Apostila curso tec seg trabalho

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Apostila curso tec seg trabalho

  1. 1. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO SEGURANÇA DO TRABALHO II Profº - Engº de Segurança do Trabalho Eduardo Becker Delwing Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 1 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  2. 2. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho PLANO DE CURSO 1. CURSO: Técnico de Segurança do Trabalho 2. DISCIPLINA: Segurança do Trabalho II 3. CARGA HORÁRIA: 80 horas 4. NOME DO PROFESSOR: Eduardo Becker Delwing 5. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1ª AULA: Planejamento da disciplina: Segurança do Trabalho II Equipamento de Proteção Individual – NR - 06 2ª AULA: Ruído I 3ª AULA: Ruído II 4ª AULA: Proteção Respiratória 5ª AULA: Espaços Confinados 6ª AULA: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (NR-09) 7ª AULA: Ferramentas de Implantação do PPRA ( NR-09) 8ª AULA: Exercício Prático de Avaliação de Riscos 9ª AULA: Identificação de Riscos Ambientais 10ª AULA: 1ª Avaliação Parcial 11ª AULA: Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) 12ª AULA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (NR-5) 13ª AULA: Metodologia de Implantação da CIPA (NR-5) 14ª AULA: Treinamento de Formação dos Cipeiros elaboração do Mapa de riscos 15ª AULA: Insalubridade (NR-15) e Periculosidade (NR-16) 16ª AULA: Apresentação de Trabalhos Práticos 17ª AULA: Apresentação de Trabalhos Práticos 18ª AULA: 2ª Avaliação Parcial 19ª AULA: Apresentação de Trabalhos Práticos 20ª AULA: Revisão e Avaliação Final 6. AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada em duas avaliações parciais e uma geral: 1ª Avaliação Parcial (Peso 9) + Relatório Visita (Peso 1) 2ª Avaliação Parcial (Peso 7) + Trabalho em grupo (Peso 3) Média Final = (1ª Avaliação + 2ª Avaliação)/2 Observação: 1. A presença em sala de aula e a participação positiva do aluno emaula, visitas, preparação e apresentação de trabalhos é avaliada continuamente,influenciando diretamente na nota geral final; Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 2 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  3. 3. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho 2. Poderão ser realizados estudos dirigidos para avaliação de desempenho. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Ruído Fundamentos e Controle. Samir N. Y. Gerges. UFSC.  Ruído – Riscos e Prevenção. Marco Paiva Matos. Thais Cataloni Morata. Ubiratan de Paula Santos. Vilma Akemi Okamoto. Editora Hucitec.  Riscos físicos. Martin Wells Astete. Eduardo Giampaoli. Leila Nadim Zidon. Fundacentro.  Riscos Químicos. José Manoel Osvaldo Gana Soto. Irene Ferreira de Souza Duarte Saad. Mário Luiz Fantazzini. Fundacentro.  Ventilação Industrial e Controle da Poluição. Archibald Joseph Macintyre. Editora Guanabara.  Avaliação da Sobrecarga Térmica no Ambiente de Trabalho. Engª Berenice Goelzer. ABPA.  Ergonomia – Projeto e Produção. Itiro Lida. Edgard Blücher Ltda.  Manuais de Legislação Atlas. Segurança e Medicina do Trabalho. Editora Atlas S. A.  Instalações Elétricas. Júlio Niskier A. J. Macintyre. Guanabara Dois.  NBR 5413 – ABNT  Acidentes do Trabalho. Teoria e Prática. Jayme Aparecido Tortorello. Editora Saraiva.  Threshold Limit Valves for Chemical Substances and Physical Agents and Biological Exposure Indices – ACGIH.  Curso Supervisores de Segurança do Trabalho. Fundacentro.  As Doenças dos trabalhadores. Bernardino Ramazzini. Fundacentro.  Gestão de Segurança e Higiene do Trabalho. Waldemar Pacheco Jr. Hyppólito do Valle Pereira Filho. Vera Lúcia Duarte do Valle Pereira. Atlas.  Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes. Benedito Cardella. Atlas. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 3 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  4. 4. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho  ABHO – Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – NR – 9 Comentada. Irene Ferreira de Souza Duarte Saad. Eduardo Giampaoli.  Luminotécnica 2ª Edição. Ervaldo Garcia Júnior. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 4 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  5. 5. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho MÓDULO I EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO – o que são? Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 5 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  6. 6. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do TrabalhoTodo e qualquer dispositivo coletivo (EPC) ou individual (EPI), de fabricação em série oudesenvolvido especialmente para o caso, destinado a proteger a saúde e a integridade físicado trabalhador. 1. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA –EPC São equipamentos instalados no local de trabalho, que servem para proteger mais deuma pessoa ao mesmo tempo. Exemplos: Biombos, exaustores, ventiladores, paredes acústicas e térmicas,iluminação de emergência, alarmes, extintores, proteção de máquinas, etc... Os EPC’s são importantes como medidas de controle perante a ação de agentespotencialmente insalubres, tendo como objetivo a neutralização ou eliminação dainsalubridade, conseqüentemente a preservação da saúde e integridade física do trabalhador. Como exemplos: ⇒ Exaustão localizada para a solda; ⇒ Barreiras acústicas; ⇒ Dispositivos anti-vibratórios; ⇒ Cabine de pintura com exaustão e cortina d’água; ⇒ Isolantes acústicos; ⇒ Enclausuramento acústico; ⇒ Isolamento térmico. Toda máquina que executa um trabalho e realiza movimentos oferece risco. O graude risco depende de fatores como velocidade de trabalho, tipo de movimento, potência, tipode ferramenta, material processado e proteção de máquina existente. Riscos oferecidos pelas máquinas Os movimentos e ações de máquinas que mais oferecem riscos classificam-se em: - movimentos rotativos (polia, volante, torno), alterados (uso esmeril) e retilíneos Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 6 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  7. 7. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho (correias de transmissão de força); - ação de corte (serra circular/fita , frezadora, furadeira); - ação de puncionamento e dobramento (prensa). 2. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL -EPI O EPI é de uso individual. Sua finalidade é neutralizar a ação de acidentes quepodem causar lesões ao trabalhador e protegê-lo contra possíveis danos à saúde causadospelas condições de trabalho. O uso do EPI deve ser limitado, procurando-se primeiro eliminar, neutralizar oudiminuir o risco, com adoção de medidas de proteção geral. É preciso conhecer as características, qualidades técnicas e, principalmente, o graude proteção que o equipamento deve proporcionar. A empresa deve ter uma ficha de controle de EPI’s de todos os profissionaisexistentes em seu quadro de funcionários, constando ao lado os EPI’s, fornecimento,treinamento e a assinatura dos mesmos. 4. CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS EPI’s O EPI deve ser escolhido de acordo com a necessidade de uso no trabalho e a partedo corpo que precisa ser protegida. Em função dos riscos específicos a cada atividade sãodesenvolvidos vários modelos de EPI’s, com formato distintos, como luvas de borracha, dePVC, de couro, etc... Passos para implantar um EPI: 1. Identifique e reconheça a existência do risco; 2. Avalie o risco, se possível quantificar; Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 7 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  8. 8. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho 3. Amostra de EPI (solicitar vários tipos com C.A.); 4. Testar o EPI (O teste prático é fundamental); 5. Treinando o Pessoal envolvido (uso correto, guarda e conservação); 6. Controle dos EPI’s (Registrar o treinamento e fornecimento com assinatura do funcionário na data de entrega) Guardar por 20 anos no fichário. 