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AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE BASES ESPACIAIS NO MAPEAMENTO DE ÁREAS DE RISCO NO ESTADO DE SÃO PAULO. Autores: Antonio Carlos Moretti Guedes; Márcia Helena Galina; Márcia Maria Nogueira Pressinotti; Pedro Carignato Basílio Leal; Osvaldo Souza Coutin
 

AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE BASES ESPACIAIS NO MAPEAMENTO DE ÁREAS DE RISCO NO ESTADO DE SÃO PAULO. Autores: Antonio Carlos Moretti Guedes; Márcia Helena Galina; Márcia Maria Nogueira Pressinotti; Pedro Carignato Basílio Leal; Osvaldo Souza Coutin

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As dificuldades na aquisição de bases espaciais pelo poder público é um dos problemas enfrentados usualmente nos trabalhos de mapeamento de áreas de risco, ultrapassado com a aplicação de ...

As dificuldades na aquisição de bases espaciais pelo poder público é um dos problemas enfrentados usualmente nos trabalhos de mapeamento de áreas de risco, ultrapassado com a aplicação de diferentes técnicas e métodos. O presente trabalho faz uma exposição e análise de diferentes tipos e padrões de bases espaciais, especialmente produtos de sensoriamento remoto, utilizados em 31 mapeamentos de risco a escorregamento, inundação e erosão de municípios do Estado de São Paulo desenvolvidos de 2004 a 2008

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    AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE BASES ESPACIAIS NO MAPEAMENTO DE ÁREAS DE RISCO NO ESTADO DE SÃO PAULO. Autores: Antonio Carlos Moretti Guedes; Márcia Helena Galina; Márcia Maria Nogueira Pressinotti; Pedro Carignato Basílio Leal; Osvaldo Souza Coutin AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE BASES ESPACIAIS NO MAPEAMENTO DE ÁREAS DE RISCO NO ESTADO DE SÃO PAULO. Autores: Antonio Carlos Moretti Guedes; Márcia Helena Galina; Márcia Maria Nogueira Pressinotti; Pedro Carignato Basílio Leal; Osvaldo Souza Coutin Document Transcript

    • AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE BASES ESPACIAIS NO MAPEAMENTO DE ÁREAS DE RISCO NO ESTADO DE SÃO PAULO Antonio Carlos Moretti Guedes; Márcia Helena Galina; Márcia Maria Nogueira Pressinotti; Pedro Carignato Basílio Leal; Osvaldo Souza Coutinho Filho; Vanessa Sartori AndradeRESUMOAs dificuldades na aquisição de bases espaciais pelo poder público é um dos problemasenfrentados usualmente nos trabalhos de mapeamento de áreas de risco, ultrapassado com aaplicação de diferentes técnicas e métodos. O presente trabalho faz uma exposição e análise dediferentes tipos e padrões de bases espaciais, especialmente produtos de sensoriamento remoto,utilizados em 31 mapeamentos de risco a escorregamento, inundação e erosão de municípios doEstado de São Paulo desenvolvidos de 2004 a 2008.ABSTRACTThe difficulties in the acquisition of spatial basis by public institution is one of the problems usuallyon the risk mapping, overcome with the use of different techniques and methods. This paper is anexposition and analysis of different types and patterns of spatial bases, especially remote sensingproducts, used in 31 risk mapping to landslide, flooding and erosion of municipalities of São PauloState, developed from 2004 to 2008.Palavras chave: mapeamento de risco, geoprocessamento, bases espaciaisInstituto Geológico – Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo – Núcleo deGeoprocessamento. Av. Miguel Stéfano, 3900 – Água Funda – CEP 04301-903 – São Paulo – SP.Fone: 11.5058.9994. e-mail:acguedes@igeologico.sp.gov.br 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 1
