Revista Código 2012

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Revista Código 2012

  1. 1. palavra do pró- reitor de graduação Desde os primeiros empreendimentos que marcaram sua trajetória ao longo dos 40 anos de atuação, consolidando-se entre as melhores instituições educacionais privadas do país, a Universidade Cruzeiro do Sul renova e amplia uma das características que assinala sua identidade: a interlocução com as comunidades, interna e externa. No desenvolvimento desse diálogo, conta com a atuação dos cursos da área da Comunicação – Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Rádio, TV e Internet e Relações Públicas, congregando equipes docentes e discentes, com produção teórico-prática relevante, com o intuito de difundir o pensamento e a ação da Universidade Cruzeiro do Sul à sociedade em geral. Destaque-se que, nos caminhos trilhados pelos cursos da área da Comunicação, oferecidos pela Cruzeiro do Sul desde 1994, muitos foram os trabalhos que consolidaram a expressão dessa instituição, Prof Dr. particularmente, no campo da extensão universitária: centenas de Luiz Henrique Amaral projetos de conclusão dos cursos colocando em interlocução alunos, Pró-Reitor de graduação professores e organizações de nossas comunidades, dezenas de prêmios concedidos por renomadas entidades e associações de classe, ressaltando a qualidade de trabalhos acadêmicos que mantiveram oolhar e a ação voltada para especificidades dos mercados e seus atores, trabalhos que, ao longo dos últimosanos, qualificaram a formação dos futuros profissionais das respectivas áreas, bem como expressaramideias e trabalhos das gerações de profissionais e futuros profissionais que se encarregam de ressignificaro diálogo nesse novo tempo em que o próprio conceito de comunicação alcança outras dimensões, emespecial, a dimensão humana, para além da técnica. Assim como se pode ressignificar o diálogo, tendo em vista seu maior alcance e efetividade,tanto no meio acadêmico quanto nas demais dimensões de nossa sociedade, pode-se tambémrenovar os meios para a veiculação das informações que retratam a ação universitária, a exemplo daRevista Código, produto dos cursos da área da Comunicação, cuja edição inicial temos o prazer deapresentar. Assim, com o lançamento do número 1 da Código, anunciamos a implementação de novosmeios de comunicação que, por intermédio dos cursos acima relacionados, a Universidade colocaà disposição da comunidade acadêmica, integrando, além da revista, a Rádio e TV Código na web.Nesse grato momento de ampliação das oportunidades de interlocução entre a Univesidade Cruzeiro doSul e a sociedade, relembramos e homenageamos a figura querida e saudosa do Prof. Gilberto Padovese,um dos fundadores do Grupo Educacional Cruzeiro do Sul e defensor do diálogo educativo inclusivo quemarca a trajetória da Cruzeiro do Sul em seus 40 anos de existência. Temos a certeza de que esse veículocongregará, mais uma vez, alunos, professores das diversas áreas do conhecimento e as comunidades daUniversidade Cruzeiro do Sul, reafirmando o espírito universitário e o ideal de educação superior que nosdeixou como seu maior legado.
  2. 2. coordenador dos cursos de comunicação social reitora Profª. Drª. Sueli Cristina Marquesi Pró-reitor de Graduação Prof. Dr. Luiz Henrique Amaral Pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Prof. Dr. Danilo Antonio Duarte Pró-reitora de extensão e Assuntos Comunitários Prof. mS. CArLoS monTeiro Profª. Drª. Janice Valia de Los Santos Coordenador dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Rádio, TV e Internet e Relações Públicas Coordenador dos Cursos de Comunicação Social o Brasil passa por um momento histórico, muito privilegiado em Prof. Ms. Carlos Barros Monteirorelação às nações desenvolvidas. Ações políticas e uma sociedademais esclarecida e consciente de sua atuação no cenário geral do país Coordernadores Adjuntosproporcionaram a fase de otimismo econômico e social que vivemos Jornalismohoje. Em 512 anos como nação organizada, esse momento atesta Profª. Drª. Flávia Serralvo Publicidade e Propagandanossa certeza de que a comunicação é um instrumento primordial Profª. Ms. Kátia Pellicci Cembronepara o avanço de uma sociedade. Dos 192 milhões de habitantes rádio, TV e internetpresentes em 5561 municípios brasileiros, os meios de comunicação Prof. Ms. Bruno Tavaresestão ali presentes pela web, TV (aberta e fechada), rádio, mídia relações Públicasimpressa, muitas rádios de poste e alto falantes móveis e fixos. Profª. Drª. Angela Fernandes Considerando este cenário, o leitor faz uma reflexão rápida econclui que o acesso é fácil, mas grande parte do conteúdo ainda é dequalidade frágil e questionável. Pura verdade. Nosso país retomou ademocracia apenas em 1985, depois de 20 anos de desenvolvimentoeconômico fictício e a intelectualidade amordaçada. felizmente, maio de 2012 | Ano 1 | número 1 Tiragem: 1.000 exemplaresretomamos o desenvolvimento com liberdade. Aqui, em nossoscursos e em nossa universidade, temos absoluta certeza de que editor de Conteúdo Prof. Ms. Carlos Barros Monteiroinvestir em capacitação e qualidade na formação de profissionais de MTb 26.935/SPcomunicação é lucro líquido para o país e para nossos alunos. Já Jornalista responsávelsomos a sexta economia mundial, com previsão do Bando Mundial Profª. Drª. Flávia Silveira Serralvode alcançarmos a quinta posição em 2020. Nossa geração está no MTb 65.521/SPmomento certo e na hora certa. E, como profissionais de comunicação, editora de reportagens Profª. Ms. Regina Tavaressomos atores com grande janela de oportunidades no Brasil. Nossa idealizaçãorevista é um elemento que reflete o trabalho competente de nossa Prof. Ms. Bruno Tavaresequipe de professores, pró-reitores, reitoria, corpo de profissionais Diagramaçãoadministrativos e nossos alunos. Juntos, buscamos constantemente Eduardo viannaa excelência da formação profissional consciente de que estamos Capa Eduardo viannatrabalhando em nossa universidade, pelo avanço do país e da Profª. Ms. Rita Jimenezsociedade, como fizeram nossos irmãos brasileiros que lutaram revisãopara nos proporcionar esta liberdade de expressão e perspectivas Profª. Drª. Flávia Silveira Serralvoprofissionais. Juntos, Jornalistas, radialistas, relações Públicas e Profª. Ms. Kátia Pellicci CembronePublicitários, temos nas mãos a oportunidade de contribuir com o impressão rettec Artes Gráficas e Editoracrescimento do Brasil, para nós e para as gerações vindouras. Esta (11) 2063-7000é a proposta da Revista Código e da Universidade Cruzeiro do Sul. Vamos em frente!Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  3. 3. sumário6 - Jornalismo em quadrinhos30 - EU, MÍDIA?!40 - De malas prontas54 - Realidade revista64 - Dance conforme a música: os novos caminhos da indústria fonográfica68 - Detóx digital70 - Time de comédia76 - Telenovelas: uma paixão nacional10 - Sentidos em todos os sentidos19 - EM 2011 DEU DOBRADINHA DA CRUZEIRO DO SUL NA APP44 - Agência Experimental do Curso de Publicidade trabalha em parceria com o filme Somos tão Jovens79 - Oh, my god!20 - Tvlusão 47 - Cores de Burton21 - Televisão: do Preto e Branco para a 3ª 48 - A evolução da Sétima Arte Dimensão 49 - Cinema Brasileiro e sua evolução22 - O BRASIL 3D AINDA USA FRALDAS 58 - OS CASSETAS DO PLANETA23 - Youtube, um passaporte para a 59 - A Tecnologia 3d na televisão televisão brasileira24 - Como andam as produções culturais na 66 - Qual é a marca do FM? TV aberta brasileira? 67 - TV NO METRÔ DE SÃO PAULO34 - O microfone de Silvio Santos 74 - A Indústria do Social46 - Cinema de Vanguarda 75 - A Sonorização26 - Relações Públicas nas organizações contemporâneas36 - O Olhar e a voz da comunidade38 - O desafio corre nas veias50 - Formação para o mercado e a pesquisa: o papel do TC em RRPP60 - planejamento e criatividade em relações públicas
