Sentidos e significados de aprendizagem
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    Sentidos e significados de aprendizagem Sentidos e significados de aprendizagem Presentation Transcript

    • VII ENCONTRO DE PSICOPEDAGOGIA DO PIAUÍABPp – Seção Piauí SENTIDOS E SIGNIFICADOS DE APRENDIZAGEM EM CONTEXTO COLABORATIVO Eliene Maria Viana de Figueirêdo Pierote Psicopedagoga – Msc. em Educação - UFPI
    • Inquietações iniciais que justificam este estudo: Busca das causas das dificuldades na aprendizagem dos alunos; Encontros de formação com professores, – causas reduzidas a comportamentos; Compreender a aprendizagem por meio dos sentidos e significados apontados pelos professores.
    • Porque a Pesquisa? Percepção de fragilidade dos Tentativa de compreender professores sobre a aprendizagem escolar questões relativas por meio dos sentidos eLacuna existente na à aprendizagem significados apontados Área dos alunos pelos professores em contexto de colaboração
    • D Despertando com as Abelhas...• Serenidade ao começar o trabalho logo cedo;• Organização de sociedade que convive com variadas espécies; performance no modo de fazer e de viver;• Como educadora, possibilidade de produzir colmeias educativas por meio da colaboração entre professores que promovam aprendizagem sonhada, possível, com sabor aprazível;• Metáfora - concretizar uma informação, generalizar um saber ou produzir uma nova explicação dos fenômenos (FERREIRA, 2002).
    • OBJETIVOSGERAL: Investigar, de forma compartilhada e em contexto de colaboração, os sentidos e os significados que os professores do Ensino Médio atribuem à aprendizagem para criação de possibilidades de refletir criticamente sobre a prática docente. ESPECÍFICOS:• Identificar os sentidos e os significados de aprendizagem compartilhados pelos professores;• Compreender o movimento de reflexividade crítica sobre a prática docente considerando os sentidos e significados de aprendizagem.
    • Revisitando campos e jardins – o que a Literatura tem a nos dizer...• Sobre a formação contínua de professores a partir de Nóvoa, 1991; Estrela, 1997; Gatti, 1997; entre outros.• Na perspectiva Crítico-Reflexiva: Imbernon (2001, 2009) Freire ( 2001) Liberali (2008; 2010) IbiapinaAlarcão (2003) (2007)
    • Sobre a aprendizagem pela lente teórica...
    • . CONCEPÇÕES DE APRENDIZAGEM CARACTERÍSTICAS - Foco com ênfase na memória – repetição; - Mais espaço para o professor falar e para o aluno ouvir; - Preservação do silêncio total como garantia; - Perguntas do professor carecem de tempo para que o aluno pense e busque asAprendizagem como aquisição e acumulação, resultado respostas dentro de si para respondê-las em seguida; de associações, discurso com foco na mudança de - Comparação entre as pessoas, de forma hierárquica, conforme velocidade do processo de adquirir ou acumular informação, conhecimento ou experiência; comportamento. - Processo quantitativo (aprendeu pouco, muito, ou nada aprendeu); - Aquisições acumuladas são apresentadas em função do tempo (aumento ou diminuição da velocidade de aquisições). - Processo qualitativo refere-se ao tempo presente e o futuro já está nele inscrito como possibilidade; - Acontece pela relação do homem com o mundo (meio social) que refrata e orienta tudo o que parte do homem para o mundo e vice-versa; - É próprio da nossa condição no mundo; algo que nos é dado como possibilidade; - Pressupõe abertura para o mundo, desejo de transformação; - O aprendiz é sujeito ativo na relação; - A aprendizagem decorre da ação do aprendiz sobre o mundo e dos elementos que agem sobre ele, caracterizando ação dialética; - As perguntas provocam movimento, nos colocam em marcha, procurando, revirando, vasculhando respostas – as perguntas despertam o desejo das pessoas e mobilizam a permanência no grupo; - Experiências de imitação são complementadas com outras experiências deAprendizagem como atividade produtiva, discurso com exploração e vão se formando (no cérebro e na vida) possibilidades de novas foco na abertura à inovação. sínteses; - Satisfação pela conquista de novos saberes, prazer pela autoria dos próprios pensamentos – reconhecimento da capacidade de transformar a realidade e si mesmo; - Força que produz o desenvolvimento humano; - O professor organiza o processo ensino-aprendizagem com o intuito de que o aluno aproprie-se das experiências socialmente construídas e crie condições para transformar a realidade; - Possibilita ao aluno criar novos conhecimentos valorosos para o seu processo de desenvolvimento e aprendizagem possibilitando, também, que ele crie a ele mesmo como aprendente, como sujeito autor da própria aprendizagem.
