Your SlideShare is downloading. ×
Altamente nº 3 junho 2010 11 layout 1
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×

Saving this for later?

Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime - even offline.

Text the download link to your phone

Standard text messaging rates apply

Altamente nº 3 junho 2010 11 layout 1

324
views

Published on

Published in: Education

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
324
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
4
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. ALTA ... MENTE M ONAGE A E CL ?Escola Secundária Abel Salazar Escola Secundária Abel Salazar ÉTIC m clonage existem ? O que é a onagem s de cl Que tipo Dolly? oi a Quem f 3 p ágs. 2 e veja nas vas: As múltiplas perspecti sófica, etc. (veja na científica, religiosa, filo pág. 3)1/2 sophia 1/2 sophia A L ÍTIC E A PO VE NS OS JO Por que não se interessam os jovens pela política? n.ºs de abstenção e de interesse porRevista de Filosofia, poesia e coisas afins... Revista de Filosofia, poesia e coisas afins... faixa etária. (consulte as págs centrais) Conheça a vida e obra de Carolina Beatriz Ângelo Novas realidades e problemáticas: e de Aristides Sousa barrigas de aluguer - a favor Mendes - o que diz a História... ou contra? (consulte págs.6 e 7) - conheça as opiniões de alguns estudantes de Psicologia. Consulte o site de Filosofia em www.altamente.org e o blogue dedicado a Abel Salazar em www.alta_mente.blogs.sapo.pt N.º 3 0.80 mentes Junho de 2011
  • 2. Alta....menteA Clonagem e ética ................................................2Ética e clonagem ..................................................3O sentido da vida....................................................3Barriga de aluguer: a favor ou contra?..................4O que pensar?.........................................................4Os jovens e a política..............................................5Carolina Beatriz Ângelo............. ............................6Matrix - o filme e a filosofia..................................6Aristides de Sousa Mendes....................................7Relatório Minoritário..............................................7Colaboradores desta edição:Ângela Nunes, Ana Reis, André Guerra, BeatrizCosta, Cátia Neves, Cristiana Mouta, DanielGonçalves; Francisco Melo; Hugo Pena; JoanaLemos; João Esteves; João Lemos; Júlia Ribeiro;Márcia Cavaleiro, Maria João Paúl, Maria Santos;Patrícia Cunha; Patrícia Ferreira .Coordenação: Maria Luísa Valente Tipos de Clonagem Induzida Desvantagens:Reprodução assexuada por bipar-ição; reprodução assexuada por A CLONAGEM E A ÉTICA → A nível cienífico: Baixa eficiência do processo; morte precocefragmentação; reprodução assexuada dos fetos (durante a gestação ou logo após opor gemulação e reprodução assexuada por nascimento); envelhecimento precoce (os embriões têmmuliplicação vegetaiva. a mesma idade genéica que os indivíduos clonados, pelo que envel-Clonagem reproduiva hecem mais rapidamente); potencialidade de perda de variabilidadeProcesso que se baseia na muliplicação arificial de seres vivos genéica;ocorrência de grande número de anomalias.através da transferência nuclear da célula somáica (SCNT). Envolve o → A nível éico:recurso a barrigas de aluguer e trabalho manual sob microscópio, pelo Alteração do ciclo natural da vida; perda de individualidade; preocu-que todo o processo de SCNT sujeita as células a elevados níveis de pação com os riscos de ingestão de comida proveniente de seres vivosstress, o que resulta numa taxa de mortalidade elevada dos ovos re- clonados; preocupação com o elevado número de mortes de serescipientes, pois apenas aproximadamente 2,5% dos embriões sobre- vivos; problema da possível falta de apoio monetário à preservaçãovivem logo após o nascimento. de habitat aquando da regeneração de espécies por clonagem (comu-Um dos mais famosos alvos deste ipo de clonagem é a ovelha Dolly, nidades beneficiárias podem deixar de enviar fundos à preservaçãoque foi um exemplo do sucesso desta experiência, tendo vivido seis de espécies se houver uma outra via de conservação, o que pode levaranos e meio e dado origem a outras quatro ovelhas, pondo de parte à desprotecção de áreas de elevado risco de destruição e consequentea questão da inferilidade dos clones. perda de biodiversidade).Clonagem terapêuica Após a realização da eicoanálise e a comparação dos aspetos posi-Procedimento cujos estágios iniciais são idênicos à clonagem para ivos e negaivos da questão éica, concluímos que, do nosso pontofins reproduivos, mas que não requer introdução do embrião no de vista, é vantajoso e benéfico para a humanidade a uilização daútero, sendo uilizado em laboratório para a produção de células est- clonagem na pesquisa cienífica com vista à cura e/ou eliminação deaminais, a fim de produzir tecidos ou órgãos para transplante. doenças, até agora praicamente