Poesias &pro histcriadas

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Poesias e historias criadas

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  • 1. E. E. Infante Dom Henrique - 2009 Professora Luiza Thomé
  • 2. HIStÓRIAS CRIADAS A Casa à Esquerda Cláudia dos Santos 1º B pg. 4 A Dor de Uma Despedida Bruna Mendes 1º E pg. 5 A Nação Pedro Lúcio 1º C pg. 6 A Origem dos Homens William Rodrigues 1º A pg. 10 A Vida Além das Páginas Coloridas Samantha 1º D pg. 11 A Vida Como Ela É Nathália Coimbra 1º C pg. 12 Amor Eterno Jéssica Cardoso 1º E pg. 13 Amor Que Não Acabou Juliana Souza 1º E pg. 14 Amor Virtual Bruna Yukari 1º A pg. 15 Banda Forplay Marx Bruno 1º A pg. 20 Brasil Deve se Preocupar Mais Com O Que Vai Ganhar Com As Olimpíadas Juliana Turci 1º D pg. 22 Chocar Caminhão Rosangela Ana 1º D pg. 23 Descobrindo Um Novo Mundo Samira Ramos 1º A pg. 24 Dicas Para Um Emocional Bem Estruturado e Uma Vida Bem Humorada Josielle Ingrid Moura 1º E pg. 25 Espírito Velho Carolina Moreno 1º A pg. 28 Eu Já Vi Essa Cena Antes! Karina Alves 1º E pg. 30 Futebol, Uma Profissão de Responsabilidade Matheus de Sá 1º B pg. 34 Ilusão Maria Carolina 1º D pg. 36 Inesperado Amor Crislaine Reis 1º B pg. 38 Maria Solidão Matheus Cosmo 1º D pg. 40 Minha História de Amor Aline Fernanda 1º B pg. 41 Mudança de Hábito Bruno Gutierres 1º B pg. 43 Namorado X Pai Renata Riccio 1º E pg. 45 O Amor Vence as Diferenças Thais Rodrigues 1º B pg. 47 O Boca de Jacaré Cezar Augusto Cordeiro 1º A pg. 49 O Caminho da Esperança Carlos Henrique 1º B pg. 50 O Caminho da Luz Suellen Lisboa 1º A pg. 51 O Cara Apaixonado Bruna do Prado 1º A pg. 53 Caval e a Floresta Alexandre Veríssimo 1º E pg. 54 O Estranho Vingador Guilherme Pereira 1º D pg. 57 O Menino Que Enfrenta Várias Dificuldades Samuel dos Santos 1º E pg. 58 O Meu Eterno Amor Jaqueline de Souza 1º B pg. 59 O Ônibus Pamella Nunes 1º D pg. 60 O Segredo de Emily Vandenberghe Thaís Garofalo 1º C pg. 61 O Sol Wellington Luiz 1º A pg. 64 Passeio de Metrô Milene Estevam 1º A pg. 66 Quando Crescer Natali Bernardes 1º A pg. 67 Rotina Escolar Feminina (Conversa de Macho) Alessandra Souza 1º B pg. 68 Ser Um Fracassado Ou Não, A Escolha É Sua Thais Fabíola 1º E pg. 69 Superação Murilo Batista 1º E pg. 70 Titãs Caio Dantas 1º A pg. 71 Um Dia Com Os Ídolos Juliana Midori 1º C pg. 73 Um Dia Comum Bruno Rocha 1º D pg. 76 Um Grande Sonho Camila de Freitas 1º D pg. 77
  • 3. A CASA À ESQUERDA Conheci uma garota especial, ela era nova na escola, muito linda. Nossa! Parecia uma princesa, seus olhos eram como o mar; queria saber se seus lábios eram doces como o mel. Sabia que ela não podia namorar, pois seu pai não permitia. Depois de um tempo, com mais intimidade, eu comecei a recitar poemas para ela, pois dizia que meus poemas eram lindos. Em seu aniversário, fiz um Poema especial; quando recitei, ela chorou de tanta felicidade, mal pude acreditar, naquele mesmo dia, ela me deu um beijo nos lábios que quase desmaiei. Agora tinha certeza de que seus lábios eram doces como o mel. No dia seguinte, na escola, eu pude chegar com ela de mãos dadas. Nossa! Todo mundo nos olhou como se fosse coisa de outro mundo, mas éramos apenas “namorados”, mas para ela era como se fôssemos amigos. Passaram-se três meses, ela já estava fria comigo, como se estivesse com nojo de chegar perto ou como se eu nunca tivesse tomado um banho, como se eu fosse um bicho asqueroso, nem ao menos me cumprimentou ou mandou um recado, nada. Puxa! Fiquei mesmo muito chateado com ela, nem a capacidade de me informar o que aconteceu entre nós; ficamos assim por muito tempo. Chegou uma vez que ela começou a faltar muito à escola, nem me ligar ela ligou. Meu Deus! Fiquei quase louco, longe dela mais de um mês sem tocá-la, beijá-la ou ao menos ouvir o doce som de sua voz. Então resolvi ir até sua casa para ver o que estava acontecendo. Ao chegar lá, sua mãe me disse que ela estava com uma doença que nem os médicos haviam descoberto e que ela estava morrendo aos poucos. Nossa! Fiquei arrasado, pois era justamente a garota que eu esperava, que morava à esquerda da minha casa. Com o passar do tempo, ela só piorou; a doença tomava cada vez mais conta de seu corpo, e eu ali sofrendo junto, naquele leito de hospital mesmo não podendo fazer nada para ajudá-la. O tempo passou e cada vez pior, os médicos tentaram de tudo para salvá-la, mas não foi possível. Fiquei tão arrasado que nem tive forças para ir ao seu enterro, pedi para que sua mãe se despedisse dela por mim. Passaram-se três meses desde a sua morte e eu ainda pensava nela, em seu jeito, seu beijo, sua pele, mas não pude acreditar que ela não me disse a verdade, que estava doente; não confiou em mim, para que passássemos essa barra juntos; foi a pior das traições que ágüem pode fazer com a pessoa que nos ama. Fazer o quê, se quem ama perdoa, como eu, perdoei todos seus erros, mas sei de uma coisa ainda, vamos nos encontrar onde for, mas, enquanto isso, a saudade me mata, eu só aqui pensando em seu perfume, e não esquecerei que seu lábio tem o sabor do mel. Para sempre te amarei. Cláudia dos Santos Moreira nº 13 1º B / 2009 4
  • 4. A DOR DE UMA DESPEDIDA Tudo começou quando eu tinha aproximadamente dois anos. Eu era uma criança muito alegre e mimada por todos. Até que minha mãe engravidou de novo, foi uma gravidez muito complicada, mas no final correu tudo bem, graças a Deus. No dia 19 de janeiro de 1995, minha mãe deu à luz um lindo menino que recebeu o nome de Gabriel e, a partir daquele momento nos tornamos uma família feliz. Nossos dias eram bem organizados: minha mãe ficava em casa cuidando de nós, e assim crescemos amados e amparados por todos. Até que um dia, meu irmão adoeceu, teve febre. Como quase sempre a gente ficava doente devido à bronquite, minha mãe levou-o ao médico e a pediatra receitou um remédio para a febre e o resto do dia passou bem, só que, quando chegou a noite, ele choramingou muito e mamou quase a noite inteira. Quando amanheceu, minha avó levantou, como de costume, foi até nós dar um beijo para poder ir trabalhar; deu água para ele, e logo notou umas manchas vermelhas no rosto dele. Achou melhor minha mãe levá-lo ao médico novamente, pois parecia grave. Minha mãe se apavorou e chamou o vizinho para levá-lo ao hospital. Chegando lá, foi uma correria, pois a pediatra não estava na sala, todas as enfermeiras procuravam a médica, pois só de verem o meu irmão, já sabiam que era grave. Achando-a, avisaram da urgência. Veio correndo, atendeu e passou exames para meu irmão fazer. Diagnosticado, a médica chamou minha mãe, avisou que ele estava com meningite (uma doença contagiosa). Imediatamente, ele foi transferido para a UTI e isolado. Cuidaram dele, mas o médico logo avisou à minha mãe que só Deus para salvá-lo e, se caso ele sobrevivesse, iria levar uma vida vegetativa. Nessa hora, minha mãe entregou a vida dele nas mãos de Deus e falou: “Deus, faça a sua vontade, que eu respeitarei.” Como eu era pequena demais, chorava muito querendo minha mãe, sendo assim, sem poder fazer nada no hospital, ela veio para casa para cuidar de mim, com a promessa do médico de que, se acontecesse alguma coisa, ele a avisaria. Minha mãe passou a noite inteira comigo, e quando chegou de manhã, ela já estava saindo para visitá-lo. Chegou minha avó e a minha tia chorando muito, dando uma triste notícia: que meu irmão Gabriel havia falecido. Esse dia parecia não ter mais fim, dizem que nunca viram um enterro tão triste, estava cheio de gente, todos sofriam muito, gritavam o apelido de “Biel, Biel”. Bom, hoje já faz 14 anos que ele se foi, cresci, já estou com 16 anos, tenho uma irmã de dois anos, que se chama Beatriz. Mas até hoje eu sinto a falta dele, pois a saudade é profunda que nem o tempo vai fazer passar. “Pois a dor de uma partida é pra sempre...” Bruna Mendes de Oliveira nº 02 1º E / 2009 5
  • 5. A NAÇÃO Em um vilarejo onde viviam o trovador, o cavaleiro do rei e os dois arqueiros, havia um rei bondoso e generoso. O povo dessa terra se orgulhava de dizer “Arquimedes governa meu reino”, poucas guerras eram travadas e os impostos eram baixos e todo o povo era leal ao rei. Em uma manhã típica de domingo, quando o trovador já fazia suas poesias sobre o nascer do sol, o cavaleiro do rei já limpava sua espada, e os arqueiros praticavam com suas flechas, um aviso foi pregado na praça central da cidade, ele causava choro e espanto em todas as pessoas que ali habitavam, ele informava: “É com grande tristeza que informamos que o rei Arquimedes, infelizmente foi encontrado morto em seu jardim, a cerimônia de coroação do novo rei será amanhã, às 9 horas. É obrigatória a presença de todos os habitantes.” O trovador cantava cantigas tristes em sua lira, os arqueiros fugiram em seus cavalos, e o soldado leal ao rei chorava. O povo não sabia o que fazer. O que seria deles agora? Mas não restava nada a fazer. Na manhã seguinte, todo o povo se reuniu no palácio para a cerimônia de coroação. Não demorou muito para começar, o príncipe parecia estar com muita pressa de ser coroado. O cavaleiro Pierre, os arqueiros Robin e Jau e o poeta, cujo nome ninguém sabia, estavam reunidos em um canto do salão conversando, um velho passou por eles e todos olharam como se estivessem perguntando: “Quem é ele?”, mas logo o velho desandou a falar: _ Meu nome é Hélio e venho de longe para dar um aviso: aquele que vocês estão enterrando não está morto e nem pensa em morrer tão cedo. Quatro jovens devem descobrir o mistério para salvar sua nação, conforme diz a profecia, perigos estão prestes a ser descobertos e o filho do soberano, também, está prestes a se rebelar. Logo depois de o velho fazer seu discurso, uma flecha atravessou o salão e o acertou na cabeça. Ninguém viu de onde ela veio. O novo rei tomou a palavra: _ Não prestem atenção nesse velho, ele devia ser do reino inimigo e estava querendo atrapalhar a coroação. E assim a cerimônia prosseguiu, mas Robin decidiu dar uma olhada no corpo do velho e percebeu um brilho em seu pescoço, chegou mais perto e logo viu que era um medalhão, mas o medalhão tinha uma coisa muito estranha, estava com o símbolo da família real e dizia: “conselheiro do primeiro rei de nossa terra”. Seria possível o conselheiro do primeiro rei estar vivo e dizendo a verdade? Robin ficou confuso e logo foi alertar seus amigos; eles também ficaram perturbados. Robin decidiu abrir o medalhão e dentro dele havia um mapa que levava para uma floresta proibida a todos os habitantes. Eles não pensaram duas vezes, planejaram sair logo pela manhã, já que a floresta estava próxima do palácio. E a festa prosseguiu durante toda a noite. Na manhã seguinte, eles levantaram cedo e dirigiram-se para a saída da cidade, foram o poeta, os arqueiros, Robin e Jau e o cavaleiro do rei, Pierre. Já estavam saindo da cidade, quando avistaram uma esquadra inteira comandada pelo atual rei. Um soldado perguntou: _ Aonde vão? Todos permaneceram em silêncio. _ Eu perguntei: aonde vão? Continuaram em silêncio. De repente, o rei levantou sua espada e foi em direção a eles com seu cavalo, como se quisesse matar um deles. Pierre se atirou na frente com seu escudo para salvar a vida de Robin. Enquanto isso, os outros já se adiantaram a tomar os cavalos dos soldados, pois esses eram poucos. Depois de alguns minutos, os soldados já estavam dominados e o rei estava amordaçado e choramingando. Eles decidiram prosseguir floresta adentro com os cavalos, porque já imaginavam que o resto dos soldados estivesse a caminho, pois teriam notado a demora da tropa. E foram. Quando já estava a dar meio-dia, resolveram parar para 6
  • 6. descansar em uma casa velha que encontraram no meio da floresta. Jau foi o primeiro a apear do cavalo e foi entrando na casa, mas espantou-se, a casa que era muito mal conservada por fora, revelou-se um belo lar por dentro. Eles se sentaram nas poltronas, Pierre decidiu dar mais uma olhada no mapa do medalhão e espantou-se. Aparentemente, o mapa havia mudado e agora exibia um mapa de toda a casa e logo abaixo estava escrito: “Casa do mestre da floresta”. O poeta espantou-se, mas os outros não entenderam o motivo de tal espanto; o poeta logo começou a cantar: Aquele que um desejo quiser Com o mestre da floresta deve falar Sem gaguejar nem se amedrontar Por um desafio deve passar E o desejo vai conquistar. Todos ficaram um pouco amedrontados porque uma vez o poeta disse que todo o reino ficaria seis dias sem chuva e sua profecia se realizou, assim como ele havia dito que haveria falta de alimentos porque os deuses não estavam satisfeitos e assim aconteceu, a falta de alimentos havia durado dois anos, só parou quando o povo pediu desculpas aos deuses. Eles estavam preocupados, mas todos estavam confiantes de que se a história dos desafios fosse verdadeira, eles provavelmente venceriam com facilidade e teriam todos os seus desejos alcançados. Depois de horas sentados nas poltronas confortáveis e já desacreditando na cantiga do poeta, uma voz levantou-se do fundo da sala. Todos se olharam como se perguntassem uns aos outros: “você disse algo?”. Uma criatura muito estranha, para não dizer horrível, se levantou do chão, parecia ser feita de folhas secas com galhos e musgo, tinha flores no lugar dos olhos e cipós no lugar dos braços. Todos já estavam com suas armas apontadas e prontas para atacar, quando a criatura começou a se mexer e a se desmanchar. Tomou outra forma muito diferente da primeira aparência, transformou-se em um velho com uma roupa de cor roxa e dois bigodes que pareciam ser feitos com o cipó de alguma árvore e sua pele parecia ser feita de cascas de árvores. Ele disse: _ Desculpe pelo susto, eu apena estava testando esse novo traje..., mas e vocês o que fazem em minha casa? O poeta logo desandou a cantar: Famintos e cansados nós estávamos, Caminhando e cantando, Uma moradia nós encontramos E logo nós adentramos Para nos abrigar E a realização de um desejo aguardar. Pierre, meio sem entender nada, disse: _ É... É... isso que ele disse. Os outros concordaram a balançar suas cabeças. O mestre da floresta logo disse com uma cara de total desânimo: _ Que ótimo! Mais um bando de viajantes querendo ter desejos inúteis alcançados sem me dar nada em troca, mas é sempre assim, já devia ter me acostumado... Então o que vai ser? Dinheiro, bebidas, armas, podem falar. Todos ficaram espantados com o desânimo do mestre da floresta, mas não se contiveram começaram a falar desordenadamente todos os seus desejos, e todos ao mesmo tempo. O mestre da floresta levantou a sua mão e com um gesto fez com que todos se calassem apenas Pierre continuou falando. O mestre tomou a palavra: _ Pode pedir e lembre-se: apenas um desejo, e não se esqueça, quanto mais complicado o desejo, mais difícil será seu desafio. Pierre disse? _ Uma espada que possa cortar qualquer coisa e não se quebre jamais. E o mestre disse: 7
  • 7. _ Um difícil, muito difícil, isso requer um bom desafio, e os dois arqueiros o que querem? _ Flechas que não se acabem nunca e que furem qualquer coisa – responderam os dois ao mesmo tempo. _ E você, poeta, o que quer? – perguntou o mestre. _ Um papel. – disse o poeta. O pedido do poeta espantou a todos, porque era absurdo alguém pedir uma folha de papel quando se pode pedir qualquer outra coisa melhor. Então o mestre tomou a liberdade de perguntar o que ele faria com apenas uma folha de papel e ele respondeu: _ Às vezes, as coisas mais insignificantes podem ser as coisas que fazem a diferença. O mestre fez uma cara de quem entendeu a mensagem, mas os outros ainda achavam absurdo o pedido do poeta. Então o mestre disse: _ Vamos começar os desafios: primeiro você, poeta, está vendo aquela mosca perto da janela? _ Sim. – disse o poeta, logo se virando para observar uma pequena mosca que lutava para sair pela janela fechada. _ Sua missão é capturar a mosca, mas sem matá-la. Então o poeta pegou um vidro que estava em cima de uma mesa ao seu lado e capturou a mosca sem maiores dificuldades. _ Vire-se e feche os olhos. O poeta obedeceu. _ Pode olhar. – disse o mestre. Quando ele se virou, tinha uma folha de papel nas mãos do mestre e seus amigos estavam com a cara de quem tinha visto um fantasma. Ele logo tratou de guardar sua folha de papel. _ Agora é a vez dos arqueiros, já que seus pedidos são iguais, o que vocês devem fazer é fixar uma mosca no tronco de uma árvore com suas flechas e sem matá-la a uma distância de cinco metros. Aquilo parecia impossível de ser feito, como eles conseguirão fixar uma mosca no tronco de uma árvore sem matá- la? O mestre saiu da casa e foi em direção ao jardim, pediu ao poeta que pegasse a mosca no vidro e o acompanhasse, então o mestre abriu o vidro e soltou a mosca perto de uma árvore e logo depois disse: _ Podem começar, cada um tem duas chances e se um acerta, garante a vitória dos dois. Robin decidiu que seria o primeiro, ele esperou a mosca ficar parada por alguns instantes, mas de nada adiantou, a flecha foi parar quase um metro longe da mosca. Tentou a segunda, dessa fez a flecha foi parar em outra árvore que estava ao lado. Então Jau logo se adiantou na frente da árvore, esperou a mosca pousar e atirou... Aparentemente, a flecha tinha parado bem ao lado da mosca, mas a mosca se mexia muito e não saía do lugar. O mestre decidiu ir dar uma olhada mais de perto. Ele olhou durante muito tempo e então disse: _ Meus parabéns! A mosca está fixada pela asa. Aqui está seu prêmio. Então ele tirou de suas vestes roxas dois estojos cheios de flechas douradas. _ Agora é sua vez, Pierre, seu desafio é destruir aquele manequim que está ali perto do poço. Pierre se virou e havia um espantalho velho próximo ao poço. Então o mestre continuou a falar: _ Mas você deve fazer isso montado em um cavalo e vendado, seus amigos podem ajudá-lo. Todos ficaram com um frio na barriga, parecia que dessa vez eles não iriam conseguir. Mas, mesmo assim, eles tentaram. Depois de Pierre quase ter acertado Robin duas vezes com a espada e ter cortado os cabelos do poeta cinco vezes, ele finalmente conseguiu acertar o espantalho. O mestre da floresta parecia estar se divertindo muito ao ver o esforço de todos. Quando Pierre tirou a venda que cobria seus olhos, havia uma espada feita de prata nas mãos do mestre. _ Agora que todos alcançaram seus desejos, eu acho que vou embora. – disse o mestre. Todos se espantaram ao ver que o mestre havia se transformado em uma árvore aparentemente normal, então decidiram tomar seus caminhos a cavalo. Depois de horas cavalgando pela floresta e sempre seguindo o mapa, já estavam todos cansados e decidiram parar em um vilarejo que o mapa apontava. Eles entraram pela cidade, logo perceberam que a 8
  • 8. cidade estava deserta. Já tinham andado um bom pedaço da cidade, quando viram um pequeno mercado. Do mercado saiu um homem muito sujo e machucado que disse: _ Entrem agora. Eles entraram. No mercado havia uma pessoa que eles mal acreditaram que estava ali, o antigo rei em pessoa sentado em um banco. O rei disse: _ Que bom que vocês chegaram, eu estava esperando. _ Como assim, esperando? – disse Pierre. _ O mestre da floresta apareceu aqui. – disse o rei. Quando ele terminou de falar, na cadeira ao lado, estava o mestre da floresta. O rei continuou: _ Meu filho me prendeu em uma das celas do castelo e depois inventou aquela história de que eu havia morrido. Felizmente eu consegui escapar e me refugiei aqui na cidade, só estou vivo graças ao mestre da floresta e ao Magno. O dono do mercado tomou a palavra: _ Eu sou Magno. O poeta perguntou: _ Por que a cidade está vazia? Coisas terríveis aconteceram depois que vocês saíram do vilarejo. Manoel, meu filho que agora é o rei, está mandando matar todos aqueles que fizerem oposição ao seu reinado e obrigando as pessoas a trabalharem como escravas, todos os habitantes daqui estão presos porque desobedeceram a Manoel. – disse o rei. _ E você, mestre da floresta, o que está fazendo aqui? – perguntou Jau. _ Eu estava encarregado de guiar vocês até o rei, mas sem que vocês soubessem. – disse o mestre da floresta aos risos. _ O problema é que precisamos tomar o poder novamente. – disse Magno. De repente, outro homem entrou correndo pela porta do mercado. Ele estava muito sujo e machucado, com uma aparência terrível, usava uma roupa de soldado. Ele se sentou e disse: _ Ele vai estar lá, amanhã. _ Ele quem? – perguntou Pierre. _ Manoel, ele vai estar na prisão amanhã. – disse o homem sujo. _ E você é...? – perguntou Robin. _ Meu nome é James, eu estava na prisão coletando informações para o plano. – disse James. _ Que planos? – perguntou Pierre. _ Nosso plano é invadir a prisão, juntar aliados e matar Manoel, já que ele vai visitar a prisão amanhã. – disse Magno. _ Estamos dentro. – disse Pierre. Os outros concordaram, essa era uma chance perfeita de restabelecer o poder do rei Arquimedes. Eles passaram o resto da tarde planejando o que iriam fazer. No dia seguinte, se dirigiram para a prisão. Não foi muito difícil entrar lá, era só ficar parado na frente dela e dizer “eu odeio Manoel”. O plano correu muito bem; logo eles tinham muitos aliados, conseguiram tomar a prisão em uma luta sangrenta. Depois mataram o rei Manoel e colocaram Arquimedes no poder novamente, o poeta fez uma nova canção contando a história. Os quatro jovens de nossa terra Em uma aventura se envolveram De muitos perigos eles correram E a Manoel desobedeceram Mas por um motivo nobre eles lutaram E sua nação se orgulha deles Porque representam o espírito de um povo. Pedro Lucio Campos Martins da Silva nº 33 1º C / 2009 9
  • 9. A ORIGEM DOS HOMENS Como os seres humanos apareceram na Terra? Vieram de outro planeta? Foram criados pelos deuses? Por que não são todos iguais? Tantas perguntas que não são respondidas com certeza. Meu nome é Lupem e esta é minha versão da origem dos homens. Segundo meus pais, os deuses criaram os seres humanos a partir de uma réplica deles mesmos, mas com sentimentos e mortalidade; os deuses usaram matéria-prima como madeira, areia, argila e, às vezes, até uns tipos de plantas por conterem muitos nutrientes abrasivos, mas eu não acho que seja verdade. Na minha opinião, alguns seres humanos vieram de outro planeta e outros brotaram do nosso próprio planeta, como animais saindo de suas jaulas ou lobisomens se transformando e liberando sua verdadeira face. Os primeiros homens não tinham tanta inteligência, simplesmente usavam seus instintos como animais para comer e se reproduzir, mas eu acho que os seres humanos iguais aos de hoje em dia vieram de outro planeta. Os verdadeiros seres inteligentes, e eu os chamava de homo-sentis por serem tão inteligentes, penso até que eles eram uma raça até mais inteligente que o próprio ser humano. Hoje, com 37 anos, sei tudo isso porque, quando tinha 13 anos, vi um homem caindo do céu, mas foi diferente de qualquer coisa que já tinha visto na vida, porque ele usava um tipo de aço no peito que parecia brotar de dentro dele e, quando vi aquilo, fui correndo até ele e perguntei-lhe: _ Oi moço, você está bem? E ele respondeu rindo: _ Sim. E perguntei-lhe novamente: _ Moço, qual é o seu nome e de onde você veio? Ele respondeu: _ Meu nome é Yamir, o portador do aço, 3º general da Tropa Real e comandante dos fantasmas de Yori, o planeta dos reis. Logo deduzi que ele queria destruir nosso planeta e construir uma nova nação. Então lhe perguntei: _ Senhor, o que deseja fazer neste planeta? Ele respondeu calmamente: _ Eu só vim a este planeta porque fui ordenado a conhecer novas civilizações e culturas, vim, simplesmente, em missão de paz. Ele me falou um pouco sobre seu planeta e eu, um pouco do nosso. Foi quando o peito de aço dele disparou um alarme e ele disse que tinha de ir embora, que era o alarme do 1º General, o Grande Yolau, o portador dos elementos da criação da vida, que estava chamando para informar suas descobertas. Antes de ir embora, ele me deixou um anel de ouro puro e disse: _ Quando eu retornar a este planeta, este anel de ouro virará aço e meu nome aparecerá nele. Adeus, pequeno Lupem, até meu retorno. E desde então, eu espero uma mensagem da volta dele e não acredito em nada que falam sobre a origem, porque tive a minha própria visão da nossa origem que, talvez um dia, nós viraremos deuses que nem nossos ancestrais e poderemos viajar de planeta em planeta. E esta é a minha versão da origem do homem. William Rodrigues Calvo Júnior nº 38 1º A / 2009 Falta texto Falta texto Falta texto Falta texto Falta texto Falta texto Falta texto Falta texto Falta texto Falta texto Bruna Mendes nº 13 1º E / 2009 10
