado ao longo desses anoso que parece sugerir uma associação entre um aumento do risco e o aumento doconsumo de substâncias. (…)”. A amostra foi construída a partir de uma população‐alvo constituída por todos os alunos  dos  8.º  e  10.º  anos  de  escolaridade  do  ensino  regular,  250  alunos.  123  do  8.º ano e 127 do 10.º ano.   Por  forma  a  obtermos  uma  amostra  representativa  segundo  Krejcie  e  Morgan (1970) 6, à excepção da turma do Curso  de línguas e  Literaturas  do  10.º  ano  todas as restantes turmas foram sorteadas aleatoriamente perfazendo um total de 160 alunos, 83  do  8.º  ano  e  77  do  10.º  ano.  Assim,  do  total  de  160  alunos  que  constituem  a amostra,  apenas  a  turma  do  Curso  de  Línguas  e  Literaturas  integrou  a  amostra 3 Designado em português por: Comportamento e Saúde em Jovens em Idade Escolar4 Curie, C. e tal. (eds.). Health and Health Behaviour among Young People. Health Behaviour in School-aged Children: a WHOCross-National study (HBSC): International report 1997/1998 survey. Copenhagen, 2000.Matos, M.G. et al. Aventura Social & Saúde: A saúde dos adolescentes portugueses – hoje e em 8 anos: Relatório preliminar doestudo HBSC 2006. Faculdade de Motricidade Humana/UTL, Lisboa, 2006.5 Filho, H. C.; Ferreira-Borges, C.. Uso de Substâncias: Álcool, Tabaco e outras Drogas. Coisas de Ler Edições, 1.ª Edição, Lisboa,2008.6 Krejcie, R.V. e Morgan, D. W. . Determining Sample Size for Research Activities. Journal: Education and PsychologicalMeasurement, 30 (1970) 607-610.
  20. 20. 12directamente,  todas  as  restantes  turmas  dos  8.º  e  10.º  anos  foram  sorteadas aleatoriamente.  A  razão  pela  qual  os  alunos  da  turma  do  Curso  de  Línguas  e Literaturas  foram  incluídos  directamente,  prendeu‐se  com  o  facto  de  todos  os restantes  alunos  do  10.º  ano  pertencerem  a  turmas  do  Curso  de  Ciências  e Tecnologias.   Dos  160  alunos  inquiridos  responderam  153  alunos,  79  do  8.º  ano  e  74  do  10.º ano.   O  número  de  153  respondentes,  preenche  o  requisito  de  representatividade segundo aqueles autores.                                
  21. 21. 13 4
  22. 22. 14 Para  organizar  e  relacionar  os  dados,  procedemos  à  construção  de  uma  base de dados em Access. A base de dados é composta por seis tabelas de dados. A tabela Identificação  onde  se  registaram  os  dados  relativos  ao  género,  à  idade  e  ao  ano  de escolaridade.  A  tabela  Tabaco  com  os  dados  relativos  às  respostas  sobre  o  uso  de tabaco. A tabela Álcool registando as respostas sobre o uso do álcool. A tabela Drogas que  contém  os  dados  relativos  às  respostas  sobre  o  uso  de  outras  drogas.  A  tabela Família com os dados das respostas sobre o ambiente familiar. E a tabela Escola com os dados relativos às respostas sobre o ambiente escolar.   As tabelas da base de dados foram relacionadas de forma a cruzar os dados e os gráficos foram construídos em Excel.   Nos  quadros  que  se  seguem  as  percentagens  médias  nacionais  constam  do estudo HBSC 2010 ‐ Portugal e as percentagens médias da OCDE constam do estudo internacional  HBSC  2006,  ambos  promovidos  pela  Organização  Mundial  de  Saúde, uma vez que o estudo internacional HBSC 2010 apenas está previsto ser editado em Outubro próximo. Todavia, tendo em conta a informação, a propósito deste assunto, junto da equipa do Projecto Aventura Social que lidera o estudo HBSC em Portugal, não  se  antecipam  alterações  significativas  em  relação  às  percentagens  médias  da OCDE  (44  países  envolvidos  no  estudo,  contando  com  Portugal)  constantes  do relatório  internacional  HBSC  de  2006,  atendendo  à  insuficiência  e/ou  frágil sustentação  de  programas  dirigidos,  por  um  lado,  e  a  que  os  comportamentos  de saúde não  se alteram num período  de  tempo  tão  curto,  4  anos,  por  outro. O  que se pode  antecipar  são  alterações  em  relação  à  posição  dos  países  quando  comparados em  conjunto,  o  que  não  tem  qualquer  reflexo  no  nosso  trabalho  uma  vez  que entramos em linha de conta com as percentagens médias do conjunto dos 44 países da OCDE que participaram no estudo.   Ainda relativamente às percentagens médias da OCDE constantes deste trabalho, estas  são  aquelas  que  é  possível  retirar  do  estudo  internacional,  uma  vez  que  este estudo  não  apresenta,  relativamente  à  sua  amostra,  a  distribuição  dos  géneros  por idade (ano de escolaridade).   Neste  capítulo,  tendo  em  conta  os  objectivos  do  trabalho,  tratam‐se  ainda  e apenas as relações estatisticamente significativas entre variáveis do questionário.    4.1  Análise descritiva global da amostra   Nesta  secção  descreve‐se  a  amostra  no  que  toca  à  sua  distribuição  por  género, anos de escolaridade e idade. No que diz respeito a esta última variável, apresenta‐se a média, desvio padrão (D.P.) e valor mínimo e máximo.   O gráfico 1 apresenta a distribuição da amostra por género.          
