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Sistemas de atendimento de emergência no brasil e no mundo
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Sistemas de atendimento de emergência no brasil e no mundo

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  • 1. Primeiros Socorros 12013[Digite o nome do autor]LESTE VENDAS04/03/2013Apostila Polícia Rodoviária Federal
  • 2. Primeiros Socorros 2embora não seja necessariamente urgente.Acidente: Fato do qual resultam pessoas feridas e/ou mortas queA grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quandoeles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento,necessitam de atendimento. evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas. Incidente: Fato ou evento desastroso do qual não resultam pes-soas mortas ou feridas, mas que pode oferecer risco futuro. O fundamental é saber que, em situações de emergência, deve se Sinal: É a informação obtida a partir da observação da vítima. manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros Sintoma: É informação a partir de uma relato da vítima. não exclui a importância de um médico. Além disso, certifique-se de quehá condições seguras o bastante para a prestação do socorro semSISTEMAS DE ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA NOBRASIL E NO MUNDOPRIMEIROS SOCORROSPrimeiros socorros são uma série de procedimentos simples com ointuito de manter vidas em situações de emergência, feitos por pessoascomuns com esses conhecimentos, até a chegada de atendimento médicoespecializado.O melhor é obter treino em primeiros socorros antes de se precisarusar os procedimentos em quaisquer situações de emergência.Diversas situações podem precisar de primeiros socorros. Assituações mais comuns são para atender vítimas de acidentesautomobilísticos, atropelamentos, incêndios, tumultos, afogamentos,catástrofes naturais, acidentes industriais, tiroteios ou para atenderpessoas que passem mal: apoplexia (ataque cardíaco), ataquesepilépticos, convulsões, etc.Tão importante quanto os próprios primeiros socorros é providenciar oatendimento especializado. Ao informar as autoridades, deve-se ser diretoe preciso sobre as condições da(s) vítima(s) e o local da ocorrência.Conhecer os principais aspectos do comportamento e da conduta deum profissional de saúde que presta um atendimento de primeiros socor-ros, Conhecer os aspectos legais do socorro, conhecer as 4 fases dosocorro e saber realizar um exame primário e um secundário.Toda pessoa que estiver realizando o atendimento de primeiros so-corros deve, antes de tudo, atentar para a sua própria segurança. Oimpulso de ajudar a outras pessoas não justifica a tomada de atitudesinconseqüentes, que acabem transformando-o em mais uma vítima.A seriedade e o respeito são premissas básicas para um bom atendi-mento de primeiros socorros. Para tanto, evite que a vítima seja expostadesnecessariamente e mantenha o devido sigilo sobre as informaçõespessoais que ela lhe revele durante o atendimento. Primeiros Socorros: São os cuidados imediatos prestados auma pessoa cujo estado físico coloca em perigo a sua vida ou asua saúde, com o fim de manter as suas funções vitais e evitar oagravamento de suas condições, até que receba assistência mé-dica especializada. Socorrista: Atividade regulamentada pelo Ministério da Saúde,segundo a portaria n° 824 de 24 de junho de 1999. O socorristapossui um treinamento mais amplo e detalhado que uma pessoaprestadora de socorro. Urgência: Estado que necessita de encaminhamento rápido aohospital. O tempo gasto entre o momento em que a vítima é en-contrada e o seu encaminhamento deve ser o mais curto possí-vel. Emergência: Estado grave, que necessita atendimento médicocasos, o socorro da autoridade pública."Pena - detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.Parágrafo único: A pena é aumentada de metade, se da omissão re-sulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta em morte.Importante: O fato de chamar o socorro especializado, nos casos emque a pessoa não possui um treinamento específico ou não se senteconfiante para atuar, já descaracteriza a ocorrência de omissão de socor-ro.DIREITOS DA PESSOA QUE ESTIVER SENDO ATENDIDAO prestador de socorro deve ter em mente que a vítima possui o