  • 10. A VIDA ALÉM DAS PÁGINAS COLORIDAS Cristina, uma mulher fiel e amorosa, dedicava-se exclusivamente ao marido Cristofer; juntos escreviam uma linda história de amor e felicidade que por fim acabara de ser selada com a chegada da pequena Thyphanne. Numa certa manhã de segunda-feira, Cristina se preparava para levar Thyphanne à escola, enquanto Cristofer tirava o carro da garagem. No caminho para a escola, a família sofre um grave acidente que resulta na morte da pequena Thyphanne. Cristofer e Cristina não sofrem graves ferimentos externos, porque o pior de todos os ferimentos ficou cravado como uma estaca de ferro em seus corações com a morte da pequena filha. Apesar do tempo, as feridas não conseguiam cicatrizar, Cristofer e Cristina nunca mais se perdoaram pelo que aconteceu com ela, porém todos os dias, em orações, perguntavam a Deus, por que Thyphanne e não eles, sendo que já haviam aproveitado a vida o bastante, mas se assim foi da vontade do Senhor, permitisse-lhes sentir ao menos o amor da filha, fizesse que o pequeno anjinho lhes perdoasse por não tê-la protegido da forma que ela precisava e que pudesse guiá-los até o momento do reencontro deles. Apesar de toda a dor no coração, encerravam todos os dias esta oração com um singelo amém, que até mesmo Thyphanne e os outros anjinhos pudessem contemplar com imensa alegria essas palavras. Quando Cristofer e Cristina não tinham mais razões para viver e não viam mais uma luz no fim do túnel, a mulher recebeu uma carta com o resultado de um exame de sangue que fez depois de ter passado mal. Ali estava uma notícia que mudaria sua vida. Cristina estava grávida, toda tristeza, toda escuridão, todo sofrimento da sua vida parecia ter acabado naquele momento, agora o casal só tinha um sentimento em seus corações: o de amor para oferecer a essa criança, todo carinho que ela precisava, até diziam ser o seu anjinho vindo do céu para o tão esperado reencontro. Após os nove meses de gestação, a tão esperada criança nasceu, era uma menina, idêntica a Thyphanne. Olhos, boca, nariz, cabelos, tudo, Thyphanne tinha voltado de verdade. Thyphanne, como foi chamada, voltou para dar continuidade à história que tinha dado uma pausa no meio da estrada. Enfim, agora no fim da estrada havia uma cidade de sonhos a serem realizados por ela, a pequena riqueza na vida de Cristina e Cristofer. Samantha nº 33 1º D / 2009 11
  • 11. A VIDA COMO ELA É. Como todo bom brasileiro que acredita em sonhos, assim começa a história de Severino. Um cidadão simples e pacato da cidade do norte, que deixava sua família para trás, trazendo consigo apenas a roupa do corpo. Chegando em São Paulo, ficou maravilhado com a beleza da grande cidade. Com sua simplicidade, fez amigos, conquistando seu espaço, conhecendo pessoas que tinham o mesmo sonho de vida dele. Sendo assim, logo se abrigou com outros companheiros, companheiros que ajudaram Severino a se levantar, pois ele estava vendo que sua vida estava realmente mudando. Uma vez ao mês Severino se comunicava com sua esposa por telefone, e também mandava parte do seu dinheiro para a sobrevivência dela e seus quatro filhos. A vida era dura, o trabalho era pesado, pois ele trabalhava na construção civil, ajudando com seu esforço a construir um lindo condomínio de luxo. Mas ele não reclamava, pois, apesar de toda dureza, a vida na cidade grande era mais própera do que aquela pobre cidade onde morava. Passados alguns meses, não me lembro bem se foram nove ou dez meses, numa tarde muito chuvosa, um acidente interrompeu não só um sonho de vida, mas a vida de Severino. Então eu, ao presenciar aquela cena, fiquei muito triste por ver sonhos, planos se acabarem em um piscar de olhos. Narrativa de um mestre de obras, amigo de Severino... Data: 16/06/1981 Nathalia Coimbra do Vale nº 31 1º C / 2009 12
  • 12. AMOR EtERNO Era uma vez um garoto que se chamava Michel, ele sempre venceu as dificuldades de sua vida alegre e feliz Quando completou 17 anos, ele conheceu uma garota que se chamava Camila, por quem ele achava que estava perdidamente apaixonado. Eles nomoraram um tempo e ela acabou engravidando. A mãe dela,,inconformada por ela ser tão nova e já estar grávida, obrigou os dois a se casarem e, como o imaginado, não deu muito certo e logo se separaram. Michel voltou a morar com seus pais. Após completar 19 anos, seus pais resolveram se mudar para o bairro vizinho onde ele conheceu uma bela garota a qual ele gostava de chamar de Bebê. Ela morava na frente de sua casa e passando alguns meses, eles começaram a namorar. Viviam muito bem e eram felizes como naqueles lindos contos de fadas, mas como em todo verdadeiro conto sempre há um vilão. Com algum tempo de namoro, eles já estavam planejando o futuro juntos, pois Bebê estava grávida, mas sempre que eles achavam que estavam bem algo ou alguém tentava separá-los. Como nem tudo era rosa, Camila, sua ex-mulher, não se conformava que ele tinha arrumado outra pessoa e estava sendo muito feliz, ela descobriu que Bebê estava grávida e começou a infernizar a vida deles. Com isso Bebê acaba tendo uma gravidez de muito risco, com 8 meses de gestação ela foi internada com risco de perder o nenê que acabou nascendo prematuro. O lindo garotinho veio ao mundo com muitas complicações e veio a falecer com uma semana de vida. Bebê entrou em um estado de depressão profundo e Michel sempre estava ao seu lado. Mas depois de tantos acontecimentos, o relacionamento acabou enfraquecendo. Camila não desistiu e aproveitou a situação para tentar separá-los, e vivia seguindo-os aonde quer que fossem. Um belo dia, Michel resolveu levar Bebê ao parque para esquecer um pouco e passando por uma ponte que ficava em cima de um lago, Bebê para e fica apreciando os patos e cisnes que lá se encontravam. Michel saiu para comprar sorvetes para eles, Camila aparece e começa a provocar Bebê, elas se descontrolaram e acabaram brigando. Bem na hora que Michel chega, Camila joga Bebê da ponte. Ela morre na hora. Michel fica desesperado e Camila tenta acalmá-lo dizendo: _ Não, amor, não chore, eu estou aqui e nós vamos ser muito felizes juntos, eu, você e a nossa filha. E ele diz: _ Se você a matou pensando que assim eu iria ficar com você, se enganou, porque se eu não posso ser dela, seu eu nunca serei. Michel se joga da ponte procurando morrer com seu verdadeiro amor. Camila fica louca e sua família a intena em uma clínica psiquiátrica. A filha de Camila e Michel foi morar com os pais dele, Michel e Bebê mostraram a todos que o amor deles era real e verdadeiro, mesmo com a morte deles serviu como exemplo de uma vida feliz. As almas de Michel e Bebê permaneceram juntas, pois um verdadeiro amor nunca morre. Jéssica Cardoso nº 12 1º E / 2009 13
  • 13. AMOR QUE NÃO ACABOU Meu nome é Juliana, minha história de amor é meio complicada, mas bem apaixonante. Eu não lembro quando conheci Anderson, acho que quando nasci já o conheci, nossas famílias são amigas de muitos anos e nós, consequintemente. A família dele me ama, tanto os pais como o irmão e até o sobrinho que é um fofinho de apenas um aninho de idade, porém não sei o que acontece conosco, às vezes, sinto que ele me ama, às vezes, não. Tudo começou quando éramos pequenos, todos diziam que combinávamos muito, que ainda iríamos casas etc, essas brincadeirinhas... O tempo foi passando e eu cresci, e, também, na época, tinha 12 anos e ele, 23, nós dois nos descobrimos apaixonados, era algo lindo, um amor puro, inocente, praticamente duas crianças que se gostavam, fazíamos juras de amor, perdi as contas de quantas vezes ele foi à saída da escola me buscar, mas logo pessoas que se diziam minhas amigas trataram de inventar histórias para nos separar, e conseguiram, chegamos até a brigar feio, ficamos sem nos falar e nos afastamos. De lá para cá, aconteceram muitas coisas, eu tive algumas paixões, ele, algumas namoradas. O tempo passou, dias, meses, anos, mas sinto esse sentimento cada vez mais forte em mim, não fico com ciúmes quando ele está com outra, pois no fundo sinto que ele é e sempre será meu, e isso ninguém, nem nada pode mudar, foi algo escrito nas estrelas, sabe? Algo muito forte, às vezes, fico chateada com certas atitudes dele, mas o amor tudo suporta, ele também se chateia comigo, mas logo tudo passa. Certa vez, ele beijou uma amiga minha, eu cheguei a ir ao psicólogo para desabafar minha tristeza, porque não posso contar a ninguém sobre isso, é um segredo meu que levarei comigo até o dia em que ficarmos juntos para sempre ou então nossas vidas tomarem rumos distintos e isso tudo não fizer mais sentido. O psicólogo disse para eu esquecê-lo, pois ele não me fazia bem, que era para eu dar uma chance a outro rapaz. Foi o que eu fiz, mas não deu certo, pois eu continuo mais apaixonada do que nunca. Certa época, ele ficou muito doente, chegou até a fazer uma cirurgia. Fiquei muito preocupada, não podia ir visitá-lo no hospital, mas em casa eu orava muito por ele, fiquei triste, chorava bastante, achei até que a qualquer momento podia perdê-lo, mas, graças a Deus, ele se recuperou. No Natal passado, ele me deu um abraço e um beijo (no rosto). Nossa! Eu fiquei tão feliz, mas não pude demonstrar minha alegria, guardei-a dentro de mim, nos meus pensamentos, pois é lá onde ele mora, nos meus pensamentos e no meu coração. Nos últimos dias, recebi uma notícia a respeito dele, que está namorando! Fico feliz por ele, gosto de vê-lo assim de bem com a vida, também espero que ele tenha tido sorte com essa garota, pois Anderson merece uma namorada nota 10, pois ele, como namorado, é nota 1000, super carinhoso, atencioso e tudo mais. Sempre me pergunto até quando a gente vai ficar se enganando, brincando de gostar de outra pessoa, quando é que vamos nos assumir. Eu, sinceramente, morro de medo do que meus pais vão falar, se todos reprovarem nosso relacionamento... Também sou muito orgulhosa, trago muitas mágoas daquele tempo em que as pessoas quiseram nos separar, sei que ele também, pois fiz muitas coisas das quais hoje me arrependo. Ontem minha amiga disse que ele está muito apaixonado pela atual nomorada, eu me segurei para não chorar na hora mas, chegando em casa, eu mal conseguia dormir pensando nele, pensando em nós. Poxa vida! Será que ele se esqueceu da nossa história de amor? Será que isso tudo é fantasia da minha cabaça? Eu não sei, só o tempo vai dizer. Enquanto isso, eu sigo minha vida com a certeza de que levarei Anderson para sempre aqui dentro do meu coração. Não importa quanto tempo vai passar, eu vou esperá-lo, amor de infância, amor de adolescência é amor para vida inteira. Juliana Souza nº 16 1º E / 2009 14
  • 14. AMOR VIRtUAL Leitor, essa história aconteceu há quatro anos, quando eu tinha quinze anos. Vou contar como vivo até hoje e o motivo pelo qual eu ainda continuo feliz, e que nem os momentos de tristeza me fazem desistir. Tarde da noite e eu com insônia. Entrei no meu Orkut e comecei a caçar pessoas. Sempre existe aquela coisa de fuçar um, fuçar outro e achar as pessoas casualmente. Ou será que o destino colocou-o na minha vida? Eu encontrei um menino que me chamou a atençao, e eu não vou saber explicar o porquê de ter me chamado a atenção. Eu comecei a olhar seu Orkut, eu tentei, porque na verdade, tudo estava bloqueado. E quando ele viu que eu o “visitei”, ele me deixou um recado. Começamos a conversar, mas, sem as segundas intenções, ele era engraçado, divertido, alegre e um ótimo ombro amigo. Eu recorria a ele quando eu brigava com meu namorado, quando brigava com meus amigos ou quando havia uma discussão em casa. Com o passar do tempo, ele foi se tornando a pessoa que eu prezava, a pessoa que eu precisava ter todos os dias, mesmo que fosse virtualmente. Um ombro amigo, um porto seguro, ou somente imaginar seus braços envolvendo meu corpo quando o choro vinha para uma visita. Logo fomos ficando amigos, e era necessário falar com ele todos os dias, era necessário entrar no Orkut para responder-lhe e a decepção batia em minha porta quando não via seus scraps recentes em minha página de recados. Eu sei que vocês, leitores, já passaram por isso. E você me diz que estou amando. É, eu sei que estou amando. Amando uma pessoa que eu não conheço direito. E o pior, é que isso pode ser considerado traição, afinal, pensar em outra pessoa com outros olhos já é traição, foi o que ele me disse uma vez. Chegando da escola, fui direto para o computador, entrar no Orkut. Mensagem dele? Sim! Lá dizia: “Oiii amorrr! Como é que tu tá? Tô morrendo de saudades suas já, não conseguimos pegar nenhum diazinho pra nos falar... Isso é triste... Mas, espero que fique bem! Te amoooooo! s2” E eu respondi: “Awwwwwn amor, que saudades, cara, por que não tá entrando muito? Isso aqui é um porre sem você, sério, apareça! Preciso do meu porto seguro, sabe? Sinto falta de palavras de consolo, de conversar com a pessoa que me é tão importante... Teamo, teamo menino!” E não demorou cinco minutos para que uma resposta viesse. “Tô vendo que brigou com seu namorado de novo, huh? O que foi dessa vez? Se eu encontrá-lo, vou socar a cara dele, e fazer um livro de ‘Dicas de como tratar uma dama bem’. Mas sabe que eu estarei aqui pra tudo, não sabe? Me chame sem hesitar! Miss u.” E com aquilo eu comecei a rir, eu simplesmente não aguentei, porque ele tinha que ser o cara ideal? O cara perfeito, que poderia me abraçar bem forte e dizer: “Não chore, por favor.” Ou o que eu poderia dormir de conchinha e na manhã seguinte acordar despreocupadamente e saber que ele estaria do meu lado, dormindo. E as lágrimas caíram, e sem que eu percebesse, comecei a chorar baixinho. Chorar de dor e felicidade. E eu respondi: “Não me faça chorar, seu besta. Você some, sem dar satisfações, não quero papo! Oh sim, faça isso por mim, por favor, quem sabe ele lê e aprende algo com isso. E se o seu livro for milagroso, ele me acorda com flores, dorme de conchinha comigo, sem se preocupar com o amanhã contanto que acorde do meu lado, me dá um beijo na testa de boa noite e nos cobre. Me abraça quando eu chorar e sussurra em meu ouvido que meu rosto chorando faz seu coração se apertar, e gentilmente limpa minhas lágrimas dizendo que tudo estará bem no final do dia. Eu continuo aqui.” Por que somos conectados assim? Por que ele me entende tão bem? Por que ele não sai da minha cabeça, e eu tenho que gritar para o mundo o quanto ele é engraçado, o quanto ele me faz rir, o quanto falar com ele me alegra e me aquece o coração? O quanto ele está significando pra mim. 15
  • 15. A janela do MSN subiu e era quem? Daniel. Daniel diz: Se você estava gostando de alguém devia ter me dito antes, assim eu não fazia papel de palhaço. E ele vem falar de novo sobre isso, com essa história ridícula. Ele não entendia o quanto o Marcelo era importante pra mim. S diz: Sabe, essa história de ‘gostar de alguém’ ‘tá me cansando. Eu já te disse que não há nada entre nós dois, e se fosse pra apontar pra cada amigo e dizer isso, Dan, você estaria encrencado. Eu não vou dizer com quem você deve ou não falar, assim como não quero que faça assim comigo. Daniel diz: Então você ‘tá se cansando, é isso? Ótimo, eu também ‘tô cansado de ser feito de palhaço, que você seja feliz. S diz: Esse nosso namoro é uma infantilidade. Não tem um pingo de fidelidade, eu me cansei de você falando do Marcelo, porque você não sabe ser metade do que ele é. E se você está tão cansado assim, pode seguir seu caminho, e sem mim, porque eu já me cansei dessa palhaçada. Daniel diz: Você quer terminar? Por que terminar? Você disse que me amava! Eu posso não ser como ele, mas minha intenção é a melhor de todos! Você não vê isso, e eu não sei demonstrar, mas eu te amo... S diz: Você está se complicando e implicando com o Marcelo desde que nos conhecemos, se você quer saber, ele torce por nossa felicidade, que um dia, quando começamos a namorar, eu jurei que teria. Mas não dá mais certo, por mais que eu goste de você. Daniel diz: Ótimo, parece que nada que eu disser vai ajudar, então seja feliz, de verdade. S diz: Eu irei, você também e se cuida. Depois disso eu saí do MSN, e fui abrir a página do Orkut. E lá estava ele. “Eu te fiz chorar? Ahh, me desculpe linda flor (?). Não se preocupe, futuramente, irei reparar meus erros de agora com você. Quem sabe isso dê certo, e eu posso me vangloriar pra sempre! Por quanto tempo?” Eu preciso tanto de você, acho que você não faz ideia do quanto... E eu respondi: “Fez sim! Vai pagar caro por isso...! Não vai mais dar certo, não precisa aumentar mais sua bola, hun! ... por quanto tempo você precisar.” E não demorou mais que um minuto que ele veio me chamar no MSN. Ma. diz: O que houve? S diz: Terminamos. Ma. diz: Por quê?! S diz: Adivinha... Ma. diz: Ele leu os scraps? S diz: Sei lá, ele veio me encher o saco por causa de você, e eu terminei. Ma. diz: 16
  • 16. Minha culpa?! Me passa o email dele, que eu vou conversar com ele! S diz: Não precisa, sério... Você foi uma ‘desculpa’ eu já tinha falado pra você que eu queria terminar. Ma. diz: Se você está dizendo eu vou acreditar. Mas você ‘tá bem? Ah! Lembrei! S diz: Não tem como não ficar triste, mas não vou pular da minha sacada, não se preocupe sobre isso! Lembrou o quê? Ma. diz: E se o tempo que eu precisar for pra sempre? S diz: Então, vai ser pra sempre... Ma. diz: Eu já disse que te amo?! S di: Não precisava dizer, isso eu já sabia! Ma. diz: Mentiiiiiiiiiiiira, você sempre duvida! Bom, tenho que ir, ‘tá tarde e eu tô com sono, beijos e se cuida, criança! S diz: Espera! Acho que era hoje que você ia me mandar uma foto e me dizer sua idade, não era? Ma. diz: Hahahahahaha, eu te prometi no dia 18 de julho, ainda faltam dois meses... Te amo. S diz: Escolheu essa data por quê? Ma. diz: Você sabe bem o porquê. Preciso ir! (Ma. desligou-se) Qual era o motivo de gostar dele mesmo?! É, não estou vendo nenhum agora! Sinto que não vou conseguir dormir se ele ficar fazendo todo esse mistério. O resto da semana passou com lentidão, e eu sempre checando meu Orkut, e a decepção era sempre bem-vinda quando eu não via nenhum recado novo dele. O mês foi acabando e eu não recebi nenhuma notícia dele. E o meu pânico aumentou, quando eu entrei para deixar um recado em seu Orkut e não o achei na minha lista de amigos. E eu chorei em desespero. Ele tinha excluído seu Orkut e nem me deu um adeus? Senti minha garganta se fechar e doer, e meu coração apertar, quando eu ia sair do meu MSN, uma janela sobe. Talvez fosse idiotice chorar por isso, mas se eu perdesse o contato eu realmente iria ficar mal, e só de pensar na hipótese, isso me magoou. Ma. diz: Bebê, boa noite...! S diz: Você excluiu o Orkut?! Ma diz: Sim, fiquei cansado dele, por quê? S diz: Que susto! Você não me avisou e eu fiquei pensando o que podia ter acontecido, ainda bem que você está bem. Desculpa já ‘tô de saída’... A gente se vê! Te amo, bobo! (S desligou-se). As conversas estavam cada vez menos frequentes, e eu estava sentindo que o estava perdendo por entre meus dedos, e isso me magoou porque eu não queria perder a pessoa que eu considerava tão 17
  • 17. especial. E os dias que se passaram foram tediosos, eu perdi mais ainda o contato com ele, e sempre nos desencontrávamos. Ao chegar em casa e ouvir minha mãe dizer que estávamos sem internet, eu fui até uma lan house, só para me explicar. Já estava quase acabando o mês, e sem nenhum sinal de vida dele. Quando estava entrando na Lan House, um rapaz esbarrou em meu braço, e aquilo doeu. _ Desculpe! _ Ele sorriu sem graça, e saiu apressado. Eu fiz uma careta e passei a mão pelo lugar machucado. Entrei em um dos computadores e pra minha imensa surpresa, tinha uma mensagem off-line dele. “Você sumiu do mapa! Eu estou esperando você no dia 18, ok? Hummmm, se cuide até lá... E espero que você apareça. Desculpe não estar entrando muito também, e sempre que entro você não está, estamos nos desencontrando né?! Bom, de qualquer maneira, se cuide! Eu amo você!” Eu só conseguia sorrir, ele era de fato, imprevisível. Então respondi: “Quem sumiu foi você, eu sempre “tô aqui esperando uma resposta sua, mas ela nunca chega. Eu vou aparecer, eu “tô sem net, então vou entrar de tarde, ok? Espero que consiga te encontrar on. Beijos e se cuida. Te amo!” O dia 18 estava chegando e eu não conseguia conter minha ansiedade. Eu precisava saber quem era ele. Eu não dormia bem, imaginando como ele seria, se nossa amizade mudaria, qual seria seu sotaque, estilo, sua idade. Tudo isso me tirava o sono. E pensamentos assim que me tiraram o sono e fizeram o dia 18 chegar, que mais pareceu uma eternidade. Quando eu cheguei da escola, almocei e fui direto pra Lan House perto de casa, e entrei no MSN, mas ele ainda não estava on. Já eram 18:45 e ele ainda não havia entrado, e foi quando eu desisti e mandei uma mensagem para ele. S diz: Feliz um ano de amizade Ma., e nesse um ano, eu guardei alguns sentimentos por você, que talvez eu devia ter falado mas, eu guardei durante um ano, não custa guardar por mais alguns, não é? Só não quero me afastar mais de você, porque sua presença já se tornou essencial no meu dia a dia. E os seus risos e brincadeiras já me são indispensáveis... Eu estava chorando, porque dizer tudo aquilo sem ele estar presente me magoava, e o fato piorava por ele não estar de frente para mim, e isso ser tudo virtualmente. Com a esperança e uma possibilidade entre nós de nos vermos, um dia quem sabe. Foi quando eu senti branços envolverem meu corpo e uma rosa cair em meu colo. Quando ia protestar algo, ouvi uma voz rouca sussurrar: _ Não chore, você chorando aperta meu coração. Tudo vai estar bem no final do dia, eu estou aqui para te abraçar e ser o seu porto seguro. _ Quando eu ouvi aquilo senti meu coração falhar diversas batidas. Não podia ser verdade. Ele girou minha cadeira de frente para ele e beijou meus olhos e por fim minha testa. E tudo o que eu consegui fizer foi: _ Marcelo...? _ E o sorriso que ele abriu me deu a certeza que sim, era ele. Eu apertei meus lábios, segurando o choro, quando abaixei o rosto e comecei a chorar baixinho. A vida é uma caixinha de surpresa. E ele riu e me abraçou. _ Não chore, eu vou dormir de conchinha com você e só vou ficar despreocupado quando vir seu rosto brilhar nos primeiros raios de sol que adentrarem pela janela do quarto, e vou preparar o nosso café da manhã, e eu sei que no final sairemos para comer algo em vez de comer o que preparei, mas enfim... não chore, te ver chorando faz parecer que alguém roubou meu coração e o está apertando entre os dedos. Aqui, comprei isso pra você. _ E ele me estendeu um chaveiro de flecha e me mostrou o coração, a flecha adentrava o coração. Eu ri e disse: _ Por que a flecha?! _ Ele riu e respondeu: _ Porque você acertou em cheio meu coração. _ Eu fiz uma cara de choro ainda maior, ele gargalhou e me repreendeu. 18
  • 18. _ Você chora muito! É sensível assim?! _ Dei-lhe um tapa no braço e emburrei. _ Bobo! Mas... como você soube que era eu?! _ Talvez você não se lembre, mas eu esbarrei em você aqui, e desde aquele dia você não saiu da minha cabeça, e quando eu vi sua última mensagem percebi que ela batia com o horário em que você entrou e nos esbarramos, e coincidentemente eu me encontrei com você um dia aqui, e me sentei discretamente ao seu ladi, e quando entrou no Orkut, não tive dúvidas que era você. Mas obviamente, eu ia esperar você desistir e sabia que você ia começar a chorar. Ah! E eu fiz o livro de “Como tratar bem uma dama” _ Eu ri e parando para pensar, tudo isso faz sentido. Realmente, ele é imprevisível. _ Acho que não precisamos desse livro, já que a pessoa que eu gosto me conhece melhor que eu esperava. _ Rimos e saímos daquele lugar, indo comemorar nosso um ano de amizade e primeiro dia de namoro. E ele ainda demorou para me pedir em namoro! Quase um mês! Eu confesso que quase surtei quando ele me deu a aliança, mas, no fundo, meu corpo era preenchido de uma felicidade eterna. E foi assim que há quatro anos estamos juntos, dormindo de conchinha e acordando todos os dias com o sol iluminando nossos rostos e tendo café-da-manhã cada dia em um lugar diferente. O começo de uma estrada estressante e repleta de felicidade. Que não é o mar de rosas, mas que me faz pensar que é a felicidade e onde é o meu lugar. E, caro leitor, se você está curioso para saber quem sou eu, aí está um segredo que nunca lhe direi. Mas eu lhe digo que a vida é uma caixinha de surpresas, e mesmo que você caia e pense em desistir sempre existirá um motivo, seja bom ou ruim. Você só precisa filtrar as coisas boas e ter como lição nessas experiências boas ou ruins, você aprende com a experiência tanto boa como ruim. É esse o meu conselho para os navegantes do amor. Bruna Yukari nº 05 1º A / 2009 19
