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Cartilha do patrimônio cultural de piracicaba    referência de ação patrimonial no território paulista e brasileiro
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Cartilha do patrimônio cultural de piracicaba referência de ação patrimonial no território paulista e brasileiro

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Reflexão de conceitos patrimoniais a partir da ação do IPPLAP Piracicaba e de sua cartilha de preservação patrimonial

Reflexão de conceitos patrimoniais a partir da ação do IPPLAP Piracicaba e de sua cartilha de preservação patrimonial

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  • 1. Cartilha do Patrimônio Cultural de Piracicaba : referência de ação patrimonial no território paulista e brasileiro Mirza Pellicciotta Doutora em História Cultural (Unicamp) e coordenadora do Departamento de Turismo da Prefeitura Municipal de Campinas
  • 2. Sentidos de preservação Qualidade de vida Desenvolvimento sustentável identidade Bens edificados Propósitos e desafios de toda e Bens culturais qualquer sociedade... questões, no entanto, que se tornam essenciais quando os processos de desenvolvimento se aceleram Saberes e Fazeres Paisagem
  • 3. As projeções de futuro necessitam se somar a um maior entendimento do passado porque corremos o risco de quenossos agentes não se reconheçam mais em meio a tantos redesenhos produtivos, e também porque um olharsobre o passado implica em reconhecer passos, em identificar esforços e em reconhecer as superações que sefizeram necessárias para se alcançar tais níveis de desenvolvimento
  • 4. Precisamos perceber de maneira mais profunda o engendramento de um "mundo paulista" que se acha contido noterritório que deu lugar aos nossos municípios e regiões; um "mundo paulista" que tornou possível a nossa própriaconstituição. E para tanto, torna-se essencial reconhecer a existência de processos que no curso do tempo fizeramnascer áreas especializadas, redes produtivas, núcleos rurais e urbanos... processos que em vários aspectos esentidos permaneceram vivos no prolongamento de funções e atribuições especializadas de caráter centenário.
  • 5. As lavouras paulistas de cana de açúcar começaram a surgir nas últimas décadas doséculo XVIII na porção sul da Capitania, no chamado “quadrilátero do açúcar” (entreos atuais municípios de Piracicaba, Mogi Guaçu, Campinas e Itu). data deste períodoa abertura e instalação de grandes propriedades monocultistas, a introdução dotrabalho escravo africano, a transformação dos sistemas viários, o desenvolvimentodo comércio internacional, uma série de inovações tecnológicas, além de umaprofunda transformação ambiental.
  • 6. Casa do Padre Ignácio/Cotia Numa escala ainda mais recuada, as atividades de abastecimento e de pecuária (dimensões fundantes do mundo paulista desde os primeiros séculos de formação) também fizeram nascer e sobreviver atividades, áreas e redes especializadas. As atividades de abastecimento, em especial, foram responsáveis pela fixação dos colonizadores no território paulista ainda no século XVI e se traduziram no cultivo e comercialização de gêneros procedentes das culturas indígenas e européia para uma população que pouco a pouco se espraiava pelos sertões.
  • 7. No século XVIII, com a descoberta do ouro nos atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, a produçãode gêneros se faria intensificada, transformando-se o território paulista numa zona de abastecimento da regiãodas minas. A região da atual Piracicaba integrava um território de papel central nestas atividades, fornecendogêneros através de caminhos fluviais e terrestres, entre eles, a Estada para a Vila da Constituição, o Picadão deCuiabá, a Estrada dos Goiases. Com o passar do tempo, ainda, a chegada de novas populações promoveu umagrande diversificação de gêneros sem no entanto alterar as antigas dinâmicas de comércio, mas sim amplia-las.
  • 8. A pecuária, em meio a tudo isso, ganhou forma no curso do século XVIII e contou desde suas origens com afixação de outras populações (em particular, de mineiros); esta atividade foi promotora não apenas de forçamotriz e alimentos, mas de um sistema viário que transformou de maneira profunda a dinâmica interna eexterna deste território, podendo-se atribuir as origem da logística contemporânea ao papel deentrocamento viário que no século XVIII passou a ser desempenhado pelas picadas e estradas de tropas ecarroças, substituídas no final do século XIX pelas redes ferroviárias.
  • 9. No âmbito da produção agrícola, a chamada “economia cafeeira” que entrou em cena substituindo os canaviais, promoveu a partir demeados do século XIX um novo conjunto de transformações, entre eles a transformação do trabalho escravo para o trabalho livre; aintensificação da agricultura para exportação; a expansão do comércio internacional; a substituição acelerada da cobertura vegetal pelaprodução de café (e cultivo diversificado de gêneros); a entrada massiva de grupos populacionais procedentes das mais variadas regiõesdo Brasil e do mundo (cerca de 70 grupos étnicos); a intensificação da urbanização; a complexificação dos sistemas de escoamento(estradas tropeiras, linhas férreas, estradas de rodagem, aviação); a complexificação e divesificação do uso de tecnologias na produção. Aeconomia cafeeira, neste caso, seria responsável pela complexificação, integração e mercantilização de uma grande variedade deatividades rurais e urbanas, redesenhando não apenas o território da atual RMC, mas todo o território paulista.
  • 10. A ausência de um entendimento mais detalhado destes processos nos dificulta compreender as trajetórias singulares dedesenvolvimento tecnológico e inovação presentes no curso do tempo, oi ainda, o desempenho de papéis e funções de temposimemoriais – que muitas vezes, por se fazerem desconhecidas das populações contemporâneas, impõem dificuldades para a projeçãodo futuro. Este limite de entendimento nos leva também a refletir sobre as razões do desinteresse e descuido com que muitosmunicípios tratam de seu patrimônio histórico. Desvendar nossa paisagem cultural: eis aqui uma tarefa que nos próximos anos poderános ajudar a potencializar ainda mais os nossos caminhos de desenvolvimento.
  • 11. Sentidos de patrimônio valorar os testemunhos (cultura, história, ambiente, arquitetura, arqueologia, turismo, afetividade) registrar, reconhecer, manter respeitar a propriedade “escolher” coletivamente Conselho municipal
  • 12. Sentidos de gestão da preservação e do patrimônio Conselho municipal tombamento sociedade Propósitos de Projetos de coletividade desenvolvimento Desafios de sustentabilidade
  • 13. Obra do/pelo bem comum “Toda a cidade tem uma história (...) Ela está presente na cultura de seu povo, nos ciclos de seu desenvolvimento econômico e social, nas obras ilustres, e também nas edificações, memória visível da evolução urbana. Selecionar na cidade e em seu entorno exemplares de arte, arquitetura, ou ainda conservar as paisagens naturais constituem ações significativas para a integração desses elementos à história. Assim, eles podem cumprir a função social, contando o que aconteceu no desenvolvimento humano em cada época” “A escolha e a manutenção de determinados valores através das edificações e obras de arte, principalmente quando feitas de uma maneira clara, com participação de segmentos da comunidade (...) podem contribuir para o desenvolvimento de uma cidade” “É meta do IPPLAP incentivar modos de atuação junto à comunidade, promovendo ações que estimulem o cidadão comum a identificar os bens de patrimônio, resgatando com isso parte da história da coletividade. Estas ações podem gerar uma relação positiva de compartilhar-se as responsabilidades entre o cidadão e o Pode Público no lugar onde se vive, elevado o civismo e a valorização da história da cidade”
  • 14. Parabéns Piracicaba! Mirza Pellicciotta mirzapellicciotta@yahoo.com.br

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