  23. 23. 15     Género (n=153) Rapazes Raparigas Rapazes 41% Raparigas 59% Gráfico 1 – Distribuição da amostra por género A percentagem de 59% de raparigas  contra 41%  de  rapazes  deve‐se  ao  facto de  no  total  das  seis  turmas  da  amostra  duas  apresentarem  diferenças  favoráveis  ao género feminino em 70% e 28%. Das restantes quatro que registam algum equilíbrio apenas uma é favorável em 8% ao género masculino.    O  gráfico  2  permite  observar  a  distribuição  da  amostra  por  anos  de escolaridade.   Anos de escolaridade (n=153) 8.º Ano 10.º Ano 10.º Ano 48,40% 8.º Ano 51,60% Gráfico 2 – Distribuição da amostra por anos de escolaridade Do  gráfico  2  podemos  observar  que  os  alunos  se  encontram  distribuídos  em percentagens  próximas  relativamente  a  anos  de  escolaridade,  registando‐se  uma diferença de 3,2% favorável ao 8.º ano de escolaridade.  
  24. 24. 16    Nos Quadros 1 a 3, apresenta‐se, em relação à idade, a média, desvio padrão (D.P.), valor mínimo e máximo e a percentagem de rapazes e raparigas na amostra no total e por ano de escolaridade.  Amostra – alunos dos 8.º e 10.º anos Rapazes Raparigas Média D.P. Mínimo Máximo 41% 59% 14,3 1,41 13 17 Quadro 1 - Característica significativas da amostra Amostra - alunos dos 8.º ano Percentagem Média D.P. Mínimo MáximoRapazes 24% 13,3 0,71 13 15Raparigas 28% 13 0,62 13 15 Quadro 2 – Características dos alunos do 8.º ano Amostra - alunos dos 10.º ano Percentagem Média D.P. Mínimo MáximoRapazes 18% 16 0 15 17Raparigas 31% 15,5 0,71 15 17 Quadro 3 – Características dos alunos do 10.º ano  4.2 Tabaco  4.2.1 Experimentar tabaco    Relativamente  ao  experimentar  tabaco,  28%  dos  inquiridos  afirmam  já  ter experimentado tabaco contra 72% que afirmam que não. 
  25. 25. 17 Experimentar tabaco (n=153) Sim Não Sim 28% Não 72% Gráfico 3 – Experimentar tabaco na amostra O Quadro 4 mostra uma percentagem de não experimentação de tabaco pelos inquiridos da amostra superior às percentagens médias nacionais e da OCDE.  Experimentar tabaco Escola Nacional OCDESim 28% 30% 43%Não 72% 70% 57% Quadro 4 – Experimentar tabaco: Comparação entre as percentagens da Escola, Nacional e da OCDE 4.2.1.1  Comparação entre géneros   No  que  diz  respeito  ao  experimentar  tabaco  por  género,  a  amostra  deixa perceber que o género feminino é o que experimenta mais. O Quadro 5 mostra ainda que  relativamente  aos  rapazes,  os  resultados  da  amostra  são  mais  favoráveis  a comportamentos saudáveis quando comparados com a média nacional.  Experimentar tabaco Sim Não 7 8 Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDERapaz 23,8% 30,6% ---- 76,2% 69,4% ----Rapariga 31,3% 29,5% ---- 68,9% 70,5% ---- Quadro 5 – Experimentar tabaco entre géneros: Comparação entre as percentagens da Escola, Nacional e da OCDE7 De agora em diante Esc. é a abreviatura de Escola.8 De agora em diante Nac. é a abreviatura de Nacional.