  • 19. BANDA FORPLAY Vou contar uma história sobre uma banda, e também falarei tudo sobre ela, seus altos e baixos, seus desentendimentos, tudo o que você vê e não imagina ser uma banda. A banda Forplay teve seu nascimento em maio de 2006. Tendo como fundadores: Lyon Luis, o baterista e Marquinho, o guitarrista. Após a procura de pessoas para compor a banda, Araceli e Darluce ficaram sabendo que Lyon e Marquinho estavam montando uma banda, interessaram-se e quiseram fazer parte dela. Araceli e Darluce entram na banda, Darluce como vocal, Araceli entra como guitarra base e backing vocal. Então a banda fica na seguinte forma: Marquinho como guitarra solo, Lyon como baterista, Araceli como guitarra base e backing vocal e Darluce como vocal. Mas ainda estava faltando algo e esse algo seria um baixista, alguém que se encaixasse na banda como ela estava. Foi então que um conhecido da banda apresentou um baixista. No momento, todos ficaram entusiasmados e ao mesmo tempo com um certo receio. O nome dele era Rafael, mas todos o conheciam como Tunico, e a banda achava que era até um milagre, esse cara era tudo o que a banda precisava naquele momento, pois ele era uma pessoa super transparente, simpática e, sem mencionar, super engraçado. Essa banda, no começo, tinha como objetivo fazer músicas de modo original e alternativo, mas, como a maioria das bandas no seu início, começou com covers. Tocavam várias músicas conhecidas e até mesmo desconhecidas, como Audioslave, Nirvana, Pear Jam, Rega Against entre outras. Após um mês, Marquinho, o cabeça da banda, que organizava quase tudo ali: shows, ensaios e tudo, criou duas músicas chamadas: “Eu e você” e “Nunca se esqueça”. Em seu primeiro show, num bar chamado Luar Rock Bar, em julho de 2006, Marquinho e Darluce se desentenderam numa discussão tremenda; Marquinho discutia com Darluce, pois logo em seu primeiro show, antes de entrar no palco e cantar, ela já estava bêbada. Darluce não admitia, falava que bebera pouco, mas não era verdade, seu bafo de cachaça dava para sentir de longe. O show terminou e Marquinho não falou mais nada e foi embora para casa, assim como o resto da banda. No primeiro ensaio depois do show, Marquinho queria conversar sério com a banda e discutir seus princípios. Araceli, como amiga de Darluce, não queria discutir nada e queria ensaiar como se não tivesse acontecido nada, mas Tunico, Lyon e Marquinho estavam furiosos com Darluce pelo vexame que eles passaram no show. Marquinho, como se fosse mandante da banda, sugeriu que Darluce saísse da banda, mas não só pelo show, mas por diversos motivos, como não ir aos ensaios, não tirar as músicas e estava com uma ideia totalmente diferente da banda. Araceli não concordava e decidiu sair junto com Darluce. Marquinho, Lyon e Tunico decidiram continuar, e logo Araceli se arrependeu e volta à banda. O ano de 2006 se passou e não houve mais nenhum show, só ensaios atrás de ensaios, 2007 a coisa mudou; foi show atrás de show. A banda estava fazendo um grande sucesso na zona Leste de São Paulo e se expandindo cada vez mais. Em um show no começo de 2008, a banda teve outro desentendimento, mas dessa vez o “bicho pegou”, Lyon, Araceli e Tunico discutiram e quase saíram na porrada; Lyon, também como Darluce antes, estava embriagado, mas não tanto quanto ela, que estava bêbada, só que ela estava mais bêbada do que qualquer um ali no local, não só bêbada, tinha usado drogas, estava muito doida. Tunico sabia que era normal que Lyon e Araceli bebessem antes do show, mas não como aquele dia. O show já era para ter começado e Lyon e Araceli tinham sumido, todos estavam atrás deles, principalmente Tunico, pois a família dele estava no local para ver o show. Tunico entra no camarim e vê uma coisa inacreditável, surpreendente e até mesmo vergonhosa. Tunico encontra Araceli e Lyon se beijando e aos amassos. Tunico não se aguentou e partiu pra cima de Araceli, o motivo de ele só querer bater em Araceli, é que ela tinha-lhe dito que o amava e queria ser sua namorada. Lyon não sabia nada sobre esse assunto, e continuava a segurar Tunico, foi quando chega Marquinho e acaba a briga de vez. Todos param de brigar, sobem ao palco e fazem o show. Depois do show, todos sentam, conversam e tomam uma decisão: que Araceli saísse da banda, mas não era só isso, Tunico, por conta 20
  • 20. própria, também sai da banda. Marquinho e Lyon dão um tempo que durou um mês. Marquinho tem um irmão que gosta de tocar qualquer tipo de instrumento, desde guitarra, baixo, até bateria, só o que falta para Marx é um pouco de experiência e tem que aprimorar seus conhecimentos sobre os instrumentos. Lyon teve essa idéia de chamar Marx para a banda como guitarra banda e segundo vocalista. Marquinho decide chamar de volta Tunico. Marx e Tunico aceitam e a banda Forplay faz vários shows no ano de 2009, fazem muito sucesso em São Paulo e vão tocar até fora do estado; parece que dessa vez a banda vai pra frente. Depois de seus altos e baixos, a banda finalmente se estabiliza. É, a vida de banda não é fácil não, depois de todo o ocorrido, finalmente, a consagração de quem realmente ficou e lutou até o final. Ter banda não é só querer fazer sucesso, mas cada vez mais é aprender com os outros e com os próprios erros, fazer amizades, conhecer pessoas interessantes. Mas realmente o que mais satisfaz em ter uma banda e fazer aquilo que você mais gosta, e sentir prazer nisso, passar felicidade, alegria ou qualquer outro sentimento em letras e sons. E quando isso se concretiza, o tal “sucesso” e todos escutando suas músicas, o prazer aumenta ainda mais, só de pensar que desde lá de baixo vieram lutando e conseguindo seu espaço, isso sim é que é uma alegria imensa, mas não só em banda, em qualquer outro lugar, trabalho, escola, tudo, quando você conquista com seu próprio suor é bem melhor. Marx Bruno nº 22 1º A / 2009 21
  • 21. BRASIL DEVE SE PREOCUPAR MAIS COM O QUE VAI GANHAR COM AS OLIMPÍADAS, DIZ LULA. X ESSE É O BRASIL... VIVENDO DE FANtASIA E FAZENDO CIRCO PARA GRINGO VER, ENQUANtO O POVO NÃO tEM SEGURANÇA, tRANSPORtE, NADA! Olimpíadas no Brasil, bom ou ruim? As opiniões da população brasileira estão bem diversificadas quanto às Olimpíadas no Brasil. Se ela será boa ou ruim para o nosso país... O presidente Lula diz que devemos ver o dinheiro que será gasto nas Olimpíadas como investimentos e não como gastos. “Nós estamos investindo na nassa nação, vamos ter que investir mais na formação profissional de atletas, melhorar ruas, o metrô, as avenidas e o transporte. Nós precisamos chamar todas as federações que representam os esportes olímpicos, para que eles nos apresentem um plano de metas. Vamos ter que trabalhar muito as escolas, a juventude brasileira e envolver os empresários para que eles comecem a adotar e a ajudar a preparar atletas”, disse Lula. Enquanto o presidente Lula acha que devemos nos preocupar com as coisas que o Brasil irá ganhar e não com o que vai gastar, há pessoas que têm opiniões opostas... Sobre esse fato, as pessoas estão dizendo que as Olimpíadas não resolverão o problema de educação, tecnologia, saúde, cidadania, violência, saneamento, etc. Sendo que muitas vezes nossos políticos dizem que não há dinheiro suficiente para investir nessas questões. Como pode haver dinheiro para as Olimpíadas? Dizem que nossos atletas não estão preparados e que faremos um fiasco como nas Olimpíadas de Pequim. A minha opinião sobre isso é que o nosso país precisa sim de mais qualidade na educação, na saúde, e em todos os outros problemas, que nós, brasileiros, já conhecemos de cor! O gasto com a infra-estrutura desta Olimpíada será gigantesco. E o Brasil gastará bilhões de reais, assim como os outros países que foram sedes das Olimpíadas. Mas pensemos bem, deixem que o “senhor Molusco” trabalhe, esta não seria uma iniciativa para uma melhor qualidade de vida? Não temos segurança no Rio, com as Olimpíadas isto será resolvido! Não temos bons transportes, ruas, avenidas e o nosso trânsito é caótico. Com as Olimpíadas 90% desses problemas serão resolvidos! Nossa educação não é de boa qualidade, mas com as Olimpíadas, com a vontade de formar melhores atletas, pode ser que haja uma notória melhora. Todos os anos são “pegos” de nossos bolsos milhares de reais... E esse dinheiro não é gasto com saúde, educação etc. Então não seria melhor esse dinheiro ser gasto nas Olimpíadas? Porque assim saberemos, com certeza, que não serão apenas promessas, esses bilhões realmente serão investidos em nossa segurança, economia, hotelaria, produção de mais empregos, educação etc. Nossos representantes não vão querer fazer “feio” para os outros países! Afinal são sete anos que virão pela frente. Nosso país tem muitos problemas, mas também tem muita vontade de vencer, de mostrar que podemos sediar uma Olimpíada e mostrar que nosso país pode ser mais desenvolvido e seguro. Nós temos raça, lutamos, não temos preconceitos, somos fortes, determinados, persistentes e hospitaleiros. Nós somos brasileiros! E que estes sejam os dias de lutar pelo que é nosso. Irá se gastar muito dinheiro com as Olimpíadas, mas também ganharemos muito. Não sejamos pessimistas e aceitemos o que os outros países nos falam, que não temos capacidade, estrutura e nem dinheiro pra sediar uma Olimpíada. Esforcemo-nos, e vamos juntos provar que como nas corridas de obstáculos (onde o corredor atravessa todos eles), este é o nosso obstáculo e o atrevessaremos! Brasileiros, unidos por um paí melhor! Juliana Turci nº 16 1º D / 2009 22
  • 22. CHOCAR CAMINHÃO Quando Carlos tinha oito ou nove anos, no seu bairro virou moda chocar caminhão: pendurar-se na traseira do veículo e saltar na esquina. Lembro-me de uma vez que estava no portão de minha casa, quando vi Carlos na traseira de um caminhão de lixo e quando este virou a esquina, pulou na frente de sua casa; o pai dele estava acabando de chegar do trabalho, parado no portão com cara de quem não gostou da gracinha. Logo em seguida, seu pai disse que ele estava de castigo, um dos mais detestáveis dos castigos: domingo inteiro de pijama na cama. Passadas algumas semanas, Carlos, que tinha a cabeça dura, repetiu novamente a artimanha de chocar caminhão, só que desta vez, foi chocar a caminhonete do seu Renato, o africano da fábrica de sandálias, só para se exibir para os outros meninos, que morriam de medo de seu Renato. Carlos sentou na calçada, ao lado da caminhonete. Três operários puseram algumas caixas na carroceria. Seu Renato, saindo para o almoço, deu a partida. Carlos já estava pendurado atrás. Infelizmente, na esquina, em vez de diminuir a velocidade, ele acelerou, Carlos ficou sem coragem de pular. Carlos foi em direção do largo Santo Antônio, cada vez mais depressa, os ossos do menino estava batendo na lataria, morrendo de medo de cair. Ao chegar ao largo, duas senhoras viram Carlos naquela velocidade e começaram a gritar para parar. Seu Renato estava com o rádio da caminhonete ligado, então não ouviu as senhoras gritando. Com os braços cansados, ele fez um esforço para saltar para dentro da carroceria, mas a caminhonete pulava feito cavalo bravo nos paralelepípedos da rua e ele não conseguiu. Tentou de novo e não deu. Mais uma vez, pior ainda. Então ficou apavorado. Na mesma hora lembrou do que seu pai sempre dizia: “Deus me livre, perder um de vocês”. Talvez o medo da morte tenha dado força na quarta tentativa: esfolou a canela inteira, mas conseguiu passar a perna e impulsionar o corpo para dentro. Carlos caiu no meio das caixas, com o coração disparado, e chorando muito. Quando a caminhonete parou na porta de seu Renato, Carlos achou melhor ficar quietinho entre as caixas, até ele voltar para a fábrica depois do almoço. Mas também não deu certo: ele resolveu descarregar a caminhonete e encontrou Carlos escondido. Seu Renato tomou um susto tão grande, que até pulou para trás: _ Menino dos infernos! Como veio parar aqui? Então Carlos explicou que só queria chocar até a esquina, mas a velocidade tinha sido tanta... Seu Renato ficou enfezado e disse que iria contar para seu pai. Carlos pediu para não fazer isso porque ia apanhar, mas ele não se importou, falou que era até merecido. Então Carlos contou dos domingos de castigo na cama. Nesse momento, brilhou um instante de compaixão no olhar dele: _ Seu pai deixa você de pijama, deitado o domingo inteiro? _ Só quando eu desobedeço muito. _ Está louco! Teu pai é severo como o meu, na África. Entre na caminhonete que eu te levo de volta. No caminho, seu Renato foi contando de seu pai e dando conselhos a Carlos, e achou os castigos muito piores. Como por exemplo: o pai de Carlos nunca o tinha trancado no guarda-roupas a noite inteira, seu Renato concordou em manter segredo, desde que Carlos prometesse nunca mais chocar veículo nenhum. Desde então, apesar do jeito bravo, ele ficou amigo de Carlos. Quando encontrava Carlos na rua, às vezes dizia: _ Não vá esquecer: menino que cumpre a palavra merece respeito. Rosangela Ana dos Santos Cruz nº 32 1º D / 2009 23
  • 23. DESCOBRINDO UM NOVO MUNDO Um mundo em que tudo era diferente, o céu era mais azul, as estrelas brilhavam mais. O Sol, ah! O lindo sol! Que sentimos aquela grande necessidade de poder tocá-lo, não pelo fato de ser tão quente que poderíamos até nos queimar, ao contrário, tão radiante, tão profundo, tão divinamente perfeito. Em todos os aspectos, aquele, aquele lugar que poucos conheciam, sim era o melhor dos melhores. Mas há também um lugar escuro, triste, solitário, onde todos habitavam, onde todos, por escolhas tolas, ficavam. Mas havia um menino, com tão poucas posses, que ali, naquele local amargo, vivia, seu sonho de crescer e de poder ajudar seus pais, que nada lhe podiam dar, mas ele nunca se oprimiu por isso, sempre lutou para esse objetivo: de ser alguém importante, alguém de respeito, mas sem nunca pisar as pessoas. Sempre quis sair daquele local para um bem melhor, porém as pessoas tolas daquele lugar não conheciam o mundo maravilhoso que eles poderiam ter. O garoto, por sua vez, nunca duvidou da existência desse lugar extraordinário. Um dia, na sua tal mente brilhosa, ele teve essa idéia louca de procurar o lugar mágico, onde tudo era possível. Então, antes de deixar seus pais e seu irmão mais velho, disse que assim que ele encontrasse, voltaria para buscá-los e assim serem felizes lá. Ele conheceu várias pessoas nessa longa caminhada até o “mundo”, pessoas falsas, mesquinhas, que tentavam induzi-lo, mas como seu coração era nobre, ele não aceitava as oportunidades que lhe ofereciam com os falsos versos feitos. Também houve as grandes pessoas, as que o ajudaram, que lhe deram apoio, que não caçoaram dele quando disse o que ele estava à procura. Quanto mais pessoas ele conhecia, quanto mais coisas ele vivia, mais sentia que estava perto de encontrar tudo aquilo que sempre quis. Mas com o decorrer de tempo, ele foi entendendo o significado de tudo isso, do mundo tão procurado onde tudo era tão perfeito. Sabe, sabe onde esse mundo está? No seu coração, você que cria esse mundo, você que faz dele o mais lindo possível. Voltou para sua casa todo feliz e, quando chegou, logo disse: “Encontrei o que procurava, encontrei o lugar tão desejado. Sabe? Todos nós temos um jeito de ver a vida, uns veem de uma forma, outros, de outra, e é tão simples você encontrar o caminho certo, onde você pode ser alguém melhor, onde tudo é mais fácil. Todas as pessoas são iguais, elas só escolhem caminhos diferentes. Samira Ramos de Lima nº 32 1º A / 2009 24
  • 24. DICAS PARA UM EMOCIONAL BEM EStRUtURADO E UMA VIDA BEM HUMORADA Troca-se um amor despreparado para a vida. Troco por uma televisão. Troco também, por um velho rádio. Troco, aliás, por um outro coração. Mas, se houver solução para este meu problema, Troco por uma prática lição: A continuada tentativa de enxerga Sempre o lado positivo dos meus problemas. Após eu largá-lo oficialmente Somente agarre-o com todas as forças Se verdadeiramente o quiser. Pois este amor é comparado à água. Quanto mais você a tenta segurar, Mais ela escorre por entre os dedos de suas mãos. Se estiver com frio, deixe o fogo de lado: Esquente-se no calor de seu corpo. Se estiver com sede, esqueça a água: Beba os rios que fluem de sua boca. Se estiver com fome, desvalorize a comida: Alimente-se do suposto amor que lhe é oferecido. Tome cuidado com este ladrão. Ele pode roubar o seu coração. Quando estiver com ele, ame-ol. Quando sentir sua falta, valorize-o. Quando pensar nele, deseje-o. Quando ele te trair, mate-o. Dizem que todas as pessoas têm defeitos. Quem sabe ele ainda tenha jeito? Espero que você tenha mais sorte com ele do que eu tive. Porém, se isso não ocorrer Dou-lhe o direito de fazer tudo o que eu lhe disse. Viaje em seus mais belos sonhos. Procure como a um tesouro encoberto a felicidade. Seja cautelosa e quando não quiser sofrer, Tenha por certo de que lhe será melhor a felicidade. Quando se cansar de sofrer, Esperar, magoar, adoecer, Chorar, desprezar, morrer, Mentir, enganar, ser... 25
  • 25. Lembre-se: Homem é como uma utilizável lata... Quando uma chuta, a outra cata. Se isso ainda não lhe consolar, Tenha em mente que: O homem pode ser considerado Como um mero copo descartável. Afinal, depois que o usamos, Jogamos no lixo reciclável. Depois que tomar a decisão de esquecê-lo Saiba que não será assim tão fácil, É complicado tentar esquecer-se De alguém que teve determinada importância em nossa vida. Por isso, sempre alerto e procuro auxiliar: Procure alguém que seja diferente do comum. Lembre-se de que para encontrar alguém Que tem algo a mais que os outros, que é diferente, É preciso ser diferente. O que você realmente procura? Alguém que pode ser descrito como uma pessoa comum? Sonhe alto, sempre com os pés no chão. Quando tiver se libertando do meu ex, Tome algo gelado, isso lhe aliviará o calor em sua boca. Mas não se esqueça de que pode pegar uma gripe. Por isso, evite tomar gelado com gelo. Quando seu futuro ex morrer Ou alguém que seja mui querido Não chore em seu caixão. Tente fixar a ideia de que este passou desta para melhor E que tornou-se alguém importante: Um gelado defunto. Às fezes me pergunto: “Por que dizem que quando fulano morre Vai desta para melhor?” Tentei raciocinar e chegar a uma conclusão coerente. Novamente me perguntei, Mas desta vez, algo mais misterioso: “Por que todos acham que O cemitério é melhor que esta vida?” Por vezes, não entendo por que 26
  • 26. As pessoas odeiam seus inimigos... As mesmas deveriam aproveitar O dia das bruxas e dar a seus estimados inimigos Algumas vassouras novas. Afinal, a gasolina e o álcool estão cada vez mais caros. Existem milhares de outras situações ruins. Na vida, em qualquer situação, Há dois lados: o bom e o ruim. Esforce-se para enxergar o lado bom. Se esta escrita não teve sentido para você Procure criar soluções práticas para seus problemas. Qual seria o sentido de viver a vida de forma mal humorada? Se estamos aqui somente de passagem, Por que não aproveitar de forma engraçada? Ou, tentando fazê-la de forma engraçada? Josiele Ingrid Moura nº 14 1º E / 2009 27
  • 27. ESPÍRItO VELHO Quando se tem 15 anos, é normal ser julgado por outras pessoas da mesma idade, onde a maioria delas não sabe fazer mais nada, além disso. Eu estudo em uma escola grande, com uma quantidade significativa de alunos, não é muito fácil ser conhecida nesse tipo de lugar, ainda mais se você for como eu. Sempre fui tímida e quieta, acredito que seja o motivo de eu não ter muitos inimigos, embora também seja o motivo de eu não ter muitos amigos. Isso nunca chegou a me incomodar, confesso que várias vezes tive vontade de ser conhecida na escola, mas essa vontade não ultrapassava minha prioridade, que é estudar e ter um futuro que me dê segurança, o que pode ser mais difícil do que se imagina. Também não sou o tipo de aluna exemplar, com as melhores notas ou a melhor frequência, mas sempre me considerei inteligente e capacitada, o que pra mim é o suficiente. Talvez pela minha personalidade ou por me preocupar tanto, sempre fui chamada de “velha” pelos meus amigos, não velha de idade, obviamente, porque ele têm a mesma média de idade que eu, mas porque sou caseira e mais sozinha. Tenho outra imagem de diversão, digamos assim. Ser chamada de “velha” me fez pensar em como seria se eu, nem que fosse por um dia, não me preocupasse com nada disso, e parecia bom. Mas como eu faria isso? Foi quando ouvi duas das meninas da minha sala comentando sobre um show com bandas amadoras e uma festa depois do show. Tomei coragem e perguntei: _ Quando vai ser essa festa? Elas se olharam surpresas e então a morena, Nicole, me respondeu: _ Na verdade, é hoje, você queria ir? _ Claro, onde é? Lauren, a loira, me respondeu: _ Não é muito longe, a gente vai se encontrar na frente da escola, às 21h e vamos andando. _ Ok, eu estarei aqui. Então, eu saí e deixei-as continuarem conversando. O dia foi passando normalmente, fiz tudo que estava acostumada a fazer. Resolvi não pedir aos meus pais, já que era tarde e eles provavelmente não me deixariam sair de casa, então disse que iria dormir na minha prima. Cheguei lá no horário combinado e fui com elas, as duas estavam com roupas que, definitivamente, eram bem menores que o número delas, poderia dizer até que era infantil, mas o decote era extremamente grande para uma criança. Enquanto a gente andava, eu me sentia em um talk show elas não paravam de falar e de me fazer perguntas: _ Eu nunca te vi nessas festas, você vai sempre? _ Por que você é tão quieta? Acho que nunca tinha ouvido sua voz antes de hoje. _ Seu cabelo é natural? As perguntas variavam muito e elas faziam outras antes mesmo de eu responder. Quando chegamos, o show já tinha começado. O lugar estava todo pichado, cheirava a bebida e estava lotado de pessoas, maiores e menores de idade. Vi muitas pessoas da escola. Como a Nicole e a Lauren conheciam boa parte delas, acabei perdendo as duas de vista. Eu estava sozinha, em um lugar que não conhecia, com pessoas que não conhecia, à noite, sem poder contar para os meus pais (caso algo acontecesse). Quando pensei tudo isso, me controlei para não entrar em pânico, então sentei no bar. Do meu lado, sentou um rapaz de mais ou menos 20 anos, cabelos pretos e olhos verdes, vestindo uma calça jeans e uma blusa pólo azul clarinha. Ele virou para mim e começamos a conversar, ele foi simpático e ficamos falando por pelo menos uma hora, então não vi problema em ele me pagar uma bebida, até porque não iria pedir nada com álcool. Bom, não vi problema até vê-lo colocando algo na minha bebida, e eu não iria arriscar para saber o que era. Decidi sair de lá e procurar minhas amigas, 28
  • 28. foi quando ele veio atrás de mim, me puxando pelo braço: _ Já vai embora? Está tão cedo. Enquanto ele dizia isso, me puxava com mais e mais força. _ Eu tenho que achar minhas amigas. Puxei meu braço e fui embora o mais rápido possível, não tinha como avisar ninguém, porque ele ainda estava tentando ver por onde eu ia. Saindo do lugar, vi a Nicole, desacordada, sendo levada por dois caras e a Lauren para uma perua, todos pareciam bêbados. Fui andando cada vez mais rápido, precisava sair de lá. Enquanto andava, fui pensando no motivo de eu ter ido, de ter me arriscado, não só de levar uma bronca dos meus pais, mas algo realmente poderia ter acontecido comigo, e por quê? Por que os outros achavam que eu não me divertia? Por que os outros me chamavam de velha? Mas essa era eu! Eu me divertia sim, eu me sentia bem sendo assim, sendo eu e apenas eu, e nada eu os outros falassem iria mudar isso, ele não podem me mudar e eu não quero mudar. As pessoas teriam que gostar de mim pelo que eu sou, ou apenas não gostar de mim, mesmo sendo esse espírito velho. Carolina Moreno nº 8 1º A / 2009 29