  4. 4. reportagem6 JORNALISMO EM QUADRINHOS ENTENDA O QUE É JORNALISMO EM QUADRINHOS (JQ) E DE QUE FORMA ELE TRANSFORMOU E IRÁ TRANSFORMAR, AINDA MAIS, A REALIDADE DA IMPRENSA. foto: AdriAno AlvES Por adriano alves, andressa Moura, caroline féria, feliPe leandro, luMa carla, Mariana barbosa, renata Pereira E rÔMulo queiroz Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  5. 5. E m um contexto so- uma forma diferente de linguagem ção para o espaço jornalístico, que cial onde os heróis de informação. “Jornalismo é jorna- pelo fato de estar utilizando junta- modernos não pos- lismo, e Jornalismo em quadrinhos mente texto e imagem, fez com que suem superpoderes é simplesmente transpor as práticas a narrativa se tornasse mais ágil e para salvar o mundo tradicionais de jornalismo para uma de mais rápido entendimento”, es- de terríveis vilões, nova mídia. A prova máxima disso clarece. cidadãos sobrevi- é que se tem vários gêneros dentro o reconhecimento do Jornalis-vem à rotina imposta pelo mundo dele: artigo, resenha, notícia, repor- mo em quadrinhos como gêneroglobalizado e os imprevistos coti- tagem e outros”, afirma neco. veio anos mais tarde. Em 1992, odianos. Daí nasce uma vertente do sueco Art Spiegelman recebeu umjornalismo capaz de cumprir com o iníCio Prêmio Pulitzer (principal premia-objetivo essencial da profissão, o Este estilo jornalístico surgiu ção jornalística do mundo) por suade informar, juntamente com a prá- em meados da década de 1980, obra Maus, em que retrata a histó-tica de reproduzir visualmente as quando o fotógrafo francês Didier ria de seu próprio pai, que sobrevi-vitórias e os desafios desses perso- Lefèvre acompanhou ações hu- veu aos horrores do holocausto. Jánagens. manitárias no Afeganistão e não em 1996, o maltês Joe Sacco, prin- o Jornalismo em quadrinhos, ou conseguiu exprimir em fotos o que cipal nome do Jq até os dias atu-também chamado de Jornalismo tinha para contar, optando, assim, ais, criou o termo “Jornalismo emGráfico, é uma modalidade jornalís- por narrar os acontecimentos por quadrinhos” para definir sua obra,tica que utiliza os quadrinhos como meio de quadrinhos que consiste, em grande parte, naforma de linguagem. é importante Segundo o Prof. Dr. Waldomiro cobertura de guerras.ressaltar que outros elementos vi- vergueiro, coordenador do obser-suais como charges, cartoons, tiri- vatório de histórias em quadrinhos oBStáCuLoSnhas ou infográficos não estão in- da Universidade de São Paulo Como um dos principais desa-seridos em seu conceito. (USP), o nascimento do Jq vem fios do Jq, o jornalista leandro Na opinião do Doutorando em Ci- em um momento cultural no qual a Dóro salienta a pouca difusão queências da Comunicação Juscelino sociedade já havia reconhecido os o estilo tem perante a grande mídia.neco, o Jornalismo em quadrinhos quadrinhos como sendo algo capaz “nos últimos anos, o Jq até vemnão deve ser considerado um gê- de tratar de assuntos de profundida- ganhando um espaço maior e umnero à parte do jornalismo, apenas de. “o que ocorreu foi uma adequa- número considerável de adeptos, augusto paim Graduado em jornalismo pela Universidade federal de Para Paim, fazer Jornalismo em quadrinhos trata-se Santa Maria (UFSM) em 2007, atualmente Augusto Paim mais de preferências pessoais do que de modificar os cursa o Mestrado em Teoria da Literatura pela PUC-RS e padrões vigentes na profissão. “não creio que seja pos- atua como jornalista cultural e assessor de imprensa. sível revolucionar o jornalismo. trabalho com Jq por- Fundador de um grupo nacional de discussão on- que gosto e me realizo profissionalmente. Acredito, sim, line sobre Jq, em 2009 ele traduziu a obra Johnny que essa possa ser uma ferramenta de linguagem que Cash – uma biografia, do quadrinista alemão rei- acrescente ao jornalismo, tornando-o mais hipertextual nhard Kleist. No ano seguinte foi curador e organiza- e interessante, principalmente em mídias online”, afirma. dor do i Encontro nacional de Jornalismo em qua- o quadrinista acredita ainda que o domínio de téc- drinhos, realizado no rio Grande do Sul. neste ano, nicas de desenho e capacidade de orientação aos publicou no site holandês Cartoon Movement, espe- cartunistas seja fundamental para bons resultados cializado em reportagens em quadrinhos de todo o dentro do Jq. “o profissional que faz Jq tem que es- mundo, a primeira parte da obra Inside the Favelas, tar acostumado com os conceitos e a linguagem que realizado juntamente com o desenhista MauMau, e serão utilizados para guiar o trabalho dos desenhis- que retrata a rotina do Complexo de Favelas do Ale- tas; eles não são jornalistas, não estão acostumados mão após as ações de ocupação da Polícia Militar. a trabalhar com o conceito de reportagem”, alerta.
  6. 6. mas conheço profissionais atuan- joe Sacco tes no mercado que desconhecem completamente este estilo. Acredi- quando o assunto é Jornalis- to que isso se deve, em parte, ao mo em quadrinhos, o nome de fato do pouco destaque dado ao Joe Sacco é unanimidade entre Jq pelas instituições de ensino e os estudiosos do segmento em à relutância dos veículos, princi- todo o mundo. Nascido em Mal- palmente nos de pequeno porte, ta e formado em jornalismo pela em separar recursos para utilizá-lo Universidade de oregon, nos Es- em suas edições impressas e onli- tados Unidos, é considerado pre- ne.” Dóro ainda salienta o fato de cursor do estilo desde o sucesso que apenas mídias especializadas de sua obra Palestina, de 1996, garantem espaço contínuo à área. que retrata os horrores da guerra outro ponto polêmico deve-se na região. Sacco ainda desenhou ao fato de muitos leitores ainda suas passagens por outras zonas não possuírem segurança em rela- de batalha, como Sarajejo, Gora- ção à credibilidade do Jq, fato que zde, iraque e faixa de Gaza, que é contestado pelo repórter Audaci lhe garantiram vários prêmios. Junior. “não concordo com isso. o Para Juscelino Neco, a importân- New Journalism não se utiliza de cia de Sacco para o Jornalismo “jQ é simplesmente transpor as prá- elementos literários para compor em quadrinhos deve-se ao fato ticas tradicionais para uma nova mí- seus textos? não há uma série de de seu estilo ainda ser único na dia”, afirma Neco elementos virtuais que auxiliam no área. “Até hoje não existe um mo- jornalismo deflagrado na internet? delo de grande reportagem igual E a própria fotografia no jornalis- ao que ele fez. quando você mo? Por que seria diferente com pensa em reportagem em qua- o Jq?”, indaga o profissional, que drinhos, não há nenhum equiva- acredita que a função de desenhar lente, não há outro autor que fez - que teoricamente não se encaixa reportagens longas da mesma ao perfil do jornalista - possa contri- maneira. Particularmente, acredi- buir com uma visão negativa do Jq. to que em sua obra haja muitos Já para Augusto Paim, um dos elementos autobiográficos, mas principais difusores da modalidade eles funcionam justamente como no país, é a capacidade técnica que uma alavanca para a credibilida- constitui o maior empecilho para a8 de”, afirma. Na opinião de Audaci Junior, é expansão do Jq. “é preciso conhe- cer e dominar a linguagem tanto do a constante atividade jornalística jornalismo quanto dos quadrinhos. de Sacco que o faz ser reconheci- Muitos trabalhos pecam por não do dentro de sua área de atuação. terem comprometimento ou com “Ele não foi o primeiro a levantar um ou com outro, é preciso saber a bandeira do Jq, mas é o mais mesclar as duas áreas”, acredita. fotoS: AndrESSA moUrA ativo no gênero. é dele também a conquista dos maiores avanços Futuro técnicos neste campo, por isso Com o ritmo de vida cada vez que, para se entender o Jornalis- prof. dr. Waldomiro vergueiro, coor- mais agitado mesmo fora de gran- mo em quadrinhos, é essencial denador do observatório de histórias des metrópoles e o acesso fácil e falar sobre Joe Sacco”, conclui. em Quadrinhos da uSp rápido a qualquer tipo de informa- ção adquirido pelas novas tecnolo- Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  7. 