  26. 26. 18 4.2.1.2 Comparação entre anos de escolaridade   Relativamente  ao  experimentar  tabaco  por  ano  de  escolaridade,  a  amostra deixa perceber que os jovens do 10.º ano são os que experimentam mais. O Quadro 6 mostra  ainda  que  os  resultados  da  amostra  são  mais  favoráveis  a  comportamentos saudáveis quando comparados com a média nacional e a média da OCDE.  Experimentar tabaco Sim Não Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE8.º ano 15,2% 28,3% 32% 84,8% 71,7% 68%10.º ano 41,9% 47,9% 54% 58,1% 52,1% 46%Quadro 6 – Experimentar tabaco entre Anos de escolaridade: Comparação entre as percentagens da Escola, Nacional e da OCDE 4.2.2 Consumo de tabaco   O  Gráfico 2 mostra que a grande  maioria,  90,2%, dos  jovens da  amostra não  fuma.  Pelo menos Consumo de tabaco (n=153) uma/vez semana Todos os 2% dias 2,6% Menos de uma vez/semana 5,2% Não fuma 90,2% Gráfico 4 – Consumo de tabaco na amostra   No  Quadro  7,  pode  observar‐se  que  a  esmagadora  maioria  dos  jovens  da amostra não fuma. Que 2,6% são fumadores diários, 5,2% fumam menos que uma vez 
  27. 27. 19por  semana  e  2%  fuma  pelo  menos  uma  vez  por  semana.  Comparativamente  às percentagens médias nacionais, a amostra apresenta para todos os tipos de consumo de  tabaco  percentagens  inferiores.  Também  relativamente  aos  fumadores  diários,  a percentagem de fumadores da amostra é inferior à percentagem média da OCDE.    Consumo de tabaco Escola Nacional OCDETodos os dias 2,6% 4,5% 8,4%Pelo menos uma vez/semana 2% 2,9% ----Menos de uma vez/semana 5,2% 4,5% ----Não fuma 90,2% 88,1% ---- Quadro 7 – Consumo de tabaco: Comparação entre as percentagens da Escola, Nacional e da OCDE 4.2.2.1   Comparação entre géneros   Quando  comparamos  o  consumo  de  tabaco  entre  géneros,  verifica‐se  que  o género feminino apresenta para todos os tipo de consumo percentagens inferiores ao género masculino e às percentagens médias nacionais.    Por  sua  vez,  o  consumo  de  tabaco  nos  jovens  masculinos  apresenta percentagens  superiores  às  percentagens  médias  nacionais  excepcionando  a percentagem, 3,2%, de jovens masculinos que fumam todos os dias.  Consumo de tabaco Todos os dias Pelo menos Menos de uma Não fuma uma vez/semana vez/semana Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDERapaz 3,2% 5,1% ---- 4,8% 2,9% ---- 6,3% 4,2% ---- 85,7% 87,9% ----Rapariga 2,2% 4% ---- 0% 3% ---- 4,4% 4,8% ---- 93,4% 88,3% ----Quadro 8 – Consumo de tabaco entre géneros: Comparação entre as percentagens da Escola, Nacional e da OCDE 4.2.2.2   Comparação entre anos de escolaridade   Comparando o consumo de tabaco entre anos de escolaridade, observa‐se que os jovens do 10.º ano apresentam percentagens muito superiores às dos jovens do 8.º ano  para  todos  os  tipos  de  consumo.  Excepcionando  a  percentagem  dos  jovens  da amostra que dizem consumir tabaco menos de uma vez por semana, todas as outras 
  28. 28. 20percentagens  de  consumos  dos  jovens  da  amostra  são  inferiores  às  percentagens médias nacionais. A percentagem de fumadores diários da amostra é inferior também à percentagem média da OCDE.  Consumo de tabaco Todos os dias Pelo menos Menos de uma Não fuma uma vez/semana vez/semana Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE8.º ano 0% 2,4% 3% 1,3% 2,4% ---- 3,7% 5,1% ---- 95%% 90,1% ----10.º ano 5,4% 9,1% 14% 2,7% 4,9% ---- 6,8% 6,3% ---- 85,1% 79,7% ---- Quadro 9 – Consumo de tabaco entre anos de escolaridade: Comparação entre as percentagens da Escola, Nacional e da OCDE 4.2.2.3   Relação entre experimentar tabaco e consumir tabaco   No  Quadro  10,  pode  observar‐se  que  dos  28%  de  inquiridos  que experimentaram  tabaco  cerca  de  35%  passaram  a  consumir  tabaco,  9,3%  todos  os dias, 7% pelo menos uma vez/semana e 18,6% menos de uma vez por semana.   