  • 29. EU JÁ VI ESSA CENA ANtES! - ... Dado um número real ‘x’ qualquer, podemos redefinir então o módulo... TRIIIIIM! – sinal tocando. _ Graças a Deus! A aula acabou, não aguento mais isso... – pensei comigo. Fui logo embora, chegando em casa, minha mãe estava lá, já começou a cobrança: “Por que você não arrumou a sua cama? Você deixou seu quarto todo bagunçado! Não vai fazer lição de casa? E blá blá blá... “Sendo que eu arrumo e faço tudo, do meu jeito, mas eu faço! Depois de tanto meus pais ficarem me enchendo, falando coisas que faço e que não faço, o que é certo e o que é errado, finalmente consegui ir para o meu quarto. Meu Deus! Como é possível duas pessoas serem tão chatas e tão intrigantes com seus filhos? E o pior que é todo dia! Não há dia que eles estão legais, alegres! Se não brigam comigo eles brigam entre eles. Tenho dó de meu irmão ao ter que crescer com pais tão desnaturados como eles! Outro dia, a mesma coisa: escola, professores chatos, alunos mais chatos ainda. Aquela escola é um porre! A única coisa que me faz ficar lá são meus amigos; são poucos, mas gosto muito deles. Na verdade, o que mais me segura lá são meus pais porque eles não aceitam nem a ideia de eu sair daquela escola, só porque cresceram lá, que na época deles, aquela escola era ótima, os alunos eram excelentes, os professores ensinavam de verdade, que era exigido o respeito com o professor e tudo que os pais gostam de relembrar e que eu não aguento mais ouvir sempre a mesma história. Bom, deu o horário de ir embora, só que esse dia me deu uma vontade de ficar um pouco mais, nem eu sei por quê. Meus amigos estranharam, pois eles sempre me chamavam para ficar um pouco na porta da escola conversando, ou sair, tomar um sorvete ou coisa assim e eu não aceitava, preferia ir pra casa, percebendo que nunca vou, nem me chamam mais, mas esse dia eu fiquei por livre e espontânea vontade, até me perguntaram se eu estava com febre ou algo assim, eu ri e respondi que estava bem, não havia nada errado, apenas me deu vongtade. Ficamos conversando bastante tempo, até que foi legal, mas aí já estava ficando tarde e fomos embora. Fui junto com a Cátia e com o Marcus, fomos conversando, e eles me perguntaram o que realmente estava acontecendo, pois eles são meus melhores amigos, daí falei que nem eu sabia, pois apenas me deu vontade de ficar. Eles desconfiaram, mas aceitaram. Chegando em frente à minha casa, eu não queria entrar, mas respirei fundo e entrei. Minha mãe já começou: Onde você estava? Com quem você estava? O que estava fazendo? Isso são horas de chegar? Você viu a bagunça que deixou aqui? E o seu irmão que você falou que ia cuidar? Está vendo, Augusto? (Augusto é o meu pai, que acabara de chegar do serviço) Você que põe maus costumes em nossos filhos! A culpa é sua! _ Que Mané a culpa é minha! Eu que passo horas e horas na rua trazendo dinheiro a essa família! É seu dever como mãe cuidar deles. Aí que a briga foi ficando pior, minha mãe odeia machismo. _ CHEGA! – gritei. Foi um impulso, nem pensei, na hora – Não aguento mais vocês! Vocês não se tocam no que estão fazendo? No trauma que podem estar fazendo aos filhos de vocês? Vocês já imaginaram como o Betinho (meu irmãozinho) irá crescer vendo isso? Vocês já pararam pra pensar em como eu me sinto vendo meus próprios pais brigarem, primeiro os dois contra mim, depois os dois começam a gritar bem na minha frente culpando um ao outro? Se vocês não quiserem isso, então por que tiveram filhos? Maldita a noite que não usaram camisinha, né? Quer saber, vou embora! Não aguento mais isso! Peguei meu skate e fui sem rumo, sem saber por onde ia, apenas com 7 reais no bolso e meu celular. Eu já fugi de casa várias vezes, depois de discutir com meu pai, ou minha mãe, mas na verdade só ia dar uma volta, porque eu sempre voltava. Eu nunca discuti com meus pais dessa forma como discuti hoje. Imagina como estava minha cabeça enquanto eu andava por aí? Eu não quis nem saber, 30
  • 30. cololquei meu fone-de-ouvido, coloquei o som no último com um Metal bem pesado e nem sabia por onde ia; aqueles faróis na minha cara, ah! Como eu odiava isso, parece que esses motoristas são cegos, pra que faróis tão altos? Teve um que passou por mim e que não vi praticamente nada. - Ei, eei, acorda! Você está bem? _ Onde estou? (sussurrei), EI, SOLTA A MINHA PERNA. _ Não estou segurando nada. Olhei para baixo, minha perna estava engessada e meu pulso também. _ Você sofreu um acidente, um carro tentou desviar de você, mas a frente dele bateu na sua perna e te arremessou. Você caiu com o seu corpo todo contra seu pulso e o tirou do lugar, o motorista disse que buzinou e achou que você sairia da frente, você não ouviu? _ Nem queira saber, e meu skate? Meu celular? Cadê? _ Seu celular provavelmente deve ter se estraçalhado, seu skate, um caminhão passou por cima, mas, você sofreu um acidente, quase morreu, se o carro não desviasse. E você se preocupa com seu celular e skate? Você não vai nem perguntar da sua família? _ É... ah... sei lá... tanto faz... entre meus amigos e minha família, posso chamar meus amigos? _ Não, só família, eles têm que assinar alguns papéis para te liberar. Então me passe o número de sua casa, e o nome de seus pais e o seu também, pois, você veio para cá e não sei nada sobre você! _ Posso esperar só mais um pouquinho? Só curtir este momento? _ Nossa! – ele ficou pasmo – tudo bem, te dou meia hora para descansar, depois você me passa tudo, ok? _ Ok. Que cara mais chato! – pensei comigo – Pô, não é tudo mundo que quer sua família por perto toda hora, eu só queria curtir o momento, mesmo que toda quebrada e mal conseguindo me mexer. Um enfermeiro entrou na sala e pegou o número e tudo que o médico tinha falado que iria pegar... Ah, sacanagem! Passaram só 20 minutos! Eu contei! Um hora e meia depois, meus pais chegaram com o meu irmãozinho. Nossa! Na hora que bateram na porta falando que eram eles, já fechei os olhos forte e preparando meus ouvidos tanto pros gritos quanto para os puxões de orelha. _ Ah, meu Deus! Você está bem? O que deu na sua cabeça fazer isso? Você foi e demorou muito para chegar, fiquei imaginando coisas horrorosas, por que você fez isso com a gente? Me desculpe por ter gritado com você e ter brigado com seu pai na sua frente. Você não sabe o que senti na hora que me ligaram falando que você estava no hospital, quase desmaiei! Você já imaginou se acontecer algo pior? Você sabe qual é a dor de uma mãe perder o filho? – nessa hora ela me abraçou forte, mesmo com meu corpo doendo. Conforme ela me abraçava, eu segurava o gemido. _ Mãe? É a senhora mesmo? Tomou algum remédio? Fumou ou cheirou algo? Bateu a cabeça? – não estava acreditando no que via, ela mostrou que se preocupa comigo, como é possível? Pensei que não existia sentimento dentro dela. _ Claro que sou sua mãe, é que você está estranhando por ver uma mãe passar por um susto desses. _ Então quer dizer que você não me odeia? _ Que te odeia nada, eu te amo! _ Eu também – disse meu pai. Na semana seguinte, já estava bem para ir pra escola, o clima em minha casa era tão bom que me fez curar mais rápido! Nunca havia me sentido tão bem assim. Chegando da escola minha mãe não falou nada, pois eu já havia feito tudo e ela não ficou procurando defeito. Meu pai chegou em casa e me deu um skate novo, com todas as peças que eu mais sonhava! Minha mãe olhou com uma cara pro meu pai, daí já falei: _ Não vai começar, hein! Se não, já inauguro esse skate logo numa avenida movimentada! Eles olharam para mim e riram, e não discutiram. Mais tarde minha amiga me liga, me chamando para ir na casa dela, não falou por que e nem 31
  • 31. deu motivo, achei um tanto estranho, mas é minha amiga, e fui ver o que era. Apertei a campainha e foi o irmão dela que me atendeu, já nem precisou falar nada, fui direto ao quarto dela. Chegando lá, me deparo com a cena dela chorando, fui correndo abraçá-lo e logo perguntar por que ela estava chorando. _ O que aconteceu? Fala! _ Ah, sabe o Márcio? _ Sei, o que tem ele? O que aconteceu com ele? _ Eu terminei com ele! _ Ah. Não acredito que você me fez vir correndo pra cá, me preocupar com você, só pra saber que você terminou com aquele cara? _ Mas eu o amava! _ “Mas eu o amava, se ele te amasse também vocês não teriam terminado! Você vai encontrar muitos caras na sua vida que você vai fazer sempre a mesma coisa: “Mas eu o amava!” _ Ai credo, já tá visando os caras que eu vou conhecer e terminar? _ Sim! _ Sabe, você como pessoa conselheira, é uma ótima amiga! Nós rimos e nos descontraímos, ela esqueceu daquele imbecil, eu já não gostava dele mesmo, eu achava ele um marginal, que não a merecia, foi bom terem terminado, ela vai encontrar outros rapazes que a farão feliz. Já estava ficando tarde e eu tinha que ir embora, o pai dela me concedeu uma carona até em casa. Conforme íamos nos aproximando de casa, achei meio estranho, pois as luzes estavam acesas, e o carro não estava em frente a garagem, comentei com minha amiga, e ela falou que também achou estranho, o pai dela falou que poderia já ter guardado o carro na garagem, pois meu pai espera a vizinha chegar para guardar o carro porque a garagem da minha casa tem o carro velho do meu pai que ele ama mais que tudo e o carro da minha mãe. Chegando em casa, pedi para que o pai dela viesse comigo, pois continuei achando muito estranho aquela situação, ele achou besteira e entrou comigo. Minha casa estava toda revirada, papéis no chão, gavetas jogadas, o mais óbvio a se pensar é que ladrões entraram em casa com meus pais fora, o pai da minha amiga mandou eu voltar logo para o carro, pois eles poderiam ainda estar lá. Voltamos para o carro e ele ligou para a polícia. A polícia chegou até que rápido, pelo que falam da polícia hoje em dia, pensei que ia dar tempo de os ladrões darem uma festa e depois irem embora; bom, a polícia chegou e foi logo entrando na casa, com cuidado e com armas em punho; depois de uns 10 minutos, apareceu uma ambulância e mais duas viaturas. Não entendi, pois pelo que eu saiba, normalmente não chamam ambulância! Os policiais saíram da casa e perguntaram por quem era da família ou conhecia, daí me identifiquei, e ele falou: _ Olha, entramos na casa e não encontramos nenhum ladrão, mas há suspeitas de que eles foram mandados por alguém, pois não havia nada roubado. Já interrompi: _ E quem são esses caras? O que eles têm a ver com a minha família? Vocês o capturaram? _ Então, deixe eu terminar que você irá entender. Por enquanto não encontramos ninguém, mas, infelizmente, os seus pais foram assassinados, foram encontrados os dois numa cama de casal, com tiro no peito, ainda não deram a certeza, mas com os anos de experiência que tenho, já sei disso, desculpe falar dessa forma tão cruel, mas mais cedo ou mais tarde, você terá de saber. Não tive respostas, não acreditei. Meus pais? Não, não pode jamais! Tentei ser forte, não quis acreditar. Abri os olhos e vi um cara de branco sair do quarto onde eu estava, e um outro estava do meu lado, mexendo não sei no quê. _ Eita, eu morri? Vocês são anjos? Jurava que eu ia pro inferno, ou pra um lugar igual. _ Não, não – ele riu – você não morreu, e acho que você é muito jovem para ir pro inferno. Mas você está se sentindo bem? 32
  • 32. _ Estou sim, mas o que estou fazendo aqui? Nossa! Tive um sonho tão estranho, que meus pais. – parei, pensei bem – NÃO, NÃO – comecei a gritar, o rapaz me acalmou – isso é igual àqueles filmes, que acontece uma coisa horrível, a pessoa desmaia e pensa que foi um sonho, mas isso realmente aconteceu e ela fica sofrendo e tem outro piripaque? _ Ei, ei, calma, não aconteceu nada! Você apenas caiu de skate na rua. Olhei para minha perna, ela estava engessada, mas meu pulso não, estranho. Perguntei se realmente tudo aquilo estava acontecendo. _ Me diz uma coisa, meus pais morreram? _ Mas que pergunta! Estou começando a achar que você é uma pessoa muito estranha, sabia? _ É, eu também acho isso. _ Não, nós na verdade, estamos esperando você acordar, bom, já que você acordou, me passe o número de sua casa, e o nome de seus pais e o seu também, pois, você veio para cá e não sei nada sobre você! _ Ok. Passei tudo conforme ele perguntava. Uma hora e meia depois eles apareceram com o meu irmãozinho minha mãe já começou: _ Ah, meu Deus! Você está bem? O que deu na sua cabeça fazer isso? Você foi e demorou muito para chegar, fiquei imaginando coisas horrorosas, por que você fez isso com a gente?... Ah meu Deus! Eu já vi essa cena antes! Karina Alves da Pedra nº 17 1º E / 2009 33
  • 33. FUtEBOL, UMA PROFISSÃO DE RESPONSABILIDADE Eu moro em um bairro pobre onde o famoso futebol se destaca nas ruas, em todo lugar que você anda existem garotos jogando futebol de rua. Eu adorava jogar bola com os garotos, todo mundo se reunia em uma rua par jogar, mas sempre respeitando uns aos outros. Existia um homem muito legal no bairro que sempre nos ajudava com equipamentos. A bola, às vezes, furavam, as traves quebravam e sempre aquele nobre senhor comprava materiais de futebol para nós. As ruas daquele bairro eram muito sujas e cheias de barro, quando chovia a gente ficava três dias sem jogar bola, mas existia uma rua que era totalmente cimentada. Certo dia, quando eu e meus amigos estávamos jogando bola, apareceu uma bela garota, ela era linda, uma morena com cabelos longos, que tinha uma beleza encantadora. Não conseguia parar de olhar para ela, parecia que havia me apaixonado por ela, era um colírio para meus olhos. A solução para isso foi procurar aquela garota por quem eu estava extremamente apaixonado. Comecei a procurar por ela pelo bairro, mas não a achava, parecia que ninguém nunca a havia visto, apenas eu. Fiquei frustrado de primeiro momento, mas continuei a procurá-la. Finalmente, depois de tanto esforço, achei uma menina que tinha informações, era amiga dela. Consegui o endereço, fui até a casa dela e me surpreendi, ela era de uma classe social muito alta e eu era um garoto bem simples e pobre. Mesmo assim eu estava decidido de que queria conhecer aquela garota. Chegando à casa dela, percebi que ela era muito legal e ainda mais linda do que tinha visto. Fiquei conversando com ela um bom tempo e lhe disse: _ Prazer, estava jogando e te avistei, achei você uma menina linda! _ Obrigada, mas qual teu nome? _ Felipe. E você linda menina? _ Meu nome é Larissa, eu também achei você muito lindo e simpático. _ Obrigado. Só passei pra te conhecer, qualquer dia nos falamos mais, ta bom? _ Ta bom, Felipe, foi um prazer te conhecer. _ Igualmente, até outro dia. Na verdade, não queria me despedir dela, mas já estava tarde e eu precisava ir, senão minha mãe iria ficar muito preocupada. Peguei a estrada de casa, muito alegre por ter conhecido aquela bela garota. Eu estava loucamente apaixonado. No dia seguinte, comecei a pensar que eu, pobre do jeito que era não podia pedir em namoro uma garota rica, mas meu coração estava pulsando forte. Estava muito apaixonado, mas também não podia me imaginar com uma garota rica. Resolvi entrar em uma escolinha de futebol que tinha no bairro, estava disposto a jogar firme para me tornar profissional, e quem sabe ter uma condição de vida melhor para viver com aquela bela garota. De primeiro foi muito difícil a adaptação, mas cada vez eu me tornava melhor, já havia crescido bastante e pegado bastante corpo também. Passados uns dois anos, já tinha completado meus dezoito anos e consegui subir para o profissional. Eu jogava muito bem. Consegui juntar bastante dinheiro e comprei uma casa naquele bairro. Eu, muito feliz, fui visitar a garota que já não via há muito tempo, apenas ligava, às vezes. Fui até a casa dela e convidei-a para ir à minha casa. Ela, muito alegre, aceitou. Fomos até minha casa e bebemos um vinho. Finalmente resolvi contar minha história para ela. Falei sobre o que eu fiz para um dia poder tê-la para mim. Ela, super orgulhosa de mim, disse: _ Não precisava fazer tudo isso por mim, mas mesmo assim, muito obrigada. _ Não foi nada, mas quero te fazer uma pergunta: Aceita namorar comigo? _ Sim. Desde aquele dia que você foi à minha casa me apaixonei por você. _ Eu sempre fui apaixonado por você, desde quando te vi, mas agora estou super feliz com você 34
  • 34. ao meu lado. Então a abracei e dei um belo beijo nela. Finalmente estava realizado meu sonho. Namorar a Larissa foi um sonho. Ela me chamou para conhecer a sua família e, para minha surpresa, o pai dela era aquele nobre senhor que nos ajudava a jogar bola, e graças a ele, pude dar uma boa condição de vida a sua filha. Ele logo que me viu disse: _ Parabéns, garoto, você lutou muito para ter uma boa condição de vida e agora você merece a minha filha e ela o merece. _ Obrigado. Mas tudo isso foi graças ao senhor que um dia nos ajudou a jogar bola, e hoje prometo fazer sua filha muito feliz. Enfim, anos depois, eu e Larissa nos casamos e fomos felizes para sempre. Matheus de Sá Santos nº 27 1º B / 2009 35
  • 35. ILUSÃO Com meus 15 anos, era uma adolescente focada nos estudos, tinha uma família maravilhosa e muitos amigos. Eu era feliz, não vou negar, mas faltava alguma coisa, ou melhor, uma pessoa: um namorado. Como toda menina, sonhava com meu príncipe encantado, casar e constituir uma família. Queria viver um intenso e lindo amor. Conheci o Edi pela internet, “viramos” amigos, até que me apaixonei. Meus pais não aceitaram, pois nunca o tinham visto. Mas eu não quis saber. Enfrentei todos para ficar com ele, até então, meu grande amor. Nos conhecemos pessoalmente e foi mil maravilhas... Algumas semanas depois, ele terminou comigo – nós não tínhamos feito nem dois meses de namoro. Naquela noite de 8 de novembro, pra mim, o mundo tinha acabado. Foi a minha primeira decepção amorosa. Sofri tanto que olhei para o céu e disse: _ Meu Deus, o senhor viu o que eu passei, tenho fé que isso não vai ficar assim, o Edi vai se arrepender e tentar consertar seu erro. Foi isso o que aconteceu, mas era tarde demais. Isso ainda estava muito recente – nem um mês – que eu conheci o Charles. No começo, não tinha nenhuma intenção para com ele, porque estava chateada com a minha primeira decepção. Mas resolvi arriscar e dei uma chance para ele. O Charles foi à minha casa e pediu para o meu pai. Foi o meu primeiro namoro sério. Graças a Deus, deu tudo certo e foi a melhor coisa que podia ter acontecido na minha vida. Mas é como dizem: “Felicidade de pobre dura pouco”. O Charles sempre cantou funk, só que nunca aceitei e pedi para ele escolher: eu ou o funk. E depois de muito pensar, escolheu ficar comigo. Não podia ficar mais feliz, pois, quando fizemos dois meses de namoro, ele colocou uma aliança no meu dedo. Assim fizemos três, quatro, cinco, seis meses de namoro. Nunca pensei que ia durar tanto tempo. Fizemos tantos planos... De nos casar, ter filhos, ficar juntos para sempre! O que eu sentia pelo Charles nunca tinha sentido por ninguém. Um sentimento inexplicável, sem fronteiras, capaz de mudar completamente uma pessoa. É’, eu estava amando. Conversávamos sobre tudo: brigas, família, amigos, sexo e outros assuntos. Quando estava com ele, sentia um desejo de mulher, inexplicável, que nunca tinha sentido antes. Estava descobrindo outro lado do ser humano: a vontade de ser dona do seu amado. Como eu era virgem, ele respeitava esse meu lado reservado e nunca me forçou a fazer nada. Mas eu tinha vontade de ser dele, de me entregar de corpo e alma para aquele que um dia amei. E foi isso o que aconteceu. Foi um dos melhores dias da minha vida, saber que aquele momento era só nosso, que nós tínhamo-nos tornado um só. Eu e ele, ele e eu. Tudo parecia um sonho, o que eu mais desejei aconteceu. Meu coração pulava de tanta alegria, gritava de amor pelo Charles. Mas estava muito bom para ser verdade. Um mês e meio depois, ele me disse que voltaria a cantar, que era o sonho dele e que já tinha “tomado” sua decisão. Fiquei sem palavras e só consegui dizer: _ Se é isso o que você quer, eu aceito. Mas dentro do meu coração se passavam muitas perguntas, como: _ E o amor que ele dizia que sentia por mim? Todas as promessas não passariam de apenas promessas não cumpridas, palavras sem sentido? E meus sonhos, onde ficam? Senti-me usada, pois me entreguei de corpo e alma para aquele que dizia que me amava; pensando que ia ser eterno, pensando que ele era o homem da minha vida. Na mente dele, eu não tinha coração ou, se tivesse, era de pedra. Mas não era isso, tinha um coração cheio de amor por ele, ardendo de felicidade. Realmente pensei que ia ser para sempre; só que esqueci que nada dura para sempre, nada é eterno. Envolvi-me numa ilusão; numa ilusão que, quando acaba, machuca e dói muito. Parecia 36
  • 36. que alguém tinha enfiado uma faca no meu peito. Meu coração se desmanchou em pedaços que nunca mais vão se unir. Com isso, ergui minhas mãos para o céu e pedi: _ Meu Deus, não deixe tudo isso acontecer em vão; faça com que ele se arrependa e que reconheça o erro que cometeu. Eu te imploro. Faça isso por mim! Nunca consegui entender o porquê daquilo tudo. Uma hora estava feliz com meu namoro e na outra, estava chorando por uma pessoa que me trocou por música. Naquele momento não o conhecia mais. Tudo o que tinha me falado se desmanchou em lágrimas; lágrimas de tristezas por ele não estar comigo. Agora eu sei que Deus sabe o que faz e entendi tudo isso que aconteceu. O Charles não era bom o suficiente para mim. Hoje ele se arrepende do que fez e diz que se pudesse voltar no tempo nunca teria terminado comigo, pois um sonho de momento, uma coisa que estava na moda o fez trocar por sua felicidade maior, por seu único amor. Atualmente ele está na pior; não terminou os estudos e trabalha dia e noite para tentar sobreviver. Eu, graças a Deus, terminei minha faculdade; ganho muito bem no meu emprego e ainda não encontrei um homem que fizesse meu coração bater mais forte. Na verdade, eu encontrei, há nove anos, mas o perdi por causa de um sonho. Ainda o amo muito, só que não dou o braço a torcer, pois não quero passar pelo que eu já passei; só eu sei o que vivi naquela tarde de 18 de setembro. Antes de amá-lo eu me amo em primeiro lugar e me valorizo. Sempre me espelhava naqueles romances de novela. Agora sei que aquilo é ficção, que o “FELIZES PARA SEMPRE” está fora de moda. Maria Carolina Bitencourt Aves nº 24 1º D / 2009 37
  • 37. INESPERADO AMOR Bela noite de verão, estava eu passeando pelo meu jardim, quando vi uma sombra passar por mim, era a sombra de uma pessoa forte e bem alta, e deveria ser a sombra de um homem, que por sinal, teria pulado o muro da minha casa só para admirar meu belo jardim. Depois disso, decidi seguir aquela sombra para ver onde ela iria, mas para meu desapontamento, ela sumiu em meio às árvores que existiam no meu imenso jardim, onde eu fazia um passeio costumeiro antes de me deitar. Com a curiosidade aguçada, fui deitar-me, rolava na cama de um lado para o outro tentando descobrir quem era aquela pessoa, e o que será que ela queria àquela hora da noite andando pelo jardim de minha casa? No dia seguinte, tomei meu café, como de costume, e fui para a escola. Chegando na sala, contei o que havia acontecido no dia anterior para minha amiga, a Marina, ela escutou atentamente a história e depois e disso me deu um conselho: _ Amiga, que história heim! Olha, deve ser perigoso descobrir quem é essa pessoa sozinha, ainda mais se for um homem, como você especula. Vai com calma e, se precisar de ajuda, me chame, estarei lá a hora que você precisar. Eu disse obrigada e depois disso não tocamos mais no assunto. Sabe, eu sempre gostei dessas histórias de suspense, onde temos coisas estranhas para analisar, e depois de muita pesquisa acabamos chegando a uma conclusão, mas isso só em história da literatura; na vida real, isso realmente estava me assustando. Era dia de uma grande festa na minha casa e eu sabia que aquela festa seria a oportunidade perfeita de encontrar aquela estranha sombra novamente. Chamei a Marina, como havia combinado, caso eu quisesse fazer alguma investigação, só que não me contentei com apenas uma ajudante, então resolvi chamar mais quatro amigas, também da minha sala: Sophia, Ana, Sandra e Isabel. Com esse reforço, não havia dúvidas de que naquela festa eu iria descobrir quem era aquela pessoa misteriosa. Nos dividimos em duplas e fomos à grande “caçada” da noite. Em meio à grande presença de pessoas, foi difícil encontrar a sombra que estávamos à procura, era muito difícil encontrar uma sombra que se encaixasse no perfil da que eu havia visto há alguns dias. Então, quando eu menos esperava, encontrei um bilhete perto do local onde eu havia visto a sombra dizendo assim: “Sou um admirador apaixonado pela sua grande beleza, seus olhos encantadores me prenderam no instante em que a vi. Seus lábios soltam palavras doces aos meus ouvidos, que formam uma linda canção ao chegar em meu coração. Se quiser saber quem eu sou, e quem sabe corresponder ao meu amor, me encontre sozinha perto da fonte de cristal, beijos R.” Nesse instante, meu coração disparou e começou a bater muito forte, olhei para minha amiga Marina e disse: _ Fique onde você está, vou ao encontro da sombra que eu tanto esperava encontrar, mas devo ir sozinha, essa chance não vou desperdiçar. Fui correndo ao local onde eu descobriria quem era esse grande admirador, dono da sombra que me fez perder o sono, e o sossego. Aos poucos, fui me aproximando de onde estava a fonte, cada vez chegando mais perto, a sombra foi se aproximando e aos poucos acabou se revelando para mim. Seus cabelos eram claros como a luz do dia, sua pele branca como a neve, quanto mais eu o descobria, mais perto dele eu ia, meus batimentos cardíacos ficavam cada vez mais acelerados, quando resolvi arriscar, cheguei bem perto dele e, ele, com os olhos fixos nos meus disse: 38