7. gias, o Jq é apontado não como um de comunicação, o Jornalismo emsubstituto, mas como uma soma quadrinhos se tornará, de uma for- fique ligado!ao modelo vigente de informação, ma ou de outra, uma técnica utilizadacomo assegura vergueiro. “Esse a fim de atrair público leitor”, explica. quer conhecer um pouco maiscontexto ajuda a popularidade do Audaci, no entanto, não é tão sobre Jq, sob o olhar de nossosjornalismo em quadrinhos. No jornal otimista, principalmente quando entrevistados? Então, acesse:tradicional, a própria diagramação se trata de Jq em território na-do jornal já é diferente do mode- cional. “Não tenho muitas espe- Audaci Juniorlo de vinte anos atrás exatamente ranças em relação ao futuro dos www.hqemhq.compara atender a esse novo tipo de quadrinhos. Já houve momentos Augusto Paimleitor, que está a todo o momento www.augustopaim.com.br piores, mas, mesmo assim, o qua- Juscelino Necotendo o contato da realidade por dro está longe de ser considerado www.massacredepelucia.word-meio de mensagens que ele rece- satisfatório, especificamente no press.combe no celular, no twitter. o Jorna-lismo em quadrinhos será apenas Brasil. Ainda assim, devemos tra- Leandro Dóro var a luta da divulgação como o www.contosemquadrinhos.blogs-mais um passo”, prevê o docente. pot.com Dóro acredita que, em um futuro mestre mineiro Flávio Colin, que www.jornalismoemquadrinhos.próximo, o Jq será utilizado como morreu há 10 anos sem concreti- blogspot.comdiferencial de mercado. “Através da zar seu sonho de profissionalizar leandromalosidoro.blogspot.comimensa concorrência entre os meios o quadrinista brasileiro”, protesta. confira uM trecho de Juventude - teMPo de crescer, Por auGusto PaiM divUlGAção
  8. 8. interdisciplinar Sentidos em todos os sentidos Por Profª Ms. KÁtia Pellicci Cembrone A s apresentações do Projeto “Sen- Profissional em Propaganda. As agências elaboraram tidos”, interdisciplinar desenvolvido estratégias de comunicação para promoção do produto no 2º/3º semestre do Curso de Pu- cultural (exploração do 4º P do Marketing) pensando blicidade e Propaganda, surpreen- em seus públicos específicos. Também conheceram a deram os participantes do EnCom legislação que regulamenta a propaganda para ade- 2011. Em quatro dias de apresen- quação das estratégias criadas. tações nos auditórios dos Campi A partir do planejamento, passaram a desenvolver, São Miguel e Anália Franco, pudemos assistir a belíssi- então, um trabalho de composição textual - textos ver- mos espetáculos elaborados com competência e criati- bais e extra-verbais em diálogo na produção de mate- vidade pelas agências experimentais. rial gráfico e audiovisual para a divulgação do espe- O projeto aborda os conteúdos trabalhados em dife- táculo, sob a orientação dos professores de Redação rentes disciplinas do curso de forma integrada, favore- Publicitária I, Design e Criatividade e Psicologia do cendo a habilidade de articulação entre os saberes na Consumidor. Criaram também uma peça especial para atuação profissional. Em 2011, foi proposta às agências o lançamento e perceberam a importância do diálogo a leitura de contos consagrados da literatura universal entre o planejamento, a mídia e a criação publicitária. e, baseada nestes contos, a montagem de espetáculos Finalmente, as agências divulgaram seus espetáculos. cujas performances durassem no máximo 10 minutos. As encenações aconteceram na Semana do En-10 A primeira etapa deste trabalho ficou, portanto, por conta das disciplinas Linguagens em Comunicação e Com, com grande público presente – o que demonstrou a eficiência das estratégias de propaganda e marketing Redação Publicitária I, que orientaram a leitura do texto adotadas. Em suas performances, as agências atin- literário proposto para o trabalho da agência e a adap- giram o principal objetivo do trabalho: mexer com as tação do conto para o espetáculo a partir da interpreta- sensações do público, fazendo-o rir, chorar, enfim, se ção do texto literário lido. Também nesta etapa, os alu- emocionar. Cores, formas, gestos, sons, aromas, pa- nos estudaram a estrutura da sinopse para divulgação lavras... uma soma de códigos selecionados e organi- do espetáculo em revistas e cadernos de cultura. zados para criar efeitos de sentido, como diria Arnaldo A segunda fase do projeto consistiu no Planejamen- Antunes, “sentidos em todos os sentidos”¹. to de Marketing, envolvendo as disciplinas Introdução Confira, a seguir, artigos sobre alguns desses exce- ao Marketing, Psicologia do Consumidor e Legislação lentes trabalhos produzidos. ¹ Referência ao título do texto sobre a simultaneidade dos sentidos no rock dos anos 80, publicado no livro “40 Escritos”, de Arnaldo Antunes. Disponível em http://www. arnaldoantunes.com.br/sec_livros_view.php?id=7&texto=27 Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  9. 9. Pero não vaz Por Gustavo Rufino de Sousa, Sandro Ricardo Alves Junior, José Vital da Silva Filho, Diego da Silva Betioli, Houari Vieira de Morais,C Bruno Gustavo Batista e Olimpio Alves de Sousa Junior hegou o grande As agências estavam reunidas, cada ortográficas vigentes em sua dia. O dia em que uma com seu “briefing” em mãos época, talvez hoje não precisás- receberíamos o esperando a autorização para ter semos ter lido o conto tantas e conto que deter- acesso às informações do envelope. tantas vezes. Talvez também minaria o rumo É fato que a primeira reação que não conseguíssemos atingir o mes- da nossa apre- tivemos ao ler o conto de José Sa- mo resultado. Saramago pensou sentação no pro- ramago intitulado “O conto da ilha em tudo!jeto sentidos. A apreensão e a desconhecida”, foi de que tínhamos Por isso agradecemos, semcuriosidade eram nítidas por par- recebido um conto sem formatação, usar travessões, a esse grandete das agências (o que aumentou ou mesmo digitado errado, pois não escritor português. Um homem queainda mais quando foi entregue a havia travessões ou qualquer tipo pôs tudo em estado de desordem.cada grupo um envelope lacrado). de sinalização indicando o início e E revolucionou! fim dos diálogos. Eram três páginas Construindo o projeto separadas ape- Num primeiro momento, após lei- nas por vírgulas e tura e análise da obra de Sarama- pontos. “Talvez o go, concluímos que o sentido princi- ENTER do tecla- pal do conto é que todos nós somos do da professora uma ilha desconhecida. Desconhe- esteja quebra- cida dos outros e de nós mesmos do” – sugeriu um e, na história, a busca por essa ilha dos integrantes. representa o autoconhecimento. Como não está- vamos habituados Sinopse a essa maneira de Baseado no conto “A Ilha escrever, própria desconhecida” de José Saramago, de Saramago, fi- o espetáculo narra a saga de Pero CARTAZ: Agência Sete Publicidade e propaganda camos decepcio- Vaz de Caminha (Diego Betioli) nados. Mas ago- que, cansado de ser coadjuvante ra, após termos das grandes façanhas de seus recebido o prêmio amigos Pedro Álvares Cabral de “Melhor Proje- (Olimpio Junior) e Vasco da to Sentidos” per- Gama (Gustavo Rufino), decide cebemos que foi escrever sua própria história. exatamente por Um rei tirano (Bruno Batista), um causa disso que pescador curioso (Houari Morais) vencemos. e muito mais nessa trama que fala Se Saramago sobre a busca por seus sonhos e não tivesse sub- como, apesar de tentarem lhe provar vertido as normas o contrário, eles são possíveis.
