Miquéias Vitorino
1880
Realismo
Naturalismo
1890
Simbolismo
Parnasianismo
1900
Pré-
modernismo
 Segundo Antonio Candido (2007), o parnasianismo surgiu
no Brasil no último decênio. Tem origens francesas e se
caracteri...
 Apreço pela forma: a volta dos sonetos, metrificação de
dez e doze sílabas, rigor na forma e na gramática,
rebuscamento ...
 Talvez sonhasse, quando a vi. Mas via
Que, aos raios do luar iluminada,
Entre as estrelas trêmulas subia
Uma infinita e ...
 Não é uma escola literária, mas sim um período da história
da literatura brasileira que marca a transição da literatura
...
Principais obras
 Os Sertões, de Euclides da Cunha.
 Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
 Eu, de Augusto ...
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
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Parnasianismo e pré modernismo no brasil

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Sobre o Parnasianismo e pré modernismo no Brasil. Características estéticas, autores, contexto sociohistórico e cultural etc.

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Parnasianismo e pré modernismo no brasil

  1. 1. Miquéias Vitorino
  2. 2. 1880 Realismo Naturalismo 1890 Simbolismo Parnasianismo 1900 Pré- modernismo
  3. 3.  Segundo Antonio Candido (2007), o parnasianismo surgiu no Brasil no último decênio. Tem origens francesas e se caracteriza pela diminuição do sentimentalismo, que era bastante romântico e anulação das influências políticas na poesia.  O Brasil república e a chegada de um novo século movimentavam os parnasianos a buscar apreço pela forma, fazer a arte pela arte.  Olavo Bilac é o principal representante desta escola literária.
  4. 4.  Apreço pela forma: a volta dos sonetos, metrificação de dez e doze sílabas, rigor na forma e na gramática, rebuscamento da linguagem, pureza da língua.  A obra que melhor representa esta escola é a série de poemas Via Lactea, de Olavo Bilac.  O ciclo dos parnasianos termina com a chegada da Semana de Arte Moderna, em 1922.
  5. 5.  Talvez sonhasse, quando a vi. Mas via Que, aos raios do luar iluminada, Entre as estrelas trêmulas subia Uma infinita e cintilante escada. E eu olhava-a de baixo, olhava-a... Em cada Degrau, que o ouro mais límpido vestia, Mudo e sereno, um anjo a harpa doirada, Ressoante de súplicas, feria... Tu, mãe sagrada! vós também, formosas Ilusões! sonhos meus! Íeis por ela Como um bando de sombras vaporosas. E, ó meu amor! eu te buscava, quando Vi que no alto surgias, calma e bela, O olhar celeste para o meu baixando...
  6. 6.  Não é uma escola literária, mas sim um período da história da literatura brasileira que marca a transição da literatura com influências do século XIX e a moderna literatura do século XX.  Tem como pano de fundo uma série de eventos mundiais e conflitos internos do Brasil: Guerra de Canudos (terminou em 1987), criação do partido socialista no Brasil (1902), revolta da vacina (1904), 1ª Guerra Mundial (1914), Revolução Russa (1917) e Semana de Arte Moderna (1922).  Representantes: Augusto dos Anjos, Lima Barreto, Monteiro Lobato, Euclides da Cunha
  7. 7. Principais obras  Os Sertões, de Euclides da Cunha.  Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto  Eu, de Augusto dos Anjos Tendências estéticas  Construção de imagens fortes e naturais  Determinismo e cientificismo herdado do naturalismo  Reflexões metafísicas (morte, além-vida, espiritualidade)  Vocabulário científico e comedido
  8. 8. Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênesis da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundíssimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme — este operário das ruínas — Que o sangue podre das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há-de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra!

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