direi-to de recusa do atendimento. No caso de adultos, esse direito existequando eles estiverem conscientes e com clareza de pensamento. Istopode ocorrer por diversos motivos, tais como crenças religiosas ou falta deconfiança no prestador de socorro que for realizar o atendimento. Nestescasos, a vítima não pode ser forçada a receber os primeiros socorros,devendo assim certificar-se de que o socorro especializado foi solicitado econtinuar monitorando a vítima, enquanto tenta ganhar a sua confiançaatravés do diálogo.Caso a vítima esteja impedida de falar em decorrência do acidente,como um trauma na boca por exemplo, mas demonstre através de sinaisque não aceita o atendimento, fazendo uma negativa com a cabeça ouempurrando a mão do prestador de socorro, deve-se proceder da seguintemaneira: Não discuta com a vítima. Não questione suas razões, principalmente se elas forem basea-das em crenças religiosas. Não toque na vítima, isto poderá ser considerado como violaçãodos seus direitos. Converse com a vítima, informe a ela que você possui treinamen-to em primeiros socorros, que irá respeitar o direito dela de recu-sar o atendimento, mas que está pronto para auxiliá-la no que fornecessário. Arrole testemunhas de que o atendimento foi recusado por parteda vítima. No caso de crianças, a recusa do atendimento pode ser feita pelopai, pela mãe ou pelo responsável legal. Se a criança é retiradado local do acidente antes da chegada do socorro especializado,o prestador de socorro deverá, se possível, arrolar testemunhasque comprovem o fato. O consentimento para o atendimento de primeiros socorros podeser formal, quando a vítima verbaliza ou sinaliza que concordacom o atendimento, após o prestador de socorro ter se identifica-do como tal e ter informado à vítima de que possui treinamentoem primeiros socorros, ou implícito, quando a vítima esteja in-consciente, confusa ou gravemente ferida a ponto de não poderverbalizar ou sinalizar consentindo com o atendimento. Neste ca-so, a legislação infere que a vítima daria o consentimento, casotivesse condições de expressar o seu desejo de receber o aten-dimento de primeiros socorros. O consentimento implícito pode ser adotado também no caso deacidentes envolvendo menores desacompanhados dos pais ouresponsáveis legais. Do mesmo modo, a legislação infere que oconsentimento seria dado pelos pais ou responsáveis, caso esti-vessem presentes no local.A importância dos primeiros socorrosOMISSÃO DE SOCORROSegundo o artigo 135 do Código Penal, a omissão de socorro consis-te em "Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem riscopessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ouferida, em desamparo ou em grave e iminente perigo; não pedir, nessesriscos para você. Não se esqueça que um atendimento de emergênciamal feito pode comprometer ainda mais a saúde da vítima.O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestarsocorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendofazê-lo, é crime.
  • 3. Primeiros Socorros 3Conceitos preliminaresDeixar de prestar socorro significa não dar nenhuma assistência àvítima. A pessoa que chama por socorro especializado, por exemplo, jáestá prestando e providenciando socorro.Qualquer pessoa que deixe de prestar ou providenciar socorro àvítima, podendo fazê-lo, estará cometendo o crime de omissão desocorro, mesmo que não seja a causadora do evento.A omissão de socorro e a falta de atendimento de primeiros socorroseficiente são os principais motivos de mortes e danos irreversíveis nasvítimas de acidentes de trânsito.Os momentos após um acidente, principalmente as duas primeirashoras são os mais importantes para se garantir a recuperação ou asobrevivência das pessoas feridas.Todos os seres humanos são possuidores de um forte espírito desolidariedade e é este sentimento que nos impulsiona para tentar ajudaras pessoas em dificuldades. Nestes trágicos momentos, após osacidentes, muitas vezes entre a vida e a morte, as vítimas são totalmentedependentes do auxílio de terceiros.Acontece que somente o espírito de solidariedade não basta. Paraque possamos prestar um socorro de emergência correto e eficiente,precisamos dominar as técnicas de primeiros socorros.Algumas pessoas pensam que na hora de emergência não terãocoragem