Experimentar tabaco e consumir tabaco Todos os dias Pelo menos Menos de uma Não fuma uma vez/semana vez/semanaExperimentar Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDESim 9,3% ---- ---- 7% ---- ---- 18,6% ---- ---- 65,1% ---- ---- Quadro 10 – Experimentar tabaco e consumir tabaco 4.2.2.4    Relação entre experimentar tabaco e experimentar outras drogas   No Quadro 11, 18,6% dos que experimentaram tabaco experimentaram outras drogas.  Experimentar tabaco e experimentar outras drogas Experimentar outras drogas Experimentar tabaco 18,6% Quadro 11 – Experimentar tabaco e experimentar drogas 
  29. 29. 21  4.2.2.5   Relação entre experimentar tabaco e consumo de outras drogas   O Quadro 12, mostra a distribuição dos inquiridos que experimentaram tabaco e  consomem  outras  drogas  por  tipo  de  consumo.  Destes  11,6%  destes  consumiram outras drogas no último mês.  Experimentar tabaco e consumir outras drogas Consumo de outras drogasMais de uma vez no último mês 2,3%Uma vez no último mês 9,3%Mais de 3 vezes Cannabis ao longo da vida 2,3%Uma a duas vezes Cannabis ao longo da vida 4,7%Uma a duas vezes Cannabis ao longo do último ano 7% Quadro 12 – Experimentar tabaco e consumos de outras drogas 4.2.2.6    Relação entre consumo de tabaco e consumo de outras drogas   O  Quadro  13,  mostra  a  distribuição  dos  consumidores  de  tabaco  e  outras drogas. Do quadro observa‐se que  os  consumidores  crónicos  de  tabaco consumiram outras drogas e que 33% dos que consomem tabaco pelo menos uma vez por semana consumiram  outras  drogas  uma  vez  no  último  mês.  Da  relação  foi  possível  ainda observar que 75% dos fumadores consumiram outras drogas no último mês.  Consumir tabaco e outras drogas Consumo de outras drogas Consumo de Consumo de tabaco todos os tabaco pelo menos dias uma vez/semanaMais de uma vez no último mês 25% 0%Uma vez no último mês 25% 33%Mais de 3 vezes Cannabis ao longo da vida 25% 0%Uma a duas vezes Cannabis ao longo da vida 25% 0% Quadro 13 – Consumos de tabaco e consumos de outras drogas 4.2.2.7    Relação entre  consumo de tabaco e o ambiente familiar   Foram  cruzados  os  dados  das  tabelas  Identificação,  Tabaco  e  Família.  Do cruzamento  dos  dados  realça‐se  que  dos  9,8%  de  consumidores  de  tabaco 
  30. 30. 22(fumadores) todos têm mais facilidade em falar com a mãe, pai, irmão mais velho e/ou irmã mais velha.   Desses 9,8% de consumidores de tabaco, 13,3% têm uma segunda casa do pai. Destes  13,3%,  6,65%  visita‐a  às  vezes  e  6,65%  visita‐a  regularmente,  e  têm  mais facilidade em falar com a mãe.     4.2.2.8    Relação entre o consumo de tabaco e o ambiente escolar   Dos  9,8%  de  consumidores  de  tabaco,  93,3%  gostam  da  escola.  6,6%  afirma que os seus professores os pensam com capacidade inferior à média.   100% dos consumidores de tabaco afirma gostar de se juntar aos seus amigos e vice‐versa, que os seus  amigos são  simpáticos e prestáveis e  que  estes os aceitam como são. 4.3 Álcool 4.3.1 Experimentar álcool  Experimentar bebidas alcoólicas (n=153) Sim Não Não 33% Sim 67% Gráfico 5 – Experimentar bebidas alcoólicas No  que  toca  ao  experimentar  bebidas  alcoólicas,  as  bebidas  mais experimentadas são a cerveja, seguida das bebidas destiladas seguidas do vinho. De referir  que  dos  21%  que  afirmam  experimentar  vinho  19,7%  experimentaram champanhe (vinho espumante). Salienta‐se ainda que as raparigas 9 e os jovens mais velhos são os que mais experimentam bebidas alcoólicas.  9 Tendo  em  conta  que  a  amostra  tem  mais  18%  de  raparigas  do  que  rapazes,  aumentando  9%  ao  número  de  rapazes  e diminuindo 9% ao número de raparigas, mantendo n=153 e a mesma distribuição da amostra por tipo de bebida experimentada, continuaria a verificar‐se que as raparigas experimentam mais bebidas alcoólicas do que os rapazes. 