  10. 10. UMA COMPOSIÇÃO CIRCULAR DA VIDA Por Larissa Facco Carneiro, Victor Ambrosano da Silva, Leandro Reis Bottura e Júlio Maezato Júnior B aseado na obra de Ricardo Ramos, a agência Atalanta Publicidade & Pro- paganda trouxe ao Projeto Sentidos o espetáculo Circuito Fechado, uma possível interpre- tação do conto que, abstrato e cheio de detalhes, inspirou seus criadores a unir música, literatu- ra e dança, trazendo ao palco, com muita emoção, movimen- tos de uma vida que, em muitos momentos, pode parecer a sua. O mais curioso é o fato de que a dança pode ser um meio de li- bertar o ser humano das amarras e bloqueios que dificultam a inte- ração no meio em que vivemos. Planos, saudade, sentimentos guardados, narcisismo, desilusões,12 medo, traumas e preconceitos. A apresentação do grupo aconte- ceu no dia 16/05/2011 às 20h, no Au- ditório FHC, Campus Anália Franco da Universidade Cruzeiro do Sul. Foi uma oportunidade de apreciar a arte e refletir sobre cada CARTAZ: Agência Atalanta pp momento intensamente vivido. Esta foi a primeira apresentação da dupla de dançarinos Larissa Facco, bailarina há 10 anos, que conduziu a dança com toda sua experiência e talento, e Leandro Bottura, leigo em relação à dança, porém aplicado e corajoso, a surpresa do evento. Os dois descobriram no balé a harmonia e o ritmo necessários para representar o tema. Assim desenvolveram uma composição performática belíssima e inteligente que valeu a pena conferir! Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  11. 11. Os Dentes de Berenice Por Alexander José Eduardo Martins, Juliana de Oliveira Magalhães, Bianca Maione Gomes, Ana Maria Rodrigues Lelis, Fabiano Becker Arce,M Stéphanie Jeniffer Nascimento e Flávia Cotrim Almeida uito calo- rosos fo- ram os aplausos e cumpri- mentos do público aotérmino da apresentação do espe-táculo “Os Dentes de Berenice”,que aconteceu no auditório FHC,Campus Anália Franco da Univer-sidade Cruzeiro do Sul. Ficamosmuito felizes por finalizar mais umprojeto interdisciplinar com tantosucesso e ainda por cima, ganhar-mos da Universidade o prêmio dacategoria melhor projeto. E isso foiresultado de uma combinação quesomente as boas agências conhe-cem: planejamento e trabalho duro. Foram dias de leituras, esboçose ensaios exaustivos para adaptar,da melhor forma possível, sem per-der nenhum detalhe relevante, amagnífica obra de Edgar Alan Poe.Tudo começou com o desenho doprojeto. Como em todos os nossostrabalhos, fizemos um cronogramae iniciamos a criação. Entre umaorientação e outra, encontrávamosjanelas de tempo para resolver ospontos críticos do trabalho. O planode Marketing foi um verdadeiro desafio, já que foi a primeira vez que colocamos em prática nosso (ainda vago CARTAZ: Agência D statusna época), aprendizado em planejamento. Depois veio a criação das peças gráficas, e por último desenvolvemosnosso marketing de guerrilha que consistia na personagem Egeu e na equipe de produção mascarada entrar desala em sala encenando um trecho da obra e convidando os alunos e professores a assistirem à apresentação. No grande dia, todos estavam nervosos, os vídeos apresentaram problemas, ensaiamos umas 15 vezes amenos de uma hora do evento, a produção estava correndo com os preparativos do cenário, mas, no final, tudosaiu perfeito como o planejado e o resultado dessa experiência até hoje nos traz reconhecimento e nos motiva ainovar em todos os nossos feitos.
  12. 12. CEM ANOS DE PERDÃO Por Eduardo Elisio Vieira Vianna, Fernando da Paz Germano, Josiane Moraes, Victor Moreno, Luiz Henrique de Amorim Santos, Edmundo Andrade Gregório, Eliel Almeida dos Santos e Marcos Tadeu Bonnasorte O conto proposto à Agência Pimp’olho no projeto sentidos foi Cem Anos de Perdão, escrito por Clarice Lispec- tor. A narrativa em prosa foi adap- tada para poesia rimada, e esses versos foram contados e cantados no palco em forma de Cordel. As personagens declamaram-nos ao som de instrumen- tos tocados ao vivo, proporcionando a emoção de cada momento da história: desejo, angústia, êxtase ... A riqueza do texto de Clarice proporcionou ao grupo diferentes leituras, até que se chegasse a um consenso a respeito dos aspectos implícitos no texto, como o significado do proibido e da inocência. Mesmo em dúvida a respeito de como encaminhar o enredo, o tema sempre esteve em evidência: o roubo. O desafio foi transmiti-lo sem causar um impacto negativo ou perder sua essência. Então, optamos pela poesia do cordel como base. Assim, desenvolvemos todo o roteiro: poesia com rimas sutis e música instrumental, utilizando flauta, violão, teclado, gaita e baixo. Contamos com a ajuda do jornalista, arquiteto e his- toriador Gilberto Maringoni, que fez a ilustração para o cartaz. A imagem atendeu a todas as expectativas do grupo, representando perfeitamente a cara do projeto. Uma das estratégias de marketing propostas para a divulgação da peça foi encenar, ao vivo, a declamação narrador distribuíram rosas ao público, objeto primeiro do desejo da personagem principal, que as roubava e14 de um pequeno trecho do texto nas proximidades do teatro, a fim de atrair a atenção do público que transita- não se arrependia, afinal, “ladrão de rosas e pitangas tem 100 anos de perdão”. va pela calçada, fazendo também a distribuição de ro- Não somente trabalhosas, mas principalmente sas. Essa ação trouxe um pouco da característica forte prazerosas, foram todas as etapas de elaboração e do cordel, por ser feito nas ruas e de forma simples, desenvolvimento do projeto Sentidos, que foi pos- familiarizando o público com o espetáculo. sível graças a colaboração e empenho de todos da A apresentação aconteceu em 19 de maio de 2011 Agência Pimp’olho e dos professores do curso de no auditório D do Campus São Miguel Paulista. A per- CARTAZ: Agência Pimp’olho sonagem principal foi mantida e um narrador permane- Publicidade e Propaganda. ceu o tempo todo no palco, para ligar as cenas. Tan- Como resultado, a Agência Pimp’olho reapresentou to as personagens quanto os músicos presentes no o espetáculo em 23 de maio de 2011 no Auditório FHC, palco vestiram-se a caráter para sugerir outra época, Campus Anália Franco, e esteve entre os trabalhos enfatizando o romantismo da história. Utilizamos todo premiados, o que serve hoje como combustível para o espaço do palco, inclusive o telão com projeção de os demais projetos, deixando o conceito de que o es- cenários em xilogravuras (arte de impressão ligada ao forço, a dedicação e a união dos integrantes da agên- cordel). Ao final da apresentação, a personagem e o cia são pontos que não podem jamais ficar para trás. Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  13. 13. Desenredo Por Mayara Silva de Freitas, Alvaro Rugna Costa, Camila da Silva Reis e Ana Carolina nogueira AriniM ais do que uma narrativa, um enredo. Um “ Des-enredo “. A superação do amor, do suposto arrependimento, da vida, da morte. A verdade, a pureza, a beleza, as tempestades. Jó Joaquim e seu amor por Víliria.Lutar por seu amor e defendê-lo de toda e qualquerdesconfiança. Era isso que fazia. E não só isso. O conto adaptado narra a história de Víliria, umamulher infiel ao seu esposo, que se envolve com opersonagem principal: Jó Joaquim, e além dele, sés Vile Líriou, marido que a flagra com um terceiro amante.O marido, num ato de loucura, mata um dos amantese, logo em seguida, comete suicídio. A agência optou por uma apresentação em formade teatro mudo, utilizando os sentimentos dos per-sonagens, como o ódio, por exemplo, representadopor pessoas de preto, que simulam uma dança paraaguçar os sentidos. A apresentação contou com a im-portante expressão corporal das personagens envol-vidas na história, tendo como música-tema “Bola Di-vidida“, interpretada por Zeca Baleiro, cuja narrativa A Agência Reklame agradece a todos os quedialoga com a encenação do conto, propiciando um contribuíram para que este trabalho tivesse seutrabalho intertextual. melhor desempenho, em específico ao grupo Backstage CARTAZ: Agência reklame A apresentação não deixou de trazer à presença do do 3º semestre de Rádio e TV, que colaborarampúblico um pequeno, mas tão importante detalhe: o Lí- como personagens e figurantes, aos pais de alunosrio, flor entregue à Víliria por Jó Joaquim, ícone da pu- que aturaram e deram de comer aos integrantesreza e do pecado, símbolo das prostitutas medievais. em suas residências, e ainda (e em especial), aoO nome Víliria nasce da oposição entre as palavras grupo de profissionais da Universidade Cruzeiro doVil e Lírio, que representam maldade e pureza, nessa Sul, que apoiou e acompanhou o desenvolvimentomulher multifacetada. deste trabalho.