    • SENTIDO E SIGNIFICADO EM VIGOTSKI (2007)• "O sentido de uma palavra é a soma de todos os eventos psicológicos que a palavra desperta em nossa consciência.”• (...) O significado é apenas uma das zonas do sentido, a mais estável e precisa; algo mais definido, generalizável ( p. 179).• A palavra, ao crescer na consciência, modifica todas as relações e todos os processos; o próprio significado da palavra evolui, em função da mudança da consciência (p.184);• Formação do sentido - resultado, produto do significado; é mais amplo que o significado (p. 186);• Os sentidos e significados possuem vínculo que os unem, fazendo com que eles se relacionem e se influenciem constantemente (influências mútuas) .
    • • Teoria Sócio-Histórico-Cultural (TSHC) de Vigotski (1934/2004) cujo processo de constituição do pensamento tem suas raízes na filosofia monista de Espinosa (1632- 1677/1988) sobre a indissociabilidade do pensamento e da ação humana;• Pesquisa Colaborativa, Colaboração e Reflexão Crítica (IBIAPINA, 2008; MAGALHÃES, 2004; FREIRE, 1979; LIBERALI, 2008,2010, entre outros)
    • PESQUISA COLABORATIVA• Caracterizada pela contribuição de professores em processos de investigação cujo objeto de estudo é negociado e passa a ser o foco da análise de todos os partícipes da investigação.• Pensar se o nosso fazer como professor se produz em espaço de “estar” criticamente na profissão e de “ser” conscientemente nesta profissão: este é sentido que damos à colaboração.
    • • Discutir é produzir uma cadeia de raciocínios por meio da argumentação. O valor do discurso é dado pela capacidade de desencadear transformações – Princípio da pesquisa colaborativa
    • Foco da Investigação Campo • Instituto Dom Barreto – Rede empírico Particular de Ensino – Teresina-Piauí Grupo • Professores de Língua Portuguesa docolaborador Ensino Médio
    • INSTRUMENTOS UTILIZADOS• Questionário Reflexivo (CHIZZOTTI, 2003);• Sessões Reflexivas (LIBERALI, 2008; 2010; IBIAPINA E FERREIRA, 2007);• Videoformação (IBIAPINA, 2007; AGUIAR, 2008).
    • INSTRUMENTOS OBJETIVOS Obter informações gerais sobre o perfil Questionário Reflexivo dos partícipes, necessidades formativas e sentido atribuído à aprendizagem. Explorar os sentidos e significados de Sessões Reflexivas aprendizagem por meio das ações da reflexão crítica e colaborativa. Concretizar ações de reflexão crítica e do Videoformação agir colaborativo que permite compreender a prática docente.Quadro 2: Instrumentos utilizados na pesquisa e objetivos.Fonte: Objetivos propostos nos procedimentos metodológicos (Questionário, Sessões Reflexivas eVideoformação).
    • Identificação Dirceu Marília Sonja Charles Barry bee Filosofia e Letras Letras Pedagogia Graduação Letras Letras Português Português Espanhol Ano de 1989 1997 1998 1999 1973 Conclusão Especialização em Orientação Especialzação Educacional, Pós- Especialização Mestrado em Mestrado em em Língua Psicopedagogia, em Literatura Graduação Linguística Educação Sociopsicomotri Brasileira Espanhola cidade e Mestranda em Educação Tempo de docência em 9 anos 4 anos 10 anos 15 anos 16 anosEnsino Médio Regime de 36h Horista 25h 35h 40h trabalho Acredita ser um grande Gostaria de Interesse em Estudar o aprendizado tentarMotivos para Colaborar para discutir temas processo de para todos, participar, adesão à que a pesquisa relacionados aprendizagem discutir sobre mas teme a pesquisa seja realizada. às práticas de na perspectiva estudo e questão do da colaboração. ensino. formação de tempo. professores.Quadro 3: Identificação dos colaboradores quanto à graduação, ano de conclusão, pós-graduação,tempo de docência, regime de trabalho e motivos para adesão à pesquisa.Fonte: Questionários aplicados em abril de 2010.
    • PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS NA VISÃO DE PROCESSO, EXPLICAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EIXO TEMÁTICO DA UNIDADE DISCURSIVA FUNDAMENTOS INSTRUMENTOS ANÁLISE TEÓRICOS a)Nossos codinomes; b)Nossa formação; Vigotski (2001), c)Nosso trabalho; Ibiapina (2007),Aprendendo a nos d) Nossas necessidades Liberali (2008; 2010), Questionárioconhecer: para além do formativas; e outros.perfil d)Nossas compreensões sobre colaboração e reflexão. a)Sentidos e significados apreendidos antes da QuestionárioAprendizagem – Ibiapina (2007), Tacca interação;sentidos e significados (2008), Martinez e b)Sentidos eem discussão Tacca (2009), e outros. Sessões Reflexivas significados apreendidos na interação. a)Aprendendo a descrever: o cenário do Rodrigues (1993) processo de ensino e de Oliveira (2002),A aprendizagem em aprendizagem; Loureiro Jr. (2008);cena: o confronto entre o a)Confrontando ações Ibiapina (2007); Videoformaçãodizer e o fazer – recordando práticas Liberali (2008; 2010), b) Aprendendo a e outros. informar e reconstruir: redescobrindo práticas. a) Negociação dos sentidos e significados de aprendizagem; Magalhães (2004); Sessões ReflexivasAprendizagens b)Conflitos Liberali (2008; 2010)colaborativas:negociações, conflitos e apresentados; e Martínez e Tacca c)(Re) (2009) e outros. Videoformação(re) posicionamentos posicionamentos; d) O néctar de cada colaborador (a).Quadro 8- Estrutura da análise com base nos eixos temáticos, unidades discursivas, fundamentosteóricos e instrumentos.Fonte: Elaborado a partir dos estudos teóricos da pesquisa.
    • Escolhendo nectários: ANÁLISE DE DADOS- Princípios Teóricos:• Aprendizagem, Sentido e Significado e Colaboração Crítica (MAGALHÃES, 2004; IBIAPINA, 2007; TACCA, 2008; VIGOTSKI, 2004 E 2009);- Princípios Analíticos• Análise do conteúdo do Discurso (BAKHTIN, 2000; BRAIT, 2007; ORLANDI, 2009);
    • Enxameação: A discussão dos dados na vez e voz dos colaboradores
    • Inferências dos partícipes sobre os sentidos de aprendizagem apontados por cada umSonja (sobre o sentido de aprendizagem de Dirceu): O sentido aproxima-se mais da concepção Sócio-Histórica, já que, tanto nesta concepção quanto no sentido explicitado acima, ocorre integração entre osujeito e o meio, ou seja, o sujeito age, constrói e transforma junto ao professor. Essa ação conjunta acabapor transformar a realidade que os cerca, se houver real interesse pela mudança.Marília (sobre o sentido de aprendizagem de Barry bee): Sócio-Histórica. Nesta perspectiva o sujeito éentendido como uma integração dinâmica e constante. Sendo um ser ativo, o homem busca o saber, maspara essa aquisição ele transforma e se transforma.Dirceu (sobre o sentido de aprendizagem de Charles): Procurando fazer uma abordagem crítica do assuntopara que o aluno participe do processo de produção do conhecimento, sentindo-se responsável pelaprodução do conhecimento – questiona a leitura do texto – perspectiva da interação de Piaget.Charles (Sobre o sentido de aprendizagem de Sonja): Creio que na Epistemologia Genética. O alunoparticipa da construção do saber através de um processo interativo em que conjugam elementosambientais inatos e interativos.Barry bee (sobre os sentidos de Marília): A primeira impressão dá a conotação da concepção voltada paraa interação social e a linguagem como elementos mediadores, considerando o termo motivador edescobertas. Quadro 22: Negociação de sentidos entre os partícipes. Fonte: Sessão Reflexiva do dia 9/9/2010.
    • Com a negociação de sentidos de aprendizagemrealizada, foi possível compreender de que forma ateoria começa a interferir na prática docente. Cadapartícipe, ao fazer inferências sobre o sentido deaprendizagem apontado pelo colega, realiza, tambémnesse momento, oportunidade de rever suasconcepções teóricas a partir do olhar do outro,revivendo, de certa forma, situações do seu cotidiano. O olhar do outro, nessa atividade, provoca orepensar sobre a prática, pelas aproximações edistanciamentos que cada um avalia, ao perceber ascaracterísticas da aprendizagem em cada abordagemexplorada.