  • 38. _ Meu grande amor, como esperei este momento, venho te amando em segredo já há algum tempo, nunca tive coragem de te contar o quanto te amo, por isso vinha aqui todos os dias à noite, pois sabia que iria te encontrar passeando pelo jardim, e assim poderia te admirar de longe. Deixe me apresentar, chamo Rodrigo e estou aqui, disposto sempre a te amar. Tomei uma atitude e disse: _ Se você realmente me ama, então me prove isso! Ele então me abraçou e me beijou de um jeito intenso, como se o mundo fosse acabar naquele instante. Eu estava em sintonia com ele e só pensava em uma única coisa: era ao seu lado que eu queria estar. Depois disso, ele olhou bem para mim e disse: _ Então isso pode ser prova do meu amor por você? Tremendo e com o coração disparado respondi: _ Claro que sim! _ Aceita ser minha namorada? Não havia coisa melhor que poderia ouvir naquele momento, eu estava completamente apaixonada por ele. Rodrigo era o nome do meu amor, era com ele que eu queria estar. Sem pensar duas vezes, respondi: _ Sim. Depois disso, minhas amigas chegaram onde estávamos e disseram: _ Que lindo, vimos tudo, ai ai foi tão bonito! Agora deixem de conversa e vamos curtir a festa juntos. E assim fiz, fui curtir a festa, agora junto do dono da sombra misteriosa, o meu grande amor. Crislaine Reis do Nascimento nº 14 1º B / 2009 39
  • 39. MARIA SOLIDÃO Meu nome é Maria Solidão e já não tenho um motivo para viver. Tenho setenta e nove anos e minha fortaleza está na solidão. Passei anos da minha vida trabalhando para acumular dinheiro, e aos poucos fui perdendo completamente minha saúde. Tudo por dinheiro! É tão estranha a vida dos homens: eles perdem a saúde para acumular dinheiro e depois o gastam para recuperá-la. Eu tive doze filhos e todos são bem sucedidos na vida. Hoje, nem sabem que ainda têm uma mãe. O único que ainda se lembra de mim é João, que sempre foi muito carinhoso comigo, embora me visite apenas no Natal, por já ter esquecido a data do meu aniversário. Minhas únicas companhias são dois gatos e o carteiro que me visita toda semana. Sua passagem por aqui, porém, não é muito animadora, pois sei que com ele vêm as contas. Contudo, de certa forma, isso me serve de consolo, pois, pelo menos alguém ainda lembra que eu existo. Todo sábado a campainha toca, eu abro a porta e acontece o mesmo diálogo: _ Olá, dona Maria, tudo bem? _ Está tudo na mesma. Nada mudou e nem mudará. Fico apenas sentada na janela esperando o simples momento da minha morte. _ É, a vida é assim, dona Maria. Mas enquanto a senhora não morre, tem contas a pagar. _ Obrigada. E fecho a porta. Não sei mais o significado da palavra felicidade, mas de qualquer forma, toda a felicidade traz pouco de tristeza. Vivemos em um planeta falso, em que é proibido sofrer e muitos se escondem atrás de sorrisos tensos, pois têm medo de encarar a complexidade do mundo. Para mim, nada mais importa. Estou partindo desta vida e nada deixo. A única pessoa de que sentirei falta será o carteiro e, para ele, deixo este recado: “Você foi a esperança dos meus dias de solidão, a angústia dos meus instantes de dúvidas e a certeza nos momentos de fé.” Matheus Cosmo da Silva Dias nº 25 1º D / 2009 40
  • 40. MINHA HIStÓRIA DE AMOR Vou contar um segredo, a minha história de amor. Tudo começou no corredor da escola, em uma brincadeira de pega-pega, quando um garoto chamado William chegou em mim e disse que o irmão dela estava gostando muito de mim já fazia algum tempo, só que não tinha coragem de falar. Não dei ouvidos, pois esse garoto que William dizia gostar de mim era o Roberto. O Roberto era o garoto dos meus sonhos, mas para mim ele nem olhava, então não acreditei em William e fui embora. No dia seguinte, estava eu a caminho da escola, quando, de repente, aquela voz me dizendo: _ Oi, Fernanda, tudo bem? Eu, surpresa e sem reação, sorri e respondi: _ Oi, Roberto, tudo bem sim. Entrando na escola, subi para encontrar minhas amigas. Na sala de aula, fiquei pensando na possibilidade de William não estar mentindo e de ser mesmo verdade que o meu amor seria correspondido. As horas foram passando e finalmente a última aula, que acabou sendo vaga. Como eu tinha saído de uma aula vaga, resolvi esperar minha prima para irmos embora juntas. Uns cinco minutos depois, aquela voz que me falara “oi” de manhã, estava novamente gritando meu nome, era o Roberto: _ Fernanda, posso falar com você? Eu, com o coração acelerado, meio tímida, respondi: _ Pode sim, o que foi? E pegando minhas mãos e olhando nos meus olhos disse: _ Sabia desde o começo que você gostava de mim. Sabe, no começo não dei importância, mas depois comecei, de longe, a te observar e foi nascendo um sentimento em mim que não sei explicar, pensei que você me achava um metido por não falar com você, mas na verdade o que me faltou foi coragem de me declarar. Fiquei sem palavras, e quando menos esperava, ele foi se aproximando e dali surgiu um beijo. Desse dia em diante começamos a namorar, nós íamos e voltávamos juntos da escola, ele me ligava todos os dias só para dizer palavras bonitas, e eu cada dia mais apaixonada. Passaram-se meses, e nós, cada dia mais apaixonados um pelo outro. Em um feriado, onde ficamos uns dias sem nos ver, apenas nos falando por telefone, resolvi ir ao shopping com minha prima e algumas amigas. No shopping, distraída, me perdi das meninas, e ao observar as lojas, sem olhar para frente, esbarrei com um garoto, quando olhei, era o meu ex- namorado. Ele me olhou de cima a baixo, e eu, fingindo que nada tinha acontecido, abaixei a cabeça e segui em frente, mas ele me puxou pelo braço e disse: _ Aonde vai com tanta pressa? Eu, não gostando nada, disse: _ Me solta! O que você quer? Ele, um garoto que se achava o maioral, que não agüentava ficar com apenas uma garota, disse: _ Calma, amor, eu estava com saudades, e vendo você assim, mais bonita do que nunca, não pude resistir. _ Me deixa, não temos mais nada. Tentei ir embora, mas ele me puxou novamente e me beijou à força. Justamente quando um amigo do meu namorado passava, que com certeza iria contar para o Roberto. Fiquei desesperada, e antes de ir embora, xinguei meu ex e lhe dei um tapa na cara. Já era segunda-feira, quando estou chegando na escola, e ali está Roberto me esperando, antes que eu dissesse qualquer coisa, ele logo disse: 41
  • 41. _ Fernanda! Como você pôde? Te dei todo meu amor e é assim que você me retribui? Me traindo, ainda com seu ex? Ta tudo acabado, não quero saber mais de nada. Saí sem que pudesse explicar o que realmente tinha acontecido. Os dias foram passando e Roberto me ignorava totalmente. Até que um dia, estava eu na minha casa assistindo televisão e do nada começou a tocar minha música preferida e alguém estava jogando pedrinhas na janela. Me levantei para ver quem era e, ao olhar pela janela, tive uma grande surpresa. Era Roberto, em uma mão segurava um buquê de rosas vermelhas e na outra, uma caixa de bombons em forma de coração. Não acreditei no que vi, porém ele me disse essas palavras: _ Me perdoa, meu amor, fui injusto, te amo, volta pra mim:]? Não disse nada, apenas desci correndo e fui ao encontro do meu amado e minha resposta foi no beijo de amor que dei nele. Perguntei o que o fizera mudar de ideia a meu respeito e ele disse que meu ex o tinha procurado e contado que pensou que eu estava solteira, que ele deveria confiar em mim, e que eu jamais o trairia. Fiquei tão feliz e emocionada. Essa é a minha história de amor. Hoje já faz 50 anos que sou casada com Roberto. Contei essa história para meus filhos, contei para meus netos e espero contar para meus bisnetos. Aline Fernanda nº 2 1º B / 2009 42
  • 42. MUDANÇA DE HÁBItO Estava eu começando novamente a minha rotina de sempre, de chegar, sentar na minha cadeira e tomar o meu café-com-leite, comer meu bolo de cenoura com cobertura de chocolate, ouvir uma boa música e aproveitar a minha estressante e tediosa rotina de diretor de escola pública. A propósito, não me apresentei. Meu nome é José Roberto de Nóbrega Alcântara, tenho 43 anos e sou vice-diretor da Escola Municipal “Professor João Senna Matarazzo, sou casado, ou melhor, era casado com uma mulher nem tão bonita nem tão feia, chamada Maria Joanna da Silva Pereira, tenho dois filhos que vivem brigando: Jéssica, de 17 anos e João Pedro, de 12 anos; moro no bairro da Mooca, em uma casa de três andares com 20 cômodos. Tenho dois carros, um que a minha mulher dirige. Pois é, eu devia estar feliz, pois tenho tudo o que um homem quer ter aos 40 anos, mas a verdade é que eu acho tudo isso um saco, e estava morrendo de tédio e louquinho para fugir dessa vida e extravasar. Nesse dia, uma coisa diferente aconteceu, geralmente o que me chegava eram reclamações de alunos que estavam cabulando ou sem uniforme ou porque estavam fumando, ou até mesmo porque estava quase tendo um massacre de tantas brigas que esses pequenos maloqueiros estavam fazendo, mas afinal escola pública é assim, o ensino é fraco, os alunos não querem aprender e na maioria das vezes não tem professores para algumas matérias, como por exemplo Física, Química, Matemática etc. O resultado é isso, alunos que não sabem nem ler direito, imaturos, infantis, egocêntricos, que não sabem nada da vida, mas ainda assim acham que são os “adultos” e que ainda por cima só estão ali por causa de uma lei ridícula que o governo só assinou para criar cidadãos: assim, irresponsáveis, analfabetos, burros, “mentes pequenas”, e que só votam em qualquer um que vê no folheto só para poder se livrar dessa responsabilidade extremamente necessária. E o que mais me irrita é que quando tem um aluno realmente interessado, daqueles que você vê nos olhos e pensa: “esse tem futuro”, é repreendido pela falta de professores, a matéria extremamente limitada e grande número de aulas vagas. Mas vamos deixar de lado a crise social e pular para o fato. O fato é que nesse dia, chega-me a Nice (inspetora) com dois alunos e disse-me: _ Olha, sabe o que esses dois alunos do 1º fizeram? Tavam matando o peixe lá do lago, a pedradas e a pauladas. Foram os alunos do 3º ano e a professora eventual que viram e me mostraram. _ Chama eles aqui. Entraram os dois, era um menino e uma menina. O garoto tinha cara de ser bem “nerd” e a garota de ser “funkeira” e eu pensei: por que esses dois estavam juntos, mas aí eu fiz um sinal para que a professora começasse. _ Nossa, senhor diretor, você não sabe, esses dois estavam matando o único peixe do lago, ele apedrejando e ela batendo com uma madeira. Os alunos começaram a ver e ficaram indignados e estão loucos pra pegar eles. A professora se calou e os olhou com desprezo. _ Já pode sair, professora. _ eu disse e ela se foi, e os olhos do garoto eram diferentes, eram os olhos de quem não tinha sentimentos, olhos ambiciosos e ao mesmo tempo felizes. _ Bom, vamos lá, relatem-me o que aconteceu! _ Aí, diretor, _ começou a chorar a garota _ não me dá suspensão não, senhor, por favor, a gente não queria... _ Não foi culpa dela, pode mandá-la de volta pra sala, senhor. Disse-me o garoto com olhos sem sentimentos. _ Por que eu deveria mandá-la de volta? _ Porque ela não teve culpa, foi tudo eu! _ respondeu ele. _ Pode voltar pra sala, garota. _ eu disse, curioso para saber o que houve com ele. _ Mas eu vou olhar a sua ficha e te dar uma anotação, fala o seu número. _ 29. _ disse ela, desesperada e olhando com dúvida, para ele. _ Assine aqui. _ dei o “carômetro” para ela e vi que ela tinha umas seis anotações, todas sobre 43
  • 43. cabular aulas e faltar com respeito ao professor. _ Pode voltar pra sala. _ Vamos, me diga por que você fez aquilo? _ Estávamos em aula vaga e os garotos me disseram que viram um peixe morrendo afogado no lago, obviamente isto é impossível, então eu fui averiguar, mas o peixe não voltava, então eu arremessei pedras para ele voltar à superfície, e ele voltou e começou a respirar, o que é muito estranho para um peixe, até que ele ficou preso em uma embalagem. Eu arremessei mais pedras para que a onda próxima a ele o fizesse afundar para respirar e o libertasse. Naquele momento, um dos meus colegas gritou na tentativa de uma brincadeira maligna e irônica, que eu estava matando o peixe. Os garotos do terceiro ano ouviram e falaram o que pensavam. A Roberta, minha colega de classe, ouviu e, claramente, me bateu, mas em seguida me ajudou a retirar o peixe com uma vara, o que foi bem sucedido. Mas já era tarde, todos já haviam nos julgado hipocritamente, pois se algum deles realmente se importasse com a saúde dos peixes teriam promovido uma ação para que não só o lago, mas a escola inteira, pois o peixe está tendo que subir à superfície para poder pegar uma taxa de oxigênio para não morrer literalmente afogado, de tão sujo que o lago está, já não há mais a passagem de gases, mas somente a saída de metano. As pessoas já estão totalmente informadas sobre o problema do aquecimento global, e do fim do planeta, mas todos ignoram pensando apenas em seus propósitos econômicos e em suas razões egoístas achando que nada vai acontecer. Durante uns 30 segundos, ficamos calados, e eu fiquei sem reação, não sabia o que ia fazer, aquele garoto me impressionou. Abri o “carômetro” e só havia duas anotações dizendo que ele era extremamente inteligente e responsável e que já havia visto a matéria, suas menores notas eram 9,0 e mais, o histórico escolar do garoto vinha do Vértice, que é uma das melhores escolas de São Paulo. Aí eu olhei para o rosto dele virado para o chão, com aquela mesma expressão despreocupada e feliz. Não entrava em minha cabeça como um garoto daqueles estaria estudando em uma escola daquelas e se envolvendo com pessoas como aquela garota, seria a falência da família, ou um castigo, não, não era nada disso, agora sim eu entendia aquele olhar. Ele estava do mesmo jeito que eu, ele queria sair da rotina cheia de tédio que era a sua vida. A partir daí, eu comecei a me ver no lugar daquele garoto, logo em seguida eu o liberei. Uma semana depois, recebi a notícia de que havia um aluno baleado, próximo à escola, quando vi era aquele mesmo garoto, rapidamente liguei para a ambulância, mas quando eles chegaram já era tarde, o garoto estava morto. Ligamos para os pais dele e demos a triste notícia. A partir daquele dia, eu não fui mais o mesmo, não demonstrei nada quando cheguei em casa. No dia seguinte, descobri que a mãe do garoto era médica e o pai, dono de uma empresa de transporte particular dos Jardins e, obviamente, eles vieram processar a escola pela falta de infra-estrutura, segurança e ensino de qualidade. E cada dia que passava, eu ficava mais perturbado de lembrar a cena daquele garoto brilhante, todo ensangüentado e com aquele olhar de sempre. Pelo que eu ouvi falar, os garotos do 3º ano tentaram linchá-lo, era para ser só uma surra, mas ele lutava artes marciais e revidou aos golpes, mas um dos alunos estava armado e atirou nele. Depois de um mês, eu larguei o emprego de vice-diretor, toda vez que chegava um aluno, eu me lembrava dele. Disse à minha esposa que queria sair da rotina e que agora tentaria tornar o mundo um lugar melhor. Mas ela não agüentou, no primeiro mês já estava louca com essa nova vida, e pediu o divórcio. Ela ficou com a casa e com as crianças. Os alunos responsáveis pela morte do garoto foram presos, pois já eram maiores, e repetiram de ano, e suas famílias tiveram que pagar indenização. Os pais do garoto, juntamente com outros pais, organizaram um processo para fechar a escola, que foi vencido. E eu estou há dois anos morando na Cidade Tiradentes, pegando ônibus cheio todos os dias e trabalhando como secretário no “Greempeace”, mas ainda assim estou mais feliz e consegui quebrar a tediosa rotina. Bruno Gutierres Matos nº 8 1º B / 2009 44
  • 44. NAMORADO X PAI O meu nome é Nathalia, mas todos me chamam de Nat. Quando eu tinha quinze anos de idade, o meu maior sonho era ir para a “Disney”; mas os meus pais não tinham dinheiro, por conta de terem que pagar a “facu” da minha irmã (que era beeeeeem cara). Fiz 16 anos e resolvi tentar pedir novamente a viagem, pois minha irmã estava fazendo estágio e conseguia ajudar nas despesas. Típica adolescente que bajula os pais para tentar conseguir o que deseja, fui toda-toda falar com eles. _ Oi, mãezinha, oi, paizinho, tudo bem com os melhores pais do muuuuundo? _ Seja o que for, Nathalia, a resposta é NÃO! – disse meu pai, suuper simpático. Droga! Não deu certo. _ Vou ser direta: quero ir para a “Disney”. Pronto, falei. _ Nat. – disse meu pai. – apesar de estarmos com uma condição de vida melhor... _ Deixa, paizinho, eu te amo muito! Meus pais sempre me deixavam fazer o que eu queria quando eu falava: Eu te amo! Realmente eu os amo, que fique claro que eu não sou uma filha desnaturada. _ A Bia e o namorado dela vão. _ Ok! Vamos todos nós. Eu queria viajar com os amigos, mas meus pais não entendem. Melhor deixar assim, vai que eles mudem de ideia. _ Nós?!... Você, a mãe e o pirralho do Léo (meu irmão)? _ Sim! _ Pai... paizinho... Além da Bia e o namorado dela, o “Fê”, também vai. Um minuto de silêncio. _ Toda a vez que você diz: “além do fulano, vai também o sicrano e esse é sempre um namorado pamonha que você arruma. Ui! O clima ficou tenso, muito tenso. _ Carlos! – disse minha mãe, minha cúmplice – O “Fê” é um bom rapaz. Trabalha e estuda. Para os pais, o namorado só tem que trabalhar e estudar para ser um bom rapaz. _ Você sabia, Flávia!? Que traição!!! _ Traição?! Pai, sou eu que estou com o “Fê” e não a minha mãe. – ironizei. _ A viagem só vai acontecer com uma condição: eu tenho que conhecer esse tal de “Fê”. Ops! Os meus três ex-namorados, depois que conheceram meu pai, somente voltaram a pisar minha casa após uma semana. (Pausa dramática) Pai! Ninguém merece pai ciumento. Nada a ver! _ Só você mesmo. Aff! Depois de quarenta e cinco minutos de discussão, liguei para o “Fê”. _ Alô, oi “Fê”. Meus pais deixaram você ir junto para a “Disney”, se você vier aqui em casa, conhecer eles. Um minuto de silêncio. _ Alô, “Fê”, diz alguma coisa. _ Nat, o seu pai não tem a fama de ser um “milico” carrasco? Ui! Chibata em mim! _ Tem. – disse fula da vida. _ Nós só nos conhecemos há três semanas. – disse ele indignado com a notícia. _ Três semanas e dois dias. – eu o corrigi. _ Nossa quanta diferença! – ele ironizou. 45
  • 45. Depois de mais de vinte minutos, ele topou. Sexta-feira. Tudo pronto e, a campainha toca. “Fê” entrou, cumprimentou a todos, sentou-se e começou a falar. _ Oi, senhor! Eu sou o “Fê”. _ Sério? Você é a cara do “ex” da Nat. Sem comentários sobre o comentário do meu pai. _ Hã... foi o que o “Fê” conseguiu pronunciar. _ Pai, - comecei – o “Fê” estuda no terceiro colegial, na mesma escola que eu, faz curso de inglês e espanhol e trabalha... meu pai já me cortando, disse: _ Nossa, quando ele vai ter um tempo pra você? Não quero ver minha princesinha carente e sofrendo... E, vem cá, ô “Fê”. Parece abreviação de feio, fedorento. _ Pai!! – disse eu indignada. Momento tenso! Super tenso! _ Meu nome é Onofre e as pessoas, pelo meu nome ser... diferente, me chamam de “Fê”. _ Diferente? Você quer dizer esquisito. Coitado! Por que fizeram isso com você? Esses pais irresponsáveis, você vai crescer traumatizado. É... esse é o meu pai. C A R R A S C O! _ Meu nome é esse por causa do meu avô. _ Sério? O seu avô deve ficar orgulhoso e traumatizado até hoje por terem dado o nome dele a você, né? _ Ele já morreu, senhor. Ui! Chibata no meu pai! Essa doeu. Minha mãe tentou amenizar a situação. _ Vou preparar uns aperitivos e volto já. Enquanto isso, meu pai continuava fuzilando o “Fê” com o olhar. _ Gente, trouxe bolo. É de chocolate. – disse minha mãe, mais animada do que animador de auditório. Meu pai pegou a faca, começou a cortar o bolo e a dizer... eu repito, ele estava com a faca na mão. _ Sabe, Alfredo. _ É Onofre, pai, mas o chame de “Fê”, por favor! _ Ok! Sabe, “Fê”, eu não gosto quando a minha filha fica sofrendo por amor. – ainda abanando a faca na mão, prosseguiu. – E então, se minha filha sofrer, você sofrerá mais ainda! Socoooooooooorrrrrrroooooooo! Alguém fala para o carrasco, quero dizer, meu pai parar?!!! - Sim, senhor. – disse “Fê” querendo sair correndo dali. Já entendi. Bom, tenho que ir para o curso agora, muito obrigado por tudo, senhores. _ Tudo bem. Mas antes espera um pouquinho. Pai, a viagem rola ou não? Meu pai, com os olhos arregalados, surpreso com a pergunta feita na pior hora, disse: _ Rola! – com dor no coração autorizou a viagem. Meu coração palpitou de tanta felicidade. E o do “Fê” também. Melhor só comemorar internamente. Se eu abraçar, eu disse abraçar o “Fê” perto do meu pai, é capaz dele mudar de ideia. Comemoro depois. “Fê” saiu e eu abracei bem forte meus pais. No sábado, a viagem aconteceu. Foi ótima. Aproveitei a viagem com os meus amigos, com o meu nomorado, meu irmão pirralho, minha mãe e o meu carrasco, quero dizer, meu PAI super preocupado comigo, mas sei que, no fundo, ele adorou o “Fê”. Renata Riccio nº 29 1º E / 2009 46
  • 46. O AMOR VENCE AS DIFERENÇAS Oh! Cara amiga... conto-te esta história que muito me fascina. É a história de uma princesa que se apaixona por um plebeu e juntos vencem as diferenças. Essa história começa em uma pequena cidade de um país comandado pela realiza, onde quem pertencesse à realeza, principalmente sendo mulher, jamais deveria se relacionar, de maneira alguma com os de classe baixa, do contrário, os de classe baixa seriam mortos. Nesse país, a mulher era menos privilegiada, não tinha direitos, só se tornava rainha para fazer do príncipe um rei e lhe fazer companhia. Ao ordenar alguma coisa, a rainha precisava da permissão do marido. A cidade era comandada pelo rei Filipe e a rainha Norma, eram muito fervorosos e seguiam todas as tradições reais do país, inclusive a de casar sua única filha, a princesa Dalila, com um príncipe muito arrogante, chamado Willian, de um reino ali próximo. Dalila era uma jovem que pertencia à realeza, mas preferia não pertencer, pois gostava de aventura, sua vida era ficar trancada e aprender os deveres reais. Ela era apaixonada por um plebeu, o camponês que trabalhava no castelo, chamado Eduardo, que também era apaixonado por Dalila. Os dois viviam uma paixão proibida e perigosa. Em uma noite, ao se encontrar com Eduardo, Dalila disse que estava de casamento marcado para aquele domingo. Eduardo, temendo perder a amada, propôs que os dois fugissem juntos para um lugar onde ninguém era melhor que ninguém, onde todos eram iguais, para juntos serem felizes. Dalila estava com medo de ser pega e perder Eduardo. Ele tanto insistiu, que por amor, ela aceitou. Já era tarde, todos dormiam, e Dalila, pronta para ser livre, em sua cama, deixa um bilhete de despedida e sai pela janela ao encontro de seu amado. Um pouco distante do castelo, Dalila e Eduardo prometem um para o outro dizendo: “Aconteça o que acontecer, um nunca deixará o outro, nunca perderemos a nossa fé e lutaremos até o fim de nossas vidas por nossos direitos e para que todos nós sejamos iguais.” A promessa estava feita, iniciaram então a fuga. Na manhã de domingo, a rainha se dirige ao quarto de Dalila para aprontá-la para o casamento, mas não a encontra, há apenas um bilhete na cama. Ao ler, a rainha se desespera e comunica ao rei. O rei, indignado, ordena a todos os guardas do castelo que procurem Dalila e Eduardo, e que ao encontrá-los, tragam Dalila de volta para o castelo e matem Eduardo. Um dos guardas anuncia que o casal fora encontrado, e que estão esperando um nacio que embarcaria ao entardecer. Se uniram então todos os soldados e foram atrás deles. Chegando ao destino, os soldados perceberam que o navio já estava para embarcar, então resolveram invadir o navio. Ao invadirem, amedrontando as pessoas que lá estavam, os soldados anunciaram que ninguém sairia dali enquanto Dalila e Eduardo não fossem encontrados. De repente, Dalila e Eduardo apareceram dizendo que iriam lutar para serem livres e essas regras acabarem. Aproveitando a distração de Dalila, um guarda a prende pelos braços, enquanto o outro aponta uma arma e dispara um tiro na direção de Eduardo. Dalila, desesperada, se solta e se joga na frente de Eduardo para protegê-lo e acaba levando o tiro em seu peito, fazendo com que lhe restem apenas alguns minutos de vida. Eduardo toma Dalila em seu peito, com choro de remorso e a faz lembrar da promessa que os dois fizeram juntos, então com uma lágrima que desce pela sua face, Dalila faz Eduardo prometer que vai continuar lutando pelos direitos do povo. Ele a abraça com mais força, dizendo que a ama, diz que vai cumprir a promessa e que tudo vai dar certo. Então Dalila olha bem nos olhos de Eduardo com um meigo sorriso, e segundos depois, seus olhos se fecham para sempre. 47