incuráveis 0 e no âmbito da preser-Esta técnica tem como objeivo produzir uma cópia saudável do tecido vação da biodiversidade e no estudo de espécies exintas. No entanto,ou do órgão duma pessoa doente para transplante. As células esta- é necessário ter em conta os princípios bioéicos e o valor a vida. Éminais podem ser uilizadas no intuito de restaurar a função de um necessário encontrar um equilíbrio entre as várias perspeivas acercaórgão ou tecido, transplantando novas células para subsituir as célu- deste tema, de modo a abordar-se com respeito as questões relaivaslas perdidas pela doença, ou subsituir células que não funcionam ad- à idenidade de cada indivíduo sujeito a clonagem arificial, à proteçãoequadamente devido a defeitos genéicos. contra a manipulação genéica intensiva ou não autorizada, ao sofri-No senido da “eicoanálise” – análise dos pontos posiivos e negaivos mento a que os seres vivos podem ser submeidos durante estes pro-de um problema, realizada sob o ponto de vista éico, a fim de deter- cedimentos, nomeadamente os níveis de stress a que estão sujeitos,minar se a opção tomada é ou não éica e moralmente correta –, a às malformações em novos indivíduos e à morte prematura da maio-clonagem apresenta diversas vantagens e desvantagens. ria dos organismos sujeitos a estas experiências.Vantagens: A clonagem pode ser um elemento benéfico no senido da evolução→ A nível paleobiológico: da ciência, mas para que esta evolua no senido posiivo é imperaivoPreservação de espécies em potencial risco de exinção (aumento do a análise das questões éicas, a regulação da aividade cienífica e onúmero de indivíduos e reintegração na natureza assegurada); Re- respeito pela integridade biológica.consituição de espécies exintas, de forma a permiir o seu estudo epossível reintegração em ecossistemas onde desempenhavam um Joana Matos e Francisco Melo, 11º Apapel crucial.
  • 3. ratório, que fossem compatíveis com o do receptor, impedindo a rejeição dos órgãos. ÉTICA - Passaria a ser possível o tratamento de doenças incuráveis, tais E como Parkinson, doenças cardíacas, Alzheimer, paralisia, acidentes GEM vasculares cerebrais, diabetes e mesmo cancro, através do trans- C LONA plante de células estaminais, acabando com o sofrimento originado por deficiências genéticas. Ligadas à clonagem de seres humanos surgem muitas questões A clonagem é um processo, natural ou filosóficas e todas elas sem uma resposta definida. artificial, através do qual as espécies, como plantas Em primeiro lugar, a beneficência, do latim: bonum facere - fazerou bactérias, se propagam, criando cópias geneticamente idênticas o bem ao paciente: será que o ser clonado vai ter uma vida digna?de um ser vivo. Em biotecnologia, designa-se o processo pelo qual Depois, a questão da autonomia: irá o clone ser capaz de governar-se copiam fragmentos de ADN, células ou organismos. Clone é se a si mesmo? Isto porque tudo nele foi manipulado pelas mãosdefinido como um conjunto de moléculas, células ou organismos de cientistas e não por um processo natural.que provieram de uma única célula ancestral e que são idênticas à Será justo que o indivíduo, ao contrário de todos os seres hu-célula original e entre elas. Os cientistas não pretendem, com a manos, não tenha raízes familiares? E quem será o seu pai e a suaclonagem, criar clones humanos, mas produzir células estaminais mãe? Esse ser humano não terá nenhuma raiz geneológica e, parade forma a curar certas doenças. As técnicas de manipulação além disso, não será capaz de gerar outro ser.genética permitiram a clonagem de plantas, animais e, espera-se, E qual será afinal a finalidade da clonagem? Será um mero capri-no futuro, de seres humanos ou partes destes. cho dos cientistas?Apenas uma vaidade em termos um cópia exacta Assim, a clonagem humana, com fins tanto reprodutivos do nosso ser? Quer o ser humano desempenhar acomo terapêuticos, ultrapassou o período de especulações função de Deus?a nível científico e tornou-se, agora, praticamente reali- Será ético produzir um ser que poderá surgir comdade. No entanto, o que mais aflige a comunidade cientí- defeitos e anomalias graves e que, por ser defeituoso,fica não é a possibilidade de clones humanos, mas a poderá ser eliminado? Sabendo os cientistas que naineficácia e os riscos dos métodos existentes. maioria dos casos os seres têm malformações, porquê insitir na sua criação para depois proceder à suaARGUMENTOS A FAVOR DA CLONAGEM: destruição? Depois, surge a questão da identidade do clone: se Prevê-se que a clonagem possibilite o avanço de várias áreas. o clone é uma cópia idêntica de um outro ser, qual será a sua ver-Esta possibilidade é utilizada para argumentar a favor do desen- dadeira identidade? O clone nunca poderá atingir uma perfeitavolvimento da clonagem. Os benefícios são: semelhança pois um ser humano é o fruto de um conjunto de ex-- A clonagem reprodutiva tem a aptidão de criar seres humanos periências e factores exteriores, os quais, o clone não vai poder ex-com o mesmo conteúdo genético que outros, para que sejam perimentar.dadores de órgãos. Existe também a questão do aborto e ainda da eutanásia: já é- Os casais inférteis poderão ter indivíduos relacionados, geneti- previsto que muitos dos embriões não se instalem no útero oucamente, a, pelo menos, um deles. tenham malformações e deficiências, o quelevará ao aborto. Assim, o médico ou cientista está desde logo a contar que tenha de ser feito- A clonagem terapêutica possibilita a renovação de células e um aborto, ora este facto é um atentado aos principios éticos.