    • Aprendendo a descrever: o cenário do processo de ensino e de aprendizagem - (VIDEOFORMAÇÃO) Na ação de descrever, Dirceu rememora aprópria prática esclarecendo para si e aos demaispartícipes, modos de perceber sua ação docente, apartir, por exemplo, do objetivo pretendido, aexplicação sobre quais e como os conteúdos foramtrabalhados e quantidade em função do contexto(aula de revisão para as provas). Os dados fornecidospelo professor nos mostram que a turma filmada écomposta por 39 alunos com idade entre 16 e 17anos, estudantes do 2º ano do Ensino Médio.
    • Dirceu: É. Eu lembro que a situação era a última aulaantes de começar as provas que eu tinha, ou seja, erauma aula de revisão, onde eu fiz, vocês perceberam aí,tinha um gráfico no quadro entre realismo e naturalismo,fazendo a diferença, porque eu comecei dizendo: “Esseassunto vocês já viram, então, nós vamos sintetizar”. Oquê que tinha de novo ainda? Só falar de Antero deQuental e de Cesário Verde, dois poetas que eu falei nessaaula, mas a primeira parte era uma aula de revisão, né?Eu só apresentei assunto novo no final, que era falar umpouco dos dois poetas: Antero de Quental e Cesário Verde.Então, foi pensando, né, nesse quadro comparativo comoaula de revisão, onde seria a última aula do semestre.Depois dali, dessa aula, começava a semana de provas, euacho que no dia seguinte, já tinha prova.
    • (RE) Posicionamentos A discussão empreendida entre os interlocutores foiprovocada pela pesquisadora ao diferenciar a aprendizagem pelacolaboração e pela não colaboração (IBIAPINA, 2008). Suscitou emMarília, inicialmente, o levantamento sobre o interesse do aluno emparticipar, em que revela a importância do uso da linguagem comopromotora de espaço colaborativo “[...] se eu uso uma linguagemque não é apropriada para determinada pessoa, essa pessoa nãovai compreender bem.” E que Dirceu complementa que é alinguagem como um todo, ou seja, pensamento, fala e corpointeragindo na situação de aprendizagem. Sonja lembra imediatamente, a importância do atendimentodas necessidades básicas satisfeitas para que o bem-estar doprofessor prevaleça na relação. Ela cita as provas que o professorleva para casa, o cansaço, que é silenciado, mas está implícito, comocaracterística que deve ser levada em consideração para que arelação entre professor e aluno possa fluir, a colaboração se instale,possibilitando a aprendizagem como atividade produtiva.
    • O professor Dirceu concorda com Sonja, elenca maiscaracterísticas necessárias, como descanso, banho, entre outros elembra situações que vivencia atualmente como graduando do cursode Direito. Consegue fazer a leitura de um dos seus professores, queage fugindo totalmente do perfil de formação necessária ao professorcrítico, que se propõe a criar clima colaborativo em sala de aula. Alémde apresentar marcas de autoritarismo nas suas ações (LIBERALI, 2010p. 32), [...] às vezes debocha do aluno, quando o aluno faz umapergunta... Nesse relato, o professor Dirceu consegue deixar clara, aimportância da formação inicial e contínua para a ação docente. Oprofessor a quem se refere e faz a comparação, não recebeu nenhumtipo de formação para exercer a função, e, ao que parece, não vivenciasituações que o leve a refletir sobre a prática docente na instituiçãoem que atua como professor.
    • Mais (Re) posicionamentos O ato de se ver no vídeo, como aponta Marília, leva oprofessor a repensar sua prática e procurar encontrar formas detornar a sua aula [...] empolgante, interessante, pra chamar aatenção do aluno. Aí, eu vejo assim, o professor consegue re-olhar a sua prática no momento em que ela é filmada, nessesegundo momento. A interação estabelecida com os interlocutores criacontexto colaborativo quando são desencadeados pontos de vistadiferentes que se aproximam, quando mediados pelapesquisadora, no que se refere à importância de olhar para aprática de determinado professor (ou a sua, no caso de Dirceu),refletir sobre o modo como realiza determinada ação, levando-osa refletir sobre possibilidades de agir de modo diferente, com acompreensão de que isso acontecerá somente quando a ação detransformar a prática é volitiva e esta acontecerá quando houverdesejo e intenção coincidentes e de modo consciente.