  • 47. Logo em seguida, os guardas cercaram Eduardo para levá-lo para ser morto. Ao saírem do navio, Eduardo conseguiu se soltar dos guardas, e correu o mais depressa que pôde até conseguir despistá-los. Eduardo vai ao enterro de sua amada e de longe a observa pela última vez. Levando em seu coração a promessa que fez para sua amada, Eduardo reúne todos os seus amigos, para juntos convencerem o rei de que todos somos iguais. Chegando ao castelo, Eduardo, à frente de todos, fala em um alto tom de voz que deseja falar com o rei. Os guardas, todos armados, decretam guerra. Aproveitando que estavam em guerra, Eduardo consegue entrar no castelo. Diz ao rei que não sai enquanto não for ouvido. O rei, nervoso e impaciente, chama os guardas, estes não ouvem, pois estão em guerra, sendo assim, o único jeito era escutar Eduardo. Eduardo diz que todos nós somos iguais, que Dalila morreu lutando pelos direitos do povo, que deveríamos dar mais importância ao que os outros pensam, que essas leis não serviam para nada, só para fazer sofrer. Aos poucos, com as palavras de Eduardo, o rei pôs-se a pensar no assunto, saiu na janela e, em homenagem a sua filha, ordenou que a guerra parasse. Todos prestaram atenção ao rei, enquanto ele dizia as palavras: “Todos nós somos iguais!” É, cara amiga... essa frase não é bem o que todos pensam hoje em dia, mas essa história me fez pensar que poucos são corajosos o suficiente para lutarem por seus direitos. Thaís Rodrigues da Silva nº 34 1º B / 2009 48
  • 48. O BOCA DE JACARÉ Em um dia de verão, dois amigos estavam na beira do rio quando foram atacados por algo estranho, parecia com um peixe, porém, seus dentes eram mais afiados e pontiagudos do que o de qualquer outro peixe já visto. Os dois garotos então saíram dali rapidamente e foram contar aos seus colegas, mas ninguém acreditou neles. Então os garotos procuraram seus pais e contaram o que haviam visto, e seus pais acreditaram na história e chamaram as autoridades. Assim começava um mistério. Que animal era aquele? Poderia ele fazer mal aos moradores da região? Nada se sabia, a não ser, o que duas crianças de 11 anos contaram. As autoridades tomaram a frente nas investigações e em poucos dias toda a cidade já sabia daquele animal, as pessoas achavam que pela sua aparência ameaçadora e feia se tratava de um bicho muito hostil e também o culparam pelos ataques ocorridos – anteriormente – à margem do rio. Então um biólogo famoso resolveu que iria a fundo nesse mistério e que descobriria não só que animal era aquele, mas também se ele era culpado pelos crimes, dos quais era acusado. E para isso, chegou à conclusão que a única maneira de estudar aquele animal, seria capturando-o. Então, no primeiro dia, o biólogo se dedicou a descobrir o que iria caçar ao certo e foi conversar com as autoridades, quando descobriu que o tal animal era uma espécie de peixe. E com as informações recolhidas partiu para o rio e começou a pescar, mas não conseguiu nada parecido com o que estava procurando. No dia seguinte, ao anoitecer, a vara se mexe e, finalmente, encontra-se o peixe, seu nome “Gar” ou, como também é conhecido, “Boca de Jacaré” – nome recebido por causa de seus dentes que se assemelham aos de um jacaré – e então se dá o fim do mistério, mas ainda restava saber se o Gar era realmente o culpado pelos crimes dos quais era acusado. Então, após análises feitas pelo biólogo, o Gar foi inocentado e o verdadeiro culpado pelos ataques aos humanos – inclusive o dos garotos – o jacaré, foi finalmente encontrado, assim o Gar e a cidade puderam finalmente ficar mais tranquilos. Cezar Augusto Cordeiro de Lima nº 10 1º A / 2009 49
  • 49. O CAMINHO DA ESPERANÇA Em um sítio não tão longe de São Paulo, morava um velho que vivia só, porque ele não tinha filhos e muito menos uma esposa. Sempre chorava, ficava só na melancolia. Até que uma vez esse pobre velho vai à cidade para comprar comidas para seus animais e, quando estava carregando suas compras, apareceu um homem falando que o seu caminho estava com espinhos, mas um dia ele iria passar por cima disso tudo e encontraria a felicidade. O velho saiu assustado, pensando que o pobre homem era louco, mas no outro dia, ao amanhecer, esse velho acordou disposto a caminhar um pouco sem tomar café. Então na hora que ele sai, encontra uma velhinha regando plantas e logo o velho olha e pensa: “Eu nunca tinha visto essa mulher aqui no sítio.” Então ele foi conversar com a mulher. _ Olá, meu nome é José. Tudo bem? _ Tudo sim, meu nome é Violeta. _ Que nome bonito, é raro ver pessoas aqui no sítio que têm nome assim, da cidade. _ Eu morava lá na cidade com muitos problemas. Meu filho Marcos comprou esta casinha aqui no sítio. _ Por isso que eu nunca a vi. _ Gostaria de entrar e tomar uma xícara de café? _ Não, seria muito incômodo. _ É claro que não. Entre! A mulher deixou o velho entrar porque pelo olhar dele ela já sabia que ele era um bom homem. Então, quase todo dia José ia à casa de Violeta e contava sua história de vida a ela. Até que um dia, José a chamou para jantar em um restaurante chamado “Sabor da minha terra”. Ela aceitou e eles jantaram à luz de velas e assim a intimidade começou e eles saiam todas as sextas-feiras à noite e aos sábados, porque Violeta trabalhava de colher milho nos dias da semana. Assim, o romance entre os dois começou. Violeta apresentou José a Marcos e os dois se casaram no cartório que tinha na cidade. Depois que José estava saindo do cartório, ele se lembrou do homem que dissera que sua vida iria mudar. Já que ele estava na cidade, passou lá onde fazia suas compras à procura do tal homem. Ninguém o tinha visto. José, então, disse a Violeta: _ Ele é um anjo que Deus mandou para me avisar que minha vida iria mudar e ela mudou completamente e estou muito feliz com isso. José olhou para o céu e gritou: _ Obrigado, meu Deus, por colocar pessoas queridas em meu caminho! Carlos Henrique de Medeiros do Espírito Santo nº 10 1º B / 2009 50
  • 50. O CAMINHO DA LUZ Era 20 de novembro de 1996, naquela noite, Victoria havia acordado e não se lembrava como havia sido a noite passada. Ela se levantou e foi beber um copo de água e seu comprimido para enxaqueca, como costumava fazer todas as manhãs. Victoria morava sozinha em uma bela casa, localizada na parte nobre da cidade, não precisava trabalhar, pois recebia uma bela mesada de seu ex-marido que era um homem muito rico e solidário, o contrário de Victoria que era arrogante e seca. Tudo parecia normal, Victoria assistia ao jornal da manhã, quando ouviu alguém bater na porta, era um homem estranho, tinha a pele muito pálida e olheiras fundas, porém era muito galante. Ele se identificou como candidato à vaga de mordomo. Victoria estranhou, pois ainda não havia anunciado no jornal local a vaga, mas logo deduziu que alguém o tinha feito para poupá-la do trabalho. Ela chamou o homem para entrar e começou a fazer-lhe as perguntas rotineiras: _ Qual é o nome do senhor? _ Marcos, senhora. _ respondeu o homem educadamente. _ Bom, senhor Marcos, estou sem muito saco para entrevistá-lo, parece-me que o senhor é confiável, tente não me desapontar. O homem concordou. Victoria chamou sua secretária pessoal – como assim chamava – para mostrar a casa a Marcos e explicar o que deveria fazer. O dia parecia não acabar e Victoria se sentia agoniada. Como não era uma pessoa de muitos amigos, passava a maior parte dos seus dias dentro da casa reclamando do trabalho de seus empregados, porém todos haviam sumido, exceto sua secretária pessoal e o novo mordomo. A noite chegou e Victoria foi se deitar. Horas passavam e ela não conseguia dormir. Foi então que começou a gritar chamando Marcos e mandou-o servir-lhe uma xícara de chá. Marcos, rapidamente, preparou-o e trouxe-o para sua patroa que parecia desesperada, o homem tentou ajudá- la, mas Victoria mandou-o sair imediatamente, dizendo que preferia ficar sozinha e não gostava de empregados intrometidos. No dia seguinte, Victoria acordou assustada com o barulho da porta, vestiu um casaco e foi imediatamente ver o que estava acontecendo. Foi quando viu um homem estranho visitando a casa. Ela ficou amedrontada e foi chamar Marcos, que a aconselhou a se esconder, mas como era muito cabeça-dura, ela foi até a ponta da escada e começou a gritar: _ Quem é o senhor? Faça o favor de sair imediatamente ou chamarei a polícia. O homem nem a notou, continuou admirando os cômodos da casa como se Victoria não existisse. Então ela desceu as escadas para se aproximar, Marcos tentou impedir, mas foi em vão, ela se aproximou do estranho e voltou a gritar: _ Estou falando com o senhor, dá para sair da minha casa? Sua presença era totalmente ignorada. Foi então que Victoria começou a se questionar o porquê do estranho não ouvi-la. No início, ela pensou que era coisa de sua cabeça, talvez efeito dos remédios que tomava durante o dia para sua enxaqueca. Os dias foram passando e as visitas se tornando monótonas, Victoria sentia medo de sair do quarto, o mordomo e a secretária tentavam ajudá-la, mas era inútil, até porque ela teria que descobrir sozinha o que estava acontecendo. Dias se passavam e as lembranças de 20 de novembro estavam retornando à cabeça de Victoria, como pequenos filmes de suspense e horror. E quando todos esses filmes se juntaram em sua cabeça, 51
  • 51. Victoria percebeu que os fantasmas da casa não eram os estranhos que a visitavam todas as manhãs e sim ela e sua secretária pessoal. Havia sido um terrível acidente de carro, onde a secretária e braço- direito de Victória acompanhava sua patroa embriagada até a casa de seu ex-marido, pois naquele dia ela iria dizer o quanto o amava. Mas o carro perdeu a direção e caiu em um enorme barranco de 60 metros de profundidade e nenhuma das duas sobreviveu. Foi quando Victoria chamou os empregados pedindo-lhes explicações e Marcos, que era seu anjo protetor respondeu sem hesitar: _ Por que eu ainda estou aqui e não junto com os outros mortos? _ perguntou Victoria debruçada em lágrimas. _ Para uma pessoa ir para o outro mundo, ela deve primeiramente aceitar que está morta, sem se prender a bens materiais ou assuntos mal resolvidos. _ E por que a Vanessa _ a secretária – ainda está aqui? _ Ela quis ficar para ajudar a senhora, ela quis estar do seu lado. Victoria pediu desculpas para sua única amiga em vida, Vanessa e finalmente pôde ser levada para o outro mundo. Suellen N. Lisboa nº 34 1º A / 2009 52
  • 52. O CARA APAIXONADO Em uma cidade chamada Napoleão, vivia um cara chamado Ronaldo. Ronaldo tinha 20 anos, era alto, olhos azuis luminosos, cabelos escuros. Morava sozinho e trabalhava como fotógrafo. Sua vida era absurdamente ocupada, sem tempo para sair, se divertir e até mesmo para amar alguém. Nunca teve relacionamentos sérios, por sua grande ocupação. Ronaldo até então nunca se interessara por alguém, achava que amar seria perda de tempo, que isso só iria atrapalhar sua vida e seu profissional. Num belo dia de quarta-feira, ligaram para ele oferecendo-lhe um trabalho para fotografar um desfile de moda que iria ocorrer dali a duas semanas, numa cidade distante. Ronaldo acabou aceitando a proposta. Chegou o grande dia, Ronaldo estava muito feliz por fazer seu trabalho mais prazeroso. Andando pelo salão, parou para conversar com uma bela modelo. Os dois ficaram conversando durante muito tempo, até que Ronaldo percebeu o quanto fazia falta uma palavra feminina. Ficou tão encantado com a moça, que pegou o número de telefone dela para marcarem de sair juntos. A bela moça aceitou seu convite. Passou uma semana depois do desfile, Ronaldo criou coragem e ligou para ela. Marcaram um encontro, em um restaurante perto de sua casa. Chegando lá, sentaram-se e começaram a conversar. Papo vai, papo vem, eles ficaram juntos. Ronaldo ficou impressionado, porque nunca tinha sentido algo como sentia agora. Passaram-se dois meses, o casal começou a namorar. Muito felizes, pensaram até em se casas. A bela moça estava muito apaixonada por ele, um sentimento sem explicação. Com o passar do tempo, o relacionamento começou a se desgastar, não por parte de Ronaldo, mas sim pela moça. Ela estava enjoada de tanta paparicação, de tanto amor, de tanto ciúme. Ronaldo mudou muito suas atitudes quando se apaixonou pela primeira vez. Estava mais chato, ignorante, ciumento e, além de tudo, possessivo, não gostava de nada do que a sua namorada fazia, se irritava por nada. Com isso a bela jovem começou a se cansar. Num fim de tarde, a moça foi até a casa de Ronaldo para conversar a respeito do relacionamento. Chegou à conclusão de que não dava mais certo. Ronaldo não aceitou a decisão. Começou a quebrar tudo dentro de sua própria casa. Começou a alterar voz com a moça. Ficou totalmente descontrolado. Por fim, a moça ficou tão assustada que foi embora, deixando-o. No mesmo dia, Ronaldo chegou a beber muito e foi procurá-la. Desesperado, ele estava com uma arma, ela atendeu-o. Quando olhou aquela arma na mão dele, espantou-se, começou a chorar, pedindo- lhe que abaixasse a arma para não fazer nenhuma besteira. Ronaldo, ainda inconformado, não escutou a moça, e atirou em si próprio. Ainda consciente, Ronaldo olhou bem fundo nos olhos da bela moça e disse uma única frase: “Eu nunca amei alguém como eu amo você”. Ronaldo faleceu sem ter tido a oportunidade de viver para compreender o quanto é difícil amar verdadeiramente uma pessoa. Bruna do Prado nº 3 1º A / 2009 53
  • 53. O CAVALEIRO E A FLOREStA Este dia não é um dia qualquer, mas é o dia em que grande mago Maduk convoca todos os cavaleiros das cidades mais distantes para um desafio de poder e glória. Lukas é um cavaleiro errante em busca de fama e riqueza, como todos, mas ele possui um temperamento peculiar e tal temperamento tornou-o único e extremamente útil. Vagando pelas terras desconhecidas em busca de uma taberna para passar a noite, é indagado por um jovem camponês: _ Nobre cavaleiro, vieste pelo chamado do grande Maduk? Lukas não sabia do que se tratava e logo respondeu: _ Claro. Maduk é um velho amigo e me convocou para falarmos. _ Que bom. – disse o camponês. – espero que ele tenha lhe avisado dos perigos que devem ser enfrentados para chegar até ele. Lukas, encurralado em sua mentira, começa a se preocupar e diz: _ Mas é claro que fui avisado, não se preocupe. _ Se é assim, boa sorte! Lukas se despede e continua em frente para o encontro com o tal Maduk e sua taberna quente e aconchegante. Lukas seguiu com sua viagem, confiante de que seria tudo tranqüilo como sempre. Quando anoiteceu, o cavaleiro encontrou um lugar para dormir e logo caiu num sono profundo, mas logo foi despertado por um barulho um tanto quanto estranho. Ao acordar, Lukas sacou sua espada e observou atentamente à sua volta. Ouvia uma música tranqüila, porém sentia que havia algo mágico, algo que seus ouvidos gostaram de ouvir. Silenciosamente, Lukas deu passos em direção à música que vinha do leste. Então o cavaleiro, num pulo certeiro, apareceu para a figura mais imprevisível que já observara. Uma jovem camponesa, ali, no meio das árvores, tocava um instrumento semelhante a uma flauta, suave como uma brisa de inverno. _ Quem é você? – perguntou o cavaleiro. _ Meu nome é Keylla. Uma pessoa em Mefelef me contou sobre o desafio de Maduk e resolvi assistir. Você está indo pra lá, não está? _ Estou sim, bela Keylla. E o que fazes tão tarde sozinha nesta floresta? _ Ora! Que lhe parece que faço? Eu toco esta flauta e aguardo os seres da floresta. _ Seres da floresta? Mas não vejo nenhum ser por perto... _ Ora! Não os vês porque és impuro. Contudo se vierdes comigo, te mostrarei como podes purificar. Lukas não pensou duas vezes, afinal, poderia obter um dom mágico e ainda por cima estar em companhia daquela belíssima mulher. Pensando nisso, seguiu Keylla pela floresta. Enquanto caminhava ao lado dela por um caminho desconhecido, Lukas se perguntava que tipo de mulher seria aquela, e essa tal pureza que ela mencionara. Certa curiosidade surgiu e ele não conseguiu segurar, então questionou: _ Tal beleza me despertou, teu canto encantou meus ouvidos. Digas-me, o que és, Keylla? Imediatamente a linda jovem respondeu: _ Sou uma fada e tenho poderes para te proteger contra os “Maruins” da floresta. Assustado, lembrando do que o camponês disse a respeito dos perigos que ele iria enfrentar até 54
  • 54. encontrar Maduk, Lukas perguntou: _ Mas quem são esses Maruins? Então Keylla olhou para um buraco no pé de uma árvore e disse: _ São fetos de “Elfos da Luz”, rejeitados pelos seus pais que capturam as pessoas e as obrigam ao trabalho escravo nos subterrâneos da floresta. Nesse momento, Lukas agarrou em seu braço e ele saiu dali por um estreito caminho entre os arbustos em busca da taberna. Ao sair dos arbustos, ambos se encontravam em uma clareira. _ Mas a taberna não era por aqui? _ Sim, tu disseste bem, ela “era” por aqui. _ O que queres dizer com isso? _ Bem, um dos diversos truques dos Maruins é o embaralhamento da mente. _ Embaralha o quê? _ Embaralhamento da mente, isso quer dizer que eles estão nos confundindo para que não possamos encontrar o caminho de volta à vila. _ E agora, o que faremos? – pergunta Lukas. _ Bom, agora, Lukas, a única coisa que podemos fazer é procurar pelos Maruins, pois apenas encontrando um deles poderemos encontrar o caminho de volta. Já que estou fraca devido ao meu desgaste enquanto tocava. Lukas se sente impotente e olha para as árvores em busca de inspiração. Contudo, ao observar, nota uma pequena criatura voando entre as árvores e diz: _ Keylla, o que é aquilo? _ É’ um Maruim. _ Rápido, vamos atrás dele. Lukas toma a frente na perseguição à criatura e Keylla o acompanha logo atrás. A perseguição inicia-se com rapidez. Lukas toma distância de Keylla procurando alcançar a criatura, mas o que Lukas não sabia era que essa distância foi planejada pelo Maruim e quando Lukas se vira novamente... _ Keylla, onde estás? Lukas continua a procurar por sua bela Keylla. Enquanto a procura, uma risada estridente ecoa na floresta: _ Hihihihihhi! _ Pobre cavaleiro, perdeu sua dama? Lukas, de imediato, responde: _ Quem está aí? E das sombras surge uma criatura imensa. _ Quem está aí? É assim que você se porta diante do rei dos Maruins? O cavaleiro logo entra em posição de defesa, enquanto é cercado por vários maruins. _ Ora, ora! Então está pronto para lutar em troca disto? O rei aponta para a jaula onde está presa Keylla. Esta grita a Lukas: _ Sai daqui, eles são muitos e você não pode contra todos eles. Lukas olha em volta e conta vinte maruins, calcula sua probabilidade de vitória, e se vê contando nos dedos. _ Ora bolas! – diz Lukas – fazer contas pra quê? 55
  • 55. Lukas investe contra o primeiro maruim, que estava ao alcance de sua espada derrotando-o instantaneamente. O rei, ao ver isso, soa o chifre de ataque e a batalha começa. Os maruins vêm de toda a parte com suas adagas em busca da carne do inimigo, mas Lukas é ágil e desvia da primeira leva de ataques. Com esse desvio ele tem a oportunidade de contra-atacar, levando dois maruins ao mundo espiritual. Três maruins derrotados, outros dezessete ainda para lutar e o rei, os números não eram favoráveis a Lukas. Contudo Lukas não desistia e lutava bravamente contra o exército de criaturas. Lukas, quando procurou pelos três maruins derrotados, viu que eles já não estavam mais lá e pensou: “mas que droga, onde estão as criaturas que derrotei? Bastou olhar em frente para notar que elas estavam ali, sorridentes, prontas para atacar novamente. Lukas, ao ver aquilo, desanimou e pensou: “diabos, como se derrotam essas criaturas?” Nesse momento, Lukas estava próximo da jaula de Keylla e ela lhe disse: _ Lukas, a corneta que o rei usa para chamar os maruins para o ataque, se tocada pelo outro lado, tem efeito inverso, ou seja, os maruins param de atacar e voltam para seus esconderijos. Lukas, em posse dessa informação, logo buscou localizar a corneta do rei, e, para sua surpresa, a corneta estava na cintura do rei. Lukas logo pensou: “ora, onde queria que ela estivesse?” Desviando-se e defendendo-se dos ataques que vinham de todos os lados, corre para perto do rei, contudo, quando estava muito próximo dele, um maruim acertou sua perna e ele caiu na frente do rei. O rei, ao observar seu inimigo pequeno, captura-o com sua mão e o levanta, perguntando: _ Já queres te render, cavaleiro patético? _ Não pretendo, rei, e verás por quê. Lukas, quando foi atingido, pensou que era seu fim, mas não havia melhor maneira de lidar com o rei do que estando nas mãos do mesmo. Quando o rei se deu conta, Lukas perfurou seu dedo com a espada, levando o rei a soltá-lo imediatamente. Mas, durante a queda, Lukas passou ao lado da corneta e conseguiu pegá-la. Quando Lukas chega ao chão, procura o lado oposto da corneta para soprá-la. O rei tendo conhecimento do que o cavaleiro pretendia fazer, ataca-o, fazendo o cavaleiro voar longe e sua corneta também. Mas o que ninguém viu era que a corneta estava próxima a Keylla, que imediatamente a pegou. O rei, pronto para atacar junto com seu exército, para de repente mediante o som da corneta que era exemplarmente tocada por ela. Todos os maruins, inclusive o rei, voltam para suas árvores, em obediência à melodia. Lukas levanta-se com dificuldade e vai até a jaula onde está Keylla. _ Obrigado, Keylla, sem você estaríamos perdidos. _ Não foi nada, Lukas, você me salvou primeiro da solidão. O que fiz apenas nos deixa quites. Lukas liberta Keylla e ambos seguem para fora da clareira e encontram o vilarejo procurado, juntos descansam e se recuperam para mais um dia de vida.... Alexandre Veríssimo Giroldo nº 1 1º E / 2009 56
  • 56. O EStRANHO VINGADOR Chegando do trabalho, exausto, decidi dar uma passadinha no bar aqui pertinho de onde eu moro para dar uma relaxada. Chegando lá, pedi a John (garçom) para me ver a bebida de sempre. Quando me sentei, vi um garoto jovem, que aparentava uns 22 anos, triste no cantinho da sala. Perguntei a John quem era o garoto, mas não sabia muito, ele havia acabado de chegar. Levantei-me e fui em direção a ele, coloquei a mão em seu ombro e lhe disse: _ O que foi, garoto, precisa de algo? _ Não... não é nada, e mesmo se precisasse, quem é você? Disse o garoto com um tom meio rude. Olhei para ele e abri um pequeno sorriso e disse: _ Sou Dean, moro em Lourense desde o dia em que nasci, este lugar é minha vida. Conheço muitas pessoas desta cidade e nunca vi você aqui. Vi que você aparentava tristeza e decidi dar uma mãozinha. _ É, eu preciso desabafar, mesmo você sendo um estranho. Eu morava aqui quando criança, mas quando fiz seis meses minha mãe foi morta de um modo estranho. Meu pai ficou triste e saiu daqui. Eu já com quatorze anos, perguntei onde estava a mamãe, ele me disse que era cedo para isso, mas eu insisti. Meu pai disse que minha mãe foi morta por algo estranho, um ser sobrenatural. Achei que aquilo era loucura, pensei que ele estava bêbado, ou estava louco. _ E não estava? – disse eu a ele, rindo e dando um gole na cerveja. _ É, eu pensei que estava, até pouco. Minha namorada foi morta, e eu também vi esse ser. E, o pior, ela estava grávida. _ Eu vim aqui te ajudar e você fica brincando comigo? _ Não é brincadeira, por isso voltei. Você tem uma mulher grávida, não é? _ O que você quer? FIQUE LONGE DELA! _ Calma, eu vim para acabar com esse ser, irei proteger você. Foi por isso que eu vim, vou vingar minha namorada e minha mãe, vou caçar essa coisa até a morte. Guilherme Pereira Sposito nº 11 1º D / 2009 57
  • 57. O MENINO QUE ENFRENtA VÁRIAS DIFICULDADES Tudo começou em 1993, quando um menino chamado Renan nasceu, a mãe dele chama-se Maria Rosa. Esta deu à luz no hospital “LEONOR MENDES DE BARROS”. Renan nasceu no dia 26 de agosto de 1993, às 21h15. Porém ele teria de ficar internado porque estava com sopro no coração. Maria Rosa ficou desesperada, aflita e ligou para seu marido que se chama João. Ao receber a notícia, João saiu do trabalho desesperado e foi diretamente para o hospital. Chegando lá, ele olhou emocionadamente para Maria Rosa e disse: _ Não, não! Isso não pode ter acontecido! _ Calma, João, ele vai ficar bom logo, vai se curar, eu tenho certeza. Calma, amor! Passaram-se os dias, Renan saiu do hospital curado. Maria Rosa e João ficaram muito felizes. Maria Rosa pegou Renan e disse: _ Meu filho, acabou o pesadelo, ficamos vinte e um dias neste hospital, mas acabou. Agora vamos para casa com papai, meu lindo. Passaram doze meses, Renan fez seu primeiro aninho de vida. Maria Rosa e João fizeram uma bela festa. Convidaram amigos, familiares e a vizinhança. João e Maria Rosa disseram emocionados: _ Meu filho, como o tempo passa rápido, doze anos atrás, você estava internado e agora está aqui dando seus primeiros passos. Ao passarem dos anos, Renan completou dez anos e pegou uma doença muito forte: bronquite. João ficou triste, abatido, mal conseguia trabalhar. Maria Rosa ficou no hospital. Renan não conseguia falar, respirar, tinha falta de ar. Ficou em observação por 48 horas. Depois desses dois dias, Renan começou a se sentir bem melhor e os pais ficaram bem mais tranqüilos. Renan foi crescendo até que chegou na fase da adolescência: estava com treze anos de idade. No dia do aniversário, João e Maria Rosa fizeram novamente uma festa. Foi uma festa e tanto! Três anos depois, Renan completava dezesseis anos e conseguiu um emprego e pensava estar se tornando um homem bom, digno, honesto e sincero. Os pais, por sua vez, orgulhavam-se do filho por ser um guerreiro e ter vencido tantas dificuldades, tornando-se um vencedor. Samuel dos Santos nº 21 1º E / 2009 58