ou habilidade suficiente, mas isso não deve ser motivo paradeixar de aprender as técnicas, porque nunca sabemos quando teremosque utilizá-las.Socorrista: É como chamamos o profissional em atendimento deemergência. Portanto, uma pessoa que possui apenas o curso básico dePrimeiros Socorros não deve ser chamado de Socorrista e sim deatendente de emergência.Devemos, sempre que possível, preferir o atendimento destessocorristas e paramédicos, que contam com a formação e equipamentosespeciais.Atendimento Especializado: Na maioria das cidades e rodoviasimportantes é possível acionar o atendimento especializado, que chega aolocal do acidente de trânsito em poucos minutos.O que são primeiros socorros?Como o próprio nome sugere, são os procedimentos de emergênciaque devem ser aplicados à uma pessoa em perigo de vida, visandomanter os sinais vitais e evitando o agravamento, até que ela recebaassistência definitiva.Quando devemos prestar socorro?Sempre que a vítima não esteja em condições de cuidar de si própria.Quais são as primeiras atitudes?Geralmente os acidentes são formados de vários fatores e é comumquem os presencia, ou quem chega ao acidente logo que este aconteceu,deparar com cenas de sofrimento, nervosismo, pânico, pessoasinconscientes e outras situações que exigem providências imediatas.Quando não estivermos sozinhos, devemos pedir e aceitar acolaboração de outras pessoas, sempre se deixando liderar pela pessoaque apresentar maior conhecimento e experiência.Se essa pessoa de maior experiência e conhecimento for você,solicite a ajuda das demais pessoas, com calma e firmeza, demonstrandoa cada uma o que deve ser feito, de forma rápida e precisa.Apesar da gravidade da situação devemos agir com calma, evitando opânico. Transmita confiança, tranqüilidade, alívio e segurança aosacidentados que estiverem conscientes, informando que o auxíliojá está a caminho. Aja rapidamente, porém dentro dos seus limites. Use os conhecimentos básicos de primeiros socorros. Às vezes, é preciso saber improvisar.ResgateNo Corpo de Bombeiros, a conscientização de que haveria necessi-dade em se melhorar o atendimento pré-hospitalar surgiu na prática do diaa dia, vivenciada pelos integrantes do Serviço de Salvamento.Até então, sua atribuição específica era a de remover vítimas dos lo-cais de acidente onde estavam presas ou com o acesso dificultado. Po-rém, muitas vezes esta remoção era lenta, com a vítima necessitando decuidados, e dificilmente existia a presença de um médico no local.Também, mesmo após sua remoção, as ambulâncias sempre tarda-vam a chegar e as viaturas de bombeiros não possuíam condições deacomodação para seu transporte a um hospital, restando apenas aguardarou efetuar um transporte precário.Em 1986, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, em integraçãocom a Associação de intercâmbio entre EUA e Brasil, denominada "Com-panheiros das Américas", enviou um grupo de quatro oficiais dos Bombei-ros e um da Defesa Civil à cidade de Chicago, nos EUA, para a realizaçãode um Curso de Técnicos em Emergências Médicas.No seu regresso, os oficiais apresentaram um relatório ao Comandan-te Geral da Corporação, onde se propunha a reformulação dos conceitose da instrução de primeiros socorros ministrada ao seu efetivo, bem comoa criação de um serviço no Corpo de Bombeiros, com viaturas, equipa-mentos e pessoal específicos para o atendimento e transporte das vítimasde acidentes.Em 1987, englobando todas as conclusões dos grupos de trabalho eselando a integração entre Saúde e Bombeiros, foi criada a Comissão deAtendimento Médico às Emergências do Estado de São Paulo - CAME-ESP, que apresentou proposta para a criação de um projeto piloto deatendimento pré-hospitalar denominado PROJETO RESGATE.Finalmente a proposta foi aprovada e, em 22 de maio de 1989 os Se-cretários Estaduais da Saúde e Segurança Pública assinaram a Resolu-ção Conjunta SS/SSP no 42, que definia as formalidades de implantaçãodo PROJETO RESGATE, sob a coordenação de uma comissão mistadenominada GEPRO - EMERGÊNCIA e operacionalização do Corpo deBombeiros e Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar doEstado de São Paulo.O Serviço iniciou efetivamente no início de 1990, com atuação naGrande São Paulo e em 14 municípios do