  14. 14. A menina e o pássaro encantado Por Leonardo Bianchi da Rocha, Vinicius Biondo Novais, Sheila Rodrigues da Silva, A Edilaine Guimarães dos Santos e Cícera Maria da Silva menina e o pás- quer outra história infantil. Mas o se encaixar perfeitamente no con- saro encantado é adulto, por ter uma experiência de texto, é a questão do divórcio dos uma história para vida maior, por já ter vivido as di- pais, e, com isso, as consequên- a qual podemos versas experiências humanas, lê e cias e mudanças na vida dos filhos. encontrar duas encontra em um conto infantil, um A troca das personagens pássa- formas de inter- caminho de uma experiência hu- ro e menina pelo pai e a filha evi- pretação, como mana, que tanto o adulto quanto a dencia a semelhança da história diz Rubem Alves: para o adulto criança podem sofrer em qualquer fictícia a um conto da vida real. O que for ler essa história ou para época de suas vidas, como a dor pássaro conta suas histórias, fala uma criança. O autor explica que da separação, e como aprender a dos lugares por onde ele havia o conto gira em torno do amor, se- superar isso com o tempo. A adap- passado. Adaptamos essa perso- paração e saudade. A criança que tação que a agência KAZ fez bus- nagem à figura do pai que, após ouve a história encontra seus en- cou trazer um traço mais puxado a separação, tem os momentos cantos textuais e se identifica com para o real, o cotidiano, e o atual. certos para visitar a filha. Esse o conto, como acontece com qual- Uma questão, que acreditamos ponto fica bem explicado na his- tória quando a plumagem do pás- saro muda de acordo com as suas viagens, retratando os lugares por onde ele havia passado - um quente e outro frio. O pai vem retratar esse pássaro sem as plumagens mas com um figurino diferente, um como andarilho nordestino, e o outro como um gaucho viajante, trazendo momentos cômicos à peça, em meio ao drama que rodeia a his- tória de uma família separada. As- sim, com a narrativa, num certo momento, a menina en-16 tende que a separação é necessária, e que com essa decisão ela poderá criar pilares certos para dar continuidade a sua vida adulta, sem cometer os mesmos erros que os pais, aprendendo a lidar com a separação e solidão, de forma CARTAZ: Agência kaz calma e objetiva, buscando olhar por outro ângulo o problema. A apresentação da agência KAZ foi um sucesso, emocionando o público. Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  15. 15. Premiação do Projeto Sentidos 2º/3º semestres do curso de Publicidade e propaganda 2011 Campus Anália Franco Campus São Miguel Bárbara – Agência Nous Será a Benedita? – Agência Hara Marcos Vinicius Z. Pereira Janini Cristini Stefano Wagner Tadeu Toneli Amanda Alexandre de Oliveira Thamires Bento Negro Caio Matheus Larissa Garcia Mendes Jennifer Kiss Andrighetti e Silva Rafaella Fuccia Clares Eduardo Simão Dezani Guilherme Feitosa Gimenes Os obedientes – Agência Dialog Jackeline Sousa Sabino Milena Gouvêa Anginoli Thais Stephanie Martinez Há Limite? – Agência Lizard Caio Fernandes Massani Madeira Ingrid Oliveira Rebelles Luan Ribeiro Sanches Luan de Sousa Ciconelli Giancarlo Rodrigues Pires Sposito Carolina Pucci de Oliveira Bruna Paliologo Betto Victor Sanches de Souza Tiago Scocca Donação Ricardo Correia Martins Renata Aparecida Lopes de Sousa A maior flor do mundo – Agência Voice Amanda Cristina Bueno Miranda Érika Ferreira Leandro Patrícia Fernanda Codesseira O Espelho – Agência Optima Luan Antonio Rodrigues dos Santos Valmir de Lima Fiorentino Luna Clara da Silva Mariana dos Santos Côdo Mauricio de Freitas Felipe Henrique Feitosa da Silva Willian Maffezoli Venha ver o por do sol – Agência O Foco Thais Lima da Costa Yara Rafaela Silva Marcella Principe Ana Paula Amaro dos Santos Dayane Chagas dos Santos Jéssica Costa da Silva Mariana Moraes de Oliveira Priscila Lúcia Antoniate Jose Rildo de Santana Junior Leonardo Alcantara de AssisRevista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  16. 16. Os três nomes de Godofredo O relógio de ouro – Agência – Agência Ello Fly Menções Honrosas Amanda Cordeiro Pereira da Silva Joice Marcelle Bailon Silva Cíntia Souza Ribeiro Claudia Franciele Alves de Andrade Fernanda de Faria Santos Bianca Maria da Silva Criatividade em Giovanna Erbert Nazareno Daniele Martins de Sousa Braga Soluções Cênicas Suellen Dias Sousa Ednaldo Lopes de Oliveira Junior Erika Souza Pereira Bárbara Tacila Saldanha Lira A menina e o pássaro Agência Nous encantado – Agência Kaz Há Limite? Enterro Prematuro – Agên- Leonardo Bianchi da Rocha Agência Lizard O Espelho cia Flash Vinicius Biondo Novais Agência Optima Manoela Leal Vomero Sheila Rodrigues da Silva Será a Benedita? Renan Paranhos Colferai Edilaine Guimarães dos Santos Agência Hara André Augusto Zanon Cícera Maria da Silva Os obedientes Sarah Fratelli Agência Dialog Marcel Ferreira Gonçalves Circuito Fechado – Agência A maior flor do mundo Juliana Carlin Silva Atalanta PP Agência Voice Larissa Facco Carneiro Venha ver o por do sol Felicidade Clandestina – Victor Ambrosano da Silva Agência O Foco Agência Coffee Leandro Reis Bottura Os três nomes de Godofredo Eduardo Augusto Tobita Júlio Maezato Júnior Agência Ello Claudio Bergamini Mendes Junior O relógio de ouro Thais Azevedo dos Santos Pero não Vaz – Agência Sete Agência Fly Tamara Freire de Figueiredo Publicidade e Propaganda Jefferson da Silva Castanha Gustavo Rufino de Sousa Criatividade em Ações Ana Carla Martins de Moura Sandro Ricardo Alves Junior de Marketing Mariana Aparecida Pontes Silva José Vital da Silva Filho Enterro Prematuro Diego da Silva Betioli Desenredo – Agência Reklame Agência Flash Houari Vieira de Morais18 Mayara Silva de Freitas Alvaro Rugna Costa Bruno Gustavo Batista A maior flor do mundo Agência Voice Olimpio Alves de Sousa Junior Venha ver o por do sol Camila da Silva Reis Ana Carolina Nogueira Arini Agência O Foco Cem anos de Perdão – Agência Pimp’olho Os dentes de Berenice – Eduardo Elisio Vieira Vianna Melhor Roteiro Adaptado Agência D Status Alexander José Eduardo Martins Fernando da Paz Germano Josiane Moraes Felicidade Clandestina Juliana de Oliveira Magalhães Agência Coffee Bianca Maione Gomes Victor Moreno Ana Maria Rodrigues Lelis Luiz Henrique de Amorim Santos Fabiano Becker Arce Edmundo Andrade Gregório Stéphanie Jeniffer Nascimento Eliel Almeida dos Santos Flávia Cotrim Almeida Marcos Tadeu Bonnasorte Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  17. 17. reconhecimento EM 2011 DEU DOBRADINHA DA CRUZEIRO DO SUL NA APPA s agências expe- músico Renato Russo, da banda A coordenação do curso muito rimentais “Sens Legião Urbana. O filme é inédito se orgulha pela conquista. “Este é Comunicação” e e os alunos vencedores acompa- um grande presente para todos nós “Moz Publicida- nharam in loco, a convite da produ- da Instituição. A dimensão desse de”, criadas pelos ção, algumas gravações da trama. prêmio é enorme para todos nós. alunos da Cruzei- Já o 2º lugar ficou com a Agên- Isso significa que os Trabalhos de ro do Sul, conquis- cia Moz Publicidade (campus São Conclusão de Curso dos alunos detaram respectivamente o 1º e o 2º Miguel), que desenvolveu um pro- Publicidade e Propaganda da Cru-lugar no Concurso de Campanhas jeto para o cliente Pizza Hut, com o zeiro do Sul são os melhores doUniversitárias da Associação dos objetivo de divulgar os serviços de Estado de São Paulo, reconheci-Profissionais de Propaganda - APP. Dine-In, Pizza Express e Delivery dos pela APP Brasil”, afirma o Prof. O projeto “Somos tão Jovens”, da empresa. Ms. Carlos Monteiro, coordenadorassinado pela Sens Comunica- As agências também recebe- dos cursos de Comunicação Social.ção (campus Anália Franco) re- ram as menções honrosas de me- Para a Prof.Ms. Kátia Pelliccicebeu a Garra do Galo, com a lhor Redação Publicitária - Slogan Cembrone, coordenadora Adjuntacampanha desenvolvida para o (Projeto Somos tão Jovens), e de do Curso de Publicidade e Propa-lançamento do filme de mesmo melhor apresentação (aluna Pa- ganda “Este é o merecido reconhe-nome, que retrata a trajetória do mela Lima, Projeto Pizza Hut). cimento de um trabalho sério, de uma equipe que alicerça sua prá- tica em conhecimentos sólidos, orientando e exigindo dos alunos sua excelência. Leitura, pesqui- sa, análise de dados, aquisição fotos: divulgação APP de repertório levam à criação de belas e eficientes campa- nhas publicitárias”. A professora afirma ainda que a equipe con- tinuará trabalhando para formar profissionais de que nossa socie-Alunos e professores premiados no concurso da APP dade se orgulhe.