  31. 31. 23 Experimentar bebidas alcoólicas (n=153) Totais Rapaz 8.º ano Rapariga Rapaz 10.º Rapariga 10.º 8.ºano ano anoCerveja 48,4% 16,2% 28,4% 25,7% 29,7%Vinho 21% 18,8% 28% 21,9% 31,3%Bebidas destiladas 31,4% 9% 20,8% 23,9% 46,3%Outras 4,6% 0% 50% 0% 50% Quadro 14 – Experimentar bebidas alcoólicas4.3.2 Consumo de álcool  O Quadro 15 deixa observar, no que toca ao consumo de bebidas alcoólicas, as bebidas mais consumidas todas as semanas/meses são as bebidas destiladas, todavia a maioria dos jovens refere que raramente ou nunca consome bebidas alcoólicas.   A  escola,  nas  respostas  dos  alunos  inquiridos,  apresenta  percentagens  de consumos de bebidas inferiores às percentagens médias nacionais em todos os tipos de consumo e tipos de bebida e às percentagens médias da OCDE relativamente ao consumo todas as semanas/meses para todo o tipo de bebidas.  Consumo de bebidas alcoólicas (n=153) Todos os dias Todas as Raramente ou nunca semanas/meses Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDECerveja 0% 0,5% ---- 2% 7,8% 10,4% 98% 91,7% ----Vinho 0% 0,4% ---- 0% 2,1% 4,5% 100% 97,5% ----Bebidasdestiladas 0% 0,3% ---- 7,2% 9,9% 14% 93% 89,8% ----Outra 0% 0,4% ---- 0,7% 5,3% ---- 99,3% 94,3% ---- Quadro 15 – Consumo de bebidas alcoólicas4.3.2.1   Comparação entre géneros  Dos Quadros 16 a 19 pode dizer‐se que de entre os géneros, são as raparigas que menos afirmam consumir bebidas alcoólicas. Quanto ao consumo de vinho não se registam  diferenças  entre  os  géneros.  No  que  diz  respeito  à  comparação  das percentagens  de  consumo  de  bebidas  da  amostra  por  género  e  por  tipo  de  bebida estas são todas inferiores às percentagens médias nacionais. 
  32. 32. 24 Consumo de cerveja (n=153) Todos os dias Todas as Raramente ou nunca semanas/meses Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDERapaz 0% 0,7% ---- 3,2% 11,5% ---- 96,8% 87,8% ----Rapariga 0% 0,3% ---- 1,1% 4,5% ---- 98,9% 95,2% ---- Quadro 16 – Consumo de cerveja Consumo de vinho (n=153) Todos os dias Todas as Raramente ou nunca semanas/meses Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDERapaz 0% 0,6% ---- 0% 3% ---- 100% 96,3% ----Rapariga 0% 0,1% ---- 0% 1,3% ---- 100% 98,6% ---- Quadro 17 – Consumo de vinho Consumo de bebidas destiladas (n=153) Todos os dias Todas as Raramente ou nunca semanas/meses Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDERapaz 0% 0,5% ---- 7,9% 11,6% ---- 92,1% 87,9% ----Rapariga 0% 0,1% ---- 6,7% 8,3% ---- 93,3% 91,6% ---- Quadro 18 – Consumo de bebidas destiladas Consumo de outras bebidas (n=153) Todos os dias Todas as Raramente ou nunca semanas/meses Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDERapaz 0% 0,7% ---- 1,6% 6,3% ---- 98,4% 93,1% ----Rapariga 0% 0,2% ---- 0% 4,3% ---- 100% 95,5% ---- Quadro 19 – Consumo de outra bebida
  33. 33. 254.3.2.2 Comparação entre anos de escolaridade  Dos Quadros 20 a 23 pode observar‐se que são os jovens do 8.º ano que dizem menos  consumir  as  bebidas  mencionadas.  As  percentagens  de  consumo  de  bebidas por  ano  de  escolaridade  referentes  à  amostra  quando  comparadas  com  as percentagens médias nacionais são todas mais favoráveis à amostra, isto é, inferiores.  Consumo de cerveja (n=153) Todos os dias Todas as Raramente ou nunca semanas/meses Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE8.º ano 0% 0,2% ---- 0% 5,1% 5% 100% 94,7% ----10.º ano 0% 1,1% ---- 4,1% 14,8% 16% 95,9% 84,1% ---- Quadro 20 – Consumo de cerveja por ano de escolaridade Consumo de vinho (n=153) Todos os dias Todas as Raramente ou nunca semanas/meses Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE8.º ano 0% 0,4% ---- 0% 1,5% 3% 100% 98,1% ----10.º ano 0% 0,6% ---- 0% 4% 6% 100% 95,5% ---- Quadro 21 – Consumo de vinho por ano de escolaridade Consumo de bebidas destiladas (n=153) Todos os dias Todas as Raramente ou nunca semanas/meses Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE8.º ano 0% 0,3% ---- 1,3% 6,7% 8% 98,7% 93,1% ----10.º ano 0% 0,6% ---- 13,5% 18,9% 20% 86,5% 80,5% ---- Quadro 22 – Consumo de bebidas destiladas por ano de escolaridade