órgão danificados, substituindo-os por novos produzidos em labo- Ana Reis e Mª. Júlia Ribeiro, 11º D Este tema e também questão filosófica é, provavelmente, o mais uni- Desde muito cedo que nos confrontamos versal, porque se aplica para todos os seres vivos do universo, e tam- com a razão da nossa existência e o seu bém o mais complexo de todos os problemas e temáticas da filosofia. sentido. Qual o sentido da vida humana? Sendo um tema objectivo dificulta ainda mais uma possível e adequada Qual o objectivo da minha vida? Estas resposta a este problema. O que para uns é o sentido da vida, para ou- são algumas das questões que nos tros não é. Muitas pessoas entendem que devem responder à pergunta surgem frequentemente. “Qual achas que é o sen- Assim, este tema é muito importante para que possamos desfrutar ao tido da vida?” como qualmáximo a nossa vida e para que a possamos, de certa forma, compreen- acham ser o sentido da suader. vida. O sentido da vida emTodos nós, seres vivos, somos vítimas do inevitável ciclo da vida em si é diferente do sentido daque nascemos, vivemos e morremos. vida de cada um.Este ciclo de vida levanta várias questões, como: porque nascemos? Este tema está constante-porque nascemos bebés? será bom nascer? mente associado à relevân-Todos deduzimos que é uma grande sorte para cada um nascer. De cia da morte, isto é, nósentre milhões e milhões de espermatozóides apenas um penetra no associamos sempre a fini-óvulo e tem a oportunidade de nascer. Por isso, todos temos sorte em tude da vida de qualquer ser vivo ao fim das nossas ideias de felicidadeestar neste mundo e somos todos vencedores. e, como tal, é desconcertante pensar no sentido da vida quando esta éPara justificar a segunda pergunta, é aceitável a hipótese de que nasce- finita e inesperada.mos bebés porque em bebés temos uma melhor capacidade de aprender, A palavra sentido tem diferentes significados. Pode significar: razãoconfiar nos nossos sentidos e no nosso instinto. Em idosos, os nossos de; direcção; ou ainda objectivo.sentidos vão-se degradando, daí considerarmos esse período da nossa Como razão de significa que existe algo ou alguém que justifique avida como a Idade Senil. nossa existência como seres vivos. Para os religiosos, a sua razão deSerá que a vida existe? existir é graças a Deus. Tudo o que acontece, quer seja bom ou mau,Qual será o sentido da existência humana? é graças a Deus. Para as pessoas que cresceram praticando incessan-Vários filósofos formaram a suas opiniões ao longo dos tempos através temente a sua religião, sem muitas vezes saberem porquê, tudo o quede diferentes pontos de vista, significados e crenças. Isto é, criaram-se existe no mundo é obra de Deus. Uns vêem Deus como um homemdiferentes perspectivas que possam justificar estas questões filosóficas: que outrora foi um herói e por isso, ele é a razão da existência (continua
  • 4. BARRIGA DE ALUGUER - a favor ou contra? Na minha opinião, o caso das barrigas de aluguer devem ser reformulados. Em Portugal é proibida a procriação Sobre este tema, tenho pontos a favor e pontos contra através deste método, embora eu considere errado o facto de à recorrência a uma barriga de aluguer. não ligarem às causas que os pais expõem para optarem por Muitas mulheres recorrem a uma barriga de aluguer por este meio. Eu sou a favor da sua aceitação se implicar razões diversos motivos, por exemplo, terem problemas de saúde que médicas, como o caso da mulher que não pode desenvolver as impedem de engravidar, problemas esses que podem ser uma criança no seu útero por diagnóstico de infertilidade transmissíveis aos bebés; ou problemas nos ovários, no útero ou, sendo caso disso, para tratamento de doença grave ou do ou noutro órgão do sistema reprodutor. Nestes casos, con- cordo com este método, pois acho que todos os casais, princi- risco de transmissão de doenças de origem genética, infec- palmente as mulheres, anseiam em ter um filho e perante o ciosas ou outras. facto de não poderem realizar o seu maior desejo, utilizam Para mim, as técnicas de procriação medicamente assisti- todas as opções que encontram. Se, neste caso, for feita uma das não são um meio alternativo, são um meio subsidiário inseminação artificial (recolha dos espermatozóides do