  18. 18. televisão tvLuSão A Por flÁvio ataide cordei cedo, fiz a barba, escolhi uma ou apenas para serem gravados pela própria. roupa que não transmitisse um ar De dentro do carro, observo. No início era até tão formal, porém que não fosse tão engraçada toda essa curiosidade, e a sensação de informal ao ponto de transparecer “importância” por ser observado e notado apenas por imaturidade. No caminho em direção estar sentado num banco de um carro. Com o passar do ao primeiro dia de trabalho em tempo, torna-se algo comum e sem a menor importância. uma emissora de TV e a primeira Depois do trajeto, chego a uma casa bastante oportunidade de integrar um mundo profissional, até humilde na periferia da cidade de Caieiras. Casa de então, totalmente desconhecido, a ansiedade era apenas 2 cômodos, chão batido, sem revestimento e enorme. o que esperar? o que fazer? Como falar? moradores que fazem questão de, mesmo com toda Cheguei cerca de 20 minutos atrasado. Sentei e a humildade, oferecerem uma xícara de café pros percebi que os “chefes” também estavam atrasados. “homens da televisão”. Alívio. Ao chegar, a primeira coisa que ouvi de um Após a entrevista com os moradores, hora de deles é que não poderia me dar atenção, pois era dia levá-los à emissora para entregar o relatório e para corrido, dia de gravação. que passem por uma segunda entrevista. Desta vez, Nos bastidores, era tamanha correria que não sabia bastante criteriosa, para avaliar se as pessoas têm quem era funcionário e quem era convidado. Depois possibilidade de gravar e falar bem quando estiverem de pouco tempo, percebi que os convidados eram as envoltas a toda parafernália do estúdio. pessoas mais simples, que se empolgavam ao sentar Ao chegar à portaria da emissora com a humilde nas cadeiras dos maquiadores, ao trocar de figurino e senhora, a mesma começa a se emocionar, chora também ao chegar ao enorme restaurante da emissora. instantaneamente só pelo fato de ver o logo no alto do Hora da gravação. Todos entram no estúdio, prédio. Minha reação imediata é perguntar o motivo observam o cenário, luzes e os olhos brilham. Estavam das lágrimas, a resposta que tenho é direta e como se há poucos minutos de serem “famosos”, de se sentirem fosse proferida da boca inocente e dos olhos marejados “importantes”, de ouvirem aplausos que ecoavam em de uma criança: “o meu sonho era estar no SBt!” menção à apresentadora do programa e não a eles. Na emissora ela estava, porém o cachê de R$ 80,00 Durante a gravação, uma platéia que interagia, que não foi recebido. Após a entrevista avaliativa, tive a gritava adjetivos aos convidados que adentravam ao resposta de que aquelas pessoas humildes não iriam palco, adjetivos pejorativos. corresponder às expectativas do tema do programa - Gravação termina. momento de receber o cachê, expor a falta de relações sexuais do casal– o motivo que dos convidados conversarem sobre o que foi exposto me foi dado é de que aquelas pessoas não falavam bem. e quais as melhores partes do “circo” que havia sido o “não” foi dado a mim, cabia então a mim, armado. os olhos de todos ainda brilhavam, mais dar a resposta para aquelas pessoas humildes e ainda, ao receber o cachê pela participação. principalmente para a senhora que sempre sonhou20 Muitos deles querem trocar telefone com o produtor, manter o vínculo com aquelas pessoas da televisão. em conhecer e participar de um programa de TV da emissora, que ela não servia e não era boa o muito natural, afinal não se abre uma história de vida suficiente para tal façanha. para qualquer um, geralmente as pessoas costumam Pensei, repensei e disse-lhe que ainda não tinha fazer isso com amigos. Aí, da parte deles, surge a posição sobre a confirmação da gravação com ela. pergunta: “E agora, nunca mais vamos nos ver?” Não consegui lidar com o fato de ver os mesmos Um amigo nunca diria que não. Então o olhos marejados e esperançosos tornarem-se olhos telefone é dado, mas com a resposta da pergunta tristes e decepcionados. Não acabei com a ilusão ecoando como: “Sim! Nunca mais vamos nos ver!”. da maravilha que é estar “dentro da TV”. A senhora Com o passar dos dias, uma das situações foi embora, aguardando a posição. mais corriqueiras é ouvir gritos nas ruas, quando Talvez até hoje esteja lá sentada com sua melhor o carro da emissora passeia pelos lugares mais roupa, na frente de sua casa, aguardando o dia em periféricos da cidade. Todos olham, tentam que os homens da televisão retornem e a levem para verificar se algum “famoso” está dentro do veículo viver a pedante ilusão de estar dentro da televisão, ou e também pedem para serem levados à emissora como ela mesma diz: “Viver seu sonho!” Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  19. 19. tecnologia teLeviSão: do preto e BranCo para a 3ª dimenSão Por saMara Ketry E bruna MessiasA ssis Chateaubriand foi o empreendedor modelos de televisores de Plasma, lCd e lEd dos responsável por trazer a televisão para vários fabricantes.Existem quatro tipos de técnicas que o Brasil, que passou a ser transmitida compõem a imagem 3d: Anaglifico, true 3d, Alternate- no dia 18 de setembro do ano de 1950 frame sequencing, Autostereoscopia com a TV Tupi. Naquele período, o Com essas técnicas de desenvolvimento da aparelho de televisão custava muito tecnologia 3D, cada aparelho precisa ter o seu próprio caro para quem quisesse adquiri-lo, por acessório para que a transmissão funcione conformeser importado dos Estados Unidos. Como tudo ainda o emissor espera passar para o receptor, como porera novidade, não existia gravação em vídeo; portanto, exemplo, os fabricantes Sony, Panasonic entre outros,os programas eram ao vivo, com grande possibilidade optaram pelos óculos ativos que possuem camadasde erros que acabavam indo ao ar. LCD em suas lentes, que abrem e fecham em sincronia A televisão era formada por profissionais com a TV para criar o efeito tridimensional. Já os óculosradialistas que aprendiam com os seus próprios polarizados são usados nas salas de cinema 3D, e nãoerros, desenvolvendo um novo jeito de transmitir as servem para televisão.imagens, com novas idéias e trabalhos, como por E mais, cada fabricante trabalha com sua tecnologiaexemplo, nos anos 1950 e 1960 a imagem era na cor 3D. Desta forma os óculos funcionam somente compreto e branco, o equipamento era quadrado, pesado a televisão da mesma marca, assim dificultando aoe com botões grandes. consumidor a variedade dentro dessa tecnologia. Já em 1972, chega ao Brasil a televisão a cores com o desenvolvimento de tv 3d sem o uso de óculosmodelos mais modernos, leves e design diferenciado ainda está em discussão. Isso porque essa técnicalevando ao telespectador uma qualidade de imagem fará com que o telespectador fique em uma distânciasurpreendente à época. do televisor e imóvel, caso contrário o efeito pode não Com o passar do tempo, a tecnologia foi avançando funcionar.e sempre com o objetivo de levar ao telespectador mais Mesmo que o telespectador compre um aparelhoentretenimento e informação. o avanço da tecnologia 3D, nem todos os programas serão exibidos de modofoi tanta que chegou no mercado brasileiro a televisão tridimensional. Para que isso aconteça, a emissoracom transmissão 3D. precisa captar as imagens com essa tecnologia para Um aparelho de televisão 3D possibilita ao que o equipamento funcione.telespectador assistir uma imagem em três dimensões, No Brasil, a estreia dessa transmissão já ocorre tantoatravés de óculos com lentes especiais, aplicando em canal por assinatura como aberto. A operadora Nettécnicas específicas,ou seja, ver uma imagem em fez uma parceria com a tv Globo para fazer a primeiratrês dimensões significa o seguinte: hoje a imagem transmissão ao vivo em 15 de Fevereiro de 2010, eé produzida com duas dimensões, o chamado 2D, a pauta foi o desfile das escolas de samba do rio decada d significa 1 dimensão que é a largura e a altura Janeiro.do objeto, com 3D temos três dimensões, a altura,a A Rede TV não mediu esforços para fazer história,largura e o tamanho,e o resultado do tamanho se dá tornando-se a primeira emissora em canal aberto acom o auxílio dos óculos específicos, junto com ele a transmitir conteúdo com a tecnologia 3D para os seusprofundidade da cena, ou seja, com a utilização dos telespectadores em 23 de fevereiro de 2010, com aóculos com lentes azul + vermelho, vermelho + verde, exibição do programa “Pânico na TV”, considerado aum em cada olho, acaba alterando o ângulo de cada maior audiência e faturamento da emissora. Contudo,um deles, dando uma impressão de que os objetos essa nova tecnologia aos poucos se torna cada vezsaltam da tela, e o telespectador sente-se como se mais aceita e desejada pelos consumidores que aestivesse na cena exibida. cada dia procuram a melhor maneira de se entreter A tecnologia 3D encontra-se agrupada nos novos com a melhor imagem disponível no mercado.