  34. 34. 26 Consumo de outras bebidas (n=153) Todos os dias Todas as Raramente ou nunca semanas/meses Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE8.º ano 0% 0,5% ---- 1,3% 6,7% ---- 98,7% 95,4% ----10.º ano 0% 0,7% ---- 0% 18,9% ---- 100% 89,4% ---- Quadro 23 – Consumo de outras bebidas por ano de escolaridade4.3.2.3 Embriaguez  A  esmagadora  maioria  dos  inquiridos,  92,2%,  afirma  nunca  ter  estado embriagado.  Embriaguez (n=153) 1 - 3 vezes 5,2% Quatro vezes ou mais 2,6% Nunca 92,2% Gráfico 6 – Embriaguez4.3.2.3.1 Comparação entre géneros  No Quadro 24 pode‐se observar que as raparigas afirmam nunca se embriagar numa  percentagem  superior  à  dos  rapazes.  As  raparigas  afirmam  também  ter‐se embriago uma a três vezes numa percentagem superior à dos rapazes. Já os rapazes afirmam ter‐se embriagado quatro ou mais vezes numa percentagem superior à das raparigas que apresentam percentagem zero.   Comparando  as  percentagens  da  amostra  com  as  percentagens  médias nacionais,  verifica‐se  que  as  percentagens  da  amostra  são  significativamente  mais favoráveis à não embriaguez.   
  35. 35. 27 Embriaguez (n=153) Nunca 1 a 3 vezes 4 vezes ou mais Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDERapaz 88,9% 73,1% ---- 4,8% 18,7% ---- 6,3% 8,2% ----Rapariga 94,4% 76,9% ---- 5,6% 19,1% ---- 0% 4% ---- Quadro 24 – Embriaguez por género4.3.2.3.2 Comparação entre anos de escolaridade  O  Quadro  25  deixa  observar  que  os  alunos  inquiridos  do  8.º  ano  nunca  se embriagaram.  Já  os  alunos  inquiridos  do  10.º  ano  apresentam  percentagens  de embriaguez a ter em conta.   Comparando  as  percentagens  da  amostra  com  as  percentagens  médias nacionais  observa‐se  que  aquelas  são  significativamente  mais  favoráveis  à  não embriaguez.   Embriaguez (n=153) Nunca 1 a 3 vezes 4 vezes ou mais Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE8.º ano 100% 78,1% ---- 0% 18,5% ---- 0% 3,3% ----10.º ano 83,8% 59,5% ---- 10,8% 28,2% ---- 5,4% 12,3% ---- Quadro 25 – Embriaguez por ano de escolaridade4.3.2.3.3 Relação entre consumo de álcool e outras drogas  O cruzamento das tabelas Identificação, Álcool e Drogas permitiu observar que não  existem  inquiridos  que  consomem  álcool  todos  os  dias  ou  todas  as semanas/meses e outras drogas regularmente ou mais que uma vez. 4.3.2.4 Relação entre a embriaguez do tipo “quatro ou mais vezes” e o ambiente  familiar  Foram  cruzados  os  dados  das  tabelas  Identificação,  Álcool  e  Família.  Do cruzamento  dos  dados  salienta‐se  que  dos  2,6%  que  afirmam  ter‐se  embriagado quatro ou mais vezes, todos são do género masculino, vivem com mãe/pai e não têm uma  segunda  casa,  0,65%  tem  mais  facilidade  em  falar  com  a  mãe,  1,3%  tem  mais 
  36. 36. 28facilidade  em  falar  com  o  irmão  mais  velho  e  0,65%  não  respondeu  à  pergunta “Tens mais facilidade em falar com:”. 4.3.2.5 Relação entre a embriaguez do tipo “quatro ou mais vezes” e o ambiente  escolar  Do  cruzamento  das  tabelas  Identificação,  Álcool  e  Escola,  dos  2,6%  que afirmam  ter‐se  embriagado  quatro  ou  mais  vezes  todos  são  do  género  masculino, todos  gostam  da  escola,  1,95%  acham  que  os  seus  professores  os  pensam  com capacidade  boa/média  e  0,65%  acham  que  os  seus  professores  os  pensam  com capacidade superior à média.   Desses  2,6%,  100%  afirma  gostar  de  se  juntar  aos  seus  amigos  e  vice‐versa, que os seus amigos são simpáticos e prestáveis e que estes os aceitam como são. 4.4    Outras drogas 4.4.1 Experimentar outras drogas  A  esmagadora  maioria  dos  inquiridos  refere  não  ter  experimentado  outras drogas.    Experimentar outras drogas (n=153) Sim Não Sim 6% Não 94% Gráfico 7 – Experimentar outras drogas4.4.1.1    Experimentar outras drogas por género  São os rapazes os que mais experimentam outras drogas.  