homem quando não é possível haver a procriação por meios naturais. para serem colocados no útero da mulher que vai carregar o O exemplo de uma mãe que pense na hipótese de gerar um bebé) o bebé vai possuir características do pai, mas não da filho na barriga de outra, mesmo es- mãe, uma vez que esta não tem condições de saúde para o de- tando em senvolver na sua barriga. Apesar de não ser a melhor solução, condições fi- para estas mulheres o que interessa é mesmo que estes pos- siológicas suam características de alguém, neste caso do pai. Para todos para o os efeitos, a mãe biológica da criança vai ser a que a carregou fazer, mas durante o tempo de gravidez, ou seja, a barriga de aluguer. que decide Existem mulheres que, apesar de serem saudáveis e não recorrer a terem nenhum impedimento para engravidar recorrem igual- este meio mente a barrigas de aluguer. Estas mulheres não querem que porque não o seu corpo passe pelas transformações da gravidez (aumento de peso, alterações na pele, mudanças psicológicas, etc.) e quer o seu optam por terem um bebé que cresça no corpo de outra pes- corpo defor- soa. Neste caso, não estou a favor do recurso a barrigas de mado com a aluguer uma vez que não considero os motivos suficiente- gravidez, para mim, é um pen- mente válidos para tal decisão. Estes actos são actos de samento altamente reprovável! Mas numa situação, como já egoísmo por parte destas mulheres uma vez que consideram referi atrás, em que a mulher não tem possibilidades de gerar que os bebés são responsáveis pela alterações do seu corpo, uma criança no seu útero por questões médicas pode e deve preocupando-se apenas com elas próprias e não com o futuro colocar o sémen do parceiro na barriga de outra mulher. ser. Na verdade, acho que estas mulheres não querem real- Para muitas pessoas este comportamento é inconcebível, mente ter um filho, porque se o quisessem de facto, tê-lo-iam pois existem muitas crianças para adoptar e assim facili- independentemente das transformações associadas à gravidez tariam a vida destas se optassem por escolher uma criança preocupando-se apenas com o bem-estar do novo ser e não só de um orfanato. No entanto, penso que este meio tem uma com elas próprias. Este processo “barriga de aluguer”, sendo vertente mais afectiva já que a criança vai adquirir caracterís- ilegal no nosso país, é também um factor contra a sua existên- ticas do homem, e assim estão de certa forma mais ligados à cia, apesar de continuar a ocorrer na clandestinidade. criança geneticamente. Em suma, é um tema algo polémico, com prós e contras que Penso que este método não deve abranger os casais ho- impedem de ter uma opinião unânime acerca do mesmo. mossexuais! Patrícia Cunha, n.º13,12º C Patrícia Ferreira, n.º12,12º C os filhos são o quê? Produtos comerciais para da tarefa de “oferecer” o seu corpo para o desen- vender?que são fabricados numa fábrica indepen- volvimento da criança muitas vezes, após o tér-O QUE PENSAR? dente e depois basta pagar e dar-lhes a patente? mino do tempo de gestação, face à envolvência Não concordo com isto mas, “cada cabeça sua em que se encontra com a criança, não a devolve A minha opinião diverge para ambos os sentença.” ao seu emissor. Para além disto, gostaria de deixarlados, ou seja, tanto sou a favor como contra. Sou Em relação àquelas mulheres que não no ar uma crítica: muitas mulheres que se ofere-a favor de “barriga de aluguer” quando única e ex- podem ter filhos, podem recorrer à adopção, mas cem para” alugar” a sua barriga recebem um de-clusivamente o casal quer ter um filho e a mulher entende-se que muitas vezes não o façam porque terminado pagamento pelo seu acto (é certo quenão o possa ter, de outra forma não o sou! não é o mesmo! Não vale a pena tentar encontrar teve o trabalho todo que deveria ser de outra pes- Como acima descrito, um dos princi- razões para contrariar este facto, porque não há! soa), mas o aspecto essencial que quero focar épais casos para se recorrer a “barriga de aluguer” Uma coisa é ter-se um filho (adoptado) com o seguinte: mas agora isto é algum negócio/em-é para não destruir a silhueta da mulher, neste características de outra pessoa, outra coisa é ter prego ou quê? É que se for, com o crescente de-caso estou completamente contra! Desde quando um filho com algumas características do seu par- semprego que ocorre nos dias de hoje, daqui aé que uma mulher, querendo ser mãe, se preocupa ceiro! Não há que sentir constrangimentos perante pouco começamos a ver nas janelas de cafés,com a sua figura? Que mãe, em seu perfeito juízo, tal, visto que é perfeitamente natural este senti- casas… papéis a dizer-se “Aluga-se barriga, … évai passar a outra pessoa um dos mais belos pra- mento! favor contactar *********!”zeres da vida que é sentir dentro de si o cresci- Por fim, gostaria de salientar o facto de