    • 1. INTRODUÇÃO Desde 2004 vem sendo executados mapeamentos de áreas de risco a escorregamento einundação no estado de São Paulo, conforme política pública implantada pela CoordenadoriaEstadual de Defesa Civil (CEDEC), que subsidia os trabalhos de órgãos técnicos estaduais pormeio de cooperação técnica ou convênio. Desde então já foram mapeados 65 municípios doestado (Figura 1). Deste total, o Instituto Geológico (IG) executou os estudos em 31 municípiosem diferentes regiões do estado (Litoral, região de Sorocaba, região Metropolitana de São Paulo,Vale do Paraíba, regiões de Ribeirão Preto e de Araraquara) e até o final do ano de 2011 serãofinalizados mais 9 mapeamentos, totalizando 40 municípios mapeados pelo IG no estado de SãoPaulo (Brollo et al 2011). Figura 1. Municípios com mapeamento de áreas de risco no estado de São Paulo até 2010: 65 municípios (Fonte: IG 2010) Esses trabalhos adotam a metodologia indicada pelo Ministério das Cidades (Min. Cidades& IPT 2004 e 2007; Carvalho & Galvão 2006), que a partir de cadastro municipal de áreas de risco,efetua a identificação, delimitação e hierarquização as situações de risco em diferentes porçõesde terreno urbano (áreas-alvo), apontando diferentes graus de risco, de acordo com aprobabilidade de ocorrência de acidente e magnitude potencial de dano. Desta forma, utilizando oapoio de diferentes geotecnologias, as áreas-alvo com ocupação urbana potencialmentesuscetíveis aos processos de escorregamento e inundação são objeto de estudos geológico-geotécnicos visando a delimitação e hierarquização de setores de risco a diferentes processos domeio físico. Para atender aos objetivos do mapeamento há necessidade de se obter uma base única,com escala adequada aos trabalhos de campo, ao lançamento de informações e à produção dacartografia final das áreas de risco. Esta etapa do estudo encontra inúmeras dificuldades práticasque precisam ser ultrapassadas para se alcançar os resultados pretendidos. As dificuldades encontradas na busca de bases digitais junto às prefeituras e órgãospúblicos incluem também a aquisição com recursos orçamentários do estado mediante processoslicitatórios demorados, impondo a necessidade de sistematização de recursos geotecnológicosassociados a todas as etapas do mapeamento de risco. No entanto, o quadro não é homogêneo. Nos mapeamentos foram trabalhados municípioscom surpreendentes possibilidades de apoio ao mapeamento, detentores de bases cartográficasem grande escala, além de aerolevantamentos recentes e com parâmetros adequados. Emcontraposição, também se encontrou municípios com pouquíssima informação espacial sobre o 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 2
    • seu território. Nestes últimos casos, alternativas foram buscadas em bases não matriciais, emimagens disponibilizadas pela Internet (como Google Earth e mosaicos extraídos desta plataforma)e em outros produtos sem as melhores especificações. Assim, o presente trabalho objetiva apresentar e avaliar a qualidade e aplicabilidade dasbases espaciais utilizados em 31 mapeamentos de risco a escorregamento, inundação e erosãode municípios do estado de São Paulo desenvolvidos de 2004 a 2008 pelo Instituto Geológico,particularmente os diferentes produtos de sensoriamento remoto, como imagens de satélite dealta resolução espacial e aerolevantamentos.2. PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE BASES ESPACIAIS PARA MAPEAMENTO DERISCO O apoio geotecnológico oferecido aos procedimentos de mapeamento de risco se iniciacom a identificação dos municípios objeto do estudo, definidos conforme demanda da CEDEC. Oprocedimento operacional se dá em etapas e atividades sequenciais, sintetizadas seguir:2.1. Levantamento de dados Esta etapa segue três caminhos. Inicia-se com visitas a diferentes departamentos e áreasda administração municipal envolvidos com cartografia, obras, planejamento, meio ambiente edefesa civil, visando a busca e pesquisa por bases espaciais, preferencialmente em formato digital.Dos 40 municípios já estudados (31 finalizados até 2008 e 9 em andamento), em poucos casosforam encontrados departamentos ou secretarias municipais dotados de um setor específico deGeoprocessamento. A pretensão, nessa fase, é obter tanto bases em formato raster com alta resoluçãoespacial e atualidade de até cinco anos, como também bases vetoriais onde possam serposteriormente lançadas as informações sobre áreas-alvo a serem avaliadas. Tais informaçõessão compatíveis com a necessidade de delimitação dos setores de risco, realizada conformeobservação de feições em