    • De operário a produtor: o néctar de cada colaborador[...] Entendo que esse processo de Formação de Professores deveser contínuo, pois nenhum de nós está plenamente acabado, pormais experiências que tivermos, haverá sempre alguma coisapara aprender. No início, achei difícil a ideia de ministrar umaaula como objeto de análise do projeto de formação deprofessores, no entanto a vontade de ajudar, colaborar com umapesquisa por meio de encontros críticos e reflexivos sobre a açãodocente, falou mais alto. Tanto que a partir das leiturasdesenvolvidas nos encontros, as discussões feitas pelo gruposobre a prática de cada professor, senti-me bem à vontade parafalar de minhas experiências de sala de aula. Dirceu
    • [...] Creio que nós, professores, sobretudo os maisantigos, acreditamos que já estamos prontos, que de nadaprecisamos para o exercício do magistério. Na prática, essaausência de reflexão sobre nossas ações reflete-se na maioriados conflitos no dia a dia da escola, e sobre os quaisatribuímos outras causas que não àquelas diretamenterelacionadas à falta de um olhar para dentro de si próprio.Isto acontecendo, quem sabe, contribuiria para produzir açõesque certamente transformariam práticas já consolidadas emnovas formas de agir. Acredito que falta ao professor de hoje um domínio doconceito acadêmico (científico) do que seja o binômioensino/aprendizagem. Isso não se adquire espontaneamente,mas por meio de reflexões colaborativas como as que foramrealizadas nos nossos encontros. Só assim nos tornaríamosmais conscientes do papel de educadores e realizaríamos commais competência a tarefa de ensinar.
    • Concluo sugerindo que sua pesquisa não deve ficar entrequatro paredes, restrita ao nosso grupo. Ela deve ganhar voos, chegaràqueles que até então, como eu, pensava que ensinar consistia apenasem preparar aulas e transmiti-las aos alunos, quando na realidade essetrabalho, para que se realize com eficácia, deve constantementesubmeter-se a um momento de autocrítica, pois nenhuma experiênciade magistério, por mais longeva que seja, garante a certeza de queestamos no caminho certo. Sua contribuição, portanto, só surtiráefeitos positivos se socializada com os professores, sobretudo comaqueles que (e entre estes me incluo), necessitam desse estímulo paracom humildade reconhecerem que é sempre necessário fazer umareflexão dos seus procedimentos didático-pedagógicos, para terem acerteza de que realizam um trabalho voltado para um ensino dequalidade. Muito obrigado pela oportunidade que me proporcionou. Cordialmente, Prof. Charles
    • [...] Durante os encontros, conversamos sobresituações diversas, vividas em classe, mas, principalmente, asrelacionadas à aprendizagem dos alunos. Quanto a isso,considero que deixei clara a minha ideia. Há aprendizagemquando há interação. O aluno age, na sala, não como ummero receptor, mas como um sujeito ativo na construção doconhecimento. Procuro concretizar isso, dando voz aos alunosdentro da sala, fazendo perguntas relacionadas ao conteúdoou deixando que eles se expressem livremente a respeito doque é ensinado. Quando um aluno afirma não saber aresposta, procuro instigar seu conhecimento, fazendo-o seguirum raciocínio lógico até encontrar a resposta e ter prazer depensar: “Eu sou capaz!”. Sonja
    • [...] A prática colaborativa é antes um estar disposto, estaraberto a participar, é um envolver-se espontaneamente, por saberque na colaboração os dois lados têm muito a ensinar e aprender. Marília [...] Os dias e as noites de produção foram instigantes,fatigantes em alguns momentos, mas, sobretudo gratificantes. Asensação de disseminar pólen no grupo de professores com os quaisconviveu durante esse período, propiciou a Barry bee inovação no seufazer. Reconhecer-se como formadora e pesquisadora de modoconcomitante foi o ponto-chave para compreender que o tipo depesquisa desenvolvida agrega ações consideradas imprescindíveis àprática docente. Os sentidos e significados de aprendizagem de Barry bee seampliam em movimento espiral, porque vislumbra novasnecessidades. A colaboração já fala mais alto no seu modo de pensare de agir. Que se derrame o mel... Barry bee
    • E O PÓLEN VIRA MEL... CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do exposto, registramos que o estudo que aquiapresentamos e que metaforicamente dizemos que foi o melproduzido, postulou, na sua centralidade, evidenciar omovimento dos sentidos e significados de aprendizagem dosprofessores do Ensino Médio a partir de perspectiva deformação contínua no modelo da colaboração, implicando em(re) posicionamentos significativos a respeito da reflexão críticasobre a prática docente, gerando novo conhecimentoprofissional e que, necessariamente incrementará, em basespositivas, a qualidade do ensino, da aprendizagem e danecessária formação contínua dos professores.