  • 5. OS Estudo sobre a políica A LÍTIC Estudo feito pela Universidade Católica em Janeiro de 2008 SE A PO N JOVE Políica em Portugal 1. Interesse pela políica, por sexo Hoje em dia o estado da políica descredibiliza-a, as pessoasinteressam-se cada vez menos e as que ainda se interessam, estão de-sapontadas. As consequências que daqui advêm estão à vista: maiornúmero de votos em branco e maior taxa de abstenção. Dizem ospolíicos que as pessoas estão pouco sensibilizadas para esse seu di-reito de voto. Nós diríamos, antes, que a população está sensibilizadahà muito para votar (direito cívico), contudo estão descrentes. Nos de-bates, são poucas as soluções e muitas as acusações. Daí os eleitoresnão verem uma solução poliicamente correcta para governar o país.Há uma descredibilização e um desapontamento generalizado. Isto leva, por outro lado, a um desinteresse cada vez maiordos jovens pela políica. Desde pequenos, ouvem os pais fazer críicasà políica, descrentes com os governantes, receosos face à situaçãodo país. Deste modo, a políica perde cada vez mais importância nosubconsciente de cada jovem (futuros eleitores). Sendo assim, a taxa Fonte: Jornal de Noicias 29-05-2011 (adaptado) - quadro nº 2de abstenção tende a aumentar. Com a análise do quadro verifica-se que há uma diferençaIdeologias Políicas entre sexos relaivamente ao interesse políico. Os homens interes- Podemos classificar as posições políicas ou os paridos sam-se ligeiramente mais do que as mulheres, no entanto, o problemapolíicos como sendo de esquerda e de direita. prende-se com as elevadas percentagens de pouco ou nenhum in- A oposição entre a esquerda e a direita é imprecisa e ampla teresse pela políica com 35,5 e 26,6% respecivamente.e resulta de vários factores. Estes termos têm origem na RevoluçãoFrancesa , onde os membros do terceiro Estado se sentavam à es- 2. Interesse pela políica, por faixa etáriaquerda do rei enquanto os do clero e da nobreza se sentavam à direita.Quando se realizavam as eleições para a assembleia, os fiéis ao Rei fi-cavam do lado direito, enquanto os radicais ficaram do lado esquerdo Através da análise do quadro constata-se que as percent-. É daí que vêm as designações "esquerda" e "direita".É curioso pensar agens são mais elevadas no pouco interesse destacando-seo que seria da políica caso os realistas ivessem escolhido o lado es- os jovens dos 15-17 anos e dos 18-29, e nenhum interesse osquerdo e os radicais do lado direito. mais de 65 anos, sendo uma grave problemáica os baixosTradicionalmente, consideraram-se as seguintes disinções: valores registados em muito interesse (consultar o quadro da pág.6). Esquerda Direita Intervencionismo económico Liberalismo económicoEconomia socializada – apoiam 3. Média de interesse pela políica segundo país e Economia familiar – apoia as pe-as grandes empresas faixa etária quenas e médias empresasEstado grande Estado pequenoIgualdade de renda Com a análise do quadro 4 da pág. 6, verificamos que a média Igualdade de oportunidadeColecivismo nacionalizaçãoA vontade do povo acima da lei Individualismo - privaizações de interesse da população portuguesa pela políica é das mais A lei está acima da vontade do baixas da Europa sendo equiparada com a da Letónia povo
  • 6. Quadro nº 3e da Eslovénia, por exemplo. Este quadro reflecte a crisemundial associada ao mau desempenho dos governantes. Podemos, então, concluir que a taxa de abstenção e onúmero de votos em branco resulta da situação políica ac- Quadro nº 4tual que desacredita os eleitores, nomeadamente os jovens. Os jovens não seidenificam com os líderes políicos e poucos são os que acompanham a campanha eleitoral e os debates, criam-se assimcondições para um desinteresse cada vez maior. André Guerra, Cáia Neves, Hugo Pena,Maria Santos, 11º D Relaivamente à Consi- legislaivos os cidadãos do tuição da República Por- sexo masculino maiores de MATRIX - o filme e a filosofiaCarolina Beatriz tuguesa, esta concedia o 21 anos ou que completem direito ao voto aos essa idade até ao termo dasÂngelo operações de recensea- O filme Matrix representa o mundo do final mento (…) saibam ler e es- do século XXI. A Matrix simulava o mundo crever português, residam real, um mundo, na verdade, virtual.“Ser cidadã de corpo no território da República Algumas personagens, como Trinity e Mor- inteiro” pheus, viviam no mundo real, enquanto Neo, o(1877 - 1911) Portuguesa.” As mulheres re- tal, “the one”, conseguia separar o mundo real conheceram o direito ao do virtual. voto só em 1931, no en- Deste modo, Matrix demonstrava a existência Carolina Beatriz de uma duali-Ângelo nasceu no ano de tanto restringido: só po- diam votar se ivessem dade entre a re-1977, na Guarda. Licenciou- alidade/mundose em medicina na Universi- cursos secundários ou supe- “cidadãos portugueses com riores, enquanto para o físico e o mundodade de Lisboa, virtual/sonho.tornando-se assim, a mais de 21 anos, que sexo masculino bastava soubessem ler e escrever e saber ler e