Indicadores de desastres naturais no Estado de São Paulo.

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BROLLO, M.J. & FERREIRA, C.J. 2009. Indicadores de desastres naturais no Estado de São Paulo. In: Simpósio de Geologia do Sudeste, XI, Águas de São Pedro, SP, 14 a 17/10/2009, Sociedade Brasileira de Geologia. Anais..., p. 125.

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Indicadores de desastres naturais no Estado de São Paulo.

  1. 1. INDICADORES DE DESASTRES NATURAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO Maria José BROLLO Cláudio José FERREIRA (1) (1) mjbrollo@igeologico.sp.gov.br Desastres naturais no Estado de São Paulo. Os principais processos causadores de acidentes e desastres naturais no Estado de São Paulo são escorregamentos de encostas, inundações, erosão acelerada e tempestades (ventos fortes, raios e granizo). Inundação em São Luiz de Paraitinga, em 2000 O crescente impacto desses tipos de fenômenos naturais relaciona-se a um conjunto de fatores relacionados ao modelo de desenvolvimento sócioeconômico adotado e a uma política territorial e urbana ineficiente, tais como gestão inadequada dos recursos naturais, crescimento urbano desordenado, normas construtivas obsoletas, estrutura institucional para a gestão de risco deficiente, dentre outros. Indicadores de desastres naturais. Uma forma importante para a gestão dos problemas associados aos desastres naturais consiste na definição de indicadores, que permite verificar a evolução das ocorrências, bem como a eficácia das medidas preventivas ou mitigadoras. Apresentase aqui dois indicadores relacionados a desastres naturais no Estado de São Paulo: 1º) Número de acidentes. Embora não haja um registro sistemático das ocorrências de desastres no Estado de São Paulo, que retratem a extensão dos problemas e suas consequências, permitindo uma gestão eficaz destas situações, é possível definir, por meio de cadastro de vistorias e atendimentos produzido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, o indicador “número de acidentes”. Escorregamento em aterro construído sobre voçoroca, em Monte Alto, em 2007 No período de 2000 a 2008 houve o registro de 1.861 acidentes, relacionados variados tipos de desastres: 367 escorregamentos, 944 inundações (e processos similares de enchentes, transbordamentos, alagamentos), 65 raios, 485 acidentes diversos (chuvas fortes, vendavais, desabamentos de casas e muros, etc). Também foi definido o tipo de dano: nº de óbitos (225 registros), nº de pessoas afetadas (50.347 registros), dentre desabrigados e desalojados. Proporção de ocorrência de acidentes (2000 a 2008) Freqüência de acidentes por escorregamento (2000 a 2008) Freqüência de acidentes por inundação (2000 a 2008) Escorregamento no Guarujá, em 2009 Proporção de ocorrência de danos (2000 a 2008) Freqüência de acidentes por erosão (2000 a 2008) Freqüência de acidentes por raios (2000 a 2008) 3 - 119 Erosão Costeira em Caraguatatuba, em 2006 A UGRHI Alto Tietê detém, para este período, o maior número de acidentes (567) e de óbitos (77). Já a UGRHI Ribeira de Iguape/Litoral Sul envolveu o maior número de pessoas afetadas (18.327), grande parte em consequência de inundações. 2º) Porcentagem de municípios com instrumentos de gestão de risco. Este indicador inclui: a) Planos Preventivos de Defesa Civil a Escorregamentos (PPDCs), b) Mapeamentos de Áreas de Risco a Escorregamentos, Inundações e Erosão, c) Planos Municipais de Redução de Risco (PMRRs). Em 2008, dos municípios do Estado, 23% (101 municípios) apresentavam algum dos instrumentos de gestão listados, alguns dos quais possuem todos eles. Área de risco de escorregamento em Ilhabela, em 2001 Os PPDCs são desenvolvidos em 68 municípios, distribuídos por 10 UGRHIs. Os Mapeamentos de Áreas de Risco foram elaborados em 86 municípios, distribuídos por 15 UGRHIs. Os PMRRs foram elaborados em 11 municípios, distribuídos por 6 UGRHIs. Mapeamento de Áreas de Risco a Escorregamentos, Inundações e Erosão Planos Preventivos de Defesa Civil a Escorregamentos Planos Municipais de Redução de Risco Escorregamento na Rodovia Anchieta, em 2001 Quanto à gestão de riscos, a UGRHI Litoral Norte tem 100% dos municípios atendidos. Já as UGRHIs Baixada Santista, Mantiqueira, Alto Tietê e Paraíba do Sul, tem, respectivamente ,78%, 67%, 65% e 47% dos municípios atendidos. As UGHRIs Piracicaba/Capivari/Jundiaí, Tietê/Sorocaba, Mogi-Guaçú e Ribeira de Iguape/Litoral Sul, abrangem, respectivamente, 33%, 27%, 24% e 17% dos municípios atendidos. As demais regiões apresentam entre 0% e 8% dos municípios atendidos. AGRADECIMENTOS. À Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, da Casa Militar do Estado de São Paulo, pelo fornecimento dos dados. À pesquisadora Denise Rossini-Penteado e aos estagiários Vanessa Alves Mantovani, Marcelo da Silva Pereira e Angela Yatsugafu, pelo auxílio no tratamento dos dados.

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