    • Ousamos acreditar que conseguimos dar realce ao temae aos questionamentos que levantamos como essenciais para odesenvolvimento das reflexões acerca da prática docente entreos professores do Ensino Médio. Enfatizamos, no entanto, quenão apresentamos conclusões generalizantes, nemdirecionamos operacionalizações práticas que os professorespudessem seguir para atender, por exemplo, às necessidadesformativas que sugeriram nos questionários reflexivos, masexpusemos as sínteses das compreensões que tivemos emrelação aos estudos empreendidos, sinalizando quepretendemos contribuir com reflexões que possam mover ossentidos e significados de aprendizagem pela ótica da discussãodo professor reflexivo na perspectiva de reformar opensamento, como sugere Morin (2004).
    • Estamos cientes do nosso papel de partícipecolaboradora, que apresentou em alguns momentosfragilidades, incertezas, buscou a fortaleza necessárianas possibilidades que encontrava para planejar assessões reflexivas e a videoformação, requerendosempre novos estudos e novas contribuições a partir deproblemáticas e desafios ainda não desvelados nocampo da aprendizagem. Desse modo, acreditamos tercontribuído com a discussão em torno da formaçãocontínua, especificamente estudando os sentidos esignificados de aprendizagem em contexto decolaboração, potencializando negociações centradas naperspectiva da incompletude e da divergência, própriasdo crescimento e desenvolvimento humanos, que,permanentemente, fazem e se refazem quandoproduzem a si mesmos e ao seu trabalho.
    • Temos a convicção de que nos envolvemos porinteiro nesse trabalho. Vivenciamos cada etapa de formaintensa, em que todas as emoções possíveis e imagináveisforam externadas. De risos a choros, fomos dando sentidoa partir dos significados compartilhados de tudo o que nospropusemos, por entendermos que não somente sobre aaprendizagem como fenômeno de estudo, mas comoaprendizados para a nossa vida. Pensamos ser este odiferencial desse modo de pesquisar. Quando astransformações passam a se realizar em pequenas ougrandes ações, porque compreendemos que não há umamais importante que a outra. Todas possuem igualmenteo seu valor, dependendo do contexto social e histórico emque foram e estão sendo produzidas.
    • O uso da metáfora sobre as abelhas nosimpulsionou, mesmo de forma insegura em algunsmomentos, se não estávamos sendo “melosas” emdemasia. É que fazer analogias com esses insetosdemonstram a nossa vontade de que as colmeiaseducacionais possam se organizar como nos seusexemplos, com o diferencial de que podemos escolhernéctares e pólens que favoreçam produção que possa nosfazer sentir orgulhosos de nós mesmos, quando o mel serevela nas transformações de mentes por uma sociedaderegada por pessoas conscientes do papel quedesempenham, agindo em prol de um mundo colaborativopara todos.
    • As abelhas são capazes dereconhecer e identificar energias sutis, como desarmonia e desonestidade. Como seu propósito é fazer colmeia e mel mais perfeitos, dificilmente construirão uma colmeia ou se manterão em uma que esteja próxima ou localizada em um ambiente injusto. (PEPPER LEWIS, 2007) ...a construção das colmeias das abelhas poderia envergonhar mais de um mestre-de- obras. Mas há algo em que o pior mestre-de- obras leva vantagem, logo de início, sobre a melhor abelha, é o fato de que, antes de executar a execução, projeta-a em seu cérebro. (MARX, 2002) elienepierote@hotmail.com
    • Palavras-chave: Psicopedagogia/sentido e significado/ colaboração• Que aproximações podem ser feitas a partir do estudo do sentido e significado de aprendizagem em contexto colaborativo com a Psicopedagogia?• Como tem sido a nossa prática psicopedagógica, no que se refere ao modo de conceber a aprendizagem?
    • • Temos procurado pesquisar sobre os sentidos e significados de aprendizagem apontados pelos alunos e professores? Que teorias/crenças estão subjacentes?
    • Esperamos suscitar o desejo em cada um(a) aqui presente, de utilizar aspráticas colaborativas como subsídio na ação psicopedagógica, pelo sentido e significado que elasproduzem no nosso modo de fazer e de viver. MUITO OBRIGADA! Eliene Pierote elienepierote@hotmail.com