5. GUARDA E CONSERVAÇÃO DO EPI De modo geral, os EPI’s devem ser limpos e desinfetados cada vez que há troca deusuários. É necessário que se ajude o trabalhador a conservar seu equipamento de proteçãoindividual, não só tornando-o consciente de que com a conservação ele estará se protegendo,como também lhe oferecendo local próprio para guardá-lo após o uso. Muitos acidentes e doenças do trabalho ocorrem devido à não observação do uso doEPI. Muitas vezes sua utilização é errada ou deficiente, havendo, não raro, reclamações econseqüente resistência por parte dos trabalhadores, embora exista o risco no trabalhoexecutado. Este é um problema que deve ser resolvido não só pelos profissionais desegurança, mas principalmente pelas chefias: além de analisar as causas, eles devem orientarsobre o uso do EPI, tornando o trabalhador consciente. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 8 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  9. 9. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho6. NR-6 - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora – NR, considera-seEquipamento de Proteção Individual – EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individualutilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar asegurança e a saúde no trabalho.6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquelecomposto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou maisriscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurançae a saúde no trabalho.6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderáser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA,expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho doMinistério do Trabalho e Emprego. (206.001-9 /I3)6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado aorisco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 9 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  10. 10. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhoa) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscosde acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; (206.002-7/I4)b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e, (206.003-5/I4)c) para atender a situações de emergência. (206.004-3 /I4)6.4 Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e observado o disposto noitem 6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI adequados, de acordo com odisposto no ANEXO I desta NR.6.4.1 As solicitações para que os produtos que não estejam relacionados no ANEXO I,desta NR, sejam considerados como EPI, bem como as propostas para reexame daquelesora elencados, deverão ser avaliadas por comissão tripartite a ser constituída pelo órgãonacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, após ouvida a CTPP,sendo as conclusões submetidas àquele órgão do Ministério do Trabalho e Emprego paraaprovação.6.5 Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina doTrabalho – SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, nasempresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequadoao risco existente em determinada atividade.6.5.1 Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA, cabe ao designado, medianteorientação de profissional tecnicamente habilitado, recomendar o EPI adequado à proteçãodo trabalhador.6.6 Cabe ao empregador6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; (206.005-1 /I3) Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 10 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  11. 11. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhob) exigir seu uso; (206.006-0 /I3)c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matériade segurança e saúde no trabalho; (206.007-8/I3)d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado guarda e conservação; (206.008-6/I3)e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; (206.009-4 /I3)f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, (206.010-8 /I1)g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. (206.011-6 /I1)6.7 Cabe ao empregado6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.6.8 Cabe ao fabricante e ao importador6.8.1 O fabricante nacional ou o importador deverá:a) cadastrar-se, segundo o ANEXO II, junto ao órgão nacional competente em matéria desegurança e saúde no trabalho; (206.012-4 /I1)b) solicitar a emissão do CA, conforme o ANEXO II; (206.013-2 /I1) Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 11 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  12. 12. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhoc) solicitar a renovação do CA, conforme o ANEXO II, quando vencido o prazo devalidade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde dotrabalho; (206.014-0 /I1).d) requerer novo CA, de acordo com o ANEXO II, quando houver alteração dasespecificações do equipamento aprovado; (206.015-9 /I1)e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificadode Aprovação - CA; (206.016-7 /I2)f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA; (206.017-5 /I3)g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalhoquaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos; (206.0118-3 /I1)h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando suautilização, manutenção, restrição e demais referências ao seu uso; (206.019-1 /I1)i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; e, (206.020-5 /I1)j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do SINMETRO, quando foro caso. (206.021-3 /I1)6.9 Certificado de Aprovação – CA6.9.1 Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI terá validade:a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham suaconformidade avaliada no âmbito do SINMETRO;b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando foro caso;c) de 2 (dois) anos, para os EPI desenvolvidos até a data da publicação desta Norma,quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 12 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  13. 13. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhoreconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, sendo que nesses casosos EPI terão sua aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de segurança esaúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnicae da especificação técnica de fabricação, podendo ser renovado até 2006, quando seexpirarão os prazos concedidos; e,d) de 2 (dois) anos, renováveis por igual período, para os EPI desenvolvidos após a data dapublicação desta NR, quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais,oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, caso emque os EPI serão aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança esaúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnicae da especificação técnica de fabricação.6.9.2 O órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, quandonecessário e mediante justificativa, poderá estabelecer prazos diversos daqueles dispostosno subitem 6.9.1.6.9.3 Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nomecomercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso deEPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. (206.022-1/I1)6.9.3.1 Na impossibilidade de cumprir o determinado no item 6.9.3, o órgão nacionalcompetente em matéria de segurança e saúde no trabalho poderá autorizar forma alternativade gravação, a ser proposta pelo fabricante ou importador, devendo esta constar do CA.6.10 Restauração, lavagem e higienização de EPI6.10.1 Os EPI passíveis de restauração, lavagem e higienização, serão definidos pelacomissão tripartite constituída, na forma do disposto no item 6.4.1, desta NR, devendomanter as características de proteção original.6.11 Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego / MTE Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 13 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  14. 14. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho6.11.1 Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho:a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI;b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI;c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI;d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador;e) fiscalizar a qualidade do EPI;f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora; e,g) cancelar o CA.6.11.1.1 Sempre que julgar necessário o órgão nacional competente em matéria desegurança e saúde no trabalho, poderá requisitar amostras de EPI, identificadas com o nomedo fabricante e o número de referência, além de outros requisitos.6.11.2 Cabe ao órgão regional do MTE:a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI;b) recolher amostras de EPI; e,c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimentodesta NR.6.12 Fiscalização para verificação do cumprimento das exigências legais relativas ao EPI.6.12.1 Por ocasião da fiscalização poderão ser recolhidas amostras de EPI, no fabricante ouimportador e seus distribuidores ou revendedores, ou ainda, junto à empresa utilizadora, emnúmero mínimo a ser estabelecido nas normas técnicas de ensaio, as quais serãoencaminhadas, mediante ofício da autoridade regional competente em matéria de segurança Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 14 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  15. 15. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhoe saúde no trabalho, a um laboratório credenciado junto ao MTE ou ao SINMETRO, capazde realizar os respectivos laudos de ensaios, ensejando comunicação posterior ao órgãonacional competente.6.12.2 O laboratório credenciado junto ao MTE ou ao SINMETRO, deverá elaborar laudotécnico, no prazo de 30 (trinta) dias a contar do recebimento das amostras, ressalvados oscasos em que o laboratório justificar a necessidade de dilatação deste prazo, e encaminhá-loao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, ficandoreservado a parte interessada acompanhar a realização dos ensaios.6.12.2.1 Se o laudo de ensaio concluir que o EPI analisado não atende aos requisitosmínimos especificados em normas técnicas, o órgão nacional competente em matéria desegurança e saúde no trabalho expedirá ato suspendendo a comercialização e a utilização dolote do equipamento referenciado, publicando a decisão no Diário Oficial da União – DOU.6.12.2.2 A Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT, quando julgar necessário, poderárequisitar para analisar, outros lotes do EPI, antes de proferir a decisão final.6.12.2.3 Após a suspensão de que trata o subitem 6.12.2.1, a empresa terá o prazo de 10(dez) dias para apresentar defesa escrita ao órgão nacional competente em matéria desegurança e saúde no trabalho.6.12.2.4 Esgotado o prazo de apresentação de defesa escrita, a autoridade competente doDepartamento de Segurança e Saúde no Trabalho – DSST, analisará o processo e proferirásua decisão, publicando-a no DOU.6.12.2.5 Da decisão da autoridade responsável pelo DSST, caberá recurso, em últimainstância, ao Secretário de Inspeção do Trabalho, no prazo de 10 (dez) dias a contar da datada publicação da decisão recorrida.6.12.2.6 Mantida a decisão recorrida, o Secretário de Inspeção do Trabalho poderádeterminar o recolhimento do(s) lote(s), com a conseqüente proibição de suacomercialização ou ainda o cancelamento do CA. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 15 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  16. 16. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho6.12.3 Nos casos de reincidência de cancelamento do CA, ficará a critério da autoridadecompetente em matéria de segurança e saúde no trabalho a decisão pela concessão, ou não,de um novo CA.6.12.4 As demais situações em que ocorra suspeição de irregularidade, ensejarãocomunicação imediata às empresas fabricantes ou importadoras, podendo a autoridadecompetente em matéria de segurança e saúde no trabalho suspender a validade dosCertificados de Aprovação de EPI emitidos em favor das mesmas, adotando asprovidências cabíveis.ANEXO I - LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUALA - EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇAA.1 – Capacetea) capacete de segurança para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio;b) capacete de segurança para proteção contra choques elétricos;c) capacete de segurança para proteção do crânio e face contra riscos provenientes de fontesgeradoras de calor nos trabalhos de combate a incêndio.A.2 – Capuza) capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem térmica; Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 16 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  17. 17. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhob) capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço contra respingos de produtosquímicos;c) capuz de segurança para proteção do crânio em trabalhos onde haja risco de contato compartes giratórias ou móveis de máquinas.B – EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACEB.1 - Óculosa) óculos de segurança para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes;b) óculos de segurança para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;c) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação ultra-violeta;d) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação infra-vermelha;e) óculos de segurança para proteção dos olhos contra respingos de produtos químicos.B.2 – Protetor faciala) protetor facial de segurança para proteção da face contra impactos de partículas volantes; Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 17 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  18. 18. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhob) protetor facial de segurança para proteção da face contra respingos de produtosquímicos;c) protetor facial de segurança para proteção da face contra radiação infra-vermelha;d) protetor facial de segurança para proteção dos olhos contra luminosidade intensa.B.3 – Máscara de Soldaa) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra impactos departículas volantes;b) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra radiação ultra-violeta;c) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra radiação infra-vermelha;d) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra luminosidadeintensa.C – EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVAC.1 – Protetor auditivo Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 18 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  19. 19. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhoa) protetor auditivo circum-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis depressão sonora superiores ao estabelecido na NR – 15, Anexos I e II;b) protetor auditivo de inserção para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressãosonora superiores ao estabelecido na NR – 15, Anexos I e II;c) protetor auditivo semi-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis depressão sonora superiores ao estabelecido na NR – 15, Anexos I e II.D – EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIAD.1 – Respirador purificador de ara) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas;b) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas efumos;c) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas,fumos e radionuclídeos;d) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra vapores orgânicosou gases ácidos em ambientes com concentração inferior a 50 ppm (parte por milhão);e) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra gases emanadosde produtos químicos;f) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra partículas e gasesemanados de produtos químicos;g) respirador purificador de ar motorizado para proteção das vias respiratórias contrapoeiras, névoas, fumos e radionuclídeos.D.2 – Respirador de adução de ar Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 19 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  20. 20. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhoa) respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido para proteção das viasrespiratórias em atmosferas com concentração Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde eem ambientes confinados;b) máscara autônoma de circuito aberto ou fechado para proteção das vias respiratórias ematmosferas com concentração Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde e em ambientesconfinados;D.3 – Respirador de fugaa) respirador de fuga para proteção das vias respiratórias contra agentes químicos emcondições de escape de atmosferas Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde ou comconcentração de oxigênio menor que 18 % em volume.E – EPI PARA PROTEÇÃO DO TRONCOE.1 – Vestimentas de segurança que ofereçam proteção ao tronco contra riscos de origemtérmica, mecânica, química, radioativa e meteorológica e umidade proveniente deoperações com uso de água.F – EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORESF.1 – Luvaa) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes; Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 20 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  21. 21. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhob) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes;c) luva de segurança para proteção das mãos contra choques elétricos;d) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes térmicos;e) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes biológicos;f) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes químicos;g) luva de segurança para proteção das mãos contra vibrações;h) luva de segurança para proteção das mãos contra radiações ionizantes.F.2 – Creme protetora) creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentesquímicos, de acordo com a Portaria SSST nº 26, de 29/12/1994.F.3 – Mangaa) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos; Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 21 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  22. 22. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhob) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes abrasivos eescoriantes;c) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes cortantes eperfurantes;d) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra umidade provenientede operações com uso de água;e) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes térmicos.F.4 – Braçadeiraa) braçadeira de segurança para proteção do antebraço contra agentes cortantes.F.5 – Dedeiraa) dedeira de segurança para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e escoriantes.G – EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORESG.1 – Calçadoa) calçado de segurança para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre osartelhos;b) calçado de segurança para proteção dos pés contra choques elétricos;c) calçado de segurança para proteção dos pés contra agentes térmicos;d) calçado de segurança para proteção dos pés contra agentes cortantes e escoriantes;e) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente deoperações com uso de água; Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 22 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  23. 23. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhof) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas contra respingos de produtosquímicos.G.2 – Meiaa) meia de segurança para proteção dos pés contra baixas temperaturas.G.3 – Perneiraa) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes;b) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes térmicos;c) perneira de segurança para proteção da perna contra respingos de produtos químicos;d) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes cortantes e perfurantes;e) perneira de segurança para proteção da perna contra umidade proveniente de operaçõescom uso de água.G.4 – Calçaa) calça de segurança para proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes;b) calça de segurança para proteção das pernas contra respingos de produtos químicos;c) calça de segurança para proteção das pernas contra agentes térmicos; Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 23 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  24. 24. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhod) calça de segurança para proteção das pernas contra umidade proveniente de operaçõescom uso de água.H – EPI PARA PROTEÇÃO DO CORPO INTEIROH.1 – Macacãoa) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contrachamas;b) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contraagentes térmicos;c) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contrarespingos de produtos químicos;d) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contraumidade proveniente de operações com uso de água.H.2 – Conjuntoa) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção dotronco e membros superiores e inferiores contra agentes térmicos;b) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteçãodo tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos;c) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteção dotronco e membros superiores e inferiores contra umidade proveniente de operações com usode água;d) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, para proteçãodo tronco e membros superiores e inferiores contra chamas. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 24 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  25. 25. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do TrabalhoH.3 – Vestimenta de corpo inteiroa) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra respingos de produtosquímicos;b) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra umidade proveniente deoperações com água.I – EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVELI.1 – Dispositivo trava-quedaa) dispositivo trava-queda de segurança para proteção do usuário contra quedas emoperações com movimentação vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão desegurança para proteção contra quedas.I.2 – Cinturãoa) cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda em trabalhos emaltura;b) cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda noposicionamento em trabalhos em altura. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 25 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  26. 26. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do TrabalhoNota: O presente Anexo poderá ser alterado por portaria específica a ser expedida peloórgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, após observado odisposto no subitem 6.4.1.Cinto de segurança tipo alpinista, trava quedas e cinto de segurança construção civil comtalabarte.ANEXO II1.1 – O cadastramento das empresas fabricantes ou importadoras, será feito mediante aapresentação de formulário único, conforme o modelo disposto no ANEXO III, desta NR,devidamente preenchido e acompanhado de requerimento dirigido ao órgão nacionalcompetente em matéria de segurança e saúde no trabalho.1.2 – Para obter o CA, o fabricante nacional ou o importador, deverá requerer junto aoórgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho a aprovação doEPI.1.3 – O requerimento para aprovação do EPI de fabricação nacional ou importado deveráser formulado, solicitando a emissão ou renovação do CA e instruído com os seguintesdocumentos: Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 26 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  27. 27. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhoa) memorial descritivo do EPI, incluindo o correspondente enquadramento no ANEXO Idesta NR, suas características técnicas, materiais empregados na sua fabricação, uso a quese destina e suas restrições;b) cópia autenticada do relatório de ensaio, emitido por laboratório credenciado pelo órgãocompetente em matéria de segurança e saúde no trabalho ou do documento que comproveque o produto teve sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO, ou, ainda, nocaso de não haver laboratório credenciado capaz de elaborar o relatório de ensaio, doTermo de Responsabilidade Técnica, assinado pelo fabricante ou importador, e por umtécnico registrado em Conselho Regional da Categoria;c) cópia autenticada e atualizada do comprovante de localização do estabelecimento, e,d) cópia autenticada do certificado de origem e declaração do fabricante estrangeiroautorizando o importador ou o fabricante nacional a comercializar o produto no Brasil,quando se tratar de EPI importado. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 27 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  28. 28. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do TrabalhoANEXO IIIMINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGOSECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHODEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHOFORMULÁRIO ÚNICO PARA CADASTRAMENTO DE EMPRESAFABRICANTE OU IMPORTADORA DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃOINDIVIDUAL– Identificação do fabricante ou importador de EPI:Fabricante: Importador: Fabricante eImportador:Razão Social:Nome Fantasia: CNPJ/MF:Inscrição Estadual – IE: Inscrição Municipal – IM:Endereço: Bairro: CEP:Cidade: Estado:Telefone: Fax:E-Mail: Ramo de Atividade:CNAE (Fabricante): CCI da SRF/MF (Importador):2 – Responsável perante o DSST / SIT:a) Diretores:Nome N.º da Identidade Cargo na Empresa Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 28 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  29. 29. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho123b) Departamento Técnico:Nome N.º do Registro Prof. Conselho Prof./Estado123 – Lista de EPI fabricados: 4 – Observações:a) Este formulário único deverá ser preenchido e atualizado, sempre que houver alteração,acompanhado de requerimento ao DSST / SIT / MTE;b) Cópia autenticada do Contrato Social onde conste dentre os objetivos sociais daempresa, a fabricação e/ou importação de EPI.Nota: As declarações anteriormente prestadas são de inteira responsabilidade do fabricanteou importador, passíveis de verificação e eventuais penalidades, facultadas em Lei._________________,_____ de ____________ de _____________________________________________________ Diretor ou Representante Legal Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 29 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  30. 30. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO IV FICHA DE ENTREGA DE EPI FICHA DE RECIBO DE EPI DATA ADMISSÃO ___/___/___NOME: TURNO:DEPTO: CARTÃO: Pelo presente declaro ter recebido de _______________________________ os EPI’s abaixo pormim assinado: __________________________________________ EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO VISTO C.A. DATA INDIVIDUAL EMPREGADO outrossim, estou ciente da obrigatoriedade de seu uso, bem como da devolução do mesmono término do contrato de trabalho ou indenização no caso de dano ou extravio, conformeNR-6 da Portaria Ministerial Nº 3214 de 08/06/78 alterada pela portaria Nº 6 de 09/03/83 eque o não cumprimento desta norma, implica em ato faltoso, passivo de dispensa por justacausa (art. 482 CLT, letra h). Nesta data recebi orientação quanto aos aspectos relacionados ao uso correto, higienização,conservação e importância dos EPI’s.___________________________________ ___________________________ EMPREGADO SEGURANÇA SUBSTITUIÇÕES EPI’s DATA MOTIVO EMPREGADO Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 30 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  31. 31. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do TrabalhoANEXO VFICHA DE TREINAMENTO DE SEGURANÇA DO TRABALHO TREINAMENTO: SEGURANÇA DO TRABALHOLOCAL: _____________________________________________DATA: ______________________________________________DURAÇÃO: __________________________________________INSTRUTOR: _________________________________________ASSUNTOS ABORDADOS: Normas e dispositivos locais de segurança e saúde dotrabalho, precauções e procedimentos de trabalho a serem executados, audição; segurançadas mãos; segurança dos olhos; riscos químicos; uso de EPI’s: higienização, guarda econservação; proteção de máquinas e equipamentos; ferramentas manuais, perigos na horade soldar, prevenção e combate a incêndios, importância da organização e limpeza noambiente de trabalho.OBSERVAÇÕES: _____________________________ INSTRUTOR NOME ASSINATURA Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 31 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  32. 32. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho ANEXO VI Os EPI’s podem ser classificados segundo a parte do corpo que devem proteger: EPI’s MAIS USADOS PROTEÇÃO PARA A CABEÇA EPI RISCOS RECOMENDAÇÕESCapacete de Segurança - Impacto; - Verificar sistema de suspensão (carneiras e - Partículas e Produtos coroa); Químicos; - Manter os laços, ajustes bem apertados. - EletricidadeÓculos de Segurança - Impacto de partículas e - Fornecer e usar o tipo adequado para cada Respingos de Líquidos; risco. - Irritação por poeiras.Máscara para Soldador - Respingos de metais - Usar tonalidade do filtro de luz compatível fundentes; a amperagem e/ou corte; - Fagulha de solda. - Limpeza periódica.Protetor Facial - Respingos líquidos; - Cuidados para não causar ranhuras; - Radiações; - Limpeza periódica. - Calor (fornalhas).Protetor Auricular - Ruído (nível de ação = 80 - Verificar tipo adequado; Tipo plug e concha dB) - Limpeza periódica; - Uso correto.Respiradores Semi Faciais - Gases; - Verificar o tipo adequado; - Vapores; - Verificar filtro adequado; - Aerodispersóides. - Trocar filtro saturado; - Fazer teste de vedação (Programa de Proteção Respiratória PPR).Máscaras Descartáveis - Poeiras vegetais; - Verificar tipo adequado; - Poeiras minerais; - Usar corretamente; - Fumos e outros. - Guardar em local seco e limpo (embalagem plástica); - Nunca usar em locais com deficiência de O².Máscaras Autônomas - Locais confinados; - Só deve ser usado por pessoas treinadas e - Deficiência de oxigênio; habilitadas, caso contrário representa risco - Gases ou vapores. de vida. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 32 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  33. 33. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho PROTEÇÃO PARA AS MÃOS RISCOS RECOMENDAÇÕESEPILuva de amianto - Manuseio de peças - Evitar contatos com agentes cortantes, quentes. perfurantes e químico.Luva de PVC - Lavagem de peças; - Evitar contatos com agentes cortantes, - Manipulação de ácidos, perfurantes, elétricos, líquidos e superfície óleos e graxa. quentes.Luva de raspa de couro - Manuseio de chapas - Evitar contato com agentes químicos, metálicas e peças com elétricos e derivados de petróleo. arestas.Luva de lona - Manuseio de chapas finas, - Evitar contatos com agentes perfurantes,Luva de vaqueta montagens e serviços cortantes, químicos. leves.Luva de borracha - Proteção elétrica; - Evitar contato com agentes cortantes ou - Líquidos reagentes ao perfurantes; PVC. - Fazer sempre uso de luva de couro, como cobertura para evitar furos capazes de deixar passar corrente elétrica.Luva Nitrílica - Manuseio de solventes e - Lavar e secar após cada jornada de derivados do petróleo. trabalho.Luva de malha de aço - Manuseio com objetos - Mante-la sempre limpa.Luva ante corte cortantes, tais como: faca, vidros e outros.Creme de proteção - Manuseio com produtos - Usar somente o necessário; derivados do petróleo. - Manter em local apropriado. PROTEÇÃO PARA O TRONCO E MEMBROS RISCOS RECOMENDAÇÕESEPIAvental de raspa de couro - Soldagem e corte; - Manter em boas condições de uso. - Trabalho com chapas.Avental em PVC - Manuseio de peças úmidas - Manter limpo e seco. e produtos químicos.Perneira de raspa de couro - Trabalhos com solda, corte - Manter em boas condições de uso.ou lona e contra animais peçonhentos.Mangas de raspa de couro - Trabalhos com solda, corte - Manter em boas condições de uso.ou lona e chapas abrasivas.Bracelete de malha de aço - Manuseio com objetos - Mante-la sempre limpa. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 33 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  34. 34. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHER Curso Técnico em Segurança do Trabalho cortantes, tais como: facas, vidros e outros. PROTEÇÃO PARA OS PÉS RISCOS RECOMENDAÇÕESEPIBotinas ou Sapatos de - Em todos os trabalhos - Manter limpo e seco.couro durante a jornada de trabalho.Botas de borracha ou - Para locais muito úmidos - Manter limpo e seco.PVC ou alagados.Botas Térmicas - Para locais com - Manter limpo e seco. temperaturas baixas. - Cuidar ao tirar a bota. PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS RISCOS RECOMENDAÇÕESEPICinto de segurança tipo - Qualquer serviço em altura - Manter em boas condições de uso.“Cinturão ou eletricista” e superior a 2 metros com - Antes de usar, verificar cortes, rasgos oudo tipo “alpinista” risco de queda. falhas.Cadeira suspensa (Jaú) - Trabalhos em altura e para - Manter em boas condições de uso. deslocamento vertical. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 34 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  35. 35. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do TrabalhoANEXO VIICA – CERTIFICADO DE APROVAÇÃO Segurança e Saúde no Trabalho Certificação de AprovaçãoNº do CA: 8092 Nº do Processo: 46000.004169/41-91Data de Emisão: 15/4/2003 Validade: 15/04/2008Tipo do Equipamento: PROTETOR AUDITIVONatureza: NacionalDescrição do Equipamento: PROTETOR AUDITIVO, CONFECCIONADO EM BORRACHA DE SILICONE TIPO FARMACÊUTICO FISIOLOGICAMENTE INERTE, NEUTRO E ANTIALÉRGICO, TIPO INSERÇÃO NO CANAL AUDITIVO, COM DOIS PLUGUES NO FORMATO DE PINOS COM TRÊS DISCOS CONCÊNTRICOS DE DIMENSÕES VARIÁVEIS ENTRE 8 MM E 11 MM. OS PLUGUES SÃO LIGADOS POR UM CORDÃO DE ALGODÃO OU CORDÃO SINTÉTICO REMOVÍVEIS. DISPONÍVEL EM TAMANHO ÚNICO E NAS CORES AZUL, VERDE, LARANJA E AMARELO. REF.: DURAPLUS-PLUGUE Dados ComplementaresNorma: ANSI S12.6/1997 - MÉTODO B (OUVIDO REAL, COLOCAÇÃO PELO OUVINTE)Fabricante: BALASKA EQUIPE INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.Aprovado: PROTEÇÃO AUDITIVA DO USUÁRIO CONTRA RUÍDOS SUPERIORES À 85 dB, CONFORME TABELA DE ATENUAÇÃO A SEGUIR.Observação: Não Informado. Laudo/AtenuaçãoTipo do Laudo: LaboratórioLaboratório: LARI - UFSC/SCNúmero Laudo: 07/2003 Data do Laudo: Não InformadoResponsável: Não Informado Registro Profissional: Não InformadoFrequência(Hz): 125 250 500 1000 2000 3150 4000 6300 8000 NRRsfAtenuacao(dB): 18,2 21,3 25,7 24,2 26,2 - 27,5 - 36 16 Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 35 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  36. 36. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do TrabalhoDesvio Padrão: 7,1 7,4 7,6 6,5 5,4 - 6,7 - 10,9 - Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 36 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  37. 37. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho MÓDULOS II Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 37 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  38. 38. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho2. RUÍDO2.1. Fundamentos Básicos do Som As oscilações dos sistemas materiais elásticos com a massa podem constituir-se em estímulos para o nosso organismo que, em determinadas condições, podem provocar respostas – sensações de bem ou mal-estar ou problemas. Quando as oscilações acontecem no ar podem ser descritas como variações de pressão atmosférica originando vibrações ou turbulência. Define-se som qualquer vibração ou conjunto de vibrações ou ondas mecânicas que podem ser ouvidas. - Para a Higiene do Trabalho costuma-se denominar barulho todo o som que é indesejável. - O ruído e o barulho são interpretações subjetivas e desagradáveis do som.A. vibrações sonoras – As vibrações que conseguem estimular o aparelho auditivo sãochamadas vibrações sonoras e são descritas através da variação de pressão ( P) emfunção do tempo (t). a) A vibração deve ter valores específicos de frequência (faixa de audiofrequência).Variação dePressão 1 ciclo ( P)PMR Tempo (s) 1 ciclo Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 38 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  39. 39. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho PMR – Pressão média de referência. Um ciclo corresponde a uma oscilação completa. O número de oscilações por unidade de tempo é denominado frequência – ciclos/s.Exemplos:3 ciclos = 150 ciclos/s 150 Hz (Hertz)0,02 s1,5 ciclos / 0,01 = 150 ciclos/s = 150 Hz Para a vibração ser sonora-audível deverá estar compreendida entre 16 e 20000 Hz.infra-som ultra-som 16 Hz 20000 Hz A variação de pressão deve ter um valor mínimo para atingir o limiar de audibilidade. Essa variação é a diferença instantânea entre a pressão atmosférica na presença e naausência do som, no mesmo ponto. Pesquisas realizadas com pessoas jovens, sem problemas auditivos, revelaram queesse valor mínimo encontra-se ao redor de 0,00002 N/m2 (2 x 10-5 N/m2).limiar de audibilidade faixa audível limiar de dor 2 x 10-5 N/m2 200 N/m2 Por convecção, aceita-se a pressão de 2 x 10-5 N/m2 como uma pressão mínimaaudível, que corresponde a 0 dB, sendo que 200 N/m2 equivalem a 140 dB. B. conceituação de ruído – Do ponto de vista da Higiene do Trabalho: “O ruído é o fenômeno físico vibratório com características indefinidas de variações de pressão (no caso ar) em FUNÇÃO DA FREQUÊNCIA, isto é, para uma dada freqüência podem existir, em forma aleatória através do tempo, variações de diferentes pressões” (Lei Webber e Fechener). Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 39 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  40. 40. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho Esta é uma situação real e freqüente, daí utilizar-se a expressão ruído “mas que não necessariamente significa sensação subjetiva de barulho”. C. propagação do som – O som se transmite de forma ondulatória, sendo que a velocidade desta transmissão depende das características da onda e do meio pelo qual se propaga. No ar, a velocidade do som pode ser calculada com muita aproximação: V = √1,4 P V = velocidade do som p P = pressão atmosférica = 10,33 Kg/m3 p = densidade do ar = 1,3 Kg/m3 V=fxc onde: f = freqüência, em Hz c = comprimento de onda, em metros obtendo-se: V = velocidade do som, em m/s Todas as medições de som devem conter informações sobre pressão e freqüência.2.2. O Decibel Função Logarítmica loga x = y x= ay O logaritmo do número “x”, na base “a”, é o expoente a que se deve elevar essa base para se obter “x”. Propriedades Operacionais dos Logaritmos Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 40 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  41. 41. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho a) loga b.c = loga c b) loga b = loga b – loga c c c) loga bc = c loga b As variações da pressão sonora são normalmente expressas com um valor médio dos valores reais, que mudam rapidamente através do tempo. Para o ruído contínuo ou intermitente: Pms = √ P21 + P22 + P23 ... P2n N P1, P2, P3 – são valores instantâneos de pressão rms – raiz média quadrática. Em fins do século passado, dois neurologistas (Webber e Fechner), trabalhando independentemente, chegaram à mesma conclusão quanto à relação existente entre estímulo (∆ P) e sensação, isto é, “a sensação cresce com o logaritmo do estímulo”. Devido a larga faixa de audibilidade (variando de 2 x 10-5 a 200 N/m2) e pela conclusão científica de Webber e Fechener, utiliza-se a escala logarítmica para a medição do som. Assim, exemplificando teremos: Log10 10 = 1 103 = 1000 Log10 100 = 2 Log10 1000 = 3 Observa-se que enquanto na escala linear há variação de 10 a 1000 vezes, na logarítmica a variação foi de apenas 3 unidades.2.3. Nível de Pressão Sonora A pressão sonora é medida através de índice (relação logarítmica): Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 41 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  42. 42. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho NPS = 10 log P2 P = pressão sonora existente PØ2 PØ = pressão de referência mínima audível À medida que as técnicas de medição e clínicas forem sendo aperfeiçoadas passou-se a constatar que a equação acima representa na realidade um modelo matemático da relação estímulo-sensação, mas que não constitui a melhor aproximação à resposta do ouvido humano, pois não leva em consideração a freqüência do som. NPS = 10 log P2 PØ2 NPS = 10 log (P)2 NPS = 20 log P (dB) PØ PØ Como Po = 2 x 10-5 N/m2 NPS = 20 log P PØ NPS = 20 log P – 20 log PØ NPS = 20 log P – 20 log (2 x 10-5 N/m2) NPS = 20 log P + 94 dB Exemplo: Um medidor de som registra nível de ruído: a) 100 dB b) 74 dB Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 42 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  43. 43. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho Quais as pressões sonoras? a) NPS = 20 log P + 94 b) NPS = 20 log P + 94 100 = 20 log P + 94 74 = 20 log P + 94 100 – 94 = 20 log P 74 – 94 = 20 log P Log P = 6 Log P = - 20 20 20 Log P = 0,3 Log P = -1 P = 100,3 P = 10-1 P = 2 N/m2 P = 1 x 10-1 N/m22. 