regiões urbanizadas, de expansão urbana, em distritos e bairros rurais,com a utilização de métodos e técnicas já adotadas em estudos similares (FUNDUNESP 2003,Marchiori-Faria et al. 2005, Santoro et al. 2005, Amaral et al. 2007, Galina et al. 2007, Ferreira &Rossini-Penteado 2011). Outra possibilidade de obtenção de bases consiste na consulta e obtenção em acervos deórgãos públicos estaduais, mediante cessão formalizada conforme os princípios do “Termo deCooperação para o Compartilhamento de Bases Espaciais Digitais entre os órgãos do Governo doEstado de São Paulo”, resolução estadual instituída em 2004 (Resolução da Casa Civil nº13, de30.01.2004), visando otimizar o uso de recursos públicos, evitando redundâncias e sobreposiçõesna compra de bases geoespaciais. Finalmente, uma última forma de aquisição de bases, nos casos em que não é possível aobtenção de material matricial sem custo para o projeto, com qualidade aceitável e característicasadequadas, há a aquisição de produtos de sensoriamento remoto com parâmetros específicosadequados aos estudos pretendidos. Neste caso, inicia-se um processo muitas vezes demorado,que implica em elaboração de Processo Licitatório (preparação de Termo de Referência, avaliaçãopela Consultoria Jurídica do estado, avaliação pelo Grupo Setorial de Tecnologia da Informação eComunicação – GSTIC, preparação e abertura de Edital, etc), que pode demorar até 10 meses.Certamente é a etapa mais demorada dos estudos, por vezes comprometendo o cronogramainicial do trabalho, razão pela qual se justifica a adoção das duas primeiras.2.2. Tratamento de dados e preparação de layouts para trabalhos de campo A preparação de layouts impressos das áreas-alvo é de fundamental importância para oprocesso de delimitação de setores durante os trabalhos de campo. Os layouts são produzidoscom bases que permitam a impressão com boa resolução na escala entendida como compatívelcom a avaliação: entre 1:1.000 e 1:2.500, para setores de risco de escorregamento, e entre 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 3
    • 1:2.500 e 1:5.000 para setores de risco de inundação. Na preparação de layouts o tratamento de dados matriciais busca obter material com bomgeorreferenciamento, uniformidade dos parâmetros de projeção e datum, por vezes com ajuda dearquivos CAD obtidos nas próprias prefeituras, mapas topográficos escanerizados (scanmaps) eoutros produtos. Uma ampla gama de produtos de sensoriamento remoto foi utilizada nos diversosmapeamentos: imagens de satélite de resolução espacial igual ou superior a 1m, tais como Ikonos(1m), QuickBird (0,6m) e WorldView II (0,5m); fotografias aéreas de recobrimentos tradicionais, deinício sem georreferência, por vezes em formato analógico; fotografias aéreas ortorretificadas,com tamanho de pixel por vezes inferior a 0,20m (levantamentos cedidos pela SABESP,referentes ao Projeto “SIGNOS – SIG no Saneamento”). Os formatos de arquivos raster utilizados nos mapeamentos variaram bastante: GeoTIFF,TIFF e JPG com worldfile e, no caso mais comum, o formato comprimido ECW. Este últimoproduto, uma vez gerado com critérios corretos quanto à taxa de compressão, apresenta perda dequalidade insignificante para o propósito, mas com maior agilidade no processamento em tela,facilitando a preparação de visualizações adequadas para impressão. As plataformas e serviços de disponibilização de imagens pela Internet ou com o uso deprotocolo Internet, como Google Earth e, mais recentemente, o serviço Bing, da Microsoft, aindanão existiam no início dos mapeamentos de risco executados pelo IG, em 2004. Estas plataformaspassaram por um processo de melhoria na resolução das imagens a ponto de hoje representaremuma opção de imagens de boa aplicabilidade à delimitação e representação de setores de risco,contagem de lotes e de moradias. Ainda assim, são dependentes de licenciamento para uso edivulgação.2.3. Cartografia Final Os trabalhos de levantamento geológico-geotécnico em campo ofereceram a condição delançar nas bases georreferenciadas a delimitação com alta precisão dos setores de riscoidentificados