  • 58. O MEU EtERNO AMOR Eu nem acredito que estou aqui contando a minha história a todos vocês, pois é uma alegria muito grande demonstrar tudo o que sinto. Eu era uma menina desiludida com a vida, tinha um namorado que só me fazia sofrer e chorar todos os dias, com ele não tinha alegria nenhuma, pois ele era um grosso e me tratava muito mal. Terminei o ensino fundamental e fui cursar o 1º colegial e logo conheci a Evelyn, garota super legal e ficamos amigas inseparáveis. Passou-se o tempo e eu conheci um rapaz chamado Daniel, muito bonito, carinhoso, extrovertido, simpático, tudo que uma garota como eu desejava ter. O tempo foi passando e eu cada vez mais me encantava pelo Daniel. Com o passar dos dias, ia ficando mais simpático como eu queria para mim. Os dias passam e nós acabamos juntos; aquele dia sim foi tudo para mim, ele era diferente, parecia que já o conhecia há mais de vinte anos, quando o beijei, foi especial. Mais alguns dias o Daniel veio conversar comigo, eu não me preocupei muito, mas aí que estava o problema, ele disse que tinha mentido para mim; perguntou se eu ia perdoá-lo se ia me perder, mas eu nem sabia o que era, fiquei assutada, pois demorou a falar do que se tratava. Quando então o Dan disse que tinha uma namorada e uma filha. Nossa! Naquele instante meu mundo acabou eu não sabia o que ia fazer, tentei ser forte para não chorar na frente dele, mas não me aguentei, pois estava completamente apaixonada por aquele rapaz. Ele me dizia para não ficar triste, porque eu pedi a verdade e ele me falou. Foi melhor assim, escutar dele do que ficar escondendo tudo, mas o Daniel me dizia que não gostava mais da “namorada” dele, pois estava completamente apaixonado por mim e queria ficar só comigo. Falava que eu era totalmente dele e ele totalmente meu. Nossa! Aquilo mexeu muito comigo. O Daniel olhou dentro dos meus olhos e perguntou se eu o amava de verdade. Eu disse que sim, que o amava de verdade, que tudo que eu mais queria era tê-lo comigo, ali juntinho de mim. Chegou segunda-feira, comentei com a Evelyn o que aconteceu comigo. Ela me deu conselhos, disse que foi melhor a verdade e para eu continuar com ele, pois ela viu que o Dan gostava realmente de mim e eu, dele. Depois da aula, ele estava no ponto me esperando, para me dizer algo muito importante e eu escutei. Quase caí dura pra trás, quando ele disse que tinha terminado o namoro que não havia mais relação alguma com a “namorada”. Eu perguntei como ia ficar nossa relação, se rolava algo, mas, foi aí que o Daniel virou pra mim, se ajoelhou e me pediu em namoro. Naquele instante, eu chorei de alegria, nós dois nos abraçamos, nos beijamos de tanta felicidade. Cheguei na minha casa, e fui logo contando para minha família e para minha melhor amiga Evelyn, pois foi quem me ajudou bastante. Realmente eu sei que o Daniel me ama de verdade, e eu amo o meu Dan também, pois somos um casal feliz, pois eu sofri muito, esperei e encontrei o verdadeiro amor da minha vida. E hoje eu posso dizer que Deus nos abençoou e que encontrei minha Alma Gêmea! Jaqueline de Souza Simplício nº 22 1º B / 2009 59
  • 59. O ÔNIBUS Pode parecer um assunto muito estranho, mas tenho que desabafar. O que me irrita profundamente é o ônibus cheio de manhã e há pessoas que acham que ônibus cheio é igual coração de mãe, sempre cabe mais um. Todos os dias, menos os finais de semana, eu vou de ônibus para a escola, mas o porém é que eu vou de manhã, o que quer dizer, ônibus super, mega, hiper lotado, o que me faz ficar desanimada e irritada logo de manhã. E pode parecer alucinação minha, mas sempre que consigo um lugarzinho, e pode levar ao pé da letra este lugarzinho, chega algum “abençoado” que sempre tenta pegar meu lugar, então começamos a disputa do mais forte, eu empurrando de cá e o outro de lá. Como eu tenho curso na parte da tarde, para voltar para casa, eu pego o ônibus das 5 ou 5h30 da tarde e o pior é que ele vem igualmente lotado como o da manhã, mas desta vez consigo vir sentada, o que não é um mérito, pois como o ônibus está lotado, sempre tem alguém se debruçando sobre você, se você for azarada como eu, mas só no ônibus, porque, normalmente, tenho muita sorte. E todos os dias são assim. Mas fazer o quê? Eu gosto de “calor humano” até ser maior de idade e poder dirigir. Pamella Nunes Silva nº 28 1º D / 2009 60
  • 60. O SEGREDO DE EMILY VANDENBERGHE Meu nome é Emily Vandenberghe, mas eu era conhecida apenas como Lily. Eu tinha 17 anos e estava cursando o último ano do Ensino Médio. Sempre fui uma aluna exemplar na escola, tinha opiniões concretas sobre tudo e gostava de expressá-las. Eu tirava as melhores notas, e nunca tive muitos amigos por isso. Não tinha vergonha de tirar dúvidas, enquanto meus colegas de classe só se preocupavam com o que os outros iriam pensar deles. As pessoas costumavam tirar sarro de mim çpor ser inteligente e prestar atenção às aulas. Nada disso me trazia tristeza, pois minha família era muito unida e feliz, sempre disposta a me ajudar, a me defender e a me apoiar em tudo que fizesse. Era apenas lá onde eu encontrava meus verdadeiros amigos. Na escola, tinha uma menina que nunca gostou de mim, e parecia me odiar. Seu nome era Megan Sprouse, e estudamos juntas desde o Ensino Fundamental. Quando algum professor elogiava minhas notas, ela parecia ter mais ódio ainda, sempre querendo e tentando ser mais do que eu em tudo. No final do colegial, Megan veio conversar comigo, disse que queria ser minha amiga, eu estranhei, mas disse que tudo bem. Ela começou a andar comigo quando estava sozinha, mas quando suas amigas apareciam, ela me deixava, passava por mim e fingia que não me conhecia. Lembro-me de uma vez que estávamos juntas no intervalo da escola e ela me disse: _ Lily, não saia daqui, vou ali rapidinho, mas volto logo. Me espere. Fiquei bastante tempo parada esperando, então resolvi procurá-la. Encontrei-a com suas amigas conversando e rindo, passei por ela, mas não me deu nenhuma satisfação. Quando voltamos para a sala, a professora passou uma tarefa complicada e Megan veio como se nada tivesse acontecido, e pediu minha ajuda. Eu, como não consigo guardar mágoa das pessoas, ajudei-a. Terminamos o último ano. Foi difícil, pois Megan fazia coisas desse tipo sempre. Meu sonho sempre foi fazer a faculdade em outro país, então resolvi tentar uma bolsa de estudos. Eu tinha muita esperança de um dia fazer a prova, que era muito concorrida, para ganhar a bolsa. Quem passasse na prova, teria os dois primeiros anos da faculdade pagos na Itália e teria um emprego garantido para pagar o resto. Passei um ano inteiro estudando para a prova. Visitei muitas bibliotecas, pesquisei provas anteriores, tirei dúvidas com meus antigos professores do colegial e procureim tirar o máximo de proveito em tudo que estudei durante o ano. Já os planos de Megan eram diferentes, ela queria arrumar um trabalho para pagar uma faculdade particular aqui mesmo no Brasil, mas de alguma maneira, ela ficou sabendo que eu iria prestar a bolsa para o intercâmbio, e com essa notícia, mudou seus planos e pagou um curso preparatório para poder tentar ganhar a bolsa de estudos também. Eu fiquei feliz por ela, mas ela parecia estar com muita raiva de mim pelo meu esforço, apesar de dizer sempre que era minha amiga. Eu fazia pesquisas diferentes e depois juntava todas, para montar apostilas e ficar estudando. Megan não fazia nenhum esforço e depois vinha com delicadeza e pedia minhas apostilas para estudar. Chegou o dia da prova. Poderíamos levar apenas um estojo com lápis, borracha, régua e canetas azuis ou pretas. Megan e eu fomos juntas e ela se ofereceu de levar meu estojo em sua bolsa. Quando chegamos, pedi que me devolvesse o estojo, e ela disse que eu não havia lhe entregado. Fiquei nervosa, afinal faltavam dez minutos para o início da prova. Megan se sentou rindo meio de lado e não me ajudou a procurar, disse que eu era desligada e deveria ter perdido no caminho. Procurei alguém e consegui materiais emprestados. 61
  • 61. Fiz a prova tranquilamente, apesar de estar bem complicada. Durante toda a prova, Megan, que estava sentada atrás de mim, ficou me chamando disfarçadamente para ficar pedindo respostas. Foi difícil me concentrar, mas deu tudo certo. Após o término da prova, teríamos 30 minutos para completar o gabarito, e Megan tentou me atrapalhar balançando minha cadeira com os pés. Eu fingia que nem via. Apesar de todas essas coisas, não conseguia sentir raiva dela, mas sim, pena. No dia dos resultados dos testes, eu estava muito nervosa, afinal, havia chegado o dia que eu saberia se meu sonho se realizaria ou não. Eram 40 vagas. Olhei a lista três vezes e não achei o meu nome entre os 40 primeiros, mas lá estava o nome de Megan Sprouse, em 29º lugar. Fiquei muito feliz por ela, mas triste e decepcionada comigo mesma. Megan veio até mim com um ar de ironia e disse que sentia muito pelo meu nome não estar lá. Parecia estar mais feliz pelo meu nome não estar lá, do que por ela ter ganhado a bolsa. Procurei meu nome no resto da lista para saber ao menos qual foi a minha classificação, e também não. Percebi que tinha algo errado e fui falar com o diretor das provas. Chegando na secretaria da escola, falei a uma moça que meu nome não estava na lista. A moça disse que talvez houvesse um erro de impressão e pediu meu nome. Quando eu disse Emily Vandenberg, ela disse: _ Então você é Emily Vandenberghe? E com um ar de quem não entendeu o porquê da pergunta, respondi que sim, e ela me encaminhou à sala do diretor. Chegando lá, o diretor disse que já estava à minha espera. Continuei não entendendo nada e então ele me explicou que na verdade não eram 40 vagas, e sim 43, mas que os alunos que ficassem classificados entre os primeiros três lugares, teriam a faculdade toda paga, cursos profissionalizantes e também emprego garantido. Fiquei feliz, mas ainda queria saber por que meu nome não estava na lista. O nome dos três alunos estava em uma lista diferente. Então o diretor me mostrou a lista, e meu nome estava em segundo lugar. Eu quase não aguentei de alegria e até dei um grito, mas depois me desculpei com o diretor. Quando Megan ficou sabendo, ficou um fera, não conseguia se conter. A raiva estava estampada no seu rosto. Ela não aceitava, por que eu e não ela. A viagem era para Roma, na Itália. Fomos juntas novamente. No avião, Megan pediu suco para a aeromoça e fez questão de ir buscar, quando voltou, fingiu que tropeçou e derramou um pouco de suco em mim. Pediu desculpas. Eu troquei a blusa e ficou tudo bem. Ficaríamos fora do país durante cinco anos. Desde o primeiro momento, quando chegamos, Megan vinha tentando me arruinar em tudo. Escolhi fazer faculdade de Educação Física e consequentemente, Megan também. A faculdade duraria quatro anos, e o último ano seria para fazer outros cursos. Passamos todo esse tempo fora do país e Megan se preocupava mais com a minha ruína do que com seus estudos. Terminei a faculdade e voltei ao Brasil. Megan, por sua vez, continuou em Roma para terminar a faculdade, afinal, perdeu muito tempo do seu estudo comigo. Voltei formada e depois de muito tempo dando aula de Educação Física em Instituições e escolas importantes, abri uma academika chamada Academy Emily Vandenberghe. Megan voltou da Itália e após ver toda minha trajetória, meu esforço e tudo o que eu consegui com isso, ela me pediu perdão por tudo que tinha-me feito, pois ela não conseguiu nada tentando me arruinar, e hoje é minha sócia na Academia. Muitas pessoas que estudaram comigo e zombaram de mim, agora me respeitam muito e alguns até são meus alunos. Eu dou aula de muitos esportes diferentes, e minhas turmas quase sempre ganham prêmios de primeiro lugar nas competições. 62
  • 62. Hoje não sou conhecida apenas como a garotinha Lily que perdia tempo pensando no futuro, mas sim como a respeitada professora Emily Vandenberghe. Ninguém entende como eu fiz para ser tão beneficiada na vida. As pessoas me perguntam sempre: _ Qual é o seu segredo? O que ninguém sabe é que não existe segredo e que nem sempre eu fui beneficiada. Por muitos e mjuitos obstáculos eu passei antes de chegar até aqui. Na vida existem altos e baixos. Todos passam por momentos bons e por momentos ruins, mas o que acontece com a maioria das pessoas é que elas desistem diante de qualquer dificuldade. Na minha vida, eu nunca gostei de ter e nem tive nada na mão. Tudo que consegui até hoje é fruto do meu esforço e da minha dedicação. Muitos tentaram me arruinar, fazer-me desistir dos meus sonhos e dos meus objetivos, mas o que eu nunca fiz e nunca vou fazer, é ligar para o que pensam ou falam de mim. Nossa vida somos nós que construimos. Não existe segredo, e sim, escolha. Por isso devemos escolher sempre os caminhos certos e lutar pelos nossos objetivos, sem medo de ser feliz. Thaís Garofalo da Silva nº 35 1º C / 2009 63
  • 63. O SOL Ele não merece estar aqui”, diziam os velhos e denominados intelectuais daquele lugar mágico aonde jamais iremos. Lua dos Incógnitos, assim nomeado, era o único planeta no universo, era um lugar dominado pela escuridão e merecia com certeza ser chamado perigoso, com arruaceiros, ladrões, chefes de gangues, mulheres e também homens de “vida fácil”, policiais fora da lei, os “Comandantes Nebulosos” e também os religiosos e pessoas honestas espalhadas por todo ele. E é nesse local, repleto de insanidade, que viveu Johnny, um rapaz com dezesseis anos, naquela época, que queria que seu mundo não fosse famoso pelo índice de mortalidade, mas pela justiça e pela igualdade. Todos o detestavam por esse mesmo motivo. Os “Comandantes nebulosos” eram os mais poderosos e mais temidos, não só por causa do nome, mas também pela aparência que tinham poeira no meio de um gás venenoso. Eram o mal em pessoa, quatro deles, um em cada canto da Lua, lideravam o local, entretanto, não tinham poder sobre o militarismo, mas tinham sobre alguns policiais. Aos dezessete anos, Johnny decidiu fazer parte do militarismo do local porque queria provocar o bem em sua terra natal, mas os comandantes impediram-no, pois viam nele a imagem da paz que tanto desprezavam. Johnny lutou por seus direitos e conseguiu, com os não dos comandantes e os sim dos honestos, entrar para a Tropa Verde, assim chamada. O exército era independente: não necessitava da ordem dos comandantes. Ele tentava, e muito, acabar com o mal, mas como na maioria das vezes, o mal era mais forte e em maior número. Johnny foi treinando e saía com a tropa para fazer a ronda diária, que sempre acabava com uns sessenta, que levavam para as grades cheias do planeta. Se eu não disse, me desculpem, todos da Lua dos Incógnitos tinham habilidades especiais – poderes para ser exato – que a maioria usava o fim de praticar o mal. Johnny, como a maioria, tinha velocidade sobre-humana e estar no Brasil como estar no Japão, para ele era fácil. Ele via que seus esforços, apesar de enormes, não eram o bastante, ele, assim como a Tropa Verde inteira, precisava de algo a mais... Muitos dos honestos do planeta inteiro eram incrivelmente poderosos. Eles receberam moradia dos quatro intelectuais, mas não adianta moradia sem a vida. Quando os comandantes perceberam que Johnny e a Tropa Verde conseguiriam a ajuda necessária, logo acumularam e uniram suas forças em um só: um imenso temporal ocorreu de repente, uma cidade grande quase que inteira foi ocupada pelo gás e pela poeira que mudava de cor, do vermelho, preto, azul e amarelo para o puro e nítido branco. O planeta todo sentiu o poder do, agora intitulado, Uno Nebuloso, que saiu completamente enfurecido atrás de dor e sangue, enquanto a Tropa Verde, agora setuplicada de tamanho, teve de se apressar para combater Uno. Em sua mente doentia, Uno pensava: “Aqueles mal agradecidos. Dei alimento e um lugar para morarem e é assim que agradecem, se unem à maldita Tropa Verde para irem contra mim. Vou arrasá- los, darei a merecida punição para os vadios”. Quando os antigos comandantes tinham percebido o aumento na quantidade da tropa, já se tinham passado cinco meses, tempo suficiente para muito treinamento e dedicação da parte dos honestos que, agora, estavam todos prontos para uma “limpeza” no planeta. Na hora do ataque de Uno, a tropa estava fazendo uma ronda que foi rapidamente parada para ir atuar na defesa. Johnny não sabia, mas era o tal escolhido de uma fábula que era contada pelos honestos aos 64
  • 64. seus filhos pequenos antes que fossem dormir. A tal fábula contava a história de um bravo guerreiro que, com inesquecível astúcia, determinação, coragem e boa dose de poder, derrotaria o terrível dono do mundo e traria paz, tranquilidade, harmonia, à antiga paisagem, e a tão sonhada liberdade ao povo da Lua dos Incógnitos. Houve uma tremenda guerra entre Uno e a Tropa, muito sangue e poeira para todo o lado, o resultado foi a morte de metade da Tropa Verde. A guerra não terminara quando Johnny foi sugado e estava naquela hora no “olho do furacão”. “Johnny aumentava de tamanho, seus olhos mudavam de cor, sua massa muscular engordava, sua farda era estraçalhada, e de repente ele e Uno ascenderam quilômetros e explodiram formando uma enorme esfera de fogo, que foi chamada de sol. Os que antes construíam a maldade junto a Uno se foram também com ele. Nós víamos aquilo com um grande aperto nos corações. Ele não tinha família, apenas queria um mundo melhor. Enfim, ele nos salvou finalmente. Nossa terra natal, voltou a ser um lugar melhor como era antes dos comandantes. Johnny, o escolhido não será esquecido!”. O autor da frase foi o líder da Tropa Verde, que assistiu a ida do escolhido, que contava a façanha às crianças sete anos depois da conquista. Wellington Luiz Freire da Silva nº 37 1º A / 2009 65
  • 65. PASSEIO DE MEtRÔ Era uma vez uma menina do interior que não sabia o que era metrô. A cidade em que ela morava era um vilarejo próximo ao sertão de Pernambuco. Lá era uma cidade pacata que não tinha energia elétrica, nem meio de transporte coletivo e de vez em quando aparecia um carro velho pelas ruas cheias de terra, que vinha da cidade vizinha. No vilarejo não tinha água encanada, só conseguia água por intermédio de um açude aparentemente bem suja, com uma cor de barro. Para filtrá-la, eles coletavam em um recipiente de cerâmica chamado pote, e usavam um pano como filtro. Lá não tinha rádio e nem televisão e o povoado só sabia de alguma notícia quando vinham alguns parentes, que moravam na capital ou em outros estados. Certo dia, um parente, que morava em São Paulo, foi visitar a família da menina. Chegando lá, eles conversaram sobre muitos assuntos e entre eles surgiu a palavra Metrô. De repente a menina pergunta ao tio: _ O que é metrô? E ele respondeu: _ Você não conhece o metrô? O metrô é um sistema de transporte muito moderno. Na verdade ele é muito parecido com o trem, que é uma grande máquina formada por vários vagões e uma locomotiva. Os passageiros viajam nos vagões. Normalmente o trem é movido a diesel, já o metrô é movido a eletricidade, o que não polui tanto o meio ambiente. O metrô é um meio de transporte muito rápido porque ele corta caminho por baixo da terra. Isso mexeu com a imaginação da menina que se perguntava como alguma coisa poderia andar debaixo da terra. _ Então o metrô é igual a um tatu? O tio da menina ficou surpreso com a comparação e respondeu: _ Pensando bem é como se o metrô usasse os túneis do tatu, inclusive a máquina que escava os túneis é chamada de tatuzão. Muita gente usa o metrô diariamente, milhões de pessoas. Ele é considerado o melhor meio de transporte da cidade. As estações são muito organizadas e limpas. Você tem que conhecer para entender o que é o metrô. Você quer ir para São Paulo comigo? Aproveita que você está de férias e fique alguns dias comigo. Dias depois, a menina estava em São Paulo com o seu tio. Ela ficou feliz e admirada com o tamanho da cidade de São Paulo, muito diferente da sua cidade natal, mas o que a menina queria realmente conhecer era o metrô. O tio, diante da ansiedade da sobrinha, logo tratou de arranjar um passeio pela cidade que fosse de metrô e a levou para conhecer o centro de São Paulo, praça da Sé, onde fica a estação principal do metrô. Realmente, o passeio de metrô superou as expectativas da menina que agora conhece o metrô. _ Legal, tio, agora eu conheço o metrô. Vou contar para meus pais, irmãos e amigos... Milene Estevam nº 42 1º A / 2009 66
  • 66. QUANDO CRESCER Lembro-me de quando era pequeno, tinha no máximo meus nove anos de idade, voltávamos da escola quando minha mãe sugeriu que parássemos na casa do meu tio. Adorei a ideia, pois ele tinha um violão, e quando íamos lá, ele sempre tocava e mostrava suas belas canções. Quando chegamos naquela humilde, porém confortável residência, fui direto ao quarto dos fundos para buscar o violão para o meu tio. Diante daquele momento, que eu considerava uma grande e divertida festa, minha mãe nos ofereceu um lanche e levantou-se para buscá-lo, e nesse instante, admirado com o talento que meu tio possuía, eu disse a ele: “Quero ser assim quando crescer”. Houve um silêncio e ele olhou fixamente os meus olhos e me disse: “Pare com isso, garoto! Carreira de músico não é tão fácil como você está pensando, poucos chegam no lugar que pretendem, poucos conseguem conquistar o seu espaço na carreira musical. Vá estudar que você vai ganhar mais!”. Sem entender muito bem o que ele quis me dizer, fiquei confuso, e continuei apreciando e aproveitando aquelas horas. No dia seguinte, não estava conseguindo prestar muito atenção nas aulas, pois fiquei lembrando das coisas que meu tio disse e tirando conclusões de que não poderia mais realizar o sonho que iniciava em minha mente. Decepcionado com aquela situação, tentei esquecer de tudo aquilo e continuar vivendo minha infância. Os anos se passaram, e com quatorze anos de idade, meu padrinho me presenteou com uma mobilete, algo que naquela época era o maior e melhor presente que qualquer garoto poderia ter. Fiquei muito feliz por ganhá-la, mas isso não agradou muito a minha mãe, ela sentia medo de que acontecesse alguma coisa comigo, e então tentou me convencer a vendê-la, mas fiz uma proposta: “Deixo a senhora vender, se comprar um instrumento para mim, pode ser qualquer um”! Mas eu quero! Ela ficou um pouco surpresa, mas aceitou a minha ideia. Depois de aproximadamente duas semanas, quando cheguei da escola, ela tinha deixado uma guitarra, simples e barata, porém de boa qualidade e ótima para um iniciante, em cima da minha cama. Fiquei completamente impressionado, pois era exatamente o que eu queria. Acho que aquele dia foi um dos melhores que já vivi, eu nunca havia sentido tanta felicidade, igual senti quando olhei e pude dizer que aquele instrumento tão mágico e poderoso era meu e que poderia mudar minha vida. Sem dinheiro para pagar as aulas, aprendi a tocar sozinho, sem nenhum tipo de ajuda, a não ser o incentivo e apoio e apoio de meus pais e do um tio. Com 17 anos formei uma banda com meus vizinhos, éramos amigos desde crianças, sempre dos considerei meus irmãos, de tal forma que alcançamos uma sintonio perfeita. Começamos em shows pequenos, para poucas pessoas, ninguém nos dava muito valor. Até o dia que um produtor foi ao show de uma banda que iríamos abrir e gostou muito das nossas músicas, e então resolveu entrar em contato conosco, marcamos um encontro e entramos em um acordo, depois disso fomos patrocinados e enfim reconhecidos. Hoje me emociono ao ver meu tio, meus pais, parentes e amigos na plateia, junto com milhares de pessoas que estão ali apenas para apreciar a minha arte, e atualmente eu posso dizer: “Eu sou o que eu queria ser quando crescer!”. Natali Bernardes Batista nº 27 1º A / 2009 67