escrever. Neo vai duvidarprimeira médica por- da existênciatuguesa a operar no Hospi- fossem chefes de família”. Em Dezembro de Com esta lei, Beatriz Ângelo 1968, foi reconhecido o desse mundotal S. José. Mais tarde, virtual que lhededicou-se exclusivamente teria uma oportunidade de voto às mulheres, mas as exercer o voto eleitoral, Juntas de Freguesia coni- pareceu sempreà especialidade de ginecolo- tão real, a únicagia. uma vez que gramaical- nuaram a ser eleitas apenas mente o plural masculino pelos chefes de família. que ele tinha Carolina não se conhecido até àquela data, à semelhança dedisinguiu apenas em ter- das palavras inclui ambos os Após a Revolução de 1974, géneros, masculino e femi- foram abolidas quaisquer Descartes, que no 2º nível da aplicação damos académicos e profis- dúvida, vai colocar a questão sobre se as mãos,sionais, mas acima de tudo nino, e, dado que Carolina restrições à capacidade inha mais de 21 anos de eleitoral dos cidadãos tendo para as quais está a olhar são ou não realmentecomo cidadã e mulher. suas. Em 1906, envere- idade, possuía instrução e por base o género. era viúva com uma filha Para sair da dúvida, Descartes lembrou-se dedou pela políica através da que é homem e, se é homem, pensa e, se pensa,militância cívica, vindo a menor a seu cargo, es- creveu então um requeri- logo existe.aderir a movimentos femi- “Batalhou e venceu, Na minha opinião, o mundo em que vivemosninos a favor da paz, da im- mento ao presidente da como batalhou e Comissão Recenseadora pode, de certo modo, ser virtual, pois a verdadeplantação da República, da venceu enquanto é que também podemos ser controlados. To-Maçonaria e, sobretudo, com o intuito do seu nome “ser incluído no novo re- estudante.” davia, eu preferia viver num mundo real, aindapelo direito das mulheres que, à semelhança do que acontece no filme,ao voto, uma vez inspirada censeamento eleitoral a que tem de proceder-se”. João Esteves esse mundo seja difícil e não tenha tantos sa-pela persistência das bores e sensações agradáveis como o que eracidadãs europeias na con- Essa actuação valeu à cidadã um retro- criado pela Matrix. Eu não gostaria que mequista pelo sufrágio univer- controlassem e que me fizessem crer que afinalsal e pela vitória de países cesso na lei, determinando o Código Eleitoral de 1913 a mentira era verdade!como a Nova Zelândia em que “são eleitores de cargos Joana Lemos, 12º D 6
  • 7. “Relatório Minoritário” “Os homens são do tamanho dos valores que de- fendem” “Relatório Minoritário” é uma história de ficção cienífica de Steven Spielberg. O filme que visualizámos nas aulas, retrata Washington DC, em 2054, com segu- Aristides de Sousa Mendes rança total sem crimes, após a implementação pelo departamento policial do “Pré-Crime”. No filme, três indivíduos com capacidades “precogniivas”, encon- (1885 - 1954) tram-se ligados a um sistema informáico e conseguem prever com exacidão a ocorrência de homicídios. O sucesso deste projecto é de tal modo elevado que planeiam a sua amplificação para todos os Estados Unidos. Aristides de Sousa Mendes nasceu em 19 de Julho Jonh Anderton (Tom Cruise), o detecive e chefe do departamento do projecto, de 1885, na região de Ca- acredita e dedica-se completamente ao projecto, devido à perda do seu filho. banas de Viriato, Man- Por outro lado, Danny Witwer (Farell) é um agente do FBI, determinado a encon- gualde. Em termos trar falhas no sistema. Certo dia, Anderton, tem de fugir e pôr em causa o sis- académicos licenciou-se tema, para provar a sua inocência face a um crime que, apesar de previsto, não em Direito na Universidade cometeu. de Coimbra e profissional- A meu ver, varias temáicas e questões éicas são discuidas e postas em causa mente exerceu a carreira durante o filme. Contudo, no meu ponto de vista assuntos que não foram discu- de diplomata. idos no filme possuem elevada importância, como por exemplo: a situação dos No período entre “Precogs”. Estes três indivíduos são totalmente desituídos de direitos humanos 1919 e 1921, devido à sim- e transformados em componentes/ instrumentos informáicos. Deste modo, patia que nutria pelo go- qual seria a percepção da vida real que teriam? Seriam capazes de comunicar e verno monárquico foi interagir uns com os outros? Terem uma vida de um cidadão normal? Ou pas- perseguido pelo regime de sariam a vida a terem percepções, visões de crimes, isolados e drogados em câ- Sidónio Pais e considerado maras? Não me parece que alguém gostasse de encarnar o seu papel. profissionalmente inactivo, Também não consigo deixar de levantar outras questões, tais como: se está tudoficando assim, impossibilitado de dirigir o Consulado em S. dependente destes três “precogs” em todos os Estados Unidos e se o projectoFrancisco, convite feito na altura. fosse ampliado, como seria possível apenas os três possuírem e captarem todas Após o golpe militar de 1926, foi nomeado cônsul as