em campo. A consolidação do trabalho se dá com a vetorização das feições poligonais querepresentam os setores de risco, bem como a ligação destas a um banco de dados MicrosoftAccess, organizado a partir de formulários preenchidos em campo. Diversos softwares seprestaram a esta função, tendo sido considerados adequados o MapInfo Professional, SPRING eArcGis. Para a produção de relatórios, mapas de localização e detalhamento dos setores de risco,foram usadas as mesmas opções de software citadas. A representação gráfica final das áreas esetores de risco tem sido oferecida às prefeituras nos formatos impresso e digital (PDF e MicrosoftAccess). Nos primeiros mapeamentos elaborados pelo Instituto Geológico (finalizados em 2005)foi elaborado um módulo computacional visualizador das informações de mapeamento de riscoem ambiente GIS (Pressinotti et al. 2007), que recebeu a denominação de “Map-Risco”. Esteproduto integrou, em um ambiente totalmente georreferenciado, as informações interpretadas - derisco a escorregamento e inundação – a informações cartográficas básicas, produtos desensoriamento remoto (imagens de satélite Ikonos e fotografias aéreas) e planos de informaçãocadastral, como mapa de logradouros, dentre outros.3. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO Dentre os vários municípios mapeados, os três casos expostos a seguir exemplificam assituações, dificuldades e soluções encontradas nos mapeamentos de áreas de risco, do ponto devista de disponibilidade de bases espaciais, seus formatos e padrões de qualidade e resposta àsnecessidades de uso. 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 4
    • 3.1. Caso Votorantim O município de Votorantim, localizado na região de Sorocaba, a oeste da capital paulista,foi objeto dos primeiros mapeamentos de áreas de risco realizados, iniciados em 2004 (IG 2005). A própria Comissão Municipal de Defesa Civil possuía em acervo um material de muito boaqualidade cartográfica: ortofotos georreferenciadas de toda a área urbana, cada cena cobrindocerca de 3,5x3,5 km em escala 1:2.000, com aproximadamente 2 anos desde o levantamento, eresolução de pixel de 0,7m. O produto matricial foi cedido em formato gráfico JPEG, com worldfiles,em arquivos de até 50 MB, mas com baixa velocidade no processamento em tela. Não houve, naépoca, solução para tratamento deste último aspecto, visando melhoria de performance. Osoftware MapInfo Professional foi usado em todas as tarefas de geoprocessamento, impressão delayouts e vetorização de setores de risco. O conjunto de produtos mostrou-se bastante apropriado aos trabalhos de localizaçãoprévia de áreas-alvo, além de delimitação precisa em campo dos setores de risco aescorregamento e inundação, bem como a caracterização do padrão de uso e ocupação do solo equantificação de moradias dos setores de risco. A Figura 2 mostra um conjunto de setores de risco em Votorantim, exibidos dentro daaplicação “Map-Risco”. Em virtude da boa resolução espacial das ortofotos utilizadas como base,a visualização em tela na escala 1:1.500 permite a verificação de feições naturais e de uso eocupação do terreno, incluindo a contagem de moradias em risco. O material vetorial exibido éproduto da restituição do próprio aerolevantamento, caracterizando o produto final como deexcelente qualidade e aplicabilidade ao mapeamento de risco. Figura 2. Exemplo de setorização de risco no município de Votorantim (IG 2005), com o uso de fotografias ortorretificadas (Fonte: programa “Map-Risco”, descrito em Pressinotti et al. 2007) 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 5