Estado, empregando 36 Unida-des de Resgate, 02 Unidades de Suporte Avançado e 01 helicóptero. Esteprojeto inicial foi se expandindo por todo o Estado, aumentando o númerode viaturas e de pessoal, até que em 10 de março de 1994, através doDecreto no 38432, o Serviço de Resgate foi consolidado e sua operacio-nalização atribuída exclusivamente à Polícia Militar do Estado de SãoPaulo, por intermédio do Corpo de Bombeiros e Grupamento de Radiopa-trulha Aérea.Na Capital o sistema operacional se desenvolve da seguinte forma:a) os chamados são recebidos pelo Centro de Comunicações doCorpo de Bombeiros (COBOM);b) nos casos de traumas, a Unidade de Resgate é enviada de ime-diato;c) nos casos clínicos, há uma triagem prévia por um médico deplantão, que decide se é caso para uma Unidade de Resgate ouse repassa para o Serviço Municipal de Ambulâncias;d) num tempo médio de 08 minutos a equipe chega ao local da ocor-rência e comunica ao COBOM as informações preliminares da si-tuação;e) a equipe efetua o exame do acidentado e presta o suporte básicoda vida, enquanto são transmitidos ao médico no COBOM, as in-formações mais detalhadas quanto ao seu estado;f) a vítima é estabilizada e em seguida removida para a Unidade de
  • 4. Primeiros Socorros 4Resgate;g) baseado nos sinais vitais e ferimentos da vítima, o médico doCOBOM define e contata o hospital mais adequado, orientando odeslocamento da Unidade de Resgate;h) nos casos considerados mais graves , onde é necessário o em-prego de suporte avançado da vida no local, é deslocada a Uni-dade de Suporte Avançado, com a presença de um médico;i) quando o caso é extremamente grave , exigindo um rápido trans-porte para o hospital, é deslocado para a ocorrência um helicóp-tero com equipe médica; ej) via de regra não são de competência do Serviço de Resgate a-tendimentos clínicos, atendimentos domiciliares ou remoções in-ter-hospitalares, sendo, quando solicitados, repassados para ou-tros órgãos.No interior e na região metropolitana, ainda o sistema funciona ape-nas com o Suporte Básico da Vida prestado pelas Unidades de Resgate,sem a presença de médicos no Centro de Comunicações, muito embora ameta seja de termos gradualmente o Serviço completo em todas as regi-ões do Estado."ASPECTOS LEGAIS DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALARASPECTOS LEGAIS DO SOCORRISMOOMISSÃO DE SOCORRO (ART. 135º DO CÓDIGO PENAL.)Todo cidadão é obrigado a prestar auxílio a quem esteja necessitan-do, tendo três formas para fazê-lo: atender, auxiliar quem esteja atenden-do ou solicitar auxílio.Exceções da lei (em relação a atender e/ou auxiliar): menores de 16anos, maiores de 65, gestantes a partir do terceiro mês, deficientes visu-ais, mentais e físicos (incapacitados).Telefones de emergência:CB: 193SAMU: 192PM: 190“A principal causa-morte pré-hospitalar é a falta de atendimento. Asegunda é o socorro inadequado.”ASPECTOS ÉTICOS DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALARDE URGÊNCIAJosé Roberto GoldimO atendimento pré-hospitalar é um tipo de assistência emergencialque merece destaque pelas suas peculiaridades. Este tipo de assistênciase caracteriza por ser realizado fora do ambiente tradicional da atenção àsaúde. Os profissionais se deslocam para o local onde o paciente necessi-ta de cuidados considerados urgentes, isto é, que necessitam de atendi-mento em um breve período de tempo. O serviço é acionado pelo própriopaciente, por um familiar ou por outras instituições sociais, como políciaou bombeiros. Uma central de atendimentos, onde existe sempre a figurade um médico responsável pela regulação do sistema. Esta triagem àdistância seleciona os casos onde existem indícios ou indicativos destasituação de urgência.O atendimento pré-hospitalar de urgência, como o realizado pelo SA-MU de Porto Alegre, tem interfaces múltiplas, pois relaciona-se com opaciente, com seus familiares, com outras instituições da área da saúde,com instituições fora da saúde, em especial vinculadas à segurançapública e controle de trânsito, e por decorrência, com a sociedade comoum todo.Na relação com os pacientes ou com seus familiares a demanda fun-damental se baseia no critério da necessidade. Os profissionais desteserviço tem como objetivo nesta relação a busca do bem do paciente(beneficência). Os