  20. 20. O BRASIL 3D AINDA USA FRALDAS Por MARIANA FERREIRA DA SILVA E TIAGO DO NASCIMENTO SANTOS O 3D ainda impressiona os olhos dos gerando assim o 3D. Infelizmente, essa tecnologia mais experientes, quando o quesito é ainda não está disponível para cinemas. Apenas alguns cinema. Cada vez mais abusando de videogames (Nintendo 3DS) e aparelhos de televisão efeitos especiais de última geração, (LED e Plasma) possuem esse sistema. os filmes hollywoodianos abriram as Mas, onde o Brasil entra nessa história toda? Bem, janelas de seu fantástico mundo para o Brasil acaba de lançar seu primeiro, exatamente, a nossa realidade, ou pelo menos primeiro longametragem em 3D. O filme “Brasil fizeram nos sentir mais próximos dele. E proximidade é Animado”, 2010, de Mariana Caltabiano, mistura a palavra certa quando estamos falando da tecnologia imagens reais do país com personagens animados, de projeção de imagens em duas dimensões que dão mas não promete lotar as salas de exibição. a ilusão de terem três. Felizmente, a situação do Brasil quanto à sua Engana-se aquele que acredita que essa tecnologia qualidade de produção não pode ser questionada frente é recente, ou mesmo de origem moderna. Esse tipo ao grande trabalho de Carlos Saldanha. O carioca foi de sistema existe desde o século XIX, quando o co-diretor de “A Era do Gelo”, e diretor de “A Era do Gelo primeiro filme em 3D, “The Power of Love”, 1922 (O 2” e “A Era do Gelo 3”. Agora, Saldanha apresentou Poder do Amor) entrou em cartaz. Entretanto, essa sua produção “Rio” (2011), em 3D. Mesmo sendo uma é uma tecnologia em constante ascensão, ou seja, produção da 20th Century Fox, os brasileiros sentem- velha,mas atual. se orgulhosos por saberem que um compatriota está Enquanto, em meados do século passado, quando o tão diretamente ligado a um filme que já arrecadou 3D se popularizava com grandes sucessos de bilheteria mais de U$ 300 milhões em todo o mundo. como “A Casa de Cera” e “Dá-me um Beijo”, as pessoas O Brasil ainda está engatinhando no mercado de precisavam daqueles óculos azuis e vermelhos (3D produções em 3D, mas, mesmo assim, esperamos ver anáglifo, imagem ou um vídeo formatado de maneira em breve grandes produções nacionais explodindo tela especial para fornecer um efeito tridimensional afora pelas salas de todo país. estereoscópica), que enjoavam e doíam os olhos, Hoje, sentar-se em frente a uma tela de cinema e hoje já existem tecnologias que dispensam todo e esperar que o filme salte do telão em nossa direção qualquer tipo de óculos para assistir imagens em 3D. é quase tão comum quanto abrir os olhos ao acordar. O 3D mais popular hoje em dia é o tipo chamado Os filmes em 3D estão espalhados por todo o polarizado (ou passivo). O princípio de formação planeta, encantado milhões de pessoas, mas sem a de imagem é exatamente o mesmo do tipo anáglifo. fuga de pouco mais de trinta pessoas que assistiram A diferença é que não há a necessidade de lentes “A Chegada do Trem na Estação” no final do século coloridas para bloquear determinados tons coloridos, XIX. O 3D revolucional a ida ao cinema, tornando o22 assim a fidelidade de cores é muito maior. O 3D polarizado gera duas imagens projetadas que são emitidas em ângulos distintos. Nos óculos, as lentes filme mais interativo para o público. E que público! De acordo com o Ministério da Cultura, cerca de 25 milhões de brasileiros vão ao cinema pelo menos têm tons âmbar pouco diferentes uma do outra e são uma vez ao mês. E isso ainda é pouco, pois só diz compensadas com uma camada escura, que o deixa respeito à 14% da nossa população. Entretanto, a parecido com um óculos de sol. gama de produção nacional é pequena se comparada Existe ainda, o 3D chamado Barreira Paralaxe, que a países como Estados Unidos e Inglaterra. Quanto nada mais é do que o sistema de projeção de imagens à produção de filmes 3D brasileiros... Bem, antes do em 3D que dispensa o uso de óculos. O funcionamento último 21 de janeiro, o Brasil jamais havia filmado um dela é similar ao dos óculos polarizados. A diferença é longa-metregem em 3D. O filme “Brasil Animado” é o que todo o processo é feito em uma barreira colocada primeiro filme 3D brasileiro e não promete levar milhões sobre a tela. As duas imagens produzidas são às salas de exibição para assisti-lo. entrelaçadas simultaneamente. Graças à barreira de Torcemos pelo mercado nacional de produções paralaxe, que nada mais é que uma espécie de filtro, em filmes 3D a partir de agora, esperado ver muitas as imagens são divididas em ângulos diferentes, sendo mais produções nesse estilo de filmagem, com grande percebidas de maneira distinta por cada um dos olhos, enredos e com a qualidade dos grandes de Hollywood. Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  21. 21. YoutuBe, um paSSaporte para a teLeviSão Por rodolPho santana da costa E vinicius de arauJo labonia reisC om a Internet podemos fazer várias que é uma variante de weblogs cujo conteúdo principal coisas como, por exemplo, nos consiste em vídeos. Com estrutura geralmente similar comunicar com uma pessoa do outro à de weblogs e fotologs, possui atualização frequente lado do mundo, trocar arquivos entre e constitui-se como um site pessoal, mantido por uma outras coisas. Antigamente, para poder ou mais pessoas. os vídeos são exibidos diretamente assistir a um vídeo era necessário fazer em uma página, sem a necessidade de se fazer o download do arquivo de vídeo e assistir download do arquivo. Alguns vlogs norte americanosa partir de um software de vídeo, como por exemplo, o famosos mundialmente foram de ray William Johsson,Windows media Player. Porém, existia a possibilidade Brooke Brodack, Lucas Cruikshank, Shane Dawne e ode ver alguns vídeos online por meio do programa brasileiro-americano Joe Penna.chamado Flash, um software primariamente de gráfico Brooke Brodack, de acordo com a revista Newvetorial - apesar de suportar imagens bitmap e vídeos yorker, foi considerada a primeira estrela youtube. Seus- utilizado geralmente para a criação de animações vídeos fizeram tanto sucesso que ela chegou a assinarinterativas que funcionam embutidas num navegador um contrato com a NBC para fazer alguns vídeos noweb. o uso do Flash também serve para desenvolver programa “it’s you Show tv’’.jogos e fazer websites. outro que fez sucesso é o jovem ator lucas No ano 2000, já era possível ver algumas dessas Cruickshank, criando um personagem fictício chamadoanimações na televisão, como por exemplo, as do site fred, de 6 anos, que fica contando sobre sua vida.“charges.com.br”, criado por Maurício Ricardo, que o sucesso foi tanto que ele fez ponta em seriadosficou conhecido na internet por suas animações de americanos infantis como “iCarly” e “hannah montana”humor, sobre política, futebol e o cotidiano do brasileiro, e recentemente produziu seu filme “fred: the movie”,chegando a fazer animações para o “Domingão do especialmente para ser exibido no canal infantilfaustão” e o reality show “Big Brother Brasil”, ambos Nickelodeon. A exibição atraiu a audiência de 7,6da emissora rede Globo de televisão. milhões de tespectadores. foi quando, em 2005, Chad hurley, Steve Chen e o brasileiro Joe Penna, conhecido pela internetJawed karim fundaram o youtube, um site que permite como “mysteryGuitarmen”, nasceu em São Paulo,que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos mas se mudou para o Estados Unidos há uns 11em formato digital, ou seja, permite assistir vídeos em anos. E virou uma celebridade no youtube, largando asua própria página. faculdade de medicina para se dedicar a seus vídeos. A ideia de criar o youtube surgiu por conta deste Joe Penna virou o garoto propaganda da operadoramodo de compartilhar arquivos de vídeo. “Estávamos de celular Vivo, fora as várias palestras e apariçõesem um jantar em janeiro de 2005, onde fizemos mundiais na televisão, até mesmo aqui no Brasil, Joearquivos digitais. No dia seguinte, não conseguíamos teve um quadro no Fantástico.enviá-los por e-mail e demoramos muito para colocá- Já no Brasil, esse sucesso de vlog e vídeos delos na Internet. Pensamos que deveria haver uma forma humor começaram a virar febre quando o colorista PCmais fácil de fazer isso”, afirmou hurley, em entrevista Siqueira, resolveu fazer vídeos caseiros falando deà revista norte-americana “Fortune”. sua vida e outras coisas de que gostava. Atualmente Com isso, vários usuários do site começaram a ele tem um blog um programa na MTV. Ronald Riosmostrar seus talentos. os usuários norte-americanos é outra celebridade do youtube que agora tem umforam os que começaram a fazer vídeos de humor, que programa na rádio Jovem Pan e um na MTV.consistia apenas fazer um curta e outro meio que era o youtube, a cada dia que passa, está virandoficar de frente da câmera falando sobre o que vinha uma plataforma que funciona como vitrine de novasna cabeça, esses vídeos ficaram conhecido como vlog, promessas para o mundo televisivo.