    • 3.2. Caso Paraibuna Este município, localizado no Vale do Rio Paraíba do Sul, foi mapeado em 2006 (IG 2006)e se diferenciou dos demais por não contar com nenhum tipo de imageamento georreferenciadopara lançamento das informações obtidas nas investigações geológico-geotécnicas. Os materiais obtidos durante a fase de levantamento foram fotografias tomadas a partir desobrevôos de helicóptero realizados pela Polícia Militar no ano anterior, após incêndio que atingiuas encostas da região periurbana da cidade. Assim, embora tenham sido obtidas para finalidadesdiversas das de mapeamento de áreas de risco, foi possível utilizá-las para a delimitação dealgumas das áreas e setores de risco (Figura 3), visando a realização de trabalhos de campo,bem como ilustrar o relatório técnico. A distribuição dos setores de risco na área urbana domunicípio pôde ser visualizada, neste caso, sobre um desenho em formato CAD (Figura 4). Figura 3. Exemplo de setores de risco de uma área próxima ao centro de Paraibuna (IG 2006), com o uso de fotografia aérea obtida em sobrevôo de helicóptero realizado após importante incêndio ocorrido no entorno da área urbana no ano anterior.Figura 4. Distribuição das áreas de risco do município de Paraibuna (IG 2006), representadas apenas sobre um desenho CAD. 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 6
    • 3.3. Caso São Luiz do Paraitinga O mapeamento executado neste município (IG 2008), localizado na bacia do rio Paraíba doSul, contou com uma situação singular quanto a aspectos de disponibilidade de material,tratamentos e resultados. O material obtido junto à Assessoria de Planejamento da PrefeituraMunicipal consistiu de: a) plantas impressas em escala 1:2.500 (da sede do município) e 1:2.000(do distrito de Catuçaba), sem nenhum outro metadado além da escala gráfica, onde foramassinaladas as áreas-alvo identificadas pela Defesa Civil Municipal; b) duas fotografias aéreas emformato digital, sem nenhum metadado sobre escala de vôo ou georreferenciamento. Apenasinformações verbais davam conta de que a aquisição pela Prefeitura havia se dado em 2006, masera desconhecida a data do levantamento. Com estas condições, as fotografias aéreas, arquivos em bruto no formato TIFF, comcobertura de cerca de 40 km2 cada, sem nenhum processamento, foram recortadas e registradascom base em pontos de controle extraídos da cartografia existente (Instituto Geográfico eCartográfico - IGC, 1:10.000) e aferidas com a base georreferenciada “GeoCover” da NASA, ummosaico construído a partir de imagens Landsat 7, ortorretificadas, de 2000, tendo então sidoreprojetadas no sistema UTM, datum Córrego Alegre, zona 23. Após o georreferenciamento, aexportação para o formato comprimido ECW foi responsável por uma significativa diminuição notempo de recomposição da imagem (refresh) em tela, com o uso do programa MapInfoProfessional 9.0. Não obstante, o material resultante prestou-se adequadamente à tarefa de impressão delayouts com as áreas-alvo que, em escalas variando de 1:1.500 a 1:3.000, e tamanho de pixel de0,8m, mostrou boas condições para delimitação precisa dos setores de risco, bem como para aquantificação de moradias em cada setor. A Figura 5 ilustra a distribuição de parte dos setores de risco mapeados no centro de SãoLuiz do Paraitinga e no distrito de Catuçaba, pequena escala. A apresentação dos setores emrelatório, agrupados por Área de Risco é feita em escalas maiores, até 1:1.000, onde detalhes sãoexibidos. Figura 5. Exemplo de distribuição das áreas e setores de risco em parte do município de São Luiz de Paraitinga (IG 2006), onde se utilizou fotografia aérea convencional. 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 7
    • 4. DISCUSSÃO Ao longo de 31 mapeamentos de risco executadas pelo Instituto Geológico, iniciados em2004, a utilização de bases espaciais nas ações de suporte ao processo de identificação,delimitação de setores de risco e cartografia final, encontrou situações diversas que variaramdesde condições próximas do ideal até a quase ausência de condições para a execução dostrabalhos de campo e para produção da cartografia final. Nos trabalhos executados foram encontradas condições próximas do ideal, como o uso defotografias aéreas ortorretificadas na Região Metropolitana de São Paulo, cedidas pela SABESP,conforme política existente no estado de São Paulo, que indica o compartilhamento de basesespaciais entre órgãos da administração estadual. Outra condição próxima do ideal ocorreu emmunicípios do interior do estado, como Votorantim, Baixada Santista e região de