deveres associados são a veracidade e o atendimentoda necessidade real ou presumida. Nesta avaliação devem ser avaliadasa gravidade do quadro de saúde apresentado e o risco iminente de morte.A relação do atendimento pré-hospitalar com outras instituições daárea da saúde nem sempre tem a contrapartida esperada. Estas ativida-des não são adequadamente integradas e muitas vezes os profissionaisdas outras instituições reclamam por receber pacientes atendidos primeirono domicílio ou na rua. A contrapartida esperada pelas instituições é a deque as demandas do atendimento pré-hospitalar sejam realmente neces-sárias e baseadas em fatos e circunstâncias verdadeiras. O importante ébuscar construir uma relação de efetiva parceria entre o atendimento pré-hospitalar e as instituições de saúde que são responsáveis pela continui-dade do atendimento.As relações do atendimento pré-hospitalar com outras instituições nãorelacionadas com a área da saúde também são múltiplas e complexas.Os profissionais do atendimento pré-hospitalar muitas vezes sentem-seutilizados para atribuições que não lhes dizem respeito nem para as quaisforam especificamente treinados. A expectativa dos profissionais emrelação a estas outras instituições é a de que as informações que lhes sãorepassadas sejam verdadeiras, que não criem uma expectativa de aten-dimento que depois não se comprove. Esperam, também, da parte dosórgãos de segurança uma contrapartida de garantia de integridade física,pois muitas vezes têm que participar de atendimentos onde o risco de vidaassociado é muito grande, seja pelas condições de trabalho, por exemplo,atendimento em vias públicas com tráfego intenso, ou por risco de agres-são. Aqui novamente o ideal a ser buscado é uma integração adequada ebaseada no conhecimento recíproco das atribuições e competências decada um dos parceiros envolvidos.Nas relações entre o atendimento pré-hospitalar e a sociedade, estatem como principal expectativa a proteção. Nesta característica inclui-se oreconhecimento da competência técnica dos profissionais e a expectativade atendimento humanizado. Um paradoxo que se estabelece é o de queeste tipo de serviço recebe um grande número de solicitações de atendi-mento que são fraudulentas. Corriqueiramente este tipo de solicitação édenominada de "trote", e uma "brincadeira". O custo social e pessoaldeste tipo de demanda inexistente é enorme. Este tipo de procedimentopode ser claramente enquadrado como sendo maleficente, pois visaenganar deliberadamente o serviço de saúde, utilizando um recurso quepode ser momentaneamente escasso. Os profissionais em contrapartidaesperam que seu trabalho seja adequadamente reconhecido e que sejamfornecidas condições aceitáveis de trabalho e segurança.Estas breves reflexões tem como única finalidade estabelecer as dife-rentes formas de relacionamento que o atendimento pré-hospitalar temcom os segmentos sociais com os quais se relaciona.BIOSSEGURANÇABiossegurança é o conjunto de estudos e procedimentos que visama evitar ou controlar os riscos provocados pelo uso de agentes químicos,agentes físicos e agentes biológicos à biodiversidade.DefiniçãoOutra definição nessa linha diz que "a biossegurança é o conjunto deações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscosinerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimentotecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dosanimais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados"(Teixeira & Valle, 1996). Este foco de atenção retorna ao ambienteocupacional e amplia-se para a proteção ambiental e a qualidade. Não écentrado em técnicas de DNA recombinante.Uma definição centrada no ambiente ocupacional encontramos emTeixeira & Valle (1996), onde consta no prefácio "segurança no manejo deprodutos e técnicas biológicas".Uma outra definição, baseada na cultura da engenharia de segurançae da medicina do trabalho é encontrada em Costa (1996), onde aparece"conjunto de medidas técnicas, administrativas, educacionais, médicas epsicológicas, empregadas para prevenir acidentes em ambientesbiotecnológicos". Está centrada na prevenção de acidentes em ambientesocupacionais.Fontes et al. (1998) já apontam para "os procedimentos adotados

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