  • 67. ROtINA ESCOLAR FEMININA ( CONVERSA DE MACHO) A garota fazia correndo o dever de casa de matemática durante a aula de física, as mãos apressadas, a testa suando e a mente torcendo para que a sexta aula chegasse rápido. Chega a hora do intervalo, ela corre para a cantina, compra um croissant de presunto e queijo, vai para o banco, ponto de encontro da turma e tem uma típica “conversa de macho”, pois só fala de garotos. Bate o sinal, ela vai para a outra série para “acidentalmente” encontrar um “emo bombado” do terceiro ano e terem uma conversa de como eles coincidentemente tiveram a primeira aula de educação física juntos e tiveram a segunda aula que foi vaga juntos também e discutirem sobre a coincidência de viverem se “trombando” por aí. Ela corre para a sala. Chega a inspetora e avisa que a 4ª aula é vaga e vão todos para o pátio. Ela leva seu caderno e o estojo para fazer seu dever, mas ela tem outra típica “conversa de macho”, falando sobre como são bonitos os olhos do jogador de futebol que está olhando para ela e que as fotos que estão no Orkut do amigo do cara do terceiro ano com quem ela foi conversar, mas quando se dão conta, bate o sinal outra vez e ela volta para sua sala. A quinta aula é a que mais rende, pois é a aula de eventual, então começa a pensar e facilmente resolve as equações de primeiro grau. Vê que elas não eram difíceis e começa a pensar que ela não seria tão burra a esse ponto, e aí volta para o “emo bombado” que volta para a conversa de macho com suas amigas, mas quando se dão conta, bate o sinal outra vez. Hora da aula de matemática, ela corre apressada para terminar a lição, e como já havia entendido a matéria, resolve facilmente as equações. Os alunos vão entrando de volta para a sala e logo percebe que o professor está chegando. Finalmente ela termina e então a inspetora entra e fala: _ Vamos pro pátio, a 6ª aula é vaga. Ela se emociona, fica super feliz, inutilmente, e guarda o material, vai para o pátio para ter adivinha o quê? É claro, “conversa de macho”. Mas só que o terceiro ano também teve aula vaga. Ela olha ambiciosamente para o seu tão cobiçado “emo bombado” e o final vocês já sabem. Agora, ao invés de ter uma “conversa de macho”, vai ser uma “conversa com o macho”. Alessandra Souza Cunha nº 1 1º B / 2009 68
  • 68. SER UM FRACASSADO OU NÃO, A ESCOLHA É SUA Quando fiz quinze anos de idade, todo mundo queria me contar como eu era quando era pequena, como foi o dia em que eu nasci, no dia do meu batizado, tudo da minha vida. Mas, justo no dia que fiz quinze anos, percebi que daquele dia foi mais um dia para as pessoas jogar na minha cara do jeito que eu sou “pentelha” e nunca estava satisfeita com as coisas. Ninguém falava das minhas qualidades, eles insistiam em falar dos meus defeitos, somente deles; tem horas que isso realmente me irrita. Poxa! Por que elas não falam para mim que eu sou legal, bonita, inteligente, esforçada ou algo parecido? Às vezes, paro para pensar se tudo que eu realmente faço é certo ou é errado; se eu tenho chance de ter um ótimo futuro com todas essas pessoas falando assim de mim. Mas acho que no fundo do pensamento de cada um eles querem o meu bem, mas não entendo o porquê de tanta crítica em cima da minha pessoa. Eu sou uma pessoa que erra e acerta como todas as outras e que está aprendendo a lidar com a vida, como todos, por mais velhos que sejam, também estão aprendendo; tenho uma força de vontade enorme de mostrar pra essas pessoas que eu posso vencer e que eu consigo vencer e que eu vou subir na vida. Aí sim vai ser a minha vez de mostrar a eles que aquela menina que não queria fazer nada, só pensava em se divertir, está bem de vida e que estudou muito para ela ter tudo isso. Mas ninguém tem fé na minha pessoa; todos acham que eu vou ser mais fracassada, que não quis nada com nada da vida e virou mais uma operadora de telemarketing, e não é assim que me vejo no futuro. Thais Fabíola Martins de Almeida nº 34 1º E / 2009 69
  • 69. SUPERAÇÃO Desde quando seus pais se separaram, Juan Ito vivia muito triste. Por ser pobre, ele estudava cada ano em uma escola, e a cada ano, em uma casa diferente, com isso, ele teve muitos problemas sociais, uma das coisas de que ele mais gostava era a religião: Umbanda, que, mesmo sendo muito criticada, ele amava. Com a sua religião, ele aprendeu muitas coisas, entre elas, respeitar as diferenças. Com o tempo, Juan Ito começou a perceber que a vida não era feita só de flores, e sim flores e espinhos, sua vida era basicamente sozinho, pois ele não gostava de ser popular e sim ter humildade. Juan Ito tinha muitos sonhos, mas, para realizá-los, ele precisava primeiro estudar e ter uma mente mais adulta e graças à convivência com as pessoas certas e a educação de sua mãe, ele realizou alguns sonhos, não todos, mas já era o bastante para ele ser feliz e ter uma vida melhor e com grandes superações. Murilo Batista Jordão nº 25 1º E / 2009 70
  • 70. tItÃS Ninguém sabe exatamente como o universo começou. Alguns teorizam que uma grande explosão cósmica catastrófica enviou e espalhou infinitos mundos na imensidão do grande universo, mundos que um dia teriam formas de vida maravilhosas e terríveis. Outros acreditam que o universo foi criado por uma úniva entidade poderosa. Embora as origens exatas do universo caótico permaneçam incertas, está claro que uma raça de seres poderosos surgiu para trazer estabilidade a vários mundos e assegurar um futuro seguro para os seres que seguirem seus passos. Os Titãs, deuses colossais, de pele metálica dos cantos distantes do cósmico, exploraram o universo recém-nascido e se fixaram nos mundos encontrados para trabalhar neles. Eles moldaram os mujndos elevando imponentes montanhas e cavando vastos oceanos. Criaram céus e criaram atmosferas. Tudo partindo de um plano de criar ordem fora do caos. Eles deram poder a raças primitivas para cuidar e manter respectivos mundos. Comandados pela elite conhecida como Panteão, os titãs trouxeram ordem para mais de cem milhões de mundos espalhados pelo grande universo durante os primeiros anos de criação. Sargeras, o titã mais poderoso, tinha uma grande ambição para obter os mundos para ele, mas como ele fizera parte de uma sociedade de titãs, ele não poderia passar por cima das decisões do conselho do Panteão, então ele decidiu sair da sociedade do Panteão, e tomar seu próprio rumo. Sargeras juntou elementais postos em cada mundo para proteção e uniu forças com demônios caóticos para destruir a ordem do Panteão e não restar mais nada que pudesse atrapalhar seus planos de dominar mundos. Sargeras criou um exércilto de demônios colossais e nomeou dois capitães para comandar seu exército vasto de criaturas horrendas das trevas. Archimond, o “devastador” e Kil’jaeden o “enganador”, dois demônios elites de força catastróficas. Sargeras, começou o ataque contra a sociedade do Panteão, exército de demônios contra exército de titãs, mas o exército do titã Sargeras tinha uma vantagem que era os elementais que juntos poderiam aniquilar qualquer ser vivo. Sargeras invocou a força dos elementais que foram sacrificados para a derrota da ordem do Panteão, com isso Sargeras foi com seu exército aos mundos destruindo toda vida que houvesse neles. O único titã vivo chegou em um mundo muito lindo chamado pela ordem do Panteão de Outland; lá existiam criaturas mísiticas chamadas de Elfos da noite. Os elfos praticavam um ritual de “druidismo”, magia da natureza, moravam com árvores falantes e tinham uma inteligência plena sobre as coisas do mundo onde habitavam. No local onde os elfos da noite moravam existia um lago que aumentava a força dos seres que lá viviam e dava-lhes poderes ocultos inimagináveis. Sargeras ficou abismado com a inteligência dos elfos e o lago mágico e decidiu fazê-los de escravos soldados do exército das trevas e tomar conta do lago mágico. O titã fez aos elfos uma proposta pedindo que eles servissem à legião das trevas e em troca ele os deixaria vivos e daria poderes fantásticos, mas Malfurion Stormrage, elfo líder da sociedade, não aceitou a proposta fazendo com que Sargeras o enfrentasse. Malfurion era um elfo sábio e o maior praticante da magia do druidismo. Malfurion bebeu da água sagrada do lago e ficou com quase a mesma força de um titã, Sargeras estava em menor número e foi obrigado a se retirar do ambiente dos elfos, mas a guerra não terminara ali, pelo contrário, era apenas o começo de uma grande guerra. Os elfos da noite tinham três praticantes fortes do druidismo e continha muita magia acumulada, são eles Malfurion Stormrage, Tyranda e Illidan Stormrage, irmão de Malfurion. Malfurion e Tyranda tinham um romance e Illidan tinha inveja do irmâo Malfurion. Sargeras ficou surpresa com a força dos elfos da noite e começou a fazer planos para derrotá-los, juntamente com Archimond e Kil’jaeden, Sargeras aumentou seu exército, se aproveitando de criaturas brutas, mas de pouca inteligência: Trolls e Orcs. Sargeras estava com sua legião ao norte de Cenarius, cidade dos elfos da noite, onde passava Kel’thuzag, um elfo batedor que lá avistava o Exército de Sargeras aumentando cinquenta por cento a mais do que tinha antes; repletos de orcs e trolls. Kel’thuzag viajou o 71
  • 71. mais depressa possível para informar ao povo elfo que um exército viria do norte com grande força e repleto de orcs e trolls, demônios e dragões. Malfurion Stormrage, líder da sociedade elfa, decidiu se aliar também com humanas, anões, gnomos e draenews, dizendo-lhes que se Sargeras derrotasse os elfos, ele derrotaria cada uma das sociedades de Outland. Os gnomos, anões e draenews concordaram em ajudar os elfos nessa batalha criando a sociedade Alliance. Sabendo da sociedade Alliance, Illidan tinha muita inveja de seu irmão e traiu a sociedade elfa, se aliando com Sargeras e com ele levando seu clã de 200 elfos, chamados de Blood Elvs. Archimond, braço direito de Sargeras, invocou milhares de mortos vivos montando um clã, chamado de Undead’s, e com isso era criada naquele momento a sociedade Horda. Agora começara a guerra mais sangrenta existida, horda versus aliiance. Sargeras sabia tudo sobre a sociedade alliance, Illidan havia lhe contado todos os detalhes de defesa do oponente, em troca Illidan recebeu poderes malignos, chamados de magia Warlocks. Illidan sofreu uma metamorfose virando um espectro. Agora a horda tinha quatro comandantes: Sargeras, Archimond, Kil’jaeden e Illidan Stormrage, enquanto a alliance tinha dois Tyranda e Malfurion. Sargeras ordenou à horda o ataque, quando os dois exércitos se confrontaram o tempo parou, todos ficaram paralisados, caíram raios, trovões e se abriram os céus e de lá desceu um guerreiro, o titã criado para destruir Sargeras, cujo nome foi dado de Rada, o “Paladin”. Rada se pôs frente ao seu inimigo Sargeras e puxou o martelo dos deuses, chamado de Doomhammer; Sargeras puxou suas espadas duplas, chamadas de Wargleaves. A Guerra parou ao ver o combate de Rada e Sargeras os dois irmãos titãs, quando o martelo Doomhammer colidiu com as espadas Wargleaves houve a maior explosão do universo que destruiu todas as raças chamada de Big Bang. Muitos acreditam que a formação dos mundos e galáxias ocorreu ao toque das espadas de Sargeras, as Wargleaves e o martelo do Rada o Doomhammer, mas na verdade foi criado pela força dos irmãos titãs. Caio Dantas Ribeiro nº 7 1º A / 2009 72
  • 72. UM DIA COM OS ÍDOLOS Tinha acabado de chegar do colégio... Liguei o rádio porque já fazia parte da minha rotina ouvir música após chegar do colégio. Naquele momento, eu estava escutando a 89fm. Várias músicas conhecidas tocando... Foi quando ouvi algo que me deixou com o coração a mil por hora. A rádio estava fazendo uma promoção de banda que eu amava. A promoção era a seguinte: “escreva uma música que diga por que você merece ganhar essa promoção e ir viajar com o Without Shoes para Fernando de Noronha?” Naquele momento, meu mundo desabou... Escrever uma música? Fala sério! Eu sou péssima com essas coisas. Mas eu não podeia desistir. Fiquei pensando como fazer para ganhar essa viagem. Por vários dias pensava que era melhor eu continuar a vê-los da minha maneira... Indo às rádios nos dias em que eles estivessem lá, seguir a van deles e isso era algo muito perigoso que aliás já tinha pensado em fazer uma vez, quando fui ao show de uma banda italiana. Não tinha contado sobre isso para minha mãe, é claro, porque ela não gostava muito da ideia de shows e eventos parecidos com esses, ela também não sabia da promoção de que eu estava pretendendo participar. Enfim os dias passaram, nada de útil para poder ter sequer uma frase da música. Minhas esperanças estavam abaixo de zero. Continuei com a minha rotina, ouvindo a 89fm todos os dias. Eu adorava música. Por vários dias fiquei preocupada em escrevê-la, mas, depois de um tempo refletindo sobre isso, concluí que, se eu tivesse alguma ideia boa, e motivo de escrevê-las não era mais para ganhar a viagem e sim porque queria compor uma música e depois tentar encaixar de um modo que eu conseguisse tocá-la no violão. O prazo se esgotava depois de dois meses (o tempo que durou a promoção), eles iriam anunciar o ganhador. Não me importava quem havia ganhado a promoção porque agora eu tinha uma ideia: descobriria o dia e onde eles iriam ficar para ir e ficar no mesmo hotel que eles e assim conhecê-los de alguma maneira. A rádio se localizava na Paulista. O que eu iria fazer para descobrir tudo o que eu queria já que os dados só seriam fornecidos ao ganhador? Nesse instante várias perguntas preencheram a minha mente. Tive uma ideia um pouco doida, mas as pessoas fazem loucuras às vezes, certo? E se eu “entrasse” na rádio enquanto ninguém estivesse lá? Era uma coisa arriscada a fazer, mas a vida é cheia de riscos e, às vezes, é bom sentir um pouco de adrenalina. Outras das várias perguntas foi: se eu fizesse isso, como faria? Eu não sou o tipo de pessoa que assite a filmes de espiões. O único que eu lembro é “Agente 86”, mas é comédia, como eu poderia usasr esse filme como de ajuda? Várias perguntas sem respostas. Dias se passaram e eu só pensava em como executar meu plano. Era uma segunda-feira, cumpri com meus deveres, voltei para casa e comecei a arrumar as coisas para o dia seguinte que seria o dia de fazer uma visita surpresana rádio. Levaria uma mochila e dentro dela uma lanterna, isso é algo que sempre levamos, um binóculo e mais alguns outros itens. O dia passou rápido... Logo em breve eu estaria a caminho da rádio. O relógio marcava 21:57. Foi quando decidi que estava na hora de partir. Uma das ciusas que me ajudaram foi que eu tinha um amigo que morava ali perto, então eu já havia combinado que ficaria na casa dele até tarde da noite, e ele por sorte não viu problemas quanto a isso. Achou a minha ideia um pouco absurda, mas, como éramos grandes amigos, ele falou que se eu precisasse de ajuda podia contar com ele. Enquanto esperava o tempo passar, ficamos conversando sobre diversos assuntos. Decidi que estava na hora de ir. Deixei a casa da Dave já sentindo adrenalina correr nas minhas veias, sabia que seria algo inesquecível, literalmente. Peguei o binóculo da mochila para olhar o movimento ao redor da rádio. Era bem pouco, se eu tivesse sorte, conseguiria entrar sem problemas. De novo só fiquei observando, esperando o momento certo de agir. Não havia ninguém olhando... essa era a hora que 73
  • 73. eu esperava. Rapidamente, corri porta adentro. Sucesso! A primeira parte estava feita, agora tinha que prosseguir com a “missão”. Pude procurar pelo que eu procurava tranquilamente pórque, por mais incrível que parecesse, a rádio tinha pouco movimento naquela noite. Nada do que eu precisava estava naquele andar. Fui em direção ao elevador. Fiquei esperando ele chegar... Não tinha ninguém nele. Pensei comigo: “ufa, está tudo dando certo”. Entrei no elevador para ir ao piso superior da rádio. As portas se fecharam, comecei a subir e, de repente, as luzes se apagaram. Ótimo, tudo estava indo tão bem e agora acontece isso. Ficar presa dentro de um elevador escuro à 01:39 era tudo o que eu queria. Rapidamente peguei a lanterna. Fiquei sentada lá, lembrando dos motivos que me trouxeram ali e preparada para os problemas que me esperavam do outro lado da porta. Não podia gritar por socorro, afinal ninguém sabia que eu tinha entrado ali. O que restava era esperar. As horas se passavam. 02:25 e eu continuava do mesmo jeito. Comi uma barra de cereal que havia na minha mochila e bebi um pouco de água. A luz da lanterna começou a ficar cada vez mais fraca, comecei a me desesperar. Escutei barulhos do lado de fora. A porta foi se abrindo. Pensei: “Finalmente estou livre”. Foi quando vi que estava enganada. Era certo que alguém abriu a porta de elevador, mas continuava tudo escuro. Saí com bastante cuidado. Eu ainda segurava a minha lanterna que tinha pouco tempo de duração porque estava ficando cada vez mais fraca, à procura de alguém. Sem perceber, esbarrei em algo que me derrubou. Levantei minha lanterna para ver o que tinha sido. Quando vi o que era, fiquei em choque. Quem estava caído igual a mim no chão era o baixista do Without Shoes. Demorei um tempo para entender aquilo. Fiquei olhando ele levantar e em seguida educadamente, ele me ofereceu sua mão para que eu pudesse levantar também. Não pude evitar a minha curiosidade e perguntei: _ O que você está fazendo aqui a esta hora? Ele me olhou com a mesma pergunta no rosto e respondeu: _ Aconteceu o seguinte, nós estávamos aqui para participár do Privê 89, só que, enquanto esperávamos o programa começar, tudo ficou escuro e não conseguimos achar ninguém, nem conseguimos sair da rádio, até que encontrei esse elevador e tentei abri-lo para ver se tinha alguém que podia ajudar. _ Então você está aqui desde que horas? _ Cheguei aqui eram 23:15 porque o programa começ;ava a 00:00... Mas, e você, o que faz aqui uma hora dessas? Nesse momento, tive vontade de correr. Mas para onde eu iria correr? Fiquei com tanta vergonha de contar o motivo de eu estar ali que comecei a rir. Confuso, ele perguntou: _ O que é tão engraçado? _ O motivo pelo qual eu estou aqui. _ Me diga, porque eu também quero rir desses motivos. _ Tudo bem então, sabe a promoção da viagem com o Without Shoes, eu não consegui fazer uma boa música, mas tive a ideia de descobrir o lugar em que vocês se hospedariam e tentaria ficar no mesmo lugar que vocês. O único jeito de fazer isso era entrar na rádio, ver os papéis e saber o lugar. Tudo estava bem até a luz acabar. Eu estava indo para este andar à procura dos papéis. _ Você passou, e está passando por isso porque queria conhecer o Without Shoes? _ Sim. _ Uau! Estou impressionado com tudo que você me disse, e então conseguiu achar os papéis? _ Ainda não, mas, se não achar hoje, eu volto amanhã e assim vai até eu achá-los. Desculpe-me, mas eu preciso ir e continuar minha busca. Foi um prazer falar com você. _ Espera, o que você acha de ir conversar comigo e com os outros, agora? Não dava para acreditar no que estava acontecendo, a única coisa que respondi foi: _ Claro. 74
  • 74. Todos ficaram surpresos ao me ver, mas então o Bruno explicou toda história para eles e eles acharam bem arriscado, mas, no final, sorriram. Conversamos durante várias horas. Logo pela manhã, dois homens abriram a porta e gritaram: _ O que vocês estão fazendo aqui, garotos? _ Ficamos presos aqui ontem à noite. – Diego, o vocalista, respondeu. _ Quem é esta garota aqui? Eles já estavam me segurando no braço para me tirar dali. _ Ela estava com a gente aqui. _ Vocês a conhecem? _ Conhecemos ontem. _ O que você quer dizer com isso? _ Ela ficou presa aqui também, a encontramos e ficamos todos juntos conversando até agora que vocês chegaram. _ Ela é uma fã? _ Sim. Essa palavra foi o suficiente para que o segurança começasse a me tirar dali. _ Calma, coloque ela no chão, está tudo bem. – Mais uma vez foi o Diego quem disse. Fui colocada no chão com um pouco de violência. Conversei com eles durante mais 10 minutos. Falei que se eles precisassem de qualquer coisa poderiam me ligar que eu ajudaria, assim como fizeram comigo. Eles foram embora. Quando eu estava perto da porta, um homem me chamou e perguntou: _ Como você conseguiu passar pela segurança? _ Eu tenho alguns métodos. – respondi com um sorriso. _ Interessante. – Ele falou intrigado. – Olha, você não estaria interessada em nos ajudar aqui na rádio? _ Que tipo de ajuda? _ Ficamos tão impressionados com sua capacidade de conseguir passar pela nossa segurança que iremos reforçá-la, só que precisamos que alguém nos ajude a testá-la. Você gostaria de ser essa pessoa? Analisei a proposta durante alguns minutos. _ Quais seriam as vantagens disso? _ Bom, além de um pagamento, todas as vezes que o Without Shoes vier aqui, você poderá falar com eles, se isso ainda for necessário, porque eu vi que vocês ficaram amigos então não tenho certeza se você precisará disso. _ Claro que aceito, adoro adrenalina. _ Tudo certo, eu só preciso que você deixe seu telefone conosco que daqui a alguns dias vamos entrar em contato e explicaremos tudo melhor. Fiz como ele pediu e em seguida, fui para casa pensando em uma frase que me fez rir... “Os fins justificam os meios...” No meu caso, isso foi totalmente certo, porque tudo que eu fiz naquela noite pelo Without Shoes não foi em vão, porque agora eu era amiga deles e ainda consegui um emprego, se podemos dizer assim, porque para mim vai ser mais uma diversão... Juliana Midori Ribeiro nº 19 1º C / 2009 75
  • 75. UM DIA COMUM Acordei tranquilamente após uma noite de chuva. O sol estava brilhando enquanto me preparava para o trabalho. Saí de casa, andei pelas estradas e observei ao meu redor: muitos iam e vinham, os pássaros cantavam, a natureza se alegrava com a chegada da nova estação, veículos andavam rapidamente de um lado para o outro. Quando percebi, já estava em meu local de trabalho. Larguei minha mochila e me preparei. Os raios de sol criavam curiosos raios de luz coloridas nas janelas de meu escritório. Sentei e calmamente cumprimentei meus colegas. _ Muito bem. Aonde vamos hoje? _ Fazer uma nova visita ao planeta Terra. De novo? – pensei. Enquanto terminava de meditar, fui subindo com meus amigos no disco voador prateado, que rapidamente saltou para o espaço, deixando para trás o belo planeta vermelho banhado pelas luzes do sol. _ Hoje será mais um dia comum... Bruno Rocha Pereira da Silva nº 2 1º D / 2009 76
  • 76. UM GRANDE SONHO Carolina. Esse era o nome da menina sonhadora. Vivia sonhando, no mundo da lua. Aliás, sua cabeça também tinha quatro fases, às vezes mais brilhante, outras vezes mais dividida, confusa, e raramente tinha ideias originais. Sonhava principalmente no dia de seuj casamento, mesmo sem nunca ter namorado. Ah, sim, isso tinha muitíssimo a ver com sua maior vontade dos últimos tempos: namorar um menino chamado Cássio. A Carol, que gostava de ser chamada assim por seus íntimos (incluindo o narrador), tinha uma amiga que se chamava Eduarda. Esta conhecia Cássio, fazendo de tudo para ajudar sua amiga a conquistá- lo. Eduarda tinha apresentado Carol para Cássio, na escola em que os três estudavam, e desde então sua amiga tinha ficado ainda mais sonhadora do que o normal. Os dois pombinhos haviam conversado por pouco tempo. É porque ficaram desajeitados e encabulados, coisas de adolescentes em suas primeiras aventuras embaraçosas de amor. Ou de paquera, se preferir. Desde então, Carol e Cássio se cumprimentavam de vez em quando, meio sem jeito, como quem não sabe o que dizer. Depois de quase meio ano, só em “oi”, “tudo bem?”, e quase com perguntas idiotas, tipo aquelas “você vem sempre aqui?”, Carol finalmente decidiu parar de sonhar. Precisava agir. Era mulher, oras, e precisava lutar por sua paixão. As nuvens em sua cabeça ficaram limpas, e a lua em seus pensamentos estava cheia de luar. Chegou o dia dos namorados. Iria se declarar. Tudo ou nada, eis a questão. Depois da aula, Carol chegou até Cássio e, olhando para os pés, viu que seu All Star estava sujo. Droga! Ela ficou revoltada por dentro. Cássio para olhou para ela, depois para seus pés, sem entender. Carol respirou fundo. Era destemida, leoa, caçaria seu amado. Finalmente, quando teve coragem de olhar para Cássio, ele não estava mais lá. O que tinha acontecido? Ele não podia ter evaporado assim, do nada. Quando uma tristeza enorme atingiu seu peito, ela o achou! Estava tão próximo, que só podia ver seus olhos grudados nos dela, seus lábios a envolvendo. O beijo foi intenso. De repente ela começou a sonhar. O céu era o mar, com ondas bonitas batendo no vazio, o sol era um vulcão em erupção, esquentando seu corpo de tanto calor, e o ar de poluição se tornou um perfume muito gostoso. Não!!! Ela não precisava mais sonhar: sua vida agora era completa, tinha o que queria, amava seu amor, sentia-se no infinito da felicidade. E uma pena que, em cinco minutos, ela cairia da cama, acordando de seu grande sonho, ainda por cima muito atrasada, em dia de prova, com os cabelos armados e a perua escolar já buzinando na esquina... Camila de Freitas Arcelli nº 05 1º D / 2009 77