Araraquara, quetambém contavam com aerolevantamentos executados no escopo de projetos regionais ou planosdiretores municipais. Em condição oposta, alguns municípios foram mapeados sem o uso de nenhum tipo deaerolevantamento ou imagem de satélite (como em Paraibuna, Mairinque, Alumínio) ou até comfalta de produtos cartográficos básicos, como planialtimetria e mapas de logradouros. Outrosproblemas foram encontrados até mesmo em bons produtos, incluindo inconsistências noslevantamentos, problemas de ajustes de cenas (como deslocamentos ou “ausência deimageamento”), além de ausência de metadados. As condições ideais são dadas pelo uso de imagens de alta resolução espacial, comoortofotos com tamanho de pixel em torno de 0,20m ou imagens de satélite com resolução espacialsubmétrica, apoio de cartografia digital com altimetria, modelos digitais de terreno, sobrevôos dehelicóptero e mesmo produtos de tecnologia consideravelmente mais avançada, como perfilagema laser. As imagens do satélite Ikonos, com resolução espacial de 1m no produto fusionado entreas bandas RGB + pancromática, podem ser consideradas uma opção de trabalho, muito emboranecessitem de controle de campo mais apurado, especialmente no que diz respeito aolevantamento de feições de instabilidade do terreno e à contagem de moradias em risco. A Figura 6 compara diferentes tipos de imagem de sensoriamento remoto já utilizados paraa finalidade em discussão, a saber: Ikono (resolução espacial 1m), WorldView II (resoluçãoespacial de 0,5m) e ortofotos (resoluções espaciais de 0,5 e 0,17m). Nos exemplos há um recorteda porção urbana do município de São Paulo, onde verifica que quanto melhor a resolução maisconsistente é a obtenção de feições naturais (como feições de instabilidade do terreno) e de uso eocupação do solo (como tipo de vegetação e tipo de moradias).5. CONCLUSÕES As considerações e exemplos de casos expostas neste trabalho expressam a validade dalinha adotada pela otimização de recursos e agilidade operacional em contraposição aos lentostrâmites burocráticos inerentes à aquisição pelo Estado de produtos de sensoriamento remoto.Assim, busca-se a obtenção de bases geoespaciais inicialmente junto aos próprios municípios. Em nível estadual há um esforço no âmbito das ações do Núcleo de Gestão Integrada deGeoprocessamento da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, de incrementar apolítica de compartilhamento de bases espaciais entre órgãos do governo, o que aumenta aspossibilidades de utilização de bases espaciais compatíveis com a necessidade técnica ditadapela metodologia de mapeamentos de risco. Novos recursos e ferramentas, comerciais ou livres, tendem também a fornecer condiçõesde um mapeamento de áreas de risco mais ágil. Como exemplo, pode-se citar as novasfuncionalidades das famílias de software, como ArcGis e MapInfo, capazes de utilizar catálogosde imagens diretamente na aplicação. Outra possibilidade é a plataforma Google Earth, cujo usodo padrão aberto KML, vem crescendo rapidamente na disponibilização e troca de dadosgeográficos. 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 8
    • Figura 6. Comparação de diferentes tipos de imagens de satélite e ortofotos, utilizando-se o software MapInfo, com visualização em tela na escala 1:1.000. “A”: Imagem de satélite Ikonos (resolução espacial 1m); “B”: Imagem de satélite WorldView II (resolução espacial de 0,5m); “C”: ortofoto (produto com resolução de 0,5m); “D”: ortofoto (produto com resolução espacial de 0,17m). A aplicabilidade dos distintos materiais utilizados mostrou-se maior nos casos de produtosde aerolevantamentos com ortorretificação, pelo fato destes terem rigor cartográfico e poderemservir de base para lançamentos de polígonos representando setores de risco a escorregamento einundação. Alguns produtos de sensoriamento remoto de alta resolução, como imagens desatélites submétricos (dentre os quais WorldView, QuickBird, GeoEye, e outros) possuem umaqualidade comparável às fotografias ortorretificadas. A qualidade técnica do mapeamento produzido, atestado pela Coordenadoria Estadual