  37. 37. 29 Experimentar outras drogas por género Sim NãoRapaz 7,9% 92,1%Rapariga 4,4% 95,6% Quadro 26 – Experimentar outras drogas por género4.4.1.2   Experimentar outras drogas por ano de escolaridade  São os jovens do 10.º ano os que mais experimentam outras drogas.  Experimentar outras drogas por ano de escolaridade Sim Não8.º ano 1,3% 98,7%10.º ano 10,8% 89,2% Quadro 27 – Experimentar outras drogas por ano de escolaridade4.4.1.3   Experimentação de tipos de outras drogas  No  Quadro  28,  pode‐se  observar  que  o  Haxixe/erva  apresenta  maior percentagem. As percentagens da amostra são todas significativamente inferiores às percentagens médias nacionais.  Experimentação de tipos de outras drogas (n=153)Experimentar os seguintes produtos: Escola Nacional OCDEHaxixe/erva 5,2% 8,8% ----Estimulantes 0% 3,4% ----LSD 0,65% 2% ----Cocaína 0% 1,9% ----Ecstasy 0,65% 1,8% ----Medicamentos usados como drogas 0% 1,6% ----Heroína 0,65% 1,4% ----Doping 0,65% 1,2% ---- Quadro 28 – Experimentação de tipos de outras drogas
  38. 38. 304.4.1.4 Comparação entre géneros  Nos Quadros 29 a 33 apresentam‐se os produtos mais experimentados. Pode observar‐se que são os rapazes que mais frequentemente referem ter experimentado haxixe,  heroína  e  doping.  Já  as  raparigas  referem  ter  experimentado  mais frequentemente LSD e Ecstasy.   À excepção dos produtos heroína e doping em relação aos quais não existem referentes  nacionais,  pode‐se  constatar  que  as  percentagens  de  experimentação  da amostra  são  inferiores,  relativamente  à  experimentação  de  todos  os  produtos  com excepção  do  LSD  nas  raparigas  cujas  percentagens  são  iguais,  quando  comparadas com as percentagens médias nacionais.     Experimentar haxixe Haxixe Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDERapaz 7,9% 10,7% ---- 92,1% 89,3% ----Rapariga 3,3% 7% ---- 96,1% 93% ---- Quadro 29 – Experimentação de haxixe por género Experimentar LSD LSD Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDERapaz 0% 3% ---- 100% 97% ----Rapariga 1,1% 1,1% ---- 98,9% 98,9% ---- Quadro 30 – Experimentação de LSD por género
  39. 39. 31 Experimentar Ecstasy Ecstasy Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDERapaz 0% 2,4% ---- 100% 97,6% ----Rapariga 1,1% 1,4% ---- 98,9% 98,6% ---- Quadro 31 – Experimentação de Ecstasy por género Experimentar Heroína Heroína Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDERapaz 1,6% ---- ---- 98,4% ---- ----Rapariga 0% ---- ---- 100% ---- ---- Quadro 32 – Experimentação de Heroína por género Experimentar Doping Doping Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDERapaz 1,6% ---- ---- 98,4% ---- ----Rapariga 0% ---- ---- 100% ---- ---- Quadro 33 – Experimentação de Doping por género4.4.1.5   Comparação entre anos de escolaridade  Dos  Quadros  34  a  38  pode‐se  constatar  que  são  os  jovens  do  10.º  ano  que referem mais frequentemente que já experimentaram haxixe, LSD, Ecstasy, Heroína e Doping. Os jovens do 8.º ano apenas dizem ter experimentado Haxixe.  As  percentagens  de  experimentação  de  todos  os  produtos  pela  amostra quando comparadas as percentagens médias nacionais revelaram‐se inferiores. 