4. Avaliação Subjetiva do Ruído A sensação cresce com o logaritmo de estímulo segundo demonstrado por Webber e Fechener (estudo da relação entre sensação e o estímulo): “Para haver um aumento na sensação é necessário que a intensidade do estímulocresça”. “O aumento da sensação é proporcional ao logaritmo do estímulo”. Exemplo: Se a sensação S foi provocada por 10 unidades de E, a sensação 2S poderá serprovocada por 100 unidades de E, ou seja, pequenos aumentos de sensação que requeremgrandes aumentos de estímulo. Atualmente sabe-se que isto é uma aproximação que permite simplificar o complexomecanismo da audição. Utilizando-se pessoas jovens sem problemas auditivos, vários pesquisadores têmcriado empiricamente índices que permitam avaliar com mais precisão os aspectossubjetivos do ruído.2.5. Nível de Audibilidade (NA) Foi tomada como padrão a freqüência de 1000 Hz e a partir daí foram construídas ascurvas isoaudíveis, que representam a mesma intensidade de resposta ao ouvido a Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 43 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  44. 44. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhodeterminados sons. Assim, por exemplo, um som de NA de 90 fons é sentido com a mesmaintensidade pela maioria das pessoas, quaisquer que sejam a freqüência e NPS. Ocorre que, muitas vezes, para produzir a mesma audibilidade são necessáriosdiferentes níveis de pressão sonora, quando estão em diferentes freqüências, pois o ouvidohumano sente o ruído de forma diferente nas diversas freqüências. Assim, por exemplo, umNA de 90 fons, na freqüência de 4000 Hz, produzido por um NPS de 80 dB, é ouvido coma mesma intensidade na freqüência 125 Hz, porém produzido por NPS de 90 dB. Portanto,observa-se que na freqüência de 4000 Hz é necessário um NPS menor para produzir omesmo efeito no organismo. (Gráfico 1 anexo A)2.6. Níveis de Decibéis Compensados Conforme explicado anteriormente, para corrigir a sensibilidade do ouvido humanoa diferentes freqüências, foram criados os decibéis compensados, integrados ao circuito demedição dos medidores de pressão sonora. Essas curvas estão apresentadas no gráfico 2 no anexo B. Pelo gráfico observa-se que um som de 100 dB emitido numa freqüência de 50 Hz,quando compensado pelas curvas, fornecerão as seguintes leituras no medidor de nível depressão sonora: Curva “A” – 70 dB Curva “B” – 88 dB Curva “C” – 99 dB Curva “D” – 88 dB As normas internacionais e o Ministério do Trabalho adotaram a curva decompensação “A” para medições de níveis de ruído contínuo e intermitente devido a suamaior aproximação a resposta do ouvido humano.2.7. Aparelhos de Medição A avaliação do ruído é feita com os medidores de nível de pressão sonora ousonômetro ou, simplesmente, decibelímetro. Este aparelho é constituído das seguintespartes: Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 44 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  45. 45. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho filtros de> amplificador compensação amplificador/ Medidor A, B, C e D retificador Os decibelímetros podem ser encontrados com as curvas de compensação A, B, C eD, resposta lenta e rápida, podendo os mais simples possuírem somente leitura nas curvas Ae C, resposta lenta e rápida. Outro equipamento utilizado nas avaliações de ruído são os audiodosímetros, quefornecem, como leitura final, o nível médio equivalente a que se expôs o trabalhadordurante a jornada de trabalho. Os audiodosímetros são utilizados quando o trabalhador seexpõe a diferentes níveis de ruído durante a jornada de trabalho. Os medidores de nível de pressão sonora poderão ser acoplados a analisadores defreqüência, fornecendo como resultado o NPS correspondente a faixa de freqüênciaselecionada (espectro sonoro). Os analisadores de freqüência podem ser encontrados embanda de oitava (mais utilizado na higiene industrial), terça de oitava, meia de oitava, faixade largura constante, etc. Quanto menor a largura da faixa, mais exata é a informação sobrea verdadeira variação do NPS em função da freqüência.2.8. Adição e Subtração de Níveis de Ruído 100 dB + 90 dB ≠ 190 dB As operações em decibéis não são lineares. Exemplo: Fonte A • Ponto de medição Fonte B NPSA = 92 dB (A) NPSB = 86 dB (A) NPS = 10 log (P)2 (PØ) Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 45 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  46. 46. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho 92 = 10 log (P)2 (PØ) 92 = log (Pa)2 9,2 = log (Pa)2 10 (PØ) (PØ) 9,2 = log (Pa)2 (Pa)2 = 109,2 (PØ) (PØ) (Pa)2 = 15,85 x 108 (PØ) 86 = 10 log (Pb)2 (PØ) log (Pb)2 = 8,6 (Pb)2 = 108,6 (PØ) (PØ) (Pb)2 = 3,98 x 108 (PØ) Razão Média Quadrática Total (P total)2 = (Pa)2 + (Pb)2 (PØ) (PØ) (PØ) 19,83 x 108 = 15,85 x 108 + 3,98 x 108 NPS total = 10 log (P total)2 (PØ) NPS total = 10 log 19,83 x 108 NPS total = 93 dB (A) Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 46 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  47. 47. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho Para evitar cálculos complexos, foram criadas curvas de adição e subtração em dB,conforme o gráfico 3 anexo C.Suponhamos que as fontes A, B, C, D, E, F e G produzam, isoladamente cada uma, noponto “O” os seguintes níveis de pressão sonora: FONTE NPS em dB (A) A 85 B 81 C 82 D 80 E 87 F 94 G 94 • D ● E ● F ● G • C ♦ O • B ● A Faça uma previsão do NPS no ponto “O” nos seguintes casos: a) Só F e G estão funcionando b) Só D e G estão funcionando c) A, B, C, E e F funcionando d) Todas funcionando a) NPSF – NPSG = 94 – 94 = 0 correção = 3 dB NPSt = 94 + 3 = 97 dB (A) b) NPSD – NPSG = 94 – 80 = 14 correção = 0,2 Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 47 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  48. 48. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho NPSt = 94 + 0,2 = 94,2 dB (A) c) A B C D E F 85 81 82 80 87 94 94,8 95,2 95,4 95,6 d) Todas as fontes funcionando A B C D E F G 85 81 82 80 87 94 94 97 97,4 97,7 97,9 98,1 98,3 2) Uma lixadeira pneumática está colocada no meio de outras máquinas. O NPSquando todas estão funcionando é de 100 dB. Desligando-se a lixadeira (o resto continua Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 48 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  49. 49. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalhofuncionando), o NPS é de 96 dB. Determine o NPS produzido no ponto de medição pelalixadeira isoladamente. NPSt = 100 dB ● NPSf = 96 dB (lixadeira desligada) NPSt – NPSf = 100 – 96 = 4 dB Correção – 2 dB (gráfico nº 2) NPSf = NPSt – 2 dB = 100 – 2 = 98 dB2.9. Objetivos da Avaliação de Ruído A. Avaliação do risco de dano auditivo – O efeito danoso do ruído depende de: 1. NPS e distribuição de NPS por freqüências (espectro sonoro). 2. Duração da exposição. 3. Número de vezes que a exposição se repete por dia. 4. Suscetibilidade individual. Os limites de tolerância devem ser entendidos como conjunto de níveis de pressãosonora e as durações de exposição diária a cada um deles, aos quais na maioria dostrabalhadores pode estar exposto dia após dia, durante todo uma vida útil de trabalho, semresultar efeito adverso na sua habilidade de ouvir ou entender uma conversação normal. Não apresentam linha separatória do nível de ruído perigoso com o seguro,dependendo da suscetibilidade individual. A seguir estão transcritos os limites de tolerância estabelecidos pelos anexos 1 e 2da NR-15:B. Ruído contínuo/intermitente *Ruído contínuo – é aquele cujo NPS varia de até ± 3 dB durante um períodolongo (mais de 15 min.) de observação. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 49 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  50. 50. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho *Ruído intermitente – é aquele cujo NPS varia de até ± 3 dB em períodos curtos(menor que 15 min. e superior a 0,2 s). LIMITES DE TOLERÂNCIA (Anexo 1 – NR-15) NÍVEL DE RUÍDO MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA dB (A) PERMISSÍVEL 85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 3 minutos 92 3 horas 93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 15 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora 102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 50 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  51. 51. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho Entende-se por ruído contínuo ou intermitente, para os fins de aplicação de limitesde tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB)com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação “A” ecircuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido dotrabalhador. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os níveis detolerância fixados no Quadro deste anexo. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada amáxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado. Não permitida a níveis de ruído acima de 115 dB (A) para indivíduos que nãoestejam adequadamente protegidos. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição aruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de formaque, se a soma das seguintes frações C1/T1 + C2/T2 + C3/T3 +....+ Cn/Tn exceder aunidade, a exposição não estar acima do limite de tolerância. Na equação acima Cn indica o tempo total em que o trabalhador fica exposto a umnível de ruído específico e Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível,segundo o Quadro deste Anexo. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído,contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB (A), sem proteção adequada, oferecerão riscograve ou iminente. Medição do Ruído Contínuo ou Intermitente A medição do nível de ruído deve ser feita utilizando-se o medidor de nível depressão sonora operando na curva de compensação “A” e resposta lenta. Esse aparelhofornece o valor instantâneo do NPS, sendo necessário conhecer o tempo de exposição aorespectivo nível para se determinar o risco. Quando ocorrerem variações de níveis de ruído durante a jornada de trabalho, deve-se utilizar o audiodosímetro, no sentido de se determinar com maior exatidão a exposiçãoao ruído. Esse instrumento fornece, no período avaliado, a dose ou efeitos combinados (∑ Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 51 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  52. 52. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do TrabalhoCn/Tn) e o nível equivalente de ruído (LEQ). Existem audiodosímetros que fornecem oLEQ diretamente e outros que necessitam de cálculos em função da dose e tempo demedição. Nesse caso, o técnico deverá conhecer a equação do dosímetro. Outro equipamento que poderá ser utilizado é o analisador de frequência. Aavaliação de freqüência é de suma importância no sentido de orientar as medidas decontrole. A determinação da atenuação dos protetores auriculares, seleção, tipo de materialabsorvente, etc. são feitos em função do espectro sonoro do ruído do ambiente (NPS xFreqüência). A maior exatidão e a facilidade de avaliação dependem dos instrumentos demedição utilizados. Desse modo, se é usado somente um medidor de nível de pressãosonora, a avaliação será mais trabalhosa, pois, para se obter o nível equivalente de ruído,deverá ser cronometrado o tempo de exposição ao respectivo nível. Numa avaliação dos níveis de ruído visando prevenção do risco de dano auditivo,devemos proceder da seguinte forma:• Selecionar as funções a serem avaliadas.• Descrever as atividades executadas pelos empregadores e respectivas funções e locais de trabalho.• Realizar as medições com o medidor de nível de pressão sonora e anotar as observações sobre medidas de controle adotadas, principalmente fontes geradoras de ruído, etc.• Analisar as freqüências das principais fontes de ruído para orientar as medidas de controle a serem adotadas.• Fazer a dosimetria do ruído em todas as funções analisadas registrando a dose e o LEQ. Quanto à dosimetria, os exemplos que seguem ilustram o melhor entendimento parainterpretação correta dos dados.Exemplo 1 Um trabalhador executa suas atividades num local cujo NPS = 90 dB (A) durante umahora. Após um certo tempo, o NPS cai para 84 e ele permanece durante 4 horas. O restanteda jornada permanece em um local onde o NPS é de 86 dB (A). o limite de tolerância foiultrapassado? C1 + C2 + C3 ≤ 1 Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 52 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  53. 53. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho T1 + T2 + T3 Nível de Ruído Tempo de Exposição Máxima Exposição dB (A) (horas) Diária 90 1 4 84 4 - 86 3 7 1 + 3 = 0,25 + 0,45 = 0,7 < 1 4 7 Como o ∑ Cn/Tn < 1, o limite de tolerância não foi ultrapassado. O valor do nível equivalente de ruído extrapolado para 8 horas é obtido pelaseguinte equação:LEQ = logD + 5,117 0,06 Neste caso, teremos para D = 0,7 o LEQ = 82,7 dB (A).Exemplo 2 Um trabalhador fica exposto a um nível de ruído de 95 dB (A) durante 1 hora, 100dB (A) durante 1 hora, 89 dB (A) durante 2 horas e 85 dB (A) durante 4 horas. Nível de Ruído Tempo de Exposição Máxima Exposição dB (A) (horas) Diária 95 1 2 100 1 1 89 2 4,5 85 4 81 + 1 + 2 + 4 = 2,4 > 1 LEQ = 91,6 dB (A)2 1 4,5 8 Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 53 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  54. 54. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho Como o somatório das frações foi superior a 1, o limite detolerância foiultrapassado. Exemplo 3 Numa casa de força, o pessoal expõe-se diariamente, durante 8 horas, à seguintesituação: Nível Medido Tempo Total de Exposição dB (A) – Resposta Lenta Diária ao nível Medido (horas) 87 2 91 1,5 94 2,0 96 1,5 100 0,5 102 0,5 Nível Tempo Real de Cn Tempo Máximo Permissível Cn/TnMedido dB (A) Exposição Diária (horas) Por Dia (Tn) 87 2 6 0,33 91 1,5 3,5 0,43 94 2 2,25 0,88 96 1,5 1,75 0,85 100 0,5 1 0,50 102 0,5 0,75 0,66 Soma das frações Cn/Tn = 3,65 LEQ = 94,6 dB (A) Sendo a soma maior que a unidade, a exposição está acima do LT e, portanto,medidas de controle deverão ser adotadas. Quanto maior for a soma Cn/Tn, maior será o risco. Isto permite colocar osproblemas por ordem de prioridade. Exemplo 4 Numa operação industrial foi encontrada a seguinte situação: Nível Tempo Real de Cn Tempo Máximo Permissível Cn/TnMedido dB (A) Exposição Diária (horas) Por Dia (Tn) 80 1,75 - - 82 1,25 - - 84 2,75 (9) 0,30 86 1,5 7 0,21 89 1,5 4,5 0,33 Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 54 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br
  55. 55. CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL MARTIN LUTHERCurso Técnico em Segurança do Trabalho 91 0,75 3,5 0,24 a) Soma Cn/Tn com 0,30 incluído = 1,08 b) Soma Cn/Tn sem incluir 0,30 = 0,78 A exposição de 9,5 horas não é contemplada no quadro LT. Sendo esta condição prática possível, é conveniente ampliar o quadro com valorescoerentes nele contido. Baseado na recomendação da ACGIH, ampliar a escala do quadro para valoresinferiores a 85 dB (A), conforme a tabela que segue. Nível Medido Tempo Total de Exposição dB (A) – Resposta Lenta Diária ao Nível Medido (horas) 80 16 81 14 82 12 83 10,5 84 9,25 85 8NR-15 – ANEXO 2LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO DE IMPACTO Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica deduração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB) com medidor de nívelde pressão sonora operando no circuito linear e no circuito de resposta para impacto. Asleituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. O limite de tolerância pararuído de impacto será de 130 dB (LINEAR). Nos intervalos entre os picos, o ruído existentedeverá ser avaliado como ruído contínuo. Em caso de não se dispor de medidor de nível de pressão sonora com circuito deresposta para impacto, será a leitura feita no circuito de resposta rápida (FAST) e circuitode compensação “C”. Neste o limite será de 120 dB (C). As atividades ou operações que exponham os trabalhadores, sem proteção adequada,a níveis de ruído de impacto superiores a 140 dB (LINEAR), medidos no circuito deresposta para impacto, ou superiores a 130 dB (C), medidos no circuito de resposta rápida(FAST), oferecerão risco grave ou iminente. Engº Seg. do Trabalho Eduardo Becker Delwing – CREA 83.812-D 55 Rua: Borges de Medeiros, 267, sala 201 - Lajeado / RS - CEP: 95900-000 Fone/Fax: (0XX) 51 3748-1269 - e-mail – eduardobedel@certelnet.com.br

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