deDefesa Civil, mostra que a metodologia geotecnológica oferecida como suporte a estas ações temse revelado compatível com os objetivos da cartografia geotécnica proposta.REFERÊNCIASAmaral, R.; Rossini-Penteado, D.; Ribeiro, R.R.; Marchiori-Faria, D.G.; Santoro, J. 2007. O mapeamento de áreas de risco como instrumento para gerenciamento de desastres naturais: exemplo no Município de Poá (SP). Natal, RN. In: Simp. Bras. Geografia física Aplicada, XII, Natal, 08 a 13 de julho de 2007. Anais..., CD-ROM.Brollo, MJ; Ferreira, CJ; Tominaga, LK; Vedovello, R; Fernandes da Silva, PC; Andrade, E; Guedes, ACM. 2001.Situação dos desastres e risco no estado de São Paulo e instrumentos de ge- renciamento. In: Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental, 13º, São Paulo, SP, Anais ..., São Paulo, nov. 2011.Carvalho, C.S. & Galvão, T. (org.). 2006. Prevenção de riscos de deslizamentos em encostas: guia para elaboração de políticas municipais. Ed. Gráfica Brasil. Brasília, Ministério das Cidades; Cities aliance; 2006, 11p.Ferreira, C. J. & Rossini-Penteado, D. 2011. Mapeamento de risco a escorregamento e inundação 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 9
    • por meio da abordagem quantitativa da paisagem em escala regional. In: Congresso Brasi- leiro de Geologia de Engenharia e Ambiental, 13º, São Paulo, SP, Anais ..., São Paulo, nov. 2011.FUNDUNESP - Fundação para o Desenvolvimento da Unesp. 2003. Mapeamento de risco associado a áreas de encosta e margens de córregos nas favelas do município de São Paulo. Relatório Final. Unesp/IGCE/DGA, Rio Claro, 2003. 78p. (inédito).Instituto Geológico – SMA. 2005. Mapeamento de áreas de risco a escorregamentos e inundação em Votorantim. Relatório Técnico, Instituto Geológico. (inédito).Instituto Geológico – SMA. 2006. Mapeamento das áreas de risco a escorregamentos e inundações os municípios de Paraibuna. Relatório Técnico, Instituto Geológico. (inédito).Instituto Geológico – SMA. 2008. Mapeamento das áreas de risco a escorregamentos e inundações os municípios de São Luiz de Paraitinga. Relatório Técnico, Instituto Geológico. (inédito).Instituto Geológico. 2010. Proposta de Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de edução de Riscos Geológicos. São Paulo, 2010 (inédito).Marchiori-Faria, D.G.; Ferreira, C.J.; Rossini-Penteado, D.; Fernandes da Silva, P.C.; Cripps J.C. 2005. Mapeamento de áreas de risco a escorregamentos e inundações em áreas habitacionais de Diadema (SP). In: CONGR. BRAS. GEOLOGIA DE ENGENHARIA E AMBIENTAL, 11, Florianópolis (SC), 2005. Anais (ISBN 85-7270-017-X)... ABGE, CD-ROM: p. 892-907 (OBS: trabalho gerado a partir de Mapeamento de risco a escorregamento e inundação - Convênio IG-CEDEC.)Ministério das Cidades & Instituto de Pesquisas Tecnológicas. 2004. Treinamento de técnicos municipais para o mapeamento e gerenciamento de áreas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundações. Brasília, Ministério das Cidades: Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Apostila de treinamento, 73p. 2004. Disponível: http://www.cidades.gov.brMinistério das Cidades & Instituto de Pesquisas Tecnológicas. 2007. Mapeamento de riscos em encostas e margens de risco. Brasília: Ministério das cidades; Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT. 176p.Pressinotti, M.M.N.; Guedes, A.C.M.; Fernandes da Silva, P.C.; Sultanum, H.H.J.;Guimarães, R.G. 2007. Sistema visualizador de mapeamentos de áreas de risco (a movimentos de massa e inundações) do Estado de São Paulo. Uberlândia, MG. In: Simpósio Brasileiro de Cartografia Geotécnica e Geoambiental, 6, Uberlândia, MG, ABGE. Anais..., jun. 2007, CD-ROMSantoro, J.; Rossini-Penteado, D.; Vedovello, R. 2005. Hierarquização das situações de riscos associados a escorregamentos e inundações no município de Rio Grande da Serra, SP: subsídios para o planejamento de ações preventivas e emergenciais. In: Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental, 11, Florianópolis - SC. Anais..., Florianópolis: CBGE, 2005 (CD-ROM) 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental 10