intenções criminosas, de modo a abranger a totalidade dos Estados Unidos?em Vigo. De 1931 a 1938, fez parte do Consulado de Antuérpia, Funcionariam de modo iinerante? Teriam a mesma eficiência? A probabilidadeseguindo-se o de Bordéus. de erro aumentaria? Até que ponto a precisão na hora e data se manteria? Com Durante o ano de 1940, devido à eclosão do se- o projecto “ Pré-Crime” Washington vive em segurança, paz e sem homicídios. Jágundo maior conflito a nível mundial, os jardins do Consulado ninguém dispara um iro. A punição é certa, o crime impossível. Graças aos “pre-de Bordéus e as ruas que dele ficavam próximas serviram de cogs” que conseguem prever qualquer homicídio antes que o mesmo aconteça.acampamento a milhares de pessoas que tentavam fugir à Apesar de a previsão nem sempre coincidir com os três, a versão minoritária,guerra, como também à perseguição nazi. fica registada num relatório. Depois de conhecerem a previsão do que irá acon- Sousa Mendes vivenciou a situação de medo e tecer no futuro, a polícia prende e condena,pânico que, à medida do tempo, se ia instalando por toda a Eu- sem sequer precisar de julgamento. A provaropa e em torno de si. Sendo uma pessoa de carácter e princí- está na previsão. E será a previsão sufi-pios humanistas, empenhou-se por conceder vistos a judeus ciente?! Estará a Ciência deste modo condi-com o intuito de que esses escapassem do extermínio nazi. cionada e limitada pelo futuro?Entre 17 e 19 de Junho de 1940, o cônsul português, com a A fiabilidade da ciência no campo da pre-ajuda de dois filhos, passou cerca de 30 mil vistos! visão pode conduzir a consequências ter- No dia 24 de Junho, recebeu um telegrama de ríveis, não só para a pessoa envolvida comoOliveira Salazar, ordenando o seu regresso imediato a Lisboa. para a humanidade.A sua postura, apesar de louvável, colocou-o numa posição de- De facto, a Ciência poderia invesir de formalicada, acabando por ser demitido do seu cargo sem direito a drásica na nossa vida quoidiana, mas os cidadãos receariam o futuro e teme-qualquer indemnização ou reforma. Para que não bastasse, foi riam as consequências dos seus actos imorais.também proibido de exercer a advocacia e os seus filhos de fre- Apesar deste sistema diminuir significaivamente as taxas de mortalidade, tam-quentarem a Universidade. bém limita a vida privada e as escolhas das próprias pessoas. A ciência trabalha Em 1945, apesar de ter feito uma exposição para na base de factos reais, ocorridos, já reconhecidos e apreendidos, que funda-tentativa de reapreciação do seu processo, não recebe mentam e dão veracidade às teorias cieníficas. Os factos futuros, que ainda nãoresposta. Aristides morre no ano de 1954, em Lisboa, com ocorreram e não estão confirmados, poderão ser falhas do sistema. E estas fa-imensas dificuldades financeiras e numa situação de miséria, lhas podem ser irreparáveis para a humanidade.apenas com o apoio de uma sobrinha, uma vez que todos os Efecivamente, o mais impressionante e até mesmo o mais ridículo, é a históriafilhos tinham emigrado para os Estados Unidos. do responsável pelo “Pré-Crime”.A pessoa que se encontra por detrás deste sis- Já em 1987, Mário Soares, presidente na altura, tema que parecia infalível, apenas o faz para mascarar um crime da sua autoria.conferiu-lhe, a título póstumo, a Ordem da Liberdade e, em Tenta esconder todas as provas no “Relatório Minoritário”, envolvendo-se num1989 a Assembleia da República reintegrou-o no serviço enredo de meniras. Felizmente, a verdade acaba por vir ao de cima, pois al-diplomático por aclamação. guém usa a dúvida como método racional e assim o projecto é encerrado. O nosso mundo deve ser sempre controlado por nós, seres HUMANOS, seres dotados de capacidades racionais e de razão, e não por máquinas, meros apare- “É o herói vulgar. Não estava preso a causas. Estava lhos electrónicos, “alimentados” por electricidade. preso a uma questão fundamental: a sua consciência.” E quando a tecnologia dominar a sociedade, estamos no nosso fim, terminámos o nosso papel no mundo, no nosso planeta Terra. Ferreira Fernandes, jornalista Em suma, a tecnologia é capaz de tomar o controlo da nossa vida, de toda a hu- manidade e, quando levada ao extremo, tem consequências muito graves e neg- Joana Lemos, 12º D aivas. 7