  40. 40. 32 Experimentar haxixe Haxixe Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDE8.º ano 1,3% 5,2% ---- 98,7% 94,8% ----10.º ano 9,5% 17,1% ---- 90,5% 82,9% ---- Quadro 34 – Experimentação de haxixe por ano de escolaridade Experimentar LSD LSD Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDE8.º ano 0% 2,4% ---- 100% 97,6% ----10.º ano 1,4% 1,9% ---- 98,6% 98,1% ---- Quadro 35 – Experimentação de LSD por ano de escolaridade Experimentar Ecstasy Ecstasy Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDE8.º ano 0% 1,9% ---- 100% 98,1% ----10.º ano 1,4% 2% ---- 98,6% 98% ---- Quadro 36 – Experimentação de Ecstasy por ano de escolaridade
  41. 41. 33 Experimentar Heroína Heroína Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDE8.º ano 0% ---- ---- 100% ---- ----10.º ano 1,4% ---- ---- 98,6% ---- ---- Quadro 37 – Experimentação de Heroína por ano de escolaridade Experimentar Doping Heroína Sim Não Escola Nacional OCDE Escola Nacional OCDE8.º ano 0% ---- ---- 100% ---- ----10.º ano 1,4% ---- ---- 98,6% ---- ---- Quadro 38 – Experimentação de Doping por ano de escolaridade4.4.2 Consumo de outras drogas 4.4.2.1   Consumo de outras drogas no último mês pelos inquiridos consumidores   Dos  3,3%  dos  inquiridos  que  se  dizem  consumidores,  no  último  mês:  0% consumiram regularmente, 0,65% consumiram mais que uma vez e 2,6% consumiram uma vez, conforme se pode observar no Gráfico 8.                     
  42. 42. 34   Consumo de outras drogas no último mês pelos inquiridos consumidores (n=153) 0% 0,65% 2,60%   Gráfico 8 – Consumo de outras drogas no último mês pelos inquiridos consumidores    4.4.2.2   Consumo de cannabis ao longo da vida e no último ano   Consumo de cannabis ao longo da vida (n=153) Mais do que Uma a duas 3 vezes vezes 0,65% 1,35% Nunca 98% Gráfico 9 – Consumir cannabis ao longo da vida
  43. 43. 35 Consumo de cannabis no último ano (n=153) Mais do que Uma a duas 3 vezes vezes 0% 1,96% Nunca 98,04% Gráfico 10 – Consumir cannabis no último ano4.4.2.2.1 Comparação entre géneros  De  acordo  com  os  Quadros  39  e  40  são  as  raparigas  as  que  mais  referem  ter consumido uma – duas vezes ao longo da vida e no último ano. Já os rapazes afirmam ter consumido mais de três vezes ao longo da vida.   Comparando  as  percentagens  da  amostra  com  as  percentagens  médias nacionais  aquelas  são  significativamente  favoráveis  a  comportamentos  mais saudáveis.  Consumo ao longo da vida Nunca 1 – 2 vezes Mais de três vezes Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDERapaz 98,4% 91,4% ---- 0% 3,3% ---- 1,6% 5,2% ----Rapariga 97,8% 94,6% ---- 2,2% 2,8% ---- 0% 2,7% ---- Quadro 39 – Consumo de cannabis ao longo da vida por género Consumo no último ano Nunca 1 – 2 vezes Mais de três vezes Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDE Esc. Nac. OCDERapaz 98,4% 92,5% ---- 1,6% 3% ---- 0% 4,5% ----Rapariga 97,8% 95,2% ---- 2,2% 2,6% ---- 0% 2,2% ---- Quadro 40 – Consumo de cannabis no último ano por género

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