  22. 22. pesquisa Como andam aS produÇõeS CuLturaiS na tv aBerta BraSiLeira? nUm PAÍS Com CErCA dE 30% dE AnAlfABEtoS fUnCionAiS E Com 1/3 doS JovEnS Com idAdE EntrE 18 E 24 AnoS qUE não frEqUEntAm ESColAS do EnSino médio, A tElEviSão ConSEGUE imPor Ao UnivErSo dAS fAmÍliAS tUdo AqUilo qUE SE ProJEtA no vÍdEo. O Por viviane Mendes s impactos sociais da televisão no consideração o artigo 221 da Constituição Federal Brasil e no mundo têm despertado Brasileira. o interesse e chamado cada vez Lembremos o artigo 221. A produção e a programação mais a atenção de estudantes e das emissoras de rádio e televisão atenderão aos pesquisadores, certamente devido seguintes princípios: a seu forte poder de influência em i – preferência a finalidades educativas, artísticas, muitos aspectos da vida cotidiana. culturais e informativas; Em menos de quatro anos, o vídeo transformou a face II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo do país, modificou seus hábitos, seus costumes, suas a produção independente que objetivo sua divulgação; crenças, impôs alterações na cultura, estabeleceu III – regionalização cultural, artítica e jornalística, parâmetros de comportamento, afetou a economia, conforme percentuais estabelecidos por lei; isso tudo através da publicidade que se tornou uma IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa atuante ferramenta de bens de serviços e consumo e da família. através da televisão. Infelizmente, em nosso dia a dia, não nos damos Há mais de seis décadas, a televisão se transformou conta que a TV aberta brasileira é falha quando se em uma das principais fontes de informação e trata desses princípios. Saímos cedo pra trabalhar, notícia, para as mais várias classes sociais. Para voltamos tarde, as nossas crianças passam boa parte muitos, ela tem sido sua única fonte de informação e do tempo na frente da televisão, não nos preocupamos entretenimento.é fato que vivemos em um país com com os conteúdos apresentados e menos ainda com um alto índice de analfabetismo, com uma grande os números, que mesmo indiretamente são expostos24 diferença de classes sociais e constantemente em busca de educar para a cidadania. Daí a importância diariamente em nossas casas. Desta forma, faz-se necessário um olhar cada vez mais crítico em relação dos meios de comunicação; rádio, televisão, revista, aos meios de comunicação. jornais, internet, entre outros, contribuírem com ações A televisão, há tempos, faz parte do cotidiano, da que visem promover a educação de cidadãos comuns. nossa família e, devido a seu forte poder de influência, Um artigo que desenvolvi durante minha primeira deveria contribuir com conteúdos voltados a ações de graduação, de jornalismo, aqui na Universidade educação e cidadania. Vale lembrar que a educação Cruzeiro do Sul, intitulado “Educação e cidadania na questionada, não se refere ao aprender ler e escrever, mídia: um estudo da grade de programação da TV mas sim no que diz respeito a formar cidadãos dignos aberta brasileira”, que visou analisar a programação de conviver pacificamente uns com os outros dentro de das principais emissorastv Globo, SBt, tv record, um contexto de cidadania. rede tv, tv Gazeta e tv Cultura, entre setembro de o estudo da grade de programação da tv aberta 2007 a setembro de 2008, registrou números nem tanto brasileira a qual me referi registrou um total aproximado surpreendentes, porém preocupantes se levarmos em de 664 programas distribuído da seguinte forma: Revista Código # 1 | www.codigo.inf.br | 2012 | Universidade Cruzeiro do Sul
  23. 23. Porcentagem por Emissora ToTAL DAS ProDuÇÕeS Por CATeGoriAS Globo 1º entretenimento – 408 programas / Equivale a 62%. Cultura 2º informação – 127 programas / Equivale a 19%. 23% 18% 3º outros – 56 programas / Equivale a 8%. 4º Publicidade – 37 programas / Equivale a 6%. Gazeta 5º educação – 36 programas / Equivale a 5%. SBT 7% 15% enquanto ficamos parados, os meios de comunicação RedeTV foram crescendo e se articulando, garantindo sua Record presença cada vez mais dentro da nossa sociedade. 12% Band 10% diante dos conflitos apresentados na tv aberta 15% brasileira, é possível dizermos que a TV aberta brasileira está carente de uma identidade? Para o jornalista José DiSTriBuiÇÃo DAS Carlos Aronchi, “A TV aberta brasileira está buscando CATeGoriAS Por emiSSorAS uma identidade, porque está em meio a um vendaval, uma transformação, que é a migração do sinal analógico TV GLoBo –123 programas, sendo que: Entretenimento para o digital, a TV está em um momento de transição (85), informação (16), Educação (11), Publicidade (1) e e muitas outras exigências estão em pauta”, afirma. outros (10). Sendo assim, podemos concluir que tanto a migração SBT –100 programas, sendo que: Entretenimento (91), do sinal, quanto a nova classificação indicativa da faixa informação (7), Educação (0), Publicidade (2) e outros (2). etária da programação, as alterações nas políticas TV reCorD – 69 programas, sendo que: 47 públicas, tudo isso faz com que a televisão tenha que Entretenimento, 13 informação, 0 educação, 1 publicidade se adequar a essa nova era. e 8 outros. Por outro lado, não podemos deixar de ressaltar TV BAnDeirAnTeS – 98 programas, sendo que: 63 que a TV aberta comercial tem como objetivo o lucro Entretenimento, 16 informação, 0 educação, 2 publicidade do empresário/empresa. Apesar de a televisão ser e 17 outros. um serviço público, hoje ela não atende devidamente reDe TV – 77 programas, sendo que: 33 Entretenimento, há esses interesses públicos, e sim atende mais ao 17 informação, 0 educação, 15 publicidade e 12 outros. interesse do empresário/empresa. Segundo Aronchi, “a TV GAzeTA – 44 programas, sendo que: 10 televisão comercial aberta visa o lucro do empresário, Entretenimento, 15 informação, 1 educação, 15 desta forma ela procura audiência, então quando ela publicidade e 3 outros. TV CuLTurA - 151 programas, sendo que: 79 cria um programa, ela cria pensando em uma falha de Entretenimento, 43 informação, 24 educação, 1 audiência de sua grade, ou então na falha de audiência publicidade e 4 outros. de um concorrente que merece um investimento em um determinado horário pra poder competir com um São vários os estudos e pesquisas que mostram produto de melhor qualidade”.que o tempo que se gasta diante da TV é maior que o Convido a todos os profissionais, estudantestempo gasto dentro de uma sala de aula e também em de graduação, pesquisadores e comunicólogos arelação ao tempo que os pais passam com seus filhos. refletir sobre este meio de comunicação altamenteA televisão está substituindo as funções de cada um influente que é a televisão. façam isso de forma a nãodesses membros, ela tem sido ponto de referência na esquecer de que estamos falando de uma televisãoorganização da vida familiar, pois, a todo instante e a comercial aberta que depende de patrocinador, e,qualquer hora do dia, ela está disponível, oferecendo consequentemente, busca audiência. Sendo assim,companhia a quem quer que seja, adulto, criança, produzir conteúdo de qualidade, buscando umaidoso, homem, mulher, sem distinção de cor ou raça. audiência ampla e qualificada, é o grande desafio deé necessário enfrentarmos a discussão, perceber que quem faz televisão.

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