  • 8. gundo Leibniz, o mal existe para se poder distinguir do bem e deduzi-(continuação da pág. 3) lo. O mal moral deve-se à responsabilidade humana e também ao mau Tal como a palavra “direcção” significa, este tipo de sentido uso da liberdade por parte do Homem.indica-nos para que lado nos procuramos virar para viver, ou seja, que Para os grandes românticos, alguns deles poetas, só exis-caminho achamos mais apropriado escolher para o vivermos. Caminho timos com o propósito deesse que é vivido a partir das consequências das nossas escolhas, quer satisfazer as necessidades esejam boas ou más. fazer feliz outra pessoa, Por outro lado, temos o significado de “sentido” como o nomeadamente, a pessoapropósito ou motivo pela nossa existência. Isto é, todos nós, quando que é denominada por almacrescemos, adquirimos a noção de felicidade e pretendemos obtê-la gémea. Para eles a razão devárias vezes até morrermos. Essa felicidade não é atingida do mesmo cada pessoa existir nestemodo para todas as pessoas. A esse modo de atingir a felicidade e o planeta é para satisfazer asque pensamos que nos faz feliz chamamos de objectivos ou metas que necessidades e os bens daqueremos alcançar. Há quem tenha como principal objectivo ser feliz, sua alma gémea.há quem tenha como principal objectivo atingir o grande auge da sua O existencia -carreira profissional e ainda há quem tenha como objectivo de vida lismo constitui mais umaadquirir um certo nível económico. perspectiva sobre o sentidoHá diferentes perspectivas sobre o sentido da existência humana: da vida humana. Para os ex-a científica considera que, com o passar dos anos e com o avanço da istencialistas, o homem não foi planeado por alguém para uma finali-tecnologia, a ciência provou que, contrariamente ao que se pensava, o dade, o homem faz a sua própria existência.Homem não se encontrava no centro da criação e do mundo e, por- Assim, o mundo, tal como o conhecemos, é irracional, ab-tanto, segundo esta perspectiva, o Homem poderia nunca ter existido. surdo e está além da sua compreensão, pois não é possível encontrarOra, esta nova teoria veio contrariar a religião, pois, segundo a religião, uma explicação para ele ser da maneira como é e não de outra. Isto é, vivemos num universo sem sentido em que os homens são dotados de vontade própria e, por isso, são responsáveis pelas suas próprias acções. De acordo com esta teoria, a vida é para ser vivida, pelo que a inquietação, o desespero e a angústia fazem parte da existência hu- mana. A existência é algo em aberto, sempre em mudança, e não há nenhum tipo de determinismo ou fatalismo. A resposta que Albert Camus dá a esta questão, ou seja, a sua conclusão filosófica sobre a questão da existência é de que a condição humana é essencial- mente absurda. O que ele quer dizer com isso não é que o mundo seja absurdo porque não tem sentido mas, sim, que há um di- vórcio entre a condição do ser humano e o mundo. Isto é, há um choque entre uma ausênciasomos criados por Deus e, segundo a ciência, somos apenas descen- de sentido e um ser que temdentes das bactérias. como condição a procura de Assim, a ciência vê o Homem como um ser sem qualquer sentido. Se o Homem não fossepropósito, sentido ou destino que lhe tenha sido atribuído por seja este ser que tem necessidade dequem for, excepto ele mesmo. explicar tudo, de sentir que há Contudo, a falta de propósito, não impede que a vida tenha um sentido, que as coisas nãosentido. Isto é, a maioria das pessoas recusa-se a aceitar esta perspec- são fruto do acaso, tudo estariativa, pois pensa que não pode haver qualquer propósito na vida sim- bem. O problema é que, face àplesmente porque não há propósito para a vida ou, ainda, que os ausência de sentido (sempre,homens não podem adoptar e alcançar só por si propósitos, porque o segundo Camus), o ser humanoHomem não é um ser com um propósito. não deixa de o procurar e de o Uma resposta comum ao problema da existência é invocar a "inventar" sob diversas formas,existência de um Deus ou Deuses que nos garantam uma vida de como "Deus".eterna felicidade. Essa é a perspectiva religiosa. Este divórcio Só desta forma a morte não poderá anular o sentido da nossa provoca angústia no ser hu-vida, ou seja, se Deus for responsável pela nossa existência e a tiver mano e, por isso, Camus abordaplaneado, a nossa vida faz sentido porque fomos criados com um a questão do suicídio.propósito (objectivo). Como amantes da ciência, na nossa opinião a perspectiva Esta perspectiva defende que a morte e a finitude tiram sen- mais aceitável é a científica, pois parece-nos de longe a mais lógica etido à vida e que Deus dá sentido à vida, pois oferece imortalidade e racional. Isto, porque nos parece pouco credível que o sentido da nossafinalidade – Deus criou-nos com um propósito. vida seja encontrar o amor da nossa vida, a nossa alma gémea. Tam- No entanto, esta perspectiva é também muito criticada pois bém não pensamos que tudo seja obra de uma entidade superior oupensa-se que a morte não retira o sentido à vida e, portanto, se a vida ainda que nada faz sentido, ou seja, que é assim por ser.não tem sentido quando somos mortais, também não terá sentido ape-nas por sermos imortais. Leibniz defende que Deus confere sentido à existência hu-mana. Para Leibniz, o Homem e o mundo apenas existem porque Deus Ângela Nunes, Cristiana Mouta, Márcia Cavaleiro eos criou. De acordo com esta perspectiva, Deus é o responsável por Maria João Paúl do 11ºBtodas as acções, quer sejam boas ou más. Mas já que Deus é a entidade